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Arquivo de Atualização

SÚMULAS DO STJ (nº 472 a nº 478)

Observação: devido ao grande número de novas súmulas publicadas pelo Superior Tribunal de Justiça, brevemente serão postados mais dois arquivos de atualização, compreendendo comentários e precedentes referenciados dos demais enunciados (de nºs 479 a 498).

Capítulo DIREITO PROCESSUAL CIVIL 4. EXECUÇÃO 4.5. Outros

Súmula nº 478 Na execução de crédito relativo a cotas condominiais, este tem preferência sobre o hipotecário.

Súmula aplicável. ● 2ª Seção, DJe 19.6.2012. ● Precedentes: AgRg no AgRg no Ag 1115989, DJe 8.2.2010. AgRg no REsp 1039117, DJe 24.8.2009. AgRg no Ag 1085775, DJe 29.5.2009. AgRg no REsp 856350, DJe 12.5.2009. AgRg no REsp 698105, DJe 28.10.2008. AgRg no Ag 894188, DJe 14.4.2008. AgRg no REsp 773285, DJ 14.12.2007. REsp 540025, DJ 30.6.2006. AgRg no Ag 680183, DJ 10.10.2005. REsp 577547, DJ 25.10.2004. REsp 208896, DJ 19.12.2002.

As quotas de condomínio são fixadas pela assembleia condominial para custear as despesas de conservação do imóvel, sendo indispensáveis à integridade do bem, inevitavelmente depreciado se perder parte do seu valor, prejudicando a própria garantia real da hipoteca firmada. Além do mais, o crédito condominial constitui-se em obrigação propter rem, com base na utilização do próprio imóvel ou para evitar-lhe o perecimento. O crédito condominial visa à proteção da coisa comum e da unidade individual integrante do condomínio. Para o Tribunal, isso justifica a preferência deferida ao crédito das cotas condominiais em detrimento do crédito hipotecário.

Quando levado o imóvel à praça em execução, o respectivo edital deve arrolar, entre os encargos do arrematante, o valor devido a esse título, sob pena de comprometer o procedimento. A responsabilidade pelo pagamento de débitos condominiais e tributários existentes sobre imóvel arrematado, mas que não foram mencionados no edital de praça, não pode, entretanto, ser atribuída ao arrematante. Nesse caso, pode ser feita a reserva de parte do produto da arrematação para a quitação do mesmo em preferência ao crédito hipotecário.

O crédito condominial tem preferência sobre o crédito hipotecário por constituir obrigação propter rem, constituído em função da utilização do próprio imóvel ou para evitar-lhe o perecimento. (AgRg no REsp 1039117, Rel. Min. Aldir Passarinho Jr., 4ª T., DJe 24.8.2009)

◙ As dívidas referentes a condomínio têm precedência sobre os créditos hipotecários. (AgRg no REsp 856350, Rel.

Min. Paulo Furtado, 3ª T., DJe 12.5.2009)

◙ O crédito oriundo de despesas condominiais em atraso, constitui obrigação “proter reme, por isso, prefere ao

crédito hipotecário no produto de eventual arrematação. (AgRg no REsp 698105, Rel. Min. Sidnei Beneti, 3ª T. DJe

28.10.2008)

◙ O crédito condominial, porque visa à proteção da coisa, prefere ao crédito hipotecário. (AgRg no REsp 773285,

Rel. Min. Gomes de Barros, 3ª T., DJ 14.12.2007)

◙ Por se tratar de obrigação “proter rem, o crédito oriundo de despesas condominiais em atraso prefere ao crédito

hipotecário no produto de eventual arrematação. A responsabilidade pelo pagamento de débitos condominiais e tributários existentes sobre imóvel arrematado, mas que não foram mencionados no edital de praça, não pode ser atribuída ao arrematante. Se débito condominial não foi mencionado no edital de praça pode ser feita a reserva de parte do produto da arrematação para a quitação do mesmo. (REsp 540025, Rel. Min. Nancy Andrighi, 3ª T. DJ

30.6.2006)

◙ As quotas de condomínio dizem respeito à conservação do imóvel, sendo indispensáveis à integridade do próprio

crédito hipotecário, inevitavelmente depreciado se a garantia perder parte do seu valor; pagamento preferencial, nesse contexto, das quotas de condomínio. (REsp 208896, Rel. Min. Ari Pargendler, 3ª T., DJ 19.12.2002)

Capítulo

DIREITO DO CONSUMIDOR

1. INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

Súmula nº 477 A decadência do art. 26 do CDC não é aplicável à prestação de contas para obter esclarecimentos sobre cobrança de taxas, tarifas e encargos bancários.

Súmula aplicável. ● 2ª Seção, DJe 19.6.2012. ● Referência legislativa: CDC, art. 26. CPC, art. 543-C. ● Precedentes: REsp 1094270, DJe 19.12.2008. AgRg no REsp 1064246, DJe 23.3.2009. AgRg no REsp 1021221, DJe 12.8.2010. REsp 1117614, DJe 10.10.2011. AgRg no REsp 1111745, DJe 13.10.2011. AgRg no REsp 1064135, DJe 26.3.2012.

