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DIREITO CONSTITUCIONAL

Controle de Constitucionalidade

Conceito: É a verificação da Compatibilidade Vertical que deve existir entre as normas infraconstitucionais e a constituição. É a comparação das normas infraconstitucionais com a Constituição.

Fundamentos (pressupostos) do Controle de Constitucionalidade

  • a) Princípio da Supremacia da Constituição - Havendo um conflito de normas

prevalece as normas da constituição.

Observação: Não há controle de constitucionalidade de norma constitucional originária, pois ela é parâmetro de controle.

  • b) Rigidez Constitucional (A Constituição Federal é difícil de ser modificada) A

modificação da constituição é realizada através das emendas constitucionais e seu sistema de votação (Art. 60, §2º, da CF/88) é mais difícil de ser alcançado do que o de uma lei ordinária.

Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

§ 2º A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros.

Inconstitucionalidade

fundamental.

Compreende em uma contrariedade à uma norma

D IREITO C ONSTITUCIONAL Controle de Constitucionalidade Conceito: É a verificação da Compatibilidade Vertical que deve

ATENÇÃO: Segundo o STF não há inconstitucionalidade se não houver contrariedade à lei orgânica de um município. Nesse caso haverá controle de legalidade.

Modalidades de Inconstitucionalidade

A inconstitucionalidade poderá ser:

  • a) Inconstitucionalidade

por

Ação:

contrariando a CF/88.

Norma

infraconstitucional

(ato

jurídico)

  • b) Inconstitucionalidade Formal: Há uma violação de um procedimento (caminho)

previsto na CF/88 para feitura de uma norma. Violação da Iniciativa Reservada: Art. 61, §1º, da CF: Existe a iniciativa reservada de projetos que devem ser apresentados pelo Presidente da República. Há uma violação de um procedimento (caminho) previsto na CF/88 Existe a iniciativa reservada de projetos que devem ser apresentados pelo Presidente da República (por exemplo: aumentar o efetivo das forças armadas, aumentar a remuneração dos servidores públicos federais). ATENÇÃO: Princípio da Simetria Federativa ou do Paralelismo Constitucional O que cabe na esfera federal pode se repetir (estender) nas demais esferas (por exemplo:

se for para aumentar a remuneração do servidor público estadual é o Governador, e não o Presidente da República como é o caso dos servidores públicos federais). Ou seja, o que cabe na esfera federal pode ser repetido nas demais esferas. Art. 60, I ao III, da CF Iniciativa do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) Violação do Sistema de Aprovação: Art. 69, da CF: Lei Complementar é aprovada pela maioria absoluta (leva em consideração o total de membros 0 Art. 47, da CF). Art. 60, §2º, da CF: Votação de um Projeto de Emenda Constitucional (3/5, 2 turnos, 2 Casas do Congresso Nacional). Violação da Espécie Normativa:

Se a CF determina mediante Lei Complementar só posso usar Lei Complementar (especificidade da matéria / campo material próprio). Exemplos: Art. 163 e Art. 18, §3º ambos da CF. Mudança da CF/88: Só por Emenda Constitucional, prevista no art. 60, da CF.

Intervenção Federal (Arts. 34 ao 36, da CF), Estado de Defesa (Art. 136, da CF) e

Estado de Sítio (Arts.

137

ao 139,

da CF):

Presidente da República (Art. 84, da CF).

Só podem

ser criadas por Decreto do

  • c) Inconstitucionalidade por Ação Material:

Violação de um direito previsto na CF/88 (qualquer parte da Constituição), podendo ensejar em uma nulidade total ou parcial à depender do caso.

Atenção especial ao Art. 5º, da CF.

  • d) Inconstitucionalidade por Omissão:

Existe uma norma constitucional de eficácia limitada não regulamentada. Exemplo:

Direito de Greve dos Servidores Públicos (Art. 37, VIII, da CF).

DICA: Para Buscar a Regulamentação pode ser usado um Mandado de Injução ou uma ADI por Omissão.

 

Mandado de Injunção

 

ADI por Omissão

Remédio Constitucional (controle difuso)

Ação de controle concentrado

Autor: Qualquer pessoa

 

Autor: Pessoas especiais, previstas no Art. 103, da CF

Foro: STF (Art. 102, I, da CF) / STJ (Art. 105, da CF)

Foro: STF

Efeitos:

Concretos

(resolve

o

caso

do

Efeitos:

cliente).

Exemplo: Exercer o direito de greve ou cliente se aposentar por tempo especial.

De acordo com a CF/88, Art. 103, §2º, da CF.

De acordo com a legislação vigente do Art. 12-H, da Lei 9.868/99.

AULA 09/09/2011

D ICA : Para Buscar a Regulamentação pode ser usado um Mandado de Injução ou uma

Controle Preventivo

O controle preventivo realizado pelo poder legislativo impede que projetos de leis sejam aprovados com vício da inconstitucionalidade, contudo as Comissões de Constituição e Justiça da câmara dos deputados e do senado federal, que formam o Congresso Nacional, são os únicos órgãos com poder preventivo.

Após a apreciação das comissões de Constituição e Justiça da câmara dos deputados e do senado federal, o projeto será deliberado e se aprovado segue para o poder executivo, desde que seja um projeto de lei complementar ou de lei ordinária, pois qualquer outro projeto aprovado não se submete a sanção ou ao vento presidencial.

Se o Presidente da República vetar o projeto de lei é porque o projeto de lei não merece ser convertido em lei, o que se exige fundamentação.

Se a fundamentação se der pela inconstitucionalidade estaremos diante do veto jurídico que tem natureza jurídica de controle preventivo.

OBSERVAÇÃO: A sanção não pertence ao Controle de Constitucionalidade, pois além de ser um ato de anuência, de aquiescência, é um ato de conversão de projeto para lei.

