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DIÁRIO DA JUSTIÇA ELETRÔNICO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE MINAS GERAIS Belo Horizonte, Ano 2013, Número

DIÁRIO DA JUSTIÇA ELETRÔNICO

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE MINAS GERAIS

Belo Horizonte, Ano 2013, Número 129

Disponibilização: quarta-feira, 17 de julho de 2013 Publicação: quinta-feira, 18 de julho de 2013

Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais

Desembargador ANTÔNIO CARLOS CRUVINEL Presidente

Desembargador WANDER PAULO MAROTTA MOREIRA Vice-Presidente e Corregedor

MAURÍCIO CALDAS DE MELO Diretor-Geral substituto

Gabinete da Diretoria-Geral

Edição e Publicação

Fone/Fax: (31) 3307-1157 / 3307-1158 dgst@tre-mg.jus.br

Sumário

PRESIDÊNCIA

2

CORREGEDORIA REGIONAL ELEITORAL

2

ATOS DA CORREGEDORIA

2

DESPACHO

2

PORTARIA

2

DIRETORIA-GERAL

3

SECRETARIA JUDICIÁRIA

3

COS - SEÇÃO DE REVISÃO E PUBLICAÇÃO DE ACÓRDÃOS

3

CRI - SEÇÃO DE CONT. DE FEITOS E ATOS PROCESSUAIS

8

CRI - SEÇÃO DE AUTUAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO PROCESSOS

26

CRP - SEÇÃO DE GERENCIAMENTO DE DADOS PARTIDÁRIOS

26

CRP - SEÇÃO DE CONTROLE E REGISTROS ELEITORAIS

27

SECRETARIA DE ORÇAMENTO E FINANÇAS

27

ATOS DA SECRETARIA

27

ZONAS ELEITORAIS CAPITAL

28

26ª ZONA ELEITORAL

28

EDITAL

28

28ª ZONA ELEITORAL

29

EDITAL

29

29ª ZONA ELEITORAL

30

ATOS JUDICIAIS

30

31ª ZONA ELEITORAL

31

EXPEDIENTES

31

33ª ZONA ELEITORAL

34

ATOS JUDICIAIS

34

36ª ZONA ELEITORAL

35

ATOS JUDICIAIS

35

EDITAL

37

37ª ZONA ELEITORAL

38

EDITAL

38

38ª ZONA ELEITORAL

39

EDITAL

39

331ª ZONA ELEITORAL

42

EDITAL

42

 
 

Ano 2013, Número 129

 

Belo Horizonte, quinta-feira, 18 de julho de 2013

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332ª ZONA ELEITORAL EDITAL 333ª ZONA ELEITORAL ATOS JUDICIAIS 334ª ZONA ELEITORAL EDITAL ZONAS ELEITORAIS INTERIOR 3ª ZONA ELEITORAL ATOS JUDICIAIS 158ª ZONA ELEITORAL ATOS JUDICIAIS 184ª ZONA ELEITORAL ATOS JUDICIAIS 282ª ZONA ELEITORAL ATOS JUDICIAIS PROCURADORIA REGIONAL ELEITORAL

 

42

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43

43

48

48

49

49

49

60

60

60

60

61

61

61

PRESIDÊNCIA

(NÃO HÁ PUBLICAÇÕES NESTA DATA)

CORREGEDORIA REGIONAL ELEITORAL

ATOS DA CORREGEDORIA

DESPACHO

Designa Juiz para a 54ª ZE, de Buenópolis

Processo n. 6003007/2011 Zona Eleitoral de Buenópolis-54ª Assunto: Designa MM. Juiz para exercer as funções eleitorais. Vistos etc., Tendo em vista que o Tribunal de Justiça designou o Dr. Geraldo Andersen de Quadros Fernandes, MM. Juiz de Direito da Unidade

Jurisdicional do Juizado Especial da Comarca de Bocaiúva, para responder pela Comarca de Buenópolis a partir de 01.8.2013, designo-o para exercer as funções eleitorais perante a 54ª ZE, até o provimento, nos termos da Resolução nº 21.009/2002/TSE, combinada com a Resolução

nº 803/09-TRE/MG.

