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RELIGIÃO, SEITAS E HERESIAS

INTRODUÇÃO:

O QUE É RELIGIÃO?
R: Culto Prestado a uma divindade; doutrina religiosa; dever sagrado; ordem religiosa; crenƒa viva; consci„ncia escrupulosa; escr…pulos; (Social.) um sistema
solid‚rio de crenƒas e pr‚ticas relativas a coisas sagradas, isto €, separadas, interditas, e que unem em uma mesma comunidade moral, chamada Igreja, todos os
que aderem a esse sistema.

O QUE É SEITA?
R: Doutrina ou sistema que se afasta da opini†o geral; conjunto dos indiv‡duos que a seguem; comunidade fechada; de cunho (car‚ter) radical; facƒ†o; partido.

O QUE É HERESIA?
R: Doutrina contr‚ria aos dogmas (ponto fundamental e indiscut‡vel de uma doutrinas) da igreja; contra-senso; ato ou palavra ofensiva ˆ religi†o, escolha, seleƒ†o,
prefer„ncia...

(Pequeno Dicion‚rio Brasileiro da L‡ngua Portuguesa, de Aur€lio Buarque de Holanda Ferreira)

O PERIGO DAS SEITAS E HERESIAS

Gn 4:3-7 Compreender a origem e a natureza da religiosidade € b‚sico para entendermos a extrema disseminaƒ†o de seitas e ensinos falsos, n†o apenas em nossos
dias mas em toda a hist‰ria da humanidade. Este texto espelha de uma forma clara, a maneira pela qual o esp‡rito de religiosidade comeƒou a se manifestar entre
os homens. A palavra "religi†o" vem do latim religio, que significa "religar". O conceito impl‡cito nessa palavra € o de uma tentativa do homem de "religar -se" a
Deus, reatando uma comunh†o rompida. Esse sentimento "religioso" € comum a todos os homens, n†o importando sua origem social ou geogr‚fica. A religi†o
surgiu no v‚cuo provocado pela aus„ncia da comunh†o aut„ntica com Deus. O homem foi feito para viver em comunh†o com Deus, e na falta dessa comunh†o ele
experimenta, ainda que inconscientemente, um sentimento de profunda frustraƒ†o. Esse anseio (e n†o o "medo do desconhecido", como muitos sustentaram no
passado) € que originou na humanidade a busca religiosa. O texto que lemos caracteriza alguns aspectos essenciais do esp‡rito de religiosidade. Caim ofertou do
que lhe sobrava, enquanto Abel trouxe suas prim‡cias (note as palavras "oferta" e "prim‡cias", nos vers‡culos 3 e 4). O esp‡rito religioso sempre oferta do que
sobra, seja dinheiro, tempo, esforƒo; Caim procurou aproximar-se de Deus por seus pr‰prios meios, enquanto Abel, pelo meio determinado por Deus. Este € um
dos principais motivos que levou o Senhor a rejeitar a oferta de Caim. Em Gn 3:21 vemos pela primeira vez nas Escrituras o surgimento de uma v‡tima sacrificial
(se Ad†o e Eva foram vestidos por Deus com roupas de peles, um animal teve que ser morto!). Esta verdade € a mesma que aparece registrada em Hb 9:22. Em
conex†o com Gn 3:21, € importante lembrar que a palavra hebraica que significa "cobrir" tem o sentido do termo "propiciaƒ†o", que € a palavra utilizada pelo
Novo Testamento para definir a obra redentora de Jesus na cruz, veja Rm 3:24,25. Ora, o esp‡rito de religiosidade sempre apresenta uma oferta que Deus n†o
pediu, que € incapaz de resolver o verdadeiro problema que separa o homem de Deus: ˆs vezes s†o "obras", outras vezes s†o "rituais", mas sempre s†o coisas que
n†o podem tratar adequadamente o problema do pecado. Abel, pela f€, apresentou o Senhor Jesus (porque todo sacrif‡cio de animais no Velho Testamento
apontava profeticamente para Jesus). J‚ Caim, apresentou a si pr‰prio: suas obras, seu trabalho, suas iniciativas! Caim apresentou, ˆ recusa da sua oferta, a reaƒ†o
caracter‡stica do esp‡rito de religiosidade. Veja Gn 4:5b. Š a reaƒ†o caracter‡stica do orgulho ferido. O esp‡rito de religiosidade € sempre o esp‡rito do farisa‡smo,
o qual € marcado por uma id€ia elevada de si pr‰prio, o que leva-o automaticamente a n†o cogitar jamais a possibilidade de ser recusado. Neste ponto, €
diametralmente oposto ao esp‡rito do crist†o, o qual € marcado por um coraƒ†o quebrantado. Vemos uma ilustraƒ†o clara disso na par‚bola do fariseu e do
publicano (veja Lc 18:9-14). Se a situaƒ†o fosse inversa, e o publicano fosse rejeitado, ele simplesmente continuaria orando por miseric‰rdia, porque era um

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homem de coraƒ†o quebrantado; mas o fariseu jamais suportaria ser rejeitado, porque estava firmado nos seus "m€ritos"! Gn 4:7 Todas as religi‹es sempre t„m
sua base no que o homem pretende fazer ou ser, por si s‰, independente de quem quer que seja. A palavra de Deus para Caim foi "Se bem fizeres, n†o haver‚
aceitaƒ†o para ti?". Se bem fizeres, aqui, tem o sentido de fazer o que € correto, aproximar-se de Deus da maneira certa. No Velho Testamento, essa maneira era a
observŒncia da lei e dos sacrif‡cios, tendo em vista a obra de Jesus que se manifestaria no futuro. No Novo Testamento, € a aproximaƒ†o de Deus unicamente
atrav€s de Jesus, submetendo-se ao Seu senhorio, governo e confiando apenas nos m€ritos da Sua obra realizada em nosso favor. N†o € dif‡cil, contudo,
verificamos como o homem procurou seguir o caminho de Caim desde o princ‡pio da humanidade. Gn 4:16,17 Caim foi tanto o iniciador da religi†o como o
primeiro a procurar construir uma sociedade ˆ parte de Deus. A express†o "E saiu Caim de diante da face do Senhor" (v.16) nos mostra que Caim optou por
afastar-se de Deus, vivendo longe dEle. • partir desse homem, surgiu toda uma linha de seres humanos que n†o tinham consci„ncia da pessoa de Deus, mas que
experimentavam o anseio inconsciente por comunh†o com seu Criador, ao qual j‚ nos referimos. Entre essas pessoas temos sem d…vida os primeiros a adorarem
os elementos da natureza, seguindo seus coraƒ‹es corrompidos. Rm 1:21-24 Apesar da revelaƒ†o dispon‡vel de Deus na criaƒ†o, os homens preferiram escolher
seus pr‰prios caminhos, marcados pela religiosidade. O fim disso, como o v. 24 demonstra, est‚ sempre em carnalidade e imoralidade. Rm 1:21 "... e o seu
coraƒ†o insensato se obscureceu." O coraƒ†o do homem foi obscurecido a fim de que perdesse de vista qualquer traƒo de revelaƒ†o do verdadeiro Deus e
direcionasse o anseio de seu coraƒ†o para outros seres. 2 Co 4:4 O diabo € o autor desse entenebrecimento dos coraƒ‹es e da transformaƒ†o desse anseio leg‡timo
num esp‡rito pervertido de religiosidade. At 19:17-20, 27; 2 Co 10:4,5; Ef 6:11,12 Se a aƒ†o do diabo € que est‚ por detr‚s do esp‡rito de religiosidade,
precisamos concluir que todas as religi‹es s†o de iniciativa diab‰lica, e que a maneira pela qual podemos combat„-las n†o € atrav€s de debates ou coisas
parecidas, mas unicamente atrav€s da batalha espiritual, discernindo sua origem satŒnica e combatendo com armas espirituais, os demŽnios que est†o por detr‚s
delas. "HERESIAS E SEITA" O mesmo esp‡rito religioso que est‚ por detr‚s de cultos como o islamismo, o animismo (adoraƒ†o de esp‡ritos, englobando todas
as formas de umbanda), o espiritismo e outras manifestaƒ‹es religiosas, est‚ tamb€m por detr‚s de todas as seitas e heresias que surgiram no meio da Igreja no
decorrer da hist‰ria. Na verdade, o diabo € especialista em variar suas armas no ataque contra a Igreja. A diferenƒa entre o paganismo e o cristianismo € f‚cil de
ser detectada, mas o mesmo n†o acontece entre o cristianismo verdadeiro e alguns movimentos her€ticos. O interesse aqui n†o € formar um painel acerca das
religi‹es que atuam ou atuaram no mundo, mas analisar principalmente algumas heresias e seitas que surgiram no meio da Igreja. Para isso, precisamos
compreender primeiramente a diferenƒa entre "heresia" e "seita".

HERESIA

A palavra "heresia" vem do termo grego "hairesis". Essa palavra € empregada no Novo Testamento com dois sentidos principais: (1) seita, no sentido de facƒ†o
ou partido, um corpo de partid‚rios de determinadas doutrinas (veja At 5:17; 15:5; 24:5; 26:5; 28:22); e (2) opini†o contr‚ria ˆ doutrina prevalecente, de cujo
ponto de vista € considerada heresia (veja 2 Pe 2:1). 1 Co 1:10; 11:18 Em ambos os textos, a palavra traduzida "divis‹es (ou dissens‹es)", no grego, € schismata,
que significa literalmente "rasg‹es em pano". Alguns estudiosos sustentam que essa palavra indica divis‹es em torno de personalidades, e n†o em torno de
ensinos. Segundo esse ponto de vista, divis‹es em torno de personalidades seriam um "mal menor", n†o t†o grave quanto as "heresias" (negaƒ‹es de verdades da
f€). O texto de 1 Co 11:19, no entanto, parece relacionar as divis‹es aos partidos (haireseis). Podemos resumir isto dizendo que, na perspectiva do Novo
Testamento, toda divis†o no corpo de Cristo (seja motivada por personalidades ou por diferenƒas no ensino) € considerada heresia. Isto coloca como heresia todo
o denominacionalismo, t†o comum na igreja. No entanto, o uso hist‰rico da palavra "heresia" passou a apontar quase que exclusivamente para seu segundo
sentido assinalado acima, ou seja, o de opini†o contr‚ria ˆ doutrina prevalecente, de cujo ponto de vista € heresia. Desta maneira, passaram a ser qualificadas de
"heresia" os ensinos que, de alguma maneira, contrariam alguma verdade da f€ crist†. Nesta perspectiva, heresia pode ser definida como a "negaƒ†o de uma
verdade crist† definida e estabelecida, ou uma d…vida concernente a ela". A heresia n†o pode ser confundida com a apostasia. O ap‰stata € algu€m que
rejeitou completamente a f€ crist†; o herege continua vinculando-se ˆ f€, excetuando-se os pontos em que seu sistema nega a f€ crist†. 1 Co 15:12; Cl 2:8,16,20-
22; 2 Ts 2:2; 1 Tm 4:1-3,7; 1 Jo 2:18,19,22; 4:2,3 Estes textos exemplificam diversas ocorr„ncias de heresias, ainda no per‡odo da Igreja primitiva. Em Corinto,
algumas pessoas negavam a possibilidade de ressurreiƒ†o, influenciados pelo conceito grego de que a mat€ria seria algo inerentemente mau; no caso da igreja em
Colossos, a heresia era uma forma particular de legalismo, oriunda de uma influ„ncia do gnosticismo grego sobre a igreja; o texto de 2 Ts 2:2 aponta outra heresia
espec‡fica, relacionada com a volta de Jesus, a qual, segundo alguns, j‚ teria acontecido; em 1 Tm Paulo prev„ diversos ensinos her€ticos que surgiriam na
hist‰ria da igreja; em 1 Jo, € a encarnaƒ†o de Jesus que € especificamente atacada (uma forma da heresia conhecida como "docetismo", do grego dokein,
"parecer", que ensinava que Jesus n†o possu‡ra um corpo f‡sico, mas apenas uma "apar„ncia" de corpo!). Aparentemente, essas heresias podem "variar em grau".
Uma coisa € atrelar-se a um legalismo estrito, como no caso dos colossenses; outra, bem diferente, € afirmar que Jesus n†o possu‡a um corpo f‡sico. No entanto,

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toda heresia significa uma introduƒ†o de fermento na massa da f€ crist† que, com o tempo, levedar‚ a massa toda! Uma an‚lise cuidadosa da carta aos
Colossenses, por exemplo, nos mostrar‚ que a influ„ncia do gnosticismo sobre a igreja (manifesta no temor aos "rudimentos do mundo", citados em Cl 2:8, e no
extremo legalismo) diminu‡a aos olhos da igreja o pr‰prio valor da obra redentora de Jesus (em raz†o do que, Paulo teve de afirm‚-la em termos t†o vigorosos em
Cl 2:13,15). O arianismo € outro exemplo de ensino her€tico que podemos tirar da Hist‰ria da igreja. •rio, que foi presb‡tero de Alexandria, sustentava que Jesus
n†o era eterno, mas havia sido criado por Deus Pai. Ele n†o divergia do restante da igreja em nenhuma outra verdade, apenas nesta. Todavia, com a negaƒ†o de
que Jesus era co-eterno e co-igual com o Pai, ele na realidade abalava o alicerce mais fundamental do cristianismo.

SEITA

Podemos compreender melhor o que s†o seitas se, em primeiro lugar, verificarmos qual a diferenƒa entre "seita" e "heresia". "Por definiƒ†o, um herege € um
crist†o professo que est‚ errado com relaƒ†o a alguma verdade particular, ao passo que o ponto essencial quanto ˆs seitas € que elas absolutamente n†o s†o crist†s,
e sim contrafaƒ‹es do cristianismo." Em seu sentido mais gen€rico, seita € "devoƒ†o a uma pessoa ou coisa particular, dedicada por uma corporaƒ†o de adeptos".
Esta definiƒ†o est‚ na raiz de termos como "sectarismo", e por esse Œngulo tanto um partido pol‡tico como uma torcida organizada de futebol poderiam ser
classificados como "seita". Em nosso estudo, no entanto, estamos interessados em estud‚-las de uma perspectiva crist† e, nesse prisma, as seitas aparecem
invariavelmente como falsificaƒ‹es da f€ crist†. Podemos dizer que as seitas, em sua maior parte, s†o o produto final das heresias, ou seja, o resultado da
fermentaƒ†o her€tica na massa da igreja. Nem toda heresia culmina na formaƒ†o de uma seita, mas toda seita possui em seu sistema elementos her€ticos. Vamos
notar abaixo algumas caracter‡sticas e sinais que podem nos ajudar a identificar o que s†o as seitas.

1 - SEMELHANÇA COM O CRISTIANISMO.

Virtualmente todas as seitas possuem forte semelhanƒa com a f€ crist† leg‡tima, e € justamente essa semelhanƒa que se constitui na principal estrat€gia do diabo
com relaĠo a elas (veja 2 Co 11:13-15).

2 - ADEPTOS SINCEROS.

As seitas s†o povoadas por pessoas zelosas, mas destitu‡das de verdadeiro entendimento (veja Rm 10:2). Nunca devemos cometer o erro de questionar a
sinceridade dos adeptos de qualquer seita; no entanto, precisamos reconhecer que esse zelo extremo a que se disp‹em € uma caracter‡stica do esp‡rito de
religiosidade que age por detr‚s delas.

3 - A QUESTÃO DA ORIGEM.

Todas as seitas, praticamente, reivindicam como sua fonte inicial alguma nova revelaƒ†o da parte de Deus. Aqui temos uma diferenƒa interessante entre heresia e
seita. As heresias, geralmente, comeƒam com pessoas que, estudando diligentemente as Escrituras, acabaram se afastando em sua interpretaƒ†o.

4 - RECONHECIMENTO DE AUTORIDADE ADICIONAL ÀS ESCRITURAS.

Este ponto praticamente decorre do anterior. As seitas sempre reconhecem uma autoridade adicional ˆs Escrituras, que acaba sobrepujando a B‡blia e se torna sua
base para doutrina e governo. O Mormonismo tem O Livro de M‰rmon, a P€rola de Grande Valor e Doutrinas e Alianƒas; a Ci„ncia Crist† tem o livro Ci„ncia e
Sa…de, escrito pela fundadora, Mary Baker Eddy; os Adventistas do S€timo Dia t„m os escritos de Ellen G. White; e etc.

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5 - NEGAÇÃO DE VERDADES ESSENCIAIS À FÉ CRISTÃ.

As seitas n†o se limitam a discordar sobre assuntos perif€ricos ou n†o essenciais; elas via de regra negam aspectos essenciais da f€ crist†. Embora a lista possa
variar ligeiramente de seita para seita, em geral seus ensinos discordam da verdade b‡blica em ‚reas t†o centrais quanto a Pessoa de Jesus (Testemunhas de
Jeov‚), a Pessoa do Esp‡rito Santo (Testemunhas de Jeov‚) a obra expiat‰ria de Jesus (Adventistas do S€timo Dia), a Justificaƒ†o pela F€ (M‰rmons), a
Triunidade de Deus (Testemunhas de Jeov‚), o ensino das Escrituras sobre o pecado (Pensamento Positivo) a ressurreiƒ†o e ascens†o f‡sicas do corpo de Jesus
(Testemunhas de Jeov‚), entre outros. Al€m disso, muitas vezes as seitas conjugam, ˆs negaƒ‹es dessas verdades essenciais, as invenƒ‹es de ensinos que n†o
possuem nenhuma base b‡blica. Š o caso tanto dos Adventistas do S€timo Dia quanto dos Testemunhas de Jeov‚, os quais ensinam as doutrinas do sono da alma
ap‰s a morte e do aniquilamento dos ‡mpios.

6 - REJEIÇÃO DO ESPÍRITO DE ORAÇÃO.

Este € um dos sinais mais interessantes acerca das seitas. Em sua quase totalidade elas desvalorizam a oraƒ†o, e isso n†o € de causar surpresa. A oraƒ†o € uma
atividade que n†o oferece atrativos, exceto para aqueles que s†o filhos de Deus. Como pode haver um leg‡timo esp‡rito de oraƒ†o numa seita que, por exemplo,
nega o conceito de pecado, repudia a obra redentora de Jesus e rejeita o Esp‡rito Santo como Pessoa (note que esses pontos est†o intimamente ligados uns aos
outros)?

7 - ÊNFASE NUMA "FÓRMULA" PARTICULAR.

Todas as seitas enfatizam geralmente uma "f‰rmula" espec‡fica, muitas vezes um esquema r‡gido que deve ser seguido a fim de que determinados resultados
sejam obtidos. Segundo um autor, h‚ uma semelhanƒa interessante entre todas as seitas e os famosos "rem€dios de charlat‹es": algo muito simples, sem
complicaƒ†o, que serve para curar todos os males. Muitas vezes, um ensino (ˆs vezes at€ mesmo b‡blico e correto) € repetido ˆ exaust†o e indicado como soluƒ†o
para todos os tipos de problemas.

8 - PRETENSÃO DE EXCLUSIVIDADE.

Esta € uma caracter‡stica invari‚vel das seitas: consideram-se a …nica express†o v‚lida do cristianismo. O caso do Adventismo do S€timo Dia € t‡pico: para
ministrar o batismo, esse grupo exige do "catec…meno" uma confiss†o de que "a Igreja Adventista do S€timo Dia € a Igreja remanescente", o que exclui todos os
demais grupos crist†os. Seguindo nessa escola, um grupo saiu da Igreja Adventista do S€timo Dia sob a direƒ†o de uma "profetisa" chamada Jeanine Sautron, e
fundou a Igreja Adventista do S€timo Dia - Os Remanescentes, a qual, num panfleto distribu‡do recentemente, chamou tanto a Igreja Adventista original como
todos os demais grupos crist†os de "ap‰statas". A t‡tulo de conclus†o, poder‡amos ilustrar da seguinte maneira a diferenƒa entre "heresia" e "seita": heresia €
como um cŒncer num ser humano; comeƒa lento, insidioso, mas tende a crescer e a dominar todo o sistema do indiv‡duo. J‚ a seita, € como um "homem
artificial", uma imitaƒ†o do ser humano. Ef 6:11,12 Notamos que as seitas possuem diversos sinais ou caracter‡sticas comuns, e que revelam a exist„n cia de uma
mente diab‰lica por detr‚s de todas elas. Devemos ter isto em mente, para nunca cometermos o erro de combatermos forƒas espirituais com armas naturais.
Podemos e devemos estudar acerca das seitas, a fim de que possamos principalmente instruir pessoas que est†o ou estiveram aprisionadas por elas e desejam ser
libertas; nunca, por€m, para debatermos com seus seguidores. A quase totalidade das seitas s†o alimentadas por um esp‡rito de contenda religiosa, e quando
passamos a discutir com seus adeptos estamos na verdade "fazendo o jogo" do demŽnio. Nossa posiƒ†o deve ser a de rejeitar seus ensinos sem discuss†o, ao
mesmo tempo em que devemos amar as pessoas que est†o presas por esses ensinos e demonstrar a elas o nosso cristianismo atrav€s de nossas vi das, n†o de nossas
palavras.

HERESIOLOGIA

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Heresiologia € o estudo das heresias. Heresia deriva da palavra h‚iresis e significa: escolha, seleƒ†o, prefer„ncia. Da‡ surgiu a palavra seita (latim secta - doutrina
ou sistema que diverge da opini†o geral e € seguido por muitos), por efeito de semŒntica. Do ponto de vista crist†o, heresia € o ato de um indiv‡duo ou de um
grupo afastar-se do ensino da Palavra de Deus e adotar e divulgar suas pr‰prias id€ias, ou as id€ias de outrem, em mat€ria de religi†o.

1. CONHECENDO AS SEITAS
As Seitas est†o em todos os lugares. Algumas s†o populares e amplamente aceitas. Outras s†o isolacionistas e procuram se esconder, para evitar
um exame de suas aƒ‹es. Elas est†o crescendo e florescendo a cada dia. Algumas seitas causam grande sofrimento aos seus seguidores, enquanto outras at€
parecem muito …teis e ben€ficas.

Com a proximidade do final do s€culo, surgiram novas seitas religiosas e filos‰ficas respons‚veis pelos mais absurdos ensinamentos com rela ƒ†o ao
final dos tempos. Essas id€ias confusas est†o sendo despejadas em cabeƒas incautas, acabando muitas vezes em trag€dias de grandes proporƒ‹es.

Em 1978, o ent†o mission‚rio norte-americano Jim Jones, foi respons‚vel pela morte de 900 seguidores, na Guiana Francesa, todos envenenados
ap‰s Ter anunciado a eles o fim do mundo. Um fato interessante desse tr‚gico acontecimento foi o depoimento de um dos militares americanos respons‚veis pela
remoƒ†o dos corpos. Ele disse que, ap‰s vasculhar todo o acampamento, n†o foi encontrado um s‰ exemplar da B‡blia. Jim Jones substituiu a B‡blia por suas
pr‰prias palavras.

Em 1993, o l‡der religioso David Koresh, que se intitulava a reencarnaƒ†o do Senhor Jesus, promoveu um verdadeiro inferno no rancho de madeira,
onde ficava a seita Branch Davidian. Seduzindo os seguidores com a filosofia de que deveria morrer para depois ressuscitar das cinzas, derramou combust‡vel no
rancho e ateou fogo, matando 80 pessoas, incluindo 18 crianƒas.

Em 1997, outra seita denominada Heaven’s Gate (Port†o do C€u), que misturava ocultismo com fanatismo religioso, levou 40 seguidores ao
suic‡dio. Na ocasi†o, essas pessoas acreditavam que seriam conduzidas para outra dimens†o em uma nave que surgiria na cauda do cometa Halley Bop.

No Brasil tamb€m existem muitas seitas e denominaƒ‹es que se reforƒam em profecias do Apocalipse. Uma das mais conhecidas, devido ao
destaque dado pela m‡dia, s†o as Borboletas Azuis, da Para‡ba, que em 1980 anunciou um dil…vio para aquele ano.

Em Bras‡lia, encontra-se o Vale do Amanhecer, que conta com aproximadamente 36.000 adeptos. No Paran‚, um homem de nome Iuri Thais, se
auto-intitula como o pr‰prio Senhor Jesus reencarnado. Fundador da seita Suprema Ordem Universal da Sant‡ssima Trindade, ele parece ter decorado a B‡blia de
capa a capa e, com isso, tem enganado a muitos.

Muitas das seitas s†o conhecidas dos crist†os brasileiros, a saber: Mormonismo, Testemunhas de Jeov‚, etc. Mas muitas novas seitas pseudo-crist†s
est†o chegando ao Brasil e s†o pouco conhecidas: Igreja Internacional de Cristo/Boston (Igreja de Cristo, no Brasil), Ciência Cristã, Escola Unida do
Cristianismo, Meninos de Jesus etc.

Quase todas essas seitas refutam a Trindade (com a conseq‘ente diminuiƒ†o do Senhor Jesus Cristo), a ressurreiƒ†o, a salvaƒ†o pela Graƒa e
contrariam outros princ‡pios b‡blicos.

a. ASPECTOS COMUNS
Existem muitos aspectos comuns entre as seitas que t„m se disseminado pelo mundo. Š importante que n‰s saibamos reconhecer suas
caracter‡sticas, a fim de que n†o sejamos enganados ou at€ mesmo desviados da verdadeira f€ crist†.
1) As seitas subestimam o valor do Senhor Jesus ou colocam-no numa posiƒ†o secund‚ria, tirando-lhe a divindade e os atributos divinos como
conseq‘„ncia.
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2) Cr„em apenas em determinadas partes da B‡blia e admitem como "inspirados" escritos de seus fundadores ou de pessoas que repartem com
eles boa parte daquilo que cr„em;
3) Dizem ser os …nicos certos;
4) Usam de falsa interpretaĠo das escrituras;
5) Ensinam o homem a desenvolver sua pr‰pria salvaƒ†o, muitas vezes, sob um conceito totalmente naturalista;
6) Costumam buscar suas presas em outras religi‹es, conseguindo desencaminhar para o seu meio, inclusive, muitos bons crist†os.

b. CONHECENDO MAIS
Este esboƒo b‚sico lhe dar‚ informaƒ‹es de como as seitas trabalham e como evit‚-las. Se voc„ tem algu€m conhecido que est‚ perdido numa seita, € preciso orar
e pedir ao Senhor que tire essa pessoa de l‚ e lhe d„ a perspic‚cia e as ferramentas para ajud‚-lo neste trabalho. Pode ser uma tarefa longa e ‚rdua, porque,
definitivamente, este n†o € um minist€rio f‚cil.

1) O que é uma seita?


Geralmente € um grupo n†o-ortodoxo, esot€rico (do grego esoterik‰s, que significa conhecimento secreto, ao alcance de poucos). Podem ter uma
devoƒ†o a uma pessoa, objeto, ou a um conjunto de id€ias novas. As seitas costumam fazer uso das seguintes pr‚ticas:
a) Freqüentemente isolacionistas – para facilitar o controle dos membros fisicamente, intelectualmente, financeiramente e emocionalmente.
b) Freqüentemente apocalípticas - d†o aos membros um enfoque no futuro e um prop‰sito filos‰fico para evitar o apocalipse.
c) Fornecem uma nova filosofia e novos ensinos – revelados pelo seu l‡der. 0
d) Fazem doutrinação - para evangelismo e reforƒo das convicƒ‹es de culto e seus padr‹es.
e) Privação – quebrando a rotina do sono normal e privaƒ†o de comida, combinados com a doutrinaƒ†o repetida (condicionamento), para
converter o candidato a membro.

2) Muitas seitas contém sistemas de convicção "não-verificáveis".


a) Por exemplo, algumas ensinam algo que n†o pode ser verificado:
(1) Uma nave espacial que vem atr‚s de um cometa, para resgatar os membros.
(2) Ou, Deus, um extraterrestre ou anjo apareceram ao l‡der e lhe deram uma revelaƒ†o.

b) Os membros s†o anjos vindos de outro mundo, etc.


(1) Freq‘entemente, a filosofia da seita s‰ faz sentido se voc„ adotar o conjunto de valores e definiƒ‹es que ela ensina.
(2) Com este tipo de convicƒ†o, a verdade fica inverific‚vel, interiorizada, e facilmente manipulada pelos sistemas filos‰ficos de seu(s)
inventor(es).

2. O LÍDER DE UMA SEITA:

a. É freqüentemente carismático e considerado muito especial por razões variadas:


1) O l‡der recebeu revelaƒ†o especial de Deus.
2) O l‡der reivindica ser a encarnaƒ†o de uma deidade, anjo, ou mensageiro especial.
3) O l‡der reivindica ser designado por Deus para uma miss†o
4) O l‡der reivindica ter habilidades especiais

b. O líder está quase sempre acima de repreensão e não pode ser negado nem contradito.

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3. COMO SE COMPORTAM AS SEITAS?

a. Normalmente buscam fazer boas obras, caso contrário ninguém procuraria entrar para elas.

b. Parecem boas moralmente e possuem um padrão de ensino ético.

c. Muitas vezes, quando usam a Bíblia em seus ensinos, utilizam também "escrituras" ou livros complementares.
1) A B‡blia, quando usada, € sempre distorcida, com interpretaƒ‹es pr‰prias, que v†o de encontro ˆ filosofia da seita.
2) Muitas seitas "recrutam" o Senhor Jesus como sendo um deles, redefinindo-o adequadamente.

4. ALGUMAS SEITAS PODEM VARIAR GRANDEMENTE...

a. Do estético ao promíscuo.
b. Do conhecimento esotérico aos ensinamentos muito simples.
c. Da riqueza e poder à pobreza e fraqueza.

5. QUEM É VULNERÁVEL A ENTRAR PARA UMA SEITA?


a. Todas as pessoas são vulneráveis.
Rico, pobre, educado, n†o-educado, velho, jovem, religioso, ateu, etc.
b. Perfil geral do membro em potencial de uma seita (alguns ou todos os itens seguintes)
1. Desiludido com estabelecimentos religiosos convencionais.
2. Intelectualmente confuso em relaƒ†o a assuntos religiosos e filos‰ficos
3. •s vezes desiludido com toda a sociedade
4. Tem uma necessidade por encorajamento e apoio
5. Emocionalmente carente
6. Necessidade de uma sensaƒ†o de prop‰sito, um objetivo na vida.
7. Financeiramente necessitado

6. TÉCNICAS DE RECRUTAMENTO

a. As seitas encontram uma necessidade e a preenchem. As táticas mais usadas são:


1. "Bombardeio de Amor – Love Bombing " – que • a demonstra‚ƒo constante de afeto, atrav•s de palavras e a‚„es.
2. …s vezes h† muito contato f‡sico como abra‚os, tapinhas nas costas, toques e apertos de mƒo.
3. Emprestam apoio emocional a algu•m em necessidade.
4. Ajuda de v†rios modos, onde for preciso.
1) Desta maneira, a pessoa fica em d•bito entƒo com a seita e procura de algum modo retribuir.
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P‚g:
5. Elogios que fazem a pessoa pensar que é o centro das atenções.

b. Muitas seitas usam a influência da Bíblia ou mencionam Jesus como sendo um deles; dando validade assim ao seu sistema.
1. Escrituras distorcidas;
2. Usam vers‡culos tirados da B‡blia fora do contexto;
3. Ent†o misturam os vers‡culos mal interpretados com a filosofia aberrante delas.

c. Envolvimento gradual
1. Alterando lentamente o processo de pensamento e o sistema de convicƒ†o da pessoa, atrav€s da repetiƒ†o dos seus ensinos (condicionamento).
1) As pessoas normalmente aceitam as doutrinas de uma seita um ponto de cada vez.
2) Convicƒ‹es novas s†o reforƒadas por outros membros da seita.

7. POR QUE ALGUÉM SEGUIRIA UMA SEITA?

a. A seita satisfaz várias necessidades:


1. Psicológica – Algu€m pode ter uma personalidade fraca, facilmente manipul‚vel;
2. Emocional – A pessoa pode ter sofrido um trauma emocional recente ou no passado;
3. Intelectual – O membro tem perguntas que este grupo responde.
b. A seita dá a seus membros a aprovação, aceitação, propósito e uma sensação de pertencer a algum grupo.
c. A seita pode ser atraente por algumas razões. Podem ser. . .
1. Rigidez moral e demonstraĠo de pureza;
2. Seguranƒa financeira;
3. Promessas de exaltaƒ†o, redenƒ†o, "consci„ncia mais elevada" ou um conjunto de outras recompensas.

8. COMO AS PESSOAS SÃO MANTIDAS NA SEITA?

a. Dependência:
As pessoas querem freq‘entemente ficar porque a seita vai de encontro ˆs suas necessidades psicol‰gicas, intelectuais e espirituais.
b. Isolamento:
1. O contato com pessoas de fora do grupo € reduzido e cada vez mais a vida do membro € constru‡da ao redor da seita.
2. Fica muito mais f‚cil ent†o controlar e moldar o membro.
c. Reconstrução cognitiva (Lavagem cerebral):
1. Uma vez que a pessoa € doutrinada, os processos de pensamento deles/delas s†o reconstru‡dos para serem consistentes com a seita e ser submisso a
seus l‡deres.
2. Isto facilita o controle pelo(s) l‡der(es) da seita.
d. Substituição:
1. A Seita e os l‡deres ocupam freq‘entemente o lugar de pai, m†e, pastor, professor etc.
2. Freq‘entemente o membro assume as caracter‡sticas de uma crianƒa dependente, que busca ganhar a aprovaƒ†o do l‡der ou do grupo.
e. Obrigação
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P‚g:
O membro fica endividado emocionalmente com o grupo, ˆs vezes financeiramente, etc.
f. Culpabilidade
1. Š dito para a pessoa que sair da seita € trair o l‡der, Deus, o grupo, etc.
2. Š dito tamb€m que deixar o grupo € rejeitar o amor e a ajuda que o grupo deu.
g. Ameaça:
1. Ameaƒa de destruiƒ†o por "Deus" por desviar-se da verdade.
2. •s vezes ameaƒa f‡sica € usada, entretanto n†o freq‘entemente.
3. Ameaƒa de perder o apocalipse, ou ser julgado no dia do julgamento, etc.

9. COMO PODEMOS TIRAR ALGUÉM DE UMA SEITA?

a. A melhor coisa é não tentar um confronto direto no primeiro encontro, o que pode assustar o membro e afastá-lo de você.

b. Se você é um Cristão, então interceda em oração pela pessoa primeiro.


c. Para tirar uma pessoa de uma seita é necessário tempo, energia, e apoio.
d. Ensine a verdade:
1. D„-lhe a verdadeira substituiƒ†o para o sistema de convicƒ†o aberrante que ela aprendeu, ou seja, o Evangelho da Graƒa de Jesus Cristo;
2. Mostre as inconsist„ncias da filosofia do grupo, ˆ luz da B‡blia;
3. Estude a seita e aprenda sua hist‰ria, buscando pistas e informaƒ‹es.
e e. Tente afastá-lo fisicamente da seita por algum tempo, para quebrar o laço de isolamento.
f. Dê o apoio emocional de que ele precisa.
g. Alivie a ameaça de que se ele deixar o grupo, estará condenado ou em perigo.
h. Geralmente, não ataque o líder do grupo, deixe isso para depois. Freqüentemente o membro da seita tem lealdade e respeito para com o
fundador ou líder.
i. Confronte outros membros da seita ao mesmo tempo, somente quando for inevitável.

10. APRENDENDO COM AS SEITAS

Ao analisar crenƒas contr‚rias ˆ B‡blia e nos empenhar em defender a nossa f€ acabamos por descobrir falhas em n‰s mesmos que precisam ser corrigidas, pois,
t†o grave quanto seguir crenƒas erradas € "n†o viver o que pregamos", n†o obedecer 'a Palavra de Deus!

VEJA:
Os muƒulmanos oram cinco vezes por dia 'a Alah , prostrando-se a ponto de encostar a testa no ch†o.
- Quantas vezes oramos por dia ao nosso Deus Vivo?

Os budistas e outros religiosos orientais utilizam-se de meditaĠo constantemente.


- Voc„ tem meditado na Palavra de Deus de dia e de noite como diz o Salmo 1, verso 2?

Os adeptos da seita Hare Krishna adoram cantar o mantra <Hare-Krishna>.


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P‚g:
- O que voc„ tem cantado? Voc„ costuma louvar ao Senhor com frequ„ncia ou fica ouvindo e cantando m…sica mundana? (Sl.100)

A Seicho-No-Ie espalha de tal forma suas "belas palavras" que se torna dif‡cil encontrar algu€m que nunca viu um calend‚rio de parede com suas
mensagens de "pensamento positivo".
- Voc„ tem semeado a Palavra de Deus? Voc„ tem visto vers‡culos b‡blicos em paredes ou em calend‚rios?

