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FNDE – ProInfância PROJETO EXECUTIVO MANUAL DE PROJETO

FNDE – ProInfância

FNDE – ProInfância PROJETO EXECUTIVO MANUAL DE PROJETO
FNDE – ProInfância PROJETO EXECUTIVO MANUAL DE PROJETO
FNDE – ProInfância PROJETO EXECUTIVO MANUAL DE PROJETO

PROJETO EXECUTIVO

MANUAL DE PROJETO

FNDE - Projeto ProInfância

FNDE - Projeto ProInfância Universidade de Brasília

Universidade de Brasília

Coordenação:

Prof. Engº. Civil André Luiz Aquere de Cerqueira e Souza, M.Sc.

Arquitetura:

Arq. Juanita Noronha Arq. Ione Nogoceke (FNDE)

Hidrossanitárias, Gás e Incêndio:

Prof. Eng. Civil e Sanitarista Lucas Zacarias de Azevedo, Esp. Engª Civil Erica Ramalho de Oliveira – Mestranda

Eletricidade:

Profº. Eng. Eletricista Sérgio Paes Rios, M.Sc. Eng a Eletricista Raquel Simas Coutinho Barbosa, Mestranda Eng. Fábio dos Santos Silva

Estruturas:

Eng. Civil Glaucyo de Oliveira Santos, M.Sc. Eng. Civil Ricardo Fiúza Lima, M.Sc.

Fundações:

Profa. Eng a . Civil Neusa Maria Bezerra Mota, Ds.C Engª. Civil Conceição de Maria Cardoso Costa, Doutoranda

Climatização (Ar-condicionado e Ventilação Mecânica):

Prof. Eng. Mecânico João Manoel Dias Pimenta, Ph.D

Estagiários:

Alan Max Silva Nunes Anderson Silva de Asevedo Arthur Rodolfo Gomes de Oliveira Daniel Camelo Lacerda Débora de Melo Pinto Cavalcante Thiago Carneiro Campelo Tiago Flor Bento

i

Estagiário de Engenharia Civil Estagiário de Engenharia Civil Estagiário de Engenharia Civil Estagiário de Engenharia Elétrica Estagiária de Engenharia Civil Estagiário de Engenharia Mecânica Estagiário de Engenharia de Redes

FNDE - Projeto ProInfância

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Universidade de Brasília

Sumário

1. Introdução 1 2. Equipe 2 3. Apresentação do Trabalho 3 4. Especialidades 5 4.1
1. Introdução
1
2. Equipe
2
3. Apresentação do Trabalho
3
4. Especialidades
5
4.1 Arquitetura
5
4.1.1 Apresentação
5
4.1.2 Considerações Gerais
9
4.1.3 Sistema Construtivo
10
4.1.4 Elementos Construtivos
10
4.1.5 Acabamentos
11
4.1.5.1 Paredes Externas
11
4.1.5.2 Paredes Internas (Áreas Secas)
12
4.1.5.3 Paredes Internas (Áreas Molhadas)
12
4.1.5.4 Pórticos
12
4.1.5.5 Pisos
12
4.1.5.6 Tetos
13
4.1.5.7 Bancadas e Rodabancas, Prateleiras, Balcões de
Atendimento e Distribuição e Divisórias de Banheiros
14
4.1.6 Definições de Cores
14
4.1.7 Particularidades Regionais
15
4.1.7.1 Orientação da Edificação
15
4.1.7.2 Elementos Construtivos de Adaptação Climática
18
4.2 Fundações
19
4.2.1
Introdução
19

ii

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4.2.2

Movimento de terra

 

20

4.2.3. Fundações

 

20

 

4.2.3.1

Fundação Direta Em Sapata Isolada

 

21

4.2.3.2Fundações Profundas em Estacas Escavada (Moldadas In Loco) com Monitoramento

21

4.3 Estruturas

 

23

4.3.1

Memória Descritiva e Justificativa

 

23

4.4 Instalações de Água Fria

 

24

4.4.1 Memória Descritiva E Justificativa

 

24

 

4.4.1.1 Reservatórios

 

24

4.4.1.2 Sistema de Abastecimento

 

27

4.4.1.3 Sistema de Distribuição

 

27

4.4.2 Fontes de Consulta

 

28

4.4.3 Diretrizes

 

29

4.4.4 Normas De Serviço

 

29

4.5 Instalações de Águas Pluviais

 

40

4.5.1 Memória Descritiva e Justificativa

 

40

4.5.2 Fontes de Consulta

 

43

4.5.3 Diretrizes

 

43

4.5.4 Normas de Serviços

 

44

4.6 Instalações de Esgotos Sanitários

 

45

4.6.1 Memória Descritiva e Justificativa

 

45

 

4.6.1.1 Subsistema de Coleta e Transporte

 

46

4.6.1.2 Subsistema de Ventilação

 

48

4.6.2 Fontes de Consulta

 

48

iii

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4.6.3 Diretrizes

49

4.6.4 Normas de Serviços

 

50

4.6.5 Solução Individual de Destinação de Esgotos Sanitários

51

4.7 Instalações de Gás Combustível

 

51

4.7.1 Memória Descritiva e Justificativa

 

51

4.7.2 Fontes de Consulta

 

52

4.7.3 Diretrizes

53

4.7.4 Normas de Serviços

 

53

4.7.5 Solução de Abastecimento Por Botijões P-13

 

54

4.8 Instalações de Prevenção e Combate a Incêndio

 

54

4.8.1 Memória Descritiva e Justificativa

 

54

4.8.1.1 Sistemas de Proteção e Combate a Incêndio

 

55

4.8.2 Fontes de Consulta

 

57

4.8.3 Diretrizes

58

4.8.4 Normas de Serviço

 

58

4.9 Instalações Elétricas

 

59

4.9.1 Memória Descritiva e Justificativa

 

59

4.9.2 Normas Técnicas e Fontes de Consulta

 

61

4.9.3 Diretrizes

62

4.9.4 Normas de Serviço

 

67

4.10 Instalações de Cabeamento Estruturado

 

71

4.10.1 Memória Descritiva e Justificativa

 

71

4.10.2 Fontes de Consulta

 

74

4.10.3 Diretrizes

 

74

iv

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4.10.4 Normas de Serviço

 

76

4.10.5 Considerações Gerais

 

77

4.11

Instalações de SPDA

 

79

4.11.1 Memória Descritiva e Justificativa

 

79

4.11.1.1 Malhas e Condutores

 

80

4.11.1.2 Subsistema de Aterramento

 

80

4.11.1.3 Detalhes do SPDA

 

81

4.11.1.4 Informações Complementares

 

82

4.11.2 Normas Técnicas e Fontes de Consulta

 

83

4.12

Instalações De Ar Condicionado

 

83

4.12.1 Memória Descritiva e Justificativa

 

83

4.12.1.1 Sala de Informática

 

84

4.12.1.2 Sala de Reunião de Professores e Diretoria

85

4.12.2 Fontes de Consulta

 

86

4.12.3 Diretrizes

87

4.12.4 Normas de Serviço

 

88

4.13

Instalações de Ventilação Mecânica

 

89

4.13.1

Memória Descritiva e Justificativa

 

89

4.13.1.1 Cozinha Principal

 

90

4.13.1.2 Lactário

 

91

4.13.2 Fontes de Consulta

 

92

4.13.3 Diretrizes

 

92

4.13.4 Normas de Serviço

 

93

5. Considerações Finais

 

94

v

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1. Introdução

O projeto denominado “Creches de Referência para o Programa ProInfância” surgiu de solicitação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ao Laboratório de Projetos do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (LabProjetos), para que o mesmo desenvolvesse o estudo preliminar de arquitetura concebido no seio da Coordenação Geral de Infra-Estrutura, pela Arquiteta Ione Nogoceke.

Ao Laboratório de Projetos coube desenvolver o projeto executivo de arquitetura adequando o estudo preliminar à regulamentação pertinente, assim como à concepção e desenvolvimento dos projetos executivos de engenharia, quais sejam: Sistema Estrutural e de Fundações, Sistemas Hidrossanitários de Água Fria, Água Pluvial, Esgoto Sanitário, Gás Combustível, Segurança contra Incêndio, Sistema Elétrico, Cabeamento Estruturado, SPDA, Ar Condicionado e Ventilação Mecânica.

Face à diversidade de regiões geográficas nas quais a edificação virá a ser construída, os projetos desenvolvidos apresentam alternativas tecnológicas tais como projeto de instalações elétricas em 110V ou 220V, fundações em sapatas ou estacas, alternativas sanitárias à ausência de rede pública de esgoto, além de recomendações quanto à orientação ótima do edifício com vistas à eficiência energética e conforto ambiental.

Por solicitação do FNDE, foram desenvolvidos dois modelos de creche, adequadas a terrenos de 40x50m (Projeto A) e 40x70m (Projeto B), configurando-se desta maneira um conjunto de oito diferentes projetos, sujeitos, ainda, a condicionantes locais de clima e infra-estrutura.

Limitações quanto ao leque de materiais, tais como o tipo de telha, as palhetas de cores, os revestimentos, etc., apresentadas pelo FNDE, assim como a

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interação entre duas diferentes equipes – FNDE e LabProjetos – surgiram como desafios a serem superados.

2. Equipe

A equipe de projeto é composta por professores, alunos de pós-graduação e de graduação dos cursos da Faculdade de Tecnologia da UnB e profissionais contratados pelo Laboratório de Projetos e FNDE, a seguir enumerados:

Coordenação:

Prof. Engº. Civil André Luiz Aquere de Cerqueira e Souza, M.Sc.

