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A CLASSE ROCEIRA Olha a glória de Deus brilhando, Aleluia!

B7
C G7 Olha a glória de Deus brilhando
A classe roceira é a classe operária, E
C Nosso Deus é o artista do universo.
ansiosa espera a Reforma Agrária. B7
G7 É a fonte da luz, do ar, da cor.
Sabendo que ela dera solução, para a
C É o som, é a música e é a dança.
situação, que está precária. Saindo do E
D G7 É o mar jangadeiro e pescador.
projeto do chão brasileiro. De cada B7
F C É o seio materno sempre fértil.
roceiro plantar sua área. Sei que na E
F C É beleza é pureza e é calor!
miséria ninguém, viveria. E a produção já
G7 F G7 B7 E B7
aumentaria. Quinhentos por cento até na Aleluia! Aleluia! Vamos criar.
C A E
pecuária. Que é pra glória de Deus brilhar!

Esta grande crise que há pouco o surgiu. Nosso Deus é caminho e caminhada.
Maltrata o caboclo ferido em seu brio. Do seu povo para a libertação.
Dentro de um País rico e altaneiro. Onde quer que esteja um oprimido.
Morrem brasileiros de fome e de frio. É javé que promove a redenção.
Em nossa manchetes de ricos imóveis, Ele quebra a força do tirano.
milhões de automóveis já se produziu. E garante a vitória da união!
Enquanto o coitado do pobre operário Aleluia! Aleluia! Vamos lutar.
vive apertado ganhando um salário Que é p’ra glória de Deus brilhar!
que sobe depois que tudo subiu.
Nosso Deus é a voz que se levanta.
Nosso lavrador que vive no chão, É o canto o gemido e o clamor.
só tem a metade de sua produção. É o braço erguido para a luta.
Porque a semente que ele semeia, É o abraço em nome do amor.
tem que ser de ameia com o seu patrão. É o pé conquistando novo espaço.
Os nossos roceiros vivem num dilema. É a terra é o fruto é flor!
E o seu problema não tem solução. Aleluia! Aleluia! Vamos amar.
Porque o ricaço que vive folgado Que é p’ra glória de Deus brilhar!
acha que o projeto se for assinado
estará ferindo a constituição. Nosso Deus está brilhando noite dia,
Pelos campos e praças do país.
A grande esperança que o povo conduz, É presença na voz da meninada.
pedindo a Jesus pela oração. Que convoca um futuro mais feliz.
Pra guiar o pobre por onde ele trila. É a infinita razão de plena vida.
E a cada família não faltar o pão. Todo o povo cantando hoje bendiz!
Que ele não deixe o capitalismo levar Aleluia! Aleluia! Vamos cantar.
ao abismo a nossa nação. Que é p’ra glória de Deus brilhar!
A desigualdade que existe é tamanha.
Enquanto o ricaço não sabe o que ganha.
O pobre do pobre vive de tostão. A JUVENTUDE É UMA SEMENTE
A GLÓRIA DE DEUS
A juventude é uma semente
E B7 A
Que Deus na terra semeou Que pro norte relampeia
A asa branca
Tornou-se flor, tornou-se gente Ouvindo o ronco do trovão
Já bateu asas
E o mundo nunca mais parou. E voltou pro meu sertão
Ai, ai eu vou me embora
Vou cuidar da prantação
A vida é uma corda bamba, A seca fez eu desertar da minha terra
Mas felizmente Deus agora se alembrou
Ligando a terra com o céu, De mandar chuva
Pr'esse sertão sofredor
Quem nela não se equilibra, Sertão das muié séria
Dos homes trabaiador
Cai do picadeiro errando seu papel. Rios correndo
As cachoeira tão zoando
A vida é uma laranja azeda, Terra moiada
Que o tempo vai adocicar, Mato verde, que riqueza
Mas quem tem muita pressa dela, E a asa branca
Acaba com a laranja e estraga paladar. Tarde canta, que beleza
Ai, ai, o povo alegre
A vida é como um toque cheio, Mais alegre a natureza
Que precisa dar, Sentindo a chuva
Não tenho que receber dele, Eu me arrescordo de Rosinha
Ele também se fecha, A linda flor
E para de ganhar. Do meu sertão pernambucano
E se a safra
A VIDA DO VIAJANTE Não atrapaiá meus pranos
Luiz Gonzaga Que que há, o seu vigário
Vou casar no fim do ano.
Tom: F
ACOLHIDA
F D7 Eb C
Minha vida é andar por este país Seja bem vindo
F C7 G7
Pra ver se um dia descanso feliz Bem vindo seja ô lê lê ô
F C7 F D7
Guardando recordações Seja bem vindo
Gm F#o Gm C C7
Das terras onde passei Bem vindo seja ô lê lê a
C7 F D7 Gm C7 F
Andando pelos sertões dos amigos que lá F
deixei. Não importa se você
Dm C/E Eb F G
Chuva e sol, poeira e carvão veio do sul ou do norte
Dm C Bb F
Longe de casa sigo o roteiro C
C7 F Gm7 C7 F a casa é sua meu irmão ô lê lê a
Mais uma estação e a saudade no coração! ALÊ, ALÊ, ALELUIA!
C G7
A VOLTA DA ASA BRANCA Ale, Ale,
Luiz Gonzaga C
Aleluia!
Já faz três noites
G7 Brincam risos de criança
Ale, Ale, aleluia! Ale, D A7
C mãos se entrelaçam
Aleluia! G A7
G7 recriando a confiança
Vamos ouvir, E B7
C Livre canta o vento
Aleluia! A B7
G7 boa nova de amizade
Jesus falar, E B7
C brilha a Paz na Terra
Aleluia! A B7 E
G7 C nasce nova humanidade
O Evangelho. Aleluia, ale, vai nos libertar.
AMANHECEU
REF Deusamar Santos

D (A7) G
AMANHECER /: Amanheceu, amanheceu,
L . Van Beethven – tema hino da alegria , A7 D
nona sifonica Letra : M. Luiza Ricciardi Ó menina amanheceu! (Amanheceu)
A7 G
Veio o clarão um sonho bom
C G7 A7 D
Vibra uma canção E tudo se esclareceu.:/
F G7 F#7 BM
de esperança e alegria Tudo não passou de uma ilusão,
C G7 F#7 BM
surge no horizonte O povo se espalhou na escuridão.
F G7 C G D
O raiar de um novo dia /: E lá que a gente se mexeu
G7 C G7 C G A7 D
Canta , dança, entra na festa e um novo dia apareceu.:/
G7
sente a alegria de viver O povo acendeu o lampião,
C G7 a festa conduzindo a multidão.
Olha o céu sorrindo Índio de flauta e violão,
F G7 C negro atabaque e percussão.
vê a beleza deste renascer
No coração amor, humanidade,
G7 C G7 C no canto, sai o tom de liberdade.
Canta, dança nesta ciranda E vou à luta, vou dançar,
G7 pra ver o dia clarear.
sonha de novo sem temer
AMÉRICA, AMÉRICA!
C G7
Vai à cidade G C G C
F G7 C América, América!
leva a noticia deste amanhecer G C D
Continente assistido pela solidão
D A7 G C D
no olhar do povo Para onde caminham teus filhos, América.
G A7 G C G
Há um grito no ar prá ancorar tua paixão. leva amor)
F#m
América, América! Que esta Terra encerra meu bem querer.
De hermanos sofridos sob o mesmo brasão (amor)
Onde estão teus heróis, a manhã já clareia B7
Há um cheiro no ar de uma nova canção E jamais termina meu caminhar. (Me leva
Em amor)
O chão que bebe o teu sangue (O E
sangue dos mártires) Só o amor me ensina onde vou chegar.
Am Em (Por onde for quero ser seu par)
É mais do que chão, ele é céu B7
Am Em Rodei de roda. Andei.
O corpo que sofre as desditas Dança da moda. Eu sei.
C D G Cansei de ser sozinha.
É mais do que seu, é de Deus Verso encantado, usei.
Meu namorado é rei.
América, América...... Nas lendas do caminho onde andei.
Tuas terras sangradas mancharam teus rios
Numa só comunhão, ainda que tarde No passo da estrada só faço andar. (Me
Tuas vozes se unem num só canto chão leva amor)
Tenho meu amor pra me acompanhar.
América, América, América, América... (Amor)
Vim de longe, léguas cantando. Eu vim. (Me
ANDANÇA leva amor)
Edmundo Rosa Souto / Danilo Caymmi / Vou, não faço tréguas. Sou mesmo assim.
Paulinho Tapajós (Por onde for quero ser seu par)
E B7
Vim tanta areia. Andei. REF
F#m Lá, ra, lá, lauê
Da lua cheia. Eu sei. Obrigada . . .
B7 Por onde for quero ser seu par.
Uma saudade imensa.
E B7 ANUNCIAÇÃO
Vagando em verso eu vim. Alceu Valença
A G
Vestido de cetim. Na bruma leve das paixões que vêm de
B7 E AM C
Na mão direita rosas, vou levar. dentro, tu vens chegando pra brincar no
G
Olha a lua mansa se derramar. (me leva meu quintal , no teu cavalo, peito nu,
amor) AM
F#m cabelo ao vento e o sol quarando nossas
Ao luar descansa meu caminhar. (Amor) C G
B7 roupas no varal
Meu olhar em festa se fez feliz. (Me leva
amor) G7 EM F C
Tu vens, tu vens eu já escuto os teus
E G
Lembrando a seresta que um dia eu fiz. Sinais
(Por onde eu for quero ser seu par)
A voz do anjo sussurrou no meu ouvido
eu não duvido, já escuto os teus sinais
Já me fiz a guerra por não saber. (Me que tu virias numa manhã de domingo
eu te anuncio nos sinos das catedrais. Com medo de ir pra cidade enfrentar favela,
fome e desemprego.
G7
C
Saída nessa situação é segurar as mãos de
outros companheiros.

F
AS MOCINHAS DA CIDADE E assim já ninguém chora mais.
Tonico e Tinoco C
Ninguém tira o pão de ninguém.
E B7 G7
As mocinhas da cidade , O chão onde pisava o boi é feijão e arroz.
E (F) (G7)
São bonitas e dançam bem Capim já não convém.
A E
Eu dancei uma vez com uma com Compadre junte ao movimento convide a
B7 comadre e a criançada,
uma moreninha e já fiquei querendo Porque a terra só pertence a quem traz nas
E mãos os calos da enxada.
bem ! Se somos contra o latifúndio, da mãe
natureza somos aliados.
E o sol já vai entrando E viva a vitória no chão sem a concentração
e a saudade vem atrás dos latifundiários.

Vou buscar aquela linda moreninha REF


para eu viver em paz .
Seguimos ocupando terra derrubando
Fui na casa da morena . cercas conquistando o chão.
pedir água pra beber Que chore o latifundiário pra sorrir os filhos
de quem colhe o pão.
Não é sede não é nada moreninha E a luta por Reforma Agrária a gente até
vim aqui só pra te ver . pára se tiver, enfim...
Coragem a burguesia agrária de ensinar
Embora seus pais não queiram seus filhos a comer capim
que eu me case com você.
REF
Mas depois de nós casados moreninha
eles vão nos compreender
AVE MARIA MORENA
ASSIM JÁ NINGUÉM CHORA MAIS Pe Campos
Zé Pinto

C G7 G
F C Ave Maria Morena
Sabemos que o capitalista diz não ser D7
preciso ter Reforma Agrária. Olha este mundo sem cor
G7
F C (C) (G)
Seu projeto traz miséria milhões de Sem- Ave Maria Serena
Terra jogados na estrada, (D7)
G7 Teu povo de novo
F G
Precisa de amor. (3x) Na nova terra a mulher terá direitos,

G não sofrerá humilhação, nem preconceitos.


Canta de novo a esperança paz
D7 O seu trabalho todos vão valorizar.
A bonança de um mundo sem dor.
Nas decisões ela irá participar.
Canta de novo este canto que eleva
G
O oprimido e destrona o opressor. REF

REF BAIÃO DA NOVA MULHER


Zé Vicente
Tu és a virgem morena EM AM
A mestiça, a pequena, a linda mulher. Viva , viva !
Tu és a mãe destas roças B7 EM
De todos os povos, da gente de fé. A mulher desta nação
AM
REF Que vai gerando no ventre
B7 EM
Senhora de Guadalupe a nova semente da libertação .
Do branco, do negro e do índio também.
Rainha do continente Que vem trazendo no sangue
Estrela luzente. Oh! Dá-nos o bem.
A semente nova da revolução (2X)
REF

AXÉ ( B7 EM B7 EM )

Irá chegar um novo dia,


um novo céu, EM AM
Sertaneja, manhã cedo , vai ela sem
uma nova terra,
B7 EM
um novo mar. medo já vai trabalhar

E nesse dia, B7
trabalho duro , suado , sempre
os oprimidos numa só voz
EM
a liberdade irão cantar. conquistado a duro penar.

