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Pesquisa que a Profª. Draª. Gisele Hunold pediu:

A

origem da Posse é historicamente justificada no poder físico sobre as coisas e na necessidade do

homem se apropriar de bens. eoria aceita por Savigny: ( Teoria Subjetiva ). Define a posse como o poder direto ou imediato que tem a pessoa de dispor fisicamente de um bem com a intenção de tê-

lo para si e de defendê-lo contra a intervenção ou agressão de quem quer que seja. Elementos Constitutivos:

a) Corpus elemento material que traduz no poder físico sobre a coisa ou na mera possibilidade

de exercer esse contato, ou melhor, na detenção do bem ou no fato de tê-lo à sua disposição.

b) Animus consiste na intenção de exercer sobre a coisa o direito de propriedade. Havendo apenas o animus, a posse será psíquica. Havendo apenas o corpus, haverá a detenção São detentores: locatário, o mandatário, o comodatário. Enfim, todos os que, por título análogo, tiverem poder físico sobre certos bens. Estas pessoas não gozam de uma proteção direta, assim se forem turbados no uso ou gozo da coisa que está em seu poder deverão dirigir-se à pessoa que lhes conferiu a detenção. Segundo Ihering, a posse seria o exercício da propriedade ou de um outro direito real. Seria a porta que conduziria à propriedade. Pra que haja a defesa da propriedade, deve haver em primeiro lugar, a posse! A PROPRIEDADE NECESSITA DA POSSE! Ele defendia que para se constituir a posse basta o corpus, dispensando assim, o animus e sustentando que esse elemento está ínsito no poder de fato exercido sobre a coisa ou bem. Dispensa a intenção de ser dono. O Animus já está inserido no Corpus. São possuidores: o locatário, o mandatário, o comodatário, o depositário etc. Essa teoria separa a posse da propriedade, mas coloca a posse como parte integrante da

propriedade. O que importa é o uso econômico ou a destinação socioeconômica do bem. Essa teoria é a acolhida pelo nosso Código! Art. 1.196 do CC. Teoria defendida por Savigny: (Teoria Subjetiva ). Elementos Constitutivos: c) Corpus elemento material que traduz no poder físico sobre a coisa ou na mera possibilidade de exercer esse contato, ou melhor, na detenção do bem ou no fato de tê-lo à sua disposição. d) Animus consiste na intenção de exercer sobre a coisa o direito de propriedade. Havendo apenas o animus, a posse será psíquica.

*** Posse justa é aquela que não apresenta nenhum dos vícios citados na lei, sendo, pois, um conceito negativo.

A lei fala que justa é a posse que não for violenta, clandestina e precária, e dessa forma, a contrario

sensu,deverá ser mansa, pacífica e notória. Nesse sentido define o art. 1200 do CC:

Art. 1.200. É justa a posse que não for violenta, clandestina ou precária.

Já a posse injusta seria aquela que decorre de atos de violência, clandestinidade ou se perfazem de

forma precária. Para explicar os conceitos que tornam a posse injusta tem-se que posse violenta é aquela que será

exercida somente mediante o emprego da força (coação física ou moral) mesmo que não diretamente contra o possuidor, mas seja ofensivo o bastante para viciar a posse, sem a permissão

do mesmo e contra a sua vontade.

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X. 1 Tipos de Composse:

a) Composse Simples: Cada Sujeito tem o poder fático sobre a coisa, independentemente do outro

consorte, que também o tem. Ex: O condomínio edilício em relação aos seus apartamentos. Parte Divisa. (Composse Pro diviso = quando a posse é exercida sobre parte determinada da coisa).

b) Composse de Mão Comum: Nenhum dos sujeitos tem o poder fático independente dos demais.

Ex: Herdeiros. São Possuidores em conjunto. (Composse pro indiviso = quando a posse é exercida sobre coisa na qual sua parte não pode ser determinada.). Obs: em qualquer tipo de composse, ambos os possuidores podem defender a sua posse no todo contra terceiros. art. 1.199 do CC.

*** Extinção da Composse:

a) Pela vontade dos sujeitos;

b) Quando cessa a causa que a determinou.

XI Juízo Possessório e Juízo Petitório:

IUS POSSIDENDI é o direito de posse fundado na propriedade (em algum título: não só propriedade, mas tbm outros direitos reais e obrigações com força real.) O possuidor tem a

posse e é proprietário.

IUS POSSESSIONIS é o direito fundado no fato da posse, nesse aspecto externo. O possuidor pode não ser o proprietário. Art. 1.196 do CC.

