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III II . .

e . Ministério Público do Estado de Mato Grosso


Procuradoria Geral de Justiça

EXCELENTíSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO


TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO.

TJMT-?ROTOCOLO GERAL

Num:052091-PTG/06
Data 11/07/06 14:11
Mat 7307
JUDICIARIO

~'i:t)PIAI

SEGREDO DE JUSTI A

(contém dados sigilosos, obtidos


com a transferência de sigilo
bancário).

o MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO, através do


Procurador-Geral de Justiça em Substituição, designado pela Portaria n° 216/2006-
PGJ, de 19.05.06, e do Procurador de Justiça titular da Procuradoria de Justiça
Especializada em Ações de Competência Originária - NACO, regulamentada pela
Resolução n° 006/03-CPJ, de 06.11.03, com esteio no artigo 129, I da Constituição da
República, propõe a presente DENÚNCIA em face de:
01 - JOSÉ GERALDO RIVA, brasileiro, separado, Deputado Estadual, 1°
Secretário da Assembléia Legislativa do Estado de Mato Grosso, portador da carteira
de identidade RG n° 297.707 SSP-MT, devidamente inscrito no CPF/MF sob o n°
387.539.109-82, nascido em Guaçuí-ES, em 08.04.59, filho de Daury ~Ma"I\ia
Pirovani Riva, residente à Rua Estevão de Mendonça, n' 199, EdifíCi~~

Procuradoria-Geral de Justiça. Rua06, s/no,CPA, Cep 78.050-900.Cuiabá-MT. Fone:65 3613-5100 1 I


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8 - Ministério Público do Estado de Mato Grosso


Procuradoria Geral de Justiça

Roma, Bairro Goiabeiras, em Cuiabá, MT;

02 - HUMBERTO MELO BOSAIPO, brasileiro, casado, Deputado


Estadual e advogado (OAB/MT n° 3655), devidamente inscrito no CPF/MF sob o n°
094.169.601-44, nascido na cidade de Goiânia-GO, em 03.11.54, filho de Antonio
Bosaipo e Teresa Costa Meio Bosaipo, residente na Rua Manoel Leopoldino, aptO265,
Ed. Luciana, Bairro Araés, em Cuiabá-MT;
03 - GUILHERME DA COSTA GARCIA, brasileiro, casado, economista,
servidor da Assembléia Legislativa do Estado de Mato Grosso, portador da cédula de
identidade n° 099.641 SSP-MT e do CPF/MF n° 001.706.071-00, nascido na cidade de
Vila Bela da Santíssima Trindade-MT, em 08.11.43, filho de Joaquim da Costa Garcia e
Trinidad Poquiviqui, residente na Rua Estevão de Mendonça, n° 2148, Bairro Morada do
Sol, nesta cidade de Cuiabá-MT;
04 - LUIZ EUGÊNIO DE GODOY, brasileiro, casado, economista,
servidor do Poder Legislativo Estadual, portador da cédula de identidade n° 9380184
SSP-MT e do CPF/MF n° 367.284.469-15, nascido na cidade de Bebedouro-SP, em
26.06.56, filho de Eugênio de Godoy e Maria Aparecida Karrer de Godoy, residente na
Rua Los Angeles, n° 165, Bairro Jardim Califórnia, em Cuiabá-MT;
05 - NIVALDO DE ARAÚJO, brasileiro, casado, funcionário público,
portador do RG n° 1305768-5 SSP-MT e do CPF/M F n° 042.675.241-49, nascido em
Cáceres-MT, em 15.09.48, filho de Gastão de Araújo e Saturnina de Araújo, também
conhecida como "Bazurina de Araújo", residente e domiciliado na Rua Cel. João
Lourenço de Figueiredo, Quadra 3, Casa 1, Bairro Jardim Tropical, em Cuiabá-MT;
06 - GERALDO LAURO, brasileiro, casado, funcionário público,
portador do RG n° 0145976-7 SSP-MT e do CPF/MF n° 201.139.351-53, nascido em
Irerê-PR, em 23.09.60, filho de José Lauro Neto e Nair Cavalarini Lauro, residente e
domiciliado na Rua 93, Quadra 87, Casa 37, Bairro Morada da Serra IV, em Cuiabá-MT;
07 - JOSÉ QUIRINO PEREIRA, brasileiro, casado, contador, portador da
carteira de identidade n° 533.025-4 SSP-MT, devidamente inscrito no CPF/MF sob o n°
411.780.251-87, nascido em Primeiro de Maio-PR, em 16.02.70, filho de Antônio
Quirino Pereira e Iraci de Souza Pereira, residente na Rua Terezina, n° 1420, Bairro
Campo Real, em Campo Verde-MT; i\
08 - JOEL QUIRINO PEREIRA, brasileiro, casado, técn ic6cl,ntáb iI,
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portador da cédula de identidade n° 682.6476 SSP-MT, devidamente inscrito
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Procuradoria-Geral de Justiça, Rua 06, sIno, CPA, Cep 78.050-900, Cuiabá-MT, Fone: 65 3613-5100 ,W
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III IJ . .

