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Trilogia A Proposta

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Trilogia A Proposta

evaluări:
4/5 (2 evaluări)
Lungime:
1,106 pages
17 hours
Lansat:
Feb 18, 2019
ISBN:
9788584423767
Format:
Carte

Descriere

A Proposta - Com a chegada dos trinta anos, Emma Harrison está com seu relógio biológico tinindo e ainda aguarda o seu príncipe encantado aparecer. Ela está ficando sem opções, principalmente depois que seu melhor amigo gay desistiu de ser seu doador de esperma. Claro, sempre há um banco de esperma, mas Emma tem medo de que haja alguma confusão com a doação e ela possa receber a semente de um monstro assassino ou algo do tipo.O maior mulherengo da empresa, Aidan Fitzgerald, está acostumado a sempre conseguir o que quer, principalmente no quarto. Quando Emma rejeita suas investidas na festa de Natal da empresa, ele fica determinado a conquistá-la a qualquer custo. Ao saber sobre a difícil situação de Emma, ele rapidamente faz uma proposta que beneficiará a ambos. Ele será o pai do filho da Emma, mas ela precisará concebê-lo naturalmente, com ele. Sem ninguém com quem namorar ou simplesmente fazer sexo casual, Emma reluta em aceitar a oferta, mas o charme dele e o intenso desejo dela pela maternidade vencem a questão.Logo as seções para a concepção do bebê se tornam mais do que físicas. Aidan não parece se afastar dela, enquanto Emma começa a pensar que ele pode ser o homem certo ... O Pedido - Durante as semanas seguintes à traição de Aidan,Emma fez o que pôde para seguir em frente. Ignorandoas inúmeras mensagens de texto e voz e as fl ores, elanão tinha certeza se queria voltar para ele. Mas Aidannão desistiria fácil – principalmente não até que Emmao deixasse revelar o segredo de seu passado que olevou a ter fobia de assumir compromissos.Mas o destino intervém quando Emma entra em trabalhode parto prematuro e precisa repousar por duas semanas.Aidan aproveita para fazer uma proposta surpreendente.Para provar seu amor e comprometimento com ela ecom seu futuro fi lho, ele pede uma licença do empregopara cuidar dela em tempo integral. Jurando proteger seucoração, Emma concorda com relutância.Enquanto fi ca comovida com a atenção e os cuidadosde Aidan, Emma fi ca desconsertada com a aproximaçãodo médico da emergência, Alpesh "Pesh" Nadeen.Pesh é tudo que Emma poderia querer – bem-sucedido,equilibrado e pronto para se casar, para ser marido epai. Pesh só quer conquistar o coração de Emma, masela não tem certeza se será capaz de entregá-lo.O coração dela pode ainda pertencer ao mesmo homemque o partiu – aquele que está tão desesperado paratentar tê-la de volta... Par perfeito - Depois que seu ex-namorado a deixou grávida e sozinha, Megan McKenzie desiste de encontrar um novo homem para sua vida. Ela passou os últimos dezoito meses focada exclusivamente em seu filho, Mason, e em terminar a escola de enfermagem como a primeira da classe. Embora ela não esteja pronta para complicar sua vida com um relacionamento de longo prazo, um sexo sem compromisso é exatamente o que ela precisa.No batismo de seu afilhado, ela encontra o candidato perfeito, o padrinho, Pesh Nadeen. Mas depois de beber muito, a noite não acaba do jeito que ela pensava que seria. Forçada a deixar a casa, morta de vergonha, Megan espera nunca mais vê-lo novamente.Para Pesh Nadeen, o próprio jeito de Megan o deixa em um túnel emocional. Como ela lembra muito a esposa que ele perdeu, ele começa a evitar novos encontros... no primeiro momento. Mas quanto mais ele passa a conhecê-la, percebe que há algo sobre a loira que faz com que o seu lado protetor se exceda, e ele se vê querendo saber mais sobre ela. Quando Megan é designada para trabalhar no mesmo hospital que Pesh para completar o seu estágio de enfermagem, ele vê isso como obra do destino, mas ela não vê nada disso. Ela quer apenas um relacionamento físico, e ele quer muito mais.
Lansat:
Feb 18, 2019
ISBN:
9788584423767
Format:
Carte

Despre autor


Legat de Trilogia A Proposta

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Trilogia A Proposta - Katie Ashley

SUMÁRIO

CAPA

A PROPOSTA

DEDICATÓRIA

CAPÍTULO UM

CAPÍTULO DOIS

CAPÍTULO TRÊS

CAPÍTULO QUATRO

CAPÍTULO CINCO

CAPÍTULO SEIS

CAPÍTULO SETE

CAPÍTULO OITO

CAPÍTULO NOVE

CAPÍTULO DEZ

CAPÍTULO ONZE

CAPÍTULO DOZE

CAPÍTULO TREZE

CAPÍTULO QUATORZE

CAPÍTULO QUINZE

CAPÍTULO DEZESSEIS

CAPÍTULO DEZESSETE

CAPÍTULO DEZOITO

CAPÍTULO DEZENOVE

CAPÍTULO VINTE

CAPÍTULO VINTE E UM

CAPÍTULO VINTE E DOIS

CAPÍTULO VINTE E TRÊS

CAPÍTULO VINTE E QUATRO

CAPÍTULO VINTE E CINCO

CAPÍTULO VINTE E SEIS

CAPÍTULO VINTE E SETE

CAPÍTULO VINTE E OITO

CAPÍTULO VINTE E NOVE

CAPÍTULO TRINTA

CAPÍTULO TRINTA E UM

CAPÍTULO TRINTA E DOIS

CAPÍTULO TRINTA E TRÊS

CAPÍTULO TRINTA E QUATRO

CAPÍTULO TRINTA E CINCO

CAPÍTULO TRINTA E SEIS

AGRADECIMENTOS

O PEDIDO

DEDICATÓRIA

PREFÁCIO

CAPÍTULO UM

CAPÍTULO DOIS

CAPÍTULO TRÊS

CAPÍTULO QUATRO

CAPÍTULO CINCO

CAPÍTULO SEIS

CAPÍTULO SETE

CAPÍTULO OITO

CAPÍTULO NOVE

CAPÍTULO DEZ

CAPÍTULO ONZE

CAPÍTULO DOZE

CAPÍTULO TREZE

CAPÍTULO QUATORZE

CAPÍTULO QUINZE

CAPÍTULO DEZESSEIS

CAPÍTULO DEZESSETE

CAPÍTULO DEZOITO

CAPÍTULO DEZENOVE

CAPÍTULO VINTE

CAPÍTULO VINTE E UM

CAPÍTULO VINTE E DOIS

CAPÍTULO VINTE E TRÊS

EPÍLOGO

AGRADECIMENTOS

PAR PERFEITO

CAPÍTULO UM

CAPÍTULO DOIS

CAPÍTULO TRÊS

CAPÍTULO QUATRO

CAPÍTULO CINCO

CAPÍTULO SEIS

CAPÍTULO SETE

CAPÍTULO OITO

CAPÍTULO NOVE

CAPÍTULO DEZ

CAPÍTULO ONZE

CAPÍTULO DOZE

CAPÍTULO TREZE

CAPÍTULO QUATORZE

CAPÍTULO QUINZE

CAPÍTULO DEZESSEIS

CAPÍTULO DEZESSETE

CAPÍTULO DEZOITO

CAPÍTULO DEZENOVE

CAPÍTULO VINTE

CAPÍTULO VINTE E UM

CAPÍTULO VINTE E DOIS

CAPÍTULO VINTE E TRÊS

EPÍLOGO

CENAS BÔNUS

CENAS BÔNUS

O INFERNO DE AIDAN OU CHÁ DE BEBÊ DE EMMA

ADVINHE QUEM É O COELHINHO DA PÁSCOA?

HALLOWEEN COM OS FITZGERALDS

AGRADECIMENTOS

SOBRE A AUTORA

EDITORA PANDORGA

Todos os direitos reservados

Copyright © 2019 by Editora Pandorga

Texto de acordo com as normas do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

(Decreto Legislativo nº 54, de 1995)

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Bibliotecária responsável: Aline Graziele Benitez CRB-1/3129

A98p

2.ed

Ashley, Katie

A proposta: série / Katie Ashley; tradução de Tais Nunes Garcia. - 2. ed. - São Paulo: Pandorga, 2019.

