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fAZENDO AR.TE

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.

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EDITORA MODERNA

FAZENDO A~TE

Materiais, técnicas e exercícios

T e xt o: I s idra Sánchez

Arti s t as: Miguel Ferrón e Jordi Segú Ilustrações : Francesc Martínez Tradução: Lisabeth Bansi

, , - - ----~- ----------------------------------

EDITORA MODERNA

E D i ÇÃO DE TE X TO

Liege M. S. M ar uccí

CO SU L T O R IA T ÉC N I CA

A

ngel a

C . Braga

L í gi a M . S. R ego

AD A PT AÇ ÃO Ma r íl t a Mu r a r a

A SS I STÊNC I A ED IT O R IA L S ó nía V a lqu i r i a A s c olí

GER Ê NCI A D E A R TE S Wil so n reo a o r o Ga rcia

GER ÊNC I A DA P R EP A R AÇÃO E DA RE V ISÃO

J o s é Ga b r i e l Arr o i o

PR EPARA Ç Ã O D O T EX T O

Ada l b e r t o L u í s e l e O l i ve i ra

REV I SÃO Mar i a I n ês M o n t e n eg r o

de Azev edo

R i f a d e C á ssi o M . L o p e s

G E R Ê NCI A DE PR O D U ÇÃ O

E d m un do C. Ca na d o

E D I T O R A ÇÃ O E LE TR Ô N ICA

J osé \ \ 7 agne r L i m a Br ag a

COO R D E NAÇÃO

D O P C P

remando nano I " k !g m l

1\II'RE SS A O E ACABA.\ I E : \ T O

I : 'tl i fu / 't I . l /c

I / tln t l

Dados Internacionais de Cataloga ç ão n a Publica çã o (CIPI

(Câmara Br a sileira do Livro , SP , Brasil)

Sá n chez , l s id ro Aq u a r ela / tex to I s id ro Sánc h ez ; I l u str a ç õe s F ra nce s c Mart l n e z ; t rad u ção L i s abe r h B a n s t ; a rt i s t a s M i gu e l F err ô n e jo r d í S e gú . -- S ão P ~ lU l 0 :

Mo d e rna. 199 7. - - ( Cole çã o fa z endo

arte )

T í t ul o o rig i na l : M i s prim e r o s pa sos e n

Ac u a r e l a .

L P i n t ura 2 . P i n t ur a em a q uarela 3. P i ntu r a . T é c nic as I . Ma rt in ez ,

Fra n cesc. Il . F eITÓ n , M i gucl . I l I . S e g ú . j o r dí . I V. T ítulo. V. S é ri e.

97-3804

CDD - 7 5 1 . 4 22

índices para catálogo sistemáti c o :

1 . A qu a re l a :

P i n tu r a: T éc n icas

ISBN 85-16 - 01814-8

T üu l o o r ig i n al:

751 . 4 2 2

 

M

i s prim e ros

pa sos e n

Ac uar e l a

E

d i çã o o r i g in a l

© Pa r r amó n

E d i c i o n es ,

S. A . B a r c e l o n a ,

E s p a nha

 

Di re i t o s r e se r vad os

n o mu n d o

Dir e i to s

r e serr a d o s 1 1 0 B r as i l

 

© EDITOR A MOD E RN A L TDA . , 1 99 7

RU:1 P a dr e Ad e l i n o. 7 ':;8 - B e l e n z inh o

S ~ I UP a u l o - SP - Bra s i l - C E P 03303-90LI

E

d i t o r a M o de m a.

ve r - d a s e At e ndi m e n t o :

T e ! . «n 1 ) 2 9 1- 46 7 7

Fax COI I ) 60H-3055

www .m o d erna . co m . br

1998

Imj J r esso lU/ B r asil

R ep r o d u ç ã o

pr o i b i da.

Art . 1 64 do Co o i go

P ena l e Art. 30 d a l ei 5 . 9 88 / 7 3 .

Apresentação

Desenhar , criar fo r mas , reproduzi r image n s , re pr e sentar a natureza, o s ambi en-

Descobrir a ma g i a

tes

das cores

Seriam inatas essas capacidades? Afirmar isso é tão absurdo quanto concluir que a capa c i d a d e d a escrita é um dom , um talento que nasce com o i nd i víduo . Aprender arte é como aprender a escrever sem utiliza r palav r as. A fin a l , assim nossos antepassados deixaram preciosas mensagens nas cavernas . Desenh a r e pintar são - como a escrita - resu l tantes do ap r end i zado po r m ei o de métodos básicos , e exigem muita prática , desenvolvimento de exerc í cios e dedi- cação . São , antes de tudo, habilidades que estão ao alcance de qualquer pessoa - criança , jovem ou adulto. Não se esqueça: seguindo passo a passo as or i entações, praticando bastante , sempre com a predisposição de uma cr i ança - sem censura - , em breve você se

Dom i nar as técnicas do desenho , da pin tur a , da colagem

colo rir!

surpreenderá Faz e ndo Art e!

Sumário

o que é aquarela?

 

. ,

6

 

ualS sao os ma

.

~

t

?

8

Q

 

.

Como pintar com aquarela?

 

14

Cores

 

2 0

Primeiros exercícios

22

Praticando

28

Gl ossário

48

As palavras em negri to aparecem no Glossár i o, à página 48.

o qu e é aquarela?

