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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL REI RELATÓRIO PARA APRESENTAÇ ÃO DO PROJETO DA PONTE

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL REI

RELATÓRIO PARA APRESENTAÇÃO DO PROJETO DA PONTE “PASSA NÓIS” REFERENTE À APLICAÇÃO DOS ESTUDOS DA DISCIPLINA ESTÁTICA.

Integrantes:

Cassiano Patrick Carvalho do Nascimento, 110800065 Guilherme Costa e Silva, 100800102 Pedro Marçal Ferreira, 110800024 Rafael de Brites Nascimento, 100800089

Sumário

Sumário

1.

INTRODUÇÃO

3

2.

OBJETIVO

3

3.

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

3

4.

METODOLOGIA EXPERIMENTAL

7

4.1 MATÉRIA PRIMA

7

4.2 PROCESSOS DE FABRICAÇÃO

7

4.3 ARQUITETURA DA PONTE

8

5

RESULTADOS

10

5.1 MATÉRIA PRIMA

10

5.2 PROCESSOS DE FABRICAÇÃO

11

5.3 ARQUITETURA DA PONTE

12

6

CONCLUSÃO

14

7

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

15

1.

INTRODUÇÃO

O estudo da mecânica dos corpos rígidos é de grande importância para os cursos de engenharia, sendo ela dividida em dois grupos, estática e dinâmica. A estática é o estudo do equilíbrio dos corpos em repouso ou com velocidade constante, já a dinâmica consiste na análise dos corpos acelerados. Neste trabalho focaremos apenas no estudo das Estruturas de Treliças, que consiste num conjunto de elementos estáticos. As treliças são usadas como suporte estrutural de vários projetos mecânicos, pois esta apresenta baixo peso se comparado à carga que pode suportar. Além disso, podemos citar que as treliças apresentam melhor custo beneficio para os projetos. Este trabalho teve início na Okanagan University College no Canadá em 1983, no Brasil a Universidade Federal do Rio Grande do Sul deu início a esta prática em 2004 e até então apresenta um recorde de 243 Kg. Na Universidade Federal de São João del-Rei a competição teve início em 2010, no entanto ela apresenta uma diferença da competição de outras Universidades, seu objetivo não é suportar a maior carga e sim ter a melhor relação de peso suportado pelo peso da ponte. Seu recorde atual de relação é de 47,97.

2.

OBJETIVO

Com o objetivo de aperfeiçoar as técnicas adquiridas em sala de aula sobre treliças, será apresentada uma ponte composta por fios de macarrão que deverá ser fabricada pelos alunos. Assim, os estudantes terão a oportunidade de averiguar seus conhecimentos e desenvolver uma análise crítica sobre a construção da treliça.

3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

As estruturas de treliça são extremamente usadas em projetos de engenharia, pois sua geometria possibilita redução de massa e suportam elevadas cargas quando comparadas ao peso de sua estrutura. São compostas por elementos relativamente delgados, ligados uns aos outros em suas extremidades, podendo ser de materiais como madeira, barras e cabos metálicos. Sua união pode ser feita por soldagem, uso de parafuso e chapas, etc. Estas uniões recebem o nome de nó e são muito importantes para determinar as forças que agem na treliça.

Geralmente, é feito um estudo das treliças planas, pois se trabalha com apenas duas coordenadas. No caso do desenvolvimento de um projeto, basta colocar entre as treliças planas barras paralelas.

basta colocar entre as treliças planas barras paralelas. Figura 1: (a) Treliça Espacial e (b) Treliça

Figura 1: (a) Treliça Espacial e (b) Treliça Plana

Para o desenvolvimento de projetos foi analisado qual a força que a treliça suportará, após isso devem ser determinados quais elementos estão sob solicitação de tração ou compressão. Estes elementos são ligados por chapas, parafusos ou soldas, no entanto desconsideramos o aumento de massa, pois a massa destes são desprezíveis se comparadas à massa dos elementos da treliça. Nos elementos de tração temos uma força que age como se estivesse esticando o elemento Figura 2.a, já nos elementos de compressão a força que age sobre a treliça tende a comprimir o elemento Figura 2.b.

sobre a treliça tende a comprimir o elemento Figura 2.b. Figura 2: Solicitações aos elementos Podemos

Figura 2: Solicitações aos elementos

Podemos determinar as forças em cada elemento de uma treliça de duas maneiras, o primeiro é o método dos nós, onde calculamos todos os elementos de uma treliça e o método das seções, onde podemos determinar apenas alguns elementos que mais nos interesse. Como neste trabalho precisaremos fazer um estudo de todos os elementos da treliça, usaremos apenas o método dos nós para os cálculos.

