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MODERNISMO 1° FASE 1922

1. (Unesp) No livro de poemas Pau-Brasil, o escritor modernista Oswald de Andrade também


se apropria da literatura dos cronistas e viajantes europeus. No exemplo seguinte, pode-se
observar que o poeta utiliza um fragmento da carta de Caminha e, a partir dele, cria uma nova
composição textual.

Trecho da carta de Caminha:

"Ali andavam entre eles três ou quatro moças, bem moças e bem gentis, com cabelos muito
pretos e compridos pelas espáduas, e suas vergonhas tão altas, tão saradinhas e tão limpas das
cabeleiras que, de as muito bem olharmos, não tínhamos nenhuma vergonha".

Poema de Oswald de Andrade:

As meninas da gare

"Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis


Com cabelos mui pretos pelas espáduas
E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas
Que de nós as muito bem olharmos
Não tínhamos nenhuma vergonha"

A partir da leitura dos dois textos, responda:

a) Quais foram as principais modificações estruturais feitas por Oswald de Andrade em


relação ao texto original?

b) Ao atribuir um título ao seu poema, o poeta modernista alterou o sentido do texto original?
Justifique sua resposta.

Resposta

(Unesp)
Introdução: As questões 2 e 3 baseiam-se na primeira parte de um poema do parnasiano
Alberto de Oliveira (1857-1937) e de um poema do modernista Oswald de Andrade (1890-
1954).

Flor azul - I

"Abre uma flor sem nome entre as flores da serra.


À quentura do sol e seio azul descerra.
Dela, por conhecê-la, um sábio pensativo
Aproxima-se, vai, do parênquima vivo
Das folhas, observar com a lente estoma e estoma;
Analisa-lhe o suco, aspira o fino aroma
Ao seu cálice, toca a leve contextura,
Os estames lhe conta, o ovário lhe procura
E sonda; até que enfim: 'Ora! — seguro exclama —
É uma...' E grego e latim, nome híbrido lhe chama
Dissonante e confuso. Após se afasta e some.
E eu fiquei, flor azul, sem te saber o nome!"

OLIVEIRA, Alberto de. Poesias completas.


Rio de Janeiro: Núcleo Editorial da UERJ, 1978, vol. II, p. 421.

Estrondam em ti as iaras

"Desde Bilac
Somos internacionalistas e portugueses júniors
Gostamos de Camembert, do Nilo, de Frinéia e de
Marx Carvões do mar

Náufragos entre sustos e paisagens


— “I don'know my elders!
Desde Gonzaga
Somos pastores e desembargadores
Desde a Prosopopéia
Somos brasileiros"

ANDRADE, Oswald de. Poesias reunidas.


5. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978, p. 200.

2. Os dois textos apresentados permitem observar diferenças relevantes entre os estilos


parnasiano e modernista. Compare-os e, a seguir:

a) Localize no poema de Alberto de Oliveira uma característica típica do estilo parnasiano;

b) Aponte uma característica formal do poema de Oswald de Andrade que represente


oposição ao estilo parnasiano.

3. O poema de Oswald de Andrade se apresenta como uma interpretação, um tanto


irreverente, de fatos da História, da Cultura e da Literatura brasileiras. Releia-o e, em seguida,
responda.

a) A que dados da história literária brasileira alude o poeta ao dizer que "Desde
Gonzaga/Somos pastores e desembargadores" e "Desde a Prosopopéia/Somos brasileiros"?

b) Aponte, com base em passagens do texto, a escolha feita pelo poeta, no plano das pessoas
do discurso, para sugerir que suas afirmações dizem respeito ao povo brasileiro como um
todo.
Resposta

4. (Fuvest-SP)

"De vez em quando Macunaíma parava pensando na marvada... Que desejo batia nele! Parava
tempo. Chorava muito tempo. As lágrimas escorregando pelas faces infantis do herói iam lhe
batizar a peitaria cabeluda. Então ele suspirava sacudindo a cabecinha […]"
ANDRADE, Mário de. Macunaíma.

a) Neste excerto, como se caracteriza fisicamente Macunaíma? Tendo em vista a história do


herói, diga qual é a origem dessas características.

b) Essas características físicas do herói têm alguma relação com suas características
psicológicas? Justifique brevemente sua resposta.