Publique-se. Comunique-se com urgência. Em 17 de julho de 2013. Des. Wander Marotta Vice-Presidente e Corregedor Regional Eleitoral

PORTARIA

Portaria de substituição, assinada em 16/7/2013.

O VICE-PRESIDENTE E CORREGEDOR DO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE MINAS GERAIS, no uso de suas atribuições conferidas

pela Resolução nº 873/2011/TRE-MG, e nos termos da Resolução nº 803/2009/TRE-MG, alterada pela Resolução nº 836/2010/TRE-MG e pela Resolução nº 905/2012/TRE-MG, assinou a seguinte portaria:

Portaria nº 581/2013 DESIGNANDO RENATA ALVES LARA MOURA, Técnico Judiciário, Área Administrativa, Classe B, Padrão 6, do Quadro de Pessoal deste Tribunal, para substituir Euclides José Rangel, ocupante da Função Comissionada - FC-01, de Chefe de Cartório Eleitoral, na 272ª Zona Eleitoral, de Três Corações – MG, no dia 21/6/2013, nos termos do PAD nº 1202623/2012.

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DIRETORIA-GERAL

SECRETARIA JUDICIÁRIA

COS - SEÇÃO DE REVISÃO E PUBLICAÇÃO DE ACÓRDÃOS

PUBLICAÇÃO DE ACÓRDÃOS

Recurso Eleitoral Nº 313-83.2012.6.13.0158. 158ª ZONA ELEITORAL - LAJINHA Município: LAJINHA. Recorrente(S): DEMOCRATAS - DEM; COMITÊ FINANCEIRO MUNICIPAL ÚNICO DO DEMOCRATAS - DEM ADVOGADO(S): CÉLIO SILVA CAMARGO - OAB: 39738/MG Recorrido(S): JUSTIÇA ELEITORAL Interessados: DEM - DEMOCRATAS - DIRETÓRIO MUNICIPAL DE LAJINHA Assunto: PRESTAÇÃO DE CONTAS - DE COMITÊ FINANCEIRO - DE PARTIDO POLÍTICO - NÃO APRESENTAÇÃO DAS CONTAS Relator: Desembargador Wander Marotta Revisor ACÓRDÃO Recurso eleitoral. Prestação de contas. Comitê Financeiro Único e Diretório Municipal. Eleições de 2012. Julgadas não prestadas pelo Juiz. Preliminar de não conhecimento do recurso. Suscitada pelo Ministério Público de 1º grau. Possibilidade de interposição de recurso para os Tribunais Regionais Eleitorais em sede de prestação de contas mesmo antes da Lei nº 12.034/2009. Com o advento da citada norma, o processo passou a ter caráter jurisdicional. Inteligência do art. 6º da Lei nº 12.034/2009. Cabimento. Preliminar afastada. Mérito. Não apresentação de extratos bancários pelo Comitê Financeiro. Violação ao art. 40, inciso XI e § 8º, da Resolução nº 23.376/2012/TSE. Não abertura de conta bancária pelo Diretório Municipal. Providência necessária e que independe da movimentação financeira, a teor do art. 12, § 2º, da Resolução nº 23.376/2012/TSE. Providências essenciais ao exame das contas. Impossibilidade de efetivo controle. Comprometimento da confiabilidade das contas. Julgadas não prestadas. Previsão no art. 51, inciso IV, "c" e § 1º, da Resolução nº 23.376/2012/TSE. Recurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os autos do processo acima identificado, ACORDAM os Juízes do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, à unanimidade, em rejeitar a preliminar e, no mérito, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Belo Horizonte, 9 de julho de 2013. Desembargador Wander Marotta Relator