Arquitetura:

Arq. Juanita Noronha Arq. Ione Nogoceke (FNDE)

Hidrossanitárias, Gás e Incêndio:

Prof. Eng. Civil e Sanitarista Lucas Zacarias de Azevedo, Esp. Engª Civil Erica Ramalho de Oliveira – Mestranda

Eletricidade:

Profº. Eng. Eletricista Sérgio Paes Rios, M.Sc. Eng a Eletricista Raquel Simas Coutinho Barbosa, Mestranda Eng. Fábio dos Santos Silva

Estruturas:

Eng. Civil Glaucyo de Oliveira Santos, M.Sc. Eng. Civil Ricardo Fiúza Lima, M.Sc.

Fundações:

Profa. Eng a . Civil Neusa Maria Bezerra Mota, Ds.C

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Engª. Civil Conceição de Maria Cardoso Costa, Doutoranda

Climatização (Ar-condicionado e Ventilação Mecânica):

Prof. Eng. Mecânico João Manoel Dias Pimenta, Ph.D

Estagiários:

Alan Max Silva Nunes Anderson Silva de Asevedo Arthur Rodolfo Gomes de Oliveira Daniel Camelo Lacerda Débora de Melo Pinto Cavalcante Thiago Carneiro Campelo Tiago Flor Bento

3. Apresentação do Trabalho

Estagiário de Engenharia Civil Estagiário de Engenharia Civil Estagiário de Engenharia Civil Estagiário de Engenharia Elétrica Estagiária de Engenharia Civil Estagiário de Engenharia Mecânica Estagiário de Engenharia de Redes

O resultado do trabalho desenvolvido é apresentado em:

164 Desenhos de Projeto em formato A1 e A0;

28

Memoriais Técnicos (Especialidade);

26

Especificações (Especialidade);

28

Quantitativos (Especialidade);

04

Cadernos de Especificações (Projeto Tipo);

04

Planilhas de Quantitativos (Projeto Tipo);

04

Orçamentos Estimativos

01

Caderno de Componentes;

01

Manual de Projeto;

36

ART;

10

Modelos de Documentos para Licitação;

01

Maquete Virtual Estática;

01

Maquete Física.

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Os documentos, entregues em digital, CD-Rom, foram armazenados obedecendo a estrutura a seguir, onde os nomes em negrito referem-se a “pastas”.

Na raiz Documentos Gerais Manual de Projeto (.pdf) Orçamento Estimativo A (.pdf) Orçamento Estimativo B (.pdf) ART

ART dos projetos (.pdf) Modelos para Licitação Modelos de documentos (.pdf)

Projeto A Documentos Manual de Projeto (.pdf) Planilha de Quantitativos A (.pdf) Planilha de Quantitativos A (.xls) Caderno de Especificações A-110 (.pdf) Caderno de Especificações A-220 (.pdf) FNDE-PE 1 -XX 2 -A (14 pastas) Desenhos Pranchas (.plt) Documentos Memorial Técnico (.pdf) Especificações (.pdf) Caderno de Componentes 3 (.pdf)

1 Abreviatura de Projeto Executivo. Na pasta de Fundações usa-se PB (Projeto Básico).

2 No nome de pastas ou arquivos o XX será substituído pela sigla da especialidade: AC (Ar- Condicionado), AF (Água Fria), AP (Água Pluvial), AR (Arquitetura), CE (Cabeamento Estruturado), EG (Esgoto Sanitário), EL (Eletricidade), ES (Estrutura), FU (Fundações), GC (Gás Combustível), IN (Incêndio), PR (SPDA) e VM (Ventilação Mecânica).

3 O Caderno de Componentes existe apenas na pasta de Arquitetura (AR).

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Quantitativos (.pdf) 4

Projeto B Documentos Manual de Projeto (.pdf) Planilha de Quantitativos B (.pdf) Planilha de Quantitativos B (.xls) Caderno de Especificações B-110 (.pdf) Caderno de Especificações B-220 (.pdf) FNDE-PE-XX-B (14 pastas) Desenhos Pranchas (.plt) Documentos Memorial Técnico (.pdf) Especificações (.pdf) Quantitativos (.pdf)

Maquete Maquete Virtual do Projeto Tipo B

4. Especialidades

4.1 Arquitetura

4.1.1 Apresentação

O presente projeto destina-se à construção de creches para atendimento de 56 crianças de 4 meses a 6 anos (Projeto A) e creches para atender a 112 crianças de 4 meses a 6 anos (Projeto B), a serem implantadas em todas as regiões do país.

Para o desenvolvimento do projeto, adotou-se como ideal, um terreno retangular de dimensões de 40m de largura por 70m de profundidade declividade máxima de 3%.,

4 O arquivo Quantitativos não existe na pasta de Arquitetura.

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conforme determinação do FNDE. Porém, devido à grande diversidade de relevo, ou mesmo devido à indisponibilidade, em alguns municípios, de lotes com as referidas condições, a unidade escolar foi projetada em blocos independentes, podendo ser locados no terreno, conforme as características encontradas.

Definiu-se então, conforme a função a que se destinam e interligados por circulação coberta, 06 blocos distintos:

Bloco de Administração

Bloco de Serviços

03 Blocos Pedagógicos: Creche I e II, Creche III e Pré-escola, Multiuso

Pátio coberto

Anfiteatro

Parquinho

Apresenta-se a seguir a composição de cada um dos blocos acima relacionados.

Bloco Administração

Definido como entrada principal da creche.

Área externa de espera coberta definida entre o pórtico de entrada e a recepção;

Recepção interna;

Secretaria e orientação;

Circulação interna;

Diretoria;

Sala de professores/reunião;

Almoxarifado;

Sanitários;

Bloco de Serviços

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Localizado junto ao estacionamento, possui entrada independente para fornecedores e serviços.

Entrada de funcionários;

Circulação;

Sanitários de funcionários;

Cozinha

o

Central GLP;

o

Depósito de lixo orgânico e inorgânico;

o

Área de recepção e pré-lavagem de hortaliças;

o

Copa de funcionários;

o

Bancada de preparo de carnes;

o

Bancada de preparo de legumes e verduras;

o

Bancada de preparo de sucos;

o

Cocção;

o

Bancada de passagem de alimentos prontos;

o

Buffet (bancada) integrada ao refeitório;

o

Refeitório (preferencialmente integrado ao pátio coberto);

o

Bancada de recepção de louças sujas;

o

Pia lavagem de louças;

o

Pia lavagem de panelões.

Lactário

o Área de higienização pessoal e troca de roupa;

o Área de preparo de alimentos (mamadeiras e sopas) e lavagem de utensílios;

o Bancada de entrega de alimentos prontos.

Lavanderia

o Lavagem de roupas com balcão de recebimento e triagem de roupas sujas, tanques e máquinas de lavar;

o

Área externa de secagem de roupas (varal);

o

Passadoria com prateleiras para guarda de roupas;

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o Balcão de entrega de roupas limpas.

Bloco Creche I e II

Destinado a crianças de 4 meses a 3 anos.

Recepção

Higiene Pessoal

Atividades

Repouso

Solário

Alimentação

Bloco Creche III e Pré-escola

Destinado a crianças entre 3 e 6 anos.

Recepção;

Atividades;

Repouso;

Solário

Bloco Multiuso

Sala de leitura e multiuso;

Sala de informática;

02 sanitários infantis para crianças de 3 a 6 anos;

02 sanitários para adultos e portadores de necessidades especiais;

Sala do Rack (apoio à informática);

Sala Cia de Energia Elétrica;

Sala Cia Telefônica.

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Pátio Coberto

Sempre que as condições de relevo e dimensões do terreno permitirem, o pátio coberto deve ser central. É o espaço de integração entre as diversas atividades e diversas faixas etárias. Deve estar integrado ao refeitório e ao anfiteatro. É também um espaço de realização de atividades.

Anfiteatro

Espaço

circular

com

arquibancadas

e

palco

integrado

ao

pátio

descoberto, ao parquinho e, sempre que possível, ao pátio coberto.

Parquinho

Espaço não coberto, integrado ao pátio e anfiteatro, com brinquedos onde as crianças possam desenvolver as atividades lúdicas.

4.1.2 Considerações Gerais

Durante

a

definição

de

espaços,

materiais,

consideração os seguintes aspectos:

aberturas,

levaram-se

em

Independência e liberdade de acesso às várias dependências da creche;

Segurança física restringindo o acesso da criança desacompanhada às áreas que ofereçam risco, tais como: cozinha, lavanderia, central de gás e castelo d’água;

Respeito à individualidade e as diferenças pessoais. Adoção de piso contínuo, sem degraus ou juntas, rampas, espaço de circulação de no mínimo 80 cm;

Integração das crianças de diversas faixas etárias no ambiente de solário e pátio;

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Integração com a área externa através do uso de esquadrias baixas colocadas a 50 cm do piso nos ambientes de atividades, bem como, com a definição de aberturas envidraçadas na parte inferior das portas;

Respeito à escala infantil possibilitando a visão da área externa (dito anteriormente) além da utilização de acessórios como pias, vasos sanitários, bancadas e barras de proteção instalados em altura convenientes à faixa etária a que se destinam.

4.1.3 Sistema Construtivo

Como forma de padronizar e simplificar a execução da obra em todas as regiões do país, o sistema construtivo adotado é o convencional, ou seja:

Estrutura de concreto para toda a edificação;

Paredes em alvenaria de blocos cerâmicos comuns;

Laje pré-moldada em todos os Blocos;

Telhas cerâmicas tipo colonial.

4.1.4

Elementos Construtivos

Alguns elementos construtivos foram definidos com o objetivo de evitar custos futuros com manutenção, protegendo as paredes contra infiltrações e reduzindo a área de re-pintura anual, tais como:

Adoção de beirais;

Calhas estruturadas em concreto evitando assim infiltrações ocasionadas por rompimento da impermeabilização gerado por fissuras;

Rufos em concreto colocados junto às telhas;

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Encabeçamento do topo dos pórticos, platibandas e calhas, evitando infiltração vertical entre a parede e o revestimento de cerâmica;

Pingadeiras, elementos utilizados para evitar manchas verticais ocasionadas pelo acúmulo de resíduos no topo das muretas, detalhadas nas extremidades dos rufos das platibandas e calhas e na base das vigas de bordo das platibandas;

Vergas

As vergas em concreto com 15 cm de altura, salientes 2 cm em relação ao alinhamento da fachada, são contínuas entre pilares constituindo um elemento horizontal de fachada. O espaço entre estas e o fundo da laje será de 30 cm a ser preenchido em alvenaria, blocos de vidro ou esquadrias, conforme o clima da região.