Os judeus e adventistas guardam o s‚bado enquanto outros crist†os defendem o domingo.


- Voc„ tem dedicado 1 dia da semana para Deus?

M‰rmons e Testemunhas de Jeov‚ s†o vistos nas ruas entregando folhetos e batendo de porta-em-porta propagando seus ensinamentos.
- Voc„ tem feito evangelismo? (Leia Mc 16.15)

A Maƒonaria destaca-se pela fidelidade entre os membros uns aos outros. Quando algum deles precisa de ajuda € prontamente atendido por seu
companheiro de crenƒa.
- Voc„ tem ajudado o seu irm†o? (Mt 5.40-48)

Os esp‡ritas s†o elogiados por seus feitos assistenciais na ‚rea de caridade.


- Ser‚ que estamos agindo assim tamb€m? O que a B‡blia diz sobre caridade? (Leia Tg. 1.27)

Cat‰licos durante a missa mantem-se em sil„ncio enquanto o padre fala. Da mesma forma em um julgamento as pessoas silenciam-se enquanto fala o ju‡z.
- Ser‚ que n‰s, diante da presenƒa do Senhor, por uma quest†o de rever„ncia, ficamos sem conversas-de-lado durante o culto?

Cat‰licos confessam seus pecados aos Padres.


- N‰s confessamos os nossos pecados uns aos outros conforme ensina Tg. 5.16?

Algumas pessoas cr„em em Astrologia e n†o saem de casa sem antes ler o seu "hor‰scopo do dia".
- E quanto a n‰s crist†os? Lemos a B‡blia, ao menos um vers‡culo antes de sair de casa? (Mt 4.4)

Esot€ricos "comem" cada livro lanƒado no mercado editorial aumentando assim a quantidade e destaque deste g„nero nas livrarias.
- Voc„ tem o h‚bito de ler livros crist†os? De comprar bons livros de Estudos B‡blicos?

As Testemunhas de Jeová refutadas versículo por versículo.

Em Que Crêem as Testemunhas de Jeová


É claro que, em algumas áreas, as testemunhas de Jeová acreditam no mesmo que os
cristãos ortodoxos. Por exemplo, rejeitam corno pecado o sexo fora do casamento; aceitam o criacionismo bíblico que se opõe à teoria da
evolução; e acreditam que a Bíblia é a palavra inspirada de Deus. Mas, em muitas outras áreas, suas doutrinas as colocam à
parte e as marcam como praticantes de um culto pseudocristão - particularmente os ensinamentos da seita sobre as seguintes questões
(para mais detalhes e textos bíblicos relacionados consulte o Índice de Assuntos):

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P‚g:
Armagedom: Deus vai em breve travar guerra contra a humanidade, destruindo todos sobre a terra, exceto as testemunhas de Jeová. As
igrejas cristãs, dizem, serão as primeiras a sofrer destruição.

Aniversários: Celebrar o dia do nascimento, de qualquer forma, é expressamente proibido. Até mesmo
enviar um cartão de aniversário pode provocar uma ação imediata
contra o ofensor determinada por um "Comitê Judicial" oficial. A punição é a "desassociação" (veja abaixo).

Transfusão de sangue: Na prática, do ponto de vista das testemunhas de Jeová, aceitar transfusão de sangue é um pecado mais sério do
que o roubo ou o adultério. Ladrões e adúlteros são mais rapidamente perdoados pelos comitês judiciais da Torre de Vigia do que
aqueles culpados de aceitar sangue. Uma
testemunha de Jeová deve recusar sangue em toda e qualquer circunstância, mesmo quando esteja certa de que esta recusa
resultará na morte. A organização também requer que os adultos recusem transfusões para seus filhos menores.

Cristianismo: Exceto por poucos e esparsos indivíduos que mantiveram a fé, o verdadeiro cristianismo desapareceu da terra logo
após a morte dos doze apóstolos - de acordo com as testemunhas de Jeová. E não foi restaurado até que Charles Taze Russell
fundou a sociedade Torre de Vigia no final da década de 1870. Quando Cristo voltou invisivelmente em 1914, encontrou o grupo de
Russell fazendo o trabalho dos "servos sábios e fiéis" (Mat. 24:45) e os nomeou sobre todas as suas posses. Todas as outras igrejas e
cristãos professos são, na verdade, instrumentos do diabo.

A Volta de
Cristo: 0 Senhor voltou invisivelmente no ano de 1914 e tem estado presente desde então, governando como Rei através da Soc
iedade Torre de Vigia. Referências à segunda "volta" são traduzidas como "presença" na Bíblia das Testemunhas de Jeová.
A geração daqueles que testemunharam a volta invisível de Cristo em 1914 não vai morrer antes que venha o Armagedom (veja Mat.
24:34).

Cronologia: As testemunhas de Jeová acreditam que Deus tem um preciso cronograma para todos os acontecimentos passados e
futuros, que estão unidos por simples fórmula matemática e são revelados à humanidade através da Sociedade Torre de Vigia. Os
sete "dias" da criação em Gênesis tiveram a extensão de sete mil anos cada um, totalizando uma semana de quarenta e nove mil anos. Deus
criou Adão no ano 4026 a.C. A criação de Eva pouco tempo depois marcou o fim do sexto dia da criação e o início do sétimo. Dessa forma, nós
estamos agora aproximadamente no ano seis mil de um período de sete mil anos - o que significa que o
Armagedom logo colocará um fim no governo humano que durou seis mil anos, abrindo o caminho para uma espécie de sábado - um
período de mil anos de reinado de Cristo. Baseados nessa cronologia a organização das Testemunhas de Jeová promulgou um número de
profecias específicas do final dos tempos.

Cruz: Segundo as testemunhas de Jeová, a cruz é um símbolo religioso pagão adotado pela igreja quando Satanás, o demônio, assumiu
o controle da autoridade eclesiástica. A cruz não teve nada a ver com a morte de Jesus, já que as testemunhas de Jeová sustentam que ele
foi pregado em um poste ereto e sem trave horizontal. As testemunhas de Jeová abominam a cruz e espera-se que os novos convertidos
destruam quaisquer cruzes que possam ter, ao invés de simplesmente se disporem delas.

Deidade: Somente o Pai é Deus, e seus verdadeiros adoradores devem chamá-lo pelo nome de Jeová. As
testemunhas de Jeová aprendem que Jesus Cristo foi meramente a manifestação do arcanjo Miguel em forma humana -
não Deus, mas um mero ser criado. O Espírito Santo é apresentado não como Deus nem como uma pessoa, mas como uma "força ativa".

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P‚g:
Desassociação: Esta é a punição para qualquer infração aos regulamentos da Sociedade Torre de Vigia. Ela
consiste num decreto público, anunciado em audiência em um Salão do Reino e proibindo toda associação ou comunhão com o ofensor. As
outras testemunhas de Jeová são proibidas até mesmo de cumprimentá-lo caso se encontrem com o ofensor na rua. As únicas exceções
dizem respeito aos membros da família do ofensor. Eles podem conduzir "negócios necessários" com a pessoa desassociada, e aos anciãos
que podem falar com ela, caso esta os aborde penitentemente em busca de reconciliação.

Céu: Apenas 144 mil indivíduos vão para o céu. Esse "pequeno rebanho" começou com os doze apóstolos, o
número foi completado no ano de 1935. Aproximadamente nove mil anciãos das Testemunhas de Jeová são o
remanescente na terra hoje, dos que irão para o céu. O restante das testemunhas de Jeová espera viver na terra para sempre.

Inferno: Segundo a diretriz de seu fundador, Charles T. Russell, a Sociedade Torre de Vigia ainda ensina que o hades é meramente a
sepultura, que o fogo do Geena desintegra instantaneamente suas vítimas, transformando-as em nada, e que não há existência consciente para
os mortos até o tempo de sua ressurreição corpórea.

Dias Santos: A celebração de qualquer "dia santo mundano" é expressamente proibida para as testemunhas de
Jeová. Essa proibição se aplica aos dias patrióticos, Dia dos Namorados, Dia dos Mortos, Natal, Páscoa, Ano Novo, Dia de Ação de Graças,
Sexta Feira Santa e assim por diante - até mesmo o Dia das Mães e o Dia dos Pais são proibidos! Mesmo que uma "origem pagã" não possa
ser descoberta como base para banir a observância de certa data comemorativa, o simples fato de que as "pessoas do mundo" celebram essas
datas é razão suficiente para que as testemunhas de Jeová não as celebrem.

Espírito Santo: O Espírito Santo não é nem Deus nem uma pessoa, segundo os ensinamentos da Torre de Vigia. É simplesmente uma "força
atuante" impessoal que Deus usa para fazer a sua vontade.

Esperança: As testemunhas de Jeová acreditam que Deus parou de chamar cristãos para a esperança celestial em 1935. Desde então, ele
tem oferecido às pessoas a oportunidade de viver eternamente na terra. ("Milhões que agora vivem jamais morrerão" - é um slogan familiar das
testemunhas de Jeová.) Deus vai destruir todas as outras pessoas no planeta, deixando apenas as testemunhas de Jeová, e ele vai restaurar
o paraíso do Jardim do Éden em todo o mundo.

Jesus Cristo: Na teologia da Torre de Vigia, Jesus Cristo é um mero anjo - o primeiro criado por Deus, quando
começou a criar os anjos. As testemunhas de Jeová identificam Cristo como Miguel, o arcanjo, embora elas chamem Jesus "o Filho do
Homem" - "porque a primeira pessoa espiritual criada por Deus era para ele como um filho primogênito". (Livrete da Torre de Vigia, Enjoy Life
on Earth Forever! [Goze a Vida na Terra Para Sempre!], p. 14, 1982). Elas também o chamam de "o deus", e traduzem João 1:1 de acordo com
essa idéia em suas Bíblias.

A Organização: As testemunhas de Jeová acreditam que Deus estabeleceu a sociedade Torre de Vigia como seu
canal de comunicação para reunir aqueles, dentre toda a humanidade, que serão salvos. Como agência visível do
reino de Deus na terra, essa organização exerce plena autoridade governamental sobre seus seguidores -
ela promulga leis, julga os violadores, dirige as escolas do reino e assim por diante - paralelamente ao governo secular. Se existir qualquer
conflito entre a organização e o governo secular, é a organização que deve ser obedecida.

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P‚g:
As Testemunhas de Jeová refutadas versículo por Versículo no Antigo Testamento
GÊNESIS 1:1,2
No princípio criou Deus os céus e a terra. Ora, a terra mostrava ser sem forma e vazia; e havia escuridão sobre a superfície da água de
profundeza; e a força ativa de Deus movia-se por cima da superfície das águas. (Tradução do Novo Mundo, grifo acrescentado.) As testemunhas
de Jeová usam este versículo para atacar a fé cristã na questão da personalidade do Espírito Santo. A maioria das traduções do versículo 2
dizem que "o Espírito de Deus pairava sobre as águas". Mas a sociedade Torre de Vigia tem ensinado a seus seguidores que o Espírito Santo é
meramente uma força impessoal a serviço de Deus. Para provar isto a seus ouvintes as testemunhas de Jeová citam este versículo segundo a
Tradução do Novo Mundo. Esta é uma situação na qual uma testemunha de Jeová não precisa distorcer as Escrituras para encaixar as doutrinas
que aprendeu. O versículo vem pré-distorcido em sua própria Tradução do Novo Mundo. (Veja o capítulo 2.) Em outros textos, a tradução da
Torre de Vigia fala do "espírito santo", escrito em minúsculas. Para responder à alegação da testemunha de Jeová de que o Espírito Santo é uma
mera força impessoal, enfatize que a Bíblia repetidamente se refere ao Espírito Santo como tendo atributos pessoais. Por exemplo, mesmo a
Tradução do Novo Mundo revela que o Espírito Santo fala (At. 13:2), dá testemunho (João 15:26), fala as coisas que ouve (João 16:13), sente-se
magoado (Is. 63:10) e assim por diante. Para mais considerações sobre o Espírito, veja: João 16:13; Atos 5:3,4; Romanos 8:26,27; 1 Coríntios
6:19; e o Índice de Assuntos.

GÊNESIS 9:4
Carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis (Imprensa Bíblica Braseira). Este versículo é o primeiro de muitos versículos
das Escrituras que as testemunhas de Jeová usam para advogar a proibição feita a transfusões de sangue. A organização ensina que a
transfusão de sangue é o mesmo que comer sangue, porque assemelha-se à alimentação intravenosa. De acordo com isso a sociedade Torre de
Vigia proíbe transfusões de sangue para os seus seguidores. Uma testemunha de Jeová que aceite transfusão de sangue pode aguardar uma
intimação para comparecer perante um Comitê Judicial para ser julgada, a portas fechadas, pela violação "da lei de Deus". A punição, se a
pessoa for considerada culpada, é a "desassociação", por meio da qual o indivíduo é evitado pela própria família e amigos, que são proibidos até
mesmo de cumprimentar o ofensor. As testemunhas de Jeová são muito radicais neste assunto. Elas preferem morrer a aceitar uma transfusão
para repor o sangue perdido em uma operação ou acidente. E fazem o mesmo com respeito a seus filhos menores. A maioria das testemunhas
de Jeová carrega uma plaqueta em suas bolsas ou no pulso, afirmando a sua recusa em receber sangue e instruindo o pessoal médico de
emergência a não administrar uma transfusão de sangue se a testemunha de Jeová estiver inconsciente. Esta plaqueta é um documento legal,
assinado pela testemunha de Jeová que a carrega e por duas outras pessoas. As testemunhas de Jeová reconhecem que a sua é a única religião
que se posiciona contra a transfusão de sangue, embora não ocorra a elas que este fato é, em si mesmo, a demonstração que a sua doutrina não
se baseia realmente na Bíblia. Ninguém mais, que tenta seguir a Bíblia como um guia para sua vida, proíbe a transfusão de sangue - e mesmo a
sociedade Torre de Vigia não havia promulgado esta doutrina até 1944. A maioria das testemunhas de Jeová ignora que a sua liderança, no
passado, introduziu outras proibições médicas, mudando de idéia mais tarde. Em 1967, por exemplo, eles proibiram o transplante de órgãos. Os
seguidores deveriam preferir a cegueira a aceitar um transplante de córnea, ou morrer a se submeter a um transplante de rim. Mas, depois, em
1980, os líderes reverteram este ensinamento permitindo os transplantes novamente (A Sentinela 15/11/67, p. 702-704; Despertai! 08/06/68, p.
21; e A Sentinela 15/03/80, p.31, edições norte-americanas). Além disso, entre os anos 1931 e 1952 as testemunhas de Jeová recusaram aceitar
a vacinação para si mesmas e para seus filhos porque a organização ensinava que: "A vacinação é uma violação direta da aliança eterna
estabelecida por Deus..." (The Golden Age, 04/ 02/31, p.293). Embora as testemunhas de Jeová tentem citar as Escrituras para apoiar a sua
posição contra a transfusão de sangue, a razão real desta posição é a obediência cega à Sociedade Torre de Vigia. Se a organização suspender
esta proibição amanhã, as testemunhas de Jeová aceitarão livremente as transfusões, da mesma forma que fizeram vista grossa quando foi
liberada a vacinação em 1952 e permitido o transplante de órgão em 1980. (Veja também os comentários sobre Levítico 7: 26,27 e Atos
12:28,29.)

ECLESIASTES 9:5
Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a
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P‚g:
memória ficou entregue ao esquecimento. Este versículo é freqüentemente usado pelas testemunhas de Jeová para argumentar que a morte traz
aniquilação total da existência. Para apoiar essa idéia de forma ainda mais conclusiva, a Tradução da Torre de Vigia diz: "Pois os viventes estão
cônscios de que morrerão, os mortos porém não estão cônscios de absolutamente nada..." Se este versículo for simplesmente tirado de seu
contexto e citado como prova, tem-se a impressão de que as testemunhas de Jeová estão certas. Mas tirar esta passagem de seu contexto pode
ser muito perigoso. Uma ilustração perfeita é o caso de certo cirurgião de transplantes que, falando a repórteres sobre um procedimento cirúrgico
que estava advogando, citou as Escrituras: "Pele por pele! Tudo quanto o homem tem dará pela sua vida". Quando eu li a narrativa no jornal,
fiquei perturbado pelo uso que fazia do versículo, e, conferindo, descobri que as minhas suspeitas estavam corretas - ele citava o demônio! No
contexto, o versículo diz: "Então Satanás respondeu ao Senhor: Pele por pele! Tudo quanto o homem tem dará pela sua vida" (Jó 2: 4). Além de
apresentar o ponto de vista de Deus, a Bíblia também relata muitas coisas ditas e feitas por outras pessoas, algumas boas e outras não tão boas.
Ela apresenta os pontos de vista humanos e até mesmo os pontos de vista do demônio, como mencionado acima. Se estudarmos atentamente
Cantares de Salomão, encontrado na maior parte das Bíblias logo depois de Eclesiastes, vamos descobrir que este livro é na verdade uma
conversa que envolve, pelo menos, três diferentes pessoas, embora elas não estejam claramente identificadas no texto. Seria possível dizer coisa
semelhante sobre Eclesiastes? Os eruditos reconhecem que este é um livro muito difícil de ser entendido. Mas, aparentemente, o escritor
inspirado de Eclesiastes está apresentando um contraste entre pontos de vista: o secular, o ponto de vista materialista, versus o celestial e
espiritual. O livro se desenvolve como um debate em andamento que acontece na mente do escritor. O ponto de vista divino triunfa no final, com
a admoestação de Eclesiastes 12: "Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade... Tudo já foi ouvido: Teme a Deus, e guarda os
seus mandamentos; porque isto é todo o dever do homem" (Ecl.12:1,13). Mas e as partes que antecedem este capítulo? Os primeiros versículos
de Eclesiastes 9 parecem refletir o lado secular da batalha. Não apenas o escritor diz no versículo 5 que os mortos não sabem nada, mas
também acrescenta "para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol" (v. 6). (Pergunte à testemunha de Jeová se ela acredit a que os
mortos se foram para sempre. Ela irá responder não, porque acredita em uma futura ressurreição para esta terra debaixo do sol.). O versículo 2
expressa o seguinte pensamento: "Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao mau, ao puro e ao
impuro...", uma idéia contraditória ao resto das Escrituras. (Pergunte à testemunha de Jeová se ela acredita que irá receber o mesmo destino, se
for justa ou ímpia. Sua resposta terá que ser não.) Nós podemos concluir que o versículo 5 está localizado no meio de uma seção que expressa o
ponto de vista secular, descrente - não o ponto de vista de Deus. Qual é o ponto de vista de Deus? Obviamente, Deus sabe se os mortos são ou
não cônscios. E ele colocou nas Escrituras um número de referências indicando a resposta. Leia estes versículos com a testemunha de Jeová,
perguntando a ela o que cada um deles revela sobre a condição dos mortos: E quando abriu o quinto selo, vi por baixo do altar as almas dos que
tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa da obra de testemunho que costumavam ter. E gritaram com voz alta dizendo: Até
quando, Soberano Senhor, santo e verdadeiro, abster-se-á de julgar e vingar o nosso sangue dos que moram na terra? E a cada um deles foi
dada uma comprida veste branca; e foi-lhes dito que descansassem mais um pouco, até que completasse o número dos seus co-escravos e dos
seus irmãos, que estavam para ser mortos assim como eles também tinham dito (Rev. 6:9-11 [Apocalipse] Tradução do Novo Mundo). Mas de
ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor; todavia, por causa de vós, julgo
mais necessário permanecer na carne (Fil. 1:23,24). Jesus disse: Veio a morrer o mendigo, e foi levado pelos anjos para o seio, de Abraão;
morreu também o rico, e foi sepultado. No hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe a Abraão, e a Lázaro no seu seio (Luc.
16:22,23). (Veja também as considerações sobre Salmo 37:9,11,29, 146:3,4; Ezequiel18:4;e Lucas 16:22-28.)

ISAÍAS 9:6
Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro,
Deus Forte Pai Eterno, Príncipe da Paz (Imprensa Bíblica Brasileira). As testemunhas de Jeová não questionam que este versículo fale
profeticamente de Jesus Cristo, identificando-o como "Deus Poderoso" (Tradução do Novo Mundo). Mas elas acreditam que o Filho é meramente
"um deus" - um dos "muitos deuses e muitos senhores" (1 Cor. 8:5, Tradução do Novo Mundo) - assim como Satanás, o demônio, é chamado de
"o deus deste sistema de coisas" (II Cor. 4:4, Tradução do Novo Mundo). Elas vêem Jesus Cristo como um ser criado, um anjo. Segundo a
teologia da Torre de Vigia, ele, definitivamente, não é o Poderoso Deus Jeová. '' As Testemunhas de Jeová na realidade têm dois deuses, um
"Todo-Poderoso Deus", Jeová - e um "poderoso deus", Jesus Cristo. Na prática, no entanto, Jeová recebe toda adoração, e Jesus é apenas
chamado de "um deus", por concessão. Você pode começar perguntando à testemunha de Jeová se ela acredita que há apenas um Deus
verdadeiro. Ela irá responder "sim". Pergunte-lhe quem é ele, e lhe irá responder "Jeová". Então peça-lhe que leia Isaías 9:6, e pergunte quem é o
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P‚g:
Deus Poderoso mencionado ali - "o menino que nos nasceu... um filho que se nos deu" (Tradução do Novo Mundo). Ela irá admitir que Jesus é o
Deus Poderoso. Então pergunte-lhe se Jesus é o Deus verdadeiro. Ela responderá: "não!" - que Jesus é meramente "um deus". Neste momento,
pondere com a testemunha que sua teologia leva a uma de duas conclusões: (1) não sendo o Deus verdadeiro, Jesus teria que ser um falso
deus, ou (2) as testemunhas de Jeová tem dois Deuses verdadeiros. Agora volte-se para a Bíblia para mostrar às testemunhas de Jeová que o
Deus Poderoso e o Deus Todo-Poderoso são o mesmo. Primeiro, mostre que o Cristo ressurreto não é apenas poderoso, mas é Todo-Poderoso;
segundo, mostre que Jeová, o Deus Todo Poderoso, é também chamado de Deus Poderoso. Primeiro: Peça à testemunha que leia em Hebreus
1:3 que Jesus Cristo está "sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder". Como poderia alguém ser mais todo poderoso? Então volte-
se para Mateus 28:18 e mostre que Jesus Cristo "tem toda autoridade" (Tradução do Novo Mundo) ou "todo poder... no céu e na terra". Por
definição, isto é o que a expressão todo poderoso significa. Desta maneira, Jesus é todo poderoso. Segundo: Pergunte à testemunha: "já que
Isaías era um judeu e por isso acreditava em um único Deus - Jeová - quem Isaías acreditava ser o Deus Todo-Poderoso?" Certamente, Isaías
entendia que o Deus Todo-Poderoso era Jeová. Em seguida, convide a testemunha a ler Isaías 10:20, 21 em sua própria Tradução do Novo
Mundo: "...os restantes de Israel... certamente se apoiarão em Jeová, o Santo de Israel, em veracidade. Um mero restante retornará, o restante
de Jacó, ao Deus Poderoso". Sim, a palavra inspirada escrita através de Isaías chama Jeová de "o Deus Poderoso". Finalmente, para reforçar
este ponto, peça à testemunha que abra sua Bíblia em sua própria Tradução do Novo Mundo. Mas antes que ela leia, lembre-lhe que a Torre de
Vigia ensina que o Deus Poderoso e o Deus Todo-Poderoso são diferentes - Jesus sendo o Deus Poderoso e Jeová o Todo-Poderoso. Então
peça-lhe que leia o que Jeremias escreveu sobre "o verdadeiro Deus, o Grande, o Poderoso, cujo nome é Jeová dos exércitos..." (Jer. 32:18,
Tradução do Novo Mundo). Então, uma vez que Jesus é o Deus Poderoso, e Jeová é o Deus Poderoso, quem é Jesus? (Deixe as testemunhas
de Jeová chegarem à inescapável conclusão em suas próprias mentes que Jesus é Jeová). (Veja também as nossas considerações sobre João
1:1, 20:28 e Apocalipse 1:7,8.)

As Testemunhas de Jeová refutadas versículo por versículo no Novo Testamento


MATEUS 3:11
[João Batista disse:] "Ele vos batizará no Espírito Santo, e em fogo". Segundo o livro da Sociedade Torre de Vigia de 1982, You Can Live Forever
in Paradise on Earth, (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra), (p.40), "João, o Batista, disse que Jesus iria batizar no espírito santo,
assim como João havia batizado em água. Assim, da mesma maneira que a água não é uma pessoa, o espírito santo também não é uma pessoa"
(Mat. 3:11). Qual a validade do arrazoado das testemunhas de Jeová contra a personalidade do Espírito Santo? Não é válido de forma alguma! -
porque o mesmo "argumento do batismo" poderia ser usado contra a personalidade de Jesus Cristo, que obviamente andou na terra como uma
pessoa. Por exemplo, Romanos 6:3 diz: " Ou, porventura, ignorais que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua
morte? (grifo acrescentado). "Da mesma forma que a morte não é uma pessoa, Jesus Cristo também não é uma pessoa" - este argumento
poderia também ser usado. Gálatas 3:27 diz que: "Porque todos quantos fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo". Aqui, o raciocínio
poderia ser: "Já que as pessoas podem ser batizadas em Cristo e revestidas de Cristo, ele não pode ser uma pessoa". Estas comparações
contestam a personalidade de Cristo? Não! Então o "argumento do batismo" também não contesta a personalidade do Espírito Santo. (Veja
também as considerações sobre o "derramamento" e o "enchimento" com o Espírito Santo em Atos 2:4. Para mais evidências da personalidade e
divindade do Espírito Santo, veja também João 16:13; Atos 5:3, 4; Romanos 8.26,27; e I Coríntios 6:19.)

LUCAS 16:22-24, 27 e 28
Ora, no decorrer do tempo, morreu o mendigo e foi carregado pelos anjos para [a posição] junto ao seio de Abraão. Também, o rico morreu e foi
enterrado. E no hades ele ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu Abraão de longe, e Lázaro com ele (na posição junto). Por isso clamou e
disse: "Pai Abraão, tem misericórdia de mim e manda que Lázaro mergulhe a ponta do seu dedo em água e refresque a minha língua, porque
estou em angústia neste fogo intenso... peço-te, pai, que o envies à casa de meu pai, pois, tenho cinco irmãos, a fim de que lhes dê um
testemunho cabal, para que não cheguem a entrar neste lugar de tormento (Tradução do Novo Mundo). As testemunhas de Jeová acreditam no
ensinamento de sua organização de que o hades é simplesmente a sepultura e que não há existência consciente depois da morte até a futura
ressurreição. Mas, já que as palavras de Jesus nos versículos acima realmente falam de tal existência consciente, a Sociedade Torre de Vigia
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tem que fazer alguma coisa para negar tais palavras. Assim, elas ponderam que esta narrativa é uma parábola, ou ilustração, e aplicam um
significado simbólico para tudo o que acontece nesta história. Segundo a Torre de Vigia, Lázaro representa os discípulos de Jesus, e o homem
rico os líderes religiosos judeus, a morte de cada um representa uma mudança nas condições de cada um destes grupos aqui na terra, e os
tormentos do homem rico representam a maneira pela qual os líderes religiosos judeus ficaram expostos devido aos ensinamentos dos apóstolos.
Assim, Jesus não estava falando sobre a condição dos mortos em Lucas 16, segundo a Sociedade Torre de Vigia. Os cristãos, de maneira geral
também, concordaram que a história de Lázaro e o homem rico é mais uma das muitas parábolas de Jesus. Mas se examinarmos as outras
parábolas de Jesus concluiremos que todas eram ilustrações baseadas em situações da vida real. Por exemplo, o filho pródigo retornou ao lar
depois de esbanjar o seu dinheiro; um homem encontrou um tesouro enterrado num campo, o escondeu, e vendeu tudo o que possuía para
comprar aquele campo; o rei que deu uma festa de casamento para seu filho; um senhor de escravos que viajou para o exterior e então voltou
para sua casa e seus escravos; o homem que plantou uma vinha, arrendou-a, mas depois teve dificuldades em receber o que lhe era devido; e
assim por diante. Aquele jovem realmente deixou a sua casa e esbanjou o dinheiro de sua herança, e Jesus usou a familiaridade que sua
audiência tinha com tais circunstâncias para fazer ilustrações relacionadas ao reino. As pessoas realmente encontravam tesouros perdidos,
davam festas de casamento, deixavam seus escravos encarregados de suas posses, enquanto viajavam, arrendavam vinhas, e assim por diante,
e Jesus usou a familiaridade de seus ouvintes com estas coisas para ilustrar coisas espirituais. Assim, se a parábola de Lázaro e o homem rico é
como as outras parábolas de Jesus, ele também deve ter usado uma circunstância real para ilustrar coisas espirituais. As pessoas devem
realmente ter uma existência consciente depois da morte e algumas delas devem realmente estar "em tormentos", profundamente arrependidas
de sua vida pregressa. A despeito do que a parábola ilustra, a história básica, como as outras histórias que Jesus contou, deve ter sido tirada da
vida real. Lembrando o que a Bíblia nos revela a respeito da misericórdia, do amor e da compaixão de Jesus, nós sabemos que Deus não é
nenhum monstro cruel e sem sentimentos que tem prazer em atormentar as pessoas. Se nós realmente o conhecemos, compreende-mos que ele
é mais bondoso e amoroso que nós mesmos. Assim, se nós somos incapazes de conciliar a bondade de Deus com os ensinamentos de Jesus a
respeito da condição dos mortos, o problema deve estarem nós mesmos, e na nossa compreensão limitada de Deus. Abraão enfrentou um
problema similar quando soube que Deus ia fazer chover fogo e enxofre sobre Sodoma e Gomorra. Ele questionou até mesmo perguntando: "Não
fará justiça o juiz de toda a terra?" (Gên. 18:25). Assim, uma pessoa que se irrita com os ensinamentos de Jesus deveria seguir o exemplo de
Abraão levando a questão a Deus em oração e pedindo sua ajuda para confiar nele completamente, mesmo em questões que estão além do
entendimento humano. Mas a solução não está em negar o que a Bíblia diz. Embora Jesus Cristo tenha sido a pessoa mais bondosa e amorosa
que já andou na terra, ele também era quem mais tinha a dizer a respeito das coisas desagradáveis que as pessoas poderiam encontrar depois
da morte. Disse, por exemplo: Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles ajuntarão do seu reino todos os que servem de tropeço, e os que
praticam a iniqüidade, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes (M at. 13:41,42). E ele vos responderá: Não sei
donde sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniqüidade. Ali haverá choro e ranger de dentes quando virdes Abraão, Isaque, Jacó
e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora (Luc. 13:27,28). Assim será no fim do mundo: sairão os anjos, e separarão os maus
dentre os justos, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes (Mat. 13:49,50). Ordenou então o rei aos servos:
Amarrai-o de pés e mãos, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes (Mat. 22:13). Virá o senhor daquele servo, num dia
em que não o espera, e numa hora de que não sabe, e cortá-lo-á pelo meio, e lhe dará a sua parte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de
dentes (Mat. 24:50,51). Virá o senhor desse servo num dia em que não o espera, e numa hora de que não sabe, e cortá-lo-á pelo meio, e lhe dará
a sua parte com os infiéis. O servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com
muitos açoites; mas o que não a soube, e fez coisas que mereciam castigo, com poucos açoites... (Luc. 12:46-48). E lançai o escravo imprestável
na escuridão lá fora. Ali é onde haverá [seu] choro e ranger de [seus] dentes (Mat. 25:30, Tradução do Novo Mundo) . ... mas ai daquele por quem
o Filho do homem é traído! bom seria para esse homem se não houvera nascido. [Nota do autor: Se ele não tivesse nascido, o traidor não
existiria. Mas a não existência era melhor que a punição que agora está reservada para ele. Desta forma, a Torre de Vigia deve estar errada no
seu ensinamento de que a morte de Judas o precipitou na não existência eterna.] (Mat. 26:24). ...melhor te é entrares com um olho no reino de
Deus, do que seres com os dois olhos lançado no Geena, onde o seu gusano não morre e o fogo não se extingue (Mar.9:47,48, Tradução do
Novo Mundo). Alegrai-vos naquele dia e pulai, pois eis que a vossa recompensa é grande nos céus... Mas ai de vós ricos, porque já tendes
plenamente a vossa consolação. Ai de vós os que agora estais saciados, porque passareis fome. Ai de vós os que agora rides, porque
pranteareis e chorareis (Luc.6:23-25, Tradução do Novo Mundo). Além disso, eu vos digo, meus amigos: Não temais os que matam o corpo e
depois disso não podem fazer mais nada. Mas eu vos indicarei quem é para temer, temei aquele que, depois de matar, tem autoridade para
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lançar no Geena. Sim, eu vos digo, temei a Este (Luc. 12:4,5, Tradução do Novo Mundo). E na revelação que Jesus fez ao apóstolo João na sua
velhice, a mensagem angélica do Senhor diz: Se alguém adorar a fera e a sua imagem e receber uma marca na sua testa ou na sua mão, beberá
também do vinho da ira de Deus, derramado, não diluído, no copo do seu furor, e será atormentado com fogo e enxofre, à vista dos santos anjos
e à vista do cordeiro. E a fumaça do tormento deles acende para todo o sempre, e não tem descanso, dia e noite... (Apoc. [ Revelação] 14:9-11,
Tradução do Novo Mundo). Conclua perguntando à testemunha de Jeová: "Se alguém nunca ler uma publicação da Torre de Vigia, mas ler
apenas as palavras de Jesus, no que ela acreditaria com respeito a este assunto? Em que os leitores da Bíblia acreditaram por muitos séculos
antes que o fundador da Torre de Vigia, 'Pastor Russell, apresentasse no final dos anos 1800 a sua doutrina da não existência do inferno"? O
Senhor usou linguagem figurativa - escuridão, fogo, tormento, exclusão - mas transmitiu claramente a idéia de que aqueles que são
desobedientes vão encarar algum tipo de desprazer depois da morte, e que Jesus veio como Salvador para resgatar-nos de tal destino.

LUCAS 24:36-39
Enquanto ainda falavam destas coisas, ele mesmo estava de pé no meio deles... Mas visto que estavam apavorados, e tinham ficado
amedrontados, imaginavam ver um espírito. De modo que lhes disse: Por que estais aflitos, e por que é que se levantam dúvidas nos vossos
corações? Vede minhas mãos e meus pés, que sou eu mesmo, apalpai-me e vede porque um espírito não tem carne e osso assim como
observais que eu tenho (Tradução do Novo Mundo). Em contraste com as palavras acima, extraídas de sua própria Bíblia, os líderes das
Testemunhas de Jeová ensinam que o Cristo ressurrecto é um espírito e que: "O corpo humano, ao qual Jesus renunciou para sempre com o um
sacrifício redentor, foi despojado pelo poder de Deus, mas não pelo fogo do altar do templo de Jerusalém. A carne de um sacrifício é sempre
despojada e tirada da existência, e assim não se corrompe" (Livro da Torre de Vigia Things in Which It Is Impossible for God to Lie [Coisas em
Que É Impossível Que Deus Minta,], 1965, p. 354). Também dizem que: "Logo após a sua ressurreição, Jesus nem sempre apareceu no mesmo
corpo [talvez para reforçar em suas mentes a idéia de que ele era um espírito]" (Livro da Torre de Vigia Reasoning from the Scriptures
[Raciocínios a Base das Escrituras] ,1985, p. 335). Obviamente, a organização das testemunhas de Jeová usando estes argumentos poderia
fazer com que acreditássemos o contrário do que dizem as Escrituras a esse respeito. Insiste que o corpo de Cristo não foi ressuscitado, mas
destituído, e que ele se tornou um espírito. Se isto fosse verdade, então suas declarações em Lucas 24:36-39 teriam sido mentirosas; e quando
ele mostrou aos discípulos as marcas dos pregos em suas mãos e pés, convidando--os a sentir a carne e ossos, teria sido um truque esperto
para os enganar. Além de discutir os pontos acima, você pode também pedir à testemunha de Jeová que leia os versículos onde Jesus tinha
predito o que aconteceria com seu corpo: "Em resposta, Jesus disse-lhes: 'Demoli este templo e em três dias o levantarei'. Os judeus disseram
portanto: 'Este templo foi construído em quarenta e seis anos, e tu o levantarás em três dias?' Mas ele estava falando do templo do seu corpo"
(João 2:19-21, Tradução do Novo Mundo). A testemunha tem uma escolha a fazer - acreditar no que Jesus disse a respeito de sua ressurreição
corpórea, ou acreditar no que a Torre de Vigia diz.