Recurso Eleitoral Nº 18-36.2013.6.13.0150. 150ª ZONA ELEITORAL - JOÃO MONLEVADE Município: JOÃO MONLEVADE. Recorrente(S): AMANTINO SOUZA DE ANDRADE ADVOGADO(S): TEOTINO DAMASCENO FILHO - OAB: 69870/MG; BRENDA MIRANDA DAMASCENO - OAB: 99387/MG Recorrido(S): JUSTIÇA ELEITORAL Interessados: AMANTINO SOUZA DE ANDRADE, CANDIDATO Assunto: PRESTAÇÃO DE CONTAS - DE CANDIDATO - CARGO - VEREADOR - DESAPROVAÇÃO / REJEIÇÃO DAS CONTAS Relator: Desembargador Wander Marotta Recurso Eleitoral nº 18-36.2013.6.13.0150 Zona Eleitoral: 150ª, de João Monlevade Recorrente: Amantino Souza de Andrade Recorrida: Justiça Eleitoral Relator: Desembargador Wander Marotta ACÓRDÃO Recurso Eleitoral. Prestação de contas. Candidato ao cargo de Vereador. Eleições de 2012. Julgadas desaprovadas pelo Juiz. Utilização de recursos próprios que não foram declarados no registro de candidatura. Valor que corresponde à quase totalidade dos recursos gastos em campanha. Irregularidade grave. Desaprovação das contas. Medida proporcional à falha detectada. Recurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os autos do processo acima identificado, ACORDAM os Juízes do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, à unanimidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Belo Horizonte, 9 de julho de 2013. DESEMBARGADOR WANDER MAROTTA Relator

Recurso Eleitoral Nº 780-64.2012.6.13.0222. 222ª ZONA ELEITORAL - POÇOS DE CALDAS Município: POÇOS DE CALDAS. Recorrente(S): SANDRA MASSINI KNOPF ADVOGADO(S): ELINA JUREMA COSTA - OAB: 68419/MG Recorrido(S): JUSTIÇA ELEITORAL Interessados: Sandra Masini Knopf Assunto: PRESTAÇÃO DE CONTAS - DE CANDIDATO - CARGO - VEREADOR - NÃO APRESENTAÇÃO DAS CONTAS Relator: Desembargador Wander Marotta Recurso Eleitoral nº 780-64.2012.6.13.0222 Zona Eleitoral: 222ª, de Poços de Caldas Recorrente: Sandra Massini Knopf Recorrida: Justiça Eleitoral Relator: Desembargador Wander Marotta

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Belo Horizonte, quinta-feira, 18 de julho de 2013

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ACÓRDÃO Recurso eleitoral. Prestação de contas. Candidata ao cargo de Vereador. Eleições de 2012. Julgadas não prestadas pelo Juiz. Utilização de recursos estimáveis em dinheiro provenientes de terceiros. Doação de "colinhas" para a campanha por empresa farmacêutica. Atividade econômica secundária da citada empresa atinente à fabricação de produtos de papel, cartolina, papel cartão e papelão para uso comercial e de escritório, bem como serviços de pré-impressão. Regularidade. Observância do art. 23 da Resolução nº 23.376/2012/TSE. Ausência de extratos bancários de forma definitiva. Violação ao art. 40, inciso XI e § 8º, da Resolução nº 23.376/2012/TSE. Existência de documentos que sinalizam a ausência de arrecadação e gastos de recursos em espécie. Apresentação parcial dos extratos bancários. Comprometimento da confiabilidade das contas. Desaprovação da prestação de contas. Recurso a que se dá parcial provimento. Vistos, relatados e discutidos os autos do processo acima identificado, ACORDAM os Juízes do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, à unanimidade, em dar parcial provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Belo Horizonte, 9 de julho de 2013. DESEMBARGADOR WANDER MAROTTA Relator

PUBLICAÇÃO DE ACÓRDÃOS

Recurso Criminal Nº 195-85.2012.6.13.0327. 327ª ZONA ELEITORAL - CAMPOS ALTOS. Município: CAMPOS ALTOS. Recorrente(S): MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL Recorrido(S): GERALDO BARBOSA LEÃO JÚNIOR ADVOGADO(S): JOSÉ FERNANDO DE OLIVEIRA - OAB: 54584/MG; CÍNTHIA CAROLINA SILVA - OAB: 98232/MG; EDUARDO GARCIA REZENDE PEREIRA - OAB: 102280/MG; LUCIANA RESENDE GARCIA LEÃO - OAB: 67006/MG Assunto: AÇÃO PENAL - C.E., ART. 350 - SENTENÇA ABSOLUTÓRIA ACÓRDÃO:

Recurso criminal. Denúncia oferecida com base no artigo 350 do Código Eleitoral. Candidato a Prefeito. Eleições de 2012. Falsidade ideológica eleitoral. Julgamento de improcedência pelo Juízo a quo. Absolvição. Omissão de bens em declaração que instrui pedido de registro de candidatura. Documento que não tem força probatória das informações nele constantes. Atipicidade da conduta. Precedente do TSE. O tipo previsto no art. 350 visa a proteger a fé pública eleitoral, devendo a conduta narrada ser ao menos potencialmente lesiva ao processo eleitoral. Impossibilidade de configuração do crime de falsidade ideológica eleitoral em face da irrelevância, para o processo eleitoral, das informações insertas na declaração de bens. Dolo específico ausente. Conduta atípica. Recurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os autos do processo acima identificado, ACORDAM os Juízes do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, à unanimidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Belo Horizonte, 9 de julho de 2013. DESEMBARGADOR WANDER MAROTTA Relator PF

Ação Cautelar Nº 256-20.2013.6.13.0000. 128ª ZONA ELEITORAL – INHAPIM. Município: SÃO SEBASTIÃO DO ANTA. Requerente(S): OSMANINHO CUSTÓDIO DE MELO, eleito Prefeito; JOSÉ DO CARMO JACINTO, eleito Vice-Prefeito ADVOGADO(S): NEY PAOLINELLI DE CASTRO - OAB: 5049/MG; CARLOS HENRIQUE MARTINS TEIXEIRA - OAB: 61172/MG; THEREZA CRISTINA DE CASTRO MARTINS TEIXEIRA - OAB: 59397/MG; THEREZA CRISTINA DE CASTRO MARTINS TEIXEIRA - OAB: 59397/MG; CARLOS HENRIQUE MARTINS TEIXEIRA - OAB: 61172/MG Requerido(S): MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL Assunto: AÇÃO CAUTELAR - REPRESENTAÇÃO - CAPTAÇÃO OU GASTO ILÍCITO DE RECURSOS FINANCEIROS DE CAMPANHA ELEITORAL - AÇÃO JULGADA PROCEDENTE - CASSAÇÃO DE DIPLOMA - POSSE DE PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL - REALIZAÇÃO DE NOVA ELEIÇÃO - PEDIDO DE CONCESSÃO DE LIMINAR - PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVO A RECURSO ACÓRDÃO:

Ação cautelar. Prefeito e Vice-Prefeito, eleitos. Pedido de efeito suspensivo a recurso eleitoral interposto contra decisão de cassação do diploma, nos termos do art. 30-A da Lei nº 9.504/1997. Pedido de liminar. A complexidade da causa demanda análise mais acurada por parte da Corte do Tribunal, não obstante o disposto no art. 257 do Código Eleitoral e a necessidade de execução imediata da decisão amparada no art. 30-A da Lei 9.504/97. Presença do fumus boni iuris e do periculum in mora. Liminar concedida. Concessão de efeito suspensivo ao recurso principal até o seu julgamento pelo Tribunal Regional Eleitoral. Preocupação de evitar a sucessiva alternância na chefia do Poder Executivo. Confirmação da liminar, com a manutenção do efeito suspensivo imposto ao recurso eleitoral, até o seu julgamento pelo Plenário do Tribunal. Procedência do pedido. Vistos, relatados e discutidos os autos do processo acima identificado, ACORDAM os Juízes do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, à unanimidade, em julgar procedente o pedido, nos termos do voto do Relator. Belo Horizonte, 9 de julho de 2013. DESEMBARGADOR WANDER MAROTTA Relator

Recurso Eleitoral Nº 775-42.2012.6.13.0222. 222ª ZONA ELEITORAL - POÇOS DE CALDAS. Município: POÇOS DE CALDAS. Recorrente(S): MARINA APARECIDA ROCHA DE ANDRADE ADVOGADO(S): ELINA JUREMA COSTA - OAB: 68419/MG Recorrida: JUSTIÇA ELEITORAL Assunto: PRESTAÇÃO DE CONTAS - DE CANDIDATO - CARGO - VEREADOR - NÃO APRESENTAÇÃO DAS CONTAS ACÓRDÃO:

Recurso eleitoral. Prestação de contas. Candidata ao cargo de Vereador. Eleições de 2012. Julgadas não prestadas pelo Juiz. Utilização de recursos estimáveis em dinheiro provenientes de terceiros. Doação de "colinhas" para a campanha por empresa farmacêutica. Atividade econômica secundária da citada empresa atinente à fabricação de produtos de papel, cartolina, papel cartão e papelão para uso comercial e de escritório, bem como serviços de pré-impressão. Regularidade. Observância do art. 23 da Resolução nº 23.376/2012/TSE. Ausência de extratos bancários de forma definitiva. Violação ao art. 40, inciso XI e § 8º, da Resolução nº 23.376/2012/TSE. Existência de documentos que sinalizam a ausência de arrecadação e gastos de recursos em espécie. Apresentação parcial dos extratos bancários. Comprometimento da confiabilidade das contas. Desaprovação da prestação de contas. Recurso a que se dá parcial provimento.

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Vistos, relatados e discutidos os autos do processo acima identificado, ACORDAM os Juízes do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, à unanimidade, em dar parcial provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Belo Horizonte, 9 de julho de 2013. DESEMBARGADOR WANDER MAROTTA Relator pf

ATA SESSÃO ORDINÁRIA DE 11 DE JULHO

ATA DA 55ª SESSÃO ORDINÁRIA DO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE MINAS GERAIS, REALIZADA EM 11 DE JULHO DE 2013.

PRESIDÊNCIA DO EXMO. SR. DESEMBARGADOR ANTONIO CARLOS CRUVINEL. PRESENTES OS EXMOS. SRS. DESEMBARGADOR WANDER MAROTTA, JUIZ CARLOS ALBERTO SIMÕES DE TOMAZ, JUIZ MAURICIO PINTO FERREIRA, JUÍZA ALICE DE SOUZA BIRCHAL, JUIZ VIRGILIO DE ALMEIDA BARRETO, JUIZ ALBERTO DINIZ JÚNIOR E O DR. EDUARDO MORATO FONSECA, PROCURADOR REGIONAL ELEITORAL. SECRETÁRIA: BELª. ANA CHRISTINA HORTA DIAS. ABERTA A SESSÃO ÀS DEZESSETE HORAS, COM A PRESENÇA ACIMA REGISTRADA, FOI LIDA E APROVADA A ATA DA SESSÃO ANTERIOR.

Julgamentos

Embargos de Declaração no Habeas Corpus nº 24928. Borda da Mata/48ª. Embargante: Ministério Público Eleitoral. Embargados: Maurício de Oliveira Campos Júnior; Guilherme Ribeiro Grimaldi; Ana Maria Reis Megale Rezende. Assunto: Embargos de Declaração opostos ao v. Acórdão de 06.06.2013 que concedeu a ordem. Relator: Juiz Alberto Diniz Júnior. Decisão: Questão de ordem (levantada da tribuna): rejeitada à unanimidade. Rejeitaram os embargos o Relator, 1º e 4º Vogais, este em adiantamento de voto. Pediu vista o Juiz Carlos Alberto Simões. (Inscreveu-se para assistir ao julgamento: Dr. Guilherme Ribeiro Grimaldi).

Recurso Contra Expedição de Diploma nº 6487. Leopoldina/161ª. Recreio. (Retirado de pauta). Recorrente: Partido Comunista do Brasil - PC DO B. Recorridos: Ônio Fialho Miranda, candidato a Prefeito eleito e João Carlos Guilherme Ferreira, candidato a Vice-Prefeito eleito. Assunto:

Recurso contra expedição de diploma - inelegibilidade - rejeição de contas públicas - pedido de cassação de diploma. Relator: Juiz Virgílio de Almeida Barreto. Decisão: Após as sustentações orais, rejeitaram as preliminares à unanimidade. O Relator, o 3º e 5º Vogais, estes em adiantamento de voto, julgaram procedente o pedido. Pediu vista o Juiz Alberto Diniz Júnior para o dia 06.08.13. (Inscreveram-se para sustentação oral: Dr. Arthur Magno e Silva Guerra e Dr. José Sad Júnior).

Recurso Eleitoral nº 131310. Nova Lima/194ª. (Feito adiado). Recorrente: Nélio Aurélio de Souza. Recorrida: Justiça Eleitoral. Assunto:

Prestação de contas de candidato - cargo Vereador - desaprovação / rejeição das contas. Relator: Juiz Maurício Pinto Ferreira. Decisão:

Rejeitaram a preliminar (arguida da tribuna) à unanimidade. Deram provimento parcial ao recurso por maioria. (Inscreveu-se para sustentação oral: Dra. Adrianna Belli Pereira de Souza).