Nas regiões de clima quente, o vão acima das vergas, poderá ser dividido verticalmente com elementos de 10 cm executado em tijolinho de barro “em pé” espaçados a cada 30 cm (conforme detalhe VP- 01 do Caderno de Componentes), formando quadrados vazados protegidos com tela, criando assim, uma área de ventilação permanente e cruzada. O espaço poderá também ser preenchido com tijolo de vidro, aumentando a área de iluminação.

Contravergas

Contravergas

em

concreto,

com

12cm

de

espessura

embutidas

na

alvenaria avançando no mínimo 30cm, em relação à largura das janelas.

4.1.5 Acabamentos

Para acabamento, são adotados materiais padronizados, resistentes, de fácil aplicação e que não dependam de mão-de-obra especializada.

4.1.5.1 Paredes externas

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As paredes externas receberão pintura acrílica sobre reboco desempenado com desempenadeira de aço executado com areia fina. A base da parede até 50 cm de altura será revestida em cerâmica 10X10 na cor Azul França e assentadas com argamassa industrial indicada para áreas externas, obedecendo rigorosamente a orientação do fabricante quanto à espessura das juntas. O rejunte será o indicado pelo fabricante para áreas externas na cor cinza médio .

Os revestimentos externos das platibandas, oitões, calhas e pórticos será também em cerâmica 10X10. Devem ser tomados os mesmos cuidados indicados para as bases das paredes externas.

4.1.5.2 Paredes internas (áreas secas)

Nas áreas secas, paredes internas recebem, à altura de 1,10m, um friso horizontal de 10cm de largura, em madeira, para fixação de ganchos, quadros, pregos, etc. Abaixo do friso, onde existe maior necessidade de limpeza, as paredes recebem revestimento em cerâmica e, acima, é utilizada pintura em tinta acrílica lavável sobre massa corrida PVA (conforme padrão do FNDE), reduzindo, assim, o custo inicial de pintura e diminuindo o custo futuro de manutenção.

4.1.5.3 Paredes internas (áreas molhadas)

As paredes internas da cozinha e área de serviços recebem revestimento de cerâmica 20X20 branco gelo, do piso ao teto.

As paredes internas dos banheiros possuem friso a 1,70 do piso, em madeira com pintura em verniz acetinado natural. Abaixo dele será aplicada cerâmica 20X20 branco gelo e acima, pintura acrílica sobre massa acrílica, conforme esquema de cores definido.

4.5.1.4 Pórticos

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São definidos três pórticos:

Um, no bloco da Administração, como marco de entrada da creche, é revestido em cerâmica 10x10 amarela e recebe encabeçamento em concreto;

Dois outros, nas extremidades do pátio coberto, são revestidos em cerâmica 10X10 na cor vermelha e recebem encabeçamento em concreto.

4.1.5.5. Pisos

Estacionamento, rebaixo e entorno do anfiteatro:

Pavimentação em blocos intertravados de concreto;

Rampa de acesso à Administração, àrea de serviços externa, calçadas externas, palco do anfiteatro:

Cimentado desempenado.

Demais áreas internas pavimentadas:

Piso contínuo em granitina, juntas plásticas niveladas;

Soleiras

Granitina nos pisos em granitina;

Granito cinza andorinha nos encontros de pisos de diferentes materiais.

Parquinho

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Forração em areia;

Áreas descobertas:

Passarela de acesso à Administração, calçada lateral do bloco multiuso, palco do anfiteatro: cimento desempenado;

Forração em grama;

4.1.5.6 Tetos

Todos os tetos receberão pintura PVA sobre massa corrida PVA branco neve.

4.1.5.7

Bancadas e Rodabancas, Prateleiras, Balcões de Atendimento e Distribuição e Divisórias de Banheiros:

Granito cinza andorinha polido.

4.1.6 Definições de Cores

CORES – referência – catálogo Coralit -CORAL

Externas Pórtico da Administração: amarelo; Pórticos do Pátio coberto: vermelho; Base das paredes, oitões, calhas e platibandas: Azul França; Paredes:Branco Gelo; Vergas sobressalentes: Vermelho; Moldura das janelas do Bloco de Administração: Azul França; Castelo d’Água: Amarelo com aberturas circulares em azul França; Parede circular do Bloco de Serviço: Vermelho (externo), Branco Gelo (interno); Portas dos Sanitários: Azul Mar

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Portas das Salas de Aula – Amarelo, com baguetes em azul França; Demais portas: Platina; Alizares: azul França; Portões em tela metálica: Azul França; Cobogós área de serviço: Vermelho; Cobogós fachada Administração: Branco gelo; Cobogós das divisórias dos solários e fechamento frontal: Amarelo. Volume retangular da fachada do Bloco de Serviço: Amarelo; Elementos metálicos:

Esquadrias: Azul Mar; Portões em tela metálica: Azul França; Castelo d’Água: tubulação hidráulica externa aparente- Amarela (seguir especificação da tinta constante do Projeto de Instalações Hidrossanitárias). Para as demais tubulações seguir orientação de cores constantes do projeto de Instalações Hidrossanitárias. Castelo d’Água: escada, guarda-corpo, elementos circulares, grades de proteção: Azul França;

Pilares do Pátio Coberto:

Base: Azul França; Friso: Amarelo; Acima de 1,20: Branco Gelo. Teto dos beirais (laje) – Branco Neve

Internas Tetos: Branco Neve 001; Paredes internas:

Bases em cerâmica 20x20: Branco Gelo; Frisos de madeira: verniz acetinado natural; Alvenaria acima de 1,80 nos banheiros: verde água; Alvenaria acima de 1,20 nas áreas secas: marfim;

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4.1.7 Particularidades Regionais

4.1.7.1 Orientação da Edificação

A orientação ótima da edificação deve atender tanto a requisitos de conforto ambiental e dinâmica de utilização da creche, quanto à minimização da carga térmica e conseqüente redução do consumo de energia elétrica para refrigeração.

Quando incompatíveis, recomenda-se que prevaleça o critério de utilização dos solários, com as creches I e II voltadas para Leste.

Quanto ao uso dos solários

Os fatores de insolação e ventilação natural devem ser cuidadosamente observados quando da escolha do terreno e, principalmente na definição da orientação do edifício da creche. Uma orientação que permita a entrada do sol nos ambientes internos será favorável à desinfecção da edificação, além de contribuir fortemente para o desenvolvimento das crianças. Sabe-se que o sol, especialmente até as 10hs, da manhã é fonte de vitamina ``D´´, responsável pelo crescimento das crianças. Portanto, é de suma importância a locação, - principalmente dos solários das creches I e II -, de forma a receberem o sol da manhã. Recomenda-se um estudo específico para a localidade, levando-se em conta o direcionamento dos ventos favoráveis, brisas refrescantes e a temperatura média no verão e inverno características de cada Município.

Quanto à carga térmica

Diferentes fatores afetam a sensação de conforto térmico nos ambientes ocupados de uma edificação. Entre estes, a orientação da edificação em relação à trajetória seguida pelo Sol entre o nascente e o poente, modificam o sombreamento sobre as paredes externas e induzem cargas térmicas distintas. Dessa forma, sempre que possível é recomendável examinar a condição ótima de orientação que minimiza os

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ganhos de calor por radiação solar, reduzindo assim a carga térmica dos ambientes ocupados.

Para o conjunto de blocos que compõem o edifício a ser construído no âmbito do projeto Próinfância do FNDE, foi realizada uma simulação computacional da carga térmica com o uso dos softwares Energy Plus5 (2007) e Design Builder6 (2007) (de Farias, 2007). Tal simulação foi efetuada considerando-se três latitudes distintas dentro do território nacional, para três grandes cidades: Boa Vista, Brasília e Florianópolis. A orientação da edificação foi variada de 30 a 360 graus, onde as orientações consideradas são representadas na figura abaixo.

180 0

(Norte)

90 0 0 0
90 0
0 0

270 0

(Leste)

A Figura a seguir ilustra os resultados da simulação para as três capitais citadas. Como se pode observar, para qualquer localização geográfica, as orientações do edifício

5 DOE, 2007, Energy Plus, Department of Energy, USA.

6 DesignBuilder, 2007, Building design, simulation and visualisation

www.designbuilder.co.uk, UK de Farias, G.H.N., 2007, Definição de soluções de climatização para diferentes regiões climáticas – caso

de estudo: Projeto MEC PROINFANCIA. Projeto de Graduação. Departamento de Engenharai Mecânica. Universidade de Brasília, Brasil.

DesignBuilder Software Ltd,

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entre 60 e 90º (fundos para Oeste) e entre 240 e 270º (frente para Leste) acarretam as menores cargas térmicas, devendo assim ser preferidas.

50 45 40 35 30 25 20 15 Boavista 10 5 Brasilia Florianópolis 0 0
50
45
40
35
30
25
20
15
Boavista
10
5
Brasilia
Florianópolis
0
0
30
60
90
120
150
180
210
240
270
300
330
360
Carga Térmica [TR]

Posição [Graus]

Por outro lado, a orientação do prédio estará também condicionada a outros aspectos. O primeiro e mais limitante refere-se às características do terreno disponível para a construção do edifício que podem não favorecer a adoção das orientações recomendadas. Além disso, a área exposta ao sol pode não ser compatível com a aplicação de solários, onde se deseje uma incidência de radiação solar mais efetiva.

4.1.7.2 Elementos Construtivos de Adaptação Climática

Os fatores climáticos no território nacional são, como se sabe, inúmeros. As particularidades regionais devem ser observadas e as necessidades de conforto espacial e térmico atendidas.