Aprendendo a pintar com aquarela

Ao contrário da s tintas mais densas - como o gua che , a tinta acrílica ou a tinta a óleo - , a aqua- r el a nã o tem pode r d e cober t ura , ou seja , ela é tra ns p arente. Por isso pin t ar com aquarel a requer p r oc edimentos espe c i a is. No entanto as cria ç ões a r t í s ticas com aquare l a são notáveis pelos seus efeitos de luz, sombra e transparência. N este livro, como em todos os outros títulos da cole çã o Fazendo Arte , você vai conhecer a t é cnica do desenho e da p intura e poderá pratic á- Ia com s u ces so , acompanhando as orientações pas s o a passo. Qu a ndo você e stiver produzindo sua s pri-

me i ras aquarelas , com certe- za f icará encantado com os efeitos de suas cores suaves e lum inosas .

~M

.-

r es da aquarela são transparentes

~ t a s da a qu a r e l a s ão co m p o stas d e p ig me n- .= 7âri as c o res, m i sturados, geralmente, com

- : ::

:á b i ca.D evem ser dissolvidas em água . 8 S , por causa de seu efeito de transparên -

-- sere m sobrepostas geram novas cores .

- -= car a cteríst i ca ex i ge um proced i mento cui-

~ : L . : :: i ' ::: ' 0m ome nt o da pintura, po i s a

- - :: ''''' : ' d amolhando-se a tinta com um pincel já

_ ' ; ;; : '-- " -= - ' -em. d - · dáguao . É a quantidade de água uti-

co r da aqua -

- -; : n o

pincel que produzirá a variação de tons

- ;: ~ ss uaves ou mais fortes - em uma pintura .

? ri me i r o , um e de ç a o pi n c e l ;

depo i s, molhe a co r e s co lh i da

Há, ta m bém, duas regras importantes:

• D eve - se pintar primeiro as cores c l aras e , de- po i s, as esc u ras .

• N o r m a l mente não se utiliza a cor branca; as áreas brancas são formadas pelas partes do pape l que não foram pintadas .

As core s da a q u a re la

s ã o tra n spare n tes

S e você p i n t a r , p o r exe m p l o

u ma tir a a m a r ela e , q u a n do est a s e car, pin t a r por c ima

u m a t ira a z u l , o resu l t a do

será o ve r d e, p o r q u e atr avés da sobreposi ção d e co r es

n ovas co r es se form a m.

7

P in te prim eiro as cores

c l aras;

Quais são os materiais?

Tipos de tintas

A s tintas para pintura a aquarela podem ser

encontradas sob a forma de pastilhas

tilhas úmidas ou acondicionadas em tubos. As pastilhas secas são, em geral, redondas. A tinta precisa ser diluída esfregando-se o pincel umedecido em água. As pastilhas úmidas são geralmente quadradas ou retangulares, e sua tinta dilui com mais facili- dade. São, porém, dificilme n te encontráveis por se tratar de material importado. As aquarelas em tubos exigem uma certa prá- tica para serem utilizadas com eficiência.

secas, pas -

Para melhor dominar a técnica da pintur a aquarela , convém começar utilizando godês aquarela seca, acondiciona d os em estojos (c o o do exemplo abaixo). A tampa servirá de pal para misturar as cores.

C

o r es n ecessá r ias:

A tampa do

1. A mar elo - cla r o

estojo serve de paleta pa r a

2.

A mar elo-esc ur o

mistu r ar as co r es

3

.0c re

4. Laranja 5 Vermelho

6. Verde - cla r o

7. Verde-escuro

8. Azul-c l a r o

9. Az ul- esc ur o

 

10. P r e to

Pastilha

sec a ------ + _

 

Pastilhas com

di

f eren t es cores,

qu e podem ser

Pastilha

úm i da -- -- - ---- : = ~

subst ituídas

 

co

n forme

a

n ecessidade - - - -- # - -., c : . = --

Tubo

Esto j o de aq u arelas

8

=-~e1

: . 3S 0 (nº 12)

_:21

-=-=0 ( n º 8) - ------- I , l l

_: :: 1

- .:1º 4 ) - --- - --- --

Pote para

guardar os

pincéis

"41"1

Os pincéis

tintas, pincéis

o pincel próprio para pintura a aquarela pode ser fabricado com pêlo de marta , de boi ou de material sintético . O pincel de pêlo de marta é o de melhor qua l idade . Há pincéis com pontas de diferentes espessu - ras , que se pode identificar pelo número marcado no cabo. A numeração vai do 00 (pincel mais fino)

ao 24 (pincel mais grosso). Para realizar os e x erc í cios propostos neste li- vro , bastam t rês pincéis , os de números 4 , 8 e 12 , com cerdas de qualquer tipo de pêlo , natural ou

s in tétic o.

O bom uso e a conservação dos pincéis serão

sempre baseados em duas regras simples ,' que você não deve esquecer:

• Não deixe a tinta secar nos pincéis .

• Guarde os pincéis lavados e secos com as cerdas para cima .

9

Num estojo de tintas para aquarela, como esse da ilus- tração, estão as principais cores. Se preferir comprar um

estojo com doze ou mais co- res, adquira um que tenha o laranja e o marrom, duas co- res também necessárias.

