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FICHAMENTO DO LIVRO : A LUTA PELO DIREITO

16ª EDIÇÃO
IHERING, von Rudolf. Editora Forense, 1998, Rio de Janeiro

Pag. 1- A vida do Direito é uma luta, luta dos povos, do Estado, das classes, dos indivíduos. O
direito não é pura teoria, mas uma força viva, por isso usa a balança e a espada como símbolos
respectivamente de justiça e poder e uma não sobrevive sem a outra. O Direito é um trabalho
incessante tanto dos poderes públicos como de uma nação inteira.

Pag. 2-3 – O Direito pode ser representado como tendo duas faces, para uns tranqüilidade, para
outros transtorno. Teoria do Direito vendo o lado da balança, puramente lógico como sistema
abstrato, uma censura. Sentido duplo do Direito: objetivo e subjetivo. Objetivo: é o conjunto de
princípios jurídicos aplicados pelo estado pela ordem legal da vida. E o subjetivo: é a
transfusão da regra abstrata no direito concreto da pessoa interessada.

Pag. 4-5. – A luta pelo direto subjetivo é o ponto focal do estudo escolhido. A manutenção da
ordem jurídica, da parte do Estado, não é senão uma luta incessante contra a anarquia que o
ataca. O direito forma-se sem dificuldades, transforma-se conforme a convicção das pessoas,
como a linguagem que é viva, o direito também se modifica conforme as necessidades.

Pag. 5-7. – O direito quando aceito e estabelecido para ser mudado, gera conflitos, porque
indivíduos e classes inteiras prendem-se ao direito existente e não poderá ser mudado sem
irritar a estes. Nisto surge as lutas pelas mudanças, a história comprova tal fato, mas a idéia do
direito será eternamente um movimento progressivo de transformação.

Pag. 8-11. – Não se pode contestar a evolução do direito, e é romantismo achar que o direito se
transforma sem dor, sem custo, sem ação, a realidade nos mostra o contrário. Desde os tempos
primitivos o direito vem se modificando e pode se dizer que todas as conquistas do passado
surgiram de forma dolorosa, mas um direito adquirido sem custa não vale.

Pag. 11- Direito subjetivo ou concreto é quando o direito é lesado ou usurpado, pode ser tanto
privado, como público ou internacional.

Pag. 12-13- Quando um indivíduo é lesado no seu direito ele terá que resolver se vai resistir e
lutar por ele ou se abandonará o seu direito, porém a decisão tomada em ambos os casos
implicará num sacrifício.

Pag. 15-17 – A experiência traz dois tipos de indivíduos, um prefere a paz a um direito
dificultosamente sustentado e o outro que luta até o fim. Isto nos revela que cada indivíduo tem
ponto de vistas individuais e sob o ponto de vista do direito as duas maneiras podem
igualmente justificar-se.

Pag. 19-23. A luta pelo Direito é um dever do interessado para consigo próprio :
O homem sem o direito desce ao nível do animal, a defesa do direto é um dever da própria
conservação moral. Ninguém compreende o próprio interesse tão bem como ele., ninguém o
segura com igual força, e no entanto ninguém, arrisca tantas vezes os seus haveres num
processo.

Pag. 24-30 – O sentimento jurídico excitado não se satisfaz com o simples restabelecimento do
direito. A dor física é um sinal de perturbação do organismos, isso sucede exatamente com o
dor moral que causa a injustiça intencional. O termômetro da suscetibilidade, e por isso mesmo,
a medida do valor que os Estados ligam as instituições, é o direito criminal.

Pag. 31-33 - A suscetibilidade no que diz respeito a propriedade, o verdadeiro sentimento da


propriedade pode também enfraquecer sob a influência de circunstâncias e de afinidades
nocivas. A propriedade não pode conservar-se sã e vivaz senão por uma contínua conexão com
o trabalho. O comunismo só prospera nos pântanos onde a idéia da propriedade está dissolvida;
na origem da corrente não se conhece.

Pag. 34-36 - Inofensivo como ato de um só, produziria a ruína do direito se viesse a tornar-se a
regra das ações. Como povo com efeito esta entregue a si próprio, nenhum poder superior o
desobriga do cuidado de defender seus direitos. Adquirir o direito, usá-lo, defendê-lo, não é,
quando se trata de uma injustiça puramente objetiva mais do que uma questão de interesse, o
interesse é o foco prático do direito, no sentido subjetivo.