Recurso digital

Formato e-Pub

Requisito do sistema: adobe digital editions

Modo de acesso: word wide web

Traduzido de The preposition

ISBN: 978-85-8442-376-7

1. Literatura americana. 2. Romance. 3. Ficção. 4. Erótico. I. Título.

CDD 810

Índice para catálogo sistemático:

1. Literatura estrangeira: Romance

2. Ficção: erótico

DIREITOS CEDIDOS PARA ESTA EDIÇÃO À

EDITORA PANDORGA

Avenida São Camilo, 899

CEP 06709-150 – Granja Viana – Cotia – SP

Tel. (11) 4612-6404

www.editorapandorga.com.br

Dedicatória

Para as Magnólias de Aço da minha vida: minha falecida mãe, que começou comigo essa viagem pela escrita; e minha avó, que partiu recentemente, por continuar comigo pelo caminho acidentado e rochoso.

CAPÍTULO UM

Emma Harrison deu um passo atrás para admirar seu trabalho árduo. Um leve sorriso de satisfação iluminou seu rosto. De alguma forma, ela havia conseguido executar uma tarefa quase milagrosa ao transformar a deprimente sala de conferência do quarto andar em um maravilhoso sonho cor-de-rosa. E estava especialmente orgulhosa pelo fato de decoração e planejamento de festas não serem bem o seu forte. Claro que quando se trata de vender a imagem do que qualquer futura mãe gostaria de ter em um chá de bebê, sua experiência em uma das melhores agências de publicidade de Atlanta ajudava bastante. Erguendo a cabeça, percebeu que a faixa É Menina pendia um pouco para a esquerda. Depois de ajustá-la, alisou com as pontas dos dedos a toalha de mesa cor-de-rosa claro, enfeitada com refrescos e presentes em embrulhos coloridos para a chegada dos convidados.

Emma arrumou uma mecha de seu cabelo ruivo que caía pelo rosto e tentou alisá-la para trás, junto ao coque na base do pescoço. Sim, é exatamente o que eu gostaria para o meu chá de bebê... Se algum dia tiver um. Sentiu uma pontada no coração que se expandiu pelo peito. Era um sentimento que estava se tornando muito familiar com a proximidade da chegada de seu aniversário de trinta anos — pairando sobre ela como uma nuvem negra —, enquanto a maternidade, junto com o Sr. Ideal, ainda a evitavam. Não ter marido e filhos se tornou ainda mais doloroso após a morte de seus pais. Depois de perder a mãe há dois anos, ela havia jurado que substituiria esse amor encontrando um marido e tendo filhos. Infelizmente, nada em sua vida parecia funcionar tão bem quanto planejara.

Lutando contra esses pensamentos, sacudiu o relógio, que pertencera à sua mãe, para ver a hora. Só mais quinze minutos e os convidados, principalmente colegas de trabalho, começariam a chegar. Tudo bem, Em. O espetáculo vai começar. A anfitriã não pode deixar o monstro dos olhos verdes da inveja consumi-la e fazer com que perca o controle, se balançando sobre as mesas e lançando presentes como o Incrível Hulk! Controle-se!

O discurso íntimo fez pouco efeito para acalmar o turbilhão de emoções que lhe abatiam. Ela agarrou a mesa até os dedos ficarem brancos. Lágrimas silenciosas rolaram pelo rosto, mas as limpou depressa. Erguendo os olhos verdes para o teto, ela pensou: Por favor, me ajude a enfrentar isso.

— Sabe, eu tenho uma lixa de unha na gaveta da minha mesa se você quiser cortar os pulsos. Seria muito mais rápido do que o que está fazendo agora!

Emma deu um pulo e levou uma mão ao peito. Ela se virou e viu a melhor amiga, Casey, sorrindo maliciosamente. E limpou freneticamente as lágrimas que restaram com o dorso da mão.

— Nossa, Case, você quase me matou de susto!

— Desculpa. Acho que você estava tão arrasada e se odiando que não me escutou chamar o seu nome.

Abaixando a cabeça, Emma respondeu:

— Não sei do que você está falando. Eu só estava verificando se tudo estava perfeito antes de todos chegarem.

Casey revirou os olhos.

— Em, no que você estava pensando quando aceitou isso? É um lento suicídio emocional.

— Como eu poderia recusar? Foi a Therese que me conseguiu esse emprego. Que me ensinou tudo o que eu sei. Ela passou por três tentativas de fertilização in vitro. Se alguém merece um chá de bebê, é ela.

— É, mas você não precisava ser a organizadora. Sei que ela teria entendido perfeitamente, principalmente com tudo o que aconteceu ultimamente com o Connor.

O telefone da Emma tocou sobre a mesa. Ela olhou o identificador de chamadas e fez uma careta.

— Falando no diabo.

— Ele ainda está telefonando e mandando mensagens sem parar? — perguntou Casey.

— Está. Sorte a minha.

— Deixa que eu atendo. Vou dizer a esse idiota que você vai pedir uma ordem de restrição ou algo do tipo.

— Ele é inofensivo, Case.

— Você só precisa dizer a ele para crescer, tomar uma atitude e dar um pouco de esperma para você.

Uma risadinha escapou dos lábios da Emma.

— Tentador quanto parece, prefiro recusar. A questão do esperma/bebê foi que começou toda essa confusão, para início de conversa.

Casey deu um grunhido frustrado.

— Só o fato de você coitar receber uma doação de esperma, já é ridículo. — Ela colocou as mãos nos ombros de Emma. — Você é muito bonita, doce e maravilhosa para desistir de namorar e ter um filho.

— Uma ótima combinação de elogios. Você já pensou em trabalhar com propaganda? — Emma perguntou sarcasticamente.

— Ha, ha, espertinha. Eu não estava tentando te vender nada. E essa é a mais pura verdade. Não sei quando você vai finalmente acreditar. E me pergunto quando os homens dessa cidade vão tirar as mãos das próprias bundas e enxergar isso também!

Emma jogou as mãos para cima com irritação.

— Case, considerando que meu relógio biológico está tinindo em vez de fazer tique-taque, acho que é um pouco tarde para tudo isso.

— Mas você nem tem trinta anos — protestou Casey.

— Eu sei, mas desde os meus vinte anos que sonho em ter um filho. Eu quero, não, eu preciso, ter uma família outra vez. Perder os meus pais e não ter irmãos... — A voz dela estava sufocada pela emoção.

Casey acariciou o braço da Emma com compaixão.

— Você ainda tem muito tempo para ter filhos. E um marido.

Revirando os olhos, Emma disse:

— Devo lembrá-la de todos os idiotas com os quais tive o azar de sair durante os últimos seis meses?

— Ah, espera aí, eles nem eram tão ruins assim.

— Estamos fazendo a classificação em uma curva extrema ou algo assim? Primeiro foi o Andy, o contador — ela fez sinal de aspas com os dedos —, praticamente separado, cuja esposa nos descobriu em nosso encontro e fez um escândalo com ele no meio da Cheesecake Factory.

— Droga, agora estou me lembrando. Alguém chamou a polícia?

— Ah, sim. Eu tive que chamar o Connor para me buscar porque os dois foram presos por perturbar a ordem!

— Então houve uma laranja podre no cesto — insistiu Casey.

— Depois teve o agente funerário que me presenteou durante o jantar com todos os detalhes sobre o processo de embalsamar, sem falar que eu acho que ele tinha uma conexão bem pouco saudável com seus queridos clientes já falecidos.

Casey fez uma careta.

— Tudo bem, admito que a necrofilia possa impedir alguém de namorar por certo tempo.

Por certo tempo? Que tal por toda uma vida, Case? — Emma deu de ombros. — Graças a Deus que foi um encontro e ele nunca me tocou.

— Então, dois ovos podres. Ainda há uma cidade inteira com homens por aí, Em.

Emma passou as mãos sobre os lábios.

— E acho que você está tendo amnésia seletiva sobre o Barry, o dentista?

Casey franziu o rosto como se estivesse com dor.

— Ele ainda está preso por voyeurismo?

