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diana melissa faria maria tereza camisa maria abadia guimarães

muito além do ninho de mafagafos

um guia de exercícios práticos para aprimorar sua comunicação

abadia guimarães muito além do ninho de mafagafos um guia de exercícios práticos para aprimorar sua

Copyright © 2007 by Diana Melissa Faria, Maria Tereza Camisa, Maria Abadia Guimarães

Capa Criação: Henrique Cerioni Ilustração: iStockphoto.com/Dean Murray

Ilustração Carlos Alberto Cerioni

Projeto gráfico

Flavio Peralta

Composição e diagramação Estúdio O.L.M.

Revisão

Geraldo Chacon

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

F233m

Faria, Diana Melissa Muito além do ninho de mafagafos : um guia de exercícios práticos para aprimorar sua comunicação / Diana Melissa Faria, Maria Tereza Camisa, Maria Abadia Guimarães. - São Paulo :

J&H Editoracão, 2007. 224 p.; 14x21 cm

Inclui bibliografia e índice.

1. Fonoaudiologia. 2. Distúrbios da comunicação. 3. Distúr- bios da fala. 4. Oratória I. Camisa, Maria Tereza. II. Guimarães, Maria Abadia. III. Título.

cdd-616.855

[2007]

Todos os direitos desta edição reservados à J&H Editoração Fone (15) 3217 5238

Para contato com as autoras www.communicar.com.br dianafaria@communicar.com.br mariaabadia@communicar.com.br marecamisa@ig.com.br (15) 3212 3365:

Sumário

Apresentação

 

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Agradecimentos

 

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parte i

Uma boa comunicação

 

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Recursos facilitadores do treinamento da comunicação

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Estresse e comunicação

 

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Dicas importantes para uma boa apresentação

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Relaxamento

 

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Respiração

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. Psicodinâmica vocal

Voz

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Ênfase x expressividade na comunicação

Sotaque

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. Articulação / dicção

 

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Leitura

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parte ii

Frases com fonemas selecionados

 

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Textos com fonemas selecionados

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Bibliografia consultada .

 

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. Índice remissivo dos exercícios

Glossário

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Apresentação

este livro surgiu da necessidade de reunir estratégias que pos- sibilitassem o trabalho com indivíduos adultos que buscam um aprimoramento de sua comunicação, tanto na clínica fonoaudio- lógica quanto em assessoria. Os materiais aqui descritos foram por mim reunidos bus- cando diversificar e abranger todas as dificuldades e necessida- des dos meus pacientes e alunos dos cursos de radialista, telemar- keting, expressão verbal e oratória. Sendo assim, este livro apresenta materiais utilizados na prática fonoaudiológica coleta- dos em diversos locais com uma descrição breve de seus objeti- vos. Lembrando que há inúmeras possibilidades de uso destes materiais, e as sugestões aqui registradas deverão ser ampliadas por cada profissional. Foi com Maria Tereza Camisa que surgiu a idéia de elaborar este livro. Durante seu tratamento fonoaudiológico descobri sua incrível capacidade de produzir textos criativos a partir dos fo- nemas que eu lhe propunha. Passamos a utilizá-los no seu apri- moramento da comunicação e com pacientes e alunos dos cur- sos de radialista e oratória. Diante da boa aceitação destes alunos e da eficiência para o fim que propunha, soube que todo o nosso trabalho deveria estar à disposição para que um maior número de profissionais pudesse utilizar. Maria Tereza foi incansável procurando superar os desafios por mim lançados, criando textos, frases e trava-línguas que pu-

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dessem abranger todas as dificuldades fonêmicas solicitadas. O que ela fez com muita competência e perseverança. Maria Tereza preocupou-se ainda em utilizar palavras com grau de dificulda- de articulatória acentuada e não corriqueiras a fim de intensifi- car o treino articulatório. Assim, buscamos elaborar um peque- no glossário com as palavras não usuais que apareceram nos textos propiciando também um trabalho com o aumento de léxico. Maria Abadia Guimarães, uma grande amiga e excelente fo- noaudióloga tem ampla experiência no trabalho clínico e em as- sessoria no aprimoramento da comunicação em adultos. Maria Abadia teve importância fundamental incentivando este traba- lho, na troca de experiências fonoaudiológicas, na revisão do li- vro e na elaboração do capítulo sobre voz.

Diana Melissa Faria Fonoaudióloga

a publicação deste volume deve-se, exclusivamente, à preten- são de tentar ajudar alguém que viva os mesmos problemas que vivi e continuo vivendo. Em setembro de 2001, passei por uma intervenção cirúrgica neurológica que me deixou seqüelas pro- fundas . Perdi a capacidade de emitir sons e só voltei a falar com a ajuda, a dedicação e a sabedoria da Drª Diana Melissa Faria, que esteve sempre presente. A emissão do primeiro ÉÉ , quase inaudível, tão rouco e grave que era, foi motivo de grande ale- gria, já que eu só conseguia sibilar os SS. A partir daí, tive a cer- teza de que conseguiríamos. Era necessário insistir, treinar e trei- nar. Mas esbarramos num problema: os fonemas mais complicados. Os DR, TR, DL, PL, PR, etc. Nem sempre os textos os traziam na seqüência necessária Decidimos tentar organizar as palavras na ordem que desejáva-