Controle Preventivo O controle preventivo realizado pelo poder legislativo impede que projetos de leis sejam aprovados

OBSERVAÇÃO: A sanção pode ser expressa ou tácita sendo certo que a primeira conta com a assinatura do Presidente; e a sanção tácita decorre da inércia do Presidente da República por 15 dias úteis (sem assinatura). ATENÇÃO: O poder judiciário, excepcionalmente, irá atuar no controle preventivo quando qualquer parlamentar impetrar mandado de segurança.

Controle Repressivo

Em regra, o poder judiciário é o único que poderá atuar no controle repressivo pela via geral ou universal que se materializa pelo controle difuso e pelo controle concentrado.

Controle Repressivo Em regra, o poder judiciário é o único que poderá atuar no controle repressivo

Como exceção, há 03 hipóteses:

  • 1. Tribunal de Contas da União (Súmula 347 do STF): O

Tribunal de

Contas da União,

apreciar a constitucionalidade de lei.

no exercício de suas atribuições, pode

  • 2. Lei Delegada (art. 68, §2°, da CF/88):

O Presidente da República só poderá elaborar a lei delegada mediante a autorização do congresso nacional que se dá através de uma resolução que irá especificar os termos, as condições e os limites (a lei delegada do presidente está condicionada à resolução).

O Presidente da República após o recebimento da resolução elabora a lei delegada e publica no diário oficial da união. Contudo, se após a publicação o Congresso Nacional identificar que a lei delegada não está em conformidade com a resolução, o Congresso Nacional poderá sustar os atos normativos exorbitantes da resolução através de um decreto legislativo (é caso de controle repressivo realizado pelo legislativo nos termos do artigo 49, V, da CF/88).

  • 3. Medida Provisória (Art. 62, CF/88):

O Presidente da República poderá editar Medidas Provisórias se a matéria for relevante e urgente pelo prazo de 60 dias prorrogáveis por igual período, sendo certo que a Medida Provisória tem força de lei e após a sua edição o Presidente deve comunicar imediatamente o Congresso Nacional para que no prazo de 45 dias o mesmo órgão decida pela conversão ou pela rejeição.

Se

a

Medida

Provisória

for

rejeitada pelo Congresso Nacional por ser

Inconstitucional será o caso de controle repressivo que irá se materializar por um decreto legislativo.

Controle Repressivo realizado pelo Poder Judiciário

DIFUSO CONCENTRADO 1. Denominação Concreto; Abstrato; Indireto; Direto; Defesa; Ação. Exceção; Incidental. 2. Órgão Poder Judiciário
DIFUSO
CONCENTRADO
1.
Denominação
Concreto;
Abstrato;
Indireto;
Direto;
Defesa;
Ação.
Exceção;
Incidental.
2.
Órgão
Poder Judiciário (qualquer juiz
ou Tribunal).
Poder Judiciário (só o STF).
Competente
3.
Legitimidade
Qualquer
pessoa,
desde
que,
apresente mérito e incidente
(requisitos cumulativos).
Temáticos;
Neutrais.
(ambos estão no art. 103 da CF)
4.
Ações
Qualquer Ação,
desde
que
ADIn;
Cabíveis
ADECON;
tenha mérito e incidente.
ADPF.
5.
Efeitos
Entre as partes e “ex tunc”
“erga omnes” e “ex tunc”
6.
Efeitos
Sim, é possível – STF.
Sim – STF
Modulares
7.
Órgão
STF – Órgão de cúpula do Poder
Judiciário.
Não Tem.
Competente
Por exceção
8.
Senado Federal:
Resolução;
Não Tem.
Publicação – Efeitos: “erga
omnes” e “ex nunc”.

AULA 14/09/2011

Controle Difuso

O Controle Difuso é feito em qualquer ação, qualquer recurso. É um controle concreto, indireto, de defesa, de exceção e incidental.

A ULA 14/09/2011 Controle Difuso O Controle Difuso é feito em qualquer ação, qualquer recurso. É

O incidente (causa de pedir) Prejudica a matéria principal.

A matéria incidental no controle de constitucionalidade é a arguição da inconstitucionalidade que no controle difuso vem na causa de pedir, logo o mérito materializa o bem da vida que é a pretensão do sujeito que se dá através que se dá através do pedido.

No controle difuso o juiz ou o tribunal que se deparar com tal situação deve apreciar inicialmente arguição da inconstitucionalidade que é a matéria incidental que prejudica o mérito. Após a resolução do incidente o julgador estará habilitado a julgar o pedido.

O Supremo Tribunal Federal, excepcionalmente irá atuar no controle difuso, como regra através da sua competência recursal, pois ela denuncia o mérito em incidente. Contudo, no controle difuso, o STF por excelência exige no momento da interposição do recurso extraordinário a comprovação do pré-questionamento (que é o debate da matéria constitucional nas instâncias inferiores e a repercussão geral que deve ser demonstrada preliminarmente). É um juízo de prelibação (ou de admissibilidade).

Se o STF na via de controle difuso decidir o incidente e o mérito é possível que ele abra um precedente o que autoriza outros jurisdicionados buscarem a mesma via, o que pode acarretar uma decisão definitiva de mérito do STF, já que o mérito é o mesmo. Como os efeitos são entre as partes e ex tunc, nem mesmo o STF pode alterar tais efeitos, mas pode comunicar o Senado federal para que ele suspenda no todo ou em parte alei declarada inconstitucional definitivamente pelo STF, nos termos do art. 52, X, da CF.

Se o Senado Federal acolher

o

pedido do STF,

irá editar

e publicar uma

resolução suspendendo a lei e dará os seguintes efeitos: Erga omnes e ex nunc.

