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Guia de Demonstrações Financeiras Exercício de 2012 2012

Guia de Demonstrações Financeiras Exercício de 2012

2012

Índice

Regulamentação contábil – Práticas contábeis brasileiras

4

IFRSs – Normas Internacionais de Relatório Financeiro

11

Novas IFRSs – Principais considerações sobre sua aplicação

17

Regulamentações específicas por setor – Instituições financeiras e outras

30

Perspectivas atuariais com a queda da taxa de juros: benefícios e riscos

40

Assuntos tributários – Principais temas editados em 2012

42

Os impactos das novas regras de Preços de Transferência

46

O fim do RTT

55

A desoneração da folha de pagamentos

62

Princípios contábeis norte-americanos

63

A

convergência no mercado norte-americano

72

Índices de mercado – 2011 e 2012

73

Bem-vindo à nova edição do nosso Guia de DFs

A sofisticação crescente do ambiente de negócios e a

adoção das melhores práticas corporativas são metas que

o Brasil, como um dos grandes emergentes a despontar

no cenário global do século 21, precisa continuar perseguindo. Parte significativa desse processo em curso

está ligada aos esforços dos mais diversos agentes de mercado – de empresas a órgãos reguladores – em consolidar a integração da linguagem contábil brasileira aos padrões internacionais.

É com esse propósito, de apoiar as empresas na

consolidação dessa nova cultura que hoje permeia a realidade contábil brasileira, que a Deloitte apresenta a nova edição deste tradicional “Guia de Demonstrações Financeiras – Exercício de 2012”. Nas páginas a seguir, está contida uma exposição panorâmica das principais mudanças contábeis em desenvolvimento e, na sequência, estão as seções técnicas que servem de consulta geral.

O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) mantém o

compromisso de emitir os respectivos pronunciamentos, interpretações e orientações que refletem as alterações e emissões de novos requerimentos e divulgações das normas internacionais feitas pelo International Accounting Standards Board (IASB).

Dentre essas mudanças, foram implementadas para aplicação, a partir de 1º de janeiro de 2013, normas importantes que poderão afetar consideravelmente as empresas brasileiras, e, portanto, é necessário avaliar os respectivos impactos com antecedência. A atual edição traz um resumo das principais novas normas (IFRSs 10, 11, 12 e 13), que podem conter informações úteis na avaliação dos reflexos e no auxílio do processo de elaboração das demonstrações financeiras.

A publicação também traz artigos desenvolvidos por

profissionais da Deloitte que acompanham de forma muito próxima as alterações contábeis e tributárias que devem impactar o fechamento do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012.

A Deloitte continua o seu papel de disseminar

conhecimento por meio de subsídios práticos e objetivos que constituam fonte útil de consulta para os envolvidos em todas as etapas para a preparação das demonstrações financeiras. Da mesma forma, também reitera seu apoio a empresas e profissionais que contribuem para o fortalecimento do mercado de capitais e de todo o ambiente de negócios no País.

Mensagem do presidente

Seja bem-vindo ao Guia de Demonstrações Financeiras da Deloitte, um dos mais tradicionais materiais elaborados pela nossa firma para apoiar as organizações no fechamento de seus exercícios. Para nós, é um imenso prazer poder compartilhar as novidades do mundo contábil, além de outras informações relevantes para o encerramento dos balanços do exercício de 2012.

Na atual edição, mais uma vez, selecionamos alguns artigos técnicos elaborados por um grupo de sócios especialistas da nossa firma. Sem dúvida, esta seleção é mais uma ótima oportunidade para você ficar por dentro das principais mudanças em andamento ou que, em breve, podem impactar o dia a dia dos negócios.

Espero que você encontre neste material muitas respostas para as suas dúvidas ou fique à vontade para entrar em contato com o nosso time de especialistas.

Boa leitura!

Juarez Lopes de Araújo Presidente da Deloitte

Regulamentação contábil Práticas contábeis brasileiras

Como parte do processo de harmonização com as Normas Internacionais de Relatório Financeiro (IFRSs) iniciado em 2008 e regulamentação das práticas contábeis alteradas a partir da edição das Leis nº 11.638/07 e nº 11.941/09 (conversão em Lei da Medida Provisória nº 449/08), o CPC continua com o compromisso de emitir os pronunciamentos, as orientações e as interpretações à medida que novas normas internacionais são emitidas ou revisadas.

O quadro abaixo contém os pronunciamentos, as orientações e as interpretações técnicos editados pelo CPC e as respectivas deliberações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e resoluções do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) que os aprovaram. Deve ser observado que as deliberações da CVM devem ser seguidas pelas companhias de capital aberto e as resoluções do CFC devem ser seguidas por todas as outras entidades, exceto aquelas sujeitas a regulamentação específica, como aquelas regulamentadas pelo Banco Central do Brasil (BC) e pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

Agenda Conjunta de Regulação CVM e CPC – Atualizada em 30 de Novembro de 2012

Pronunciamentos

CPC

Descrição

Deliberação CVM nº

Resolução CFC nº

Pronunciamento Conceitual Básico (R1) - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-financeiro

00

675/11

1.374/11 NBC TG

Redução ao Valor Recuperável de Ativos

639/10

1.292/10 NBC TG 01

Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis

640/10

1.295/10 NBC TG 02

Demonstração dos Fluxos de Caixa

641/10

1.296/10 NBC TG 03

Ativo Intangível

644/10

1.303/10 NBC TG 04

Divulgação sobre Partes Relacionadas

642/10

1.297/10 NBC TG 05

Operações de Arrendamento Mercantil

645/10

1.304/10 NBC TG 06

Subvenção e Assistência Governamentais

646/10

1.305/10 NBC TG 07

Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários

649/10

1.313/10 NBC TG 08

Demonstração do Valor Adicionado (DVA)

557/08

1.138/08 e 1.162/09 NBC TG 09

Pagamento Baseado em Ações

650/10

1.314/10 NBC TG 10

Contratos de Seguro

563/08

1.150/09 NBC TG 11

Ajuste a Valor Presente

564/08

1.151/09 NBC TG 12

Adoção Inicial da Lei nº 11.638/07 e da Medida Provisória nº 449/08

565/08

1.152/09 NBC TG 13

Instrumentos Financeiros: Reconhecimento, Mensuração e Evidenciação *

*

*

Combinação de Negócios

665/11

1.350/11 NBC TG 15

CPC 16 (R1)

Estoques

575/09

1.170/09 alterada pela Res. nº 1.273/10 NBC TG 16

CPC 17 (R1)

Contratos de Construção

691/12

1.411/12 NBC TG 17

CPC 18 (R1)

Investimento em Coligada e em Controlada

688/12

1.241/09 NBC TG 18

Investimento em Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture)

666/11

1.242/09 alterada pela Res. nº 1.351/11 NBC TG 19

Custos de Empréstimos

672/11

1.172/09 alterada pela Res. nº 1.359/11 NBC TG 20

Demonstração Intermediária

673/11

1.174/09 alterada pela Res. nº 1.359/11 NBC TG 21

Informações por Segmento

582/09

1.176/09 NBC TG 22

Políticas Contábeis, Mudanças de Estimativa e Retificação de Erro

592/09

1.179/09 NBC TG 23

Evento Subsequente

593/09

1.184/09 NBC TG 24

Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes

594/09

1.180/09 NBC TG 25

Regulamentação contábil Práticas contábeis brasileiras

CPC

Descrição

Deliberação CVM nº

Resolução CFC nº

1.185/09 alterada pela Res. nº 1.376/11 NBC TG 26

Apresentação das Demonstrações Contábeis

676/11

Ativo Imobilizado

583/09

1.177/09 NBC TG 27

Propriedade para Investimento

584/09

1.178/09 NBC TG 28

Ativo Biológico e Produto Agrícola

596/09

1.186/09 NBC TG 29

CPC 30 (R1)

Receitas

692/12

1.412/12 NBC TG 30

Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada

598/09

1.188/09 NBC TG 31

Tributos sobre o Lucro

599/09

1.189/09 NBC TG 32

Benefícios a Empregados

600/09

1.193/09 NBC TG 33

Demonstrações Separadas

693/12

1.413/12 NBC TG 35

Demonstrações Consolidadas

668/11

1.240/09 alterada pelas Res. nº 1.273/10 e nº 1.351/11 NBC TG 36

Adoção Inicial nas Normas Internacionais de Contabilidade

647/10

1.306/10 NBC TG 37

Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração

604/09

1.196/09 NBC TG 38

Instrumentos Financeiros: Apresentação

604/09

1.197/09 NBC TG 39

Instrumentos Financeiros: Evidenciação

684/12

1.399/12 NBC TG 40

Resultado por Ação

636/10

1.287/10 NBC TG 41

Adoção Inicial dos Pronunciamentos Técnicos CPC 15 a 41

651/10

1.315/10 NBC TG 43

CPC PME (R1)

Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas

1.255/09, 1.285/10 e 1.319/10 NBC TG 1.000

* Pronunciamento atualizado, correspondente à orientação OCPC nº 03, que deixa de ter aplicabilidade após a utilização dos pronunciamentos CPCs 38, 39 e 40

Interpretações

CPC

Descrição

Deliberação CVM nº

Resolução CFC nº

1.261/09 alterada pela nº 1.376/11 ITG 01

Contratos de Concessão

677/11

Contrato de Construção do Setor Imobiliário

612/09

1.266/09 ITG 02

Aspectos Complementares das Operações de Arrendamento Mercantil

613/09

1.256/09 ITG 03

Alcance do Pronunciamento Técnico CPC 10 – Pagamento Baseado em Ações

*

*

Pronunciamento Técnico CPC 10 – Pagamento Baseado em Ações – Transações de Ações do Grupo e em Tesouraria

*

*

Hedges de Investimentos Líquidos em Operação no Exterior

616/09

1.259/09 ITG 06

Distribuição de Lucros in Natura

617/09

1.260/09 ITG 07

Contabilização da Proposta de Pagamento de Dividendos

683/12

1.398/12 ITG 08

ICPC 09 (R1)

Demonstrações Contábeis Individuais, Demonstrações Separadas, Demonstrações Consolidadas e Aplicação do Método de Equivalência Patrimonial

687/12

1.262/09 ITG 09

Interpretação sobre a Aplicação Inicial ao Ativo Imobilizado e à Propriedade para Investimento dos Pronunciamentos Técnicos CPCs 27, 28, 37 e 43

619/09

1.263/09 ITG 10

Recebimento em Transferência de Ativos de Cliente

620/09

1.264/09 ITG 11

Regulamentação contábil Práticas contábeis brasileiras

CPC

Descrição

Deliberação CVM nº

Resolução CFC nº

Mudanças em Passivos por Desativação, Restauração e Outros Passivos Similares

621/09

1.265/09 ITG 12

ICPC 13

Direitos a Participações Decorrentes de Fundos de Desativação, Restauração e Reabilitação Ambiental

637/10

1.288/10 ITG 13

ICPC 14

Cotas de Cooperados em Entidades Cooperativas e Instrumentos Similares

Passivo Decorrente de Participação em um Mercado Específico – Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos

638/10

1.289/10 ITG 15

Extinção de Passivos Financeiros com Instrumentos Patrimoniais

652/10

1.316/10 ITG 16

ICPC 17

Contratos de Concessão – Evidenciação

677/11

1.375/11 ITG 17

* O texto dessa interpretação está contido no pronunciamento técnico CPC 10 (R1) - Pagamentos Baseados em Ações.

Orientações

CPC

Descrição

Deliberação CVM nº

Resolução CFC nº

Entidades de Incorporação Imobiliária

561/08

1.154/09 e 1.273/10 CTG 01

 

Ofício SNC/SEP

Esclarecimentos sobre as Demonstrações Contábeis de 2008

1.157/09 CTG 02

 

nº 01/09

 

Ofício-Circular

Instrumentos Financeiros: Reconhecimento, Mensuração e Evidenciação

CVM/SNC/SEP

1.199/09 CTG 03

 

nº 03/2009

OCPC 04

Aplicação da Interpretação Técnica ICPC 02 às Entidades de Incorporação Imobiliária Brasileiras

653/10

1.317/10 CTG 04

Contratos de Concessão

654/10

1.318/10 CTG 05

O CPC tem o compromisso de revisar todos os documentos já emitidos para que estejam totalmente convergentes às normas internacionais de contabilidade emitidas pelo IASB, entidade responsável por redigir, validar, promulgar e disseminar as normas.

Regulamentação contábil Práticas contábeis brasileiras

Esse processo de revisão já teve início em 2009, 2010 e 2011 e continua em 2012, revisando todos os documentos emitidos em comparação com as alterações introduzidas pelo IASB no volume das IFRSs de 2012.

Relacionamos abaixo os pronunciamentos, as orientações

e

as interpretações técnicos que estão em fase de emissão

e

os seus principais aspectos.

Pronunciamentos técnicos, orientações técnicas e interpretações técnicas em fase de emissão

CPC

Assunto

Correlação IASB

Estágio Atual

CPC 18 (R2)

Investimento em Coligada, em Controlada e em Empreendimento Controlado em Conjunto

IAS 28

Audiência pública

CPC 19 (R2)

Negócios em Conjunto

IFRS 11

Aprovado com aplicação para 2013

CPC 33 (R1)

Benefícios a Empregados

IAS 19

Audiência pública

CPC 34

Exploração de Avaliação de Recursos Minerais

IFRS 6

Aguardando revisão do IASB

CPC 36 (R3)

Demonstrações Consolidadas

IAS 27

Audiência pública

CPC 42

Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária

IAS 29

Aguardando discussão no IASB

CPC 44

Demonstrações Combinadas

_

Audiência pública encerrada

CPC 45

Divulgação de Participação em Outras Entidades

IFRS 12

Audiência pública

CPC 46

Mensuração do Valor Justo

IFRS 13

Audiência pública

OCPC 06

Apresentação de Informações Financeiras pro Forma

_

Audiência pública encerrada

Apresentação da Demonstração do Resultado Abrangente (DRA)

O CPC, ao contrário das normas internacionais, não permitiu a divulgação da DRA em conjunto com a demonstração do resultado como uma única apresentação. Entretanto, conforme previsto na definição do próprio CPC 27 (R1), temos:

“10. O conjunto completo de demonstrações contábeis inclui:

( )

(b1) demonstração do resultado do período;

(b2) demonstração do resultado abrangente do período;”

Entende-se que, nas circunstâncias em que o único elemento da DRA for o lucro líquido (prejuízo) do exercício (o que equivale a dizer que a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) é igual à DRA), a DRA ainda assim deverá ser apresentada.

Regulamentação contábil Práticas contábeis brasileiras

CPC 18 (R2) – Investimento em Coligada, em

Controlada e em Empreendimento Controlado em Conjunto Status: em audiência pública

A proposta de revisão do CPC 18 contempla

substancialmente alterações no texto da IAS 28 promovidas pelo IASB, cuja aplicação é requerida a partir de 2013.

Em virtude dessas alterações, também está sendo proposta inclusão de referência a empreendimento controlado em conjunto.

As modificações propostas alteram o pronunciamento

original principalmente quanto à eliminação da opção de

se consolidar os denominados “investimentos controlados

em conjunto (joint ventures)” e à diferenciação entre uma

controlada em conjunto e acordos de operação conjunta, como definidos no pronunciamento. O pronunciamento é de aplicação mandatória para os exercícios sociais iniciados a partir de 1º de janeiro de 2013.

CPC 33 (R1) – Benefícios a Empregados Status: em audiência pública

A proposta de revisão do CPC 33 contempla

A

exemplo da versão anterior do CPC 18, a proposta de

substancialmente alterações ao texto da IAS 19 promovidas pelo IASB, cuja aplicação é requerida a partir

As principais modificações no pronunciamento referem-se

revisão incluiu referência a investimento em controlada, que não consta na versão da IAS 28, mas é necessária no Brasil devido à previsão, contida na legislação societária brasileira, de que nas demonstrações financeiras

de 2013.

aos planos de benefícios definidos:

individuais o investimento em controladas seja avaliado pelo método de equivalência patrimonial.

Foi excluída a possibilidade de utilização do “método

CPC 19 (R2) – Negócios em Conjunto Status: aprovado com aplicação para 2013

do corredor” – permissão para que os ganhos e as perdas atuariais até um limite de 10% do valor presente da obrigação de benefício definido ou 10%

A

proposta de revisão do CPC 19 contempla

do valor justo dos ativos do plano, dos dois o maior,

substancialmente a alteração da utilização do texto da IAS 31 – Interests in Joint Ventures para a utilização do texto da IFRS 11 – Joint Arrangements, emitido após a edição do CPC 19 (R1), pelo IASB.

 

pudessem ser apropriados ao resultado pelo tempo médio remanescente de vida laborativa dos empregados participantes do plano.

A

partir da adoção do novo pronunciamento, os

A

proposta de revisão do CPC 19 contempla certas

ganhos e as perdas atuariais passam a ser

compatibilizações de texto para adequar a situação brasileira, como é o caso da referência incluída no

 

reconhecidos integralmente na data das demonstrações financeiras, tendo como contrapartida

documento relacionada às demonstrações contábeis individuais. A revisão do CPC 19 apresentado contempla ainda a alteração de seu nome original CPC 19 (R1) – Investimento em Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture) para CPC 19 (R2) – Negócios em

patrimônio líquido (outros resultados abrangentes). Esses valores não reciclam para o resultado do exercício, permanecendo na conta do patrimônio líquido “Outros resultados abrangentes”.

o

Conjunto.