Na nova terra o negro não vai ter corrente, AM


sai de casa come nada e sem deixar
e o nosso índio vai ser visto como gente!
B7 EM
Na nova terra, o negro, o índio e o mulato, nada pros filhos comer.

o branco e todos vão comer no mesmo AM


prato. volta trazendo um pouquinho,

REF B7 EM
o ganho mesquinho não da pra viver.
Vivendo o amor

( B7 EM B7 EM ) Somos comunidade
Mulher do povo humilhado, G
comprado enganado em toda nação. Povo do Senhor (iê, iê)
Mulher do povo ambulante,
Tocado á ferro tangido do chão. Vou convidar
Pode ainda ser diferente, C
se o olho da gente aberto meus irmão trabalhadores
Enxergar. D
O mal que mata a pobreza, Operário, lavradores,
se unindo a certeza a gente lutar! G
Biscateiro e outros mais
REF
E juntos vamos
Companheira nordestina, C
constrói nova sina Celebrar a confiança
vamos caminhar! D
Ganhando a terra e a rua, Nossa luta na esperança
a força que é sua ninguém vai quebrar! G C G
Traz os teus filhos na praça, De ter terra, pão e Paz (iê, iê)
na lei ou na raça a vitória já vem
une o teu braço ao do homem, Vou convidar
pra vencer a fome e cantar o bem ! Os índios que ainda existem
As tribos que ainda insistem
( B7 EM B7 EM ) No direito de viver
Operaria da cidade, E juntos vamos
A brutalidade é a lei do patrão Reunidos na memória
Vão ter que ser destruída, Celebrar uma vitória
tua classe reunida Que vai ter que acontecer (iê, iê)
sacode a nação.
a causa à luta é comum, Convido os negros
e o povo é só um precisa se unir! Irmãos no sangue e na sina
a força nova da vida, Seu gingado nos ensina
mesmo perseguida, A dança da redenção
de pé vai sorrir! De braços dados
No terreiro da irmandade
Vamos sambar de verdade
BAIÃO DAS COMUNIDADES Enquanto chega a razão (iê, iê)
Zé Vicente
( G AM C G ) Intr.: (4X)

G REF
Somos gente nova Vou convidar
Conceição e Ana Maria
Vivendo a união A mulher que noite e dia
Nutre e faz nascer o amor
Somos povo semente E reunidos
D No altar da liberdade
De nova Nação (iê, iê) Vamos cantar a verdade
Vamos pisar sobre a dor (iê, iê)
Somos gente nova
Vou convidar
Criançada e juventude
Tocadores me ajudem Na alma nós trazemos a força de Cristo
Vamos cantar por aí nosso Senhor.
O nosso canto
Vai encher todo o país
Velho vai dançar feliz De ladrões e perseguidos somos sempre
Quem chorou vai ter que rir (iê, iê) acusados,

Desempregados Da riqueza que criamos não somos


Pescadores desprezados recompensados.
E os marginalizados
Venham todos se ajuntar
à nossa marcha Na cadeia torturados, nos tribunais sem
Para a nova sociedade defesa.
Quem nos ama de verdade
Pode vir tem um lugar (iê, iê) Deus da vida liberdade vem salvar nossa
pobreza.
Refrão (3X)

BAIÃO DO PEREGRINO SOFREDOR Menores, negro, mulher, deficientes e


C pisados,
G7
Bendita seja esta marcha, dos pobres dos Reunidos da irmandade nós seremos
sofredores. libertados.
(G7)
C
Romeiros somos da terra de Jesus os Como Jesus, servo bendito, com Maria mãe
seguidores. das dores,

F C Com Mártires nossos santos seremos


Já chegou a hora tempo de alegria libertadores.
G7
C C7
Festa dos pequenos nesta grande Nossa festa toma conta da cidade e do
Romaria. sertão

Força nova da vida brota em cada coração.


Das favelas e dos becos, do abandono nós
chegamos, BAIÃO DO POVO JOVEM
Zé Vicente
A Ti nosso Deus clemente reunidos nos
clamamos. E
Os punhos no ar sonho novo,
B7 E
Da terra somos expulsos pela força da Nós somos semente do povo,
ambição, A E
Queremos ser livres, amar!
Vem senhor fazer justiça aos pobres desta A E
nação. Trazemos no peito a esperança,
B7 E
A história na mão confiança,
No corpo nós trazemos as marcas do B7 E
sofrimento e da dor. Que um dia nós vamos ganhar!
Agora é só me seguir
Aonde tem gente se unindo, G7 C
Depressa nós vamos sorrindo, Pois eu vou dançar o baião
Nós cremos no novo amanhã. F7
Já chega de morte, injustiça, Eu já dancei balancê
Abaixo o egoísmo, a preguiça, Xamego, samba e xerém
Da vida nós somos os fãs. Mas o baião tem um quê
Que as outras dancas não têm
Vamos Lá! Vamos Lá! Oi quem quiser é só dizer
B7 E D7
A história ninguém deterá. Pois eu com satisfação
B7 E C
É o rio que corre para o mar. Vou dançar cantando o baião
B7 F7
Ninguém vai nos calar, nos calar! Eu já cantei no Pará
Toquei sanfona em Belém
Um ano pro jovem é bem pouco, Cantei lá no Ceará
Pra gente vencer o sufoco, E sei o que me convém
A vida completa se dá. Por isso eu quero afirmar
Escola, trabalho, alegria, D7
Bandeira de todos os dias Com toda convicção
Na marcha nós vamos levar! G7 C
Que sou doido pelo baião
Queremos dizer aos “Senhores”,
Políticos, nobres, doutores BANDEIRA DE LUTA
Com suas multinacionais.
Não somos produto na praça, D
Tão pouco nós achamos graça, Traga a bandeira de luta
O fel tá amargo demais. A7
deixa a bandeira passar
REF G A7
essa é a nossa conduta
Levante essa voz companheiro D
E abra o olho ligeiro, Vamos unir pra mudar.
Não fuja da luta jamais.
Em cada caminho ou na rua,
Assume essa causa que é tua, Deixa fluir a esperança porque
Semeie a semente da paz! A7
Na bonança vamos resgatar.
REF (2X) G
Guardada bem na memória
A7 D
BAIÃO a nossa história vai continuar.
Luiz Gonzaga
C7 REF
Eu vou mostrar pra vocês
Como se dança o baião Bate cundum na bandeira, ô
E quem quiser aprender bate cundum da mudança chegou.
F7 É na roça na cidade,
É favor prestar atenção na sociedade sou trabalhador.
Morena chega pra cá
Bem junto ao meu coração REF
D7
Temos um projeto novo: D A7
a cidadania no libertador. tendo Cristo como guia.
Não fique aí parado, se ajunte à moçada.
É nessa que eu vou. D
Sou, sou teu senhor
REF A7
Sou povo novo,
Você já vem consciente, D
e ajude a gente a se organizar. Retirante lutador.
Buscando a cidadania,
e no dia-a-dia vamos chegar lá Deus dos peregrinos,
A7
REF Dos pequeninos Jesus Cristo
D A7 D
somos da história sujeitos redentor . (BIS)
e nossos direitos não podem acabar,
os nossos de busca, No Egito antigamente,
de paz e justiça vão continuar Do meio da escravidão,
Deus libertou o seu povo
BEM VINDO Hoje ele passa de novo
Gritando a libertação
C F
(Bem vinda irmã) Para a terra prometida
C AM O povo de Deus marchou
Você completa nossa alegria Moisés andava na frente
G7 Hoje Moisés é a gente
Sinta se bem! Quando enfrenta o opressor.

Seja feliz REF


C C7
Em nossa companhia. Quem é fraco Deus dá força
Quem tem medo sofre mais
F Quem se une ao companheiro
Bem vindo irmão Vence todo cativeiro
C AM É feliz e tem a paz
Você completa nossa alegria
DM REF
Sinta se bem!
G7 Mãos ao alto, voz unida.
Seja feliz Nosso canto se ouvirá
C Nos caminhos do sertão
Em nossa companhia. Clamando por terra e pão
Ninguém mais nos calará
BENDITO DOS ROMEIROS NA TERRA
Zé Vicente REF
D
Bendita e louvada seja Caminheiro na estrada
G D Muita cerca prende o chão
esta santa romaria Todo arame e porteira
G D Merece corte e fogueira
Bendito o povo que marcha São frutos da maldição.
A7
Bendito o povo marcha REF
Un verde Brasil, besa mi Chile cobre y
BOM DIA, AMIGO! mineral

EM
Intr.: (C G C) Subo desde el sur, hacia la entraña América
y total
G F
Bom Dia, amigo! C B7
E
Bom Dia, irmão! Una raiz de un grito, destinado a crecer y a
estallar
Basta um sorriso
C
E cante esta canção Todas las voces (todas)
As flores do campo E C
As nuvens do céu Todas las manos (todas)
As águas do rio G BM C
E um barco de papel. B7
Toda la sangre puede, ser canción en el
REF viento
E C E
C
Mas venha comigo Canta conmigo canta, Hermano
Estenda a sua mão Americano
Enfrente a maré G BM C
E cante este refrão B7
REF Libera tu esperanza con um grito en la
voz
CANCIÓN CON TODOS
Mercedes Sosa
Todas as vozes, todas.
EM B7 Todas as mãos, todas.
Salgo a caminar, por la cintura cósmica del Todo o sangue pode ser canção ao
sur vento.
Canta comigo, canta irmão americano.
E7 AM Liberta sua esperança com um grito em
Piso en la región más vegetal del tiempo y sua voz.
de la luz
CANCIÓN Y HAYNO
EM
Siento al caminar, toda la piel de America D A7 D
em mi piel / Poco, poco, poco me has querido
F# Bm
C Poco, poco me has amado
B7 EM F# Bm
Y anda en mi sangre un rio que libera em mi Y al final como has cambiado
voz, su caldal F# Bm A7
Y las cositas de mi amor/
B7
Sol de alto Peru, rostro Bolivia estaño y D
soledad / Nunca digas que no, negrita!
F# Bm
E7 AM Nunca digas jamás, vidita!
D Am Bm Em Am
Son cosas del amor, negrita! BM
F# Bm por todo o Continente. Num canto que
Cosas del corazón / G F# Em
por sua força ecoará para
Bm F# Bm B7
/ Canción y hayno para cantar, além do novo milênio.
F# Bm A7 EM C BM
Canción y saya para bailar! / Hou heeei hou hooou! Canta,
AM B7 EM
/ Poco, poco, poco me has querido Latino América Jovem!
Poco, poco me has amado
Y al final como has cambiado Com profetismo e alegria respondem
Y las cositas de mi amor/ ao chamado de Deus da vida,
para lutar com coragem
/ Nunca digas que no, negrita! contra a injustiça e a exclusão.
Nunca digas jamás, vidita!
Son cosas del amor, negrita! Diante de um mundo em mudanças
Cosas del corazón / promovem o novo e são protagonistas
de iniciativas de solidariedade
/ Canción y hayno para cantar, e de vida em comunhão.
Canción y saya para bailar! /
REF
/ Poco, poco, poco me has querido CANTIGA DE PAZ
Poco, poco me has amado Zé Vicente
Y al final como has cambiado D
Y las cositas de mi amor/ Vem cantar comigo está canção do
Amanhã
CANTA LATINO-AMÉRICA JOVEM! G D
Márcio Gomes Camacho Vamos na esquina , deixar em cartaz :
A7
Em Seja bem vinda a paz ...
Eu ouço vozes que brotam das entranhas D
C Bm Vamos pela rua em passeata popular
deste continente jovem, cantando seus G
Venham , venham todos não vale
sonhos, sua luta, D A7
Am B7 esperar pra ver acontecer tem que
sua fé, sua vibração. D D7
lutar .
G D
Em E todos seremos iguais o dia é a gente
Esse canto sai do chão
Bm A7
Utrapassa o mar sobre a cordilheira que faz quem planta a justiça refaz a
Am G A7 D
E a harmonia das vozes estrada da vida e da paz .
B7
espalha esperança de vida no ar. Vem, vamos interrogar ao rei computador,
o que fazer pra ver reinar o amor pra ver
reinar o amor
Am Bm Em E como desarmar o coração e a razão
Num canto que por sua força ecoa Dos homens violentos que não olham atrás
O que a guerra fez e faz. Rios e matas se elevam teu povo por Ti
espera.
Venha quem chorou e machucado foi AM B7 EM
Na praça envergonhada a violência está Paz para o povo sofrido é o grito do
E quem pisou, vai ter que constatar oprimido.
Que é bem melhor, servir do que matar. AM B7 EM
A terra mal repartida clama por Tua justiça.
CANTO DAS TRÊS RAÇAS
AM EM B7 EM
DM C DM Glória! Glória! Glória Te damos Senhor.
Ninguém ouviu / um soluçar de dor AM EM B7
A7 DM C DM EM
no canto do Brasil / um lamento triste Glória! Glória! Venha Teu reino de amor.

sempre ecoou /desde que o índio


A7 Glória a Jesus nosso guia, filho da Virgem
guerreiro foi pro cativeiro e de lá Maria.
DM C DM C Veio pro meio dos pobres pra carregar
cantou /negro entoou / um canto de nossas dores.
DM A7 Filho do Altíssimo Deus, por nós na cruz,
revolta pelos ares / do quilombo dos padeceu.
DM C Venceu a morte e a dor pra nos dar força e
Palmares onde se refugiou /fora a luta valor.
DM
dos inconfidentes/
A7 Glória ao Espírito Santo que nos consola no
pela quebra das correntes nada adiantou / pranto.
C DM Que orienta a igreja pra que do pobre ela
e de guerra em paz de paz em guerra seja.
A7 DM Que deu coragem a Pedro e aos Santos
todo povo desta terra /quando pode seus companheiros
A7 DM E hoje junta este povo pra buscar um
cantar / canta de dor. ÔÔÔ... mundo novo.
G#M DM
E ecoa noite e dia /é ensurdecedor / CANÇÃO DA CHEGADA
A7 E
ai mais que agonia / o canto do Estamos aqui, Senhor
G#M DM A
trabalhador /este canto que devia / Viemos de todo lugar,
A7 B7
ser um canto de alegria/ soa apenas Trazemos um pouco do que somos,
DM E
como um soluçar de dor. ÔÔÔ... Prá nossa fé partilhar.

CANTO DE GLÓRIA A
Trazendo o nosso louvor,
EM AM B7 B7 E
EM Um canto de alegria
Glória a Deus nas alturas é o canto das A
criaturas. Trazendo a nossa vontade
B7 E
AM B7 De ver raiar um novo dia.
EM
encarar o perigo? (bis)
Estamos aqui Senhor, Casteliana se você me ama,/ Me ama,
Cercando esta mesa comum. me ama, me diz / Casteliana se você
Trazendo idéias diferentes, me ama, me ama, me ama a gente
Mas em Cristo somos um. pode ser feliz.