Emma sacudiu a cabeça.

— Felizmente a lei é bem rigorosa com idiotas que colocam câmeras escondidas no vestiário masculino da academia de ginástica!

— Bem, esses foram os casos extremos.

— Francamente, outras meninas do nosso departamento acham que eu preciso escrever um livro sobre experiências ruins de namoro.

— Agora, espera um pouco. Você saiu com alguns caras decentes, também.

Emma suspirou.

— E no momento em que perceberam que eu não iria para a cama com eles antes de chegar o aperitivo, corriam pela porta. Se nós realmente conseguíamos terminar o jantar, qualquer sinal do meu desespero para casar e ter um filho os afugentava.

Casey fez uma careta.

— Alguma coisa não está sendo feita de forma correta. Você precisa aceitar a ideia de lançar as precauções ao vento e fazer sexo desprotegido para engravidar.

— Não concordo. — Emma balançou a cabeça. — Só porque Connor sugeriu a ideia da doação de esperma, não quer dizer que vou me render. De alguma forma, de algum jeito, vou ter uma criança para amar.

Aidan Fitzgerald esfregou os olhos azuis embaçados e espiou pelos dedos o relógio na tela do computador. Droga, já passava das sete. Mesmo que ele quisesse terminar o projeto, o cérebro já estava frito. Mal conseguia entender as palavras à sua frente. Desligou o computador, certo de que a recente promoção a Vice-Presidente de Marketing significava que ele podia esperar até amanhã sem ter alguém para pressioná-lo.

Com um gemido, Aidan se levantou da cadeira e esticou os braços sobre a cabeça. Pegou a pasta e saiu pela porta. Ao desligar as luzes do escritório, seu estômago roncou. Provavelmente, não havia nada em casa para comer, então teria que comprar alguma coisa pelo caminho. Por um instante, desejou ter uma mulher esperando por ele com uma comida caseira, mas rapidamente afastou esse pensamento. Várias refeições não valiam o desgaste de um relacionamento a longo prazo. No final das contas, ele estava bem mais feliz implorando jantares para uma de suas irmãs casadas. Pelo menos até inventarem que ele não poderia continuar solteiro pelo resto da vida e que, aos trinta e dois anos, estava na hora de se estabelecer e ter uma família.

— Besteira — ele sussurrou com aquele pensamento. A moça atraente da limpeza que estava no corredor ergueu a cabeça.

Então sorriu para ele de maneira encantadora.

— Boa noite, Sr. Fitzgerald.

— Boa noite, Paula — respondeu ele. E apertou o botão do elevador, lutando contra o desejo de diminuir a distância entre eles e iniciar uma conversa. Ele passou a mão pelo cabelo louro e balançou a cabeça. Conversar com a Paula provavelmente os conduziria a um encontro no armário da despensa, e por mais que ele fosse gostar, estava ficando um pouco velho para esse tipo de coisa.

Assim que chegou ao primeiro andar, vozes acaloradas o alcançaram no momento em que saiu do elevador, fazendo com que desse um grunhido de frustração. Droga, a última coisa de que ele precisava depois de trabalhar até tarde era ser importunado pelo pessoal da limpeza com alguma briga doméstica. E pelo tom de voz do homem e da mulher, era exatamente isso o que estava acontecendo.

— Connor, eu não acredito que você me encurralou aqui no trabalho! — exclamou uma mulher.

— O que eu deveria fazer? Você não atende os meus telefonemas nem meus e-mails. Eu precisava ver se você estava bem.

— Eu disse pra você me deixar em paz, e falei sério!

— Mas eu te amo, Em. Não quero perdê-la.

Ao som de uma briga, a voz da mulher se elevou.

— Para! Não ouse me tocar!

O lado protetor do Aidan ficou mexido com o tom da mulher, fazendo com que virasse o corredor.

— Ei! Tira as mãos dela — gritou ele.

O casal se assustou ao vê-lo. As lágrimas da mulher rolavam por seu rosto vermelho e ela abaixou a cabeça para evitar o olhar intenso de Aidan. Imediatamente, ele a reconheceu: Emma Harrison da agência de propaganda do quarto andar, a mulher que ele tentou levar, sem sucesso, para casa na festa de Natal da empresa. Pela maneira como ela se recusou a olhá-lo nos olho, ele sabia que ela também o tinha reconhecido.

Aidan voltou a atenção para o homem, cujos olhos estavam arregalados de medo. Ele tirou rapidamente as mãos dos ombros de Emma e deu vários passos para trás. Connor parecia estar pronto para fugir pela saída mais próxima. Aidan então percebeu o quanto devia ter sido intimidador com os punhos fechados e os dentes cerrados. Ele tentou relaxar a postura, mas o sangue bombeava tão rápido em suas orelhas que ele não conseguiu.

Connor ergueu as mãos como se estivesse se rendendo.

— Não sei o que você pensa que está acontecendo, mas só estávamos conversando.

Aidan estreitou os olhos.

— Acho que pela forma como ela estava chorando e implorando para você parar de tocá-la, era muito mais do que uma conversa. — Ele começou a perguntar a Emma se ela estava bem, mas ela passou por ele e escapou para o banheiro. Ele encarou o Connor.

— Olha, cara, você entendeu tudo errado. Eu…

— O que eu não entendi? Você obviamente não consegue deixar em paz sua ex-namorada ou ex-mulher ou o que quer que ela seja, mesmo sabendo que ela não quer que você a toque!

Connor soltou uma risada nervosa. E ficou em silêncio assim que o Aidan ergueu as sobrancelhas e deu um passo à frente.

— Acredita em mim, você está muito, muito errado. Emma não é minha ex.

— Então o que houve?

Connor limpou a garganta.

— Tudo bem, você quer saber a verdade? Está certo. Eu sou gay e a Emma é a minha melhor amiga desde o Ensino Médio.

Aidan ficou boquiaberto.

— Sério?

— É.

— Hum… então eu estava errado. Desculpa.

Connor deu de ombros.

— Tudo bem. Eu provavelmente teria feito o mesmo se pensasse que algum idiota estava brigando com uma mulher. Bem, eu provavelmente não teria feito nada se ele tivesse o dobro do meu tamanho como você. — Ele olhou por cima do ombro do Aidan para o banheiro e fez uma careta. — Droga, eu odeio quando ela fica brava comigo. Eu nem acho que ela tenha ficado tão irritada nem tão magoada. Só não sei como fazer a coisa certa, sabe?

Aidan se virou ao sentir que a conversa seguia para um território emocional, que ele tentava evitar a todo custo. Ele ergueu uma das mãos.

— Ei, cara, não é mesmo da minha conta. — Mas no instante em que as palavras saíram de seus lábios, ele teve a certeza de que caíram em orelhas surdas. A expressão angustiada no rosto de Connor lhe dizia que ele não escaparia sem ouvir toda a história dramática, a menos que literalmente tentasse sair correndo.

Com um suspiro, Connor passou a mão pelo cabelo preto. Em voz baixa, disse:

— Ela é louca por crianças, e seu relógio biológico está em pane há dois anos para ter um filho. Amando a Emma como eu amo, prometi que seria o pai e doador.

Tudo bem, talvez não fosse a história que Aidan esperava.

— Não diga. Você deu o fora quando chegou a hora de agir?

Connor fez uma careta para ele.

— Ha, ha, idiota, que engraçado. Para sua informação, seria feito em uma clínica.

— Onde está a graça? — disse Aidan, com um sorriso astuto.

— Cara, eu sou gay, lembra?

— Desculpa. — Por motivos que possivelmente não conseguia compreender, Aidan estava tão intrigado com a história que sentiu a necessidade de incentivar Connor a continuar. — Então, o que aconteceu?

— Meu parceiro não está pronto para ter filhos. Eu prometi a ele que a Emma não queria necessariamente que eu me envolvesse, mas ele não aceita. Tem sido um inferno escolher entre o homem que eu amo e a minha melhor amiga.

— Por que ela não pode simplesmente ir a um banco de esperma ou algo assim?

Connor riu.

— Emma acredita que haverá uma confusão terrível e a amostra do doador principal será trocada pela a de um assassino em série.

Aidan fez uma careta.

— Acho que a entendo.