A

despesa/receita financeira do plano passa a ser

 

reconhecida pelo valor líquido com base na taxa de

desconto.

 

Novos requisitos de divulgações nas demonstrações financeiras.

CPC 34 – Exploração de Avaliação de Recursos Minerais

Status: aguardando revisão do IASB Este pronunciamento técnico tem por objetivo específico

o tratamento das informações contábeis relacionadas

com a exploração (no sentido da prospecção) e avaliação de recursos minerais, realizadas a partir da aquisição do direito legal de exploração até a constatação da viabilidade técnica e comercial do empreendimento, em cada área específica de exploração. O pronunciamento enfatiza a necessidade de definição das políticas contábeis adotadas pela entidade para tratamento dos gastos envolvidos, notadamente os ativos, os quais devem ser avaliados ao custo de aquisição e submetidos regularmente à avaliação da capacidade de recuperação do valor envolvido. O CPC 34 exige divulgação das políticas contábeis adotadas, dos valores relacionados com a exploração e avaliação, inclusive os relacionados com a perda por irrecuperabilidade de ativos, e, ainda, do passivo, das receitas e despesas e dos fluxos de caixa futuros. Determina, ainda, a incorporação aos ativos intangíveis do valor de baixa dos ativos tangíveis utilizados para o desenvolvimento daqueles, de acordo com o período de competência.

CPC 36 (R3) – Demonstrações Consolidadas Status: em audiência pública

A proposta de revisão do CPC 36 contempla

substancialmente alterações no texto da IAS 27, que resultou na edição, pelo IASB, da IFRS 10, cuja aplicação é

requerida a partir de 2013.

CPC 42 – Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária Status: aguardando discussão no IASB

O CPC 42, equivalente à IAS 29, ainda está aguardando

discussão em andamento no IASB.

CPC 44 – Demonstrações Combinadas

Status: audiência pública encerrada

O CPC 44 visa orientar quanto aos critérios para

elaboração, às circunstâncias envolvidas e à forma da apresentação das demonstrações financeiras, assim como esclarecer o seu significado.

Regulamentação contábil Práticas contábeis brasileiras

As demonstrações combinadas são elaboradas com o objetivo de apresentar informações contábeis de entidades que possuem controle ou administração comuns, mas não formam uma pessoa jurídica, por exemplo, na forma de holding ou mesmo uma entidade operacional que possua investimentos nas demais, situações estas em que as normas para preparação de demonstrações financeiras consolidadas (CPC 36 – Demonstrações Consolidadas) seriam utilizadas.

Adicionalmente, podem existir situações em que, depois de completado o processo de reestruturação societária, algumas entidades, cuja participação societária era detida diretamente por pessoas físicas, foram concentradas em uma holding que, a partir da data da reestruturação, passa

a reunir condições para a consolidação, nos termos do CPC

36, mas seu histórico para fins de comparação pode ficar prejudicado. Nesse caso, desde que a estrutura passada se qualifique como controle ou administração comuns, para permitir comparação e análise do histórico, poderiam ser preparadas demonstrações financeiras combinadas.

A elaboração de demonstrações combinadas não está

disciplinada nas normas internacionais de contabilidade emitidas pelo IASB; todavia, essa prática não é vedada e referências genéricas são feitas sobre essas demonstrações. Já nas práticas contábeis norte-americanas (US GAAP) existe previsão equivalente à que está proposta no CPC 44.

CPC 45 – Divulgação de Participação em Outras Entidades Status: em audiência pública

O objetivo do CPC 45 é orientar quanto à exigência de

que uma entidade divulgue informações que permitam

aos usuários de suas demonstrações financeiras avaliar as informações de uma entidade quanto a natureza da participação em outras entidades, riscos associados a tais participações, efeitos dessas participações sobre a sua posição patrimonial e financeira, desempenho financeiro

e respectivos fluxos de caixa. Uma participação em outra entidade refere-se a envolvimento contratual e não contratual que exponha a entidade que reporta à variabilidade dos retornos oriundos do desempenho da outra entidade.

Regulamentação contábil Práticas contábeis brasileiras

Para atingir o objetivo do pronunciamento, a entidade deve divulgar:

a) os julgamentos e as premissas significativos que fez ao determinar a natureza de sua participação em outra entidade ou acordo e ao determinar o tipo de negócio em conjunto no qual tem participação; e

b) informações sobre suas participações em: controladas; negócios em conjunto e coligadas; e em entidades estruturadas que não são controladas pela entidade (entidades estruturadas não consolidadas).

CPC 46 – Mensuração do Valor Justo Status: em audiência pública

A proposta de emissão do CPC 46 contempla

substancialmente a convergência com o texto da IFRS 13, emitida pelo IASB, cuja adoção é requerida a partir de

2013.

O objetivo do CPC 46 é de: (a) definir valor justo;

(b) estabelecer em um único pronunciamento uma

estrutura para a mensuração do valor justo; e

(c) estabelecer divulgações sobre mensurações do valor

justo.

OCPC 06 – Apresentação de Informações Financeiras pro Forma Status: audiência pública encerrada

O objetivo da OCPC 06 é estabelecer os critérios para

compilação, elaboração e formatação de informações financeiras pro forma que só podem ser apresentadas quando assim forem qualificadas e desde que o propósito seja devidamente justificado em nota explicativa, como, por exemplo, em casos de reestruturações societárias, aquisições, vendas ou cisões de negócios.

Informações financeiras pro forma diferem de demonstrações combinadas (objeto da audiência pública nº 06/11), cujos procedimentos e circunstâncias são diferentes das informações financeiras pro forma.

As informações financeiras pro forma devem somente ilustrar os efeitos de uma transação específica, mensurável de maneira objetiva (a partir dos valores históricos), excluindo os efeitos baseados em estimativas e julgamentos sobre como as práticas e decisões operacionais da Administração poderiam ou não ter afetado as demonstrações financeiras históricas em decorrência da transação.

Informações sobre os possíveis ou esperados impactos de decisões tomadas pela Administração atual em decorrência da transação, como se tivessem sido tomadas em períodos anteriores, são consideradas projeções e não fazem parte do alcance da orientação, não podendo ser apresentadas sob o título de informações pro forma.

As demonstrações pro forma são voluntárias e a orientação OCPC 06 fornece um guia sobre compilação, elaboração e formatação de informações financeiras pro forma (forma, conteúdo e circunstâncias em que são apresentadas), quando adotadas. Essa orientação não inclui os conceitos sobre preparação de demonstrações financeiras combinadas, cujos procedimentos e circunstâncias são diferentes.

A elaboração de informações financeiras pro forma não está disciplinada nas normas internacionais de contabilidade emitidas pelo IASB nem pelas práticas contábeis adotadas no Brasil, e, por essa razão, está sendo proposta a emissão de uma orientação do CPC (e não um pronunciamento), para quando essas informações forem preparadas e divulgadas.

IFRSs Normas Internacionais de Relatório Financeiro

O IASB mantém o comprometimento na realização das

revisões pós-implementação de todas as novas IFRSs e alterações significativas. As principais revisões já estão em andamento e apresentamos nas páginas a seguir um resumo das Normas Internacionais de Relatório Financeiro que entraram em vigor em 2012 e das que ainda não estão vigentes, mas que já foram divulgadas pelo IASB.

Alterações à IFRS 7 – Instrumentos Financeiros:

Divulgações Vigência: exercícios iniciados a partir de 1º de julho de 2011 Altera a IFRS 7 – Instrumentos Financeiros: Divulgações, resultante da revisão abrangente do IASB das atividades não registradas no balanço patrimonial.

As alterações introduzem divulgações adicionais que permitem aos usuários das demonstrações financeiras aumentar seu entendimento acerca das transações de transferência de ativos financeiros (por exemplo, securitizações), inclusive dos possíveis efeitos de quaisquer riscos que pudessem permanecer com a entidade que transferiu os ativos. As alterações também exigem divulgações adicionais, caso um volume desproporcional de transações de transferência seja realizado no encerramento do período.

Observação: no primeiro ano de adoção, as informações comparativas não são exigidas.

Imposto diferido: recuperação de ativos subjacentes (alterações à IAS 12) Vigência: exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2012 Altera a IAS 12 – Impostos sobre a Renda para fornecer a premissa de que a recuperação do valor contábil de um ativo mensurado com base no modelo de valor justo da IAS 40 – Propriedade de Investimentos será, normalmente, realizada por meio da venda.

Devido às alterações, a SIC 21 – Impostos sobre a Renda

– Recuperação de Ativos Reavaliados e Não Sujeitos à

Depreciação não seria aplicável às propriedades para investimentos contabilizadas ao valor justo. As alterações também incorporam à IAS 12 uma orientação

remanescente anteriormente contida na SIC 21, que foi devidamente retirada.

Hiperinflação severa e remoção de datas fixas para adotantes iniciais (alterações à IFRS 1) Vigência: exercícios iniciados a partir de 1º de julho de 2011 Altera a IFRS 1 – Adoção Inicial das Normas Internacionais de Relatório Financeiro (IFRSs) para:

Substituir as referências a uma data fixa de “1 o de janeiro de 2004” pela “data de transição das IFRSs”, eliminando a necessidade de reapresentar as transações de baixa ocorridas antes da data de transição para as IFRSs; e

Fornecer orientações sobre como uma entidade deve continuar a apresentar as demonstrações financeiras de acordo com as IFRSs após um período no qual a entidade não fosse capaz de atender às IFRSs devido à exposição da sua moeda funcional à hiperinflação severa.

Alterações à IAS 1: apresentação de itens de outros resultados abrangentes Vigência: exercícios iniciados a partir de 1º de julho de 2012

Preservam as alterações à IAS 1 em 2007 no intuito de exigir que o lucro ou prejuízo e os componentes de outros resultados abrangentes sejam apresentados em conjunto, ou seja, em uma única demonstração do resultado abrangente, ou em demonstrações do resultado e do resultado abrangente separadas – ao invés de exigir uma única demonstração contínua, conforme proposto na minuta submetida à audiência pública;

Exigem que as entidades agrupem os itens apresentados em outros resultados abrangentes com base na sua possível reclassificação para o resultado posteriormente, ou seja, aqueles que podem ser reclassificados e aqueles que não serão reclassificados; e

Exigem que os impostos correspondentes aos itens antes dos impostos sejam apresentados separadamente para cada um dos dois grupos de itens dos outros resultados abrangentes (sem alterar a opção de apresentar os itens de outros resultados abrangentes líquidos ou brutos de impostos).

IFRSs Normas Internacionais de Relatório Financeiro

Normas contábeis internacionais que ainda não estão vigentes, mas que já foram divulgadas pelo IASB Em 2013, entrarão em vigência importantes normas que poderão trazer impactos significativos nas demonstrações financeiras das companhias e que impactarão inclusive as informações comparativas referentes às demonstrações financeiras de 2012. Dessa forma, é imprescindível que a Administração tenha conhecimento dessas mudanças e que antecipe discussões que essas normas poderão causar em suas demonstrações financeiras. Relacionamos abaixo as normas com data de vigência a partir de 1º de janeiro de 2013 e um resumo das principais mudanças que cada norma pode trazer às companhias:

IAS 19 – Benefícios a Empregados (2011) Vigência: exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2013 Versão alterada da IAS 19 contendo as exigências revisadas dos planos de pensão e de outros benefícios pós-aposentadoria, bem como benefícios de rescisão e outras alterações.

Esclarecimento de diversas questões, inclusive a classificação dos benefícios a empregados, estimativas atuais das taxas de mortalidade, custos fiscais e administrativos e compartilhamento de riscos e características de indexação condicional; e

Inclusão de outras questões submetidas ao Comitê de Interpretações das IFRSs.

IAS 27 – Demonstrações Financeiras Separadas

(2011)

Vigência: exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2013

Versão alterada da IAS 27 que passa a lidar somente com

as exigências relacionadas a demonstrações financeiras

separadas, que manteve substancialmente inalterada essa

parte da IAS 27 – Demonstrações Financeiras Consolidadas e Separadas. As exigências relacionadas às demonstrações financeiras consolidadas foram incluídas na IFRS 10 – Demonstrações Financeiras Consolidadas.

A norma exige que a entidade, ao elaborar

As principais alterações incluem:

Exigência de reconhecimento das alterações no passivo (ativo) dos benefícios definidos líquidos,

Introdução de divulgações aperfeiçoadas dos planos

demonstrações financeiras separadas, contabilize seus investimentos em controladas, coligadas e entidades controladas em conjunto ao custo ou de acordo com a IFRS 9 – Instrumentos Financeiros.

inclusive o reconhecimento imediato do custo do

A

norma também trata do reconhecimento de dividendos

benefício definido; separação do custo do benefício

e

de determinadas reorganizações do grupo e inclui

definido em componentes; reconhecimento de

diversas exigências de divulgação.

remensurações em outro resultado abrangente; alterações aos planos, reduções e liquidações (com a eliminação da “abordagem de corredor” permitida pela IAS 19 existente);

de benefícios definidos;

Observação: as entidades que adotarem antecipadamente essa norma devem também adotar as demais normas incluídas no “conjunto de cinco” que tratam de consolidação, acordos conjuntos e divulgações: IFRS 10 – Demonstrações Financeiras Consolidadas, IFRS 11 – Negócios em Conjunto, IFRS 12 – Divulgação de

Modificação da contabilização dos benefícios de rescisão, inclusive a distinção entre os benefícios oferecidos em troca de serviços prestados e benefícios oferecidos em troca da rescisão do vínculo empregatício, afetando o reconhecimento e a mensuração dos benefícios de rescisão;

Participações em Outras Entidades e IAS 28 – Investimentos em Coligadas e Entidades Controladas em Conjunto (2011).

IAS 28 – Investimentos em Coligadas e Entidades Controladas em Conjunto (2011) Vigência: exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2013 Essa norma substitui a IAS 28 – Investimentos em Coligadas e aborda a contabilização de investimentos em coligadas e define as exigências para a aplicação do método de equivalência patrimonial na contabilização de investimentos em coligadas e entidades controladas em

conjunto (joint ventures).

A norma define o conceito de “influência significativa” e

oferece instruções sobre como aplicar o método de equivalência patrimonial (incluindo as isenções de aplicação desse método em determinados casos). Ela também determina como os investimentos em coligadas e joint ventures devem ser submetidos ao teste anual para análise de perda do valor recuperável.

Observação: as entidades que adotarem essa norma antecipadamente devem também adotar as demais normas incluídas no “conjunto de cinco” que tratam de consolidação, acordos conjuntos e divulgações: IFRS 10 – Demonstrações Financeiras Consolidadas, IFRS 11 – Negócios em Conjunto, IFRS 12 – Divulgação de Participações em Outras Entidades e IAS 27 – Demonstrações Financeiras Separadas (2011).

IFRS 9 – Instrumentos Financeiros (2009) Vigência: exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2015

A IFRS 9 introduz novas exigências para a classificação e

mensuração dos ativos financeiros, como segue:

Instrumentos da dívida sujeitos ao teste de “modelo de negócios” e ao teste de “características de fluxo de caixa” são mensurados ao custo amortizado (o uso do valor justo é opcional em determinados casos);

Investimentos em instrumentos patrimoniais podem ser contabilizados como “valor justo por meio de outro resultado abrangente”, sendo somente os dividendos reconhecidos no resultado;

Todos os demais instrumentos (incluindo todos os derivativos) são mensurados ao valor justo, sendo as alterações reconhecidas no resultado; e

IFRSs Normas Internacionais de Relatório Financeiro

O conceito de “derivativos embutidos” não se aplica aos ativos financeiros de acordo com o escopo da norma, e todo o instrumento deve ser classificado e mensurado de acordo com as diretrizes mencionadas.

Observação: em outubro de 2010, o IASB reemitiu a IFRS 9 – Instrumentos Financeiros, incluindo as exigências revisadas para passivos financeiros e mantendo as exigências existentes de baixa da IAS 39 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração. A IFRS 9 (2010) substitui a IFRS 9 (2009). No entanto, para exercícios iniciados antes de 1 o de janeiro de 2015, uma entidade poderá adotar antecipadamente a IFRS 9 (2009) em vez da IFRS 9 (2010).

IFRS 9 – Instrumentos Financeiros (2010)

Vigência: exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2015

A versão revisada da IFRS 9 inclui as exigências revisadas

para a classificação e mensuração de passivos financeiros

e mantém as exigências existentes de baixa da IAS 39 –

Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração.

As disposições revisadas de passivos financeiros mantêm a base de mensuração do custo amortizado existente para a maioria dos passivos. As novas exigências serão aplicadas nos casos em que uma entidade opta por mensurar um passivo ao valor justo por meio do resultado – nesses casos, a parcela da alteração no valor justo relativa às alterações no próprio risco de crédito da entidade será apresentada em outros resultados abrangentes em vez de no resultado.

Observação: essa norma substitui a IFRS 9 (2009). No entanto, para exercícios iniciados antes de 1 o de janeiro de 2015, uma entidade poderá adotar antecipadamente a IFRS 9 (2009).

