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PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR

Português TSE (banca CESPE) (teoria e questões comentadas)

Aula 9

(Correspondência oficial)

Olá, pessoal!

O material teórico desta aula engloba um extrato do Manual de Redação

da Presidência da República e do Manual de Redação da Câmara dos Deputados. Achei por bem extrair o mais importante de cada texto, para que você tenha em mão um material claro, efetivo e que englobe o que realmente cai na prova, além do que algumas vezes os concursos cobram as expressões literais desses textos, por isso evitei colocar considerações minhas, mas um retrato fiel sobre o que esses manuais expõem.

1. O que é Redação Oficial????

Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige atos normativos e comunicações.

A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do

padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e

uniformidade. Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituição, que dispõe, no artigo 37: "A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,

a

publicidade e a impessoalidade princípios fundamentais de toda administração pública, claro está que devem igualmente nortear a elaboração dos atos e comunicações oficiais.

Não se concebe que um ato normativo de qualquer natureza seja redigido de forma obscura, que dificulte ou impossibilite sua compreensão. A transparência do sentido dos atos normativos, bem como sua inteligibilidade, são requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável que um texto legal não seja entendido pelos cidadãos. A publicidade implica, pois, necessariamente, clareza e concisão.

impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (

)".

Sendo

Esses

mesmos

princípios

(impessoalidade,

clareza,

uniformidade,

concisão e uso de linguagem formal) aplicam-se às comunicações oficiais: elas devem sempre permitir uma única interpretação e ser estritamente impessoais e uniformes, o que exige o uso de certo nível de linguagem.

A identificação das características específicas da forma oficial de redigir

não deve ensejar o entendimento de que se proponha a criação ou existência de uma forma específica de linguagem administrativa, o que coloquialmente e pejorativamente se chama burocratês. Este é antes uma distorção do que deve ser a redação oficial, e se caracteriza pelo abuso de expressões e clichês do jargão burocrático e de formas arcaicas de construção de frases.

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A redação oficial não é, portanto, necessariamente árida e infensa à

evolução da língua. É que sua finalidade básica - comunicar com impessoalidade e máxima clareza - impõe certos parâmetros ao uso que se faz da língua, de maneira diversa daquele da literatura, do texto jornalístico, da correspondência particular, etc.

oficial,

passemos à análise pormenorizada de cada uma delas.

Apresentadas

essas

características

fundamentais

da

redação

1.1. A Impessoalidade

A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela escrita. Para que haja comunicação, são necessários:

a) alguém que comunique;

b) algo a ser comunicado; e

c) alguém que receba essa comunicação.

No caso da redação oficial, quem comunica é sempre o Serviço Público (este ou aquele Ministério, Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção); o que se comunica é sempre algum assunto relativo às atribuições do órgão que comunica; o destinatário dessa comunicação ou é o público, o conjunto dos cidadãos, ou outro órgão público, do Executivo ou dos outros Poderes da União.

Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos que constam das comunicações oficiais decorre:

a) da ausência de impressões individuais de quem comunica: embora

de

se

trate,

por

exemplo,

de

um

expediente

assinado

por

Chefe

determinada Seção, é sempre em nome do Serviço Público que é feita a comunicação. Obtém-se, assim, uma desejável padronização, que permite que comunicações elaboradas em diferentes setores da Administração guardem entre si certa uniformidade;

b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação, com duas possibilidades: ela pode ser dirigida a um cidadão, sempre concebido como público, ou a outro órgão público. Nos dois casos, temos um destinatário concebido de forma homogênea e impessoal;

c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o universo

temático das comunicações oficiais se restringe a questões que dizem

respeito

particular ou pessoal.

ao

interesse

público,

é

natural

que

não

cabe qualquer tom

1.2. A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais

A necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos e

expedientes oficiais decorre, de um lado, do próprio caráter público desses

atos e comunicações; de outro, de sua finalidade. Os atos oficiais, aqui entendidos como atos de caráter normativo, ou estabelecem regras para a conduta dos cidadãos, ou regulam o funcionamento dos órgãos públicos, o que só é alcançado se em sua elaboração for empregada a linguagem adequada. O

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR mesmo se dá com os expedientes oficiais, cuja finalidade precípua é a de informar com clareza e objetividade.

As comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos. Não há dúvida que um texto marcado por expressões de circulação restrita, como a gíria, os regionalismos vocabulares ou o jargão técnico, tem sua compreensão dificultada.

Ressalte-se que há necessariamente uma distância entre a língua falada

imediata

qualquer alteração de costumes, e pode eventualmente contar com outros elementos que auxiliem a sua compreensão, como os gestos, a entoação, etc.,

para mencionar apenas alguns dos fatores responsáveis por essa distância. Já

a língua escrita

vocação para a permanência, e vale-se apenas de si mesma para comunicar.

A língua escrita, como a falada, compreende diferentes níveis, de acordo com o uso que dela se faça. Por exemplo, em uma carta a um amigo, podemos nos valer de determinado padrão de linguagem que incorpore expressões extremamente pessoais ou coloquiais; em um parecer jurídico, não se há de estranhar a presença do vocabulário técnico correspondente. Nos dois casos, há um padrão de linguagem que atende ao uso que se faz da língua, a finalidade com que a empregamos.

O mesmo ocorre com os textos oficiais: por seu caráter impessoal, por

sua finalidade de informar com o máximo de clareza e concisão, eles requerem o uso do padrão culto da língua. Há consenso de que o padrão culto é aquele em que a) se observam as regras da gramática formal, e b) se emprega um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma. É importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial decorre do fato de que ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, das idiossincrasias linguísticas, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida compreensão por todos

os cidadãos.

Lembre-se que o padrão culto nada tem contra a simplicidade de expressão, desde que não seja confundida com pobreza de expressão. De nenhuma forma o uso do padrão culto implica emprego de linguagem rebuscada, nem dos contorcionismos sintáticos e figuras de linguagem próprios da língua literária.

incorpora mais lentamente as transformações, tem maior

e a escrita. Aquela é extremamente dinâmica,

reflete de forma

Pode-se concluir, então, que não existe propriamente um "padrão oficial de linguagem"; o que há é o uso do padrão culto nos atos e comunicações oficiais. É claro que haverá preferência pelo uso de determinadas expressões, ou será obedecida certa tradição no emprego das formas sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que se consagre a utilização de uma forma de linguagem burocrática. O jargão burocrático, como todo jargão, deve ser evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada.

A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a

exijam, sendo de evitar o seu uso indiscriminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o vocabulário próprio a determinada área, são de difícil

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1.3. Formalidade e Padronização

As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto é, obedecem a

certas regras de forma: além das já mencionadas exigências de impessoalidade e uso do padrão culto de linguagem, é imperativo, ainda, certa formalidade de tratamento. Não se trata somente da eterna dúvida quanto ao correto emprego deste ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível; mais do que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação.

necessária

uniformidade das comunicações. Ora, se a administração federal é una, é

A

formalidade

de

tratamento

vincula-se,

também,

à

natural que as comunicações que expede sigam um mesmo padrão.

estabelecimento desse padrão exige que se atente para todas as características da redação oficial e que se cuide, ainda, da apresentação dos textos.

O

1.4. Concisão e Clareza

A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto oficial. Conciso é o texto que consegue transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras. Para que se redija com essa qualidade, é fundamental que se tenha, além de conhecimento do assunto sobre o qual se escreve, o necessário tempo para revisar o texto depois de pronto. É nessa releitura que muitas vezes se percebem eventuais redundâncias ou repetições desnecessárias de ideias.

O esforço de sermos concisos atende, basicamente, ao princípio de

economia linguística, à mencionada fórmula de empregar o mínimo de palavras

para informar o máximo. Não se deve de forma alguma entendê-la como economia de pensamento, isto é, não se devem eliminar passagens substanciais do texto no afã de reduzi-lo em tamanho. Trata-se exclusivamente de cortar palavras inúteis, redundâncias, passagens que nada acrescentem ao que já foi dito.

Procure perceber certa hierarquia de ideias que existe em todo texto de alguma complexidade: ideias fundamentais e ideias secundárias. Estas últimas podem esclarecer o sentido daquelas, detalhá-las, exemplificá-las; mas existem também ideias secundárias que não acrescentam informação alguma ao texto, nem têm maior relação com as fundamentais, podendo, por isso, ser dispensadas.

Pode-se

definir como claro aquele texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor. No entanto a clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente das demais características da redação oficial. Para ela concorrem:

A clareza

deve

ser

a

qualidade

básica de todo texto oficial.

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a)

poderia decorrer de um tratamento personalista dado ao texto;

b) o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de entendimento

geral e por definição avesso a vocábulos de circulação restrita, como a gíria e o jargão;

c) a

imprescindível

uniformidade dos textos;

que

a

impessoalidade,

que evita

a

duplicidade

de

interpretações

formalidade e a

padronização, que possibilitam a

d) a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos linguísticos que

nada lhe acrescentam.

É pela correta observação dessas características que se redige com clareza. Contribuirá, ainda, a indispensável releitura de todo texto redigido. A ocorrência, em textos oficiais, de trechos obscuros e de erros gramaticais provém principalmente da falta da releitura que torna possível sua correção.

Na revisão de um expediente, deve-se avaliar, ainda, se ele será de fácil compreensão por seu destinatário. O que nos parece óbvio pode ser desconhecido por terceiros. O domínio que adquirimos sobre certos assuntos em decorrência de nossa experiência profissional muitas vezes faz com que os tomemos como de conhecimento geral, o que nem sempre é verdade. Explicite, desenvolva, esclareça, precise os termos técnicos, o significado das siglas e abreviações e os conceitos específicos que não possam ser dispensados.

A revisão atenta exige, necessariamente, tempo. A pressa com que são elaboradas certas comunicações quase sempre compromete sua clareza. Não se deve proceder à redação de um texto que não seja seguida por sua revisão. "Não há assuntos urgentes, há assuntos atrasados", diz a máxima. Evite-se, pois, o atraso, com sua indesejável repercussão no redigir.

Questão 1: (TRE - MT / 2009 / Médio) Algumas medidas de modernização judicial têm auferido bons resultados em diferentes regiões brasileiras. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o tribunal de justiça implantou um sistema de certificação eletrônica de atos processuais praticados por seus desembargadores. Por meio desse sistema, os trâmites dos processos digitais adquirem autenticidade com certificados ICP- Brasil, fornecidos por empresas do ramo da informática. Nesse sentido, os sistemas digitais de envio de documentos têm sido cada vez mais utilizados em âmbito brasileiro, mormente após a edição da Medida Provisória n.° 2.200/2001, que inseriu em nosso ordenamento jurídico o sistema de certificação digital de documentos eletrônicos.

