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ESTUDO DIRIGIDO – CAPs 1 e 5 Cavalcante et al (2009)

1. Descreva as características da moeda.

Durabilidade: a moeda deve durar gerações. A troca constante de moeda torna a sociedade insegura em relação ao valor da moeda; Transferibilidade: a moeda deve ser facilmente transferível de um portador para outro. Na moeda física, essa transferência chama-se de tradição manual. Homogeneidade: a moeda deve ser fácil identificação, com uniformidade na apresentação física. Divisibilidade: a sociedade deve dispor de moeda física em sua totalidade, incluindo as subdivisões. Facilidade de manuseio: moedas metálicas e cédulas devem ser facilmente manuseáveis, de tamanho e peso apropriado.

2. Quais são as funções da moeda?

Intermediária de trocas: instrumento de aceitação geral, na troca de um bem por um valor. Torna-se um meio de pagamento universal. Transações se realizam com menor tempo e esforço. Medida de valor ou unidade de conta: é a expressão numérica do valor de bens e direitos, de haveres e deveres. Define o preço: é o valor necessário para se obter uma unidade de um bem. Racionaliza a informação econômica. Reserva de valor: serve para acumular poder de compra de bens, direitos, serviços, riqueza. Constitui-se como reserva para aquisição futura desses bens. É a forma mais rápida para poder ser utilizada no futuro com essas finalidades. Outros valores acumulados como reserva (títulos, ações, etc) precisam ser convertidos em moeda para serem utilizados. Função liberatória: Liquida débitos; salda dívidas e tem poder liberatório garantido pelo Estado. Padrão de pagamentos: permite realizar pagamentos ao longo do tempo; permite crédito e financiamento; viabiliza fluxos de produção e de renda.

3. O que é Política Monetária? Quais são os instrumentos clássicos utilizados no controle da oferta de

moeda? Descreva de que forma os mesmos aumentam ou reduzem a oferta de moeda?

Política monetária é a atuação de autoridades monetárias sobre a quantidade de moeda em circulação, de crédito

e das taxas de juros controlando a liquidez global do sistema econômico. O controle da oferta de moeda é realizado pelo banco central de diferentes formas, sendo a compra e venda de obrigações do tesouro nacional, num mercado de caráter aberto (Open market), a mais comum. A forma primária é a emissão de moeda, mas existem as reservas compulsórias, redesconto também. Quando o banco central decide reduzir a taxa de juros, a oferta de moeda deve ser aumentada e a operação de mercado utilizada é a compra de obrigações do tesouro nacional. Comprando esses ativos dos bancos, o banco central esta, efetivamente, fornecendo moeda à economia, logo, a taxa de juros diminui. Esta prática denomina uma política monetária expansiva. Logicamente, para aumentar a taxa de juros, a oferta de moeda deve ser reduzida e a operação de mercado utilizada é a venda de obrigações do tesouro nacional. Vendendo esses ativos aos bancos, o banco central está, na verdade, reduzindo a quantidade de moeda na economia aumentando assim a taxa de juros, denominando uma política monetária contracionista.

4. Descreva os mercados de dinheiro (monetário, crédito, câmbio e de capitais).

Monetário: funcionam como sistemas-meio, cabendo-lhes, em essência, aproximar a oferta final da demanda final, transferindo recursos e organizando fluxos. Concentram as operações de curto prazo. Crédito: caracteriza-se por funcionar a partir de normas contratuais, que envolvem tomadores finais de crédito, doadores finais e intermediários do processo de concessão; viabilizando a aquisição de bens e serviços a prazo. Envolvem operações para quais normalmente são oferecidas garantias.

Câmbio: é o conjunto de atividades, de governo e dos agentes econômicos, que relaciona o valor da sua moeda nacional em relação às demais moedas estrangeiras. O mercado funciona continuamente para comprar, vender ou arbitrar determinada moeda. Segmento do mercado financeiro no qual uma moeda é trocada por outra. Capitais: as operações no mercado de capitais usualmente são de longo prazo e podem envolver a compra de participação acionária no empreendimento. Os principais títulos negociados são os representativos do capital de empresas (ações) ou de empréstimos feito via mercado por empresas sem participação de intermediários bancários. A participação no capital da empresa está associado a maior risco.

5. Explique o porquê surgiu o processo de intermediação financeira.

Sem a presença do intermediário financeiro, as pessoas que possuem recursos ociosos e aquelas que necessitam de recursos para o desenvolvimento de atividades econômicas teriam pouca oportunidade de se encontrarem. E, quando estivessem frente a frente, encontrariam dificuldades e obstáculos na forma de negociar a oferta e a demanda de recursos financeiros.

6. Defina intermediação financeira e explique a diferença entre Intermediação por Repasse e

Intermediação Simples.

É o conjunto de operações que possibilita a transferência de recursos financeiros dos ofertadores finais para os tomadores finais, e cria condições para que os títulos e valores mobiliários tenham liquidez em mercados financeiros organizados. Por repasse: operação em que o intermediário atua tomando risco na operação. Não há “contato direto” entre tomador e emprestador. Simples: o intermediário não toma risco na operação. A instituição financeira atua como auxiliar no processo e recebe pelo serviço prestado.

7. Explique por que há necessidade de um conjunto de instituições e instrumentos destinados à

intermediação financeira.

A negociação direta é um acontecimento raro. Tanto doadores como tomadores de recursos têm outras atividades, além de se preocuparem uns com aos outros para financiar ou ser financiado. Os intermediários financeiros respondem pela aproximação entre a oferta e a demanda, no mercado financeiro e de capitais.

8. De que forma as instituições financeiras conciliam diferentes necessidades de tomadores e

doadores?

Os doadores oferecem seus saldos não utilizados, desde que seja financeiramente remunerados, e tomadores podem ir buscar mais recursos para financiar suas atividades, aceitando recompensar financeiramente os doadores.