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Ministério Público do Estado de Mato Grosso
Procuradoria Geral de Justiça

CPF/MF sob o n° 544.553.591-68, nascido em Vera Cruz do Oeste-PR, em 04.06.72,


filho de Antônio Quirino Pereira e Iraci de Souza Pereira, residente na Agrovila João
Ponce de Arruda, chácara Rosa de Saron, em Campo Verde-MT;
09 -JOÃO ARCANJO RIBEIRO, brasileiro, casado, empresário, portador
da cédula de identidade n° 213.786 SSP/MT e do CPF/MF n° 067.133.601-06, nascido
em Jeroaquara-GO, em 30.03.51, proprietário da empresa CONFIANÇA FACTORING,
e atualmente sob custódia da Polícia Federal brasileira, na Penitenciária Pascoal
Ramos, em Cuiabá/MT;
-
10 NILSON ROBERTO TEIXEIRA, brasileiro, casado, técnico contábil,
matriculado no Registro Geral sob o n° 262.828 SSP/MT, portador do CPF/MF n°
208.557.371-15, nascido em 06/12/59, em Birigui-SP, filho de Redorvilho Teixeira e
Nadir de Oliveira Teixeira, gerente da CONFIANÇA FACTORING residente e
domiciliado à Rua Coronel Otiles Moreira, n° 93, Apto n° 501, Edifício Ravenna Park,
Bairro Duque de Caxias 11,na cidade de Cuiabá/MT, pelos fatos e fundamentos
iurídicos infra articulados:

Apurou-se nos autos do incluso Procedimento Administrativo n° 000138-


01/2006-GEAP/PGJ, composto por cópia integral do Inquérito Civil n° 142/2004 (GEAP:
000411-02/2004), que os denunciados, associados entre si de modo permanente para o
fim de praticar crimes, apropriaram-se de recursos públicos estaduais, da ordem de R$
800.594,00 (OITOCENTOS MIL, QUINHENTOS E NOVENTA E QUATRO REAIS),
forjando operações comerciais entre a Assembléia Legislativa Estadual e a empresa de
fachada F. R. DA SILVA COMÉRCIO-ME, adredemente utilizada para possibilitar o
~esvio de dinheiro dos cofres públicos estaduais, como a seguir se demonstrará.

No desenrolar da operação "Arca de Noé", desencadeada pela Polícia


Federal, em conjunto com os Ministérios Públicos Federal e Estadual, com o objetivo de
desmantelar organização criminosa então chefiada pelo "Comendador" João Arcanjo
Ribeiro, o Ministério Público Estadual pediu e obteve, através de medida judicial de
exceção ao sigilo bancário (folhas 722/738-PGJ), a transferência de sigilo bancário de
conta de titularidade da Assembléia Legislativa do Estado de Mato Grosso (conta
corrente n° 86.100, Agência Setor Público - Cuiabá, Banco do Brasil S.A.), tomand
conhecimento, nesta ocasião, de 16 (dezesseis) pagamentos suspeitos realizad elo
Legislativo Estadual à empresa F. R. DA SILVA COMÉRCIO-ME, entre 'unh 2000 e
~..
Procuradoria-Geralde Justiça, Rua06, sIno, CPA, Cep 78.050-900, Cuiabá-MT, Fone: 65 3613-5100 3

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. iIri. Ministério Público do Estado de Mato Grosso


&t Procuradoria Geral de Justiça

outubro/2002, através dos seguintes cheques (todos nominais à empresa citada):

Cheque n° Data da Tipo Valor Empresa


compensação
COMPENSADO F.R. DA SILVA COMÉRCIO-ME
3701 6/6/2000 R$ 49.565,60 Folhas: 7791780-PGJ
COMPENSADO F.R. DA SILVA COMÉRCIO-ME
4402 5/7/2000 R$ 75.200,00 Folhas: 783/784-PGJ
COMPENSADO
.
F.R. DA SILVA COMERCIO-ME
I