Recurso Eleitoral nº 55973. São João Evangelista/257ª. (Feito com vista). Recorrente: José Jaconias de Jesus, eleito Vereador. Recorrido:

Ministério Público Eleitoral. Assunto: Representação - captação ilícita de sufrágio - ação julgada procedente - cassação de diploma - condenação em multa. Relator: Desembargador Wander Marotta. Decisão: Rejeitaram a preliminar de inépcia da inicial à unanimidade. Deram provimento ao recurso por maioria. (Inscreveu-se para assistir ao julgamento: Dra. Loyanna de Andrade Miranda).

Recurso Eleitoral nº 91948. Uberaba/276ª. (Feito com vista). Recorrentes: Antônio dos Reis Gonçalves Lerin, candidato a Prefeito, 2º colocado; Hélio Massa, candidato a Vice-Prefeito, 2º colocado. Recorridos: Paulo Piau Nogueira, eleito Prefeito e Almir Pereira da Silva, eleito Vice- Prefeito. Assunto: Ação de Investigação Judicial Eleitoral - abuso de poder econômico - captação ilícita de sufrágio - ação julgada improcedente. Relator: Juiz Maurício Soares. Decisão: Renovado o pedido de vista do Juiz Carlos Alberto Simões.

Recurso Eleitoral nº 38824. Belo Horizonte/29ª. (Feito adiado). Recorrente: Márcio Araújo de Lacerda. Recorrido: Ministério Público Eleitoral. Assunto: Prestação de contas de candidato - cargo Prefeito - aprovação das contas com ressalva. Relator: Juiz Maurício Pinto Ferreira. Decisão: Renovado o pedido de vista do Juiz Carlos Alberto Simões. (Inscreveu-se para assistir ao julgamento: Dr. José Sad Júnior).

Recurso Eleitoral nº 34525. Monte Alegre de Minas/179ª. (Feito adiado). Recorrente: Derli Martins Cardoso, candidato a Vereador, suplente. Recorrido: Ministério Público Eleitoral. Assunto: Representação - captação ilícita de sufrágio - ação julgada procedente - cassação de registro de candidatura - condenação em multa - declaração de inelegibilidade. Relatora: Juíza Alice de Souza Birchal. Decisão: Deram provimento ao recurso por maioria.

Recurso Eleitoral nº 50850. Machado/164ª. (Feito com vista). Recorrente: Coligação de mãos dadas com o povo. Recorridos: Roberto Camilo Órfão Morais, candidato a Prefeito, não eleito; Fábio Eduardo Leite. Assunto: Ação de Investigação Judicial Eleitoral - abuso de poder econômico - de poder político / autoridade - conduta vedada a agente público - distribuição gratuita de bem, valor ou benefício pela administração pública - ação julgada improcedente. Relatora: Juíza Alice de Souza Birchal. Decisão: Renovado o pedido de vista do Juiz Carlos Alberto Simões.

Recurso Eleitoral nº 93389. Lavras/160ª. (Feito com vista). Recorrentes: José Eduardo Carvalho Gomide, 1º recorrente; Cacildo Silva Júnior, 2º recorrente; Marcos Cherem, eleito Prefeito; Aristides Silva Filho, eleito Vice-Prefeito, 3ºs recorrentes. Recorrida: Coligação unidos por Lavras. Assunto: Ação de Investigação Judicial Eleitoral - abuso de poder econômico - uso indevido de meio de comunicação social - ação julgada procedente - cassação de diploma - declaração de inelegibilidade. Relatora: Juíza Alice de Souza Birchal. Decisão: Renovado o pedido de vista do Juiz Carlos Alberto Simões. (Inscreveu-se para assistir ao julgamento: Dr. José Sad Júnior).

Recurso Eleitoral nº 70287. Conselheiro Lafaiete/87ª. (Feito com vista). Recorrente: Eli Severino Ribeiro. Recorrido: Ministério Público Eleitoral. Assunto: Prestação de contas de candidato - cargo Vereador - desaprovação / rejeição das contas. Relator: Juiz Virgílio de Almeida Barreto. Decisão: Deram provimento ao recurso, para aprovar as contas com ressalvas, por maioria, com voto de desempate do Presidente.