9. Cite os custos da intermediação.

São eles: a remuneração do doador; o custo da administração das transações; uma remuneração pela intermediação; os tributos que incidem sobre as transações; um prêmio de risco.

10. Cite os benefícios da intermediação financeira.

Cria canais permanentes de negociação com ativos financeiros; é especializada na atividade de intermediação; dilui riscos entre grande número de agentes econômicos; otimiza a alocação de recursos em prol da atividade produtiva; expande os fluxos de recursos para financiamento da atividade produtiva.

ESTUDO DIRIGIDO – CAP 2 Cavalcante et al (2009)

1. Explique o que é uma instituição financeira e sua importância para a economia.

É a empresa intermediária entre aqueles que têm recursos financeiros disponíveis (doadores finais de recursos) e aqueles que necessitam de recursos financeiros (tomadores finais de recursos). Caracteriza-se pela capacidade de:

transformar ativos fixos em ativos líquidos; modificar os prazos das operações; redimensionar oferta e demanda de recursos; administrar o risco; e criar liquidez nos mercados organizados.

2. Diferencie Subsistema Normativo e Subsistema Operativo.

Normativo: (órgão regulador) regula e controla o subsistema operativo. Regulação e controle são exercidos através de normas legais, expedidas pela autoridade monetária, ou pela oferta seletiva de crédito levada a efeito pelos agentes financeiros do governo. Operativo: (órgão deliberativo) é constituído pelas instituições financeiras públicas ou privadas, que atuam no mercado financeiro.

3. Descreva as funções das instituições que compõem o Subsistema Normativo do Sistema Financeiro

brasileiro (CMN, BACEN e Copom e CVM).

CMN: Conselho Monetário Nacional – é o órgão deliberativo de cúpula do sistema financeiro nacional. Suas principais atribuições são: estabelecer as diretrizes gerais das políticas monetária, cambial e creditícia; regular as condições de constituição, funcionamento e fiscalização das instituições financeiras; disciplinar os instrumentos de política monetária e cambial. É constituído por: Ministro da Fazenda; Ministro do Planejamento; Presidente do Banco Central. Bacen: Banco Central do Brasil – entidade autárquica vinculada ao Ministério da Fazenda; é um órgão executivo. Cabe-lhe cumprir e fazer cumprir as disposições que lhe são atribuídas pela legislação em vigor e as normas emanadas do CMN. Ele é o banco dos bancos, gestor do sistema financeiro, agente da autoridade monetária, banco de emissão e agente financeiro do governo. Suas principais funções são: a formulação, execução e acompanhamento da política monetária; controle das operações de crédito em todas as suas formas; formulação, execução e acompanhamento da política cambial e de relações financeiras com exterior; organização, disciplinamento e fiscalização do Sistema Financeiro Nacional e ordenamento do mercado financeiro; emissão de papel-moeda e de moeda metálica e execução dos serviços do meio circulante. Copom: órgão colegiado que estabelecer as diretrizes da política monetária e definir as taxas de juros. É composto pelo presidente e os 8 diretores do Bacen, além de 6 chefes de departamento sem direito a voto. CVM: Comissão de Valores Mobiliários – entidade autárquica, vinculada ao Ministério da Fazenda, que tem como objetivo contribuir para a criação de estrutura jurídica favorável à constituição de um mercado de capitais eficiente. Cabe a CVM, disciplinar as seguintes matérias: registro de companhias abertas; registro de distribuições de valores mobiliários; credenciamento de auditores independentes e administradores de carteiras de valores mobiliários; organização, funcionamento e operações das bolsas de valores; negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários; administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários; suspensão ou cancelamento de registros, credenciamento ou autorizações; suspensão de emissão, distribuição ou negociação de determinado valor mobiliário ou decretar recesso de bolsa de valores.

4. Defina: Bancos Múltiplos, Bancos Comerciais, Bancos de Investimento.

Múltiplos: são bancos que podem operar simultaneamente, com autorização do Banco Central, carteira de banco comercial, de investimento, de crédito imobiliário, de crédito, financiamento e investimento, de arrendamento mercantil (leasing) e de desenvolvimento, constituindo-se em uma só Instituição Financeira de Carteiras Múltiplas, com personalidade jurídica própria, e que pode selecionar com o que deseja operar, dentre as modalidades referidas. Para se tornarem múltiplos, as instituições precisam operar com pelo menos duas das carteiras acima, sendo uma delas necessariamente comercial ou investimento.

Comerciais: tem poder de criação de moeda escritural. São instituições financeiras que recebem depósitos à vista em contas de movimento e efetuam empréstimos a curto prazo. São constituídos sob a forma de sociedades anônimas. Dedicam-se a prestação de serviços bancários e concessão de crédito - Serviços: contas correntes, pagamentos, transferências e Crédito: desconto de títulos e capital de giro para empresas. Investimento: entidades especializadas na montagem e colocação no mercado de operações de participação ou financiamento a médio e longo prazos (superior a 01 ano), para suprimento de capital fixo ou de giro, mediante a aplicação de recursos próprios e/ou captação, intermediação e aplicação de poupanças de terceiros. Não captam depósitos à vista. Atualmente eles criam e comercializam produtos voltados para o gerenciamento de risco para empresas; gestores e administradores de fundos de investimentos; emissão de títulos de dívida para as sociedades anônimas.

ESTUDO DIRIGIDO – CAP 3 Cavalcante et al (2009)

1. Explique a função econômica das Bolsas.

A motivação para investir em ações é deter o controle da companhia ou obter ganhos com o investimento. Para

incentivar as pessoas a investir, deve ser fácil: entrar como sócio; sair do negócio; não precisar negociar direto;

manter procedimentos formais. O ambiente formal de negociação tem as seguintes características: as transações são legitimadas; horário para a realização das operações; preços públicos; ritual para fechamento do negócio.