Quais são os materiais?

o suporte

Em aquarela , o suporte utilizado é um papel especial , chamado de " papel para aquarela " , que pode ser de granulação fina , média ou grossa . Os papéis de granula ç ão fina e os de granula- ção grossa exigem muita prática para se pintar uma aquarela . Por isso o melhor papel para e x er-

citar

média .

essa técnica de pintura é o de granula ç ão

O papel para aquarela pode ser encontrad o folhas avulsas ou em blocos. Os papéis em bloco têm a vantagem de f i menos ondulados com a aplicação da tinta , po r q:

sua parte superior mantém-se colada ao blo c o . Os papéis em folhas avulsas precisa m ~ esticados e fi x ados , para evitar a ondul aç ã provocada pela umidade do ar e , pr í nc i ps mente , pela umidade da aquarela .

o preparar uma folha avulsa

: . : - :o p apel escolhido for de granulação fina , ele ": - - ~o r mará,criando ondulações devid o à umi -

~ ~ i a aquarel a .

: : : -: i s so muitos aquarelistas , quando escolhem

- ~ s obre folhas avulsas, preparam antes o pa-

- a evitar sua deformação.

---=o. po de se r co l ocada -_ -_ en t e sob urn a

_ -_ " ' - o u ench arc a d a

_ "" -' " " I a e spo n ja.

papel

Para preparar o papel, o primeiro passo é en - charc á -lo com água. Em seguida põe-se a folha sobre uma prancha de madeira e , alisando-a sua- vemente com a palma das mãos, prende-se uma ' das margens com fita adesiva. As outras margens devem ser alisadas e presas da mesma forma. O próximo passo é deixar o papel secar duran- te umas três ou quatro horas, colocando-se a pran - cha de madeira no sentido horizontal. Depois de seco, o papel estará pronto para re- ceber a tinta aquarela sem produzir ondulações.

F i xe o papel m o lh a d o e m

um a pr a n cha de m a d e ira

com f i t a ad esi va.

Ouais são os materiais?

O r gan iz aç ã o básica

Qualquer local pode ser adequado para traba- lhar com aquarela , desde que você possa dispor de uma mesa ou uma bancada onde caibam os materiais necessários para esse tipo de pintura . É bom , no entanto , forrar a mesa ou a bancada com um papel para evi t ar manchas de tinta.

Papel

absorvente

Esponja

Prancha

de madeira

A superfície em que você vai trabalhar de estar ligeiramente inclinada. Para isso , sugeri m que coloque o bloco em uma prancha de made i:

apoiada na mesa sobre alguns livros.

o material básico de um aqua- relista é composto de estojo de aquarelas, bloco de papel, pin- céis e frascos de água Além

Bloco

de papel

disso, você vai precisar de ç pel absorvente para enxuç o pincel e de uma esponja absorver a água ou a tinta.

-:::::0

_:õ.

.avar

=c el

scos com água

F rasco com

á g ua limpa

_ a aquarela, a água é tão importante quanto as -:~ s e os pincéis. Por isso são acessórios impres-

_ d í veis dois frascos de vidro de boca larga, que : : ê deve encher com água antes de começar a

- = . · a r .

U m dos frascos servirá para lavar o pincel cada

para

sz q ue você mudar de cor ; o outro servirá

_J : h ar o pincel, já limpo, antes de usar uma cor -' : : er el ' lte.

outros acessórios

Outros materiais

Um rolo de papel absorvente e uma esponja também são materiais necessários.

Rolo d e p ap e l absorvente

o p a pel a bsorvente ser ve

min a r excessos d e t i n ta. A

p

a r a voc ê en xu g a r o p i n ce l

e

s po nj a a bso r ve o ex c esso de

após tê- lo l avado ou para el i -

ti

n ta de uma á r ea j á p i n tad a.

1 3

Como pintar com aquarela?

Técnica básica

Com os materiais que descrevemos , você já pode começar a pintar. Antes , porém , é bom fazer vários exercícios - que chamaremos de ensaios

- em suporte que não seja definitivo para f ix ar a

técnica básica. Treine as pinceladas ; não se esqueça de que , na pintura a aquarela , a tinta é obtida esfregando- se o pincel , p r eviamente molhado em água , na cor escolhida. Os tons mais claros ou mais es- curos são obtidos de acordo com a quanti - dade de água usada para diluir a co r.

E s fr e gu e o p inc e l ( quase

seco) n a cor ver m e lh a e ap l i-

q ue-a n o papel; você o bt e r á

u m ve rm e lh o - escuro . F a ça o me smo usando u m pouco

m a is de água, e o ve rm el h o

será mais cla r o. Utiliz a ndo,

a go r a, o pin c e l c om ba stan -

te água, esfregue-o de leve

n o v erm e l h o ; v oc ê o bt e rá um tom q u ase rosa

pinceladas

_-a t écnica da aquarela é importante, também ,

- - a r o uso do pincel livremente antes de come-

- - a c ompor motivos . _-ã o se esqueça de que as pinceladas serão de-

_ i v as, já que, depois de o papel ficar tingido _ a cor escolhida , não há como voltar atrás .

Para treinar , escolha uma cor e molhe as cerdas do pincel, sem exagerar, para não escorrer tinta . Pressione as cerdas no papel até dobrá-Ias um pouco. A seguir, deslize o pincel no sentido hori- zontal fazendo um traço o mais largo possível. Exercite até se sentir à vontade para executar pinceladas em todas as direções , com pincéis de diversas espessuras.

:;:::::J.cegl rosso serve para

-: : :r o fundo do motivo (1)

= o pincel fino, você faz as

~ (2 e 3). O pincel médio

Pincel

fino-----

( n º 4 )

== p a r a p r ee n ch er

::--paçosmenores

co m co r

:=

(4)

3

15

J

Como pintar com aquarela?

Para obter um fundo uniforme

10 em x 10 em ,

apro x imadamente. Molhe o pincel em água limpa e esfregue-o na cor azul , umedecendo-o bem com a tinta . A segui r faça uma tira horizontal bem larga pressionando o pincel (1). Prepare-se para agir com rapidez.