CHEGANÇA
E quando sairmos daqui, Antonio Nóbrega e Wilson Freire
Nós vamos para voltar,
Na força da esperança, E
E na coragem de lutar Sou Pataxó
B7 E
CASTELIANA Sou Xavante e Cariri
B7 E
E B7 Ianomani, sou Tupi
Hoje me vou pra fronteira/ Pois B7 E
A Guarani, sou Carajá.
Queira ou não queira/ Vou ver meu E7 A
E B7 Sou Pancaruru,
Amor./Esperei a semana inteira/ Pra E
A E Carijó, Tupinajé,
ver a casteliana minha linda flor./ B7
B7 Potigua, sou Caeté,
Faz frio na minha cidade/ e a bem E
A E Ful-ni-ô, Tupinambá.
da verdade faz frio demais.
Depois que os mares
B7 B7 E
Ao sul do meu coração/ quero Dividiram os continentes,
A E B7 E
tempo bom./ Só você me traz (bis). Quis ver terras diferentes.
B7 E
A (B7) E A Eu pensei: “vou procurar
Larga tudo e vem comigo/vamos
(B7) E um mundo novo,
encarar o perigo? (bis) B7 E
(A) lá, depois do horizonte,
Ah! Eu viajei (bis) B7 E
B7 E levo a rede balançante
viajei pra ver você, é. (bis) B7 E E7
prá no sol me espreguiçar”.
B7 A A
Casteliana se você me ama,/ Me ama, Eu atraquei
B7 E E
me ama, me diz / Casteliana se você num porto muito seguro,
B7 A B7 B7
me ama, me ama, me ama a gente céu azul, paz e ar puro...
E E
pode ser feliz. botei as pernas pro ar.
A
Ao sul do meu coração/ quero Logo sonhei
tempo bom./ Só você me traz (bis). E
Larga tudo e vem comigo/vamos que estava no paraíso,
B7 É luz nos olhos e prazer no coração.
onde nem era preciso
E REF
dormir para se sonhar.
- Esta é a palavra da certeza e da justiça/
Mas de repente Que nos liberta da opressão e da cobiça.
me acordei com a surpresa:
uma esquadra portuguesa Aleluia, Aleluia (2X)
veio na praia atracar.
Da Grande-nau, É mais que ouro e mais que sol, a tua lei/
um branco de barba escura, Dos teus caminhos, meu Deus, não
vestindo uma armadura desviarei.
me apontou pra me pegar.
E assustado
dei um pulo lá na rede, - Bendita seja esta palavra do Senhor/
pressenti a fome, a sede, Mel saboroso e alimento para o amor.
eu pensei:”vão me acabar”.
Me levantei Aleluia, Aleluia (2X)
de borduna já na mão,
aí, senti no coração, O céu proclama a tua glória, ó meu Senhor/
O BRASIL VAI COMEÇAR. A terra inteira canta um hino de louvor.

COMPANHEIRA
Babi Fontelles
(G C G C D / C G C G)

D
Ah! Companheira, me dá as tuas mãos
CHEGOU A HORA DA ALEGRIA C G D
Zé Vicente Eu necessito do amor que tu me dás
G D
DM A7 DM Tua presença me anima a lutar
Chegou a hora da alegria /: C G
A7 DM O teu abraço refresca o calor
Vamos ouvir esta palavra que nos guia :/ C G
Dessa jornada em busca do lugar
GM DM C D7 G
- Tua palavra vem chegando bem veloz/ Onde seremos uma só nação ...
A7 DM
Por todo canto hoje se escuta a tua voz. (D C D7 / C D7 / C D7 G)

Aleluia, Aleluia (2X) F C


Ah! Companheiro, te dou as minhas mãos
Nada se cria sem a força e o calor/ Bb F
Que sai da boca de Deus, nosso criador. C
Te dou meu peito, em mim vem repousar
F C
- A tua lei ó meu Senhor, é perfeição/ Vem ser a chama que acende o coração
Conforta a alma e nos educa pra união. Bb F
O meu desejo, a vida que virá
Aleluia, Aleluia (2X) Bb F
Felicidade enfim vai florescer
O mandamento de meu Deus é retidão/ Bb C7 F
E amaremos sobre o nosso chão ... A
E esperar pelos frutos no quintal.
(C Bb C7 / Bb C7 / Bb X C#7)

Sem polícia, nem a milícia.


F# C#7 E7
Que venham as lutas, a dor e a solidão Nem feitiço, cadê poder?
B F# A
Os passos lentos do povo a caminhar Viva a preguiça, viva a malícia
C#7 E7
O nosso amor é fonte no jardim que só a gente é que sabe ter.
B F# D A
Pra saciar a sede de quem vem Assim vivendo minha utopia, eu vou
B F# levando a vida
Pra perfumar estrada de quem vai
B C#7 F# Eu vou viver bem melhor
Pra festejar o dia do amor ... E7
doido prá ver o meu sonho teimoso
(C# B C#7 / B C#7 / B C# F#) A
um dia se realizar.
CORAÇÃO CIVIL
Milton Nascimento Lá, Lá, Lá, . . .
Lá, Lá, Lá, . . .
CUITELINHO
A D E7 C
Quero a utopia, quero tudo e mais. G7
A D E7 Cheguei na beira do porto onde as ondas se
Quero a felicidade dos olhos de um pai. espaia
D A
Quero a alegria, muita gente feliz. C
E7 G7
Quero que a justiça reine em meu país. as garças dão meia vorta e senta na beira
A D E7 da praia
Quero a liberdade, quero vinho e o pão.
A E7
Quero ser amizade, quero amor, prazer. e o cuitelinho não gosta
D A
Quero nossa cidade, sempre ensolarada. F (C G7
E7 F C 2x )
A que o botão de rosa caia ...
/ Os meninos e o povo no poder / eu quero
ver. C G7
ai quando eu sai de casa despedi da
parentaia
A E7
São José da Costa Rica, coração civil, C G7
A E7 eu adentrei em Mato Grosso e dei em terras
me inspire no meu sonho de amor, Brasil. Paraguaias
D
A
Se o poeta é o que sonha o que vai ser real. lá tinha revolução
E7 F (C G7 F C 2x )
Vão sonhar coisas boas que o homem faz. enfrentei fortes bataias ...
Parece que vou mergulhar
E7(b9) A7(13) / A7(b13) / D7(4/9)
C G7 / D7(b9) /
a tua saudade corta feito aço de navaia Bm7 / /
C G7 Na felicidade sem fim
o coração fica aflito bate uma outra faia
DESEMPREGO
e os olhos se enchem d`água
F (C G7 F C 2x )
que até a vista se atrapaia ...
C
DE VOLTA PRO MEU ACONCHEGO O desemprego no Brasil está
Dominguinhos & Nando Cordel G7 F C
demais/ está demais/ está demais. O
Intro.: G(add9) / / Cm/G
desemprego coisa ruim sempre nos
G6 Am7 Bm7 D7(4/9) G7
Estou de volta pro meu aconchego traz/ aumenta a fome e
G6 E7(4/9) E7(9) Am7(9) C
E7(b9) também os marginais (bis)
Trazendo na mala bastan------te saudade
Am7(9) E7(b9) Am7(9) G7
Querendo um sorriso sincero, um abraço O desemprego no Brasil está demais/
D7(4/9) D/C Bm7 / C
Em7 / tem muita gente sem ter onde trabalhar/
Para aliviar meu cansaço e toda essa G7
minha vontade Pois, quando chega à procura de trabalho/
C
D7(4/9) / D7(b9) G6(9) Am7 tem um aplaca: “não há vagas”. Veja lá!
Bm7 D7(4/9)
Que bom poder tá contigo Se alguém encontra meio de sobreviver/
denovo vendendo coisas para ter o que comer/
G6(9) G7(4/9) G7(9) C6(9)/G / / Logo aparece o homem com a lei na mão/
E7(b9) lhe toma tudo e o leva prá prisão.
Roçando teu corpo e beijan---do você

Am7(9) D/C Bm7(b5)


Em7(9) Um dos motivos que aumenta o
Pra mim, tú és a estrela mais linda seus desemprego/
olhos me prendem Gente já farta, aposentado e trabalhando/
Am7(9) D7(4/9) Em7 / / E7(b9) Quem é culpado, ninguém sabe, ninguém
Fascinam a paz que eu gosto de ter viu/
E vai crescendo o no Brasil.
Am7(9) D7(4/9) D/C Bm7
E7(b9) DEUS NOS ABENÇOE
É duro ficar sem você vez em quando Zé Vicente
Am7(9) F#m7(b5) B7(b9)
Em7(9) E7(b9) G C G
Parece que falta um peda--------ço de Deus nos abençoe, Deus nos dê a Paz!
mim C D (G)
Am7(9) D7(4/9) C6(9)/G A Paz que só o amor é que nos traz!
Me alegro na hora de regressar C G
G7(4/9) G7(9) C6(9)/G - A Paz na nossa vida, no nosso coração
D G Por justiça, libertação
E a benção para toda criação! É força misteriosa,
C G Que sustenta sempre a vida
A Paz na nossa casa, nas ruas, no país De mulheres retirantes,
D G Tão forçadas por mandantes.
E a benção da justiça que Deus quis!
REF A esperança sobrevive,
- A Paz pra quem viaja, a Paz pra quem Apesar dos “faraós”
ficou Que as querem escravizadas,
E a benção do conforto a quem chorou! E esperam calar sua voz.
A Paz entre as igrejas e nas religiões Margarida, Adelaide, Dandara,
E a benção da irmandade entre as Nações! Cleuza e Maria.
REF E outras mulheres fortes,
- A Paz pra toda a Terra e a terra ao No raiar de um novo dia!
lavrador
E a benção da fartura e do louvor! EM NOME DO PAI
REF

ELAS DM C
Cláudio Reis, Maria Cecília Domezi, Ana Em nome do Pai que nos criou,
Regina de F. Madureira DM
E do Filho que nos salvou
A C#m A7
São elas força presente, E do Espírito Santo
D E DM
Na história desde sempre Que nos une com amor
A C#m A7 DM
Sofrendo o jugo humilhante Amém, amém, amém, amém
D E A7 DM
Consciente ou inconsciente. Amém, amém, amém, amém
A C#m
Vários rostos, várias raças,
D E7 Para todo e sempre amém.
Envolvidas por correntes EMBARCA MORENA . . .

A C#m Embarca, morena, embarca


Que as tolhem em seus direitos,
D E Molha o pé mas não molha a meia.
E que matam suas sementes.
Viemos . . .
A C#m
Elas não querem a guerra, (não querem) Fazer barulho em terra alheia.
D A
Elas só querem a paz. (só a paz) ESPERANÇA JOVEM
D E Zé Vicente
Paz que brota da justiça,
D7 E A G7 F C
Mulher e homem têm direitos iguais! /: Laia, laia, laia, laia-lá
G7 F C
Laia, laia, laia, laia-lá :/
Na luta por igualdade,
Seu sangue, fecunda o chão C C7
Gerando vidas que clamam A juventude unida
F
Clamando noite e dia /: Laia, laia, laia, laia-lá
C G7
Com gritos de esperança e de paz Laia, laia, laia, laia-lá :/
C
De paz
ESTAÇÃO POPULAR
Maria de Jesus Souza Matos e Madalena
/: Laia, laia, laia, laia-lá Monteiro

Laia, laia, laia, laia-lá :/ Am G


Memória se faz na história.
G7 C C7
Estamos pelas praças e somos milhões Am G
F C C7 Relatos do conhecer.
Nos campos e favelas somos multidões
F C Dm Am
Perdidos procuramos o caminho Dos fatos brotam a vida,
G7 C
Ninguém vai ser feliz se andar sozinho. E7
De mulheres e homens.

/: Laia, laia, laia, laia-lá Am


Novo amanhecer.
Laia, laia, laia, laia-lá :/

A fome entre os dentes e a morte no chão Am G


De um sonho de muitos nasceu,
Fizeram do prazer a maldição Am
O que hoje é um mar.
Nas mãos dos opressores nós sofremos G
Refletindo a história, cresceu
Ser livres nós queremos e seremos. Am
E se fez navegar.
/: Laia, laia, laia, laia-lá F
Com raízes no ontem, no agora.
Laia, laia, laia, laia-lá :/ Am
Vem e se faz o já.
G E7
A flor da liberdade em nosso olhar O que era, o que foi com certeza.
Paixão ternura e sonho em nosso ar Am
De olho no futuro nós estamos Vai se modificar!
É a vida que amamos e buscamos

; /: Laia, laia, laia, laia-lá Nomes, datas, assunto, argumento,


Da história lembrar.
Laia, laia, laia, laia-lá :/ Junta o povo num grande momento,
Modifica o pensar.
É esta a nossa hora e o tempo é pra nós Mutirão de memória que outorga
Que chegue em todo o canto a nossa voz O que vai transformar.
Miremos bem no espelho da memória Junta idéias, ações e certezas.
Faremos jovem e Linda a nossa história! “Novo sonho alcançar!”
Que falta me faz um xodó
REF
Mas como eu não tenho ninguém
É o canto, é o amor, reflexão. B7 E
Mãe América chama a lutar. Eu levo a vida assim tão só
Na oficina do povo, discute. A E A
Reconquista valores em seu lugar. Eu só quero um amor que acabe o
Construindo um projeto de iguais B7
Neste céu cor de anil, meu sofrer
Releitura da guerra e da paz, E B7 A
Reconstrói o Brasil. Um xodó pra mim do meu jeito
B7 E
REF assim que alegre o meu viver .

É verão, é calor, poesia.