2. Explique o que é uma Bolsa de Valores do ponto de vista legal (tradicional).

É uma sociedade civil sem fins lucrativos ou sociedade anônima cujo objetivo é manter a infraestrutura destinada à

negociação de títulos e valores mobiliários, propiciando liquidez às aplicações mediante manutenção de um mercado contínuo. Suas principais características são: criar e organizar os meios materiais para assegurar a negociação de títulos e valores mobiliários; divulgar as operações efetuadas; assegurar aos investidores garantia pelos títulos negociados; fiscalizar o cumprimento das disposições legais e baixar normas complementares.

3. Diferencie: mercado de balcão, mercado de balcão organizado e mercado de bolsa.

Mercado de balcão: é um mercado de títulos sem local físico definido para a realização das transações que são feitas por telefone entre as instituições financeiras. Mercado de balcão organizado: é chamado de organizado quando se estrutura como um sistema de negociação de títulos e valores mobiliários podendo estar organizado como um sistema eletrônico de negociação por

terminais, que interliga as instituições credenciadas em todo o Brasil, processando suas ordens de compra e venda e fechando os negócios eletronicamente. Mercado de bolsa: é um segmento de negociação de ativos administrado pela Bolsa de Valores, com regras específicas, onde os negócios e os participantes diretos são supervisionados pela Bolsa de Valores. No Brasil,

o Mercado de Bolsa é administrado e supervisionado pela Bolsa de Valores de São Paulo. As Corretoras de Valores atuam como intermediárias neste mercado.

4. O que é After-market?

É um horário extra de funcionamento da bolsa. Ele possibilita a investidores que não têm como acompanhar o

mercado durante o horário comercial, investir na bolsa neste horário extra, sujeito apenas a algumas restrições.

5. O que são índices de mercado? Quais são os seus objetivos?

São indicadores de desempenho de um conjunto de ações, ou seja, mostram a valorização de um determinado grupo de papéis ao longo do tempo. Seus objetivos são: indicar a variação de preços dos ativos; serve de parâmetro para avaliação de desempenho de investimento em ações e como instrumento de negociação no mercado futuro.

6. Explique o Ibovespa e o Índice Brasil (IBrX).

Ibovespa: é o índice que acompanha a evolução média das cotações das ações negociadas na Bolsa de Valores de SP. É o resultado de uma carteira teórica de ativos constituída em 1968. Seu objetivo é ser o indicador de desempenho médio das cotações dos ativos de maior negociabilidade e representatividade do mercado de ações brasileiro. Os critérios de inclusão são: estar entre as ações que representem 85% do somatório total do Índice de Negociabilidade da Bolsa; ter presença em pregão de 95% no período de vigência das 3 carteiras anteriores; ter participação em termos de volume financeiro maior ou igual a 0,1% no período de vigência das 3 carteiras anteriores; não estar classificado com “penny stock” (ativos com cotação inferior a R$ 1,00). IBrX – Índice Brasil: carteira teórica composta por 100 ações selecionadas entre as mais negociadas na Bovespa, em termos de número de negócios e volume financeiro.

7. Procure no sítio da BM&FBovespa e faça uma listagem dos índices calculados pela Bolsa como uma

breve descrição de cada um.

IBrX50: carteira teórica composta por 50 ações selecionadas entre as mais negociadas na Bovespa em termos de liquidez; Índices setoriais: carteiras teóricas compostas por empresas dos setores (telecomunicações, energia elétrica, industrial); IGC: carteira teórica composta por ações de empresas que apresentam bons níveis de governança corporativa.

8. Descreva as características da BM&F.

A principal função da BM&F é efetuar o registro, a compensação e a liquidação física e financeira das operações realizadas em pregão ou em sistema eletrônico. São suas características: negócios realizados por meio eletrônico em horário fixo. (Mega bolsa -> PUMA Trading System); After-Market; formador de mercado (instituições financeiras que garantem liquidez mínima para alguns ativos); difusão de informações; sociedades corretoras e distribuidoras.

9. O que são Corretoras de Valores? Quais são as suas funções?

São entidades constituídas sob a forma de sociedade anônima ou limitada, que promovem a aproximação entre compradores e vendedores de títulos e valores mobiliários, proporcionando-lhes negociabilidade adequada e dando segurança ao sistema e liquidez aos títulos transacionados. Dentre seus objetivos estão: operar em bolsas de valores, subscrever emissões de títulos e valores mobiliários no mercado; comprar e vender títulos e valores mobiliários por conta própria e de terceiros; encarregar-se da administração de carteiras e da custódia de títulos e valores mobiliários; exercer funções de agente fiduciário; instituir, organizar e administrar fundos e clubes de investimento; emitir certificados de depósito de ações; intermediar operações de câmbio; praticar operações no mercado de câmbio; praticar determinadas operações de conta margem; realizar operações compromissadas; praticar operações de compra e venda de metais preciosos, no mercado físico, por conta própria e de terceiros; operar em bolsas de mercadorias e de futuros por conta própria e de terceiros.

10. O que é CBLC?

A Companhia Brasileira de Liquidações e Custódia é hoje um departamento da BM&FBOVESPA, responsável pela custódia das ações e valores mobiliários. Também exerce o papel de liquidar as operações realizadas na Bolsa. À medida que as negociações são concretizadas ocorre a transferência da propriedade dos títulos. A liquidação financeira é feita pela CETIP, por meio de um acordo entre as duas instituições, sendo todo o processo eletrônico. Têm acesso ao sistema as instituições financeiras credenciadas a operar com títulos públicos.

ESTUDO DIRIGIDO – CAP 7 Cavalcante et al (2009)

1. Explique o que é uma ação.

Ação é indivisível e representa a menor parcela do capital social de uma empresa. É o título de renda variável de propriedade característico da companhia e confere a seu proprietário o status de sócio ou acionista e direito a participação nos resultados na empresa.

2. Como o investidor pode identificar uma ação? Explique.

As ações têm as seguintes características: não possuem prazo de resgate; podem ser negociadas diariamente; os preços são definidos pelo mercado; circulam na forma escritural, ou seja, sem emissão física e são sempre nominativas; e são identificados por códigos.