Como o papel deve es t ar preso a uma pran- cha inclinada , a cor começará a escorrer . Espa-

Desenhe , a lápis , um quadrado de

1 . Pint e uma tira horiz o nta l .

lhe-a com o pincel até a parte infe r io r d o ~ drado (2). Quando o quad r ado estiver totalmente c c; to , ainda restará tinta acumulada na par te - ri ar . Seque o pincel no papel absorvente e - para eliminar esse e x cesso de tinta (3). A uniformidade do fundo dependerá da ra p; com que você espalhar a cor . Por isso é nece s s s

p r aticar bastante.

3. E l imi n e o excesso de t inta.

-- a qua r ela , a téc n i ca de

-=: l U a r cont r as t es - o u Ia-

é m u i t o

-=- u m de gr a dê -

1

_ ~ p a r a s e co n se gu ir e m

: = s efeitos v i s u a i s. É precí - .reínar b as t a n t e .

a ob ter um degradê

C o mece a trabalhar com o pincel pouco umede-

muita cor, obtendo, assim, uma tira de

: : -f o rte (1). Depois molhe o pincel na água e es-

"; 0 e com

a -o no papel absorvente , espalhando

a cor para

2

\

3

2 . X O na tira (2) . A seguir volte a molhar o pincel e _ a l he a cor da mes m a fo r ma (3 ) .

7 e r ifique que , a c ada etapa, o p inc el lib e r a mais

: -. l a, c ompondo tons cada vez mais claros , ou seja, :- si b ilitando a forma ç ão de um degradê .

17

Como pintar com aquarela?

Sobrepondo tons

Como a tinta aquarela é transparente , para so- brepor os tons nesta técnica é preciso ter o cuida- do de sempre começar pelos tons mais claros, dei- xando os mais escuros para o final. Faça o exercício sugerido nesta página usando a cor que quiser, desde que em primeiro lugar uti- lize a tinta bem diluída com o pincel molhado para obter um tom mais claro. É importante esperar que a camada anterior se- que antes de aplicar outra de tom mais forte. Vale lembrar, ainda , que se obtêm tons mais escuros usando menos água no pincel e mais aquarela.

Pinte todas as faces do cubo com um mesmo tom bem

claro e espere a tinta secar

Depois, pinte duas faces la- terais do cubo com um tom

(1).

mais forte (2) Quando as fa- ces estiverem secas, obte- nha um tom mais escuro ain- da e, com ele, pinte somente uma das faces laterais (3).

18

1

-r

u s a ndo as áreas não-pintadas do papel

- á mencionamos, no início, que uma das regras - - é c nica da aquarela é não utilizar a cor branca. -= ar e as claras são obtidas selecionando-se par- - em branco do papel. Para reservar essas áreas - c as, deve-se iniciar a pintura a partir de um

sen ho já bastante

detalhado

do que se desej ' a

= =a r .

J S limites das partes em branco serão defini-

em torno

- - p elas áreas mais escuras pintadas ~ - . : = , como no exemplo ao lado.

---

----,

~ s a característica da aquarela gera, na práti-

-

3 . necessidade

de planejar a distribuição

das

_ brancas antes de se começar a pintar.

mudar de cor

o s exercícios anteriores, você treinou técnicas

=

' = qu arela usando uma só cor. Nos próximos, você

a r á v árias cores.

necessário um pincel para cada cor.

'=-.-am dois ou três pincéis, desde

esq u eça de lavá-los toda vez que mudar de cor. -=- s s e procedimento é importante porque evita _=r e s tos de tinta no pincel interfiram na nova cor.

_-ão será

que você não

< ,

Neste exemplo, a pintura do céu delimita a área da nuvem, obtida com a preservação do branco do papeL O contorno da nuvem deve ser desenha-

19

1

2

do (1) para depois pintar-se o céu sem ultrapassar as linhas a lápis (2) No final, podem-se acrescentar algumas sombras na nuvem (3)

Cores

As três cores primárias

Num estojo de aquarelas deve haver sempre três co r es fundamentais ou primárias: o azul , o vermelho e o amarelo . Misturando-se essas três cores aos pares, ob- têm - se três novas cores - o violeta , o verde e o laranja - , chamadas de cores secundárias . As cores primárias misturadas às secundárias produzem seis novas cores , chamadas de cores terciárias .

o cí r cu lo c rom á ti c o

Se fizermos um círculo com as doze co r es riormente descritas (as três primárias, as tr ê s cundárias e as seis terciárias) , iremos obte r o culo cromático. Observe a disposição das cores no

c ír culo cromático desta página.

A

mar e l o

A zul

Ve rd e

 
     

-

   

+

-

   

T

V

e rmel h o

 

Amarelo

L

ara nj a

 
     

-

 

À e squerda. você p ode . ob -

+

-

s

er v ar a s co res sec undária s

 

ob

tid a s por m ei o da m i s t u ra

   

d

e d u a s co r e s pri má rias S e

 

Ve rme lho

V

i olet a

você mi s tur a r u m a co r se-

     

cu

ndár ia a u ma cor prim ár ia.

