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Aneel aprova regras para universalização da energia elétrica .

30/04/2003

Em alguns municípios, universalização será alcançada já em 2004

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publica hoje (30/04), no Diário Oficial da União, resolução que
estabelece as regras gerais para a universalização da energia elétrica no país, em atendimento ao disposto na
Lei 10.438/2002. A Resolução Aneel 223 determina que consumidores de todas as classes (residencial,
comercial, industrial, rural etc) não mais arcarão com despesas de ligação à rede elétrica, que passarão a ser de
responsabilidade exclusiva das distribuidoras.

Os planos de universalização deverão ser implementados já a partir de janeiro de 2004. Todas as distribuidoras
terão que apresentar a Aneel, até 31 de agosto próximo, as metas para 2004. Para os anos de 2005 a 2008, o
prazo para a apresentação termina em 30 de abril do próximo ano. No período restante, que varia de acordo
com a concessionária, a data-limite é 30 de outubro também de 2004. As datas foram ajustadas pela Aneel
como resultado das contribuições recebidas em audiência pública realizada pela Agência.

Pela regulamentação, o atendimento dos novos pedidos de ligação à chamada rede secundária (malha de
distribuição que transmite energia em baixa tensão para as unidades consumidoras) terá de ser imediato.
Quando a solicitação do consumidor demandar investimentos na expansão da rede primária (que transmite
energia em alta tensão), as concessionárias cumprirão os prazos previstos em seus respectivos planos de
universalização (ver quadros).

A universalização do serviço de energia elétrica no Brasil, para alguns municípios, será concluída em 2004 e, nos
demais, até 2015. Segundo o Censo 2000 do IBGE, 11 milhões de brasileiros não têm acesso à energia elétrica.

As diretrizes para a elaboração dos planos de universalização das 64 concessionárias de distribuição levam em
consideração a capacidade técnica e econômica das empresas e o índice atual de atendimento aos
consumidores. Em conseqüência, as distribuidoras terão metas diferenciadas.

Quanto maior o índice de atendimento (diferença entre o número de domicílios com energia e o total de
domicílios estimados pelo Censo 2000), menor será o prazo para a universalização. As distribuidoras foram
divididas em cinco faixas com prazos diferenciados para finalização do processo, conforme o quadro abaixo:

Tabela 1

Ano máximo para alcance


Índice de Atendimento
Faixa da Universalização na área
da concessionária
de concessão ou permissão

1 Ia >99,50% 2006
2 98,00%< Ia < 99,50% 2008
3 96,00% < Ia < 98,00% 2010
4 80,00% < Ia < 96,00% 2013
5 Ia < 80,00% 2015

Além de estabelecer limites para a universalização dentro de cada área de concessão, a resolução da Aneel fixa
também metas específicas para cada um dos municípios atendidos pelas empresas. Essas metas são as
seguintes:

Tabela 2

Índice de Atendimento Ano máximo para alcance da

do Município Universalização no Município


Ia > 96,00% 2004
90,00% < Ia < 96,00% 2006
83,00% < Ia < 90,00% 2008
75,00% < Ia < 83,00% 2010
65,00% < Ia < 75,00% 2012
53,00% < Ia < 65,00% 2014
Ia< 53,00% 2015

Caso o prazo máximo para universalização de determinado município seja posterior ao estabelecido para a
concessionária que o atende, deverá prevalecer a meta instituída para a distribuidora. Por exemplo, se
determinada empresa tem um índice de atendimento de 97% (faixa 3 da tabela 1) em sua área de concessão,
ela deverá universalizar os serviços até 2010. Mas, se existir nessa área de concessão municípios cujo prazo de
universalização seja superior ao da concessionária – de acordo com a tabela 2 - prevalece a meta da
distribuidora.

A Resolução 223, que regulamenta os artigos 14 e 15 da Lei 10.438/2002, também permite que o consumidor
seja atendido antes do prazo fixado, desde que antecipe recursos para a concessionária. Nesse caso, os
interessados terão que ser ressarcidos pela distribuidora a partir do ano previsto para a extensão do serviço
àquele consumidor. Os valores antecipados serão corrigidos com base no IGP-M, mais juros de 0,5% ao mês.

As dotações a fundo perdido implicarão redução dos prazos de universalização. No caso de recursos da Conta de
Desenvolvimento Energético (CDE), a aplicação ocorrerá a partir de diretrizes do Ministério de Minas e Energia
(MME).

As concessionárias terão que responder por escrito aos pedidos de ligação encaminhados por seus consumidores
e cadastrar todas as solicitações feitas. A Aneel fiscalizará a execução do Plano de Universalização,
periodicamente, por meio de indicadores que serão apurados por empresa, por município, e enviados
anualmente à Agência. Esses indicadores apurarão os níveis urbano, rural e total do processo, e servirão para
verificar o cumprimento das metas anuais das distribuidoras.

As distribuidoras que não cumprirem as metas poderão ter seus níveis tarifários reduzidos durante as revisões
periódicas. O nível de redução será obtido por meio da multiplicação de um coeficiente – que varia entre 0,90 e
0,97 de acordo com o total de municípios não-atendidos – pelo índice de correção da tarifa obtido na revisão
periódica.

As reduções serão aplicadas durante período equivalente ao número de anos em que as metas deixaram de ser
cumpridas. Assim, se uma concessionária não cumprir as metas por dois anos, a redução será efetivada por
igual período.

De modo a viabilizar a universalização, a Aneel também poderá realizar licitação de áreas para que novas
empresas atuem como permissionárias de serviço de energia elétrica.

O texto final com as regras gerais da universalização foi aprovado pela Agência após consulta pública na qual
foram recebidas contribuições de empresas e de pessoas interessadas.