Controle Concentrado

Controle Concentrado O controle concentrado só será exercido pelo STF e no âmbito estadual pelo Tribunal

O controle concentrado só será exercido pelo STF e no âmbito estadual pelo Tribunal de Justiça. A ADIN, ADECON e ADPF são os 03 (três) instrumentos do controle concentrado que serão propostas no STF pelos seguintes legitimados:

  • 1. Legitimados Temáticos: Governadores, mesas das assembleias legislativas, confederações sindicais e entidades de classes de âmbito nacional.

  • 2. Legitimados Neutrais: São o Presidente da República, o Procurador Geral da república, a mesa da Câmara dos Deputados, a mesa do Senado Federal, o Conselho Federal da OAB e os partidos políticos com representação no congresso nacional.

Os legitimados neutrais também são denominados de legitimados especiais, ou simplesmente universais.

Condições da Ação (ADIN, ADECON e ADPF):

  • 1. Legitimidade “Ad Causam” Legitimados Temáticos e Neutrais = Art. 103 da CF;

  • 2. Interesse de Agir (Necessidade e Adequação):

    • a. Necessidade: Inconstitucionalidade Via Adequada: ADIN/ADPF;

    • b. Necessidade: Constitucionalidade Via adequada: ADECON.

  • 3. Possibilidade Jurídica do Pedido É a possibilidade de se pedir o que a lei permite.

  • AULA 15/09/2011

    A ULA 15/09/2011

    Disposições Gerais da ADIN

    ADIN Genérica

    ADIN Genérica jamais será proposta em desfavor de leis municipais, contudo as leis federais, estaduais, emendas constitucionais sempre estarão sujeitas à ADIN Genérica. A Administração Pública, como regra, tem os seguintes poderes: o discricionário, o vinculado, o disciplinar, o normativo e o regulamentar.

    Os decretos autônomos são atos desvinculados da lei, logo faz parte do poder regulamentar da Administração Pública, que se divide em dois:

    • 1. O

    Executivo

    executivo que o Presidente

    edita decretos para sua fiel

    execução.

    • 2. Autônomos – Que são as alíneas “a” e “b” art., 84m VI, da CF.

    OBSERVAÇÃO: Conforme o professor Celso Antônio de Melo, as alíneas “a” e “b” do art. 84,VI, da CF não criam obrigações.

    Efeitos Modulares

    Somente o STF poderá modular os efeitos “ex tunc” para “ex nunc” para preservar a segurança jurídica por decisão de 2/3 dos membros do STF. Contudo, se a ADIN for julgada improcedente é impossível a modulação dos efeitos, pois a presunção é de que todas as leis ou atos normativos são constitucionais, retroage.

    OBSERVAÇÃO: Na ADIN Genérica e na ADIN por Omissão é possível concessão de cautelares que terão os efeitos “ex nunc”, sendo certo que admite-se a modulação dos efeitos. Somente o Relator modula o efeito de uma cautelar.

    Disposições Gerais da ADIN ADIN Genérica ADIN Genérica jamais será proposta em desfavor de leis municipais,

    ADIN Interventiva ou por Representação

    Trata-se de uma ação proposta pelo Procurador-Geral da República-PGR que depende do provimento do Supremo Tribunal Federal que encaminhará um ofício ao Presidente da República que poderá decretar a intervenção federal naquele estado ou no distrito federal que editou uma lei estadual ou distrital que ofendeu um dos princípio sensíveis do art. 34, VII da CF/88. O decreto presidencial é o instrumento que materializa a intervenção federal provocada, tendo ele efeitos ex nunc.

    Ação Declaratória de Constitucionalidade - ADECON

    A Ação Declaratória de Constitucionalidade, também conhecida como ADECON, trata-se de uma ação de competência originária do STF que será proposta por um dos legitimados do art. 103 da Constituição Federal em favor de uma Lei Federal que apresente controvérsia judicial. Ou seja, a Lei Federal na via do controle difuso apresenta uma controvérsia nos tribunais estatais, pois alguns consideram inconstitucional.

    ADIN Interventiva ou por Representação Trata-se de uma ação proposta pelo Procurador-Geral da República-PGR que depende

    Se a ADECON for julgada procedente é porque a Lei Federal é de fato constitucional, o que acaba com a controvérsia judicial. Pois a partir de então os efeitos serão erga omnes e ex tunc, o que irá vincular os demais órgãos do poder judiciário.

    Se a ADECON for julgada improcedente é porque a Lei Federal não é inconstitucional, sendo, portanto, inconstitucional. Logo os efeitos serão erga omnes e ex tunc.

    Se a ADECON for julgada procedente é porque a Lei Federal é de fato constitucional ,

    Contudo é possível que outro legitimado do art. 103 da CF/88 proponha uma Ação Direto de Inconstitucionalidade ADIN em desfavor da mesma lei federal que é objeto de uma ADECON. O resultado de mérito de qualquer uma das ações irá influenciar no resultado da outra ação o que a doutrina classifica como efeitos equivalentes ou dúplices (ou efeitos duplos).

    Se a ADECON for julgada procedente é porque a Lei Federal é de fato constitucional ,

    Quanto aos efeitos modulares na ADECON:

    Quanto aos efeitos modulares na ADECON: Arguição de Descumprimento de Preceitos Fundamentais - ADPF Base Legal:

    Arguição de Descumprimento de Preceitos Fundamentais - ADPF

    Base Legal: Lei nº. 9.882, de 3 de dezembro de 1999.

    • 1. STF - Segundo o Supremo Tribunal Federal, preceitos fundamentais são as cláusulas pétreas, ou seja, o pacto federativo, o voto direto, secreto, universal e periódico, a separação dos poderes e os direitos e garantias fundamentais.

    • 2. Doutrina - Segundo a doutrina, preceitos fundamentais são todos os princípios constitucionais.

    • 3. Princípio da Residualidade (Supletividade) ADPF é uma ação subsidiária, que só pode ser proposta no STF se houver o exaurimento das vias judiciais ordinárias (vias comuns). É a ultima chance.