+

-

va

i obter uma co r tercíáría,

-

co

m o o a m a re lo - alara n j ad o,

 

o

v erm e lh o -alaranj a do. o

 

az

u l-esverdea do et c

     

20

A s cores que estão posicionadas frente a frente

- c í rculo cromático são as que apresentam con- :il l te máximo entre si . São as chamadas cores

_ _m plementares. Por exemplo, o amarelo e o vio-

=- a,

o vermelho e o verde etc . Conhecer esses contrastes máxi- mos de cor será muito útil quan- do você for pintar suas primei - ras aquarelas.

s

T

o círculo cromático é forma- do por doze cores três primá- rias (P), três secundárias (8) e seis terciárias (T)

Acoreotom

A cor de um objeto é mais clara ou mais escura em função da luz que ele recebe e das sombras nele produzidas pela luminosidade. Para representar, na pintura, essa relação de lu z e somb ra , usamos diferentes tons de uma mesma co r .

V e j a , ab a ix o , um e x emplo de diferentes tons de

azu l reproduzindo desde as áreas mais ilumina- das ( o mais c l aro , o q u ase branco ) até as áreas de sombra (os azuis mais escuros).

2 1

Tom menos claro

para matizar

as sombras

 

Tom claro nas áreas iluminadas

~--

Tom escuro

nas sombras

Primeiros exercícios

D esen he um c ír c u l o pa r a en-

quadrar as p ét al as da fl or . li -

n has r etas p a r a esbo ç ar o

caule e l i n ha s cur v as pa r a

d e lim i t a r as f o lhas.

C om o pincel fi n o, pinte o

c en t r o d a f l o r d e ama r elo - es-

curo , s e m ul t r apassar as li -

n

h a s do co n torno .

" --

f ( r~

l - ~

\ -----1

.'

- I ~ .,. ! J - :

- --" ' -' f " 'j

----:--'\f

-f

«

D ese n he o co n e da c a sq ui -

nha e seu s d e t alhes, e v i t an - do f az er tra ços muit o f ort e s

co

m o lápis

P i nt e o c o ne d e l aran ja agu ado e, a n t es qu e a

s equ e ; passe uma c ama

ma i s esc ura c o m o p in c el -

seco , fo r man do um de qra c s

Lave o pincel e pi n t e de ama -

Com o p i ncel lim po use o

Mistur e azul c o m ve r melh o

Pi nce l e a m a r e lo - c l aro n a -

rel o - c l aro o c ontorn o d a s pé -

v

e r de p ara con tornar as li -

p

ara pintar o so rvete. D e i x e

te sup e r io r d o so r vete . C

t

a l as , pre e nc h e nd o - as e m s e -

n

has d o c au l e e das f o lh a s e ,

s

e c ar u m p ouc o e ma t i z e c o m

po i s , p inte d e marr o m a s - ,

gu i da c o m a m es m a cor .

d

e poi s , pa ra pr ee nchê- I as.

o

pi n c el r eple t o d e tint a .

n

ha s da casqu inha

22

= -=~o çe um c í r c u l o a láp i s

P in t e, ag o r a , de ama relo-es-

Dese n he a pa r t e superio r e a

Pin te de amare l o - c l ar o

o

 

G:3 . dese n h a r a bol a . Em se-

c

u ro a ár ea in fe ri or da bola .

b

a se d o p ot e. V o cê de ve d e -

po

t e . D e p oi s de s ec a r u m

_j a, f a ça o s d e t a l h e s e a

Dep o is d e d eix ar sec ar um

s

enha r a ba se faz e n d o ur na

po

u co , ad i c i one l a ranja e

-

=: : :: : : lb rta,am bé m a l á p i s

po u c o , m at i ze c om o p i ncel

o

v a l c om p l e t a ; a pa r te n ã o -

m

atize . D e s sa f o r m a , e star á

 

úmi do .

v

i sí ve l ser á a pa g ada d epo i s

da

nd o vo l ume à figur a .

.zsture azul c om um pou c o

. z ; -. e r m e l h o e p i n te a so m-

~ _D ep o is , u m edeç a o p i n - o::. e ma tiz e a C a L

Pi n t e d e ma rr o m o s deta l hes

da bo l a. C o m o p i n ce l p o u co

u m e dec i d o, pint e o s d e ta -

l h es da par t e d e b a i xo .

2 3

Pi n te os l á p i s com o p inc e l bem úmido F a ç a a s o mb ra d o

pot e com ur n a mist u r a de azul

e u m pou c o d e v e r me l h o.

F aç a as p a rt es e s c ur as do s

lá pi s u s a ndo, a g o r a , o pin c e l

ma i s sec o e mai s impr eg n a -

d o d e ti nt a .

Primeiros exercícios

1.

Ago r a voc ê va i e xe r c i ta r a p int u r a utilizand o to n s diferen t es

2. C o m o amarelo bem aguado p i n te un i fo r m e m e nt e u m . :

de u m a m es ma cor. É u ma t écn i ca

mui to ú t i l para apren de r a

 

d

ado s ; v ocê pode pa s sar t i n t a so br e a s lin h as

a l ápis ,

u

sar a q u an ti dade certa d e água. Dese nhe o s dad o s .

p

r oc ure ma nt e r -se de n t r o d o con t o r n o do d a do.

3.

E

sp e r e s e car a nt es de pintar o s o utr o s dados Molhe b e m o

4

. Quando sec ar , pint e a s l aterai s dos dados . U se o pince l c

pincel , passe - o na tinta v erde e pinte o u t r o dad o . Fa ça

o

ma i s água para pintar as fac e s mais claras e util i z e o p i nce l q : -

mesmo no t e r ce ir o, com a c or v e r me lh a.

se seco para pi n tar a s fa ce s mais esc ur as.

 

24

(

~e exercício consiste em aplicar cores diferentes em áreas

2.

