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ESTUDO DIRIGIDO PARA DISCIPLINA DE AUTOMAÇÃO DE PRODUÇÃO

Neste módulo você aprendeu noções básicas fundamentais para o desenvolvimento e aprendizagem de Automação da Produção. Agora, chegou

a hora de demonstrar seu conhecimento realizando as avaliações (objetiva e

discursiva) pertinentes ao conteúdo. Para ajudá-lo, elaboramos este Estudo Dirigido como uma ferramenta para auxiliar no seu processo de aprendizagem. Nele você poderá rever aspectos importantes que possibilitarão o entendimento do conteúdo.

Em meados do século XVIII alavancada pela descoberta da máquina a vapor por James Watt ocorreu a Revolução Industrial, que, evidentemente, foi o motivo maior para a mudança de um sistema produtivo baseado na manufatura para um processo mecânico por meio da indústria mecânica, com a inserção de máquinas, que aumentavam o rendimento do trabalho e a produção. A primeira fase da Revolução Industrial ocorreu entre os anos de 1760 e 1860,

onde se destacou a Inglaterra em função do acúmulo de capitais e de reservas de carvão, com força naval para o transporte e distribuição desses elementos.

A segunda fase data de 1860 a 1900, já com a assimilação da industrialização

em diversos países, entre eles: França, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda, Estados Unidos e Japão e isso causou o aumento da concorrência e a expansão da indústria de bens de produção. E a partir de 1900, inicia-se a terceira fase, a qual se caracteriza pelo surgimento de grandes indústrias, empresas multinacionais e transnacionais, alavancadas pela Automação da Produção.

Qualquer tipo de atividade pode ser automatizada, porém existem três tipos de produção que muito interessam à Automação, são elas: Produção Job Shop, Produção em grupo/lote e Produção em massa/contínuo. Independente do tipo de produção a ser usada existe funções básicas que devem ser consideradas para se converter materiais em produtos acabados, essas funções se resumem em: Processamento, Montagem, Manuseio/movimentação, Inspeção/testes e Controle, porém de todas elas, apenas o Processamento e a Montagem, acrescentam/agregam valor ao produto.

A seguir vamos descrever as características principais desses três tipos de

produção:

Produção Job Shop característica principal de baixo volume, ou seja, os lotes industriais são pequenos, às vezes contendo apenas um produto.

Produção em grupo/lotes essa produção envolve a manufatura de quantidade média do mesmo artigo ou produto ordenado pelo cliente. Os lotes só podem ser produzidos uma vez ou devem ser produzidos em intervalos regulares.

Produção em massa/contínuo é caracterizada pelo grande volume de produção, em que o equipamento é dedicado completamente à manufatura de um único produto, pois as taxas de demanda são muito altas para esse tipo de produto. Dependendo da natureza das operações de produção, as companhias podem ser divididas em dois tipos: indústrias de manufatura e indústrias de processo, onde as indústrias de manufatura fabricam artigos individualizados, tais como:

carros, computadores, máquina ferramenta etc, já a indústria de processo é representada por indústrias de substâncias químicas, fabricação de plásticos, produtos de petróleo, comida processada, sabão, aço, cimento entre outros.

As empresas, em função de suas características de produção, necessariamente não podem manter um único arranjo físico (leiaute) para seu funcionamento, uma vez que, para otimizar os recursos de produção e aumentar a produtividade elas devem aproveitar o potencial de organizar equipamentos e processos da forma mais adequada possível. Existem vários tipos de leiaute (arranjo físico), veremos a seguir alguns deles e suas características:

Arranjo físico por processo (funcional) todos os processos e equipamentos do mesmo tipo são desenvolvidos na mesma área, bem como as operações e as montagens semelhantes. Como características, destacam-se:

- é flexível para atender às mudanças no mercado.

- atende a produtos diversificados em quantidades variáveis ao longo do

tempo.

- apresenta grandes distâncias de fluxo dentro da fábrica.

- serve para produções diversificadas em pequenas e médias quantidades.

- as operações são executadas com relativa satisfação no trabalho.

Arranjo físico em linha (por produto) nesse tipo de leiaute, as

máquinas/equipamentos/estações de trabalho são colocadas de acordo com as operações de elaboração do produto. As características são:

- produção de poucos produtos ou produtos únicos, com velocidade de produção constante e com alta produtividade.

- alto investimento em máquinas e equipamentos.

- o operador não tem a visão geral do produto e há a tendência à

desmotivação.

- os produtos fabricados podem apresentar problemas de qualidade, uma vez

que o processo só ode ser verificado após um grande período de execução de

subprodutos.

Arranjo físico por posição fixa (posicional) nesse leiaute o material permanece fixo em determinada posição e as máquinas e os operadores se deslocam, executando as operações necessárias. Suas características são:

- resulta em um produto único e com características únicas.

- apresenta quantidade de produção unitária ou pequena.

- não é repetitivo.

Arranjo físico por layout celular esse modelo aproveita algumas das

características do leiaute em linha, entretanto apresenta maior flexibilidade e deve ser estruturado num só local (célula). Tem como características:

- adoção do conceito de família para produtos, entendendo por família de

produtos aqueles similares em sua montagem ou elaboração.

- flexibilidade quanto ao tamanho dos lotes por produto.

- serve especificamente para uma família de produtos.

- diminui o tempo com transporte de material.

- diminui estoques em função da redução dos lotes.

- centraliza a responsabilidade sobre o produto fabricado ao operador da

célula.

- enseja satisfação no trabalho, evitando o trabalho repetitivo; aqui o operador tem conhecimento total do produto que ele elabora ou monta.

- permite elevados níveis de qualidade e produtividade.

As empresas na busca de maximização de lucros sempre devem aplicar as Estratégias de Automação, para melhorar a produtividade e a flexibilidade nas operações industriais. Citaremos a seguir algumas Estratégias de Automação e suas características:

- Especialização de operações: essa estratégia envolve o uso de equipamento específico para determinada finalidade, projetado para executar uma operação com maior eficiência possível.

- Operações combinadas: essa estratégia envolve a redução de máquinas

diferentes de produção ou de estações de trabalho pelas quais o produto deve ser processado.

- Operações simultâneas: a estratégia é executar, ao mesmo tempo, as

operações combinadas em uma única estação de trabalho. Assim, dois ou mais

processos são executados simultaneamente no mesmo subproduto, reduzindo o tempo do processo total.

- Integração de operações: sua estratégia é unir várias estações de trabalho

em um único mecanismo integrado, que utiliza o trabalho automatizado, com controle de dispositivos para transferir subprodutos entre estações.

- Aumento da flexibilidade: tem como estratégia obter a máxima utilização do

equipamento para job shop e situações de médio volume, usando o mesmo equipamento para uma variedade de produtos.

- Melhoramento do manuseio, transporte e armazenamento do material: Inclui a

redução do trabalho em processo, reduzindo os tempos industriais totais.

- Inspeções online: Ocorrem simultaneamente ao processo de fabricação,

montagem ou qualquer outra, e reduzem os problemas com a falta de qualidade. As inspeções on-line ocorrem simultaneamente ao processo de fabricação, montagem ou qualquer outra etapa.

- Controle de processo e otimização: Inclui uma quantidade extensiva de

esquemas de controle para operar os processos individuais e os equipamentos

associados mais eficazmente.

- Controle das operações da planta: Envolve pessoas, integração e rede de computadores de alto nível.

- Manufatura integrada por computador: a estratégia é o controle das

operações da planta em um nível mais elevado, em que há integração das operações da fábrica tanto no projeto de engenharia, quanto em muitas outras funções empresariais.

É muito importante conhecermos o tipo de demanda que os produtos devem

atender, pois para automatizarmos uma operação ou uma linha, a demanda

pode nos dirigir na decisão de investir ou não na automatização. Existem vários tipos de demandas e vamos apresentar as características de cada uma:

- Demanda Média: utilizada quando há pequena variação nos dados que

traduzem o comportamento da demanda.

- Demanda com tendência linear: utilizada quando os dados aumentam ou

diminuem consistentemente na média da série ao longo do tempo de análise.

- Demanda Sazonal: utilizada quando é possível identificar um padrão de repetição de aumento ou diminuição na demanda ao longo do período de análise, seja diário, semanal, mensal ou até mesmo entre estações.

- Demanda com tendência não linear: é considerada quando é possível

identificar um padrão crescente ou de diminuição mais acentuado no comportamento da demanda analisada, quando comparada com a demanda linear.

- Demanda com flutuação aleatória: sua característica é que NÃO é possível determinar seu comportamento.

Para o cálculo (previsão) de demanda, existem dois métodos que são utilizados: métodos qualitativos e os métodos quantitativos.

O método qualitativo é baseado em julgamento, isso porque não podemos

representar numericamente um modelo de previsão, como no caso do lançamento de um produto novo ou quando os critérios de análise não permitem que os dados sejam expressos em termos quantitativos, é comum a utilização de métodos baseados em julgamento. Os instrumentos mais utilizados para a pesquisa qualitativa são: Método Delphi, a estimativa da

equipe de vendas, a opinião dos executivos e a pesquisa de mercado. No método quantitativo, os modelos de previsão são matemáticos fundamentados em dados históricos utilizados na determinação da tendência

da demanda. Existem diversos métodos quantitativos que se utilizam somente de variáveis dependentes para serem formulados (são os métodos que utilizam médias e ajustamento sazonal), existem também métodos que consideram o uso de variáveis independentes para a previsão e a solução é baseada no estabelecimento de uma equação, independente de se ter dados referente aos períodos intermediários (é o caso do método que usa a regressão linear). Dentro do método da média, temos o Método da média móvel o qual faz a média dos dados de períodos sequenciais para a previsão do período seguinte

e o Método da média ponderada onde são atribuídos pesos aos dados, para

que reflita os dados mais recentes ou significativos. O Método da regressão linear consiste no estabelecimento de uma determinada função Y = a + bX, em que a variável dependente Y representa a previsão da demanda e a variável independente X corresponde ao período de análise da demanda procurada. Esse método permite a obtenção de uma solução baseada no estabelecimento de uma equação, independente de se ter dados referentes a períodos intermediários.