    • 4. Leis Municipais As leis municipais que atentarem contra qualquer princípio da Constituição estará sujeita à ADPF (Lei Municipal x CF). OBSERVAÇÃO: Se a lei municipal ofender a Constituição do seu Estado ela irá desafiar a ADIN que será proposta no Tribunal de Justiça do Estado.

    • 5. Normas Pré-Constitucionais São Normas infraconstitucionais que foram recepcionadas pelo poder constituinte originário por serem compatíveis com a atual Constituição. Contudo, a jurisprudência acabou dando nova interpretação a determinado dispositivo constitucional que acabou acarretando a inconstitucionalidade daquela norma infraconstitucional daquela norma infraconstitucional que tinha sido recepcionada, que irá desafiar a ADPF.

    OBSERVAÇÃO: A ADPF tem efeitos erga omnes e “ex tunc”, sendo ela vinculante, mas o STF pode modular os efeitos “tunc” para “nunc” por decisão de 2/3 dos membros do STF, desde que a ADPF seja julgada procedente.

    QUESTÕES SOBRE CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE

    01. Acerca do d/controle de constitucionalidade concentrado, julgue os itens a seguir.

    I. A administração pública indireta, assim como a direta, nas esferas federal, estadual e municipal, fica vinculada às decisões definitivas de mérito proferidas pelo STF nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade.

    II.

    Em

    razão

    do

    princípio

    da

    subsidiariedade,

    a

    ação

    direta

    de

    inconstitucionalidade por omissão somente será cabível se ficar provada a inexistência de qualquer meio eficaz para afastar a lesão no âmbito judicial.

    III. É possível controle de constitucionalidade do direito estadual e do direito municipal no processo de arguição de descumprimento de preceito fundamental.

    IV. São legitimados para propor ação direta de inconstitucionalidade interventiva os mesmos que têm legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade genérica.

    Estão certos apenas os itens

    • a) I e II.

    • b) I e III.

    • c) II e IV.

    • d) III e IV

    Resposta: B.

    As

    decisões

    de

    mérito

    tomadas

    nas

    ações

    diretas

    de

    inconstitucionalidade e

    constitucionalidade

    são

    vinculantes,

    tem

    efeitos

    “erga

    omnes” e, em regra, “ex tunc”.

    Comentário Extra: O princípio da subsidiariedade aplica-se à ADPF. Segundo ele, a ADPF, só poderá ser ajuizada se não houver outros meios para reconhecer a inconstitucionalidade.

    A ADI interventiva, no âmbito federal, será proposta pelo Procurador Geral da República perante o STF. É o único legitimado.

    02. Acerca do controle concentrado de constitucionalidade exercido pelo STF, assinale a opção correta.

    • a) Declarada a constitucionalidade de lei ou de ato normativo federal, em sede de

    ação declaratória de constitucionalidade, não se revela possível a realização de nova

    análise contestatória da matéria sob alegação de que novos argumentos conduziriam a uma decisão pela inconstitucionalidade.

    • b) É possível a declaração de inconstitucionalidade de normas constitucionais

    originárias.

    • c) É cabível o ajuizamento de ação direta de inconstitucionalidade cujo objeto seja

    lei ou ato normativo distrital decorrente do exercício de competência estadual e municipal.

    • d) A ação direta de inconstitucionalidade por omissão admite pedido de medida

    liminar.

    Resposta: A. O controle abstrato de constitucionalidade tem causa de pedir aberta. Trata-se de processo objetivo, sem partes. Dessa Forma, ao apreciar a inconstitucionalidade, não vinculação aos motivos representados. A ADC e a ADI têm efeito dúplice ou ambivalente.

    Comentário Extra: As normas constitucionais originárias, segundo pacífica jurisprudência, não estão sujeitas a controle de constitucionalidade. As emendas, fruto do poder constituinte derivado, podem sofrer controle de constitucionalidade.

    A ADI por omissão não admite pedido de medida liminar. Não existe razão para sua existência, ante a ausência de norma (por isso ADI por omissão).

    03. Com relação ao controle de constitucionalidade no direito brasileiro, assinale a opção incorreta.

    • a) A jurisprudência do STF entende que, nas ações diretas de inconstitucionalidade, o

    advogado-gera da União não está obrigado a fazer defesa do ato questionado,

    especialmente se o STF já tiver se manifestado pela inconstitucionalidade.

    • b) A ação declaratória de constitucionalidade só é cabível quando ficar demonstrada

    a existência de controvérsia judicial relevante sobre a aplicação da disposição objeto da ação.

    • c) Pode ser objeto da ação direta de inconstitucionalidade o decreto legislativo

    aprovado pelo Congresso Nacional com o escopo de sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa.

    • d) O governador

    de

    um

    estado ou

    a

    assembleia de um estado ou

    a assembleia

    legislativa que impugna ato normativo de outro estado não tem necessidade de

    demonstrar a relação de inconstitucionalidade da lei.

    Resposta: D. Os legitimados à propositura da ADI estão disciplinados no art. 2° da Lei 9.868/99. As mesas das Assembleias e Câmara Legislativa, Governadores de Estados e do DF, confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional (profissional) são legitimados especiais. Assim, devem demonstrar a pertinência temática (interesse de agir). Só poderão, portanto, demandar em relação à determinada matéria em que tenham interesse.

    Comentário Extra: No julgamento da ADI 1.616-4/PE, rel. Min. Maurício Corrêa, 24.05.2001, firmou-se entendimento segundo o qual o Advogado-Geral da União não está obrigado a defender tese jurídica se sobre ela o STF já houver se manifestado pela inconstitucionalidade. Trata-se de mitigação da atuação do AGU.

    É pressuposto à propositura da ADC a existência de controvérsia judicial que coloque em risco a presunção de constitucionalidade da lei ou ato normativo.

    04. Sobre o controle de constitucionalidade de atos normativos no ordenamento jurídico brasileiro, assinale a opção correta.

