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FUNDAMENTOS DE

NEUROCIÊNCIAS: CONTRIBUIÇÕES
PARA O ENTENDIMENTO DA
APRENDIZAGEM.
Carga horária: 8h

Prof. Me. Ronny M. de Moraes


• Com o ocor re a ap rendiz age m?
• Quan do ocor re a ap rendiz agem?
• O que faz a pess oa q uan do aprende?
• Com o sabem os qu e u ma p essoa apr en deu ?
• Alma e cor po são con stit uí do s da mesma su bstâ ncia?
• O nosso cér ebro é o que nos tor na hum an os?
• De que m aneir a a ment e a men te se rel acion a com o cér ebro?
• Exi ste um a men te hum an a con st ru ída soc ialmen te?
• Os p roc es sos f isi ológicos e p sí qu icos sã o “concom it ant es
de pen de ntes ” ?
• Que tip o de relaçõ es ex ist em ent re a ativ idad e psíq uica e o
sist ema nerv oso?
• O cé rebr o p roduz a men te ou a men te p roduz o cér ebr o?
• A li ngu age m h uman a é um proce sso n atu ral o u é con str uída
socialm en te?
• A ment e h umana é ap enas um con str uto biológico?
• Os p roc es sos cogn it iv os tem or igem cul tur al -h ist órica?
• Hav eri am con hecim en tos cogn iti vo- afeti vos?
• O que é p sicol ógi co tam bém t ambém po de ser con siderado
biológico?
• Saber com o o cérebr o “ ap ren de”, torn ar ia a “m ágica do
ensi nar e ap render ” mais eficien te, com r ep ercu ssões 2
positiv as para os aprendi zes?
NEUROCIÊNCIAS

Prática interdisciplinar, resultado da


interação de diversas áreas
do saber ou disciplinas científicas
como, por exemplo: neurobiologia,
neurofisiologia, neuroquímica,
neurofarmacologia,
neuroanatomia e neuropsicologia.

3
PRINCIPAIS CORRENTES EM NEUROCIÊNCIAS

► CORRENTE LOCALIZACIONISTA –Teve início na


Frenologia com Franz Joseph Gall (1758-1828). Gall
acreditava que as “faculdades” (funções cerebrais) se
encontravam em áreas circunscritas do cérebro.

► CORRENTE HOLÍSTICA, GLOBALÍSTICAS OU


UNITARISTAS – Destaca-se o fisiologista francês Marie-
Jean-Pierre Florens (1794 - 1867) acreditava que as
funções mentais não dependiam de áreas particulares do
sistema nervoso, mas que este funcionava como um
todo, de modo orquestrado, integrado.
ORIGEM DA CONSCIÊNCIA -
● NEUROCIÊNCIAS
130.000 a.C. – Homo sapiens neanderthalensis (sepultamento
deliberado dos mortos)
● 30.000/35.000 a.C. – surgimento do Homo sapiens sapiens
● 7.000 a 20.000 a.C. - crânios trepanados (ritual?curas?)
● 1.700 a.C. - Egito – papiro Edwin Smith descrição clínica de 48 casos clínicos,
aparece o termo encéfalo, meninges, liqüor e medula
● Pitágoras (580-510 a.C.) - encéfalo mente – coração alma e sensações
● Hipócrates (460-370 a.C.) - epilepsia distúrbio do encéfalo – sede da
inteligência e sensações (tese cefalocentrista)
● Platão (427-347 a.C.) – problema corpo e alma - encéfalo (1) sede do
processo mental (2) a alma tríplice: coração (alma afetiva), o cérebro (alma
intelectual), e o ventre (concupiscência - apetite sexual);
● Aristóteles (384-322 a.C.) - (1) coração - centro das sensações, das paixões e
da inteligência (tese cardiocentrista), (2) encéfalo (função refrigerar o corpo e a
alma)
ORIGEM DA CONSCIÊNCIA -
• NEUROCIÊNCIAS
Cláudio Galeno, (129-200 a.C.) – médico de gladiadores - encéfalo formado de duas
partes: uma anterior, o (1) cerebrum (sensações e repositório da memória) (2)
cerebellum (controle dos músculos) (2) nervos eram condutos - levavam os líquidos
vitais ou humores. 4 líquidos essenciais (sangue, fleuma, bile amarela e bile negra) que,
quando em equilíbrio e harmonia (eucrasia) asseguravam a saúde do indivíduo,
enquanto a doença era devida ao seu desequilíbrio e desarmonia (discrasia). Tese dos
4 humores: indivíduo otimista, falante, irresponsável (tipo sanguíneo); calmo, sereno,
lento, impassível (tipo fleumático); explosivo, ambicioso (tipo colérico); introspectivo,
pessimista (tipo melancólico).
• Período Medieval – corpo era despresível e a alma mais importante
• Leonardo da Vinci (1452-1519) e Andreas Vesalius (1514-1564) – anatomia através
de desenhos e a obra De humani corporis fabrica libri septem
• René Descartes (1596-1650) - “je pense, donc je suis” definiu a alma como substância
consciente ou pensamento. alma era diferente do corpo por possuir uma natureza
indivisível enquanto o corpo era sempre divisível reestabeleceu a ontologia dualista de
que alma e corpo eram constituídos por diferentes substâncias. Definiu a localização da
alma na glândula pineal.
• Sigmund Freud (1895) - estudos funcionais do inconsciente. Entende que os
processos físicos não poderiam ocorrer na ausência dos processos fisiológicos,
mas que os físicos precediam ao fisiológico.
• Thorndike, Watson e Skinner (....) associacionismo, funcionalismo, behaviorismo
comportamentalismo - estudos do comportamento
ORIGEM DA CONSCIÊNCIA -
• NEUROCIÊNCIAS
Gestalt (...) a relação funcional entre neurônios decorre da ativação conjunta de
uma estrutura difusa de células no córtex, constituindo um sistema fechado, capaz
de manter-se integrado por um breve tempo.
• Franz Joseph Gall (1758-1828) Pai da Frenologia. Localização cerebral das
funções cerebrais. Estudou a relação entre afasia e cérebro tornando-se assim um
importante precursor da neuropsicologia. acreditava que o cérebro era na verdade
um conjunto de órgãos separados, cada um dos quais controlava uma “faculdade”
(aptidão) inata separada.
• Pierre Paul Broca (1824-1880) Suas idéias são baseadas em avaliações clínicas
e estudos anatômicos no estudo de dois pacientes e suas posteriores autópsias.
Mostrou a relação entre lobo frontal esquerdo e a linguagem. Suas conclusões,são
consideradas, atualmente o marco inicial da neuropsicologia (afasia motora).
• Carl Wernicke (1848-1905) descrevia a relação causal entre a
lesão no primeiro giro temporal esquerdo e uma das formas
clínicas da afasia, a afasia sensorial (afasia sensorial) e postulou
sobre a afasia de condução.
• John M. Harlow (1848-1849) Relata o caso de Phineas Gage,
um paciente com alterações comportamentais decorrentes de
lesão frontal.
ORIGEM DA CONSCIÊNCIA -
• Lev S. NEUROCIÊNCIAS
Vygotsky (1896-1934) procurou uma alternativa às posições localizacionistas e
globalistas Vygotsky considerou as funções corticais superiores em três princípios centrais: a)
relacionamentos interfuncionais, plásticos e modificáveis; b) sistemas funcionais dinâmicos
como resultantes da integração de funções elementares; e, c) a reflexão da realidade sobre a
mente humana.
• Alexander Romanovich Luria (1902-1977) concebia uma ciência que mantinha, ao mesmo
tempo, consonância com a fisiologia e a neurologia, sem depender integralmente destas
(Cole,1992) e, mais importante, sem nunca perder de vista a perspectiva humanista na
compreensão e entendimento das condições clínicas estudadas (Luria, 1992). Outra grande
contribuição de Luria refere-se às inovações metodológicas propostas no exame clínico:
técnicas aparentemente simples, mas orientadas pela sua visão das funções corticais
superiores, ou seja, Luria propõe um modelo teórico que dirige o trabalho neuropsicológico.
“desde uma perspectiva da localização sistemática das funções, consideramos os processos
corticais superiores como sistemas funcionais complexos dinamicamente localizados”.
• Camillo Golgi (1843/4-1926) e do histologista espanhol Santiago Ramón y Cajal (1852-
1934) descreveram a estrutura das células nervosas.
• Wilder Penfiled (1940) usando métodos de estimulação elétrica estudou e mapeou as
funções motoras, sensoriais e da linguagem no córtex humano de pacientes submetidos à
neurocirurgia.
• Charles Scott Sherrington (1857-1952) propôs os termos “sinapse”, definido como o local
de contato entre dois neurônios, e “transmissão sináptica”, definida como a passagem de
informações por meio da sinapse.
NEUROPSICOLOGIA (HEBB
,1913)
Estudo das relações entre cognição e comportamento
humano e as funções cerebrais preservadas ou
alteradas. Também é de seu interesse, os substratos
orgânicos das emoções, reconsiderando funções de áreas
sub-corticais e corticais e re-analisando as conseqüências
de lesões pré-frontais. Atualmente está situada numa área
de interface entre as neurociências (neste caso, ela
também pode ser chamada de neurociência cognitiva), e as
ciências do comportamento (psicologia do
desenvolvimento, psicolingüística, entre outras) seu
enfoque central é o estudo das capacidades mentais mais
complexas como a linguagem, a memória, e a consciência.
NOVOS RUMOS DA
NEUROPSICOLOGIA