No método dos nós, são determinados primeiramente as reações de apoio, em seguida constrói-se o diagrama de corpo livre para que possa ser feito os cálculos das reações de apoio nos nós que sustentam a ponte. Finalmente, é possível determinar a partir de cada nó a intensidade das forças que agem nos elementos. Dada uma treliça como a mostrada na Figura 3, vamos fazer os passos para determinar quais as forças que agem em cada elemento da treliça.

quais as forças que agem em cada elemento da treliça. Figura 3: Treliça (a) e Diagrama

Figura 3: Treliça (a) e Diagrama de Corpo Livre (b)

1° Passo: Determinar as Reações de Apoio:

As reações de apoio são as forças que agem nos pontos fixos ou móveis da treliça e que,

a partir destes, é possível calcular os outros elementos. Como a treliça se trata de uma estrutura estática, para o cálculo das forças de reação usaremos o momento aplicado a cada nó e o somatório das forças que agem nos pontos onde a treliça esta apoiada como zero, logo:

(

)

(

)

(

)

Vale salientar que para os cálculos de momento admitimos o sentido horário como sendo

o positivo. Para o somatório das forças em X consideramos o eixo positivo das abcissas e o somatório das forças em Y o eixo positivo das coordenadas.

2° Passo: Determinar as Forças que agem em cada Elemento:

Agora, para encontrar as forças, escolhe-se um nó de cada vez e aplica-se o somatório nos eixos X e Y igualando a zero:

Nó A:

Nó D:

Nó A: Nó D: ( ( ) ) Note que encontramos o valor da força negativo,

(

(

)

)

Nó A: Nó D: ( ( ) ) Note que encontramos o valor da força negativo,

Note que encontramos o valor da força negativo, isso significa que o vetor está orientado

como um componente de tração e podemos escrevê-lo

para o sentido contrário, logo teremos como:

(

)

Nó C:

para o sentido contrário, logo teremos como: ( ) Nó C: ( ) (C) Desta forma,

(

)

(C)

Desta forma, com os cálculos resolvidos, pode-se estipular a carga máxima suportada por uma treliça, e a quais forças de tração e compressão cada elemento estará sujeito e se estes suportarão tal carga aplicada.

4. METODOLOGIA EXPERIMENTAL

De imediato deve ser adotado um método de fabricação e os tipos de materiais que deve ser usado na fabricação da ponte, para isso deve-se recorrer ao regulamento da competição. O regulamento estipula que a ponte deve vencer um vão livre de 600 mm e pode ter no máximo 200 mm de largura, sendo que não poderá ultrapassar de 800 mm de comprimento e sem nenhuma restrição de altura. A treliça deve suportar no mínimo uma carga de 100 N, com pena de desclassificação caso esta carga não seja alcançada. Além disso, o macarrão a ser utilizado deverá ser espaguete Vilma número oito, com no máximo oito fios por elemento. Para suportar a carga, deve ser fixado no centro da treliça algum suporte que atenda às exigências durante a prova, podendo ser tubos, cilindros metálicos ou qualquer outro material determinado pelo grupo. É importante ficar atento a este material, pois é nele que será suspenso o balde para o teste.

4.1 MATÉRIA PRIMA

Para determinar quais os materiais foram utilizados para a junção dos elementos da ponte foi preciso supor alguns fatores importantes para o projeto, como os tipos de solicitação, rapidez na montagem, boa resistência nas uniões e rigidez nos nós.

montagem, boa resistência nas uniões e rigidez nos nós. Figura 4.1 Matéria-prima utilizada 4.2 PROCESSOS DE

Figura 4.1 Matéria-prima utilizada

4.2 PROCESSOS DE FABRICAÇÃO

Para a fabricação da ponte foi preciso levar em consideração as dificuldades de manuseio do macarrão, os fatores que irão interferir em suas propriedades, quais os melhores métodos para a junção dos elementos, a sequência de trabalho que possibilite montagem com maior eficiência e medidas e angulações mais próximas o possível do projeto calculado.

4.3 ARQUITETURA DA PONTE

Para a escolha da geometria da ponte, fizemos cálculos com diversos tipos de treliça, para determinarmos qual delas apresentaria uma melhor distribuição de carga. Verificamos que a ponte que melhor atendia nossas exigências, era a ponte que mais se aproximava de um semicírculo, com elementos radiais. Como a construção de uma treliça totalmente circular seria inviável devido às propriedades do macarrão, decidimos aproximar a construção do semicírculo por meio do uso de barras lineares. Após isso, procuramos a melhor relação entre o número de barras e a facilidade na construção, pois quanto menor o comprimento das barras, mais a treliça se aproximaria da geometria desejada, no entanto, aumentaria a dificuldade da sua construção. Assim, construímos uma ponte com treliças semicirculares de nove elementos radiais.