A HISTÓRIA DO MOVIMENTO NOVA ERA


As raízes do Movimento Nova Era originam-se na fundação da Sociedade Teosófica em 1875, em Nova York, pela russa Helena Petrovna
Blavatsky. Uma das doutrinas básicas da teosofia ensina que todas as religiões têm "verdades comuns", as quais transcendem todas as
diferenças. Os adaptos da Sociedade Teosófica acreditavam na existência de "mestres", os quais seriam seres espirituais ou homens
especialmente favorecidos pelo destino e que haviam "evoluído" mais do que grande massa, isto é, os que haviam se tornado especialmente
"iluminados".

A terceira presidente, Alice Bailey (1880-1949), uma inglesa que emigrou para os EUA, estabeleceu o verdadeiro alicerce para o Movimento Nova
Era e é reconhecida como sua suma sacerdotisa. Como médium espírita, recebia mensagens de um assim-chamado "mestre da sabedoria", o
tibetano Djawal Khul. Estas mensagens, as quais este demônio lhe transmitia através de escrita automática, foram publicadas em numerosos
livros, como doutrina secreta, e constituíam o "Plano", o qual até hoje, para o Movimento Nova Era, é determinante e obrigatório.

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A REVELAÇÃO AO PÚBLICO

Conforme ordens secretas, o movimento deveria permanecer completamente clandestino até 1975. A partir daquele ano, a ordem era de se trazer
à luz do público o "Plano" para a "Nova Ordem Mundial" e as suas características. Agora as doutrinas da "Nova Era" deveriam ser divulgadas
mundialmente, juntamente com a anunciação de um "Cristo da Nova Era", usando-se todos os meios de comunicação disponíveis. E foi
exatamente isto o que aconteceu.

Os programas dos grupos Nova Era, que à primeira vista têm assuntos sobre um estilo de vida saudável, foram aceitos na economia e em todas
as camadas sociais, até mesmo em alguns círculos cristãos. Eles contêm, normalmente, os seguintes itens, os quais, no fundo, são diversas
formas de técnicas orientais de ocultismo: meditação (ioga e terapias de relaxamento), hipnose, cura psíquica (visualização e "pensamento
positivo"). Estas duas últimas partem da hipótese de que o homem converte em vida o que ele pensa, isto é, que o subcon sciente transforma em
realidade os nossos pensamentos e desejos. Especialmente o "pensamento positivo" é freqüentemente praticado e até mesmo baseado em
versículos bíblicos e denominado como "fé", apesar de premissa anti-bíblica de que a força básica de qualquer homem seja boa.

A penetração profunda da ideologia Nova Era no público deu-se, principalmente, devido à obra de Marilyn Ferguson ("A Conspiração Aquariana"),
a qual pode ser considerada, atualmente, como o "livro de culto" do Movimento Nova Era. Neste livro, a "era prometida", como as alegrias dos
"estados de consciência alterados", é apregoada com entusiasmo e o Plano Nova Era é propagado mundialmente.

Até mesmo as crianças e os jovens são influenciados pelas idéias da Nova Era, entre outras coisas pela assim chamada "onda de fantasia", com
seus filmes, vídeos, fitas cassetes, revistas cômicas, livros, jogos e brinquedos. Sete dos dez filmes mais bem sucedidos na história do cinema
pertencem ao gênero "fantasia". Em primeiro lugar encontra-se o filme "E.T.", o qual deu início a todo um novo culto da juventude, e, em segundo
lugar, o filme "Star Wars" ("Guerra nas Estrelas"). Setenta e cinco porcento dos sucessos de bilheteria têm temas de fantasia. Livros de fantasia
são best-sellers e têm tiragens de milhões de exemplares. Do gênero "fantasia", já existem centenas de livros de títulos, em quase todos os livros
é apresentada alguma forma de ocultismo, como: invocação aos mortos, esconjuração de espíritos, clarividência, levitação de objetos através do
poder da mente, etc. Feiticeiros, bruxas e mágicos têm um papel importante. Cinturões mágicos, espadas mágicas e amuletos caracterizam o
mundo da geração jovem. Sob a classificação geral de "esotéricos", oferecem-se, nas livrarias , livros de ocultismo com instruções claras sobre
como se entrar em contato com forças sobrenaturais.

A FILOSOFIA DA NOVA ERA

O objetivo da filosofia Nova Era é reconciliar todos os opostos: a ciência e o ocultismo são colocados no mesmo nível, todos os valores éticos
desmoronam-se, o bem e o mal já não mais existem. Tudo é uma coisa só. Deste ponto de vista, entende-se também a tendência à síntese das
religiões.

OS OBJETIVOS E PLANOS DO MOVIMENTO NOVA ERA

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P‚g:
O "Plano", o qual foi transmitido a Alice Bailey através de ditados mediúnicos, consiste no estabelecimento de uma Nova Ordem Mundial, de um
Novo Governo Mundial e de uma Nova Religião Mundial. O objetivo político principal do movimento é o domínio do mundo. "A dissolução ou
destruição de nações individuais, no interesse da paz e da conservação da humanidade", é propagada abertamente.

No caminho para o domínio do mundo são fixados numerosos objetivos intermediários (políticos, sociais e econômicos), como por exemplo:

- um sistema universal de cartões de crédito


- uma central mundial para distribuição de alimentos, a qual controlaria todo o abastecimento à humanidade.
- um sistema de impostos mundialmente unificado.
- Um serviço militar obrigatório em escala mundial (apesar das idéias pacifistas).

Quando em 1975 o movimento se tornou público, destes objetivos desenvolveram-se programas detalhados para os grupos Nova Era,
como:
- criação de um sistema econômico mundial.
- Entrega das propriedades privadas nos setores de crédito, transporte e de produção de gêneros de primeira necessidade a um diretório mundial.
- Reconhecimento da necessidade de submissão a um controle mundial com relação a assuntos biológicos, como densidade populacional e os
serviços de saúde.
- Garantia mundial de um mínimo de liberdade e bem-estar.
- Obrigação de se subordinar a vida pessoal aos objetivos de um diretório mundial.

AS ERAS

A razão por que tem-se ouvido tanto sobre uma nova era fundamenta-se na crença de que os ciclos divinos de evolução são desenvolvidos
através de diferentes eras astrológicas, cada uma com sua características distinta.

Acreditam que a humanidade evoluiu dentro das seguintes eras:

Era de Touro: de 4304 a 2154 a.C.


Era de Carneiro: de 2154 a 4 a.C.
Era de Peixes: de 4 a.C. a 2146 d.C.
Era de Aquário: 2146 a 4296 d.C.

A Era de Touro é atribuída à antiga cultura egípcia, que tinha a vaca como deusa da fertilidade e a pecuária como principal cultura. Os astrólogos
dizem que essa foi a era em que a cultura egípcia se desenvolveu e foi o centro da civilização.

Com o final da Era de Touro, o domínio egípcio cessou e deu lugar a Carneiro, o signo que passou a dominar. Os astrólogos dizem que foi Israel
que dominou essa era, devido ao sacrifício do cordeiro, o ritual mais marcante da religião de Israel, além da ovinocultura (criação de ovelhas), sua
principal cultura. Dizem que a fase de transição entre as duas era s foi a saída de Israel do Egito, e que os hebreus ainda tentaram preservar o
poder de Touro, quando fizeram o bezerro de ouro no deserto, mas Moisés (avatar da Era de Carneiro) os repreendeu e inaugurou a Era de
Carneiro. Afirmam que Jesus foi chamado de "Cordeiro de Deus" (Jo 1.29) porque era filho do povo dominante da Era de Carneiro.

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P‚g:
Jesus Cristo (avatar da Era de Peixes) teria, ent€o, inaugurado essa era, dando evid•ncia disso ao chamar os ap‚stolos para serem pescadores
de homens, fazendo alus€o ƒ humanidade pisciana.

Por causa de Jesus Cristo, o povo dominante da Era de Peixes seriam os crist€os. Para provar que o cristianismo „ o que domina Era de Peixes,
apegam-se ao fato de que o mais antigo s…mbolo crist€o „ o peixe.

Terminando a Era de Peixes surge a de Aqu†rio. Aqu†rio „ um signo regido pelo planeta Urano, que foi descoberto em 1781, coincidindo com a
Revolu‡€o Francesa.

ERROS DOUTRINÁRIOS DA NOVA ERA

DEUS

A Nova Era ensina que tudo „ Deus. Que Deus n€o „ uma pessoa, mas uma for‡a, uma energia, uma consci•ncia universal. Os adeptos cr•em
que os homens, animais, vegetais e minerais fazem parte da divindade. Consideram a Terra como uma divindade, a quem chamam de M€e-
Terra.

Refutação: (I Reis 19.11-1

Este „ um breve resumo do “Movimento Nova Era”, que serve para o despertarmento do Povo de Deus.

TEORIA DA REENCARNAÇÃO

CRISTIANISMO E ESPIRITISMO
INTRODUÇÃO
Ao estudar a doutrina esp‡rita, mais especificamente, ao ler o livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, fiquei perplexo e ao mesmo tempo
preocupado com algumas afirmaƒ‹es ali encontradas, como por exemplo: "o cristianismo e o espiritismo ensinam a mesma coisa"; "o espiritismo € de tradiƒ†o
verdadeiramente crist†"; "no cristianismo se encontram todas as verdades". No referido livro, diversas citaƒ‹es b‡blicas s†o analisadas sob o enfoque e a ‰tica do
espiritismo.
Seguindo o caminho de Allan Kardec, v‚rias mensagens da B‡blia Sagrada s†o citadas pelos esp‡ritas como prova de que a doutrina esp‡rita tem o apoio da
Palavra de Deus.
Sabe-se que muitos crentes, principalmente os novos convertidos, n†o se encontram preparados para rebater essas inverdades e investidas contra a pureza do
Evangelho do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Por isso, este trabalho tem por objetivo esclarecer que espiritismo e cristianismo s†o irreconcili‚veis e n†o
ensinam a mesma coisa. Por exemplo, para os esp‡ritas Jesus foi um homem como outro qualquer, no m‚ximo um grande m€dium, ou um esp‡rito puro. Para n‰s,
evang€licos, Jesus € Senhor; Jesus € o Verbo que desceu de Sua gl‰ria e habitou entre n‰s.
Tive a preocupaƒ†o, tamb€m, de analisar v‚rias das quest‹es levantadas pelos esp‡ritas, nas quais eles tentam explicar que a B‡blia Sagrada dar legitimidade ˆ
doutrina da reencarnaƒ†o; da preexist„ncia da alma; da comunicaƒ†o dos vivos com os mortos; da salvaƒ†o somente pela caridade, e outras. Que esta leitura lhe
seja proveitosa.

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P‚g:
"Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios"
(1 Timóteo 4.1).

"Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos anunciamos, seja anátema" [amaldiçoado]
(Gálatas 1.8).

A b‡blia do espiritismo € o Livro dos Esp‡ritos, escrito em 1857 pelo escritor franc„s Hyppolyte L€on Denizart Rivail, conhecido pelo nome de Allan Kardec.
Este livro, segundo seu autor, cont€m mensagens recebidas de esp‡ritos desencarnados. Entre 1859 e 1868, escreveu outros livros: O Que € Espiritismo, O
Evangelho Segundo o Espiritismo, A G„nese, Livro dos M€diuns, C€u e Inferno. Esses comp„ndios formam o que se chama codificaƒ†o da doutrina esp‡rita,
nascendo da‡ o Espiritismo, denominaƒ†o criada pelo referido escritor.
In…meras religi‹es h‚ no mundo e algumas at€ defendem princ‡pios e doutrinas ensinados por outras. Š exemplo o ensino budista e hindu‡sta da transmigraƒ†o das
almas adotado no espiritismo, com algumas alteraƒ‹es, com o nome de reencarnaƒ†o. Outro exemplo € a absorƒ†o, pelo espiritismo, da teoria evolucionista do
ingl„s Darwin, desenvolvida no livro A Origem das Esp€cies, em 1859, na mesma €poca em que Kardec escrevia seus livros. At€ aqui nada de anormal nessa
colcha de retalhos, n†o fosse a moldura que o kardecismo colocou em sua doutrina: o cristianismo, mais precisamente o Evangelho do Senhor Jesus.
Assim, difunde-se o "Espiritismo Crist†o", com fachada crist†, com nomenclatura crist†, com apelos crist†os, mas na verdade nega as doutrinas do cristianismo.
Qual trepadeira enrosca-se o kardecismo na frondosa ‚rvore do cristianismo, n†o para lhe dar vida ou beleza, mas, suponho, para ter mais credibilidade e
sustentaƒ†o. Os crist†os-evang€licos denunciamos e rejeitamos, porque falsos, os afagos, aplausos e palavras doces origin‚rios de uma seita que se compraz, por
exemplo, em desonrar a imagem do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e negar a autoridade e inspiraĠo divina das Sagradas Escrituras, como veremos mais
adiante. Assim, o quadro do espiritismo apresenta uma moldura falsa.

A MOLDURA
"Mas, o papel de Jesus n†o foi o de um simples legislador moralista, tendo por exclusiva autoridade a sua palavra. Cabia-lhe dar cumprimento ˆs profecias que
lhe anunciaram o advento; a autoridade lhe vinha da natureza excepcional do seu Esp‡rito e da SUA MISS’O DIVINA" (Evangelho Segundo o Espiritismo,
Allan Kardec, cap. I, item 4).
"O Cristo foi o iniciador da mais pura, da mais sublime moral, da moral evang€lico-crist†, que h‚ de renovar o mundo, aproximar os homens e torn‚-los irm†os:
que h‚ de fazer brotar de todos os coraƒ‹es a caridade e o amor do pr‰ximo e estabelecer entre os humanos uma solidariedade comum; de uma perfeita moral,
enfim, QUE H• DE TRANSFORMAR A TERRA, TORNANDO-A MORADA DE ESP“RITOS SUPERIORES aos que hoje a habitam"(E.S.E., cap. I, item 9).
"O espiritismo n†o encerra uma moral diferente daquela de Jesus" (Livro dos Esp‡ritos, seƒ†o VIII, conclus†o).
"Todos os sofrimentos: mis€rias, decepƒ‹es, dores f‡sicas, perda de seres amados, encontram consolaƒ†o em a f€ no futuro, em a confianƒa na JUSTI”A DE
DEUS, QUE CRISTO VEIO ENSINAR AOS HOMENS" (E.S.E., cap. VI, item 2).
"Esp‡ritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instru‡-vos, este o segundo. NO CRISTIANISMO ENCONTRAM-SE TODAS AS VERDADES. S†o de
origem humana os erros que nele se enraizaram" (E.S.E., cap. VI, item 5).
"Deus transmitiu a sua lei aos hebreus, primeiramente por via de Mois€s, depois por interm€dio de Jesus"(E.S.E., cap., XVIII, item 2).
"O Espiritismo diz: N†o venho destruir a lei crist†, mas dar-lhe execuƒ†o. NADA ENSINA EM CONTR•RIO AO QUE ENSINOU O CRISTO, mas desenvolve,
completa e explica, em termos claros e para toda gente, o que foi dito apenas sob forma aleg‰rica"(E.S.E., cap. I, item 7).
"Bem compreendido, mas sobretudo bem sentido, o Espiritismo leva aos resultados acima expostos, que caracterizam o verdadeiro esp‡rita, como o crist†o
verdadeiro, POIS QUE UM O MESMO Š QUE OUTRO. O Espiritismo n†o institui nenhuma nova moral; apenas facilita aos homens a intelig„ncia e a pr‚tica da
do Cristo, facultando f€ inabal‚vel e esclarecida aos que duvidam ou vacilam" (E.S.E., cap. XVII, item 4).
"O Cristianismo e o Espiritismo ensinam a mesma coisa" (E.S.E., IntroduĠo, VII).
"O espiritismo € a …nica tradiƒ†o VERDADEIRAMENTE CRIST’ e a …nica instituiƒ†o verdadeiramente divina e humana" (Obras P‰stumas, Allan Kardec, p.
308).
"O reino de Cristo, ah! passados que s†o dezoito s€culos e apesar do sangue de tantos m‚rtires, ainda n†o veio. Crist†os, voltai para o Mestre, que vos quer salvar"
(E.S.E., cap. I, item 10).
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P‚g:
Sobre o ap‰stolo Paulo: "Meu Deus! Meu Deus! perdoai-me, creio, sou crist†o!" "E desde ent†o tornou-se um dos mais fortes sustent‚culos do Evangelho"
(E.S.E., cap. I, item 11).
"Deus €, pois, a intelig„ncia suprema e soberana, € …nico, eterno, imut‚vel, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfeiƒ‹es, e n†o pode ser
diverso disso" (A G„nese, p. 60, FEB, 28a Ed., Rio de Janeiro, 1985).
"O Espiritismo € a terceira revelaƒ†o de Deus... e os Esp‡ritos s†o as vozes do C€u" A primeira revelaƒ†o de Deus teria sido em Mois€s, e a segunda, em Jesus.
(E.S.E. cap.I, item 6).
"Assim, ser‚ com os adeptos do Espiritismo. Pois que a doutrina que professam mais n†o € do que o desenvolvimento e a aplicaƒ†o da do Evangelho, tamb€m a
eles se dirigem as palavras do Cristo" (E.S.E., cap. XXIV, item 16).
"Esforƒai-vos, pois, para que os vossos irm†os, observando-vos, sejam induzidos a reconhecer que verdadeiro esp‡rita e verdadeiro crist†o s†o uma s‰ e a mesma
coisa, dado que todos quantos praticam a caridade s†o disc‡pulos de Jesus, sem embargo da seita a que pertenƒam" (E.S.E., cap. XV, item 10. Esta mensagem
teria sido do desencarnado ap‰stolo Paulo - Paris 1860).
"Jesus promete outro Consolador: o Esp‡rito de Verdade, que o mundo ainda n†o conhece... O Espiritismo vem, na €poca predita, cumprir a promessa de Cristo...
Assim o Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por
que est‚ na Terra" (E.S.E., cap. VI, item 4).
Vimos, portanto, as palavras af‚veis e elogiosas ao cristianismo dirigidas. A pintura, todavia, n†o guarda sintonia com a moldura. Somente a fachada € crist†,
como veremos a seguir. (O realce nas citaƒ‹es acima € nosso). O espiritismo tem-se esforƒado por encontrar na B‡blia Sagrada passagens que d„em sustentaƒ†o
ou legitimidade aos seus ensinos sobre comunicaƒ†o com os mortos, preexist„ncia das almas, reencarnaƒ†o, salvaƒ†o somente pela caridade, mediuni dade,
pluralidade de mundos habitados, inexist„ncia de c€u, de inferno e de ju‡zo final, e outros. O principal objetivo deste trabalho € refutar essas doutrinas e mostrar
que o ensino das Palavra de Deus € totalmente diferente.

A ORIGEM DO HOMEM
A PALAVRA DO ESPIRITISMO:
"Da semelhanƒa, que h‚, de formas exteriores entre o corpo do homem e do macaco, conclu‡ram alguns fisiologistas que o primeiro € apenas uma transformaƒ†o
do segundo. Nada a‡ h‚ de imposs‡vel, nem o que, se assim for, afete a dignidade do homem. Bem pode dar-se que corpos de macaco tenham servido de vestidura
dos primeiros esp‡ritos humanos, forƒosamente pouco adiantados, que viessem encarnar na Terra, sendo essa vestidura mais apropriada ˆs suas necessidades e
mais adequadas ao exerc‡cio de suas faculdades, do que o corpo de qualquer outro animal. Em vez de se fazer para o esp‡rito um inv‰lucro especial, ele teria
achado um j‚ pronto. VESTIU-SE ENT’O DAS PELE DE MACACO, sem deixar de ser esp‡rito humano, como o homem n†o raro se reveste da pele de certos
animais, sem deixar de ser homem" (A G„nese, Allan Kardec, FEB, Rio de Janeiro, 1985, 28a ed., p. 212).
Allan Kardec, como se v„, ficou muito impressionado com a teoria revolucionista do seu contemporŒneo ingl„s Charles Robert Darwin (1809-1882), e resolveu
inclu‡-la na codificaƒ†o do Espiritismo. Seus adeptos seguiram-lhe os passos. O esp‡rita Alexandre Dias, no livro Contribuiƒ‹es para o Espiritismo (2a ed., Rio de
Janeiro, 1950, a partir da p. 19), al€m de corroborar o pensamento kardecista, acrescentou que antes de serem macacos, os homens foram um mineral qualquer, ou
seja, uma pedra ou um tijolo. N†o apenas isso: "A esp€cie humana prov€m material e espiritualmente da pedra bruta, das plantas, dos peixes, dos quadr…pedes, do
mono (macaco). E, de homem, ascender‚ a esp‡rito, a anjo, indo povoar mundos superiores..." (Leopoldo Machado, Revista Internacional do Espiritismo, 1941,
Mat†o, SP, p. 193).
"A esp€cie humana n†o comeƒou por um s‰ homem. Aquele a quem chamais Ad†o n†o foi o primeiro nem o …nico a povoar a Terra" (Livro dos Esp‡ritos, Allan
Kardec, resposta ˆ pergunta n…mero 50).

A PALAVRA DO CRISTIANISMO
A teoria da seleƒ†o natural das esp€cies € contr‚ria ao que ensina a B‡blia Sagrada. Esta teoria diab‰lica que incorpora o pen samento pante‡sta (Deus € tudo em
todos) € a negaƒ†o do Deus criador de todas as coisas. "NO PRINC“PIO CRIOU DEUS OS CŠUS E A TERRA". Š assim que inicia o primeiro livro da B‡blia,
G„nesis, escrito por Mois€s. Com a Sua palavra, Deus criou a luz, as ‚guas, o firmamento, a parte seca (a terra), a relva e ‚rvores frut‡feras para "darem frutos
segundo a sua esp€cie"; depois produziu os astros luminosos para iluminarem a terra; produziu os peixes e as aves, segundo suas esp€cies; produziu Deus os
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P‚g:
animais dom€sticos, r€pteis e animais selvagens conforme a sua esp€cie.
"Ent†o disse Deus: Faƒamos o homem ˆ nossa imagem, conforme a nossa semelhanƒa; domine ele sobre os animais dom€sticos, sobre toda a terra, e sobre todos
os r€pteis que se arrastam sobre a terra. Formou o Senhor Deus o homem do p‰ da terra, e soprou-lhe nas narinas o fŽlego da vida, e o homem tornou-se alma
vivente. Assim Deus criou o homem ˆ sua imagem, ˆ imagem de Deus o criou; macho e f„mea os criou. Viu Deus que tudo o que tinha feito, e que era muito
bom" (G„nesis 1 e 2).
"Porque primeiro foi formado Ad†o, depois Eva" (1 Tim‰teo 2.13).
Como vimos, depois de fazer a terra e os c€us, Deus criou as matas, as ‚rvores frut‡feras, os animais, e, enfim, o homem. O sopro de Deus no homem formado do
p‰ representa que a vida € um dom de Deus; que o homem foi criado para ser moralmente semelhante a Deus, como express†o do seu amor e gl‰ria; para ter
permanente comunh†o com Deus. Portanto, n†o tem respaldo das Sagradas Escrituras a afirmaƒ†o de que a alma humana encontrou morada primeiramente em
animais, e que o homem € conseq‘„ncia de uma seleƒ†o natural das esp€cies. O Senhor Jesus legitima o livro de G„nesis, ao dizer: "N†o leste que no princ‡pio o
Criador os fez macho e f„mea"?
Como poderia a alma humana, nascida do sopro de Deus, haver se instalado no macaco, criado antes do homem? Por que ent†o afirmar que espiritismo e
cristianismo ensinam a mesma coisa? Proselitismo, engodo, mentira, hipocrisia ou leviandade? Mois€s teria escrito uma asneira? Mas como, se o espiritismo diz
que Mois€s foi a Primeira Revelaƒ†o de Deus? Se as revelaƒ‹es de Deus n†o sabem o que afirmam ou mentem, a Terceira Revelaƒ†o, o espiritismo, seria uma
exceĠo?

A BÍBLIA SAGRADA

A PALAVRA DO ESPIRITISMO:
"A B‡blia n†o pode ser considerada produto da inspiraƒ†o divina. Š de origem puramente humana, semeada de ficƒ‹es e alegorias, sob as quais o pensamento
filos‰fico se dissimula e desaparece o mais das vezes" (Cristianismo e Espiritismo, de Le‰n Denis, p. 130, 5a, FEB).
"Do velho Testamento, j‚ nos € recomendado somente o Dec‚logo, e do Novo Testamento, apenas a moral de Jesus. J‚ consideramos de valor secund‚rio, ou
revogado e sem valor, mais de 90% do texto da B‡blia" (FEB, O Reformador, p. 13, janeiro/1953).
"Nem a B‡blia prova coisa nenhuma, nem temos a B‡blia como probante. O espiritismo n†o € um ramo do cristianismo como as demais seitas crist†s. N†o assenta
seus princ‡pios nas Escrituras. N†o rodopia junto ˆ B‡blia. A nossa base € o ensino dos esp‡ritos, da‡ o nome espiritismo" (• Margem do Espiritismo, FEB, 3a
ediĠo, 1981, p. 2l4).
"A B‡blia, evidentemente, encerra fatos que a raz†o, desenvolvida pela ci„ncia, n†o poderia hoje aceitar e outros que parecem estranhos e derivam de costumes
que j‚ n†o s†o os nossos" (A G„nese, p. 87, opini†o de "esp‡ritos").
Os evangelistas S. Mateus, S. Marcos, S. Lucas e S. Jo†o foram alvo de uma dura cr‡tica do codificador da doutrina esp‡rita: "Eles possivelmente se enganaram
quanto ao sentido das palavras do Senhor, ou dado interpretaƒ†o falsa aos seus pensamentos..." (A G„nese, p. 386). Contudo, na tentativa de legitimar seu
espiritismo Kardec buscou a experi„ncia crist† e as palavras dos evangelistas, principalmente de Mateus, muito citado no livro O Evangelho Segundo o
Espiritismo. Ademais, como vimos inicialmente, Kardec declarou que o espiritismo € de tradiƒ†o verdadeiramente crist†, e que no cristianismo est†o todas as
verdades. Podemos levar a s€rio o que o espiritismo diz? O kardecismo seria muito mais aut„ntico se se firmasse em seus pr‰prios p€s, na palavra e experi„ncia
de seus "esp‡ritos".

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:
"Toda Escritura € divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiƒa, a fim de que o homem de Deus seja
perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra" (2 Tim‰teo 3.16-17).
Esta bel‡ssima mensagem € da lavra do ap‰stolo Paulo, de quem Allan Kardec disse ter sido "um dos mais fortes sustent‚culos do Evangelho". Š o mesmo Paulo
que escreveu 1 Cor‡ntios 13.13, mensagem plenamente aceita pelo codificador da doutrina esp‡rita. Podemos dizer que "o cristianismo e o espiritismo ensinam a
mesma coisa"? No mesmo livro, em 1
Cor‡ntios 15, Paulo empresta o devido valor ˆs Escrituras Sagradas: "Pois primeiramente vos entreguei o que tamb€m recebi: que Cristo morreu por nossos
pecados, segundo as Escrituras; e que foi sepultado, e que ressurgiu ao terceiro dia, segundo as Escrituras".
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P‚g:
"Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Esp‡rito Santo" (2 Pedro 1.21). O
Senhor Jesus confirma a inspiraƒ†o divina da B‡blia quando diz:
"Mas aquele Consolador, o Esp‡rito Santo, que o Pai enviar‚ em meu nome, vos ensinar‚ todas as coisas e vos far‚ lembrar de tudo quanto vos tenho dito" (Jo†o
14.26).
"Errais, n†o conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus" (Jesus, Mateus 22.29). Quem assim falou foi o Senhor Jesus, aquele que veio em "miss†o divina"
para ensinar a justiƒa de Deus aos homens", conforme assim definiu Allan Kardec, na embalagem do espiritismo. Podemos confiar no Livro dos Esp‡ritos e nos
demais, soprados por "esp‡ritos" que dizem e se contradizem, fazem e desfazem, juram e negam? Fiquemos com o Salmo 119.105: "LŒmpada para os meus p€s €
a tua palavra, e luz para o meu caminho".

COMUNICAÇÃO COM OS ESPÍRITOS


A PALAVRA DO ESPIRITISMO:
"Graƒas ˆs relaƒ‹es estabelecidas, doravante e permanentemente, entre os homens e o mundo invis‡vel, a lei evang€lica, que os pr‰prios Esp‡ritos ensinaram a
todas as naƒ‹es, j‚ n†o ser‚ letra morta, porque cada um a compreender‚ e se ver‚ incessantemente compelido a pŽ-la em pr‚tica, a conselho de seus guias
espirituais. As instruƒ‹es que promanam dos Esp‡ritos s†o verdadeiramente as vozes do c€u que v„m esclarecer os homens e convid‚-los ˆ pr‚tica do Evangelho"
(E.S.E., Allan Kardec, IntroduĠo, item I).
V„-se a n‡tida propens†o do Espiritismo de Kardec de criar um sincretismo doutrin‚rio envolvendo o cristianismo. A intenƒ†o € revelada tamb€m nos textos de
in‡cio citados, como por exemplo: "O Espiritismo € uma tradiƒ†o verdadeiramente crist†". Sobre o enunciado acima, podemos dizer que n†o foram os Esp‡ritos
que ensinaram a lei evang€lica; que esta nunca foi letra morta; que os evang€licos n†o t„m guias espirituais; que os esp‡ritos n†o s†o canais de comunicaƒ†o entre
Deus e os homens. A comunicaƒ†o com os mortos, o esforƒo de um estreito relacionamento com os esp‡ritos desencarnados, e a possibilidade de as almas
retornaram ˆ vida corp‰rea em corpos diferentes, s†o os baluartes da doutrina esp‡rita. Este n†o € o Evangelho que os evang€licos pregam. Logo, crist†os e
esp‡ritas n†o ensinam a mesma coisa. A moldura € falsa.

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:
"N†o haja no teu meio quem faƒa passar pelo fogo o filho ou a filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem
necromante, nem m‚gico, nem QUEM CONSULTE OS MORTOS. o Senhor abomina todo aquele que faz essas coisas..."(DeuteronŽmio 18.10-12). Necromante
era o nome dado ao espiritismo de hoje, isto €, pessoa que invoca os mortos. Abominar significa rejeitar, detestar, afastar.
H‚ um ing„nuo argumento contra esta Palavra, segundo o qual n†o havia como Deus proibir o espiritismo porque este n†o existia naquela €poca. Ent†o, nenhum
mal existe em darmos cheques sem fundos ou de seq‘estrarmos pessoas. Sem maiores coment‚rios. O espiritismo est‚ sob condenaƒ†o divina porque consulta os
mortos, tenta manter di‚logo com eles, recebe mensagens de seres espirituais que dizem ser esp‡ritos desencarnados, e, al€m disso, distorce a Palavra de Deus e
nega as principais doutrinas b‡blicas. Ademais, quem escreveu os vers‡culos acima, de DeuteronŽmio, foi Mois€s, a "Primeira Revelaƒ†o de Deus", segundo o
espiritismo. Logo...
"Assim morreu Saul (primeiro rei de Israel) por causa da sua infidelidade ao Senhor. N†o guardou a palavra do Senhor, e at€ consultou uma adivinhadora, e n†o
buscou ao Senhor, pelo que ele o matou, e transferiu o reino a Davi, filho de Jess€"(1 CrŽnicas 10.13.14).
Alguns esp‡ritas argumentam que o rei Saul n†o participou de uma sess†o esp‡rita. Qualquer ritual que tenha por objetivo contatar esp‡ritos de pessoas falecidas,
exercer a adivinhaƒ†o e a mediunidade, qualquer que seja o nome a isto atribu‡do - umbanda, candombl€, quiromancia, grafologia, astrologia, quimbanda,
esoterismo, mediunidade -, enquadra-se no conceito de espiritismo.
A B‡blia diz em 1 Samuel 28.7 que Saul procurou uma NECROMANTE, isto €, uma mulher que consultava os mortos, porque ele estava ansioso por uma palavra
do Senhor, que viesse por interm€dio do profeta Samuel, j‚ falecido. O esp‡ritas t„m usado esta passagem para justificar que houve a comunicaƒ†o com o esp‡rito
Samuel. Enganam-se, pelos seguintes motivos: 1) Deus n†o iria favorecer uma pr‚tica por Ele pr‰prio condenada, em funƒ†o da qual condenou Saul, conforme
DeuteronŽmio 18.10-12, e 1 CrŽnicas 10.13-14; 2) Se Samuel fora enviado por Deus - o espiritismo ensina que Deus s‰ se comunica com os homens atrav€s dos
Bons Esp‡ritos -, teria cumprido com prazer sua miss†o, e n†o teria dito a Saul: - "Por que me inquietaste, fazendo-me subir"? 3) O esp‡rito maligno que se
incorporou na pitonisa (m€dium) mentiu ao profetizar que no dia seguinte Saul e seus filhos morreriam (1 Samuel 28.19). A morte de Saul n†o ocorreu n o dia
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P‚g:
seguinte, e somente tr„s de seus filhos morreram (1 Samuel 31.2, 6; 1 CrŽnicas 10.2, 6). Os outros filhos, Is-Bosete (2 Samuel 4.7), Armoni e Mefibosefe (2
Samuel 21.8) n†o foram mortos na batalha contra os filisteus.
"Fez seus filhos passarem pelo fogo no vale do filho de Hinon, praticou feitiƒaria, adivinhaƒ‹es e bruxaria, e consultou m€diuns e adivinhos, fez muito mal aos
olhos do Senhor, provocando-o ˆ ira"(2 CrŽnicas 33.6). O trecho refere-se a Manass€s, d€cimo-quinto rei de Jud‚. Por estes pecados, foi levado cativo para a
BabilŽnia.
"Vivendo ainda a crianƒa, jejuei e chorei... por€m, agora que € morta, por que jejuaria eu? Poderia eu faz„-la voltar? Eu irei a ela, por€m ela n†o voltar‚ a mim"
(Declaraƒ‹es do rei Davi, referindo-se ˆ morte de sua filha, em 2 Samuel 12.15-23). "Tal como a nuvem se desfaz e passa, assim aquele que desce ˆ sepultura
jamais tornar‚ a subir. Nunca mais tornar‚ sua casa, nem o seu lugar jamais o conhecer‚" (J‰ 7.9-10).
Na par‚bola do rico e L‚zaro, Lucas 16.19-31, o Senhor Jesus confirma a impossibilidade de os mortos se comunicarem com os vivos. Em resposta ao rico, que
estava em tormentos e lhe rogava que enviasse L‚zaro aos seus irm†os na Terra, Abra†o foi categ‰rico: "T„m Mois€s e os profetas. Ouƒam-nos". Ou seja, seus
irm†os possuem os cinco livros de Mois€s (o Pentateuco) e os livros dos profetas. Devem eles buscar suas verdades, ler essa Escritura para alcanƒarem a vida
eterna. Mas o rico insistiu: "N†o, pai Abra†o, mas se algum dos mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam". O rico estava aterrorizado diante do que estava
vendo e sofrendo. N†o desejava a mesma coisa para o seu pior inimigo. Acreditava o rico no testemunho de L‚zaro. Pensava ele que a L‚zaro seria concedido sair
do seu lugar para levar a boa mensagem de salvaƒ†o aos vivos. Mas Abra†o fechou a quest†o, perempt‰rio: "Se n†o ouvem a Mois€s e aos profetas, tampouco
acreditar†o, ainda que algum dos mortos volte ˆ vida". Somente um morto ter‚ condiƒ‹es de falar aos vivos se ressuscitar, ou seja, se o esp‡rito voltar ao mesmo
corpo, e ir pessoalmente levar o recado. Os destinos desses dois homens, do rico e de L‚zaro, eram irrevers‡veis. V„-se que em nenhum momento Abra†o acena
com a possibilidade de o sofrimento do rico ser amenizado.
O kardecismo ensina que Deus se comunica com os homens somente atrav€s dos bons esp‡ritos. L‚zaro representa um bom esp‡rito. O bom esp‡rito L‚zaro n†o
teve permiss†o de levar boas mensagens aos irm†os do rico. Ao dizer Abra†o que eles tinham as leis de Mois€s e a palavra dos profetas, estava afirmando que a
Palavra € um meio seguro e natural para Deus falar aos homens.
Quem nos ensinou atrav€s dessa par‚bola foi Jesus, o mesmo Jesus sobre o qual Allan Kardec disse que "veio em miss†o divina de nos ensinar a justiƒa de Deus".
Vamos recordar o que Kardec disse: "Mas, o papel de Jesus n†o foi o de um simples legislador moralista... a autoridade lhe vinha da natureza excepcional do seu
Esp‡rito e da sua miss†o divina. Ele viera ensinar aos homens que a verdadeira vida n†o € a que transcorre na Terra e sim a que € vivida no reino dos c€us. Viera
ensinar-lhes o caminho que a esse reino conduz..." (E.S.E., cap. I, item 4). Esta a moldura. Mais adiante veremos que Kardec desdenha do ensino de Jesus atrav€s
de par‚bolas. Posicionando-se como tal, merece cr€dito o espiritismo? Š flagrante o disparate entre a bula e o rem€dio. O espiritismo acredita que algumas
passagens b‡blicas legitimam a comunicaƒ†o com os esp‡ritos de pessoas falecidas. Vejamos:

A Transfiguração de Jesus
N†o houve nesse evento comunicaƒ†o entre vivos e mortos, como deduz o espiritismo (Lucas 9.28-36):
1. N†o aconteceu ali nenhuma sess†o esp‡rita. Jesus, Pedro, Jo†o e Tiago n†o incorporam esp‡ritos;
2. Aprouve a Deus, na sua infinita sabedoria, promover aquele evento e oferecer ˆqueles ap‰stolos a feliz oportunidade de verem com seus olhos carnais o
Senhor Jesus na sua gl‰ria, a gl‰ria que sempre teve;
3. Tamb€m serviu para dar um alento a Jesus, haja vista a proximidade do seu sacrif‡cio: "Os quais apareceram com gl‰ria e falavam da sua morte, a qual
havia de cumprir-se em Jerusal€m" (Lucas 9.31);
4. Jesus n†o falou com Mois€s e Elias na condiƒ†o de homem, ou seja, em corpo humano. Antes, seu corpo foi transfigurado, transformado num corpo
glorioso, celestial, espiritual. Com igual corpo estavam Mois€s e Elias.
5. Pedro, Jo†o e Tiago n†o conversaram com Mois€s e Elias. Estes falaram com Jesus.
6. Somente ap‰s a sa‡da de Mois€s e Elias referidos ap‰stolos falaram a Jesus (Mateus 17.3; Marcos 9.4).
7. Demorou pouco tempo a vis†o que os ap‰stolos tiveram da transfiguraƒ†o de Jesus e da sua conversa com Elias e Mois€s: "E Pedro e os que estavam com
ele estavam 'carregados de sono' e quando despertaram viram a Sua gl‰ria e aqueles dois var‹es que estavam com Ele" (Lucas 9.32).
8. Ao que tudo indica, Deus preparou aquele momento para que os ap‰stolos n†o tivessem nenhuma d…vida da eternidade de Jesus na condiƒ†o de Deus
Filho ou Filho de Deus. Da‡ haver o ap‰stolo Jo†o escrito com tamanha convicƒ†o e inspirado pelo Esp‡rito Santo: "No princ‡pio era o Verbo, e o Verbo estava
com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princ‡pio com Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre n‰s, e vimos a sua gl‰ria, como a gl‰ria do unig„nito do
Pai, cheio de graƒa e de verdade".

