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O ato de escrever

Na apresentação do seu livro, intitulado “Oficina de redação”, a autora Leila


Laurar Sarmento explana sua opinião acerca do significado residente na escrita.

“O ato de escrever é uma das mais belas formas de perpetuação da cultura


humana.

Como a pintura, a escultura, a musica, as artes de um modo geral, a escrita


existe para expressar o que a humanidade possui de mais pleno e verdadeiro:
o pensar e o sentir.” (SARMENTO: 2006, p. 3)

Vista desse ângulo, a prática da escrita permitiu ao ser humano emancipar seus
costumes, crenças e vivências no meio social. Além disso, é por meio da palavra que o
homem torna possível ao outro conhecer as diferentes instâncias pó pensamento e, por
consequência, comungar das mesmas sensações produzidas quando o escritor ilumina
seu espírito, ao escrever.
Mas o que venho discorrer aqui não é, propriamente, a essência da produção
escrita, e sim sua real constatação no âmbito da pratica escolar. Não obstante, o ensino
da produção textual na disciplina de Língua Portuguesa apresenta considerável
insucesso. As aulas de língua materna ministradas já não conseguem capacitar o corpo
discente. O estudo de uma língua fundamenta-se na análise cultural em que ela se firma.
Porém, o que se percebe é a ausência deste preceito na prática cotidiana do ensino da
língua. Sobre as causas dessa deficiência, Bagno (1999. p.108) afirma: “O problema
certamente está no modo como se ensino português e naquilo que é ensinado sob o
rótulo de língua portuguesa.” O problema maior do “fracasso textual” dos
alunos reside na forma como vem sendo trabalhado o conteúdo de
Língua Portuguesa, fragilizado por uma grade curricular debilitada,
devido à exiguidade do corpo docente.
Ainda existe outra premissa para a difícil questão da produção
de texto nas escolas. “No que diz respeito ao ensino de português no
Brasil, o grande problema é que o ensino até hoje, depois de mais de
cento e setenta anos de independência política, continua com os
olhos voltados para a norma lingüística de Portugal” (BAGNO, 1999.
p.26). Reconhecendo que o ensino brasileiro da língua, em todo o
tempo, esteve arraigado às regras da gramática normativa lusitana,
as aulas de Língua Portuguesa tornam-se, quase que totalmente,
destinadas a transmitir os princípios da norma culta da língua,
subjazendo, pois, os ensinamentos do exercício textual.

“Assim, em vez de buscar as causas da dificuldade de ensino na metodologia


empregada, nas diferenças de aptidão individual para o aprendizado de línguas
ou na competência do próprio professor, é muito mais cômodo jogar a culpa
no aluno ou na incompetência lingüística ‘inata’ do brasileiro.” (BAGNO,
1999. p.30)