com treliças semicirculares de nove elementos radiais. Figura 4.2 - Ponte Semicircular com nove elementos radiais

Figura 4.2 - Ponte Semicircular com nove elementos radiais Ao testarmos a ponte acima, verificamos que a mesma não atendeu as exigências do regulamento, ou seja, carga mínima suportada de 100N, apesar de apresentar uma boa relação (carga suportada)/(peso da ponte). Então, decidimos mudar o projeto, aumentando o número de elementos radiais e, consequentemente, aumentando o número e diminuindo o comprimento das barras utilizadas para a construção da ponte, chegando ao atual projeto, que é constituído de treliças semicirculares com 16 elementos radiais.

Figura 4.3 Ponte treliçada com 16 elementos radiais. Parâmetros do projeto   Comprimento Nº de

Figura 4.3 Ponte treliçada com 16 elementos radiais.

Parâmetros do projeto

 

Comprimento

Nº de fios

Barras

67,95 mm

8

Elementos Radiais

305mm

3

Figura 4.4- Desenho da ponte treliçada com 16 elementos radiais em software CAD 5 RESULTADOS

Figura 4.4- Desenho da ponte treliçada com 16 elementos radiais em software CAD

5

RESULTADOS

Com todas as informações reunidas sobre as propriedades dos materiais que serão utilizados, o processo de fabricação e os tipos de treliça que apresentam melhor distribuição de cargas, é possível apresentar os resultados obtidos para a execução da nossa montagem.

5.1 MATÉRIA PRIMA

Para determinarmos os tipos de cola nos elementos, primeiramente foi levado em consideração a exigência de que os produtos deveriam possuir baixo peso, não poderia possuir secagem demorada nem fragilizar o elemento próximo aos nós por questões de umidade que a cola pode gerar no macarrão. De imediato, foi definido que uma cola instantânea tipo bonder seria usada para a junção dos elementos e facilitaria o trabalho, pois, com a secagem mais rápida, não demoraríamos a montar completamente a parte estrutural da treliça. No entanto, tal produto não apresenta boa fixação dos elementos, sendo útil o uso de mais um tipo de cola. Logo, para dar firmeza à ponte, foi usada a resina epóxi depois da cola instantânea, a qual uniu os elementos da forma esperada sem precisar de muito tempo para sua secagem. Por fim, foi usado nos nós a massa durepoxi, por ser um material que se solidifica e se torna extremamente rígido, dando assim mais confiabilidade nas fixações dos nós.

5.2 PROCESSOS DE FABRICAÇÃO

Depois de determinada qual geometria será usada e as dimensões da ponte, partiremos para o processo de fabricação. Primeiramente cortamos os pedaços de macarrão o mais próximo possível da medida que desejamos, assim poderemos começar a junção dos fios para formar os elementos da treliça com a cola instantânea, que será aplicada nas extremidades dos elementos. Para facilitar a colagem enrolamos o número de fios que desejamos com fita adesiva e depois aplicamos a cola nas extremidades. Após secagem, removemos os pedaços de fita. Depois de todos os elementos colados, começaremos a formar a geometria da treliça. Para isso fizemos um desenho em escala real da treliça em cartolina para que este sirva de apoio e base para que a treliça saia perfeitamente em esquadro e simétrica à outra que precisaremos fazer para formar a ponte.

à outra que precisaremos fazer para formar a ponte. Figura 5.1 Treliça montada sobre o desenho

Figura 5.1 Treliça montada sobre o desenho em escala real.

Desta forma, anexamos os elementos aos poucos à cartolina com fita adesiva e colocamos pequenos pingos de cola instantânea nos nós. Neste processo precisamos ficar atentos aos tamanhos dos elementos, pois nem todos estão perfeitamente do mesmo tamanho. Para evitarmos esse tipo de problema, antes de fixarmos os elementos, medimos na treliça se este encaixará perfeitamente e, caso ele esteja maior, lixamos o mesmo até chegar à medida desejada. Com todos os elementos fixados com cola instantânea, podemos iniciar a colagem dos nós com a resina epóxi. Para isso, fazemos a mistura do produto e passamos uma fina camada nos nós, propiciando assim, maior firmeza para a junção das duas treliças planas. Quando terminamos esta parte, para que a resina epóxi seque perfeitamente, reservamos esta parte da treliça enquanto fazemos a outra. Com as duas partes planas da treliça prontas, teremos de fazer a fixação dos elementos perpendiculares entre elas. Para tornar o serviço mais regular, antes de começarmos a colagem lixamos estes elementos para que fiquem do mesmo tamanho. Outro detalhe muito importante é que, para deixar a ponte em perfeito esquadro, estes elementos são colados com a ajuda de dois