Gente vindo, chegando a dançar, FESTA DA PIRACEMA
Misturando culturas, ouvindo Simone Guimarães e Virgínia Amaral
Assessores e equipes a trabalhar.
Tantos anos e outros virão, D
Temos que acreditar! Cruza e trança
Doação, vida, arte e paixão. A7
Estação popular. Tece o rio a Piracema

Santa dança
REF G
A beira é cheia
EU CANTO ALEGRIA, SENHOR A7 D
A banda veio pra festa

Dm C Dm
Eu canto alegria, Senhor
A7 Dm Piapara, lambari,
De ser perdoado no amor. A7
Jatuarana,
G
Dm A7 Dourado, curimbatá
Senhor tende piedade de nós! A7 D
Brigam viola e sanfona
Gm Dm
Cristo tende piedade de nós! A7
Nhá Dulcina também vem
A7(Gm) Dm D
Senhor, tende piedade de nós! Para a festança
A7
REF Traz no matulo
D
EU SÓ QUERO UM XODÓ Cachaça e as criança
Luiz Gonzaga

G
E Mas se um dia
Que falta eu sinto de um bem
B7 E A7
Não houver peixe no rio Dourado, curimbatá
B7 E
EM Brigam viola e sanfona
O que vai fazer meu povo
FORÇA VIVA DE PAZ
A7 Zé Vicente
Meu Senhor?
C G7
C
O pão sofrido da terra na mesa da
refeição.
D A7 G7 C
“cruze credo”, pára o Pardo Piracema O pão partido na mesa se torna certeza e
se faz comunhão.
G
“livra os peixe nas barrage” C7 F (C) G7 C
O corpo do meu senhor é força viva de paz.
A7 D
maldade não vale a pena
Vinho de festa alegria é vida no coração
( D A7 D A7 E B7 E B7 E AM Vinho bebido na luta se torna conduta de
B7 E ) libertação.

B7 O sangue do meu Senhor é força viva de


Chico louco vem “trazê” paz.

EM Palavra vinda do reino na boca de cada


seus “improviso” irmão.
Palavra que fortalece anima esclarece a
A B7 E nossa união.
Diz o outro que ele é fraco do juízo
Palavra do meu Senhor é força viva de paz.

AM B7 Flores dos jardins, dos campos sorriso


Mas pra rima não tem maior “pescadô” exposto no altar.
Flores molhadas no pranto de quem deu
A B7 a vida pra vida mudar.
Fazendinha não conhece outro “amô”
A vida de quem tombou é força viva de paz.

E B7 Água trazida da fonte matando a sede


Cruza e trança. Tece o rio a Piracema que mata.
Água da chuva no chão traz vida e traz
A pão pra gente e pra mata.
Viva os peixe nas “barrage”
Água da vida, Jesus é força viva de paz.
B7 E
Maldade não vale a pena Ceia sagrada aliança ato supremo de
amor.
Piapara, lambari, Ceia encontro e esperança de Deus com
B7 a gente transformando a dor.
Jatuarana,
A A ceia do meu senhor é força viva de paz.
Dm Bb F
Louvor que nasce da história do dia a dia Pensamento viaje vai buscar
do povo.
Louvor ao Deus verdadeiro fiel justiceiro F7/Eb Dm Bb Em/G
pai do mundo novo. Meu bem querer não dá pra ser
A7 Dm Dm/C G/B G C
O nome do meu senhor é força viva de paz. Feliz assim tem dó de mim o que que eu
posso fazer
GLÓRIA DA CONGADA

C G7 C GUARANIS
Ta caindo flor, ta caindo flor Gildasio Mendes
G7
Lá no céu, lá na terra ê ê ê E A E A
C Ah! Quero ver a serenata, ver crescer as
Ta caindo flor (2x) E A B7 E
nossas matas e tocar um violão: Ah! meu
A E A E
G7 amigo, vem cantar pois o dia vai raiar e
Glória Deus, Glória Deus A
C morar
Glória a Deus, Glória a Deus B7 E A E
nesta canção. Ah! Que saudades do poeta,
G7 A E A
Glória ao Pai, Glória ao filho, do artista do profeta que o tempo
C B7 E A E
Glória ao Espírito Santo eternizou: Ah! como eu falei de flores,
REF A E
GOSTOSO DEMAIS liberdade beija-flores
Dominguinhos A E
Intro que meu coração sonhou.
_
4/4 | F7/Eb | Dm Bb | Em/G A7 | Dm | Dm Ah! Ver crianças pelas praças, paz e pipa,
Dm/C | G/B G |G | C | pão de graça como cheiro de hortelã:
Ah! água pura ali na fonte e a gente a olhar
F C/E C Dm os montes sem ter medo do amanhã.
To com saudade de tu meu desejo Ah! O meu lindo continente que fez do
A7 Bb sangue a semente para ver o sol nascer:
To com saudade do beijo e do mel Ah! Nossas matas tão bonitas, verdes
F Dm G/B G mares, canto a vida quando o dia
C amanhecer.
Do teu olhar carinhoso, teu abraço
gostoso de passear no teu céu Ah! Quanta luta na fronteira, tanta dor na
F C/E C Dm cordilheira que o condor não mais voou.
É tão dificil ficar sem você Ah! Dança e terra guaranis de uma raça tão
A7 Bb feliz que o homem dizimou:
O seu amor é gostoso demais Ah! Vou nos passos de um menino no meu
F coração latino a esperança tem lugar.
Seu beijo me dá prazer Ah! Quando bate a saudade, abre as asas
Dm G C F liberdade que eu não pare de cantar.
F7/Eb
Eu quando estou com você, estou nos HINO DA JUVENTUDE
braços da paz Gildásio Mendes
G Com coração, com as
Juventude é dizer não, não B7
C Duas mãos
A guerra , Não a fome , não ao A
D C Com todo o povo a gente
Homem opressor , não a quem B7 E
G D7 Faz um mundo novo!
Só quer mandar.
G C E B7 E
Juventude é não a ira a violência Pelos campos, cidades e vilas
D B7 E
E a mentira, dizer não a desunião No trabalho ou então desempregados
C G F#M B7
E cantar juntos assim. Nas cantigas, nas fábricas, nas filas
C
O, o, o ... Com muita raça e vontade de lutar
E
C É a juventude do meio popular
Paz na terra meu irmão, paz
Am Somos filhos de trabalhadores
A quem tem boa vontade , A nossa classe é a classe popular
D7 Mas temos sonhos também, muitos amores.
Paz no campo e na cidade, Também queremos trabalhar, participar.
É a juventude do meio popular
Paz é coisa que se faz .
C Nossa luta é pelo engajamento
Na partilha deste pão que nos No nosso bairro e também no sindicato
Am Nós precisamos ficar todos unidos
Faz uma só família, paz Pra conquistar o nosso direito que é negado
D7 G É a juventude do meio popular
Irmão, eu preciso de tua paz
A política partidária é outra coisa
Juventude é dizer sim, e tomar Que não pode ser deixada de lado
Uma atitude, desarmar o coração Nós precisamos mudar este sistema
Não deixar a paz morrer ./ Que faz o pobre viver sempre massacrado
Juventude é dizer sim a quem É a juventude do meio popular.
Ama e quer servir, dizer sim
A mansidão e cantar juntos assim.
O, o, o ... Nossa força quem nos dá é Jesus Cristo
que nos empurra e ilumina o caminho
pois ele é o nosso companheiro
que pelos pobres sempre tem muito carinho
é a juventude do meio popular
ILEAÔ
INDO E VINDO
Adolfo Temme
E B7
Ileaô, ileaô Dm
A Indo e vindo
A juventude é a bandeira F A7
E Trevas e luz
Do amor!
Tudo é graça Eu creio nesta comunhão, na força jovem
Gm A7 Dm da nação.
Deus nos conduz! Na fé e na esperança de um povo, nasce
novo, do sangue de quem soube amar.
Nos braços desta gente, no mesmo
DESDE A MANHÃ continente,
na terra Ameríndia é tempo ainda de
Desde a manhã plantar.

Preparo uma oferenda REF (2X)

E fico Senhor LADAINHA ECOLÓGICA

A espera do Teu sinal. G AM


Irmão dos pequeninos (rogai por nós)
JOVEM LATINO-AMERICANO D7
Pe. Jorge Trevisol Irmão dos esquecidos(rogai por nós)
C
D Irmão dos peregrinos (rogai por nós)
Latino-americano, por quê não? G D7 G
A Das meninas e meninos (rogai por nós)
Latino-americano, sim eu sou!
B- AM (EM )
Sou jovem, passo aberto, Rogai por nós , rogai por nós ,
F# - C (AM ) D (D7)
seguindo o rumo certo, Rogai pôr nós, oh são Francisco
G A D (G D) G
buscando o dia da libertação. rogai por nós .
Irmão das almas puras (rogai por nós)
Dos seres amorosos
D A G Dos corações mais puros
Eu tenho um brilho no olhar... Eu quero Dos seres generosos
A D G A
ver a festa já! o amor é um continente Irmão das águas claras (rogai por nós)
A Dos rios e das nascentes
imenso, tanta gente, contente esperando o De todos afluentes
D G Das águas transparentes
sol raiar.Confuso
D G D Irmão da mãe terra (rogai por nós)
é meu sorriso, meu peito está ferido. Mas Do brilho das estrelas
G A Irmão do sol e da lua
eu não sou bandido, eu quero apenas Irmão das águas puras
D (D=A)
transformar. Irmão de amor (rogai por nós)
Irmão da alegria
Na minha pele tenho a cor... Por dentro Irmão de toda luz
sinto muito amor. Irmão do irmão Jesus
Sonhando a liberdade eu sigo, e vai comigo,
meu jeito de querer mudar. Irmão da natureza (rogai por nós)
Eu trago na garganta um grito entalado. Das flores sem defesa
Não sei mandar recado, eu mesmo quero Do cuidado e da leveza
chegar lá. Da poesia e da beleza
Am G Am
LIBERDADE Zabelê, zumbi, besouro,
Zé Martins F G7 Am
Vespa fabricando mel.
Laiá F G7
E B7 A Guardo teu tesouro,
Liberdade vem e canta e saúda este novo Am F G7 Am
E B7 Jóia marrom, raça como nossa cor.
sol que vem / canta com alegria o
A E F G7 Am
escondido amor que no peito tem. Nossa linda juventude,
F G7 Am
B7 E B7 Página de um livro bom.
Mira o céu azul, espaço aberto pra te F G F Am
Acolher / (2x) Canta que eu quero cais e calor
F G7 Am
Liberdade vem e pisa este firme chão de Claro como o sol raiou.
verdes ramagens, / F G7 Am
Canta louvando as flores que ao bailar Claro como o sol raiou.
do vento fazem sua mensagem
(Am G) 3X F Am
Mira estas flores, abraço aberto pra te
acolher / (2 x)
C G F C
Laiá Maravilha, juventude,
G7 F Am
Liberdade vem e pousa nesta dura América Pobre de mim, pobre de nós.
triste e vendida / C Am
Canta com o teu grito nossos filhos mortos Via Láctea, brilha por nós,
e a paz ferida. G7
Vi...das pe...que...nas da esquina.
Mira este lugar, desejo aberto pra te Am G Am
acolher / (2X) Fada, sina, lei, tesouro,
F G7 Am
Liberdade, liberdade, és o desejo que nos Canta que te quero bem.
faz viver, /
És o grande sentido de uma vida pronta F G7 F Am
para morrer Brilha que te quero luz andaluz,
F G7 Am
Mira o nosso chão, banhado em sangue pra Massas como o nosso amor.
reviver. /

Mira a nossa América banhada em morte REF


pra renascer. C G F C
Maravilha, juventude,
Laiá G7 F Am
Tudo de mim, tudo de nós.
C Am
LINDA JUVENTUDE Via Láctea, brilha por nós,
14 Bis G7
Vi...das pe...que...nas da esquina
Intr.: (Am G) 3X F Am
LUZ NA FRENTE PAZ NA GUIA
Zé Vicente
C G
DM Maria, Maria é o dom,
Luz na frente paz na guia F
A7 É a cor, é o suor,
Deus que alumia vem! C G
GM É a dose mais forte e lenta.
Guia os passos da gente por caminhos Am F
DM De uma gente que ri
novos vem! Bb
F GM Quando deve chorar
Nos defende dos perigos dos inimigos F
DM E não vive, apenas agüenta.
da vida.
GM DM C G
Vem oh! Deus nos defender, nos Mas é preciso ter força,
A7 DM F
Proteger vem! É preciso ter raça
C G
Luz na frente paz na estrada É preciso ter gana sempre.
Deus da caminhada vem! Am F
Levantar quem está caído Quem traz no corpo a marca
Cura os feridos vem! Bb
Vem refazer a justiça Maria, Maria, mistura
As multidões esmagadas F
Transformai-nos para o bem A dor e a alegria.
Sonho divino também!