    • a) Cabe ao STF o julgamento das ações diretas de inconstitucionalidade contra atos

    normativos federais, estaduais ou municipais.

    • b) Emendas constitucionais, por gozarem do caráter de normas constitucionais, não

    são passíveis de serem controladas na sua constitucionalidade.

    c)

    A

    jurisprudência

    do

    STF

    não

    admite,

    em

    sede

    de

    ação

    direta

    de

    inconstitucionalidade, o controle de constitucionalidade de atos normativos pré-

    constitucionais.

    • d) A Constituição de 1988, desde a sua redação originária, previa o efeito vinculante

    das decisões tomadas pelo STF nas ações diretas de inconstitucionalidade.

    Resposta: C. Os atos normativos pré-constitucionais, segundo o STF, podem ter sua constitucionalidade discutida através do controle difuso e, no controle abstrato, por meio de ADPF. As normas pré-constitucionais não podem ser impugnadas por ADI. As normas anteriores à Constituição e incompatíveis com esta não são recepcionadas

    (são “revogadas”).

    Comentário Extra: A Constituição de 1988, em sua redação originária, não previa o

    efeito vinculante das decisões tomadas inconstitucionalidade.

    pelo

    STF

    nas

    ações

    diretas

    de

    05. Acerca do controle de constitucionalidade, assinale a opção correta.

    • a) Tanto na ação direta de inconstitucionalidade como na ação declaratória de

    constitucionalidade, as decisões do STF possuem força vinculante em relação aos

    demais tribunais e à administração pública federal, independentemente de a decisão ter sido sumulada.

    • b) Os tribunais de justiça nos estados podem desempenhar o controle abstrato e

    concentrado de leis estaduais e municipais diretamente em face da CF.

    • c) O STF é o único órgão competente para desempenham/r o controle incidental de

    constitucionalidade no Brasil.

    • d) Na ação direta de inconstitucionalidade, quando o relator defere, sob qualquer

    fundamento, pedido de liminar, é admissível a utilização da reclamação contra essa

    decisão.

    Resposta: A. A ADI e a ADC têm os seguintes efeitos: “erga omnes” (eficácia contra todos), vinculante, e, em regra, “ex tunc” (retroativos).

    A ADI ainda tem efeito repristinatório em relação à legislação anterior.

    Comentário Extra: No controle difuso, qualquer órgão do Poder Judiciário, juiz ou tribunal, pode declarar a inconstitucionalidade da lei u ato normativo. Atenção:

    quando o pedido de medida liminar é indeferido não há que se falar em reclamação. Esta serve para garantir os efeitos da medida liminar!

    06.

    Assinale a opção correta no

    inconstitucionais.

    que

    diz respeito ao controle das

    omissões

    • a) A omissão inconstitucional pode ser sanada mediante dois instrumentos: o

    mandado de injunção, ação própria do controle de constitucionalidade concentrado; e a ação direta de inconstitucionalidade por omissão, instrumento do controle difuso de constitucionalidade.

    • b) O mandado de injunção destina-se à proteção de qualquer direito previsto

    constitucionalmente, mas inviabilizado pela ausência de norma integradora.

    • c) A ação direta de inconstitucionalidade por omissão que objetive a regulamentação

    de norma da CF somente pode ser ajuizada pelos sujeitos enumerados no artigo 103 da CF, sendo a competência para o seu julgamento privativa do STF.

    • d) Na omissão inconstitucional total ou absoluta, o legislador deixa de proceder à

    completa integração constitucional, regulamentando deficientemente a norma da CF.

    Resposta: C. Com a EC 45/04 são idênticos os legitimados à propositura da ADI e da ADC.

    Comentário Extra: Atenção: são legitimadas à propositura da ADI a confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.

    A legitimidade do Conselho Federal da OAB para propor ADI não surgiu com a EC 45/04 (redação originária).

    Para serem legitimados a manejar a ADI junto ao STF os partidos políticos precisam ter representação no CN.

    O mandado de injunção serve à tutela do direito subjetivo, em concreto, obstado e, razão da falta de norma regulamentadora. Tem cabimento diante norma constitucional de eficácia limitada, prescrevendo direitos, liberdades constitucionais e prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania.

    A

    ADI

    por omissão

    é

    constitucionalidade.

    a ação integrante

    do

    Sistema

    concentrado (abstrato) de

    7. A respeito da arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), assinale.

    a)

    A ADPF pode ser ajuizada mesmo quando houver outra ação judicial ou recurso

    administrativo eficaz para sanar a lesividade que se pretende atacar, em observância

    ao princípio da indeclinabilidade da prestação judicial.

    b)

    O conceito de preceito fundamental foi introduzido no ordenamento jurídico

    brasileiro pela Lei n ° 9.882/1999, segundo a qual apenas as normas constitucionais que protejam direitos e garantias fundamentais podem ser consideradas preceito fundamental.

    c)

    Na ADPF, não se admite a figura do amicus curiae.

    d)

    a ADPF, criada com o objetivo de complementar o sistema de proteção da CF,

    constitui instrumento de controle concentrado de constitucionalidade a ser ajuizado

    unicamente no STF.

     

    Resposta: D. A ADPF foi regulamentada pela Lei 9.882/99. O art. 2° da citada Lei dispõe que podem propor arguição de descumprimento de preceito fundamental: os legitimados para a ação direta de inconstitucionalidade. O inciso II que previa ampla legitimidade a qualquer interessado foi vetado, restando, todavia o §1º que prescreve: “na hipótese do inciso II, faculta-se ao interessado, mediante representação, solicitar a propositura de arguição de descumprimento de preceito fundamental ao Procurador-Geral da República, que, examinando os fundamentos

    jurídicos do pedido, decidirá do cabimento do seu ingresso em juízo”.