Resposta

5. (ENEM/MEC) Poética, de Manuel Bandeira, é quase um manifesto do movimento


modernista brasileiro de 1922. No poema, o autor elabora críticas e propostas que
representam o pensamento estético predominante na época.

Poética

"Estou farto do lirismo comedido


Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e
[manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o
[cunho vernáculo de um vocábulo
Abaixo os puristas
[...]

Quero antes o lirismo dos loucos


O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.”

BANDEIRA, Manuel. Poesia Completa e Prosa.


Rio de Janeiro. Aguilar, 1974.

Com base na leitura do poema, podemos afirmar corretamente que o poeta:

a) Critica o lirismo louco do movimento modernista.


b) Critica todo e qualquer lirismo na literatura.

c) Propõe o retorno ao lirismo do movimento clássico.

d) Propõe o retorno ao lirismo do movimento romântico.

e) Propõe a criação de um novo lirismo.

Resposta

6. (Ufrs) Leia o trecho de Memórias Sentimentais de João Miramar, de Oswald de Andrade.

"Mas na limpidez da manhã mendiga cornamusas vieram sob janelas de grandes sobrados.
Milão estendia os Alpes imóveis no orvalho."
No trecho acima, destacam-se alguns procedimentos formais. Assinale com V (Verdadeiro)
ou com F (Falso) as afirmações abaixo.

( ) O trecho constitui uma amostra da tentativa do autor de eliminar as diferenças entre prosa e
poesia.

( ) A passagem revela facetas do experimentalismo típico do modernismo brasileiro.

( ) A citação denota um forte teor nacionalista, avesso às influências das vanguardas


européias.

( ) O texto apresenta neologismos que passaram a fazer parte da linguagem poética do


modernismo.

( ) O fragmento concretiza uma linguagem telegráfica vista como expressão adequada da vida
moderna.

A seqüência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

a) V — F — V — V — F.

b) F — V — F — V — F.

c) V — F — F — F — V.

d) F — V — V — F — V.

e) V — V — F — F — V.

Resposta

7. (UFRJ/RJ)
Meus sete anos

“Papai vinha de tarde


Da faina de labutar
Eu esperava na calçada
Papai era gerente
Do Banco Popular
Eu aprendia com ele
Os nomes dos negócios
Juros hipotecas
Prazo amortização
Papai era gerente
Do Banco Popular
Mas descontava cheques
No guichê do coração”
ANDRADE, Oswald de. Obras completas-VIl.
5. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1971. p. 162.

Na literatura brasileira, a idade de oito anos é tomada como referência a uma infância
harmoniosa.

No poema de Oswald de Andrade, essa referência está considerada no título e recebe um


tratamento que revela um traço característico do Modernismo brasileiro.

Identifique esse traço, justificando sua resposta.

Resposta

8. (FUVEST/SP)
Poema tirado de uma notícia de jornal

"João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num
barracão sem número.
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.”

Manuel Bandeira, Libertinagem.

a) Relacione o título do poema à corrente estética da qual o texto participa.

b) O poema adota o procedimento de relatar os acontecimentos sem comentá-los ou


interpretá-los diretamente. Que atitude esse procedimento pede ao leitor? Explique
brevemente.
Resposta

9. (FUVEST/SP)

Profundamente

“Quando ontem adormeci


Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Estrondos de bombas luzes de Bengala
Vozes cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas.
No meio da noite despertei
Não ouvi mais vozes nem risos
[...]

Onde estavam os que há pouco


Dançavam
Cantavam
E riam
Ao pé das fogueiras acesas?
— Estavam todos dormindo
Estavam todos deitados
Dormindo
Profundamente

Quando eu tinha seis anos


Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci
Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?
— Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.”

Manuel Bandeira, Libertinagem.