4410 5/7/2000 R$ 55.930,00 i Folhas: 7811782-PGJ


PAGO CAIXA F.R. DA SILVA COMÉRCIO-ME
46211 3/8/2000 R$ 21.500,00 Folha: 785-PGJ
PAGO CAIXA i
. F.R. DA SILVA COMÉRCIO-ME
4633 4/8/2000 R$ 70.000,00 Folhas: 787/788-PGJ
PAGO CAIXA F.R. DA SILVA COMÉRCIO-ME
4646 7/8/2000 R$ 45.500,00 Folhas:7881789-PGJ
PAGO CAIXA F.R. DA SILVA COMÉRCIO-ME
8570 16/11/2000 R$ 70.000,00 Folhas:790/791-PGJ
IPAGO CAIXA F.R. DA SILVA COMÉRCIO-ME
13059 23/5/2002 iI R$ 28.450,00 Folhas:792/793-PGJ
I PAGO CAIXA F.R. DA SILVA COMÉRCIO-ME
14566 30/7/2002 R$ 49.991,00 Folhas:7941795-PGJ
PAGO CAIXA F.R. DA SILVA COMÉRCIO-ME
15047 28/8/2002 R$ 60.757,00 Folha:796-PGJ
COMPENSADO F.R. DA SILVA COMÉRCIO-ME
15373 19/9/2002 R$ 52.543,00 Folha:797-PGJ
COMPENSADO F.R. DA SILVA COMÉRCIO-ME
15117 24/9/2002 R$ 32.307,00 Folha: 798-PGJ
------------
PAGO CAIXA F.R. DA SILVA COMÉRCIO-ME
15431 26/9/2002 R$ 45.250,00 Folhas:799/800-PGJ
PAGO CAIXA F.R. DA SILVA COMÉRCIO-ME
155091 27/9/2002 R$ 53.350,00 Folha: 801-PGJ
I
PAGO CAIXA F.R. DA SILVA COMÉRCIO-ME
17295 16/10/2002 R$ 45.250,00 Folha: 802-PGJ
. COMPENSADO F.R. DA SILVA COMÉRCIO-ME
15460 R$ 45.000,00 Folha: 803/804-PGJ
I.. .17~10/2002 i
TOTAL: R$ 800.594,00 (OITOCENTOS MIL E QUINHENTOS E NOVENTA E QUATRO REAIS).

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I
Pretendendo averigüar a legalidade dos pagamentos efetu os, bem
I
como a idoneidade da empresa em foco, o MPE realizou uma série d dili
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Procuradoria-Geralde Justiça, Rua 06, s/no,CPA, Cep 78.050-900,Cuiabá-MT, Fone:653613-5100 4

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III II . .

. Ministério Público do Estado de Mato Grosso


Procuradoria Geral de Justiça

investigatórias,ao cabo das quais constatou que a F. R. DA SILVA COMÉRCIO-ME era


uma empresa fictícia, propositadamente utilizada para viabilizar o desvio de recursos
públicos do órgão estadual.

Com efeito. O MPE apurou que a empresa F. R. DA SILVA COMÉRCIO-


ME foi constituída por FABRICIO RAFAEL DA SILVA em 15.03.00 para atuar no
comércio varejista de máquinas e equipamentos comerciais industriais, com sede à
Avenida Portugal, quadra 08, n° 21, no Jardim Tropical, em Cuiabá-MT (fI. 52-PGJ).

Posteriormente, em 15.06.00, FABRICIO RAFAEL DA SILVA alterou


sua declaração de firma mercantil individual para transferir a sede da empresa F. R.
DA SILVA COMÉRCIO-ME para a Rua Pinheiro Machado, n° 2.113, Bairro São
Cristóvão, no município de Porto Velho, em Rondônia (fI. 54-PGJ).

Registre-se que, mesmo depois da alteração da sede da empresa para


Rondônia, os co-denunciados continuaram a utilizar o nome da F. R. DA SILVA
COMÉRCIO-ME em negócios forjados com a AL/MT, no período compreendido entre
iunho/2000 e outubro/2002, conforme se vê às folhas 779/804-PGJ.

Em diligência à sede da empresa F. R. DA SILVA COMÉRCIO-ME, em


Cuiabá-MT, o GAECO/MPE (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado)
localizou o Sr. Benedito Antônio Dolfino, proprietário do imóvel situado à Avenida
Portugal, quadra 08, n° 21, no Jardim Tropical, em Cuiabá-MT, o qual informou que
reside neste endereço desde o ano de 1980, afirmando desconhecer a empresa em
questão (fI. 92-PGJ).

A SEFAZ/MT informou às folhas 97/103-PGJ que: 1) a empresa F. R. DA


SILVA COMÉRCIO-ME encontra-se com suas atividades suspensas por irregularidades
fiscais desde 27.08.03 (fI. 98-PGJ), bem como que 2) não consta registro de
recolhimento de tributos por parte da referida empresa.

No encalço de maiores informações sobre a empresa F. R. DA SILVA


COMÉRCIO-ME, o MPE expediu carta precatória a Sa Promotoria de Justiça Cível da
comarca de Porto Velho-RO (folhas 62/63-PGJ).

O Ministério Público do Estado de Rondônia apurou que: 1) a empresai1'


R. DA SILVA COMÉRCIO-ME não estava registrada perante a Junta de Com .rei
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Estado de Rondônia (fI. 72-PGJ), bem como que 2) no endereço declarado co o Sêd.

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Procuradoria-Geral de Justiça, Rua 06, s/no, CPA, Cep 78.050-900, Cuiabá-MT, Fone: 653613-5100 5

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' Ministério Público do Estado de Mato Grosso


Procuradoria Geral de Justiça

da empresa investigada à folha 54-PGJ não havia nenhuma empresa com este nome
(fI.69-PGJ), e ainda, que 3) FABRICIO RAFAEL DA SILVA havia se mudado para o
município e comarca de Manaus, no Amazonas (fI.69-PGJ).