Juliana Silva Valis. Internet: <www recantodasletras.uol.com.br> (com adaptações).

Devido à existência de impessoalidade, clareza, seleção lexical e estruturas sintáticas, o texto está apropriado para compor uma correspondência oficial. Comentário: Note que no texto não há expressões que denotem impressões pessoais do autor. Também não se encontram no texto palavras ou expressões com duplo sentido. Assim, a seleção das palavras privilegiou a clareza, a impessoalidade e a norma culta. Resposta: C

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PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR Questão 2: (PCES / 2010 / Superior)

A redação oficial deve caracterizar-se por impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade.

Sendo a

publicidade e a impessoalidade princípios fundamentais de toda administração pública, claro está que devem igualmente nortear a elaboração dos atos e comunicações oficiais.

Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituição (

).

Manual de Redação da Presidência da República. 2.a ed. 2002, p. 4. Internet: <www.planalto.gov.br> (com adaptações).

Tendo o fragmento de texto acima como referência inicial, julgue o item

seguinte,

acerca

das

normas que

regem a

redação

de correspondências

oficiais.

oficiais.

O uso do

despendido com sua revisão, que passa a ser dispensável. Comentário: A revisão é vital para se manter a correção gramatical e a formalidade do texto oficial. Por isso, não é dispensável.

padrão culto da

linguagem em um texto oficial

reduz o tempo

Resposta: E

Questão 3: (DPU / 2010 / Médio) As opções que se seguem apresentam propostas de trechos de parecer. Assinale a opção cujo texto corresponde ao que preceituam as normas de redação oficial.

A Nossos estudos técnicos demonstram que a crônica do jogo no Brasil é repleta de exemplos que desaconselham a legalização, como a violência das gangues que controlam ele, lavagem de dinheiro e cooptação de autoridades para fazerem vista grossa diante das ilegalidades.

B Acreditamos que o poder do dinheiro sujo e nojento do jogo não tem limites. Por sua vez, as instituições, seus órgãos e funcionários não são impermeáveis à corrupção que contamina o sistema administrativo. Isso é uma pena.

C Observa-se que desde os anos 90, quando os caça-níqueis e os bingos invadiram as cidades, não faltam episódios para mostrar a vulnerabilidade dos agentes do poder público ao canto da sereia que ecoa dos cofres emporcalhados da jogatina.

D É incontável o número de policiais canalhas, trapaceiros e vagabundos (inclusive de altos escalões) em todo o país, ligados à contravenção à bandidagem.

a

eliminação física. Além disso, o secretário nacional antidrogas da Presidência da República identifica nos equipamentos eletrônicos de jogos de azar uma forma de legalização do dinheiro do narcotráfico internacional. Comentário: A banca cobrou nossa atenção quanto à preservação da norma culta, o padrão formal e a impessoalidade.

Na alternativa (A), perceba que o verbo transitivo direto "controlam" não admite o objeto direto representado pelo pronome "ele". O objeto direto deve ser representado pelo pronome oblíquo átono "o". Como o verbo termina em "m", esse pronome recebe a consoante "n": controlam-no. Além disso, a expressão "vista grossa" é própria da linguagem coloquial, por isso transmite

E Os envolvidos no jogo não

hesitam em

apelar

para

a

violência

e

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da

correspondência oficial.

Nas alternativas (B), (C) e (D), as expressões "dinheiro sujo e nojento" e "Isso é uma pena"; "canto da sereia" e "emporcalhados"; "canalhas, trapaceiros e vagabundos" e "bandidagem"; são próprias da coloquialidade, informalidade e subjetividade. Por isso, não sendo admitidos em textos de correspondência oficial.

Perceba que a alternativa (E) possui um texto claro, formal e correto

de

correspondência oficial.

gramaticalmente.

subjetividade

e

informalidade,

sendo

contrário

aos

princípios

Por

tudo

isso,

pode

fazer

parte

de

um

texto

Resposta: E

(SERPRO / 2010 / Médio) As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto é, devem obedecer a determinadas regras de forma: além das exigências de impessoalidade e uso do padrão culto de linguagem, é imperativo, ainda, certa formalidade de tratamento.

Manual de Redação da Presidência da República. 2. a ed., 2002, p. 10 (com adaptações).

Julgue os itens seguintes com relação à redação de correspondências oficiais. Questão 4: A linguagem formal é requerida na redação oficial como forma de se denotar impessoalidade e transmitir informações com clareza. Comentário: Quando se usa a linguagem coloquial, informal, é normal a transmissão de uma proximidade própria de pessoas conhecidas, amigas. Justamente isso é condenável na correspondência oficial, pois a impessoalidade tem por base a formalidade e a preservação da norma culta. Vimos na questão anterior os usos de algumas gírias que comprometem a impessoalidade. Resposta: C

Questão 5: Termos empregados em linguagem técnica bem como expressões da oralidade devem ser evitados em textos oficiais, uma vez que, nesses textos, a compreensão e a formalidade são requisitos primordiais. Comentário: Vimos na teoria expressa anteriormente que a linguagem técnica pode ser usada, desde que seja elemento fundamental para a compreensão da informação, para que se evite a falta de clareza e se preserve a impessoalidade. Resposta: C

Questão 6: (TCU / 2010 / Superior)

Respeita os quesitos de clareza, objetividade e uso do padrão culto da língua portuguesa o seguinte parágrafo em um documento oficial.

Tratam-se de irregularidades referentes à execução do convênio 333- 44/08, tendo por objeto a construção de um ginásio de esportes na cidade de XXYYY, que vem sendo insistentemente denunciadas na mídia impressa e televisiva sem que os poderes municipais tomem providências.

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PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR Comentário: Veja que o verbo "Tratam" é transitivo indireto e o pronome "se" é o índice de indeterminação do sujeito. Assim, esse verbo obrigatoriamente se flexionará no singular (Trata-se). Além disso, o particípio "denunciadas" não possui referente no contexto, pois anteriormente a ele não há palavra no feminino e plural. Ele deve concordar no feminino e singular (denunciada), pois se refere ao substantivo "construção". Como não há clareza e preservação da norma culta, a questão está errada. Resposta: E

Questão 7: (SERPRO / 2010 / Superior)

Os princípios que regem a redação de correspondências oficiais favorecem a existência de uma única interpretação para o texto do expediente, assim como asseguram a impessoalidade e uniformidade no trato dos assuntos concernentes aos órgãos governamentais. Comentário: A interpretação única pode ser resumida pela palavra clareza. Além disso, realmente o texto deve se pautar na objetividade, impessoalidade

e uniformidade (padrão formal). Por isso, a questão está correta.

Resposta: C

Questão 8: O nível de linguagem utilizado em atos e expedientes oficiais encontra justificativa no seu caráter público e no fim a que eles se destinam, além da obrigatoriedade de que sejam inteligíveis para qualquer público. Comentário: Releia o primeiro e segundo parágrafo do item 1.2 (A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais). A questão cobrou literalmente

o que ali está escrito:

"A necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos e expedientes oficiais decorre, de um lado, do próprio caráter público desses atos e comunicações; de outro, de sua finalidade. Os atos oficiais, aqui entendidos como atos de caráter normativo, ou estabelecem regras para a conduta dos cidadãos, ou regulam o funcionamento dos órgãos públicos, o que só é alcançado se em sua elaboração for empregada a linguagem adequada. O mesmo se dá com os expedientes oficiais, cuja finalidade precípua é a de informar com clareza e objetividade.

As comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro.". Por isso, a questão está correta. Resposta: C

Questão 9: Um texto de redação oficial deve ser redigido com vistas a evitar

a

prolixidade.

Comentário: A prolixidade é o contrário da concisão, a qual é entendida como a exploração do máximo de informação com o mínimo de palavras. Por isso, a questão está correta. Resposta: C

Questão 10: (PM - DF / 2009 / Superior) Todos os seres humanos necessitam de segurança. Todos os seres humanos têm o direito de serem protegidos do medo, de todas as espécies de

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medo.

O medo tem raízes profundas na alma dos seres. Radica-se no inconsciente e é objeto constante da pesquisa científica, com destaque para a psicanálise. Temos medo do abandono, de passar necessidade e privações, medo das agressões, da doença, da morte. Uma sociedade que se funde no "espírito de solidariedade" procurará construir modelos de convivência que afastem o medo do horizonte permanente de expectativas. Em uma sociedade fraterna, o homem não será lobo do outro homem. Nossa Constituição determina que a segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos. Será exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

Internet:

<www.dhnet.org.br>

(com adaptações).

A primeira pessoa do plural, expressa em "Temos" (linha 7) e "Nossa" (linha

13), confere ao texto um nível de subjetividade impróprio para o emprego em correspondências oficiais. Comentário: Não há subjetividade no texto, pois não há marcação de impressões pessoais. Na realidade, o uso da primeira pessoa do plural fez com que entendêssemos que o autor se inseriu no grupo. Resposta: E

Questão 11: (SEDUES / 2010 / Médio) Fragmento do texto:

O Brasil deve investir em pesquisa e desenvolvimento, para alcançar níveis mais altos de produtividade e de competitividade e desenvolver produtos inovadores que ampliem ou criem mercados com rapidez. O tema "inovação" vem ocupando espaço cada vez maior no planejamento das políticas públicas e na preocupação do empresariado, mas o Brasil ainda ocupa posição muito desfavorável nesse requisito quando

comparado com outros países. Entre 48 países, o Brasil ficou na 42. a posição em inovação, de acordo com um estudo da Organização para a Cooperação e

o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Está na frente de México, África do

Sul, Argentina, Índia, Letônia e Romênia. Pela clareza, objetividade e impessoalidade, esses dois parágrafos poderiam compor adequadamente uma correspondência oficial. Comentário: Perceba que esses dois parágrafos não possuem ambiguidade, nem marcas de impressão pessoal. Portanto, a linguagem é adequada à correspondência oficial. Resposta: C

Questão 12: (SEDUES / 2010 / Médio)

preços das

matérias-primas foi talvez o principal fator da notável transformação das contas externas brasileiras, o que, por sua vez, abriu caminho para o crescimento. Uma eventual mudança para pior no quadro da expansão chinesa seria danosa para a economia global e para o Brasil em particular. A China foi o caso mais marcante de superação da crise de 2008, porque

Fragmento do texto:

O

impacto

da

demanda

chinesa

nos

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conseguiu

crescer

8,7%

no

ano

passado,

enquanto

o

resto

do

mundo

patinhava.

