Sunteți pe pagina 1din 6

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

Estudo do Signo
Semiótica do Espetáculo
Professor Aluizio R. Trinta

Vitor Vizeu Santos


16 de Setembro de 2010
Introdução

Este trabalho pretende fazer um breve estudo sobre o signo e a ciência que o estuda, a
Semiótica. Partindo do ideal de que o signo é unidade universal de representação, torna-se
possível afirmar que ele possui importância vital dentro do processo de Comunicação. Estudar
os signos ajuda na melhor compreensão da Comunicação e a relação de interação entre os
seres humanos.

1) Semiótica

Para tratar de Signo é importante, antes, falar sobre a ciência que tem esse como
objeto de estudo: a Semiótica. Ciência que estuda os signos do mundo em qualquer parte, a
Semiótica surgiu para entender como funcionam eles e que relações se estabelecem com eles.

O termo Semiótica deriva de "Semeion", que significa signo, havendo desde a


antiguidade uma disciplina médica chamada de semiologia. Os gregos da antiguidade
apresentavam uma tradição de interpretar o que o corpo queria dizer com os sintomas que
apresentava. E assim, de acordo com a semiótica moderna, os sintomas realmente representam
algo para alguém. Nesse caso, representa para o médico um desequilíbrio na saúde do
paciente que ele examina.

Os estudos da Semiótica surgiram, paralelamente e independentemente, nos EUA e na


Europa. As diferenças de solo filosófico entre norte-americanos e europeus, no século XIX,
impedia que compartilhassem ideias entre si. Na Europa, os estudos do signo, capitaneados
por Ferdinand de Saussure, conhecidos como Semiologia, apresentavam caráter duplo,
composto de forma e conteúdo, significante e significado. Já os estudos realizados em solo
norte-americano por Charles Sanders Peirce consideravam o signo em três dimensões.
Segundo Peirce, o estudo do signo deve ser triádico.

2) Charles Sanders Peirce e os estudos da Semiótica

Charles Sanders Peirce nasceu em 1839 e dedicou sua vida à ciência. Peirce, hoje
considerado o pai da Semiótica, foi o grande pioneiro desse campo de estudo. Segundo ele, o
mundo inteiro está permeado de signos. Peirce sustentava a ideia de Pansemiótica do
Universo. Segundo ela, o mundo inteiro é composto por signos. O cientista considerava que
todo fenômeno de que tomamos consciência é um signo, ou seja, é absorvido por nós através
deles.

Uma distinção importante que aparece na obra de Peirce é a que se faz entre Semiótica
Geral e Semiótica Especial. Semiótica Geral seria a área da filosofia que abrange Lógica,
Filosofia da Ciência e Epistemologia. O objetivo de Peirce era dar uma unidade a essas
disciplinas através de uma abordagem da concepção do pensamento como um processo de
interpretação do signo com base em sua relação triádica. Ainda de acordo com Peirce,
Semiótica Especial é a ciência preocupada com os fenômenos mentais, ou com as leis,
manifestações e produtos da mente.

3) O signo

De acordo com definição dada pelo minidicionário Houaiss, Signo pode ser entendido
como sinal indicativo; indício, marca. Segundo Charles Sanders Peirce, em definição ampla,
um signo é aquilo que representa algo para alguém em um determinado contexto. Ou seja, cria
na mente desse alguém um signo equivalente ou mais desenvolvido, a esse signo que se cria
na mente foi dado o nome de interpretante. O signo é unidade de representação, representa seu
objeto.

Pressupõe-se que, a partir do momento que um signo é representante de algo para


alguém, esse alguém deve ser entendido como ser histórico, pertencente a uma sociedade,
com repertório cultural único, baseado em suas experiências de vida. O signo é um signo
quando percebido e interpretado por um receptor. Esse processo é chamado de semiose, que
nada mais é do que o processo de significação, de produção de significados. Em resumo, para
um signo existir é necessária a presença de um intérprete, embasado por um código de seu
conhecimento, pertencente a sua cultura. Júlio Pinto, autor do livro 1,2,3 da Semiótica usa,
para ilustrar o processo, o exemplo de um congresso.

A geração infinita de signos por outros signos é o processo da semiose. Seja do


ponto de vista da interpretação, seja da perspectiva da produção propriamente dita,
em qualquer momento da cadeia sígnica, qualquer signo pode fazer parte de uma
variedade de semioses. Assim, numa conferência, por exemplo, cada ouvinte
interpreta o que ouve usando o input específico de sua formação de suas leituras e de
sua experiência. Os seus interpretantes serão, portanto, uma encruzilhada onde vão
se encontrar a informação do conferencista e a experiência dos ouvintes. Entretanto,
algo da ordem de um conteúdo objetivo que "está entre" vai ter que se dar, sob pena
de não haver entendimento algum. (PINTO, 1995, p. 53)

Ainda de acordo com Júlio Pinto, "o caráter triádico do signo, portanto, é a mola da
semiose e constitui a grande contribuição de Peirce ao entendimento do processo de
significação" (PINTO, 1995, p. 53). Diante da diversidade de signos, os estudiosos buscaram
formas de separá-los em categorias.