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P‚g:
A proibição e a comunicação
Š comum a argumentaƒ†o de que se Deus proibiu a comunicaƒ†o com os mortos € porque ela existia. Em DeuteronŽmio 18, Deus pro‡be a necromancia, a
consulta a esp‡rito adivinhante, a feiticeiro e, mais claramente, a consulta aos mortos. E diz que essas pr‚ticas s†o abomin‚veis, isto €, detest‚veis, repreens‡veis,
execr‚veis; e "todo aquele que faz tal coisa € abominaƒ†o ao Senhor". Em Isa‡as 8.19, l„-se: "N†o recorrer‚ um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-
se-†o os mortos"? Desde a formaƒ†o do homem no Šden Deus estabeleceu o princ‡pio da obedi„ncia. Se Deus pro‡be qualquer pr‚tica ou ato que tenha por
objetivo entrar em comunicaƒ†o/comunh†o com esp‡ritos de pessoas mortas, devemos obedecer. Obedecer sem murmuraƒ‹es, sem levantarmos d…vidas quanto ˆ
validade da proibiƒ†o. Deus pro‡be a tentativa de comunicaƒ†o, o ato de se tentar obter, atrav€s de adivinhos e necromantes, certas informaƒ‹es dos esp‡ritos, ou
at€ mesmo al‡vio para os males do corpo e da alma. Deus, na sua infinita sabedoria, sabe dos perigos envolvidos em tais pr‚ticas, porque conhece as artimanhas
do inimigo. Se a invocaƒ†o dos esp‡ritos dos mortos fosse bom para os homens, Deus a aprovaria. Allan Kardec declarou que "Deus s‰ se comunica com os
homens atrav€s dos bons esp‡ritos" (E.S.E. Introduƒ†o, VI). Ora, se isto fosse verdade Deus n†o proibiria essa comunicaƒ†o. Muito pelo contr‚rio.

SATANÁS E OS DEMÔNIOS

A PALAVRA DO ESPIRITISMO:
"A palavra daimon, da qual fizeram o termo demŽnio, n†o era, na antiguidade, tomada ˆ m‚ parte, como nos tempos modernos. N†o designava exclusivamente
seres malfazejos, mas todos os Esp‡ritos superiores, chamados deuses, e os menos elevados, ou demŽnios propriamente ditos, que comunicavam diretamente com
os homens. Tamb€m o Espiritismo diz que os Esp‡ritos povoam o espaƒo; que Deus s‰ se comunica com os homens por interm€dio dos Esp‡ritos puros, que s†o
incumbidos de lhe transmitirem as vontades; que os Esp‡ritos se comunicam com eles durante a vig‡lia e durante o sono. Ponde, em lugar da palavra demŽnio, a
palavra Esp‡rito e tereis a doutrina esp‡rita; ponde a palavra anjo e tereis a doutrina crist†"(E.S.E., introduƒ†o, item VI).
"O Espiritismo demonstra que esses demŽnios mais n†o s†o do que as almas dos homens perversos, que ainda se n†o despojaram dos instintos materiais; que
ningu€m logra aplac‚-los, sen†o mediante o sacrif‡cio do ‰dio existente, isto €, pela caridade; que esta n†o tem por efeito, unicamente, impedi-los de praticar o
mal e, sim, tamb€m o de os reconduzir ao caminho do bem e de contribuir para a salvaƒ†o deles" (E.S.E., cap. XII, item 6).
Num passe de m‚gica, Allan Kardec transformou demŽnios em esp‡ritos desencarnados e maus, e diz que Deus s‰ se comunica com os homens atrav€s dos
Esp‡ritos puros. Por que Deus tardou em revelar a exist„ncia desse ve‡culo de comunicaƒ†o, somente o fazendo no s€culo 19? O espiritismo fechou o inferno,
dispensou os demŽnios e seu chefe, e confia em que um dia eles possam ser salvos. Enquanto isso, usando de seu livre-arb‡trio, eles ficam por a‡ matando e
destruindo, ouvindo ou deixando de ouvir o conselho dos Bons Esp‡ritos. E Deus sem nada poder fazer, porque impera a Lei do Carma.

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:
"Ent†o, disse-lhe Jesus: Vai-te Satan‚s, porque est‚ escrito: ao Senhor teu Deus adorar‚s e s‰ a ele servir‚s" (Palavras do Senhor Jesus, Mateus 4.10).
"E n†o convinha soltar desta pris†o, no dia de s‚bado, esta filha de Abra†o, a qual h‚ dezoito anos Satan‚s tinha presa"? (Palavras do Senhor Jesus, Lucas 13.16).
"V‰s pertenceis ao vosso pai, o diabo, e quereis executar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princ‡pio, e n†o se firmou na verdade, pois n†o h‚ verdade nele.
Quando ele profere mentira, fala do que lhe € pr‰prio, pois € mentiroso e pai da mentira" (Palavras do Senhor Jesus, Jo†o 8.44).
"E o diabo, que os enganava, foi lanƒado no lago de fogo e enxofre, onde est†o a besta e o falso profeta. De dia e de noite ser†o atormentados para todo o sempre"
(Apocalipse 20.10).
"Como pode Satan‚s expulsar a Satan‚s? Se Satan‚s se levantar contra si mesmo, e for dividido, n†o pode subsistir. Antes tem fim. (Palavras do Senhor Jesus,
Marcos 4.23-26).
"Sede s‰brios, vigiai. O vosso advers‚rio, o diabo, anda em derredor, rugindo como le†o, buscando a quem possa tragar" (1 Pedro 5.8).
"Quem comete pecado € do diabo, porque o diabo peca desde o princ‡pio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo"(1 Jo†o 3.8).
Satan‚s, que significa advers‚rio, € o maior inimigo de Deus e dos homens. Os demŽnios s†o seus servos. Esses esp‡ritos malignos s†o mentirosos, destruidores,
perversos, enganadores, malfazejos, capazes de todos os ardis; capazes, porque inteligentes, de criar sistemas danosos para a humanidade; capazes de influenciar

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P‚g:
homens para criar doutrinas contr‚rias ˆ palavra de Deus; s†o imitadores de caligrafias e de vozes; levianos, semeadores de disc‰rdia. S†o tudo o que Allan
Kardec mencionou (O Evangelho Segundo o Espiritismo, caps. XXI e XXVIII; Livro dos M€diuns, pp. 272, 281, 282 e 285) e muito mais. A diferenƒa € que o
espiritismo n†o os classifica como demŽnios, mas como esp‡ritos pass‡veis de recuperaƒ†o.
Esses seres demon‡acos s†o inteligentes e muito bem organizados. Antes de sua rebeli†o contra Deus, Satan‚s era um anjo de luz chamado L…cifer. Vivia na
presenƒa de Deus. Era chamado de "aferidor de medidas", isto €, aquele que serve de exemplo; chamado de "protetor", dada a sua condiƒ†o de ungido do
Alt‡ssimo; era "perfeito em seus caminhos" porque destacado dos demais por sua sabedoria e formosura; era a "estrela da manh†, filha da alva", t‡tulo inerente ao
significado do nome L…cifer ("o portador da luz"). L…cifer encheu-se de arrogŒncia, vaidade e ambiƒ†o e desejou ser "semelhante a Deus", "subir acima das
estrelas e assentar-se no trono do Alt‡ssimo. Em raz†o disso perdeu sua pureza e o privil€gio de viver nos c€us. Um n…mero incont‚vel de anjos participaram
dessa rebeli†o e formaram com o seu l‡der o ex€rcito da maldade. (Isa‡as 14.12; Ezequiel 28.2, 9; 28.13-17; Mateus 4.1-11; Jo†o 8.44; 12.31; Lucas 12.31;
Ef€sios 6.12; 1 Pedro 5.8; 2 Pedro 2.4; Judas 6; 2 Cor‡ntios 4.4; 1 Tessalonicense 2.18; Apocalipse 12.4-10). O cristianismo ensina assim.
"Pois se Deus n†o poupou os anjos que pecaram, mas, havendo-os lanƒado no inferno, os entregou ˆs cadeias da escurid†o, ficando reservados para o ju‡zo" (2
Pedro 2.4).
"Pois n†o temos de lutar contra a carne e o sangue, e, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os poderes deste mundo tenebroso, contra as forƒas
espirituais da maldade nas regi‹es celestes" (Ef€sios 6.12).
Como vimos, o cristianismo ensina uma coisa e o espiritismo, outra. N†o se pode confundir galhos com bugalhos, um bife ˆ milanesa, com um bife ali na mesa . O
real significado das palavras satan‚s e demŽnio, ou a afirmaƒ†o quanto a exist„ncia de seres malignos vamos encontrar nas palavras do Senhor Jesus: "Vai -te,
Satan‚s, porque est‚ escrito: ao Senhor, teu Deus, adorar‚s e s‰ a ele servir‚s" (Mateus 4.10). O Senhor Jesus n†o se dirigiu a um esp‡rito desencarnado, mau ao
extremo, capaz de tentar perverter o Filho de Deus. Se o fora, Ele certamente diria: Voc„ por aqui Manuel, querendo me levar na conversa! Pelo contr‚rio, o
Senhor Jesus sabia com quem estava falando. Ao cham‚-lo pelo nome - Satan‚s - o Senhor Jesus identifica, nomeia, aponta, distingue, intitula, indica, mostra,
esclarece, particulariza, d‚ nomes aos bois. Mas o espiritismo teria alguma raz†o para acreditar nas palavras de Jesus? Certamente. Recordemos o que Allan
Kardec disse a seu respeito, na moldura:
"O Cristo foi o iniciador da mais pura, da mais sublime moral, da moral evang€lico-crist†, que h‚ de renovar o mundo... uma perfeita moral. A autoridade lhe
vinha da natureza excepcional do seu Esp‡rito e da sua miss†o divina. O seu papel n†o foi o de um simples legislador moralista" (E.S.E., cap. I, itens 4 e 9).
"Cristo veio ensinar aos homens a justiƒa de Deus" (E.S.E.,cap. VI, item 2).
"No cristianismo se encontram todas as verdades" (E.S.E., cap. VI, item 5).
Como se v„, n†o podemos confundir espiritismo com cristianismo. Este leva em conta o que o Senhor Jesus ensinou, Ele e seus ap‰stolos. O espiritismo deve
levar em conta o conte…do da doutrina esp‡rita, sua ess„ncia, aquilo que julgam haver recebido dos esp‡ritos, a pr‚tica da mediunidade, a comunh†o com esp‡ritos
desencarnados, a lei da reencarnaƒ†o, a lei do carma, etc. Os evang€licos repelem de forma en€rgica essa tentativa de mistura, de enlaƒamento.

A DIVINDADE DE JESUS

A PALAVRA DO ESPIRITISMO:
"N†o obstante, parece que todo o testemunho recebido dos esp‡ritos avanƒados mostra apenas que Cristo era um m€dium e um reformador da Jud€ia, e que agora
€ um esp‡rito avanƒado na sexta esfera" (Dr. Weisse, citado por Hanson, em Demonology or Spiritualism).
"Cristo foi um homem bom, mas n†o poderia ter sido divino, exceto no sentido, talvez em que todos somos divinos" (Mensagem de um "esp‡rito", conforme
registro de Raupert em Spiritist Phenomena and Their Interpretation).
"Das suas afirmaƒ‹es espontŒneas, deve-se concluir que ele n†o era Deus, ou que, se disse que era, voluntariamente e sem utilidade, fez uma afirmaƒ†o falsa"
(Obras P‰stumas, Allan Kardec, p. 132).

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:
"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o principado est‚ sobre os seus ombros, e o seu nome ser‚; Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte,. Pai da
Eternidade, Pr‡ncipe da Paz" (Isa‡as 9.6).
"No princ‡pio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princ‡pio com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele, e sem

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P‚g:
ele nada do que foi feito se fez. O Verbo se fez carne, e habitou entre n‰s. Vimos a sua gl‰ria, a gl‰ria como do unig„nito do Pai, cheio de graƒa e de verdade.
Ningu€m nunca viu a Deus, mas o Deus unig„nito, que est‚ ao lado do Pai, € quem o revelou" (Jo†o 1.1,2,3,14,18).
"Eu e o Pai somos um" (Declaraƒ†o de Jesus, Jo†o 10.30). "Disse-lhe Tom€: Senhor meu e Deus meu"(Jo†o 10.28). "Deles s†o os patriarcas, e deles descende
Cristo segundo a carne, o qual € sobre todos, Deus bendito eternamente" (Romanos 9.5). "Ele € o primog„nito de toda a criaƒ†o"(Colossenses 1.l5).
"Pois nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Colossenses 2.9).
"Ningu€m subiu ao c€u sen†o o que desceu do c€u - o Filho do homem" (Palavras do Senhor Jesus, em Jo†o 3.13). Jesus, o "grande m€dium", um esp‡rito que
alcanƒou elevado grau de perfeiƒ†o, logicamente mediante muitas reencarnaƒ‹es, segundo o espiritismo, declarou que veio diretamente do c€u. Na moldura de
Kardec, Jesus € s‰ moral e justiƒa. No pincel da doutrina kardecista, foi um homem capaz de produzir afirmaƒ‹es falsas, como vimos acima. Vejamos outras
afirmaƒ‹es do Senhor Jesus sobre Sua divindade:
"Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, n†o para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele" (Jo†o 3.17). "Que aconteceria ent†o se
v‡sseis o Filho do homem subir para onde primeiro estava?" (Jo†o 6.63). "Ainda por um pouco de tempo estou convosco, e depois vou para aquele que me
enviou"(Jo†o 7.33). "Eu o conheƒo (o Pai), porque dele sou e ele me enviou" (Jo†o 7.29). "Vim do Pai e entrei no mundo; agora deixo o mundo e volto para o
Pai"(Jo†o 16.28).
"E agora, Pai, glorifica-me em tua presenƒa com a gl‰ria que tinha contigo antes que o mundo existisse" (Jo†o 17.5). "Pois lhes dei as palavras que tu me deste, e
eles as receberam. Verdadeiramente conheceram que sa‡ de ti, e creram que me enviaste" (Jo†o 17.8).
O pr‰prio Jesus fala de sua eternidade quando diz que estava na gl‰ria do Pai "antes que o mundo existisse". O espiritismo diz, com blasf„mia, que essa
declaraƒ†o € mentirosa, falsa, sem muita utilidade. No ex‰rdio do discurso kadercista, Jesus € considerado o ensinador divino da mais pura moral evang€lico-
crist† e da justiƒa de Deus. Logo depois, n†o passa de um mentiroso que n†o mede suas palavras. Š f‚cil detectarmos onde est†o a falsidade e a hipocrisia!

D E U S - PERDÃO - SALVAÇÃO

A PALAVRA DO ESPIRITISMO:
Corroborando as id€ias do seu contemporŒneo Charles Taze Russel (1852-19l6), fundador da seita "Testemunhas de Jeov‚", Allan Kardec, ao negar a divindade
de Jesus, nega, em conseq‘„ncia, a exist„ncia da Trindade, isto €, de um Deus trino, subsistente em tr„s pessoas: Deus Pai, Deus Filho, Deus Esp‡rito Santo, como
ensinam o cristianismo e a B‡blia Sagrada. O espiritismo nega, tamb€m, a exist„ncia de um Deus pessoal, capaz de perdoar totalmente os pecados dos que a Ele se
chegam com arrependimento. Vejamos:
"Ab-rogamos a id€ia de um Deus pessoal" (The Physical Phenomena in Spiritualism Revealed).
"Deve-se entender que existem tantos deuses quantas s†o as mentes que necessitam de um deus para adorar; n†o apenas um, dois, ou tr„s, mas muitos" (The
Banner of Light, 03.02.1866).
"Deus €, pois, a intelig„ncia suprema, € …nico, eterno, imut‚vel, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfeiƒ‹es, e n†o pode ser diverso
disso" (A G„nese, Allan Kardec, p. 60).
"Deus € infinito e n†o pode ser individualizado, isto €, separado do mundo, nem subsistir ˆ parte" (Depois da Morte, de Le‰n Denis, p. 114). Esta declaraƒ†o n†o
est‚ em sintonia com o pensamento kardecista. Nas quest‹es de n…meros 14, 15 e 16, do Livro dos Esp‡ritos, € dito que "as obras de Deus n†o s†o o pr‰prio
Deus", ou seja, Deus € um ser distinto de Sua criaƒ†o.
Tudo indica que o pensamento dominante, na doutrina esp‡rita, € o que considera Deus o Criador de todas as coisas, mas n†o envolvido pessoalmente com o
mundo. O mundo estaria sujeito e controlado pelas leis f‡sicas, pelas leis de causa e efeito, pelas leis naturais por Ele criadas. Da‡ o interesse de muitos esp‡ritas
pelo estudo dessas leis. Estas leis tamb€m estariam regulando o aperfeiƒoamento dos esp‡ritos desencarnados. Vejamos o pensamento esp‡rita sobre salvaƒ†o,
perd†o e arrependimento.
"Indeterminada € a duraƒ†o do castigo, para qualquer falta; fica subordinada ao arrependimento do culpado e ao seu retorno ˆ senda do bem; a pena dura tanto
quanto a obstinaƒ†o do mal; seria perp€tua, se perp€tua fosse a obstinaƒ†o; dura pouco, se pronto € o arrependimento. Desde que o culpado clame por
miseric‰rdia, Deus o ouve e lhe faculta esper‚-la. Mas, n†o basta o simples pesar do mal causado; € necess‚ria a reparaƒ†o, pelo que o culpado se v„ submetido a
novas provas em que pode, sempre por sua livre vontade, praticar o bem, reparando o mal que haja feito... Assim, o Esp‡rito culpado e infeliz pode sempre salvar-

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P‚g:
se a si mesmo (o realce € nosso): a lei de Deus estabelece a condiƒ†o em que se lhe torna poss‡vel faz„-lo. O que mais das vezes lhe falta € a vontade, a forƒa, a
coragem" (E.S.E., cap. XXVII, item 21).
Vamos tentar decodificar o hier‰glifo. O esp‡rito que praticou o mal, em um corpo humano ou n†o, pode clamar a Deus por miseric‰rdia. Deus ouve o clamor,
concede miseric‰rdia ao esp‡rito arrependido, permitindo-lhe receber esta miseric‰rdia quando quiser ("lhe faculta esper‚-la"). Mesmo tendo recebido de Deus
miseric‰rdia, o arrependido esp‡rito deve, para reparar sua culpa, praticar o bem ou atrav€s dos m€diuns ou em vidas corp‰reas, isto €, voltar ˆ Terra em corpo
humano (reencarnaƒ‹es). Mas tudo isso se o esp‡rito julgar conveniente faz„-lo. Tudo depende dele. Deus n†o exige nada. Aqui aparece a figura do Deus pessoal,
que ouve e deseja atender. Mas depois se afirma que as "leis estabelecem condiƒ‹es". Meditemos: se o esp‡rito n†o acreditar em Deus; n†o aceitar dar duro na
Terra, passar fome, ser aposentado ou lavrador no sert†o de Pernambuco; enfim, se o esp‡rito mau for ateu e rebelde, ent†o ele continuar‚ fazendo suas maldades,
infernizando a vida dos parceiros, xingando os bons esp‡ritos e atanazando os terr‚queos. E Deus ficar‚ esperando eternamente por sua boa vontade, e pela lei do
Carma. Sobre a graƒa de Deus, assim se expressou Allan Kardec:
..."aquele que possui a virtude a adquiriu por seus esforƒos, em exist„ncias sucessivas, despojando-se pouco a pouco de suas imperfeiƒ‹es. A graƒa € a forƒa que
Deus faculta ao homem de boa-vontade para se expungir do mal e praticar o bem" (E.S.E., introduĠo, XVII).
Cristianismo e espiritismo n†o falam uma mesma linguagem. Graƒa € graƒa, € favor imerecido. "Porque todos pecaram e destitu‡dos est†o da gl‰ria de Deus,
sendo justificados gratuitamente pela sua graƒa, pela redenƒ†o que h‚ em Cristo Jesus" (Romanos 3.23-24). Isoladamente, o sofrimento e as boas obras n†o
justificam os homens perante Deus: "Todos n‰s somos como o imundo, e todos os nossos atos de justiƒa como trapo da imund‡cia..." (Isa‡as 64.6).
A doutrina esp‡rita ignora a obra expiat‰ria do Senhor Jesus; despreza, com desd€m, o Seu sacrif‡cio na cruz; nega haver remiss†o de pecados para os que O
aceitam como Senhor e Salvador; nega a efic‚cia da graƒa e da f€ ao admitir que o pecador salva-se a si mesmo. Vejamos o que escreveu L€on Denis: "A miss†o
do Cristo n†o era resgatar com o seu sangue os crimes da humanidade. O sangue, mesmo de um Deus, n†o seria capaz de resgatar ningu€m. Cada qual deve
resgatar-se a si mesmo, resgatar-se da ignorŒncia e do mal. Nada de exterior a n‰s poderia faz„-lo. Š o que os esp‡ritos, ao milhares afirmam em todos os pontos
do mundo". Aqui o espiritismo € expl‡cito em afirmar que o homem n†o depende de Deus. Para que os desencarnados clamam a Deus por miseric‰rdia e, em suas
preces, os esp‡ritas lhe pedem para enviar os bons esp‡ritos?

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:
De G„nesis a Apocalipse, na B‡blia Sagrada, Deus € apresentado como um Deus pessoal, que ouve, atende, perdoa, fala, corrige, disciplina, nomeia, orienta. O
espiritismo ao mesmo tempo em que diz ser Deus "infinito em suas perfeiƒ‹es", declara que Deus fez os esp‡ritos rudes e ignorantes. Ao mesmo tempo em que
diz que Deus € onipotente, pode todas as coisas, n†o admite que Ele possa perdoar totalmente os pecados dos que se arrependem.
Deus fala: "E disse Deus: Haja luz; e houve luz (G„nesis). "Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a n‰s
falou-nos nestes …ltimos dias pelo Filho" (Hebreus 1.1 e 2). Deus ouve, perdoa, responde: "Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e
buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, ent†o, eu ouvirei dos c€us, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra" (2 CrŽnicas 7.14). Deus
tem vontade pr‰pria: "Mas o nosso Deus est‚ nos c€us; fez tudo o que lhe agradou (Salmos 115.3). Deus tem sentimentos de miseric‰rdia e de profundo amor:
"Compassivo e piedoso € o Senhor, lento para a c‰lera, e abundante em amor" (Salmos 103.80).
O Deus do cristianismo € onipotente, onipresente, onisciente, imut‚vel e eterno. Š Deus trino, Deus em trindade, porque nele subsistem tr„s pessoas distintas: o
Pai € Deus; o Filho € Deus; o Esp‡rito Santo € Deus. Sobre salvaƒ†o, vejamos o que ensina a B‡blia:
"Pois € pela graƒa que sois salvos, por meio da f€ - e isto n†o vem de v‰s, € dom de Deus - n†o das obras, para que ningu€m se glorie" (Ef€sios 2.8-9).
Quando o cristianismo fala em f€, fala em arrependimento; em obedi„ncia, dedicaƒ†o pessoal e fidelidade a Jesus Cristo. Quando fala em graƒa, fala na infinita
miseric‰rdia imerecida (n†o por nossas obras) de Deus derramada sobre os homens. A f€ salv‡fica - f€ em Jesus Cristo - "€ a …nica condiƒ†o pr€via que Deus
requer do homem para a salvaƒ†o". A f€, como colocada no vers‡culo supra, funciona como o leito de um rio. Š preciso que haja um leito (f€) para que as ‚guas
(graƒa) deslizem e formem o rio.
"Portanto, agora nenhuma condenaƒ†o h‚ para os que est†o em Cristo Jesus, que n†o andam segundo a carne, mas segundo o Esp‡rito" (Romanos 8.1).
"Quem nele cr„ n†o € condenado, mas quem n†o cr„ j‚ est‚ condenado, porque n†o cr„ no nome do unig„nito Filho de Deus" (Jo†o 8.44).
"Na cidade de Davi vos nasceu hoje o Salvador, que € Cristo, o Senhor" (Lucas 2.11). "Cr„ no Senhor Jesus Cristo, e ser‚s salvo, tu e a tua casa" (Atos 16.31).
"Em nenhum outro h‚ salvaƒ†o, pois tamb€m debaixo do c€u nenhum outro nome h‚, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4.12).
Quem morre em Cristo n†o fica por a‡ perambulando, entrando em fila para reencarnar; procurando um m€dium para fazer o bem, a fim de pagar seus pecados.
Os de Cristo v†o direto para Cristo. Vejam:

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P‚g:
"Em verdade te digo que hoje estar‚s comigo no para‡so" (Palavras de Jesus, na cruz, ao ladr†o arrependido, Lucas 23.43). Embora o ladr†o tivesse muitos
pecados, Jesus n†o acenou com a hip‰tese de serem necess‚rias v‚rias reencarnaƒ‹es para que ele alcanƒasse a perfeiƒ†o. Esp‡ritas h‚ argumentando que essa
passagem € do seguinte modo em outras traduƒ‹es: "Digo-te hoje: estar‚s comigo no para‡so". Esta € uma traduƒ†o burra ou tendenciosa. Ou as duas coisas. O
espiritismo se perde tanto nos remendos e interpretaƒ‹es que faz da palavra de Deus, para associar sua doutrina ao cristianismo, que vez por outra chega a ser
hilariante. Jesus, por acaso, poderia ter dito: Digo-te ontem, ou digo-te amanh†? E mais:
"Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo..." (Filipenses 1.23).
"Mas se andarmos na luz, como ele na luz est‚, temos comunh†o uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se
confessarmos os nossos pecados, ele € fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiƒa" (1 Jo†o 1.7, 9).
Quando Deus perdoa n†o o faz pela metade. Quando Ele salva n†o salva pela metade. Todo o sacrif‡cio necess‚rio ˆ nossa salvaƒ†o foi feito na cruz do calv‚rio
por Jesus. O povo de Deus n†o ficar‚ errante no mundo espiritual, esperando a vez para ser purificado, pulando de galho em galho ˆ procura de "mundos ditosos"
onde est†o os esp‡ritos puros, como quer o espiritismo. O sacrif‡cio do Filho de Deus foi completo, perfeito, eficaz e suficiente. O que nele cr„ ser‚ salvo; O que
n†o cr„ j‚ est‚ condenado. Nele somos justificados. Portanto, o "cristianismo" que Allan Kardec apresenta n†o tem origem nas palavras de Jesus. Contrapondo-se
ˆ lei do Carma, ˆ lei do "salva-se a si mesmo", da negaƒ†o do perd†o, da salvaƒ†o somente pela caridade, o Senhor Jesus responde: "Ora, para que saibais que o
Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados, levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa" (Mateus 9.6). Bem, quem falou isso foi Aquele que
veio do c€u "ensinar a justiƒa de Deus aos homens".
Sobre a salvaƒ†o s‰ pela caridade, como ensina o espiritismo, necess‚rio algumas explicaƒ‹es. Ningu€m de s† consci„ncia desaprova a caridade, o fazer o bem, o
amar o pr‰ximo, o ajudar os necessitados. Agora, bom lembrar que somos salvos PARA as boas obras. N†o somos salvos PELAS boas obras. O homem n†o pode
comprar sua pr‰pria salvaƒ†o, com obras. Vejamos: "Pois € pela graƒa que sois salvos, por meio da f€ - e isto n†o vem de v‰s, € dom de Deus - n†o das obras,
para que ningu€m se glorie, pois somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que and‚ssemos nelas" (Ef€sios 2.8 -
10). O homem salvo, ou seja, que cr„ no Senhor Jesus, na Sua morte expiat‰ria e ressurreiƒ†o, e na remiss†o dos pecados, este, por ser nova criatura, faz boas
obras. S†o boas obras - em pensamentos, palavras e atos - decorrentes da f€ no Senhor Jesus. A f€ a que o cristianismo se refere n†o € a f€ na f€. Š a f€ no Senhor
Jesus. "Mas se € pela graƒa, j‚ n†o € pelas obras; de outra maneira, a graƒa j‚ n†o € graƒa" (Romanos 11.6). A f€ no Senhor Jesus € evidenciada por nossas obras:
"Mostra-me a tua f€ sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha f€ pelas minhas obras". "Assim como o corpo sem o esp‡rito est‚ morto, assim tamb€m a f€ sem
as obras € morta" (Tiago 2.26). As obras distanciadas da f€, n†o decorrentes da f€ no Senhor Jesus, n†o servem para a salvaƒ†o. Se a caridade por si s‰ salvasse, o
homem pecador poderia alcanƒar os "mundos ditosos" sem depender de Deus, e de nenhuma esp€cie de f€. O cristianismo ensina que a f€ salv‡fica € a f€ no
Senhor Jesus Cristo.

CÉU E INFERNO

A PALAVRA DO ESPIRITISMO:
"S†o apenas alegorias (inferno e para‡so). H‚, por toda parte, Esp‡ritos felizes e infelizes. Contudo como j‚ o dissemos, os esp‡ritos da mesma ordem se re…nem
por simpatia. Mas, quando perfeitos, podem reunir-se onde queiram. Levamos em n‰s mesmos o nosso inferno e o nosso para‡so. O c€u € o espaƒo universal; s†o
os planetas, as estrelas, e todos os mundos superiores, onde os Esp‡ritos gozam de todas as suas faculdades..." (Livro dos Esp‡ritos, quest‹es 1012, 1016, 10l7).

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:
"O c€u € a morada de Deus e futura morada daqueles que confiaram no sacrif‡cio de Cristo. Foi criado antes da Terra com o objetivo de manifestar a gl‰ria
divina". "O inferno € lugar de supl‡cio, penas e aƒoites, criado por Deus para abrigar as almas dos in‡quos, at€ que se instaure o Ju‡zo Final" (Dic.Teol‰gico,
Claudionor Andrade, 1997).
"Pois esperava a cidade (o c€u) que tem fundamentos, da qual Deus € o arquiteto e construtor (Hebreus 11.10). A oraƒ†o-modelo ensinada por Jesus comeƒa
assim: "Pai nosso que estais nos c€us..." (Mateus 6.9). "Assim diz o Senhor: O c€u € o meu trono, e a terra o estrado dos meus p€s" (Isa‡as 66.1). "Em verdade te
digo que hoje estar‚s comigo no para‡so" (Lucas 23.43).
Os "esp‡ritos" que sopraram a doutrina esp‡rita fecharam o inferno, despediram Satan‚s e seus demŽnios; aboliram o ju‡zo final, e disseram aos desencarnados:
salve-se quem quiser. No espiritismo o diabo se faz de morto. O c€u, assim como o inferno, € um lugar espiritual separado do esp‡rito, distinto do esp‡rito. O
inferno n†o se resume a um sentimento de culpa, ou o c€u a um sentimento de paz, como ensina o espiritismo.
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P‚g:
Allan Kardec no seu livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo" declara que o Senhor Jesus veio ˆ Terra com miss†o divina de ensinar a justiƒa de Deus;
implantar e difundir a mais pura e insuper‚vel moral evang€lico-crist†. Esta declaraƒ†o n†o € de nenhum evang€lico fan‚tico. Š do doutrinador mor e fundador do
espiritismo moderno. Vejamos, portanto, o que o Senhor Jesus diz sobre inferno:
"E ser†o lanƒados (os que cometem iniq‘idade) na fornalha de fogo, onde haver‚ pranto e ranger de dentes" (Mateus 13.42, 49, 50). "Melhor € que entres na vida
coxo, ou aleijado, do que, tendo duas m†os ou dois p€s, seres lanƒado no fogo eterno" (Jo†o 18.8-b). "Serpentes, raƒa de v‡boras! como escapareis da condenaƒ†o
do inferno"? (Mateus 23.33).
Os esp‡ritas poder†o, se quiserem, alterar as palavras do Senhor Jesus, para excluir a possibilidade de haver inferno e ju‡zo final, assim: Onde Ele diz vida eterna,
leia-se "eternidade nos mundos ditosos". Onde se l„ condenaƒ†o, entenda-se condenados a sofrerem muitas reencarnaƒ‹es. Fornalha de fogo... s†o fogos de
artif‡cio, pela alegria da chegada de novos desencarnados para o in‡cio de uma nova caminhada rumo ˆ pluralidade dos mundos. Fogo eterno? N†o € bem assim: €
forno terno, brando, ameno, amoroso. Inferno? J‚ o vivemos na terra. Inferno € o peso das culpas. Dia do ju‡zo ser‚ o dia em que todos os desencarnados, que
ainda n†o expurgaram seus males, tomar†o ju‡zo e seguir†o com destino ˆ Divina Luz.
Logo, a verdade vem ˆ tona sem que seja preciso gastar muita tinta. A doutrina esp‡rita n†o combina com a doutrina crist†.
A prop‰sito, transcrevemos a seguir um trecho do livro Porque Deus Condena o Espiritismo, de Jefferson Magno Costa, 3a Ediƒ†o, 1992, p. 121, 122, em que
ironiza alguns aspectos da doutrina esp‡rita: "Analisando-se a doutrina da reencarnaƒ†o, chega-se ˆ conclus†o de que o Deus em quem os esp‡ritas cr„em, poderia
conversar com eles nos seguintes termos:
"• meus filhos, n†o faƒam coisas erradas, ouviram? Eu ficaria muito triste com isso. N†o gostei do que andaram fazendo alguns irm†ozinhos de voc„s. Ora, meus
filhos, mas n†o € que o Nero, aquele garoto romano muito do peralta, mandou envenenar seu irm†o, andou fazendo coisas feias com sua pr‰pria m†e e depois
mandou mat‚-la, mandou matar tamb€m sua mulher e milhares de outras pessoas: praticou atos homossexuais, mentiu, estuprou, tocou fogo em Roma e jogou a
culpa do inc„ndio sobre os crist†os, resultando esse ato na morte de milhares deles, queimados em estacas enquanto Nero passeava em seu carro ˆ luz das tochas
humanas; lanƒou muitos crist†os aos c†es, enrolados em peles de animais, e divertiu-se ao v„-los ser despedaƒados, jogou centenas de outros diante de le‹es
famintos, e depois de praticar in…meras aƒ‹es de menino mal comportado, matou-se, apunhalando-se.
"Voc„s n†o concordam comigo que Nero merece uma boa puniƒ†o? Mas n†o h‚ de ser nada. Eu vou castig‚-lo quando ele encarnar outra vez. Talvez ele volte
como limpador de jaula de le†o de circo. Ah! ele vai morrer de medo dos urros do le†o! Assim estaremos quites! A‡ voc„s aproveitam pra dar uns conselhos a ele,
e tamb€m a Herodes, conforme Kardec e seus "esp‡ritos" deram a voc„s.
"Muitos outros andaram fazendo certas coisinhas, como estuprar crianƒas, matar mulheres indefesas, jogar beb„s para cima e apar‚-los na ponta de uma lanƒa,
mas tudo isso s†o coisas de meninos mal educados e 'atrasados', que n†o se comportaram direito na reencarnaƒ†o. Ali‚s, aproveito nossa conversa para confessar
que estou com um probleminha aqui. Talvez voc„s, como esp‡ritas inteligentes que s†o, possam ajudar-me a resolv„-lo. Estou aqui com uma turma de garotos que
merecem um bom pux†o de orelhas, umas palmadas e uns bons conselhos. Trata-se de Hitler e sua turma de meninos rebeldes: Eichman, Himmler, Hydrich e
outros. Andaram assassinando a‡ uns 6.000.000 de judeus, e praticando certas coisas que nem € bom serem mencionadas aqui.
"O que € que eu faƒo com eles? Estive pensando em reencarn‚-los e torn‚-los lavadores de pratos, jardineiros ou faxineiros de restaurantes judeus. A‡ eles
ajustariam contas comigo! Ah! como eu ia gostar de ver Hitler, Joseph Mengele e toda aquela turma pagar-me, com uma vassoura ou um cortador de gramas na
m†o, as traquinagens que fizeram na Segunda Guerra Mundial!"
Continuando, diz o referido autor: "Considerando-se a permissividade e o inadmiss‡vel e absurdo sistema de justiƒa que o espiritismo prega aos que se interessam
por suas doutrinas, certamente esse € o "Deus" do espiritismo, um "Deus" bonach†o, s‰ miseric‰rdia e pequenos castigos, e incapaz de agir com justiƒa diante das
aƒ‹es da humanidade".