A expressão "o resto do mundo patinhava" está adequada para ser utilizada em uma correspondência oficial.

Comentário: A expressão "o resto do mundo patinhava" transmite uma

imprecisão por meio das palavras em negrito. Assim, não há clareza, por isso

é inadequada à correspondência oficial.

Resposta: E

Questão 13: (PCES / 2010 / Médio)

Considerando o seguinte requisito: "A redação oficial deve caracterizar- se pela impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, formalidade e uniformidade" (Manual de Redação da Presidência da República, 2002), o item a seguir apresenta um fragmento de texto que deve ser julgado certo se atender ao citado requisito, ou errado, em caso negativo. Vimos informar aos usuários do nosso sistema que, conforme a legislação em vigor sobre o tema, o plano de saúde XYZ sofrerá reajuste de 10% a partir do mês de dezembro de 2010. Comentário: Perceba que o texto não possui marcas de impressões pessoais, nem ambiguidade. Por isso utiliza linguagem adequada à correspondência

oficial.

isso utiliza linguagem adequada à correspondência oficial. Resposta: C Questão 14: (STF / 2008 / Superior)

Resposta: C

Questão 14: (STF / 2008 / Superior) Respeita as normas gramaticais e o padrão estabelecido para documentos oficiais o seguinte parágrafo de um regimento:

1.° - Não serão admissíveis a reiteração de pedidos, salvo se fundados em novas provas. Comentário: O sujeito é a expressão "a reiteração de pedidos", por isso o verbo deve ficar no singular (Não será admissível). Resposta: E

Questão 15: MEC 2008 Superior

As questões a seguir referem-se ao Manual de Redação da Presidência da

República.

A respeito da redação oficial, analise as afirmativas a seguir:

I. As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto é, obedecem a certas regras de forma: além das exigências de impessoalidade e uso do padrão culto de linguagem, é imperativo, ainda, certa formalidade de tratamento. Não se trata somente da eterna dúvida quanto ao correto emprego deste ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível; mais do que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação.

II. A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam, sendo de evitar o seu uso indiscriminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o vocabulário próprio a determinada área, são de

III.

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR difícil entendimento por quem não esteja com eles familiarizado. Deve-se ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em comunicações encaminhadas a outros órgãos da administração e em expedientes dirigidos aos cidadãos.

Não há necessariamente uma distância entre a língua falada e a escrita. Aquela é extremamente dinâmica, reflete de forma imediata qualquer alteração de costumes, e pode eventualmente contar com outros elementos que auxiliem a sua compreensão, como os gestos, a entoação, etc., para mencionar apenas alguns dos fatores responsáveis por essa distância. Já a língua escrita incorpora mais lentamente as transformações, tem maior vocação para a permanência, e vale-se apenas de si mesma para comunicar.

Assinale:

(A)

se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.

(B)

se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.

(C)

se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.

(D)

se nenhuma afirmativa estiver correta.

(E)

se todas as afirmativas estiverem corretas.

Comentário: A frase I é uma cópia da introdução do Manual de Redação da Presidência da República. Perceba que as palavras mais importantes são:

impessoalidade, formalidade, padrão culto. Veja isso no tópico 1.3 anteriormente referenciado. Na frase II, perceba uma afirmação realmente lógica. O termo técnico

pode ser usado quando necessário. Porém, se o documento é enviado a quem possa não ter conhecimento, é natural que seja explicado no decorrer do texto. Isso está previsto no 8° parágrafo do tópico 1.2 anteriormente referenciado.

Há, sim, um distanciamento

entre língua falada e língua escrita, e todo o trecho acima confirmou isso. Veja no 3° parágrafo do tópico 1.2. Gabarito: A

O erro

na

frase III

é o advérbio "Não".

Questão 16: (TJ - RR / 2006 / Superior) Na época atual, embora a avareza ou o ócio devam continuar merecendo a nossa condenação, no seio dos detentores da riqueza (ou dos que se proponham a alcançá-la), há uma figura digna de ser exaltada: o empresário. Pela razão muito simples de que agora estamos diante de uma sociedade de abundância (ao contrário da sociedade primitiva, vitimada pela escassez) e a única maneira de a imensa maioria ter acesso à variada gama de bens e serviços disponíveis na sociedade é por intermédio do emprego. E ainda que a busca da riqueza pelo empresário não vise diretamente ao bem- estar geral, ao propiciar novos empregos, ele está desempenhando função primordial na economia.

Antonio Paim. Op. cit., p.290 ( com adaptações).

O emprego de "nossa" (linha 2) e de "estamos" (linha 4) confere subjetividade ao texto, tornando a linguagem nele utilizada inadequada para documentos oficiais.

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR Comentário: O fato de se estar utilizando pronome e verbo em primeira pessoa do plural não quer dizer que haja subjetividade. Na realidade, o autor se insere no grupo. Portanto, é linguagem coerente com a correspondência oficial. Resposta: E

coerente com a correspondência oficial. Resposta: E Questão 17: (ANNEL / 2010 / Médio) Considerando a

Questão 17: (ANNEL / 2010 / Médio)

Considerando a itens.

A impessoalidade que deve caracterizar a redação oficial é percebida, entre outros aspectos, no tratamento que é dado ao destinatário, o qual deve ser sempre concebido como homogêneo e impessoal, seja ele um cidadão ou um órgão público.

próximos

redação de correspondências oficiais, julgue os

Comentário: Veja que essa afirmação é literal do parágrafo 1.1 Confira! Resposta: C

é literal do parágrafo 1.1 Confira! Resposta: C letra C. Questão 18: (ANNEL / 2010 /

letra C.

Questão 18: (ANNEL / 2010 / Médio) Embora 227 milhões de pessoas tenham conseguido sair das favelas, desde 2000, elas abrigam ainda 827,6 milhões de habitantes em todo o mundo. No Brasil, o número de moradores de favelas diminuiu 16%, passando de 31,5% da população para 26,4%, enquanto a média, nos países latino-americanos, é de 19,5%. Comentário: O texto está corretamente construído em linguagem culta, não havendo ambiguidade ou imprecisão. Por isso, está correta a questão. Resposta: C

2. Pronomes de Tratamento Esses pronomes são empregados no trato com as pessoas, familiarmente ou cerimoniosamente.

Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à concordância verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a comunicação), levam a concordância para a terceira pessoa. É que o verbo concorda com o substantivo que integra a locução como seu núcleo sintático: "Vossa Senhoria nomeará o substituto"; "Vossa Excelência conhece o assunto".

Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de

tratamento são sempre os da terceira pessoa: "Vossa Senhoria nomeará seu

substituto" (e não "Vossa

Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gênero gramatical deve coincidir com o sexo da pessoa a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução. Assim, se nosso interlocutor for homem, o correto é "Vossa Excelência está atarefado", "Vossa Senhoria deve estar satisfeito"; se for mulher, "Vossa Excelência está atarefada", "Vossa Senhoria deve estar satisfeita".

vosso

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR Quando esses pronomes estão na função de objeto indireto ou complemento nominal, antecedidos da preposição "a", não recebem crase, pois não admitem artigo.

Refiro-me a Vossa Senhoria.

você,

vocês. O senhor e a senhora são empregados num tratamento formal; você vocês, no tratamento familiar e amigável.

Dentre os pronomes de tratamento, somente senhora admite artigo "a", por isso, se esse pronome for precedido de preposição "a", haverá crase:

Refiro-me à senhora Gioconda.

pronomes de tratamento o senhor,

Também são

a senhora

e

e

Questão 19: (PCES / 2010 / Médio) Considerando o seguinte requisito: "A redação oficial deve caracterizar- se pela impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, formalidade e uniformidade" (Manual de Redação da Presidência da República, 2002), o item a seguir apresenta um fragmento de texto que deve ser julgado certo se atender ao citado requisito, ou errado, em caso negativo. Venho comunicar à Vossa Senhoria que nossa empresa não necessita mais dos seus serviços profissionais, e que, consequentemente, vai desligar você dos seus quadros funcionais dentro de trinta dias úteis, a contar da data desta carta. Comentário: O pronome de tratamento não admite artigo; por isso, deve-se retirar a crase antes do pronome "Vossa Senhoria". Além disso, o pronome "você" não é próprio da formalidade da correspondência oficial e o pronome "seus" transmite ambiguidade; pois não se sabe se há referência a "você" ou a "empresa". Resposta: E

a "você" ou a "empresa". Resposta: E Questão 20: (PCES / 2010 / Superior) A redação

Questão 20: (PCES / 2010 / Superior)

A redação oficial deve caracterizar-se por impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade.

Sendo a

publicidade e a impessoalidade princípios fundamentais de toda administração pública, claro está que devem igualmente nortear a elaboração dos atos e comunicações oficiais.

Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituição (

).

Manual de Redação da Presidência da República. 2.a ed. 2002, p. 4. Internet: <www.planalto.gov.br> (com adaptações).

Tendo o fragmento de texto acima como referência inicial, julgue o item

seguinte,

acerca

das

normas que

regem a

redação

de correspondências

oficiais.

É fundamental observar o emprego correto dos pronomes de tratamento em

um expediente oficial, o que, somado a outros cuidados, imprime formalidade

no tratamento de assuntos públicos.

Comentário: A formalidade expressa em um documento oficial é justamente

o cuidado no uso da linguagem e da formatação do texto. Isso é reforçado pelo correto emprego dos pronomes. Por isso, a questão está correta.

Prof.

Décio

Terror

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13

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR List ad equestõe s

Questão 21: (PCES / 2010 / Superior) Os adjetivos referidos aos pronomes de tratamento concordam com o gênero do interlocutor. Comentário: Releia o quarto parágrafo do tópico 2. Veja que esta questão confirma-o. Por isso está correta. Resposta: C

Questão 22: BB 2010 A redação inteiramente apropriada e correta de um documento oficial é:

(A)

Estamos encaminhando à Vossa Senhoria algumas reivindicações, e esperamos poder estar sendo recebidos em vosso gabinete para discutir nossos problemas salariais.

(B)

O texto ora aprovado em sessão extraordinária prevê a redistribuição de pessoal especializado em serviços gerais para os departamentos que foram recentemente criados.