IFRS 10 – Demonstrações Financeiras Consolidadas Vigência: exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2013 Essa norma exige que a controladora apresente suas demonstrações financeiras consolidadas como se fosse uma única entidade econômica, substituindo as exigências anteriormente contidas na IAS 27 – Demonstrações Financeiras Consolidadas e Separadas e SIC 12 – Consolidação – Entidades de Propósito Específico.

IFRSs Normas Internacionais de Relatório Financeiro

A norma identifica os princípios de controle, determina

como identificar se um investidor controla uma investida, devendo, portanto, consolidar a investida, e estabelece os princípios para a preparação de demonstrações financeiras consolidadas.

A norma introduz um único modelo de consolidação para

todas as entidades com base no controle, independentemente da natureza da investida (isto é, se uma entidade é controlada por meio de direitos de voto dos investidores ou através de outros acordos contratuais como normalmente ocorre com as entidades de propósito específico). De acordo com a IFRS 10, controle baseia-se na evidência de que o investidor possua:

Poder sobre a investida;

Exposição, ou direitos, a retornos variáveis do seu envolvimento com a investida; e

Capacidade para usar seu poder sobre a investida para afetar o valor dos retornos.

Observação: as entidades que adotarem essa norma antecipadamente devem também adotar as demais normas incluídas no “conjunto de cinco” que tratam de consolidação, acordos conjuntos e divulgações: IFRS 11 – Negócios em Conjunto, IFRS 12 – Divulgação de Participações em Outras Entidades, IAS 27 – Demonstrações Financeiras Separadas (2011) e IAS 28 – Investimento em Coligada e Controlada (2011).

IFRS 11 – Negócios em Conjunto Vigência: exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2013 Substitui a IAS 31 – Investimento em Empreendimento Controlado em Conjunto. Exige que uma parte de um empreendimento em conjunto determine o tipo de acordo conjunto na qual está envolvida por meio da avaliação dos seus direitos e das obrigações, os quais devem ser contabilizados de acordo com o tipo de acordo conjunto.

Os acordos conjuntos correspondem a operações conjuntas ou entidades controladas em conjunto:

(i) uma operação conjunta é um acordo conjunto por meio do qual as partes com controle conjunto do acordo (operadores em conjunto) possuem direitos com relação aos ativos e obrigações com relação aos passivos relacionados ao acordo. Os operadores em conjunto reconhecem seus ativos, passivos, receitas e despesas com base nas suas participações em uma operação conjunta (incluindo suas participações em cada item em conjunto); e (ii) uma joint venture é um acordo conjunto por meio do qual as partes com controle conjunto do acordo (joint ventures) possuem direitos com relação aos ativos líquidos do acordo. Um

investidor aplica o método de equivalência patrimonial sobre

o seu investimento na joint venture de acordo com a IAS 28

– Investimentos em Coligadas e Entidades Controladas em Conjunto (2011). Diferentemente da IAS 31, o uso da consolidação proporcional para contabilização de joint ventures não é permitido.

Observação: as entidades que adotarem antecipadamente essa norma devem também adotar as demais normas incluídas no “conjunto de cinco” que tratam de

consolidação, acordos conjuntos e divulgações: IFRS 10 – Demonstrações Financeiras Consolidadas, IFRS 12 – Divulgação de Participações em Outras Entidades, IAS 27

– Demonstrações Financeiras Separadas (2011) e IAS 28 – Investimentos em Coligadas e Entidades Controladas em Conjunto (2011).

IFRS 12 – Divulgação de Participações em Outras Entidades Vigência: exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2013

Exige a divulgação abrangente de informações que permitam aos usuários das demonstrações financeiras avaliarem a natureza e os riscos associados a participações em outras entidades, bem como os efeitos dessas participações sobre a sua posição financeira, desempenho financeiro e fluxos de caixa.

No geral, as divulgações exigidas são agrupadas nas categorias mais amplas a seguir mencionadas:

Julgamentos e premissas significativas – como o controle, o controle conjunto e a influência significativa foram determinados.

Participações em controladas – inclusive detalhes sobre a estrutura do grupo, os riscos associados às entidades estruturadas e as alterações no controle, entre outros.

Participações em acordos conjuntos e coligadas – a natureza, a extensão e os efeitos financeiros das participações em acordos conjuntos e coligadas (inclusive nomes, detalhes e informações financeiras resumidas).

Participações em entidades estruturadas não consolidadas – informações para entender a natureza e extensão das participações em entidades estruturadas não consolidadas e avaliar a natureza e as alterações e os riscos associados às suas participações em entidades estruturadas não consolidadas.

A IFRS 12 relaciona exemplos específicos e divulgações

adicionais que informam mais detalhadamente cada um desses objetivos de divulgação, inclusive outras orientações acerca das divulgações abrangentes exigidas.

IFRSs Normas Internacionais de Relatório Financeiro

Nível 1 – os preços cotados em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos que podem ser acessados pela entidade na data de mensuração.

Nível 2 – dados, exceto pelos preços de mercado cotados incluídos no Nível 1, que sejam observáveis para o ativo ou passivo, direta ou indiretamente.

Nível 3 – dados não observáveis para o ativo ou passivo.

As entidades deverão efetuar diversas divulgações dependendo da natureza da mensuração do valor justo (por exemplo, se foi reconhecida nas demonstrações financeiras ou simplesmente divulgada) e do nível em que foi classificada.

Observação: as entidades são incentivadas a fornecer voluntariamente as informações exigidas pela IFRS 12 anteriormente à sua adoção. A adoção de algumas

IFRIC 20 – Custo de Remoção da Fase de Produção de uma Mina de Superfície Vigência: exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2013

divulgações exigidas pela IFRS 12 não obriga uma entidade a cumprir todas as exigências da IFRS ou aplicar

Esclarece as exigências para contabilização de custos de remoção associados ao descarte de resíduos da mina de

as

outras normas incluídas no “conjunto de cinco” que

tratam de consolidação, acordos conjuntos e divulgações.

superfície, inclusive casos em que os custos de remoção

IFRS 13 – Mensuração do Valor Justo

da produção devem ser reconhecidos como um ativo, como o ativo é inicialmente reconhecido e a mensuração subsequente.

Vigência: exercícios iniciados a partir de 1º de

A

interpretação exige que os custos das atividades de

janeiro de 2013 Substitui as diretrizes relacionadas à mensuração do valor

remoção que oferece melhor acesso aos minérios sejam

reconhecidos como um ativo de atividades de remoção

justo nas IFRSs existentes por uma única norma.

A

IFRS resulta do trabalho conjunto do IASB e FASB para

não correntes, mediante o cumprimento de determinados critérios. O ativo de atividades de remoção é depreciado

o

convergente. A IFRS 13 define o valor justo, indica como

desenvolvimento de uma estrutura de valor justo

ou amortizado de forma sistemática, com base na vida útil estimada do componente identificado do minério que

determinar o valor justo e exige divulgações acerca das

se

tornar mais acessível em virtude da atividade de

mensurações do valor justo. No entanto, a IFRS 13 não altera as exigências relacionadas a quais itens devem ser mensurados ou divulgados ao valor justo.

remoção, usando as unidades do método de produção, exceto se outro método for mais apropriado.

A IFRS 13 é aplicável quando outra IFRS exige ou permite

mensurações do valor justo ou divulgações das mensurações do valor justo (e mensurações, como o valor justo menos os custos de venda, com base no valor justo ou nas divulgações relacionadas a tais mensurações). Com algumas exceções, a norma exige que as entidades classifiquem essas mensurações em uma hierarquia de valor justo com base na natureza dos dados:

Dessa forma, as principais características da IFRIC 20 são:

Custos com atividade de remoção que ofereça melhor acesso ao minério devem ser reconhecidos como “ativo de atividade de remoção” não circulante, desde que atendidos certos critérios, enquanto custos com atividade de remoção operacionais normais devem ser contabilizados de acordo com os princípios da IAS 2 – Estoques.

IFRSs Normas Internacionais de Relatório Financeiro

O ativo da atividade de remoção deve ser contabilizado como uma adição ou aperfeiçoamento de um ativo existente e classificado como tangível ou intangível de acordo com a natureza do ativo existente do qual faça parte.

O ativo da atividade de remoção deve ser inicialmente mensurado ao custo e posteriormente contabilizado ao custo ou a seu valor de avaliação, menos depreciação ou amortização e eventuais perdas de valor recuperável.

As entidades devem identificar cuidadosamente o componente da concentração do minério ao qual os custos capitalizados se referem, uma vez que isso irá determinar a forma como o ativo deverá ser depreciado.

A interpretação é aplicável para exercícios iniciados em ou após 1º de janeiro de 2013, sendo permitida a adoção antecipada.

Novas IFRSs Principais considerações sobre sua aplicação

Nos últimos anos, o IASB completou significativos projetos sobre as normas contábeis internacionais que resultaram em diversos requerimentos e divulgações. A data efetiva de cada um desses requerimentos está se aproximando rapidamente e agora é tempo de nos prepararmos para implementá-los. A tabela abaixo detalha essas datas e quando essas normas podem ser aplicadas retrospectivamente.

Cronograma do IASB

Cabe à Administração das companhias avaliar hoje os efeitos que essas novas normas podem trazer às demonstrações financeiras amanhã. A seguir, constam os principais conceitos das normas emitidas pelo IASB com vigência a partir de 2013.

normas emitidas pelo IASB com vigência a partir de 2013. Guia de Demonstrações Financeiras – Exercício

Novas IFRSs Principais considerações sobre sua aplicação

IFRS 10 –

Demonstrações Financeiras Consolidadas Por que se preocupar agora?

A IFRS 10 substitui as exigências anteriormente contidas

na IAS 27 e SIC 12 e identifica os princípios de controle,

trazendo um único modelo de consolidação. Dessa forma,

as companhias deverão rever os conceitos anteriormente

utilizados para determinar “controle” e verificar se, após a implementação da IFRS 10, algum efeito de consolidação deveria ser revisto com base no novo modelo para determinar o controle sugerido pela IFRS 10.

Definição de controle

O investidor detém controle sobre uma investida quando

está exposto, ou tem direito, a retornos variáveis decorrentes de seu investimento com a investida e tem a capacidade de afetar esses retornos devido ao seu poder sobre a investida.

A IFRS 10 estabelece um modelo único a ser aplicado na

análise de existência de controle de suas investidas, conforme mostra a tabela abaixo.

único a ser aplicado na análise de existência de controle de suas investidas, conforme mostra a

O controle sobre uma investida deve ser avaliado à medida que os fatos e as circunstâncias mudem, considerando também a natureza do relacionamento do investidor com as outras partes. Mudanças nas condições de mercado não requerem uma reavaliação da conclusão sobre a existência de controle. Embora a IFRS 10 não prescreva uma ordem a ser seguida quanto à análise de controle, descrevemos a seguir um diagrama que pode auxiliar o investidor na avaliação se detém o controle de uma investida.

Novas IFRSs Principais considerações sobre sua aplicação

Considerações importantes Considere direitos substantivos do investidor Para ser substantivo, o direito precisa ser exercível quando uma decisão relevante sobre atividade da investida precisa ser tomada e seu detentor precisa ter, na prática, a capacidade de exercer esse direito. Cuidados adicionais devem ser observados quando existirem direitos denominados “Direitos de Proteção”, que se destinam a proteger os interesses de seu titular, porém, sem dar a essa parte poder sobre a investida à qual se referem esses direitos. Um investidor que detém apenas direitos de proteção não pode ter poder ou impedir outra parte de ter poder sobre uma investida.

Auxilio na determinação da existência de controle

Auxilio na determinação da existência de controle Guia de Demonstrações Financeiras – Exercício de 2012

Novas IFRSs Principais considerações sobre sua aplicação

Identifique o poder de fato (de facto control) Avalie se o investidor tem poder de fato sobre uma investida, ou seja, se tem a capacidade prática de direcionar as atividades relevantes da investida unilateralmente. Considere fatores e circunstâncias como quantidade de ações, direito de voto, postura do investidor diante de outros acionistas, poder, exposição às variáveis de retorno, etc.

Avalie a exposição às variáveis de retorno Ao avaliar sua exposição à variabilidade do retorno na investida, o tomador de decisões deve considerar que:

a) quanto maior a dimensão e a variabilidade associada a seus interesses econômicos, considerando sua remuneração e outros interesses em conjunto, maior a probabilidade de que o tomador de decisões seja um principal; b) se a sua exposição à variabilidade dos retornos é diferente da dos demais investidores e, em caso afirmativo, se isto poderia influenciar seus atos. O tomador de decisões avaliará sua exposição em relação à variabilidade total dos retornos da investida. Essa avaliação é feita essencialmente com base nos retornos esperados das atividades da investida, mas a exposição máxima do tomador de decisões à variabilidade dos retornos da investida decorrentes de outras participações detidas pelo tomador de decisões também deve ser considerada.

Avalie a relação entre poder e retorno Para haver controle, o investidor precisa ter a capacidade de usar seu poder sobre a investida para obter retorno que os beneficia, ou seja, precisa haver ligação entre poder e retorno. O investidor que tem poder de tomar decisões na investida deve determinar se está atuando como agente ou como principal ao avaliar se controla a investida. Se o investidor estiver atuando como agente a relação entre poder e retorno não existe e considera-se que o poder delegado ao tomador de decisões é detido pelo principal. Fatores como a forma de relacionamento com as demais partes, formas de remuneração, exposição à variabilidade de retorno e outros fatores são importantes para realizar essa análise. Quanto maior for a magnitude e variabilidade de seus interesses econômicos na investida, maior a probabilidade de que o tomador de decisões seja o principal.

Procedimentos de transição

A IFRS 10 deve ser aplicada para exercícios que se iniciam

em 1º de janeiro de 2013 ou após essa data. As entidades que adotarem antecipadamente essa norma devem também adotar as demais normas incluídas no “conjunto de cinco” que tratam de consolidação, acordos conjuntos

e divulgações: IFRS 11 – Negócios em Conjunto, IFRS 12 –

Divulgação de Participações em Outras Entidades, IAS 27

– Demonstrações Financeiras Separadas (2011) e IAS 28 – Investimentos em Coligadas e Entidades Controladas em Conjunto (2011).

Aplicação do Brasil

A aplicação deste pronunciamento no Brasil está sujeita à

emissão de norma correspondente pelo CPC e às devidas aprovações pelos órgãos reguladores.

Aplicação retrospectiva

A IFRS 10 deve ser aplicada retrospectivamente para

avaliar a existência de mudança na conclusão de controle em comparação com a IAS 27 e SIC 12. Assim, nos casos em que a conclusão de controle não é alterada pela aplicação da IFRS 10, não há requerimento para alteração das informações financeiras históricas. Em contrapartida, no caso de mudança da conclusão de controle, há requerimentos específicos na forma de regras de transição, incluindo a adoção da IFRS 3 sobre combinação de negócios em data retroativa, e requerimentos específicos para desconsolidação e para adoção do conceito de “atribuição de uma data de aquisição” nos casos em que a identificação de uma data de aquisição for impraticável.

IFRS 11 – Negócios em Conjunto

Por que se preocupar agora?

A IFRS 11 alterou a contabilização do investimento

controlado em conjunto. Assim como a IFRS 10, as companhias terão como primeiro passo avaliar os novos conceitos de controle, inclusive para avaliar se as características de investimento controlado em conjunto continuam pertinentes. Deve ser revisto se suas respectivas atividades estão adequadamente enquadradas

entre joint ventures ou joint operations.

Os principais reflexos com a introdução da IFRS 11, inclusive com aplicação retrospectiva, dizem respeito àqueles investimentos controlados em conjunto que seguiam o método de consolidação proporcional e que a partir de 1º de janeiro de 2013 deverão seguir o método de equivalência patrimonial. As companhias deverão estar aptas para a realização dos procedimentos de adoção inicial e conceitos de desconsolidação e avaliar os reflexos que terão em suas demonstrações financeiras e seus stakeholders (covenants, partes relacionadas, etc.).

Avaliação do controle conjunto

partes relacionadas, etc.). Avaliação do controle conjunto Novas IFRSs Principais considerações sobre sua

Novas IFRSs Principais considerações sobre sua aplicação

A IFRS 11 define controle conjunto como “o

compartilhamento contratualmente convencionado do controle de um negócio, que existe somente quando decisões sobre as atividades relevantes exigem o consentimento unânime das partes que compartilham o controle”.

Exceto pelas mudanças quanto à definição de controle, determinadas na IFRS 10, que podem trazer mudanças

nas estruturas das companhias que hoje adotam controle conjunto, a IFRS 11 não introduz alterações significativas na definição geral de um acordo sujeito a controle em conjunto que até então era definido pela IAS 31. O controle conjunto existe somente quando decisões sobre

as atividades relevantes exigem o consentimento unânime

das partes que controlam coletivamente o negócio. Avaliar se o negócio é controlado em conjunto por todas

as suas partes ou por um grupo de partes ou se é

controlado individualmente por uma de suas partes pode exigir julgamento. A IFRS 11 descreve como pode ser feita essa avaliação (veja ilustração ao lado).