    A competência para o processo e julgamento é originária e exclusiva do STF (art. 102,§1º da CF).

    08.

    Assinale a opção incorreta correlação à arguição de descumprimento de

    preceito fundamental.

     

    a)

    As decisões de mérito, em arguição de descumprimento de preceito fundamental,

    possuem efeito vinculante.

     

    b)

    A arguição de descumprimento de preceito fundamental não será admitida quando

    houver outro meio eficaz para sanar a lesividade.

    c)

    Cabe reclamação ao STF quando for descumprida uma decisão tomada em arguição

    de descumprimento de preceito fundamental.

    d)

    Qualquer

    cidadão

    pode propor arguição de descumprimento de preceito

    fundamental.

     

    Resposta: D. Vide comentário da questão anterior.

    • a) Julga um incidente processual que lhe foi submetido por um tribunal de segundo

    grau.

    • b) somente pode

    proceder

    administrativos normativos.

    ao controle de constitucionalidade de leis ou atos

    • c) Pode avocar processos que tramitam em tribunais superiores e que envolvam o

    controle concreto de constitucionalidade de atos do poder público que atentem

    contra direitos fundamentais.

    • d) Pode atribuir efeitos ex nunc a sua decisão.

    Resposta: D. É possível, desde que presentes os pressupostos legais razão de segurança jurídica ou excepcional interesse social -, modular os efeitos da decisão

    em ADPF. Assim, é possível atribuir efeitos “ex nunc” ou “pro futuro”.

    Comentário Extra: Há duas espécies de ADPF: 1. Autônoma ou direta (presta-se a reparar ou evitar lesão a preceito fundamental decorrente de ato do Poder Público estadual, municipal ou federal não precisa ser ato normativo, propriamente). 2. Por equiparação ou incidental (quando for relevante o fundamento da controvérsia constitucional sobre lei ou ato normativo federal, estadual ou municipal). A ADPF foi regulamentada pela Lei 9.882/99. A ADPF é subsidiária e, portanto, só pode ser utilizada se não houver outro meio para sanar a inconstitucionalidade.

    O Supremo ainda não definiu “preceito fundamental”. Para Uadi Lammêgo Bulos.

    “qualificam-se de fundamentais os grandes preceitos que informam o sistema constitucional, que estabelecem comandos basilares e imprescindíveis à defesa à defesa dos pilares da manifestação constituinte originária, a exemplo dos antigos 1°,

    2°, 5°, inc. II, 37, 207, etc”. (In.: Constituição Federal Anotada. São Paulo: Saraiva,

    2000, p.901).

    Não se admite intervenção de terceiros na ADPF, poré, o Supremo Tribunal Federal

    tem admitido a intervenção do “amicus curiae”. As decisões tomadas em sede de ADPF têm efeitos “erga omnes”, vinculantes e, em regra, “ex tunc”.

    10. No controle de constitucionalidade de ato normativo pela via difusa, discute- se o caso concreto. A respeito desse controle, assinale a opção correta.

    • a) Os efeitos da declaração de inconstitucionalidade afetam somente as partes

    envolvidas no processo, de forma retroativa, em regra, de modo a desfazer, desde

    sua origem, o ato declarado inconstitucional, juntamente com todas as consequências dele derivadas.

    • b) A declaração de inconstitucionalidade terá efeitos ex tunc e erga omnes por

    decisão do STF,

    constitucionais.

    pois somente a este cabe assegurar

    a supremacia das normas

    • c) Os efeitos devem ser inter partes, podendo, entretanto, ser aplicados por motivos

    de segurança jurídica ou de excepcional interesse social, em decorrência de decisão de dois terços dos membros do STF.

    d)

    Os efeitos se tornarão ex tunc a partir do momento em que o Senado Federal

    editar uma resolução suspendendo a execução, no todo ou em parte, da lei ou ato normativo declarado inconstitucional por decisão definitiva do STF.

    Resposta: A. No controle concreto (incidental, difuso) as decisões são dotadas de efeitos “inter partes” e, em regra, “ex tunc”. O STF admite, por razões de segurança jurídica e excepcional interesse público, a modulação de efeitos(“ex nunc” ou “pro futuro”). A atribuição de efeitos “erga omnes” depende de atuação discricionária do Senado Federal, nos termos do art. 52m inc. X da CF.

    Comentário Extra: O controle Difuso é realizado por qualquer órgão do Poder Judiciário, juiz ou Tribunal. Ele parte do caso concreto e tem por objetivo afastar a incidência da norma impugnada apenas para o caso “sub judice”.

    11. Considere que um estudante de direito afirme que tenha sido publicado

    acórdão do

    STF

    em

    que

    o

    tribunal declarou incidentalmente a

    inconstitucionalidade de dispositivo de lei federal, em sede de controle de constitucionalidade, por meio de um acórdão que tem eficácia erga omnes e efeitos ex tunc. Essa afirmação do estudante é incorreta porque:

    a)

    declarações de constitucionalidade em sede de controle difuso não têm eficácia

    erga omnes.

     

    b)

    O

    STF

    não

    realiza

    controle

    difuso, mas controle concentrado de

    constitucionalidade.

     

    c)

    As decisões em controle concreto têm efeitos ex nunc.

     

    d)

    As decisões com efeitos ex nunc produzem efeito vinculante, e não eficácia erga

    omnes.

     

    Resposta: A. Vide comentário da questão anterior.

     

    12. Com relação ao STF e ao controle de constitucionalidade das leis, assinale a opção correta.

    a)

    No

    sistema

    constitucional

    brasileiro,

    não

    cabe

    ao

    juiz

    a

    declaração

    de

    inconstitucionalidade de lei, que é da competência exclusiva dos tribunais.

    b)

    Ao julga apelação interposta com fundamento na inconstitucionalidade de lei, a

    turma do tribunal pode declarar a inconstitucionalidade desta e afastar a sua incidência no caso concreto.

    c)

    O controle incidental é a prerrogativa do STF de declarar, em abstrato e com

    efeito erga omnes, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo.