Por conta da sua Súmula 297, o STJ reconhecera a plena aplicabilidade do CDC aos contratos firmados entre os clientes (consumidores) e as instituições financeiras. Diante disso, as instituições pretenderam a aplicação do prazo decadencial previsto no art. 26 do CDC às ações de prestações de contas impetradas por seus clientes sobre a cobrança de taxas, tarifas e encargos bancários, com a consequente declaração de decadência.

Para o Tribunal, a decadência prevista no art. 26 do CDC é destinada aos casos de vícios aparentes ou de fácil constatação e vícios ocultos, o que não se amolda à situação antes descrita. Independentemente do fornecimento de extratos bancários e da prova de prévio pedido de esclarecimento, se há dúvida quanto à correção dos valores lançados na conta, há interesse processual na ação de prestação de contas por parte do cliente, com o fim de buscar informações acerca dos lançamentos realizados unilateralmente pela instituição financeira em sua conta e verificar a correção dos valores lançados, tornando possível revisar bem como questionar os lançamentos efetuados em sua conta-corrente.

◙ Na hipótese de vício, os prazos são decadenciais, nos termos do art. 26 do CDC, sendo de 30 (trinta) dias para

produto ou serviço não durável e de 90 (noventa) dias para produto ou serviço durável. Já a pretensão à reparação pelos defeitos vem regulada no art. 27 do CDC, prescrevendo em 5 (cinco) anos. O pedido para repetição de taxas e tarifas bancárias pagas indevidamente, por serviço não prestado, não se equipara às hipóteses estabelecidas nos arts. 20 e 26, CDC. Repetir o pagamento indevido não equivale a exigir reexecução do serviço, à redibição e tampouco ao abatimento do preço, pois não se trata de má-prestação do serviço, mas de manifesto enriquecimento sem causa, porque o banco cobra por serviço que jamais prestou. Os precedentes desta Corte impedem que a instituição

financeira exija valores indevidos, mesmo que tais quantias não tenham sido reclamadas pelos consumidores nos prazos decadenciais do art. 26, CDC. Diante deste entendimento, de forma análoga, não se pode impedir a repetição do indébito reclamada pelo consumidor. (REsp 1094270, Rel. Min. Nancy Andrighi, 3ª T., DJe 19.12.2008)

◙ O artigo 26, inciso II, do Código de Defesa do Consumidor, não se aplica às ações que versam sobre a decadência/prescrição do direito do correntista de revisar ou questionar os lançamentos efetuados em sua conta corrente. Isso porque o dispositivo em comento refere-se à decadência do direito de reclamar pelos vícios aparentes, ou de fácil constatação, e vícios ocultos, o que não se amolda à hipótese em tela. (AgRg no REsp 1064246, Rel. Min. Sidnei Beneti, 3ª T., DJe 23.3.2009)

◙ O art. 26 do Código de Defesa do Consumidor destina-se a vícios aparentes ou de fácil constatação e vícios ocultos,

regulando a decadência, não tendo aplicação em ação de prestação de contas onde o autor, ora recorrente, busca revisar ou questionar os lançamentos efetuados em sua conta corrente. Independentemente do fornecimento de extratos bancários e da prova de prévio pedido de esclarecimento, se há dúvida quanto à correção dos valores lançados na conta, há interesse processual na ação de prestação de contas. (AgRg no REsp 1021221, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, 4ª T., DJe 12.8.2010)

◙ O art. 26 do CDC dispõe sobre o prazo decadencial para a reclamação por vícios em produtos ou serviços prestados

ao consumidor, não sendo aplicável à ação de prestação de contas ajuizada pelo correntista com o escopo de obter esclarecimentos acerca da cobrança de taxas, tarifas e/ou encargos bancários. (REsp 1117614, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, 2ª S., DJe 10.10.2011)

CDC. Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: I trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis; II noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis. § 1º Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços. § 2º Obstam a decadência: I a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente, que deve ser transmitida de forma inequívoca; II (vetado); III a instauração de inquérito civil, até seu encerramento. § 3º Tratando-se de vício oculto, o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito.

Capítulo

DIREITO EMPRESARIAL

Súmula nº 476 O endossatário de título de crédito por endosso-mandato só responde por danos decorrentes de protesto indevido se extrapolar os poderes de mandatário.

Súmula aplicável. ● 2ª Seção, DJe 19.6.2012. ● Referência legislativa: CC, arts. 186, 662 e 917. CPC, art. 543-C. Lei 7.357/85, art. 26. Dec. 57.663/66, art. 18. ● Precedentes: AgRg no Ag 1320416, DJe 1.2.2011. AgRg no Ag 1161507, DJe 21.3.2011. AgRg nos EDcl no REsp 928779, DJe 30.3.2011. AgRg no REsp 1157334, DJe 11.5.2011. AgRg no Ag 1127336, DJe 13.5.2011. REsp 1063474, DJe 17.11.2011. AgRg no Ag 1415047, DJe 12.4.2012. AgRg nos EDcl no REsp 1236024, DJe 15.5.2012.