A previsão da demanda é sempre importante e a mesma pode ser determinada

considerando períodos de curto, médio ou longo prazo. No caso de um profissional ao projetar uma nova fábrica, deve sempre considerar um período de longo prazo, pois assim, quando a mesma começar a funcionar a previsão feita tende a atender de melhor maneira. Ao se escolher um método de previsão de demanda para a automação, deve-

se considerar diversos fatores, alguns deles dizem respeito à disponibilidade das informações e ao valor necessário para obtê-los. Em relação aos itens a serem considerados na tomada de decisão, não podemos nos esquecer dos

seguintes:

- Precisão e custo.

- Qualidade dos dados.

- Período de previsão.

- Produtos e serviços.

Com base nos objetivos de desempenho (qualidade, velocidade, confiabilidade, flexibilidade e custo), temos a composição de diversas medidas menores, entre elas a produtividade. Conceituando-se produtividade temos diversas definições de acordo com cada autor, porém para todos a base é a relação entre os out puts e os in puts do processo (soma de tudo que sai do processo / por tudo que entra no processo). E se definirmos a produtividade total, podemos dizer que é

a relação entre as saídas totais e a soma de todos os fatores de entrada,

refletindo o impacto do conjunto de todos os fatores de entrada na produção de

saídas (Martins; Laugeni, 2000, p.374).

Existem alguns conceitos que são fundamentais para a produção e que também devem ser considerados para a automação de forma distinta. São

eles:

Tempo de ciclo indica parcialmente quanto tempo poderemos levar para entregar um produto ao cliente. Altas taxas de produção e alta produtividade são objetivos muito importantes em automação e se concretizam ao reduzirmos o tempo de manipulação, o tempo de processamento, o tempo de troca de ferramentas ou sua variabilidade e o tempo de organização. Disponibilidade e a utilização são medidas úteis de desempenho de planta. A disponibilidade dá a indicação do desempenho da equipe de manutenção, a respeito de quando essa equipe conserta ou mantém o equipamento funcionando.

Os gestores devem ter sempre ao seu lado pessoas altamente qualificadas que auxiliem na implementação da automação do sistema produtivo.

Quando se fala em custos de produção, o gestor deve conhecer bem as metodologias produtivas com as quais esta trabalhando, pois assim facilita a análise dos custos. Existe um sistema de custos, conhecido com ABC (Active- Based Costing), cujo custeio é baseado em atividades, portanto identifica todos os custos gerados pela elaboração do produto. Em relação aos custos na automação, podemos por meio do método ABC, atribuir custos aos produtos, tendo como parâmetros a utilização de geradores desses custos, podemos então analisar os pontos:

Avaliando custos É a ferramenta de controle. Estabelece uma relação de custo-benefício do processo atual para a automação. Ambiente econômico - Reconhece os aspectos do ambiente no qual a empresa está inserida. Avaliação financeira - É a análise de investimento para a justificativa financeira empregada na automação, considerando o retorno esperado pelos acionistas.

Ao se analisar uma previsão de demanda, temos condições de avaliar se o produto apresenta uma demanda inelástica a preço, ou seja, se a quantidade demandada varia numa proporção menor que o preço, ou se o produto apresenta demanda elástica, onde seu comportamento é inverso ao anterior.

Para todo investimento, existem três técnicas de análise, as quais são as mais usuais atualmente. Essas análises servem para justificar ou não investimentos realizados pela empresa. Estamos falando das técnicas: Período de pay back, Valor presente líquido e taxa interna de retorno. Quanto ao pay back, é o período de tempo exato necessário para uma empresa recuperar seu investimento inicial em um projeto, podendo ser obtido dividindo o investimento inicial pelas entradas de caixa em uma série de pagamentos uniformes ou, quando não uniformes, ao realizar deduções no período até a recuperação total do investimento.

O Valor presente líquido (VPL), é definido como o valor presenta das entradas

de caixa menos o investimento líquido (Ross et al., 1995). Já a Taxa interna de retorno (TIR), é definida como a taxa de desconto, que iguala o VPL das entradas de caixa ao investimento inicial, referente a um projeto, ou seja, é quando o VPL é igual a zero.

Existem várias ferramentas de controle que são utilizadas pelas empresas, nesse estudo vamos destacar as folhas de verificação, as quais, servem para realizar as anotações de forma ordenada para a efetivação das análises. Podemos ter quatro tipos de folhas de verificação:

- Folha de verificação para a distribuição do processo de produção;

- Folha de verificação para item defeituoso;

- Folha de verificação para localização de defeitos;

- Folha de verificação de causa de defeito.

Como visto no decorrer das aulas, a automação da produção é uma tecnologia que, aliada à mecanização juntamente com os sistemas eletrônicos e os sistemas baseados em computadores -, é utilizada para controlar e operar a produção. Essa tecnologia, segundo Groover (1987, p.61) engloba:

- robôs industriais;

- máquinas totalmente automáticas para produção;

- sistemas automáticos de armazenamento de material e manipulação;

- sistemas automáticos de inspeção para controle de qualidade;

- controle de processos por computador;

- ferramentas automáticas para o processamento parcial de produtos;

- sistemas de computador para planejamento;

- coleta de dados e tomada de decisão nos quais se apoiam as atividades industriais.

Podem-se automatizar os sistemas produtivos de três formas: automação fixa, automação programável e automação flexível.

A automação fixa é um sistema no qual a sequência do processamento das

operações é definida pela configuração e características do equipamento e suas características principais são: Alto investimento em equipamentos, altas

taxas de produção (com quantidade constante), relativamente inflexível à produção diversificada e indicação de monotonia e estresse nos operadores.

A automação programável é usada em produtos diversificados e o

equipamento é projetado com a possibilidade de mudança na sequência das operações para produção e reprogramação na produção de novos produtos. Suas características são: Investimento alto em equipamentos de serviços gerais, baixa taxa de produção comparada com a automação fixa, flexibilidade para utilizar o equipamento para novos produtos e maior satisfação ao trabalho dos operadores.

Já a automação flexível é uma evolução da automação programável. Trata-se de um sistema capaz de produzir uma variedade de produtos (ou partes) sem praticamente nenhuma perda de tempo na troca entre um produto e outro. Tem como características: alto investimento em sistemas especialmente projetados (exclusivos), produção contínua para produtos variados, taxas médias de produção e flexibilidade para produzir versões de um mesmo produto.

Existem algumas tecnologias de processamento e/ou transformação de materiais, onde os materiais podem ser processados de acordo com as características e em função a aplicação da tecnologia do processo. Groover (1987, p.61) indica algumas delas:

Transformação das propriedades físicas mudança na forma, na cor de bens físicos por meio de aplicação de técnicas de conformação.

Mudança de localização os bens físicos também podem ser objeto de sistemas produtivos que procedem à mudança de sua localização, tais como transportadoras e sistemas de correios. Estocagem e armazenamento com o desenvolvimento da logística, fica muito claro para os centros de distribuição (CD) que para a modelagem do sistema produtivo deve ser utilizada a armazenagem ou estocagem, alugando áreas para esse fim. Existe ainda o processamento de Consumidores, onde as seguintes características são presentes:

- Transformação das propriedades físicas;

- Estoque ou acomodação;

- Localização;

- Estado fisiológico e/ou psicológico

Dentro da tecnologia de automação industrial, encontramos as máquinas de controle numérico, ou seja, máquinas que são previamente programadas, por diversos meios. Uma delas é a conhecida de CNC (Controle Numérico Computadorizado) que são programadas por meio de um computador individual e temos ainda as DNC (Controle Numérico Direto), que se diferencia da CNC, por ser programada por um computador central.

Existem também sistemas automatizados de armazenamento e recuperação, conhecidos como ASRS, esses sistemas foram construídos para receberem pedidos de material de qualquer parte de suas operações, coletá-los de um armazém e entregá-los às estações de trabalho.

Muito se fala nas empresas sobre o sistema CIM (traduzido do inglês, significa Manufatura Integrada por Computador), ao considerar a diferença entre a automação e a CIM, podemos verificar que a automação se concentra nas atividades físicas da manufatura enquanto que os sistemas de produção automatizados são projetados para realizar o processo, a construção, a

manipulação e a inspeção de materiais com pequena ou nenhuma participação humana.

A CIM é uma estratégia de controle das operações da planta em um nível mais

elevado, em que há integração das operações da fábrica tanto no projeto de engenharia quanto em muitas outras funções empresariais, envolvendo uso extenso de aplicações de computador, banco de dados e rede de computadores.

Outro sistema automatizado criado exclusivamente devido a necessidade de obtenção de dados meteorológicos em grande volume é o SCADA, atualmente são muito utilizados nas indústrias, cujos processos são geograficamente muito distribuídos.