     

    d)

    O STF poderá, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar

    súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em

    relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública.

    Resposta: D. É importante frisar que o controle de constitucionalidade pressupõe: a supremacia da Constituição (já que ela atua como parâmetro na declaração de

    inconstitucionalidade) e a rigidez constitucional (processo legislativo próprio, com limitações circunstanciais, procedimentais, materiais, entre outras para modificação formal do texto constitucional).

    Comentário Extra: A decisão de inconstitucionalidade, no controle difuso-concreto, nos Tribunais está sujeita à chamada “cláusula de reserva de Plenário” (art. 97 da CF). Segundo ela, somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros do respectivo órgão especial poderão os Tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público.

    13. No que concerne ao controle de constitucionalidade, assinale a opção correta.

    • a) Controle de constitucionalidade consiste na verificação da compatibilidade de

    qualquer norma infraconstitucional com a CF.

    b)

    Entre

    os

    pressupostos

    do

    controle

    de

    supremacia da CF e a rigidez constitucional.

    constitucionalidade, destacam-se a

    • c) O controle concentrado de constitucionalidade origina-se do direito do direito

    norte-americano, tendo sido empregado pela primeira vez no famoso Marburu versus Madison, em 1803.

    • d) O controle concentrado de constitucionalidade permite que qualquer juiz ou

    tribunal declare a inconstitucionalidade de norma incompatível com a CF.

    Resposta: B. Comentário Extra: Vide comentário da questão anterior. As demais alternativas já foram comentadas anteriormente, lembrando que qualquer juiz ou Tribunal pode declarar a inconstitucionalidade de norma incompatível com a Constituição. Trata-se, neste caso, de controle difuso.

    14. Assinale a opção correta a respeito da medida cautelar em sede de ação direta de inconstitucionalidade, de acordo com o que dispõe a Lei n° 9.868/1999.

    • a) O relator, em face da relevância da matéria e de seu especial significado para a

    ordem social e a segurança jurídica, poderá, após a prestação das informações e a

    manifestação do advogado-geral da União e do procurador-geral da República, sucessivamente, submeter o processo diretamente ao STF, que terá a faculdade de julgar definitivamente a ação.

    • b) Tal medida não poderá ser apreciada em período de recesso ou férias, visto que é

    imperioso que seja concedida por decisão da maioria absoluta dos membros do STF, após a audiência dos órgãos ou autoridade dos quais emanou a lei ou ato normativo impugnado.

    • c) Essa medida cautelar

    só poderá

    ser

    concedida se ouvidos, previamente ,

    o

    advogado-geral da União e o procurador-geral da República.

    • d) A decisão proferida em sede de cautelar, seja ela concessiva ou não, será dotada

    de eficácia contra todos, com efeitos ex nunc, salvo se o STF entender que deva conceder-lhe eficácia retroativa.

    Resposta: A. Segundo o artigo 12, da Lei 9.868/99, havendo pedido de medida cautelar, o relator, em face da relevância da matéria e de seu especial significado para a ordem social e a segurança jurídica, poderá, após a prestação das informações, no prazo de dez dias, e a manifestação do Advogado-Geral da União e do Procurador-Geral da República, sucessivamente, no prazo de cinco dias, submeter o processo diretamente ao Tribunal, que terá a faculdade de julgar definitivamente a ação.

    Comentário Extra: A concessão de medida cautelar na ADI produz efeitos vinculantes e, em regra, ex nunc. Caso os demais órgãos do Judiciário ou da Administração direta e indireta descumpram a suspensão determinada na medida cautelar, caberá reclamação diretamente ao STF.

    15. A obrigatoriedade ou necessidade de deliberação plenária dos tribunais, no sistema de controle de constitucionalidade brasileiro, significa que:

    • a) Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do

    respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público.

    • b) A parte legitimamente interessada pode recorrer ao respectivo Tribunal Pleno das

    decisões dos órgãos fracionários dos Tribunais Federais ou Estaduais que, em decisão definitiva, tenha declarado a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo.

    • c) Somente nas sessões plenárias de julgamento dos Tribunais Superiores é que a

    matéria relativa a eventual inconstitucionalidade da lei ou ato normativo pode ser

    decidida.

    • d) A competência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar toda e

    qualquer ação que pretenda invalidar lei ou ato normativo do Poder Público pode ser delegada a qualquer tribunal, condicionada a delegação a que a decisão seja proferida por este órgão Jurisdicional delegado em sessão plenária.

    Resposta: A. O artigo 97, da CF, disciplina a denominada cláusula de reserva de Plenário. Segundo ela, somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público, no controle difuso- concreto.

    Comentário Extra: Lembre-se: Segundo o Supremo, as normas anteriores à Constituição e incompatíveis com esta será revogadas. Não se trata, portanto, de declaração de inconstitucionalidade. Nestes casos, por evidente, não se aplica a chamada cláusula de reserva de plenário.

    16.

    Declarando

    o

    Supremo

    Tribunal

    Federal,

    incidentalmente, a

    inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal em face da Constituição do Brasil, caberá

    • a) ao Procurador-Geral da República, como chefe do Ministério Público da União,

    expedir atos para o cumprimento da decisão pelos membros do Ministério Público Federal e dos Estados.

    • b) ao Presidente da República editar decreto para tornar inválida a lei no âmbito da

    administração pública.

    • c) ao Presidente da República editar decreto parar tornar inválida a lei no âmbito da

    administração pública.

    • d) ao Advogado-Geral da União interpor o recurso cabível para impedir que a União

    seja compelida a cumprir a referida decisão.

    Resposta: C. Ver comentários às questões 10 e 11.

    Comentário Extra: Ver comentários adicionais às questões 10 e 11.