(C)

Estou encaminhando a presença de V. Sa. este jovem, muito inteligente e esperto, que lhe vai resolver os problemas do sistema de informatização de seu gabinete.

(D)

Quando se procurou resolver os problemas de pessoal aqui neste departamento, faltaram um número grande de servidores para os andamentos do serviço.

(E)

Do nosso ponto de vista pessoal, fica difícil vos informar de quais

providências vão ser tomadas para resolver essa confusão que foi criado pelos manifestantes. Comentário: Sabendo-se que o documento oficial deve ser escrito de acordo com a norma culta e transmitir clareza, veja a reescrita já corrigida abaixo:

Na (A), não há crase antes de pronome de tratamento. O gerundismo é vício de linguagem, por isso a expressão verbal foi reestruturada.

e

nossos

esperamos

problemas salariais.

norma culta, é

claro, objetivo, impessoal e conciso.

(C), foram inseridos vocábulos desnecessários

("presença") e inadequados por transmitirem impressões pessoais: "este jovem", "muito inteligente e esperto".

Estou encaminhando a V. Sa. uma pessoa que lhe vai resolver os problemas do sistema de informatização de seu gabinete.

Na alternativa (D), o verbo deve concordar com o núcleo do sujeito (faltou um número). Veja:

pessoal aqui neste

departamento, faltou um número grande de servidores para os andamentos do serviço.

Estamos encaminhando a

ser

recebidos

A alternativa

(B)

Na

alternativa

é

a

Vossa

em

Senhoria

gabinete

algumas

para

reivindicações,

seu

discutirmos

correta,

porque o texto segue a

Quando se procurou resolver os problemas

de

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR

Na alternativa (E), deve-se retirar o pleonasmo "nosso"/"pessoal", além da necessidade de ajustar a regência e a concordância. Veja:

Do nosso ponto de vista, fica difícil lhes informar quais providências vão ser tomadas para resolver essa confusão que foi criada pelos manifestantes. Gabarito: B

Questão 23: TRF 1R 2001 Analista A única frase corretamente construída é:

(A)

Espero que Vossa Excelência aprecieis o novo código.

(B)

Se o senhor preferir, aguardarei que termines a leitura integral do código.

(C)

Se passares os olhos pela nova redação, poderá ver que são pequenas as alterações.

(D)

Conserva contigo esse exemplar do novo código; não vá perdê-lo, por favor.

(E)

Se Vossa Senhoria não fizer objeção, levo-lhe ainda hoje a nova redação do código.

Comentário: Pelo mesmo princípio apontado na questão anterior, veja que os verbos e pronomes que se referem aos pronomes de tratamento devem se flexionar em terceira pessoa. Assim:

Na alternativa (A), o verbo deve ser trocado para aprecie. Na alternativa (B), o verbo deve ser trocado para termine. Na alternativa (C), o verbo "passares" deve ser flexionado na terceira pessoa do singular (passar), pois a locução verbal "poderá ver" está sendo empregada em terceira pessoa e os dois estão se referenciando ao mesmo termo.

Na alternativa (D), o verbo "Conserva" está empregado na segunda pessoa do singular do imperativo afirmativo, combinando com o pronome "contigo". A locução verbal posterior está no imperativo negativo, mas na terceira pessoa do singular. Por isso, o correto é transpô-la para a segunda pessoa do singular do imperativo negativo: não vás perdê-lo. A alternativa (E) está correta, pois o verbo e o pronome estão corretamente empregados na terceira pessoa do singular. Gabarito: E

2.2. Emprego dos Pronomes de Tratamento

Como visto, o emprego dos pronomes de tratamento obedece a secular tradição. Assim, são de uso consagrado:

Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:

a) do Poder Executivo;

Presidente da República;

Vice-Presidente da República;

Ministros de Estado 1 ;

1 Nos termos do Decreto n 2 4.118, de 7 de fevereiro de 2002, art. 28, parágrafo único, são Ministros de Estado, além dos titulares dos Ministérios: o Chefe da Casa Civil da Presidência da República, o Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, o Advogado-Geral da União e o Chefe da Corregedoria-Geral da União.

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal;

Oficiais-Generais das Forças Armadas;

Embaixadores;

Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza especial;

Secretários de Estado dos Governos Estaduais;

Prefeitos Municipais.

b) do Poder Legislativo:

Deputados Federais e Senadores;

Ministros do Tribunal de Contas da União;

Deputados Estaduais e Distritais;

Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais;

Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.

c) do Poder Judiciário:

Ministros dos Tribunais Superiores;

Membros de Tribunais;

Juízes;

Auditores da Justiça Militar.

O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo:

Excelentíssimo Senhor Presidente da República,

Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional,

Excelentíssimo

Senhor

Presidente

do

Supremo

Tribunal

Federal.

As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo:

Senhor Senador,

Senhor Juiz,

Senhor Ministro,

Senhor Governador,

Questão 24: (SEDAPB / 2009 / Superior) Pedro é fiscal agropecuário do estado da Paraíba e foi encarregado de redigir um ofício para o Secretário de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca do estado.

as

correspondências oficiais, assinale a opção que indica, respectivamente, o vocativo, a forma de tratamento e o fecho que Pedro, corretamente, deve utilizar na mencionada correspondência.

Com

base

nessas

informações

e

nas

normas

que

regem

(A) Excelentíssimo Senhor Secretário; Vossa Excelência; Atenciosamente (B) Senhor Secretário; Vossa Senhoria; Atenciosamente

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR

(C)

Excelentíssimo Senhor Secretário; Vossa Excelência; Respeitosamente

(D)

Senhor Secretário; Vossa Excelência; Respeitosamente

Comentário: Veja que o Secretário de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca do estado tem tratamento de Vossa Excelência, pois, anteriormente em nossa teoria, percebemos o cargo "Secretários de Estado dos Governos Estaduais" como possuidor do referido nível de tratamento. Como é um cargo de nível superior ao de fiscal, o fecho deve ser Respeitosamente. Portanto, a alternativa (D) e a correta. Resposta: D

Questão 25: TRF 4R 2001 Analista

Curitiba, 12 de novembro de 2000.

Senhor Deputado:

Vimos comunicar-lhe que é do inteiro interesse desta comunidade a

aprovação do projeto que em tão boa hora V. Ex a apresentaste à nossa

Assembleia Legislativa. Seguem-se dez mil assinaturas em apoio ao referido

projeto, com nossas esperanças de que ele obtenha imediata aprovação.

Aceite os protestos de nossa elevada estima e consideração.

Associações de Pais e Mestres de Curitiba

É preciso corrigir a carta acima, substituindo-se

(A)

a forma de tratamento: V. Ex a não se aplica a um deputado.

(B)

a forma verbal "apresentaste" por "apresentastes".

(C)

a forma verbal "vimos" por "viemos".

(D)

"protestos" por "votos", já que se trata de uma manifestação de apoio.

(E)

a forma verbal "apresentaste" por "apresentou".

Comentário: A forma de tratamento "V. Ex a " é aplicada a um deputado; a forma verbal "apresentaste" deve ser flexionada na terceira pessoa do singular: apresentou; a forma verbal "vimos" está corretamente empregada no presente do indicativo; não há necessidade da substituição de "protestos" por "votos". Portanto, a alternativa correta é a (E). Gabarito: E

Questão 26: (SESA - ES / 2011 / Superior) Excelentíssimo Senhor Ministro é o vocativo adequado a ser empregado em documento oficial dirigido a um ministro de Estado e Vossa Excelência, o pronome de tratamento apropriado, devendo a forma verbal que com ele concorda estar flexionada na segunda pessoa do plural, como sinal de respeito à autoridade — Vossa Excelência conheceis bem o assunto.

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR Comentário: O erro foi informar que o verbo deveria ficar em segunda pessoa do plural. Na realidade, deve se flexionar em terceira pessoa do singular: Vossa Excelência conhece bem o assunto. Resposta: E

Questão 27: (PCES / 2010 / Superior) Embaixadores, secretários de estado dos governos estaduais e auditores da justiça militar estão entre as autoridades que devem ser tratadas por Vossa Excelência. Comentário: Releia a lista de autoridades. Todas elas estão previstas para cargos com tratamento de Vossa Excelência. Resposta: C

Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento digníssimo (DD), às autoridades arroladas na lista anterior. A dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida evocação.

Vossa

Senhoria

é

empregado

para

as

demais

autoridades

e

para

particulares. O vocativo adequado é:

 

Senhor Fulano de Tal,

 

(

)

No envelope, deve constar do endereçamento:

 

Ao Senhor Fulano de Tal Rua ABC, n o 123 12345-000 - Curitiba. PR

 

Fica

dispensado

o

emprego

do

superlativo

ilustríssimo

para

as

autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor.

Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, empregue-o apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de doutorado. É costume designar por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina. Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações.

Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência, empregada por força da tradição, em comunicações dirigidas a reitores de universidade. Corresponde-lhe o vocativo:

Magnífico Reitor,

( )

Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo com a hierarquia eclesiástica, são:

Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo correspondente é:

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR

Santíssimo Padre,

( )

Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima, em comunicações aos Cardeais. Corresponde-lhe o vocativo:

Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou

Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal,

( )

Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunicações dirigidas a Arcebispos e Bispos; Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima para Monsenhores, Cônegos e superiores religiosos. Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, clérigos e demais religiosos.

Questão 28: (STF / 2008 / Superior)

No item a seguir, é apresentado um trecho de correspondência oficial. Julgue-

o com relação à língua portuguesa padrão e à forma e ao estilo requeridos na

redação oficial. Senhor Coronel José Silva, Vossa Senhoria está convidado a comparecer ao ato solene em 30 de janeiro de 2010. Comentário: O erro está na falta da formalidade. O vocativo, na correspondência oficial, deve ficar em linha superior ao texto e não na própria linha do texto. Perceba que não há erro na concordância em "está convidado", mesmo com o pronome de tratamento no feminino. Essa concordância é possível, porque a locução se refere a alguém do sexo masculino. Resposta: E

2.2. Fechos para Comunicações O fecho das comunicações oficiais possui, além da finalidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar o destinatário. Os modelos para fecho que vinham sendo utilizados foram regulados pela Portaria n o 1 do Ministério da Justiça, de 1937, que estabelecia quinze padrões. Com o fito de simplificá-los e uniformizá-los, este Manual estabelece o emprego de somente dois fechos diferentes para todas as modalidades de comunicação oficial:

a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República:

Respeitosamente,

b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior:

Atenciosamente,

Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e tradição próprios, devidamente disciplinados no Manual de Redação do Ministério das Relações Exteriores.