É, pois, de fundamental importância que o edifício proporcione a seus ocupantes um nível desejável de conforto ambiental, sem, contudo, haver necessidade de se recorrer a meios artificiais de controle de temperatura.

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Foram criados durante a execução do projeto arquitetônico, alguns elementos construtivos acessórios e opcionais de controle de ventilação para serem adotados conforme a necessidade climática da região onde se construirá cada unidade de creche.

Elementos de controle de ventilação:

Acima das vergas contínuas e abaixo das lajes, é previsto um espaço de 30 cm a ser vedado de maneiras distintas, conforme a característica climática:

Tela metálica ou de nylon, possibilitando maior área de ventilação natural e cruzada nas regiões de clima quente;

Alvenaria de blocos cerâmicos, reboco e pintura, para regiões de clima temperado;

Alvenaria de blocos de vidro em locais onde se deseje aproveitar o calor do sol no início ou no final da tarde quando os raios incidem perpendicularmente nas fachadas;

Esquadrias com vidros de abrir, que possibilitem vedação ou ventilação;

Fechamentos mistos, conforme o direcionamento de brisas refrescantes ou ventos fortes.

Elemento bloqueador de ventilação para as regiões de clima frio:

No pátio coberto, estão definidas esquadrias de vidro laminado a serem instaladas no pórtico acima da mureta do banco nas regiões de clima frio (EF-

25).

As divisórias de tela metálica definidas para favorecer a ventilação do pátio, poderão ser substituídas por fechamentos em alvenaria nas regiões de clima frio.

4.2

Fundações

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4.2.1 Introdução

Apresentam-se a seguir alternativas de Projetos Básicos preliminares para dois tipos de obras de fundações da Fundação Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), a serem executados em diferentes regiões do país.

Para os projetos básicos preliminares de fundações são considerados perfis estratigráficos distintos, mediante sondagens hipotéticas, utilizando para o lançamento dos carregamentos o Projeto Básico Estrutural elaborado pelo Laboratório de Projetos. Portanto, tais projetos são meramente ilustrativos. Para a execução das fundações devem ser desenvolvidos projetos executivos baseados em sondagens reais, realizadas no local.

As especificações da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e normas abaixo relacionadas devem ser consideradas como elementos base para quaisquer serviços ou fornecimentos de materiais e equipamentos.

NBR 6122 – Projeto e Execução de Fundações

NBR 6118 – Projeto e Execução de Obras de Concreto Armado – Procedimento

NBR 9061 – Segurança de Escavação a Céu Aberto – Procedimento

NBR 5681 – Controle Tecnológico da Execução de Aterros em Obras de Edificações

NBR 8044 – Projeto Geotécnico – Procedimento

NBR 6484 – Execução de Sondagem de Simples Reconhecimento dos Solos – Método de Ensaio

NBR 9604 – Abertura de Poços e Trincheira de Inspeção em Solo com Retirada de Amostra Deformada e Indeformada – Procedimento

NBR 12131 – Estacas – Prova de Carga Estática – Método de Ensaio

Com base nas soluções propostas, são especificados e quantificados os serviços de fundações para o levantamento de custo preliminar da obra.

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4.2.2 Movimento de Terra

Para levantamento dos volumes de terra a serem escavados e/ou aterrados devem ser utilizadas as curvas de nível referentes aos projetos de implantação de cada edificação. A determinação dos volumes deve ser realizada através de seções espaçadas entre si, tanto na direção vertical quanto horizontal. O volume de aterro deve incluir os aterros necessários para a implantação da obra, bem como o aterro do caixão.

Para estimativa de custos de terraplenagem considerou-se a planificação por corte e aterro de um terreno com declividade constante de 3%.

4.2.3. Fundações

Neste item estão orçados os custos estimados, com base nos diferentes perfis estratigráficos esperados para a execução das fundações da FNDE. É feita uma descrição de dois diferentes tipos de soluções e seus respectivos parâmetros de projeto.

4.2.3.1 Fundação Direta em Sapata Isolada

Desde que seja tecnicamente viável, a fundação direta é uma opção interessante, pois, no aspecto técnico tem-se a facilidade de inspeção do solo de apoio aliado ao controle de qualidade do material no que se refere à resistência e aplicação.

As tensões de trabalho no solo, também conhecidas como tensões admissíveis ou taxa do solo são calculadas com base na experiência de cada projetista de fundações que normalmente utilizam ensaios de campo tais como sondagem tipo SPT (sondagem a percussão), deep-sounding, ou ainda DMT (Dilatômetro de Marchetti).

A solução em sapata isolada proposta, considera uma tensão admissível de 3 kg/cm 2 e ausência de lençol freático.

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A definição da cota de assentamento das sapatas é responsabilidade do engenheiro responsável pelo Projeto Executivo de Fundação, sendo função do solo de apoio (conforme tensão admissível de projeto), proximidade com as outras sapatas e altura estrutural das sapatas. Para estimativa de custos adota-se, neste trabalho, a profundidade média de apoio das sapatas de 1,5 m.

Na sua execução não é necessária a utilização de equipamentos e de mão-de- obra especializada, tornando a alternativa de fundação direta atraente no que se refere ao aspecto econômico.

4.2.3.2

Fundações

Profundas

Monitoramento

em

Estacas

Escavada

(moldadas

in

loco)

com

Estacas são elementos esbeltos, implantados no solo por meio de percussão ou pela prévia perfuração do solo com posterior concretagem, que dissipam a carga proveniente da estrutura por meio de resistência lateral e resistência de ponta, a serem utilizados quando da presença de lençol freático.

Pode-se estimar a capacidade de carga de uma estaca por meio de correlações de ensaios executados no campo tipo SPT, SPT-T (sondagem a percussão com medida de torque) e CPT (cone elétrico).

Estacas escavadas (moldadas in loco) com monitoramento é um tipo de fundação profunda constituída por concreto, moldada in loco e executada com máquina perfuratriz equipada com trado contínuo.

As estacas escavadas monitoradas apresentam as seguintes vantagens: grande velocidade de execução, ausência de vibrações e ruídos excessivos.

Sendo detectada a presença de água por ocasião das sondagens (Tabela 1 – Perfil estimado), adota-se, obrigatóriamente, a solução em estaca escavada.

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Em função da variabilidade do sub-solo, as cotas de assentamento das estacas deverão avançar pelo menos 1,0 m na camada de silte muito duro, com N SPT maior ou igual a 40 golpes, com profundidade prevista de 11,0 m.

No Projeto Básico apresentado não foram consideradas camadas de aterro, porém, caso venha a existir na obra, dever-se-á atentar para solicitações por atrito negativo.

 

FURO

1

PROF

Nspt

SOLO

 

1,00

3

Argila

2,00

3

Argila

3,00

3

Argila

4,00

5

Argila

N.A.

5,00

7

Argila

6,00

4

Argila

7,00

7

Argila

8,00

9

Argila

9,00

20

Silte

10,00

21

Silte

11,00

40

Silte

12,00

40

Silte

13,00

40

Silte

14,00

40

Silte

15,00

40

Silte

16,00

40

Silte

17,00

40

Silte

Tabela 1 – Perfil estimado mediante sondagem a percussão hipotética.

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4.3 Estruturas

4.3.1 Memória Descritiva e Justificativa

O desenvolvimento do projeto de estruturas baseia-se no projeto de arquitetura

desenvolvido pela equipe do FNDE/MEC em paralelo com a equipe de arquitetura do Labprj/UnB.

A creche em questão possui um pavimento e está dividida em basicamente

quatro edifícios além de um pátio central. Os edifícios são o Bloco de Atividades 1, Bloco de Atividades 2, Bloco Administrativo e Bloco de Serviços.

A estrutura dos edifícios é constituída por pilares e vigas em concreto armado

moldado in loco e lajes de concreto armado pré-fabricadas. Será usado concreto fck= 25,0 MPa, conforme indicado no projeto de cálculo estrutural.

A estrutura foi projetada, conforme prescrições da NBR 6118/2003 – Projeto de

Estruturas de Concreto - Procedimento.

Neste projeto, além dos edifícios já citados, foi considerado um castelo d’água para o qual apresenta-se duas alternativas: Alternativa 1 em concreto armado moldado in loco, conforme projeto estrutural próprio e Alternativa 2 para o uso de castelo metálico pré-fabricado.

4.4 Instalações de Água Fria

4.4.1 Memória Descritiva e Justificativa

Trata-se de projeto de instalações prediais de água fria para as creches do projeto Pró-Infância, do FNDE/MEC a serem construídas em diversos municípios brasileiros. Para a concepção do sistema de água fria, foi considerada a população de projeto

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equivalente ao número de usuários previstos para o projeto tipo B, que atende a 112 crianças e tem uma expectativa de 45 funcionários.

4.4.1.1 Reservatórios

Neste projeto foi considerado um castelo d’água com dois reservatórios, sendo um inferior (R1) e um superior (R2). O reservatório R1 será construído em concreto armado na obra, diâmetro externo de 3,35 m e capacidade para 30.000 litros. O reservatório R2 será pré-fabricado, com tampa, capacidade para 15.000 litros, diâmetro máximo de 3,00 metros, altura máxima de 4,70 m, com material e atoxidade conforme legislação vigente. O material desse reservatório deverá ser em poliéster insaturado de elevada resistência mecânica e química. As limitações de dimensão desse reservatório se dão em

função da estrutura em concreto projetada para abrigá-lo. No entanto, na medida em que

o R2 seja menor que o espaço para o qual o castelo foi projetado, pode-se adaptar a

altura da laje de cobertura do castelo, de forma que fique aproximadamente 80 cm entre

a tampa do R2 e a laje de cobertura. Essa indicação de altura variável da laje de

cobertura consta do projeto de instalações de água fria Prancha PE-AF-01/04. Foi previsto um compartimento de barrilete entre a laje de apoio do reservatório R2 e a laje de tampa do reservatório R1.