Vide comentários à Súmula 475.

Diferentemente do endosso-translativo, o endosso-mandato não transfere a titularidade do direito creditório existente. Neste caso, a instituição financeira (endossatário), devidamente autorizada por endosso firmado pelo credor original (endossante), atua na defesa dos seus interesses (por conta e ordem do endossante). É também denominado como endosso impróprio, por transferir apenas o exercício dos atos necessários ao recebimento dos valores consignados no título e está previsto no art. 18 da Lei Uniforme de Genebra relativa a nota promissória e letra de câmbio, bem como no art. 26 da Lei do Cheque (Lei nº 7.357/85) e art. 917 do CC/2002.

Como a instituição financeira age em nome de outrem, mas não em nome próprio na cobrança da cártula, a sua responsabilidade deverá decorrer não de sua condição de endossatário, mas da posição de mandatário do credor primitivo ou de ato culposo próprio.

São hipóteses de circunstâncias de responsabilidade da instituição financeira por protesto indevido:

a conduta que extrapola os poderes transferidos pelo endosso-mandato ou conduta culposa praticada com negligência (por exemplo, apontamento de título para protesto, mesmo depois de comunicação do endossante da ocorrência de pagamento).

O endossatário-mandatário que não excede os poderes que lhe foram outorgados pelo mandante não tem

responsabilidade por danos decorrentes de título levado indevidamente a protesto, sendo, portanto, parte ilegítima da

ação movida pelo sacado. (AgRg no Ag 1320416, Rel. Min. João O. Noronha, 4ª T., DJe 1.2.2011)

1. A jurisprudência desta c. Corte entende que, em regra, a instituição financeira que recebe título de crédito por

endosso-mandato não é responsável pelos efeitos de eventual protesto indevido, exceto se exceder os poderes do mandato, agir de modo negligente ou, caso alertada sobre falha do título, levá-lo a protesto. 2. Na hipótese, o tribunal de segundo grau, com base nas provas carreadas aos autos, exaltou a existência de circunstâncias que levariam à

responsabilização do banco, consignando que o recorrente, antes da realização do protesto, já sabia da possível existência de irregularidades no título, a configurar negligência de sua parte, uma vez que fora alertado, pela devedora, que a origem do débito cobrado era desconhecida. Assim, não há como esta Corte reverter tal julgamento,

tendo em vista a imprescindibilidade do revolvimento do material fático-probatório dos autos, a atrair a incidência da

Súmula 7 desta eg. Corte. [

O banco que recebe título de crédito para cobrança somente responde pelo protesto indevido quando agir com

excesso de poderes ou culpa. (AgRg nos EDcl no REsp 928779, Rel. Min. Sidnei Beneti, 3ª T., DJe 30.3.2011)

No endosso-mandato, somente responde o banco endossatário pelo protesto indevido de duplicata quando

comprovada sua negligência por ato próprio. Não lhe é exigível averiguar previamente a causa da duplicata. (AgRg no REsp 1157334, Rel. Min. Nancy Andrighi, 3ª T., DJe 11.5.2011)

Encontra-se pacificado nesta Corte Superior o entendimento no sentido de que a instituição financeira que recebe o

título por endosso-mandato e não age de forma temerária, ou com desídia, é parte ilegítima para figurar como réu na

ação cautelar de sustação de protesto, cumulada com danos morais. (AgRg no Ag 1127336, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, 4ª T., DJe 13.5.2011)

Para efeito do art. 543-C do CPC: Só responde por danos materiais e morais o endossatário que recebe título de

crédito por endosso-mandato e o leva a protesto se extrapola os poderes de mandatário ou em razão de ato culposo próprio, como no caso de apontamento depois da ciência acerca do pagamento anterior ou da falta de higidez da cártula. (REsp 1063474, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, 2ª S., DJe 17.11.2011)

].

(AgRg no Ag 1161507/RS, Rel. Min. Raul Araújo, 4ª T., DJe 21.3.2011)

CC. Art. 917. A cláusula constitutiva de mandato, lançada no endosso, confere ao endossatário o exercício dos direitos inerentes

ao título, salvo restrição expressamente estatuída. § 1º O endossatário de endosso-mandato só pode endossar novamente o título na qualidade de procurador, com os mesmos poderes que recebeu. § 2º Com a morte ou a superveniente incapacidade do endossante, não perde eficácia o endosso-mandato. § 3º Pode o devedor opor ao endossatário de endosso-mandato somente as exceções que tiver contra o endossante.

Lei nº 7.357/85. Art. 26 Quando o endosso contiver a cláusula ‘’valor em cobrança’’, ‘’para cobrança’’, ‘’por procuração’’, ou

qualquer outra que implique apenas mandato, o portador pode exercer todos os direitos resultantes do cheque, mas só pode lançar no

cheque endosso-mandato. Neste caso, os obrigados somente podem invocar contra o portador as exceções oponíveis ao endossante. Parágrafo único. O mandato contido no endosso não se extingue por morte do endossante ou por superveniência de sua incapacidade.