Questão 29: (ANTAQ / 2009 / Superior)

O

fecho das comunicações é obrigatório em qualquer tipo de documento oficial

e

restringe-se a apenas dois: Respeitosamente e Atenciosamente, a depender

da relação hierárquica existente entre o remetente e o destinatário.

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR Comentário: O problema nesta questão é o uso da palavra categórica "qualquer". Veremos adiante que alguns documentos não possuem fecho. Resposta: E

Questão 30: (PCES / 2010 / Superior)

O fecho "Atenciosamente" deve ser empregado para saudar autoridades de

mesma hierarquia ou de hierarquia inferior. Comentário: Veja que a questão cobra literalmente o que está previsto na letra b do item 2.2 Fechos para as comunicações. Resposta: C

Questão 31: (Previc / 2010 / Médio)

O seguinte fecho seria adequado a ofício destinado a servidor que ocupasse

cargo de grau hierárquico equivalente ao ocupado pelo autor do documento, mas em órgão diverso.

Com cordiais saudações, Fulano de Tal Comentário: Primeiro, o fecho de um documento padrão-ofício é "Respeitosamente" ou "Atenciosamente". Além disso, a expressão "Com cordiais saudações" marca aspectos pessoais, subjetivos. Por isso, a questão está errada. Resposta: E

2.3. Identificação do Signatário

Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas

as demais comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade

que as expede, abaixo do local de sua assinatura. A forma da identificação deve ser a seguinte:

(espaço para assinatura) NOME Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República

(espaço para assinatura) NOME Ministro de Estado da Justiça

Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do expediente. Transfira para essa página ao menos a última frase anterior ao fecho.

3. O Padrão Ofício

Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o memorando. Com o fito de uniformizá-los, pode-se adotar uma diagramação única, que siga o que chamamos de padrão ofício. As peculiaridades de cada um serão tratadas adiante; por ora busquemos as suas semelhanças.

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR

3.1. Partes do documento no Padrão Ofício

O aviso, o ofício e o memorando devem conter as seguintes partes:

a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o

expede:

Exemplos:

Mem. 123/2002-MF

b) local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à

Aviso 123/2002-SG

Of. 123/2002-MME

direita:

Exemplo:

Brasília, 15 de março de 1991.

c) assunto: resumo do teor do documento

Exemplos:

Assunto: Produtividade do órgão em 2002. Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores.

d)

destinatário:

o

nome

e

o

cargo

da

pessoa

a

quem é dirigida

a

comunicação. No caso do ofício deve ser incluído também o endereço.

e)

texto:

nos casos em

que não for de mero encaminhamento

de

documentos, o expediente deve conter a seguinte estrutura:

- introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é

apresentado o assunto que motiva a comunicação. Evite o uso das formas:

"Tenho a honra de", "Tenho o prazer de", "Cumpre-me informar que", empregue a forma direta;

- desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto contiver

mais de uma ideia sobre o assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição;

- conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada sobre o assunto.

Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que estes estejam organizados em itens ou títulos e subtítulos.

quando

se

tratar

de

mero encaminhamento de documentos a

estrutura é a seguinte:

- introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o

encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual está sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula:

"Em

resposta

ao

Aviso

12,

de

de

fevereiro

de

1991,

encaminho, anexa, cópia do Ofício n° 34,

de

3

de

abril de

1990,

do

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR

Departamento

Geral

de

Administração,

que

trata

da

requisição

do

servidor Fulano de Tal."

 

ou

"Encaminho, para

exame e pronunciamento,

a anexa

cópia

do

telegrama n o 12,

de

1 o

de

fevereiro

de

1991,

do

Presidente

da

Confederação Nacional de Agricultura,

a

respeito

de

projeto

de

modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste."

se o autor da comunicação desejar fazer algum

comentário a respeito do documento que encaminha, poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento; em caso contrário, não há parágrafos de desenvolvimento em aviso ou ofício de mero encaminhamento.

- desenvolvimento:

f) fecho;

g) assinatura do autor da comunicação; e

h) identificação do signatário.

Questão 32: (Previc / 2010 / Médio)

Dispensa-se a

conhecimento do destinatário ou for de conhecimento do público em geral. Comentário: Veja na letra "e" (texto), do tópico 3.1 (Partes do documento no Padrão Ofício), que o expediente deve conter a introdução. Por isso não é dispensável. Perceba que, mesmo sendo ofício de mero encaminhamento, a

de

introdução,

em

um

ofício,

se

o

tema

tratado já

for

introdução deve ser inserida neste tipo de documento. Resposta: E

3.2. Forma de diagramação

Os documentos do Padrão Ofício 2 devem obedecer à seguinte forma de apresentação:

no

texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas de rodapé;

b) para símbolos não existentes na fonte Times New Roman poder-se-á

utilizar as fontes Symbol e Wingdings;

a) deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo

12

c) é obrigatório constar a partir da segunda página o número da página;

d) os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser impressos em

ambas as faces do papel. Neste caso, as margens esquerda e direita terão as distâncias invertidas nas páginas pares ("margem espelho");

e) o

início de cada

margem esquerda;

parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de distância da

f) o campo destinado à margem lateral esquerda terá, no mínimo, 3,0

cm de largura;

g) o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm;

2 O constante neste item aplica-se também à exposição de motivos e à mensagem (v. 4. Exposição de Motivos e 5. Mensagem).

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR

h) deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e de 6 pontos

após cada parágrafo, ou, se o editor de texto utilizado não comportar tal recurso, de uma linha em branco;

itálico, sublinhado, letras

maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bordas ou qualquer outra forma de formatação que afete a elegância e a sobriedade do documento;

j) a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em papel branco. A impressão colorida deve ser usada apenas para gráficos e ilustrações;

l) todos os tipos de documentos do Padrão Ofício devem ser impressos em papel de tamanho A-4, ou seja, 29,7 x 21,0 cm;

m) deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de arquivo Rich Text

i) não deve haver abuso

no

uso de

negrito,

nos documentos de texto;

n) dentro do possível, todos os documentos elaborados devem ter o

arquivo de texto preservado para consulta posterior ou aproveitamento de trechos para casos análogos;

o) para

facilitar

a

localização,

os

nomes

dos

arquivos

devem

ser

formados da seguinte maneira:

 

tipo

do

documento

+

número

do

documento

+

palavras-chaves

do

conteúdo

Ex.: "Of. 123 - relatório produtividade ano 2002"

Questão 33: (PCES / 2010 / Superior)

A redação oficial deve caracterizar-se por impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade.

Sendo a

publicidade e a impessoalidade princípios fundamentais de toda administração pública, claro está que devem igualmente nortear a elaboração dos atos e comunicações oficiais.

Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituição (

).

Manual de Redação da Presidência da República. 2.a ed. 2002, p. 4. Internet: <www.planalto.gov.br> (com adaptações).

Tendo o fragmento de texto acima como referência inicial, julgue o item

seguinte,

acerca

das

normas que

regem a

redação

de correspondências

oficiais.

O aviso, o ofício e o memorando apresentam a mesma função; o que os distingue é fundamentalmente a diagramação adotada em sua forma. Comentário: Veja o que é informado no item 3- O Padrão Ofício: "Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o memorando. Com o fito de uniformizá-los, pode-se adotar uma diagramação única, que siga o que chamamos de padrão ofício." Assim, podemos perceber que esses três documentos são diferenciados pela função (finalidade), mas possuem diagramação única. Portanto, a questão está errada. Resposta: E

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23

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR Questão 34: (TRE - ES / 2010 / Superior) O aviso, o memorando e o ofício são expedientes que podem apresentar uma diagramação comum, denominada padrão ofício. Comentário: Veja o que é informado no item 3- O Padrão Ofício: "Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o memorando. Com o fito de uniformizá-los, pode-se adotar uma diagramação única, que siga o que chamamos de padrão ofício." Portanto, a questão está correta. Resposta: C

3.3. Aviso e Ofício

3.3.1. Definição e Finalidade

Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial praticamente idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no caso do ofício, também com particulares.

3.3.2. Forma e Estrutura

Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca o destinatário, seguido de vírgula.

Exemplos:

Excelentíssimo Senhor Presidente da República

Senhora Ministra

Senhor Chefe de Gabinete

Devem

constar do

cabeçalho

ou

do

rodapé

informações do remetente:

do

ofício

as

seguintes

- nome do órgão ou setor;

- endereço postal;

- telefone e endereço de correio eletrônico.

Questão 35: (IBRAM / 2009 / Superior) O ofício e o aviso, tipos de correspondência oficial muito semelhantes, diferenciam-se quanto ao destinatário: o aviso é expedido exclusivamente por ministros de Estado para seus subordinados, e o ofício é expedido para autoridades de mesma posição hierárquica do remetente. Comentário: Veja que esta questão fez uma interpretação equivocada do parágrafo que inicia os modelos de Aviso e Ofício. A diferença é quem emite. Note que o aviso é emitido por Ministro de Estado para autoridades de mesma hierarquia (e não para seus subordinados). Já o ofício é emitido pelas demais autoridades e o destinatário pode ser o órgão público ou o cidadão. Resposta: E

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR ExemplodeExposiçãodeMotivosdecaráterinformativo

TERROR ExemplodeExposiçãodeMotivosdecaráterinformativo (297 x 210mm) Prof. Décio Terror

(297 x 210mm)

P ORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR

3,5 cm

 

6.

Como Vossa Excelência pode verificar, o procedimento

estabelecido assegura que a decisão a ser baixada pelo Ministro de Estado da Justiça sobre os limites e a demarcação de terras indígenas seja informada de todos os elementos necessários, inclusive daqueles assinalados em sua carta, com a necessária transparência e agilidade.

 

Atenciosamente,

[Nome]

[cargo]

Questão 36: (TRE - ES / 2010 / Médio) O trecho apresentado no item seguinte é parte de um texto adaptado do jornal Zero Hora (RS) de 28/11/2010. Julgue-o com referência à correção gramatical e à sua adequação à redação do tipo de correspondência oficial indicado entre parênteses.

É necessário modernizar a estrutura do serviço público e recolocar na pauta das discussões a alternativa da avaliação de desempenho do servidor, como forma de estimular o comprometimento, a produtividade e a qualidade do trabalho. (ofício) Comentário: Sabendo-se que o ofício é um documento que informa, esclarece, solicita algo, é originado no serviço público e direcionado a outro órgão público ou ao cidadão; percebemos que o texto é adequado a este tipo de documento. Além disso, percebemos que não há desvio gramatical. Portanto, a questão está correta. Resposta: C

Questão 37: BB 2010 A respeito dos padrões de redação de um ofício, é INCORRETO afirmar que:

(A) Deve conter o número do expediente, seguido da sigla do órgão que o

expede.