    17. Em relação ao controle de constitucionalidade em face da Constituição Estadual, assinale a alternativa correta.

    • a) Compete aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de

    leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual,

    reconhecida a legitimação para agir aos mesmos órgãos e entidades legitimados a propositura de ação direta de inconstitucionalidade.

    • b) A decisão do Tribunal de Justiça que declara a inconstitucionalidade de lei local

    em face da Constituição Estadual é irrecorrível, ressalvada a oposição de embargos

    declaratórios.

    • c) Não ofende a Constituição da República norma de Constituição Estadual que

    atribui legitimidade para a propositura de representação de inconstitucionalidade aos Deputados Estaduais e ao Procurador-Geral do Estado.

    • d) Não é possível o controle de constitucionalidade no plano estadual, no modo

    concentrado, se a norma constitucional estadual tomada como parâmetro reproduzir

    idêntico conteúdo de norma constitucional federal.

    Resposta:

    C.

    Note-se

    que

    a

    abordagem

    do

    tema

    atine

    ao

    controle

    de

    constitucionalidade Constituição Estadual.

    efetuado

    no

    âmbito

    dos

    Estados-membros,

    em

    face

    da

    A alternativa “A” está

    incorreta

    quanto à

    sua

    parte final.

    No início,

    aludida

    alternativa reproduz, em parte, o §2º, do artigo 125, da CF:

    Art. 125. [ ] ...

    § 2º - Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, vedada a atribuição da legitimação para agir a um único órgão.

    No entanto, diferentemente do que menciona, não há identidade (em relação aos legitimados) entre a Constituição Federal e a Estadual. Em outras palavras, o rol de

    legitimados para instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos municipais em fade da Constituição Estadual não é o mesmo estabelecido pela Constituição Federal, em seu artigo 103.

    Particularmente, penso que a alternativa em análise poderia ter sido escrita com mais qualidade.

    A alternativa “B” está incorreta, uma vez que a decisão do Tribunal de Justiça que

    declara a inconstitucionalidade de lei local em fase da Constituição Estadual, quando reproduza norma da Constituição Federal, é passível de recurso extraordinário.

    A alternativa “C” está correta, pois a atribuição, pela Constituição Estadual, de

    norma que atribui legitimidade à propositura de representação de inconstitucionalidade aos Deputados Estaduais e ao Procurador-Geral do Estado consagra a norma da Constituição Federal prevista no art. 125, §2º (que veda a atribuição de legitimação a único órgão).

    A

    alternativa

    “D”

    está

    incorreta,

    uma

    vez

    que

    é

    possível

    o

    controle

    de

    constitucionalidade, no plano estadual, de modo concentrado, de norma constitucional estadual que reproduz idêntico conteúdo de norma constitucional federal. Nesse caso, se a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça em ação direta contrariar a Constituição Federal, é cabível a interposição de recurso extraordinário.

    Como se percebe, dentre as questões de Direito Constitucional, esta foi a primeira que não se limitou a cobrar do candidato a mera literalidade do texto constitucional, exigindo também conhecimento e raciocínio jurídico sobre o conteúdo indagado, embora não tenha sido feliz, ao meu ver, com a redação das alternativas.

    18. As alternativas a seguir apontam diferenças entre a ADI e a ADC, À EXCEÇÃO DE UMA. Assinale-a.

    • a) Rol de legitimados para a propositura da ação.

    • b) Objeto da ação.

    • c) Exigência de controvérsia judicial relevante.

    • d) Manifestação do Advogado-Geral da União.

    Resposta: A. A alternativa “A” está correta, nos termos do art. 103 da Constituição Federal:

    Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade:

    […]

    Cabe lembrar que o caput do artigo 103 da CF/88 foi alterado pela EC 45/2004. Antes da alteração, aludido artigo estabelecia, tão somente, o rol de legitimados à propositura da ADI.

    A alternativa “B” está incorreta, já que o objeto da ação declaratória de

    inconstitucionalidade e de constitucionalidade é o mesmo. A ADI e a ADC são, conforme consagrada expressão “ações com sinais trocados”. Recorde-se, pois, que a procedência da ADI equivale à improcedência da ADC, ao passo que a a procedência da ADC equivale à improcedência da ADI.

    A alternativa “C” está incorreta, pois a exigência de controvérsia judicial relevante se dá apenas em relação à ADC, não em relação à ADI. O conhecimento da Lei n.º 9.868/99, assim, era essencial para a análise desta alternativa, isto porque dispõe o seu artigo 14, inciso III (no bojo da seção que aborda a admissibilidade e o procedimento da ADC):

    Art. 14. A petição inicial indicará:

    [ ] ...

    III - a existência de controvérsia judicial relevante sobre a aplicação da disposição objeto da ação declaratória.

    Frise-se que o dispositivo de mesma natureza, isto é, indicativo dos requisitos da petição inicial da ADI (art. 3º da Lei n.º 9.868/99), não inclui a exigência de controvérsia relevante sobre a aplicação do dispositivo objeto da ação em seu rol, que contém apenas 2 incisos.

    A alternativa “D” está incorreta, pois a manifestação do Advogado-Geral da União é exigência apenas em sede da ADI, e não em sede de ADC. O Advogado-Geral da União defende a constitucionalidade das leis, sendo despiciendo sua manifestação nesse sentido, quando a ação proposta é a declaratória de constitucionalidade. O conhecimento da Lei 9.868/99 seguramente auxiliaria o candidato a eliminar essa alternativa, no momento de resolução da questão.

    Em razão dos últimos exames e da maneira com que o exame da OAB tem sido realizado, recomenda-se aos candidatos a leitura e o estudo atento da Lei n.º 9.868/99, que tem sido utilizada para questionamentos. O conhecimento da mesma revela-se, pois, de grande relevância, haja vista a reincidência de questões sobre controle de constitucionalidade na quase totalidade dos exames da OAB.