O telefone tocou no bolso do Connor. Ele o pegou e olhou o identificador de chamadas.

— Droga, é o Jeff. Ele vai me matar por ter vindo aqui tentar conversar com a Emma. Eu tenho mesmo que ir. — Ele olhou outra vez para o banheiro. — Odeio deixá-la aqui, mas...

— Pode ir. Vou ver se ela está bem e a acompanho até o carro dela.

— Mesmo? Seria incrível. — Ele estendeu a mão. — Prazer em conhecê-lo...

— Aidan. Aidan Fitzgerald.

— Connor Montgomery. — Depois de apertarem as mãos, Connor sorriu. — Obrigado pela ajuda e por interpretar mal toda a situação.

Aidan sorriu.

— Foi um prazer quase chutar o seu traseiro.

— Oi, agora — respondeu Connor. Quando o celular tocou, ele estremeceu e se balançou antes de levá-lo à orelha. — Querido, sim, desculpa por não ter visto as suas mensagens. Estou indo para casa agora. — Ele passou pela porta de vidro e desapareceu pela noite.

Balançando a cabeça, Aidan passou pela recepção em direção ao banheiro e bateu na porta. Com uma voz estridente, Emma gritou:

— Vai embora, Connor! Não tenho mais nada pra dizer a você! Sem falar que você acabou de me fazer passar vergonha na frente de um dos maiores imbecis da empresa!

— Um dos maiores imbecis, hein? — sussurrou ele. Não era exatamente um título do qual ele se orgulhava, principalmente vindo de uma mulher, mas já estava acostumado a escutar muito mais descrições lisonjeiras da parte delas. Bem, pelo menos no início, antes de saírem com ele. Depois disso, as coisas geralmente ficam mais sórdidas.

— Não vou sair deste banheiro até saber que você foi embora!

Aidan suspirou. Ela estava decidida, para não dizer que era teimosa como uma porta. Sua mente se voltou para o quanto ela estava bonita e sensual na festa de Natal — como o vestido verde e leve que ela usava fluía por suas curvas e a tornava irresistível. Quando ele a viu no salão com algumas amigas, estava decidido a passar a noite com ela. Os sorrisos tímidos dela e os olhares lançados através dos cílios o fizeram querer estreitar o espaço entre eles. Claro que quando ele chegou ao lado dela, as amigas fofoqueiras já tinham informado sobre a reputação duvidosa dele como conquistador e mulherengo.

— Mulheres — ele sussurrou ao atravessar a porta do banheiro. Emma estava em pé sobre o tapete, com uma toalha de papel molhada sobre os olhos. De um lado, a saia dela estava presa para cima do quadril, permitindo uma visão fabulosa de suas pernas e coxas. Ao som dos passos, ela deu um gemido frustrado e ergueu o dedo indicador.

— Eu juro que se você não me deixar em paz, vou chutar com tanta força as suas bolas que você não vai mais ter dúvida sobre poder ser o pai dos meus filhos!

Aidan riu. Os cabelos ruivos dela avisavam sobre sua personalidade agitada — que ela havia mostrado a ele na festa de Natal. Toda a timidez tinha desaparecido quando ela lhe disse, sem nenhuma dúvida, que não queria ser uma das suas conquistas ou caso de uma noite.

— Na verdade, não é o Connor.

Ao som da voz de um estranho, Emma arrancou a toalha dos olhos. Ela ficou apavorada ao ver que Aidan estava à sua frente. Rapidamente, abaixou a saia e passou as mãos pelos cabelos despenteados.

— Eu não esperava vê-lo, Sr. Fitzgerald — disse ela, de forma doce.

Ele deu um leve sorriso.

— Não, imagino que você esperava poder castrar o Connor.

As bochechas e o pescoço de Emma estavam da cor de seus cabelos.

— Desculpe pelo senhor ter escutado aquilo e sinto muito por ter ficado no meio da nossa briga. Por mais vergonhoso que tenha sido, que seja, agradeço pelo que tentou fazer.

Ele deu de ombros.

— Fiquei feliz por ter ajudado.

— Bem, eu agradeço. E me desculpe por ter estragado a sua noite.

Nunca se pode perder uma oportunidade. Aidan sorriu.

— Você não estragou a minha noite. Na verdade, a noite ainda é uma criança, então por que não me deixa oferecer um drinque a você?

Ela torceu a toalha de papel nas mãos antes de jogá-la na lixeira.

— Bem, obrigada por oferecer, mas foi um longo dia. Tenho que ir para casa.

— Podemos atravessar a rua até o O’Malley’s. — Como ela continuou hesitante, ele sorriu. — Prometo que não é uma oferta para tentar embriagar você em seu estado emocional enfraquecido e conseguir que vá para casa comigo. — Secretamente, ele esperava que um drinque ou dois pudesse descongelar seu ar gelado e lhe dar uma chance de seguir seu objetivo.

Ele não ficou tão surpreso quando o rosto da Emma parecia em choque.

— Mesmo?

Ele cruzou os dedos sobre o coração.

— Promessa de escoteiro — mentiu.

Os cantos dos lábios dela se ergueram como se estivesse lutando contra um sorriso.

— Tudo bem, então. Depois do dia que eu tive, posso aproveitar um pouco. — Ela olhou outra vez para o espelho. — Oh, estou horrível. Você poderia me dar alguns minutos para lavar o rosto?

— Claro. Estarei ali fora.

CAPÍTULO DOIS

Quando a porta se fechou atrás de Aidan, Emma soltou o ar que estava prendendo por um bom tempo, de forma exagerada. Respirando fundo, ela se apoiou na pia do banheiro. Drinques com Aidan Fitzgerald, você está louca? Todas as mulheres do prédio conheciam a reputação dele de use-as-e-jogue-fora, e a menos que quisesse ter o coração partido, deveria ficar longe dele. Lembranças do encontro deles na festa de Natal passavam como uma tempestade de raios pela mente dela.

Sendo nova na empresa, ela tinha olhos para qualquer homem solteiro em potencial. Depois de perceber que ele a olhara várias vezes, inocentemente ela perguntou para a Casey quem ele era. Ela balançou a cabeça tão rápido que a Emma teve certeza de que seria chicoteada.

— Ele não presta, Em. Fique bem longe dele se não quiser ser usada! — respondeu ela.

As outras moças da empresa incluíram descrições bem detalhadas de algumas das façanhas infames do Aidan com mulheres diferentes da empresa. Então quando ele veio passando os olhos com uma atitude arrogante, ela o dispensou. Ele saiu com o rabo entre as pernas depois da dura rejeição.

Ela pegou a bolsa de maquiagem. Olhando para o espelho, passou um pouco de pó no rosto. Seus olhos cobertos de lágrimas precisavam do trabalho de um delineador novo, rímel e sombra. Como último retoque, ela abriu um tubo rosa e passou o batom pelos lábios.

Depois de suas lembranças, Emma gemeu. Por que ela estava se preocupando com o rosto? Tudo o que importava para ele era como ela estava do pescoço para baixo, de preferência a partir da cintura! Deus, de todos os homens do prédio, tinha que ser o Aidan a vir salvá-la? O Sr. Galinha Fitzgerald em pessoa. Ele era o tipo de homem que não estava acostumado a ser rejeitado, então devia ter um acerto a fazer com ela.

Depois de guardar a bolsa de maquiagem, respirou fundo e saiu do banheiro. Mantendo a palavra, Aidan estava sentado em um dos bancos do lado de fora. Ele se levantou assim que a viu.

— Pronta?

— Claro.

Eles empurraram a porta giratória e saíram para a calçada. Os sapatos de salto da Emma faziam barulho pelo caminho. O ar quente do trânsito pesado passou levantando a barra de sua da saia curta, e ela lutou contra um momento Marilyn Monroe em O Pecado Mora ao Lado.

— Você vai sempre ao O’Malley’s? — perguntou ela, tentando iniciar uma conversa.

Aidan assentiu.

— Algumas noites por semana eu e alguns colegas do departamento tomamos uma cerveja. Às vezes assistimos às finais de campeonato. — Ele apertou o botão para atravessar a rua. — E você?

Emma enrugou o nariz quando começaram a atravessar a rua.