O ESPÍRITO SANTO

A PALAVRA DO ESPIRITISMO:
"Jesus promete outro consolador: o Esp‡rito de Verdade, que o mundo ainda n†o conhece, por n†o estar maduro para o compreender , consolador que o Pai enviar‚
para ensinar todas as coisas e para relembrar o que o Cristo h‚ dito... O
Espiritismo vem, na €poca predita, cumprir a promessa do Cristo: preside ao seu advento o Esp‡rito de Verdade. Ele chama os homens ˆ observŒncia da lei : ensina
todas as coisas fazendo compreender o que Jesus s‰ disse por par‚bolas... O Espiritismo vem trazer a consolaƒ†o suprema aos deserdados da Terra... Assim, o

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P‚g:
Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que est‚ na
Terra" (E.S.E., cap. VI, itens 3 e 4).
Em resumo, Kardec diz que o Esp‡rito Santo prometido € o espiritismo que, atrav€s de seus "esp‡ritos", estar‚ sempre conosco, nos consolando e nos leva ndo ao
conhecimento da verdade.

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:
Allan Kardec foi infeliz na interpretaƒ†o acima. O Consolador prometido n†o pode ser uma religi†o ou um conjunto de pr‚ticas ocultistas. N†o pode ser e n†o €
uma instituiƒ†o, uma seita orientada por entidades espirituais. O Consolador n†o s†o os esp‡ritos. O Consolador € o Esp‡rito da Verdade, e n†o o Esp‡rito de
Verdade, como quer o kardecismo. Se os bons esp‡ritos ou esp‡ritos puros representassem o Consolador, o Senhor Jesus certamente diria: enviarei os
consoladores, aqueles que estar†o sempre convosco, ensinando todas as coisas atrav€s de canalizadores que receber†o o dom do Pai.
"E rogarei ao Pai, e ele vos dar‚ outro Consolador, para que fique convosco para sempre" (Jo†o 14.16). A palavra "outro", traduzida do grego allon, significa
"outro da mesma esp€cie"; e "consolador", do grego parakletos, tem o sentido de "algu€m chamado para ficar ao lado de outro para o ajudar". Se o consolador € o
espiritismo, os crist†os do mundo inteiro ainda n†o receberam essa promessa. Para receb„-la seria necess‚rio aderirem ao espiritismo e receberem os "passes"
medi…nicos. Pelo menos, quanto a mim, o espiritismo n†o est‚ ao meu lado para me ajudar em nada. O Senhor Jesus afirmou que quando Ele fosse, o Consolad or
viria (Jo†o 16.7). Teria Jesus atrasado o cumprimento de sua promessa por dezenove s€culos, considerando-se a €poca do surgimento do espiritismo como o
conhecemos hoje? O Consolador € o Esp‡rito Santo, uma pessoa da Trindade:
"Mas aquele Consolador, o Esp‡rito Santo, que o Pai enviar‚ em meu nome, vos ensinar‚ todas as coisas e vos far‚ lembrar der tudo quanto vos tenho dito (Jo†o
14.26). O artigo definido "o" define (desculpe-me pelo ‰bvio). Logo, o Senhor Jesus, nessa passagem, diz que Esp‡rito Santo e Consolador s†o a mesma Pessoa.
O Senhor Jesus define, nomeia, estabelece, distingue, identifica. Nada nos leva a deduzir que o Consolador seja uma doutrina, um conjunto de doutrinas, uma
religi†o, um esp‡rito ou v‚rios esp‡ritos desencarnados, bons ou maus.
O Consolador € o Esp‡rito de Deus (Mateus 3.16); o Esp‡rito da Verdade (Jo†o 14.17); o Esp‡rito da Profecia (Apocalipse 19.10); Esp‡rito de Vida (Romanos
8.32); Esp‡rito de Santidade (Romanos 1.4); Esp‡rito de Sabedoria, de Conselho, de Intelig„ncia, de Poder (Isa‡as 11.2); Esp‡rito do Senhor (Isa‡as 61.1); Esp‡rito
do Filho (G‚latas 4.6); Esp‡rito Eterno (Hebreus 9.14); Esp‡rito de Ju‡zo (Isa‡as 4.4); Esp‡rito de Graƒa (Zacarias 12.10). Seus atributos s†o os mesmos da
Divindade: eternidade (Hebreus 9.14); onipresenƒa (Salmos 139.7-10); onipot„ncia (Lucas 1.35); onisci„ncia (1 Cor‡ntios 2.10). V„-se claramente que o Esp‡rito
Santo € uma PESSOA - a terceira - da Trindade.
"Naqueles dias veio Jesus de Nazar€, na Galil€ia, e foi batizado por Jo†o no Jord†o. Logo que saiu da ‚gua viu os c€us abertos, e o Esp‡rito que, como pomba,
descia sobre ele. Ent†o ouviu-se esta voz dos c€us: Tu €s o meu Filho amado em quem me comprazo" (Marcos 1.9-11). A‡ temos Jesus (o Deus Filho;); o Esp‡rito
(o Deus Esp‡rito Santo). e a voz dos c€us (o Deus Pai). O cristianismo ensina que o Esp‡rito Santo guia, reprova, pensa, fala, intercede, determina, capacita,
vivifica, convence do pecado, nomeia e comissiona ministros, e habita com os santos. Logo, o Esp‡rito Santo n†o € espiritismo, nem o espiritismo € o nosso
Consolador.
"N†o sabeis v‰s que sois o templo de Deus e que o Esp‡rito de Deus habita em v‰s" (1 Cor‡ntios 3.16). O espiritismo ou os esp‡ritos n†o habitam nos homens. Os
"esp‡ritos" possuem os corpos daqueles que a eles se entregam, se consagram e lhes obedecem. O Esp‡rito da Verdade n†o incorpora em corpos. Os "esp‡ritos" de
verdade do espiritismo, estes sim, possuem os corpos de suas montarias; comandam a mente dos m€diuns, tornando-os inconscientes, quando em transe. Os
crentes n†o ficam possessos do Consolador. A possess†o € a posse de um corpo humano por uma entidade maligna.
Ademais, a B‡blia nos ensina que Jesus Cristo foi concebido pelo Esp‡rito Santo (Lucas 1.35), foi ungido pelo Esp‡rito Santo (Atos 10.38), guiado pelo Esp‡rito
Santo (Mateus 4.1), foi cheio do Esp‡rito Santo (Lucas 4.1). N†o se fala aqui em bons esp‡ritos, esp‡ritos puros ou espiritismo. Allan Kardec falou de algo que ele
desconhecia. Os espiritistas n†o podem arg‘ir a insufici„ncia da B‡blia para a elucidaƒ†o do caso, dizendo que nela n†o acreditam, porque Allan Kardec usou-a
para admitir que o Consolador prometido € o espiritismo. Tamb€m usou a Escritura em tantos outros casos, no seu livro O Evangelho Segundo o Espiritismo,
sempre dando interpretaƒ†o particular aos textos b‡blicos. Logo, para rebater suas id€ias discordantes e destoantes a …nica arma € a verdade da Palavra de Deus.
Lembremo-nos do que foi dito: "o espiritismo n†o rodopia junto ˆ B‡blia"; "seus princ‡pios n†o se assentam nos das Escrituras". Allan Kardec declarou alto e bom
som que "o cristianismo cont€m todas as verdades" (?!).

RESSURREIÇÃO E REENCARNAÇÃO
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P‚g:
A PALAVRA DO ESPIRITISMO:
A espinha dorsal do kardecismo € a crenƒa na reencarnaƒ†o, isto €, na possibilidade de as almas, preexistentes, voltarem ˆ vida corp‰rea para purificaƒ†o, quantas
vezes seja necess‚rio. Preexist„ncia da alma e pluralidade das exist„ncias s†o termos chaves no ensino reencarnacionista. Ressurreiƒ†o € o retorno, ˆ vida, de um
corpo morto, com a mesma alma.
"A reencarnaĠo fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome ressurreiĠo... Designavam pelo termo ressurreiĠo o que o Espiritismo, mais judiciosamente,
chama reencarnaƒ†o. Com efeito, a ressurreiƒ†o d‚ id€ia de voltar ˆ vida o corpo que j‚ est‚ morto, o que a Ci„ncia demonstra ser materialmente imposs‡vel,
sobretudo quando os elementos desse corpo j‚ se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos. A reencarnaƒ†o € a volta da alma ou Esp‡rito ˆ vida corp‰rea,
mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo. A palavra ressurreiƒ†o podia assim aplicar-se a L‚zaro, mas n†o a
Elias, nem aos outros profetas. N†o h‚, pois duvidar de que, sob o nome de ressurreiƒ†o, o princ‡pio da reencarnaƒ†o era ponto de uma das crenƒas fun damentais
dos judeus, ponto que Jesus e os profetas confirmaram de modo formal; donde se segue que negar a reencarnaƒ†o € negar as palavras do Cristo" (O Evangelho
Segundo Espiritismo, cap. IV, itens 4 e 16). Note-se que Allan Kardec declara ser cientificamente imposs‡vel a ressurreiƒ†o, mas aprova a de L‚zaro.
"Com efeito, demonstra a Ci„ncia a impossibilidade da ressurreiƒ†o conforme o dogma vulgar. Se os despojos do corpo humano ficassem homog„neos, mesmo
que dispersos e reduzidos a p‰, ainda poderia compreender-se sua reuni†o num dado momento... Sendo a mat€ria em quantidade definida e, por outro lado, sendo
as suas transformaƒ‹es indefinidas, como € que cada um dos corpos poderia ser reconstru‡do com os mesmos elementos? Eis a‡ uma impossibilidade mater ial.
Racionalmente €, pois, inadmiss‡vel a ressurreiƒ†o da carne, a n†o ser como uma figura, simbolizando o fenŽmeno da reencarnaƒ†o, e, assim, nada que choque a
raz†o, nada em contradiƒ†o com os dados da ci„ncia" (Livro dos Esp‡ritos, quest†o 1011).

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:
"E, como aos homens est‚ ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o ju‡zo..." (Hebreus 9.27). O homem n†o precisa morrer v‚rias vezes para alcanƒar a
suprema gl‰ria de morar no c€u e estar com Cristo. A doutrina da reencarnaƒ†o nega o poder de Deus de perdoar totalmente nossos pecados, e despreza o
sacrif‡cio de Jesus na cruz. Ora, perd†o € perd†o. Havendo sincero arrependimento e desejo de n†o mais pecar, o perd†o de Deus ser‚ incondicional. Prova
inequ‡voca disto € a afirmaƒ†o de Jesus que disse o seguinte ao ladr†o arrependido, crucificado ao seu lado: "Em verdade te digo que hoje estar‚s comigo no
Para‡so" (Lucas 23.43). Com esta afirmaƒ†o Jesus confirmou que os salvos - arrependidos, perdoados e crentes em Jesus -, ap‰s a morte, seguir†o imediatamente
para o c€u ou para‡so. Aquele ladr†o, segundo a doutrina da reencarnaƒ†o, teria que passar por uma ou v‚rias vidas corp‰reas, ou seja, sua alma voltaria ˆ vida
humana para expurgar toda n‰doa do mal.
Paulo, "servo de Jesus Cristo, chamado para ap‰stolo, separado para o evangelho de Deus", declarou em Filipenses 1.23: "...tenho desejo de partir e estar com
Cristo...". Paulo tinha a certeza de que n†o ficaria vagando no espaƒo ˆ espera de uma oportunidade para voltar ˆ vida corp‰rea.
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unig„nito, para que todo aquele que nele cr„ n†o pereƒa, mas tenha a vida eterna"(Jo†o 3.16).
"Perecer" a‡ significa morte eterna, que significa eterna separaƒ†o de Deus. "Vida eterna" n†o € uma exist„ncia espiritual cheia de pesar, de sentimentos de culpa,
de dores, de necessidade de retornar ˆ Terra por uma, duas ou mais vezes para expiaƒ†o. Para o kardecismo, vida eterna significa a eternidade espiritual. Ent†o
Jesus teria dito uma bobagem, porque crendo ou n†o crendo todos n‰s iremos viver nessa eternidade. E Jesus arremata: "Quem nele cr„ (no Filho de Deus) n†o €
condenado, mas quem n†o cr„ j‚ est‚ condenado" (Jo†o 3.18); "Se algu€m n†o permanecer em mim, ser‚ lanƒado fora"(Jo†o 15.6). Jesus definiu claramente, em
termos objetivos, a ess„ncia do plano de salvaƒ†o de Deus para a Humanidade, e quais as condiƒ‹es estabelecidas. Quem acredita que verdadeiramente Ele € o
Filho de Deus, o Verbo que se fez carne; quem cr„ na Sua morte substitutiva; na Sua morte e ressurreiƒ†o; na remiss†o de pecados que h‚ no Seu sangue; quem O
aceita como Senhor e Salvador pessoal, n†o € condenado. N†o ser‚ condenado a voltar v‚rias vezes ˆ Terra para cumprir pena. N†o ser‚ condenado a trabalhos
forƒados. Lembremo-nos de que depois da morte vem o ju‡zo (Hebreus 9.27).
"Se permanecerdes no meu ensino, verdadeiramente sereis meus disc‡pulos. "Ent†o conhecereis a verdade e a verdade vos libertar‚. Se o Filho vos libertar,
verdadeiramente sereis livres" (Jo†o 8.31, 32, 36). Ora, o esp‡rito que necessita voltar em carne para sofrer, n†o est‚ verdadeiramente livre. N†o se livrou de suas
culpas, de seus pecados, do peso de suas transgress‹es. Carrega-os consigo. E quem poder‚ livr‚-lo de uma vez por todas desse peso? Jesus.
"Porque pela graƒa sois salvos, por meio da f€; e isto n†o vem de v‰s; € dom de Deus. N†o vem de obras, para que ningu€m se glorie" (Ef€sios 2.8). "Pois todos
pecaram e destitu‡dos est†o da gl‰ria de Deus, e s†o justificados gratuitamente pela sua graƒa, pela redenƒ†o que h‚ em Cristo Jesus" (Romanos 3.23-24).

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P‚g:
Ressurreição e Milagres
"A ressurreiƒ†o d‚ id€ia de voltar ˆ vida o corpo que j‚ est‚ morto, o que a Ci„ncia demonstra ser materialmente imposs‡vel..." (E.S.E., Allan Kardec, cap. IV,
item 4). Dito isto, o espiritismo n†o acredita na ressurreiƒ†o de Jesus.

A B‡blia registra duas formas de ressurreiƒ†o:

1) ressurreiƒ†o do corpo que estava morto, ou restauraƒ†o da vida, mas que voltar‚ a morrer. S†o sete os casos:

a. O filho da vi…va de Serepta (1 Reis 17.19-22);

b. O filho da sunamita (2 Reis 4.32-35);

c. O defunto na cova de Eliseu (2 Reis 13.21);

d. A filha de Jairo (Marcos 5.21-23, 35-43);

e. O filho da vi…va de Naim (Lucas 7.11-17);

f. L‚zaro (Jo†o 11.1-46);

g. Dorcas (Atos 9.36-43).

2) ressurreiƒ†o plena, real, para n†o mais morrer. Exemplo …nico: a ressurreiƒ†o de Jesus (Mateus 28.1-10; Marcos 16.1-8; Lucas 24.1.12; Jo†o 20.1-10; 1
Cor‡ntios 15.4, 20-23). Haver‚, ainda, uma ressurreiƒ†o coletiva: a dos justos, na segunda vinda de Jesus (1 Tessalonicenses 4.16-17); e a dos ‡mpios, para
condenaƒ†o (Apocalipse 20.5). A B‡blia registra, ainda, uma ressurreiƒ†o coletiva ocorrida logo ap‰s a morte de Jesus (Mateus 27.52). Sobre a ressurreiƒ†o de
Jesus, Paulo assim se expressou:
"Pois primeiramente vos entreguei o que tamb€m recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressurgiu ao
terceiro dia, segundo as Escrituras. E que foi visto por Cefas, e depois pelos Doze. Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos, dos quais vive ainda a
maior parte, mas alguns j‚ dormem. Depois foi visto por Tiago, depois por todos os ap‰stolos, e por …ltimo de todos apareceu tamb€m a mim, como a um
abortivo" (1 Cor‡ntios 15.3-8). Da mesma forma como Jesus ressuscitou num corpo celestial e glorioso, os que dormem em Cristo ressuscitar†o quando do Seu
retorno ˆ Terra, e os que estiverem vivos nessa ocasi†o ser†o arrebatados: "Pois o mesmo Senhor descer‚ do c€u com grande brado, ˆ voz do arcanjo, ao som da
trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressurgir†o primeiro. Depois n‰s, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens,
para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor" (1 Tessalonicenses 4.16-17).
Jesus foi o primeiro a ressuscitar dentre os mortos (Atos 26.23). "Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as prim‡cias dos que dormem" (1 Cor‡ntios 15.20). "Eis
aqui vos digo um mist€rio: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; num momento, num abrir e fechar de olhos... os mortos
ressuscitar†o incorrupt‡veis, e n‰s [os que estiverem vivos por ocasi†o da vinda de Jesus] seremos transformados" (1 Cor‡ntios 15.51).
Como n†o € poss‡vel explicar cientificamente ou racionalmente o milagre da ressurreiƒ†o, o espiritismo tropeƒa e n†o ensina com seguranƒa. Vejam o que Allan
Kardec diz na conclus†o do Livro dos Esp‡ritos, item II: "Que s†o os milagres? N†o s†o fatos maravilhosos e sobrenaturais por excel„ncia, uma vez que,
conforme o sentido lit…rgico, s†o derrogaƒ‹es das leis da natureza? N†o cabe ao Espiritismo examinar se h‚ ou n†o h‚ milagres; isto €, se, em certos casos, pode
Deus derrogar as leis eternas, que regem o universo. A tal respeito ele (o Espiritismo) deixa inteira liberdade de crenƒa". • c€us! Se Allan Kardec afirma que o

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P‚g:
Espiritismo € a Terceira e …ltima Revelaƒ†o de Deus; que Deus s‰ se comunica com os homens atrav€s dos Bons Esp‡ritos; que o Espiritismo € o Consolador
prometido por Jesus para ensinar aos homens todas as coisas; que o Espiritismo veio dar luz ˆs coisas obscuras, esclarecer o que foi dito atrav€s de alegorias, etc. ,
como € que o Espiritismo n†o possui os meios necess‚rios para explicar a ocorr„ncia de milagres?
Entretanto, no cap‡tulo XIX, item 12, do E.S.E., Kardec exp‹e com maior nitidez seu pensamento sobre milagres: "Entretanto, o Cristo, que operou milagres
materiais, mostrou, por esses milagres mesmos, o que pode o homem, quando tem f€, isto €, a vontade de querer e a certeza de que essa vontade pode obter
satisfaƒ†o. Tamb€m os ap‰stolos n†o operaram milagres, seguindo-lhe o exemplo? Ora, que eram esses milagres, sen†o efeitos naturais, cujas causas os homens
de ent†o desconheciam, mas que, hoje, em grande parte se explicam e que pelo estudo do Espiritismo e do Magnetismo se tornar†o completamente
compreens‡veis? O Magnetismo € uma das maiores provas do poder da f€ posta em aƒ†o. Š pela f€ que ele cura e produz esses fenŽmenos singulares, qualificados
outrora de milagres... prod‡gios que n†o passam de um desenvolvimento das faculdades humanas".
Em suma, o espiritismo de Kardec nega a operaĠo de milagres mediante manifestaĠo sobrenatural do poder de Deus. Seriam efeitos naturais, produto das leis
naturais. Diz que quem cura € o Magnetismo, que atua atrav€s de nossa f€, e que qualquer um pode operar milagres desde que desenvolva suas faculdades
humanas. Como teria funcionado o Magnetismo na ressurreiƒ†o de L‚zaro, h‚ quatro dias sepultado? E a de Jesus, ressuscitado depois de tr„s dias? No caso de
L‚zaro, poder-se-ia alegar que o Magnetismo operou atrav€s da f€ de Jesus. No caso de Jesus o Magnetismo teria funcionado sozinho?! Ent†o, para o espiritismo,
Jesus foi um grande magnetizador, pois deu vista aos cegos, levantou paral‡ticos, curou surdos, mudos, leprosos e outros enfermos, aos milhares.
A ressurreiƒ†o de Jesus foi o evento mais importante e extraordin‚rio de toda a hist‰ria da humanidade. Nesse milagre, como nos demais, Deus simplesmente
ignorou as leis da natureza; passou por cima de todas elas, porque Ele € superior ˆ Ci„ncia. Deus est‚ acima das leis por Ele criadas. As leis existem, mas Deus
pode a qualquer momento mudar-lhes o curso para a satisfaƒ†o de seus des‡gnios. O pr‰prio Jesus predisse sua ressurreiƒ†o:
"Vamos para Jerusal€m, e o Filho do homem ser‚ entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Eles o condenar†o ˆ morte. E o entregar†o aos gentios para
ser escarnecido, aƒoitado e crucificado. No terceiro dia ele ressurgir‚" (Mateus 20.18-19). "Mas, depois de eu ressuscitar, irei adiante de v‰s para a
Galil€ia"(Mateus 26.32).
O corpo de L‚zaro j‚ cheirava mal, pois estava sepultado j‚ havia quatro dias. Os elementos f‡sicos estavam em fase de decomposiƒ†o, mas Jesus bradou para que
todos ouvissem: "Eu sou a ressurreiƒ†o e a vida. Quem cr„ em mim, ainda que esteja morto, viver‚; e todo aquele que vive e cr„ em mim, nunca morrer‚" (Jo†o
11.25-26). E apenas disse: "L‚zaro, vem para fora!". E o morto saiu, tendo as m†os e os p€s enfaixados, e o rosto envolto num lenƒo.
O pr‰prio Deus responde aos incr€dulos: "Operando eu, quem impedir‚?" (Isa‡as 43.13). Deus n†o est‚ sujeito ˆ F‡sica, ˆ Ci„ncia, ˆs leis da natureza. Ele €
soberano, Todo-Poderoso. Se Ele pode dar vida a um corpo que morreu h‚ quatro dias, tamb€m pode ressuscitar corpos que dormem h‚ mil anos. Ou algu€m h‚
que acredite num Deus limitado? O que € mais f‚cil: dar vida a um corpo morto h‚ 500 anos, ou criar o universo com milh‹es de gal‚xias, com bilh‹es de
estrelas? Olhemos s‰ para o nosso Sistema Solar: sol, lua, estrelas, mar€s alta e baixa; noite e dia; ver†o, primavera, outono, inverno, tudo funcionando mais
perfeito do que qualquer rel‰gio su‡ƒo. Pois bem, todos ressuscitar†o. Uns, para a vida eterna com Cristo. Outros, para a morte eterna. N†o h‚ explicaƒ‹es
cient‡ficas para as diversas manifestaƒ‹es do poder de Deus. Como explicar as pragas no Egito, para permitir a sa‡da do povo de Deus? A abertura do Mar
Vermelho? O livramento dos tr„s companheiros de Daniel, jogados numa fornalha? A ressurreiƒ†o de L‚zaro? A ressurreiƒ†o de Jesus? As demais ressurreiƒ‹es?
Centenas de outras manifestaƒ‹es sobrenaturais, como explicar de forma racional? Na verdade, o ensino do espiritismo no particular € igual ao do movimento
Nova Era: voc„ € Deus; voc„ pode salvar-se a si mesmo; voc„ pode operar prod‡gios com sua mente.

Reencarnação - Aspectos particulares


"A reencarnaƒ†o € a volta da alma, ou esp‡rito, ˆ vida corporal, mas em outro corpo novamente formado para ele que nada tem de comum com o antigo"(O
Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap. IV, item 4). Reencarnar €, literalmente, encarnar de novo. Segundo o kardecismo, as almas j‚ existem no
espaƒo entre o c€u e a terra; Deus as teria produzido em grande quantidade. H‚ um estoque de almas "simples e ignorantes" esperando a vez de encarnarem. Da‡ o
termo "preexist„ncia das almas".
A volta da alma a um corpo humano para sofrer e, com isso, livrar-se das faltas cometidas em vidas passadas, seria uma injustiƒa. Deus seria injusto se castigasse
um ser humano por faltas cometidas por outro em outra(s) exist„ncia(s); e, al€m disso, sem o punido ter consci„ncia do mal praticado. Se assim fosse, evitar‡amos
at€ de mitigar o sofrimento de uma pessoa para n†o interromper ou retardar o processo de seu aperfeiƒoamento. O ensino reen carnacionista desqualifica o
sacrif‡cio de Jesus, que morreu em nosso lugar para que, nele crendo, tiv€ssemos salvaƒ†o.

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P‚g:
João Batista e Elias
O kardecismo afirma que Jo†o Batista era a reencarnaƒ†o de Elias, e baseia-se na seguinte declaraƒ†o de Jesus: "E os seus disc‡pulos o interrogaram, dizendo: Por
que dizem, ent†o os escribas que € mister que Elias venha primeiro? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias vir‚ primeiro e restaurar‚ todas as coisas.
Mas digo-vos que Elias j‚ veio, e n†o o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim far†o eles tamb€m padecer o Filho do Homem. Ent†o,
entenderam os disc‡pulos que lhes falara de Jo†o Batista (Mateus 17.10-13). Em outra oportunidade Jesus falou: "E, se quereis dar cr€dito, € este o Elias que havia
de vir" (Mateus 11.14). Este € o prato predileto dos que defendem a reencarnaƒ†o. O incongruente € que o Evangelho € verdadeiro nos casos em que h‚
possibilidade de confirmar a doutrina esp‡rita. Caso n†o confirme, € mentiroso. Ou seja: em alguns casos Jesus fala a verdade; noutros, € um mentiroso, ou fala
falsamente, ou leva a coisa na brincadeira. Refutamos a id€ia de que Jo†o Batista era Elias reencarnado, pelos seguintes motivos:

1. A B‡blia interpreta-se a si mesma. Ser‚ que Jo†o Batista, um homem de Deus, escolhido por Deus mesmo antes de nascer, n†o teria conhecimento de que
no seu corpo estava o esp‡rito de Elias? Se a crenƒa da reencarnaƒ†o fosse assim t†o difundida e aceita; se Jesus fosse um m€dium, como diz o
espiritismo; se vivessem os ap‰stolos nesse clima de experi„ncias espirituais, € claro que algum esp‡rito j‚ teria revelado tal coisa a Jo†o Batista ou ele
teria feito uma regress†o. Exemplo disso € o do franc„s L€on Hippolyte Rivail que sabia ser ele a reencarnaƒ†o dum poeta celta com o nome Allan
Kardec. Mas, quando perguntaram a Jo†o Batista se ele era Elias reencarnado ou n†o, a resposta foi: "N†o sou" (Jo†o 1.21).

2. O profeta Elias n†o passou pela morte f‡sica. Seu corpo foi transformado num corpo glorioso, celestial e arrebatado, levado para o c€u: "Indo eles andando
e falando, de repente um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro, e Elias subiu ao c€u num redemoinho" (2 Reis 2.11). A
reencarnaƒ†o, segundo o kardecismo, tem por objetivo livrar as almas do peso das culpas, pelo sofrimento, e proporcionar melhor purificaƒ†o. N†o teria
nenhum sentido o retorno daquele profeta para sofrer como sofreu Jo†o Batista, e ainda ser decapitado. Elias foi arrebatado vivo, e o espiritismo n†o
admite a possibilidade de pessoas vivas reencarnarem. Seria insensatez admitir a exist„ncia do corpo de Elias no corpo de Jo†o Batista.

3. Os judeus julgavam que Jo†o Batista fosse Elias ressuscitado, e n†o reencarnado. (Lucas 9.7,8 ). Em certa ocasi†o admitiram acreditar que Cristo era a
ressurreiĠo de Elias (Lucas 9.7, 9).

4. Em Malaquias 4.5 l„-se que o profeta Elias ressurgir‚ para cumprimento de um minist€rio especial "antes que venha o dia grande e terr‡vel do Senhor". Tal
acontecimento escatol‰gico diz respeito ˆ plenitude dos tempos, certamente na Grande Tribulaƒ†o ou pouco antes. Ora, o tempo de Jo†o Batista e de
Cristo de maneira nenhuma pode ser assim considerado.

5. A profecia que Zacarias ouviu acerca de seu filho Jo†o Batista revelou que "Ele ir‚ adiante dele [de Jesus] no esp‡rito e poder de Elias" (Lucas 17).
Quando Jesus falou "eis a‡ o Elias t†o esperado", referindo-se a Jo†o Batista, estava, em suma, dizendo que Elias n†o ressuscitara como todos esperavam,
mas que Jo†o Batista iria desempenhar o papel de precursor do Messias, com a mesma coragem e esp‡rito de Elias. Express†o an‚loga vamos encontrar
em 1 Reis 2.15: "O esp‡rito de Elias repousa sobre Eliseu". Eliseu, momentos antes de Elias ser arrebatado, disse-lhe: "Peƒo-te que haja porƒ†o dobrada
de teu esp‡rito sobre mim" (2 Reis 2.9). Isto n†o significaria que o esp‡rito de Elias iria encarnar em Eliseu. Na verdade, este pedira a Deus que lhe
permitisse ser um digno sucessor de Elias, em todos os aspectos.

6. Por ocasi†o da transfiguraƒ†o de Jesus no monte, quando apareceram Mois€s e Elias, Jo†o Baptista j‚ havia morrido, pois fora decapitado por ordem de
Herodes. Quem deveria aparecer ali seria Jo†o Baptista, e n†o Elias. Segundo a doutrina reencarnacionista, apareceria a reencarnaƒ†o mais recente. Na
quest†o 150 do Livro dos Esp‡ritos l„-se que a alma "tem um flu‡do que lhe € pr‰prio, colhido na atmosfera de seu planeta, e que representa a apar„ncia
de sua …ltima encarnaƒ†o"

Nascer de novo
O espiritismo admite que as express‹es "nascer de novo" e "nascer da ‚gua e do Esp‡rito", ditas por Jesus a Nicodemos (Jo†o 3.1-21), confirmam a doutrina da

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P‚g:
reencarnaƒ†o. N†o € verdade. "Nascer do Esp‡rito" € semelhante a "nascer de Deus", ser nova criatura. Exemplo: "Todos quantos o receberam deu-lhes o poder de
serem feitos filhos de Deus, a saber: aos que cr„em no seu nome; os quais n†o nasceram do sangue, nem da vontade do homem, mas de Deus" (Jo†o 1.12-13), e
"Se algu€m est‚ em Cristo, nova criatura €; as coisas velhas j‚ passaram, eis que tudo se fez novo (2 Cor‡ntios 5.17). Portanto, nascer de novo nada tem a ver com
a volta de um esp‡rito desencarnado a um corpo.

Jó 1.21
"Nu sa‡ do ventre de minha m†e, e nu tornarei para l‚".
A palavra ventre tem o significado, tamb€m, de "interior da terra". Analisemos: "Nu sa‡ do ventre de minha m†e e nu tornarei para l‚; o Senhor o deu e o Senhor o
tomou; bendito seja o nome do Senhor" (J‰ 1.21). Este vers‡culo tamb€m € usado pelos esp‡ritas para afirmar que a doutrina da reencarnaƒ†o € b‡blica, ou seja,
"nu voltarei" significaria que J‰, ap‰s sua morte, voltaria ˆ vida corp‰rea. Essa interpretaƒ†o n†o € verdadeira. Se ele reencarnasse iria para o ventre de outra m†e.
O sentido correto € que J‰ n†o trouxe nada quando veio ao mundo, e voltaria sem levar nada. Vejamos: Em G„nesis 3.19 lemos: "...porquanto €s p‰ e em p‰ te
tornar‚s". Paulo escreveu: "Porque nada temos trazido para o mundo nem coisa alguma podemos levar dele" (1 Tim‰teo 6.7). "Como saiu do ventre da sua m†e,
assim nu voltar‚, indo como veio. Nada tomar‚ do seu trabalho, que possa levar na sua m†o" (Eclesiastes 5.15) ..."quando morrer, nada levar‚ consigo, nem a sua
gl‰ria o acompanhar‚" (Salmo 49.17). Ent†o, J‰ voltaria nu ao interior da terra, da mesma forma como saiu, nu, do ventre da sua m†e. Portanto, nada h‚ nessas
passagens que possa justificar ou legitimar o ensino da preexist„ncia das almas ou da reencarnaƒ†o.

Salmo 126.5-6
"Os que semeiam com l‚grimas, segar†o com cŒnticos de alegria. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltar‚ com cŒnticos de alegria,
trazendo consigo os seus molhos".
A mensagem do referido Salmo est‚ longe de significar qualquer coisa relacionada com reencarnaƒ†o. A sua abordagem n†o € espiritual; € material. O Salmo €
uma manifestaƒ†o de alegria pelo fim do cativeiro babilŽnico, e retorno ˆ terra natal. Mas a alegria € mesclada de tristeza e de l‚grimas por ver a terra desolada, a
atividade rural quase sem perspectiva. No verso 4 a oraƒ†o de confianƒa no Senhor: "Restaura a nossa sorte, ‰ Senhor, como as correntes do Neguebe [ou as
correntes do sul]", isto €, os riachos tempor‚rios da regi†o ‚rida do sul da Jud€ia, conhecida como Neguebe. Aquela gente estava disposta a recomeƒar a atividade
rural. Com tristeza ou n†o, o povo de Deus estava disposto a semear para mais tarde colher com alegria os frutos.
Se o entendimento se relacionar com a semeadura de boas obras, tamb€m n†o encontramos qualquer relaƒ†o com reencarnaƒ†o das almas. Vejamos:
Em G‚latas 6.8 l„-se: "O que semeia na sua carne, da carne ceifar‚ a corrupƒ†o; o que semeia no Esp‡rito, do Esp‡rito ceifar‚ a vida eterna". Em Mateus 13.37-43,
Jesus diz: "O que semeia a boa semente € o Filho do homem. O campo € o mundo, e a boa semente s†o os filhos do reino. O joio s†o os filhos do maligno, e o
inimigo que o semeou € o diabo. A ceifa € o fim do mundo, e os ceifeiros s†o os anjos. Mandar‚ o Filho do homem os seus anjos, e eles colher†o do seu reino
tudo o que causa pecado, e todos os que cometem iniq‘idade. E lanƒ‚-los-†o na fornalha de fogo, onde haver‚ pranto e ranger de dentes. Ent†o os justos
resplandecer†o como o Sol, no reino de seu Pai". G‚latas 6.9: "E n†o nos cansemos de fazer o bem, pois a seu tempo ceifaremos". 2 Cor‡ntios 5.10: "Pois todos
devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito [semeado] por meio do corpo, ou bem, ou mal".
O espiritismo acredita que haver‚ v‚rias semeaduras e v‚rias colheitas. A alma, atrav€s do corpo, plantaria na primeira, na segunda e em outras tantas
encarnaƒ‹es, e a cada uma delas colheria os frutos do que semeou. Assim continuaria at€ alcanƒar o estado de esp‡rito puro. Essa doutrina € antib‡blica. Se
semearmos na carne, isto €, se trabalharmos apenas para satisfazer as paix‹es do corpo, sofreremos na pr‰pria vida os danos dessa decis†o: prostituiƒ†o,
impureza, idolatria, feitiƒarias, orgias, bebedices, invejas, etc. Mas se semearmos no Esp‡rito, isto €, andarmos guiados pelo Esp‡rito Santo, a Ele submisso,
colheremos o que a B‡blia chama de "fruto do Esp‡rito": amor, paz, bondade, mansid†o, dom‡nio pr‰prio. (G‚latas 5.16-24). Portanto, o que semeia no Esp‡rito
ganhar‚ a vida eterna. A B‡blia fala da grande colheita, no final dos tempos, na volta de Jesus, quando a igreja ser‚ arrebatada e os mortos, salvos, ressuscitar†o.
Jesus disse que a ceifa € o fim do mundo (Mateus 13.37-43). Todos comparecer†o diante do Justo Juiz para colherem conforme o que semearam.

