Sunteți pe pagina 1din 33
Universidade Veiga de Almeida Curso de Comunicação Social Oficina de Comunicação Érica Ribeiro 2009.2

Universidade Veiga de Almeida Curso de Comunicação Social

Oficina de Comunicação

Érica Ribeiro

2009.2

SUMÁRIO

1. APRESENTAÇÃO

2. O INÍCIO DE TUDO

2.1. Brienfing

2.2. Pauta

2.3. O ‘toró’ de palpite.

2.4. O trabalho no papel: roteiro e lauda

3. COMO FAZER UM VÍDEO

3.1. Pré-produção

3.2. Produção

3.3. Pós-produção

4. O QUE É PRECISO SABER PARA COMEÇAR A GRAVAR

4.1. Técnica

4.2. Equipe

5. GRAVAÇÃO

5.1.

Planos e movimentos de câmera

5.2.

Posicionamento

5.3.

Iluminação

5.4.

Captação de áudio

6. EDIÇÃO

6.1. O ritmo do vídeo

6.2. Tipos

7. REFERÊNCIAS CONCEITUAIS

8. ANEXOS

8.1. Texto para leitura em sala

8.2. Aprendendo o Movie Maker

8.3. Propostas de trabalhos

8.4. Modelo de autorização de uso de imagem

1. APRESENTAÇÃO

A disciplina Oficina de Comunicação entra na grade de Comunicação Social logo no início do

curso. Ela tem o objetivo apresentar ao aluno as técnicas de gravação e edição vídeo, direcionando o seu olhar para a produção audiovisual.

A prática aliada ao conhecimento técnico proporcionará ao estudante uma visão mais ampla

das possibilidades existentes no uso das tecnologias disponíveis no mercado, na maior parte das vezes, equipamentos utilizados por usuários comuns. Por meio de conceitos técnicos e operacionais, será possível aliar a qualidade técnica operacional – linguagens e conceitos – aos recursos mais utilizados no dia-a-dia das pessoas – como computadores pessoais. Após período, o estudante estará melhor preparado para disciplinas mais analíticas e profissionalizantes relacionadas a área de Audiovisual, como Laboratório de Comunicação, RTVC e Telejornalismo. Este, então, é momento de experimentação e de erros e acertos, no qual o estudante poderá entender a base da produção audiovisual.

Conteúdo

Fases

da

produção:

pré-produção,

produção

e

pós-produção.

Técnicas

de

gravação,

equipamentos e características. Planos de câmera. Efeitos de iluminação. Captação de áudio. Edição linear e não-linear. Convergência de mídias. Novas mídias. MP4, Iphone. TV na Era Digital. Produção

de vídeos diversos para meios específicos utilizando as técnicas de TV.

Objetivos

Apresentar as possibilidades tecnológicas para produção de vídeo. Analisar as linguagens existentes e sua aplicação na dia-a-dia de uma produção. Buscar o conhecimento técnico e teórico da área audiovisual. Produzir vídeos com a utilização dos recursos existentes, segundo os conceitos e técnicas de produção de vídeo.

2. O INÍCIO DE TUDO

Para desenvolver qualquer projeto é necessário ter algumas especificações e detalhes. Essas características são descritas em briefings e pautas. É por meio desse material que se tem início a produção do vídeo, pois nele constam, principalmente, os objetivos e a finalização do produto.

2.1. Briefing

“1. Instruções e diretrizes transmitidas de forma resumida aos responsáveis pela execução de um determinado trabalho. 2. Diretrizes ou informações de um cliente à agência de propaganda sobre a criação ou o desenvolvimento de determinada campanha. 3. Resumo escrito dessas diretrizes para orientação do trabalho” (Dicionário de Comunicação).

Não existe uma fórmula para desenvolver um briefing, mas sua importância não diminui por conta disso. Ele é um documento que firma um acordo entre o cliente e o contratado sobre o desenvolvimento do produto. Com ele, as informações são mantidas em um mesmo lugar e a solicitação do cliente estará claramente descrita.

Abaixo, alguns tópicos importantes no desenvolvimento de um briefing.

Nome do cliente e contatos (e-mail, tel, endereço, etc) Nome do produto / projeto Descrição do produto/projeto, com características e destaque para a diferenciação dos outros já existentes Objetivos Público-alvo Anexo de pesquisas (Oportunidades, mercado) Cronograma – com datas limites para entrega e apresentações. Equipe que trabalhará no projeto Peças a serem desenvolvidas Características das peças (cor, tamanho, formato, etc) Data de entrada e assinatura do responsável pelo briefing.

2.2. Pauta

“1. Agenda ou roteiro dos principais assuntos a serem noticiados. 2. Planejamento esquematizado do que deve ser tratado na matéria. 3. Anotação de temas que poderão ser desenvolvidos oportunamente. Fonte de criação de assuntos. Programação de coberturas e pesquisas a serem realizadas pela equipe de reportagem e redação” (adaptação do Dicionário de Comunicação).

Assim como o briefing, a pauta não tem regras e não estipula uma linha de ação a ser seguida; ela traz, somente, um linhas de raciocínio e pontos que não podem deixar de ser focados. É uma tentativa de orientar e dirigir o trabalho do repórter. Ela pode conter:

Assunto (retranca – identificação da matéria) Resumo do fato Tratamento que deve ser dado a matéria Sugestão de lide (abertura da matéria) Sugestão de perguntas aos entrevistados Nomes e contatos do entrevistado (pode já ter horários marcados) Endereços e pontos de referência Dead line (data de entrega) Possíveis ângulos de fotos e planos Pesquisa

2.3. O ‘toró’ de palpite

Toda e qualquer idéia para um trabalho audiovisual vêm de uma necessidade de se fazer algo para um motivo específico – pode ser informação, venda, denúncia, entretenimento. No entanto, até se chegar a uma idéia fechada, muitos pensamentos e opiniões são colocados no papel, é o que se chama de Brainstorming.

“Técnica de geração de idéias desenvolvida por Alex Osborn em 1963 e que significa, literalmente, tempestade cerebral. Consiste em reunir um grupo de pessoas em torno de um tema e deixá-las produzir o maior número possível de idéias, sem qualquer crítica, por mais absurdas que possam parecer. Posteriormente, o resultado do brainstorming é analisado e as boas idéias que tiverem surgido em meio à ‘tempestade’ são desenvolvidas” (Dicionário de Comunicação).

Essa é uma das fases mais importantes, o momento em que se decide os parâmetros a serem adotados durante a produção. Através das idéias principais, chega-se a um resultado que será produzido, dando início ao trabalho de produção.

2.4. O trabalho no papel: roteiro e lauda

Após a decisão final, se tem início o desenvolvimento da idéia. Dependendo da área, o momento em que se coloca tudo no papel para a gravação é agora: o roteiro. No entanto, em Jornalismo, a produção desse material impresso é após (a lauda), antes, fica-se somente com a pauta mais detalhada.

A definição ao lado foi retirada do Dicionário de Comunicação (pág. 650-651). O roteiro é

A definição ao lado foi retirada do Dicionário de Comunicação (pág. 650-651).

O roteiro é a base para a gravação de um determinado tipo de

produção. Normalmente utilizado em obras de ficção, documentários (com variações) e filmes publicitários, o roteiro pode ser seguido à risca, ou ter algumas modificações. No caso das reportagens, por exemplo, o roteiro serve apenas como um guia, pois nem tudo pode ser previsto.

Em anexo, você encontrará um exemplo de roteiro de um documentário curta-metragem – Ilha das Flores.

Para jornalismo, ao final da gravação, o repórter faz o que se chama de lauda, similar ao roteiro. Ela traz as informações do vídeo, entradas de áudio, imagens, créditos e legendas.

vídeo, entradas de áudio, im agens, créditos e legendas. A lauda de TV difere das de

A lauda de TV difere das de jornais, revistas e rádio. Ela é dividida em duas colunas: Vídeo e Áudio. Veja abaixo um exemplo.

PG

10/08/2008

Nome do repórter

Jornal

GRATUIDADE EM ÔNIBUS

TEMPO

00

OFF 1 Mostra imagens dos ônibus passando nas ruas, nos pontos, parando nos sinais, com pessoas embarcando e desembarcando

 

UMA LEI QUE DEVERIA SER CUMPRIDA, MAS NÃO É/ A LEI MUNICIPAL, QUE PERMITE A GRATUIDADE DE TRANSPORTE A IDOSOS, DEFICIENTES E ESTUDANTES, ESTÁ SENDO DESRESPEITADA POR MOTORISTAS DE ÔNIBUS NO RIO DE JANEIRO/

Imagens de Eduardo uniformizado com o curativo na cabeça.