• Avaliação psicométrica
• Medidas de tempo de reação on-line
• Medidas eletrofisiológicas (potenciais evocados ou
relacionados a eventos) e psicofísicas (condutância da pele
registro de fluxo sangüíneo sonográfico) em tarefas de
processamento da linguagem
• Técnicas de neuroimagem funcional (SPECT, PET e
fMRI)

Prof. Me. Ronny Machado de Moraes


A FORMAÇÃO SOCIAL DA MENTE
Aleksandr Romanovitch Luria (1902-1977) influenciado, entre
outros, por Ivan Petrovitch Pavlov (1849 - 1936), Pioter Kuzmitch
Anokhin (1898-1974), e Lev Semiónovitch Vigotski (1896-1934),
investigou:
(2) as funções mentais superiores nas suas relações com os mecanismos
cerebrais;
(3) desenvolveu a noção do sistema nervoso funcionando como um todo
(complexidade), considerando o ambiente social como determinante
fundamental dos sistemas funcionais responsáveis pelo comportamento
humano.

“toda atividade mental humana é um sistema funcional complexo efetuado


por meio de uma combinação de estruturas cerebrais funcionando em
concerto, cada uma das quais dá a sua contribuição particular para o
sistema funcional como um todo”. (LURIA, 1981, p. 23
PENSAMENTO ABSTRATO

O pensamento é um processo psicológico


superior construído a partir da interiorização e
apropriação do patrimônio cultural humano
objetivado nos produtos materiais (tecnologia,
artefatos etc.) e intelectuais (linguagem,
ciência, arte etc.) que é recebido ao nascer e
ao longo de seu desenvolvimento, como
legado das gerações passadas.

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FUNÇÕES PSICOLÓGICAS
INFERIORES SUPERIORES
Psicofisiológicas Neuropsicológicas
(culturais)
(naturais) – IMAGINAÇÃO
– SENSAÇÃO
(PERCEPÇÃO GLOBAL)
– ATENÇÃO

– COGNIÇÃO
INTEGRAÇÃO MODAL
– PERCEPÇÃO – MEMÓRIA MEDIADA
– MEMÓRIA – ATENÇÃO VOLUNTÁRIA
– AUDIÇÃO – ATIVIDADE MEDIADA
– VISÃO (USO DE
– SOMESTESIA INSTRUMENTOS)
– OLFATO – LINGUAGEM SOCIAL
– EMOÇÃO (RACIONAL)
– LINGUAGEM ANIMAL – PENSAMENTO
(EMOTIVA). – LEITURA
– INTEROCEPÇÃO – ESCRITA.
– PROPRIOCEPÇÃO
– EXTEROCEPÇÃO

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FUNDAMENTOS DA TEORIA DE
VYGOSTSKY

► O cérebro é a base biológica das


funções psicológicas;
► As funções psicológicas fundam-se
nas relações sociais,
necessariamente histórico-culturais;
► As funções psicológicas superiores
são mediadas simbolicamente.