Ezequiel 37.1
"...me pŽs no meio de um vale que estava cheio de ossos... profetizei como ele me ordenara, ent†o o esp‡rito entrou neles e viveram. Ent†o ele me disse: Filho do
homem, estes ossos s†o toda a casa de Israel".
Nenhuma conotaƒ†o de reencarnaƒ†o da alma. De acordo com os prop‰sitos de Deus, Ezequiel foi arrebatado em esp‡rito e teve uma vis†o: ele viu um vale de
ossos secos; e depois de profetizar sobre eles, ouviu do Senhor a promessa de dar vida a esses ossos. O pr‰prio Senhor, no verso 11, esclarece o significado real

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P‚g:
da vis†o: "Filho do homem, estes ossos s†o toda a casa de Israel".
"Os ossos representam "toda a casa de Israel", isto €, tanto Israel como Jud‚, no ex‡lio, cuja esperanƒa pereceu na dispers†o entre pag†os. Deus mandou Ezequiel
profetizar para os ossos. Os ossos ent†o reviveram em duas etapas: (1) uma restauraƒ†o nacional, ligada ˆ terra (vv.7,8), e (2) uma restauraƒ†o espiritual, ligada a
f€ (vv.9,10). Esta vis†o objetivou garantir aos exilados a sua restauraƒ†o pelo poder de Deus e o restabelecimento como naƒ†o na terra prometida, apesar das
circunstŒncias cr‡ticas de ent†o (vv. 11-14). Essa restauraƒ†o teve in‡cio no tempo de Ciro (Esdras 1), mas s‰ ter‚ pleno cumprimento quando Deus congregar os
israelitas na sua terra, nos tempos do fim, numa ocasi†o de grande despertamenrto espiritual. Muitos judeus crer†o em Jesus Cristo e o aceitar†o como seu
Messias antes de Ele voltar para estabelecer o seu Reino".

João 9.1-5
"Quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais, mas isto aconteceu para que se manifestem nele as obras
de Deus. Devemos fazer as obras daquele que me enviou enquanto € dia. A noite vem, quando ningu€m pode trabalhar".
Esp‡ritas h‚ que v„em nesses vers‡culos conotaƒ†o reencarnacionista, talvez n†o expl‡cita, pelo menos velada. Nenhuma coisa nem outra. Pelo contr‚rio. Jesus
afirma que as nossas boas obras devem ser feitas enquanto temos vida ("enquanto € dia"), porque depois da morte ("a noite vem") ningu€m pode trabalhar. E n†o
haver‚ outra oportunidade. Os judeus estavam errados em acreditar que toda enfermidade era resultado de um pecado cometido pelo enfermo ou por seus
ascendentes. Esta enfermidade, como a de J‰, foi permitida, dentro dos prop‰sito divino, para manifestaƒ†o do poder, do amor e da gl‰ria de Deus. Mas h‚
doenƒas que t„m como causa direta o pecado. A AIDS € um exemplo. A maioria dos aid€ticos cometeu o pecado do adult€rio, do sexo fora do casamento ou do
homossexualismo: "E, semelhantemente, tamb€m, os var‹es, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros,
homem com homem, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro" (Romanos 1.27). Tal assertiva foi confirmada por
Jesus, quando disse a um inv‚lido por ele curado: "Olha, agora est‚s curado. N†o peques mais, para que n†o te suceda coisa pior " (Jo†o 5.14). Veja-se: aquela
enfermidade de oito anos foi decorrente de pecados cometidos pelo pr‰prio enfermo, e n†o por exist„ncias anteriores. N†o podemos pagar pelos erros dos outros.
Todavia, os filhos, por m‚ influ„ncia, podem continuar cometendo os mesmos pecados dos pais, por v‚rias geraƒ‹es, como veremos a seguir.

Êxodo 20.5
"...visito a maldade dos pais nos filhos at€ a terceira e quarta geraƒ†o daqueles que me odeiam, e faƒo miseric‰rdia at€ mil geraƒ‹es daqueles que me amam e
guardam os meus mandamentos".
O espiritismo v„ nessa mensagem uma alus†o ˆ pluralidade de exist„ncias, em que os pecadores de uma geraƒ†o pagariam pelos descaminhos de geraƒ‹es
anteriores. Como texto fala "dos pais nos filhos", teriam os esp‡ritas de admitir que os filhos seriam necessariamente reencarnaƒ‹es dos pais, o que € contr‚rio ao
ensino kardecista. Ora, em –xodo 34.6-7, Deus se revela "tardio em iras e grande em benefic„ncia"; que "perdoa a iniquidade, a transgress†o e o pecado"; "que ao
culpado n†o tem por inocente". E, € l‰gico, ao inocente n†o tem por culpado. Deus castigar‚ "aqueles que me odeiam", como est‚ no texto. Ademais, a geraƒ†o
posterior ser‚ culpada e castigada se continuar no pecado; se os filhos, por mau exemplo familiar, seguirem os passos dos pais, adotando seus h‚bitos e
procedimentos pecaminosos, sofrer†o as conseq‘„ncias. Ainda hoje se v„ n†o uma fam‡lia apenas, mas naƒ‹es inteiras na pr‚tica da idolatria e do ocultismo. N†o
porque estejam pagando pelos erros dos outros, mas porque seguiram a mesma tradiƒ†o, os mesmos h‚bitos e costumes dos antepassados. Por isso, o Evangelho
da salvaƒ†o do nosso Senhor Jesus Cristo deve ser pregado a toda criatura. Deus oferece a f‰rmula para uma reconciliaƒ†o: "Se o meu povo, que se chama pelo
meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, ent†o, eu ouvirei dos c€us, e perdoarei os seus pecados, e sararei a
sua terra"(2 CrŽnicas 7.14). O filho n†o carregar‚ a culpa do pai, salvo se seguir-lhe o mesmo caminho pecaminoso.

Ezequiel 18.1
"A alma que pecar, essa morrer‚. Sendo um homem justo, e fazendo ju‡zo e justiƒa... o tal justo certamente viver‚, diz o Senhor Deus. Se ele gerar um filho
ladr†o, derramador de sangue... n†o viver‚ [o filho] porque fez todas estas abominaƒ‹es. Mas se gerar um filho que veja todos os pecados que seu pai fez e,
vendo-os, n†o cometer coisas semelhantes... o tal n†o morrer‚ pela maldade de seu pai; certamente viver‚. Seu pai, porque praticou extors†o, roubou os bens do
pr‰ximo e fez o que n†o era bom... morrer‚ pela sua pr‰pria maldade. Por que n†o levar‚ o filho a maldade do pai? Porque o filho fez ju‡zo e justiƒa, guardou
todos os meus estatutos, e os praticou, por isso certamente viver‚. A alma que pecar, essa morrer‚. O filho n†o levar‚ a maldade do pai, nem o pai levar‚ a do
filho. A justiƒa do justo ficar‚ sobre ele, e a impiedade do ‡mpio cair‚ sobre ele. Mas se o ‡mpio se converter de todos os seus pecados que cometeu, e guardar
todos os meus estatutos, e fizer ju‡zo e justiƒa, certamente viver‚; n†o morrer‚. De todas as suas transgress‹es que cometeu n†o haver‚ lembranƒa contra ele.

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P‚g:
Tenho eu algum prazer na morte do ‡mpio? diz o Senhor Deus. N†o desejo antes que se converta dos seus caminhos e viva? Eu vos julgarei, a cada um confor me
os seus caminhos. Arrependei-vos e vivei". (v. Jeremias 31.30).
A Palavra acima € o corol‚rio de tudo quanto foi dito antes, neste trabalho, sobre arrependimento, perd†o, julgamento, salvaƒ†o e morte eterna. "Certamente
morrer‚/viver‚" significa viver a alma eternamente separada de Deus, ou eternamente com Deus. E esse julgamento ser‚ na plenitude dos tempos. N†o sei onde os
espiritistas encontraram nesses vers‡culos algo que possa confirmar a transfer„ncia de culpas de pai para filho ou de qualquer pessoa para outra. Aquele que pecar,
pagar‚ pelos seus pecados. N†o existe maldiƒ†o heredit‚ria. A salvaƒ†o € pessoal. O julgamento € individual. Os vers‡culos sob an‚lise d†o maior clareza ao que
est‚ em –xodo 20.5 ("visito a maldade dos pais nos filhos"),j‚ comentado, e enfatizam que cada um presta conta de seus pr‰prios pecados. Outras passagens
confirmam o que acabamos de ler. Vejamos:
Deus perdoa totalmente: "Ainda que vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornar†o brancos como a neve" (Isa‡as 1.18); "Eu, eu mesmo, sou o que
apago as tuas transgress‹es por amor de mim, e dos teus pecados n†o me lembro"(Isa‡as 43.25); "Pois lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei
dos seus pecados"(Jeremias 31.34); "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados..." (Atos 3.19). A prestaƒ†o de contas €
individual, e haver‚ o Dia do Ju‡zo: "...todo joelho se dobrar‚ diante de mim, e toda l‡ngua confessar‚ a Deus. De modo que cada um de n‰s dar‚ conta de si
mesmo a Deus" (Romanos 14.11-12); "Cada um morrer‚ pela sua iniq‘idade..."(Jeremias 31.30); "De toda palavra fr‡vola que os homens proferirem h†o de dar
contas no dia do ju‡zo"(Mateus 12.36); "Mas h†o de dar conta ˆquele que est‚ preparado para julgar os vivos e os mor tos" (1 Pedro 4.5).

MUNDOS HABITADOS
"Na casa de meu Pai h‚ muitas moradas; se n†o fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. Virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para
que, onde eu estiver, estejais v‰s tamb€m" (Palavras de Jesus, Mateus 14.2-3). Allan Kardec assim interpretou esta mensagem: "A casa do Pai € o Universo. As
diferentes moradas s†o os mundos que circulam no espaƒo", habitados pelos esp‡ritos. Refutamos tal interpretaƒ†o:

1) A casa de Deus € o c€u, e para l‚ iria Jesus. Ao ladr†o crucificado ao seu lado, Jesus prometeu: "Hoje estar‚s comigo no para‡so". "Assim diz o Senhor: O c€u
€ o meu trono, e a terra o estrado dos meus p€s... n†o fez a minha m†o todas estas coisas, e assim vieram a existir?" (Isa‡as 66.1-2). Aquele ladr†o n†o iria vagar
por muitas encarnaƒ‹es e planetas outros at€ morar num "mundo ditoso", como quer o espiritismo.

2) Jesus promete voltar para levar os seus para junto de si: os vivos ser†o arrebatados, e os mortos, ressuscitar†o (1 Tessalon icenses 4.16-17). Com isso, a
doutrina da reencarnaƒ†o perde seu sentido: na Sua volta, como ficariam os desencarnados que n†o cumpriram as etapas para purificaƒ†o? Š evidente que Allan
Kardec ignorou a segunda parte do vers‡culo em que Jesus promete voltar para ressuscitar os que dormem. N†o estaremos espalhados por v‚rios mundos, mas
reunidos, numa s‰ fam‡lia, com Cristo. A ressurreiƒ†o dos mortos anunciada na passagem acima est‚ de acordo com Hebreus 9.27: "Aos homens est‚ ordenado
morrer uma s‰ vez, vindo depois disso o ju‡zo". S‰ morremos uma …nica vez.

PREEXISTÊNCIA DAS ALMAS


O espiritismo ensina que as almas, criadas por Deus, j‚ existem em estado "simples e ignorantes". Aos poucos v†o sendo encaminhadas ˆ Terra para viverem num
corpo humano: "O mundo esp‡rita preexiste e sobrevive a tudo. Os Esp‡ritos est†o por toda parte; povoam o espaƒo infinito. Est†o continuamente ao vosso lado,
observando e agindo, malgrado vosso, porque s†o uma das forƒas da natureza e os instrumentos de que Deus se serve para a realizaƒ†o de seus des‡gnios
providenciais" (Livro dos Esp‡ritos, quest‹es 85 e 87). A mim me parece que o espiritismo confunde anjos com esp‡ritos humanos. Em certo debate, um esp‡rita
apresentou uma s€rie de passagens b‡blicas, como a seguir, para justificar a preexist„ncia da alma. Refutamos do seguinte modo:

Malaquias 3.1
"Eis que eu envio o meu anjo, que preparar‚ o caminho diante de mim; e, de repente, vir‚ ao seu templo o senhor, a quem v‰s buscais, o anjo do concerto, a quem
desejais; eis que vem, diz o senhor dos ex€rcitos".

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P‚g:
A palavra "ANJO" (hebraico malak; grego angelos) significa mensageiro. Os anjos s†o mensageiros ou servidores celestiais de Deus: "N†o s†o todos eles
esp‡ritos ministradores, enviados para servir a favor dos que h†o de herdar a salvaƒ†o"? No vers‡culo sob comento, o anjo que seria enviado - "envio o meu anjo"
- seria Jo†o Batista, ou seja, o mensageiro Jo†o Batista, que viria preparar o caminho de Jesus, o qual assim se referiu: "Jo†o € aquele de quem est‚ escrito:
adiante da tua face envio o meu anjo, que preparar‚ diante de ti o caminho" (Mateus 11.10; Marcos 1.2; Lucas 1.76). O "anjo do concerto" € Jesus, conforme
Malaquias 3.5.
N†o vejo nessa passagem qualquer vest‡gio de que a alma de Jo†o Batista estivesse previamente preparada, guardada no almoxarifado de Deus; salvo se se queira
entender, forƒando uma interpretaƒ†o, que o anjo encarnou em Jo†o Batista. Ora, os anjos t„m funƒ‹es espec‡ficas. N†o se transformam em almas, para, a partir
da‡, necessitarem de sucessivas reencarnaƒ‹es. Os anjos - n†o estamos falando dos "anjos ca‡dos" - s†o seres inteligentes, superiores aos seres humanos (Hebreus
2.6,7); habitam no c€u (Marcos 13.32); lutam contra as forƒas demon‡acas (Apocalipse 12.7-9); protegem os santos (Salmos 34.7; 91.11); acompanhar†o a Cristo
quando ele voltar (Mateus 24.30-31); trazem respostas ˆs oraƒ‹es (Atos 10.4), etc. Os anjos s†o seres espirituais distintos dos esp‡ritos humanos. Portanto, muito
longe est†o de serem semelhantes ˆs almas "simples e ignorantes" de Allan Kardec. A …nica encarnaƒ†o de um Esp‡rito preexistente foi a de Jesus - porque eterno
-, para que o plano de salvaƒ†o dos homens nEle se cumprisse. Mas esta € outra hist‰ria.

Jeremias 1.5
"Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que sa‡sses da madre, te santifiquei e ˆs naƒ‹es te dei por profeta".
Deus n†o est‚ limitado ao tempo. Deus, onisciente, tem o conhecimento de todas as coisas, do ontem ao amanh†, do in‡cio do mundo ˆ plenitude dos tempos. O
pr‰prio Deus assim se revelou: "Eu sou Deus e n†o h‚ outro semelhante a mim; que desde o princ‡pio anuncio o que h‚ de acontecer, e desde a antiguidade as
coisas que ainda n†o sucederam" (Isa‡as 46.9-10). Š por isso que h‚ profecias que falam de um fato futuro como se j‚ tivesse passado. Vejamos:
"Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si. Mas ele foi ferido pelas nossas transgress‹es. Ele foi oprimido e
humilhado, mas n†o abriu a sua boca; como cordeiro foi levado ao matadouro"(Isa‡as 53.3-7, 700 a.C.) "Deram-me fel por alimento, e na minha sede me deram a
beber vinagre"(Salmos 69.21. s€culos X a V a.C. ). Logo, antes que Jeremias nascesse Deus j‚ o conhecia; antes mesmo de sua formaƒ†o, de sua concepƒ†o.
Antes que o espermatoz‰ide atingisse o ‰vulo, para dar in‡cio a um novo ser humano, Deus j‚ o chamava pelo nome e preparara para ele um minist€rio prof€tico.
Express‹es equivalentes foram ditas por Paulo: "Quando, por€m, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graƒa..."(G‚latas 1.15), e por Davi:
"Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe..."(Salmo 139.16).

Isaías 49.1, 2, 5
"Ouvi-me, ilhas, e escutai v‰s, povos de longe! O SENHOR me chamou desde o ventre, desde as entranhas de minha m†e, fez menƒ†o do meu nome. E fez a
minha boca como uma espada aguda... E, agora, diz o SENHOR, que me formou desde o ventre para seu servo".

Diz o espiritismo que a mensagem acima dar legitimidade ao ensino da preexist„ncia das almas. A profecia est‚ se referindo ao Servo do Senhor, Jesus Cristo,
pelo seguinte: 1) Em "ouvi-me ilhas", a palavra ilhas representa o mundo, e "povos de longe" refere-se a todas as geraƒ‹es. O minist€rio prof€tico de Isa‡as n†o
teria tal magnitude e alcance. 2) "Chamou-me desde o ventre, desde as entranhas de minha m†e fez menƒ†o do meu nome", diz respeito ˆ miss†o messiŒnica de
Jesus, concebido no ventre de Maria, e chamado pelo nome antes do seu nascimento: "Conceber‚s e dar‚s ˆ luz um filho, e pŽr -lhe-‚s o nome de Jesus. Ele
reinar‚ eternamente sobre a casa de Jac‰" (Lucas 1.31, 33). 3) Somente Jesus seria a "luz dos gentios" e a "salvaƒ†o at€ ˆ extremidade da terra", como est‚ no
verso "6". Esta n†o seria tarefa para o profeta Isa‡as. 4) As express†o "fez a minha boca como uma espada aguda", no verso 2, alude ˆs palavras do Messias
esperado, palavras semelhantes a uma espada afiada que penetra na consci„ncia dos homens: "... e da sua boca sa‡a uma afiada espada de dois gumes"
(Apocalipse 1.16; 2.12, 16). A profecia, portanto, nada tem a ver com preexist„ncia das almas.

Salmo 139
Vejamos alguns vers‡culos desse salmo: "• Senhor, tu me sondaste e me conheces. Conheces o meu assentar e o meu levantar... conheces o meu caminho. Tu me
cercaste em volta. Para onde fugirei da tua face? Pois criaste o meu interior; entreteceste-me [tecer, armar, fazer] no ventre da minha m†e. Os teus olhos viram o
meu corpo ainda informe. Todos os dias que foram ordenados para mim, no teu livro foram escritos quando nenhum deles havia ainda".
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P‚g:
Tamb€m mencionado como argumento de que a preexist„ncia das almas € a‡ ensinado. O Salmo 139 n†o € nada mais nada menos do que uma revelaƒ†o da
onipresenƒa e da onisci„ncia de Deus. N†o se trata de uma declaraƒ†o da alma do salmista, que estaria revelando situaƒ‹es ocorridas antes da formaƒ†o do corpo.
O pr‰prio espiritismo declara que, quando encarnada, a alma n†o se recorda de sua vida extracorp‰rea. Deus est‚ presente em todos os momentos de nossa vida,
desde a concepƒ†o e, antes desta, Ele j‚ conhecia nosso destino: "Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas,
as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia". Deus tem um plano de salvaĠo para todos os homens. O primeiro passo foi dado por
seu Filho, na cruz. O passo seguinte € o nosso: aceitar a Jesus como Senhor e Salvador e permitir que o plano de Deus se realize em nossas vidas. O salmista fala,
tamb€m, do Ju‡zo Final, quando diz: "• Deus! Tu matar‚s, decerto, o ‡mpio. V„ se h‚ em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno" (v. 19, 24).
Aqui o salmista busca a graƒa salvadora de Deus, para que possa viver na eterna paz. Portanto, o Salmo 139 nada tem a ver com preexist„ncia das almas.

Mateus 18.8-9 - Marcos 9.42-48


"Se tua m†o ou o teu p€ te escandalizar, corta-o e atira-o para longe de ti; melhor te € entrar na vida coxo ou aleijado do que, tendo duas m†os ou dois p€s, seres
lanƒado no fogo eterno. E qualquer que escandalizar um destes pequeninos que cr„em em mim, melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoƒo uma grande pedra
de moinho e que fosse lanƒado no mar".
Jesus, usando o recurso da linguagem figurativa, diz que para entrarmos no reino Deus € necess‚rio cortarmos todas as ligaƒ‹es com o pecado, pois € melhor
vivermos uma vida de sacrif‡cio, de repulsa aos prazeres mundanos, do que sermos lanƒados no inferno. Jesus advertiu sobre a imperiosa necessidade de os
crentes darem bons exemplos ˆs crianƒas, afastando-as das influ„ncias ‡mpias do mundo; n†o induzirem pessoas ˆ pr‚tica do mal; n†o serem instrumentos de
"escŒndalos" para a perdiƒ†o dos demais (drogas, bebidas, pornografias, falsas doutrinas, filmes imorais, piadas obscenas, pr‚tica do ocultismo). Portanto, nada
do que foi dito Por Jesus tem qualquer ralaƒ†o com preexist„ncia da alma. Mais uma vez Jesus fala do castigo eterno para os recalcitrantes, os duros de coraƒ†o,
os ‡mpios.
G„nesi 25.22 "O Senhor lhe disse: Duas naƒ‹es h‚ no teu ventre, e dois povos se dividir†o das tuas entranhas, e um povo ser‚ mais forte do que o outro, e o mais
velho servir‚ ao mais moƒo".
Os vers‡culos acima contam a hist‰ria do nascimento dos g„meos Esa… e Jac‰. Deus, de antem†o, sabia que desses dois sairiam duas naƒ‹es e seriam entre si
antagŽnicas: os israelitas, descendentes de Jac‰, de cuja linhagem surgiria o Redentor; e os edomitas, descendentes de Esa…. Esses "dois povos" se hostilizaram e
se guerrearam por muitos e muitos anos. O maior exemplo desse relacionamento conflituoso foi quando o rei de Edom negou a passagem de Israel pelo seu
territ‰rio, por ocasi†o do –xodo (N…meros 20.21). A menƒ†o da luta no ventre de Rebeca reforƒa o entendimento de que desde o comeƒo haveria desavenƒas entre
Jac‰ e Esa… no seio da fam‡lia, e entre seus descendentes, tal como aconteceu. A Palavra do Senhor foi cumprida em sua inteireza. Portanto, nada que possa
legitimar o ensino da preexist„ncia ou reencarnaƒ†o das almas encontra-se na passagem b‡blica sob an‚lise.

MEDIUNIDADE - "DR. FRITZ"


O Brasil todo assistiu ao desenrolar das apuraƒ‹es e debates em torno do mais espetacular e desastroso fenŽmeno de mediunidade de todos os tempos. Um milh†o
de pessoas atendidas pelo m€dium Rubens Faria J…nior, que diz incorporar uma entidade espiritual denominada "Dr. Fritz". Num per‡odo de tr„s a quatro anos
teriam sido realizados cerca de duzentos mil atos cir…rgicos em doentes que diariamente buscavam al‡vio para suas dores.
Esse esp‡rito, "Dr. Fritz", h‚ vinte anos atua no Brasil. Foi incorporado de in‡cio pelo m€dium Z€ Arig‰; depois, pelo m€dium Edson Queiroz, e, por …ltimo, pelo
m€dium Rubens. Conforme declaraƒ‹es dos referidos canalizadores, "Dr. Fritz" € o esp‡rito de um m€dico alem†o falecido h‚ muitos anos.
O trabalho de atendimento m€dico-cir…rgico do m€dium foi suspenso como conseq‘„ncia de graves den…ncias: morte de uma jovem paciente, ocultaƒ†o de
cad‚ver, enriquecimento il‡cito, exerc‡cio ilegal da Medicina, e outras. Nada temos contra a pessoa do Sr. Rubens, que, diga-se de passagem, € v‡tima do maior
inimigo de Deus e dos homens, como veremos a seguir. Pretendemos t†o-somente analisar o fenŽmeno espiritual em si, ˆ luz da palavra de Deus, ˆ luz dos
ensinos b‡blicos. Para que os leitores possam conhecer a extens†o do problema, transcrevemos mat€ria publicada no jornal O Dia, Rio, 6.2.99, sob o t‡tulo "DR.
FRITZ SOB INVESTIGA”’O":
"A briga entre o m€dium Rubens Faria J…nior, o Dr. Fritz, e sua ex-mulher Rita de C‚ssia Costa Faria n†o s‰ ainda vai dar panos para mangas como est‚ virando
escŒndalo. Policial. A Pol‡cia Federal, que entrou no caso para investigar poss‡veis crimes de sonegaƒ†o fiscal e remessas ilegais de d‰lares para o exterior, feitas
por Rubens, descobriu tr„s mortes, que teriam ocorrido no galp†o de atendimento do m€dium, na Rua Quito, na Penha. O delegado Marcelo Bertolucci soube dos
cad‚veres pelo seguranƒa de Rubens - N€lson Jos€ Nunes J…nior - preso no dia 26 de janeiro por porte ilegal de pistola 9mm (arma privativa das Forƒas
Armadas). Ele confessou ter sido o respons‚vel pela remoƒ†o dos tr„s corpos, pacientes do Dr. Fritz. Os cad‚veres n†o foram para o Instituto M€dico Legal (IML)
mas, segundo N€lson contou no depoimento, para o Hospital Estadual Get…lio Vargas, onde existiria um esquema montado para registrar os ‰bitos como se
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fossem de internos daquele hospital. Essa semana, o delegado Bertolucci pretende colher mais subs‡dios com Nelson, para investigar as mortes. Mas ele n†o
estar‚ sozinho. Ao saber da hist‰ria pelo O DIA, o superintendente de Sa…de da Secretaria Estadual de Sa…de, Ricardo Peret, prometeu promover uma auditoria
ao HGV para cruzar os registros de ‰bitos com os de entrada dos pacientes no hospital, tentando confirmar a hist‰ria.
A dor-de-cabeƒa que Rubens Faria ter‚ a partir da briga que vem mantendo com Rita, em torno da partilha dos bens do casal, n†o p‚ra por a‡. Tanto Rita como
seu irm†o, Sebasti†o Odilo Moreira da Costa, que durante muito tempo auxiliaram Rubens Faria quando ele incorporava o Dr. Fritz, agora o acusam de
charlatanismo. Sebasti†o, que no galp†o era conhecido como Renato, era quem organizava todos os atendimentos, funcionando com uma esp€cie de coordenador,
tanto na Penha (RJ), como no bairro do Ipiranga, na cidade de S†o Paulo. Ambos garantem que demoraram a descobrir que tudo n†o passava de um embuste. Eles
dizem que a injeƒ†o que o m€dium costumava dar nos pacientes n†o passava de um fingimento. A seringa era abastecida com aguarr‚s, ‚lcool e iodo. "A injeƒ†o
n†o era dada na pessoa, mas num pedaƒo de gaze escondida na m†o esquerda do Dr. Fritz", afirmou Sebasti†o. Rita n†o s‰ confirma a hist‰ria da falsa injeƒ†o
como p‹e mais pimenta na hist‰ria do galp†o. Garante ter surpreendido o m€dium sozinho com moƒas sem roupas na sala de cirurgia. Em depoimento que
assinou, confessa:
"senti uma grande vergonha de ter participado daquela farsa".

Espírito mau ou bom?


O espiritismo n†o admite a exist„ncia de demŽnios, Inferno, Ju‡zo Final, Satan‚s, Diabo, pecado, salvaƒ†o pela graƒa, morte expiat‰ria de Jesus, condenaƒ†o
eterna, e outras doutrinas b‡blicas. Por isso, cristianismo e espiritismo s†o irreconcili‚veis. Portanto, a partir da crenƒa esp‡rita, o Dr. Fritz € o esp‡rito de uma
pessoa falecida. Resta saber se € um esp‡rito bom ou mau. Hippolyte L€on Denizart Rivail, que usa em seus livros o pseudŽnimo Allan Kardec, o codificador das
doutrinas esp‡ritas, afirmou que existem esp‡ritos capazes de tudo: mentirosos, enganadores, imitadores de caligrafias e de vozes, perversos, orgulhosos,
semeadores de disc‰rdia, criadores de sistemas absurdos (e porque n†o criadores de doutrinas absurdas), enganadores de m€diuns, levianos, vaidosos, med‡ocres,
ambiciosos, capazes de todos os ardis, etc. (O Evangelho Segundo o Espiritismo (E.S.E.), de Allan Kardec, caps. XXI e XXVIII, p‚gs. 335, 340, 342 e 414; Livro
dos M€diuns, p‚gs. 272, 281, 282 e 285). Se o Dr. Fritz € do grupo dos perversos, ent†o justificam-se as dificuldades enfrentadas pelo "canal" Rubens, os
transtornos na sua vida conjugal, a morte de doentes por ele atendidos, e de outras coisas mais. Ningu€m sabe quantas pessoas atendidas pela entidade espiritual
chamada Dr. Fritz ficaram em situaƒ†o pior, nem quantas sofreram ou morreram nas m†os dos m€diuns Z€ Arig‰ e Edson Queiroz. N†o se trata do exerc‡cio legal
de pr‚ticas religiosas, assegurado na Constituiƒ†o. O exerc‡cio da mediunidade, nesses termos, equivale-se ao curandeirismo.
Se os esp‡ritas consideram como v‚lida a hip‰tese de o Dr. Fritz ser um esp‡rito mau, seria de bom alvitre faz„-lo "subir" numa sess†o esp‡rita para tentar
doutrin‚-lo, ou aconselh‚-lo a reencarnar. Ent†o, a comunidade esp‡rita apresentaria mais tarde um novo Dr. Fritz, em melhores condiƒ‹es de dar prosseguimento
ao seu trabalho. Entretanto, os defensores dessa id€ia estariam diante de algumas dificuldades: 1) Dr. Fritz, usando de seu livre-arb‡trio, poderia recusar a
reencarnaƒ†o ou a convers†o; 2) Os esp‡ritos bons presentes nessa sess†o poderiam n†o ser t†o bons assim, porquanto, segundo Kardec, h‚ esp‡ritos que enganam
os m€diuns; 3) Possibilidade de o Dr. Fritz n†o atender ao convite, ou seja, n†o "subir". Kardec consente nessa real possibilidade quando diz no cap. XXVIII, p‚g.
447, do Evangelho Segundo o Espiritismo:
"Os maus esp‡ritos s†o aqueles que ainda n†o foram tocados de arrependimento; que se deleitam no mal e nenhum pesar por isso sentem; que s†o insens‡veis ˆs
reprimendas, repelem a prece e muitas vezes blasfemam do nome de Deus. S†o essas almas endurecidas que, ap‰s a morte, se vingam nos homens dos
sofrimentos que suportaram e perseguem com o seu ‰dio aqueles a quem fizeram mal durante a vida, quer obsidiando-os, quer exercendo sobre eles qualquer
influ„ncia funesta. Duas categorias h‚ bem distintas de Esp‡ritos perversos: a dos que s†o francamente maus e a dos hip‰critas. Infinitamente mais f‚cil €
reconduzir ao bem os primeiros do que os segundos. Aqueles, as mais das vezes, s†o naturezas brutas e grosseiras, como se nota entre os homens; praticam o mal
mais por instinto do que por c‚lculo e n†o procuram passar por melhores do que s†o".
Kardec acertou na descriƒ†o das qualidades desses esp‡ritos malignos, mas errou em n†o cham‚-los de demŽnios liderados por Satan‚s, o maior inimigo de Deus
e dos homens.
Se bem entendi, os maus se dividem em maus de verdade, e hip‰critas. Os maus, genuinamente maus, s†o de f‚cil recuperaƒ†o e podem ser doutrinados
facilmente. Com jeitinho aceitam reeencarnar para sofrerem em muitas outras vidas. J‚ os hip‰critas s†o osso duro de roer. Ora, os maus s†o bons ouvintes que
procuram seguir os conselhos. Os maus hip‰critas s†o da pesada. Tenho a impress†o que muitos leitores est†o perguntando onde o franc„s Le‰n Hippolyte
Denizart Rivail foi buscar essas id€ias. Como os esp‡ritas n†o acreditam em Ju‡zo Final ou Inferno, esp‡ritos dessa esp€cie ficar†o por a‡ fazendo o mal
eternamente sem serem molestados, e Deus sem nada fazer, at€ porque "Deus n†o mandaria um filho seu para o castigo eterno", como argumentam os esp‡ritas.
Admitida a hip‰tese de ser Dr. Fritz um esp‡rito bom, teriam que explicar porque a vaca foi pro brejo, ou seja, porque as coisas desandaram. Os esp‡ritos bons, no
entender da doutrina esp‡rita, protegem e ensinam o bom caminho. Logo, o Dr. Fritz n†o permitiria que o trabalho medi…nico fechasse as portas. Digo isto porque,
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P‚g:
segundo Kardec, Deus se comunica com os homens SOMENTE atrav€s dos esp‡ritos bons. Fico a meditar se Deus, soberano e ilimitado, estaria limitado nas suas
comunicaƒ‹es. Em resumo, entendo que o m€dium Rubens n†o incorpora um bom esp‡rito, porque um bom esp‡rito ter -lhe-ia dado total proteƒ†o para o „xito no
exerc‡cio da mediunidade.
A hip‰tese de o Sr. Rubens ser m€dium e n†o ser esp‡rita n†o encontra respaldo nos ensinos kardecistas. Kardec declara que os "m€diuns receberam de Deus um
dom gratuito", ou seja, "o de serem int€rpretes dos Esp‡ritos, para instruƒ†o dos homens, para lhes mostrar o caminho do bem e conduzi-los ˆ f€...". N†o esclarece
em quem € a f€. O m€dium, segundo a doutrina esp‡rita, € um canal (da‡ a express†o moderna de "canalizador") por onde fluem os esp‡ritos dos mortos. Os bons
esp‡ritos ouvem a Deus, recebem de Deus as instruƒ‹es e as repassam aos homens, diz o espiritismo. Š por essas e outras que Kardec considera o espiritismo a
Terceira Revelaƒ†o de Deus. Resumindo, temos: Kardec diz que m€dium € o que incorpora esp‡ritos de mortos; o Sr. Rubens diz que incorpora esp‡ritos de
mortos; logo, o Sr. Rubens € m€dium. Nem todo esp‡rita € m€dium; mas todo m€dium € esp‡rita. Como tamb€m nem todo m€dico € cardiologista, mas todo
cardiologista € m€dico. Creio que a maioria dos espiritistas aspiram ˆ mediunidade. E os l‡deres incentivam os novos a essa pr‚tica: "voc„ tem mediuni dade e
precisa desenvolv„-la". A mediunidade € para o espiritismo, como a enxada € para o lavrador. Logo, n†o se pode dissociar a mediunidade do espiritismo. N‰s,
crist†os, sabemos que n†o s†o esp‡ritos de pessoas falecidas que eles incorporam.
Outra hip‰tese € a que n†o aceita as qualidades medi…nicas do Sr. Rubens, e, portanto, n†o o tem como esp‡rita. Seria um pseudo-m€dium, charlat†o, trapaceiro.
Os que assim pensam certamente enfrentam alguma dificuldade em explicar:
1) A comunidade esp‡rita engoliu por muitos anos a farsa sem nada perceber?
2) Idem, idem, com relaƒ†o aos m€diuns Z€ Arig‰ e Edson Queiroz?
3) Os bons esp‡ritos, que "sobem" ou "descem" nas centenas de sess‹es por esse Brasil a fora, n†o falaram nada, n†o deram nenhuma dica, levando em
conta que estava em jogo o conceito da mediunidade, o conceito do espiritismo, o conceito dos pr‰prios bons esp‡ritos?
4) A comunidade de m€diuns, embora sabendo da farsa, resolveu silenciar? N†o h‚ como, com os "dons" medi…nicos dispon‡veis, detectar um falso
m€dium?
5) As alteraƒ‹es de voz e semblante observ‚veis no Sr. Rubens, quando este se diz possu‡do pelo Dr. Fritz, denunciam ou n†o a presenƒa de uma entidade
espiritual?
6) Se se trata de uma farsa, o que dizem milhares de pessoas que estiveram com ele?
7) Como explicar os cortes cir…rgicos - de peles, nervos e ossos - sem que as v‡timas demonstrassem sentir qualquer dor?