Após determinar a existência de controle em conjunto, os acordos em conjunto são divididos em dois tipos, cada um tendo um modelo de contabilização.

Operações em conjunto (joint operations) As partes controladoras em conjunto têm direitos sobre os ativos e obrigações sobre os passivos, relacionados a esse acordo.

Novas IFRSs Principais considerações sobre sua aplicação

Empreendimento em conjunto (joint venture) As partes controladoras em conjunto têm direitos sobre ativos líquidos (ou seja, patrimônio líquido) dessa entidade.

Uma entidade deve determinar o tipo de acordo em conjunto ao considerar a estrutura, a forma jurídica, o acordo contratual e outros fatos e circunstâncias. O fluxograma a seguir considera as exigências relevantes descritas na IFRS 11 para determinar essa classificação.

Classificação de um negócio em conjunto

odo de contabilização

de um negócio em conjunto odo de contabilização Considerando a forma em que é estruturada grande

Considerando a forma em que é estruturada grande parte das entidades brasileiras quanto a sua natureza, forma jurídica e acordos contratuais, a avaliação da IFRS 11 levará substancialmente os investimentos controlados em conjunto à classificação de joint venture. Ainda assim, faz-se necessária uma adequada reavaliação na transição da IAS 31 para a IFRS 11.

Joint ventures Não existe mais a contabilização pelo método de consolidação proporcional.

A transição da consolidação proporcional para o método

de equivalência patrimonial afetará todos os itens da linha da demonstração financeira de uma entidade, principalmente reduzindo as receitas e o total de ativos e passivos, podendo afetar índices financeiros exigidos por

bancos, clientes, etc. Se a joint venture for uma entidade rentável e tributável, então a transição também irá diminuir o lucro antes dos impostos, visto que as despesas com imposto de renda e contribuição social da joint venture não serão incluídas na linha de imposto de renda

e

contribuição social.

O

reflexo dessa mudança no Brasil será generalizado, pois

até o ano passado a consolidação proporcional para investimentos controlados em conjunto era a única opção no Brasil. Dessa forma, as entidades deverão atentar-se para as seguintes questões a partir de 2013:

Reavaliar condições contratuais, principalmente contratos de dívida e acordos de remuneração baseados em desempenho de índices financeiros;

Comunicar os efeitos esperados dessa transição para acionistas e outras partes interessadas, e levar também em consideração as expectativas dos analistas de mercado;

Avaliar os procedimentos de apresentação retrospectiva e desenvolver procedimento contábil para desconsolidação dos saldos anteriormente apresentados.

Etapas para “desconsolidação” As entidades que estiverem classificadas como joint venture e até o momento optavam pelo método da consolidação proporcional terão de, a partir da vigência deste pronunciamento, aplicar o método de equivalência

patrimonial, inclusive sobre as informações comparativas. Dessa forma, a entidade deve atentar-se para os principais procedimentos para “desconsolidar” suas demonstrações

financeiras:

Agregar o valor dos ativos líquidos consolidados proporcionalmente, incluindo qualquer alocação de ágio (se houver) em um saldo único na conta de investimento no início do período mais antigo apresentado.

Novas IFRSs Principais considerações sobre sua aplicação

O saldo de abertura do investimento deve passar pela avaliação quanto a redução ao valor recuperável do ativo de acordo com a IAS 28 e a IAS 36. Quaisquer perdas por redução ao valor recuperável são reconhecidas como um ajuste no saldo de abertura de lucros acumulados no início mais antigo apresentado.

Se o saldo do investimento for negativo, então a entidade reconhece o passivo correspondente somente se ela tiver uma obrigação legal ou construtiva relacionada com os ativos líquidos negativos. Se não for reconhecida nenhuma obrigação, é feito então um ajuste na conta de lucros acumulados no início do período mais antigo apresentado.

IFRS 12 – Divulgação de Participações em Outras Entidades Por que se preocupar agora?

A crise financeira mundial que se iniciou em 2007 deixou

perceptível a falta de transparência com relação aos riscos

a que uma entidade está exposta devido a seu

envolvimento com entidades estruturadas (entidades que tenham sido designadas de modo que os direitos de voto ou similares não sejam o fator preponderante ao decidir quem controla as entidades).

Em virtude disso, em 12 de maio de 2011, o IASB emitiu a IFRS 12 – Divulgações de Participações em Outras Entidades, a qual estabelece em um único pronunciamento as exigências de divulgação de participações em controladas, coligadas, acordos em conjunto e em entidades estruturadas não consolidadas.

Os investimentos controlados em conjunto que estiverem classificados como joint ventures ou como joint operations requerem procedimentos mínimos para adaptação à nova norma. O quadro abaixo resume alguns pontos de atenção para o período de transição.

Orientações para procedimento de desconsolidação

Orientações para procedimento de desconsolidação Aplicação do Brasil: A aplicação deste pronunciamento no

Aplicação do Brasil: A aplicação deste pronunciamento no Brasil está sujeita à emissão de norma correspondente pelo CPC e às devidas aprovações pelos órgãos reguladores.

Novas IFRSs Principais considerações sobre sua aplicação

A IFRS 12 é aplicável prospectivamente para exercícios

iniciados em ou após 1º de janeiro de 2013. Entretanto, a Administração das companhias deve iniciar as discussões

e levantar as informações para as divulgações aplicáveis.

Julgamentos e premissas significativas Uma entidade divulgará informações sobre julgamentos e premissas significativas utilizadas (e mudanças nestes julgamentos e premissas) ao determinar:

Objetivo e escopo

Que tem o controle de outra entidade;

A

IFRS 12 tem por objetivo requerer a divulgação de

 

determinadas informações com o intuito de permitir aos usuários das demonstrações financeiras avaliarem:

Que possui o controle conjunto de um acordo ou influência significativa sobre outra entidade; e

natureza de suas participações em outras entidades

A

O

tipo de acordo em conjunto (por exemplo,

 

e

os riscos associados a tais participações; e

operação em conjunto ou empreendimento controlado em conjunto) quando o acordo tiver sido

Os efeitos dessas participações sobre a sua posição financeira, desempenho financeiro e fluxos de caixa.

Quando as divulgações requeridas pela IFRS 12,

associadas às divulgações requeridas por outras IFRSs, não atenderem aos objetivos acima, uma entidade é requerida

a divulgar quaisquer informações adicionais que sejam

necessárias para que estes objetivos sejam atingidos.

A IFRS 12 é aplicável a uma entidade que possua

participação em qualquer uma das seguintes situações:

Subsidiárias;

Negócios em conjunto (ou seja, operações em conjunto com empreendimentos em conjunto);

Coligadas; e

Entidades estruturadas não consolidadas.

Divulgações requeridas Observação importante

O sumário de divulgações requeridas a seguir é apenas

um breve resumo dos principais requerimentos da IFRS 12. Este resumo não relaciona todas as divulgações específicas requeridas pelo pronunciamento, apenas menciona os principais objetivos, categorias e natureza das divulgações requeridas. A IFRS 12 relaciona exemplos específicos e divulgações adicionais requeridas em determinadas situações. Dessa forma, o sumário a seguir não deve ser considerado como uma listagem completa dos requerimentos de divulgação contidos na IFRS 12.

estruturado por meio de um veículo em separado.

Participações em subsidiárias Uma entidade divulgará informações que possibilitem aos usuários das demonstrações financeiras consolidadas:

Compreender a composição do grupo;

Compreender a participação de acionistas não controladores nas atividades e nos fluxos de caixa do grupo;

Avaliar a natureza e extensão de restrições significativas sobre sua capacidade de acessar ou usar ativos e liquidar passivos do grupo;

Avaliar a natureza dos riscos associados a suas

participações em entidades estruturadas consolidadas

e mudanças nesses riscos;

Avaliar as consequências de mudanças de participação societária em uma subsidiária que não resultam em perda de controle; e

Avaliar as consequências da perda de controle de uma subsidiária durante o período de relatório.

Participações em negócios em conjunto e coligadas Uma entidade divulgará informações que possibilitem aos usuários das demonstrações financeiras avaliarem:

A natureza, a extensão e os efeitos financeiros de

suas participações em negócios em conjunto e coligadas, incluindo a natureza e os efeitos de sua relação contratual com os demais investidores que tenham participações em acordos em conjunto e coligadas; e

A natureza dos riscos associados a suas participações em negócios em conjunto e coligadas, bem como as mudanças nesses riscos.

Participações em entidades estruturadas não consolidadas Uma entidade divulgará informações que possibilitem aos usuários das demonstrações financeiras:

Compreender a natureza e extensão de suas participações em entidades estruturadas não consolidadas; e

Avaliar a natureza dos riscos associados a suas participações em entidades estruturadas não consolidadas, bem como as mudanças nesses riscos.

Aplicação do Brasil

A aplicação deste pronunciamento no Brasil está sujeita à

emissão de norma correspondente pelo CPC e às devidas

aprovações pelos órgãos reguladores.

IFRS 13 – Mensuração do Valor Justo Por que se preocupar agora? Em 12 de maio de 2011, o IASB emitiu a IFRS 13 – Mensuração do Valor Justo, a qual estabelece uma única fonte de orientação para mensuração de valor justo para fins das IFRSs. Antes da introdução da IFRS 13, estes conceitos estavam dispersos em várias outras IFRSs. Em alguns casos, estes conceitos eram inconsistentes e não totalmente claros.

A IFRS 13 define valor justo, fornece um guia para sua

determinação e introduz requerimentos para divulgação sobre mensuração do valor justo. Todavia, a IFRS 13 não define quando uma mensuração de valor justo deve ser aplicada. Define apenas como o valor justo deve ser mensurado quando outra IFRS requer esta mensuração.

Algumas IFRSs (por exemplo, IAS 40 – Propriedades para Investimentos) requerem que determinados itens das demonstrações financeiras sejam mensurados continuamente pelo seu valor justo (mensuração de valor justo recorrente). Outras IFRSs (por exemplo, IFRS 5 – Ativo Não Circulante Disponível para Venda e Operação Descontinuada) requerem a mensuração pelo valor justo em certas circunstâncias (mensuração de valor justo não recorrente). Além disso, algumas IFRSs (por exemplo, IFRS 3 – Combinação de Negócios) requerem a mensuração pelo valor justo de um item apenas no reconhecimento inicial.

Novas IFRSs Principais considerações sobre sua aplicação

A IFRS 13 é aplicável prospectivamente para exercícios

iniciados em ou após 1º de janeiro de 2013. Entretanto, cabe à Administração das companhias antecipar essas análises o quanto antes pois envolvem estimativas geralmente complexas.

Escopo

A IFRS 13 é aplicável a todos os saldos e transações

(financeiros e não financeiros) em que uma mensuração de valor justo é permitida ou requerida por outra IFRS, exceto com relação a transações relacionadas a

pagamentos baseados em ações (registradas de acordo com a IFRS 2 – Pagamentos Baseados em Ações) e transações de arrendamentos no escopo da IAS 17 – Arrendamento Mercantil.

A IFRS 13 também deixa claro que algumas mensurações

têm alguma similaridade com valor justo mas não se enquadram no conceito de valor justo definido pela norma, como, por exemplo, valor líquido de realização como definido pela IAS 2 – Estoques ou valor em uso como definido pela IAS 36 – Valor Recuperável de Ativos.

O pronunciamento esclarece alguns conceitos sobre

divulgações requeridas relacionadas aos seguintes

assuntos:

Planos de ativo mensurados pelo valor justo de acordo com a IAS 19 – Benefícios a Empregados;

Planos de aposentadoria mensurados pelo valor justo

de acordo com a IAS 26 – Contabilização e Relatórios Financeiros de Planos de Benefícios de Aposentadoria;

e

Ativos pelos quais o valor recuperável é o valor justo menos custo de venda de acordo com a IAS 36 – Valor Recuperável de Ativos.

Definição de valor justo

O pronunciamento define valor justo como “preço que

seria recebido pela venda de um ativo ou pago pela transferência de um passivo em uma transação ordenada

no mercado principal (ou mais vantajoso) na data de mensuração sob condições atuais de mercado (ou seja, um preço de saída), independentemente de esse preço ser diretamente observável ou estimado utilizando-se outra técnica de avaliação”.

Novas IFRSs Principais considerações sobre sua aplicação

Determinação do valor justo

A

IFRS 13 estabelece que uma entidade deve considerar

os

seguintes fatores na mensuração de valor justo:

As características do ativo ou passivo que está sendo mensurado ao valor justo (incluindo a sua unidade de medida);

O principal (ou mais vantajoso) mercado no qual a transação é ordenadamente realizada;

Para ativos não financeiros, o maior e melhor uso do ativo e se o ativo é utilizado em combinação com outros ativos ou em uma base individual. As técnicas apropriadas de avaliação utilizadas pela entidade na mensuração do valor justo, com foco nos inputs e nas premissas que seriam utilizados por um participante do mercado na determinação do preço de um ativo ou passivo; e

A(s) técnica(s) de avaliação adequada a ser(em) utilizada(s) ao mensurar o valor justo. A(s) técnica(s) de avaliação utilizada(s) deve(m) maximizar o uso de dados observáveis relevantes e minimizar dados não observáveis. Essas informações devem ser consistentes com as informações que um participante do mercado utilizaria ao precificar o ativo ou o passivo.

Mercado principal (ou mais vantajoso) Valor justo é o preço que seria recebido na venda de um ativo (ou pago na transferência de um passivo) entre participantes de mercado em seu mercado principal (por exemplo, o mercado do maior volume e nível de atividade para aquele ativo ou passivo). Na ausência de um mercado principal, o preço no mercado mais vantajoso (por exemplo, o mercado que seria mais benéfico para a entidade) é usado.

Na ausência de evidências que levem ao contrário, o mercado no qual a entidade normalmente transaciona seria presumido como o principal ou mais vantajoso. Se a

localização é uma característica do ativo, o preço deve ser ajustado por custos que seriam incorridos para transportar

o ativo de ou para o mercado principal (ou mais

vantajoso). No entanto, os custos de transação não são considerados para fins de mensuração de valor justo, já que estes custos não estão relacionados às características

do ativo ou passivo.

Maior e melhor uso

O valor justo de um ativo não financeiro é mensurado

com base no maior e melhor uso deste ativo por um participante de mercado. Na determinação do maior e melhor uso, uma entidade deve considerar se o uso do ativo é “fisicamente possível, legalmente permitido e financeiramente viável”. Exceto se outros fatores sugerirem o contrário, presume-se que o atual uso de um ativo não financeiro por uma entidade é o maior e melhor uso.

Algumas entidades podem propositalmente não empregar um ativo no seu maior e melhor uso (por exemplo, quando uma entidade mantém um ativo com o intuito de prevenir a utilização dele por terceiros). Nestas circunstâncias, a IFRS 13 mantém o requerimento de mensuração baseada no maior e melhor uso do ativo não financeiro e requer divulgação do fato de que o ativo não vem sendo utilizado desta maneira.

Nas circunstâncias nas quais o maior e melhor uso de um ativo é em uma combinação com outros ativos (por exemplo, um negócio) mas a unidade de mensuração é o ativo de forma individual, o valor justo deste ativo seria mensurado com base nas premissas que um participante de mercado teria, ou poderia obter, presumindo-se que o ativo seria utilizado com outros ativos ou com outros ativos e passivos e que esses ativos e passivos (ou seja, seus ativos complementares e os respectivos passivos) estariam disponíveis aos participantes do mercado.

Passivos e instrumentos patrimoniais próprios

O valor justo de um passivo ou instrumento patrimonial

de uma entidade é determinado sob a premissa de que o instrumento seria transferido na data de mensuração,

usando-se os preços cotados para a transferência de instrumentos idênticos ou similares.

A IFRS 13 fornece uma hierarquia para chegar-se ao valor

justo, mencionando que quando o preço para transferência de um passivo ou instrumento patrimonial não estiver disponível o valor justo do passivo ou instrumento patrimonial deve ser determinado com base na perspectiva de um participante de mercado que detenha um ativo idêntico ao instrumento.

O valor justo reflete o risco que uma entidade apresenta

de não cumprir uma obrigação, por exemplo, seu próprio

risco de crédito.

Compensação de riscos de mercado ou risco de crédito de outro participante

A IFRS 13 permite excepcionalmente a mensuração do

valor justo com base em exposições líquidas somente se um grupo de ativos e passivos financeiros é gerenciado de

tal maneira, se esta estratégia estiver documentada e se essas informações forem apresentadas desta maneira aos principais membros da Administração.

Técnicas de avaliação Quando as transações são diretamente observáveis no mercado, a determinação do valor justo pode ser facilmente obtida. Entretanto, na ausência de dados observáveis, uma técnica de avaliação é usada para determinação do valor justo. A IFRS 13 estabelece três técnicas de avaliação que uma entidade pode utilizar na determinação do valor justo de um instrumento:

Abordagem de mercado: quando uma entidade utiliza preços ou outras informações relevantes gerados por transações de mercado envolvendo ativos e passivos idênticos ou similares;

Abordagem de receita: quando uma entidade converte valores futuros (por exemplo, fluxos de caixa ou receitas e despesas) em um valor único atual (ou seja, descontado); e

Abordagem de custo: reflete o valor que seria exigido atualmente para substituir a capacidade de serviço de um ativo.