3. Disserte sobre os direitos e deveres dos acionistas? E quanto aos direitos específicos dos acionistas

minoritários?

Direitos de todos os acionistas: participação nos lucros e no acervo; fiscalização das atividades da companhia; preferência na subscrição de ações novas; participação no acervo da companhia em caso de liquidação; votar e ser votado (para ações ordinárias); recesso ou retirada da companhia. Direitos específicos de acionistas minoritários: alienação, no caso de alienação pelos acionistas controladores; eleger um membro do conselho de administração; eleger um membro do conselho fiscal; vetar a escolha do auditor independente. Deveres dos acionistas: integralizar o valor das ações que possuir na companhia.

4. O que são ações ordinárias?

São aquelas que conferem ao seu titular o direito de voto na assembleia de acionistas, e, portanto, de determinar

o destino da empresa. Precisam representar no mínimo 50% do capital da empresa.

5. Como é constituído o capital votante de uma S.A.?

A Lei das S.A.S. permitia o controle das empresas com apenas 16,67% do capital e estabeleceu inicialmente que

para cada ação ordinária a empresa podia emitir até duas ações preferenciais sem direito a voto. Assim o capital podia ser dividido em: 33,33% de ações ordinárias e 66,66% em preferenciais. Como apenas as ordinárias têm direito a voto, com 16,66% do capital, mais uma ação, era possível o controle da empresa. A norma atual prevê que o número de ações preferenciais sem direito a voto, ou sujeitas a restrição no exercício desse direito, não pode ultrapassar 50% do total das ações emitidas.

6. O que são ações preferenciais.

São ações que se caracterizam por conferir a seu proprietário determinadas vantagens patrimoniais em relação às ações ordinárias, em troca da renuncia a outros direitos, como o direito de votar nas assembleias gerais da companhia. Elas têm preferencias na distribuição de resultados, reembolso de capital e na acumulação das situações anteriores. Adquirem direito a voto caso não haja distribuição de resultados por 3 exercícios consecutivos, e podem ter direito a voto em situações previstas no estatuto.

7. O que são ações nominativas? E ações escriturais?

Ações nominativas: são ações que identificam o nome de seu proprietário, o qual é registrado no Livro de Registro de Ações Nominativas da empresa. No Brasil, com a alteração da Lei das Sociedades por Ações, a partir de 1990, todas as ações devem ser obrigatoriamente nominativas. Ações escriturais: são ações que não são representadas por cautelas ou certificados, funcionando como um registro eletrônico, no qual os valores são lançados a débito ou a crédito dos acionistas, não havendo movimentação física de documentos. São escrituradas por um banco.

8.

Descreva os conceitos de valor das ações.

Contábil: é o valor lançado no estatuto e nos livros da companhia. Pode ser explícito (valor nominal) ou indiscriminado (sem valor nominal). Se explícito, pode servir de referencia para o exercício de direitos do acionista. {inútil no ponto de vista de mercado} Patrimonial: é o valor do patrimônio líquido do exercício considerado, dividido pelo número de ações emitidas. Pode servir de referencia para o exercício de direitos do acionista. {informação importante se estiver atrelada ao valor de mercado} Econômico: é o valor patrimonial atualizado, apurado em avaliação pericial para fins de reembolso, levando em conta eventual rentabilidade futura da companhia. Intrínseco: é o valor apurado no processo de análise fundamentalista. {resultado de avaliação – valuation, através de fluxos de caixa descontado} De liquidação: é o valor estimado para o caso de encerramento das atividades da companhia. {não confere a continuidade da empresa} Valor unitário: quociente entre o valor do capital social realizado de uma empresa e o número de ações emitidas. De subscrição: é o preço de emissão fixado em subscrição para aumento de capital (não pode ser inferior ao valor nominal contábil, quando este existir). De mercado: é o valor de cotação em mercados organizados. A ação pode ter diversos valores: ordinárias, preferenciais, dependendo do tipo da ação e dos eventos associados à mesma (pagamentos de dividendos, etc). E esses valores duram até que novos valores sejam apregoados ou cotados nos mercados. {varia conforme expectativa de rentabilidade futura, em que o preço não interessa e sim a valorização da ação no mercado futuro. Risco vem junto com o maior valor da ação}

9. Descreva os resultados econômicos das ações.

Dividendos: pagos em dinheiro. São estabelecidos pela assembleia geral de acionistas em função do lucro, com o mínimo de 25% do lucro líquido. Opcionalmente, pode ser fixado como percentual sobre o capital. Juros sobre capital próprio: pagos em dinheiro. Equivalem aos dividendos, mas com a vantagem de serem dedutíveis do lucro tributável da empresa. Bonificações: quando se capitalizam reservas e/ou resultados e se distribuem ações novas em número proporcional às já possuídas. Split (desdobramento – tende a aumentar a oferta, portanto melhor a liquidez do papel) e Inplit (grupamento – problemas com preço da ação “pequeno”, a volatilidade e o risco é alto) Alterações no valor nominal: quando se capitalizam reservas e/ou resultados, e se aumenta o valor contábil das ações. Subscrições: é o direito de aquisição de novo lote de ações pelos acionistas quando se aumenta o capital, em quantidade proporcional às possuídas.

10. Quais são os tipos de ordem de compra e venda (descreva cada uma)?

A mercado: executada imediatamente ao melhor preço; risco de preço insatisfatório. Limitada: fixa limites de preços. Pode demorar a ser executada. Executada dentro dos limites ou por preço melhor. Casada: compra com recursos de venda prévia; venda para suprir recursos de compra prévia; só se efetiva se executar ambas as transações; pode especificar qual operação deve ser executada primeiro; De financiamento: compra à vista para vender a termo; só se efetiva se executar ambas as transações; On stop: para limitar perda/ganho. Usada por investidores sofisticados. Administrada: especifica somente a quantidade e características; execução por conta da sociedade corretora; Discricionária: mandada executar por administrador de recursos de terceiros, que estabelece as condições de execução da ordem, indicando nomes e características das operações dos diferentes comitentes.