— Não. Não gosto muito do ambiente. — Quando ele ergueu a sobrancelha, ela disse rapidamente. — Quer dizer, estou gostando de ir lá hoje com você. Só não é um lugar onde eu e minhas amigas gostamos de nos encontrar.

Com seu sorriso convencido característico, Aidan segurou a porta do O’Malley’s para ela entrar.

— Deixe-me adivinhar. Como você está comigo, não precisa se preocupar se um grupo de idiotas bêbedos vai te paquerar.

— Exatamente. Bem, talvez só um idiota bêbado. — Ela o olhou. — Dependendo do quanto você beber.

Aidan arregalou os olhos antes de rir.

— Vou tentar me controlar.

Uma loura se levantou do posto de recepcionista. Ela sorriu ao ver Aidan e ajustou a camiseta para dar a ele uma visão melhor do decote. Ele recompensou seus esforços com um sorriso.

— Tem um mesa pra gente, Jenny?

— Claro, Aidan. Vem comigo.

Enquanto Jenny balançava os quadris na frente deles, Emma revirou os olhos e Aidan piscou em resposta. Jenny os acomodou em uma mesa pouco iluminada atrás do bar, entregou o cardápio e olhou diretamente para o Aidan.

— Vejo vocês daqui a pouco!

Ele fez um aceno e voltou a atenção para o cardápio. Sentindo o olhar quente de Emma, ele olhou voltou a olhá-la.

— O que foi?

— Nada — murmurou ela.

— Se seu nada tem a ver com a Jenny, eu disse a você que venho muito aqui.

— Eu não disse nada — insistiu ela.

— Não precisava dizer. O olhar fulminante que você lançou pra mim foi o suficiente. — Ele sorriu maliciosamente para ela. — Como eu sei que você quer perguntar, a Jenny não é uma das minhas conquistas, e eu nunca a vi em lugar nenhum fora do O’Malley’s. Além disso, o pai dela é o dono daqui, e não hesitaria em chutar o meu traseiro!

Por alguma razão, Emma sentiu aquela declaração reconfortante. Ainda assim, ela conseguiu manter sua melhor expressão de indiferença no rosto e deu de ombros.

— Não é da minha conta.

Ele apenas riu quando o garçom se aproximou da mesa.

— Já escolheram?

Aidan assentiu com a cabeça para Emma.

— Eu quero uma marguerita com gelo e sem sal, por favor — disse ela.

— Uma Heineken.

O garçom anotou o pedido em um guardanapo e voltou ao bar. Emma apoiou os cotovelos na mesa e a cabeça sobre as mãos. Um longo suspiro exasperado escapou de seus lábios.

— Um dia ruim, hein?

Ela ergueu a cabeça, um sorriso triste no rosto.

— Não foi dos melhores. Eu realmente não posso culpar Connor pela pior parte. Já tinha sido um inferno preparar um chá de bebê para a Therese.

— Sua chefe? — perguntou ele, e Emma assentiu. O garçom voltou com as bebidas. Emma bebeu um pequeno gole da marguerita enquanto Aidan bebeu bastante da garrafa dele. Um sentimento de ansiedade passou pela expressão curiosa dele, e ela receou que ele fosse fazer uma pergunta bem complicada.

— O que deu tão errado no chá de bebê? Alguém ficou completamente bêbado com um ponche reforçado e não queria participar de uma daquelas brincadeiras bobas de adivinha o que está na fralda?

Tudo bem, então essa não era a pergunta que ela estava esperando.

— Como você sabe o que acontece em chás de bebê?

Ele fez uma careta.

— Eu tenho quatro irmãs mais velhas. Pode acreditar, passei muito tempo nessa chatice de chás de bebê.

Emma sorriu.

— Acho que sim.

— Então, o que aconteceu? — insistiu ele.

Ela deu de ombros e respondeu:

— Nada importante. Só foi mais difícil do que eu pensei que seria.

— Por que você quer ter um filho?

Ela engasgou e quase derrubou a marguerita.

— Espera, como você...?

— O Connor me contou.

Emma arregalou os olhos com manchas vermelhas dançando em suas bochechas e pescoço.

— E-ele contou? O-o que mais ele disse?

Aidan bebeu mais um gole antes de responder.

— Que ele deveria ser o pai do seu filho, mas desistiu.

Embora ela só tivesse bebido um gole do drinque, o salão se inclinou e girou ao seu redor. Ela balançou a cabeça, tentando se livrar do pesadelo em que a conversa havia se transformado. Isso não podia estar acontecendo.

— Eu vou matá-lo!

— Não precisa fazer isso.

— Isso só pode ser brincadeira. — A voz da Emma estava mais fina. — Já estava ruim o suficiente quando ele mandava mensagens e telefonava o tempo todo. Agora aparece no meu trabalho para me atormentar. E o pior de tudo, contou pra você, entre todas as pessoas, o assunto mais particular da minha vida!

Aidan se inclinou para frente, batendo os cotovelos contra os dela.

— Pra mim entre todas as pessoas... O que isso quer dizer?

Emma abaixou a cabeça.

— Nada.

— Ah, não. Você não vai escapar tão fácil.

— É só o tipo de homem que você é. Você provavelmente não consegue entender os meus problemas ou os meus desejos.

Aidan bufou.

— Deixe-me adivinhar. Por causa da minha reputação de mulherengo, não consigo entender como deve ser querer tanto ser mãe que você até consideraria engravidar de seu melhor amigo gay?

— Não foi o que eu quis dizer.

— Então me diz.

Emma levantou a cabeça e seus rostos ficaram separados apenas por alguns centímetros.

— Como você pensa que sabe tudo, diga-me se entende isso. Você já quis tanto alguma coisa que achou que morreria se não a conseguisse? Que o mero fato de pensar no assunto te mantém acordado a noite inteira? Você não consegue dormir, comer e beber. E está tão consumido por esse desejo que nada mais importa, e passa a não ter mais certeza se vale a pena viver se não pode ter o que quer. — Lágrimas amargas fizeram-na piscar, e ela mordeu o lábio inferior para evitar chorar bem na frente dele.

Como Aidan permaneceu em silêncio, Emma balançou a cabeça e recostou na cadeira.

— Viu? Não tenho mais o que dizer. Um homem como você, certamente não pode entender o que querer um bebê significa para mim.

— Não, eu entendo. De verdade.

Ela arqueou as sobrancelhas ruivas para ele.

— Eu duvido muito.

— Talvez até certo ponto... — Um sorriso suave e brincalhão passou pelo rosto dele, que se refletiu em um calor nas bochechas dela e fez com que Emma se contorcesse na cadeira.

— Eu quis tanto você na festa de Natal, que pensei que fosse morrer quando se recusou a ir para casa comigo.

O tom de voz forte dele a assustou.

— O quê?

Ele empurrou a cadeira dele para tão perto da dela que ela se afastou e suspirou. O olhar de cobiça que flamejava nos olhos dele o fez parecer o Lobo Mau avançando sobre ela.

— Como eu posso deixar isso mais claro? Você estava tão sexy naquele vestido verde. Seu cabelo estava solto e caía em ondas pelos ombros. E você continuava lançando aqueles sorrisinhos inocentes do outro lado do salão. — Sua respiração passou pelo rosto dela antes que ele sussurrasse no ouvido de Emma: — Eu nunca quis tanto transar com alguém quanto quis com você.

Ela o empurrou com toda a força que conseguiu reunir.

— Deus, você é um idiota egoísta! Estou abrindo minha alma para você sobre querer ter um filho e você me diz que quer... Quer...

Aidan cruzou os braços sobre o peito.

— Você já é uma mulher, Emma. Não consegue dizer transar?

— Você é mesmo nojento. — Ela pegou as bordas do copo e estreitou os olhos. — Se eu não precisasse desesperadamente do resto da minha marguerita, jogaria no seu rosto arrogante!

Ele riu da audácia dela.

— Isso é maneira de falar com o futuro pai do seu filho?

Ela bateu na cadeira como um elástico.

— C-Como?

— Estou falando sobre uma pequena proposta para nós dois conseguirmos algo que realmente queremos bastante. Você dá um pouco, e eu dou um pouco.

— Do que você está falando?