Dec. nº 57.663/66. Art. 18. Quando o endosso contém a menção valor a cobrar(valeur en recouvrement), para cobrança

(pour encaissement), por procuração(par procuration), ou qualquer outra menção que implique um simples mandato, o portador pode exercer todos os direitos emergentes da letra, mas só pode endossá-la na qualidade de procurador. Os coobrigados, neste caso, só podem invocar contra o portador as exceções que eram oponíveis ao endossante. O mandato que resulta de um endosso por procuração não se extingue por morte ou sobrevinda incapacidade legal do mandatário.

Súmula nº 475 Responde pelos danos decorrentes de protesto indevido o endossatário que recebe por endosso translativo título de crédito contendo vício formal extrínseco ou intrínseco, ficando ressalvado seu direito de regresso contra os endossantes e avalistas.

Súmula aplicável. ● 2ª Seção, DJe 19.6.2012. Referência legislativa: CPC, art. 543-C. Lei 5.474/68, arts. 13, § 4º, 14 e 25. Precedentes: AgRg no Ag 1211212, DJe 4.3.2011. AgRg no Ag 1359341, DJe 30.3.2011. AgRg no Ag 1074950, DJe 20.6.2011. AgRg no Ag 415005, DJe 12.8.2011. REsp 1213256, DJe 14.11.2011. AgRg no Ag 1345770, DJe 7.3.2012. AgRg no AREsp 140530, DJe

27.4.2012.

Há endosso translativo de um título de crédito, quando o seu credor (endossante) transfere a integralidade dos direitos de crédito para um terceiro (endossatário), que substituirá o credor originário. Nessa modalidade de endosso, as ações do novo credor para a cobrança dos direitos de crédito são exclusivamente de sua responsabilidade, afastada a participação do endossante, que não possui mais qualquer legitimidade para cobrar do devedor original. Ressalte-se, todavia, que resta plenamente assegurada a possibilidade de o endossante agir regressivamente em face do endossatário em razão da existência do crédito ou da insolvência do devedor.

No caso analisado pelo STJ, a instituição financeira alega boa-fé para ser excluída da responsabilidade de indenizar os danos do sacado decorrentes de protesto promovido pela instituição para garantia de seu direito creditório, tendo em vista que o título fora emitido com vício formal extrínseco ou intrínseco. Alega ainda que o seu exercício de seu direito de regresso depende da efetivação do protesto do título, logo sua ação corresponderia ao exercício regular de um direito.

Para o Tribunal, alertada ou não pelo endossante para não efetivar o protesto, a instituição (endossatário) responderá integralmente pelos danos causados por sua ação. Isso é um risco inerente e normal ao seu negócio de adquirir títulos de crédito, diretamente vinculado à sua atividade empresarial. Se a instituição financeira levou a protesto um título de crédito recebido com vícios, sem as devidas cautelas, deve ser imposto a ela a responsabilidade pelos danos advindos ao sacado, por exemplo: os ônus sucumbenciais.

◙ A instituição financeira que recebe o título por endosso-translativo é parte legítima para ação de indenização por

protesto indevido, mesmo que o tenha procedido para garantir o direito de regresso. (AgRg no AREsp 140530, Rel. Min. Felipe Salomão, 4ª T., DJe 27.4.2012)

◙ A instituição financeira endossatária de duplicata sem causa responde perante o sacado no caso de protesto

indevido nas hipóteses de endosso-translativo, possuindo legitimidade passiva para a ação de anulação do título e cancelamento do protesto. (AgRg no Ag 1345770, Rel. Min. Tarso Sanseverino, 3ª T., DJe 7.3.2012)

◙ Para efeito do art. 543-C do CPC: O endossatário que recebe, por endosso translativo, título de crédito contendo

vício formal, sendo inexistente a causa para conferir lastro a emissão de duplicata, responde pelos danos causados diante de protesto indevido, ressalvado seu direito de regresso contra os endossantes e avalistas. (REsp 1213256, Rel. Min. Felipe Salomão, 2ª S., DJe 14.11.2011)

◙ Consoante entendimento da Corte, o Banco que recebe duplicata mediante endosso-translativo, e, mesmo alertado

para não efetivar protesto, assim o faz, responde pelos danos decorrentes do protesto indevido. (AgRg no Ag

1359341, Rel. Min. Sidnei Beneti, 3ª T., DJe 30.3.2011)

◙ A instituição financeira que recebe duplicata de origem irregular mediante endosso translativo responde pelos

danos decorrentes do protesto indevido. (AgRg no Ag 1211212, Rel. Min. Otávio de Noronha, 4ª T., DJe 4.3.2011)

Capítulo DIREITO DE TRÂNSITO 2. SEGURO OBRIGATÓRIO

Súmula nº 474 A indenização do seguro DPVAT, em caso de invalidez parcial do beneficiário, será paga de forma proporcional ao grau da invalidez.