4) As categorias dos signos

Segundo os estudos de Peirce, o signo opera em três categorias universais da


experiência, as quais o filósofo chamou de Primeiridade (firstness), Secundidade (secondness)
e Terceiridade (thirdness). Essas três categorias não foram pensadas de forma hierarquizada,
não há prioridades ou maior e menor importância entre elas. De acordo com Júlio Pinto, "as
três estão simultaneamente presentes em qualquer fenômeno, e qualquer delas pode estar mais
manifesta a qualquer momento, dependendo do que se busca pensar, estudar, examinar etc.".
Segundo os estudos peircianos, a experiência humana pode ser distribuída dentro dessas três
categorias sígnicas.

A Primeiridade diz respeito à sensação imediata, da qualidade ainda não distinguida,


sem provocar reação. A Primeiridade é a sensação, do sentimento, o plano do imediato, do
instantâneo. Nessa categoria estariam os fenômenos qualitativos. Ela é presente e imediata, é
original, espontânea e livre. A Primeiridade precede toda síntese e toda diferenciação, sendo a
compreensão superficial de algo.

A segunda categoria, denominada Secundidade, é a relação de um fenômeno a outro.


Secundidade é quando o sujeito lê com compreensão e profundidade. Essa categoria diz
respeito à ação e reação. Na Secundidade, o presente é definido pela experiência do passado,
ou seja, nossas experiências anteriores são conectadas à experiência do presente, gerando uma
interpretação que relaciona signos. É a categoria da existência, da ocorrência.

A Terceiridade corresponde à camada de inteligibilidade, através da qual o homem


representa e interpreta o mundo. É o plano do conhecimento teórico, âmbito da compreensão.
A terceira categoria, pode-se dizer, é a conexão entre a sensação e a experiência, é a soma de
Primeiridade e Secundidade.
5) Tricotomias de Peirce

Peirce afirmava que os signos são divisíveis em três tricotomias. A primeira, o signo
em relação a si mesmo. A segunda, concebida da relação do signo com seu objeto. A terceira,
proveniente da relação do signo com seu interpretante. De acordo com a primeira divisão, um
signo pode ser qualissigno, sinsigno ou legissigno. Conforme a segunda tricotomia dos
signos, ele pode ser denominado ícone, índice ou símbolo. Em conformidade com a terceira
tricotomia dos signos, ele pode ser denominado rema, dicissigno ou argumento.

O livro 1,2,3 da Semiótica destaca que cada uma das tricotomias é definida de acordo
com os elementos da relação de representação.

(...) a tríade qualissigno/sinsigno/legissigno é baseada na noção de signo enquanto


signo, isto é, signo considerado apenas em sua identidade de signo, sem qualquer
referência a seu objeto ou seu interpretante. Os ícones, índices e símbolos são signos
considerados em termos de sua referência a um objeto, enquanto o conjunto
rema/dicissigno/argumento constitui a tríade na sua Terceiridade, isto é, consideram
também a relação com o interpretante. (PINTO, 1995, p. 59)

Ainda segundo o livro de Júlio Pinto, "as categorias são presentes em cada conjunto,
na medida em que o qualissigno, o ícone e o rema têm a ver com a Primeiridade; o sinsigno, o
índice e o dicissigno são segundos; e o legissigno, o símbolo e o argumento são terceiros"
(PINTO, 1995, p. 60).

6) Conclusão

A Semiótica de Charles Sanders Peirce define de modo rigoroso os signos e suas


formas de ação, além de conter grande variedade de tipos de signos e combinações deles.
Com base em seus estudos e no legado deixado por ele, torna-se possível extrair estratégias
para a leitura e análise dos mais diversos processos de semiose presentes do cotidiano do
homem moderno, como literatura, publicidade, música, artes plásticas, design, ciência da
Informação etc. O processo da Comunicação é calcado, a todo momento, por processos de
semiose. Portanto, é possível concluir que o estudo dos signos é de vital importância para os
estudos e compreensão da interação entre os seres humanos nas mais diversas formas.
Referências

PINTO, Júlio. 1,2,3 da Semiótica. Belo Horizonte, Editora da UFMG, 1995.

CABÚS, Lígia. Semiótica Fácil. Bahia, 2003. Disponível em:


<http://ligiacabus.sites.uol.com.br/semiotica/signos.htm> Acesso em 11 de setembro de 2010

PORTAL Jornalismo e Linguagem. São Paulo, 2006. Disponível em:


<http://www.jorwiki.usp.br/gdmat06/index.php/A_Semi%C3%B3tica_de_Peirce>. Acesso
em 12 de setembro de 2010.

BLOG Semiótica Online. Disponível em <http://semioticaonline.blogspot.com>. Acesso em


13 de setembro de 2010.

Material distribuído em sala pelo Prof. Aluizio R. Trinta