— Estou falando de oferecer meu DNA para você. O Connor disse que você se recusou a ir a um banco de esperma porque poderia acabar com a semente do satanás, então acho que eu poderia ser um bom candidato.

Emma arregalou os olhos enquanto ondas de choque passavam pelo seu corpo.

— Você não pode estar falando sério.

— Sobre qual parte: ser o doador ou ser uma escolha melhor do que a semente do satanás? — perguntou ele, com um sorriso malvado.

— Os dois… Mas, principalmente, de você querer ser meu doador de esperma.

— Estou falando sério.

— Você tem ideia do que implica ser um doador de esperma? — perguntou ela.

Ele sorriu maliciosamente para ela.

— Tenho uma ideia bem boa.

Emma balançou a cabeça.

— Como você pode agir de forma tão petulante sobre isso? É um compromisso enorme.

— Dá um tempo. Estamos falando de se masturbar e gozar num copo de plástico, não de doar um órgão.

— Na verdade, é um pouco mais do que isso.

— Alguns amigos fizeram isso na época da faculdade. Nada tão difícil. — Aidan deu de ombros. — Além disso, não é como se eu concordasse em me casar com você e criar um filho. É só um pouco de DNA compartilhado entre conhecidos. Tenho certeza de que o Connor assinaria algo dizendo que não cuidaria da criança, certo?

— Sim, nós discutimos um contrato quando o Jeff continuou não querendo que o Connor se envolvesse com isso.

— Aposto que eu sou um candidato ainda melhor do que o Connor.

— E por quê?

— Todos querem ter um filho saudável, inteligente e bonito, certo? Bem, eu tenho um ótimo atestado de saúde de acordo com meu exame médico anual da empresa. Minha família não tem histórico de nenhuma doença importante nem doença mental. Eu me formei como primeiro da classe na Universidade da Geórgia e tenho MBA. — Ele piscou para Emma. — E acho que é seguro dizer que eu contribuiria com alguns genes da beleza para o contexto.

Ela olhou para ele desconfiada.

— Mas qual é o lance? Sem querer ofender, mas além de trabalharmos na mesma empresa, eu mal te conheço. E o que eu sei não é muito positivo. Embora você esteja levando isso como algo simples, oferecer parte da sua essência é um sacrifício enorme. Eu não consigo te imaginar fazendo algo tão altruísta.

Aidan pousou a mão sobre o coração.

— Nossa, Emma, isso realmente me feriu. Quer dizer, eu acabei de atrasar a minha vida há uma hora quando você e o Connor estavam brigando, e ainda sou um egoísta?!

Emma revirou os olhos.

— Só responda à pergunta.

Ele sorriu.

— Tudo bem, tudo bem, você está certa. Minhas razões não são completamente altruístas.

— Eu sabia! — ela bufou.

— Eis a minha proposta. Eu me ofereço para ser o pai do seu filho, e você promete concebê-lo comigo da forma natural.

Uma onda de medo passou por ela, fazendo-a estremecer.

— De forma natural? Com você e eu... Fazendo sexo?

— A maioria das mulheres acharia um pouco mais atraente do que você — disse ele.

Ela balançou a cabeça furiosa.

— Não posso fazer sexo com você!

— Por quê?

— Simplesmente não posso.

— Você vai ter que me dar um motivo.

Emma torceu o guardanapo de papel nas mãos como costumava fazer quando estava nervosa.

— É que eu acredito que sexo seja algo sagrado e especial, que deve ser feito entre duas pessoas que estão realmente comprometidas uma com a outra e se amam.

Ele ergueu as sobrancelhas.

— E quantas vezes você esteve realmente comprometida com alguém?

Ela se recusou a virar para o olhar curioso dele.

— Uma vez — sussurrou ela.

— Caramba! — Ele balançou a cabeça. — Isso é inacreditável.

Emma levantou a cabeça para olhar para ele.

— Tenho certeza de que é difícil você compreender alguém que não atire para todo lado. Mas eu não faço esse jogo! E sim, eu tinha vinte anos quando perdi a virgindade com um cara com quem estava namorando há quase um ano e que depois se tornou meu noivo.

— Eu não sabia que você era divorciada.

— Eu não sou. Ele morreu em um acidente de carro seis meses antes de nos casarmos. — Emma lutou contra a cascata de emoções que surgiram com a lembrança do Travis. Ela sentia tristeza e aflição. Quantas vezes ela tinha se torturado por ter adiado a data de casamento deles? Na época, ela pensava que estava sendo prática e sensível. Ela queria terminar a faculdade, e então queria que ele fizesse metade da faculdade de Medicina. Foi como ela conheceu a Casey. O namorado dela, Nate, e Travis eram melhores amigos em Emory.

Aidan afastou os pensamentos dela. Fazendo uma careta, ele disse:

— Céus, Em, sinto muito.

— Obrigada — murmurou ela.

— Foi há quanto tempo?

— Há quatro anos.

Ele engasgou com a cerveja que tinha acabado de beber. Depois de se recuperar de um acesso de tosse, perguntou:

— Você não faz sexo há quatro anos?

— Não — sussurrou ela, passando os dedos em um dos encaixes fundos da madeira da mesa. Ela se odiava por ter admitido isso para Aidan, mas ele tinha que entender por que a proposta dele era tão absurda. Mesmo que ela precisasse tão desesperadamente de um filho, não era desespero suficiente para permitir que fizesse sexo casual com um mulherengo famoso. Ou era...

— Transa comigo — murmurou ele. — Como você consegue aguentar?

Emma estreitou os olhos ao ver a expressão incrédula dele.

— Quando os últimos quatro anos da sua vida foram um inferno, sexo realmente não está no topo da sua lista de prioridades.

Aidan ergueu as sobrancelhas.

— O que você quer dizer?

Ela colocou o guardanapo no colo, que se rasgou, e tentou controlar as emoções. A última coisa que ela queria era ficar histérica na frente dele pela segunda vez naquela noite.

— Depois que Travis, meu noivo, morreu, eu me fechei durante um ano. Acho que se pode dizer que eu estava como um zumbi. Eu acordava, saía para trabalhar e voltava para casa. Então, quando comecei a ver a luz do sol outra vez, minha mãe foi diagnosticada com câncer. Ela era tudo pra mim, e por dezoito meses minha vida toda foi consumida em cuidados com ela. — Lágrimas rolaram de seus olhos. — Então, ela se foi aos poucos.

Ao ver a expressão aflita de Aidan, Emma deu uma risada nervosa.

— Posso imaginar agora o quanto você gostaria de nunca ter me convidado para um drinque, menos ainda de ter feito essa proposta para mim.

— Eu não estava pensando em nada disso.

— Ah, não mesmo?

— Se você quer saber, eu estava pensando mais sobre como eu nunca conheci uma mulher como você antes.

— Isso deveria ser um elogio?

— Claro que sim. Você sabe que eu não sou esse grande idiota. — Depois de ela revirar os olhos ceticamente, ele segurou sua mão. — Você é um paradoxo pra mim. Um minuto você é como uma flor frágil e no outro é dura como aço.

Emma não pôde deixar de ficar boquiaberta.

— Não acredito que você tenha acabado de dizer algo profundo e sensível.

— Tenho meus momentos — respondeu ele, com um sorriso.

— Sem dúvida, por favor, tente ter mais desses momentos.

A expressão jovial do Aidan se tornou séria.

— Sinto muito mesmo por tudo o que você passou nos últimos anos. Ninguém deveria ter que suportar tanto e passar por tudo sozinha.

— Obrigada — murmurou ela e tentou não olhar para ele com espanto. Seria realmente possível que debaixo daquela personalidade egocêntrica houvesse um coração de verdade? Que se importasse mesmo com tudo o que ela tinha passado?

— E eu também sinto muito por ter insistido sobre o sexo. É diferente conhecer uma mulher com ideais fora de moda.

— Está falando sério?

Aidan deu um sorriso envergonhado para Emma.

— Sim, estou. Também é bom saber que a sua rejeição pública na festa de Natal não foi para mim, mas mais por causa das suas convicções pessoais.

— Sinceramente, você poderia ser mais egoísta? — respondeu Emma, mas não conseguiu deixar de sorrir para ele.

— Deixando as brincadeiras de lado, posso ver o quanto você quer ter um filho.