Pinte um fundo uniforme de amarelo-claro, reservando a área

1:'--'

 

nt

í q u as Fazer isso sem borrar as cores significa um avan-

do brilho. Antes que a tinta seque totalmente, misture ama-

_~no domínio da técnica da pintura a aquarela

 

relo com um pouco de laranja e matize a cor do lado direito

 

do pião

,~ - t

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:::::mtinuematizando de modo a acentuar o volume, dando for-

4.

~

ao pião. Misture azul e um pouco de vermelho e pinte a

 

Pinte as faixas do pião esperando que cada uma seque antes de pintar a próxima. Para as sombras das faixas, use menos

sombra. depois, matize a cor obtida com o pincel quase seco.

água no vermelho e no azul: no amarelo, misture ocre.

25

Primeiros exercícios

1.

Ao pintar esta maçã, você exercitará o matizado de uma só cor.

2

. Molhe o pincel e passe na tinta aquarela amarelo-clara. J -

 

te mais água,

se necessária,

até obter um tom bem claro. L

 

O primeiro passo, como sempre, é fazer um desenho bem deta- lhado. Marque a área do branco, que representará o brilho.

essa cor para pintar a parte superior da maçã

3.

Lave o pincel e pegue um pouco do laranja Pinte a partir da

4

. Molhe o pincel fino e pinte de verde-claro o cabinho da ma :

base da maçã, espalhando a cor até chegar no .amarelo, que ainda deve estar úmido Em seguida, pinte de vermelho uma

Espere secar e faça a sombra do cabinho com ve rd e - es c ir; Depois, lave o pincel e misture azul com um pouco de ve:

faixa do lado direito.

melho para fazer a sombra da maçã.

26

_-_o d es e nha r a c asa , l e mbr e - s e de qu e as linh as v er ti c a is das

: ;:ar e d es , p o r ta e jan e las t ê m

- = : ! h ash o r iz o n t a i s , qu e e s tã o e m perspectiva , siga o mod e l o .

d e ser p ara l e l as . P ara traçar as

:_ t e a f a cha da da ca sa e a ch a m in é de oc r e b em ag u a do.

~ d o

a t in t a secar , mi s tur e um po u co de marr o m no ocr e e

~ t e as p artes s o mbr e a da s d a ca sa. U se marr om - claro para

t a r o tr on co d a á rvore .

_

2. Molhe o p inc e l e p asse na ti n t a v e rde- c l a r a pa ra pi nt ar a co p a da árv o r e. Con t o rn e a p art e s up e ri or , esp a lh a n do em se g u i d a a co r pa ra b ai xo Um e de ç a m a is o p in ce l e pin te o a rbu s t o .

4. P inte d e lar anj a o te lh ado e u m ed e ç a ma i s o p i nce l pa r a f a -

z er a p ar te c la r a N a so m b r a d o tel h ado e d a s j a nelas , u se

oc r e c om pou c a águ a Dê v o l u m e à ár v o r e e a o a r bu sto c o m

v e r de-es c ur o e p o u c a águ a

27

Praticando

Agora você vai começar a fazer composições que lhe permitem praticar tudo o que já aprendeu , com resultados certamente bastante satisfat órios. Siga passo a passo a seqüência das pró x i m a s páginas até terminar cada trabalho. Vale lembrar que nem sempre o produto fina l

representará um resultado idêntico ao do liv ro . Os

para treina r a técn i ca e

modelos foram elaborados

estimular sua imaginação , para que de pois v oc ê crie e execute suas próprias aquare l as .

Vamos começar com esta composição de formas geomé- tricas, em que o treino consis- te em pintar tons diferentes.

28

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Esb o ce o desenho. Inicie apintura pelo plano

a e fundo , com azul-claro misturado a um pouco de

oc re: comece pela parte de bai x o e espalhe a tinta

a t é em cima .

É assim que v o cê deve p in - ta r : c o nt o rne a linh a a láp is e só d e poi s e spa l he a c o r .

E spere o fund o seca r antes de c omeça r a pin-

tura da parte d a f r en t e d os elementos. Use as cores d o modelo: vermelho , amarelo , laranja , ver- de e azul .

29

Praticando

Use pincel fino para pintar as faces claras, misturando bas- tante água à tinta aquarela.

Agora pinte todas as faces que r epre senta m as partes iluminadas , aplicando tons ma i s claros das cores usadas. Para isso , utilize basta nte ág u a par a dilui r bem a t i nta . T r abalhe pin t an d o essa s ár e a s com um pincel fino.

Ante s de começar a pintu r a , convém e x perim e n-

t ar o tom na tampa do estojo de aqua r ela ou nu m a

f o lha d e papel , para ter certeza de que está no t o n;

d esejado. Se ainda não estiver no ponto , acresce n tE

m ais água .

30

 

Pinte de amarelo misturado a um pouco de ver-

Consiga os t on s m ais escuros umedecen-

e

lho a parte superior da peça em forma de arco.

do menos o pin c el. Po r ú ltimo , pinte de marrom ,

U

se vermelho com um pouco de azul na lateral

com pouca água , as sombras da parte interna

:

:0 t riângulo vermelho e use verde-escuro na la-

do arco e de azul e um pouco de acre as demais

t

e r a l do triângulo verde.

sombras.

3 1

Praticando

Nesta composi ção, v o cê va i prati c ar uma da s t écn i c a s mais importa n t es da aquar e-

l a : fu n d o s uni fo r me s e f undos

e m d e g r adê.