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INTERNALIZAÇÃO

SIGNOS
(MEDIADORES SEMIÓTICOS)

MODELOS MENTAIS: DOS OBJETOS E


DA REALIDADE
ATUAR COM ELES
ATUAR A PARTIR DELES

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Os determinantes do desenvolvimento psíquico se
encontram na cultura (conceito este relacionado
com a satisfação das necessidades materiais do
homem, ou seja, com as atividades econômicas, as
tecnologias e estruturas de relações sociais
associadas a elas) historicamente constituída
(concepção materialista).

PORTANTO

...toda função psicológica surge inicialmente no nível


social, interpsicológico; para depois ser internalizada,
passando para o nível individual, intrapsicológico.

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MEDIAÇÃO SOCIAL NO DESENVOLVIMENTO
COGNITIVO

Evidências experimentais apontam que


regiões neocorticais e subcorticais exibem
mudanças moleculares, neuronais e
estruturais em resposta a experiências
como aprendizado, lesões e até terapias
comportamentais.

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APRENDIZAGEM
• Processo de mudança, resultante de prática ou experiência
anterior, que pode vir, ou não, a manifestar-se em uma
mudança perceptível de comportamento
• Prolongamento da adaptação biológica do organismo ao meio
e tendo sido evidenciado pela filogênese a ação precedendo
a progressiva corticalização de funções, enfatiza-se o
desenvolvimento cognitivo como um processo, no qual as
atividades do sujeito possibilitam as trocas com o meio de
uma forma dinâmica, do nível de organização biológica e
neurológica até o cognitivo.
• A aprendizagem constitui um evento interno, não observável,
inferido no desempenho das pessoas (Lomônaco, 1984).
• aprendizagem está situada na interação mútua de
acomodação e assimilação, integrando a experiência dentro
da existência de conceitos mentais

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INTELIGÊNCIA
• Stern (1914) conceitua a inteligência como a capacidade do indivíduo para
adaptar-se convenientemente a situações novas;
• Binet e Simon (1916) conceituam a inteligência como um conjunto de processos
de pensamento que constituem a adaptação mental;
• para Wells (1917) a inteligência é a capacidade de combinar normas de conduta
para poder atuar melhor em situações novas;
• Thorndike (1921) a inteligência é a faculdade de produzir reações satisfatórias
do ponto de vista de verdade e realidade;
• Stoddard (1943) conceitua a inteligência como a capacidade de realizar
atividades caracterizadas como difíceis, complexas e abstratas, econômicas e
adaptáveis a um objetivo, de valor social e carentes de modelos, mantendo-se
em circunstâncias que requerem concentração de energias e resistência diante
das forças afetivas;
• Goddard (1945) a inteligência é o grau de eficácia que a experiência tem para
solucionar problemas presentes e prevenir os futuros;
• Gardner (1995) Inteligência é a capacidade de resolver problemas ou de
elaborar produtos que sejam valorizados em um ou mais ambientes culturais ou
comunitários, pois todos os indivíduos têm, em princípio, habilidade de
questionar e buscar respostas usando as inteligências;
• (Piaget, 1983; Vigotsky, 1991; La Taille e cols., 1992; Toledo, 1995)
Inteligência consiste num sistema de relações cognitivas com múltiplos níveis de
significado, vinculado a fatores sociais, culturais e biológicos.

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NEURÔNIOS-ESPELHO
O cérebro humano tem múltiplos sistemas de
neurônios-espelho especializados em executar e
compreender não apenas as ações dos outros, mas
suas intenções, o significado social do
comportamento deles e suas emoções.

Reproduzido de R.D. Newman-Norland e colaboradores (2007)..


NEURÔNIOS-ESPELHO
A idéia de que neurônios-espelho tem um papel importante na linguagem
humana é intrigante. Tendo sido verificado sua presença na área de Broca.
A proximidade íntima destes dois sistemas pode ser indicativa de
acoplamento funcional ou pode ser uma coincidência. A área de Broca é
classicamente conhecida como uma área de linguagem, mas também é ativa
durante ações como sucção (Mosier et al., 1999). O papel funcional de
neurônios-espelho na área de Broca é, assim, obscuro.
A ação de neurônios-espelho detectados por ressonância magnética
funcional na região de Broca sugere que os novos movimentos ligados à
expressão da fala podem ser aprendidos simplesmente observando outros
(Stefan al de et., 2005). Esses neurônios ajudaram os humanos a adquirir os
padrões modernos de controle de movimento da fala. Falar envolve metas
motoras específicas que o sistema nervoso precisa alcançar. As pesquisas
com neurônios-espelhos sugerem que o controle preciso de movimentos
durante a fala possa ser aprendido por observação. Se verdadeiro pode
explicar porque esses neurônios são requisitados no processo de aquisição
dos movimento modernos requeridos para a fala.
Fonte: The jorunal of neuroscience. Mirror Neurons and the Lateralization of Human Language Daniel R. Lametti and Andrew A. G. Mattar
FUNÇÕES DOS NEURÔNIOS-ESPELHO

1. Resposta aos outros: ela é essencial para a tomada de atitude


em situações de perigo.
2. Imitação: extremamente importante para os processos de
aprendizagem. É imitando que começamos a falar, a andar e até
mesmo a sorrir.
3. Empatia: a tendência para sentir o mesmo que uma pessoa na
mesma situação é fundamental na construção dos
relacionamentos. E explica, em grande parte, por que devemos
manter por perto quem eleva o nosso astral.
NEURÔNIOS-ESPELHO

• REGIÃO FRONTAL
É nela que as ações são planejadas, decididas e executadas. Pode abrigar os
neurônios-espelhos que imitam a ação de outras pessoas, possivelmente relacionados
ao aprendizado.
• REGIÃO PARIETOFRONTAL
Área que conjuga a tomada de decisão da região frontal com os cinco sentidos
humanos. Também está relacionada às emoções.
Segundo Leontiev,
“[...] a criança não nasce com órgãos
preparados para cumprir funções que
representam o produto do desenvolvimento
histórico do homem; estes órgãos desenvolvem-
se durante a vida da criança, derivam da sua
apropriação da experiência histórica. Os órgãos
destas funções são os sistemas funcionais
cerebrais, [...] formados com o processo efetivo
de apropriação.”