Súmula aplicável. ● 2ª Seção, DJe 19.6.2012. ● Referência legislativa: Lei 6.194/74, arts. 3º e 5º, § 5º. Lei 8.441/92. Lei 11.945/09, arts. 30, 31 e 32. ● Precedentes: REsp 1119614, DJe 31.8.2009. AgRg no Ag 1320972, DJe 24.9.2010. AgRg no Ag 1341965, DJe 10.11.2010. REsp 1101572, DJe 25.11.2010. AgRg no REsp 1298551, DJe 6.3.2012. AgRg no Ag 1331490, DJe 7.3.2012. AgRg no AREsp 134916, DJe 11.5.2012. AgRg no AREsp 148287, DJe 25.5.2012.

O seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) enseja cobertura aos acidentes causados por veículos automotores, em circulação por vias terrestres, nos termos da Lei nº 6.194/74.

Para o STJ, a indenização do DPVAT deve ser deferida de modo proporcional à quantificação das lesões físicas ou psíquicas permanentes definidas pelo laudo complementar pelo instituto médico legal, de acordo com o art. 5º, § 5º, da Lei nº 6.194/74. Seria ilógico avaliar as lesões e percentuais da tabela do DPVAT, se o seguro sempre devesse ser pago pelo seu valor máximo (integral), sem qualquer

correspondência à extensão da lesão e do grau de invalidez. Além do mais, como consta no art. 3º, b, da Lei (redação original) ou no seu art. 3º, II (com a redação dada pela Lei nº 11.482/2007), a indenização para a invalidez permanente será de até 40 (quarenta) vezes o valor do maior salário-mínimo vigente no Paísou até R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais), respectivamente, ou seja, a Lei sempre fixou valor máximo e não um valor fixo ou único.

◙ 1. Esta Corte já consolidou o entendimento de que, em caso de invalidez parcial, o pagamento do seguro DPVAT

deve, por igual, observar a respectiva proporcionalidade. 2. A extensão da lesão e o grau de invalidez devem ser determinados pelo Tribunal local. (AgRg no AREsp 148287, Rel. Min. Villas Bôas Cueva, 3ª T., DJe 25.5.2012)

◙ Em situações de invalidez parcial, é correta a utilização de tabela para redução proporcional da indenização a ser

paga por seguro DPVAT. Interpretação do art. 3º, b, da Lei 6.194/74. (AgRg no REsp 1298551, Rel. Min. Felipe Salomão, 4ª T., DJe 6.3.2012)

◙ É válida a utilização de tabela para redução proporcional da indenização a ser paga por seguro DPVAT, em

situações de invalidez parcial. (REsp 1101572, Rel. Min. Nancy Andrighi, 3ª T., DJe 25.11.2010)

► Lei nº 6.194/1974. Art. 3º Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no artigo 2º compreendem as indenizações por morte, invalidez permanente e despesas de assistência médica e suplementares, nos valores que se seguem por pessoa vitimada: a) 40 (quarenta) vezes o valor do maior salário mínimo vigente no País no caso de morte; b) até 40 (quarenta) vezes o valor do maior salário mínimo vigente no País no caso de invalidez permanente; c) até 8 (oito) vezes o valor do maior salário mínimo vigente no País como reembolso à vítima no caso de e despesas de assistência médica e suplementares devidamente comprovadas. (redação original)

Lei nº 6.194/1974. Art. 3º Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no art. 2o desta Lei compreendem as indenizações por morte, por invalidez permanente, total ou parcial, e por despesas de assistência médica e suplementares, nos valores e conforme as regras que se seguem, por pessoa vitimada: a) (revogada); b) (revogada); c) (revogada); I R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) no caso de morte; II até R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) no caso de invalidez

permanente; e III até R$ 2.700,00 (dois mil e setecentos reais) como reembolso à vítima no caso de despesas de assistência

§ 5º O instituto médico legal da jurisdição do acidente também quantificará

médica e suplementares devidamente comprovadas. [

as lesões físicas ou psíquicas permanentes para fins de seguro previsto nesta lei, em laudo complementar, no prazo médio de noventa dias do evento, de acordo com os percentuais da tabela das condições gerais de seguro de acidente suplementada, nas restrições e omissões desta, pela tabela de acidentes do trabalho e da classificação internacional das doenças.

]

Capítulo SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO 5. SEGUROS

Súmula nº 473 O mutuário do SFH não pode ser compelido a contratar o seguro habitacional obrigatório com a instituição financeira mutuante ou com a seguradora por ela indicada.

Súmula aplicável. ● 2ª Seção, DJe 19.6.2012. ● Referência legislativa: CPC, art. 543-C. CDC, art. 39, I. Lei 11.977/09. DL 2.406/88, art. 2º, I. MP 478/09, art. 1º. Precedentes: AgRg no REsp 876837, DJ 14.12.2007. REsp 804202, DJe 3.9.2008. AgRg no REsp 1030019, DJe 14.12.2009. REsp 969129, DJe 15.12.2009.