11. O que é um Recibo de Carteira Selecionada de Ações?

É o recibo representativo de um conjunto preestabelecido de ações, cujas quantidades são previamente fixadas e conhecidas quando de sua constituição. Representa a compra e venda de um conjunto de ações por meio de uma única operação.

12.

O que são ADR’s?

American Depositary Receipt - são recibos negociáveis que representam a propriedade de ações emitidas por empresas não americanas. Outorga ao acionista o direito sobre todos os dividendos, as subscrições e as bonificações, além de ganhos de capital. Para o investidor externo, outra vantagem é a não incidência do risco cambial.

13. Explique o Tag Along.

Significa extensão do prêmio de controle. É o direito de alienação de ações conferido a acionistas minoritários, em caso de alienação de ações realizada pelos acionistas controladores da companhia. {oferta pública para aderir controle da empresa} A venda de controle só pode ocorrer se o comprador se obrigar a fazer oferta pública de aquisição das ações ordinárias e preferenciais (estatuto) dos demais acionistas da empresa. O valor da oferta pelas ordinárias deve ser de pelo menos 80% do valor oferecido pelo bloco de controle.

14. O que são debêntures?

São títulos que representam dívida de médio e longo prazo com garantia de seus ativos ou fiança, e capacidade de resgate mediante pagamento de principal e rendimentos ou com cláusula de resgate mediante conversão em ações. Podem ser emitidas por sociedades anônimas de capital fechado ou aberto. Somente as companhias abertas, com registro na CVM, podem efetuar emissões públicas de debêntures. Pode ser emitida em oferta pública ou privada. A escritura é o documento que permite a emissão de debêntures, nela constam os direitos e deveres das partes envolvidas na operação. Em toda emissão de debênture é exigida a indicação de um agente fiduciário, cujo principal objetivo é defender o interesse dos debenturistas frente à empresa emissora.

15. Explique a classificação das debêntures quanto à forma, quanto à conversibilidade e quanto à

garantia.

Quanto à forma:

Nominativa: empresa emite a debênture; registro e controle de transferências em livro próprio. Escritural: mantida em conta de custódia, em nome do titular, em instituição financeira autorizada pela CVM para esse fim. A instituição realiza também o registro e controle de transferências. Quanto à conversibilidade:

Simples ou não conversíveis: quando o resgate (ou a amortização) se dá em moeda corrente. Conversível: quando o valor de resgate pode ser trocado por ações, na forma prevista nos documentos de emissão, por opção do seu portador. Quanto à garantia:

Real: bens do ativo da companhia são dados em garantia e não podem ser negociados até o vencimento do papel.

O valor da emissão está limitado a 80% do valor dos bens dados em garantia, sejam eles próprios ou de terceiros.

Flutuante: asseguram privilégio geral sobre o ativo do emissor sem caso de falência. Os bens não ficam vinculados

à emissão, podendo ser substituídos sem autorização prévia. A emissão está limitada a 70% do valor contábil do

ativo da companhia, diminuído do valor de suas dívidas garantidas por direitos reais. Quirografárias ou sem preferência: concorrem em igualdade de condições com os demais credores sem preferência da companhia. O valor da emissão não pode ultrapassar o valor do capital social integralizado da empresa. Subordinada: não oferecem garantia. No caso de liquidação da empresa, os debenturistas teriam preferência para ressarcimento do valor aplicado somente em relação aos acionistas. Não há limite de valor para emissão dessas debêntures. Só recebem antes do sócio.

FLUXO DE EMISSÃO DE DEBÊNTURES

A companhia interessada em captar recursos via debêntures deve escolher uma instituição financeira, que será o coordenador- líder, para estruturar e coordenar o processo de emissão, além de modelar a operação, providenciar seu registro na CVM, a

apresentação ao mercado, formação do pool de distribuição e colocação dos títulos junto aos investidores.

Cabe ainda ao coordenador elaborar, junto com a empresa emissora, a escritura de emissão e o prospecto. Estes documentos descrevem as características da distribuição, os direitos conferidos pelos títulos, garantias, prazos e demais condições da debênture.

Para efetuar uma emissão pública de debêntures, a empresa deve registrar a emissão na CVM — Comissão de Valores Mobiliários. Outras providências a serem tomadas são o arquivamento no registro do comércio; a publicação da ata da assembleia geral ou do conselho de administração que deliberou sobre a emissão; a inscrição da escritura de emissão no registro do comércio; e a constituição das garantias reais, se for o caso.

O passo seguinte, que pode ser simultâneo ao processo de registro na CVM, é o cadastramento da empresa e da emissão no SND.

Uma vez concluída esta etapa, a CETIP confeccionará o modelo de boletim de subscrição da debênture e o encaminhará à CVM.

O registro de distribuição pública estará automaticamente efetivado, a não ser que haja indeferimento do pedido no período de

15 dias úteis. Este prazo pode ser interrompido, caso a CVM solicite informações adicionais ou condicione o registro a

modificações na documentação pertinente.

Após a concessão do registro da emissão pela CVM, a CETIP disponibilizará as telas do SDT — Módulo de Distribuição de Títulos, para que sejam iniciados o processo de distribuição e a liquidação financeira da operação.

de Títulos, para que sejam iniciados o processo de distribuição e a liquidação financeira da operação.

16. O que são Commercial papers?

É um valor mobiliário, que na verdade é uma nota promissória garantida ou não, negociável, de curto prazo, valor fixo e vencimento em data certa. Antecipa levantamento de recursos – necessidade de capital de giro cíclico. Estão sujeitos a classificação de risco.