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EMOÇÕES E APRENDIZAGEM
• (amígdala látero-basal) – modula processos
sensoriais, aguçando a percepção de estímulos
relevantes para determinada tarefa.
• Experiências emocionais têm maior probabilidade de
serem lembradas do que eventos considerados
neutros.
• (Núcleo amigdalóide basolateral) Hormônios
liberados em situações de estresse (adrenalina e
cortisol) estão envolvidos na consolidação de traços
mnemônicos.
• (Córtex pré-frontal órbito-medial) – região
especializada em fazer julgamentos apropriados para
tomadas de decisões.

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RAZÃO X EMOÇÃO
• Descartes – “Penso, Logo existo.”
• Platão - definiu como virtude a liberação e troca de todas as paixões,
prazeres e valores individuais pelo pensamento, considerado, por ele, um
valor universal e ligado à imutabilidade das formas eternas
• I. Kant – “quanto mais uma razão cultivada se consagra ao gozo da vida e
da felicidade, tanto mais o homem se afasta do verdadeiro contentamento”.
• J. Piaget - “é o interesse e, assim, a afetividade que fazem com que uma
criança decida seriar objetos e quais objetos seriar”
• L. S. Vygotsky - "A forma de pensar, que junto com o sistema de conceito
nos foi imposta pelo meio que nos rodeia, inclui também nossos
sentimentos”.
• H. Wallon - "A razão nasce da emoção e vive da sua morte."
• A. R. Damásio - "a essência da tristeza ou da felicidade é a percepção
combinada de determinados estados corporais e de pensamentos que
estejam justapostos, complementados por uma alteração no estilo e na
eficiência do processo de pensamento."

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O erro de Descartes. A. R. Damásio

"...a separação abissal entre o corpo e a mente,


entre a substância corporal, infinitamente
divisível, com volume, com dimensões e com
um funcionamento mecânico, de um lado, e a
substância mental, indivisível, sem volume, sem
dimensões e intangível, de outro; a sugestão de
que o raciocínio, o juízo moral e o sofrimento
adveniente da dor física ou agitação emocional
poderiam existir independentemente do corpo.
Especificamente: a separação das operações
mais refinadas da mente, para um lado, e da
estrutura ou funcionamento do organismo
biológico para o outro."

27
ASPECTOS DA COGNIÇÃO

2. ATENÇÃO
3. MEMÓRIA
4. PERCEPÇÃO
5. LINGUAGEM
6. RACIOCÍNIO
7. JUÍZO
8. IMAGINAÇÃO
9. PENSAMENTO

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CONCEITUALIZAÇÃO
• Atenção: concentração da mente no objeto selecionado. Pode ser
involuntária, passiva e espontânea ou ainda automática (ocasionada por
estímulos externos) ou controlada, voluntária e dirigida (causada pela
intenção do indivíduo)
• Memória: conhecimento inferido de objetos captados de percepções ou
emoções passadas.
• Percepção: apreensão dos objetos comuns ao indivíduo (como uma rua,
uma casa, uma árvore) assim que são percebidos através do sistema
sensorial.
• Juízo: ato mental de armar ou negar um conteúdo armável.
• Raciocínio: habilidade de conectar juízos.
• Imaginação: reanimação de objetos de percepções anteriores (imaginação
reprodutiva) e combinação dos mesmos em novas unidades (imaginação
criativa).
• Pensamento: capacidade de pensar os objetos da intuição sensível. O
pensamento é a origem dos conceitos que unicam a multiplicidade dos
sentidos no processo de percepção.
• Discurso: comunicação ordenada do pensamento ou poder de pensar
logicamente.

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BASES NEURAIS DA ATENÇÃO
As informações provindas dos receptores
sensoriais passam pelo sistema reticular
ativador ascendente -SARA (tronco
encefálico) e dirige-se ao diencéfalo
(tálamo e hipotálamo) e as áreas corticais
para processamento.

SARA – Sistema Reticular Ativador (substância reticular + protuberância) é


modulada por regiões corticais (principalmente a região frontal).

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FATORES QUE PODEM INFLUENCIAR A
ATENÇÃO
• O contexto em que o indivíduo está inserido;
• As características do estímulo (intensidade,
tamanho, cor, novidade, movimento,
incongruência e repetição);
• Expectativa;
• Motivação;
• Relevância da tarefa desempenhada;
• Estado emocional;
• Experiências anteriores.

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MEMÓRIA

Relaciona-se aos processos de:


• aquisição (também denominada de
aprendizado)
• armazenamento
• evocação de informações (evocação é
também chamada recordação,
lembrança, recuperação).

32
MEMÓRIA
• Memória é a aquisição, conservação e evocação de
informações;
• A aquisição se denomina também aprendizado.
• A evocação também se denomina recordação ou
lembrança;
• Só pode se avaliar a memória por meio da evocação.
• A falta de evocação denomina-se esquecimento ou
olvido;
• Uma falha geral da evocação de muitas memórias
denomina-se amnésia .
(Izquierdo, 2004, P.15)

33
SISTEMA DE MEMÓRIAS
• Memórias de longo prazo - são necessárias a expressão
gênica e a síntese protéica nas primeiras três a seis horas, no
hipocampo ou em outras regiões vinculadas a esse processo.
Requer também pelo menos um fator neurotrófico (o BDNF) no
hipocampo, ao mesmo tempo que requer síntese protéica, isto é,
doze horas depois de ter adquirido uma memória. (Izquierdo,
2006). Podem classificadas em:
1.1. Memória declarativa: semântica e episódica
1.2. Memória não declarativa ou implícita ou procedurais:
habilidades, hábitos e respostas condicionadas (expressão
motora)
• Memórias de curto prazo, operacional ou primária
(3 a 6 hs) – ocorre no hipocampo e no córtex-entorrinal
• Memória de trabalho (não há traços bioquímicos – “ela é
descartável” – dura poucos segundos)

34
MEMÓRIAS: EXPLÍCITA E
IMPLÍCITA

Figura 1 - Taxonomia dos sistemas de memória de longa duração


(adaptado de Squire e Knowlton 1995)

35
MEMÓRIA
- MEMÓRIA DECLARATIVA (explícita), referente ao conhecimento
evocado conscientemente por meio de imagens (episódica) ou
proposições (semântica). Está subdividida em: (1) memória
para fatos – relativa ao conhecimento semântico sobre
informações gerais; (2) memória para eventos ou episódicas –
relativa a episódios específicos temporal e espacialmente
localizados. Essas memórias sofrem forte influência do estresse,
humor e da motivação. Envolve principalmente o hipocampo,
córtex entorrinal, e outras regiões corticais, são moduladas pela
amígdala (conjunto de núcleos nervosos situados no lobo
temporal).
- MEMÓRIA NÃO-DECLARATIVA (implícita), pela qual o
conhecimento é manifesto por meio do desempenho, sem que o
sujeito tenha consciência de possuí-lo. Está subdividida em:
memória associativa – memória motora para habilidades,
alteração de desempenho (préativação) e condicionamento
clássico; memória não-associativa (habituação e
sensibilização).