— Ah, pode?

Ele assentiu.

— Você teve tanta morte e perda que só quer um pouco de vida em você. — Ele apertou a mão dela. — Certo?

Emma respirou fundo enquanto as palavras dele reverberavam por ela. Como seria possível que alguém como Aidan conseguisse atingir as emoções no coração dela quando mesmo a Casey, às vezes, não conseguia entender seu profundo desejo pela maternidade?

— Certo — murmurou ela.

— Deixa eu lhe dar isso. Deixa eu lhe dar um filho.

Ela lutou contra a vontade de se beliscar para entender o absurdo da situação. Como ela tinha passado de uma destruição emocional no chá de bebê a ter um homem que se oferece para realizar os sonhos mais distantes dela?

— Você faz ideia do quanto isso parece loucura? Eu nem te conheço! Por que está oferecendo uma parte sua pra mim dentre todas as pessoas?

— Eu já disse a razão.

Emma suspirou frustrada.

— Então você quer dormir comigo. Essa é a sua única motivação?

Ele deu um sorriso torto para ela.

— Você subestima imensamente seu fascinante sex appeal.

— Se eu vou mesmo começar a levar você a sério, você terá que me dar uma razão melhor do que essa.

Aidan se mexeu um pouco na cadeira e limpou a garganta antes de responder.

— Bem, há outra razão...

— E?

Ele franziu as sobrancelhas.

— Tudo bem. Eu prometi para a minha mãe quando ela estava morrendo de câncer que eu teria um filho algum dia. Dessa forma, acho que posso manter a minha promessa pelo menos com o grau de comprometimento necessário.

Embora tenha tentado esconder, Emma podia ver a dor emergindo dos olhos do Aidan. Era óbvio o quanto ele amava a mãe.

— Sinto muito por sua mãe — murmurou ela.

Ele deu de ombros.

— Faz cinco anos.

— Por que ela fez você prometer que teria um filho? Quer dizer, ela simplesmente não supunha que você teria filhos algum dia?

— Na verdade não.

Ela balançou a cabeça com desgosto.

— Aposto que você mal pode ficar perto de crianças.

— Para sua informação, eu tenho nove sobrinhos e um sobrinhoneto de três meses. Se você conversasse com qualquer um deles, eles diriam que eu sou um bom tio. — Ele olhou para o iPhone e pesquisou algumas fotos antes de virar a tela para ela.

— Oh — murmurou ela, ao ver os rostos felizes. — Eu não sabia que você tinha uma família tão grande.

— Quatro irmãs, lembra? Além disso, somos católicos irlandeses.

Ela assentiu.

— Você não é um pouco jovem para ter um sobrinhoneto?

Ele apontou para uma mulher atraente de meia idade.

— A Ângela é quinze anos mais velha do que eu, e a Megan não esperava de fato ser mãe aos vinte e dois anos.

Emma sorriu para o recém-nascido nos braços da jovem.

— Ele é lindo.

— Em nove meses, pode ser você — disse Aidan delicadamente.

As emoções tomaram conta do peito de Emma e ela sentia como se não pudesse respirar. Ela fechou os olhos por um tempo, tentando desesperadamente manter uma linha tênue de sanidade. A solução para todos os seus problemas estava sentada bem ali em frete. Tudo o que ela precisava fazer era dizer sim, e poderia finalmente ser mãe. Era muito para processar e ela precisava desesperadamente se afastar de Aidan para pensar com clareza.

Quando ela finalmente voltou a abrir os olhos, percebeu que Aidan a olhava. Ela sorriu como se pedisse desculpas.

— Você despejou muita informação em mim hoje. Vou precisar de algum tempo para pensar.

— Entendo. Gaste todo o tempo que você precisar. Você sabe onde me encontrar.

Emma concordou e se levantou.

— Obrigada pelos drinques... e por ter me escutado.

Ele assentiu.

— À vontade.

E, então, Emma fez algo que surpreendeu até mesmo ela. Inclinou-se e o beijou no rosto. Quando se afastou, Aidan arregalou os olhos.

— Boa noite — murmurou ela antes de sair do bar apressada.

O calor do fim do verão bateu contra o seu rosto quando ela saiu pela noite. Esgotada emocional e fisicamente, suas pernas estavam bambas e ela tropeçou um pouco na calçada irregular. Ela tinha acabado de entrar no estacionamento mal iluminado quando alguém agarrou o braço dela. Emma girou o corpo e usou toda a força para bater no rosto do assaltante. Firme.

— Nossa, você tem um bom gancho de direita — Aidan gemeu, levando a mão ao olho direito.

— Ai, meu Deus, me desculpa! Eu não sabia que era você — ela se desculpou.

— Não, tudo bem. Eu que fui burro por não chamá-la. — Ele a espiou com um olho só. — Deixe-me adivinhar. Você participou do Treinamento de Assertividade Feminina da empresa? — Ela concordou com a cabeça. — É, bem, eles ensinaram bem. Fico feliz por você não ter usado o velho método PPNV.

— Ah, aquela coisa do Plexo Solar, Peito do Pé, Nariz e Virilha?

Aidan assentiu.

— Golpear as minhas bolas não teria combinado muito bem com a minha oferta.

Desesperada para mudar de assunto para um que não fosse sobre as partes íntimas masculinas, ela perguntou:

— O que você está fazendo qui?

— Meu carro está aqui.

— Ah, é verdade — ela murmurou, se sentindo uma idiota.

— E eu prometi ao Connor que garantiria que você estaria bem ao entrar no seu carro.

Ela tentou resistir às batidas do coração com aquele gesto de gentileza.

— Obrigada. Foi muito gentil da sua parte. — Ela apontou para o corredor. — Eu estacionei bem ali.

— Posso acompanhar você. — Quando ela olhou cética para ele, Aidan sorriu. — Você sabe, para provar que o cavalheirismo não está completamente falido.

— Tudo bem então.

Os passos deles seguiam pela calçada, preenchendo o silêncio do estacionamento.

— Então, hum, você mora aqui perto? — perguntou ele.

— Não, levo trinta minutos para chegar em East Cobb.

— Não é uma estrada tão ruim quando não tem muito trânsito.

Emma abaixou a cabeça para evitar dar risada à tentativa ruim de Aidan para puxar conversa. Ela não deve ter conseguido esconder muito bem a diversão porque ele perguntou de repente:

— O que é tão engraçado?

Ela sorriu.

— Ah, eu só estava pensando se você não iria mencionar o clima.

— Eu fui tão ruim assim, hein?

— Tudo bem.

Ele fez uma careta.

— Acho que não fui bem porque você não é como as mulheres com as quais eu costumo ter contato. — Quando ela abriu a boca para protestar, ele balançou a cabeça. — Pode acreditar, Em, é um elogio.

— Ah, entendi. — Emma andou em direção ao Accord dela. — Bem, aqui estamos.

— Connor ficaria orgulhoso por eu ter trazido você sã e salva.

Emma rangeu os dentes ao tirar as chaves da bolsa.

— Se ele estiver vivo até amanhã, depois de ter dito aquelas bobagens pra você. Estou surpreso que ele não tenha colocado um outdoor na I-75 dizendo: Por Favor, Fala Comigo, Amiga! — Aidan riu. — Pega leve. Ele se preocupa com você.

Ela arregalou os olhos com surpresa pelo tom de ternura que ele usou.

— Eu sei que ele se preocupa. — Eles ficaram desajeitados por um instante, se olhando nos olhos. — Bem, obrigada outra vez pela noite e por ter me acompanhado até o carro.

— Não foi nada. — Enquanto Emma apertava o botão para abrir o carro, Aidan se virou para ir embora, mas parou. Ele se voltou para ela e balançou a cabeça. — Ah, dane-se. — Pegando Emma totalmente de surpresa, ele a empurrou contra o carro, passou os braços ao redor de sua cintura, apertando o corpo contra o dela. A eletricidade formigava por ela ao toque dele e o cheiro do Aidan invadiu suas narinas, fazendo com que Emma se sentisse tonta.

Ela se contorceu nos braços dele.

— O que você está…

Ele a silenciou se curvando e grudando os lábios nos dela. Ela protestou o empurrando, mas o calor da língua dele abrindo seus lábios a fez se sentir fraca. Os braços caíram sem força para os lados.