EDUARDO SIMÕES, DE 16 ANOS, ALUNO DA ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DE QUÍMICA, NA TIJUCA, TEVE A PORTA DO ÔNIBUS FECHADA QUANDO IA SUBIR OS DEGRAUS/ ELE CAIU NO MEIO FIO E MACHUCOU A CABEÇA/ UM COLEGA DE EDUARDO TAMBÉM JÁ FOI IMPEDIDO DE ENTRAR NO ÔNIBUS/

ANDRÉ MACHADO, DE 18 ANOS, CHEGOU A SER AGREDIDO PELOS FUNCIONÁRIOS DA EMPRESA///

Mostrar Eduardo e André juntos falando. (temos diversas)

SONORA ANDRÉ MACHADO ESTUDANTE

 

SONORA ANDRÉ

 

- O QUE ACONTECEU NA HORA QUE VOCÊ FOI PEGAR O ÔNIBUS?

- PARA ONDE ESTAVA INDO?

ESTE PONTO DE ÔNIBUS, NA PRAÇA DA BANDEIRA, É MUITO USADO PELOS ALUNOS DA ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DE QUÍMICA/

PASSAGEM (repórter aparece no vídeo)

AQUI, QUATRO ESTUDANTES JÁ FORAM AGREDIDOS POR TENTAREM ENTRAR PELA FRENTE NO ÔNIBUS///

OFF 2 Os pais de Eduardo e André.

OS PAIS DE EDUARDO E ANDRÉ FICARAM INDIGNADOS/ OS FILHOS ESTAVAM UNIFORMIZADOS/ OS CASOS FORAM REGISTRADOS NA DELEGACIA E AS EMPRESAS DE ÔNIBUS ESTÃO SENDO

PROCESSADAS////

SONORA OSWALDO MACHADO PAI DE ANDRÉ

- QUAL FOI A REAÇÃO DE VOCÊS COM O OCORRIDO?

OFF 3

A SECRETARIA DE TRANSPORTES DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO ALEGA

NÃO TER QUALQUER DENÚNCIA SOBRE ESSE TIPO DE IRREGULARIDADE/

O

SECRETARIO AFIRMA QUE IRÁ AVERIGUAR PESSOALMENTE O CASO

Imagens do prédio da Prefeitura. Imagens do secretário

SONORA WALDIR PIRES

SONORA WALDIR PERES SECRETÁRIO DE TRANSPORTES

- O QUE A PREFEITURA PODE FAZER PARA DIMINUIR ESSES CASOS?

Legenda:

- EXISTE UM MEIO DE DENÚNCIAR?

Disque-transportes: 2255-4488

3. COMO FAZER UM VÍDEO

Produção é a realização de qualquer produto de comunicação em seus aspectos financeiros, técnicos, administrativos e logísticos. Ela está dividida em três fases básicas:

3.1.Pré-produção

Conjunto de providências de produção anteriores ao registro de imagens e/ou sons que serão utilizados na obra. Envolve, conforme o caso, escolha e preparação de equipe, planejamento, arranjos, ensaios, aquisição de material, contração de estúdio e equipamento, levantamento de necessidades, entre outras atividades.

Alguns tópicos que entram nessa fase:

Roteiro, pauta, pesquisa Contato com possíveis personagens Orçamento (pessoas, equipamentos, cenário, edição, finalização) Equipamentos Data, local e horário das gravações Disponibilidade de pessoal

Previsão do tempo Reuniões com equipe para determinar necessidades e indicar o trabalho Autorização de gravação em locais Organizar material que deve ser levado para a gravação Fazer um check list

3.2. Produção

O(s) dia(s) da gravação. Dependendo do produto, a produção pode estar acontecendo ao mesmo tempo da pré-produção e da pós-produção, como é o caso de novelas, em que o tempo é longo entre o início das gravações e o último capítulo.

Durante essa fase, algumas ações são válidas para facilitar o trabalho de pós-produção:

Conferir e levar o check list Acompanhar a decupagem do roteiro com a direção Não esquecer das assinaturas de autorização de uso de imagem Deixar água e alimentação por perto (caso tenha sido necessário a disponibilização desses) Desenvolver um relatório de gravação Já fazer uma pré-decupagem do material Anotar o número das fitas e identificá-las Anotar o nome das pessoas que participam, equipe e entrevistados. Cuidado com a grafia do nome das pessoas!

Conselhos para o produtor Chegue antes da equipe técnica e confira o check list para
Conselhos para o produtor
Chegue antes da equipe técnica e confira o check list para não haver atrasos.
Tenha as autorizações em mãos
Leve para a gravação materiais que podem ser úteis: tesoura, fita crepe (fita
banana), fita isolante, remédio para dor de cabeça, pente, pó compacto, etc.
Teste a fita antes de sair
Leve mais de uma fita
Confirme o figurino com seu entrevistado (peça que evite o preto, branco, cores
muito fortes e estampados)
Equipe: evitar saias, bermudas, camisetas, tops, blusas de alcinha.
Apresentadores e repórteres: calça, roupas sóbrias ou de acordo com o estilo do
programa. QUEM DEVE SER NOTÍCIA É O ASSUNTO E NÃO A ROUPA DO REPÓRTER.
Cuidado com pulseiras, anéis, cordões, brincos e relógios
Anote o nome e profissão dos entrevistados (como será o crédito /legenda delas).

3.3. Pós-produção

As atividades técnicas de finalização de um trabalho. No caso de filmes, vídeos, comerciais e programas de TV, por exemplo, envolve as providências de finalização, como execução de efeitos de computação gráfica. Em produtos que envolvem comercialização, envolve a produção de cópias, confecção de capas, fotografia, divulgação, lançamento e distribuição. Também é o momento de pagamentos e fechamento de contas. Resumo: pagamentos, computação gráfica, trilha sonora, dublagem, legendas, créditos, cópias, distribuição.

Destaque Glossário Reco: reconhecimento. Ato de conhecer o local de gravação e preparar todo material
Destaque
Glossário
Reco: reconhecimento.
Ato de conhecer o local de gravação e preparar todo material e equipe necessário a ela.

Examinar a locação

Conversar com o pessoal local (moradores, comerciantes) Verificar a posição do sol

Trabalhar as possíveis seqüências (simulação) Testar a eletricidade (120v/240v) Checar problemas de ruído t

Ali

Oficina de Comunicação | Érica Ribeiro | 2008.2 | 8

ã

b

h

i

tiá i

4. O QUE É PRECISO SABER PARA COMEÇAR A GRAVAR

Muitos problemas podem ocorrer durante a gravação e finalização de um vídeo por conta da falta de conhecimento básico nas técnicas de captação e transmissão de sinais desse. Para que isso não ocorra, esse item tem o objetivo de trazer, superficialmente, as noções necessárias de alguns recursos e equipamentos utilizados hoje, além de sugestões para seleção de equipe, com a descrição das funções de cada possível componente.

4.1. Vídeo analógico e digital

Fonte: Apostila Apple Final Cut Pro. Apple Authorized Training Center. Land Moribe. 2007.

4.1.1. Vídeo analógico

O sinal de vídeo é gerado a partir da leitura seqüencial , da esquerda para a direita e de cima para baixo, da intensidade da voltagem de cada ponto do chip sendo (CCD) no qual a imagem se projeta através das lentes das câmeras. Quanto maior a intensidade de luz em determinado ponto, maior a voltagem produzida pelo mesmo. Esses sinais descrevem as características das ondas eletromagnéticas conforme as suas propriedades de freqüência (hue), amplitude (saturation) e

quantidade de radiação (Brightnes) de cada uma das cores primárias (RGB – red, green e blue).

O processo de gravação / transmissão de sinais elétricos é sempre sujeito a várias

interferências e perdas, que aumentam e se propagam quando o mesmo pe copiado de um meio a outro (degradação da imagem). Essas degradações podem ocorrer com muita intensidade a partir de eventuais danos que os meios podem proporcionar. Fungos e oxidação de fitas, perda de corrente elétrica nos cabos e tipo diferentes de manipulação dos sinais podem afetar a qualidade e a precisão dos sinais.

4.1.2 Vídeo digital

O vídeo digital tem a mesma interpretação das radiações eletromagnéticas mas diferencia-se

por mapear os sinais em códigos compostos por dígitos binários. Esses dígitos descrevem e registram os sinais exatamente como são compreendidos e são decodificadas com precisão todas as vezes que é lido. Para cada uma das radiações RBG é atribuído 8 bits que registram até 256 variações de cores que combinadas possibilitam até 16.7 milhões de variações. A grande vantagem que o sinal digital tem sobre o analógico é o fato de essas perdas poderem ser virtualmente eliminadas. Assim, por exemplo, se os uns (1) e zeros (0) forem representados por voltagem 1v e 0v, é muito fácil um circuito eletrônico reconstruir um sinal que chegou a seu destino como 1 – 0 – 0,8 – 0,3 – 1 – 1 ao invés de 1 – 0 – 1 – 0 – 1 – 1. Houve danificação e o 1v chegou como 0,8v, assim como o 0v chegou como 0,3v, mas como se sabe que o sinal só pode ser 0v ou 1v, o 0,8v é alterado para 1v e o 0,3 para 0. Por proporciona uma quantidade maior de informações necessárias para registrar os sinais, o sinal digital necessita de compressão para que possa oferecer desempenho. Há vários padrões e métodos de compressão. Quanto maior a taxa de compressão utilizada para reduzir o tamanho ocupado por um sinal de vídeo digitalizado, maior a probabilidade de surgirem defeitos na imagem final. Isso ocorre porque os processos de compressão utilizados para comprimir sinais de vídeo geralmente acarretam perdas de detalhes durante a compressão e não há como reconstruí-los.