36
MEMÓRIA

Figura 2 - Modelo de memória operacional proposto por Baddeley.27 As


áreas em branco representam os componentes atencionais e de retenção
temporária de informações, e as áreas em cinza, os sistemas de retenção
de longa duração (adaptado de Baddeley)27.

37
CONSOLIDAÇÃO DA MEMÓRIA

Processo de armazenar novas


informações na memória de longa
duração.
ESQUECIMENTO (ISQUIERDO,
2006)de um estímulo
EXTINÇÃO – se deve à desvinculação
condicionado do estímulo incondicionado com o qual tinha
se associado e gerado uma resposta aprendida; o "Somos exatamente
estímulo passa a se vincular com a ausência desse último o que nos lembramos
e também somos
estímulo.
aquilo que não
REPRESSÃO - pode ser voluntária ou inconsciente. Na queremos lembrar“
primeira, propomo-nos a cancelar a evocação de (Ivan Isquierdo)

memórias que nos causam desagrado, mal-estar ou


prejuízo: "Não quero me lembrar mais da cara daquele
sujeito (ou daquele lugar, ou daquele incidente)". Na
segunda, o cérebro faz isso por conta própria, para o qual
evidentemente tem uma tendência autoprotetora. Há
muitas evidências de que ambas as formas de repressão
representam, essencialmente, a mesma coisa. Se o
cérebro reprime determinada(s) memória(s), deverá ser
em razão de um estímulo originado em algum lugar, seja
esse voluntário ou não. Esse estímulo deve provir da
própria memória, por definição

39
40
EVOLUÇÃO DO SISTEMA NERVOSO

41
SISTEMA
NERVOSO

CENTRAL PERIFÉRICO

CÉREBR MEDULA VISCERAL SOMÁTICO


O ESPINHA
L

SIMPÁTICO PARASSIMPÁTICO

42
TELENCÉFALO - CÉREBRO
ENC
ÉFA
ANT LO TÁLAMO
ERIO DIENCÉFAL
HIPOTÁLAMO
R O

CORPOS QUADRIGÊMIOS
ENC
SN ÉFA
MÉD LO
MES IO
C ENC
ÉFA
LO
PEDÚNCULOS CEREBRAIS

CEREBELO
ENC METENCÉFALO
É PONTE
POS FALO
TER
IO
R MIELENCÉFALO - BULBO

43
44
CÉREBRO - ENCÉFALO
O cérebro é um sistema aberto auto-
organizável que é moldado pela sua
interação com objetos e eventos. Construído
através de um processo de seleção natural.
Ao deparar-se com novos eventos os
mecanismos moleculares do cérebro se
ajustam a nova realidade. A percepção dos
novos eventos é moldada em parte por
eventos passados que já produziram
anteriormente alterações no cérebro, ou seja,
a percepção é moldada pela experiência
anterior.
COMPARANDO
“CÉREBROS”

46
Fonte: www.anatomiahumana.ucv.cl/.../foto1/encefalo.jpg

47
MENINGES

48
MENINGES

http://academic.kellogg.cc.mi.us/herbrandsonc/bio201_McKinley/f15-4_cranial_meninges_c.jpg
LOBOS CEREBRAIS

FONTE: http://space.newscientist.com/data/images/archive/2222/22224201.jpg

50
CIRCULAÇÃO NA SUPERFÍCIE CEREBRAL

51
MAPA CITOARQUITETÔNICA DE
BRODMANN'S

52 ÁREAS
CORTICAIS

KORBINIAN BRODMANN
(1868-1918)
Prof. Me. Ronny Machado de Moraes
CLASSIFICAÇÃO DE
PELFIELD

O AMAPA DE PENFIELD SÃO UTILIZADOS


EM CIRURGIAS DE EPILEPSIA

Prof. Me. Ronny Machado de Moraes


LIQÜOR
OU
LÍQUIDO
CEFALORAQUIDIDIAN
O

54
LÍQUIDO CEFALO-RAQUIDIANO
(LÍQUOR)

Fonte: http://academic.kellogg.cc.mi.us/herbrandsonc/bio201_McKinley/Nervous%20System.htm

55
CIRCULAÇÃO DO
LIQUOR
Corte Sagital

FONTE: http://www.aafp.org/afp/20040915/1071_f1.jpg

56
PLEXO CORÓIDE

FONTE: http://www.sci.uidaho.edu/med532/images/Chroid%20plexus.JPG

57
CÉREBRO NORMAL E COM ALZHEIMER’S

Coronal

Fonte: http://www.ivimeds.org/intralibrary/open_virtual_file_path/i2555n6606t/coronal-slices-two-brains-0029.jpg

58
ENCÉFALO

59
CÉREBRO OU CÉREBROS ?
• ARQUIPÁLIO OU CÉREBRO PRIMITIVO - constituído pelas
estruturas do tronco cerebral - bulbo, cerebelo, ponte e
mesencéfalo, pelo mais antigo núcleo da base - o globo pálido e
pelos bulbos olfatórios. Corresponde ao cérebro dos répteis ,
também chamado complexo-R, pelo neurocientista Paul MacLean
• PALEOPÁLIO OU CÉREBRO INTERMEDIÁRIO - (dos velhos
mamíferos), formado pelas estruturas do Lobo Límbico.
Corresponde ao cérebro dos mamíferos inferiores.
• NEOPÁLIO - também chamado cérebro superior ou racional (dos
novos mamíferos), compreendendo a maior parte dos hemisférios
cerebrais ( formado por um tipo de córtex mais recente,
denominado neocórtex) e alguns grupos neuronais subcorticais. É
o cérebro dos mamíferos superiores, aí incluídos os primatas e,
consequentemente, o homem. Essas três camadas cerebrais
foram aparecendo, uma após a outra, durante o desenvolvimento
do embrião e do feto (ontogenia), recapitulando, cronologicamente,
a evolução (filogenia) das espécies, do lagarto até o Homo
sapiens.