Instituído pela Lei nº 4.380/1964, o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) foi concebido para facilitar e promover a construção e a aquisição da casa própria ou moradia, especialmente pelas classes de menor renda da população (art. 8º). Com esse propósito, o financiamento imobiliário é uma das medidas legais previstas para a aquisição ou construção de habitações e as vendas a prazo de habitações.

De modo a assegurar o equilíbrio do SFH, tendo em vista os longos prazos de financiamento concedidos aos mutuários, sempre houve a obrigação legal de contratação de seguro de vida por parte do mutuário, a integrar necessariamente o contrato de financiamento (art. 14 da Lei). Tal medida prevenia a instituição financeira de certos riscos, estimulando a manutenção das linhas de financiamento imobiliário.

A presente súmula não desconhece tal realidade e não reconhece irregularidade na obrigação de contratar o seguro de vida. Para o tribunal, a irregularidade abrange tão-somente a supressão da liberdade do mutuário de escolher com qual empresa deverá contratar o seguro imobiliário, se a instituição financeira mutuante ou seguradora indicada por ela. Essa ação consiste em venda casada, em total afronta ao disposto no art. 39, I, do CDC, por cercear a liberdade de escolha do consumidor em relação ao contrato acessório e vinculado ao financiamento imobiliário pretendido pelo adquirente do imóvel.

◙ Discute-se neste processo se, na celebração de contrato de mútuo para aquisição de moradia, o mutuário está

obrigado a contratar o seguro habitacional diretamente com o agente financeiro ou com seguradora por este indicada, ou se lhe é facultado buscar no mercado a cobertura que melhor lhe aprouver. O seguro habitacional foi um dos meios encontrados pelo legislador para garantir as operações originárias do SFH, visando a atender a política habitacional e a incentivar a aquisição da casa própria. A apólice colabora para com a viabilização dos empréstimos, reduzindo os

riscos inerentes ao repasse de recursos aos mutuários. Diante dessa exigência da lei, tornou-se habitual que, na celebração do contrato de financiamento habitacional, as instituições financeiras imponham ao mutuário um seguro administrado por elas próprias ou por empresa pertencente ao seu grupo econômico. A despeito da aquisição do seguro ser fator determinante para o financiamento habitacional, a lei não determina que a apólice deva ser necessariamente contratada frente ao próprio mutuante ou seguradora por ele indicada. Ademais, tal procedimento caracteriza a denominada venda casada, expressamente vedada pelo art. 39, I, do CDC, que condena qualquer tentativa do fornecedor de se beneficiar de sua superioridade econômica ou técnica para estipular condições negociais desfavoráveis ao consumidor, cerceando-lhe a liberdade de escolha. (REsp 804202, Rel. Min. NANCY ANDRIGHI, 3ª T., DJe 3.9.2008)

◙ A Jurisprudência do STJ firmou-se no sentido de que o mutuário do SFH não está obrigado a contratar a apólice de

seguro com o mutuante ou seguradora por ele indicada. (AgRg no REsp 1030019, Rel. Min. Aldir Passarinho Jr., 4ª T., DJe 14.12.2009)

◙ Para os efeitos do art. 543-C do CPC: 1.1. No âmbito do Sistema Financeiro da Habitação, a partir da Lei 8.177/91,

é permitida a utilização da Taxa Referencial (TR) como índice de correção monetária do saldo devedor. Ainda que o contrato tenha sido firmado antes da Lei n. 8.177/91, também é cabível a aplicação da TR, desde que haja previsão contratual de correção monetária pela taxa básica de remuneração dos depósitos em poupança, sem nenhum outro índice específico. 1.2. É necessária a contratação do seguro habitacional, no âmbito do SFH. Contudo, não há obrigatoriedade de que o mutuário contrate o referido seguro diretamente com o agente financeiro, ou por seguradora indicada por este, exigência esta que configura venda casada, vedada pelo art. 39, inciso I, do CDC. (REsp 969129, Rel. Min. Felipe Salomão, 2ª S., DJe 15.12.2009)

► CDC. Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: I condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos.

Lei nº 11.977/09. Art. 79. Os agentes financeiros do SFH somente poderão conceder financiamentos habitacionais com cobertura securitária que preveja, no mínimo, cobertura aos riscos de morte e invalidez permanente do mutuário e de danos físicos ao imóvel. § 1o Para o cumprimento do disposto no caput, os agentes financeiros, respeitada a livre escolha do mutuário, deverão: I disponibilizar, na qualidade de estipulante e beneficiário, quantidade mínima de apólices emitidas por entes seguradores diversos, que observem a exigência estabelecida no caput; II aceitar apólices individuais apresentadas pelos pretendentes ao financiamento, desde que a cobertura securitária prevista observe a exigência mínima estabelecida no caput e o ente segurador cumpra as condições estabelecidas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados CNSP, para apólices direcionadas a operações da espécie. § 2º Sem prejuízo da regulamentação do seguro habitacional pelo CNSP, o Conselho Monetário Nacional estabelecerá as condições necessárias à implementação do disposto no § 1º deste artigo, no que se refere às obrigações dos agentes financeiros. § 3º Nas operações em que sejam utilizados recursos advindos do Fundo de Arrendamento Residencial FAR e do Fundo de Desenvolvimento Social FDS, os agentes financeiros poderão dispensar a contratação de seguro de que trata o caput, nas hipóteses em que os riscos de morte e invalidez permanente do mutuário e de danos físicos ao imóvel estejam garantidos pelos respectivos fundos. § 4º Nas operações de financiamento na modalidade de aquisição de material de construção com recursos do FGTS, os agentes financeiros ficam autorizados a dispensar a contratação do seguro de danos físicos ao imóvel. § 5º Nas operações de financiamento de habitação rural, na modalidade de aquisição de material de construção, com recursos do FGTS, os agentes financeiros ficam autorizados a dispensar a contratação do seguro de morte e invalidez permanente do mutuário nos casos em que estes riscos contarem com outra garantia.