4.2. Sistemas de cores

A captação e a transmissão de vídeos são feitas por ondas eletromagnéticas e as informações

de imagens são separadas em diversas partes. Em uma delas está o canal de cores, que difere de sistema de acordo com a região. Veja os principais:

4.2.1.NTSC (Nacional Television Standards Committe) Padrão criado no EUA. Adotado em países com corrente elétrica de 60 ciclos/segundo. Funciona com 30 quadros/segundo.

4.2.2.PAL (Phase Alternate Lines) Padrão criado na Alemanha Corrente elétrica de 50 ciclos/segundo 25 quadro/segundo Variação adotada no Brasil: PAL-M.

4.3. Equipamentos – formatos de vídeo

Ao longo do tempo, o aperfeiçoamento da tecnologia trouxe uma infinidade de equipamentos

para gravação de vídeos. Hoje, equipamentos analógicos e digitais dividem o espaço, com diferenças de qualidade e preço. As câmeras e os VTs (equipamento para ver as imagens gravadas nas fitas) são interdependentes, não sendo possível gravar em um formato e utilizar a fita para outro. Veja alguns dos formatos:

8mm / 16mm / 35mm: formato para gravação em película. São os tamanhos das bitolas. Hi-8 / VHS: equipamentos analógicos. Pouco utilizados profissionalmente. U-MATIC: formato analógico, criado em 1970. Foi muito utilizado no segmento profissional.

Betacam: utilizado no ramo profissional. Hoje ainda utiliza-se o formato analógico, mas já há quem tenha o digital. DVCam: totalmente digital, semi-profissonal. Tem os formato mini-DV e Standard

4.3.1. Saída

Assim como a diversidade de equipamento aumentou, a quantidade de possibilidades de saída também. Além de o produto final poder ser gravado em uma fita, ele ainda pode sair em (mídias):

CD VCD MD (miniDisc) DVD HD-DVD Blu-ray

Os formatos também variam em diversas extensões de arquivo:

MPEG-1: ideal para gravação em CD MPEG-2: uma das possibilidades para DVD. Traz também um arquivo de áudio (ac3, aiff) VOB: após o vídeo ser autorado em DVD ele fica nesse formato. MPEG-4: web e móbile MOV: arquivo para o programa Quicktime. Formato aceitável para edição nas plataformas Mac e Avid. AVI: formato para edição em PC. É aceito em Avid. WMV: Formato da plataforma PC. Editável no Movie Maker.

4.2. Equipe e créditos

Quando se vê um filme no cinema, raramente se fica até o final; momento em que passam os créditos da produção. É nessa enorme lista de nomes e funções que consta as pessoas que participaram e colaboraram de alguma forma para a realização do filme: a ficha técnica. Vejamos algumas das funções que podem constar em uma produção*:

Elenco: atores e atrizes que trabalharam na produção. Organizado por ordem de importância, aparecimento ou alfabética. Produtor executivo: reponsável em fazer cumprir o cronograma traçado previmente, dentro do orçamento e tempo previstos; controlar gastos e coordenar os detalhes técnicos, administrativos e logísticos (Diretor de produção). Diretor: responsável pela criação artística (concepção e execução). Supervisiona o roteirista, comanda e orienta os atores e conduz o trabalho. Produtor: coordenação dos meios necessários para a realização de um programa. Em cinema, o produtor também é quem financia ou consegue financiamento para a produção. Roteirista: planeja e escreve o roteiro (história). Diretor de fotografia: responsável pela imagem, nitidez, iluminação e efeitos fotográficos. Diretor de som: responsável pelo controle e supervisão do som, inclusive desempenho dos equipamento utilizados (Diretor de áudio). Cinegrafista/Câmera: operador de câmera (equipamento). Editor: encarregado de editar, montar, o filme (vídeo), aliando áudio, vídeo, legendas e o que mais a produção exigir.

Nos créditos finais de um filme, muitas outras funções podem entrar nesta lista, como assistentes e distribuidores. Além das pessoas envolvidas, também se pode citar os colaboradores, prestar agradecimentos e finalizar com imagens (logomarcas) relativas a produção e a realização do projeto.

Exemplo:

Tela 1

Tela 2

Produção

Realização

Érica Ribeiro

Érica Ribeiro

Érica Ribeiro
Érica Ribeiro

* Os nomes das funções variam de acordo com o veículo a que se propõe a produção. Por exemplo, no cinema, o responsável pelo cenário é o Diretor de Fotografia; já na TV, existe o papel do cenógrafo e do iluminador.

5. GRAVAÇÃO

Após conhecer um pouco mais sobre as técnicas de vídeo e como realizar uma produção, é chegada a hora de começar a “pôr a mão na massa”. E como em todos os lugares, deve existir um planejamento prévio, inclusive para a gravação. Um dos métodos utilizados para que não se perca tempo na hora de gravar é o uso do story- board, que mostra um seqüência de desenhos para orientar as gravações. Esses desenhos mostram visualmente como as cenas deverão ser gravadas, determidas pelas tomadas descritas no roteiro.

Story-board do filme ‘Menino Maluquinho’, de Ziraldo (direção de Tarcísio Vidigal)

(Imagem: Dicionário de Comunicação, p.695) No entanto, para entender a linguagem utilizado no Story-board é

(Imagem: Dicionário de Comunicação, p.695)

No entanto, para entender a linguagem utilizado no Story-board é necessário saber as nomenclaturas utilizadas. O enquadramento, por exemplo, é quando se delimita a imagem que deverá ser gravada (como se fosse um quadro). Ele é feito de acordo com a percepção visual que se deseja, o que se quer mostrar para o público. Pessoas muito afastadas, pés cortados e placas que não dão para ler, podem ser problemas de enquadramento dependendo da intenção da imagem. Além do propósito, é preciso observar a ‘plasticidade’ das cenas a se obter. Os planos e os movimentos a serem utilizados influenciam nesse enquadramento. Em telejornal, por exemplo, localiza-se o repórter/entrevistado a direta ou a esquerda do vídeo para mostrar o lugar ou pessoas (em um segundo plano). O enquadramento central é mais utilizado em estúdio ou planos mais abertos. Tudo, sempre vai depender dos objetivos do vídeo e da harmonização da cena. Portanto, é preciso saber olhar o ambiente para realizar um bom enquadramento e encaixar na tela aquilo que realmente interessa mostrar ao espectador.

Sugestões para enquadramento

Evite:

queixos descansando na borda inferior da tela cabeças batendo no topo da tela objetos, flores, postes saindo da cabeça das pessoas linhas horizontais saindo das orelhas as costas do entrevistador tapando metade da tela quando em contra-planos deixar espaço muito grande entre a cabeça e o topo da tela ‘esconder’ entrevistado no canto da imagem, aparecendo grande parte do cenário

fazer a imagem de baixo para cima (ou ao contrário)

Procure:

enquadrar o ponto entre os olhos situado a dois terços da altura da tela ‘olhar direcional’ (voltado para o que se vai ver) e ‘espaço para movimentação’ (ameniza o movimento) obter profundidade, colocando algum detalhe no plano da frente e assegurando uma iluminação não muito uniforme (realidade). ângulos originais.

Fonte: On Camera

5.1. Planos e movimentos de câmera

Os planos são muitos e variados, e o cinema costuma usar e abusar deles. Em telejornalismo, alguns planos são mais freqüentes:

a)

big-close

a) big-close

b)

close

b) close

c)

plano médio (PM)

c) plano médio (PM)

d)

plano médio aproximado (PMA)

e)

plano americano (PA)

e) plano americano (PA)

f)

plano de conjunto (PC)

f) plano de conjunto (PC)

g)

plano geral (PG)

g) plano geral (PG)

h)

Plano e contraplano

h) Plano e contraplano

i) Plano seqüência: uma seqüência de planos sem cortes.

 

j)

Planos/Imagens de Apoio: imagen utilizadas para substituição ou movimentação de cenas. São úteis também para

cobrir algum erro de corte/gravação.

Além de a câmera estar sempre gravando o personagem, também há a possibilidade de se gravar pelo olhar dele, reproduzindo o seu ponto-de-vista. A esse posicionamento, dá-se o nome de Subjetiva.