À guisa de maiores esclarecimentos sobre os fatos em questão, o MPE


endereçou carta precatória ao Ministério Público do Estado do Amazonas, solicitando a
inquirição do proprietário da empresa F. R. DA SILVA COMÉRCIO-ME a respeito dos
negócios supostamente realizados entre esta empresa e a AL/MT (fI. 86-PGJ).

Em suas declarações, às folhas 89/90-PGJ, FABRICIO RAFAEL DA


SILVA afirmou que constituiu a empresa F. R. DA SILVA COMÉRCIO-ME para atuar
no ramo de representação de produtos de informática, mas que a referida empresa
nunca funcionou em Cuiabá, nem tampouco em Porto Velho; e Que a mesma nunca
participou de nenhuma licitação ou prestou serviços para a Assembléia
Legislativa de Mato Grosso. e ainda. Que o contador responsável pela
transferência da F. R. DA SILVA COMÉRCIO-ME para outro Estado foi o co-
denunciado JOSÉ QUIRINO PEREIRA: Finalmente, negou ser sua a assinatura
constante no verso dos cheques emitidos pela AL/MT, nominais a sua empresa,
afirmando não ter recebido qualquer valor daquela Casa de Leis.

As informações e documentos obtidos junto a JUCEMAT, JUCER,


SEFAZ/MT, MPE/RO e Polícia Federal, bem como o termo de declaração de FABRICIO
RAFAEL DA SILVA demonstram, de forma estreme de dúvidas, que a F. R. DA SILVA
COMÉRCIO-ME é uma empresa irregular, inescrupulosamente utilizada pelos co-
denunciados para viabilizar o desvio de recursos públicos da AL/MT.

De fato. A investigação condensada neste e em outros procedimentos


em trâmite junto ao Ministério Público Estadual, bem como em processos judiciais em
curso perante o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, apurou a existência de
um esquema organizado para a montagem e utilização de empresas inexistentes ou
irregulares junto à Assembléia Legislativa do Estado de Mato Grosso.

À frente deste esquema de montagem de empresas supostamente


beneficiárias de cheques emitidos pela Assembléia Legislativa/MT estavam os co-
denunciados JOEL QUIRINO PEREIRA e JOSÉ QUIRINO PEREIRA, os quais, rí'a
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condição de contadores e parceiros no escritório ÔMEGA CONTABILlDAD , ora~
responsáveis pela criação e montagem de muitas das empresas utilizadas no esqu
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Procuradoria-Geral de Justiça, Rua 06, sIno, CPA, Cep 78.050-900, Cuiabá-MT, Fone: 65 3613-5100 6:>

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III 1.1 . .

e ... Ministério Público do Estado de Mato Grosso


Procuradoria Geral de Justiça

acima indicado, sendo também responsáveis pela utilização fraudulenta da empresa F.


R. DA SILVA COMÉRCIO-ME, como comprovam as declarações de FABRICIO
RAFAEL DA SILVA e os documentos de folhas 101 e 105-PGJ.

Conforme se apura nas declarações de EDIL DIAS CORREA (fI.


348/349-PGJ) e nas ações penais n° 33.177/2003, 10.267/2003, 29.075/2005 e
25.549/2005, em curso perante o Órgão Especial do e. Tribunal de Justiça do Estado
de Mato Grosso, os co-denunciados JOEL QUIRINO PEREIRA e JOSÉ QUIRINO
PEREIRA estavam estreitamente ligados aos co-denunciados HUMBERTO MELO
BOSAIPO e NIVALDO ARAÚJO - à época dos fatos, Presidente da Comissão de
licitação da ALlMT e estes (HUMBERTO MELO BOSAIPO e NIVALDO ARAÚJO), a
seu turno, estavam diretamente relacionados aos co-denunciados JOSÉ GERALDO
RIVA, GUILHERME DA COSTA GARCIA, LUIZ EUGÊNIO DE GODOY, GERALDO
LAURO, JOÃO ARCANJO RIBEIRO e NILSON ROBERTO TEIXEIRA, sendo cada
qual responsável por um papel distinto no âmbito da organização criminosa.

Com efeito. A empresa F. R. DA SILVA COMÉRCIO-ME - cuja


documentação se encontrava nas mãos dos co-denunciados JOEL QUIRINO PEREIRA
e JOSÉ QUIRINO PEREIRA - foi dolosamente utilizada pelos co-denunciados
NIVALDO DE ARAÚJO, GUILHERME COSTA GARCIA, LUIZ EUGÊNIO DE GODOY
e GERALDO LAURO - responsáveis, à época dos fatos, pelos setores de finanças,
licitação e patrimônio da ALlMT - como pretensa fornecedora da Assembléia Legislativa
Estadual; sendo que todos agiam sob o comando e orientação dos co-denunciados
JOSÉ GERALDO RIVA e HUMBERTO MELO BOSAIPO, os quais revezavam a função
de Presidente e Primeiro Secretário da Assembléia Legislativa Estadual, atuando todos
como uma quadrilha organizada, com o intuito de apropriar-se criminosamente de
dinheiro público pertencente à Assembléia Legislativa do Estado de Mato Grosso e,
bem ainda, de desviá-Io ao braço da organização criminosa, instalado na CONFIANÇA
FACTORING.