As mãos do Aidan passavam pela cintura e costas dela. Ele enroscou os dedos em seu cabelo longo quando a língua dele mergulhou na de Emma, acariciando e provocando. Só então ela ergueu as mãos para envolver o pescoço dele, puxando-o para mais perto. Deus, fazia tanto tempo que ninguém a beijava, e Travis levou uma semana para ter coragem de beijá-la assim. Aidan era quente e decidido desde o primeiro instante.

Usando os quadris, Aidan a apoiou no carro enquanto mantinha a possessividade na boca. Quando percebeu que ela não conseguia respirar e podia desmaiar, libertou seus lábios. Olhando-a com cheio de desejo, Aidan sorriu.

— Talvez isso ajude na sua decisão.

Então ele se afastou e seguiu pelo corredor, deixando-a quente, atordoada e sozinha, encostada no carro.

CAPÍTULO TRÊS

Durante o almoço no dia seguinte, Casey atravessou a porta do escritório de Emma e jogou a carteira em uma mesa.

— Não deixe eu me aproximar de jeito nenhum de máquinas de lanche. Tenho outro vestido que não consigo fechar há uma semana e vai ser salada e aipo até conseguir.

Emma riu com indiferença. Sua mente ainda estava absorvendo os eventos da noite anterior para se envolver também com os dramas de dieta e vestido de casamento da Casey. Ela tinha passado a noite revirando na cama e com a mente girando por causa da proposta de Aidan. Mas tinha ficado acordada, principalmente, porque seus lábios ainda queimavam com o beijo quente dele. O corpo dela tinha doído de desejo durante a maior parte da noite até ela se descontrolar e tirar o vibrador da gaveta da mesa de cabeceira.

Depois de se estatelar na cadeira, Casey levantou a cabeça e olhou para Emma.

— O que há com você?

— Nada — Emma mentiu.

Casey a encarou enquanto abria o Tupperware.

— Droga. Você parece um caco.

— Obrigada. Vou considerar que é a dieta pobre em carboidratos quem está falando, e que não está intencionalmente irritada.

— Ha, ha. Parece que você está com uma ressaca emocional por causa do chá de bebê — respondeu Casey, depois de uma garfada de alface.

— Não, não é nada disso. — Ela rabiscou descuidadamente o calendário na sua escrivaninha.

Embora não estivesse realmente certa de estar pronta para contar qualquer coisa a Casey sobre a noite que passara com Aidan, explodiria se não conversasse com alguém. Ao mesmo tempo, sabia que precisava do conselho da melhor amiga se realmente quisesse levar a oferta dele a sério.

— Casey?

— Humm? — Ela não levantou nem o olhar. Em vez disso, olhava para a salada com uma expressão de nojo. — Sabe, eu morreria por um pouco de molho ranch agora.

— Preciso te contar uma coisa.

Casey ergueu o olhar da Tupperware para a Emma.

— Ai, que droga. Eu não gosto desse seu tom. O que foi? Você vai ser despedida? Não, espera, eu vou ser despedida?

Emma balançou a mão com desdém.

— Não, não, não é nada disso. É que... — Ela respirou fundo. — Depois do chá de bebê, saí para tomar uns drinques com o Aidan Fitzgerald.

— Ah, Jesus, não pode ser! Em, eu avisei sobre ele! — Casey fechou bem os olhos. — Por favor, me diga que ele não se aproveitou do seu estado emocional fraco depois do chá de bebê?

— Me dá algum crédito — disse Emma.

Casey arregalou os olhos escuros.

— Então o que aconteceu?

Emma contou tudo desde a chegada do Connor até a oferta de Aidan sobre o DNA. Quando chegou na parte da concepção natural, Casey pulou da cadeira, jogando a salada pelo ar.

— Caramba, Em!

— Eu não disse que sim.

Casey arregalou os olhos.

— E por que não?

— Por que, não? Você quase enlouqueceu há dois segundos quando pensou que eu tinha ido para a cama com ele!

— Isso é diferente. Eu sei que você quer um relacionamento, um marido, e Aidan Fitzgerald não é homem isso. Mas ele é seguro como aço. — Quando Emma não respondeu, Casey se inclinou sobre a mesa. — Por que você realmente recusou?

Emma se recusou a erguer o olhar.

— Bem... Você sabe.

— Essa é a sua resposta? Eu não consigo pensar em uma boa razão para você não aceitar! Você não tem nada a perder, além de ter a oportunidade de conseguir o que mais quer no mundo, um filho. E de um homem inteligente, saudável e bonito, combinado com sexo potencialmente incrível.

Emma corou e balançou a cabeça.

— Você conhece a minha experiência, ou inexperiência, com os homens. Eu nem saberia como começar.

— Ah, eu tenho um milhão de cenários diferentes em mente, agora mesmo, sobre como você pode começar — respondeu Casey, balançando as sobrancelhas.

— Ew! — exclamou Emma.

Casey riu.

— Tudo bem, tudo bem. Não vou te torturar com mais insinuações.

— Obrigada.

— Mas... — disse Casey, levantando uma das mãos. — Só se você prometer aceitar a oferta.

Emma passou os dedos pelos fios do cabelos com expressão decepcionada.

— Pode acreditar, há uma voz muito insistente e irritante na minha cabeça me dizendo para sair desse escritório neste instante e dizer sim pra ele. Como se fosse um golpe estranho do destino que fez com que ele aparecesse daquela forma ontem à noite.

— Parece que a voz da razão está falando com você, e eu concordo plenamente. Ele está te oferecendo a experiência da sua vida, em mais de uma forma. Quer dizer, se eu não estivesse apaixonada pelo Nate há cinco anos, teria considerado deixar o Aidan se divertir comigo.

Emma cruzou os braços na frente do peito.

— Ah, é mesmo?

— É — respondeu Casey suspirando. — É como eu disse antes pra você, ele é muito atraente. Quem não gostaria de experimentar pelo menos uma vez na vida?

— Então o que você está dizendo é que o Nate não é tão atraente?

Casey riu.

— O Nate é apenas sexo com baixo teor de gordura. Mas semeei algumas aveias selvagens antes, então estou totalmente satisfeita com o que eu tenho. — Ela se curvou para pegar o recipiente que tinha abandonado e os talheres. Balançando o garfo para Emma, ela disse: — Você, por outro lado, tem uma sacola de aveias que precisa satisfazer.

Emma revirou os olhos.

— Vamos deixar minha aveia fora disso, por favor.

— Qual é, Em. Você não está nem um pouco curiosa de como deve ser fazer sexo com ele?

Emma corou ao pensar no beijo quente de Aidan. Se ele conseguiu deixá-la tão excitada e atordoada em um estacionamento sujo, o que poderia fazer em um quarto?

— É claro que eu estou. Estou a ponto de explodir, afinal, não estou totalmente morta na área do desejo.

— Então qual é o problema?

Emma enrugou os lábios pensativamente.

— Tudo bem, aqui está uma péssima analogia para você. O Aidan é como a 500 Milhas de Indianápolis do sexo, e eu preciso de algum que seja mais...

— Carrinho bate-bate?

— Eu ia dizer de pista lenta, espertinha.

Casey riu.

— Desculpa. Eu não pude evitar. — Ela se endireitou na cadeira. — Vai em frente então.

Emma girou o lápis distraidamente.

— O que eu quis dizer é que o Travis e eu tínhamos a mesma velocidade. É claro que eu aprontei com alguns caras, tive uma terceira base em ação, mas nada como ele. Ele só tinha estado com outra garota. Nós namoramos por muito tempo, e ele foi paciente e levou o tempo dele. — Ela balançou a cabeça. — O Aidan não me parece um tipo paciente e compreensivo. Ele é mais o tipo wham, bam, obrigado, senhora.

— Você nunca vai saber se não experimentar. E droga, Em, ele não é um homem Neandertal que vai agarrar você pelo cabelo e arrastar para a caverna dele. — Casey fez uma pausa e lambeu os lábios. — Embora esse cenário tenha algum potencial pervertido.

— Case, por favor — disse Emma.

— Tudo bem. O que eu acho é que, independente de se estar apaixonada

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