Nos casos em que o R2 for de poliéster, é de extrema importância a correta fixação da tampa do reservatório. Caso o mesmo seja cheio antes da fixação dos grampos ou tirantes de sua tampa, a pressão da água poderá romper a estrutura da caixa d’água.

A instalação do R2 também deverá ser feita durante a construção do castelo e os testes

de estanqueidade das instalações devem ser feitos antes que se dê continuidade à construção da laje e vigas superiores ao nível de sua tampa.

Toda a furação dos reservatórios para a passagem dos tubos deverá ser feita conforme recomendação do fabricante dos mesmos. Em alguns casos, adaptações podem ser necessárias às indicações deste projeto.

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Uma alternativa à construção do castelo d’água em concreto é a aquisição de um castelo d’água metálico pré-fabricado. Essa opção é recomendada aos municípios que tiverem proximidade geográfica de boas fábricas de reservatórios metálicos, de forma que se viabilize a compra e a entrega do castelo pré-fabricado na localidade de construção da creche. Com essa opção, o castelo metálico comporta toda a reserva de água, ainda dividida em dois compartimentos, mais um compartimento seco onde se instalam as bombas de recalque. O funcionamento do sistema permanece o mesmo, a menos do compartimento do barrilete, que deixa de existir. Um projeto esquemático desse castelo metálico é apresentado no Anexo B, prancha PB-AF-01/01, com a finalidade de orientar a encomenda dessa estrutura aos fabricantes e sua instalação em substituição ao castelo de concreto apresentado na prancha PE-AF-01/04 deste projeto. Vale ressaltar que as devidas alterações devem ser feitas no projeto do SPDA (sistema de proteção contra descargas atmosféricas) do castelo d’água metálico em relação ao apresentado para o castelo de concreto.

Como terceira alternativa, apresenta-se um castelo d’água para comportar dois reservatórios pré-fabricados. A estrutura do castelo é feita em concreto armado, conforme projeto estrutural próprio. Tal alternativa, no entanto só deverá ser adotada em situações em que as duas anteriores não sejam viáveis, por apresentar dificuldades relativas à manutenção.

4.4.1.2Sistema de abastecimento

O sistema de abastecimento de água potável foi considerado como um sistema de abastecimento indireto, ou seja, um sistema no qual a água da concessionária é reservada na edificação. Nesse sistema o abastecimento da rede pública não segue diretamente aos pontos de consumo, mas passa por reservatórios, que têm por finalidade principal garantir o suprimento de água da edificação em caso de interrupção do abastecimento pela concessionária local de água e uniformizar a pressão nos pontos e tubulações da rede predial. O projeto considerou uma reserva equivalente a dois consumos diários da edificação.

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A água da concessionária local abastece diretamente o R1, passando pelo

hidrômetro da edificação. Um sistema de recalque de água foi previsto em uma casa de bombas próxima ao castelo. A casa de bombas trata-se, na verdade, de uma caixa escavada no solo, caso as condições do solo sejam favoráveis para tal. Essa casa de bombas tem dimensões 1,60x1,00x0,80 metros, de forma a abrigar os dois conjuntos moto-bomba utilizados para a edificação, sendo um principal e um reserva.

A água é bombeada do R1 para o R2 através de comandos automáticos para

acionar e desligar as bombas conforme variação dos níveis dos reservatórios. A água, a

partir do R2, segue pela coluna de distribuição predial para os blocos da creche, como consta nos desenhos do projeto.

4.4.1.3 Sistema de distribuição

O sistema de distribuição da água será feito através de uma coluna única de

distribuição predial que tem origem no R2 e desce, aparente, fixada na alvenaria do castelo. A tubulação segue enterrada a 40 cm do nível do terreno e existem derivações para os diferentes blocos. Foram previstos registros gerais no barrilete e em caixas de alvenaria construídas no piso, para fechamento de blocos ou parte dos blocos. Além disso, dentro das áreas molhadas, foram previstos registros para todas as colunas de distribuição que alimentam os principais conjuntos de aparelhos.

As colunas, quando possível, foram divididas entre o abastecimento de válvulas

de descarga e demais aparelhos sem válvula de descarga. Entretanto, existem colunas que abastecem simultaneamente válvulas e outros pontos de consumo. Por essa razão, enfatiza-se a importância de serem utilizadas válvulas com tempo de fechamento lento, conforme especificação deste projeto, a fim de evitar golpes de aríete na tubulação.

4.4.2 Fontes de Consulta

Para elaboração deste projeto foram consultadas as seguintes referências:

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Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de Edifícios Públicos Federais

- Secretaria de Estado da Administração e do Patrimônio – SEAP;

ABNT-NBR 5626/1998 – Instalação Predial de Água Fria;

Modelo CEPLAN – UnB – Padronização de Pranchas de Desenho.

Catálogo – Soluções AMANCO – Tubos Sistemas Linha Predial e Tubos Sistemas para Infra-estrutura;

Instalações Hidráulicas e Sanitárias – Hélio Creder – 5ª edição – Livros Técnicos e Científicos – Editora S.A., Rio de Janeiro, RJ 1995;

Instalações Hidráulicas e Sanitárias Feitas Para Durar – Usando Tubos de PVC – Manuel Henrique Campos Botelho e Geraldo de Andrade Ribeiro Jr. – 1ª edição – São Paulo Proeditores, 1998;

Instalações Prediais e Industriais – Archibald Joseph Macintyre – 3ª edição – Livros Técnicos e Científicos – Editora S.A., Rio de Janeiro, RJ 1995;

Manual de Instalações Hidráulicas e Sanitárias – Archibald Joseph Macintyre – 1ª edição – Editora Guanabara – Rio de Janeiro, RJ – 1990;

Manual Técnico de Instalações Hidráulicas e Sanitárias – TIGRE Tubos e Conexões – Divisão de Produto – Departamento de Assistência Técnica – Editora PINI, São Paulo, 1987;

Tigre, Tubos e Conexões – Catálogos de Produtos Infra-Estrutura e Água, Linha Predial;

Thebe Bombas Hidráulicas Ltda. – Catálogo de Produtos 2006-A.

4.4.3 Diretrizes

A execução das instalações de água fria deverá obedecer às seguintes Instruções, Normas e Práticas Complementares:

Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de Edifícios Públicos Federais

- Secretaria de Estado da Administração e do Patrimônio – SEAP;

Normas do INMETRO;

NBR 5626 – Instalação Predial de Água Fria;

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Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais, Estaduais e do Distrito Federal, inclusive normas de concessionárias dos serviços públicos;

Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREA – CONFEA.

4.4.4 Normas de Serviço

Estas Normas de Serviço têm por objetivo a execução e fiscalização das obras. Com esse objetivo, as seguintes prescrições deverão ser observadas:

A execução da instalação predial de água fria deverá ser levada a efeito em conformidade com o respectivo projeto. Eventuais alterações que se mostrarem necessárias durante a execução deverão ser aprovadas pelo projetista e devidamente registradas em documentos competentes para tal fim;

A execução das instalações de água fria deverá ser feita por instalador legalmente habilitado e qualificado;

A potabilidade da água não poderá ser colocada em risco pelos materiais com os quais estará em contato permanente;

O desempenho dos componentes não deverá ser afetado pelas conseqüências que as características particulares da água impuserem a eles, bem como pela ação do ambiente onde se acharem inseridos;

As normas dos fabricantes de tubos, conexões e aparelhos quanto ao carregamento, transporte, descarregamento, armazenamento, manuseio e instalações deverão ser seguidas;

Os componentes utilizados nas instalações deverão obedecer às seguintes normas:

o

Válvulas de descarga – NBR 12904;

o

Tubos de PVC rígido – NBR 5648 e 5680;

o

Montagem de tubos de PVC – NBR 7372 e 5626;

Os trechos horizontais longos das tubulações deverão ter inclinação no sentido de favorecer o encaminhamento de ar para pontos altos;

Nenhuma tubulação da rede de água fria deverá ser instalada enterrada em solos contaminados;

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As tubulações não poderão ser instaladas dentro ou através de caixas de inspeção, poços de visita, coletores de esgoto sanitário, e depósito de lixo, exceção feita à passagem pela calha de piso de águas pluviais, conforme consta no projeto;

Na travessia de tubulações em estruturas, quando previsto em projeto, deve-se preparar o local com a colocação de tubulação de diâmetro maior, de modo a não engastar a tubulação com a estrutura, permitindo sua movimentação;

As passagens de tubulações através de uma estrutura serão projetadas de modo a permitir a montagem e desmontagem das tubulações em qualquer ocasião, sem que seja necessário danificar essa estrutura;

Não utilizar calços ou guias nos trechos horizontais das tubulações de PVC, evitando pontos onde possam surgir ondulações localizadas;

Tão logo concluídas o assentamento das tubulações, estas deverão ser protegidas com a colocação de plugues removíveis, plásticos ou buchas de papel ou madeira, de modo a protegê-las da entrada de corpos estranhos;

As aberturas na alvenaria para passagem de tubulações deverão ser preenchidas com argamassa de cimento e areia, traço 1:3;

Vistoriar os tubos, conexões e outros acessórios antes de iniciar a instalação e não utilizar peças que apresentem falhas como:

o

Deformação ou ovalação;

o

Fissuras;

o

Folga excessiva entre a bolsa e a ponta;

o

Soldas velhas com muitos coágulos;

o

Anéis de borracha sem identificação;

o

Anéis de borracha sem elasticidade;

Não fazer bolsas em tubos cortados; utilizar luvas para ligação dos tubos;

Para cada desvio ou ajustes, utilizar conexões adequadas para evitar os esforços na tubulação;

Para evitar tensão e trincas, não se deve abusar da flexibilidade das tubulações;

transporte dos tubos deve ser feito com todo o cuidado para evitar deformação

O

e

avarias. Evitar manuseio, grandes flechas e colocação de tubos com peças

metálicas salientes durante o transporte e colocação e tubos em balanço;