A técnica de avaliação deve ser selecionada e

consistentemente aplicada para maximizar o uso de dados observáveis (e minimizar o uso de dados não observáveis).

Valor justo no reconhecimento inicial

O valor pago em uma transação para adquirir um ativo ou

recebido para assumir um passivo (“preço de entrada”) pode não ser igual ao valor justo do ativo ou do passivo na data da transação, mensurado com base no “preço de saída”. Nesta situação, a diferença entre o valor da transação e o valor justo determinado com base no “preço de saída” é reconhecida na demonstração do resultado, exceto se outra IFRS em particular determinar outro tratamento. Dessa forma, o reconhecimento do ganho ou da perda no reconhecimento inicial quando o preço da transação difere do valor justo é determinado pela norma específica que regulamenta a contabilização do ativo ou passivo em questão.

Novas IFRSs Principais considerações sobre sua aplicação

Divulgação

A IFRS 13 requer divulgações quantitativas e qualitativas

sobre mensuração de valor justo. Muitas destas divulgações estão relacionadas às premissas e técnicas de avaliação utilizadas na determinação dos três níveis de hierarquia de valor justo existentes.

Nível 1: dados totalmente observáveis (exemplo:

preços não ajustados cotados em mercado ativo para ativos ou passivos idênticos aos quais uma entidade possa ter acesso na data de mensuração);

Nível 2: dados que são observáveis para um ativo ou passivo, direta ou indiretamente, exceto os preços cotados incluídos no nível 1; e

Nível 3: dados não observáveis para um ativo ou passivo.

Em alguns casos, as informações utilizadas para mensurar

o valor justo de um ativo ou de um passivo podem ser

classificadas em diferentes níveis da hierarquia. Nesses casos, a mensuração do valor justo é classificada integralmente no mesmo nível de hierarquia da informação de nível mais baixo que for significativa para a mensuração como um todo.

As divulgações baseadas em hierarquia já são requeridas pela IFRS 7, todavia, a IFRS 13 estende estas divulgações para todos os ativos e passivos dentro do escopo do pronunciamento. As divulgações requeridas estão detalhadas no quadro a seguir.

Alguns requerimentos de divulgação dependem se o cálculo do valor justo é realizado da maneira recorrente ou não recorrente. A IFRS 13 define mensuração de valor justo recorrente e não recorrente conforme segue:

Recorrente: aquele ativo ou passivo em que uma outra IFRS requer ou permite a mensuração pelo valor justo no final de cada período de relatório; e

Não recorrente: aquele ativo ou passivo em que outra IFRS requer ou permite a mensuração pelo valor justo em circunstâncias particulares.

Aplicação do Brasil

A aplicação deste pronunciamento no Brasil está sujeita à

emissão de norma correspondente pelo CPC e às devidas

aprovações pelos órgãos reguladores.

Novas IFRSs Principais considerações sobre sua aplicação

Novas IFRSs Principais considerações sobre sua aplicação Divulgação requerida Para ativos e passivos mensurados

Divulgação requerida

Para ativos e passivos mensurados pelo valor justo após o reconhecimento inicial

mensurados pelo valor justo após o reconhecimento inicial Recorrente Não recorrente Divulgação do valor

Recorrente

Não

recorrente

após o reconhecimento inicial Recorrente Não recorrente Divulgação do valor justo em notas

Divulgação

do valor

justo em

notas

explicativas

do valor justo em notas explicativas Valor justo na data do balanço.   

Valor justo na data do balanço.

Razões para mensuração ao valor justo.

Nível da hierarquia do valor justo (1, 2 ou 3).

Para os montantes transferidos entre os níveis 1 e 2, as razões para estas transferências e a política da entidade para determinação de quando as transferências atribuídas entre os níveis devem ocorrer.

A descrição das técnicas de avaliação e inputs utilizados para os níveis 2 e 3.

As razões das mudanças nas técnicas de avaliação utilizadas na determinação de valor justo dos níveis 2 e 3.

Se o maior e melhor uso de um ativo não financeiro divergir do seu uso corrente, divulgar o fato e os motivos pelos quais o ativo não financeiro está sendo usado de uma maneira diferente do seu maior e melhor uso.

Informações suficientes para permitir a reconciliação entre as classes de ativos e passivos divulgadas por nível de hierarquia e os montantes apresentados no balanço patrimonial.

Se uma entidade decidir adotar a exceção do parágrafo 46 (veja discussão sobre compensação anteriormente mencionada), é requerida a divulgação deste fato.

 

Para um passivo mensurado pelo seu valor justo, divulgar a existência de qualquer aumento de crédito e se isto está refletido na mensuração do valor justo do passivo.

Novas IFRSs Principais considerações sobre sua aplicação

Novas IFRSs Principais considerações sobre sua aplicação Divulgação requerida* Para ativos e passivos mensurados

Divulgação requerida*

Para ativos e passivos mensurados pelo valor justo após o reconhecimento inicial

mensurados pelo valor justo após o reconhecimento inicial Recorrente Não recorrente Divulgação do valor

Recorrente

Não

recorrente

após o reconhecimento inicial Recorrente Não recorrente Divulgação do valor justo em notas

Divulgação

do valor

justo em

notas

explicativas

do valor justo em notas explicativas Informações quantitativas sobre os inputs não

Informações quantitativas sobre os inputs não observáveis significativos utilizados na determinação do valor justo.

 

A reconciliação dos saldos de abertura e encerramento com divulgações separadas de: (i) valores reconhecidos no resultado do exercício; (ii) valores registrados em outros resultados abrangentes; (iii) montantes de compras, vendas e liquidações; (iv) montantes de quaisquer transferências de ou para o nível 3 (incluindo as razões para estas transferências e a política da entidade para determinação de quando referidas transferências devem ocorrer).

Os valores totais de ganho ou perda incluídos na demonstração do resultado atribuíveis a mudanças nos ganhos e nas perdas não realizados para aqueles ativos e passivos mantidos na data do relatório, bem como as linhas da demonstração do resultado em que estes itens foram reconhecidos.

Descrição dos processos de avaliação utilizados pela entidade, incluindo, por exemplo, como uma entidade define suas políticas e procedimentos de avaliação e analisa mudanças no valor justo de período para período.

Descrição narrativa da sensibilidade da mensuração do valor justo em relação a mudanças em dados não observáveis, se uma mudança nesses dados para um valor diferente puder resultar em uma mensuração do valor justo significativamente mais alta ou mais baixa. Se houver inter-relações entre esses dados e outros dados não observáveis utilizados na mensuração do valor justo, a entidade fornecerá também uma descrição dessas inter-relações e de como elas poderiam intensificar ou mitigar o efeito de mudanças nos dados não observáveis sobre a mensuração do valor justo.

 

Para ativos e passivos financeiros, se a mudança de um ou mais dos dados não observáveis para refletir premissas alternativas razoavelmente possíveis puder alterar o valor justo de forma significativa, uma entidade indicará esse fato e divulgará o efeito dessas mudanças. A entidade divulgará como o efeito de uma mudança para refletir uma premissa alternativa razoavelmente possível foi calculado. Para essa finalidade, a significância será julgada em relação ao resultado do exercício e aos ativos ou passivos totais ou, quando as mudanças no valor justo forem reconhecidas em outros resultados abrangentes, ao patrimônio líquido total.

* Os requerimentos de divulgação aplicam-se à mensuração do valor justo classificada no nível 3 (inputs não observáveis significativos).

Regulamentações específicas por setor Instituições financeiras e outras

Banco Central do Brasil (BC): regulamentações do setor emitidas em 2011 e 2012 Resolução nº 3.965, de 31 de março de 2011 Autoriza as empresas de transporte expresso internacional, habilitadas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, a transportar cheques e traveller checks, independentemente do valor, remetidos ou recebidos por instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio, para cobrança ou liquidação internacional, desde que declarados.

Resolução nº 3.972, de 28 de abril de 2011 Dispõe sobre o aprimoramento e explicitação de disciplina sobre uso de cheques pelos seus correntistas, incluindo a orientação a ser dada a estes sobre seu uso, monitoramento das contas de depósito à vista, inclusão de cláusulas relativas ao uso de cheques nos contratos de abertura e manutenção de contas, entre outros provimentos.

Resolução nº 3.973, de 26 de maio de 2011 Determina a observação, na contabilização e divulgação de eventos subsequentes ao período a que se referem as demonstrações financeiras, do CPC 24.

Resolução nº 3.981, de 1º de junho de 2011 Determina a retenção e o recolhimento ao BC de cédulas inadequadas à circulação com suspeita de dano provocado por dispositivo antifurto e define o não reembolso ao seu portador.

Resolução nº 3.988, de 30 de junho de 2011 Dispõe sobre a implementação de estrutura de gerenciamento de capital compatível com a natureza das suas operações, a complexidade dos produtos e serviços oferecidos e a dimensão de sua exposição a riscos até 30 de junho de 2013, conforme cronograma definido.

Resolução nº 3.989, de 30 de junho de 2011 Determina que as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo BC devem observar o CPC 10 (R1) – Pagamento Baseado em Ações na mensuração, no reconhecimento e na divulgação das transações com pagamento baseado em ações a partir de 1º de janeiro de 2012.

Resolução nº 3.998, de 28 de julho de 2011 Determina que as operações de cessão de determinadas operações de créditos realizadas pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo BC devem ser registradas, pelo cedente e pelo cessionário, em sistemas de registro e de liquidação financeira de ativos, incluindo determinadas operações contratadas antes da entrada em vigor dessa Resolução, cujos créditos cedidos apresentem parcelas vincendas a partir de 22 de agosto de 2011.

Resolução nº 4.002, de 25 de agosto de 2011 Autoriza o BC a realizar operação de redesconto, na modalidade de compra com compromisso de revenda, de títulos públicos federais registrados no Selic, em que a compra e a correspondente revenda ocorrem no próprio dia.

Resolução nº 4.003, de 25 de agosto de 2011 Determina que o produto de transações com pagamento baseado em ações ou outros instrumentos de capital a serem liquidados com a entrega de instrumentos patrimoniais devem ser classificados como reserva de capital, através da alteração do artigo 1º da Resolução nº 3.605/08.

Resolução nº 4.007, de 25 de agosto de 2011 Determina que as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo BC devem observar o CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro e dá outras providências.

Resolução nº 4.035, de 30 de novembro de 2011 Altera a Resolução nº 3.954, que dispõe sobre a contratação e remuneração de correspondentes bancários.

Resolução nº 4.036, de 30 de novembro de 2011 Faculta às instituições financeiras diferir o resultado líquido negativo decorrente de renegociação de operações de crédito cedidas até a data dessa Resolução.

Circular nº 3.522, de 14 de janeiro de 2011 Veda a exclusividade de operações consignadas em folha de pagamento na celebração de convênios.

Circular nº 3.524, de 3 de fevereiro de 2011 Dispõe sobre os limites de alavancagem e de imobilização para as administradoras de consórcio e dá outras providências.

Circular nº 3.532, de 25 de abril de 2011 Estabelece como procedimento-padrão a retenção do cheque em papel por quem o acolheu em depósito, realizando-se sua apresentação à instituição financeira sacada por intermédio de imagem digital e outros registros eletrônicos, e consolida o regulamento que disciplina o funcionamento da Centralizadora da Compensação de Cheques.

Circular nº 3.535, de 16 de maio de 2011 Cria motivo de devolução de cheques, altera descrições e especificações de utilização de motivos já existentes e dá outras providências relativas a devoluções de cheques.

Circular nº 3.548, de 8 de julho de 2011 Redefine e consolida as regras relativas ao recolhimento compulsório sobre a posição vendida de câmbio.

Circular nº 3.549, de 18 de julho de 2011 Excetua os cartões de crédito consignados em folha de pagamento dos percentuais mínimos da fatura de cartão de crédito que deve ser paga mensalmente.

Circular nº 3.553, de 3 de agosto de 2011 Define as informações necessárias do registro de operações de cessão de créditos em sistemas de registro e de liquidação financeira de ativos.

Circular nº 3.558, de 16 de setembro de 2011 Determina que as administradoras de consórcios devem prestar informações aos consorciados sobre os riscos das operações necessárias à livre escolha e à tomada de decisão.

Circular nº 3.560, de 17 de outubro de 2011 Dispensa o envio da demonstração dos recursos de consórcios consolidada e das variações nas disponibilidades de grupos consolidadas para o BC.

Circular nº 3.563, de 11 de novembro de 2011 Altera as ponderações de risco no cálculo de parcela do Patrimônio de Referência Exigido relativo a aplicações em cotas de FIE vinculadas a planos de VGBL e PGBL e operações específicas de crédito e arrendamento mercantil contratadas com pessoas físicas com prazo superior a 24 meses e 60 meses.

Regulamentações específicas por setor Instituições financeiras e outras

Carta-circular nº 3.511, de 14 de junho de 2011 Esclarece que a parcela dos dividendos declarados, que excederem o dividendo mínimo obrigatório após o período contábil a que se referem as demonstrações financeiras, mas antes da data da autorização de emissão destas, deve ser mantida no patrimônio líquido enquanto não aprovada pela assembleia de acionistas.

Comunicado nº 20.615, de 17 de fevereiro de 2011 Divulga o cronograma e as principais definições preliminares relativas ao capital e à liquidez a serem considerados nos cálculos de limites operacionais previstos na Basileia III. Embora a Basileia III recomende que algumas deduções ao patrimônio de referência sejam realizadas a partir de 1º de janeiro de 2014, está em estudo pelo BC a implementação progressiva das deduções decorrentes dos ajustes não previstos atualmente a partir de 1º de julho de 2012, buscando-se atingir a sua completa implementação até 1º de janeiro de 2018. O BC divulga também nesse Comunicado que está previsto para 1º de janeiro de 2013 o início da exigência de valores mínimos independentes para o capital principal, para o nível I e para o total do PR, em relação aos ativos ponderados pelo risco, entre outras modificações.

Resolução nº 4.062, de 29 de março de 2012 Altera a Resolução nº 2.723/00, que estabelece normas, condições e procedimentos para a instalação de dependências no exterior e para a participação societária no País e no exterior, por parte das instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo BC, definindo que depende de autorização do BC a participação de forma direta ou indireta no capital de quaisquer sociedades sediadas no País ou no exterior, excetuadas algumas atividades típicas de carteiras de investimentos.

Resolução nº 4.072, de 26 de abril de 2012 Altera e consolida as normas sobre a instalação, no País, de agências, postos de atendimento, posto de atendimento eletrônico e unidade administrativa desmembrada por parte das instituições financeiras.

Regulamentações específicas por setor Instituições financeiras e outras

Resolução nº 4.087, de 24 de maio de 2012, e Resolução nº 4.115, de 26 de julho de 2012 Altera e consolida as normas que dispõem sobre o estatuto e o regulamento do FGC, incluindo percentuais das contribuições mensais e especiais e suas regras. Altera os percentuais de contribuição ao FGC incidentes sobre os depósitos garantidos por recebíveis de operações de crédito originados pelo emitente e limita o saldo de captação com depósitos sem alienação fiduciária.

Resolução nº 4.088, de 24 de maio de 2012 Dispõe sobre a obrigatoriedade das instituições financeiras e demais instituições financeiras autorizadas a funcionar a registrar em sistema específico as garantias constituídas sobre veículos automotores ou imóveis relativos a operações de crédito e as informações de veículos automotores objeto de operações de arrendamento mercantil.

Resolução nº 4.090, de 24 de maio de 2012 Dispõe sobre a estrutura de risco de liquidez das instituições financeiras e demais instituições financeiras autorizadas a funcionar, compatível com a natureza das suas operações, complexidade dos produtos e serviços e dimensão de sua exposição, a partir de 1º de janeiro de

2013.

Resolução nº 4.104, de 28 de junho de 2012 Define as multas e outras penalidades por infrações relativas às informações não fornecidas ou pela apresentação de informações falsas, incompletas, incorretas ou fora do prazo previstas no registro de capitais estrangeiros em moedas estrangeiras e no censo de capitais estrangeiros.

Resolução nº 4.114, de 26 de julho de 2012 Revoga o § 1° do artigo 9º da Resolução nº 3.954/11, que limitava a compra e venda de moeda estrangeira em espécie, cheque ou cheque de viagem à instituição financeira ou instituição autorizada a funcionar pelo BC às pessoas jurídicas cadastradas no Ministério do Turismo como prestadores de serviços turísticos remunerados, à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e aos permissionários de serviços lotéricos.

Resolução nº 4.122, de 2 de agosto de 2012 Disciplina os requisitos e procedimentos para constituição e alterações de controle, entre outros, incluindo entendimento sobre participação qualificada e grupo de controle, e as condições para exercício de cargos em órgãos estatutários ou contratuais nas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo BC.

Resolução nº 4.123, de 23 de agosto de 2012 Altera e consolida as normas sobre emissão de Letra Financeira por parte de bancos múltiplos, comerciais, de desenvolvimento e de investimento, sociedades de crédito, financiamento e investimento, caixas econômicas, companhias hipotecárias, sociedades de crédito imobiliário e BNDES, definindo seus limites, remuneração, vencimento e subordinação, entre outros.