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apresentação

mos. Se assim pensamos, assim o fizemos. Sempre sob a orienta- ção da Drª Diana, procurei os vocábulos adequados e tentei dar forma e seqüência lógicas. Em nenhum instante tive a intenção de me tornar escritora, ou nortear os tratamentos de quem sofre as mesmas vicissitudes que eu. Sei que sou apenas uma gota num oceano, e que outras pessoas podem ter problemas neurológicos ainda mais graves que os meus. Trago comigo, ainda e para sem- pre, uma paralisia facial à esquerda notável. Nunca fui tão olha- da. Nem quando era jovem, bonitinha e magrinha. Mas estou me acostumando. Tento não me esconder, porquê a vida está aí e me- rece ser vivida. Quem sabe, com este livro, outras pessoas criem coragem e saiam de seus casulos. Talvez até tenham muito a en- sinar, para tornar nossas vidas melhores.

Maria Tereza Camisa

é gratificante participar de uma obra como esta, que reúne um grande número de exercícios e dá ao leitor a possibilidade de criar oportunidades de aprimorar sua comunicação e saber qual

o melhor caminho para aprimorá-la. Caminho esse que pode ser

a utilização dos exercícios aqui apresentados e/ou o acompanha-

mento de um profissional da comunicação. Enfim, esperamos despertar em você o senso crítico e torná-lo mais confiante e se- guro na arte de falar.

Maria Abadia Guimarães Fonoaudióloga

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parte

i

Uma boa comunicação

uma boa comunicação pode ser traduzida por facilidade em ser compreendido. Isso significa que quando estamos diante de um bom comunicador não precisamos fazer qualquer tipo de esfor- ço para entendê-lo ou para manter nossa atenção ao que ele diz. Certamente um bom comunicador também precisa de um am- biente favorável à comunicação. Ambientes ruidosos, com reverbe- ração excessiva ou com equipamentos de amplificação sonora (mi- crofones e caixas de som) mal ajustados, também são responsáveis por dificultar a compreensão e desviar a atenção do ouvinte. Dependendo da área de atuação do comunicador, algumas ca- racterísticas comunicativas são mais exigidas que outras, porém, de modo geral, podemos listar alguns aspectos básicos a serem apri- morados para atingir uma boa comunicação. Entre eles temos:

• boa coordenação entre respiração e fala;

• consciência do efeito das pausas para a melhor

compreensão do ouvinte;

• qualidade vocal estável e agradável;

• articulação precisa dos sons;

• correto uso das ênfases;

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• ritmo e velocidade variáveis e adequados ao discurso e ao ouvinte (público alvo);

• domínio total do assunto.

Todos estes aspectos são passíveis de serem treinados e apri- morados, assim o ideal é que um profissional com experiência em comunicação oral possa orientá-lo no aprimoramento da sua comunicação.

Além destes aspectos básicos e essenciais, Khoury (2006), e

outros estudiosos da PNL (Programação Neurolinguística) des-

tacam como aspectos também importantes para uma boa comu-

nicação:

Congruência: é quando as nossas palavras, gestos e ações (postura pessoal) expressam a mesma coisa. Uma comuni- cação congruente passa credibilidade ao ouvinte.

Empatia ou Rapport : é a capacidade de se colocar no lu- gar do outro, de ver o mundo como o outro vê. Um comu- nicador com rapport é mais eficiente e tem mais chances de ser compreendido pelo outro, pois considera as limita- ções e especificidades do ouvinte (público-alvo) ao formu- lar sua comunicação. Também está atento às reações do seu ouvinte e reorganiza sua comunicação para se fazer com- preendido.

Assertividade: ao falar diga o que você quer, e não o que não quer. As palavras têm o poder de evocar imagens, sons e sensações. Então, escolha as palavras que estimulem seu ouvinte a pensar o que você deseja transmitir. Uma comu- nicação assertiva será eficiente se vier acompanhada de res- peito a si mesmo e ao outro.

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uma boa comunicação

O’ Connor e Seymour (1996) ainda ressaltam como sendo a

essência da boa comunicação na visão da Programação Neuro-

linguística:

• Para que a comunicação tenha um propósito é essencial sa- ber o que se deseja comunicar, seu objetivo ou meta (o que você quer comunicar).

• Manter sua atenção voltada para o outro, para ver, ouvir e sentir como a sua comunicação está atingindo as pessoas (seu objetivo está sendo atingido?).

• Ter flexibilidade para modificar o que faz ou diz, até atin- gir o objetivo de comunicar o que deseja de modo eficien- te (mudar o modo de se comunicar para atingir o outro conforme a sua meta inicial).

Se você sabe exatamente o que quer comunicar e faz isso consciente- mente com congruência, empatia e assertividade, é capaz de avaliar, en- quanto comunica, se o seu ouvinte está compreendendo-o, e frente a es- ta percepção é capaz de reajustar sua comunicação para se fazer melhor compreendido.

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