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No descarregamento dos tubos do caminhão, não usar métodos violentos como, por exemplo, o lançamento dos tubos ao solo;

Para evitar avarias os tubos devem ser carregados e nunca arrastados sobre o solo ou contra objetos duros;

Os tubos devem ser estocados o mais próximo possível do ponto de utilização. O local destinado ao armazenamento deve ser plano e bem nivelado, para evitar deformação permanente nos tubos;

Os tubos e conexões estocados deverão ficar protegidos do sol. Deve-se evitar a formação de pilhas altas, que ocasionam ovalação dos tubos da camada inferior;

Os tubos em PVC rígido, quando não embutidos, deverão ser fixados às estruturas ou alvenarias, por meio de braçadeiras metálicas, tipo ômega marca Vlakaz ou equivalente;

As tubulações aparentes ou tubulações não embutidas deverão obedecer a um correto espaçamento dos apoios, indicado em projeto, visando-se evitar flechas excessivas que possam provocar vibrações, vazamentos e bolsas de ar difíceis de serem drenadas;

As braçadeiras de fixação dos tubos de PVC não embutidos devem ter folga suficiente (maior largura que a tubulação), de modo a permitir uma leve movimentação da tubulação (dilatação / contração);

Não utilizar fios, arames e barras de ferro com a função de apoio às tubulações;

As juntas das tubulações deverão ser executadas segundo procedimentos técnicos que garantam o desempenho adequado da tubulação. No estabelecimento de tais procedimentos, deverão ser consideradas as recomendações dos fabricantes;

Na execução de juntas, cuidados deverão ser tomados de modo a garantir que sejam removidos os materiais aderentes às extremidades das tubulações e de modo a impedir que os materiais utilizados entrem em seu interior;

Para execução de juntas soldadas, a extremidade do tubo deverá ser cortada de modo a permitir seu alojamento completo dentro da conexão. O corte deverá ser feito com ferramenta em boas condições de uso, para se obter uma superfície de corte bem acabada e garantir a perpendicularidade do plano de corte em relação ao eixo do tubo. As rebarbas internas e externas deverão ser eliminadas com

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lima ou lixa fina. As superfícies dos tubos e das conexões a serem unidas deverão ser lixadas com lixa fina e limpas com solução limpadora recomendada pelo fabricante. Ambas as superfícies deverão receber uma película fina de adesivo plástico (solda). A extremidade do tubo deverá ser introduzida até o fundo da bolsa, sendo mantido imóvel por cerca de 30 segundos para pega da solda. Deverá ser removido o excesso de adesivo e evitado que a junta sofra solicitações mecânicas por um período de 5 min;

Deverão ser evitados o encurvamento dos tubos e a execução de bolsas nas suas extremidades. Utilizar sempre as conexões específicas;

As inspeções e ensaios deverão ser efetuados para verificar a conformidade da execução da instalação predial de água fria com o respectivo projeto e se esta execução foi corretamente levada a efeito. O instalador deverá estabelecer os procedimentos necessários e suficientes para tal, consistindo em ações necessárias para verificação de atividades de execução relacionadas a aspectos críticos de desempenho da instalação, podendo se dar durante o desenvolvimento da execução como também após a sua conclusão;

As inspeções a serem executadas nas instalações de água fria poderão ser simples inspeções visuais como, também, poderão exigir a realização de medições, aplicação de cargas, pequenos ensaios de funcionamento e outros. A conformidade com o projeto e a correção das atividades de execução deverá ser verificada por inspeções, que se efetuarão durante todo o desenvolvimento da execução da instalação. Particular atenção deverá ser dada para o tipo, o material, as dimensões e o posicionamento das tubulações;

Durante a instalação das tubulações aparentes, embutidas ou recobertas, deverá ser efetuada inspeção visual, observando-se particularmente a correta execução de juntas, instalação de válvulas e registros. Atenção especial deverá ser dada ao correto posicionamento dos pontos de utilização;

Para o assentamento de tubulações em valas, a largura das mesmas deverá ser suficiente para permitir o assentamento, a montagem e o preenchimento das tubulações sob condições adequadas de trabalho. O fundo das valas deverá ser cuidadosamente preparado, de forma a criar uma superfície firme e contínua para suporte das tubulações. O leito deverá ser constituído de material granulado

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fino, livre de descontinuidades, como pontas de rochas ou outros materiais perfurantes;

Na fase da instalação das peças de utilização deverá ser verificado se as torneiras, os registros, as válvulas e os outros componentes da instalação estão em conformidade com o projeto. A resistência mecânica das fixações e o acabamento geral da instalação deverão ser particularmente observados;

As tubulações da instalação de água fria deverão ser submetidas a ensaio para verificação da estanqueidade durante o processo de montagem, quando elas ainda estiverem totalmente expostas e, portanto, sujeitas à inspeção visual e a eventuais reparos. A viabilização do ensaio nas condições citadas poderá implicar na realização do mesmo por partes, o que implicará, necessariamente, a inclusão desta atividade no planejamento geral de construção da edificação. No entanto, as verificações da estanqueidade por partes deverão ser complementadas por verificações globais, de maneira que o instalador poderá garantir ao final que a instalação predial de água fria estará totalmente estanque. Tanto no ensaio de estanqueidade executado por partes como no ensaio global, os pontos de utilização poderão contar com as respectivas peças de utilização já instaladas ou, caso isto não seja possível, poderão ser vedados com bujões ou tampões;

O ensaio de estanqueidade deverá ser realizado de modo a submeter às tubulações a uma pressão hidráulica superior àquela que se verificará durante o uso. O valor da pressão de ensaio, em cada seção da tubulação, deverá ser no mínimo 1,5 vezes o valor da pressão prevista em projeto para ocorrer nessa mesma seção em condições estáticas;

Um procedimento para execução do ensaio em determinada parte da instalação predial de água fria é apresentado a seguir:

o

As tubulações a serem ensaiadas deverão ser preenchidas com água, cuidando-se para que o ar seja expelido completamente do seu interior;

o

Um equipamento que permitirá elevar gradativamente a pressão da água deverá ser conectado às tubulações. Este equipamento deverá possuir manômetro, adequado e aferido, para leitura das pressões nas tubulações;

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o

O valor da pressão de ensaio deverá ser de 1,5 vez o valor da pressão em condições estáticas, previstas em projeto para a seção crítica, ou seja, naquela seção que estará submetida ao maior valor de pressão em condições estáticas;

o

Alcançado o valor da pressão de ensaio, as tubulações deverão ser inspecionadas visualmente, bem como deverá ser observada eventual queda de pressão no manômetro. Após um período de pressurização de 1 hora, a parte da instalação ensaiada poderá ser considerada estanque se não for detectado vazamento e não ocorrer queda de pressão. No caso de ser detectado vazamento, este deverá ser reparado e o procedimento repetido;

A pressão de ensaio em qualquer seção da tubulação deverá ser superior a 10 m.c.a (100 kPa), qualquer que seja a parte da instalação sob ensaio considerada;

O ensaio de estanqueidade nas peças de utilização deverá ser realizado após a execução da instalação predial de água fria, com a instalação totalmente cheia d’água, de forma que as peças de utilização estarão sob condições normais de uso. Todas as peças de utilização deverão estar fechadas e mantidas sob carga, durante o período de 1 hora. Os registros de fechamento deverão estar todos abertos. Deverão ser observados eventuais vazamentos nas juntas das peças de utilização e dos registros de fechamento, bem como nas ligações hidráulicas. Também deverão ser observados possíveis vazamentos nas peças de utilização, quando estas forem manobradas, a fim de se obter o escoamento próprio da condição de uso. As peças de utilização poderão ser consideradas estanques se não for detectado vazamento. No caso da detecção de vazamentos, estes deverão ser reparados e o procedimento repetido;

Não deixar exposto ao sol nenhum setor da instalação sem proteção;

O alimentador predial deverá possuir resistência mecânica adequada para suportar a pressão de projeto. Além da resistência mecânica, os componentes deverão apresentar funcionamento adequado em pressões altas, principalmente no que se refere a vibrações;

O alimentador predial deverá ser instalado a uma distância mínima horizontal de 3,00 m de qualquer fonte poluidora, respeitando o disposto na NBR 7229.

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Poderá ser instalado na mesma vala de tubulações enterradas de esgoto, desde que apresente sua geratriz inferior 0,3 m acima da geratriz superior das tubulações de esgoto. Recomenda-se que o alimentador predial enterrado seja instalado acima do nível do lençol freático;

Os reservatórios deverão ser de tal modo que seu interior possa ser facilmente inspecionado e limpo. Os reservatórios deverão ser recipientes estanques que possuam tampa ou porta de acesso opaca, firmemente presa em sua posição, com vedação eficiente. Qualquer abertura na parede do reservatório, situada no espaço compreendido entre a superfície livre da água no seu interior e a sua cobertura e que se comunique com o meio externo direta ou indiretamente (tubulação), deverá ser protegida com tela de malha fina, metálica ou de nylon;

- Na casa de bombas para recalque de água, serão utilizados comandos liga/desliga automáticos, condicionados ao nível de água nos reservatórios. Os níveis d’água máximos e mínimos serão definidos no momento da instalação, adequadamente aos reservatórios adquiridos;

O construtor deverá entregar a instalação predial de água fria em condições de uso. Para tanto, deverão ser executadas a limpeza e a desinfecção das instalações, cujo objetivo será garantir que a água distribuída pela instalação atenda ao padrão de potabilidade;

A limpeza consistirá na remoção de materiais e substâncias eventualmente remanescentes nas diversas partes da instalação predial de água fria e na subseqüente lavagem através do escoamento de água potável pela instalação. Deverão ser realizados, após a conclusão da execução, inspeção, ensaios e eventuais reparos;