Resolução nº 4.127, de 23 de agosto de 2012 Define novos fatores de ponderação para fins de cumprimento de exigibilidades e subexigibilidades de aplicação dos recursos em operações de crédito rural.

Resolução nº 4.144, de 27 de setembro de 2012 Determina que as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo BC devem observar o Pronunciamento Conceitual Básico (R1) aprovado pelo CPC naquilo que não conflitar com as normas do Conselho Monetário Nacional ou BC, exceto pelos exemplos citados nos itens 4.6 e 4.12, que tratam do registro das operações de arrendamento mercantil.

Resolução nº 4.145, de 27 de setembro de 2012 Altera a data de vigência do artigo 17-A da Resolução nº 3.954/11, que veda a prestação de serviços de correspondentes bancários nas dependências das instituições financeiras contratantes, incluído pela Resolução nº 4.035/11, e revoga a Resolução nº 4.058/12, que alterava sua vigência para 1º de novembro de 2012.

Circular nº 3.578, de 16 de fevereiro de 2012 Determina que as administradoras de consórcio devem observar, na contabilização e divulgação de eventos subsequentes ao período a que se referem as demonstrações financeiras, o pronunciamento técnico CPC 24, aprovado pelo CPC em 17 de julho de 2009, produzindo efeitos a partir das demonstrações financeiras relativas a 30 de junho de 2012.

Circular nº 3.609, de 14 de setembro de 2012 Altera os percentuais de exigibilidade adicional calculada sobre os depósitos e as regras para recolhimento compulsório sobre recursos a prazo.

Carta-circular nº 3.542, de 12 de março de 2012 Divulga relação de operações e situações que podem configurar indícios de crime de lavagem de dinheiro.

Carta-circular nº 3.547, de 11 de abril de 2012 Esclarece dispositivos da Resolução nº 3.859/10, que dispõe sobre a estrutura administrativa de cooperativas singulares de livre admissão, empresários, pequenos empresários, microempresários e microempreendedores de cooperativas de crédito.

Comunicado nº 22.835, de 14 de agosto de 2012 Divulga comunicados do Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (GAFI/FATF).

Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) Resolução CNPC nº 01, de 3 de março de 2011 Altera os Anexos B e C da Resolução CGPC nº 28, de 26 de janeiro de 2009, que dispõe sobre os procedimentos contábeis das entidades fechadas de previdência complementar, e revoga a Resolução nº 11, de 30 de novembro de 1995. Essa Resolução entra em vigor na data de sua publicação, com exceção do artigo 2º, que entrará em vigor a partir do segundo trimestre civil.

Resolução CNPC nº 02, de 3 de março de 2011 Altera os artigos 3º, 4º e 5º da Resolução CGPC nº 23, de 6 de dezembro de 2006, que dispõe sobre os procedimentos a serem observados pelas entidades fechadas de previdência complementar na divulgação de informações aos participantes e assistidos dos planos de benefícios de caráter previdenciário que administram, e dá outras providências. Essa Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Regulamentações específicas por setor Instituições financeiras e outras

Resolução CNPC nº 04, de 18 de abril de 2011 Prorroga, em caráter excepcional, os prazos para envio do relatório anual de informações aos participantes e assistidos, previsto na Resolução CGPC nº 23, de 6 de dezembro de 2006, e para registro do Livro Diário, fixado na Resolução CGPC nº 28, de 26 de janeiro de 2009, exclusivamente em relação ao exercício de 2010. Essa Resolução entra em vigor na data de sua publicação, tornando sem efeito a Resolução CNPC nº 03, de 31 de março de 2011.

Resolução CNPC nº 05, de 18 de abril de 2011 Altera a Resolução CGPC nº 8, de 19 de fevereiro de 2004, que dispõe sobre normas procedimentais para a formalização de processos de estatutos, regulamentos de plano de benefícios, convênios de adesão e suas alterações, e a Resolução CGPC nº 24, de 26 de fevereiro de 2007, que estabelece parâmetros para a remuneração dos administradores especiais, interventores e liquidantes nomeados pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC), e dá outras providências. Essa Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Resolução CNPC nº 8, de 31 de outubro de 2011 Dispõe sobre os procedimentos contábeis das entidades fechadas de previdência complementar e dá outras providências. Essa Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) Instrução nº 1, de 22 de março de 2011 Dispõe sobre a prorrogação, em caráter excepcional, do prazo para envio de demonstrações financeiras, pareceres

e

manifestação, referentes ao exercício de 2010, e altera

o

prazo para o envio dos balancetes consolidados e a

periodicidade de envio de demonstrativo de investimento. Essa Instrução entra em vigor a partir da data de sua publicação, exceto quanto à alteração prevista no artigo 3º, que entrará em vigor a partir de 1º de abril de 2011.

Instrução nº 2, de 20 de julho de 2011 Altera a Instrução SPC nº 16, de 23 de março de 2007. Essa Instrução entra em vigor a partir da data de sua publicação.

Regulamentações específicas por setor Instituições financeiras e outras

Instrução nº 3, de 21 de julho de 2011 Altera a Instrução PREVIC nº 1, de 13 de abril de 2010, que dispõe sobre procedimentos relativos ao recolhimento da Taxa de Fiscalização e Controle da Previdência Complementar (TAFIC). Essa Instrução entra em vigor a partir da data de sua publicação.

Instrução PREVIC nº 4, de 26 de agosto de 2011 Disciplina o procedimento de análise eletrônica e define prazos para atendimento de requerimentos no âmbito da Diretoria de Análise Técnica da Superintendência Nacional de Previdência Complementar. Essa Instrução entra em vigor em 1º de setembro de 2011.

Instrução nº 5, de 8 de setembro de 2011

Altera a Instrução MPS/SPC nº 34, de 24 de setembro de

2009. Essa Instrução entra em vigor a partir da data de

sua publicação.

Instrução PREVIC nº 06, de 14 de dezembro de

2011

Altera a Instrução PREVIC nº 02, de 18 de maio de 2010, que dispõe sobre os procedimentos de preenchimento e envio de informações dos investimentos dos planos administrados pelas entidades fechadas de previdência complementar, e dá outras providências. Essa Instrução

entra em vigor a partir da data de sua publicação.

Instrução PREVIC nº 1, de 27 de janeiro de 2012

Altera a Instrução PREVIC nº 09, de 14 de dezembro de

2010. Essa Instrução entrará em vigor a partir da data de

sua publicação.

Instrução PREVIC nº 02, de 1º de junho de 2012 Estabelece normas relativas à retificação de dados da Guia de Recolhimento da União (GRU), à restituição e à compensação de créditos tributários e não tributários devidos à PREVIC. Essa Instrução entra em vigor na data de sua publicação.

Instrução MPS/PREVIC nº 02, de 20 de julho de

2011

Altera a Instrução SPC nº 16, de 23 de março de 2007. Essa Instrução entra em vigor na data de sua publicação.

Instrução MPS/PREVIC nº 03, de 21 de julho de

2011

Altera a Instrução PREVIC nº 01, de 13 de abril de 2010, que dispõe sobre procedimentos relativos ao recolhimento da TAFIC. Essa Instrução entra em vigor na data da sua publicação.

Instrução MPS/PREVIC nº 05, de 8 de setembro de

2011

Altera a Instrução MPS/SPC nº 34, de 24 de setembro de 2009. Essa Instrução entrará em vigor a partir da data de sua publicação.

Ofício Circular nº 03/DIACE, de 8 de julho de 2011 Envio das informações contábeis e de investimento trimestrais.

Ofício Circular nº 05/DITEC/PREVIC, de 29 de dezembro de 2011 Artigo 33 da Lei Complementar nº 109, de 29 de maio de 2011 – licenciamento prévio – informações complementares às Demonstrações Atuariais dos Planos de Benefícios.

Ofício Circular nº 03/DIACE/PREVIC, de 24 de abril de 2012 Prorrogação de prazo para envio dos balancetes do 1º trimestre de 2012.

Ofício Circular nº 04/DIACE/PREVIC, de 2 de maio de 2012 Atualização do Cadastro dos Fundos de Investimentos.

Normas em discussão Resolução CNPC Dispõe sobre as retiradas de patrocinador e de instituidor no âmbito do regime de previdência complementar operado pelas entidades fechadas de previdência complementar e dá outras providências.

CNPC institui comissão para discutir meta atuarial dos fundos de pensão PREVIC propõe redução de 0,5% no limite da taxa de juros.

Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) Circular SUSEP nº 420, de 15 de março de 2011 Regula a operacionalização, a emissão de autorizações e a fiscalização das operações de distribuição gratuita de prêmios mediante sorteio, vinculadas à doação de títulos de capitalização ou à cessão de direitos sobre os sorteios inerentes aos títulos de capitalização.

Circular SUSEP nº 424, de 29 de abril de 2011, e Circular SUSEP nº 426, de 31 de agosto de 2011 Dispõem sobre as alterações das normas contábeis a serem observadas pelas entidades abertas de previdência complementar, sociedades de capitalização, sociedades seguradoras e resseguradores locais, instituídas pela Resolução CNSP nº 86, de 3 de setembro de 2002.

Carta-circular nº 02, de 2 de março de

2011/SUSEP–CGSOA

Dispõe sobre a operacionalização do registro de aplicações e de resgates de cotas de fundos de

investimento na CETIP S.A. – Balcão Organizado de Ativos

e Derivativos.

Carta-circular nº 05, de 7 de julho de

2011/SUSEP–CGPRO

Comunica, conforme recomendação jurídica contida no Parecer PF – SUSEP/Coordenação da Subprocuradoria de

Consultoria – nº 157/2011, da Procuradoria Federal com

a SUSEP, que as entidades abertas de previdência

complementar e as sociedades seguradoras, que prevejam

a exclusão de cobertura quando o evento (morte ou

invalidez) é decorrente “direta ou indiretamente de quaisquer alterações mentais consequentes do uso do álcool, de drogas, de entorpecentes ou de substâncias tóxicas”, deverão promover, de imediato, alterações nos regulamentos de seus produtos, já que é vedada a exclusão de cobertura nesses casos.

Regulamentações específicas por setor Instituições financeiras e outras

Resolução CNSP nº 232, de 25 de março de 2011 Acrescenta os parágrafos 4º, 5º, 6º, 7º e 8º ao artigo 14 e parágrafo único ao artigo 15 da Resolução CNSP nº 168, de 17 de dezembro de 2007, e revoga a Resolução nº 224, de 6 de dezembro de 2010. “§ 4º – A sociedade seguradora ou o ressegurador local não poderá transferir, para empresas ligadas ou pertencentes ao mesmo conglomerado financeiro sediadas no exterior, mais de 20% do prêmio correspondente a cada cobertura contratada.” “§ 6º – Sem prejuízo das atribuições do órgão fiscalizador, os comitês de auditoria das sociedades seguradoras e dos resseguradores locais, bem como seus auditores independentes, deverão verificar o cumprimento do disposto no § 4º e indicar expressamente o resultado por meio de relatório circunstanciado sobre o descumprimento de dispositivos legais e regulamentares.”

Ata da Reunião da Comissão Contábil da SUSEP de

31 de maio de 2011

Entre outros assuntos contábeis, decidiu que não existe necessidade de consolidação; as informações estarão em notas explicativas.

Ata da Reunião da Comissão Contábil da SUSEP de

28 de junho de 2011

Entre outros assuntos contábeis, decidiu que é possível adotar-se o critério de notas explicativas selecionadas

definido pelo CPC 21 para as demonstrações de 30 de junho, e que as sociedades e entidades supervisionadas pela SUSEP deverão apresentar a reconciliação entre o lucro líquido e o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais, conforme previsto no CPC 03.

Regulamentações específicas por setor Instituições financeiras e outras

Ata da Reunião da Comissão Contábil da SUSEP de

26 de julho de 2011

Entre outros assuntos contábeis, decidiu que devem ser feitos para os exercícios anteriores, apresentados para fins de comparação, os ajustes no saldo de “prêmios de resseguro e retrocessão diferidos”, que será líquido da “receita de comercialização diferida de resseguros e retrocessões cedidos”. Estes e outros ajustes necessários para adequar as demonstrações anteriores ao novo plano de contas instituído pela Circular SUSEP nº 424/11 e anexos devem ser detalhados em nota explicativa específica (Orientação COASO nº 013/11).

Ata da Reunião da Comissão Contábil da SUSEP de

30 de agosto de 2011

Entre outros assuntos contábeis, decidiu que, após a SUSEP ter referendado os CPCs 38, 39 e 40 referentes a instrumentos financeiros através da Circular nº 424/11, não será possível continuar utilizando a prática de alongamento de prazos de títulos e valores mobiliários sem que ocorram a reclassificação dos títulos e as respectivas penalidades.

Resolução CNSP 264, de 5 de outubro de 2012 Dispõe sobre a vedação da cobrança do custo de emissão de apólice, fatura e endosso apartado do prêmio. Revogou: Resolução nº 1/74, Resolução nº 12/80, Resolução nº 8/82, Resolução nº 4/90 e Resolução nº 15/98.

Dispõe sobre o capital mínimo requerido para autorização

e funcionamento das sociedades seguradoras e entidades abertas de previdência complementar, autorizadas a operar exclusivamente com microsseguros.

Estabelece regras e procedimentos para a constituição das provisões técnicas e para a definição da necessidade, por ativos garantidores, de cobertura da Provisão de Prêmios Não Ganhos das sociedades seguradoras e entidades abertas de previdência complementar autorizadas a operar exclusivamente com microsseguros.

Carta-circular SUSEP/CGPRO nº 5, de 16 de julho de 2012 Orientação para entidades que operam com capitalização acerca da Tabela de Resgate em virtude das novas regras de remuneração da Caderneta de Poupança com a edição da Medida Provisória nº 567, de 3 de maio de 2012.

Circular SUSEP nº 448, de 4 de setembro de 2012 [Anexos] Estabelece critérios para fins de cálculo da provisão de sinistros ou eventos ocorridos e não avisados (IBNR), da provisão de prêmios não ganhos para riscos vigentes mas não emitidos (PPNG–RVNE) e da provisão de riscos não expirados para riscos vigentes mas não emitidos (PRNE– RVNE), a ser adotado pelas sociedades seguradoras e entidades abertas de previdência complementar que não disponham de base de dados suficiente para utilização de metodologia própria. Revogou: Circular nº 281/05, Circular nº 282/05, Circular nº 283/05 e Circular nº 288/05.

Circular SUSEP nº 450, de 17 de outubro de 2012 Dispõe sobre o Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta no âmbito dos mercados de seguros, capitalização, previdência complementar aberta, resseguros e corretagem de seguros.

Circular SUSEP nº 445, de 2 de julho de 2012 Dispõe sobre os controles internos específicos para a prevenção e o combate dos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores, ou dos crimes que com eles possam se relacionar, o acompanhamento das operações realizadas e as propostas de operações com pessoas politicamente expostas, bem como a prevenção e coibição do financiamento ao terrorismo. Revogou:

Circular SUSEP nº 446, de 4 de julho de 2012 Dispõe sobre a suspensão dos efeitos da Circular SUSEP nº 410, de 22 de dezembro de 2010, que dispõe sobre o teste de adequação de passivos na apuração das demonstrações financeiras intermediárias referentes ao exercício de 2012.

Circular SUSEP nº 432, de 13 de abril de 2012 Custo de emissão de apólice, fatura e endosso. Alterou:

Circular SUSEP nº 430, de 5 de março de 2012 Dispõe sobre alterações das normas contábeis a serem observadas pelas sociedades seguradoras, sociedades de capitalização, entidades abertas de previdência complementar e resseguradores locais, instituídas pela

Resolução CNSP nº 86, de 3 de setembro de 2002. Alterou: Resolução nº 86/02. Revogou: Circular nº 424/11

Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)

Resolução Normativa nº 244, de 11 de janeiro de

2011

Altera a Resolução Normativa nº 117/05, que dispõe, em especial, sobre a identificação de clientes, manutenção de

registros e relação de operações e situações que podem configurar indícios de ocorrência dos crimes previstos na Lei nº 9.613, permitindo a guarda e disponibilização da documentação em meio eletrônico para fins de cadastros, registros e documentos gerados, transmitidos e/ou recebidos por meio do padrão Troca de Informações em Saúde Suplementar (TISS).

Resolução Normativa nº 246, de 25 de fevereiro de

2011

Altera os critérios de constituição de provisões técnicas e margem de solvência a serem observados pelas operadoras de planos privados de assistência à saúde, estabelecidos pela Resolução Normativa nº 209/09.

Resolução Normativa nº 247, de 25 de fevereiro de

2011

Dispõe sobre a alteração do plano de contas padrão da

ANS para as operadoras de planos de assistência à saúde,

a partir de 1º de janeiro de 2011.

Regulamentações específicas por setor Instituições financeiras e outras

Resolução Normativa nº 254, de 5 de maio de

2011

Dispõe sobre a adaptação e migração para os contratos celebrados até 1º de janeiro de 1999 e altera as Resoluções Normativas nº 63, de 22 de dezembro de 2003, que define os limites a serem observados para adoção de variação de preço por faixa etária nos planos privados de assistência à saúde contratados a partir de 1º de janeiro de 2004, e nº 124, de 30 de março de 2006, que dispõe sobre a aplicação de penalidades para as infrações à legislação dos planos privados de assistência à saúde.