No conhecido poema de Bandeira, aqui parcialmente reproduzido, a experiência do
afastamento da festa de São João

a) É de ordem subjetiva e ocorre, primordialmente, no plano do sonho e da imaginação.

b) Reflete, em chave saudosista, o tradicionalismo que caracterizou a geração


modernista de 1922.
c) Se dá predominantemente no plano do tempo e encaminha uma reflexão sobre a
transitoriedade das coisas humanas.

d) Assume feição abstrata, na medida em que evita assimilar os dados da percepção


sensível, registrados pela visão e pela audição.

e) É figurada poeticamente segundo o princípio estético que prevê a separação nítida de


prosa e poesia.

Resposta

Instrução: (Unifesp/SP) Leia o poema de Oswald de Andrade e responda às questões de


números 10 e 11.

Senhor feudal

"Se Pedro Segundo


Vier aqui
Com história
Eu boto ele na cadeia.”

10. (Unifesp/SP) Considere as seguintes características do Modernismo brasileiro:

I. Busca de uma língua brasileira;

II. Versos livres;

III. Ironia e humor.

Nos versos de Oswald de Andrade,

a) Apenas I está presente.

b) Apenas III está presente.

c) Apenas I e II estão presentes.

d) Apenas I e III estão presentes.

e) I, II e III estão presentes.

11. (Unifesp/SP) Considerando os pressupostos do Modernismo e da poética oswaldiana,


é correto afirmar que a alusão a D. Pedro II, figura da corte portuguesa, sugere

a) A reafirmação da base literária brasileira, decalque dos valores europeus.


b) A negação do valor da literatura portuguesa e apresenta a brasileira como
insuperável.

c) A sátira ao referencial artístico português e, por extensão, critica a importação de


valores literários europeus.

d) O confronto entre a arte literária brasileira e a portuguesa, elucidando a inevitável


influência desta para a formação daquela.

e) A pouca influência recebida da arte literária portuguesa, o que confere autenticidade


à literatura brasileira.

Resposta

Instruções: As questões de números 12 e 13 referem-se ao poema abaixo.

Brasil

"O Zé Pereira chegou de caravela


E preguntou pro guarani da mata virgem
— Sois cristão?
— Não. Sou bravo, sou forte, sou filho da Morte
Teterê tetê Quizá Quizá Quecê!
Lá longe a onça resmungava Uu! ua! uu!
O negro zonzo saído da fornalha
Tomou a palavra e respondeu
— Sim pela graça de Deus
Canhem Babá Canhem Babá Cum Cum!
E fizeram o Carnaval”

Oswald de Andrade.

12. (ENEM/MEC) Este texto apresenta uma versão humorística da formação do Brasil,
mostrando-a como uma junção de elementos diferentes. Considerando-se esse aspecto, é
correto afirmar que a visão apresentada pelo texto é

a) Ambígua, pois tanto aponta o caráter desconjuntado da formação nacional, quanto parece
sugerir que esse processo, apesar de tudo, acaba bem.

b) Inovadora, pois mostra que as três raças formadoras — portugueses, negros e índios —
pouco contribuíram para a formação da identidade brasileira.

c) Moralizante, na medida em que aponta a precariedade da formação cristã do Brasil como


causa da predominância de elementos primitivos e pagãos.

d) Preconceituosa, pois critica tanto índios quanto negros, representando de modo positivo
apenas o elemento europeu, vindo com as caravelas.
e) Negativa, pois retrata a formação do Brasil como incoerente e defeituosa, resultando em
anarquia e falta de seriedade.

13. (ENEM/MEC) A polifonia, variedade de vozes, presente no poema resulta da


manifestação do

a) Poeta e do colonizador apenas.

b) Colonizador e do negro apenas.

c) Negro e do índio apenas.

d) Colonizador, do poeta e do negro apenas.

e) Poeta, do colonizador, do índio e do negro.

Resposta

14. (Unicamp/SP) Leia a seguinte passagem do conto A sociedade:

“O esperado grito do cláxon fechou o livro de Henri Ardel e trouxe Teresa Rita do escritório
para o terraço.
O Lancia passou como quem não quer. Quase parando. A mão enluvada cumprimentou com o
chapéu Borsalino.
Uiiiiia-uiiiiia! Adriano Melli calcou o acelerador. Na primeira esquina fez a curva. Veio
voltando. Passou de novo.
Continuou. Mais duzentos metros. Outra curva. Sempre na mesma rua. Gostava dela. Era a
Rua da Liberdade.
Pouco antes do número 259-C já sabe: uiiiiia-uiiiiia!”
MACHADO, Antônio de Alcântara. “Brás, Bexiga e Barra Funda”.
In: Novelas Paulistanas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1959. p. 25.

a) No trecho acima, a linguagem e as imagens apontam para a influência das vanguardas no


primeiro momento modernista. Selecione dois exemplos e comente-os.

b) O título refere-se a mais de uma sociedade presente no conto. Quais são elas?