(B) Deve conter, no início, com alinhamento à direita, o local de onde é

expedido e a data em que foi assinado.

(C) Deverá constar, resumidamente, o teor do assunto do documento.

(D) O texto deve ser redigido em linguagem clara e direta, respeitando-se a

formalidade que deve haver nos expedientes oficiais. (E) O fecho deverá caracterizar-se pela polidez, como por exemplo: Agradeço a V. Sa. a atenção dispensada.

Comentário: A expressão empregada na alternativa (E) é de cunho pessoal, deixando a linguagem subjetiva, o que não cabe a uma correspondência

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR

oficial. Veja o qu e diz o MRPR:

"Desta forma, não há lugar na redação oficial para impressões pessoais, como as que, por exemplo, constam de uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou mesmo de um texto literário. A redação oficial deve ser isenta da interferência da individualidade que a elabora. Assim, devemos empregar uma linguagem objetiva.

As demais alternativas constam exatamente da estrutura do padrão- ofício, vista anteriormente. Gabarito: E

Questão 38: DPE SP 2010 Superior

A afirmativa INCORRETA, considerando-se a redação de um ofício, é:

(A)

O local e a data devem aparecer por extenso, com alinhamento à direita da página.

(B)

Devem constar o tipo e o número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede.

(C)

Deve haver identificação do signatário, constando nome e cargo abaixo da assinatura, exceto se for o Presidente da República.

(D)

O fecho deve conter as expressões Respeitosamente ou Atenciosamente, de acordo com a autoridade a que se destina o documento.

(E)

É facultativa a indicação do teor do documento, ou seja, o assunto, pois ele vem expresso no corpo do ofício.

Comentário: Veja que as alternativas (A), (B), (C) e (D) estão de acordo com

o tópico 3.1 acima referenciado.

A alternativa (E) está errada, pois não é facultativo o assunto do texto, conforme a letra "c" do tópico 3.1.

Gabarito: E

Questão 39: (STF / 2008 / Superior) Respeita a formalidade exigida em documentos do padrão ofício o seguinte início de documento:

DJ/TCE-AC/2008/38

Rio Branco, 31 de março de 2009 Ilmo. Senhor Diretor Pedro José da Silva, Comentário: Perceba que a sequência correta de identificação do documento

é tipo (ofício), número do documento e sigla do órgão. Além disso, o local e

data devem estar à direita e não se usa o tratamento "ilustríssimo" a autoridades que não possuam o tratamento de "Vossa Excelência". Portanto, o ideal seria:

Ofício n° 38/2008/DJ-TCE-AC

Senhor Diretor Pedro José da Silva, Resposta: E

Rio Branco, 31 de março de 2009

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR ExemplodeExposiçãodeMotivosdecaráterinformativo

TERROR ExemplodeExposiçãodeMotivosdecaráterinformativo P r o f . D é c i o T e r r

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR

3.4. Memorando

3.4.1. Definição e Finalidade

modalidade de comunicação entre unidades

administrativas de um mesmo órgão, que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em níveis diferentes. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente interna.

Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser empregado para a exposição de projetos, ideias, diretrizes, etc. a serem adotados por determinado setor do serviço público.

Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do memorando em qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. Para evitar desnecessário aumento do número de comunicações, os despachos ao memorando devem ser dados no próprio documento e, no caso de falta de espaço, em folha de continuação. Esse procedimento permite formar uma espécie de processo simplificado, assegurando maior transparência à tomada de decisões, e permitindo que se historie o andamento da matéria tratada no memorando.

3.4.2. Forma e Estrutura

Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do padrão ofício, com a diferença de que o seu destinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa.

O

memorando

é

a

Exemplos:

Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração

Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos

Questão 40: (Previc / 2010 / Médio) O memorando, destinado a veicular notas e informações de pequena importância relativas ao andamento do trabalho de uma repartição ou departamento, é utilizado no lugar dos denominados avisos, os quais estão reservados ao registro de assuntos internos mais sérios da repartição. Comentário: É explícita a informação errada sobre a finalidade do aviso. Além disso, o memorando tem a finalidade de agilizar a correspondência, pois veicula informações internas. Isso não implica menor grau de importância do documento. Resposta: E

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR

Exemplo de Memorando

COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR Exemplo de Memorando (297 x 210mm) P r o f . D

(297 x 210mm)

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR Questão 41: (STF / 2008 / Superior)

Ao Sr. Chefe de Recursos Logísticos

Assunto: Serviço completo de copa

Brasília, 28 de janeiro de 2011.

1 Solicito a Vossa Senhoria providenciar serviço completo de copa para

servir doze pessoas em uma reunião de coordenação deste Departamento, a ser realizada no dia 2/2, terça-feira, das 16 h às 18 h 30 min, no Supremo Tribunal Militar, 7.° andar, sala 54.

2 Para obter informações adicionais, por favor, entrar em contato com Fernanda, no ramal 8662.

Atenciosamente,

[assinatura]

Renato Peixoto Magalhães Chefe do Departamento de Psicologia Considerando o documento hipotético acima e o estabelecido no Manual de Redação da Presidência da República acerca das comunicações oficiais, julgue o item seguinte. O conteúdo tratado no documento acima é adequado a um memorando, uma vez que veicula informações de caráter meramente administrativo e interno ao departamento. Comentário: Primeiro, devemos ler e observar que o documento acima referenciado realmente veicula informação de assunto interno. Além disso, devemos perceber que a afirmativa da questão é um resumo dos dois primeiros parágrafos do tópico 3.4.1 (Definição e Finalidade do Memorando). Veja:

"Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente interna.

Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser empregado para

por

a exposição

de

projetos,

ideias,

diretrizes,

etc.

a

serem

adotados

determinado setor do serviço público."

Portanto, a questão está correta. Resposta: C

(DETRAN ES / 2010 / Médio) Vitória, 10 de Fevereiro de 2010

MEMO 564312/DFREx

Ao senhor chefe do Departamento de Administração do Patrimônio,

Assunto: troca de mesas para computadores

1. Consulto vossa senhoria sobre a possibilidade de serem instaladas três novas mesas para computadores neste departamento, nos termos do art. 32

do Plano Geral desta casa.

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR 2. A solicitação deve-se ao fato que, as mesas ora em uso, adaptadas desde a instalação dos computadores, apresentam maiores dimensões do que o necessário, o que estão impossibilitando a livre movimentação dos funcionários do setor.

3. Calcula-se que, com a troca de mesas, o serviço ganhará em agilidade no atendimento e conforto para os funcionários.

Atenciosamente,

Fulano

deTal

Fulano de Tal Chefe do DFREx

acima

apresentado, julgue os documentos oficiais.

O segundo parágrafo do texto do documento respeita os requisitos de clareza e uso do padrão culto da língua portuguesa, exigidos na redação de documentos oficiais.

de

Questão

42:

Considerando

itens

o

exemplo

se

de

memorando

relativos

hipotético

à

que

seguem,

elaboração

Comentário: O problema no segundo parágrafo é a transgressão à norma culta. Veja que o substantivo "fato" exige a preposição "de", fazendo iniciar uma oração subordinada substantiva completiva nominal "de que

Além disso, na expressão "o que", o

pronome relativo "que" está na função de sujeito e retoma o pronome demonstrativo "o", fazendo com que o verbo "estão" se flexione no singular

)apresentam (

maiores dimensões

".

(está).

se

"dimensões". Pode-se concordar, portanto, no feminino e singular, subentendendo esse vocábulo no singular: a (dimensão) necessária. Mas perceba que isso não é obrigatório. Assim:

A solicitação deve-se ao fato de que, as mesas ora em uso, adaptadas desde a instalação dos computadores, apresentam maiores dimensões do que o necessário, o que está impossibilitando a livre movimentação dos funcionários do setor. Resposta: E

a

A

expressão

"o

necessário"

refere

de

forma

generalizante

Questão 43: A fim de atender às normas de elaboração de memorandos, referentes à disposição de tipo e número do expediente, bem como de sigla de órgão expedidor, deve-se deslocar esses dados para o início do documento, apresentando-os antes de qualquer outra informação. Comentário: Confronte com o modelo de memorando visto anteriormente. Perceba que o tipo, o número e a sigla, referentes ao documento, devem se posicionar antes da identificação da data. Resposta: C

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR Questão 44: (TCU / 2010 / Superior) Um documento como ofício ou memorando, enviado de um auditor para seu chefe, deve receber o fecho a seguir.

Com protestos de estima e consideração. Atenciosamente,

Com protestos de estima e consideração. Atenciosamente, Fulano de Tal Comentário: O fecho não deve conter

Fulano de Tal

Comentário: O fecho não deve conter nenhuma manifestação pessoal, como ocorreu na expressão "Com protestos de estima e consideração." Além disso, se o documento está sendo dirigido a uma autoridade superior do que a do emitente, a saudação correta deve ser "Respeitosamente". Resposta: E

4. Exposição de Motivos

4.1. Definição e Finalidade

Exposição de motivos é o expediente dirigido ao Presidente da República ou ao Vice-Presidente para:

a) informá-lo de determinado assunto;

b) propor alguma medida; ou

c) submeter a sua consideração projeto de ato normativo.

Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente da República por um Ministro de Estado.

Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um Ministério, a exposição de motivos deverá ser assinada por todos os Ministros envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de interministerial.

4.2. Forma e Estrutura

Formalmente, a exposição de motivos tem a apresentação do padrão ofício. O anexo que acompanha a exposição de motivos que proponha alguma medida ou apresente projeto de ato normativo, segue o modelo descrito adiante.

A exposição de motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta duas formas básicas de estrutura: uma para aquela que tenha caráter exclusivamente informativo e outra para a que proponha alguma medida ou submeta projeto de ato normativo.

No primeiro caso, o da exposição de motivos que simplesmente leva algum assunto ao conhecimento do Presidente da República, sua estrutura segue o modelo antes referido para o padrão ofício.

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR Exemplo de Exposição de Motivos de caráter informativo

Exemplo de Exposição de Motivos de caráter informativo (297 x 210mm) P r o f .