Luz na frente paz na história C G


Oh! Deus da memória vem! Mas é preciso ter manha,
Refaz em nossa lembrança F
A Tua aliança vem! É preciso ter graça,
O Evangelho do Teu filho C G
Ganhe novo brilho na gente É preciso ter sonho, sempre.
Tua graça nos perdoe, nos abençoe. Am F
Amém! (3X) Quem traz na pele essa marca
Bb
MARIA, MARIA Possui a estranha mania
Milton Nascimento F
De ter fé na vida.
Intr.: (C G F)
C G (C G F C G Am F Bb F) (2X)
Maria, Maria é um dom,
F C G
Uma certa magia, Mas é preciso ter força,
C G F
Uma força que nos alerta. É preciso ter raça
Am F C G
Uma mulher que merece É preciso ter gana sempre.
Bb Am F
Viver e amar como outra Quem traz no corpo a marca
F Bb
Qualquer do planeta. Maria, Maria, mistura
F Zé Vicente
A dor e a alegria.
A E
C G O tempo é pesado, eu sei/
Mas é preciso ter manha, D
F Há fome de pão e de paz /
É preciso ter graça, E
C G Não é este o país que sonhei /
É preciso ter sonho, sempre. A
Am F Tá demais!
Quem traz na pele essa marca E
Bb Já chega de medo e mentiras/
Possui a estranha mania D
F Roubo e violência à nação /
De ter fé na vida. E
O sim é só para a verdade /
A
(C G F C G Am F Bb F) (2X) O resto é não.
D A
ME LEVA PRA LUTA E eu vou por aí com meu canto /
D A
C F abrindo estradas quebrando encantos/
Com você eu sou mais eu. D A
C F Rompendo as barreiras do coração/
Juntos somos mais que dois. D A
G Rasgando mentiras e ilusão/
Pra este mundo ser melhor.
Meu canto é arma, eu sei.
É preciso dar as mãos. E
C E há tempos estou na luta.
E caminhar, caminhar.
Quem diz que a dor é eterna /
F C Que o cego não pode enxergar/
/ : Me leva pra luta, me mostra o Que a sorte é que nos governa/
F C F Vejam lá/
caminho, revela o segredo pra viver Os raios do sol batem forte/
G A gente já sabe, já vê/
sem medo : / A força do amor vence a morte/
C F Faz Viver!
/ : Me leva pra luta, me mostra o
C F F MOMENTO NOVO
caminho, revela o segredo pra viver
C G7 Em B7 EM
sem medo : / Deus chama a gente pra um momento
C D G
Nossa cara, nossa voz, novo , de caminhar junto com seu povo
Nossa sede de amor. AM EM
Nosso jeito de viver É hora de transformar , o que não da
Juntos vamos construir. mais .
E caminhar, e caminhar. F# B7
Sozinho isolado ninguém é capaz !
REF E
MEU CANTO MINHA ARMA Por isso vem entra na roda com a
C#7 traz suas mãos calejadas, costa que
gente ninguém surrou.
F#M B7
Também , você é muito importante , Vejo um rosto deformado, querendo
vem ! ! ! libertação,
o índio perde sua floresta, sai pra luta meu
Não possivel crer que tudo é fácil ! irmão.
Há muita coisa que produz a morte . Vem trazer sua medida, nesta massa dar
Gerando dor tristeza e desolacão . prazer,
É necessário unir o cordào ! índio de tanga e pena, as CEBs lutam com
você.
A forca que hoje faz brotar a vida atua em
nós pela tua graca . Mãos unidas, Deus da força, com Jesus
É deus que nos convida , pra trabalhar o ressuscitado,
amor repartir e as forcas juntar ! põe também sua mão na massa,
defendendo os massacrados.
MÃOS NA MASSA Viva a América Latina, trabalhando em
mutirão,
Quem quiser saber justiça, vem nas amassando o pão da vida, até criança põe a
CEBs procurar. mão

Quem quiser viver amor: as CEBs tem NA PALMA DA MÃO


pra dar. Zé Vicente

Tem sonho de sociedade, também tem D A7 D


transformação, Olha aqui na palma da minha mão
A7 D
tem de tudo um pouquinho nesse mundo Nas linhas do coração escrito,
de irmão. A7
bonito amor !
Vamos lá meu povo, já chegou a hora: G
põe também sua mão na massa, veja bem , nas curvas da minha
refazendo a nossa história. D
Defender a vida é uma missão. estrada a história que eu fiz
A7
Vem pra CEBs operária, é o reino em cantada
mutirão. (bis) D
com as notas de uma paixão !
Mulher que gera no ventre vida nova na
irmandade, A7
traz no sangue esta semente, da nova olha aqui , ô lerê
sociedade. D
Vem trazer sua medida, nesta massa olha lá , ô Lara
remexer, A7
vem dar gosto a esta comida: Não tem vida as linhas da história viva
sem você. D
na palma do meu cantar
Nossa América Latina, marcada da
escravidão, vê se vê
precisamos de você, gente negra meu no canto esquerdo do olho
irmão. um cisco de luz um facho
Vem trazer sua medida nesta massa dar de estrelas de céu de maio
sabor, veja ai
no rosto da madrugada América Latina;/
os beijos de minha amada
com as cores do nosso amor
Eu sou operário, das grandes cidades,
REF Com meu suor transformo os sonhos em
realidade /
vem sentir Eu faço o progresso com as próprias mãos
no rosto da minha terra Eu quero igualdade eu tenho direito eu sou
as dores de tantas guerras cidadão!
que o homem tonto demais
não viu
e agora vai tateando NEGRO NAGÔ
no escuro vai procurando
semente do pão da paz! EM
Eu vou tocar minha viola
REF D EM
Eu sou um negro cantador
NASCI NESTA TERRA D
O negro canta , deita e rola , lá na senzala
EM
D BM do senhor .
Nasci nesta terra, é meu este chão, D
EM A7 Dança ai negro nagô
É minha cascata o verde da mata, EM ( EM D EM )
D D7 Dança ai negro nagô (bis)
Eu sou do sertão
G Tem que acabar com essa história
Eu seringueiro, eu sou lavrador, De negro ser inferior
D A7 O negro é gente e quer escola
Sou índio, mulato, sou negro, sou povo Quer dançar samba e ser doutor.
G D D7
eu tenho, valor O negro mora em pala fita
não é culpa dele não senhor
G A culpa é da abolição
Eu sou da Bolívia, Peru, Paraguai, Que veio e não o libertou.
D
Argentina, Colômbia, Equador, Vou botar fogo no engenho
BM EM A7 Aonde o negro apanhou
Uruguai, da Venezuela, estou a espera O negro é gente como outro
D D7 Quer ter carinho e ter amor.
de um mundo melhor
G NESTE PÃO DA IGUALDADE
Também sou Chileno da Nicarágua,
D BM Se calarem a voz dos profetas, as pedras
Cheio de mágoa de tanto sofrer, falarão.
EM A7 Se fecharem uns poucos caminhos, mil
eu sou brasileiro e um dia verei o meu trilhas nascerão.
D
povo vencer : Muito tempo não dura a verdade,
nestas margens estreitas demais.
A7 D Deus criou o infinito pra vida ser sempre
/;América Latina, mais.
BM EM A7 D É Jesus esse pão da igualdade,
viemos pra comungar
com a luta sofrida do povo Benditos sejam os frutos da Terra de Deus,
que quer ter voz, ter vez, lugar. Bendito seja o trabalho e a nossa união
Comungar é tornar-se um perigo, Bendito seja Jesus que conosco estará
viemos pra incomodar, Além do altar!
com a fé e a união, NOSSA ALEGRIA
nossos passos um dia vão chegar.
Nossa alegria é saber que um dia,
O Espírito é vento incessante, que nada há todo esse povo se libertará.
de prender. Pois Jesus Cristo é o Senhor do mundo,
Ele sopra até no absurdo que a gente não nossa esperança realizará.
quer ver.
Jesus nos manda libertar os pobres.
No banquete da festa de uns poucos, só o Pois ser cristão é ser libertado.
rico se sentou. Nascemos livres pra crescer na vida,
Nosso Deus fica ao lado dos pobres, não pra ser pobres nem viver na dor.
colhendo o que sobrou.
Vendo no mundo tanta coisa errada,
O poder tem raízes na areia, o tempo o faz a gente pensa em desanimar.
cair. Mas quem tem fé, ele esta com Cristo,
A união é a rocha que o povo, usou pra têm esperança e força pra lutar.
construir.
Não digas nunca que Deus é culpado,
NO NOSSO ALTAR quando na vida o sofrimento vem,
Zé Vicente vamos lutar que o sofrimento vai,
pois Jesus Cristo já sofreu também.
DM
As mesmas mãos que plantaram Libertação se encontra no trabalho,
GM mas há dois modos de se trabalhar.
A semente aqui estão. Há quem trabalha escravo do dinheiro,
A7 DM há quem procura a vida melhorar.
O mesmo pão que a mulher preparou
E pouco a pouco o tempo vai passando,
aqui esta. a gente espera a libertação.
A7 Se a gente luta ela vai chegando,
O vinho novo que a uva sangrou jorrará se a gente para ela não chega não.
DM
no nosso altar! NOVA CIVILIZAÇÃO

A7
A liberdade haverá ,
DM GM Uma terra que não tem mais fronteiras.
A igualdade haverá e nesta festa onde
DM Mãos que unidas no mundo formarão,
a gente é irmão
C A7 DM Uma corrente mais forte
O Deus da vida se faz comunhão!
que a guerra e que a morte.
Na flor do altar brilha o sonho da paz
mundial Nós sabemos, o caminho é o amor.
A luz acesa é a fé que palpita hoje em nós
Do livro aberto o amor se derrama total
No nosso altar!
Uma pátria mais justa e mais fraterna. Forjar do trigo o milagre do pão
D7
Onde juntos construímos a unidade. E se fartar de pão.

E ninguém é desprezado Decepar a cana


Recolher a garapa da cana
porque todos são chamados. Roubar da cana a doçura do mel
Se lambuzar de mel.
Nós sabemos, o caminho é o amor.
Afagar a terra
Conhecer os desejos da terra
Cio da terra, propicia estação
Um novo sol se levanta, E fecundar o chão.

Pois nasce hoje a civilização do amanhã. Debulhar o trigo


Recolher cada bago do trigo
Uma corrente mais forte Forjar do trigo o milagre do pão
E se fartar de pão.
que o ódio e que a morte.
Decepar a cana
Nós sabemos, o caminho é o amor. Recolher a garapa da cana
Roubar da cana a doçura do mel
Se lambuzar de mel.

A justiça: novo nome para a paz. Afagar a terra (Afagar a terra)


O amor: leva sempre a perdoar. Conhecer os desejos da terra (da terra)
A verdade: a força que nos dá a liberdade. Cio da terra, propicia estação
Nós sabemos, . . . E fecundar o chão.

E quem ama irradia com a vida, O MENINO E O MAR


Sabe ver o amor além da dor,
Pois a gente se sente Dm Gm
solidário com o mundo. /: menino vem brincar no mar
Nós sabemos, . . . Dm A7 Dm
oh mar vem lavar pé de menino :/
Meu irmão é você que está ao meu lado.
Todos filhos de Deus que nos criou. Gm A7 Dm
Ele veio a esta terra Eu vi as ondas brincando de pega-pega
para unir a humanidade. Gm A7
Nós sabemos, . . . Lavar as águas no riacho cristalino
Gm Dm
O CIO DA TERRA Eu vi menino vir brincar no mar
Milton Nascimento A7 Dm
Oh mar, vem lavar pé de menino .
Oh, oh, oh, oh!
As gaivotas vão fazendo suas rondas
Oh, oh, oh, oh, oh! O sol levanta o vento leste me incendeia
No chão da praia vou guardar a minha
AM G arraia
Debulhar o trigo E construir o meu castelo de areia.
F
Recolher cada bago do trigo O QUE VALE É O AMOR
C Zé Vicente
EM D E bem dentro da gente
Se é prá ir prá luta, eu vou. Se é prá tá quem manda é o amor
C B7
presente, eu tô. Pois na vida da gente o
EM Pra fazer diferente,
que vale é o amor. só vai com amor
EM D
É que a gente junto vai
C
Reacender as estrelas vai O QUE É, O QUE É?
B7 EM Gonzaguinha
Replantar nosso sonho em cada coração. Dm Gm
B7 EM Eu fico com a pureza
Enquanto não chegar o dia Dm
Da resposta das crianças
B7 EM Bb A7
Enquanto persiste a agonia É a vida, é bonita e é bonita!

D EM D A7
A gente ensaia o baião Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Em A7
Cantar e cantar e cantar
D EM B7 EM D
Lauê, lauê, lauê, lauê. A beleza de ser um eterno aprendiz
A7
(Ai meu Deus!)
É que a gente junto vai D
Reabrindo caminho vai Eu sei (Eu sei)
Alargando a avenida prá festa geral G
Enquanto não chega a vitória Que a vida devia ser bem melhor e será.
A gente refaz a história Gm D Bm
Pro que há de ser afinal Mas isso não impede que eu repita:
Lauê, lauê, lauê, lauê! Em A7 D A7
É bonita, é bonita e é bonita!
É que a gente junto vai
Vai prá rua de novo, vai Dm D7
Levantar a bandeira do sonho maior E a vida, e a vida o que é?
Enquanto eles mandam, não importa Gm Em7/5-
A gente vai abrindo a porta Diga lá meu irmão
Quem vai rir depois, rir melhor A7 Em7/5-
Lauê, lauê, lauê, lauê! Ela é a batida de um coração,
A7 Dm A7
Ela é uma doce ilusão, e ô.
Esse amor tão bonito vai Dm
Vai gerar nova vida, vai E a vida,
Cicatrizar feridas, fecundar a paz D7 Gm
Enquanto governa a maldade Ela é maravilha ou é sofrimento?
A gente canta a liberdade A7 Em7/5-
O amor não se rende jamais Ela é alegria ou lamento
Lauê, lauê, lauê, lauê! A7 Dm
O que é, o que é, meu irmão?
REF
C
Há quem fale que a vida da gente
F
É um nada no mundo O SAL DA TERRA
A7 Beto Guedes & Ronaldo Bastos
É uma gota, é um tempo
Dm Intr.: (D D7+ G7 C7 D D7+ G7+ A7)
E nem dá um segundo. D D7+ G7+
Gm Bm
Há quem fale que é um divino Anda , quero te dizer nenhum segredo. Falo
Dm desse, chão da nossa casa,
Mistério profundo. C/G G7+ D
Bb D7+ G7+
É o sopro do criador Vem que tá na hora de arrumar. Tempo ,
A7 quero viver mais duzentos anos
Numa atitude repleta de amor. BM C/G
Gm A7 G7+
Você diz que é luta e prazer Quero não ferir meu semelhante, Nem por
Dm isso quero me ferir
Ele diz que a vida é viver
A7 F7+ C F7+
Ela diz que o melhor é morrer C G/B
Dm Vamos precisar de todo mundo pra banir do
Pois amada não é, mundo a opressão

E o verbo é sofrer AM D/E F/A


Gm C
Eu só sei que confio na moçada Para construir a vida nova vamos precisar
Em7/5- de muito amor
E na moça eu ponho a força da fé. AM D/E F/A
C D
Bb A felicidade mora ao lado e quem não é tolo
Somos nós que fazemos a vida, pode ver.
A7
Como der, ou puder ou quiser . . . EM D EM
Em7/5- Gm A paz na terra, amor, o pé na terra
Sempre desejada,
C F D EM D
Por mais que esteja errada. A paz na terra, amor, o sal da ...
Gm Dm
Ninguém quer a morte,
Bb A7 Terra és o mais bonito dos planetas!
Só saúde e sorte. Tão te maltratando por dinheiro,
Em7/5- Gm Tu que és a nave nossa irmã
E a pergunta roda, Canta leva tua vida em harmonia
C F E nos alimenta com teus frutos,
E a cabeça agita. Tu que és do homem a maçã

Gm
Eu fico com a pureza Vamos precisar de todo mundo,
Da resposta das crianças: um mais um é sempre mais que dois
É a vida, é bonita e é bonita!
Pra melhor juntar as nossas forças é
REF (3X) só repartir melhor o pão
recriar o paraíso agora para merecer E A7
quem vem depois Projetam um mundo melhor.