Os movimentos de câmera são importantes para tirar a monotonia dos quadros parados. Há alguns padrões para os movimentos; mas, assim como para os planos, não há regras para uma gravação e tudo dependerá do que se pretende mostrar no produto final.

a) Panorâmica (PAN): movimento horizontal contínuo, com a câmera parada no mesmo eixo e se movimento de modo angular, da esquerda para a direita ou vice-versa.

b) Tilt: uma panorâmica vertical.

c) Travelling: passeio da câmera. A câmera se desloca sem mudar o ângulo

d) Dolly: o deslocamento da câmera na vertical, no mesmo ângulo, muito comum em cinema, mas praticamente sem uso em telejornalismo.

e) Zoom in ou out: movimento que é o movimento de aproximação e afastamento, com a câmera parada, diante do objeto filmado.

ZOOM X Aproximação Há uma diferença tênue entre a utilização do zoom e a aproximação da câmera do objeto em cena. O zoom é um movimento que parte de um recurso das câmeras, com a mudança de lentes. Já a aproximação (ou afastamento) pode vir do movimento de travelling, por exemplo.

Glossário:

 

Grua: tipo de guindaste que traz em sua extremidade uma plataforma na qual são suspensos o

câmera e os equipamentos para determinadas tomadas.

 

Tripé: suporte para câmeras e equipamentos de iluminação. Portátil. Serve para dar estabilidade a

imagem.

 

Dolly: além de um movimento, é um equipamento com rodas para facilitar a movimentação da

câmera.

 

5.3. Iluminação

O mais importante sobre iluminação a se saber é: SEM LUZ NÃO HÁ IMAGEM. Então, essa

deverá ser a sua maior preocupação. Ver se o local está iluminado o suficiente para a captação da imagem é o começo para uma boa gravação. A qualidade da imagem também se relaciona com a quantidade de luz disponível – e não só para menos. Muita luz também pode atrapalhar a imagem, o que se chama de imagem ‘estourada’. Nesse caso, o branco fica tão claro que traz a sensação de iluminação excessiva e faz o espectador ‘apertar os olhos’, tentando diminuir a quantidade de luz do vídeo.

Então, tanto em externas (gravação fora do estúdio) quanto em estúdios e ambientes fechados, deve-se utilizar equipamentos para iluminar o lugar ou amenizar a luz (com relação a sombras, principalmente).

5.3.1. Equipamentos

A quantidade de equipamentos disponíveis para trabalhar a iluminação do ambiente de

gravação é enorme, no entanto, listaremos os mais comuns e básicos para uma produção simples.

a)

SunGun:

utilizado na

mão ou

acoplado à

a) SunGun: utilizado na mão ou acoplado à

câmera.

 

b) Spot Light: parece um SunGun, mas fica no tripé ou no alto do estúdio.

b) Spot Light: parece um SunGun, mas fica no tripé ou no alto do estúdio.

c)

Sotf Light Horizontal: várias lâmpadas na

c) Sotf Light Horizontal : várias lâmpadas na
c) Sotf Light Horizontal : várias lâmpadas na

horizontal, um equipamento mais retangular. Usa tripé.

Alguns equipamentos desse tipo permitem várias posições, incluindo utilizar a possibilidade de utilizá-lo na vertical.

d)

Rebatedor: equipamento utilizado para

Utilização do rebatedor

Utilização do rebatedor

 

atenuar os contrastes da luz. Muitas vezes substituído por isopor.

os contrastes da luz. Muitas vezes substituído por isopor. e) Difusor: tem como função suavizar a

e)

Difusor: tem como função suavizar a luz

e) Difusor: tem como função suavizar a luz

direta. É posicionado em frente ao equipamento

de iluminação. Muitas vezes é substituído por papel manteiga.

O uso desses equipamentos pode ser em conjunto, utilizando-se vários deles para chegar ao resultado esperado. Muitos Spots são localizados, por exemplo, em cantos estratégicos do estúdio para chamar atenção para algo ou para ambientar o local, trazendo cores (com o auxílio das gelatinas) e compondo o cenário.

5.3.2. Iluminação básica

Apesar de a iluminação ser mais relacionada ao olhar e percepção do que se deseja, podemos indicar uma iluminação padrão para gravação em estúdio com uma pessoa. Para essa iluminação parecer natural, utilizamos três pontos de luz: luz principal, luz secundária e contra-luz. Veja as características de cada uma:

a)

Luz principal ou chave: ela é forte (hard ou dura) e traz a imagem (‘revela’ o que se vai mostrar). É localizada próxima a câmera que fará a captação das imagens e traz a luz de

cima para baixo.

b) Luz secundária ou complementar: ela é mais suave que a luz principal (soft) e fica ao lado oposto dela. As sombras criadas pela luz principal são amenizadas com esse foco.

c) Contra-luz: é uma luz dura e forte, fica localizada de um dos lados atrás da pessoa, trazendo a luz de cima para baixo (mas não exatamente em cima do entrevistado, um pouco mais para trás). A contra-luz dá profundidade à cena, já que em TV a imagem é bidimensional, destacando o fundo. Também traz brilho aos cabelos e ilumina dos ombros.

5.3.3. Uso do Chromakey

Uma das possibilidades que a iluminação traz é o recurso do Chromakey – para isso, inclui-se também a edição. Veja o esquema:

– para isso, inclui-se também a edição. Veja o esquema: Imagem: On Camera Dicas para não

Imagem: On Camera

Dicas para não atrapalhar sua iluminação

Dicas para não atrapalhar sua iluminação
Figurino Evite listras e estampas, elas podem se misturar com o cenário ou chamar mais

Figurino Evite listras e estampas, elas podem se misturar com o cenário ou chamar mais atenção que a informação

Luz de cenário O ideal é que a luz seja suave, a não ser que o contraste seja o resultado esperado.

5.3. Captação de áudio

O vídeo sem áudio pode não apresentar aquele tom esperado. Com ele, é possível trazer sentimento a uma cena. Para isso, há diversas formas de fazer a captação do áudio. No entanto, escolher como será feita essa captação não é tão simples, como plugar o mic e começar a gravar.

“Microfones [

estiver ao seu alcance [

cuidadosamente escolhidos para o seu programa” (Watts)

]

parecem mais rede de pesca. Eles captam todo o som que

]

Os microfones, portanto, precisam ser

Então, dependendo do que se deseja, é necessário conhecer os equipamentos e utilizá-los de forma adequada a cada situação específica, lembrando ainda que somente alguns tipos de microfones são ‘aceitáveis’ em cena – como o de mão, o lapela e os microfones em pedestal. A seguir, você encontrará alguns tipos de microfones, uso e sensibilidade de cada um.

5.3.1. Equipamentos

a) Omnidirecionais: captam sons de todas as direções. Muito sensível

a) Omnidirecionais: captam sons de todas as direções. Muito sensível
a) Omnidirecionais: captam sons de todas as direções. Muito sensível

b) Bidirecionais: captam sons de duas direções

b) Bidirecionais: captam so ns de duas direções
b) Bidirecionais: captam so ns de duas direções

opostas

c)

Direcionais: mais utilizados em telejornalismo, o som é captado pela parte frontal. De mão e lapela.

  Cardióides Supercadióides d) Ultradirecionais: Ótimo para sons frontais em que o microfone não pode
  Cardióides Supercadióides d) Ultradirecionais: Ótimo para sons frontais em que o microfone não pode
  Cardióides Supercadióides d) Ultradirecionais: Ótimo para sons frontais em que o microfone não pode
  Cardióides Supercadióides d) Ultradirecionais: Ótimo para sons frontais em que o microfone não pode
 

Cardióides

Supercadióides

d)

Ultradirecionais: Ótimo para sons frontais em que o microfone não pode aparecer. Excelente para captação de som frontal à distância. Canha, boom.

sons frontais em que o microfone não pode aparecer. Excelente para captação de som frontal à
sons frontais em que o microfone não pode aparecer. Excelente para captação de som frontal à

Sugestões dadas por Harris Watts (On Câmera) Os microfones direcionais (canhão) têm de ser apontados com precisão. Os microfones lavalier (lapela) produzirão ruídos se a pessoa movimentar-se demais. Os microfones de mão requerem prática para serem utilizados. Os microfones sem fio permitem maior mobilidade de movimentos Cuidado com os microfones e suas sombras na cena – mantê-los fora. Grave um minuto do som ambiente Confira os possíveis ruídos do local de gravação e as dificuldades que encontrará para a captação.

6. EDIÇÃO

“(cn, ra, tv) 1. O mesmo que montagem. 2. Reunião de textos ou cenas já gravadas, na elaboração de programas jornalísticos, de documentários, etc.”

Montagem: “(tv) Processo de escolha das imagens captadas pelas

câmeras, incluindo cortes e feitos diversos programa gravado em videotape”

Elaboração final de uma

Conceitos do Dicionário de Comunicação.