60
OS HEMISFÉRIOS CEREBRAIS

Esquerdo Direito

• Pensamento Lógico • Intuitivo


• Processamento Linear • Holístico
• da Informação • Sintético
• Analítico e Simbólico • Não-Temporal
• Abstrato • Não-Racional
• Temporal • Não-Verbal
• Racional
• Verbal

61
FILTRO SENSORIAL -
TÁLAMO

L A MO

62
TÁLAMO E MEMÓRIA DE LONGO
PRAZO
Memória de Longo Prazo - responsável pela codificação, armazenagem e
acesso ao arquivo de memória a longo prazo. É o órgão responsável pelo
acesso consciente à memória a longo prazo, dirigindo a atenção da
pessoa para a informação arquivada, desempenhando importante papel
na codificação, armazenamento e lembrança dessas memórias.
Sensibilidade - O tálamo não só retransmite e distribui as informações
sensoriais, mas atua também modulando previamente as informações. A
sensibilidade dolorosa e térmica e tato protopático são interpretados
pelo tálamo.
Importante! Apenas a sensibilidade olfativa não passa pelo tálamo antes
de se projetar para o córtex sensorial.
Motricidade - através da participação do tálamo no circuito pálido-
corticais e cerebelo-corticais.
Comportamento emocional - integrando o Sistema Límbico através dos
núcleos do grupo anterior e do núcleo dorsomedial.
Ativação do córtex - integrado ao SARA, estabelece o nível de atividade
cortical, ou seja, garante o estado de consciência.
63
NERVOS CRANIANOS

Fonte: http://academic.kellogg.cc.mi.us/herbrandsonc/bio201_McKinley/Nervous%20System.htm

64
AFASIAS
Alteração de linguagem decorrente de lesão cerebral
adquirida.

65
LINGUAGEM - AFASIAS

PALAVA OUVIDA PALAVA ESCRITA

66
GRANDE LOBO FRONTAL -
FUNÇÕES
☞ Comando motor primário referente aos dedos, mão,
braço, ombro, tronco, laringe, língua, face, etc.;
☞ Funções cognitivas e emotivas;
☞ Programação e preparação dos movimentos e
controle da postura;
☞ Controle do movimento conjugado do olhar;
☞ Processamento das informações olfatórias;
☞ Área de Broca: produção do padrão de respostas
motoras que resultam na expressão verbal com
sentido;
☞ Região homóloga à área de Broca: capacidade de
expressão da emoção na palavra falada.

67
UNIDADES FUNCIONAIS DO SN (LURIA,
• 1973)
PRIMEIRA UNIDADE FUNCIONAL. OU DE VIGÍLIA - As estruturas do
tronco cerebral que participam do controle do ciclo sono-vigília são o
sistema reticular ascendente, representadas fundamentalmente pelos
núcleos colinérgicos, noradrenérgicos, dopaminérgicos e serotoninérgicos.
O córtex cerebral também participa, especialmente o córtex pré-frontal.
• SEGUNDA UNIDADE FUNCIONAL OU DE RECEPÇÃO - É a área da
análise e do armazenamento da informação, representada pelos córtices
temporal, parietal e occipital, existindo as áreas primárias, secundárias e
terciárias.
• TERCEIRA UNIDADE DE PROGRAMAÇÃO, REGULAÇÃO E
VERIFICAÇÃO DA ATIVIDADE - É representada pelos lobos frontais, que
tornam possível a intencionalidade, a planificação e a organização da
conduta em relação a percepção e ao conhecimento do mundo.
• QUARTA UNIDADE FUNCIONAL, REPRESENTADA PELO LOBO
LÍMBICO - que intervém na seleção dos estímulos segundo suas
características e tonalidade afetiva, e a porção orbitária do lobo frontal que
participa na planificação da conduta no seu aspecto afetivo.

Fonte: Luria AR. The working brain. New York: Basic Books, 1973
Rebollo MA. Disfunções hemisféricas. An Neuropediatr Latinoamer 1991;1:1-19.

68
SN - A HOMEOSTASIA E A
INTEGRAÇÃO
• PROCESSA E INTEGRA AS
INFORMAÇÕES PROVENIENTES DO
MEIO EXTERNO;
• INICIA UMA RESPOSTA APROPRIADA;
• SEDE DA CONSCIÊNCIA;
• SEDE DA MEMÓRIA;
• SEDE DAS EMOÇÕES.

69
DIVISÕES DA COLUNA
VERTEBRAL

70
MEDULA ESPINHAL

Fonte: http://academic.kellogg.cc.mi.us/herbrandsonc/bio201_McKinley/Nervous%20System.htm

71
ARCO-REFLEXO

Fonte: http://academic.kellogg.cc.mi.us/herbrandsonc/bio201_McKinley/Nervous%20System.htm

72
MEDULA ESPINHAL

Fonte: http://academic.kellogg.cc.mi.us/herbrandsonc/bio201_McKinley/Nervous%20System.htm

73
MEDULA ESPINHAL

74
LESÕES NA MEDULA ESPINHAL E SEUS POSSÍVEIS
EFEITOS

75
SISTEMA NERVOSO
AUTÔNOMO

76
SISTEMA NERVOSO
AUTÔNOMO

Fonte: http://academic.kellogg.cc.mi.us/herbrandsonc/bio201_McKinley/Nervous%20System.htm

77
CÉLULAS DO SISTEMA NERVOSO
1. NEURÔNIO
2. NEURÓGLIA
• OLIGODENDRÓCITO
• ASTRÓCITOS
• MICRÓGLIA
3. EPENDIMÁRIAS

Camilo Golgi Santiago Ramón y Cajal


(1843-1926) (1852-1934)
Juntos postularam a existência dos NEURÔNIOS

78
POSTULADOS DA DOUTRINA
NEURONAL

• O neurônio é a unidade estrutural e funcional do sistema nervoso;


• Os neurônios são células individuais, que não se comunicam com
continuidade protoplasmática com outros neurônios, nem anatomicamente,
nem geneticamente;
• O neurônio tem três componentes: dendritos, soma (corpo celular) e
axônio. O axônio pode ter várias arborizações, que fazem contato íntimo
com os dendritos e o soma de outros neurônios;
• A condução do estímulo ocorre do dendritos ao soma ao axônio, até as
suas arborizações finais.