Resolução Normativa nº 268, de 1º de setembro de

2011

Altera a Resolução Normativa nº 259, de 17 de junho de 2011, que dispõe sobre a garantia de atendimento dos beneficiários de plano privado de assistência à saúde. Essa Resolução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

Resolução Normativa nº 269, de 28 de setembro de 2011 Altera a Resolução Normativa nº 85, de 7 de dezembro de 2004, que dispõe sobre a concessão de autorização de funcionamento das operadoras de planos de assistência à saúde. Essa Resolução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

Resolução Normativa nº 270, de 10 de outubro de

2011

Dispõe sobre o procedimento e os requisitos mínimos para autorização pela ANS dos atos que disponham sobre alteração ou transferência de controle societário, incorporação, fusão ou cisão, dá nova redação ao artigo 28 da Resolução Normativa nº 124, de 30 de março de 2006, que dispõe sobre a aplicação de penalidades para as infrações à legislação dos planos privados de assistência à saúde, e revoga a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº 83, de 16 de agosto de 2001, que dispõe sobre a transferência de controle societário de operadoras de planos de assistência à saúde.

Regulamentações específicas por setor Instituições financeiras e outras

Resolução Normativa nº 271, de 11 de outubro de

2011

Altera a Resolução Normativa nº 253, de 5 de maio de 2011, que dispõe sobre o procedimento físico de ressarcimento ao SUS, previsto no artigo 32 da Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, e estabelece normas sobre o repasse dos valores recolhidos a título de ressarcimento ao SUS. Essa Resolução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

Resolução Normativa nº 272, de 20 de outubro de

2011

Altera a Resolução Normativa nº 137, de 14 de novembro de 2006, que dispõe sobre as entidades de autogestão no âmbito do sistema de saúde suplementar, altera a Resolução Normativa nº 124, de 30 de março de 2006, que dispõe sobre a aplicação de penalidades para as infrações à legislação dos planos privados de assistência à saúde, e dá outras providências. Essa Resolução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

Resolução Normativa nº 273, de 20 de outubro de

2011

Altera o Regimento Interno da ANS, instituído pela Resolução Normativa nº 197, de 16 de julho de 2009, e a Resolução Normativa nº 198, de 16 de julho de 2009, que define o quadro de cargos comissionados e cargos

comissionados técnicos da ANS. Essa Resolução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

Resolução Normativa nº 274, de 20 de outubro de

2011

Estabelece tratamento diferenciado para pequenas e médias operadoras de planos privados de assistência à saúde; dispõe sobre novas regras regulatórias aplicáveis a todas as operadoras de planos privados de assistência à saúde; e altera as Resoluções Normativas nº 48, de 19 de setembro de 2003, nº 159, de 3 de julho de 2007, nº 171, de 29 de abril de 2008, nº 172, de 8 de julho de 2008, nº 173, de 10 de julho de 2008, nº 205, de 8 de outubro de 2009, nº 206, de 2 de dezembro de 2009, nº 209, de 2 de dezembro de 2010, e nº 227, de 19 de agosto de 2010. Altera a Instrução Normativa da Diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos (IN/DIPRO) nº 13, de 21 de julho de 2006. Essa Resolução Normativa entra em vigor em 1º de janeiro de 2012, salvo os artigos 3º, 8º, 9º e 10º, que entram em vigor na data de sua publicação.

Resolução Normativa nº 275, de 1º de novembro de 2011 Dispõe sobre a Instituição do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar (QUALISS). Essa Resolução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

Resolução Normativa nº 276, de 3 de novembro de

2011

Estabelece procedimentos a serem observados nos inquéritos administrativos aplicados à liquidação extrajudicial das operadoras de planos de assistência à saúde, por força do artigo 24-D da Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998. Essa Resolução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

Resolução Normativa nº 277, de 4 de novembro de

2011

Institui o Programa de Acreditação de Operadoras de Planos Privados de Assistência à Saúde. Essa Resolução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

Resolução Normativa nº 278, de 17 de novembro de 2011 Institui o programa de conformidade regulatória e altera a Resolução Normativa nº 159, de 3 de julho de 2007, que dispõe sobre aceitação, registro, vinculação, custódia, movimentação e diversificação dos ativos garantidores das operadoras e do mantenedor de entidade de autogestão no âmbito do sistema de saúde suplementar, e a Resolução Normativa nº 227, de 19 de agosto de 2010, que dispõe sobre a constituição, vinculação e custódia dos ativos garantidores das provisões técnicas, especialmente da provisão de eventos/sinistros a liquidar. Essa Resolução entrou em vigor em 1º de fevereiro de

2012.

Resolução Normativa nº 279, de 24 de novembro de 2011 Dispõe sobre a regulamentação dos artigos 30 e 31 da Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, e revoga as Resoluções do CONSU nº 20 e nº 21, de 7 de abril de 1999. Essa Resolução entra em vigor 90 dias após a data de sua publicação.

Resolução Normativa nº 280, de 6 de dezembro de

2011

Altera o Regimento Interno da ANS, instituído pela Resolução Normativa nº 197, de 16 de julho de 2009, e a Resolução Normativa nº 198, de 16 de julho de 2009, que define o quadro de cargos comissionados e cargos comissionados técnicos da ANS. Essa Resolução Normativa entrou em vigor na data de sua publicação.

Resolução Normativa nº 290, de 27 de fevereiro de

2012

Dispõe sobre o Plano de Contas Padrão da ANS para as operadoras de planos de assistência à saúde.

Resolução Normativa nº 299, de 17 de julho de

2012

Altera a Resolução Normativa nº 270, de 10 de outubro de 2011, que dispõe, em especial, sobre o procedimento e os requisitos mínimos para autorização pela ANS dos atos que disponham sobre alteração ou transferência de controle

societário, incorporação, fusão ou cisão.

Resolução Normativa nº 307, de 22 de outubro de

2012

Dispõe sobre os procedimentos de adequação econômico-financeira das operadoras de planos privados de assistência à saúde de que trata a alínea “e” do inciso XLI do artigo 4º da Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000;

revoga a Resolução Normativa nº 199, de 7 de agosto de 2009; e dá outras providências.

Regulamentações específicas por setor Instituições financeiras e outras

Instrução Normativa IN DIOPE nº 46, de 25 de fevereiro de 2011 Regulamenta a utilização do novo plano de contas padrão da ANS, disposto pela Resolução Normativa nº 247, de 25 de fevereiro de 2011.

Instrução Normativa IN DIOPE nº 47, de 21 de julho de 2011 Dispõe sobre os procedimentos de contabilização a serem realizados pelas operadoras de planos privados de assistência à saúde que fizeram a avaliação dos seus ativos imobilizados e das propriedades para investimento, conforme a ICPC 10, proibindo, assim, a sua aplicação e exigindo a retificação de todos os DIOPS que sofreram os efeitos da aplicação do custo atribuído (deemed cost), não sendo necessária a reapresentação das demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2010.

Instrução Normativa IN DIOPE nº 48, de 19 de outubro de 2011 Altera os artigos 1º e 2º e acrescenta o artigo 4º-B na Instrução Normativa nº 20, de 20 de outubro de 2008, da Diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras (DIOPE), que define a forma de as operadoras de planos de saúde contabilizarem as obrigações legais como definidas pela NPC 22 do IBRACON.

Instrução Normativa IN DIOPE nº 49, de 18 de julho de 2012 Regulamenta a Resolução Normativa nº 270, de 10 de outubro de 2011, que dispõe, em especial, sobre o procedimento e os requisitos mínimos para autorização pela ANS dos atos que disponham sobre alteração ou transferência de controle societário, incorporação, fusão ou cisão.

Perspectivas atuariais com a queda da taxa de juros: benefícios e riscos

Por João Batista da Costa Pinto, sócio da Prática Atuarial da Deloitte

A o longo do ano 2012, o Banco Central realizou uma série de reduções na taxa básica de juros da economia, fazendo com que atingisse os

níveis mais baixos ao longo do histórico recente e trazendo-a a patamares historicamente nunca antes atingidos (veja gráfico abaixo).

Esta série de reduções, muito cobrada por diversos setores, mostra um grande avanço econômico no Brasil, uma vez que patamares menores de juros beneficiam o mercado como um todo, fomentando investimentos e crescimento. A queda na taxa de juros proporciona mais competitividade às empresas brasileiras, uma vez que o custo de financiamento é menor, tendo impacto direto nos preços de seus produtos e serviços.

Contudo, a redução da taxa de juros traz o outro lado da moeda, em um aspecto não tão favorável para alguns segmentos, que se valem de taxas mais elevadas para o bom andamento de seus negócios. Este é o caso, por exemplo, das seguradoras e dos fundos de pensão.

As seguradoras, por exemplo, possuem ramos de negócios com taxas de sinistralidade muitas vezes próximas a 100%, ou seja, para cada um real de prêmio cobrado é pago um real de sinistro, aproximadamente. Mas então, por que é um negócio que atrai investimentos vultosos? A resposta é simples: com elevadas taxas de juros, muitas seguradoras não tinham seus negócios lastreados no seguro em si, mas sim em ganhos financeiros, com a aplicação dos recursos.

Lógica semelhante vale para os fundos de pensão. A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC), através da Resolução CGPC nº 18, de 28 de março de 2006, permite que os planos de previdência utilizem como meta atuarial taxas de juros reais de até 6% ao ano, o que significa que o plano de previdência necessita, no mínimo, rentabilizar seus ativos financeiros a esta mesma taxa. Caso a opção seja por não fazer, certamente terão problemas futuros de caixa, afinal, seus pagamentos de benefícios futuros seriam trazidos ao valor presente por uma taxa anual de 6%, enquanto seus investimentos a uma taxa inferior.

Recentes movimentos da taxa de juros no Brasil

seus investimentos a uma taxa inferior. Recentes movimentos da taxa de juros no Brasil Fonte: Banco

Fonte: Banco Central do Brasil

“Planos de previdência que não ajustaram as suas metas atuariais aos patamares oferecidos no mercado correm forte risco de apresentar insuficiência.”

Com taxas de juros elevadas no mercado financeiro, os planos navegavam em mares tranquilos, rentabilizando os seus ativos a taxas bem superiores aos atuais 6% ao ano (necessárias para a boa saúde financeira dos planos). Hoje, porém, planos de previdência que não ajustaram as suas metas atuariais aos patamares oferecidos no mercado correm forte risco de apresentar insuficiência.

O remédio para reverter esse processo é um pouco amargo. Para adequar a sua meta atuarial à nova realidade, os fundos deverão reduzi-la, o que traz um impacto direto e inverso nas suas provisões matemáticas (a soma individual de cada valor de benefício a ser pago futuramente, descontado pela taxa da meta atuarial e por uma probabilidade de sobrevivência dos participantes do plano). Este impacto é tão expressivo e direto que, em um plano, por exemplo, em que o prazo médio de vencimento da carteira de ativos e/ou obrigações é de 20 anos, para cada 0,5% de redução na taxa de juros há um impacto no valor presente dos benefícios futuros de quase 10%, aumentando substancialmente seus passivos. Ou seja, um plano que necessite reduzir sua taxa de desconto em 2% pode ter um impacto de até 40% nas suas obrigações.

Neste contexto, qual é o risco deste cenário para a nossa realidade? Para uma série de seguradoras e fundos de pensão, para os quais as hipóteses biométricas e

financeiras têm impacto direto, são extremamente importantes a análise e o julgamento de tais hipóteses, uma vez que a sua mensuração incorreta pode trazer diversos riscos nas diversas carteiras de produto e/ou até mesmo na continuidade da entidade.

Ainda mais significativo no nosso dia a dia, e principalmente no fechamento que se aproxima, está o efeito da queda da taxa de juros nas obrigações a serem reconhecidas pelas empresas que patrocinam planos de previdência e planos de saúde, entre outros benefícios pós-emprego definidos nos normativos CVM 600/IAS 19/ CPC 33. O impacto percebido nas obrigações é refletido, em muitos casos, na mesma proporção no balanço das patrocinadoras.

Esses efeitos ainda são agravados pela IAS 19 (R1), que, a partir de 1º de janeiro de 2013, acaba com a figura do “corredor”, que permitia às companhias diferir ganhos ou perdas atuariais significativos provenientes, entre outros fatores, da queda na taxa de juros. A partir de 2013, todo o efeito desta queda será refletido diretamente no passivo das empresas. A mensagem que fica é analisar com muita cautela todos os possíveis efeitos trazidos por essas mudanças e evitar que sejam ainda maiores nos próximos anos.

Queda na taxa de desconto versus aumento das obrigações

maiores nos próximos anos. Queda na taxa de desconto versus aumento das obrigações Fonte: Área Atuarial

Fonte: Área Atuarial – Deloitte

Assuntos tributários

Principais temas editados em

2012

Como meio de incentivar o crescimento da indústria nacional, principalmente a de alta tecnologia, a Presidência da República, como parte do Plano Brasil Maior, editou a Medida Provisória nº 563, em 3 de abril de 2012, a qual foi convertida na Lei nº 12.715, de 17 de setembro de 2012. A Lei nº 12.715, além de alterar aspectos já disciplinados na Lei nº 11.256, também trouxe novos dispositivos. Abaixo as alterações e inovações trazidas pela Lei nº 12.715, que prevê benefícios para setores específicos da economia:

Instituídos o PRONON – Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica e Pronas/PCD – Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência Os programas têm, respectivamente, a finalidade de captar e canalizar recursos para a prevenção e o combate ao câncer, bem como de captar e canalizar recursos destinados a estimular e desenvolver a prevenção e a reabilitação da pessoa com deficiência.

O incentivo terá validade para os anos-calendário de 2013 até 2016, e as empresas que optarem pelo aproveitamento do benefício poderão deduzir do imposto sobre a renda os valores correspondentes às doações e aos patrocínios diretamente efetuados em prol do PRONON e Pronas/PCD.

Instituídos o PROUCA – Programa Um Computador por Aluno e REICOMP – Regime Especial de Incentivo a Computadores para Uso Educacional Os programas têm o objetivo de promover a inclusão digital nas escolas das redes públicas e nas escolas sem fins lucrativos de atendimento a pessoas com deficiência, mediante a aquisição e a utilização de soluções de informática, constituídas de equipamentos de informática, de programas de computador (software) neles instalados e de suporte e assistência técnica necessários ao seu funcionamento.

Os beneficiários desses programas são os fornecedores de suporte técnico, de hardware ou software, ou seja, equipamentos de informática, cuja noção, para fins deste benefício, ainda será definida em decreto.

O REICOMP concede, entre outros, incentivos de Imposto

sobre Produtos Industrializados (IPI), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) para produtores de equipamentos eletrônicos contemplados no programa, bem como para os prestadores de serviços

relacionados a tais equipamentos.

Incentivo para construção ou reforma de estabelecimentos de educação infantil

O artigo 24 da Lei nº 12.715 institui o regime especial de

tributação aplicável à construção ou reforma de estabelecimentos de educação infantil.

Trata-se de um regime especial que se aplica aos projetos de construção ou reforma de creches e pré-escolas cujas obras tenham sido iniciadas ou contratadas a partir de 1º

de janeiro de 2013.

Para cada obra submetida ao regime especial de tributação, a construtora ficará sujeita ao pagamento equivalente a 1% (um por cento) da receita mensal recebida, que corresponderá ao pagamento mensal unificado de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), PIS e COFINS.

Instituído o Regime Especial de Tributação do Programa Nacional de Banda Larga para Implantação de Redes de Telecomunicações (REPNBL–Redes)

O REPNBL–Redes beneficia a pessoa jurídica habilitada

que tenha projeto aprovado para a implantação, ampliação ou modernização de redes de telecomunicações. Os benefícios referem-se, dentre outros, à suspensão de IPI, PIS e COFINS nas vendas de máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos novos e de materiais de construção para utilização ou incorporação nas obras civis abrangidas no projeto.

Alterações no REPORTO Instituído pela Lei nº 11.033/04, o Programa REPORTO destina-se a criar condições para a melhoria da infraestrutura portuária brasileira.

A Lei nº 12.715/12 alterou a Lei nº 11.033/04 para

estender a suspensão de IPI, PIS e COFINS e, quando for o caso, do Imposto de Importação (II), para os serviços de armazenagem, sistemas suplementares de apoio operacional, proteção ambiental, sistemas de segurança e de monitoramento de fluxo de pessoas, mercadorias, veículos e embarcações.

Inovar-Auto – Criado o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores com o objetivo

de apoiar o desenvolvimento tecnológico, a inovação, a segurança, a proteção ao meio ambiente, a eficiência energética e a qualidade dos veículos e das autopeças

O Inovar-Auto foi criado pela Lei nº 12.715/12 e

regulamentado pelo Decreto nº 7.819/12 visando incentivar o desenvolvimento de tecnologia no País, bem como o uso eficiente dos recursos energéticos e a qualidade dos automóveis produzidos e vendidos no Brasil.

Dentre os principais benefícios trazidos pelo Inovar-Auto

estão:

a) A apuração de crédito presumido do IPI.

b) A redução, a partir de janeiro de 2013, da alíquota do IPI na importação dos veículos originários de países signatários dos acordos comerciais citados no Decreto.

c) A suspensão do IPI incidente no desembaraço aduaneiro dos mesmos produtos importados, com direito à apuração do crédito presumido.

d) A suspensão do IPI na hipótese de importação realizada por conta e ordem de empresa habilitada ao Programa Inovar-Auto.