Esse, então, é o momento final da produção do vídeo, seguindo pelas cópias e distribuição – se for o caso. Nessa etapa são realizados:

Seqüências de imagens. As imagens são ‘arrumadas’ de acordo com o roteiro Inclusão de áudio (música, trilha sonora, sonoplastia, off, etc) Inclusão de efeitos (animação, croma, etc) Vinhetas Créditos, legendas

Para tornar a sua edição mais rápida, utilize a decupagem do vídeo.

Um processo em que você anota o Time Code (TC) das imagens e descreve o que está acontecendo.

O Time Code é a localização de tempo na fita das imagens gravadas.

Você deve utilizar a seguinte forma:

1h30’20’10, onde estão, respectivamente hora, minutos, segundos e frames 1 .

6.1. O ritmo do vídeo

Diversos fatores e recursos compõem uma edição e são responsáveis pelo produto final que o espectador irá consumir. Dependendo do que se deseja, utiliza-se uma edição mais ritmada, de acordo com que o que vai mostrando, seguindo o som e produzindo emoções. Essa composição final é que monta a história com princípio, meio e fim – é quando, no final, tudo fará sentido. O off (texto falado por narrador) e a música são incluídos nessa fase e dão a forma do vídeo, no entanto, ainda se pode utilizar outros recursos técnicos na edição.

6.1.1. Efeitos:

Há alguns efeitos conhecidos do público que são vastamente utilizados

a) Fade in/ out: aparição gradual da imagem/som na tela / desaparecimento gradual da imagem/som. No caso da imagem, é mais comum para o preto ou para o branco.

b) Fusão: desaparecimento gradual de uma imagem com o aparecimento de outra no mesmo momento. Chama-se de efeito de transição.

Mesmo sabendo que hoje a quantidade de possibilidades do uso de efeitos em vídeo é infinita, é preciso utilizar esses recursos com precaução. Muitas transições de vídeo podem tornar as passagens de imagens cansativas a monótonas e o excesso de efeitos pode dar a impressão de que se deseja esconder algo ou tapar buracos nos vídeos, criando os ‘defeitos visuais’.

1 Quadro que compõem uma imagem em movimento. No Brasil, utilizamos 30 frames para formar 1 segundo.

6.2. Tipos

O processo de edição pode ser linear ou não linear.

A edição linear é realizada de máquina para máquina, sem o auxílio de computador. Usa-se

A edição linear é realizada de máquina para máquina, sem o auxílio de computador. Usa-se um VT play e um VT rec e com uma mesa de corte se monta o vídeo.

Já edição não-linear consiste em uma edição, por

edição não-linear consiste em uma edição, por

meio de computadores, de vídeo e/ou áudio. O

material é digitalizado, ou seja, passado para o

computador, para ser montado. A principal mudança é

que com ela não é preciso seguir uma linha cronológica

de tempo, o editor pode ir montando o material do

modo como preferir e só ao final juntar os “pedaços”.

Para a edição não-linear, o mercado dispõe de diversos softwares voltados para diversas

plataformas.

Os programas mais conhecidos para edição e finalização: Windows Movie Maker, Avid, Final

Cut, Adobe Premiere, Maya, Pinnacle, DVD Studio Pro, Vegas, entre outros.

Animação: Adobe After Effects, Macromedia Flash, 3d Studio Max, LiveType.

Freeware (download gratuito)

Avid 1.6. Versão reduzida.

Movie Maker.

Esses programas podem ser encontrados em:

http://superdownloads.uol.com.br ou www.baixaki.com.br

O Windows Movie Maker vem junto ao Windows XP e a maioria das pessoas tem em seus

computadores mas não sabem. Para achá-lo, entre no Meu Computador, Diretório C, Arquivos de

Programas. Lá você achará o Movie Maker; entre na pasta, crie um atalho e ao trabalho!

Ao final dessa apostila, você encontrará um pequeno tutorial do Movie Maker. Divirta-se.

7. Referências bibliográficas

BARBOSA, Gustavo; RABAÇA, Carlos Alberto. Dicionário de Comunicação. 2 ed. rev. e atualizada. Rio de Janeiro: Campus, 2001.

BITTENCOURT, Luis Carlos. Manual de Telejornalismo. Disponível em http://www.telejornalismo.com

KELLISON, Catherine. Produção e direção para TV e vídeo. Uma abordagem prática. Rio de Janeiro:

Campus.

PATERNOSTRO, Vera Íris. O texto na TV. Manual de Telejornalismo. Rio de Janeiro: Campus, 1999.

WATTS, Harris. On Câmera. O curso de produção de filme e vídeo da BBC. São Paulo: Summus,

1990.

8. ANEXOS

8.1. O texto casado com a imagem (Vera Íris Paternostro – O texto na TV)

Quando o telespectador liga a televisão para assistir ao telejornal, ele quer saber as notícias, tomar conhecimento dos fatos através da imagem de tais fatos. Quando existe uma imagem forte de um acontecimento, ela leva vantagem sobre as palavras. Ela é suficiente para transmitir, ao mesmo tempo, informação e emoção. Não vamos ver aqui a imagem como uma espécie de rainha, uma soberana que se impõe aos seus súditos pela simples presença. Mas, vamos refletir em cima de algo que entra na casa das pessoas possibilitando-lhes a visão de uma realidade externa àquela em que vivem. É nesse contexto que entendemos as imagens no telejornalismo. Só se faz TV com imagem, mas a palavra tem lugar garantido.

O nosso desafio é descobrir como e quando usar a palavra.

Em telejornalismo, a preocupação é fazer com que texto e imagem caminhem juntos, sem um competir com o outro: ou o texto tem a ver com o que está sendo mostrado ou não tem razão de existir, perde a sua função. O papel da palavra pe dar apoio à imagem e não brigar com ela Se observarmos com atenção algumas reportagens na TV, vamos notar a total incompatibilidade entre texto e imagem. Há casos de redundância, quanto o texto descreve exatamente o que se vê. Há casos de paralelismo, quando texto e imagem não se complementam, caminhando lado a lado, de forma independente. Há casos de distanciamento, quando texto e imagem não têm absolutamente nada a ver um com o outro. Para escrever um texto de TV, precisamos, antes de tudo, saber quais as imagens disponíveis que temos para serem usadas de forma coordenada com as informações. Não podemos escrever uma palavra que seja ignorando as imagens, sem conhecer as imagens. Temos que levar em conta que estamos trabalhando primordialmente com a imagem. Sem ela, estaremos fazendo rádio, revista ou jornal.

A imagem é parte da natureza da TV, e em

telejornalismo precisamos casar imagem e informação. Então, de imediato, vamos verificar se temos imagens correspondentes às informações que pretendemos incluir no nosso texto. Temos? Ótimo, já dá para começar a contar nossa história. Não temos? Vamos em busca de alguma solução visual que possa nos ajudar na edição da matéria.

Somente a partir desse primeiro passo é que o jornalista pode começar a escrever: com as

imagens na cabeça e com as informações no bloco de apontamentos é que ele vai construir o texto.

A idéia de se fazer um texto descritivo, uma espécie de “audiovisual”, deve ser totalmente

deixada de lado. Não há necessidade de se descrever o que o telespectador já está vendo. É óbvio demais. E chato. A narrativa da matéria vai se tornar redundante e cansativa. Para se associar à imagem – sem redundância –, o texto precisa basicamente identificar os elementos fundamentais da notícia. Aliás, uma prioridade em qualquer texto jornalístico – independentemente de estilo, forma ou veículo. Mas, na TV, é com palavras precisas, bem

escolhidas, que o texto deve responder às seis perguntas clássicas – os elementos fundamentais de toda notícia: quem? o quê? quando? onde? como? por quê? Sem descrições redundantes, com informações fundamentais, simples e direto, o texto vai naturalmente se casar com a imagem

A esses ingredientes devemos acrescentar algo que muitas vezes está no próprio jornalista: a

emoção. Na prática do trabalho com a imagem, a sensibilidade também se desenvolve. Juntar imagem, emoção e informação é uma boa saída para transmitir a notícia com a qualidade ideal. E assim, casa um que escreve para a TV deve ainda encontrar um estilo próprio, pessoal, intransferível, de forma a se destacar do estilo padronizado que encontramos na televisão brasileira. Criamos um exemplo para esclarecer a idéia que queremos passar. Temos uma notícia, um fato: um grupo de sem-terra invade uma fazenda. O proprietário chama a polícia para que eles sejam retirados. Os sem-terra já montaram barracas de lona e pretendem lutar pela posse da terra. Vamos imaginar:

Imagens

Barracas, homens, mulheres e crianças, policiais investindo sobre o acampamento e as conseqüências dessa ação.

Texto Os policiais chegaram com tudo, pela manhã, na área da fazenda onde os sem- terra estão acampados. Eles vieram a cavalo e trouxeram também vários tratores. Cada barraca do acampamento foi sendo destruída, uma a uma, com muita violência. Dezenas de homens, mulheres e crianças, desesperados, corriam para todos os lados. Eles levavam nas mãos o pouco que podiam salvar de suas coisas.