*** Modos de aquisição da posse:

Modos:

Tradição:

- Material;

- Ficta ou traditio brevi manu

- Consensual. ( Traditio brevi manu e Constituto Possessório)

- Acessão. ( União ou Sucessão)

- Formas de Aquisição de Posse:

I.a Originária Modos:

Apropriação do bem; Exercício do direito; Modos de aquisição Originária:

Conforme acentua Mª Helena Diniz, É aquela que se realiza “

independentemente da

translatividade, sendo portanto em regra, unilateral, visto que independe da anuência do

antigo possuidor, ou seja, efetiva-se unicamente por vontade do adquirente sem que haja colaboração de outrem”. Características do apossamento: materialidade, reiteração e publicidade. Modos de aquisição Originária:

a) apropriação do bem: É aquela pela qual, o possuidor passa a ter condições de dispor dele livremente, excluindo a ação de terceiros e exteriorizando assim, o seu domínio. Trata-se de uma apreensão unilateral. Recai sobre:

i) coisas abandonadas (res derelictae); ii) coisas que não pertencem a ninguém (res nullius) ; iii) ou sobre bens de outrem, porém, sem o consentimento deste, por meio dos vícios de violência e clandestinidade.

Obs: bens móveis = ocupação ( art. 1.263 do CC ) bens imóveis = pelo seu uso. b) Exercício do direito: ( arts. 1.196 e 1.204 do CC) Consiste na manifestação externa do direito que pode ser objeto da relação possessória ( servidão, uso ). Modo de aquisição derivada:

É aquela que requer a existência de uma pessoa anterior, que é transmitida ao adquirente, em virtude de um título jurídico, com a anuência do possuidor primitivo, sendo portanto, bilateral. Pode ser por atos gratuitos ou onerosos ( inter vivos e mortis causa) Inter vivos: compra e venda. Mortis Causa: Testamento, legado. OBS: deve haver a transferência do antigo para o novo possuidor. Exige-se para o ato: art. 104 do CC. Modos de aquisição derivada:

a) Tradição: É a entrega ou transferência da coisa, sendo que, para tanto, não há necessidade de uma expressa declaração de vontade; basta que haja a intenção de que a tradição seja realizada Tipos de tradição:

Efetiva ou material, simbólica ou ficta e a consensual. a.1 Efetiva ou Material - é aquela que se manifesta por uma entrega real do bem, como sucede quando o vendedor passa ao comprador a coisa vendida. a.2 Simbólica, ficta = é uma forma espiritualizada da tradição, substituindo-se a entrega do bem por atos indicativos do propósito de transmitir posse. Ex: Entrega das chaves de um apartamento. a.3 Consensual = apresenta-se sob 2 formas: Traditio longa manu e a Traditio brevi manu. Traditio longa manu quando ninguém detém a coisa cuja posse é transmitida. Traditio brevi manu - quando uma pessoa que já tem a posse direta da coisa, como o locatário, e adquire o seu domínio não precisando que seja repassado ao dono para ser feito a entrega. Constituto Possessório: ( art. 1267, parágrafo único do CC)

É o contrário da Traditio brevi manu. Ocorre quando o possuidor de um bem móvel, imóvel ou semovente o possui em nome próprio e passa a possuí-lo em nome alheio. Deve ser expresso ou resultar das cláusulas estipuladas. Não pode ser presumida.

*** Perda da Posse:

Cessa a posse de um sujeito quando se inicia a posse de outro. Na casuística deve ser encontrado e definido esse momento de importantíssimas conseqüências. Em resumo, perde-se a posse sempre que o agente deixa de ter possibilidade de exercer, por vontade própria ou não, poderes inerentes ao direito de propriedade sobre a coisa. Perde-se a coisa pelo desaparecimento do corpus ou do animus. Também pelo desaparecimento do corpus + animus! FORMAS:

a) pelo abandono: quando o possuidor, intencionalmente, se afasta do bem com o escopo de se privar de sua disponibilidade física e de não mais exercer sobre ela quaisquer atos possessórios. Deve ser voluntário e espontâneo, sem vícios! Não haverá abandono com presença de erro, dolo ou coação. Há a perda do animus e do corpus! Obs: o animus deve ser analisado no caso concreto! Ex: quando alguém deixa um livro na rua com o propósito de se desfazer dele. Ex: alguém se ausenta indefinidamente do se bem imóvel sem deixar representante, desinteressando-se pela sua não-utilização.

b) Pela tradição: além de meio aquisitivo de posse pode ser tbm de perda da posse. Vale

tanto pra bens móveis quanto imóveis.

Desaparece o corpus e o animus Bens móveis tradição!