Vamos falar agora sobre os sistemas de automação de informações e de consumidores, esses sistemas sendo bem empregados trazem ganhos significativos para as empresas: São eles:

Redes locais (Local Area Network LAN), é uma rede de comunicações que opera a uma distância limitada, normalmente dentro da operação. Rede Word Wide Web ( www internet), Rede mundial de computadores que permite a conexão LAN e o acesso simultâneo a muitas mensagens, possibilitando a execução de diversas operações. Extranet fundamentada na www, a extranet conecta organizações para a troca de operações e realização de negócios. Sistemas de Informação Gerencial (SIG), conhecida também por MIS (Management Information Systems), são sistemas que mudam a forma como a informação é apresentada. Sistemas especialistas (Expert Systems ES), se utilizam de recursos computacionais para fornecer informações dentro de uma área específica da organização.

Mecanismos de controle, entre vários existentes destacamos o CNC (já visto) e

o CLP (Controlador Lógico Programável). O CNC é uma técnica que usa uma

série de números, letras ou símbolos que, quando codificados, podem transmitir instruções para as máquinas que realizam as tarefas. Já o CLP, o qual foi criado dentro da indústria automobilística (General Motors), serviu para facilitar as mudanças que ocorriam nas linhas de montagem, uma vez que a cada mudança no processo deveriam ser alterados os painéis de comando e controle, e com o CLP isso passou a ser feito automaticamente. Existe um elemento chamado de Fieldbus, o qual se integrado ao CLP, pode potencializar seu uso e reduzir custos para a indústria. Em comparação com outros dispositivos de controle industrial, os CLPs tem as seguintes vantagens:

- menor espaço ocupado;

- menor potência elétrica requerida;

- reutilização;

- ser programável;

- maior confiabilidade;

- fácil manutenção;

- maior flexibilidade;

- permite interface por meio de rede de comunicação com outros CLPs e microcomputadores e;

- projeto mais rápido.

Veremos agora alguns acessórios utilizados na automação e suas funções:

Sensores indutivos emitem sinais, criando campo magnético que, quando atravessado por elementos metálicos, converte a perturbação em sinal elétrico compreensível.

Sensores capacitivos são utilizados para detecção de quaisquer materiais não metálicos, sendo usado principalmente para controle de nível, presença de líquidos e materiais não ferrosos.

Sensores magnéticos são utilizados para posicionamento de pistões em cilindros hidráulicos e/ou pneumáticos.

Sensores fotoelétricos - utilizados em todos os setores industriais, desde a detecção de posição e monitoração, até contagem de objetos.

Sensores táteis - São utilizados para determinar se existe o contato entre o sensor e o objeto.

Encoders - são dispositivos necessários em todas as aplicações que envolvem a determinação de valores, tais como rotação, velocidade, aceleração e percurso.

Servo mecanismo - são dispositivos que convertem sinais elétricos em movimentos mecânicos.

Unidades de controle - dispositivos que realizam contagem, tais como tacômetro, temporizadores etc.

Sistemas de identificação - possibilita a otimização da produção, auxiliando a montagem de diversas configurações em uma mesma linha.

Interface homem-máquina (IHM) - dispositivos que realizam a conexão entre o homem e máquina para comunicação com os principais CLPs.

Um sinal é a representação de informações em forma de um valor ou de uma curva de valores de uma grandeza física, veja a seguir alguns sinais usados na automação e suas características:

Sinal analógico é um sinal ao qual pertencem, ponto a ponto, diferentes informações dentro de uma faixa contínua de valores.

Sinal discreto são os sinais cujo parâmetro de informação (lp), dentro de determinados limites, podem admitir uma quantidade finita de valores.

Sinal digital é um sinal cujo parâmetro de informações está dividido em subparâmetros de valores.

Sinal binário é um sinal com apenas dois subparâmetros, compondo o parâmetro de informações (Ip). É também definido como um sinal de duas informações.

Algumas características diferenciam as operações de comando. A diferenciação de acordo com o Tipo de Informação está relacionada com a forma como o comando realiza a “leitura” para o tratamento de sinais. Exemplificaremos abaixo alguns dessas operações de comando:

Síncrono - É um comando no qual o procedimento de sinais realiza-se sincronicamente em relação a um sinal do ciclo

Assíncrono - É um comando que trabalha sem sinal do ciclo.

De interligações - É um comando que associa às condições dos sinais de entrada certas condições dos sinais de saída.

Sequencial - É um comando com atividade compulsória passo a passo.

As indústrias, de uma forma geral, trabalham com situações que tendem a promover a substituição de humanos por robôs, levando em conta alguns fatores, são eles:

- Ambiente de trabalho perigoso para humanos.

- Ciclo de trabalho repetitivo.

- Manipulação difícil.

- Operação de multishift.

- Posição e orientação são estabelecidas no local de trabalho.

Os Sistemas Flexíveis de Manufatura (FMS) são grupos de máquinas de produção que se caracterizam por:

- Serem organizadas em sequência e ligadas por máquinas automatizadas de manuseio e transferência de materiais.

- Produzirem uma quantidade de componentes com pouca intervenção humana no processo.

- Terem como vantagem o tempo de processamento.

Após visto todo o conteúdo acima, vem a pergunta: Quais as razões que nos levam a automatizar a produção?

- Alto custo da mão de obra.

- Aumento na produtividade.

- Aumento da necessidade de trabalho para o setor de serviços.

- Alto custo das matérias primas.

- Melhoria da qualidade do produto.

Por isso que a implementação de grandes projetos de automação é muito mais difícil e complexa do que se pode imaginar. Em relação aos cuidados necessários no instante da automação, não podemos nos esquecer do seguinte:

- Elaboração de um plano mestre para a automação.

- Avaliação dos riscos da automação.

- Implantação de um novo departamento de tecnologia de produção.

Pessoal tudo o que foi visto nesse Estudo Dirigido é o resumo do que foi passado a vocês ao longo de seis aulas, onde aborda termos, conceitos e situações importantíssimas sobre Automação da Produção. O conteúdo desse Estudo Dirigido abrange mais de 90% do que será cobrado nas avaliações, porém a leitura do livro e a revisão das aulas dadas são indispensáveis, pois com certeza o professor regente esclarece através de exemplos práticos cada ponto aqui mencionado.

Bom estudo e boa prova.

Prof. Douglas Agostinho

ESTUDO DIRIGIDO – CUSTOS INDUSTRIAIS – MARÇO 2013

Neste módulo você aprendeu noções básicas fundamentais para o desenvolvimento e aprendizagem de Custos Industriais. Agora, chegou a hora de demonstrar seu conhecimento realizando as avaliações (objetiva e discursiva) pertinentes ao conteúdo. Para ajudá-lo, elaboramos este estudo dirigido como uma ferramenta para auxiliar no seu processo de aprendizagem. Nele você poderá rever aspectos importantes que possibilitarão o entendimento do conteúdo.

A área de custos de uma empresa, assim como todas outras áreas possuem uma terminologia própria que, em muitas oportunidades, é utilizada de forma equivocada e pode acarretar decisões precipitadas e/ou errôneas. É importante ao profissional da área de Custos, conhecer bem seus termos. Diante disso, selecionamos alguns que são os mais usuais e gostaríamos que você também soubesse claramente suas definições:

Gasto - Compra de um produto ou serviço qualquer, que gera sacrifício financeiro para a entidade, representado por entrega de ativos. Exemplo: matéria prima consumida no processo produtivo, material de expediente consumido no processo administrativo.

Desembolso – Pagamento resultante da aquisição de bem ou serviço. São saídas em dinheiro ou cheque que ocorrem devido ao pagamento de uma aquisição efetuada à vista ou de uma obrigação assumida anteriormente. Exemplo: compra de mercadorias para estoque à vista, compra de matéria prima a prazo, pagamento de salário.

Investimento – Gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuro(s) período(s). Exemplo: compra de máquinas

Custo – Gasto relativo à bem ou serviço utilizado na produção de outros bens e serviços. Lembre que o Custo também é um gasto, porém reconhecido como custo no momento da utilização dos fatores de produção, para fabricação de um produto ou execução de um serviço. Exemplo: A energia elétrica é um gasto, no ato da aquisição, que passa imediatamente para custo (por sua utilização) sem transitar pela fase de investimento. Outros exemplos de Custo:

matéria prima consumida, materiais auxiliares, mão de obra produtiva.

Despesa – Bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para a obtenção de receitas. Exemplo: a comissão do vendedor.

Custo de produção – Inclui o custo de aquisição de materiais, acrescido dos demais gastos incorridos na produção.

Mark-up – É o índice que se utiliza para cálculo do preço de venda do produto.

Margem de contribuição – É a contribuição unitária do produto para pagar o montante da despesa fixa da empresa e o lucro da atividade.

Perda – Bem ou serviço consumido de forma anormal e involuntária. Exemplos: Incêndio, greves, sinistros, vazamento de materiais líquidos ou gasosos, obsoletismo de estoques.

Desperdícios – São os gastos incorridos nos processos produtivos ou de geração de receitas e que possam ser eliminados sem prejuízo da qualidade ou quantidade dos bens, serviços ou receitas geradas. Exemplo: Retrabalho decorrente de defeitos de fabricação, estocagem e movimentação desnecessária de materiais e produtos.

Departamento – É a unidade mínima administrativa para a contabilidade de custo, representada por pessoas e máquinas, em que se desenvolvem atividades homogêneas.

Centro de Custo – É a menor unidade de acumulação de custos. Trata-se de um centro de responsabilidade no qual o gestor não tem o controle sobre as receitas, mas é capaz de controlar os gastos.

Custeio ABC – Custo baseado na atividade – é uma metodologia de apuração de custos desenvolvida na década de 80 e caracteriza-se principalmente por uma alocação mais precisa dos custos indiretos e uma organização.

Custeio por absorção – É o método que atende aos princípios de contabilidade geralmente aceitos, ou seja, o método pelo qual todos os custos de produção – diretos, indiretos, fixos e variáveis – são computados ao custo dos produtos.