A limpeza deverá obedecer ao procedimento apresentado a seguir:

o Após a remoção dos sólidos de maior porte, o interior dos reservatórios deverá ser esfregado e enxaguado com água potável da fonte de abastecimento, sendo o efluente escoado pela tubulação de limpeza. Esta operação deverá ser realizada evitando-se que as águas residuárias aí originadas entrem na rede predial de distribuição, o que poderá ser obtido mediante a manobra adequada dos registros de fechamento;

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o

Em seguida, abertos os registros que dão acesso à rede predial de distribuição, os reservatórios deverão ser cheios até os respectivos níveis operacionais, previamente ajustados. Todas as peças de utilização, até então fechadas, deverão ser abertas;

o

Esta operação de limpeza poderá ser considerada concluída quando a água efluente por todas as peças de utilização tiver aparência cristalina, quando observada a olho nu, e não apresentar resíduos sólidos de nenhum tipo, o que, eventualmente, exigirá enchimentos sucessivos dos reservatórios. Os efluentes resultantes deverão ser encaminhados para o sistema coletor de esgoto;

A desinfecção dos compartimentos do reservatório elevado será uma operação destinada a reduzir a presença de microorganismos, patogênicos ou não, a números que obedeçam ao padrão de potabilidade;

A substância ativa utilizada na desinfecção deverá ser o cloro livre, obtido, por exemplo, pela dissolução de hipoclorito de sódio na água a ser desinfetada. O efeito desejado será função da concentração de cloro livre e do tempo de contato dele com os microorganismos;

Cuidados especiais deverão ser tomados no armazenamento e manuseio das soluções concentradas usadas para a obtenção do cloro livre, recomendando-se, em particular, que o pessoal responsável pela execução tenha treinamento adequado;

Os efluentes resultantes das operações de limpeza e desinfecção poderão provocar impactos ambientais em determinadas circunstâncias. Desta forma, o órgão responsável pelo meio ambiente deverá ser notificado para que tais operações sejam efetuadas atendendo as exigências estabelecidas;

A desinfecção do reservatório superior e da rede predial de distribuição a ele ligada deverá obedecer ao procedimento apresentado a seguir:

o O reservatório deverá ser cheio com água potável da fonte de abastecimento até o respectivo nível operacional, previamente ajustado, após o que a alimentação deverá ser interrompida. Uma certa quantidade da solução utilizada para obtenção do cloro livre deverá ser misturada à água do reservatório para que se obtenha uma concentração de cloro livre

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de 50 mg/L (50 ppm), permanecendo no reservatório por 1 hora, período durante o qual todas as peças de utilização deverão permanecer fechadas;

o

As peças de utilização deverão ser abertas, obedecendo-se à ordem de proximidade ao reservatório, ou seja, as peças mais a montante da instalação deverão ser abertas antes daquelas mais a jusante, até que todas tenham sido abertas. As peças de utilização poderão ser fechadas assim que a água efluente exalar odor de cloro. O reservatório não deverá esvaziar durante essa operação. Se necessário, o reservatório deverá ser novamente cheio e o procedimento de cloração repetido com a mesma concentração estabelecida anteriormente (50 mg/L). Completada a operação, o reservatório e a tubulação deverão permanecer cheios por mais 1 hora;

o

A peça de utilização mais afastada do reservatório deverá ser aberta e a concentração de cloro medida. Se a concentração de cloro livre for menor que 30 mg/L (30 ppm) o processo de cloração deverá ser repetido até que se obtenha tal concentração;

o

O reservatório e as tubulações deverão permanecer nessa situação por cerca de 16 horas;

o

Terminado este período, todas as peças de utilização deverão ser abertas e, após o escoamento da água com cloro, o reservatório deverá ser alimentado com água potável proveniente da fonte de abastecimento. A desinfecção estará concluída quando em todas as peças de utilização se obtiver água com teor de cloro não superior àquele característico da fonte de abastecimento;

Os procedimentos de manutenção da instalação predial de água fria deverão ser fornecidos pelo construtor ao usuário;

A manutenção geral deverá observar se o funcionamento da instalação em todas as suas partes está adequado. Ela deverá ser constituída de inspeções sistemáticas por toda a instalação que, eventualmente, poderá dar origem a ações específicas de manutenção. A instalação predial de água fria deverá ser inspecionada pelo menos uma vez por ano;

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Nas inspeções ou durante os trabalhos de manutenção, deverá haver constante e cuidadosa atenção para os casos de desperdício ou uso indevido de água;

As recomendações ou instruções dos fabricantes do hidrômetro e das bombas hidráulicas, quanto à manutenção preventiva destes, deverão ser corretamente seguidas e incorporadas aos procedimentos de manutenção da instalação;

Os reservatórios deverão ser inspecionados periodicamente, para se assegurar que as tubulações de aviso e de extravasão estejam desobstruídas, que as tampas estejam posicionadas nos locais corretos e fixadas adequadamente e que não haja ocorrência de vazamentos ou sinais de deterioração provocada por vazamentos. Recomenda-se que esta inspeção seja feita pelo menos uma vez por ano.

Como uma medida de proteção sanitária, é fundamental que a limpeza e a desinfecção do reservatório de água potável sejam feitas uma vez por ano.

O processo de limpeza dos reservatórios, quando o sistema estiver em funcionamento, consistirá nos seguintes passos:

o

Com planejamento e antecedência, os usuários do prédio devem ser avisados da interrupção do abastecimento de água durante a limpeza dos reservatórios. Através da manobra de registros será fechada a saída para a edificação e o esvaziamento será feito através da tubulação de limpeza;

o

Os materiais utilizados no processo de Limpeza e Higienização dos reservatórios são: escovões e/ou vassouras de cerdas de nylon arredondadas, para não afetar a impermeabilidade, panos limpos, esponjas, baldes plásticos, pás de plástico e rodos;

o

Ao final do serviço deverá ser providenciada uma análise de potabilidade da água, através de laboratório credenciado;

A qualidade da água dos reservatórios deverá ser controlada, com o objetivo de se manter o padrão de potabilidade. Recomenda-se análise físico-químico- bacteriológica periódica, pelo menos duas vezes ao ano, de amostras de água distribuída pela instalação;

Qualquer suporte de fixação das tubulações deverá estar sempre em bom estado. Os espaços previstos para dilatação ou contração das tubulações deverão ser verificados pelo menos uma vez por ano;

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Os espaços do castelo utilizados na instalação das tubulações deverão ser mantidos acessíveis, limpos de materiais estranhos e livres de insetos, ratos e outros animais. Pelo menos duas inspeções anuais deverão ser feitas, para detectar sinais ou presença de insetos, ratos e outros animais, para determinar possíveis medidas de desinfestação;

Durante as inspeções, as juntas com vazamento deverão ser refeitas e, onde necessário, as tubulações deverão ser substituídas de modo a eliminar o vazamento. No caso da substituição de segmentos de tubulação, a compatibilidade com a existente deverá ser verificada;

Qualquer sinal de mau funcionamento nas torneiras da instalação (torneiras convencionais, torneiras elétricas e torneiras de bóia) e nos registros de utilização deverá gerar ação corretiva necessária, tais como: aperto em partes móveis, troca de vedantes ou troca da própria torneira e/ou registro. A capacidade de autobloqueamento das torneiras deverá ser verificada a intervalos regulares e, quando necessário, os reparos deverão ser feitos. No caso das torneiras de uso pouco freqüente, a verificação deverá ser feita em intervalos de pelo menos um ano;

Os registros de fechamento deverão ser operados no mínimo uma vez por ano, para assegurar o livre movimento de suas partes móveis. Os vazamentos observados no obturador destes registros poderão ser tolerados caso sejam de baixa vazão (cerca de 0,01 mL/s), caso contrário, ou se acorrerem nas vedações do castelo com o corpo ou com a haste, deverão ser reparados imediatamente;

O mau funcionamento das válvulas de descarga (vazão insuficiente, vazão excessiva, tempo de fechamento muito curto ou muito longo, “disparo” da válvula, vazamento contínuo pela saída ou pelo botão de acionamento) deverá ser corrigido por regulagens ou por troca do “reparo” (mola e vedações internas);

As tubulações de extravasão e limpeza também devem ser de PVC classe 15 soldável. Os trechos horizontais devem ter pequena declividade para desempenho eficiente de sua função e o completo escoamento da água do seu interior;

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A superfície do fundo do reservatório deve ter uma ligeira declividade no sentido da entrada da tubulação de limpeza, de modo a facilitar o escoamento da água e a remoção de detritos remanescentes. Na tubulação de limpeza, em posição de fácil acesso e operação, há um registro de fechamento. A descarga da água da tubulação de limpeza deve se dar em local que não provoque transtornos

às atividades dos usuários;

Os extravasores foram projetados para descarregar imediatamente quando a água alcançar o nível de extravasão nos reservatórios. A água será totalmente descarregada em local facilmente observável, junto à base do castelo d’água.

4.5 Instalações de Águas Pluviais

4.5.1 Memória Descritiva e Justificativa

De acordo com o projeto de arquitetura, a cobertura é de telha colonial, com inclinação de 35%. Os blocos das Creches e Multiuso possuem cobertura dividida em duas águas, enquanto os blocos de Serviços e Administração têm cobertura composta por quatro águas.

A captação das águas pluviais se deu basicamente de duas formas. A primeira,

quando as águas da cobertura caem em direção ao pátio central, consistiu na captação das águas pluviais escoadas através de calhas na cobertura. Estas são compostas pela laje das próprias estruturas dos blocos e paredes em concreto nas laterais das calhas. As descidas foram feitas através de condutores verticais aparentes ou embutidos em alvenaria, dependendo do bloco, a critério da arquitetura. Os condutores verticais são conectados, através de curvas 87°30’, à calha de piso do pátio. A calha de piso, por sua vez, recebe ainda a contribuição da água de lavagem de piso do pátio e refeitório e as

águas pluviais da cobertura da passarela, no caso do projeto tipo B. A partir da calha de piso, um condutor horizontal encaminha as águas pluviais para a rede externa aos blocos.