Capítulo SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL 3. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA

Súmula nº 472 A cobrança de comissão de permanência cujo valor não pode ultrapassar a soma dos encargos remuneratórios e moratórios previstos no contrato exclui a exigibilidade dos juros remuneratórios, moratórios e da multa contratual.

Súmula aplicável. 2ª Seção, DJe 19.6.2012. ● Referência legislativa: CPC, art. 543-C. Res. Bacen 1.129/86, itens I e II. Súmulas STJ 30, 294 e 296. ● Precedentes: AgRg no Ag 251101, DJ 28.10.2002. AgRg no REsp 536588, DJ 7.6.2004. AgRg no REsp 712801, DJ 4.5.2005. REsp 660684, DJ 20.6.2005. AgRg no REsp 706368, DJ 8.8.2005. AgRg no REsp 784876, DJ 13.3.2006. AgRg nos EDcl no REsp 472169, DJ 18.12.2006. AgRg no REsp 1046920, DJe 22.9.2008. AgRg nos EDcl no REsp 1054486, DJe 27.2.2009. AgRg no REsp 1070680, DJe 22.6.2009. AgRg no REsp 999885, DJe 31.8.2009. AgRg nos EDcl nos EREsp 833711, DJe 2.12.2009. AgRg no Ag 996936, DJe 14.12.2009. REsp 1058114, DJe 16.11.2010. AgRg no REsp 1292170, DJe 1.3.2012. AgRg no REsp 1299742, DJe 24.4.2012. AgRg no REsp 1288624, DJe 24.5.2012.

Nesta Súmula, o STJ faz uma composição de diversos posicionamentos já proferidos acerca da sistemática de cobrança da comissão de permanência dos contratos bancários, admitida depois de vencido os contratos. Para a Corte, a comissão é formada por três parcelas distintas: a) juros remuneratórios juros que remuneram o capital emprestado; b) juros moratórios juros que compensam a demora no pagamento; e c) se contratada, a multa que constitui a sanção pelo inadimplemento (limitada a dois por cento, se ajustada após o advento do Código de Defesa do Consumidor).

Logo, admitir a cobrança da comissão de permanência em concomitância com os juros remuneratórios, moratórios ou a multa contratual representaria bis in idem, por haver necessariamente superposição de parcelas idênticas, em desfavor do consumidor nos contratos bancários.

◙ A comissão de permanência não pode ser exigida concomitantemente com a correção monetária, juros e multa.

(AgRg no Ag 251101 , Rel. Min. Barros Monteiro, 4ª T., DJ 28.10.2002)

◙ A Comissão de permanência pode ser cobrada, após o vencimento do contrato desde que não cumulada com juros

remuneratórios, juros moratórios, correção monetária e multa contratual. (AgRg no REsp 536588, Rel. Min. Humberto Gomes de Barros, 3ª T., DJ 7.6.2004)

◙ A recente orientação da Segunda Seção, contudo, é no sentido de não permitir a cumulação da comissão de

permanência com correção monetária, juros remuneratórios ou de mora, multa ou com qualquer encargo moratório. (REsp 660684, Rel. Min. Pádua Ribeiro, 3ª T., DJ 20.6.2005)

◙ A comissão de permanência não pode ser cumulada com correção monetária, juros de mora e multa contratual

(Enunciado n. 30 da Súmula do STJ

◙ Vencido o prazo para pagamento da dívida, admite-se a cobrança de comissão de permanência. A taxa, porém, será

a média do mercado, apurada pelo Banco Central do Brasil, desde que limitada ao percentual do contrato, não se

permitindo cumulação com juros remuneratórios ou moratórios, correção monetária ou multa contratual. (AgRg nos EDcl no REsp 472169, Rel. Min. Castro Filho, 3ª T., DJ 18.12.2006)

◙ 1. É lícita a cobrança de comissão de permanência após o vencimento da dívida, devendo a mesma observar a taxa

média dos juros de mercado, apurada pelo Banco Central do Brasil, limitada à taxa de juros contratada para o período

da normalidade. 2. Não pode a comissão de permanência ser cumulada com a correção monetária nem com os juros remuneratórios, nos termos das Súmulas 30, 294 e 296 do STJ. De igual modo, a cobrança da comissão de

permanência não pode coligir com os encargos decorrentes da mora, como os juros moratórios e a multa contratual. 3.