Custeio RKW – É uma variação do sistema de custeio por absorção integral, já que também as despesas são apropriadas ao custo do produto. Foi criado no século XX na Alemanha.

A seguir vamos conhecer um pouco mais como são calculados alguns tipos de custos, ver suas

fórmulas e entender melhor cada caso:

A - Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)

CMV = EI + C – EF , onde EI = estoque inicial, C = compras e EF = estoque final.

B - Custo de Produção (CP)

CP = soma dos materiais diretos + mão de obra direta + custos indiretos de fabricação.

C - Custo do Produto vendido (CPV)

CPV = CP + EIPA – EFPA + EIPP – EFPP , onde CP – Custo de Produção; EIPA – Estoque Inicial de Produtos Acabados; EFPA – Estoque Final de Produtos Acabados; EIPP – Estoque Inicial de Produtos em Processo; EFPP – Estoque Final de Produtos em Processo.

D - Custo do Material Direto (MD)

MD = EI + C – EF , onde EI – Estoque Inicial; EF – Estoque Final; C = Compras.

E - Custo da Produção Acabada (CPA),

CPA = EIPP + CP – EFPP, onde EIPP – Estoque Inicial de Produtos em Processo; EFPP – Estoque Final de Produtos em Processo; CP – Custo de Produção.

Devido à globalização, crescimento das empresas, concorrência mais acirrada, necessidade de controles e racionalização efetiva sobre custos, a contabilidade de custos, apesar de ter sido criada para avaliação de estoques, sofreu algumas adaptações e passou a ser aproveitada como instrumento de gestão, onde nessa nova atividade exerce duas importantes funções, que são: auxílio ao controle e à tomada de decisões. Dentro dessa nova visão da contabilidade de custos, algumas atividades foram incorporadas a essa área, tais como:

Fornecer dados para o estabelecimento de padrões - Auxiliar na confecção dos orçamentos e proporcionar o acompanhamento dos valores orçados com os efetivamente realizados - Contribuir de forma efetiva, por meio das informações que disponibiliza para a administração do preço de venda e também dar condições para empresa optar pela realização da compra ou não, pela produção ou não de produtos.

Existem alguns princípios fundamentais de contabilidade de custos, os quais foram estipulados pela Lei 6.404, de 15/12/76 e recomendamos ao pessoal que trabalha na área de custos que leiam e entendam bem esses princípios, que podem ser encontrados no capítulo 2 do livro

indicado na disciplina. Entre vários princípios, pedimos atenção a dois deles: 1º) O Princípio da Consistência ou Uniformidade, no qual “ A contabilidade de uma Entidade deverá ser mantida de forma tal que os usuários das demonstrações contábeis tenham possibilidade de

delinear a tendência da mesma com menor grau de dificuldade possível

quer dizer toda a apropriação feita num determinado período deve ser sempre seguido e caso necessite ser modificado, toda a empresa tem que ser informada o porque. 2º) Princípio do

Conservadorismo ou Prudência, no qual “Entre conjuntos alternativos de avaliação para o

patrimônio, igualmente válidos, segundo Princípios Fundamentais, a Contabilidade escolherá o ”

que apresentar o menor valor atual para o ativo e o maior valor para as obrigações (Schier, 2005). Isso significa que na dúvida a Contabilidade deve optar pela forma mais conservadora de escrituração, onde deve alocar na realização de ativos o valor menor e no cumprimento das obrigações o valor maior.

” (Schier,2005). Isso

Uma das fases mais importantes da contabilidade de custos é o registro das operações de custos e despesas da empresa.

A Lei 6.404/76, determina a estrutura que um Plano de Contas (PC) deve apresentar.Afinal o

PC deve ser entendido como sendo um conjunto de normas previamente estabelecido, de acordo com as necessidades de registro, de informações, de controle e com a natureza da empresa, com vistas a facilitar o entendimento e a análise de seus resultados para atingir a

máxima eficiência e eficácia na gestão dos negócios.

O Plano de Contas deve ser elaborado levando-se em consideração o seguinte:

Os princípios contábeis gerais para registros e demonstrações; título das contas; classificação das contas; função das contas; funcionamento das contas; relação entre grupos de contas e

contas individuais; regulamento para registro das contas; análise e códigos de contas; derivações de contas; critérios de avaliação e modelos de demonstração.

Com base nisso podemos dizer que o objetivo principal de um Plano de Contas é servir de meio orientativo para registro das operações contábeis, possibilitando a visualização da situação real da movimentação patrimonial das empresas, independente da natureza.

Na contabilização do custo industrial, deve-se fazer o esquema básico de contabilidade de custos, e para que esse esquema contábil básico seja elaborado, deve-se fazer a separação entre custos e despesas, onde teremos:

Custos de Produção – Tudo o que é relacionado diretamente no produto ou na fábrica que produz o bem, exemplos: Matéria prima consumida; Energia elétrica da fábrica; Salários do pessoal da fábrica; Depreciação dos equipamentos da fábrica; Água consumida na fábrica; Manutenção da fábrica etc.

Despesas administrativas – Telefone; Correios; Salários da Administração; Material de expediente (escritório) etc.

Despesas comerciais – Comissão de vendas; fretes para entrega etc.

Despesas financeiras – as próprias.

Como já dissemos, a separação dos gastos em custos e despesas é de fundamental importância para que se apurem o custo da produção e o resultado de um determinado período. Várias são as classificações desses gastos em relação às variações nos volumes de produção e de vendas, sendo elas: custos e despesas fixos, custos e despesas semifixos e semivariáveis, custos e despesas variáveis. Veja a seguir alguns exemplos por tipo de classificação:

Custos fixos – São os custos que permanecem constantes dentro de determinada capacidade instalada. Exemplo: Salários das chefias; aluguel; seguros etc.

Despesas fixas – São as despesas que permanecem constantes dentro de determinada faixa de atividades geradoras de receitas e independem do volume de vendas ou de prestação de serviços. Exemplo: Salários administrativos; despesas financeiras etc.

Custos semifixos ou semivariáveis – Alguns gastos têm parte de sua natureza fixa e parte variável. Exemplo: Depreciação.

Custos variáveis – São os custos que variam de acordo com a variação do volume de produção. Exemplo: Água consumida na produção de bens.

Despesas variáveis – As despesas variáveis são as que se alteram proporcionalmente às variações no volume de receitas. Exemplo: Comissão sobre vendas.

Agora em relação à forma de distribuição e apropriação dos produtos, centros de custos e resultados, os gastos podem ser classificados em: custos diretos e indiretos e despesas diretas e indiretas.

Custos diretos – São os custos que podem ser identificados e quantificados no produto ou serviço e valorizados com relativa facilidade. Exemplo: Materiais diretos.

Despesas diretas – As despesas diretas são as que podem ser facilmente quantificadas e apropriadas em relação às receitas de vendas e prestação de serviços. Exemplo: Recitas de vendas; impostos incidentes sobre o faturamento, despesas de frete etc.

Custos indiretos – São os custos que, por não serem identificados de forma fácil, não podem ser apropriados de forma direta para as unidades específicas. Exemplo: Mão de obra indireta; materiais indiretos etc.

Despesas indiretas – São os gastos que não podem ser identificados, com precisão, com as receitas geradas. Exemplo: despesas administrativas; despesas financeiras etc.

Os Lançamentos Contábeis da Apuração do Custo dos Produtos Vendidos, seguem as seguintes regras:

a - Aquisição de matéria-prima: DEBITA estoque de matéria-prima e CREDITA banco ou caixa (se a compra for à vista) ou fornecedor (se a compra for a prazo).

b - Requisição de matéria-prima para produção: DEBITA estoque de produtos em elaboração (ou em processo) e CREDITA estoque de matéria-prima.

c - Apropriação da mão de obra direta aos produtos em elaboração: DEBITA estoque de produtos em elaboração (ou em processo) e CREDITA mão de obra direta.

d – Pela apropriação dos custos indiretos de fabricação aos produtos: DEBITA estoque de

produtos em elaboração (ou em processo) e CREDITA – materiais indiretos consumidos (mão

de obra indireta; depreciação de equipamentos; aluguel de fábrica etc).

e - Pela transferência dos produtos acabados na linha de processo: DEBITA estoque de produtos acabados e CREDITA estoque de produtos em elaboração.

f – Pela venda de produtos acabados, transferimos da conta estoque de produtos acabados para custo dos produtos vendidos: DEBITA custo dos produtos vendidos (CPV) e CREDITA estoque de produtos acabados.

Na constituição do processo de Custo Industrial, dois itens são de grande relevância, a mão de obra e o material. O material é o mais importante elemento do custo industrial porque é constituído pelas matérias-primas e secundárias que, transformadas, irão constituir o produto fabricado.

Ainda nesse campo de materiais, sabe-se que a matéria-prima é o material que entra em maior porção na fabricação do produto, enquanto a matéria secundária é o material aplicado diretamente no produto, porém não entra em grandes proporções na fabricação e representa pequena parte do custo do material.

O Controle do Material, ou gestão do material é de suma importância devida seu impacto no

custo final do produto, com isso a organização deve se preocupar com os seguintes pontos:

- O controle do custo do material inicia-se com a sua aquisição pelo Departamento de Compras.

- Devem ser observadas as condições de acondicionamento quando o material entra no almoxarifado, para que sejam evitados desperdícios.

- O material é controlado também quando requisitado pelo Departamento de Produção.

- Os materiais destinados à produção permanecerão no almoxarifado até que sejam requisitados pelo Departamento de Produção.