esquadros como guia e depois é feito uma averiguação com um nível manual para comprovarmos que estes estejam em perfeito alinhamento. Foi adotado para esta união um método para facilitar a junção das duas partes da treliça. Em uma treliça colocamos os elementos perpendiculares nos nós ímpares, na outra treliça, nos nós pares (Figura 4.3). Com nós alternados, o manuseio fica mais fácil para colarmos uma parte sobre a outra, sem prejudicar a simetria da estrutura. Com as duas partes fixadas com a cola instantânea, será iniciada a colagem com a resina epóxi. Enquanto esperamos a secagem desta, preparamos a junção central da ponte, onde será fixado o balde para a suspensão da água. Escolhemos como suporte um cano de PVC (policloreto de polivinila) com diâmetro de 40mm, pois este apresenta baixo peso e boa resistência para suportar a carga que estimamos para a ponte. Para fazermos a fixação do tubo à ponte primeiramente lixamos toda sua superfície para não deixarmos muito lisa, propiciando assim, uma boa aderência do durepoxi no PVC para a fixação. Além disso, preocupados com a distribuição das cargas entre as duas treliças planas, colamos dois pedaços de durepoxi no tubo, criando um vão no centro do PVC, para que o balde fique completamente centralizado, para que nenhuma das treliças sofra mais solicitações que a outra.

Depois de fixarmos o tubo na treliça, reforçamos as junções com o durepoxi, sempre visando um uso reduzido de material para não deixarmos a ponte com peso muito elevado. Por fim, para evitarmos a flambagem dos elementos em compressão, amarramos o centro dos mesmos com fio dental, pois este é bastante fino e não acrescenta no peso geral da ponte.

5.3 ARQUITETURA DA PONTE

Como ficou determinado anteriormente, a treliça circular apresenta uma melhor distribuição de cargas em seus elementos, por isso resolvemos utilizar esta geometria. Duas pontes foram feitas para teste, mas somente a segunda atendeu às exigências, sendo assim, apresentaremos apenas os cálculos desta.

Reações de apoio:

Métodos dos Nós:

(

)

(

)

Nó 1:

( ) ( ) Nó 2: ( ) ( ) Igualando as equações (1) e
(
)
(
)
Nó 2:
(
)
(
)
Igualando as equações (1) e (2), teremos:
(
)
Assim:
(
)
Nó 3:
(
)
(
)
Igualando as equações (1) e (2), teremos:
(
)
Assim:
(
)
Nó 4:
(
)
(
)
Igualando as equações (1) e (2), teremos:
(
)
Assim:
(
)
Nó 5:
(
)
Igualando as equações (1) e (2), teremos:
(
)
Assim:
(
)
Nó 6:
(
)
(
)

Igualando as equações (1) e (2), teremos:

( ) Assim: ( ) Nó 7: ( ) ( ) Igualando as equações (1)
(
)
Assim:
(
)
Nó 7:
(
)
(
)
Igualando as equações (1) e (2), teremos:
(
)
Assim
(
)
Nó 8:
(
)
(
)

Por simetria da ponte e da carga, os esforços nos elementos opostos da treliça são idênticos aos esforços calculados anteriormente, assim:

Teremos as seguintes forças de compressão:

Já as forças de tração serão:

Como a exigência mínima de carga é de 100N, teremos a maior solicitação de tração igual a 10,5N e de compressão de 50,3N. Segundo<http://www.ppgec.ufrgs.br/segovia/espaguete/dados.html>. Acessado dia

18/09/2012, cada fio de macarrão atende a uma carga de tração de 41,81N, já sete fios de macarrão sob compressão suportam 117,6N. Assim os elementos de tração e compressão estão dentro dos parâmetros necessários.

6

CONCLUSÃO

O presente trabalho nos possibilitou colocar em prática o estudo sobre treliças visto em

sala, e executar atividades relacionadas à outras matérias estudadas anteriormente, como Otimização, Desenho Técnico e Propriedades dos materiais Durante a execução do projeto verificamos a importância da organização durante sua estruturação e desenvolvimento, desde a determinação da arquitetura, cálculos e montagem, além de nos propiciar a experiência de trabalhar em grupo.

Com os cálculos feitos, e considerando fenômenos de flambagem,que não foram citados

aqui devido ao escopo deste relatório, estimamos que o peso suportada seja de 21,8 kg, e o peso da ponte seja de 0,370kg, o que acarretaria em uma relação (Peso suportado)/(Peso da ponte) de

58,9.

7 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

Hibbeler, R. C. Estática: Mecânica para engenharia. 10ª edição. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2005.

Cálculo de estruturas, Disponível em:

17/09/2012.

Dados para o projeto, disponível em:

.