D EM D D
deixa nascer o amor O largo sorriso criança
deixa fluir o amor D7
deixa crescer o amor Daqueles que unem as mãos
deixa viver o amor G D
o sal da terra. Formando uma grande aliança
Em A7
É o sonho de mil gerações.

O SONHO DOS JOVENS REF


Pe. Jorge Tevisol O XOTE DAS MENINAS
Tom: D Luiz Gonzaga

Do jeito que surge o dia Tom: F


D7 F
Eu vejo também renascer Mandacaru, quando fulora
G D Na seca
Um mundo de harmonia É o sinal que a chuva chega no
E A7 Bb
Que faz a esperança viver. Sertão
Toda menina que enjoa da
D F
São tantos sinais que irradiam Boneca
D7 C
A luz desta nova manhã É sinal que o amor
G D F
Sorriso, prazer e alegria! Já chegou no coração
E7 A7 D A7 Bb
Compõem esta linda canção. Meia comprida, não quer mais
F
D G D Sapato baixo
Hei! Amigo! Ôôô. C
G D Vestido bem cintado
Cante comigo: Ôôô. F
G D Não quer mais vestir timão
A mesma melodia Gm A7
E Ela só quer, só pensa em
É canto, é poesia: Dm
G D Namorar
É amor, que paira no ar. Gm A7
Em G A7 Ela só quer, só pensa em
Ôôô, prelúdio de paz Dm
Namorar
Dm
D De manhã cedo já tá pintada
Do jeito que o sol desponta A
D7 Só vive suspirando
No meio de um forte arrebol Dm
G D Sonhando acordada
Os jovens também despertam A
O pai leva ao doutô A E
Dm Os dons que nós temos, compartilharemos.
A filha adoentada B7 E
A Àqueles que sofrem, sorrir os faremos.
Não come nem estuda,
Dm A injustiça que fere e que mata,
Não dorme, não quer nada Tanto homem criança e mulher,
Gm A7 Faz o jovem viver sem sentido,
Ela só quer, só pensa em Frustrado, perdido, distante da fé.
Dm
Namorar Como o pão e vinho se tornam
Gm A7 Corpo e sangue de Cristo Jesus,
Ela só quer, só pensa em Transformaremos em realidade,
Dm Pra ser de verdade, esperança e luz.
Namorar
Dm Juventude: milhões pelo mundo,
Mas o doutô nem examina Tanto anseio de libertação.
A Gente nova sem cercas e muros,
Chamando o pai de lado Constrói seu futuro, liberta o irmão
Dm
Lhe diz logo em surdina OFERTÓRIO DO POVO
A
Que o mal é da idade D
Dm Quem disse que não somos nada,
Adoença da menina A7
A Que não temos nada para oferecer?
Não há um só remédio (G) (D)
Dm /: Repare as nossas mãos abertas,
Em toda medicina (A7) D
Gm A7 trazendo as ofertas do nosso viver.:/
Ela só quer, só pensa em
Dm D G
Namorar A fé do homem nordestino,
Gm A7 A7
Ela só quer, só pensa em Que busca um destino,
Dm D
Namorar Um pedaço de chão.
G
OFERTAR NOSSA VIDA A luta do povo oprimido,
A7 D
E B7 Que abre caminho e transforma a nação.
Ofertar nossa vida queremos, G D A7 D
E /: Ô,Ô,Ô,Ô, recebe Senhor!:/
Como gesto de amor doação.
A Retalhos de nossa historia,
Procuramos criar mundo novo Bonitas vitórias que meu povo tem:
B7 E Palmares, Caldeirão, Canudos
Trazer para o povo a libertação. São lutas de ontem e de hoje também.
A B7 E /: Ô,Ô,Ô,Ô, recebe Senhor!:/
De braços erguidos, à Deus ofertamos
B7 E REF
Aquilo que somos e tudo o que amamos.
Aqui trazemos semente, EM A7
Sangue desta gente que fecunda o chão. Existe muita coisa ainda
Do Gringo e tantos lavradores D A7
Santo e operários em libertação Além do muro
/: Ô,Ô,Ô,Ô, recebe Senhor!:/
D F#m
Coragem de quem da a vida Não me olhe desse jeito
Seja oferecida nesse vinho e pão. Bm
É força que destrói a morte Olhar de fada
E muda nossa sorte. Em A7
É ressurreição! Às vezes um olhar sabido
/: Ô,Ô,Ô,Ô, recebe Senhor!:/ D D7
Não sabe nada
OLHA PRO CÉU
Luiz Gonzaga G F#M
Tom: Dm Bm
É preciso mais que olhos pra se ver a
Dm vida
Olha pro céu, meu amor
D Gm Em
Vê como ele está lindo Essa coisa grande estrada tão comprida
C7 F A7 B7 E A
Olha praquele balão multicor Onde a gente põe o pé pra caminhar
Dm Bb A7 G F#M Bm
Como no céu vai sumindo É preciso que se olhe o que se tem no
D peito
Foi numa noite, igual a esta
A Em
Que tu me deste o teu coração Que é pra ver se dentro não tem um
O céu estava, assim em festa defeito
D B7 E A
Pois era noite de São João Que daqui de fora não dá pra espiar
Am C B
Havia balões no ar Quero que me olhe claro
Em Porto seguro
Xóte, baião no salão Que o meu amor ancore
G E Mesmo no escuro
E no terreiro
D B E A Quero que me olhe aceso
O teu olhar, que incendiou Olhar de fogo
D Pra gente começar se olhando
Meu coração Tudo de novo

OLHOS Solo: (E4 E A E4 E A A4 A)


Zé Geraldo, Cissa Martins
É preciso mais que olhos...

Intr.: (D G) 4X

D F#M ORDEM E PROGRESSO


Não me olhe desse jeito
BM A
Olhar maduro Este é o nosso país.
E tanta,
Esta é a nossa bandeira / que a mesa seja farta, que essa casa seja
D A santa.
É por amor a esta pátria Brasil /
E A A7 Que o perdão seja sagrado, que a fé seja
Que a gente segue em fileira. infinita,
que o homem seja livre, que a justiça
sobreviva.
Queremos mais felicidades
D Assim como os três reis magos que
No céu deste olhar cor anil / seguiram a estrela guia,
(D) A a bandeira segue em frente atrás de
O verde, esperança sem fogo, melhores dias.
E (A)
Bandeira que o povo assumiu. No estandarte vai escrito que ele voltará
denoto.
D E o Rei será bendito, Ele nascerá do povo.
Amarelo são os campos floridos,
E A
Agora de faces rosadas. / PAI NOSSO DOS MÁRTIRES
D A CIRINEU KULM ( ATOS 7, 55 - 60 )
Branco da paz que irradia,
E (A) Am G Am
Vitória das mãos calejadas. Pai nosso, dos pobres marginalizados!
Am G Am
REF Pai nosso, dos mártires, dos torturados!

Queremos que abrace esta terra, G


Por ela quem sente paixão. / Am
Quem põe com carinho a semente, Teu nome é santificado naqueles que
Pra alimentar a nação. morrem defendendo a vida
G
A ordem é ninguém passar fome, Am
Progresso é o povo feliz. / Teu nome é glorificado, quando a justiça é
A Reforma Agrária é a volta nossa medida.
Do agricultor a raiz F Em F
E
OS DEVOTOS DO DIVINO Teu Reino é de liberdade, de fraternidade,
IVAN LINS paz e comunhão.
Am G
C F Am G Am G Am
Os devotos do divino vão abrir sua morada, Maldita toda violência que devora a vida
Dm G7 pela opressão. Ô, Ô, Ô, Ô (4x)
C G7 C
pra bandeira do menino ser bem vinda e ser
louvada.
Queremos fazer tua vontade és o
Deus vos salve este devoto, pela esmola verdadeiro Deus libertador.
em vosso nome. Não vamos seguir as doutrinas corrompidas
Dando água a quem tem sede, dando pão a pelo poder opressor.
quem tem fome. Pedimo-te o Pão da Vida, o pão da
segurança, o pão das multidões.
A bandeira acredita que a semente seja O pão que traz humanidade, que constrói o
homem em vez de canhões. Ô,... na feliz comunhão, (irmãos)
Unindo a peleja e a certeza
Perdoa-nos quando por medo, ficamos vamos construir (aqui)
calados diante da morte! Na terra o projeto de Deus
Perdoa e destrói os reinos em que a todo povo a sorrir .
corrupção é a lei mais forte.
Protege-nos da crueldade do esquadrão da REF
morte dos prevalecidos.
Pai nosso revolucionário, parceiro dos Que em todas as mesas de pobre
pobres, Deus dos oprimidos... Ô, Ô...... haja festa de pão (de pão)
E as mesas dos ricos vazias,
PÃO EM TODAS AS MESAS em concentração (de pão)
Zé Vicente Busquemos aqui nesta mesa
C G7 do pão redentor (do céu)
A mesa tão grande e vazia A força e a esperança
C C7 que faz todo povo de Deus .
de amor e de paz (de paz)
F REF
Onde há luxos de alguns
C AM Bendito o ressuscitado,
alegria não há (jamais) Jesus vencedor (ô, ô)
DM G7 No pão partilhado,
A mesa da eucaristia a presença ele nos deixou, (deixou)
C AM bendita é a vida nascida
nos quer ensinar (ah, ah) de quem se arriscou (ô, ô)
DM G7 Na luta pra ver triunfar
Que a ordem de Deus nosso Pai neste mundo o amor
C C7
É o pão partilhar. REF
PEDAÇOS DE SI
F C João Carlos Ribeiro
Pão em todas as mesas /
Dm G7 C C7 BM
da Páscoa nova certeza : / /: A vida é tão breve!
F C F#M BM
a festa haverá / A morte existe!
F C G7 C G BM
e o povo a cantar aleluia ! Quem recorda favor?
F#M BM
As forças da morte a injustiça Quem acode na dor?:/
a ganância de ter (de ter)
Agindo naqueles que impedem
ao pobre viver, (viver) EM
Sem terra, trabalho e comida Amigo é a hora,
a vida não há, (não há) BM
Quem deixa assim e não age, Ela é quem prova
a festa não vai celebrar . EM BM
Se é pra valer.
REF EM
Amigo é quem deixa
Irmãos, companheiros na luta, BM
vamos dar as mão, (as mãos) Roubar-lhe, sem queixa,
Na grande corrente do amor, F#M Bm
Pedaços de si. Há mães gritando qual loucas,
Antes que fiquem tão roucas,
/: O dia, tão cheio! Digam onde acharão
A noite, receio! Seus filhos, mortos levados
Quem me ajudará? Na noite da tirania,
Com quem posso contar?:/ Mesmo que mantém o dia,
Elas jamais calarão...
REF
Pelos caminhos da América,
/: Alegria acaba! No centro do continente,
Tristeza retarda! Marcham punhados de gente
Quem abrir o coração Com a vitória na mão.
Vai ganhar um irmão.:/ Nos mandam sonhos,
Cantigas,
REF Em nome da liberdade,
Com o fuzil da verdade,
PELOS CAMINHOS DA AMÉRICA Combatem firme o dragão.
Zé Vicente
CM REF INICIAL
Pelos caminhos da América
FM Pelos caminhos da América,
Pelos caminhos da América Bandeiras de um novo tempo
G7 Vão semeando no vento,
Pelos caminhos da América Frases teimosas de paz.
CM C Lá na mais alta montanha, há
Latino América. Um pau d’arco florido,
C Um guerrilheiro querido que
Pelos caminhos da América Foi buscar o amanhã!
F C
Há tanta dor tanto pranto, Pelos caminhos da América,
F C Há um índio tocando flauta,
Nuvens, mistérios encantos Recusando a velha pauta que
F G7 O sistema lhe impôs.
Que envolvem nosso caminhar. No violão, um menino, um
C Negro toca tambores
Há cruzes beirando a estrada, Há sobre a mesa umas flores,
F C Pra festa que vem depois!
Pedras manchadas de sangue,
F C REF INICIAL
Apontando como setas que
F G7 PEREGRINO
A liberdade é pra lá ... Frei Domingos dos Santos

Pelos caminhos da América, Dm A7


Há monumentos sem rosto, Peregrinos nas estradas de um mundo
Heróis pintados, mau gosto, desigual.
Livros de história sem cor. Dm A7
Caveiras de ditadores, Espoliado pelo lucro e ambição do capital.
Soldados tristes calados Dm D Gm
Com os esbugalhados, Do poder do latifúndio enxotado e sem
vendo avançar o amor, ô, ô ! lugar.
Dm
Pelos caminhos da América, Já não sei pra onde andar ...
A7 Dm D e toda fala é uma forma da gente se dar.
Da esperança eu me apego à multidão.
G D REF
Quero entoar um canto novo de alegria
G D G A7 Todo serviço é um anseio de participar
Ao raiar aquele dia de chegada em nosso
chão. e o compromisso é uma forma da gente se
D G D dar
Com meu povo celebrar a alvorada
G D
Minha gente libertada: POVO NOVO
Zé Vicente
G A7 D Dm
Lutar não foi em vão. G
Quando espírito de Deus soprou

Sei que Deus não esqueceu dos oprimidos D7 G


o clamor. O mundo inteiro se iluminou
E Jesus se fez do pobre solidário e servidor;
Os profetas não se calam denunciando a Em Am
opressão, A esperança na terra brotou e um povo
Pois a terra é dos irmãos...
D7 G
E na mesa igual partilha tem que haver. novo deu-se as mãos e caminhou .