Assuntos tributários Principais temas editados em 2012

Vale ressaltar que a utilização do crédito presumido deverá ser efetuada atendendo aos limites legais estabelecidos no mesmo Decreto e que os créditos presumidos apurados conforme o Inovar-Auto não estão sujeitos à incidência do PIS e da COFINS, bem como não devem ser computados nas apurações do IRPJ e da CSLL.

A fruição dos benefícios do Inovar-Auto depende de

prévia habilitação das empresas, a qual será concedida por ato conjunto do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, estando condicionada ao cumprimento dos requisitos determinados pelo Decreto.

Vale, contudo, ressaltar que também poderão usufruir da redução das alíquotas as empresas que, mesmo não habilitadas ao Inovar-Auto, se dediquem à atividade de fabricação de outros produtos especificados no Decreto, por intermédio de montagem de carroçaria sobre chassis.

Importação não autorizada

A Lei nº 12.715 determina o tratamento despendido a

importações não autorizadas com fundamento na legislação de proteção ao meio ambiente, saúde, segurança pública ou em atendimento a controles sanitários, fitossanitários e zoossanitários. O importador

fica obrigado a, imediatamente após a ciência de que não será autorizada a importação, destruir ou devolver diretamente a mercadoria ao local onde originalmente foi embarcada, quando sua destruição no País não for autorizada pelo órgão competente.

Novas regras de Preços de Transferência (Transfer Pricing)

A Lei nº 12.715/12 incluiu alterações relevantes às regras

de preços de transferência do Brasil.

A Lei, embora não seja idêntica, é bastante similar à

Medida Provisória nº 563 que a originou e trata das regras de transfer pricing aplicáveis às importações de mercadorias, serviços e direitos, bem como determina novas margens de lucro a determinados setores e cria dois novos métodos de cálculo dos limites de preço de transferência.

Assuntos tributários Principais temas editados em 2012

Apesar de a Lei começar a vigorar a partir de janeiro de 2013, os contribuintes podem optar por sua utilização já em 2012.

Abaixo as principais alterações introduzidas pela Lei.

Margem

 

Setor ou atividade - MP nº 563/12

Setor ou atividade - Lei nº 12.715/12

bruta

 

Fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos

Produtos farmoquímicos e farmacêuticos

Fabricação de produtos de fumo

Fabricação de produtos de fumo

40%

Fabricação de equipamentos e instrumentos ópticos, fotográficos

Equipamentos e instrumentos ópticos, fotográficos e

e

cinematográficos

cinematográficos

Comércio de máquinas, aparelhos

Máquinas, aparelhos e

e

equipamentos para uso odonto-

equipamentos para uso odonto-

médico-hospitalar

médico-hospitalar

Extração de petróleo e gás natural

Extração de petróleo e gás natural

 

Fabricação de produtos químicos

Produtos químicos

Fabricação de vidros e produtos do

 

vidro

Vidros e produtos do vidro

30%

Fabricação de celulose, papel e produtos de papel

Fabricação de celulose, papel e produtos de papel

Metalurgia

Metalurgia

20%

Demais setores

Demais setores

Novas margens de lucro

A Lei nº 12.715/12 claramente expande o escopo de

determinadas margens de lucro a fim de estender sua aplicação aos contribuintes de determinados setores, independentemente de seu envolvimento com atividades industriais. A tabela acima mostra um comparativo das categorias de margem de lucro entre a Medida Provisória

e a Lei.

Gastos com frete e seguros e Imposto de Importação

A Lei nº 12.715/12 prevê que, a menos que sejam pagos

a partes relacionadas, os gastos com seguro, frete,

Imposto de Importação e os gastos no desembaraço aduaneiro não devem ser considerados na determinação do preço praticado usado no cálculo de preço de transferência.

Fórmula de cálculo do PRL

A nova Lei traz uma mudança na fórmula de cálculo do

preço parâmetro, a qual deve levar em conta o percentual de participação dos bens, direitos ou serviços importados no custo total do bem, direito ou serviço vendido pela empresa brasileira. Com algumas ponderações e

desconsiderando as novas margens de lucro, a nova fórmula do PRL assemelha-se ao cálculo do PRL 60% contemplado na Instrução Normativa nº 243/02.

A tabela abaixo compara a antiga fórmula de cálculo do

PRL conforme a Instrução Normativa nº 243/02 com a nova fórmula conforme a Lei nº 12.715/12. O método PRL tem sido alvo de controvérsias e existem várias interpretações diferentes. Algumas delas, dependendo de fatos e circunstâncias, podem ser mais benéficas do que o novo método de cálculo do PRL dado pela Lei nº 12.715/12.

PRL – Cálculo Antigo

R$

PRL – Cálculo Novo

R$

(A)

Importações CIF + II

50,00

(A) Importações FOB

40,00

(B)

Custo da Mercadoria

(B) Custo da Mercadoria Vendida

 

Vendida

80,00

80,00

(C)

Vendas Líquidas

100,00

(C) Vendas Líquidas

100,00

(D)

Proporção (A/B)

62,50%

(D) Proporção (A/B)

50,00%

(E)

Base PRL (C*D)

62,50

(E) Base PRL (C*D)

50,00

 

(F) Margem do PRL

(F)

Margem do PRL (E*60%)

37,50

(E*20%)

10,00

(G)

Preço PRL (E – F)

25,00

(G) Preço PRL (E – F)

40,00

(H)

Ajuste de TP (A – G)

25,00

(H) Ajuste de TP (A – G)

Mudanças no cálculo do Preço Independente Comparado

A nova Lei nº 12.715/12 prevê que as operações

utilizadas para fins de cálculo do PIC: (i) representem, ao menos, 5% do valor das operações de importação sujeitas ao controle de preços de transferência, realizadas pela empresa no período de apuração, quanto ao tipo de bem, direito ou serviço importado, na hipótese em que os dados utilizados para fins de cálculo digam respeito às suas próprias operações; e (ii) correspondam a preços independentes realizados no mesmo ano-calendário das respectivas operações de importações sujeitas ao controle de preços de transferência. Não havendo preço independente no ano-calendário da importação, poderá ser utilizado preço independente relativo à operação efetuada no ano-calendário imediatamente anterior ao da importação, ajustado pela variação cambial do período.

Novo preço de transferência para commodities

A nova legislação introduz dois novos métodos de cálculo

de preço de transferência para commodities, quais sejam:

Preço sob Cotação na Importação – PCI e Preço sob

Cotação na Exportação – PECEX.

Novo limite de dedutibilidade das despesas com

juros pagos ou creditados a pessoas vinculadas

A Lei nº 12.715/12 alterou o disposto na Lei nº 9.430/96

para determinar que os juros pagos ou creditados a pessoa vinculada, quando decorrentes de contrato de mútuo, somente serão dedutíveis para fins de determinação do lucro real até o montante que não exceda ao valor calculado com base na taxa LIBOR, para depósitos em dólares norte-americanos, pelo prazo de 6 (seis) meses, acrescida de 3% (três por cento) anuais a

título de spread, proporcionalizados em virtude do período a que se referirem os juros.

Alteração do percentual de majoração da alíquota de COFINS-Importação

A Lei nº 12.715/12 alterou de 1,5% para 1% a majoração

da alíquota da COFINS-Importação incidente na hipótese

de importação dos bens classificados na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI), aprovada pelo Decreto nº 7.660, de 23 de dezembro de 2011, relacionados no Anexo da Lei nº 12.546, de 14 de dezembro de 2011. A disposição é válida a partir de agosto de 2012.

Ademais, os artigos 53 e 60 da Lei nº 12.715 alteram também a Lei nº 10.865/04 (PIS/COFINS) em seus artigos 8° e 40, que versam, respectivamente, sobre importação de produtos petroquímicos e o conceito de “pessoa jurídica preponderantemente exportadora”.

Instituto Nacional do Seguro Social – INSS patronal sobre folha de pagamento – TI, TIC, Call Center, setor hoteleiro, transporte rodoviário coletivo de passageiros, vestuários, calçados e móveis – alterações

A Lei nº 12.715/12 modificou a Lei nº 12.546/11 para

estender a desoneração da folha de pagamento. Atualmente, o benefício abrange os setores abaixo:

As empresas que prestam os serviços de Tecnologia da Informação (TI) e Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), referidos no parágrafo 4º do artigo 14 da Lei nº 11.774/08;

Assuntos tributários Principais temas editados em 2012

As empresas que prestam os serviços de Call Center, referidos no parágrafo 5° do artigo 14 da Lei nº 11.774/08;

As empresas do setor hoteleiro enquadradas na subclasse 5510–8/01 da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0); e

Empresas de transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal, intermunicipal em região metropolitana, intermunicipal, interestadual e internacional enquadradas nas classes 4921–3 e 4922–1 da CNAE 2.0, ressalvadas as exceções contempladas no parágrafo 2° do artigo 78 da Lei nº 12.715/12.

A Lei nº 12.715/12 determinou, ainda, a contribuição à

alíquota de 1,0%, em substituição às contribuições previstas nos incisos I e III do artigo 22 da Lei nº 8.212/91, para as empresas que fabriquem os produtos classificados na TIPI, aprovada pelo Decreto nº 6.006/06, conforme tabela de códigos mencionados no artigo 8º da Lei nº 12.546/11.

O Decreto nº 7.828/12 foi publicado em outubro para

regulamentar o benefício. Com relação à aplicação, a regra já é válida para as empresas de Tecnologia da Informação e da Comunicação, call centers e empresas do ramo hoteleiro. A partir de janeiro de 2013, a regra será válida também para as empresas de transporte e manutenção de aeronaves. Os demais setores deverão dar continuidade à aplicação no decorrer de 2013 e 2014.

Foi publicado no Diário Oficial da União em 17 de outubro de 2012 o Decreto nº 7.828, de 16 de outubro de 2012, que regulamenta a incidência da contribuição previdenciária sobre a receita devida pelas empresas de que tratam os artigos 7º a 9º da Lei nº 12.546, de 14 de dezembro de 2011.

Os impactos das novas regras de Preços de Transferência

Por Carlos Ayub, sócio da área de Consultoria Tributária da Deloitte

C omo se sabe, a legislação brasileira de Preços de Transferência passou a vigorar a partir do começo de 1997 e, desde então, tem sido

sempre objeto de controvérsia no âmbito dos importadores e exportadores de bens, serviços e direitos que praticam suas operações com as chamadas “pessoas vinculadas” ou com paraísos fiscais.

Em abril de 2012, a publicação da Medida Provisória nº 563, convertida ao longo desse ano na Lei nº 12.715/12, passou a dar um novo tom ao tema. Embora ainda muito distante dos chamados Guidelines da OCDE” (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a nova Lei trouxe mudanças significativas que podem ser adotadas, conforme opção do contribuinte, a partir do ano-calendário 2012 e obrigatórias para o ano-calendário 2013.

Sabe-se que, após anos de disputas administrativas e algumas judiciais ainda não julgadas em instâncias superiores por causa dos diversos entendimentos obtidos a partir da miscelânea criada por normativas que distorciam o teor da Lei até então vigente, o governo brasileiro decidiu, enfim, mudar as regras e ao mesmo tempo eliminar tais discrepâncias procurando dar mais clareza ao próprio texto da nova Lei. E foi com esse objetivo que uma das principais revoluções ocorreu justamente quando da aplicação do método de medição de preços mais utilizado pelo importador brasileiro, o tão polêmico método da Revenda Menos Lucro (PRL).

É importante ressaltar que estas transformações das regras de Preços de Transferência fazem parte do nominado Plano Brasil Maior, criado como uma resposta à desaceleração da indústria brasileira por meio da implantação de medidas de diferentes naturezas voltadas ao fortalecimento da economia nacional.

Entretanto, no que tange aos Preços de Transferência, seu efeito para uma representativa parte dos contribuintes pode ser oneroso e desfavorável sob o ponto de vista da administração do tema, como no caso das comercializadoras de commodities que, ao contrário do que ocorria no passado, bem como ao contrário do que acontece com os demais contribuintes que transacionam outros tipos de bens, estão obrigadas a adotar métodos específicos a este mercado e, portanto, não podem optar pela aplicação de outros métodos de avaliação de preços que melhor lhes favoreçam.

Embora, como dito acima, a intenção do Governo e do Fisco, dentre outras, tenha sido trazer maior clareza sobre os aspectos que geravam polêmica, outros novos dilemas estão surgindo a cada dia desde a publicação da Lei nº 12.715/12, a qual, até o momento de publicação do artigo, aguarda normatização. Tem-se consciência de que Preços de Transferência é um assunto rico em complexidades teóricas que se intensificam na prática e, portanto, não surpreenderia caso a esperada normatização da nova Lei viesse a resultar em novas polêmicas ainda mais elaboradas, de maneira que o contribuinte deve estar preparado.

“No que tange aos Preços de Transferência, seu efeito para uma representativa parte dos contribuintes pode ser oneroso e desfavorável sob o ponto de vista da administração do tema (

)”

PIS/COFINS: desconto de crédito - produção de biodiesel Foi ampliada a aplicação dos descontos de créditos das contribuições sociais PIS e COFINS de matérias-primas utilizadas como insumo na produção de biodiesel. Agora esses descontos também são aplicáveis às aquisições de matérias-primas de origem vegetal, de pessoa jurídica que exerça atividade agropecuária, de cooperativa de produção agropecuária ou de cerealista que exerça cumulativamente as atividades de limpar, padronizar, armazenar e comercializar a matéria-prima destinada à produção de biodiesel.

Além disso, conforme o mesmo dispositivo legal, fica suspensa a incidência de PIS e COFINS sobre as receitas decorrentes da venda de matéria-prima in natura de origem vegetal, destinada à produção de biodiesel, quando efetuada por pessoa jurídica ou cooperativa referida.

Alteração nas pessoas jurídicas beneficiárias do PADIS

A Lei nº 12.715 alterou a Lei nº 11.484/07 a fim de incluir

como beneficiários do programa os fornecedores dedicados e estratégicos dos fabricantes de semicondutores e displays, bem como alterar o processo

de aprovação dos projetos de P&D relacionados ao PADIS

e adaptar a legislação em virtude de novos processos produtivos.

IPI – alteração no conceito de empresas exportadoras Foi alterado pela Lei nº 12.715 o percentual de receitas derivadas de exportação, previsto nas Leis nº 10.637/02 e nº 10.865/04, que caracteriza uma empresa como preponderantemente exportadora, de 70% para 50% nas situações previstas.

Assim, a suspensão do IPI prevista no artigo 29 da Lei nº 10.637/02 e do PIS/COFINS prevista no artigo 40 da Lei nº 10.865/04, para empresas com estas características, poderá beneficiar um número maior de exportadores.

Assuntos tributários Principais temas editados em 2012

Alteração de condição para participação no Regime Especial de Tributação para a Plataforma

de Exportação de Serviços de Tecnologia da Informação (Repes) e Regime Especial de Aquisição de Bens de Capital para Empresas Exportadoras (RECAP)

A Lei nº 12.715/12 alterou os artigos 2° e 13 da Lei

nº 11.196/05 para reduzir de 60% para 50%:

O percentual exigido como compromisso de exportação de bens e serviços relacionados às atividades de desenvolvimento de software ou de prestação de serviços de tecnologia da informação; e

O percentual da receita bruta decorrente de operações de exportação utilizado para considerar a pessoa jurídica como preponderantemente exportadora.

Com a aplicação dos novos percentuais os benefícios alcançarão um número maior de contribuintes beneficiados.

Programa de inclusão digital – alteração de condição para tributação do PIS e da COFINS à alíquota zero

A Lei nº 12.715/12 alterou o artigo 28 da Lei

nº 11.196/05 para acrescentar a condição para a tributação à alíquota zero da receita decorrente da venda de alguns equipamentos eletrônicos e acessórios, sendo a condição de que os produtos sejam produzidos no Brasil conforme processo produtivo básico a ser definido pelo Poder Executivo.

Estendido o período para obtenção de incentivos fiscais – SUDAM E SUDENE

A Lei nº 12.715 estende o prazo em que as empresas

podem obter aprovação das agências de desenvolvimento regional do Norte (SUDAM) e Nordeste (SUDENE) de benefícios fiscais que promovem o desenvolvimento econômico de tais regiões. A Lei nº 12.715/12 prorroga o prazo de aprovação (que estava programado para terminar em 2013) por mais cinco anos.

Assuntos tributários Principais temas editados em 2012

Os incentivos incluem dez anos de redução de 75% no IRPJ para novos projetos (ou de modernização e expansão de projetos já existentes), bem como depreciação acelerada, créditos de PIS e COFINS e isenção dos impostos incidentes sobre fretes.

Como um resultado da extensão de cinco anos, os investimentos que atingirem o nível mínimo de produção estipulado pela SUDAM e SUDENE e passarem a ser considerados como “Fase Operacional Concluída” até 2018 serão elegíveis para receber o benefício.

REINTEGRA – Regime Especial de Reintegração de

Valores Tributários para as Empresas Exportadoras