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A segunda forma de captação das águas pluviais, quando as águas das coberturas caem em direção aos solários e demais áreas externas aos blocos, não possui calha de captação. Nesse caso, a queda da água é livre, seja sobre a pavimentação dos solários, seja sobre a área gramada.

Alguns pontos do projeto foram exceção a esse conceito. No bloco de Serviços foi prevista uma calha de piso com grelha sob a queda de águas pluviais da cobertura.

Ainda no bloco de serviços, sob a queda d’água dos rincões da cobertura, foi previsto,

de

um lado, um condutor vertical que encaminha as águas a uma caixa de inspeção, e,

do

outro lado, uma caixa de brita que coleta a água em queda livre. A última exceção se

no bloco de Administração, em função da fachada principal da creche. Nesse caso, a

arquitetura previu calhas de cobertura, cujos condutores verticais se encontram embutidos no pórtico de entrada da creche.

As águas de escoamento superficial são coletadas por caixas de ralo, distribuídas pelo terreno conforme indicação na planta baixa deste projeto. Dessas caixas saem condutores horizontais que as interligam com as caixas de inspeção.

O projeto de drenagem de águas pluviais tem como base o projeto de arquitetura e

compreende:

Calha de beiral em PVC – para a coleta das águas pluviais provenientes de parte da cobertura do pátio.

Calha de cobertura em concreto – para a coleta das águas pluviais provenientes de parte interna da cobertura dos blocos e pátio.

Condutores verticais (AP) – para escoamento das águas das calhas de cobertura até as caixas de inspeção situadas no terreno.

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Ralos hemisféricos (RH) – ralo tipo abacaxi nas junções entre calhas e condutores verticais para impedir a passagem de detritos para a rede de águas pluviais.

Caixa de ralo (CR) – caixa coletora para drenagem de águas superficiais. Trata- se de uma caixa em alvenaria de tijolos maciços e fundo em concreto com grelha de ferro fundido 40x40 cm.

Caixa de inspeção (CI) – para inspeção da rede. Deverá ter dimensões de 60x60 cm, profundidade conforme indicado em projeto, com tampa de ferro fundido 60x60 cm tipo leve, removível.

Poço de visita (PV) – para inspeção da rede. Deverá ter dimensões de 110x110 cm, profundidade conforme indicado em projeto, acesso com diâmetro de 60 cm, com tampa de ferro fundido de 60 cm tipo pesado, articulada.

Ramais horizontais – tubulações que interligam as caixas de inspeção e poços de visita, escoando águas provenientes dos condutores verticais e águas superficiais provenientes das áreas gramadas.

4.5.2 Fontes de Consulta

Para elaboração deste projeto foram consultadas as seguintes referências:

Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de Edifícios Públicos Federais – Secretaria de Estado da Administração e do Patrimônio – SEAP;

Modelo CEPLAN – UnB – Padronização de Pranchas de Desenho;

ABNT-NBR 10.844/1989 – Instalações prediais de águas pluviais;

Manual de Instalações Hidráulicas e Sanitárias – Archibald Joseph Macintyre – 1ª edição – Editora Guanabara – Rio de Janeiro, RJ – 1990;

Instalações Prediais e Industriais – Archibald Joseph Macintyre – 3ª edição – Livros Técnicos e Científicos – Editora S.A., Rio de Janeiro, RJ 1995;

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Instalações Hidráulicas e Sanitárias – Hélio Creder – 5ª edição – Livros Técnicos e Científicos – Editora S.A., Rio de Janeiro, RJ 1995;

Instalações Hidráulicas e Sanitárias Feitas Para Durar – Usando Tubos de PVC – Manuel Henrique Campos Botelho e Geraldo de Andrade Ribeiro Jr. – 1ª edição – São Paulo Proeditores, 1998;

Instalações Prediais Hidráulico-Sanitárias – Vanderley de Oliveira Neto e Jose M de Azevedo Neto – 5ª edição – Editora Edgard Bücher Ltda – São Paulo, 2004;

Conservação e Reúso de água em Edificações – 2a Edição – Agência Nacional de Águas - ANA

Manual Técnico de Instalações Hidráulicas e Sanitárias – TIGRE Tubos e Conexões – Divisão de Produto – Departamento de Assistência Técnica – Editora PINI, São Paulo, 1987;

Catálogo – Soluções AMANCO – Tubosistemas Linha Predial e Tubosistemas para Infra-estrutura;

4.5.3

Diretrizes

A execução dos serviços de instalação de águas pluviais deverá atender às seguintes Instruções, Normas e Práticas Complementares:

Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de Edifícios Públicos Federais Secretaria de Estado da Administração e do Patrimônio – SEAP;

Modelo CEPLAN – UnB – Padronização de Pranchas de Desenho.

Normas da ABNT e do INMETRO;

NBR 10844 – Instalações prediais de águas pluviais;

Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais, Estaduais e do Distrito Federal, inclusive normas de concessionárias dos serviços públicos;

Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREA – CONFEA;

Instruções e Normas dos fabricantes relativas à aplicação dos materiais.

4.5.4

NORMAS DE SERVIÇOS

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Todas as calhas de cobertura deverão ter declividade mínima de 0,5% em direção à saída do condutor vertical;

Todas as calhas de piso deverão ter declividade mínima de 0,5% em direção a sua saída;

Os condutores horizontais que interligam caixas de inspeção e poços de visita deverão ter declividade mínima de 0,5%;

As tubulações de águas pluviais serão instaladas de forma a não ficarem solidárias à estrutura de concreto armado da edificação; no caso da necessidade de travessias de vigas ou lajes, deverão ser previstas aberturas nas formas antes da concretagem. Neste caso o calculista deverá ser previamente consultado;

Os condutores verticais e os ramais horizontais serão em PVC com junta elástica, série reforçada, para diâmetros até 150mm e tipo Vinilfort ou equivalente com junta elástica integrada (JEI) para diâmetros maiores que

150mm;

As tubulações que passam embaixo da área de estacionamento serão em PVC tipo Vinilfort ou equivalente com junta elástica integrada (JEI), qualquer que seja seu diâmetro.

A ligação dos condutores verticais às caixas de inspeção (CI) deverá ser com curva de PVC de 87°30’ série reforçada, com junta elástica;

Deverão ser instalados tês de inspeção de PVC na transição de vertical para horizontal (pés de coluna) de todos os condutores verticais, antes da curva de 87º30; no pavimento térreo;

Deverão ser instalados ralos hemisféricos (RH) formato abacaxi de ferro fundido em todas as junções das calhas de cobertura com os condutores verticais;

O recobrimento mínimo dos tubos de PVC enterrados será de 30 cm em áreas não sujeitas a tráfego de veículos, 60 cm para áreas sujeitas a tráfego de veículos leves e de 90 cm em áreas de tráfego pesado;

Os tampões dos poços de visita (PV) serão de ferro fundido tipo pesado;

Os tampões das caixas de inspeção (CI) serão de ferro fundido tipo leve;

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As áreas externas pavimentadas e as áreas de estacionamento deverão ter declividade mínima de 0,5% em direção aos pontos de coleta de águas pluviais;

Os condutores verticais aparentes deverão ser pintados na cor marrom, não devendo se utilizar tinta à base de solvente.

4.6 Instalações de Esgotos Sanitários

4.6.1 Memória Descritiva e Justificativa

Trata-se de projeto de um Sistema de Esgotos Sanitários para as creches do projeto Pró-Infância, do FNDE/MEC a serem construídas em diversos municípios brasileiros. A instalação predial de esgotos sanitários foi projetada segundo o Sistema DUAL, ou seja, instalações de esgotos primário e secundário separadas por um desconector, conforme prescrições da NBR 8160/99 – Sistemas Prediais de Esgoto Sanitário – Projeto e execução.

Todas as caixas de inspeção foram localizadas no térreo, em área externa aos blocos, e fora das projeções de solários e pátios.

O sistema predial de esgotos sanitários da edificação compreende um conjunto de aparelhos, tubulações, acessórios e desconectores, destinados a coletar e transportar os esgotos sanitários, garantindo o encaminhamento dos gases para a atmosfera e evitando a fuga dos mesmos para os ambientes sanitários.

Esse sistema é dividido em dois subsistemas:

Subsistema de coleta e transporte;

Subsistema de ventilação.

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4.6.1.1 Subsistema de Coleta e Transporte

Conjunto de aparelhos sanitários, tubulações, acessórios e desconectores destinados a captar o esgoto sanitário e conduzi-lo a um destino adequado. Esse subsistema foi projetado de forma que as tubulações não passem por estruturas de concreto (vigas baldrame), e sim desviem por baixo das mesmas.

São partes componentes desse subsistema:

Aparelhos

Bacias sanitárias;

Lavatórios;

Banheiras e chuveiros;

Torneiras de lavagem;

Pias;

Bebedouros;

Tanques e máquinas de lavar roupas.

Tubulações

Ramais de descarga: tubulações que recebem os efluentes diretamente dos aparelhos

Ramais de esgoto: tubulações que recebem os efluentes dos ramais de descarga;

Subcoletores: tubulações que interligam as caixas de inspeção;

Coletor predial: tubulação final que recebe efluentes dos subcoletores e encaminha-os à rede pública.

Acessórios e desconectores

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Caixas sifonadas (CS) - recipientes dotados de desconector, com grelha na parte superior e destinados a coletar água de lavagem de piso e efluentes dos ramais de descarga;

Caixas sifonadas com tampa cega hermética (CSH) - recipientes dotados de desconector, sem grelha na parte superior;

Caixas de gordura - destinadas a coletar efluente das pias;

Caixas de inspeção - destinadas a receber os ramais de esgoto, interligar os subcoletores até o coletor predial, reunir tubulações e permitir inspeção, limpeza e desobstrução da rede.

Caixas sifonadas com dispositivo anti-espuma - destinadas a coletar efluentes de tanques e máquinas de lavar roupas;