Esse texto está descrevendo, literalmente, a ação mostrada nas imagens, com muitos detalhes, muitos adjetivos, frases longas, intercaladas, palavras que mais confundem do que esclarecem. As duas mensagens que estão sendo emitidas (visual e auditiva) estão redundantes, repetitivas. Podemos poupar o telespectador disso, e ainda sermos mais eficientes na emissão de nossa mensagem. Vamos refazer o texto, lembrando: temos uma imagem forte, uma imagem de impacto; temos emoção; temos informação. Veja como pode ficar:

A polícia chegou cedo para retirar os sem-terra da área invadida.

Em pouco tempo, o acampamento foi destruído (sobe o som ambiente) Homens, mulheres e crianças saíram correndo e ainda tentaram salvar o que sobrou (sobre som ambiente/fade de áudio e vídeo)

Na indicação ‘som ambiente’ estará caracterizada toda a força e a natureza da imagem, sem necessidade de palavras, sem necessidade de descrever a cena. Apenas com o ‘som ambiente’ da situação.

A imagem tem a narrativa própria, e para transmitir a emoção de um momento, o silêncio ou

o som original do que está acontecendo, vale mais do que frases descritivas, longas, repetitivas.

Nesse exemplo, a palavra perde em força para a imagem. Por isso, devemos saber medir suas características. É apenas isso, e nada mais. Ainda devemos levar em conta um fator importantíssimo: a televisão nunca é dona absoluta do ambiente. Onde quer que ela esteja, está sofrendo a interferência de outros elementos. Muitas vezes a TV está na sala de jantar e o jornal é apresentado na hora das refeições. Não há, com certeza, uma concentração – a mesma que existe, por exemplo, em uma sala escura de cinema – para atrair a atenção total dos telespectadores. Existem alguns recursos de texto que podem ser usados para sensibilizar o telespectador para determinada notícia, destacando o que está para ser anunciado:

Atenção para esta última informação Uma notícia que acabamos de receber Urgente: as agências informam que

Existem também os recursos de texto para ressaltar determinadas imagens da matéria, para valorizá-las ou mesmo para permitir que o telespectador esteja atento naquele momento:

Vamos acompanhar as imagens Vejam agora imagens exclusivas Os detalhes nas imagens em câmera lenta

A sensibilidade aliada ao bom senso, que todo jornalista deve ter, vai indicar como e quando

esses recursos precisam ser usados.

E não devemos nos esquecer: como a imagem está sempre em destaque na TV, as

informações visuais serão bem captadas pelo telespectador. Quando temos um texto jornalístico que, por alguma razão, não possui imagens correspondentes, devemos buscar uma forma de visualizar a informação: podemos lançar mão de recursos gráficos que, ao acompanhar tal texto,

vão facilitar a compreensão. São os recursos visuais produzidos a partir de informações, tais como mapas, selos, desenhos, gráficos, quadros parados, legendas, fotos, animação, simulação, reconstituição etc. Essas ‘imagens’ são chamadas em telejornalismo de artes, e são criadas pela Editoria de Arte das emissoras de TV. As artes introduzidas em uma reportagem devem ter o objetivo claro de ajudar o telespectador a entender a mensagem que sta sendo transmitida. Devem ser usadas na medida exata, discretas e eficientes, evitando transformar a matéria em uma alegoria.

Já temos visto no telejornalismo brasileiro um recurso de arte muito utilizado nos Estados

Unidos: quando não são permitidos câmeras e microfones dentro de um tribunal onde está

acontecendo um julgamento de grande mobilização, um desenhista pode reproduzir as cenas acontecidas no tribunal, e os desenhos passam a ser as ‘imagens’ do texto jornalístico, de forma que o telespectador tenha como visualizar a informação que está recebendo.

O que concluímos aqui é que a imagem realmente deve ser uma preocupação constante na

matéria, desde a elaboração da pauta, em todas as etapas da produção até a edição final. Não podemos conceber uma reportagem de TV sem que prevaleça a presença da imagem.

Resumindo Não se faz TV sem imagem, mas a palavra tem lugar garantido. É preciso combinar informação visual com informação auditiva sem prejuízo para uma ou outra. O papel da palavra é dar apoio à imagem e não competir com ela; texto e imagem devem ser complementares e não excludentes. Verifique quais são e como são as imagens disponíveis, antes de escrever o texto: é muito importante saber exatamente se existem imagens que correspondem às informações que vão estar no texto. O texto não deve ser descritivo. Não há necessidade de se descrever o que o telespectador já está vendo. Evite redundâncias entre imagens e texto; evite paralelismo. Identifique no texto os elementos fundamentais da notícia: que? quê? quando? onde? como? por quê? A simplicidade na associação texto/imagem vem da sensibilidade do jornalista. A imagem tem uma narrativa própria e pode transmitir informação e emoção, sem palavras.

Uma imagem forte pode ser valorizada por recursos de texto.

Um texto jornalístico pode precisar de recursos visuais para ser vem compreendido (as artes).

Não podemos conceber uma reportagem de TV sem que prevaleça a força da imagem. Desde a

pauta, durante a produção e a gravação de uma reportagem, é importante ter em mente que

aquela matéria só é assunto para televisão se tem imagem

8.2. Tutorial do Movie Maker

para televisão se tem imagem 8.2. Tutorial do Movie Maker WINDOWS MOVIE MAKER 8.2.1. Um pouco

WINDOWS MOVIE MAKER

8.2.1. Um pouco sobre o programa

O Windows Movie Maker é um programa de edição de vídeos. Ele vem junto com o Windows

XP e é de fácil manipulação. Você pode importar arquivos de mídia digital existentes que tenham suporte do Windows Movie Maker para usar em seu projeto. Os arquivos que podem ser importados podem estar armazenados ou podem ser importados do disco rígido de seu computador, de um local da rede compartilhada, de um CD ou de uma mídia removível. Ao importar arquivos no Windows Movie Maker, você poderá importar um arquivo ou vários arquivos de uma só vez. Um arquivo de origem importado permanece no mesmo local do qual foi importado. O Windows Movie Maker não armazena uma cópia real do arquivo de origem; em vez disso, um clipe com referência ao arquivo de origem inicial é criado e aparece no painel Conteúdo. Depois de importar arquivos para o projeto, não mova, renomeie nem exclua os arquivos de origem iniciais. Se você adicionar um clipe a um projeto depois de o arquivo de origem correspondente ter sido movido ou renomeado, o Windows Movie Maker tentará automaticamente localizar o arquivo de origem

inicial. Se o arquivo de origem for excluído, deverá ser colocado no computador ou em um local que

o computador possa acessar novamente.

8.2.2. Tipos de arquivo com suporte Você pode adicionar conteúdo ao seu projeto do Windows Movie Maker capturando o

conteúdo diretamente no Windows Movie Maker ou importando arquivos de mídia digital existentes. O conteúdo capturado no Windows Movie Maker é salvo no Formato do Windows Media. Contudo, também é possível importar conteúdo existente com base no Windows Media, bem como outros formatos comuns de arquivo.

É possível importar para o Windows Movie Maker arquivos com as seguintes extensões de nome de arquivo para uso em seu projeto:

1. Arquivos de áudio: .aif, .aifc, .aiff .asf, .au, .mp2, .mp3, .mpa, .snd, .wav e .wma

2. Arquivos de imagem: .bmp, .dib, .emf, .gif, .jfif, .jpe, .jpeg, .jpg, .png, .tif, .tiff e .wmf

3. Arquivos de vídeo: .asf, .avi, .m1v, .mp2, mp2v, .mpe, .mpeg, .mpg, .mpv2, .wm e .wmv

ATENÇÃO!

Um dos fatores mais importantes para o editor de vídeo é a organização dos arquivos. O MM e

a maior parte dos editores de vídeos funcionam com links entre arquivos. Os vídeos, áudio e

imagens visualizados dentro da área de trabalho são uma projeção dos arquivos guardados nas pastas. Portanto, muito cuidado ao remover e apagar pastas. Se você precisar utilizar outro computador para dar continuidade ao seu trabalho, leve todos os arquivos, inclusive possíveis fontes.

8.2.3.

Área de trabalho

8.2.3. Área de trabalho 8.2.4. Configurações a) Definindo o formato de vídeo 1. No meu Ferramentas

8.2.4. Configurações

a) Definindo o formato de vídeo

1. No meu Ferramentas, clique em Opções e, em seguida, clique na guia Avançado.

2. Dependendo da câmera de vídeo digital ou do videocassete e do formato de vídeo que ele usa, proceda de uma das seguintes maneiras:

Selecione NTSC se a câmera ou o videocassete de vídeo digital usar o formato padrão de vídeo NTSC.