(297 x 210mm)

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR Questão 45: (SESA - ES / 2011 / Superior)

Em exposição de motivos encaminhada, por exemplo, pelo ministério da

utilização do vocativo

Excelentíssima Senhora Presidenta da República e do fecho Respeitosamente, ambos seguidos de vírgula. Comentário: A questão quis chamar-nos a atenção quanto ao fato de o cargo de presidente ser ocupado por uma mulher. Por isso é correto o uso do vocativo "Excelentíssima Senhora Presidenta da República". Veja que o Manual de Redação da Presidência da República possui esse vocativo no masculino, pois à época (2002) ainda não havia uma mulher presidenta do Brasil. Portanto, a questão está correta. Resposta: C

saúde à presidente da

República,

é

adequada

a

5. Mensagem

5.1. Definição e Finalidade

É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes

Públicos, notadamente as mensagens enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar sobre fato da Administração Pública; expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão legislativa; submeter ao Congresso Nacional matérias que dependem de deliberação de suas Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agradecer comunicações de tudo quanto seja de interesse dos poderes públicos e da Nação.

6. Telegrama

6.1. Definição e Finalidade

Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar os procedimentos burocráticos, passa a receber o título de telegrama toda comunicação oficial expedida por meio de telegrafia, telex, etc.

Por tratar-se de forma de comunicação dispendiosa aos cofres públicos e tecnologicamente superada, deve restringir-se o uso do telegrama apenas àquelas situações que não seja possível o uso de correio eletrônico ou fax e que a urgência justifique sua utilização e, também em razão de seu custo elevado, esta forma de comunicação deve pautar-se pela concisão.

6.2. Forma e Estrutura

padrão rígido, devendo-se seguir a forma e a estrutura dos

formulários disponíveis nas agências dos Correios e em seu sítio na Internet.

Não

7. Fax

7.1. Definição e Finalidade

O fax (forma abreviada já consagrada de fac-simile) é uma forma de

comunicação que está sendo menos usada devido ao desenvolvimento da Internet. É utilizado para a transmissão de mensagens urgentes e para o envio antecipado de documentos, de cujo conhecimento há premência, quando não

P ORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR há condições de envio do documento por meio eletrônico. Quando necessário o original, ele segue posteriormente pela via e na forma de praxe.

 

Se

necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia xerox do fax e

não

com

o

próprio fax, cujo papel, em certos modelos, se deteriora

rapidamente.

7.2. Forma e Estrutura

Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a estrutura que lhes

são inerentes.

É conveniente o envio, juntamente com o documento principal, de folha

de rosto, isto é, de pequeno formulário com os dados de identificação da mensagem a ser enviada, conforme exemplo a seguir:

[Órgão Expedidor] [setor do órgão expedidor] [endereço do órgão expedidor]

Destinatário:

expedidor] [endereço do órgão expedidor] Destinatário: N o do fax de destino: Data: / /

N o

do

fax

de

destino:

Data:

/

/

Remetente:

 

Tel.

p/

contato:

Fax/correio

eletrônico:

eletrônico:
 

N o

de

páginas:

esta

+

N o

do

documento:

o de páginas: esta + N o do documento: Observações: 8. Correio Eletrônico 8.1 Definição e

Observações:

8. Correio Eletrônico

8.1 Definição e finalidade

O correio

eletrônico

("e-mail"),

por

seu

baixo

custo

e

celeridade,

transformou-se

na

principal

forma

de

comunicação

para

transmissão

de

documentos.

 

8.2.

Forma e Estrutura

 
 

Um

dos

atrativos

de

comunicação

por

correio

eletrônico

é

sua

flexibilidade. Assim,

não interessa definir forma

rígida

para sua estrutura.

Entretanto,

comunicação oficial.

deve-se

evitar

o

uso

de

linguagem

incompatível

com

uma

O campo assunto do formulário de correio eletrônico mensagem deve ser

preenchido de modo a facilitar a organização documental tanto do destinatário quanto do remetente.

mensagem deve ser utilizado,

preferencialmente, o formato Rich Text. A mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas sobre seu conteúdo.

Para

os

arquivos

anexados

à

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR

de

leitura. Caso não seja disponível, deve constar da mensagem pedido de confirmação de recebimento.

8.3 Valor documental Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio eletrônico tenha valor documental, isto é, para que possa ser aceita como documento original, é necessário existir certificação digital que ateste a identidade do remetente, na forma estabelecida em lei.

Questão 46: (TRE - ES / 2010 / Superior) Com referência à formatação de correspondências oficiais, julgue os próximos itens.

Não há necessidade de se seguir uma estruturação rígida em mensagens enviadas por meio de correio eletrônico, diferentemente das outras formas de comunicação oficial. Comentário: Percebemos no tópico 8.2 que pode haver certa liberdade formal no correio eletrônico, desde que não haja desvio da norma culta. Por isso, a questão está correta. Resposta: C

Sempre

que

disponível,

deve-se

utilizar

recurso

de

confirmação

Questão 47: (IBRAM / 2009 / Superior) Considerando aspectos relativos à correspondência oficial, julgue os próximos itens.

O correio eletrônico é um meio que pode e deve ser usado na comunicação

oficial, desde que se utilize linguagem adequada à situação. Comentário: Perceba que a questão cobrou basicamente o seu conhecimento dos dois primeiros parágrafos do tópico 8.2 (Forma e estrutura do correio eletrônico). Tendo em vista seu baixo custo, celeridade e flexibilidade, tornou-se um meio muito importante na documentação oficial, desde que preservada a linguagem compatível a um documento oficial. Resposta: C

9. ATA

É o instrumento utilizado para o registro expositivo dos fatos e deliberações ocorridos em uma reunião, sessão ou assembleia.

Estrutura

1. Título - ATA. Em se tratando de atas elaboradas sequencialmente, indicar o respectivo número da reunião ou sessão, em caixa alta. 2. Texto, incluindo:

a) Preâmbulo - registro da situação espacial e temporal e participantes; b) Registro dos assuntos abordados e de suas decisões, com indicação das personalidades envolvidas, se for o caso; e c) Fecho - termo de encerramento com indicação, se necessário, do redator, do horário de encerramento, de convocação de nova reunião, etc.

Observações

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR 1. A ata será assinada e/ou rubricada por todos os presentes à reunião ou apenas pelo Presidente e Relator, dependendo das exigências regimentais do órgão. 2. A fim de se evitarem rasuras nas atas manuscritas, deve-se, em caso de erro, utilizar o termo "digo", seguida da informação correta a ser registrada. No caso de omissão de informações ou de erros constatados após a redação, usa-se a expressão "Em tempo" ao final da ata, com o registro das informações corretas.

ao final da ata, com o registro das informações corretas. Questão 48: (STF / 2008 /

Questão 48: (STF / 2008 / Superior)

Respeita as exigências de correção, clareza e coerência de documentos oficiais o seguinte trecho de uma ata:

A notificação do responsável em julgado em débito para que recolha a quantia apurada até o dia vinte nove de abril do útil do corrente ano, devendo ser corrigido e acrescido dos juros devidos ou parcelamento em prazos de respeito a lei.

Comentário:

O

texto

não

se

encontra

coerente

com

os

princípios

da

documentação

oficial,

pois

se

deve

retirar

a

preposição

"em" antes

do

particípio "julgado".

Deve ser inserida

a

conjunção "e" na data:

"vinte e

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR nove". Deve ser retirada a expressão "do útil" após o substantivo "abril". A expressão "a lei" deve receber crase, pois o substantivo "respeito" exige preposição "a", e o substantivo "lei" possui artigo "a" neste contexto. Além disso, o texto está truncado (incoerente), pois o sujeito "A notificação" não possui verbo conjugado. O verbo está na forma nominal gerúndio (devendo). Isso causou o truncamento. Além disso, é a quantia apurada que deve ser corrigida (foi corrigida) e acrescida dos juros, não a notificação. Assim segue uma sugestão de correção:

Haverá notificação do responsável julgado em débito para que se recolha a quantia apurada até o dia vinte e nove de abril do corrente ano, a qual foi corrigida, acrescida dos juros devidos e parcelada em prazos de respeito à lei. Resposta: E

Questão 49: (ANTAQ / 2005 / Superior) No temário político brasileiro ainda é reservado pouco espaço à política portuária. Contudo, a idéia de que o sistema é estratégico tem conquistado a unanimidade. Como é inequívoco também o apoio do empresariado ao modelo nascido das privatizações. Muitos investimentos foram realizados, embora ainda não atendam às vastas demandas da atualidade, impulsionadas pelo crescimento das exportações e pela expectativa de que a economia volte a retomar, afinal, o ciclo de expansão que a caracterizou por cerca de oito décadas no século passado. Esse texto, dado seu caráter objetivo, decorrente do emprego de linguagem neutra e direta, poderia iniciar uma ata elaborada por um órgão público. Comentário: O texto é realmente objetivo, porém não segue a formalidade da estrutura de uma ata. Neste tipo de documento normalmente há um relato, uma sequência de opiniões, como uma narrativa. Perceba isso no modelo de Ata. Já o texto desta questão privilegiou a informação, os argumentos. É um texto dissertativo. Resposta: E

10. Parecer

É

administrativo,

competente

a

opinião

fundamentada, sobre tema

emitida

que

lhe

em

haja

nome

pessoal

sido

submetido

ou

para

de

órgão

e

análise

pronunciamento.

Visa

a

fornecer

subsídios

para

tomada

de

decisão.

 

Estrutura

1.

Número de ordem (quando necessário).

2.

Número do processo de origem.

3.

Ementa (resumo do assunto).

4.

Texto, compreendendo:

a)

Histórico ou relatório (introdução);

b)

Parecer (desenvolvimento com razões e justificativas);

c)

Fecho opinativo (conclusão).

5.

Local e data.

6.

Assinatura, nome e função ou cargo do parecerista.

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR

Observação:

1. O desenvolvimento do parecer pode ser dividido em tantos itens (e estes intitulados) quantos bastem ao parecerista para o fim de melhor organizar o assunto, imprimindo-lhe clareza e didatismo.

organizar o assunto, imprimindo-lhe clareza e didatismo. P r o f . D é c i

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR

TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR P r o f . D é c

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR

TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR P r o f . D é c

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR

TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR P r o f . D é c

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR

TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR Questão 50: (STF / 2008 / Superior) Em

Questão 50: (STF / 2008 / Superior) Em minha opinião, uma percepção ingênua dos fenômenos de mercado, como a crença nos mercados perfeitos, fornece exatamente o que seus críticos mais utilizam como munição nos momentos de crise e descontinuidade. O argumento da suposta infalibilidade dos mercados em bases científicas e a pretensão de transformar economia e finanças em ciências exatas produzem uma perigosa mistificação: confundir brilhantes construções mentais para entender a realidade com a própria realidade. Os mercados não são perfeitos. São, isto, sim, poderosos instrumentos de coordenação econômica em busca permanente de eficiência. Mas são também o espelho de nossos humores, refletindo nossa falibilidade nas avaliações. São contaminados por excesso de otimismo e de pessimismo. São humanos, demasiado humanos.