ESTUDO DIRIGIDO – CAP 6 e 9 Cavalcante et al (2009)

1. Defina investidor.

É o agente econômico superavitário (o doador de recursos) que realiza investimentos em ativos financeiros através

de instituições financeiras intermediárias das negociações. A atividade do investidor é representada pela aplicação

de recursos em títulos, ativos financeiros, derivativos, imóveis, e outros investimentos para obter ganho econômico ou financeiro ao qual ele atribui maior valor.

2. Relacione a decisão de investir, desinvestir e a decisão intertemporal de consumo.

Investir representa: renunciar ao consumo; gastar menos do que ganha; assumir os riscos do investimento; e desinvestir representa: liquidar uma posição em investimento; direcionar os recursos recebidos para consumir; em situações de aperto monetário, servir para cobrir despesas com imprevistos, como doenças.

3. Diferencie o ato de jogar (apostar) com o ato de especular com investimentos.

A aposta é um ajuste entre pessoas com opiniões diferentes acerca de um fato, que será averiguado

posteriormente, devendo aquela que perder ou errar em seu julgamento pagar à outra o valor anteriormente estipulado. É ainda o ato de assumir risco sem propósito, pelo prazer do risco em si mesmo, ou seja, o retorno esperado é nulo – não tem prêmio de risco. Já o ato de especular é uma operação comercial intentada com objetivo de obter justo lucro. A especulação difere da aposta porque é realizada – apesar do risco envolvido – quando o individuo percebe uma troca risco-retorno favorável. O prêmio de risco é uma taxa adicional exigida pelo investidor, em função do nível de risco do ativo oferecido.

4. Defina Investidores Institucionais.

Um conjunto de participantes dos mercados financeiros e de capitais, em face da quantidade de recursos que têm captados junto a seus públicos nos diferentes mercados.

5. Cite os principais tipos de Investidores Institucionais.

Os principais investidores são: fundos de pensão e entidades de previdência privada; fundações de seguridade social; fundos de investimentos; companhias de seguros e capitalização; companhias de investimentos.

6. O que é Segregação (Chinese Wall)? Descreva as três situações em que há segregação no mercado

financeiro.

A expressão em inglês é usada para designar a segregação de recursos entre dois operadores, com o fim de evitar

situações de conflitos de interesses. No Brasil, o Banco Central estabeleceu a segregação da administração de recursos de terceiros das demais atividades da instituição. De informação: procedimentos para garantir que informações disponíveis em determinadas áreas de instituições não estejam disponíveis para dirigentes e funcionários de outras áreas, de modo a reduzir eventuais conflitos de interesse. De gestão: separação, com objetivo de isolar da atividade de administrar recursos de terceiros de outras atividades financeiras. De valor mobiliário: recursos de terceiros administrados não se comunicam com outras contas de um mesmo conglomerado financeiro.

7. Explique o processo de diversificação de uma carteira de investimento.

A diversificação é o processo de administração do risco através da distribuição dos recursos financeiros por

diferentes modalidades de investimentos, buscando reduzir os riscos inerentes a uma concentração de recursos.

8. Explique de forma um investidor estrangeiro consegue investir no mercado de capitais brasileiro.

Deve contratar instituição para atuar como: representante legal; representante fiscal; custodiante. Os ativos

financeiros e ações negociadas devem ser registradas e mantidos em custódia ou em depósitos bancários por uma instituição autorizada pela CVM e pelo Banco Central. A propriedade de ações ou quotas do capital de empresas no país por não residente se sujeita a registro como Investimento Estrangeiro Direto no Banco Central. Difere do investimento estrangeiro indireto, que é a propriedade de ações ou quotas de capital de empresas por entidades sediadas no país.

9. Explique o que é um Fundo de Investimento.

São entidades financeiras que, pela emissão de títulos de investimento próprios, concentram capitais de inúmeros indivíduos para aplicação em carteiras diversificadas de títulos e valores mobiliários. A forma de participação do investidor num fundo se faz pela aquisição de quotas (valor mobiliário correspondente a uma fração ideal do patrimônio líquido do fundo). Diferentemente da ação, a quota é divisível: pode ser fracionada.

10. Quais são as taxas cobradas dos cotistas?

Taxas de administração: o administrador debitará ao fundo uma taxa de administração que incide sobre o patrimônio do fundo. Essa taxa pode ser fixa e equivale diariamente a (x/360%) em relação à taxa anual prevista no regulamento do fundo. Taxas de performance: este também pode prever cobrança de taxa de performance devida somente se o administrador obtiver um desempenho acima de determinada meta. O argumento para a cobrança da taxa de performance é que o administrador só receberá se propiciar bom resultado aos cotistas.

11. Descreva os fundos de investimentos segundo a regulamentação da CVM.

1) Fundos Curto Prazo: devem aplicar seus recursos exclusivamente em títulos públicos federais ou privados pré- fixados ou indexados à taxa SELIC ou a outra taxa de juros, ou títulos indexados a índices de preços, com prazo máximo a decorrer de 375 (trezentos e setenta e cinco) dias, e prazo médio da carteira do Fundo inferior a 60 (sessenta) dias, sendo permitida a utilização de derivativos somente para proteção da carteira e a realização de operações compromissadas lastreadas em títulos públicos federais. 2) Fundos Referenciados: esses fundos devem identificar em sua denominação o seu indicador de desempenho, em função da estrutura dos ativos financeiros integrantes das respectivas carteiras, desde que atendidas, cumulativamente, às seguintes condições:

I – tenham 80% (oitenta por cento), no mínimo, de seu patrimônio líquido representado, isolada ou cumulativamente, por:

a) títulos de emissão do Tesouro Nacional e/ou do Banco Central do Brasil; b) títulos e valores mobiliários de renda fixa cujo emissor esteja classificado na categoria baixo risco de crédito ou equivalente, com certificação por agência de classificação de risco localizada no País; II – estipulem que 95% (noventa e cinco por cento), no mínimo, da carteira seja composta por ativos financeiros de forma a acompanhar, direta ou indiretamente, a variação do indicador de desempenho (“benchmark”) escolhido; III – restrinjam a respectiva atuação nos mercados de derivativos a realização de operações com o objetivo de proteger posições detidas à vista, até o limite dessas. 3) Fundos Renda Fixa: devem possuir, no mínimo 80% (oitenta por cento) da carteira em ativos relacionados diretamente, ou sintetizados, via derivativos, aos principais fatores de risco da carteira, que são a variação da taxa de juros doméstica ou de índice de inflação, ou ambos. 4) Fundos Ações: devem possuir, no mínimo, 67% (sessenta e sete por cento) da carteira em ações admitidas à negociação no mercado à vista de bolsa de valores ou entidade do mercado de balcão organizado ou em outros ativos autorizados na legislação. 5) Fundos Cambiais: devem possuir, no mínimo 80% (oitenta por cento) da carteira em ativos relacionados diretamente, ou sintetizados, via derivativos, ao fator de risco do fundo que é a variação de preços de moeda estrangeira ou a variação do cupom cambial. 6) Fundos Dívida Externa: devem aplicar no mínimo 80% (oitenta por cento) de seu patrimônio líquido em títulos representativos da dívida externa de responsabilidade da União, sendo permitida a aplicação de até 20% (vinte por cento) do patrimônio líquido em outros títulos de créditos transacionados no mercado internacional.

7) Fundos Multimercado: estes Fundos possuem políticas de investimento que envolvem vários fatores de risco, sem o compromisso de concentração em nenhum fator especial ou em fatores diferentes das demais classes de fundos.

12. O que é a Assembleia Geral de Cotistas? Cite os assuntos sobre os quais ela delibera.

A Assembleia Geral dos Cotistas é a instância máxima de decisão de um Fundo. Ela é a reunião realizada entre os cotistas do Fundo, objetivando tomar decisões importantes, muitas vezes estratégicas, relacionadas à administração ou gestão do fundo. Entre outras matérias, cabe à Assembleia Geral deliberar sobre: alteração na política de investimento do Fundo; as demonstrações contábeis apresentadas pelo administrador; alteração do Regulamento do Fundo; substituição do Administrador, do Gestor ou do Custodiante; transformação, fusão, incorporação, cisão ou eventual liquidação do Fundo; e aumento ou alteração da forma de cálculo das taxas de administração e de performance.

13. Cite os direitos dos cotistas.

Ser informado sobre o jornal utilizado para divulgação de informações do fundo e as taxas cobradas; ter acesso ao valor do patrimônio líquido do fundo, ao valor da quota e à rentabilidade do fundo; receber, anualmente, documentos contendo informações financeiras sobre o fundo; receber o extrato dos investimentos; ter acesso ao regulamento e ao prospecto do fundo.

14. Cite os deveres dos cotistas.

Analisar os fundos para decisão de investimento; concordar com as regras do fundo mediante adesão; conhecer as características do tipo de investimento que optou; monitorar se o fundo cumpre com a estratégia descrita no regulamento e no prospecto; observar as regras de investimento/desinvestimento; comparecer às Assembleias Gerais; manter os dados cadastrais atualizados.

15. Qual é o papel do administrador de um fundo de investimento? E do gestor?

O administrador do fundo é uma pessoa física ou jurídica, com autoridade para administrar, comprar ou vender valores mobiliários por conta do fundo. É responsável também pela contabilização das operações dos fundos, guarda dos valores mobiliários, recolhimento de impostos e uma série de outras obrigações impostas pelas autoridades fiscalizadoras. Já o gestor do fundo é um administrador contratado pelo administrador do fundo, e responde pela gestão dos recursos financeiros aplicados em um fundo de investimentos. É o responsável pela compra e venda de títulos financeiros para o fundo, conforme estabelecido no regulamento.

16. O que são Clubes de Investimento?

São condomínios constituídos por pessoas físicas para aplicação de recursos comuns em títulos e valores mobiliários, dentro de regras específicas estabelecidas pela CVM e pelas bolsas de valores. Pelo menos 51% da carteira devem estar aplicados em ações.

17. O que são Fundos de Investimento em Participações?

São fundos cujo objetivo de investimento é a aquisição de participações em negócios com elevado potencial de crescimento, especialmente em empresas emergentes. Venture capital ou private equity. Esses fundos mantêm os investimentos durante o processo de crescimento da empresa para depois vender sua participação.

18. O que são Fundos de Investimento em Direitos Creditórios?

São fundos que potencializa a securitização de carteiras de financiamentos como uma alternativa de captação de recursos junto a investidores institucionais. Os direitos creditórios são créditos que uma empresa tem a receber, como duplicatas, cheques. Os créditos originados de operações realizadas nos segmentos financeiro, comercial, industrial, imobiliário, de hipotecas, de arrendamento mercantil e de prestação de serviços podem ser transformados em cotas de FIDC. Podem ser negociados em Bolsas.

ESTUDO DIRIGIDO – CAP 4 Cavalcante et al (2009)

1. Defina Sociedade Anônima e explique os dois princípios nos quais uma companhia está baseada.

São as sociedades que se constituem pela aquisição de ações. Responsabilidade limitada dos sócios: o acionista é obrigado a integralizar (completar o pagamento de) suas ações. Por essa razão, a sociedade anônima é uma sociedade de responsabilidade limitada. Substituição do sócio sem alteração do contrato social: se fosse necessária essa alteração, a responsabilidade do sócio seria limitada, e a transferência de ações seria do interesse de terceiros, credores da companhia, que poderiam então impor alteração estatutária.

2. Qual são as consequências desses princípios?

Desses princípios decorre a separação nítida entre propriedade do capital e administração, que é uma característica das companhias. Tais princípios facilitam os fluxos de negócios, ensejam o investimento e a substituição de acionistas, além de gerar mercado para as ações.