79
TIPOS DE NEURÔNIOS

• NEURÔNIOS SENSITIVOS OU
AFERENTES

• NEURÔNIOS DE ASSOCIAÇÃO
OU INTERNEURÔNIOS

• NEURÔNIOS MOTORES OU
EFERENTES

80
NEURÔNIO

81
TIPOS DE NEURÔNIOS – CLASSIFICAÇÃO
MORFOFUNCIONAL

82
SINAPSE – “ABRAÇAR” (Elétricas e
Químicas)
Sinapses Químicas

A extremidade terminal do axônio expande-se e forma o botão do axônio, que


está em contato com um dendrito ou corpo celular de um outro neurônio. O
axônio e a próxima célula não se fundem, pois existe um espaço estreito, a
fenda sináptica. O botão sináptico contém um grande número de pequenas
vesículas sinápticas. A transmissão de um impulso do botão pré-sináptico
para o neurônio póssináptico ocorre com a liberação, a partir do interior das
vesículas sinápticas, de uma substância química transmissora
(neurotransmissores). As moléculas de neurotransmissor ligam-se a
moléculas proteicas específicas (do receptor, na membrana pós-sináptica).
Quando o impulso nervoso ou PA atinge o botão sináptico do terminal
axônico, ele ativa canais de Ca++ voltagem-dependentes na membrana dos
terminais, permitindo a entrada de Ca++ no terminal. O aumento da
concentração de Ca++ dentro do terminal inicia a exocitose das vesículas
contendo neurotransmissor, que ligam-se a receptores específicos após
cruzar a fenda sináptica.

83
SINAPSE

84
SINAPSE – “BOTÃO SINÁPTICO”

85
SISTEMA LÍMBICO
OU
LOBO LÍMBICO

86
LOBO LÍMBICO (ÁREAS CORTICIAS)

Pierre Paul
Broca
(1824-1880)

• Giro do cíngulo (mesocórtex)


• Giro para-hipocampal (paleocórtex)
• Hipocampo(arquicórtex)
• Área Pré-Frontal (neocórtex)

87
EMOÇÕES E SISTEMA LÍMBICO

88
CIRCUITO DE PAPEZ
AMPLIADO
Experiência objetiva

Consolidação
da memória (emocional)

Experiência
JAMES PAPEZ subjetiva
(1883-1958)

Botão de disparo
das experiências
emocionais

Expressão visceral das emoções


SNA e sistema endócrino

89
LOBO LÍMBICO (ÁREAS
SUBCORTICIAS)

• Área septal
• Núcleos mamilares do hipotálamo
• Núcleos anteriores do tálamo
• Núcleos habenulares
• Amigdala (um dos núcleos basais)

90
1. REPTIL
Estímulos Hipotálamo + Comportamento de
ambientais Tronco encefálico sobrevivência
Estímulos sensoriais específicos

2. MAMIFERO PRIMITIVO
EMOÇÕES: aumentou a eficiência dos mecanismos de sobrevivência

Estímulos Comportamento de
Sistema Límbico
ambientais
sobrevivência
Medo ou prazer

3. PRIMATAS (humano)
RACIONALIZACAO (Cultura) + emoções

Estímulos
Neocórtex Sistema Límbico Comportamento de
ambientais
sobrevivência
Livre arbítrio Medo ou prazer
Planejamento
Decisão, etc
CIRCUITO DE PAPEZ
SENTIMENTO

Córtex Córtex Experiência subjetiva


Sensorial Cingulado

Hipocampo Tálamo Anterior


Consolidação da memória emocional
Tálamo

Hipotálamo “Botão” de disparo


das experiências
emocionais

Estímulo
Emocional Expressão visceral
Resposta das emoções SNA e
Experiência objetiva
Somática Corporal sistema endócrino

92
NEUROIMAGEM - MAPEAMENTO
CEREBRAL
As diferentes técnicas podem ser
classificadas conforme a natureza
das informações (Buchpiguel, 1996),
nas quais destacam-se a
eletroencefalografia (EEG), os
exames estruturais ou anatômicos
como a tomografia computadorizada
(TC) e a ressonância magnética
(MRI), e os exames funcionais, como
a tomografia por emissão de
pósitrons (PET), a tomografia
computadorizada por emissão de
fóton único (SPECT) e a ressonância
magnética funcional (fMRI).

93
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DO CRÂNIO - RX

Fonte:
www.alzheimermed.com.br

94
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DO CRÂNIO
- RX
Tomografia computadorizada (TC) é a técnica mais
utilizada em neuroimagem e vem sendo empregada
há mais de três décadas. Através da TC é possível
obter uma reconstrução visual bidimensional em um
plano horizontal da estrutura cerebral pela
mensuração da densidade do tecido, como
decorrência do movimento circular da fonte de raios
X. Além da baixa resolução da imagem a avaliação
de um transtorno neuropsicológico fica condicionada
à existência da lesão no tecido encefálico,
dificultando a verificação empírica de modelos
complexos de funcionamento cerebral.

95
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

96
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
É uma técnica de imagem formada a partir do movimento dos
núcleos de alguns tipos de moléculas, provocado pela mudança
do campo magnético. Quando uma onda de freqüência de rádio
passa pelo cérebro, os núcleos emitem ondas de rádio
próprias, que permitem a um scanner detectar a radiação em
diferentes moléculas de hidrogênio. As imagens geradas
podem ser visualizadas em três planos: horizontal, coronal e
sagital e, com o emprego de alguns programas, pode ser
gerada uma imagem tridimensional. As principais vantagens em
relação à TC são: o grau superior de resolução anatômica,
além de evitar a radiação ionizante e o uso de material de
contraste em pacientes com histórico de alergia. Assim como a
TC, este tipo de ressonância possibilita a análise de estruturas
especificamente envolvidas em lesões cerebrais.