Resposta

15. (FUVESP/SP) Leia o seguinte poema de Manuel Bandeira:


Porquinho-da-Índia

"Quando eu tinha seis anos


Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
— O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.”

a) Aponte, no poema, dois aspectos de estilo que estejam relacionados ao tema da infância.
Explique sucintamente.

b) Qual é o elemento comum entre a experiência infantil e a experiência mais adulta presentes
no poema? Explique sucintamente.

Resposta

16. (ESPM/SP) Todos os excertos abaixo confirmam o ideário de Oswald de Andrade quando
defende: “A língua sem arcaísmos. Sem erudição. Natural e neológica. A contribuição
milionária de todos os erros.” (Manifesto da Poesia Pau-Brasil). Assinale o item que não se
enquadra no referido ideário:

a) “O Arnesto nos convidô/Prum samba ele mora no Brais./Nóis fumu e num encontremo
ninguém/Nóis vortemo com uma baita duma réiva/Da outra veis, nóis num vai mais.”
(Adoniram Barbosa);

b) “A gente viemos do inferno — nós todos — compadre meu Quelemém instrui.”


(Guimarães Rosa);

c) “Beiramávamos em auto pelo espelho de aluguel arborizado das avenidas marinhas sem
sol.” (Oswald de Andrade);

d) “Então Macunaíma pediu fibra de curauá. Jiguê olhou pra ele com ódio e mandou a
companheira arranjar fio pro menino, a moça fez.” (Mário de Andrade);

e) “Invejo o ourives quando escrevo:/Imito o amor/Com que ele, em ouro, o alto relevo/Faz
de uma flor.” (Olavo Bilac).

Resposta

17. (UPE) Um paralelo entre Machado de Assis e outros autores de escolas e épocas
diferentes nos leva a admitir que:

a) Machado de Assis, no Rio de Janeiro do século XIX, e Gregório de Matos, na Bahia


barroca do século XVII, foram críticos da sociedade em que viveram. Ambos criticaram a
hipocrisia social com uma ironia fina, discreta, requintada, sutil e feita nas entrelinhas.
b) Tomás Antonio Gonzaga, árcade em Vila Rica do século XVII, tem em comum com
Machado a recusa na intensificação da subjetividade e o racionalismo, que transforma a vida
num caminho fácil e tranqüilo.

c) José de Alencar, ficcionista romântico da primeira metade do século XIX, como Machado,
situa suas narrativas urbanas na corte (Rio), onde a imitação dos costumes europeus se
misturava com a mediocridade da vida local. Porém, ambos não acertam o tom crítico,
fazendo uma análise superficial dos indivíduos e da sociedade.

d) Machado é realista, e Aluísio de Azevedo é naturalista. Ambos têm como características a


objetividade, a impessoalidade, o racionalismo e o pessimismo. Porém, enquanto Machado
faz uma análise psicológica e crítica dos valores sociais de uma forma implícita, com ironia,
digressões e absoluta perfeição formal, Aluísio faz crítica social explícita e busca personagens
patológicos estereotipados, com os quais desenvolve a teoria do determinismo.

e) Machado foi um talento múltiplo: romancista, contista, poeta, crítico literário, cronista e
teatrólogo, assim como Mário de Andrade, modernista do início do século XX. Ambos
usaram de ironia nos seus escritos, renovaram a linguagem literária brasileira, desrespeitaram
a sintaxe tradicional e pesquisaram as manifestações folclóricas nacionais.