Paulo Guedes. Os mercados são demasiado humanos. In: Época, 21/7/2008 (com adaptações).

O período inicial do texto, "Em minha opinião (

3), explicitando um juízo de valor, apresenta o formato adequado, no teor e

descontinuidade" (linhas 1 a

)

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR na correção gramatical, para compor o texto final de um parecer, se no final deste for acrescida a frase É o parecer. Comentário: A expressão "Em minha opinião" deve ser evitada, pois transmite subjetividade. O texto deve se basear em argumentos ou dados contundentes que levem o parecerista a um julgamento objetivo. Por isso, o fecho "É o parecer" pode ser incluído, expressando que aquele é o parecer do especialista. Isso já basta como opinião, não cabendo a expressão "na minha opinião". Resposta: E

Questão 51: (TJ - RR / 2006 / Superior) Todo povo tem na sua evolução, vista a distância, um certo "sentido". Esse se percebe não nos pormenores de sua história, mas no conjunto dos fatos e acontecimentos essenciais que a constituem em um largo período de tempo. Quem observa aquele conjunto, desbastando-o do cipoal de incidentes secundários que o acompanham sempre e o fazem, muitas vezes, confuso e incompreensível, não deixará de perceber que ele se forma de uma linha mestra e ininterrupta de acontecimentos que se sucedem em ordem rigorosa, e dirigida sempre em uma determinada orientação. É isto que se deve, antes de mais nada, procurar quando se aborda a análise da história de um povo,

seja, aliás, qual for o momento ou o aspecto dela que interesse, porque todos

os momentos e aspectos não são senão partes, por si só incompletas, de um

todo que deve ser sempre o objetivo do historiador, por mais particularista que seja.

Caio Prado Júnior. Op. cit., p. 1.130 (com adaptações).

O nível de linguagem do texto está adequado a uma correspondência oficial,

como um parecer, em vista da objetividade e impessoalidade das escolhas lexicais e sintáticas. Comentário: Note que o texto não possui expressões de cunho pessoal, por isso realmente é objetivo e impessoal. Além disso, a seleção dos vocábulos foi feita visando a evitar a ambiguidade, procurando uma linguagem clara.

Resposta: C

Questão 52: (TRE - ES / 2010 / Médio)

O trecho apresentado no item seguinte é parte de um texto adaptado do

jornal Zero Hora (RS) de 28/11/2010. Julgue-o com referência à correção gramatical e à sua adequação à redação do tipo de correspondência oficial indicado entre parênteses.

A troca de comando no país e nos estados impõe um desafio inadiável aos novos administradores, até como justificativa para eventuais reajustes de tributos: tornar a máquina pública mais eficiente e mais útil aos cidadãos. (parecer) Comentário: O primeiro passo para resolver esta questão é perceber que a

linguagem do texto é pertinente a um documento oficial, pois está construída

de forma impessoal (sem marcações subjetivas, emocionais etc), objetiva e de

acordo com a norma culta. Além disso, deve-se atentar quanto ao fato de que a linguagem utilizada neste texto está em conformidade com o que prevê o parecer. Note que este texto é

Prof.

Décio

Terror

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PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR um fragmento dissertativo, baseando-se na informação. Isso está de acordo com o parecer. A questão não nos perguntou se o conteúdo do texto está de acordo com os conteúdos veiculados no parecer. Ela quis que verificássemos que a linguagem ali utilizada (impessoal, objetiva, clara etc) está de acordo com a linguagem realizada em um parecer. Resposta: C

11. Relatório

É o relato expositivo, detalhado ou não, do funcionamento de uma instituição, do exercício de atividades ou acerca do desenvolvimento de serviços específicos num determinado período.

Estrutura

1. Título - RELATÓRIO ou RELATÓRIO DE

2. Texto - registro em tópicos das principais atividades desenvolvidas, podendo ser indicados os resultados parciais e totais, com destaque, se for o caso, para os aspectos positivos e negativos do período abrangido. O cronograma de trabalho a ser desenvolvido, os quadros, os dados estatísticos e as tabelas poderão ser apresentados como anexos.

3. Local e data.

4. Assinatura e função ou cargo do(s) funcionário(s) relator(es).

e função ou cargo do(s) funcionário(s) relator(es). P r o f . D é c i

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TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR Questão 53: (STF / 2008 / Superior) Respeita

Questão 53: (STF / 2008 / Superior) Respeita as normas de redação de documento oficial o seguinte exemplo para a parte final de um relatório:

3. A fim de que sejam evitados novos fatos dessa natureza, sugerimos uma divulgação mais bem consubstanciada nos dispositivos legais que norteiam o funcionamento do referido Departamento que desde o advento de sua criação vem melhorando a olhos vistos no atendimento aos seus objetivos. Respeitosamente

Brasília, 3.° de abril de 2008

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TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR Comentário: Veja que as assinaturas estão em

Comentário: Veja que as assinaturas estão em posicionamento equivocado, sem nome, nem cargo. Além disso, este tipo de documento não possui o fecho básico do padrão-ofício. Além disso, o local e a data devem ser centralizados. Resposta: E

Questão 54: (TCU / 2010 / Superior) Considerando que a redação de documentos oficiais deve caracterizar-se, segundo o Manual de Redação da Presidência da República, pela impessoalidade, uso do padrão culto da linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade, julgue os seguintes itens, a respeito da elaboração de documentos.

Em documentos que admitem tópicos ou enumerações em seu corpo, como relatórios, por exemplo, seria correto apresentar a estrutura e a organização sintática abaixo.

De acordo com a análise dos documentos apresentados,

a) a prestação de contas de 2007 conflita com a dotação prevista para

aquele ano;

b) destinar-se recursos públicos para pagamentos não autorizados incorre

em desrespeito à Constituição;

c) quanto ao detalhamento das despesas, sugere-se uma investigação

mais detalhada.

Comentário: A letra b) deveria possuir a expressão "a destinação de" no lugar do verbo "destinar-se", para haver o paralelismo sintático (seguindo a tendência da letra "a" que se iniciou com o substantivo "prestação"), além de essa substituição ser necessária para a correção gramatical, pois o verbo "destinar" é transitivo direto e indireto. Com isso o pronome "se" é apassivador e o sujeito paciente "recursos públicos" deveria levar o verbo ao plural. A letra c) também deveria ser iniciada por substantivo: uma investigação quanto ao detalhamento das despesas é sugerida. Isso evitaria a repetição desnecessária de "detalhamento", "detalhada". Resposta: E

Questão 55: (ANNEL / 2010 / Médio) Estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estima que, nos próximos quatro anos, os investimentos na indústria brasileira chegarão a R$ 500 bilhões, um valor 60% maior do que os R$ 311 bilhões investidos entre 2005 e 2008 (o banco não incluiu 2009, pois ainda não dispõe de dados consolidados do ano passado).

PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR O estudo aponta forte concentração dos investimentos na exploração de petróleo e gás, não tanto no pré-sal, mas, especialmente, na cadeia econômica ligada ao óleo, como a indústria naval e a de fabricação de plataformas. Trata-se de um investimento que estimula outros setores da economia. Mas o BNDES prevê também fortes investimentos em setores voltados para atender à demanda interna, entre os quais o automobilístico.

O Estado de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adaptações).

As escolhas lexicais e sintáticas do autor estariam adequadas a documentos da correspondência oficial, caso o texto compusesse um relatório, um ofício ou um parecer. Comentário: Basicamente o que a banca queria que o candidato percebesse é que o texto não possui vocábulos com dupla interpretação, além de não possuir expressões que denotem impressões pessoais ou desvios gramaticais. Como é um texto objetivo, impessoal, claro e de acordo com a norma culta, poderia fazer parte de relatório, ofício ou parecer. Perceba que a banca não cobrou o nível de conteúdo da informação em relação aos tipos de documentos, ela queria que o candidato percebesse apenas a linguagem. Resposta: C

12. Requerimento

É o instrumento por meio do qual o interessado requer a uma autoridade administrativa um direito do qual se julga detentor.

Estrutura

1. Vocativo, cargo ou função (e nome do destinatário), ou seja, da

autoridade competente. 2. Texto, incluindo:

a) Preâmbulo, contendo nome do requerente (grafado em letras maiúsculas) e respectiva qualificação: nacionalidade, estado civil, profissão, documento de identidade, idade (se maior de 60 anos, para fins de preferência na tramitação do processo, segundo a Lei 10.741/03), e domicílio (precedendo à qualificação civil deve ser colocado o número do registro funcional e a lotação);

b) Exposição do pedido, de preferência indicando os fundamentos legais do requerimento e os elementos probatórios de natureza fática.

3. Fecho:

"Nestes termos, Pede deferimento".

4. Local e data.

5. Assinatura e, se for o caso de servidor, função ou cargo. Observações:

1. Quando mais de uma pessoa fizer uma solicitação, reivindicação ou manifestação, o documento utilizado será um abaixo-assinado, com estrutura semelhante à do requerimento, devendo haver identificação das assinaturas.

Prof.

Décio

Terror

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PORTUGUÊS P/ TSE (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR: DÉCIO TERROR 2. A Constituição Federal assegura a todos, independentemente do pagamento de taxas, o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder (art. 5°, XXXIV, "a"), sendo que o exercício desse direito se instrumentaliza por meio de requerimento. No que concerne especificamente aos servidores públicos, a lei que institui o Regime Único estabelece que o requerimento deve ser dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio daquela a que estiver imediatamente subordinado o requerente (Lei 8.112/90, art. 105).

subordinado o requerente (Lei 8.112/90, art. 105). Questão 56: TRT 18R 2008 técnico Na redação oficial,

Questão 56: TRT 18R 2008 técnico Na redação oficial, o fecho que encerra corretamente um requerimento é:

(A)

Aguardamos, portanto, as providências de V.Sa. Atenciosamente

(B)

Encaminhamos este documento para apreciação de V. Sa. e possíveis

providências.

(C) Nestes termos, Pede deferimento.