Da análise das cópias dos cheques e dos extratos bancários referentes


à conta corrente da ALlMT, bem como de relatório do MPE/MT, verificou-se que dos
cheques emitidos em prol da empresa F. R. DA SILVA COMÉRCIO-ME, 10 (dez)
(
foram sacados diretamente no caixa. No verso destes cheques, vê-se, juntam~~~ rri
uma assinatura que supostamente pertenceria ao representante da empresa
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Procuradoria-Geralde Justiça, Rua 06, sIno,CPA, Cep 78.050-900,Cuiabá-MT, Fone:65 3613-5100 7

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III II I .

. Ministério Público do Estado de Mato Grosso


Procuradoria Geral de Justiça

SILVA COMÉRCIO-ME, a assinatura de um de seus emitentes, que à época dos fatos,


representava a AL/MT. Em alguns casos, como nos documentos de fls. 785, 787 e
789-PGJ, consta a assinatura do co-denunciado LUIZ EUGÊNIO DE GODOY, já nos
documentos de fls. 793, 795, 797, 799, 800 e 801-PGJ consta a assinatura do co-
denunciado GERALDO LAURO.

Conforme esclareceram gerentes e caixas do Banco do Brasil, inquiridos


perante o MPE (folhas 195/204 e 210/211-PGJ), as assinaturas constantes no verso
dos cheques mencionados funcionavam como uma autorização dada pelos emitentes
do cheque para o saque direto no caixa. Assim, os saques efetuados diretamente no
caixa do banco eram realizados pelos representantes da própria AL/MT ou por pessoas
por eles indicadas, que, munidas do título de crédito previamente endossado (com a
assinatura falsificada do proprietário da empresa), e de contrato social fictício da
empresa F. R. DA SILVA COMÉRCIO-ME, compareciam à agência para efetuar o
saque, ocasião em que se apropriavam indevidamente de dinheiro público desviado
dos cofres estaduais.

Assim, necessitando de dinheiro para pagamento de despesas pessoais


ou decorrentes de campanhas eleitorais, os Deputados JOSÉ GERALDO RIVA e
HUMBERTO MELO BOSAIPO, recorriam freqüentemente à CONFIANÇA
FACTORING para emprestar dinheiro (folhas 457/461-PGJ), e, em troca, para garantir
a quitação das referidas operações (empréstimos), entregavam à
FACTORING cheques emitidos contra a conta corrente da Assembléia Legislativa
deste Estado (conta n° 86100, Agência Setor Público - Cuiabá, Banco do Brasil S. A.).

Tais cheques, nominais a suposto fornecedor da AL/MT, eram


encaminhados pelos Deputados JOSÉ GERALDO RIVA e HUMBERTO MELO
BOSAIPO ou por pessoas por ele indicadas para a CONFIANÇA FACTORING e lá
eram trocados por dinheiro ou por cheques emitidos pela CONFIANÇA e nominais a
pessoas ou empresas indicadas pelos referidos Deputados. Posteriormente, os
cheques emitidos contra a conta corrente da Assembléia Legislativa Estadual eram
compensados ou sacados em prol da CONFIANÇA FACTORING, fechando-se assim o
circulo criminoso de desvio e apropriação indevida de dinheiro púbiico.

Nesse sentido, são eselarecedoras as deelarações ~~!


de~:~",

Procuradoria-Geralde Justiça, Rua06, sIno,CPA. Cep 78.050-900,Cuiabá-MT. Fone:65 3613-5100 8

11
!
III II . .

ROBERTO
. Ministério Público do Estado de Mato Grosso

TEIXEIRA,
Procuradoria Geral de Justiça

à época dos fatos Gerente da empresa


FACTORING. Inquirido perante o MPE, por duas vezes (folhas 183/187 e 191/193-
PGJ), NILSON confirmou as constantes operações financeiras realizadas entre a
CONFIANÇA

CONFIANÇA FACTORING e os Deputados JOSÉ GERALDO RIVA e HUMBERTO


MELO BOSAIPO; afirmou também que os próprios Deputados ou pessoas a mando
deles compareciam à FACTORING portando cheques da ALlMT, nominais a supostos
fornecedores, para efetuar o desconto ou troca destes cheques.

Os fatos narrados por NILSON, são plenamente confirmados pelo


depoimento de KÁTIA MARIA APRÁ, funcionária da FACTORING encarregada da
tesouraria e responsável pela emissão dos cheques pela CONFIANÇA (folhas 188/190
e 194/198-PGJ).