97
MAGNETIC RESONANCE IMAGING (MRI)

A. Magnetic resonance image (MRI) showing T8 metastasis from renal cell carcinoma.
B. MRI showing AIDS-related lymphoma of the central nervous system.
C. MRI showing osteosarcoma of the distal femoral metaphysis in an 11 year old boy.

98
Fonte: www.mja.com.au
TOMOGRAFIA EMISSÃO DE PÓSITRONS - PET

Nos anos 60, os cientistas trabalhando com substancias radioativas


descobriram um novo uso para elas. Uma espécie de dispositivo de
obtenção de imagens, chamado gama câmara, foi inventado, de modo a
detectar a radiação emitida por átomos radioativos que se
desintegravam. Por exemplo, se o médico que saber se a glândula
tireóide está trabalhando adequadamente, ele injeta no sangue do
paciente uma substância ligada a iodo radioativo. O iodo é facilmente
capturado e usado pela glândula tireóide, pois os seus hormônios tem
este elemento em sua composição. A gama câmara detecta toda vez que
o átomo de iodo radioativo emite um raio de energia (radiação gama), e
amostra no mapa bidimensional da tireóide do paciente. Após um certo
tempo, essa imagem se enche com pontinhos, e sua densidade é maior
nas regiões onde o metabolismo da tireóide é mais alto (ou seja, onde
as células estão trabalhando mais ativamente). Dessa maneira, nós
conseguimos fazer um mapa funcional. A pessoa que tem uma glândula
que funcione inadequadamente (a mais ou a menos) mostrará um mapa
diferente, permitindo diagnosticar a causa da doença.

99
Fonte: http://cires.htmlplanet.com
TOMOGRAFIA POR EMISSÃO DE PÓSITRONS
- PET
Uma das técnicas mais acuradas, mas também de custo muito
elevado, é a tomografia por emissão de pósitron (PET),
desenvolvida dentro do pressuposto de que um aumento na
atividade neuronal em determinada área será seguido por
aumento
das mudanças fisiológicas regionais no cérebro, como o
fluxo sangüíneo, o metabolismo de glicose e o consumo
de oxigênio. Neste tipo de exame, uma substância
radioativa é injetada, liberando posteriormente um
pósitron que, na colisão com um elétron, vai emitir raios
gama em direções opostas, que serão detectados e,
posteriormente, computados em relação à intensidade e
origem.
SCANNER de PET

101
TOMOGRAFIA EMISSÃO DE FÓTONS ÚNICO - SPECT

Assim como na PET, no SPECT é calculada a concentração de


radio-nuclídeos introduzidos no corpo do paciente. Como na
tomografia computadorizada, isto é feito girando o detector
de fótons em torno do paciente, para detectar a posição e a
concentração do radio-nuclídeos.

102
ÙTEIS NA ANÁLISE DAS FUNÇÕES
COGNITIVAS

103
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA POR
EMISSÃO DE FÓTON ÚNICO - SPECT

O SPECT que utiliza isótopos radioativos, com uma


meia-vida mais longa, possibilita um custo menor
(McConnell, 1998). Embora não ofereça uma
resolução espacial tão satisfatória, neste exame os
metabólitos permanecem ativos por mais tempo,
permitindo assim que a imagem refletindo o fluxo
sangüíneo cerebral regional na hora da injeção
possa ser obtida posteriormente. Outra limitação
refere-se à natureza das informações
disponibilizadas no SPECT, pois as imagens são de
ordem qualitativa e, em alguns casos, semi-
quantitativa.

104
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA FUNCIONAL -
FRM

Nos anos 60, os cientistas trabalhando com substancias radioativas descobriram um


novo uso para elas. Uma espécie de dispositivo de obtenção de imagens, chamado
gama camara, foi inventado, de modo a detectar a radiação emitida por átomos
radioativos que se desintegravam. Por exemplo, se o médico que saber se a glândula
tireóide está trabalhando adequadamente, ele injeta no sangue do paciente uma
substância ligada a iodo radioativo. O iodo é facilmente capturado e usado pela
glândula tireóide, pois os seus hormonios tem este elemento em sua composição. A
gama camara detecta toda vez que o átomo de iodo radioativo emite um raio de energia
(radiação gama), e amostra no mapa bidimensional da tireóide do paciente. Após um
certo tempo, essa imagem se enche com pontinhos, e sua densidade é maior nas
regiões onde o metabolismo da tireóide é mais alto (ou seja, onde as células estão
trabalhando mais ativamente). Dessa maneira, nós conseguimos fazer um mapa
funcional. A pessoa que tem uma glândula que funcione inadequadamente (a mais ou a
menos) mostrará um mapa diferente, permitindo diagnosticar a causa da doença.

105
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA FUNCIONAL -
fRMI
A ressonância magnética funcional (fMRI),
assim como outras técnicas funcionais de imageamento,
está baseada na mensuração das mudanças do fluxo
sangüíneo cerebral regional associadas às alterações nos
níveis de atividade neural. O tecido cerebral ativado
apresenta um aumento de oxi-hemoglobina e diminuição
de deoxi-hemoglobina, uma substância paramagnética
cuja “redução de sua concentração produz um aumento
na intensidade de sinal em comparação ao local não
ativado” (Buchpiguel, 1996, p. 50). Dentre as vantagens
da fMRI, é possível destacar a elevada resolução
temporal (Démonet, 1998), a não utilização de radiação,
sua característica não-invasiva (uma vez que o sangue
funciona como um agente de contraste endógeno) e a
possibilidade de oferecer imagens que podem ser
utilizadas conjuntamente a MRI estrutural, possibilitando
uma precisa localização da atividade.

106
Eletroencefalograma

Descoberto por Hans Berger (1929) o EEG consiste no registro da atividade


elétrica do cérebro a partir da fixação de eletrodos na superfície do couro
cabeludo. As anormalidades registradas podem ser agrupadas em dois
conjuntos: 1) distorção, alteração e ausência de ondas normais e anormais;
e, 2) e presença de ritmos anormais com ou sem alteração da atividade
elétrica normal (Selby, 2000). Os resultados decorrentes da EEG são de
utilidade clínica limitada e reduzido valor para a teorização em
neuropsicologia cognitiva.

107
Eletroencefalograma
Topográfico

MRI - Magnetic Resonance Imaging


MEG - Magnetoencephalograph

108