A Ordem de Produção, conhecida nas empresas como OP, é um dos mais importantes

formulários utilizados na apropriação do custo industrial, uma vez que é a demonstração analítica da formação do custo industrial que acompanha o produto em todas as fases de sua fabricação. Veja a seguir algumas das características/utilidades da Ordem de Produção (OP).

- O preenchimento da OP é iniciado no momento em que se começa o processo de fabricação do produto.

- Na OP são anotados os materiais requisitados em cada seção por onde passa o produto nas diversas fases de fabricação.

- A alocação de mão de obra é feita com base no apontamento efetuado que se refere ao número de horas trabalhadas na fabricação de determinado produto.

- A OP reúne os materiais, a mão de obra e os gastos gerais aplicados em um produto ou em uma série de produtos fabricados, mostrando seu custo unitário.

As empresas para cumprir com a legislação devem manter em suas organizações métodos de avaliação de estoque. Esses métodos servem para separar o custo dos materiais, mercadorias

e produtos entre o que foi consumido ou vendido e os que permanecem em estoque.

Existem diversos métodos de avaliação de estoque, a saber:

Custo médio ponderado (móvel e fixo) – A baixa é feita a cada venda ou comunicação de consumo, no caso de Custo médio ponderado móvel e no Custo médio ponderado fixo, os materiais consumidos são baixados pelo custo médio do final do mês.

PEPS – Primeiro que Entra, Primeiro que Sai – Nesse método, as baixas do estoque são dadas pelo custo mais antigo, ou seja, o estoque é baixado à medida que ocorrem as vendas pelo custo que foi efetuado primeiro.

Custo específico – é normalmente utilizado em empresas que têm poucos itens em estoque e que demandam um valor muito alto.

Método varejo – utilizado em empresas comerciais que trabalham com uma quantidade grande de itens em estoque e que efetuam compras geralmente em lotes, com valor unitário pequeno de cada item.

UEPS – Último que Entra, Primeiro que Sai. OBS: este método UEPS é o único que não é aceito pelo Fisco, pois na utilização desse método é pego o último preço de aquisição para fins de baixa de estoque, o qual proporciona um valor maior de custo, reduzindo a base de cálculo do imposto de renda e consequentemente diminuindo a arrecadação.

Falaremos agora sobre os gastos gerais de fabricação, são todas as despesas ocorridas em uma indústria decorrentes da produção, exceto material e mão de obra. Normalmente são classificados de acordo com sua natureza em gastos gerais diretos e gastos gerais indiretos, onde os diretos são aqueles que incidem diretamente sobre os produtos fabricados ou podem ser apropriados diretamente ao custo de um produto ou de um setor de produção, enquanto que os indiretos são os que incidem de forma indireta no produto ou seção produtiva, sendo de difícil apropriação ao produto.

Temos ainda os gastos gerais fixos, os quais se repetem mensalmente (mesmo valor), independentemente de variação no volume de produção, ao contrário dos gastos gerais variáveis, que variam de acordo com o volume de produção.

Esses gastos gerais devem ser rateados de acordo com sua natureza, e com isso a apropriação dos custos fica mais confiável, veja os exemplos abaixo:

Combustíveis e lubrificantes: rateados de acordo com o consumo de cada seção produtiva e é conhecido por meio das requisições.

Energia elétrica – quando não se tem um medidor para cada área de trabalho, usa-se um rateio baseado na metragem quadrada de cada área utilizada.

Aluguel e IPTU - Utiliza-se o rateio sobre a metragem quadrada de ocupação, que, nesse caso, é a medida mais justa.

Amortização e depreciação - Normalmente, esse gasto é apropriado de acordo com o porcentual equivalente de cada ativo imobilizado com relação ao todo, existente em cada unidade produtiva.

Material de limpeza - É atribuído a cada unidade de acordo com as requisições, bem como os materiais de consumo.

Mão de obra de terceiros - Deve ser apropriado de acordo com as ordens de serviço emitidas pelas unidades em separado.

Na contabilização dos gastos gerais, as despesas de fabricação são debitadas diretamente nas contas próprias, para posterior rateio. Se as despesas forem pagas à vista, debitamos despesa

e creditamos caixa, pela saída do dinheiro. E se as despesas forem a prazo, debitamos a despesa correspondente e creditamos contas a pagar (passivo).

Controlar significa conhecer a realidade, compará-la com o que deveria ser, tomar conhecimento rápido das divergências e suas origens e tomar atitudes para sua correção. Nenhum sistema de custos, por mais completo e sofisticado que seja, é suficiente para determinar que uma empresa tenha total controle sobre eles, principalmente porque a fase mais importante do ciclo para essa finalidade é a tomada de decisões com respeito à correção de desvios.

Os custos controláveis são os que estão diretamente sob a responsabilidade de uma pessoa cujo desempenho se deseja controlar e analisar.

Já os custos estimados, são melhorias técnicas introduzidas nos custos médios passados, em função de determinadas expectativas quanto a prováveis alterações de alguns custos, mudança na qualidade de materiais disponíveis para produção, inserção de novas tecnologias etc.

Falando-se em custos, o Custo Padrão é considerado o custo ideal de produção de um determinado bem ou serviço. No entanto, conceitua-se o custo padrão como aquele determinado, a priori, como sendo o custo normal de um produto ou serviço.

Na elaboração e implantação do Custo Padrão, devem ser levadas em consideração as metas de eficiência e eficácia da organização.

Considerando que a principal meta das organizações é obter lucro (ganhar dinheiro), observa- se que nunca haverá plena satisfação e, consequentemente, o empresário buscará cada vez mais lucratividade. Porém, existem algumas restrições que podem dificultar o pleno êxito, são as restrições internas e as restrições externas. Nas restrições internas podemos citar: falta de funcionários; limitações de equipamentos etc , nas restrições externas temos: política de preços; intervenção governamental; demanda; concorrência etc.

Nas empresas industriais, alguns tributos indiretos pagos na aquisição de mercadorias e materiais representam, de acordo com a legislação pertinente, créditos da empresa em relação ao governo e serão compensados com os mesmos impostos que serão devidos pela venda das mercadorias ou produtos, esses tributos são: IPI (Imposto sobre Produto

Industrializado) e ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Lembramos que

o ICMS é o principal imposto do país e constitui a maior fonte de arrecadação dos Estados e Distrito Federal.

Os impostos IPI e ICMS são conhecidos como impostos recuperáveis e devido a isso, quando da aquisição de mercadorias, apesar de serem pagos NÃO devem compor o custo de aquisição.

Lembramos que esse estudo dirigido é um complemento de seus estudos. Portanto, não deixe de reler o livro, rever os slides de aula, assistir as vídeoaulas.

Lembre-se que você conta com uma equipe sempre pronta para orientá-lo e ajudá-lo durante seu processo de aprendizagem.

Bons estudos e boa sorte!

ESTUDO DIRIGIDO DE LOGÍSTICA EMPRESARIAL – MARÇO 2013

Neste módulo você aprendeu noções básicas fundamentais para o desenvolvimento e aprendizagem sobre Logística Empresarial. Agora, chegou a hora de demonstrar seu conhecimento realizando as avaliações (objetiva e discursiva) pertinentes ao conteúdo. Para ajudá-lo, elaboramos este estudo dirigido como uma ferramenta para auxiliar no seu processo de aprendizagem. Nele você poderá rever aspectos importantes que possibilitarão o entendimento do conteúdo.

Você sabia que somente há bem pouco tempo, após os anos de 1990, no Brasil, as organizações começaram a compreender que o adequado gerenciamento logístico pode apresentar um impacto vital na obtenção de vantagens competitivas duradouras.

Após essa visão geral dos benefícios e vantagens que a logística pode trazer para as organizações, surgiu a chamada “Visão da Nova Logística”, a qual, amplia os negócios da empresa, expande mercados, reduz custos nas compras de material, por meio da economia de escala e também concentra operações de fabricação e montagem onde for mais vantajoso para as empresas.

Uma empresa que visa atingir o status de organização Logística Flexível, deve sempre analisar as seguintes vertentes: Estrutura de seus sistemas logísticos e os processos aplicados no sistema.

Um dos avanços na área logística foi a criação do operador logístico, que na realidade é um elemento integrador e prestador de serviços logísticos, altamente especializado, que contribui com a flexibilidade, rapidez e agilidade da operação. Suas funções principais são: Processar pedido, transportar, manusear e armazenar.

Para um operador logístico ser reconhecido com tal, deve desempenhar as seguintes atividades básicas: Transporte, controle de estoque e armazenagem.

Os operadores logísticos, de forma didática, são classificados em função de dois aspectos importantes, os de recursos utilizados e os de espectro de atuação. Dentro dos recursos utilizados encontramos os operadores baseados em ativos que possuem estrutura de ativos próprios e detêm o conhecimento e se utilizam de estruturas de terceiros ou dos clientes. Já nos espectros de atuação, realizam a maioria das atividades logísticas (primárias e operacionais) e realizam apenas situações de demanda específica do cliente.

Com o que vimos acima, o operador logístico é um prestador de serviços, terceirizado, especialista no gerenciamento de sistemas logísticos, no todo ou em parte, que visa agregar valor ao produto dos clientes que o contratam. Essa forma de entender os operadores logísticos nos permite compreender seu papel e sua importância para os Canais de Distribuição (CD) em mercados globalizados, altamente competitivos e voláteis.

Você sabe quais são as funções principais de um Canal de Distribuição (CD)? São elas:

- Manter o fluxo de informações entre provedores e clientes.

- Organizar os sistemas logísticos para garantir o fluxo de produtos.

- Proporcionar agregação de valor aos produtos.