Bens imóveis transfere-se o registro do título, que tem o efeito translatício do imóvel.

c) Pela perda da própria coisa: quando for absolutamente impossível encontra-la, de modo que

não mais se possa utiliza-la economicamente. Ex: Pássaro que fugiu da gaiola e jóia que caiu no mar.

d) pela destruição da coisa: decorrente de um evento natural e fortuito, de ato do possuidor ou

de terceiro.

Obs: deve haver inutilidade definitiva do bem. e) pela sua inalienabilidade: quando a coisa é posta fora do comércio por motivo de ordem pública, de moralidade, de higiene ou de segurança coletiva.

f) pela posse de outrem: ainda que contra a vontade do possuidor se este não foi manutenid ou reintegrado em tempo competente. Art. 924 do CPC.

g) pelo Constituto Possessório: O possuidor que transfere o objeto a outrem, utilizando-se do

constituto possessório, perde um título de posse e passa a ter outro.

O proprietário aliena a coisa e continua a residir no imóvel precariamente, com posse em nome do

adquirente.

Perda da Posse de direitos:

O melhor é dizer que a expressão posse de direito abrange toda situação legal, por força da qual

uma cisa fica à disposição de alguém, que a pode usar e fruir, como se fora a própria. Esta definição é mais abrangente e compreensiva, transcedendo a esfera dos direitos reais, sem todavia incluir os

chamados direitos obrigacionais, que proteção possessória não têm, pois são simples vínculo ligando pessoas nas obrigações de dar, fazer e não fazer alguma coisa.

a) Pela impossibilidade do seu exercício. Art. 1.196 e 1.223 do CC

Quando a impossibilidade física ou jurídica de possuir um bem leva à impossibilidade de exercer sobre eles os poderes inerentes ao domínio. Ex: A impede o exercício da servidão, por ter tapado o caminho, e o possuidor não age em defesa de sua posse, deixando que se firme essa impossibilidade. Ex: quando se perde o direito à servidão, pq o prédio serviente ou dominante foi

destruído.

b) Pelo Desuso: ( art. 1.389, III do CC)

Ocorre quando a posse de um direito não se exercer dentro do prazo previsto, tem-se por

conseqüência, a sua perda para o titular.

Ex: o desuso e uma servidão predial por 10 anos consecutivos põe fim à posse do direito.

I.c Perda de posse para o possuidor que não presenciou o esbulho. (art da Posse do ausente:

1.224 do CC) Perda

a) quando, tendo notícia do esbulho, o possuidor se abstém de retomar o bem, abandonando seu

direito, pois não se mostrou visível como proprietário em razão do seu completo desinteresse.

b)

quando tentando recuperar a sua posse, fazendo, p. ex: do esforço imediato ( art. 1.210 parágrafo

1º)

for, violentamente, repelido por quem detém a coisa e se recusa, terminantemente a entregá-la.

Obs: nesse caso, ele poderá pleitear a ação de reintegração de posse. Ausente será aquele que não está presente e não se reconhece o paradeiro para defender sua posse.

O Ausente deve intentar o desforço imediato ou as ações possessórias

I.d Perda da posse mesmo contra a vontade do possuidor:

Isso ocorrerá quando o possuidor não puder mais exercer sobre a posse, qualquer ato possessório ou os poderes inerentes ao domínio. Ex: abandono, destruição do bem, renuncia ao direito de servidão. I.e Perda ou Furto da Coisa Móvel e Título ao Portador. ( art. 907 a 913 do CPC , art. 1.228 do CC e art. 1.268 do CC.) Título ao Portador = Coisa Móvel. É facultado a ação a aquele que tiver perdido título ao portador ou dele houver sido injustamente desapossado. ( art. 907 do CPC )

Pode a vítima:

a) reivindicá-lo da pessoa que o detiver;

b) requerer-lhe a anulação e substituição por outro.

Art. 1.268 do CC: Quando a coisa é adquirida em leilão público, feira ou mercado, o reivindicante deve pagar o possuidor. Procura-se dar segurança aos negócios realizados nessas circunstâncias, onde o exame do título da coisa adquirida é mais custoso. Obs: sempre existirá a possibilidade de ação de regresso, no caso, contra aquele que viciou o título.

II Atos que não Induzem a Posse: ( art. 1.208 do CC)

A mera permissão ou tolerância não podem converter-se em posse. Os atos originalmente violentos

ou clandestinos podem tornar-se posse somente depois de cessada a violência ou a clandestinidade.

Obs: o possuidor se vê privado da posse sem querer; quando se perde um objeto em casa, não haverá a perda da posse; quando se perde na rua, enquanto se procura, não há perda da posse; havendo desistência, perdeu-se a posse.