Os mortos não voltam


Segundo os ensinos da Palavra de Deus os mortos n†o voltam. O princ‡pio € que os mortos nada podem fazer pelos vivos, e estes, nada, pelos mortos. Ap‰s a
morte do corpo, o esp‡rito segue para um lugar determinado, para a paz eterna ou para o eterno sofrimento. Assim diz o Senhor Jesus:
"Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, n†o para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. QUEM NELE CR– N’O Š
CONDENADO, MAS QUEM N’O CR– J• EST• CONDENADO, PORQUE N’O CR– NO NOME DO UNIG–NITO FILHO DE DEUS" ( Jo† o 3.17-18).
Da par‚bola do "rico e L‚zaro", proferida pelo Senhor Jesus, ficamos conhecendo a que tipo de condenaƒ†o Ele se referiu. Deduz-se que os mortos se encontram
em lugares j‚ definidos, sem condiƒ‹es de mudanƒa e sem permiss†o para se comunicarem com os vivos. O rico - n†o pelo fato de ser rico, mas porque idolatrava
sua riqueza - estava num lugar infernal, em tormentos; e L‚zaro, em um lugar de gozo e paz.

JESUS É A VERDADE
N†o € demais lembrar que o espiritismo exalta as qualidades morais de Jesus, embora n†o o reconheƒa como Senhor e Salvador. Kardec n†o diz que Jesus €
totalmente mentiroso. Ele afirmou que "o Cristo veio ensinar aos homens a justiƒa de Deus"; que "no Cristianismo encontram-se todas as verdades"; que "o Cristo
foi o iniciador da mais pura, da mais sublime moral, da moral evang€lico-crist†, que h‚ de renovar o mundo, aproximar os homens e torn‚-los irm†os". Ora, o
cristianismo, religi†o fundada pelos disc‡pulos de Jesus, tem por base doutrinal os ensinos do Mestre, a Sua condiƒ†o de Cristo, o Messias, Sua morte expiat‰ria,
Sua ressurreiƒ†o, dentre outros. Kardec se rende ˆs divinas mensagens do Senhor Jesus, mas ensina que o tempo do Senhor Jesus j‚ passou; que o espiritismo € a
Terceira RevelaĠo de Deus; que a alma humana se instalou inicialmente em macacos; que a alma salva-se a si mesma, etc. Kardec se contradiz. Aproxima-se do
cristianismo e o reconhece como o caminho da verdade, mas nega essas verdades. Usou o cristianismo para apresentar sua tese, qual planta trepadeira que bu sca
sustentaƒ†o e vida nas ‚rvores robustas.
A que conclus†o quero chegar? Concluir que todas as palavras pronunciadas pelo Senhor Jesus, suas mensagens e par‚bolas, devem ser aceitas e acatadas pelos
espiritistas, sob pena de se colocarem em atitude de rebeli†o contra Kardec ou, copiando o mestre, cair no contradit‰rio. Da‡ porque deve ser considerada veraz a
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P‚g:
palavra do Senhor Jesus, e reconhecida a autenticidade dos livros b‡blicos por Ele citados, tais como os livros da lei mosaica, o livro de Salmos, a palavra dos
profetas, o livro de Jonas, o de Isa‡as, as palavras de seus ap‰stolos, que dEle receberam instruƒ‹es e, por extens†o, toda a B‡blia Sagrada. Os esp‡ritas costumam
acreditar em algumas mensagens do Senhor Jesus, e rejeitar outras. Como se Ele fosse verdadeiro em apenas parte do que falou e ensinou. Como se Ele fosse
metade mentira, metade verdade. Em Jo†o 17.17, o Senhor Jesus, intercedendo pelos disc‡pulos, diz: Santifica-os na verdade; A TUA PALAVRA Š A
VERDADE. Logo, a Palavra santifica e contribui para que a f€ nasƒa nos coraƒ‹es dos homens. O pr‰prio Jesus declara: EU SOU O CAMINHO, A VERDADE,
E A VIDA (Jo†o 14.6). Ora, Kardec disse que Senhor Jesus ensinou a justiƒa de Deus, que Deus revelou-se nEle, que o cristianismo cont€m todas as verdades, e
que a miss†o de Jesus foi divina.
Kardec foi muito esperto na elaboraƒ†o de sua doutrina. Colocou o Senhor Jesus nas alturas, e disse que o cristianismo € a verdade. Por€m, quando se v„
encurralado d‚ o pulo do gato. Ele simplesmente diz que o Senhor Jesus n†o estava falando s€rio quando se referiu a Satan‚s e seus demŽnios, os quais, para
Kardec, seriam t†o-somente esp‡ritos atrasados, impuros, mas que um dia chegar†o ˆ perfeiƒ†o. No Livro dos Esp‡ritos, quest†o 131, referindo-se a Jesus e a
satan‚s, diz:
"N†o se sabe que a forma aleg‰rica € uma das caracter‡sticas de sua linguagem?
Em s‡ntese, Kardec est‚ duvidando da seriedade do Senhor Jesus. Para Kardec, Jesus estava brincando quando ordenou que Satan‚s sa‡sse de sua presenƒa
(Mateus 4.10); quando classificou o Diabo de homicida e pai da mentira (Jo†o 8.44); quando libertou uma mulher das amarras de Satan‚s (Lucas 13.16); quando
outorgou poderes aos crentes para expulsarem demŽnios (Marcos 16.17).

QUEM É O DR. FRITZ?


Tenho d…vida se ele € o pr‰prio Satan‚s, se um simples demŽnio, ou, quem sabe, um grupo de demŽnios, uma falange como disse o m€dium Rubens. Muito bem
disse Kardec quando afirmou que eles mentem, falsificam, s†o perversos ao extremo, capazes de tudo. Errou por muito pouco n†o lhes dispensando a
denominaƒ†o correta, a correta denominaƒ†o que o Senhor Jesus lhes deu. Capazes de tudo, astutos, inteligentes e organizados, esses demŽnios dizem que s†o
esp‡ritos desencarnados (coitadinhos!); enganam os incautos nas sess‹es esp‡ritas, imitam caligrafias de pessoas falecidas e suas vozes; falsificam quadros de
pintores famosos; tomam posse dos corpos dos que invocam seu nome; e, como vimos no fenŽmeno Rubens/Fritz, cortam corpos e matam.
A entidade incorporada pelo m€dium Rubens n†o € um esp‡rito desencarnado, mau ou bom. Š maligno o esp‡rito por ele recebido, qualquer que lhe seja o nome
dado: exu, preto-velho, satan‚s, diabo, demŽnio, pomba-gira, caboclo, capeta, belzebu, esp‡rito-guia, esp‡rito mau, esp‡rito malfazejo, esp‡rito perverso, iemanj‚,
orix‚, tranca-rua, ogum, ox‰ssi, xangŽ, omolu, ians†, oxum, caboclo, esp‡rito-guia, ou Dr. Fritz.

LOUVADO E ENGRANDECIDO SEJA


NOSSO SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO!

BIBLIOGRAFIA

ANKERBERG, John (e John Weldon) - Os Esp‡ritos-Guias (The facts on Spirit Guides), 1988.

BEZERRA, Edir Macedo - Orix‚s, Caboclos e Guias, 1993.

BIBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL - Almeida Revista/corrigida.

COSTA, Jefferson Magno - Porque Deus Condena o Espiritismo, 1957.

KARDEC, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo, 1985; O Livro dos Esp‡ritos, 1997.

LEWIS, C.S. - Milagres, Um Estudo Preliminar, 1947

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P‚g:
OLIVEIRA, Raimundo F. de - Seitas e Heresias de Todos os Tempos, 1993; As Grandes Doutrinas da B‡blia, 1949.

ESTUDO SOBRE "O ROMANISMO"


ROMANISMO: CRISTIANISMO ADULTERADO

"Vi uma mulher assentada sobre uma besta escarlata... que tinha sete cabeças e dez chifres ... as setes cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está
assentada... e a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra " (Apoc 17.3,9,18).

"E os dez chifres que viste são dez reis ... que receberão o poder ... juntamente com a besta ." (Apoc 17.12)

" E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus."(Apoc 17.6)

" ... Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas".(Apoc 17. 1,15)

Na Bíblia, a religião falsa é representada por uma prostituta embriagada, e o governo mundial sobre o qual ela cavalga, por uma fera.

A cidade de Roma € das mais antigas da Pen‡nsula It‚lica. Est‚ edificada "sobre sete colinas", que o ap‰stolo Jo†o chama de "sete montes". Nos dias do imp€rio
estas montanhas eram denominadas de: Aventino , Palatino, C€lio, Esquilino, Vidimal, Quirinal e Capit‰lio.

INTRODUÇÃO
O que se vem h‚ muito se apresentando como Cristianismo € um ensino corrompido. Š um "cristianismo" (entre aspas) esp…rio que usurpou o lugar da f€ genu‡na,
chamado Catolicismo Romano.

Desde os prim‰rdios do Cristianismo, durante os tr„s primeiros s€culos da Era Crist†, Roma desencadeou dez grandes perseguiƒ‹es aos crist†os, que se
sucederam uma ap‰s outra, ˆ medida que seus c€sares ( de Nero a Diocleciano) iam subindo ao poder.

Com a subida do imperador Constantino ao trono e a de Teod‰sio, seu sucessor, proclamou-se em Roma e em todo o imp€rio, o principio de tolerŒncia religiosa.
Antes atroz perseguidora, Roma abraƒa o Cristianismo sem contudo deixar para tr‚s seus deuses.

Dentre outras coisas que iremos abordar neste trabalho, veremos que a igreja cat‰lica se tornou romana, n†o pela pretens†o de ter sido Pedro o primeiro bispo de
Roma, mas pela influ„ncia do pr‰prio imp€rio dentro da igreja, desvirtuando-a e descaracterizando-a ao ponto de sua paganizaƒ†o.

O testemunho da hist‰ria conta-nos casos de opress†o em que a igreja romana, em nome de Cristo e da sua religi†o, € acusada de usar da mentira, da viol„ncia, da
prepot„ncia para castigar, matar e destruir aqueles que julgava seus inimigos ou que de seus erros divergiam.

Confiss‹es extorquidas pela tortura; mortic‡nios e destruiƒ‹es como foi o caso da matanƒa dos Valdenses e o massacre dos Huguenotes (protestantes franceses)
conhecida como " a noite de São Bartolomeu" , foram provocadas por causa da intolerŒncia religiosa da igreja romana que ameaƒava sufocar de uma s‰ vez a
Obra Evang€lica na Franƒa como em toda a Europa. Perseguiƒ‹es eram promovidas com o fim de extirpar a "heresia" tudo em nome daquele que n†o veio
destruir vidas, mas salv‚-las.

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P‚g:
Prova disso foi a "Santa Inquisição da Igreja Católica" que de santa s‰ teve o nome. Estabelecida em 1231 pelo papa Greg‰rio IX , os tribunais de "Santo
Oficio" como tamb€m era conhecida a Inquisiƒ†o, martirizaram milhares de santos, acusando-os de her€ges e inimigos da igreja (romana). Fogueiras humanas
iluminavam as noites sombrias enchendo o c€u de fumo e a terra de luto. Roma insaci‚vel, continuava a derramar o sangue dos mart‡res.

Os nefandos tribunais da Inquisiƒ†o covardemente fizeram milh‹es de v‡timas, entre judeus e crist†os. Per‡odo negro da hist‰ria, obra prima da

crueldade satŒnica, permitida talvez para nos servir de aviso para sair-mos e nos livrar-mos de Roma e do seu Sistema.

N†o chamamos a ele (romanismo) de religi†o, porque religi†o, do latim do verbo "religare" ligar outra vez ou religar o homem com Deus, n†o se lhe aplica. Muito
menos podemos classific‚-lo como igreja, porque igreja temos como " o Corpo de Cristo" , a reuni†o dos santos, lavados e purificados pelo sangue de Jesus.

A nosso ver, a melhor designaƒ†o que se lhe aplica € Sistema. A cabeƒa, a alma desse sistema € a Roma Papal.

Condenamos o Sistema porque o consideramos contr‚rio a Cristo e ao seu Evangelho, e o maior obst‚culo ao triunfo da religi†o crist† na terra, mas n†o
acalentamos nenhuma animosidade contra qualquer pessoa que a ele pertenƒa. Lamentamos e amamos as v‡timas do Sistema , mas a ele o condenamos. N†o
mostramos m‚ vontade contra o escravo quando condenamos a escravatura. Assim tamb€m n†o estamos contra os iludidos pela falsidade do romanismo. A eles
falamos com afeiƒ†o crist†, embora usando palavras que a verdade nos obriga a proferir.

Acusados por Nero, o imperador, de terem ateados fogo em Roma, milhares de Cristãos sofreram tremenda perseguição, e as levas eram jogados nas
arenas do Coliseu Romano para serem destroçados pelas feras. Por cima dos gritos das turbas enraivecidas e dos rugidos ameaçadores dos leões
ressoava a voz dos mártires como um hino de louvor a Deus: "somos como trigo debulhado de Cristo, que precisa de ser moído pelos dentes das feras
antes de se tornar em pão". A pureza e o vigor dos primeiros seguidores de Cristo, os quais, mesmo coagidos, foram fiéis até a morte... cujos os nomes
desprezados na terra, estão inscritos no Livro da Vida.

Por s€culos e s€culos a igreja romana proibiu ao povo a leitura da Palavra de Deus. Pelo simples ato de proibir o uso franco das Escrituras aos seus seguidores, a
igreja romana admite que o seu sistema n†o pode suportar o confronto com a B‡blia.

Roma n†o somente desonrou a Cristo no tocante ao seu of‡cio de Sacerdote, mas gradualmente foi exaltando homens, levando-os a partilhar do of‡cio de
Mediador que s‰ pertence a Cristo. Aos ap‰stolos, aos m‚rtires, ˆ Maria, m†e de Jesus, a esp‡ritos de homens e mulheres , e tamb€m aos anjos, essa igreja revestiu
com os atributos da onipresenƒa de Deus e agindo como impostores ensinou-lhes que se lhes poderiam dirigir oraƒ‹es como se fossem mediadores de intercess†o.

A igreja de Roma j‚ h‚ muito abandonou a direƒ†o das Sagradas Escrituras e desprezou " o guia da sua juventude" , se esquecendo do concerto do seu Deus. N†o
se assemelha agora ˆ igreja crist† primitiva, pois introduziu-se em seu seio pr‚ticas e id€ias pag†s. "COMO SE FEZ PROSTITUTA A CIDADE FIEL" (Apoc
17.1). Em lugar da adoraƒ†o do seu Senhor e Salvador, achamos a igreja " cuja f€ era divulgada por todo o mundo" (Rm 1.8) e cujos primitivos crentes preferiam
cheios de gozo ser lanƒados ˆs chamas, ˆs feras ou ˆ tortura, do que praticarem o ato mais simples de idolatria, gloriando-se agora na sua pr‰pria vergonha;
prestando homenagem e adoraƒ†o a ‡dolos, a santos mortos, a esp‡ritos e a rel‡quias, e at€ mesmo a homens e mulheres imagin‚rios que somente existem nas
lendas mentirosas que ela inventou! H‚ raz†o de sobra para dizer-se que a religi†o que Roma apresenta aos seus adeptos € uma forma de "cristianismo"
adulterado, corrompido e paganizado, como passaremos a descrever nas p‚ginas seguintes.

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P‚g:
EIS ALGUNS PONTOS DO CONFRONTO:

BÍBLIA X CATOLICISMO ROMANO

IDOLATRIA: UM GRAVE ERRO DA IGREJA ROMANA


O primeiro mandamento b‡blico prescreve: " Eu sou o Senhor teu Deus! Não farás para ti imagens de escultura, nem semelhança do que há em cima nos
Céus... Não te curvarás diante delas nem as servirás" (Ex 20.4). No entanto no catolicismo romano as imagens tem prioridade por serem os esteios da Igreja.
Os ‡dolos do paganismo e as estatuetas da Igreja Cat‰lica s†o formas de idolatria que confrontam-se com a B‡blia.

O culto a Deus deve ser realizado em esp‡rito, sem o aux‡lio de qualquer objeto ou representaƒ†o material, pois Deus € Esp‡rito e importa que os que adoram a
Deus o adorem em esp‡rito e em verdade (Jo 4.24). Este € o culto preconizado nas Escrituras, exigido por Deus em todos os tempos.

As Escrituras condenam o culto por meio de imagens, isto sempre foi abominaƒ†o a Deus. Por€m, contrariando ˆ sua Palavra, a igreja cat‰lica romana ensina a
adoraƒ†o de imagens e enche os seus templos de ‡dolos, conservando os seus adeptos na ignorŒncia ao esconder-lhes a verdade b‡blica.

N†o h‚ um s‰ trecho no Novo Testamento que fale em Ter havido na igreja primitiva alguma prociss†o eucar‡stica e que mostre algum dos ap‰stolos ou servos do
Senhor incensando imagens. A raz†o porque n†o h‚ € que o culto ˆs imagens foi decretado pelo II Conc‡lio de Nic€ia em 787 dC, e a prociss†o eucar‡stica teve
seu in‡cio em 1360 dC.

O ap‰stolo Paulo em Atos 17.29 faz a seguinte declaraƒ†o: " Sendo nós pois geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro,
ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens."

No entanto existe na Bas‡lica de S†o Pedro em Roma, uma imagem deste ap‰stolo feita de bronze, cujo p€s se gastaram de tantos beijos dos seus adoradores. O
missal da igreja romana manda que se adore a cruz : "vinde e adoremos". O clero e os leigos adoram a cruz tirando os sapatos, ajoelhando-se e beijando-a . Os
fi€is carregam suas imagens em prociss†o, queimam incenso ˆs imagens e lhes acendem velas . Fazem promessas a in…meros "santos" e lhes atribuem milagres,
n†o j‚ aos santos mas imagens desses. E a Palavra de Deus adverte: "congregai-vos e vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações: NADA SABEM OS
QUE CONDUZEM EM PROCISSÃO AS SUAS IMAGENS DE ESCULTURA, feitas de madeira e rogam a um deus que não pode salvar" (Isaías 45.20).

Observe agora atentamente o Salmo 115 versos de 2 ˆ 8:

Os romanistas adoram de fato as imagens e isto € pecado de idolatria, condenado por Deus em sua Palavra: "não erreis: nem os devassos, NEM OS
IDÓLATRAS... herdarão o reino de Deus" (I Corintios 6.10).

Devemos buscar a Deus conforme os ensinos de sua Palavra e seguir a orientaƒ†o que nos d‚ quanto ao culto que lhe devemos tributar. O culto deve ser tributado
t†o somente a Deus. Todavia, a igreja romana estabeleceu tr„s esp€cies de culto:

a) o de LATRIA, devido somente a Deus;

b) o de HIPERDULIA, que se deve prestar a Maria;

c) e o de DULIA, que se deve tributar aos santos e aos anjos. Esta divis†o por€m, n†o € b‡blica nem l‰gica.
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P‚g:
N†o temos nem um simples exemplo nas Escrituras de adoraƒ†o a Maria, ou aos santos e anjos. Antes estes, quando os pag†os os queriam adorar, eles os
impediam, ensinando-os que s‰ deviam adorar a Deus.

EXEMPLOS:

1) Jesus citando DeuteronŽmio 6.13 , disse ao tentador:

"AO SENHOR TEU DEUS ADORARÁS E SÓ A ELE SERVIRÁS" (Mt. 4.10)


2) Pedro rejeitou a adoraƒ†o de Corn€lio em Atos 10.26:
3) Barnab€ e Paulo n†o receberam a adoraƒ†o dos habitantes de Listra (Atos 14.11-18) dizendo ao povo: "Varões, porque fazeis estas coisas? Nós também
somos homens como vós, sujeito às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo" .
4) O Anjo n†o consentiu que o ap‰stolo Jo†o o adorasse (Apoc 19.10) e
5) Maria, m†e de Jesus nunca em seu coraƒ†o teve a pretens†o de se tornar objeto de culto, mas deixou-nos um …nico mandamento: " FAZEI TUDO
QUANTO ELE VOS DISSER" (Jo 2.5).

E o que Jesus est‚ nos dizendo € que "a hora vem e agora é em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o
Pai procura para seus adoradores" (Jo 4.23).

Caro leitor(a), o nosso corpo € templo do Esp‡rito Santo (I Cor 6.19), e o Deus vivente quer fazer nele morada. Pois ent†o me diga: Que comunh†o tem a luz com
as trevas? E que consenso temos n‰s com os ‡dolos que Deus abomina e que se encontram presentes no interior das igrejas cat‰licas? A B‡blia diz: "convertei-vos
e deixai os vossos ídolos" (Ez 14.6) e " saí do meio deles e apartai-vos ... e eu vos receberei, diz o Senhor Todo Poderoso" (II Cor 6.14c, 16 a, 17 e 18b).

Leitor (a) amigo (a) , atenta para o que est‚ escrito na Palavra de Deus e converta-se dos ‡dolos para servirdes ao Deus vivo e verdadeiro, pois o fim dos id‰latras
€ o ardente Lago de Fogo e Enxofre (Apoc 21.8).

O PAPA É IDÓLATRA

Outros versículos bíblicos sobre idolatria:

Lv 26.1 ; Dt 4.23; Dt 7. 25,26; Is 44.17-20; Is 45.20; Jr 10.5; Jr 10.14,15; Ez 20.18,19; Os 4.12; Zc 15.2; At 17.16,29; I Tess 1.9 e I Jo 5.21.

"... não te curvarás a elas nem as servirás" (Ex 20.4)

DOGMA DA INFALIBILIDADE PAPAL


O dogma da infalibilidade papal foi declarada pelo papa Pio IX no Conc‡lio Vaticano I (1869-1870) realizado na Bas‡lica de S†o Pedro, em Roma.

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P‚g:
A pretens†o do papado consiste em dizer que o bispo da diocese de Roma € o Papa ou Pai da Cristandade, o sucessor de Pedro e o Vig‚rio de Cristo com
autoridade temporal e espiritual n†o somente sobre as igrejas, mas tamb€m sobre os reinos que h‚ na terra.

Estas declaraƒ‹es praticamente s†o baseadas em uma s‰ passagem das Escrituras, Mateus 16.18, nas palavras que Jesus dirigiu a Pedro. A interpretaƒ†o romanista
€ que ali Cristo constituiu a Pedro como uma Pedra ou o Alicerce da Igreja. Al€m disso, se diz que Pedro foi o fundador e o primeiro bispo da igreja crist† em
Roma.

Estas declaraƒ‹es merecem de nossa parte uma an‚lise serena, imparcial e conscienciosa. Devemos recorrer ˆ B‡blia, para ver se ela d‚ seu apoio a t†o alarmantes
pronunciamentos. E a hist‰ria nos dir‚ se a primazia do Papa e sua apetecida infalibilidade foram verdades religiosas e feitos patentes reconhecidos atrav€s dos
s€culos do Cristianismo.

MATEUS 16.18-20
"Pois também eu te digo que tu és pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; eu te darei as chaves
do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus."

Em torno destes dois vers‡culos € gerada tal pol„mica. Importante observar que o Antigo Testamento foi escrito na l‡ngua hebr‚ica e o Novo Testamento em
quest†o, na l‡ngua grega. Note se recorrer-mos ao original grego, pedra para Cristo no Gr. "PETRA"- Rocha firme e inabal‚vel; pedra para Pedro no original
grego "PETROS"- pedra pequena e m‰vel, tirada da "PETRA-CRISTO"

Na suposiƒ†o de que Cristo edificou a sua Igreja sobre Pedro, os papas trataram de estabelecer uma linha de sucess†o com esse ap‰stolo. Para isso embaralharam
as palavrinhas gregas "petros e petra" encontradas em Mt. 16.18 e trapacearam com uma exegese tendenciosa confundindo a Cristandade.

Na verdade Cristo disse ao ap‰stolo: "Tu €s petros, sobre esta Petra edificarei a minha igreja".

O pr‰prio Pedro afirma que Jesus Cristo € a "PEDRA PRINCIPAL". "Ele • a pedra que foi rejeitada por vˆs os edificadores, a qual foi posta por cabe‚a de
esquina" (At 4.11). Ele € a "pedra viva, reprovada na verdade pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa" (I Pe 2.4).

Paulo na carta aos Ef€sios afirma que Cristo € a cabeƒa da Igreja sendo Ele pr‰prio o Salvador do corpo (Ef 5.23) . Em Isa‡as se l„: "Portanto, assim diz o Senhor
Deus: Eis que ponho em Siƒo como ALICERCE uma pedra, uma pedra provada, pedra preciosa de esquina, de firme FUNDAMENTO" (Is 28.16). Esta pedra €
Cristo (I Cor 10.4b).

Ningu€m portanto de acordo com Paulo pode lanƒar outro fundamento al€m do que j‚ foi posto, o qual € Jesus Cristo (I Cor 3.11) . Ele € o alicerce "a Rocha cuja
obra • perfeita" (Dt 32.4 a) na qual a sua Igreja est‚ edificada. Somos pedras vivas edificados em Cristo casa espiritual e sacerd‰cio santo (I Pe 2.5).

QUANTO AS CHAVES
No sentido literal a palavra chave aparece uma …nica vez na B‡blia, em Ju‡zes 3.25. No mais, CHAVE tem o sentido de autoridade, de poder.

Quando Jesus disse a Pedro: ‘Š Eu te darei as chaves..." Ele estava conferindo a Pedro esta autoridade e tamb€m o privil€gio de ser o primeiro entre os ap‰stolos a
pregar a Sua Palavra aos gentios. A porta da pregaƒ†o foi aberta por Pedro no dia de Pentecostes quando quase tr„s mil almas receberam de bom grado a sua

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P‚g:
palavra e se agregaram a eles naquele dia (At 2.41). Š importante frisar e deixar bem claro que a autoridade das chaves n†o era somente para Pedro, foi dada
tamb€m a todos os ap‰stolos (Mt 18.18-20).

É BOM SABER:
1—) A palavra "Papa" € uma express†o formada pela primeira s‡laba de cada uma das palavras "Pastor pastorum" ou seja: Pastor dos pastores. Padre quer dizer
pai. Quando algu€m chama o "vig‚rio" de padre € como se lhe chamasse de pai e ao Papa como Pai dos pais. Claro est‚ que isso se aplica a uma condiƒ†o
espiritual. Por€m Jesus no Evangelho de S†o Mateus disse a seus disc‡pulos: "a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos
céus" (Mt 23.9).

2—) Pedro nos esclarece a respeito de sua posiƒ†o dentro da igreja: "aos presbíteros que estão entre vós, admoesto eu que sou também presbítero com ele, e
testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar" (I Pe 5.1).

Pedro nunca foi papa e sim presb‡tero "com eles" e n†o acima deles. No verso 4 do cap‡tulo 5 ele exalta o verdadeiro pastor das ovelhas dizendo "e quando
aparecer o Sumo pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória".

3—) O papa aceita adoraƒ†o, por€m Pedro n†o aceitou a adoraƒ†o de Corn€lio, dizendo a este: "Levanta-te que eu também sou homem" (At 10.26).

4—) Tanto o papa como os demais ministros da religi†o, n†o se casam. O celibato sacerdotal teve seu in‡cio com a proibiƒ†o decretada pelo papa Greg‰rio VII em
1074 dC. Do celibato forƒado fez-se uma virtude. Nada disso havia sido introduzido nos tempos apost‰licos. O Novo Testamento diz que os ap‰stolos e os
evangelistas eram casados. Š o caso de Pedro (Mt 8.14) . Importante salientar a carta de Paulo a Tim‰teo onde ele afirma que um ministro crist†o deve ser esposo
de uma s‰ mulher (I Tm 3.1-7).

5—) Š lhe dado o t‡tulo de Sumo-Pont‡fice, t‡tulo este que o pr‰prio Pedro n†o almejou para si, mas que € conferido …nicamente a Cristo (I Pe 5.4).

6—) Os cardeais e todo o clero se dirigem ao papa tratando-o de "Mui Santo Padre" . Jesus orando ao Pai Eterno tratou-o na mesma express†o: "Pai santo, guarda
em teu nome aqueles que me destes..." (Jo 17.11b). S‰ Deus € digno de tal tratamento (Mt 23.9).

7—) Enquanto o papa manda e desmanda como celebridade pol‡tico-religiosa, Pedro trabalhava levando a boa semente e estava sujeito as ordens em Jerusal€m
como aut„ntico servo de Deus (At 8.14 e I Cor 9.5). Outrossim, Pedro foi um homem repreens‡vel (Gl 2.11-14).

8—) Š admir‚vel que Pedro sendo o "Pr‡ncipe dos Ap‰stolos" como ensina a igreja romana, tenha sido Tiago e n†o ele o pastor da comunidade crist† em Jerusal€m
(At 15). Quanto a ordem das "colunas da Igreja" conforme escreveu Paulo em G‚latas 2.9 haveria que ser "Cefas, Tiago e Jo†o" e n†o "Tiago, Cefas (que € Pedro)
e Jo†o".

9—) O ap‰stolo Paulo n†o se considera inferior a Pedro ou a nenhum dos ap‰stolos, pelo contr‚rio "trabalhei muito mais do que todos eles" disse Paulo (II Cor
11.5 e 15.10b).

10—) Quanto a Pedro Ter sido o fundador e o primeiro bispo da igreja em Roma, n†o h‚ provas b‡blicas nem hist‰ricas sobre isso. Na …ltima carta escrita por
Paulo, de Roma, dirigida a Tim‰teo, lemos o seguinte: "em minha primeira defesa ninguém esteve comigo, antes todos me abandonaram" (II Tm 4.16). Se Pedro
estivesse em Roma seguramente n†o abandonaria o grande ap‰stolo. Na mesma ep‡stola (v. 11) escrita uns dias antes de sua morte, Paulo diz: "só Lucas está

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P‚g:
comigo". Estas palavras admitem uma s‰ explicaƒ†o: Pedro n†o estava ali. Al€m disso, at€ a Segunda metade do s€culo II nenhum documento afirma
expressamente a estada e mart‡rio de Pedro em Roma.

COMO SURGIU O PAPADO ?


(RESUMO HISTÓRICO)
Durante os primeiros tr„s s€culos da era crist†, a perseguiƒ†o ˆ Igreja verdadeira ajudou a manter a sua pureza, preservando-a de l‡deres maus e ambiciosos. Ser
crist†o naquela €poca significava um grande desafio e aqueles que fielmente seguiam a Cristo sabiam que tinham suas cabeƒas a pr„mio, pois eram rejeitados e
perseguidos pelos poderosos. S‰ os realmente salvos se dispunham a pagar este preƒo. A Igreja ent†o, vivia "escondida nas covas e cavernas da terra" (Hb
11.38).

Quando Constantino ascendeu ao posto de imperador romano, isso pareceu ser o triunfo final do cristianismo, mas na realidade produziu resultados desastrosos
dentro da Igreja. Em 312 dC, Constantino, agindo de forma diferente de seus antecessores, apoiou o cristianismo, proibiu a luta de gladiadores, e deu aos crist†os
liberdade religiosa. Teod‰sio, seu sucessor, foi mais longe, oficializando o cristianismo como religi†o oficial de todo o imp€rio romano, ordenando por decreto
que todos se tornassem crist†os. A decad„ncia doutrin‚ria, moral e espiritual da Igreja comeƒou, quando milhares de pessoas foram batizadas e recebidas como
membros sem terem experimentando real convers†o. Pag†os como eram, introduziram-se no seio da Igreja trazendo consigo os seus deuses. Templos foram
erguidos em toda parte. A Igreja sa‡a das catacumbas e comeƒava a viver um novo e terr‡vel pesadelo.

Nesse tempo, homens ambiciosos e sem o temor de Deus, comeƒaram a buscar cargos na Igreja como meio de obter influ„ncia social e pol‡tica, ou para gozar dos
privil€gios e do sustento que o Estado Imperial conferia ao clero. Desta maneira o formalismo religioso e as crenƒas pag†s iam-se infiltrando cada vez mais na
Igreja, at€ o n‡vel de sua paganizaƒ†o.

Pedro era financeiramente pobre (At 3.6) bem diferente da riqueza e do luxo do Vaticano. Pedro não tinha prata nem ouro, mas tinha o poder de Deus
em sua vida, era cheio do Espírito Santo. O papa tem riquezas e é cercado pela sua corte, vive como um rei, mas não pode dizer ao coxo: "Levanta-te e
anda". Desde o ano 200 aC at€ o ano 376 da nossa era, os imperadores romanos haviam ocupado o posto e o t‡tulo de Sumo-Pont‡fice da Ordem BabilŽnica.
DŒmaso o bispo da igreja crist† em Roma foi nomeado para esse cargo no

ano 378. Uniram-se assim numa s‰ pessoa todas as funƒ‹es de um sumo sacerdote ap‰stata com os poderes de

um bispo crist†o. Devido Roma ser a capital do imp€rio dominante, o poder eclesi‚stico passou a centralizar-se na pessoa do seu bispo que passou a ser chamado:
Bispo dos bispos. Com o passar do tempo o bispo de Roma foi sendo revestido de autoridade destacando-se sobre os demais. O poder e a hegemonia eclesi‚stica
do bispo de Roma apareceram em um desenvolvimento gradual, o papado foi tarefa de s€culos e tropeƒou com muitas vicissitudes, mas finalmente conseguiu
consolidar-se de maneira suprema e absoluta, especialmente nos s€culos da idade m€dia.

Ao todo foram 263 papas, muitos deles pol‡ticos, corruptos e ambiciosos. Na atualidade o papa n†o exerce o poder que os papas exerceram em s€culos passados
quando viviam como reis e eram donos de grandes ex€rcitos. Toda a situaƒ†o pol‡tica, social e religiosa € muito diferente da do passado. No entanto, a doutrina do
papado continua sendo a mesma, o que nos faz pensar que, se as circunstŒncias mudassem radicalmente e a favor do obscurantismo religioso, com certeza o papa
voltaria a suas tropelias hist‰ricas do passado.

Os papas s†o obcecados por t‡tulos! Se intitularam por conta pr‰pria de Salvatore, Deus in terris, Dei Vicarius Noster, Pontífice Maxímus, Augustos que
significa digno de ser adorado, e outros superlativos que os distanciam de Cristo.

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P‚g:
CONCLUSÃO
O papado € uma instituiƒ†o de origem humana, alimentada pela ambiƒ†o de poder, de autoridade e de ouro dos bispos de Roma. A hist‰ria demonstra isso de
modo irrefrag‚vel. O guia infal‡vel de que o homem necessita n†o € o papa e sim a B‡blia. Ela nos foi dada por Deus para mostrar -nos o plano da salvaƒ†o, as
doutrinas essenciais ˆ f€ e o consolo e a esperanƒa para as horas de tribulaƒ†o. Ela foi escrita precisamente para nos revelar a vontade de Deus, para que , crendo
em Jesus Cristo, o Filho de Deus, tenhamos vida em seu nome(Jo 20.30,31).

O vig‚rio de Cristo na terra n†o € o papa e sim o Esp‡rito Santo. Qualquer outro "sucessor" € suspeito. O papa est‚ em Roma, mas o Esp‡rito Santo est‚ em toda a
parte.

As igrejas evang€licas n†o necessitam de nenhum papa. O governo pelo qual se regem recomendado pelo Novo Testamento, € o governo democr‚tico, sob a
direƒ†o do Esp‡rito Santo e ˆ luz da B‡blia Sagrada. Jesus Cristo, e somente Ele deve ser o Senhor da Igreja.