Lembramos que um Canal de Distribuição NÃO tem a responsabilidade de controlar os estoques, isso é dever da empresa que o contrata.

As empresas hoje buscam atender seus clientes cada vez mais rápido e para isso tem à sua disposição ferramentas que se bem aplicadas lhes dão essa flexibilidade tão bem aceita pelos clientes, veja a seguir algumas dessas ferramentas de reposição rápida:

A – Postergar: Adiar atividades produtivas ou de distribuição até o efetivo recebimento de

pedidos, pode minimizar a necessidade de estoque, reduzindo riscos de erros.

B – Reposição Contínua (CR): As informações relativas aos níveis de estoques e consumos dos clientes são gerenciadas pela organização, buscando um padrão para a determinação de reposições adequadas ao cliente.

C – Vendor Managed Inventory (VMI): Transferir a autoridade sobre a gestão dos estoques dos varejistas aos seus fornecedores.

D – Efficient Consumer Response (ECR): O objetivo fundamental é melhorar o atendimento das

demandas dos clientes, por meio de um sistema de reposição automática do estoque nos

pontos de venda, com base em níveis de estoque mínimo.

Dentro da área de logística existem diversos termos e devem ser de conhecimento dos gestores de hoje em dia, um deles é o Planejamento Colaborativo (CPFR), o qual, nada mais é do que a conexão, baseada na internet, entre os entes do Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos - SCM, com o intuito de compartilhar informações e coordenar operações conjuntas.

O Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos é o conhecido nas empresas como SCM, e a sua

administração é um conceito ainda confuso para a maioria das pessoas ou empresas, uma vez que a mesma deve considerar toda a cadeia produtiva, e não mais apenas uma parte da cadeia. O que precisamos saber é que a SCM envolve a logística, é suportado pela logística, é uma postura organizacional e por fim é uma metodologia com visão sistêmica.

O SCM tem três objetivos principais, o primeiro é a redução de custos – pela melhor gerência

da cadeia logística como um todo, buscando-se conseguir redução de custos pela eliminação de atividades desnecessárias e evitando desperdícios, também visa agregar valor – pela maior qualidade nos processos logísticos ou pela disponibilização mais rápida do produto a estes (no lugar e na hora certa) e por último a vantagem estratégica – com uma visão integrada da cadeia produtiva, é possível obter importantes diferenciais competitivos, através de estratégias de redução de custos ou estratégias de diferenciação.

A administração da Cadeia de Suprimentos (SCM) exige que a cadeia produtiva seja

simplificada e otimizada pela utilização de algumas táticas que são essenciais para melhorar os processos logísticos, uma dessas técnicas mais usadas é o Follow sourcing.

Outro termo muito usado e importante é Consolidar, essa é uma ferramenta que tem como objetivo reduzir custos de transporte a partir da movimentação de grandes volumes de cargas consolidadas, obtendo economias de escala, transportando cargas grandes, nas maiores distâncias possíveis.

O sistema logístico de resposta rápida propicia à empresa a redução de recursos financeiros

para o desempenho das atividades logísticas. Segundo Christopher (1999, p. 136), três aspectos da concorrência com base no tempo são importantes e devem ser gerenciados com eficiência e eficácia, para que a organização seja mais efetiva, flexível e lucrativa. São eles:

Tempo de comercialização: trata-se do tempo que a organização leva para reconhecer uma oportunidade de mercado, traduzi-la em produto ou serviço e lança-la no mercado.

Tempo de serviço: refere-se ao tempo que uma empresa leva para receber, registrar um pedido e entregar um produto, satisfazendo às necessidades de seu cliente.

Tempo de reação: Diz respeito ao tempo que a empresa leva para ajustar sua produção, devido a demandas voláteis.

Ainda falando em logística de resposta rápida, dentro do sistema Just In Time o modal rodoviário é o mais indicado e trás os melhores resultados para as empresas.

O

surgimento e a manutenção de sistemas logísticos flexíveis e com resposta rápida se devem

às

ferramentas de tecnologia de informação e também aos bons projetos para os sistemas

logísticos.

Sabemos que diversos fatores são determinantes para o sucesso de um projeto logístico. Sob a ótica do tempo, temos três importantes fatores a serem analisados:

Sistemas puxados: Sistemas de gestão da produção e da logística baseados no disparo das atividades em função da existência de uma demanda. O JIT é a principal filosofia a se utilizar deste conceito. Compressão do tempo: Gerenciar as atividades de modo a obter a redução do tempo de operação (lead time). Para a logística, representa o tempo consumido pelo pedido para chegar ao cliente. Velocidade: Duas perspectivas: Clientes: espera pelo atendimento. Operação: espera pelos recursos até a disponibilização no estoque de produtos acabados.

De acordo com Ballou (1993), existem duas classes distintas de atividades logísticas em relação ao nível de serviço, são elas: As atividades primárias – Transporte / Processamento de pedidos e as atividades operacionais – Embalagem de proteção e programação de pedido, porém a Associação Brasileiras de Movimentação e Logística (1999) sugere duas categorias de atividades, são elas: atividades básicas e demais atividades.

Os europeus procuram criar localizações logísticas com o objetivo de melhorar o nível de serviços aos clientes e, ao mesmo tempo, racionalizar custos. Collin (1996) classifica em três tipos de localização logística. São elas:

A – Sítios logísticos: Espaços fisicamente bem delimitados nos quais atua um único operador, ou local delimitado dentro de uma plataforma para um único operador logístico.

B – Zonas logísticas: Espaços físicos bem delineados, onde são oferecidos serviços e facilidades de multimodalidade a diversos operadores, ou é um espaço dentro da plataforma logística delimitado para diversos operadores, destinado à multimodalidade.

C – Polos logísticos: Amplos espaços delimitados, nos quais existe alta concentração de

atividades logísticas, ou o local onde reúne zonas logísticas e sítios logísticos, com isso, é convencionado chamá-lo de plataforma logística.

Falando em Plataforma Logística, você sabe o que são? Para que servem? Enfim, continue lendo esse estudo dirigido e todas as suas dúvidas serão sanadas:

Muitas são as definições de Plataforma Logística, nessa disciplina usaremos como definição a escrita por Duarte (1999), que é: “Um local que reúne facilidades que permitem melhorar a eficiência logística”.

As plataformas logísticas colaboram muito para a administração da logística de uma empresa e para que esse trabalho seja eficiente, o ideal é ter dentro da plataforma logística um órgão público, como a Receita Federal, para intervir nos processos comerciais internacionais, reduzindo, assim, os tempos de ciclo dos processos logísticos.

As plataformas logísticas existem para facilitar e/ou agilizar os processos logísticos das empresas. Segundo Ballou (1993), as atividades oferecidas nas plataformas logísticas estão intimamente relacionadas com as atividades primárias que são processamento de pedidos e transporte e também com as atividades secundárias, programação de produtos e manutenção de informação.

A implantação de Plataformas Logísticas, trazem muitos impactos positivos para a região na qual a mesma se encontra, veja alguns desses impactos: Gera empregos, cria condições de instalação de empresas industriais, integra a região por meio da prática de transportes intermodais e cria condições de instalação de empresas comerciais no seu entorno.

Duarte(1999) apresenta diferentes possibilidades para a existência de plataformas logísticas com diferentes vocações. Considerando-se as finalidades, o tipo de atuação e outras características significativas, elas podem ser classificadas em quatro tipos diferentes: portos, porto seco, Eadi e global transpark.

Portos: áreas que permitem a prática do transporte hidroviário e contam com área para armazenagem, consolidação e distribuição de cargas dentro da zona portuária.

Porto seco: tem a mesma finalidade dos portos, com a diferença de localizar-se sempre no interior do continente. Possibilita a prática do transporte rodoviário e/ou ferroviário.

Estação Aduaneira Interior (Eadi) : são estações aduaneiras no interior que apresentam as mesmas características de um porto seco, com a diferença de poder receber cargas sem necessidade de nacionalização nos portos ou nos aeroportos, uma vez que o desembaraço aduaneiro ocorre nas suas dependências.

Global transpark: podemos considera-la como megaplataforma logística, uma vez que tem a intenção de abranger imensas áreas geográficas, geralmente dimensões continentais.

As plataformas logísticas devem oferecer condições para que suas atividades sejam desenvolvidas com a máxima eficiência possível. Segundo Boudoin (1996), uma plataforma logística conta com três áreas específicas e com funções próprias, vejam elas:

A – Área para serviços gerais: Destina-se ao homem, às máquinas e à empresa.

B – Área para transporte: As plataformas logísticas devem ser multimodais, ou seja, devem possibilitar “a integração dos serviços de mais de um modal de transporte”.

C – Área para os operadores logísticos: São áreas adjacentes às áreas públicas para o

adequado suporte aos processos logísticos, como serviços de corretagem, despacho, entre outros.

Um conceito importante e de fundamental importância para a compreensão do papel da logística nas operações globais, é a definição de Fluxos Logísticos:

“[

acabados, informações e recursos financeiros ao longo da cadeia logística, do ponto de origem

ao ponto de consumo ou de destinação final de resíduos [

]

é o movimento ou trânsito de matérias-primas, produtos em processos, produtos

]”

(RAZZOLINI FILHO, 2007).

E falando em fluxos, já há algum tempo que se tem conhecimento de três fluxos essenciais,

básicos, no processo logístico e que precisam sem bem compreendidos para que possam ser administrados de maneira correta, o primeiro deles é o fluxo físico – responsável pela movimentação de materiais e produtos ao longo da cadeia de valor, o segundo é o fluxo de informações – responsável pelo início do processo logístico, por colocar em movimentação a cadeia logística e por último o fluxo financeiro, o qual é o responsável pela remuneração dos recursos utilizados na cadeia logística.

