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24/06/2015

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GOVERNO ELETRÔNICO "Aperfeiçoamento constante é a

GOVERNO ELETRÔNICO

"Aperfeiçoamento constante é a nova exigência do mercado."

4 de novembro de 2003, 14h19

Por Tania Cristina D´Agostini Bueno

Antigamente uma graduação bastava. Um advogado, engenheiro ou médico estava formado para toda a vida. Hoje, os novos profissionais estão formados para uma nova vida de estudos, que inicia exatamente no momento em que o curso superior é concluído. E o escopo profissional é mais abrangente. Advogados jornalistas. Engenheiros escritores. Médicos informatizados. Biólogos especialistas em auditorias. Jornalistas criadores de bases de dados. Ambientalistas administradores. Bibliotecários desenvolvendo inteligência competitiva.

O mundo da ciência está mudando e uma parte dos brasileiros tenta entender isso e fazer a sua parte. Essas mudanças chegam à formação das pessoas e também aos programas universitários. Antigamente, especialistas em recursos humanos destinavam seus horários a pessoas engravatadas e com fala rebuscada, que teriam maior potencial de empregabilidade. Hoje, não é de se admirar que estejam dizendo frases do tipo "por favor, mande entrar aquele rapaz de cabelo verde" ou "aquela moça com piercing na sobrancelha". São os novos tempos.

Sua vida vai mudar

Um desses assuntos que chegou para mudar os conceitos, e virar algumas coisas pelo avesso, é o Governo Eletrônico. Pode ser que você já tenha se acostumado a ouvir esse nome, mas poucas pessoas realmente sabem o potencial de inovação que traz esse conceito. O grande público somente começou a tomar contato com o assunto a partir de 2001. Prepare-se: pois a sua vida vai mudar.

Seguindo a sua positiva vocação para inovações, o Brasil acaba de formar o seu primeiro pós-doutor no assunto. Trata-se do pesquisador Hugo Cesar Hoeschl,

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35 anos, presidente do Conselho Científico do Ijuris. Hoeschl é formado em direito pela UFPR, é mestre e doutor pela UFSC.

O título do trabalho desenvolvido por Hoeschl, na UFSC, em Florianópolis (SC),

foi "Aplicações Inteligentes para Governo Eletrônico". A orientação foi do professor Ricardo Miranda Barcia, PhD. O trabalho, concluído em outubro de 2003, aborda o desenvolvimento de plataformas inteligentes com aplicabilidade em atividades governamentais e aponta novos rumos para a administração pública mundial. Suas principais conclusões foram selecionadas para respeitadas publicações internacionais, em países como França, EUA, Escócia, Índia, Espanha, China e Inglaterra, entre outros.

O perfil de um curso de pós-doutoramento contempla metas que ainda não são

exigidas em nível de mestrado e doutorado. Seu objetivo já não está focado totalmente na produção de uma idéia central, ou "tese", embora ela seja importante. Alem da "tese", passam a valer os reflexos produtivos da idéia central e seus desdobramentos científicos e tecnológicos. Ou seja: importa saber quais os efeitos gerados a partir dela -- e este é um importante critério de mensuração para atividades de pós-doutoramento.

Umberto Eco avaliou trabalhos

No caso em tela, o trabalho de pesquisa gerou, durante seus dois anos de duração, 44 artigos publicados no exterior, oito livros publicados no Brasil, cinco softwares patenteados e quatro premiações em nível nacional, além da participação do autor em mais de 20 eventos internacionais e da divulgação de quase 50 notícias na imprensa sobre o andamento das pesquisas.

Segundo Hoeschl -- que teve alguns de seus trabalhos avaliados por Umberto Eco -- isso tudo demonstra que "estamos assistindo ao surgimento de novas formas de aprender e de ensinar, ligadas ao princípio da descoberta baseada na autonomia, e os modelos educacionais vão mudar. Já não importa aquilo que uma pessoa sabe, mas sim a sua capacidade de aprender e de multiplicar esse aprendizado, e essa é uma das bases fundamentais para a nova forma de governar que está nascendo."

Tania Cristina D´Agostini Bueno é mestre e doutoranda em Inteligência Aplicada pela UFSC, presidente da diretoria executiva do Ijuris e autora de artigos publicados no Brasil e no exterior.

Revista Consultor Jurídico, 4 de novembro de 2003, 14h19