Resposta

18. (UEPB) Leia:

“Os modernistas de 1922 nunca se consideraram componentes de uma escola, nem afirmaram
ter postulados rigorosos em comum. O que os unificava era um grande desejo de expressão
livre e a tendência para transmitir, sem os embelezamentos tradicionais do academismo, a
emoção pessoal e a realidade do país.”
CANDIDO, Antonio e CASTELLO, José Aderaldo.
Presença da literatura brasileira. Modernismo. São Paulo: Difel, 1981. p. 9.

Considerando as informações apresentadas no texto e os estudos sobre o modernismo


brasileiro, identifique a(s) proposição(ões) verdadeira(s):

01. A ausência de “postulados rigorosos” contribuiu para que autores como Manuel Bandeira
e Mário de Andrade não se tornassem representativos no cenário da literatura brasileira.

02. Os “embelezamentos tradicionais do academismo”, mencionados no texto, estão


associados à poesia de Cassiano Ricardo e de Oswald de Andrade.

04. A “tendência para transmitir [...] a realidade do país” significava, para os modernistas de
1922, realizar uma leitura crítica das nossas tradições culturais, como ocorre em Macunaíma,
de Mário de Andrade.

08. O “desejo de expressão livre” não se manifesta na poesia de Mário de Andrade, pois o
poeta não adota as inovações formais, presentes na obra de outros autores modernistas.

16 . A “tendência para transmitir [...] a emoção pessoal” manifesta-se em poemas de Manuel


Bandeira, que resgata o lirismo poético.
A soma dos valores atribuídos à(s) proposição(ões) verdadeira(s) é igual a

Resposta

19. (UEPB) Com relação ao romance São Bernardo, todas as alternativas estão corretas,
EXCETO:

a) A única personagem, na narrativa, que atua no tempo presente é Paulo Honório. Madalena,
Casimiro Lopes, Maria das Dores, mestre Caetano e seu Ribeiro só existem nas memórias do
narrador.

b) Os fluxos de consciência e os monólogos interiores predominam no romance com depurada


emoção, mas sem verbalismos.

c) A prepotência e o autoritarismo extremados do eu narrador se evidenciam em um enredo


conciso.

d) A natureza funciona como motivo externo das lembranças do narrador, que vivencia uma
explícita confusão psicológica entre saudade, raiva, solidão, angústia e remorso.

e) A matéria que escapa a Paulo Honório para escrever sua história é o retrato moral de
Madalena.

Resposta

20. (UEPB)

Carta-poema

“Excelentíssimo Prefeito
Senhor Hildebrando de Góis,
Permiti que, rendido o preito
A que fazeis jus por quem sois,
Um poeta já sexagenário,
Que não tem outra aspiração
Senão viver de seu salário
Na sua limpa solidão,
[...]
Que imundície! Tripas de peixe,
Cascas de fruta e ovo, papéis...
Não é natural que me queixe?
Meu Prefeito, vinde e vereis!
Quando chove, o chão vira lama:
São atoleiros, lodaçais,
Que disputam a palma à fama
Das velhas maremas letais!
[...]
Mandai calçar a via pública
Que, sendo um vasto lagamar,
Faz a vergonha da República
Junto à Avenida Beira-Mar!”

Manuel Bandeira

O texto, acima, tem função

a) Referencial.

b) Poética.

c) Conativa.

d) Apelativa.

e) Metalingüística.

Resposta

Para responder à questão 21, assinale com V (verdadeiro) ou com F (falso) as afirmativas
sobre a produção literária brasileira das primeiras décadas do século XX.

(__) Os movimentos de vanguarda europeus influenciaram significativamente os escritores


brasileiros.

(__) Houve maior preocupação em romper com os padrões temáticos do que com os formais.

(__) Oswald de Andrade e Mario de Andrade protagonizaram as principais mudanças na


primeira fase modernista.

(__) A recorrência à paródia em relação à poesia antecedente evidenciou a opção ideológica


dos modernistas.

(__) As diferenças entre poesia e prosa foram enfatizadas neste período.

21. (PUC-RS) A seqüência correta, resultante do preenchimento dos parênteses, de cima para
baixo, é

a) V – F – V – F – V

b) V – F – V – V – F

c) F – V – F – F – V

d) V – V – F – V – F

e) F – F – V – V – F
Resposta

22. (PUC-RS) O poema Canção do Exílio, do poeta Gonçalves Dias, foi revisto pelos
________, por meio de releituras que ________ sua forma e sua concepção ________ de
nação.

a) Parnasianos refutam romântica.

b) Simbolistas enaltecem idealista.

c) Modernistas satirizam idealista.

d) Simbolistas reforçam crítica.

e) Modernistas exaltam impressionista.