3. Defina Acionista.

É o proprietário de ações integralizadas da companhia. Atua nela na qualidade de sócio. Difere do cotista de uma sociedade limitada porque a companhia é uma sociedade de capitais, enquanto a limitada é uma sociedade de pessoas.

4. Explique os cinco tipos específicos de acionista.

Controlador: acionista titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente, a maioria dos votos nas deliberações da assembleia geral e o poder de eleger a maioria dos administradores da companhia; usa efetivamente seu poder para dirigir as atividades sociais e orientar o funcionamento dos órgãos da companhia; tem deveres e responsabilidade para com os demais acionistas da empresa, os que nela trabalham e para com a comunidade em que atua, cujos direitos e interesses deve lealmente respeitar e atender. Minoritário: proprietário de ações de uma empresa com direito a voto sem ter o controle acionário. Ordinário: proprietário de ações ordinárias, que lhe conferem o direito de voto. Preferencial: proprietário de ações preferenciais.

5. Como é constituído o capital votante de uma S.A.?

Vide questão 5 – cap.7

6. O que é uma companhia aberta?

É uma Sociedade Anônima cujos títulos são negociados no mercado aberto.

7. A que normas a empresa se sujeita ao abrir o capital?

Natureza e periodicidade de informações a divulgar; forma e conteúdo dos relatórios da administração; informações relativas à compra, permuta ou venda de ações da empresa por parte dos diretores e acionistas majoritários; divulgação de deliberações da assembleia, órgão da administração; divulgação de fatos relevantes.

8. Descreva as cinco instâncias administrativas de uma empresa S.A

Diretoria: é composta por dois ou mais diretores, eleitos e destituíveis a qualquer tempo pelo conselho de administração. Conselho de administração: é o órgão colegiado que representa os acionistas controladores na companhia, tendo em vista a atividade operacional. As principais atribuições são: fixar a orientação geral dos negócios; fiscalizar a gestão da diretoria; convocar as assembleias de acionistas, escolher e destituir auditores independentes, dentre outras. Conselho Fiscal: é o órgão que fiscaliza a situação financeira da empresa.

Assembleia geral: as demais instâncias administrativas obedecem ao que é decidido pela assembleia de acionistas.

9. Explique o que é Governança Corporativa?

Conjunto de princípios e mecanismos que governam o processo decisório dentro de uma empresa. As regras visam mitigar o conflito de agencia (interesses gestor x interesses dono). As boas práticas de governança atuam sobre a administração da empresa com o objetivo de alinhar interesses. É importante as relações dos acionistas com os stakeholders. A adoção de boas práticas visa reduzir os riscos existentes na gestão da empresa quanto ao abuso de poder; erros estratégicos e fraudes e utilização de informações privilegiadas.

10. Descreva os níveis diferenciados de Governança Corporativa da BMF&Bovespa.

Novo Mercado: O segmento Novo Mercado exige os mais altos níveis de governança corporativa. Foi criado em 2000 e partir de então se tornou referência em transparência e respeito aos acionistas. Entre as principais regras deste segmento estão:

- Empresas só podem emitir ações ordinárias – ON (com poder de voto);

- No caso de venda do controle, todos os acionistas minoritários têm o direito de vender suas ações pelo preço ofertado (tag along de 100%);

- Em caso de fechamento do capital a empresa deve recomprar todas as ações por um valor no mínimo igual ao de mercado; - Conselho de administração deve ser composto por no mínimo 5 membros, sendo 20% dos conselheiros independentes à empresa;

- Deve manter no mínimo 25% das ações em negociação no mercado (free float);

- Divulgação de relatórios financeiros mais completos, incluindo as negociações de ações da companhia feitas pelos diretores, executivos e controladores.

Nível 2: é muito parecido ao Novo Mercado, no entanto a principal diferença de que a empresa pode ofertar ações preferenciais (PN), porém que tenham poder de voto em situações críticas como fusões e aquisições. Outra diferença é o tag along no caso de venda do controle da empresa, que cai para 80% do preço pago pelas ações ordinárias do acionista controlador. Empresas listadas neste segmento costumam buscar uma evolução para o nível de Novo Mercado, o que nem sempre é tão fácil devido a composição acionária da empresa.

Nível 1: O nível já tem bem menos exigências. Sendo que os únicos requisitos são apresentar algumas informações adicionais às exigidas pela lei e garantir o mínimo de 25% das ações em circulação no mercado (free float). Este é o primeiro passo para as empresas que resolveram adotar padrões de governança corporativa além do que é exigido em lei.

“Em 2001, foi reformulada a Lei das Sociedades Anônimas e, em 2002, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) lançou sua cartilha sobre o tema Governança. Documento focado nos administradores, conselheiros, acionistas controladores e minoritários e auditores independentes, a Cartilha visa orientar sobre as questões que afetam o relacionamento entre os já citados. Outra contribuição à aplicabilidade das práticas de Governança partiu da Bolsa de Valores de São Paulo, ao criar segmentos especiais de listagem destinados a empresas com padrões superiores de Governança Corporativa. Além do mercado tradicional, passaram a existir três segmentos diferenciados de Governança: Nível 1, Nível 2 e Novo Mercado. O objetivo foi o de estimular o interesse dos investidores e a valorização das empresas listadas.

Basicamente, o segmento de Nível 1 caracteriza-se por exigir práticas adicionais de liquidez das ações e disclosure. Enquanto o Nível 2 tem por obrigação práticas adicionais relativas aos direitos dos acionistas e conselho de administração. O Novo Mercado, por fim, diferencia-se do Nível 2 pela exigência para emissão exclusiva de ações com direito a voto. Estes dois últimos apresentam como resultado esperado a redução das incertezas no processo de avaliação, investimento e de risco, o aumento de investidores interessados e, consequentemente, o fortalecimento do mercado acionário. Resultados que trazem benefícios para investidores, empresa, mercado e Brasil.”

http://www.ibgc.org.br/Secao.aspx?CodSecao=20