A gestão das operações e logística global depende do perfeito entrosamento entre três

princípios básicos, que são: integração geográfica, integração funcional e integração setorial, onde o primeiro está relacionado ao fato da perda de importância das fronteiras geográficas. À medida que o mundo se globaliza, são as organizações empresariais que crescem em importância, pois passam a atuar de forma autônoma e independente, o segundo princípio, integração funcional, onde os processos decorrem de fluxos que perpassam a organização como um todo. Assim, é necessário integrar tais fluxos para que o processo logístico ocorra naturalmente e por último o princípio da integração setorial, onde usualmente, nas cadeias logísticas tradicionais, cada elo da cadeia atua de forma a otimizar seus próprios sistemas logísticos.

Você já deve ter ouvido falar na sua empresa e com certeza durante as aulas de Logística Empresarial, o termo Global Sourcing correto? Você sabe a definição desse termo? Global Sourcing é a prática que possibilita reduzir o número de fornecedores mediante a manutenção de parceiros na cadeia de suprimentos que oferecem atuação globalizada, ou ainda a atividade de buscar fontes de suprimentos em diferentes partes do mundo e, ao mesmo tempo, também tornar-se um fornecedor global

Um dos principais desafios nos processos logísticos de Global Sourcing, segundo Christopher (1997, p. 165), é conseguir a necessária rentabilidade para que o negócio seja viável e competitivo.

Existe outro termo usado na logística que é o out sourcing, e não podemos confundi-lo com global sourcing, pois Global sourcing é a operação de comprar e vender no mercado mundial, enquanto que out sourcing é comprar um produto pronto, ou seja, trazer pronto para dentro da empresa.

Quando adotamos operações globais, os custos de produção e de estoques tendem a cair, enquanto os custos de materiais (MP e insumos) se elevam. Porém, o mais significativo é o incremento nos custos de transporte, exatamente porque as distâncias a serem percorridas são, às vezes, intercontinentais. Exatamente nesse momento é que temos a existência de um trade-off significativo a ser considerado nas decisões relacionadas com as práticas logísticas globais. Sabemos também que estratégias operacionais baseadas apenas no custo tendem a fracassar em horizontes de tempo mais longos.

Com a economia cada vez mais globalizada e altamente competitiva, as empresas tiveram que mudar a forma de gerir sua organização, ou seja, os paradigmas foram alterados, pois hoje essa gestão deve ser mais eficiente e eficaz do que antigamente. Essa mudança de gestão exigiu novos enfoques e novas formas de administrar. O paradigma atual, ou seja, que era usado antes da globalização tinha o foco nas funções, nos estoques, no lucro, produtos e o novo paradigma, ou paradigma proposto pós-globalização já foca mais nos processos, nas informações, na lucratividade, nos relacionamentos e nos clientes.

É sabido que toda mudança é problemática, imagine então quando falamos em mudança de paradigmas, isso exige um trabalho e um esforço grande por parte das pessoas envolvidas. E os gerentes de logística tiveram que se adaptar a novas visões e tiveram que adquirir novas habilidades, por exemplo: Quando muda-se o foco de Lucro para Lucratividade, o gerente deve ter técnicas de contabilidade e controle financeiro, se o foco muda de Produtos para Clientes, tem que ter a habilidade de definir, medir e gerenciar as necessidades de serviço por segmento de mercado, e quando mudamos o foco de Transações para Relacionamentos, exige do gerente técnicas de gerenciamento de redes e de otimização.

Lembramos que esse estudo dirigido é um complemento de seus estudos. Portanto, não deixe de reler o livro, rever os slides de aula e assistir as vídeoaulas! Lembre-se que você conta com uma equipe sempre pronta para orientá-lo e ajudá-lo durante seu processo de aprendizagem.

Bons estudos e boa sorte!

ESTUDO DIRIGIDO PARA DISCIPLINA DE MÉTODOS QUANTITATIVOS

Neste módulo você aprendeu noções básicas fundamentais para o desenvolvimento e aprendizagem da aplicação de Métodos Quantitativos. Agora, chegou a hora de demonstrar seu conhecimento realizando as avaliações (objetiva e discursiva) pertinentes ao conteúdo. Para ajudá-lo, elaboramos este Estudo Dirigido como uma ferramenta para auxiliar no seu processo de aprendizagem. Nele você poderá rever aspectos importantes que possibilitarão o entendimento do conteúdo.

Como se trata de uso da matemática, muitos cálculos de índices são extensos

e de difícil assimilação sem seu uso contínuo, pois são extraídos de fórmulas

complexas, por isso a maioria dos cálculos, desde os básicos até o cálculos médios foram desenvolvidos com você nas duas aulas práticas, as quais estão ou estarão disponíveis no ambiente virtual de aprendizagem (AVA) no link aulas interativas. Esses cálculos básicos até médios, os quais foram parte integrante das atividades pedagógicas poderão ser cobrados em avaliações futuras, diferente dos cálculos dos exercícios do capítulo sobre Correlação e regressão linear múltipla, de onde serão cobrados os conceitos, ou seja, só teoria.

Quando lidamos com grandezas simples (um único item ou variável), o índice é qualificado como índice elementar ou simples, por outro lado, quando lidamos com grandezas complexas (aquelas expressas por muitos valores), denominamos de Índice sintético ou composto.

Os números índices, ou simplesmente índices, são medidas estatísticas

frequentemente usadas para comparar grupos de variáveis relacionadas entre si e para obter um quadro simples e resumido das mudanças significativas ocorridas ao longo do tempo, por ser medida estatística, normalmente os índices são fornecidos em forma percentual (ou porcentual).

É importante ressaltar que os números índices são destituídos de qualquer

significado se não forem especificadas as datas a que se referem.

Relativo é um número índice mias simples, relacionando o preço, a quantidade

e o valor de um produto numa data considerada (dc) com uma data base (db).

Para calcularmos o relativo de preço, devemos dividir o preço na época atual (preço considerado) pelo preço na época base (preço base) e multiplicar por 100. O mesmo se faz ao se calcular o relativo de quantidade (usando a quantidade) e o relativo de valor também. Lembre que valor é o preço do produto vezes a sua quantidade.

Vamos falar sobre índices agregativos simples, um dos índices mais utilizados

é o índice de Dutot, esse índice foi estabelecido em 1738, e é definido como

sendo a relação entre os somatórios dos valores de um conjunto de variáveis em duas datas diferentes a data-base e a considerada.

Esse índice é de fácil aplicação, porém apresenta as seguintes limitações:

- Não leva em conta a importância relativa dos itens.

- Não há homogeneidade entre as unidades dos diversos bens.

Isso quer dizer que para calcular esse índice, não importa a diferença de preços entre itens bens distintos (preço do feijão contra preço da lagosta) e também não importa a unidade utilizada, ou seja, podemos ter quilos, litros, dúzia etc.

Outro índice agregativo simples é o índice de Sauerbeck, o qual sugere que seja feito uma média dos respectivos relativos e com isso mudanças nas unidades não mais alterariam os índices.

O índice de Sauerbeck tem três variações, a primeira é o índice aritmético de

Sauerbeck, o qual é dado pela média aritmética dos relativos, sejam eles de preço, quantidade ou valor. O segundo é o índice geométrico de Sauerbeck, o qual é dado pela média geométrica dos relativos e o terceiro é índice harmônico de Sauerbeck, que é dado pela média harmônica dos relativos. Entendendo esse índice: o mesmo leva em conta a importância entre os produtos de uma cesta, ou seja, usa o método de ponderação para poder diferenciar importâncias distintas. Ao contrário do índice de Dutot, que utiliza a média dos respectivos relativos.

Agora vamos falar sobre os índices agregativos ponderados, a diferença sobre o índice simples, é que para a ponderação é dado pesos a todos os produtos considerados. A necessidade desse peso é devido ao fato de termos em uma cesta de produtos itens com pouca influência e outros com grande influência no cálculo dos índices.

Vários métodos são propostos para a determinação de um índice ponderado, nessa disciplina estudamos os índices de Laspeyres e Paasche.

Em 1871, Ernst Louis Etiene Laspeyres propôs que fosse adotada, como data de referência, a data-base e por isso esse índice é também denominado de Método da Época Básica. Esse índice de Laspeyres pode, assim, ser definido como a média aritmética ponderada dos relativos, em que o fator de ponderação é igual à participação relativa de cada item diante do valor total dos itens adquiridos na data-base.

O outro índice que falamos é o índice de Paasche, o qual propõe ao contrário

de Laspeyres, que fosse adotada, como data de referência para as ponderações, a data atual (a data considerada), passando então a se calcular por média harmônica ponderada de relativos, em que pesos são determinados com base nos preços e nas quantidades dos itens na data atual. Por causa disso esse índice é denominado de Método da Época Atual.

Segue algumas considerações e restrições aos índices de Laspeyres e de

Paasche:

Ambos os índices somente podem ser usados para datas próximas. As localidades sob análise devem ter características semelhantes, tendo em vista a importância relativa de alguns itens.

Devido a base da média utilizada nos cálculos, vemos que o índice de Laspeyres tende a superestimar o índice de valor, enquanto o índice de Paasche tende a subestimá-lo.

Os números índices vistos até o momento servem para comparar duas datas distintas (data 1 e data 2), ou seja, comparar a data presente (dc) a uma data- base (db). Entretanto, as vezes, torna-se necessária a comparação de três ou mais variáveis ao longo do tempo e para isso são utilizados a série de números índices. Para a construção de uma série de números índices devemos considerar alguns parâmetros:

- a seleção da data-base.