Selecione PAL se a câmera ou o videocassete de vídeo digital usar o formato padrão de vídeo PAL.

É nesse ponto que você irá definir a saída do seu material, não só o sistema como também o formato, 4x3 (tela cheia) ou 16:9 (wide screen).

Outras opções do avançado:

Durações Padrão: Aqui você configura a duração padrão de uma foto/imagem adicionada ao vídeo e também pode configurar o tempo que deve ter uma transição como padrão. Não é aconselhável deixar muito tempo como o padrão. E-mail: Aqui você seleciona o tamanho máximo padrão para um vídeo que será anexado a um e- mail.

8.2.5. Iniciando a edição

O MM é um programa bastante intuitivo e fácil de utilizar. Praticamente todos os comando são dados

a você, basta fazer um esforço e ler tudo que está na tela. Então para iniciar, começamos importando os vídeos, os áudios e as imagens que iremos utilizar para nossa Coleção. Para isso, clique nas opções do Menu localizado a esquerda da tela. Caso ele não esteja visível, clique no menu acima em Tarefas.

Após seguir os primeiros passos citados acima, você já fez o básico para começar a

Após seguir os primeiros passos citados acima, você já fez o básico para começar a edição de seu vídeo. Já trouxe para a área de trabalho todos os componentes necessários para a edição, então agora você deve arrastar para a linha de tempo as musicas, vídeos capturados e imagens que deseja para a edição. Para isso clique e arrasta as partes desejadas até a linha de tempo na ordem que você prefere que sejam exibidas.

A linha do tempo pode aparecer de duas formas, escolha a que mais lhe agrada.

Modo Storyboard Modo Linha do tempo
Modo Storyboard
Modo Linha do tempo

Na parte direita da área de trabalho se encontra a Tela de Exibição. Nela você pode assistir o resultado temporário de seu vídeo. Os botões têm as seguintes funções: play[1], stop[2], voltar[3], quadro anterior[4], próximo quadro[5], avançar[6], cortar*[7] e capturar Imagem**[8].

quadro[5], avan çar[6], cortar*[7] e capturar Imagem**[8]. Cortar*: com esse recurso, você pode divi dir um

Cortar*: com esse recurso, você pode dividir um vídeo em quantos quiser. Basta clicar na cena que deseja cortar, e logo em seguida deve arrastar o marcador azul até a área a ser cortada. Após escolher a área clique em Cortar e seu vídeo será dividido exatamente na parte que você marcou. Capturar Imagem**: tira uma foto da imagem que está na tela de exibição. Muito útil para tirar fotos de certos momentos de

algumas cenas de vídeos. Para isso, enquanto estiver rodando o vídeo na tela de exibição, pare o vídeo clicando em Pause e utilize as opções "Quadro Anterior" e "Próximo Quadro" para se aproximar do momento em que queira capturar a imagem. Após capturar a imagem, escolha onde deve ser salva, e automaticamente uma copia será adicionada na área de trabalho do

MM.

8.2.6. Editando o vídeo

Após arrastar os clipes para a linha do tempo, você deve fazer os cortes ou arrastar as laterais (iniciais ou finais) para selecionar as cenas desejadas – assim como também o áudio ou as fotos.

Para colocar efeitos de vídeo, transições e créditos, também basta clicar nas opções do Menu à esquerda.

28 tipos diferentes de efeitos:

Alto Contraste: aumenta o contraste do vídeo que é adicionado; Aquarela: adiciona efeito aquarela ao vídeo, deixando-o com tons manchados; Aumentar Velocidade, Dobro: faz o vídeo ficar duas vezes mais acelerado. Se o vídeo possuir som próprio, o som terá velocidade aumentada também. Se adicionar duas vezes a velocidade duplicará novamente, se tornando 4 vezes mais rápido; Brilho, Aumentar: aumenta o brilho ao vídeo que é adicionado; Brilho, Diminuir: diminui o brilho ao vídeo que é adicionado; Coluna de Fumaça: deixa o vídeo com tons de fumaça passando na tela durante a exibição; Entrar: faz a imagem do vídeo ir se aproximando; Escala em cinza: adicionado ao vídeo, faz ele ficar preto e branco; Espelho, Horizontal: faz o vídeo trocar o lado da tela (horizontalmente), igual reflexo de um espelho; Espelho, Vertical: faz o vídeo trocar de lado da tela (verticalmente), igual reflexo de um espelho; Fade In, do Branco: adiciona efeito de fade branco ao inicio do vídeo selecionado; Fade In, do Preto: adiciona efeito de fade preto ao inicio do vídeo selecionado; Fade Out, Para Branco: adiciona efeito de fade brando ao final do vídeo selecionado; Fade Out, Para Preto: adiciona efeito de fade preto ao final do vídeo selecionado; Girar 90: gira a imagem de exibição em 90º; Girar 180: gira a imagem de exibição em 180º; Girar 270: gira a imagem de exibição em 270º; Granulação do Filme: adiciona efeito granulado ao filme, semelhante a areia; Idade do Filme, Antigo: faz o vídeo ficar com aspecto antigo; Idade do Filme, Mais Antigo: faz o vídeo ficar com aspecto mais antigo; Idade do Filme, Muito Antigo: faz o vídeo ficar com aspecto muito antigo; Limite: alitera coloração do vídeo para o máximo possível; Mancha: faz o vídeo ficar embaçado, diminuindo a visibilidade; Pixelizar: vai deixando a imagem pixelizar ao poucos, chegando a ficar todo quadriculado; Reduzir, Metade: reduz metade da velocidade do vídeo. Se o vídeo possui som próprio, o som terá velocidade aliterada também. Cada vez que adicionar novamente, a velocidade será reduzida pela metade; Sair: faz a imagem do vídeo ir se afastando; Tom de Sépia: faz o vídeo ficar com coloração alterada, não chegando a ficar preto e branco, mas dando um tom de sépia ao vídeo que ficará envelhecido; Tom, Todo o Espectro de Cores: alterna a coloração do vídeo entre todo espectro de cores, fazendo assim a cor do vídeo vir a ser verde, rosa, azul alternadamente.

Após ver os efeitos que deseja adicionar ao vídeo. Basta clicar e arrastar até encima do vídeo que deseja adicionar o efeito, então assim que fizer isso o vídeo já estará com o efeito selecionado. Para remover, basta selecionar o efeito e removê-lo.

DETALHE

Quando você adicionar um efeito a um vídeo, aparecerá uma estrela azul abaixo do nome do vídeo. Assim saberá quando um vídeo está ou não com efeitos.

Transições de vídeo: aqui você pode adicionar uma transição entre um vídeo e outro. Uma transição é a união de dois vídeos em um pequeno trecho. São no total 60 transições diferentes para você escolher: Apagar, Ampliado à Direita; Apagar, Ampliado Abaixo; Apagar, Estreito à Direita; Apagar, Estreito Abaixo; Apagar, Normal à Direita; Apagar, Normal Abaixo; Barras; Buraco de Fechadura; Círculo; Círculos; Coração; Cortar, Direita; Cortar, Direita Para Cima; Cortar, Esquerda Para Cima; Cortar, Interno; Deslizar; Deslizar, Centro Para Cima; Diagonal, Abaixo à Direita; Diagonal, Quadro Abrir; Diagonal, Riscado; Dissolver; Dividir, Horizontalmente; Dividir, Vertical; Encolher, Interno; Estrela, 5 Pontas; Estrelas, 5 pontas; Fade; Girar; Gravata Borboleta, Horizontal; Gravata Borboleta, Vertical; Inserir, Abaixo à Direita; Inserir, Abaixo à Esquerda; Inserir, Acima à Direita; Inserir, Acima à Esquerda; Inverter; Íris; Losango; Olho; Pixelizar; Preenchido em V, à Direita; Preenchido em V, à Esquerda; Preenchido em V, Abaixo; Preenchido em V, Acima; Remoinho; Retângulo; Revelar, à Direita; Revelar, Abaixo; Roda, 4 raios;

Rolar; Rotação de Página, Direita Para Cima; Rotação de Página, Esquerda Para Cima; Tabuleiro de Damas, Xadrez; Varrer, Acima; Varrer, Externo; Varrer, Interno; Ventilar, Acima; Ventilar, Externo; Ventilar, Interno; Zig-Zag, Horizontal; Zig-Zag, Vertical.

Para adicionar uma transição de vídeo, você precisa clicar e arrastar alguma das transições citadas acima e arrastá-la até entre dois vídeos. É necessário que haja dois vídeos para haver uma transição.