Fica, pois, evidente que toda essa operação de desvio e apropriação


indevida de dinheiro público não poderia de forma alguma ter se concretizado com
êxito sem a efetiva participação e comando dos Deputados JOSÉ GERALDO RIVA e
HUMBERTO MELO BOSAIPO, sendo que ambos foram responsáveis pela emissão de
todos os cheques nominais à fictícia empresa denominada F. R. DA SILVA
COMÉRCIO-ME.

Por sua vez, os servidores GUILHERME DA COSTA GARCIA, LUIZ


EUGÊNIO DE GODOY, NIVALDO DE ARAÚJO e GERALDO LAURO integravam a
Mesa diretora da Assembléia Legislativa Estadual e, nesta condição, atuavam
conjuntamente como ordenadores de despesa do Parlamento Estadual (artigos 24, 27,
11"a" e 30, XI do Regimento Interno da ALlMT - folhas 1025, 1026 e 1027-PGJ).

No caso de GUILHERME DA COSTA GARCIA e LUIZ EUGÊNIO DE


GODOY, respectivamente, Secretário de Finanças e Tesoureiro da Assembléia, na
condição de integrantes da Mesa Diretora da ALlMT, também assinavam todos os
cheques emitidos contra a conta corrente daquele Parlamento Estadual (artigo 30, XI
do RIALlMT - fI. 1027-PGJ), concretizando o desvio de dinheiro público em favor
próprio e dos de ais integrantes do bando, ao mesmo tempo em que ocultavam a
origem ilícita do Idi heiro através de cheques emitidos a F. R. DA SILVA COMÉRCIO-
ME por ne~s 1 upostamente lícitos, realizados entre aquela Casa de Leis e esta
.