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T

Faça o desenho (ou decalque do mod e lo ) com

todos os detalhes. Assim, você saberá , de pois , até

onde deve pintar

cor quando pintar os pintinhos e o comedour o .

o fundo e qual será o limite da

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Continue a treinar a pintura de fundos. No e : : . - tanto tenha um cuidado a mais : será preciso c or - tornar as formas dos elementos ao espalhar a para preencher o fundo.

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C o m o pin c el grosso um edecido na co r v erde- -.:;.r a , comec e a pintura do fu n do pela pa r t e s upe - _:~. Faç a pinc e ladas hor i zon ta i s da esq uerda para ~ : : J e ita e espalhe a cor at é a s linhas a lápis.

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4

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Espere a tinta secar . É preciso paciência , sen ã o as cores ficar ã o mi s tu ra das . L a ve o pincel e use ocr e , c o m bastan t e á gua , para pintar a parte inferior do fundo .

33

Praticando

Quando o fundo estiver seco , mo l h e o pince l médio e apl i que amarelo-claro bem ag uado nos três pintinhos. Pincele sobre as linhas a lápis, mas sem e x ce- der os limites do contorno dos pintinhos .

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Pinte o milho com a cor laranja e o come do u:

com marrom , lavando sempre o pincel. Utilizando um pincel fino , contorne de marr o tanto as patas dos pintinhos como as bordas comedouro.

34

Utilize, ainda, o pincel fino para colorir de marrom- es c u ro as partes sombreadas do comedouro ; colo- ~.l e mais água para pintar o lado mais iluminado.

M isture amarelo-claro com um pouco de laran-

~ e pinte as asas dos pintinhos.

No conto r no dos pintinh os , fa ç a , co m o pin c e l fin o , tra - ço s bem cu r t o s , para r ep r e - sent ar as pe n a s .

Continue a utilizar o pincel fino para os deta- lhes de acabamento: use marrom para os olhos dos pintinhos e uma mistura de vermelho com um pouco de marrom para o contorno do corpo e as sombras das asas.

35

Praticando

E s t e ve leir o é um b o m e x e r-

c í c i o pa r a a práti ca da p i n -

t

m

aprend a a pint ar se m b or r ar

a s c o r e s. Fa ç a primeir o o es - bo ço c om l á pis H B.

o c éu e o

ura de f und o s -

a r -

e para q u e você

Para desenhar a vela maio r e o casc o do v e l ei- ro , você pode guiar-se pelo modelo ou deca l cá - lo . A vela pequena e o mastro não oferecem ma i o r es dificuldades , podem ser desenhados co m o a uxí - lio de uma régua .

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Sem apertar o lápi s, marque a linha d o ho r iz o n-

t e , a s i lhueta da montanha e as ondas q ue estã c

junto ao casco do veleiro. Faça isso com a ma i o r pr ecisão possível , po i s esses elementos serão r e - se r vados na hora de pintar.

36

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C omece a pintura pelo c é u . Use o p i nce l gr osso

e m umedecido e tinta a z ul- clara. Fa ç a pi n c ela -

:: a s h or i zontais , t oman d o c uidad o pa ra nã o i n v a -

-=- o contorno das velas . A pa rte b r anca do pa p e l , ~ e foi reservada, será manti d a s em pi ntu r a .

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É imp o rtan te pinta r este fun - do s e m in ter rup ções, p ara evit a r man c has; ao mes m o

t empo , d e v e - se o be d ec e r o

co n t o r no d o l áp i s , pa ra re se r -

v a r a s ve la s.

Pinte sem interrupções , para evitar q ue a cor fique manchada . Depois , en x ugue o pin c el e to r ne a pass á -to pela

á rea recém - pintada, eliminando contrastes e ha r -

m o ni z ando a cor .

37

Praticando

Abaixo do casco do veleiro,

a cor deve ser espalhada até

a linha do lápis, sem ultrapas- sá-Ia. O mesmo deve ser fei- to nos limites das ondas.

Pinte o mar com azul-escuro . Espalhe a t in ta d a linha do horizonte para baixo . Antes de secar , a pli - que um tom mais escuro no primeiro plano , com o pincel bem embebido na tinta.

Agora use o pincel médio quase seco para ~- zer as sombras na vegetação da montanha c o:: .

tinta verde-clara. Reserve com cuidado a área a ba i-

x o da vegeta ç ão , que será pintada depois .

38

Pinte as listras das velas , contornando primei- :0 as linhas a lápis para depois preencher com cor .

_ a vela maior, use tons claros de vermelho , azul e

- e rde; na vela menor , utilize amarelo-claro .

Quando as tintas estiverem secas , aplique tons escuros nas listras das duas velas . Use as mes- mas cores já empregadas, mas com menos água no pincel.

39

Praticando

Com o pincel fino e tinta azul-clara, espa l he um tom uniforme em todo o barco, reservando as par- tes iluminadas. Quando a tinta secar , faça as sombras aplican- do a mesma cor na parte de fora do casco e nas

escotilhas , mas com menos água, para obter u m azul mais escuro. Em seguida, lave o pincel e complete a monta - nha ao fundo , pintando de acre a pa r te que repr e- senta a terra.

40

Comece, agora, a fazer os detalhes de acaba-

e nto.

Misture azul-claro com um pouco de vermelho =p onha água até obter a cor violeta dos pormeno- : 3 8 da popa.

o p i nce l fino , p o uc o ume de -

c

ido, é adequad o p ar a a pl i -

c

ar a z u l - esc ur o na s e scoti -

l

has, sob r e o fun d o a z u l-c la-

r

o , qu e já de ve r á es tar sec o

Por último , faça as ondas usando azul-escuro nas do primeiro plano e azul mais claro nas ondas mais distantes. N a área reservada, crie a espuma salpicando azul-claro .