Resposta

Para responder às questões 23 e 24, ler o texto que segue.

Vou-me Embora pra Pasárgada

“Vou-me embora pra Pasárgada


Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada


Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
[...]
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
[...]
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.”

23. (PUC-RS) O caráter ________ do poema se revela pela referência à possibilidade de viver
plenamente a vida, sem quaisquer impedimentos.

a) Confessional

b) Satírico

c) Caótico

d) Sincrético

e) Hermético

Resposta

Para responder à questão 24, numerar a Coluna B, que contém imagens construídas pelo
poeta, de acordo com a Coluna A, que indica as estrofes do poema.

Coluna A

1. Primeira estrofe.

2. Segunda estrofe.

3. Terceira estrofe.

4. Quarta estrofe.

5. Quinta estrofe.

Coluna B

(__) O poder sobre o Estado e sobre as mulheres.

(__) O domínio sobre a tecnologia.

(__) A possibilidade de viver de forma natural.

(__) A referência a atitudes destrutivas.


24. (PUC-RS) A numeração correta da Coluna B, de cima para baixo, é

a) 3 – 4 – 1 – 5

b) 2 – 3 – 5 – 4

c) 1 – 4 – 3 – 5

d) 1 – 2 – 3 – 4

e) 2 – 3 – 4 – 5

Resposta

25. (PUC-RS)

Para responder à questão, ler o texto que segue.

Irene no céu

“Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.

Imagino Irene entrando no céu:


– Licença, meu branco!
E São Pedro, bonachão:
– Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.”

Manuel Bandeira, poeta modernista, revela no texto em questão uma das suas fortes
características, qual seja, a tendência a

a) Tematizar o cotidiano em linguagem cifrada e metafórica.

b) Excluir personagens associadas às minorias marginalizadas.

c) Recorrer ao mundo real para abordar questões metafísicas.

d) Associar subjetividade e objetividade.

e) Sublimar seus problemas de saúde.

Resposta

27. (PUC-PR) Leia o poema Neologismo, de Manuel Bandeira, e assinale a alternativa correta
relativa à interpretação do texto.

“Beijo pouco, falo menos ainda.


Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.”
a) O poema traduz o sentimento de mundo caótico da poesia de Manuel Bandeira.

b) Está presente no texto o conflito entre o eu-lírico e o mundo.

c) O ritmo traduz, na quebra dos versos, a inquietude do poeta.

d) A invenção de palavras é recurso usado por pessoas que falam pouco.

e) Para expressar o sentimento com maior vigor é preciso inventar a palavra.

Resposta

28. (PUC-PR) Este fragmento de conhecido poema de Manuel Bandeira expõe características
permanentes de sua poesia:

“E quando eu estiver mais triste.


Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
– Lá sou amigo do rei -
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.”
Aponte a alternativa que contém a correspondência dos versos com a permanência temática da
obra de Manuel Bandeira:

a) A vida provisória.

b) A percepção dos limites pessoais e a transformação da realidade.

c) O sentimentalismo incorrigível.

d) Lirismo intimista e recusa dos lugares-comuns.

e) A linguagem coloquial irônica.

Resposta

29. (PUC-PR) Mário de Andrade é considerado o mestre dos escritores modernistas por sua
atuação crítica e pela variedade de gêneros textuais que escreveu e que se transformaram em
exemplos da escrita literária desse período estético. Assinale a alternativa que contém a
afirmação correta sobre sua obra:
a) Macunaíma é uma colagem de mitos amazônicos e narrativas urbanas, e estilos narrativos
diversificados.

b) Amar verbo intransitivo é o mais completo exemplo da prosa sentimental modernista,


exaltada e idealizadora.

c) Paulicéia desvairada é obra patriótica, de forte cunho nacionalista e uma concepção


irracionalista da existência.

d) Contos novos é uma coletânea de narrativas que combinam a narrativa enraizadamente


colonial e a vanguarda européia e experimental.

e) Sua obra de crítica literária, representada por O empalhador de passarinho, tem forte
origem teórica européia, sobretudo a italiana.