Conclu‡mos afirmando que a infalibilidade € um atributo privativo de Deus. S‰ Ele € infal‡vel, e Ele n†o transmitiu a infalibilidade a nenhum homem. De modo
que dizer que determinado indiv‡duo tem o atributo da infalibilidade n†o passa de mera pretens†o.

UMA PALAVRA PARA AS FREIRAS


A igreja cat‰lica romana tem induzido consci„ncias sens‡veis especialmente do sexo feminino, escravizando-as; s†o milhares de moƒas e senhoras enclausuradas
em l…gubres conventos devido a f€ falsa que receberam . O livro das ex-freiras Nancy e Rosemary sobre "As freiras lésbicas" exp‹e com clareza a situaƒ†o de
muitos conventos; ningu€m sabe que tipo de tratamento aquelas moƒas recebem! O Vaticano deveria ordenar a recuperaƒ†o de suas mentes e abrir os port‹es
devolvendo-as a sociedade. (Veja o Estado 12.11.86).

Mulheres valorosas, para viver-se uma vida santa n†o precisa enclausurar-se num monast€rio. Conventos e mosteiros n†o santificam a ningu€m. A vida de
reclus†o em um claustro n†o € a f‰rmula b‡blica para se alcanƒar a gl‰ria da santidade.

Enoque viveu em dias de extrema depravaƒ†o, viveu entre pecadores, no entanto a B‡blia diz que Enoque andou com Deus (Gn 5.22). Não

somos santos por causa daqueles que estão ao nosso redor, mas por causa daquele que está em nossas vidas (Rm 8.9-16 ; I Cor 6.19,20).

Mulheres que tem o temor de Deus, consagrem suas vidas a Cristo, e n†o a Maria. Honrem e glorifiquem o Criador, e n†o a criatura. Larguem o h‚bito e sirvam a
Deus com liberdade, honrando-0 com a enobrecedora miss†o de ser mulher e m†e, pois esta € a vontade de Deus para as vossas vidas.

O BATISMO Á LUZ DA BÍBLIA


A palavra batismo vem do grego Baptisma e quer dizer "Mergulhar". Š um mergulho no Corpo de Cristo. O texto b‡blico que mais nos esclarece a respeito da
simbologia do batismo est‚ em Romanos 6.3,4 que diz: "Não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte
que fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte; para que como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em
novidade de vida"

Se de fato amarmos a Jesus, com grande alegria desceremos as águas batismais, pois fazendo assim, estaremos demonstrando pública e claramente a nossa fé
nEle e o nosso desejo de seguí-lo para sempre.

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P‚g:
Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com Ele crucificado e que agora estamos mortos para o pecado, mas vivos para com Deus em Cristo Jesus nosso
Senhor."(Rm 6.11).

SIMBOLOGIA DO BATISMO
O ato de entrar-mos nas ‚guas representa a sua morte, quando estamos submersos o seu sepultamento (que foi r‚pido, pois as cadeias da morte n†o puderam
conter o Pr‡ncipe da Vida), mas quando somos levantados das ‚guas, representando sua ressurreição, nascemos para uma nova vida de obedi„ncia e serviƒo a
Deus.

O Batismo € , portanto, um ato simb‰lico da transformaƒ†o que j‚ ocorreu em nosso interior, ou seja, o Novo Nascimento ensinado por Jesus em Jo†o 3.1-8, e €
realizado pelos crentes por se constituir uma ordenanƒa de nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19) que deseja que pelo batismo n‰s nos identifiquemos com Ele.

O batismo infantil realizado pela igreja católica anula o mandamento divino de que seja o batismo um selo de fé, de arrependimento, e de experiência
pessoal.

"Quem crer e for batizado ser‚ salvo..." (Mc 16.16)

PORQUE NÃO BATIZAMOS CRIANÇAS ?


Se analisar-mos a B‡blia veremos que Jesus n†o foi batizado por seus pais logo quando nascido, mas somente apresentado no templo para ser consagrado ao
Senhor (Lc 2.22,23). Jesus batizou-se aos quase trinta anos, quando Ele pr‰prio foi Ter com Jo†o Batista, junto ao rio Jord†o (Mt 3.13).

QUEM DEVE SE BATIZAR ?


Todos aqueles que j‚ fizeram uma decis†o consciente ao lado de Jesus , podem e devem se batizar. Duas condiƒ‹es por€m s†o necess‚rias:
ARREPENDIMENTO e FÉ (Mc1.15). Al€m de crer e se arrepender , € necess‚rio confessar a Cristo como Salvador (Mt 10.32 ; Rm 10.9). Uma crianƒa €
‰bvio, n†o possui maturidade para crer, n†o tem condiƒ‹es de arrependimento, muito menos de fazer uma confiss†o de f€ ( visto que ainda n†o sabe falar ),
portanto n†o devem ser batizadas. O fato do carcereiro de Filipos Ter sido batizado com toda a sua casa, n†o prova o contr‚rio, uma vez que a B‡blia n†o registra
se havia crianƒas ali.

A B‡blia diz: "Instrui ao menino no caminho em que ele deve andar..." (Pv 22.6). Cabe a n‰s, pais, instru‡-los "na doutrina e admoestação do Senhor" (Ef 6.4b) e
orar cont‡nuamente por eles, pedindo a Deus que tamb€m possam salvar-se. Mais tarde certamente far†o uma decis†o ao lado do Senhor.

Um exemplo b‡blico € o de Tim‰teo, que possu‡a uma f€ viva herdada de sua av‰ L‰ide e de sua m†e Eunice que o ensinaram desde a sua meninice a conhecer as
sagradas letras que o fizeram s‚bio para a salvaƒ†o, pela f€ que h‚ em Cristo Jesus (II Tm 3.15).

O batismo infantil realizado pela igreja cat‰lica anula o mandamento divino de que seja o batismo um selo de f€, de arrependimento, e de experi„ncia pessoal.

Jesus jamais batizou uma crianƒa. Somente "abraçando os meninos, os abençoava, impondo-lhes as mãos" (Mc 10.16). Tampouco tal costume foi comeƒado por
Jo†o Batista ou por algum dos ap‰stolos. Se os filhos de pais crentes morrerem pequenos n†o morrer†o "pag†os", como dizem os cat‰licos "porque dos tais é o
reino de Deus" (Mc 10.14).

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P‚g:
O BATISMO DEVE SER POR ASPERSÃO, EFUSÃO OU POR IMERSÃO ?
Se o rito batismal devesse ser por aspers†o, a palavra grega usada nas passagens b‡blicas seria "Rhantixo" que significa "aspergir". Se fosse tamb€m por efus†o, a
palavrinha grega seria "Okxeo" que quer dizer "derramar, entornar, efundir". Mas o Esp‡rito Santo, usando da l‡ngua grega, o ve‡culo de express†o mais perfeito
que jamais existiu entre os homens, escolheu as palavras "Baptizo" e "Baptisma" e sua original "Bapto" que € igual a mergulhar, imergir, submergir; pois era a
que mais perfeitamente descrevia t†o glorioso rito. Nunca a aspers†o ou a efus†o poderiam t†o bem simbolizar esta grande transformaƒ†o espiritual, a de passar
da morte para a vida.

ORIGEM DA ASPERSÃO E DA EFUSÃO


Como podemos demonstrar por documentos da igreja primitiva, o costume universal, no princ‡pio, era o de batizar os crentes por imers†o, sendo o corpo inteiro
submerso em ‚gua. Mais tarde comeƒaram a fazer algumas excess‹es, para pessoas doentes, com o fim de facilitar, batizando-as por efus†o. Chamavam ent†o a
isso de "batismo Klinikoi"(batismo na cama). Mas nem no s€culo II achou este batismo plena aceitaƒ†o, pois encontrou sempre contestaƒ†o. Mesmo no s€culo IX
foi considerado como excepcional. S‰ no s€culo XIII, com a mais extensa pr‚tica do batismo infantil, foi que o batismo por efus†o ou aspers†o , encontrou bom
ambiente para uma aceitaƒ†o mais ou menos geral. O mais forte argumento a favor da efus†o foi o de ser "mais conven iente". A Igreja havia apostatado a tal
ponto que a conveni„ncia importava mais do que o mandamento do Senhor Jesus! A igreja romana passou a adotar ent†o oficialmente a efus†o, at€ os dias de
hoje.

CONCLUSÃO
Melanc‰licamente a igreja romana batiza crianƒas, o que n†o € b‡blico, e tenta justificar o fato da crianƒa n†o Ter feito sua pr‰pria decis†o na Crisma, que € a
confirmaƒ†o do batismo. Ora, os fins n†o justificam os meios; n†o adianta tapar o sol com a peneira. Batismo € para novos crentes, que j‚ renunciaram as
concupisc„ncias do mundo , recebendo Cristo como Salvador. Nem a crisma, nem a 1a comunh†o, justificam o ato errŽneo de se batizar crianƒas. Muitos pais
sabem disso, mas para n†o contrariar alguns familiares escolhem por desobedecer a Deus, transgredindo o Seu mandamento por causa da sua tradiƒ†o, o que €
lament‚vel.

Concluo afirmando que o batismo infantil n†o tem valor algum diante de Deus, e que o mais correto a fazer € seguir o exemplo que Ele pr‰prio nos deixou.

OS SANTOS
QUEM SÃO ? ONDE ESTÃO ? PODEM SER ADORADOS ?
A palavra "santo" significa "estar separado". Exemplo € o de Paulo que foi "...separado para o evangelho de Deus" (Rm 1.1). Este ap‰stolo escrevendo aos
crentes de Cor‡nto (I Cor 1.2),disse: "A igreja que está em Corínto aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos...". Portanto santos, s†o aqueles que j‚
foram separados do mundo de pecado e chamados para pertencerem a Jesus Cristo (Rm 1.6).

Todo aquele que j‚ foi lavado, remido e comprado pelo precioso sangue do Cordeiro (I Pe 1.18,19), tornando-se de fato um disc‡pulo e testemunha de Jesus, €
b‡blicamente considerado santo, pois em nome do Senhor Jesus e pelo Esp‡rito do nosso Deus, foi santificado (I Cor 6.11). J‚ passou da morte para a vida (Jo
5.24) tornando-se um filho de Deus (Jo 1.12). Agora faz parte da comunidade dos santos e da fam‡lia de Deus (Ef 2.19).

Santos n†o s†o imagens, santinhos de papel ou ‡dolos postos em paredes ou altares para veneraƒ†o do povo. Santos somos n‰s, os salvos em Jesus, que servimos a
Deus em esp‡rito e em verdade.

H‚ 57 casos no NT, em que os crentes como uma classe, s†o chamados de "santos", ex: Rm 1.7 e Col 1.2). Mas n†o h‚ um …nico caso de o termo ser aplicado a
um indiv‡duo para distingui-lo dos demais. Observamos nisto a simplicidade da igreja primitiva. Antes dos primeiros tr„s s€culos da Era Crist†, nenhum prefixo
de "Santo" havia sido dado exclusivamente a qualquer dos servos de Deus, o termo era aplicado, como no NT , sem distinĠo, a todos que eram santificados por
uma f€ viva e verdadeira em Cristo Jesus. S‰ Ele , o Senhor € Santo, com S mai…sculo, e merece honra e gl‰ria, conforme disse Pedro em Atos 3.14. Por€m a

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P‚g:
igreja romana n†o pensa assim, e tem exaltado homens e mulheres a posiƒ‹es de santos, sujeitos a veneraƒ†o do povo. Em cada esquina um padroeiro. Aur€olas
de gl‰ria s†o postas em suas cabeƒas(pr‚tica pag† iniciada no s€culo V) e o povo que n†o conhece B‡blia se dobra, reverenciando as imagens dos seus santos, em
vez de adorar o Deus vivo e verdadeiro.

Alega tamb€m a igreja romana que todo o sacerd‰cio, todo o poder de santificar, promana do "santo padre"(CD2) que beatifica e torna santo a quem julgar quem
mereƒa ser canonizado. Essa pretens†o do Vaticano € a maior fraude e cheira a hipocrisia. Como a maioria dos cat‰licos n†o leva a s€rio os dogmas da igreja,
fazem chacota de tudo! Apresentam Pedro com duas grandes chaves, € o porteiro do C€u, e controla as chuvas...Santo AntŽnio € o santo casamenteiro, enquanto
Santo Onofre € reverenciado pelos alco‰latras e assim por diante...

Todas essas baboseiras romanistas rebaixam o Cristianismo. Todo crist†o aut„ntico € um santo, n†o precisa passar pelas m†os do papa para ser santificado e sim
pelas m†os santas de Deus. Experi„ncia de convers†o e entrega total a Deus € que torna um homem santo.

Amigo (a) n†o se engane, a vontade de Deus para a sua vida € a vossa santificaƒ†o (I Tes 4.3 a), pois sem a santificaƒ†o ningu€m ver‚ o Senhor (Hb 12.14)
portanto

O significado da santificação.

Essencialmente, a santificaƒ†o significa um ato de Deus separando alguma coisa ou pessoa para um serviƒo sagrado. No Novo Testamento, a santificaƒ†o
significa a separaƒ†o do homem do pecado e a dedicaƒ†o de sua vida ao serviƒo de Deus, para uso do Senhor. "como é santo aquele que vos chamou, sede vós
também santo em toda a vossa maneira de viver; porquanto escrito está: sede santos, porque eu sou santo."

(I Pe 1.15,16).

MARIA, MÃE DE JESUS


Š desagrad‚vel que Maria, a m†e de nosso Senhor, tenha chegado a constituir entre cat‰licos romanos e crist†os evang€licos um tema de controv€rsia, e, em
grande medida, uma linha de divis†o. As posiƒ‹es de ambas as confiss‹es religiosas, com respeito a Maria, s†o completamente distintas. No seio do catolicismo
romano, desde muitos s€culos atr‚s, tem havido uma corrente cada vez mais forte para exaltar Maria a uma posiƒ†o totalmente irreal, sem base b‡blica nem
hist‰rica.

N†o € verdade que n‰s evang€licos n†o gostamos de Maria, pelo contr‚rio, temos a M†e de Jesus em alta estima. N†o a consideramos nossa m†e, mas a
reconhecemos como nossa irm† em Cristo. Dizemos dela o que representa a verdade, € bom e bonito; n†o pode ser de outro modo. Maria € merecedora de nosso
apreƒo e amor sinceros, e que todos procuremos modelar nossas vidas conforme o exemplo que deu: Mulher santa, piedosa, humilde, obediente at€ o sacrif‡cio,
conhecedora das Escrituras do Velho Testamento, cheia de f€ e bela em seu car‚ter.

O pedestal sobre o qual descansa a verdadeira grandeza da m†e de Jesus n†o podemos elev‚-lo mais; intentar faz„-lo seria obscurecer a esplendente aur€ola que
ilumina a agraciada pessoa de Maria. Nenhuma luz pode ser mais brilhante para ela do que a que irradia de seu bel‡ssimo car‚ter, todo humildade, mod€stia e
obedi„ncia; nenhuma gl‰ria poderia ser maior que a de haver levado em seu bendito seio a forma humana do Verbo Eterno: Nenhuma dita mais incompar‚vel do
que a de haver crido ela mesma em seu Filho Jesus; esta € a verdadeira grandeza de Maria.

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P‚g:
N†o h‚ d…vidas que a Maria dos Evangelhos € muito diferente da Maria do romanismo. A desfiguraram e a desumanizaram. Ao inv€s de honr‚-la como
pretendem a envergonharam at€ o indiz‡vel, ao render-lhe um culto que chega a ser uma crassa idolatria com marcos de superstiƒ†o. Seus adeptos est†o divididos
entre si, sendo que cada um cr„ que a Virgem de sua devoƒ†o € mais milagrosa que a dos demais. Suas incont‚veis imagens s†o produto da inspiraƒ†o do artista
ou da concepƒ†o fant‚stica de seus admiradores. H‚ virgens negras, morenas e brancas, para todos os gostos. Ser mui devoto de Maria entre os romanistas € sinal
de ser um bom cat‰lico; para n‰s, isto € antes sinal de afastamento da revelaƒ†o. A f€ cat‰lica gira praticamente em torno dela. D†o-lhe t‡tulos sumamente
elevados; ordens mon‚sticas inteiras a ela consagram-se; lhe atribuem muit‡ssimas apariƒ‹es extraordin‚ria e uma infinidade de milagres. Suas supostas apariƒ‹es
s†o vistas por videntes que recebem suas mensagens. Para n‰s isso cheira a espiritismo (ver II Cor 11.14 e 2.11) .

Junto ˆs suas imagens colocam-se candeias, bem como flores, e as levam em prociss‹es p…blicas, deslocam-se de distantes lugares em sofridas romarias para
fazerem votos e pagarem promessas acendendo-lhe velas. QUANTA CEGUEIRA ESPIRITUAL. Sabia?

Que tr„s dogmas que foram definidos como artigos de f€ pela igreja romana ˆ respeito da pessoa de Maria n†o tem fundamento b‡blico?

1—) DOGMA DA IMACULADA CONCEIÇÃO: Transcorreram-se dezoito s€culos e meio para que a Imaculada Conceiƒ†o ingressasse oficialmente no credo
cat‰lico romano. Data: 02 de fevereiro de 1849.

2—) DOGMA DA PERPÉTUA VIRGINDADE DE MARIA "MARIA SEMPER VIRGO": Definido como artigo de f€ pelo 5— Conc‡lio Geral celebrado em
Constantinopla durante a atuaƒ†o do papa Virg‡lio em 553, e posteriormente em 640, o Conc‡lio Romano, presidido pelo papa Martinho I, definiu Maria como "...
Sempre Virgem, que concebeu sem obra de var†o e permaneceu intacta mesmo depois do parto". Segundo esta crenƒa, repetimos, sem fundamento, se segue que
Maria viveu uma vida matrimonial fict‡cia e que se isolou da enobrecedora miss†o da maternidade t†o ponderada e anelada entre as mulheres hebr€ias.

3—) DOGMA DA ASSUNÇÃO DE MARIA: Foi declarado a 1— de novembro de 1950, pelo papa Pio XII. Esta crenƒa € uma derivaƒ†o do dogma da
perp€tua virgindade e da imaculada conceiƒ†o, e marca um passo a mais na tend„ncia romanista de querer exaltar Maria a objeto de culto religioso.

V„-se que o que de fato aconteceu com Jesus; o seu nascimento sobrenatural e sua ascens†o gloriosa aos C€us (At 1.9-11) foi revertido, ou melhor dizendo
"torcido" a favor de Maria SÓ ESTÁ FALTANDO A IGREJA DE ROMA DECLARAR UM NOVO DOGMA AFIRMANDO QUE MARIA MORREU
NA CRUZ E RESSUSCITOU AO 3º DIA.

Este zelo cego e doentio dos cat‰licos com relaƒ†o a Maria € t†o evidente que dispensa coment‚rios.

Os Evangelhos nos apresentam uma Maria humana, santa e humilde por esforƒo pr‰prio, o que reclama admiraƒ†o e respeito, e n†o uma Maria divinizada e
artificialmente sem pecado. Maria foi uma mulher normal , dona de casa, teve filhos e constituiu fam‡lia como qualquer mulher na face da terra que se une a um
homem em laƒos de matrimŽnio. Foi salva por Jesus pela sua f€ nEle, que a redimiu, igual a todos, da condenaƒ†o eterna.

Quando afirmamos que Maria teve filhos, isso causa expectaƒ†o nos cat‰licos. Em Mateus 1.25, a B‡blia diz que Jos€ n†o a conheceu até que desse ˆ luz a seu
filho primogênito, ou seja, a seu primeiro filho. Se Jesus tivesse sido o …nico filho de Maria, Ele n†o seria o primog„nito, e sim o unigênito como vem descrito
em Jo†o 3.16, ˆ respeito de sua filiaƒ†o celestial. E o termo "conhecer" usado nesta passagem € o mesmo usado em

"N.Sra. Aparecida" padroeira do Brasil

"Feliz a naƒ†o cujo Deus é o Senhor"

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P‚g:
(Sl 33.12) e não uma SENHORA !!!

G„nesis 4.1,25 com Ad†o e Eva, e tem o sentido de Ter relaƒ‹es sexuais.

Na verdade, Jesus teve irm†os , e isso n†o € escŒndalo nenhum. S‰ o adjunto adverbial de tempo "até" j‚ diz tudo. Mas o povo faz confus†o pensando que os
irm†os de Jesus s†o os seus disc‡pulos.

O certo € que sempre houve diferenƒa entre os irm†os do Senhor e os ap‰stolos e disc‡pulos.

Ex: Observe o texto de Jo†o 2.12: " Depois disso desceu à Cafarnaum, ele, sua mãe, seus irmãos e seus discípulos..."

Em Mateus 12.46-50 se nota tamb€m esta diferenƒa: sua m†e e seus irm†os est†o do lado de fora e o chamam, enquanto seus disc‡pulos s†o os que o rodeiam.

Ainda se v„ mais clara a diferenƒa em Atos 1.13,14, quando em seguida ˆ lista dos ap‰stolos, Lucas diz: " Todos estes perseveravam unânimemente em oração
com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele."

N†o precisa ser mais convincente do que isso, mas a dificuldade maior com que tropeƒam os cat‰licos ao quererem provar o contr‚rio est‚ na afirmaƒ†o de Jo†o
7.5: " pois nem seus irmãos criam nele" Como podiam ser tr„s deles seus ap‰stolos?

Recorrendo ao original grego € bom deixar bem claro que nas 15 refer„ncias aos irm†os de Jesus contidas no NT, o termo que sempre se usa € "Adelphos" para
irm†o, e nem uma s‰ vez "Anepsios" no sentido de primo, nem "Sungenes", parentes.

MARIA, MÃE DE DEUS?


Por ser Maria a m†e de Jesus, isso n†o quer dizer que ela € a m†e de Deus. Pense um pouco, ser‚ que Deus tem m†e? At€ onde se sabe, Deus tem somente filhos.
Ora, mas se Jesus € Deus(como de fato €), e Maria € a m†e de Jesus, subentendesse logo que ela € a m†e de Deus. Isso € um racioc‡nio l‰gico, e todos os cat‰licos
pensam assim. ˜ bom usar da raz†o nesta hora para se saber que Jesus € filho de Maria, como homem, mas como Deus ela € que € filha dEle. Isso porque Jesus
possui duas naturezas: a humana e a divina.

Em Isa‡as 9.6 isso fica bem claro, quando o profeta diz: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu... ". Como homem Jesus nasceu em Bel€m, na
Jud€ia (Lc 2.1-7) mas o Filho n†o nasceu, visto que € Eterno e Pai da eternidade, mas foi dado " Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho
Unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna." (Jo 3.16).

Claro est‚ que quando se fala que Maria € a m†e de Jesus est‚ se referindo, ˆ sua natureza humana.

Maria € chamada pelos cat‰licos de "Nossa Senhora", "Rainha da Paz", "Rainha dos Céus", "Mediadora", "Intercessora" e "Advogada dos pecadores".
In…meros t‡tulos lhe s†o dispensados,mas na verdade n†o lhe pertencem. N‰s, crist†os evang€licos, n†o temos nenhuma senhora, por mais que os cat‰licos
queiram insistir com Maria " Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são
todas as coisas, e nós por ele." (I Cor 8.6).

A promessa que Deus nos fez € a Vida Eterna (I Jo 2.25) "E a vida eterna é esta: Que te conheçam a ti só por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a quem
enviastes.!" (I Jo 17.3). Como se v„ Maria n†o est‚ relacionada, porque n†o pode salvar. Somente Jesus tem poder para perdoar, salvar o homem e conduz‡-lo ˆ
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P‚g:
vida eterna. Mas ser‚ que Maria pode interceder? Ensina-se que sim, na igreja cat‰lica romana, por isso a chamam de Advogada nossa. Mas o testemunho e
ensino da Palavra de Deus € bem diferente. Em I Jo 2.1 est‚ escrito: " Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis: e se Alguém pecar, temos
um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo." Em I Tim‰teo 2.5, o ap‰stolo Paulo nos declara, pelo Esp‡rito Santo, que há um só Mediador entre Deus
e os homens, Jesus Cristo homem "o qual está a direita de Deus, e também intercede por nós" (Rm 8.34b).

Ao atribuir-lhem o t‡tulo de Rainha da Paz chocam-se novamente com a B‡blia que diz que "Jesus é a nossa paz" (Ef 2.14 a). Conforme Miqu€ias Jesus seria a
nossa paz (Mq 5.5) e n†o Maria. S‰ Jesus pode dar paz permanente e duradoura pois € o Pr‡ncipe da Paz.

Quanto a ser coroada como Rainha dos C€us, faƒo minhas as palavras do profeta Jeremias, registradas no seu livro, cap‡tulo 45 versos 16 ao 23. O que se deu no
passado, no tempo de Jeremias, sucedeu-se com Paulo em Šfeso (Atos 19) com relaƒ†o a "grande deusa Diana dos Ef€sios" , e agora € uma realidade em nossos
dias no que diz respeito ˆ Maria.

Todo ser humano tem um pai na terra e outro no c€u. Š ‰bvio que tamb€m tenha uma m†e. S‰ que esta m†e n†o € Maria, como pensam os cat‰licos. Jesus nos
apresentou um Pai, a igreja romana nos elegeu uma m†e, mas n‰s devemos ficar com a B‡blia. A Palavra de Deus, que € a verdade, segundo Jesus Cristo (Jo
17.17) nos afirma que a Jerusal€m celestial € livre, senda ela mesma a m†e de todos n‰s (G‚latas 4.26), inclusive dos cat‰licos. Esta p‚tria celestial nos acolher‚
como uma m†e acolhe no colo o seu filho( Isa 66.13), nela habitaremos para sempre ao lado do nosso Cristo e da nossa querida irm† Maria.

Se voc„ realmente a ama, pare de ador‚-la. Volte-se imediatamente para Deus adorando ao seu Filho Jesus. Ele deve ser o …nico Senhor da sua vida. Se Jesus for
tudo para voc„, como Ele € tudo para mim (Cl 3.11b), estaremos um dia l‚ na Gl‰ria, juntos com Maria e todos os salvos, a louvar e bendizer o nome santo do
Senhor. Caso contr‚rio, voc„ nunca a ver‚.

Ensina-se tamb€m na igreja cat‰lica a consagraƒ†o de seus fi€is a Maria, atrav€s da reza do terƒo ou ros‚rio; que deve ser rezado todos os dias em "devoƒ†o a
Nossa Senhora", e em caso de novenas, v‚rias e repetidas vezes, sempre a mesma ladainha.

A reza da AVE MARIA foi escrita e difundida pelo papa Jo†o XXII e data do ano de 1317 dC . Interessante € que a palavra AVE era saudaƒ†o dos rom anos ao
seu imperador; o anjo saudou Maria dizendo: SALVE! (Lc 1.28).

RELIGIÕES E SEITAS

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P‚g:
Tabela de Religi€es e Seitas comparadas — n‚1
Ressurreiƒ„o
Nome do grupo Fundador Mensagem Igreja Deus Jesus Salvaƒ„o Escrituras
de Jesus
Trindade
Deus em Jesus elevou-
Cristianismo Jesus morreu três Pela Graça, A Bíblia
Aqueles que carne. 2ª se no mesmo
B…blico Jesus Cristo para salvar pessoas através da Fé somente
são salvos pessoa da corpo em que
(Protestantismo) pecadores em um somente (66 livros)
Trindade Ele morreu
Deus
Jesus, sobre
A Bíblia (+
a pedra que é Os membros Trindade Fora da Igreja
Sacramentos, Deus em 7 livros
Pedro da Igreja três Católica
Catolicismo caridade, culto a carne. 2ª apócrifos)
(considerado Católica pessoas Apostólica Sim
Romano Maria e aos pessoa da +a
como Apostólica em um Romana não
"Santos" Trindade Tradição
primeiro Romana Deus há Salvação
(Dogmas)
Papa)
Assim como
Jesus, todos
Todos são Não é Através da
Alziro poderão
Legi„o da Boa cristãos Deus nem caridade e Livros da
Zarur(04-03- alcancar a Impessoal Não
Vontade - LBV independente teve corpo reencarnações LBV
1949) perfeição após
da religião humano sucessivas
muitas
reencarnações.
Assim como
Dr. Hippolyte O Espiritismo
Jesus, todos
Léon é a Igreja Não é Através da Livros de
poderão
Espiritismo Denizard restaurada e Deus nem caridade e Allan
alcancar a Impessoal Não
Kardecista Rivail, vulgo o Consolador teve corpo reencarnações Kardec e
perfeição após
Allan Kardec prometido humano sucessivas outros
muitas
(1857) por Jesus
reencarnações.
Não é
Bíblia
Deus; é o
Charles Taze deles
Jesus abriu a 144.000 Jeová, Arcanjo Obedecendo
Russell (Tradução
Testemunhas porta para ungidos que que é Miguel, a as ordens da
(1852-1916) Não do Novo
de Jeov† conquistarmos irão para o uma só primeira e Sociedade
Fundada em Mundo) +
nossa salvação céu Pessoa única Torre de Vigia
1881 literaturas
criatura de
dos líderes
Jeová

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P‚g:
Um grande
""Erguer
Anderson e Impessoal mestre
templos ƒ Rituais e
Desagulliers Buscar o pr‚prio como semelhante
Maçonaria — virtude e cavar N€o manuais
(Londres, aperfei‡oamento for‡a a Buda,
masmorras secretos
1717 superior Maom„, e
aos v…cios""
etc.
Trindade
Deus em
Ellen Gould tr•s Guardando o B…blia e
Adventistas Crer em Jesus e Somente os carne. 2‹
White pessoas s†bado e os Sim livros de
do Sétimo Dia observar a Lei adventistas pessoa da
(1860) em um mandamentos Ellen White
Trindade
Deus
A B…blia,
Membros da N€o „ Livro de
Alcan‡ar a
Joseph Smith Igreja de Deus. • Salva‡€o M‚rmon,
divindade pelas
(1805-1844) Jesus Cristo Tr…ade irm€o de pelas boas Doutrina e
Mormonismo ordenan‡as do Sim
fundado em dos Santos 3 deuses LŽcifer e obras da igreja Conv•nios,
evangelho
1830 dos Œltimos dos m‚rmon P„rola de
m‚rmon
Dias homens Grande
Valor
A Doutrina
Secreta,
Madame
Isis sem
Helena
Deus „ V„u,
Blavatsky Um grande
Teosofia — — um — N€o A Chave
(1831-1891) Mestre
princ…pio para a
fundada em
Teosofia e
1875
A Voz do
Sil•ncio
Cren‡as Ci•ncia e
Um homem
religiosas Uma SaŽde com
Mary Baker Presen‡a afinado
extra…das dos colet•nea de Pensamento Chave
Ciência Cristã Eddy (1821- Impessoal com a N€o
ensinos de id„ias correto para as
1910 Universal consci•ncia
Jesus. Rejeitam espirituais Escrituras,
divina
a expia‡€o Miscel•nea
Adotando a Revista
Charles Um
Os princ…pios Uma cole‡€o For‡a correta Unitarista,
Filmore(1854- homem,
Unitarismo gerais do de id„ias Universal Unidade N€o Dicion†rio
1948) n€o o
Unitarismo espirituais Impessoal atrav„s de B…blico de
fundado 1889 Cristo
principios Metaf…sica

RELIGIÕES E SEITAS
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P‚g:
Tabela de Religi€es e Seitas comparadas — n‚2
Nome do Ressurreiƒ„o
Fundador Mensagem Igreja Deus Jesus Salvaƒ„o Escrituras
grupo de Jesus
Jesus foi um
Deus „ tanto homem
Moon „ o Rei Obedi•ncia e
positivo como perfeito, n€o
dos reis, e aceita‡€o dos Princ…pio divino por
negativo. N€o Deus. Jesus Jesus n€o
Sun Myung Senhor dos Igreja da verdadeiros Sun Myung Moon,
Moonismo h† Trindade. falhou em ressuscitou
Moon(1920) senhores, e o Unifica‡€o pais (Moon e Esbo‡o do Princ…pio,
Deus precisa sua miss€o. fisicamente
Cordeiro de sua N…vel 4 e a B…blia
de Moon para Moon vai
Deus. esposa)
faz•-lo feliz completar
sua obra
Raramente
Todos s€o
mencionado. Dian„tica: A Ci•ncia
""thetans"",
Rejeita o Deus Jesus n€o Salva‡€o „ a Moderna da SaŽde
Ron esp…ritos
Cientologia — revelado na morreu liberta‡€o da — Mental, e outros de
Hubbard(1954) imortais com
B…blia. pelos reencarna‡€o Hubbard, e A Chave
poderes
pecados de para a Felicidade
ilimitados
ningu„m
Desistir de
tudo para
Cartas MO - cartas
seguir a
Pai, Filho e escritas por David
Jesus. J† Foi uma
Meninos Daniel Brandt Fam…lia do Esp…rito Santo, "Moses" Berg. Mesmo
usaram a cria‡€o de — —
de Deus Berg (1968) Amor mas n€o n…vel de inspira‡€o do
prostitui‡€o Deus.
Trindade Antigo e Novo
para atrair
Testamentos
novos
adeptos
Deus „ uma N€o „ o
Jesus n€o
Todos s€o for‡a verdadeiro O mau carma Escritos I Ching,
ressuscitou
deuses e s‚ impessoal ou Deus nem tem que ser hindus, budistas,
fisicamente, mas
Nova Era — precisam se — princ…pio, n€o Salvador, compensado tao…stas, cren‡as
subiu a um n…vel
conscientizar uma pessoa. mas um com bom americanas nativas e
espiritual mais
disso Tudo e todos mestre carma magia em geral
alto
s€o Deus. elevado
O homem O Absoluto. • um mestre Liberta‡€o dos
deve se Um esp…rito ou avatar ciclos de
conformar universal (uma reencaran‡€o, Vedas, Upanishads,
Hindu…smo — — —
com sua (Brahman). encarna‡€o e absor‡€o em Bhagavad Gita
condi‡€o para V†rios deuses de Vishnu). Brahman
alcan‡ar uma s€o Sua morte alcan‡adas
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P‚g:
vida melhor manifesta‡•es n€o foi atrav„s da
na pr‚xima dele expiat‚ria Yoga e
encarna‡€o medita‡€o.
N€o existe.
O Nirvana
Buda „
O alvo da (inexist•ncia)
Buda considerado
vida „ o que pode ser A Tripitaka (Tr•s
(Siddartha por alguns
Budismo Nirvana para — — alcan‡ado — Cestos),que t•m mais
Gautama em como uma
escapar do seguindo-se o de100 volumes
525 a.C.) consci•ncia
sofrimento Caminho das
universal
Oito Vias
iluminada
• um dentre
mais de 124
mil profetas
enviados por O equil…brio
Deus a entre as boas e
S‚ Allah „ Al†, um juiz Cor€o e Hadith. A
v†rias m†s obras N€o ressuscitou,
Maom„ (610 Deus e severo. N€o „ B…blia „ aceita, mas
Islamismo — culturas. determina o porque n€o
d.C.) Maom„ o seu descrito como considerada
N€o „ Deus, destino eterno morreu
profeta amoroso corrompida
n€o foi no para…so ou
crucificado, no inferno
voltar† para
viver e
morrer
Deus (o
Eterno), Tanach (o Velho
O Eterno, Obedi•ncia ƒ
atrav„s de O Eterno „ o Simples Testamento), dividido
Judaísmo — chamado de Lei e aos Negam
Abra€o, Žnico Deus judeu em Lei, Profetas e
Jeov† ou Iav„ Mandamentos
formou o povo Escritos
escolhido
Pr†tica de
Solu‡€o de Zambi „ Žnico, caridade
problemas onipotente, material e
Umbanda — imediatos — irrepresent†vel, Oxal† novo espiritual como — Tradi‡€o oral
com a ajuda adorado sob meio de
dos esp…ritos v†rios nomes evolu‡€o
c†rmica
Primeiro Dan‡a Olodumar•, Ao morrer o
templo religiosa de criador de candomblecista
Candomblé erguidona origem — todas as — vai para o — Tradi‡€o oral
Bahia, na africana coisas, eterno Orum( nove
primeira atrav„s da e todo- c„us sob o

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P‚g:
metade do qual as poderoso comando de
s„culo XIX pessoas Ians€)
homenageiam
seus orix†s
A evolu‡€o „ N€o h† Deus
um fato ou diabo, uma N€o h†
Jesus foi um
cient…fico, vez que n€o N€o h† vida ressurrei‡€o, pois
Ateísmo — — mero —
portanto „tica podem ser ap‚s a morte n€o existem
homem
e moral s€o provados milagres
relativas cientificamente

Minist€rio Pastor Odilon – e-mail: pastor.odilon@bol.com.br – http://sededoconhecimentodecristo.blog.terra.com.br 64


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