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20 – 03 – 2003

“Os professores não são, certamente, os «salvadores do mundo» ”

Factores de mudança na profissão docente: fontes de pressão

O aumento da exigência da escola sobre a função de ensino é crescente: é cada vez


maior o nº de coisas que se pede à escola e a todos os seus implícitos. A grande causa
desta exigência em termos escolares à própria escola deve-se, em muito, ao facto da
família ter um papel de inibitório na educação muito acentuado. As pessoas, ao
ganharem progressivamente mais competências sociais (especialmente a nível de
trabalho) deixam de parte a ajuda e apoio educativo que deveriam dar aos seus filhos,
deixando esta função para a escola. Em suma, a sua responsabilidade enquanto
educadores dos próprios filhos desaparece, ficando a escola responsável pela educação
dos jovens.
A tarefa que lhe é incutida não é tão fácil como possa parecer por dois motivos
aparentemente fortes e suficientes. Em primeiro lugar todo o desenvolvimento de fontes
de informação exteriores à escola, como sendo o caso das novas tecnologias (Internet),
TV, rádio, etc.,dificultam – em muito – o trabalho do professor que, a fim de conseguir
transmitir algo de novo e produtivo aos seus alunos, deve estar em constante
actualização, conseguindo ter um conhecimento sempre maior. Esta é uma tarefa
dificultada com a passagem progressiva de conhecimento por outros meios que não a
escola. Deste modo, os professores devem igualmente procurar fora do sistema e fora
do que deve ser leccionado na disciplina, aprendendo a lidar com constrangimentos.
Como segundo ponto de dificuldade à tarefa de educar os alunos, notam-se as
mudanças curriculares, ou necessidade de. Uma vez que os conteúdos estão
desactualizados será necessário um novo investimento e formação nos professores de
modo a que estes se adaptem às constantes mudanças que se dão no exterior
(actualização dos conteúdos educativos ao programa).

 Condições de trabalho e recursos materiais


De modo a responder correctamente às limitações que se notam no sistema de
aprendizagem, as condições e renovações de recursos materiais deverão melhorar, uma
vez que estas (limitações) são um ponto de pressão sobre os professores; eles não
conseguem por inúmeras vezes alcançar o ponto de vista do aluno.
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Por outro lado, e se antes a relação professor/aluno era mais formal, mais distante,
mais rígida, ela encontra-se de momento descontrolada. A dificuldade do professor em
entender as gerações novas, pode ser a grande causa da dificuldade do professor em se
fazer ser respeitado, em controlar os alunos. Também ao professor é pedido que
“fragmente” o seu trabalho, reajustando-se o mais possível a todas as situações. Isto
deve-se ao facto do S.E. ser pouco evoluído em termos de técnicos de serviço (não
existem recursos para).
Mais um pontos que desfavorece o trabalho do professor é o facto de que é a escola que
é valorizada e não o trabalho do professor. Por outras palavras nota-se uma maior
importância dada ao acto “ir à escola” e menor importância ao professor, cada vez
menos valorizados face ao trabalho que desempenham.

 A avaliação
O acto de avaliar é visto como “a emissão de um juízo de valor, utilizando um ou vários
critérios a propósito de algo, que pode ser um acontecimento, um objecto, um
indivíduo, etc..
A avaliação escolar, enquanto subjectiva, é um problema porque os critérios em uso
podem ser ou não “justos”. Emite-se por este motivo um juízo de valor que se pretende
que seja objectivo (definição de critérios de avaliação, que tendem a eliminar a
subjectividade da avaliação).
Existem três tipos de avaliação, dos quais uma é a avaliação própria do aluno e (de
entre as restantes) utiliza-se um ou outro método avaliativo: falamos de avaliação
formativa ou avaliação sumativa (normativa). A avaliação formativa é aquela que dá
ao professor e ao aluno feedback, ou seja, esta é individual e directa a cada aluno.
Aponta-se para o que se deve melhorar e para o que já foi apreendido. Pelo contrário,
na avaliação sumativa ou normativa existe um “aluno padrão” (patamar a alcançar) e
a nota do aluno corresponderá à distância entre o padrão a alcançar e o aluno. Este
método de avaliação não é mais utilizado uma vez que implica um maior nº de chumbos
e, consequentemente uma maior despesa. A auto-avaliação é a tomada de consciência
do próprio aluno e demonstra a sua capacidade de responsabilização sobre as suas
atitudes. (Permite igualmente ao professor ter mais tempo para planear e apoiar a
avaliação).
Quaisquer tipo de divergências entre avaliações devem-se à personalidade dos
avaliadores, a variáveis de situação (recolha de informação para a avaliação, por
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exemplo), a própria influência de informações anteriores à avaliação (relacionado com


as expectativas do professor face cada aluno) e também determinados efeitos na
avaliação, nomeadamente:
• Efeito de ordem – a ordem pela qual os testes é vista influencia a nota do aluno
(1ºs testes são subavaliados/ testes do meio são sobreavaliados / testes no fim
são subavaliados).
• Efeito de contraste – a seguir a um teste muito bem, o outro é subavaliado e a
seguir a um teste muito mau o outro é sobreavaliado.
• Efeito de ancoragem – criar uma barreira (nota máxima) a partir da qual
todos os outros se posicionam.