8.2.7. Criar título ou créditos É possível criar título ao início do filme, título antes de um clipe selecionado, título ao clipe selecionado, título após um clipe selecionado e créditos ao final do filme. O MM possui dois tipos de títulos: Títulos de uma linha e Títulos de duas linhas.

a) Títulos, uma linha

Surgir, Superior Esquerda: Surge da esquerda superior, sai à direita inferior; Máquina de Escrever: Digitando texto uma letra por vez; Fita Registradora: Rola da direita para esquerda na faixa colorida (sobreposição); Faixa de Notícias: Fade in e Fade out da faixa (sobreposição); Rolar, Perspectiva: Rolar em perspectiva da parte inferior para a parte superior; Brilhante: Acende e Apaga; Zoom, Menos: Reduz; Zoom, Ampliar: Amplia; Giro, Mais: Mais giro; Giro, Menos: Menos giro; Vídeo de Notícias, Inserção: Inserção de vídeo com faixa de noticias (sobreposição); Fade, Menos Zoom: Faze, mais zoom lentamente; Zoom, Menos e Mais: Zoom, menos e mais; Alongar: Alongar, menos e mais; Legenda: Legenda na parte inferior (sobreposição); Título Básico: Texto aparece sem movimento ou fade; Vídeo, em Texto: Texto de Vídeo transparente; Uau!: Contorno de forma dentada (sobreposição); Fade, Apagar: Fade, apaga da esquerda para a direita; Fade, Apagar em Salto: Fade, apaga para trás e para frente; Fade, Apagar em Elipse: Fade in e fade out na forma elíptica; Espelho: Texto surge e sai de ambos os lados; Rolar, Faixa: Rola a faixa da direita para a esquerda (sobreposição); Rolar, Invertido: Vídeo aparece em texto, rola da direita para a esquerda (sobreposição); Pingo de Tinta: Preenche com tinta.

b) Títulos, Duas Linhas

Fade In e Fade Out: Fade in, pausa, fade out; Surgir, Fade: Surge da esquerda, pausa, fade out; Sair: Fade in, pausa, sai à direita; Títulos em Movimento, em Camadas: Títulos de sobreposição transparente; Contorno de Explosão: Mais zoom, contorno explode fora da tela; Surgir, Esquerda e Direita: Surge da esquerda e da direita; Placar Esportivo: Desliza para baixo e depois para cima (sobreposição); Jornal: Mais giro e zoom (sobreposição).

c) Créditos

Rolar, Para cima Empilhado: Rolagem para cima nos créditos empilhados em pares; Ampliar: Mais zoom nos créditos de pares; Fade In e Fade Out: Fade in e fade out dos créditos de pares; Rolar, Para Cima Lado a Lado: Rolagem para cima lado a lado nos créditos de pares; Espelhar: Surgimento de ambos os lados dos créditos de pares; Explosão: Mais zoom nos créditos de pares e contorno explode fora da tela; Surgir, Esquerda e Direita: Surgimento da esquerda e da direita dos créditos de pares; Vídeo Esquerdo: Créditos rolam para cima á direita com vídeo compacto à esquerda (sobreposição); Vídeo Parte Superior: Créditos rolam para cima da parte inferior com vídeo compacto na parte superior.

8.2.8. Fechando o vídeo

Ao finaliza o seu vídeo, não bastar salvar como um arquivo do MM. Você precisar dar saída a ele, fechar o vídeo em algum formato. Para isso, vá em Concluir Filme. O aconselhável é que você salve o arquivo em seu computador de depois decida o que irá fazer com ele (gravar em CD, DVD, enviar por e-mail, etc). Então, clique em Salvar em no Computador. Aparecerá a seguinte tela:

em Salvar em no Computador. Aparecerá a seguinte tela: No primeiro item, você deve colocar o

No primeiro item, você deve colocar o nome do seu arquivo (evite espaços, acentos e cedilhas). Após, você deve escolher a pasta na qual o arquivo será salvo, para isso clique em Procurar escolha o local. Clique em Avançar>

Na próxima tela, clique em Mostrar mais opções Aparecerão as seguintes indicações:

e

Mostrar mais opções Aparecerão as seguintes indicações: e Oficina de Comunicação | Érica Ribeiro | 2008.2

Se você não ainda não tiver muitos conhecimentos sobre formatos de saída de vídeo, escolha a primeira opção: Melhor qualidade para reprodução no computador. Agora, se você quer fazer outras opções, vamos a elas:

Melhor ajuste para o tamanho do arquivo: aqui você colocará o tamanho virtual máximo que o seu vídeo poderá ter e, no fechamento, o programa fará a compressão do seu arquivo para o tamanho que você determinar. Outras configurações: fornece uma lista de configurações de filme adicionais que você pode escolher para com elas salvar o filme. Quando for escolher uma configuração desta lista, considere como planeja compartilhar o filme final. Essa lista abrange desde as configurações de filme adequadas para vídeo em um PC de Bolso até as de vídeo adequado para reprodução local que é salvo com taxa de bits e configuração de filme elevadas, como a DV-AVI (NTSC).

a) Conhecendo a tela de finalização:

Detalhes da configuração Exibe as configurações do arquivo de filme salvo na configuração atual. São fornecidos os seguintes detalhes:

Tipo de arquivo. O tipo em que o arquivo do filme é salvo no computador. Os tipos de arquivos possíveis incluem os arquivos de Vídeo do Windows Media (WMV) ou os arquivos do Formato AVI. Taxa de bits. A taxa de bits total do vídeo e áudio salvos. Geralmente, uma taxa de bits mais alta resulta em um vídeo de melhor qualidade com movimentos mais suaves. No entanto, à medida que a taxa de bits aumenta, o tamanho do arquivo também aumenta. Tamanho de exibição. O tamanho do vídeo em que seu filme é exibido (em pixels). O primeiro número indica a largura do vídeo, enquanto o segundo número indica a altura do vídeo. Quadros por segundo. O número de quadros exibidos por segundo no arquivo de filme salvo. Geralmente, um número de quadros por segundo mais alto tornará o movimento de objetos ou de pessoas parecer mais suave em seu vídeo. Formato de vídeo. O padrão de vídeo do arquivo salvo. Os dois formatos possíveis são o NTSC e o PAL. O formato de vídeo específico depende do dispositivo de captura de vídeo selecionado e do formato de vídeo por ele usado. Esse valor é exibido ao capturar vídeo como um arquivo de vídeo DV-AVI.

Tamanho do arquivo de filme Fornece uma estimativa do tamanho de arquivo do filme salvo e o espaço disponível necessário em seu disco rígido (ao salvar no computador) ou no CD gravável (ao salvar em um CD gravável), para armazenar o arquivo de filme salvo. A quantidade estimada de espaço em disco consumida pelo arquivo do filme é exibida nessa área e é determinada pelo comprimento do filme e pela configuração de filme selecionada.

Fontes:

Tópico Ajuda do Windows Movie Maker http://forum.priston.com.br

8.3. Propostas de trabalhos

Para somar as avaliações de P1 e P2 serão realizadas duas produções ao longo do semestre:

um videoclipe e um vídeo sobre a Bossa Nova (completa 50 anos em 2008). Vamos às especificações de cada uma.

a) Videoclipe

Em grupos de até cinco componentes, os estudantes deverão produzir um videoclipe com a música a escolha do grupo. O grupo deverá ficar atento ao que se faz em videoclipes comerciais e as técnicas de vídeo

(enquadramento, efeitos, edição). Data de entrega: uma semana antes da prova (data indicada no planejamento). Formato: o vídeo deverá ser entregue como arquivo (preferencialmente) – avi, mpeg, mov – em uma mídia de CD ou DVD. Tempo: livre

b) Bossa Nova

Em celebração aos 50 anos da Bossa Nova, os estudantes, em grupo de até cinco componentes, deverão desenvolver um vídeo relacionado ao assunto, podendo abordar música, comportamento, contexto históricos, histórias, shows, moda, etc. Data de entrega: uma semana antes da prova (data indicada no planejamento). Formato: o vídeo deverá ser entregue como arquivo (preferencialmente) – avi, mpeg, mov – em uma mídia de CD ou DVD. Tempo aproximado: 3’. No caso deste vídeo conter entrevistas, o grupo deverá trazer a Autorização de uso de imagem devidamente preenchida pelo entrevistado.

Antes do vídeo, deverá haver uma cartela com o nome do vídeo (música ou tema central). Já os créditos finais deverão iniciar da seguinte forma:

Universidade Veiga de Almeida Oficina de Comunicação Turma / 2008.2 Nome do professor

(créditos do grupo)

Qualquer dúvida deverá ser sanada em sala de aula ou via e-mail (erica@ericaribeiro.com) com antecedência para possíveis soluções.

8.4. Modelo de autorização de uso de imagem

AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM

Eu,

instrumento particular, o uso de minha imagem no vídeo

fins exclusivamente acadêmicos, a ser exibido nos veículos da Universidade Veiga de Almeida (TV

UVA online, RTVeiga e UTV) e durante os eventos do curso de Comunicação Social da UVA (Secom e Mostra Multimídia).

, autorizo, por meio deste , com

, RG nº

Rio de Janeiro,

de

Assinatura

de

.