Pag. 37-42 – O direito que por um lado parece acorrentado aos homens, as baixas regiões do
egoísmo e do calculo, eleva-os por outro a uma altura ideal, onde eles esquecem todas as
sutilezas, todos os cálculos a que se tenham habilitados e a escalas da utilidade que até então
lhe serviria para tudo por ela medir, para combaterem exclusiva e puramente por uma idéia. A
atitude de uma homem ou de um povo em presença de um ataque dirigido contra o seu direito é
a mais segura pedra de toque do seu caráter.

Pag. 43-44 – A defesa do direito é um dever para a sociedade:


O direito concreto não recebe somente a vida e a força do direito abstrato mas desenvolve-lhas
por sua vez. Ao passo que a realização jurídica do direito público e do direito criminal se
tornou privado e foi restringida à forma de um direito dos particulares, isto exclusivamente
abandonado à sua iniciativa e à sua espontaneidade.

Pag. 45-47 – Em matéria do direito privado há igualmente uma luta contra a injustiça, uma luta
comum a toda a nação na qual todos devem ficar firmemente unidos. Quem defende seu direito,
defende também na esfera estreita do direito, todo o direito. O interesse e as conseqüências do
seu ato dilatam-se portanto para lá da sua pessoa. A responsabilidade de tais Estados de coisas
que não recaem sobre a parte da população que infringe a lei, mais sobre a que não tem a
coragem de a defender.

Pag. 48-51. – o direito e a justiça só prosperam num país quando o juiz está todos os dia
preparado no tribunal e quando a polícia vela por meio de seus agentes, mas cada um deve
contribuir pela sua parte para essa obra. O “meu” direito, compreende-se todos o direitos que é
violado e contestado, é esse que é defendido, sustentado e restabelecido. Todo homem que
sente alguma indignação, alguma cólera moral à vista da violência feita ao direito pelo
despotismo possui incontestavelmente este sentimento. Não há outro sentimento que possa
provocar assim subitamente no homem uma tão profunda transformação.
Pag. 52-56. – A lei, segundo a idéia do jurista, não tem absolutamente nada com a luta pelo
direito concreto, não é pela lei abstrata que se persegue com pertinência a luta mas pela sua
encarnação em um direito concreto de certa maneira, pela fotografia em que a lei está fixada
mas na qual não é imediatamente atingido. A verdade é sempre verdade, mesmo quando o
indivíduo a não reconhece nem a defende senão sob o ponto de vista estreito do seu próprio
interesse. Um homem honesto e bondoso, cheio de amor pela família, cândido com as crianças,
torna-se um Atila destruído pelo ferro e pelo fogo o esconderijo onde se refugia o inimigo.

Pag. 57-61. – Aquele que declina, nas circunstâncias que dele fazem um dever de dignidade
pessoal, macula a sua honra, aquele que o aceita é punido- posição igualmente desagradável
para o interessado e para o juiz.

Pag. 62-65 – É nas baixas regiões do direito privado, nas relações mais ínfimas da vida, que se
forma e amontoa gota a gota esta força, é ali que se acumula este capital moral de que o estado
tem necessidade para grandes obras da sua missão. O despotismo em toda a parte começa por
ataques ao direito privado por violência contra o indivíduo.

Pag. 66-67. A força de um povo corresponde à força do seu sentimento jurídico. Tudo a
disposição injusta, toda a instituição má, e como tal reconhecida pelo povo implica um ataque
ao sentimento jurídico da nação e por conseqüência a força nacional.

Pag. 68-72. O nosso direito comum não dá o menor apoio a este idealismo, a medida a que
reluz todas as lesões do direito, com exceção da lesão da honra, e exclusivamente a do valor
material. O vulgar e chato materialismo atinge aqui a sua expressão mais completa. No direito
antigo o dinheiro não constituía portanto o fim, mais unicamente o meio de atingir esse fim.

Pag 73-76. O caráter particular de toda a história e da autoridade do direito romano moderno
na preponderância particular, até certo ponto tornado necessário pelas próprias relações,
determinam a formação e o desenvolvimento do direito: o sentimento jurídico nacional, a
prática e a legislação.

Pag. 77-80. Nossa jurisprudência não tem outro critério senão o de um vulgar e banal
materialismo; não conhece mais do que o puro interesse pecuniário. A idéia de que o direito
privado, como o direito criminal, a balança de Témes deve pesar a injustiça e não o dinheiro
somente, esta tão distanciada da concepção do nossos juristas atuais, que quando procuro
exprimi-la, deve esperar a objeção de que é nisso principalmente que consiste a diferença entre
o dinheiro criminal do direito privado.

Pag. 81-88 A idéia de justiça é inseparável da realização da idéia de responsabilidade. A ética,


longe de repelir a luta pelo direito, impõe-na como dever de tantos aos indivíduos como aos
povos. Sem luta não há direito, como sem trabalho não há propriedade.