empresa de\fachada. ~

~~~"
Procuradoria-Geral de Justiça, Rua 06, s/no, CPA, Cep 78.050-900, Cuiabá-MT, Fone: 65 3613-5100 9

~ I
III 1,1 . .

üIi. Ministério Público do Estado de Mato Grosso


&I Procuradoria Geral de Justiça

NIVAlDO DE ARAÚJO e GERALDO lAURO eram responsáveis pelos


setores de licitação e patrimônio da Assembléia Legislativa, e, nesta condição, eram
ambos incumbidos de travestir as operações criminosas de aparente legalidade,
garantindo o êxito do plano engendrado. Assim, montavam operações de comércio
inexistentes entre a Assembléia Estadual e empresas irregulares/fantasmas, para
justificar a saída de recursos públicos dos cofres estaduais.

De se destacar, nesse ponto, a relevância das condutas dos co-


denunciados JOÃO ARCANJO RIBEIRO e de NllSON ROBERTO TEIXEIRA,
respectivamente, proprietário e gerente da CONFIANÇA FACTORING. Com efeito,
nestas condições - de proprietário e responsável imediato pela gestão da empresa de
fomento mercantil -, os co-denunciados JOÃO ARCANJO RIBEIRO e NILSON
-
ROBERTO TEIXEIRA beneficiários das condutas criminosas em pauta - tinham o
dever legal. nos termos do artiao 9°. Ve 11. incisos 1.11."a" da lei n° 9.613/98 clc
Resolução n° 002-COAF. de 13.04.99 (folhas 1029/1032-PGJ)' de comunicar às
autoridades competentes Qualquer operação suspeita. indiciária de crime de
lavagem de dinheiro. O fato de terem descumprido este dever leoal - não
obstante a suspeição das transações comerciais levadas a efeito pela
FACTORING - demonstra. de forma induvidosa. Que ambos participavam
ativamente da organização criminosa. auferindo lucros com a sua atuação ilícita.

Desta forma, através do engenhoso mecanismo acima descrito,


efetuava-se a lavaaem do dinheiro proveniente da Assembléia Legislativa do Estado
de Mato Grosso, ocultando-se a subtração do dinheiro público que ocorria
simultaneamente.

Assinale-se que responderão pelo peculato mesmo os particulares


envolvidos na trama concertada com os funcionários públicos para a locupletação de
recursos públicos, porquanto embora a condição de funcionário público seja particular
e, via de regra, incomunicável, neste caso específico, em que é elementar do tipo em
questão, comunica-se aos co-autores, por força do disposto no artigo 30 do Código
Penal, respondendo todos, funcionários públicos e particulares, pelo peculato, figura
típica inserta no artigo 312 do Código Penal. (
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Considerando o fato de que todos os funcionários públicos de~uncié\~?S
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Procuradoria-Geral de Justiça, Rua 06, sIno, CPA, Cep 78.050-900, Cuiabá-MT, Fone: 653613-5100 10

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III 1.1

Ministério Público do Estado de Mato Grosso


Procuradoria Geral de Justiça

ocupavam função de direção ou cargo em comissão em órgão da Administração


Direta, sendo HUMBERTO MELO BOSAIPO e JOSÉ GERALDO RIVA,
revezadamente, Presidente e Primeiro Secretário da Mesa Diretora da Assembléia
Legislativa Estadual; GUILHERME DA COSTA GARCIA e LUIZ EUGÊNIO DE
GODOY, respectivamente, Secretário de Finanças e Tesoureiro da Assembléia
Estadual; e, por fim, NIVALDO DE ARAÚJO e GERALDO LAURO, funcionários
comissionados responsáveis pelos setores de licitação e patrimônio da Assembléia
Legislativa, deverão responder, todos, pelo peculato, combinado com a causa especial
de aumento de pena prevista no artigo 327, § 2° do Código Penal.

o crime de peculato ocorreu em concurso formal impróprio com o de


lavagem de dinheiro, uma vez que, com um só ato - praticado 16 (DEZESSEIS)
VEZES, como se falará a seguir - ao mesmo tempo em que os agentes se
apropriavam do dinheiro público, "lavavam-no" pretendendo forjar-lhe uma origem lícita
e justificar o seu egresso dos cofres públicos.

Com efeito, embora as ações dolosas tenham se consumado


simultaneamente, resultaram, cada uma, de desígnios autônomos, uma vez que, no
peculato, a conduta se dirigiu à apropriação/desvio do dinheiro público e na lavagem
dinheiro, à criação de um lastro para o dinheiro ilegal.

Além de se originarem de desígneos autônomos, os crimes de peculato


e lavagem de dinheiro violaram bens juridicamente distintos. De fato, no caso do
peculato, o objeto jurídico agredido foi o patrimônio público e a probidade
administrativa, ao passo que na lavagem de dinheiro, o bem jurídico atingido foi a
ordem econômica.

Portanto, tem-se dois crimes distintos - peculato e lavagem de dinheiro


- que ocorreram simultaneamente, em concurso formal impróprio.

o desfalque do patrimônio público foi realizado de forma parcelada,


sendo certo que, cada vez que os co-denunciados emitiram um cheque da Assembléia
Legislativa para F. R. DA SILVA COMÉRCIO-ME com o fim de desviar dinhE1i~o
público, ocorreram crimes distintos, tendo em vista que a consumação do ri e de
peculato se dá com a efetiva apropriação/desvio do dinheiro público, e a efet vação do
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I I

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III I1

Ministério Público do Estado de Mato Grosso


Procuradoria Geral de Justiça

crime de lavagem de dinheiro ocorre com a dissimulaçãolocultação da origem de


dinheiro proveniente de crime praticado contra a administração pública.

Assim, considerando-se o número de cheques emitidos em operações


fraudadas entre a Assembléia Legislativa e a empresa F. R. DA SILVA COMÉRCIO-
ME, tem-se 16 (DEZESSEIS) crimes da mesma espécie, qual seja, peculato,
praticados nas mesmas condições de tempo, lugar, e maneira de execução,
(continuidade delitiva), em concurso formal impróprio com o crime do artigo 1°, V, § 1°,
11 da Lei ° 9.613/98 (Lei Anti Lavagem de Dinheiro), igualmente praticado 16