Resposta

30. (UFAC) Em Amar verbo intransitivo, Mário de Andrade traça um rico painel da sociedade
brasileira da época a que se refere o romance. Na obra, podemos perceber o estilo rebuscado e
extremamente erudito do autor, aliado a uma postura ideológica clara. Assinale a alternativa
que corresponde corretamente à obra citada.

a) A contratação de Fraülein denota veladamente uma crítica aos costumes da elite da época,
ao distinguir a educação dada aos filhos.

b) A posição assumida pelo narrador obscurece o enredo.

c) As constantes intromissões do narrador demonstram uma limitação dos sentidos que se


pode atribuir ao relato.

d) O trabalho principal para o qual Fraülein foi contratada revela a preocupação da elite para
com a educação de todos os filhos.

e) As reflexões do narrador, por vezes, distanciam-se dos fatos narrados, revelando apenas a
sua erudição.

Resposta

31. (UPE)

Jacqueline

“Jacqueline morreu menina.


Jacqueline morta era mais bonita do que os anjos.
Os anjos!... Bem sei que não os há em parte alguma.
Há é mulheres extraordinariamente belas que morrem ainda meninas.
Houve tempo em que olhei para os teus retratos de menina como olho agora
[a pequena imagem de Jacqueline morta.
Eras tão bonita!
Eras tão bonita, que merecerias ter morrido na idade de Jacqueline
— Pura como Jacqueline...”
Manuel Bandeira. Estrela da Vida Inteira.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993, p. 157.

A leitura do poema de Bandeira autoriza a formulação das seguintes afirmações. Analise-as.

I. O poema pertence à primeira fase da produção do autor, muito marcada ainda pela
idealização do Romantismo, como demonstram os versos 1, 2 e 3.

II. A oralidade é uma das principais características do estilo de Manuel Bandeira, como se
percebe no poema, sobretudo no verso 4, com o verbo ‘ser' na função expletiva.

III. Outra característica da poesia de Manuel Bandeira é a nostalgia, que costuma acompanhar
a voz lírica. No caso do poema em análise, o verso ‘Eras tão bonita, que merecerias ter
morrido na idade de Jacqueline' expressa uma nostalgia em relação à beleza juvenil perdida.

IV. Do ponto de vista estrutural, temos no poema um eu-lírico que se dirige a um alguém,
como atestam as marcas da presença de um interlocutor na estrutura de alguns versos.

V. O ritmo do poema é marcado pelo uso de rimas regulares, de anáforas, de paralelismos.

A afirmativa é verdadeira nos itens

a) I, II e III, apenas.

b) II e IV, apenas.

c) II, III e IV, apenas.

d) I, III e V, apenas.

e) IV e V, apenas.

Resposta

32. (UPE) Antes de aderir ao Modernismo e participar da Semana de Arte Moderna, Mário de
Andrade publicou um livro de poemas no estilo parnasiano. Esse livro se chama:

a) Juca Mulato

b) Paulicéia desvairada

c) Lira paulistana
d) Cinza das horas

e) Há uma gota de sangue em cada poema

Resposta

33. (Unifap) A linguagem literária entra em experiências revolucionárias. Os próprios artistas


assumem a falta de unidade: “nós não sabemos o que queremos, sabemos o que não
queremos”, assim, tentam libertar-se da arte mais acadêmica e tradicional. Baseando-se na
afirmação acima, assinale a alternativa correta.

( a) Trata-se do Simbolismo cuja linguagem figura expressa coisas vagas, nebulosas e


místicas.

( b) Trata-se do Modernismo que propõe um estilo de arte aberta, congregando várias


tendências.

( c) Trata-se do Romantismo que defende o nacionalismo ufanista, a fuga da realidade e o


culto da morte.

( d) Trata-se do Realismo que aborda temáticas sociais, com ênfase ao determinismo e à


cientificidade.

( e) Trata-se do Arcadismo pois ressalta o início da formação de nossa consciência nacional e


valoriza o culto à natureza.