4 1

Praticando

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E s t a pa i sagem f o i e l a bo r a da

p a r a p ossi b ilitar , e m sua e x e -

c u ção, a ap li cação de d i ve r- sas t écni cas d e p in t ura a aquare l a

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Comece desenhando da forma mais detalhada possível . Se preferir , decalque o modelo . Dedique especial atenção às formas das casas e ao dese- nho da torre.

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Na pintura , você vai usar as principais técnic a s desenvolvidas neste livro : fundos uniformes e e n: . degradê , contornos de formas e preenchimento p o s- terior com cor, matizando para representar sombra s .

42

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Pinte o céu usando azul - claro ; v á umedecen-

Pinte a seguir o gramado, misturando verde com

d

o o pincel à medida

que espa l ha a cor . Depo i s ,

um pouco de amarelo e espalhando a cor. Com

c

om o pince l men o s

aguado , use a mesma cor

menos água, pinte o primeiro plano e matize as

p

ara dar várias pin c eladas na parte superior .

c

o res , fazendo um degradê até o verde mais claro.

43

Praticando

Pinte a árvore espalhando a cor bem aguada; contorne os ramos quando pintar a parte inferior da copa

Agora trabalhe as montanhas . Use azul com bastante água para colorir a montanha da d i reita e com pouca água para pintar a montanha da es- querda. Espere secar .

Use a cor verde bem aguada para pintar as á r- vores, contornando primeiro a forma das copas e preenchendo-as depois. Antes que seque , pa ss e o pincel fino en x uto na tinta e fa ç a as sombras .

44

Pi nt e os te lh ado s de v e r m e -

lh o. Co m ec e , co m o se m p r e,

co n to r n and o a lin h a a lápi s.

E nc h a r q u e o pin c e l co m

água q u and o pi n t ar a p arte

i l um i n a d a d a t o rre .

 

Nos telhados, use vermelho bem aguado . A o

Use acre bem aguado nas áreas claras e mar-

p

intar as partes escuras, use o pincel mais seco . Lave o pincel para iniciar a pintura das facha-

rom com um pouco de verde nas áreas escuras. Nos beirais dos telhados, use marrom mistura-

d

as das casas e da torre.

do com verde e pouca água.

45

Praticando

Pinte agora o caminho com amarelo-escuro mis- turado a um pouco de vermelho. Com o pincel bem aguado, espalhe a cor. Pinte o primeiro plano com o pincel mais seco e, a seguir, una os dois tons , matizando-os.

Crie sombras nas nuvens com dois tons de azu l , em degradê. Misture , depois, marrom e verde-escuro par a pintar os ramos das árvores e os troncos. Pinte as cercas de acre e um pouco de laranja .

46

Utilize o pincel fino para fazer os detalhes de acabamento que faltam. Nas sombras das fachadas das casas, use acre e uma pequena porção de verde-claro com pou- ca água.

Misture verde-escuro com um pouco de marrom e, mo- lhando pouco o pincel, pinte as sombras da árvore.

Pinte as portas e as janelas de acre bem agua- do e marrom. As sombras das copas das árvores e dos troncos você as obtém com marrom e um pou- co de verde-escuro; as pedrinhas do caminho, com laranja e bastante água.

47

I Glossário

cerdas A pelagem do pin c el . Podem ser de pêlo de animal ou de material sintético .

degradê Gradação de cor , dos tons mais escuros aos mais claros, ou vice-versa , por meio da qua l se costuma obter as diferentes intensidades de sombras.

f

enquadrar Posicionar as formas do modelo p o r meio de traços iniciais de um desenho com o se fossem molduras de formato geométric o .

g r anulação Textura determinada d a s u per f í -

cie dos papéis . Ela pode ser g ro s sa , mé di a o u fina. Os papéis de granu l aç ã o méd i a s ão os m a i s

comuns.

matizar Estabe le cer di f eren ç as de to n a l id a d e.

pa l e t a Placa sobre a qual os pintores dispõem e mistu r am suas tintas ; é geralmente de madeira e co m um orifício onde se coloca o polegar . Por ex- t e n s ão u sa-se o termo , também , para designar as ca r a ct er í s t i cas de colorido de um quadro , de um p i nt o r ou d e uma escola artística.

p e r sp e ctiva Efeito tridimensional que se obtém

sobre o p ap e l ( de d uas d i mensões: largu r a e altu- ra ) p o r m e i o d e a l gu m as r eg r as de desenho.

p ri meiro plano O nível da composição que deve

s er perc e b ido pelo observador como sendo o mai s pr óx i m o .

s up orte M a t e r ial que se r ve de base para aplica-

ç ão d e t i n t as ; s up e r fí ci e s ob r e a qua l são e x ecu t a- d os os diversos ti pos de obras de arte.

48

Fazendo Arte é uma coleção de desenho e pintura feita para quem deseja criar verdadeiros trabalhos artísticos, a partir do conhecimento da té c nica e de exercícios orientados passo a passo.

 

PRIMEIROS

PRÁTICAS

MATERIAIS

TÉCNICAS

EXERCíCIOS

ORIENTADAS

• Aquarela

• Colagem

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TíTULOS DESTA COLEÇÃO

Desenho Giz de cera

Guache

Hidrocor

EDITORA MODERNA

• Lápis de cor

• Pintar animais

ISBN 85-16-01814-8