REF
Am D7 G Em
Pela força do amor o universo tem carinho Lutar e crer vencer a dor
E no clarão de suas estrelas ilumina o meu
caminho. Am D7 G
Nas torrentes da justiça meu trabalho é Louvar ao criador
comunhão.
Arrozais florescerão.... D7 G Em
Justiça e paz hão de reinar
E em seus frutos liberdade colherei!
Am D7 G
PÕE A SEMENTE NA TERRA E viva o amor.

Põe a semente na terra, não será em vão. Quando Jesus a terra visitou
A boa nova da justiça anunciou
Não te preocupe a colheita, plantas para O cego viu o surdo escutou
o irmão. E os oprimidos da corrente, libertou.

REF
Toda semente é um anseio de frutificar
Nosso poder esta na união
e todo fruto é uma forma da gente se dar. O mundo novo vem de Deus e dos irmãos
Vamos lutando contra a divisão
REF e preparando a festa da libertação .

Toda palavra é um anseio de comunicar REF


Cidade e campo se transformarão Amados ou não
Jovens unidos na esperança gritarão Quase todos perdidos
A força nova é o poder do amor De armas na mão
Nossa fraqueza é força em Deus Nos quartéis nos ensinam
Libertador. Uma antiga missão
De morrer pela Pátria
REF E viver sem razão

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS REFRÃO (Oh, Oh)
FLORES
Geraldo Vandré (Vers.: Zé Ramalho) Uh, uh, uh, uh,
Eh, eh, eh, eh (2X)
Uh, uh, uh, uh (4X) Uh, uh, uh, uh,

AM G Nas escolas, nas ruas


Caminhando e cantando e / Campos, construções
AM Somos todos soldados
Seguindo a canção Armados ou não
G Caminhando e cantando e /
Somos todos iguais Seguindo a canção
AM Somos todos iguais
Braços dados ou não Braços dados ou não
G
Nas escolas, nas ruas; Os amores na mente
AM As flores no chão
Campos, construções. A certeza na frente
G A História na mão
Caminhando e cantando e / Caminhando e cantando e /
AM Seguindo a canção
Seguindo a canção Aprendendo e ensinando
Uma nova lição
G
Vem vamos embora REFRÃO
AM
Que esperar não é saber Eh, eh, eh, eh
G Uh, uh, uh, uh
Quem sabe faz a hora Eh, eh, eh, eh (2X)
AM Uh, uh, uh, uh
Não espera acontecer Eh, eh, eh, uh

G AM (2X)

Eh, eh, eh PROFECIA

Pelos campos a fome C Am Dm


Em grandes plantações G7
Pelas ruas marchando Se calarem a voz dos profetas, as pedras
Indecisos cordões falarão.
Ainda fazem da flor C Am
Seu mais forte refrão Dm G7
E acreditam nas flores Se fecharem uns poucos caminhos, mil
Vencendo o canhão trilhas nascerão.
Há soldados armados C Am
Muito tempo não dura a verdade, REF
C F
Nestas margens estreitas demais Toda luta verá o seu dia nascer da
C G7 escuridão.
C Ensaiamos a festa e a alegria fazendo
Deus criou o infinito pra vida ser sempre comunhão.
mais. Muito tempo não dura a verdade,
F G7 C Nestas margens estreitas demais.
Am Deus criou o infinito pra vida ser sempre
É Jesus esse pão de igualdade viemos mais.
pra comungar
F G7 C REF
G7 C
Com a luta sofrida do povo que quer ter QUANDO BATE O TAMBOR
voz, ter vez, lugar... Gilvan
F G7 Intr.: (
Comungar é tornar-se um perigo Em
C Am Dm Quando bate o tambor.
Viemos pra incomodar com a fé e a D
união, Quando bate o tambor.
C F G7 C
C Quando bate o tambor.
Nossos passos um dia vão chegar. B7
Bate forte o meu peito.
O espírito é vento incessante, que nada
há de prender. C
Ele sopra até o absurdo que agente não Em
quer ver. Minha gente reunida, buscando saída e
Muito tempo não dura a verdade, chamando atenção.
Nestas margens estreitas demais. C
Deus criou o infinito pra vida ser sempre B7
mais. Para a força do novo, se abraça meu povo
e canta a canção.
REF
REF
No banquete da festa de uns poucos, só Quando bate tambor, meu irmão, se levanta
rico se sentou. no seu mutirão.
Nosso Deus fica ao lado dos pobres Busca a felicidade, na roça ou cidade, quer
colhendo o que sobrou. ser cidadão.
Muito tempo não dura a verdade,
Nestas margens estreitas demais REF
Deus criou infinito pra vida ser sempre mais. Quando bate tambor se levanta Canudos,
Palmares, Zumbi ...
REF É grande romaria, o sol vai surgindo, quem
vai nos seguir.
O poder tem raízes na areia, o tempo a faz
cair REF
A união é rocha que o povo usou para Quando bate tambor, bate forte teu peito e
construir teu coração.
Muito tempo não dura a verdade, E um sorriso no rosto, um olhar animado,
Nestas margens estreitas demais. de raça e paixão.
Deus criou o infinito pra vida ser sempre
mais. REF
QUASE NO ANO 2000 GM G7 CM F
Preto Jóia, Flavinho, Guga E Darci Do lá se vai mais um milênio amor
Nascimento. Bb D7 GM
GM CM F7 a devastação dói demais
/: É novo tempo, é bom pensar CM
proteção para os mananciais
Bb GM D7 GM
é tempo , amor , de libertar pras matas e os animais .

CM GM GM CM
o sentimento e a terra preservar : / E o futuro então
GM
virá com mais vigor
G CM
Vou viajar nas previsões Se a nossa terra for
E7 AM GM
do homem sonhador tratada com amor
D7
que pensou voar, É novo tempo, é bom pensar
AM É tempo, amor, de libertar
cruzar o mar O sentimento e a terra preservar
D7 G O sentimento e a terra preservar
nas asas da imaginação fez o tempo,
fez o tempo avançar no tempo QUERO SER PÃO
G7 CM
através da criação
GM D A7 G D
de máquinas sem sentimento É jovem o que espera, o que sabe
D7 caminhar.
que funcionam quando ele A7 D EM
GM A7
põe a mão O que luta pelo reino, sem voltar a vista
G7 CM F atrás.
Mas o homem que previa, ô ô ô ... D A7 G
Bb GM D
Esqueceu a ecologia ô ô ô ... Que da sua mão aos outros, o que sabe
CM transformar.
a natureza , o ar A7 D E
GM A7
a terra azul , o mar Que é pão para os pobres, defendendo a
Bb D7 GM D7 verdade.
fez o universo acordar . D G
Quero ser pão para fome,
G (G7) AM ( CM ) D G
/: robô , roubou e festa (amor) Ser o pão do meu povo,
D7 ( F7 ) G ( Bb )
o cinema deu visão D E A7
G7 CM Construir o escândalo de repartir.
imaginando o que seria

É jovem o que arrisca, o que sabe


D7 GM D7 caminhar.
a nova civilização (foi ilusão) O que sempre se questiona, sem voltar a
vista atrás. G
Que sabe fazer a história e que sabe Ai quem me dera voltar
transformar. C
E que é voz dos pequenos, defendendo a Pros braços do meu xodó
verdade. G
Saudade assim faz roer
REF C
E amarga que nem jiló
O que segue a Jesus pobre, o que sabe G
caminhar. Mas ninguém pode dizer
Que apóia a justiça, sem volver a vista C C7
atrás. Que me viu triste a chorar
O que sempre é aberto e que sabe F G
transforma. Saudade, o meu remédio é
E que canta com os outros, defendendo C C7
a verdade. Cantar
F G
REF Saudade, o meu remédio é
C
QUI NEM JILÓ Cantar
Luiz Gonzaga
RAÇA
Tom: F Milton Nascimento e Fernando Brant
Introdução: F - B - Em - A7 - Dm - F - G - C
G
C B Lá vem a força, lá vem a magia
Se a gente lembrar só por EM
Em G7 Que me incendeia o corpo de alegria.
Lembrar G
C D Lá vem a santa, maldita euforia
O amor que agente um dia EM D7
G G7 Que me alucina, me joga e me
Perdeu
F B Em rodopia .
Saudade inté que assim é bom G
A7 Dm Lá vem o canto, o berro da fera,
Pro cabra se convencer EM
G C Lá vem a voz de qualquer primavera,
Que é feliz sem saber G
G Lá vem a unha rasgando a garganta
Pois não sofreu EM
C B Em G A força, a fúria o sangue
Porém se a gente vive a sonhar D7
C D Que já se levanta.
Com alguém que se deseja
G G7 De onde vem essa coisa tão minha
Rever Que me aquece e me faz carinho
F B Em De onde vem essa coisa tão crua
Saudade intonce aí é ruim Que me acolhe e me pões no meio da rua.
A7 Dm
Eu tiro isso por mim É um lamento, um canto mais puro
F G C Que me ilumina na casa escura
Que vivo doido a sofrer É minha musa, é nossa energia
Que vem de longe Quando chega os marinheiro,
Pra nos fazer companhia. nossos irmão brasileiros,
no porto de Paranaguá.
É Clementina cantando bonito Ao deixarem o navio,
As aventuras de seu povo aflito. vão à igreja do Rocio,
É Seu Francisco, boné e cachimbo sua bênção implorar .
Me ensinando que a luta Pedindo felicidade,
É mesmo comigo. que acalme a tempestade
que desabam sobre o mar.
Todas Marias, Maria domingas, Pede a paz e proteção
Atraca Vilma e tia Ercília. pra que nunca falte o pão,
É Monsueto e é Grande Otelo na mesa de um pobre lar.
Atraca, atraca que o Nana Santa virgem do Rocio
Vem chegando. quem te vê e quem te viu,
nunca mais esquecerá.
Os teus milagres profundos
RAINHA DO PARANÁ que os filho deste mundo,
vos não cansas de mostrar.
C Pela graça recebida
Quando chega a primavera, à lembrança prometida,
o romeiro vai levar.
Eu deixo a minha tapera, Pra Senhora imaculada,
G7 que um dia foi proclamada,
Toda enfeitada de flor. Rainha do Paraná.

A rosa me faz lembrar,


F RENASCE NA ESPERANÇA
Do porto Paranaguá, aquele ninho JACI MARASCHIN – FLAVIO / IRALA E
C SIMEI MONTEIRO
De amor.
F C A
Da igreja do Rocio onde o romeiro pediu, Mulheres, homens, crianças
G7 D A
uma graça e alcançou . trazendo flores e mel,
(D) (A)
Não há nada mais divino que o Rocio a vida tecem com danças
F C E A
cristalino, da noite que serenou . rodando num carrossel.

E A
Era o mês de novembro, Agora o que mais importa
diz a história, E A
eu me lembro É renascer na esperança,
a natureza floresceu. D A
num lindo campo de rosa, É renascer,
uma Santa milagrosa E
certa noite apareceu . Renascer na esperança.
ali ergueram um santuário,
onde a Virgem do Rosário Os pobres já se alimentam
aos aflitos atendeu ./ E o pão repartem com fé
como orvalho que caiu E alegres se cumprimentam
Santa virgem do Rocio Maria, Joana e José.
este nome recebeu.
REF D G
Os índios trazem da mata Senhora de Aparecida ilumina
Cantigas de comover A7
Saudando a lua de prata A mina escura e funda, o trem
Que vem ao anoitecer. D
Da minha vida.
REF
Já não existem mais raças O meu pai foi Peão,
Já não existem mais cor minha mãe Solidão
Nas ruas e pelas praças, meus irmãos perderam se
Louvando Nosso Senhor. na vida a custa de aventuras.
Descasei, joguei,
REF investi, desisti,
E já não valem as classes se a sorte
Com tristes separações eu não sei,
Agora todos têm faces Nunca vi
E unidos os corações.
Me disseram porém
REF Que eu viesse aqui
pra pedir de Romaria
Alegres cantam felizes e prece e paz nos desaventos
Em seu bonito arraial como eu não sei rezar,
São como atores e atrizes só queria mostrar
De um novo e bom carnaval. meu olhar,
meu olhar,
REF Meu olhar

E vem o Espírito Santo SABIÁ


Usando os dons da mulher, Compositor Luiz Gonzaga / Elba Ramalho,
Pra encher o mundo de encanto, Alceu Valença e Geraldo Azevedo
Fazendo tudo o que quer.
Em Am
ROMARIA A todo mundo eu dou psiu
Renato Teixeira Em
Perguntando por meu bem
D G F#M5-/7
É de sonho é de pó, Tenho um coração vazio
D GD B7
o destino de um só Vivo assim a dar psiu
Em
feito eu perdido em Sabiá vem cá também
Em Am
Pensamentos sobre o meu A todo mundo eu dou psiu
A7 Em
Cavalo Perguntando por meu bem
G A7 D F#M5-/7
É de laço é de nó, de gibeira o Tenho um coração vazio
A7 G A7 D D7 B7
giló dessa, vida cumprida a sol Vivo assim a dar psiu
Em
G A7 Sabiá vem cá também
Sou caipira a pira a pora nossa E7
Tú que andas pelo mundo (Sabiá)
Am - Bendita escrava Anastácia!
Tú que tanto já voou (Sabiá ) salve o negro rei Zumbi !
D7 Das terra da liberdade
Tú que cantas passarinho (Sabiá) novos quilombos façam surgir .
G
Alivia a minha dor Quem vêm nesta romaria
B7 Em da promessa é seguidor
Tem pena d'eu (Sabiá ) Será sempre abençoado
B7 Em e acompanhado na luz do amor
Diz por favor (Sabiá)
B7 Em REF
Tú que cantas passa rinho (Sabiá) - Bendita seja esta marcha
B7 Em B7 Em Am dos romeiros da esperança .
Alivia minha dor Sabiá á á Quem tem Deus na companhia
á luta noite e dia mas não se cansa .