(DEZESSEIS) VEZES, em continuidade delitiva.

Os crimes previstos no artigo 1°, V, § 1°, 11da Lei n° 9.613/98 foram


praticados através de uma organização criminosa e de forma habitual, por força disso
todos os denunciados fazem jus à causa especial de aumento de pena prevista no
artigo 1 °, § 4° da Lei Anti Lavagem de Dinheiro.

Ambos os crimes - peculato e lavagem de dinheiro - ocorreram em


concurso material com o crime de quadrilha, tipo autônomo previsto no artigo 288 do
Código Penal, cujo objeto jurídico é distinto daquele protegido pelo art. 1°, § 4° da Lei
n° 9.613/98 . Assim, sendo a habitualidade, condição sine quo a non para a
caracterização do crime de quadrilha, este é imune à regra da continuidade delitiva,
sendo contado uma só vez.

Feitos estes esclarecimentos e com base no exposto, o MINISTÉRIO


PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO oferece DENÚNCIA contra:

JOSÉ GERALDO RIVA, HUMBERTO MELO BOSAIPO, GUILHERME


DA COSTA GARCIA, LUIZ EUGÊNIO DE GODOY, NIVALDO DE ARAÚJO e
GERALDO LAURO como incursos nas penas do artigo 312, caput, ele a causa
especial de aumento de pena prevista no artigo 327, § 2°, por 16 (DEZESSEIS)
VEZES, nos termos do artigo 71 do Código Penal (continuidade delitiva), em concurso
formal impróprio (parte final do artigo 70 do CP) com o crime fixado no artigo 1°, V, §
1°, 11 e § 4° da Lei n° 9.613/98 (lavagem de dinheiro), também pratic 16
I
(DEZESSEIS) VEZES, nos termos do artigo 71 do Código Penal (continuidade deii iVa)
e ambos combinados com o artigo 288, caput do CP (quadrilha), em concurs
mat~~:

P'O'",Mo'.-""",' de Jo*., R", 06, ,"o', CPA, Cep 78,050-900,Colabá-MT, Fooe' 65 3613-5100 12

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III II I I

e .
Ministério Público do Estado de Mato Grosso
Procuradoria Geral de Justiça

(artigo 69 do CP).

JOSÉ QUIRINO PEREIRA, JOEL QUIRINO PEREIRA, JOÃO


ARCANJO RIBEIRO e NILSON ROBERTO TEIXEIRA como incursos nas penas do
artigo 312, caput por 16 (DEZESSEIS) VEZES, nos termos do artigo 71 do Código
Penal (continuidade delitiva), em concurso formal impróprio (parte final do artigo 70 do
CP) com o crime fixado no artigo 1°, V, § 1°, 11e § 4° da Lei ° 9.613/98 (lavagem de
dinheiro), também praticado 16 (DEZESSEIS) VEZES, nos termos do artigo 71 do
Código Penal (continuidade delitiva), e ambos combinados com o artigo 288, caput do
CP (quadrilha), em concurso material (artigo 69 do CP).

Pleitea a condenação de todos os denunciados à obrigação de restituir


aos cofres públicos a quantia desviada, devidamente corrigida (artigo 91, I do CP) e,
ainda, em relação aos denunciados JOSÉ GERALDO RIVA, HUMBERTO MELO
BOSAIPO, GUILHERME DA COSTA GARCIA, LUIZ EUGÊNIO DE GODOY,
NIVALDO DE ARAÚJO e GERALDO LAURO, como efeito da condenação que ora se
reivindica, a decretação da perda do cargo, função ou mandato eletivo, e, na hipótese
de algum dos funcionários públicos denunciados encontrar-se aposentado, cassação
da aposentadoria, nos termos do artigo 92, I, "a" do Código Penal, devendo tal
determinação ser consignada de forma expressa no édito condenatório, por tratar-se
de crime doloso praticado por agentes políticos e funcionários públicos contra os
interesses da Administração Pública.

Quanto ao denunciado, NILSONROBERTO TEIXEIRA. caso mantenha


~m juízo a sua condição de colaborador, em caso de condenação, pugna o Ministério
Público pela redução de 2/3 (dois terços) da pena a si imposta, com fundamento no
artigo 14, caput da Lei n° 9.807/99 (Lei de Proteção às Testemunhas) ou,
alternativamente, não aplicação de pena ou substituição da pena restritiva de liberdade
por pena restritiva de direitos, nos termos do artigo 1°, § 5°, da Lei n° 9.613/98
(lavagem de dinheiro).

Requer-se, finalmente, a notificação dos d nunciados para


I
I
apresentação de defesa preliminare, na seqüência, recebime d presente denúncia
em todos os termos, e citação dos denunciados para acomp nham nto da ação penal,
sob pena de revelia, até final julgamento e conseqüente con enaç o.

Procuradoria-Geral de Justiça, Rua 06, sIno, CPA, Cep 78.050-900, Cuiabá-MT, Fone: 65 3613-5100 13

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já.
. Ministério Público do Estado de Mato Grosso
Procuradoria Geral de Justiça

Traz-se, abaixo, rol de testemunhas, por cuja oitiva protesta-se desde

01. JOSÉ AMÉRICO FERNANDES JÚNIOR, Fiscal de Tributos


Estaduais, a ser encontrado na Superintendência Adjunta de Fiscalização, na
Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (SAFIS/SEFAZ), situada à Avenida
Rubens de Mendonça, SIN°, CEP n° 78.055-500, em Cuiabá-MT; 02. LODIR MANOEL
HEITOR, brasileiro, casado, auditor estadual, a ser encontrado no prédio da
Procuradoria-Geral de Justiça, situado à Rua 06, sino, CEP n° 78.050-900, em
Cuiabá/MT; 03. JOÃO CARLOS TAVARES, brasileiro, portador do RG n° 763.431 SSP-
MT, e do CPF/MF n° 64053331-53 SSP/MT, com endereço à Rua Julles Rimet, sino,
Bairro Senhor dos Passos, em Cuiabá/MT, podendo também ser encontrado na sede
da empresa LAZAROTTO COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTOA, situada à
Avenida Alzira Santana, n° 2777, Bairro Nova Era, em Várzea Grande-MT; 04. KÁTIA
MARIA APRÁ (folhas 188/190 e 194/198-PGJ); 05. EDIL DIAS CORREA (fI. 348/349-
PGJ); 06. FABRICIO RAFAEL DA SILVA (fOJha 9/90-PGJ); 07. RAQUEL ALVES
CORRÊA (folhas 197/198; 203/204-PGJ); O~/ROMI DO ROSA NASCIMENTO (folhas
358/361-PGJ)
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Cuiabá, 10 de julh de 006.( /
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Waldemar RodMues dO~'sa~tos Júnior
Procurador-Geral de Justiçé
Em bstituição \
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Procuradoria-Geral de Justiça, Rua 06, sino, CPA, Cep 78.050-900, Cuiabá-MT, Fone: 65 3613-5100 14