A cobrança de encargos abusivos no período da normalidade enseja a descaracterização da mora debendi, impondo,

na hipótese vertente a improcedência da ação de busca e apreensão. (AgRg no REsp 999885, Rel. Min. Honildo Castro, 4ª T., DJe 31.8.2009)

◙ É admitida a cobrança da comissão de permanência em caso de inadimplemento, à taxa de mercado, desde que (i)

pactuada, (ii) cobrada de forma exclusiva ou seja, não cumulada com outros encargos moratórios, remuneratórios ou correção monetária e (iii) que não supere a soma dos seguintes encargos: taxa de juros remuneratórios pactuada para a vigência do contrato; juros de mora; e multa contratual (REsp 834968). (AgRg nos EDcl nos EREsp 833711, Rel. Min. Sidnei Beneti, 2ª S., DJe 2.12.2009)

◙ 1. Comprovada a abusividade da taxa pactuada entre as partes, faz-se possível a limitação do percentual dos juros

remuneratórios ao índice médio praticado pelo mercado segundo a tabela estipulada pelo Banco Central. 2. É admitida a cobrança da comissão de permanência durante o período de inadimplemento contratual, calculada pela taxa média de mercado apurada pelo Bacen, limitada à taxa do contrato, não podendo ser cumulada com a correção

monetária, com os juros remuneratórios e moratórios, nem com a multa contratual. (AgRg no Ag 996936, Rel. Min. Otávio de Noronha, 4ª T., DJe 14.12.2009)

◙ 1. O princípio da boa-fé objetiva se aplica a todos os partícipes da relação obrigacional, inclusive daquela originada

de relação de consumo. No que diz respeito ao devedor, a expectativa é a de que cumpra, no vencimento, a sua prestação. 2. Nos contratos bancários sujeitos ao Código de Defesa do Consumidor, é válida a cláusula que institui comissão de permanência para viger após o vencimento da dívida. 3. A importância cobrada a título de comissão de permanência não poderá ultrapassar a soma dos encargos remuneratórios e moratórios previstos no contrato, ou seja:

a) juros remuneratórios à taxa média de mercado, não podendo ultrapassar o percentual contratado para o período de normalidade da operação; b) juros moratórios até o limite de 12% ao ano; e c) multa contratual limitada a 2% do valor da prestação, nos termos do art. 52, § 1º, do CDC. 4. Constatada abusividade dos encargos pactuados na cláusula de comissão de permanência, deverá o juiz decotá-los, preservando, tanto quanto possível, a vontade das partes manifestada na celebração do contrato, em homenagem ao princípio da conservação dos negócios jurídicos consagrado nos arts. 139 e 140 do Código Civil alemão e reproduzido no art. 170 do Código Civil brasileiro. 5. A decretação de nulidade de cláusula contratual é medida excepcional, somente adotada se impossível o seu aproveitamento. (REsp 1058114, Rel. p/ ac. Min. Otávio de Noronha, 2ª S., DJe 16.11.2010)

◙ 1. Inviável a esta Corte entender pela cobrança de capitalização mensal dos juros quando o Tribunal de origem

consignou que o referido encargo não fora expressamente pactuado. Inteligência das Súmulas 5 e 7/STJ. 2. O simples fato de a taxa de juros mensal ser diferente da taxa de juros anual não é suficiente para comprovar a pactuação da capitalização mensal de juros, pois a incidência dessa forma de composição das parcelas deveria ser redigida de forma clara e específica. 3. É admissível a cobrança de comissão de permanência tão somente no período de inadimplência calculada pela taxa média de mercado apurada pelo Banco Central do Brasil, limitada, contudo, à taxa do contrato, sendo vedada, entretanto, a sua cumulação com juros remuneratórios, correção monetária, juros moratórios ou multa contratual. Constatada, no caso, a cobrança de juros moratórios e multa moratória, afasta-se a incidência da comissão de permanência. (AgRg no REsp 1299742, Rel. Min. Felipe Salomão, 4ª T., DJe 24.4.2012)

◙ Admite-se a capitalização mensal dos juros nos contratos bancários celebrados a partir da publicação da MP 1.963-

17 (31.3.00), desde que seja pactuada. É admitida a incidência da comissão de permanência desde que pactuada e não cumulada com juros remuneratórios, juros moratórios, correção monetária e/ou multa contratual. Aquele que recebeu

o que não devia deve restitui-lo, sob pena de enriquecimento indevido, pouco relevando a prova do erro no

pagamento. Reconhecida a abusividade dos encargos exigidos no período de normalidade contratual, descaracteriza- se a mora. (AgRg no REsp 1288624, Rel. Min. Nancy Andrighi, 3ª T., DJe 24.5.2012)

).

(AgRg no REsp 784876, Rel. Min. Asfor Rocha, 4ª T., DJ 13.3.2006)