SALVE A ROMARIA Bendita história sagrada


Zé Vicente do Beato Conselheiro !
E Salve a luta dos sem-terra
- Irmãos esta é a mãe terra e dos sem teto no mundo inteiro !
B7 E REF
Nosso Deus assim deixou
A E B7 SEM MEDO DE SER MULHER
Hoje somos peregrinos pelos caminhos C
E Pra mudar a sociedade do
que Cristo andou . G7
jeito que a gente quer /
Meu povo é um povo romeiro
Desde os tempos de Abraão Participando sem medo
Vamos nesta marcha santa C
Esta terra é tanta em tão poucas mãos! de ser mulher.

E
Salve , salve a caminhada ! F
Porque a luta
A C
Salve , salve a romaria ! não é só dos companheiros
B7 G7
Em busca da nova aurora participando
E C C7
de um novo dia ! (BIS) sem medo de ser mulher . /
F
- Em nome de tantos povos pisando firme sem
que habitaram este imenso chão C
Dos índios tão massacrados pedir nenhum segredo /
um clamor sagrado de conversão ! G7
participando sem medo
Ninguém é dono da terra C
pois aterra é mais que mãe de ser mulher !
Disse o mestre disse o rio
não quebre este fio de inspiração ! REF
Pois sem mulher a luta vai pela metade.
REF Participando sem medo de ser mulher.
Fortalecendo os movimentos populares. Escuta, Israel, o Senhor é nosso Deus. Um
Participando sem medo de ser mulher! é o Senhor.

REF
Na aliança operaria – camponesa. Dm Gm A7 Dm
Participando sem medo de ser mulher. A7
Pois a vitória vai ser nossa com certeza. /:Escuta, Israel, Javé teu Deus vai falar:\
Participando sem medo mulher. Gm C7 F Dm Bb A7
/:Fala,Sehor Javé, Israel quer te escutar:\
D
De ser mulher (7X) TENHO SEDE
Anastácia & Dominguinhos
SENHOR, ETERNO PAI.
E A B7 E
DM Traga-me um copo D’água , tenho sede
Santo! Santo! Santo! F#m Bm E
A7 E essa sede pode me matar .
Nas alturas é o criador! A B7
Minha garganta pede um pouco
Santo! Santo! Santo! F#M
GM A7 DM D’água
Aqui na terra é o libertador! BM F#M E
GM e os meus olhos pede o teu olhar .
É o libertador que vem / A F#M
DM A planta pede chuva quando quer
com seu povo morar / E
A7 brotar
e vive também oprimido / e anima a
B7
DM O céu logo escurece quando vai
gente a lutar E
GLÓRIA chover .
A B7 E
Meu coração só pede o teu amor
D BM B7 EM F#M BM B7 E
Glória, glória, glória a Deus nas alturas! Se não me deres posso até morrer .

A7 D F# BM G TERRA E RAIZ
E paz na terra, felicidade nas nossas
E
EM A7 A terra guarda a raiz,
vidas , eternidade . B7
SHEMÁ, ISRAEL da planta que gera o pão,
A B7
Dm F Gm A7 a madeira que dá o cabo,
Dm E B7
Shemá, Israel, Adonai elahenu, Adonai da enxada e do violão.
ehad!
Dm Gm Dm A7 E B7
Dm A chuva cai sobre a natureza
Shemá, Israel, Adonai elahenu, Adonai E
ehad! e a planta cresce gerando a riqueza
A
e o trabalhador luta com certeza
E B7 TOCANDO EM FRENTE
E Almir Satter
pra não faltar o pão sobre a nossa mesa. CG F
Ando devagar por que tive pressa./E levo
REF C
Liberdade é pão, é vida esse sorriso por que já chorei demais/
Terra-mãe, trabalho e amor G
é o grito da natureza hoje me sinto mais forte, mais feliz quem
viola de um cantador. F
sabe.
REF C
É o povo em movimento Eu só levo a certeza de que muito pouco
contra as cercas da concentração G7
com um sorriso de felicidade eu sei e nada sei.
e a historia na palma da mão. F G F
Conhecer as manhas e as manhãs,/
REF G C
TERRA, PÃO E LAR O sabor das massas e das maçãs /
João Carlos Ribeiro F G F
É preciso amor pra poder pulsar,
A A7 DM G7 G F
A terra Deus deixou. Deus deixou! É preciso paz pra poder sorrir,/
C
C G/B Am É preciso chuva pra florir.
Pra gente trabalhá. Trabalhar! Penso que cumprir a vida, seja
simplesmente
Dm Compreender a marcha/ ir tocando em
Agindo neste chão, frente/
E7 Como um velho boiadeiro levando a boiada,
A eu vou tocando os dias pela longa estrada,
Pra não faltar o Pão na mesa de ninguém. eu sou.
Dm G7 Estrada eu vou...
A terra Deus deixou. Deus deixou!
C G/B Am Todo mundo ama um dia, todo mundo
Pra gente habitar, Habitar! chora/
Dm E7 Um dia a gente chega e no outro vai
Plantar e produzir, colher e repartir. embora,/
AM Cada um de nós compõe a sua história
E ao pai erguei as mãos. e cada ser em si carrega o Dom de ser
AM A7 Dm capaz
E ao pai erguei as mão. Pra agradecer! e ser feliz...
G7 C
Trabalho, chuva e pão. E bendizer! Ando devagar por que tive pressa./
A7 E levo esse sorriso por que já chorei
Rogar por seu amor demais/
Dm E7 Am Cada um de nós compõe a sua história.
Acrescentar justiça entre nós, saúde e paz. e cada ser em si carrega o Dom de ser
capaz
E ao pai erguei as mãos. Pra alertar. e ser feliz...
Há gente aos milhões, sem pão sem lar.
Rogar por seu amor. A união.
Pra gente restaurar a criação.
TREM DAS CEBS TREM DAS CEBs

E Lá vem o trem das CEBs


Movimento que se tornou CEBS
B7 caminhando com seu povo.
Em nosso paÍs pela primeira vez
A E Escuta meu amigo,
Um encontro em que se falava da igreja
B7 E venham ver o que há de novo.
Que nasce pelo espírito de Deus.

B7 As CEBs estão crescendo se organizando


Neste país da América Latina em mutirão,
E conquistando seus direitos, lutam contra a
o trem da CEBS vai aparecer exclusão,
A E na defesa do pequeno do pobre
em cada vagão que se une trabalhador.
B7 Hoje toda a humanidade luta contra o
E opressor.
é sinal que as CEBS vão sempre
crescer. Como as CEBs tem surgido eu explico pra
vocês,
este mesmo povo sofrido desde a morte de Jesus o pobre nunca teve
que luta esperando a libertação vez.
e coloca a caminho da vida Com o passar do tempo o povo se
na locomotiva o segundo vagão. organizou,
resgatando sua cultura, isto é CEBs sim
no terceiro encontro se fala sinhô.
de uma vitória através da união
da igreja povo oprimido que Comunidade é força se lutarmos todos
se organiza pra libertação. juntos,
contra esse tal sistema que aflige todo
as CEBS que crescem no campo mundo.
e tem esperança também na cidade Precisamos nos unir acredite meu irmão,
de se tornar povo unido , CEBs é povo de Deus buscando libertação.
semente de uma nova sociedade
TROVAS AO CRISTO LIBERTADOR
O povo em Goiás refletia
Como ficava a terra prometida
O povo em Caxias que busca D A7
A libertação de sua própria vida: Olhar ressuscitado,
Bm F#
Negro, mulheres e índios, sem terra Todo o teu corpo.
E também operários lutando: G D
Na igreja de Santa Maria , Acompanhando a marcha
As culturas oprimidas vão se libertando A7 D
Lenta do povo.
Em julho de 97 as cebs
Marcharam para o maranhão A7
Com tema “CEBS E MASSAS” Todo teu debruçado
Mostrando a força de nossa união. D
Como um caminho
A7
Traçando em tua carne,
D Viva a esperança!
Nosso destino. Viva a esperança!
A7
No azul do Araguaia, TUA PALAVRA É
D Zé Vicente (adaptada por: Jair de Oliveira)
Os roxos medos,
A7 Tua palavra é!
No sol de tua glória,
D Luz do meu caminho.
Nossos direitos
A7 Luz do meu caminho, meu Deus!
Sangue vivo no verde
D Tua palavra é!
Das índias matas
A7
Faixas gritando viva Tua palavra está nas ondas do mar!
D
A esperança Tua palavra está no sol a brilhar!

A7 D Tua palavra está no pensamento,


Viva a esperança!
F# Bm No sentimento. Tua palavra está!
Viva a esperança!
REF
Procissão de oprimidos,
Rezando as lutas, Tua palavra está no som do trovão!
E tu, Círio de Páscoa Tua palavra está no tom da canção!
Flor de aleluias. Tua palavra está na consciência,
Páscoa nossa imolada E na ciência. Tua palavra está!
Em ti enxertos
Como tu perseguidos, REF
Por ti vencemos.
Libertador vencido, Tua palavra está na beleza da flor!
Vencendo tudo. Tua palavra está na grandeza do amor!
Companheiro dos pobres, Tua palavra está na liberdade,
Donos do mundo. Na amizade. Tua palavra está!

Viva a esperança! REF


Viva a esperança!
Tua palavra está no coração!
Guerrilheiro do Reino, Tua palavra está na voz de João!
Maior guerrilha. Tua palavra está na caminhada,
Tua cruz empunhamos Na juventude. Tua palavra está!
Em prol da vida.
Nossos mortos retornam, REF
Com nossos passos.
Em teu corpo vivente, Tua palavra está na chuva que cai!
Ressuscitado Tua palavra está no canto de paz!
Em ti cabeça nossa Tua palavra está sempre presente!
Libertador Dentro da gente. Tua palavra está!
Libertos, libertando
Erguemo-nos REF
UM ABRAÇO NEGRO G7
Um clamor de justiça está no ar
(2X)
D C
Um abraço negro Um clamor de justiça está no ar

Um sorriso negro
A7 Ouvi o clamor, ê ê ê
Trás felicidade Do povo romeiro, ê ê a
Que clama, que luta, ê ê ê
Negro sem emprego Por direito e justiça, ê ê a

Fica sem sossego


G A7 D Cantando e rezando, ê ê ê
Negro é a raiz da liberdade Rezando e cantando, ê ê a
A7 A fé e a esperança, ê ê ê
(um abraço negro) (BIS) Da libertação que vai chegar

UTOPIA
G E A E
Negro é uma cor de respeito Quando o dia da paz renascer
A7 D A E
Negro é inspiração Quando o sol da esperança brilhar,
C F#m
Negro é silencio é luta Eu vou cantar!
G B7
Negro é a solução Quando o povo nas rua sorrir,

Negro que já foi escravo e a roseira de novo florir,


D E
Negro é a voz da verdade eu vou cantar!
C A E
Negro é o destino e amor Quando as cercas caírem no chão,
D A E
Negro também é saudade Quando as mesas se encherem de pão,
A7 F#m
(um abraço negro) Eu vou cantar!
UM CLAMOR DE JUSTIÇA F#m B7
Quando os muros que cercam os jardins,
F#m B7
destruídos, então os jasmins
E A E
C F C vão perfumar!
Estamos chegando, ê ê ê
B7 A E
G7 Vai ser tão bonito se ouvir a canção.
Chegando e cantando, ê ê a C#m F#m B7 E
Cantada de novo.
C F C B7 A E
Sambando a revolta, ê ê ê No olhar do homem a certeza do irmão
C#m F#m B7 E
G7 C Reinada do povo.
Nós somos humanos, ê ê a
A saudade de alguém
Quando as armas da destruição, Vida
destruídas em cada nação, eu vou É um céu colorido
sonhar! É o pão repartido
E o decreto que encerra a opressão, É a força do bem
Assinado só no coração, vai triunfar! Lá , lá, lá , lá ...
Quando a voz da verdade se ouvir
e a mentira não mais existir, será enfim, XOTE ECOLÓGICO
Tempo novo de eterna justiça,
Sem mais ódio, sem sangue ou cobiça; E B7
Vai ser assim Não posso respirar, não posso mais nadar
E
VIDA A terra ta morrendo, não dá mais pra
Gildásio Mendes plantar
B7 A
D E se plantar não nasce, e se nascer não dá;
A vida é a luz da manhã B7 E
BM Até pinga da boa ta difícil de encontrar.
É o cheiro do verde hortelã E B7
G A7 Cadê a flor daqui? Poluição comeu
Um menino brincando na praça E
F# O peixe que é do mar? Poluição comeu
A vida é a chuva que cai
BM G
É um sonho bonito de paz O verde onde é que esta?
A7 D A
O jardim que enfeita a casa POLUIÇÃO COMEU QUE NEM O
B7 E
A vida é um gesto de amor CHICO MENDES SOBREVIVEU.
A lição que se aprende da dor
A ternura no olhar de um irmão YARA
A vida é um riacho que vai
O sorriso amigo de um G
Pai Quem conhece a Yara
A cantiga do coração . D
D que mora naquele açude,
Vida C D7
BM que levou Zeca de Creuza numa
É a água da fonte noite de São João,
G G
É um lindo horizonte ela vem toda de branco
A7 D
É a paz do pais quando a noite está bem clara
D C
Vida esperando quem lhe queira
BM D D7
É um abraço apertado bem lá no fundo do rio,
G A7 EM
Um amigo esperado que nos deixa feliz quando Zeca pescador encostou sua canoa
C D7
Vida ele viu bem lá na proa um sorriso
É o olhar da criança feiticeiro.
É a fé na esperanças
A Yara lhe dizia
Venha cá comigo moço,
que eu lhe dou minha fortuna
e o colar do meu pescoço
e o Zeca sem dizer nada,
mergulhou no colo dela
e sumiu nas profundezas
de um açude encantado

G D C D7 C
Lá lá lá lá láuêêê lê lê lê lê Yara (2X)