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A Direita e os Valores Morais

Uma boa definição de Direita é:


Direitistas são aqueles que dão à Sociedade preponderância sobre o Governo. No
pensamento de esquerda, o Governo vem à frente da Sociedade.

Nesse sentido, o fato de eu acreditar que uma empresa deva agir com
responsabilidade institucional, social e ambiental não significa que sou de
esquerda. Significa que sou de direita, pois acredito que o governo deva estar
subordinado ao povo, mas que os valores morais judaico-cristãos são para mim
tão importantes quanto o lucro, então também um conservador, pois respeito os
valores morais tradicionais. A virtude nada tem contra ganhar e acumular capital,
até incentiva isto, desde que se saiba ser justo no uso deste dinheiro.

Quem empreende sem responsabilidade é porque perdeu contato com esses


valores, destilados por séculos de experiência humana. Neste ponto a empresa
familiar tem a vantagem de preservar e irradiar os valores da família, enquanto
uma corporação, que busca só o lucro do próximo trimestre, fica mais sujeita à
aceitação do materialismo socialista. A mesma coisa acontece com o consumidor
que perdeu contato com esses valores, vira um consumista desenfreado.

O que talvez não seja fácil de admitir é que estes valores são sustentados pelas
religiões. O capitalismo é apenas um sistema econômico e não sobrevive
saudável sem os alicerces de valores básicos em que floresceu (A Ética
Protestante e o Espírito do Capitalismo de Max Weber). Por isso a sabedoria da
separação Estado-Religião: para o Estado não se apoderar desses valores e não
para ficar a discutir a retirada de um crucifixo da parede de uma escola.

Afirmo que a questão cultural tem muito mais importância do que, em geral, lhe
é atribuída. A preponderância da sociedade sobre o governo impõe ao poder
limites dentro dos valores da sociedade. Se os valores da sociedade são atacados
e destruídos, o governo fica livre para o que quiser. Assim dá para entender o
que estamos passando?

Outro ponto, é que esses valores, a cultura, a linguagem, não são negociáveis,
não são produtos. Ou você tem ou não tem. Uma sociedade pode criá-los, perdê-
los ou resgatá-los, depende de seus líderes e sempre será uma ação a longo
prazo. Qualquer mudança requer no mínimo uma geração.

J.F. em março 2008