- a periodicidade dos dados.

- o método de construção das séries.

A base móvel encadeada somente pode ser usada se o critério de cálculo

satisfizer a propriedade cíclica (ou circular). Cabe ressaltar que os índices de Laspeyres e Paasche não atendem à propriedade cíclica, neste caso, se modificar o índice de Laspeyres, em que consiste em aplicar uma base fixa de ponderação aos relativos dos itens considerados no cálculo índice.

A série de números índices deve ser construída com dados que se encontram

no centro de um momento de grande estabilidade, porém algumas vezes é necessário que se mude a base, para que possamos dispor de dados atualizados e mais significativos. Na prática, a mudança de base de uma série de números índices é feita sendo dividido cada índice da série original pelo número índice correspondente à nova data-base (veja exemplo página 53 do livro edição 1 ou página 57 do livro edição 2).

Temos ainda a união de duas séries de números índices, e isso ocorre, pois um número índice pode sofrer alterações ou pela mudança da data-base, ou pela introdução/exclusão de itens em determinada cesta de produtos. Para se fazer essa união, dividimos o novo número índice pelo número índice antigo nessa mesma data, assim achamos o fator de multiplicação, que aplicado sobre os índices anteriores farão acerto da união de séries (veja exemplo página 55 do livro edição 1 ou página 59 do livro edição 2).

Falaremos agora sobre Deflacionamento: Deflacionar significa eliminar dos valores monetários nominais o efeito da inflação.

Já Deflator é qualquer índice de preços utilizado para equiparar, por redução, valores monetários de diversas épocas ao valor monetário de uma determinada época tomada como base.

No Brasil os deflatores mais usados são: IGP, ICV, INPC, IPC, IPA e a TR.

O Brasil é um país com uma quantidade enorme número de índices, isso é

devido à desvalorização permanente de nossa moeda. Dentro dos diversos

índices vamos destacar nesse estudo apenas seis deles, para os quais daremos as características principais:

IPC Índice de Preços ao Consumidor - é um índice particular que busca medir

o movimento dos preços de um conjunto de bens e serviços nos seus

segmentos finais de comercialização, em determinado intervalo de tempo. Nesse índice nacional é considerado perto de 400 produtos, 50.000 preços levantados por mês, para determinar a inflação mensal de famílias com renda até 33 salários mínimos.

INPC Índice Nacional de Preços ao Consumidor - é um índice restrito, pois só considera os preços das 11 maiores regiões metropolitanas do país, em um total de 116 cidades. Só considera as famílias de assalariados com renda entre um e oito salários mínimos, o que representa mais de 90% da população brasileira, e leva em conta cerca de 350 produtos.

IPCA Índice de Preços ao Consumidor Amplo - é uma variante do INPC. O termo “amplo” significa a extensão de alguma condição anteriormente restrita. No caso, a extensão refere-se ao público-alvo. O IPCA mede a inflação de quem ganha de um até 40 salários mínimos.

IPA Índice de Preços no Atacado - esse índice considera pouco mais de 400 produtos comercializados no mercado atacadista, sejam eles agrícolas ou industriais, produzidos no país ou importados.

IBV - Índice da Bolsa de Valores - É o índice de lucratividade média das ações mais negociadas nos pregões da bolsa de valores.

TR Taxa Referencial de Juros é uma taxa divulgada mensalmente pelo banco Central e é utilizada como indexador de débitos fiscais, contratos privados, entre outros.

Em períodos de inflação, todo cuidado é pouco quando se fala em taxa de

juros. É comum ouvirmos falar em taxa aparente, taxa real e como distingui-

las?

A taxa aparente é a taxa utilizada sem levar em conta a inflação do período,

enquanto que na taxa real leva-se em consideração os efeitos inflacionário do período. Com isso entendemos que a taxa aparente, pode, até mesmo ser negativa (Castanheira;Serenato, 2005).

Passamos agora a falar sobre Correlação e regressão linear simples:

É normal estudarmos duas variáveis aleatórias, uma independente e outra

dependente, na tentativa de saber se existe entre elas uma relação. Entretanto, algumas vezes, mais de duas variáveis aleatórias estão envolvidas no mesmo problema, e interessa saber como elas estão inter-relacionadas, e a essa grau de relacionamento dá-se o nome de Correlação.

A correlação entre variáveis pode ser classificada segundo o número de

variáveis envolvidas e segundo a complexidade das funções ajustantes. Em termos de número de variáveis envolvidas, a correlação é dita simplesquando for considerada uma única variável independente e dita múltiplaquando considerada mais de uma variável independente. Já em termos de complexidade das funções, a correlação é dita linear, quando o ajustamento é feito por uma função do primeiro grau e não linear, quando o ajustamento é feito por uma função de grau maior que um.

O método de análise da relação entre duas variáveis, uma dependente e outra

independente é chamado de REGRESSÃO, a regressão é linear quando estamos lidando com função de primeiro grau, e chamada de simples, pois temos apenas uma variável independente.

Quando investigamos duas variáveis, usualmente começamos com uma tentativa de descobrir a forma aproximada dessa relação, que representada graficamente nos planos x,y, obtemos um gráfico, o qual é o chamado de Diagrama de Dispersão.

Antes de montarmos um Diagrama de Dispersão devemos primeiro encontrar a variável independente (x) e a variável dependente (y), após isso plota-se esse pontos num gráfico e se analisa seu resultado. Como se trata de uma regressão linear simples, a tendência é de os pontos estarem próximos uns aos outros, na tendência de uma reta (reta de regressão). Se observamos um diagrama de dispersão, vamos encontrar pontos perto da reta imaginária, veja gráfico (página 85 do livro edição 1 ou página 91 do livro edição 2), e observe que nem todos os pontos estão exatamente sobre essa reta, o nome dado a esse diferença entre o ponto real e a reta imaginária é ERRO ou RESÍDUO, e o ajustamento desses pontos é feito por meio de cálculos estatísticos que não vem ao caso nesse momento.

Três pontos importantes devem ser considerados na análise de um Diagrama de Dispersão: O primeiro é o cálculo do coeficiente angular M, o segundo é a determinação do valor do intercepto y (chamado ponto B) e por último o cálculo do coeficiente de correlação de Pearson. O coeficiente de correlação de Pearson é dado pela letra re os seu valor sempre estará entre +1 e -1 e com esse resultado podemos saber que tipo de relação temos, veja a tabela a seguir e observe que tipo de correlação se tem dependo do valor r:

Valor de r

Tipo de correlação:

r

= 1

Correlação linear perfeita (positiva).

r

> 0 (próximo a 1)

Forte correlação positiva.

r

> 0

Fraca correlação positiva.

r

< 0 (próximo a -1)

Forte correlação negativa.

r

< 0

Fraca correlação negativa.

r

= -1

Correlação linear perfeita (negativa)

r

= 0

Ausência de correlação linear existe sim uma correlação, porém NÃO linear.

Trabalharemos agora com Correlação e regressão linear múltipla:

Existem fenômenos que somente são razoavelmente bem explicados por mais de uma variável independente e nesses casos usamos a Regressão e Correlação Múltiplas. Se a equação de primeiro grau explica bem o fenômeno, dizemos que é uma regressão linear, mas se necessitar de uma equação de grau maior que um, teremos uma Regressão e a Correlação, Não Lineares.

Nesse tipo de Correlação e regressão linear múltipla, o coeficiente de Pearson também varia entre + 1 e -1, com os extremos indicando um ajuste perfeito dos dados e o centro, r = 0 ,mostrando que a função é incompatível com os dados.

Séries Temporais, como o nome já diz, se refere ao tempo. Logo uma série temporal é um conjunto de valores observados em momentos distintos e sequencialmente ordenados no tempo, ou seja, um conjunto cronológico de observações.

Podemos classificar as Séries Temporais em quatro tipos:

Tendência secular (T) - é o componente que indica a tendência do movimento dos dados em um grande período de tempo e tem como característica ser um movimento regular e suave ao longo do tempo. Podem estar influenciadas por fatores como crescimento populacional, taxa de desemprego, comportamento na conservação de recursos hídricos etc.

Flutuações cíclicas (C) é a parte da série temporal que apresenta certo grau de regularidade nas variações ao longo do tempo, para períodos maiores que um ano. Encontramos esses padrões cíclicos em diversos casos, tais como:

períodos de chuva, demanda de certos produtos agrícolas, fenômenos associados a estações do ano etc.

Variações sazonais (S) - se assemelham aos fenômenos cíclicos, porém somente nos casos em que os dados são registrados em curto prazo:

diariamente, semanalmente, quinzenalmente, mensalmente etc., para intervalo de tempo de, no máximo, um ano. São encontrados em ocasiões distintas, tais como Natal, Páscoa, Produtos consumidos no frio etc.

Variações aleatórias ou irregulares (I) - acontecem quando alguns fenômenos socioeconômicos variam de forma aleatória e referem-se aos efeitos causados por greves, guerras, enchentes, secas e demais fatorem que ocorrem com regularidade. Referem-se a efeitos causados por greves, enchentes, secas etc.

Pessoal tudo o que foi visto nesse Estudo Dirigido é o resumo do que foi passado a vocês de teoria ao longo de seis aulas, onde aborda termos, conceitos e situações de aplicação etc. O conteúdo desse Estudo Dirigido mais os exercícios desenvolvidos nas duas aulas práticas abrangem mais de 90% do que será cobrado nas avaliações, porém a leitura do livro e a revisão das aulas dadas são indispensáveis, pois com certeza o professor regente esclarece por meio de exemplos práticos cada ponto aqui mencionado.

Bom estudo e boa prova.

Prof. Douglas Agostinho