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Agravo Regimental no Recurso Eleitoral nº 65132. São João Del Rei/328ª. Conceição da Barra de Minas. (Feito com vista). Agravantes: Altair Alvim; Fernando Lellis Palumbo. Agravado: Ministério Público Eleitoral. Assunto: Agravo Regimental interposto contra decisão que negou provimento ao recurso. Relator: Juiz Carlos Alberto Simões de Tomaz. Decisão: O Relator, 2ª e 5º Vogais negaram provimento ao recurso. O 1º, 3º e 4º Vogais deram parcial provimento. Pediu vista o Presidente para voto de minerva.

Embargos de Declaração no Recurso Eleitoral nº 18722. Ipatinga/348ª. (Feito com vista). Embargantes: JJ Ruralista Ltda; Jadir Aparecido Gomes Lima. Embargado: Ministério Público Eleitoral. Assunto: Embargos de Declaração opostos à decisão que negou seguimento ao recurso. Relator: Juiz Carlos Alberto Simões de Tomaz. Decisão: Deram parcial provimento ao recurso, por maioria, com voto de desempate do Presidente.

Recurso Eleitoral nº 89807. Resplendor/233ª. Recorrente: César Romero e Silva, candidato a Prefeito, eleito. Assistente: Partido dos Trabalhadores - PT, Diretório Regional. Recorrentes: Fernando Viceconte Duarte, ex-Prefeito e Azemar da Silva Dorneles, candidato a Vice- Prefeito, eleito. Recorridos: Coligação a força das novas ideias; Guilherme Dietrich Fernandes Moreira, candidato a Prefeito, não eleito; Maria Guilhermina Barbosa Dias, candidata a Vice-Prefeito, não eleita. Assunto: Ação de Investigação Judicial Eleitoral - abuso de poder econômico - de poder político / autoridade - uso indevido de meio de comunicação social - conduta vedada a agente público - ação julgada procedente - cassação de registro de candidatura - declaração de inelegibilidade - condenação em multa. Relatora: Juíza Alice de Souza Birchal. Decisão:

Após as sustentações orais, negaram provimento ao agravo retido e rejeitaram a preliminar de litispendência à unanimidade. Deram provimento aos recursos a Relatora, o 1º, 2º e 3º Vogais. Pediu vista o Juiz Carlos Alberto Simões. (Inscreveram-se para sustentação oral: Drs. Tarso Duarte de Tassis, Edilene Lobo, Saint Clair Campanha e Mauro Bomfim). (Inscreveu-se para assistir ao julgamento: Dr. Silvério de Oliveira Cândido).

Recurso Eleitoral nº 63834. Sete Lagoas/263ª. Recorrente: Joaquim Gonzaga Barbosa. Recorrida: Justiça Eleitoral. Assunto: Prestação de contas de candidato - cargo Vereador - desaprovação / rejeição das contas. Relator: Juiz Virgílio de Almeida Barreto. Decisão: Rejeitaram a preliminar de nulidade à unanimidade (arguida da tribuna) e deram provimento ao recurso por maioria. (Inscreveu-se para sustentação oral: Dr. Raimundo Cândido Neto).

Recurso Eleitoral nº 81930. Ouro Preto/200ª. Recorrente: Thiago Cassio Pedrosa Mapa. Recorrida: Justiça Eleitoral. Assunto: Prestação de contas de candidato - cargo Vereador - não apresentação das contas. Relator: Juiz Virgílio de Almeida Barreto. Decisão: Após a sustentação oral, o Relator retirou o processo de pauta, para reinclusão em 06.08.13. (Inscreveu-se para sustentação oral: Dr. José Lúcio Rocha e Silva).

Recurso Eleitoral nº 8161. João Monlevade/150ª. Recorrente: Maria da Conceição Winter Araújo de Carvalho. Recorrida: Justiça Eleitoral. Assunto: Prestação de contas de candidato - cargo Prefeito - desaprovação / rejeição das contas. Relator: Juiz Alberto Diniz Júnior. Decisão:

Rejeitaram a preliminar e negaram provimento ao recurso à unanimidade. (Inscreveu-se para sustentação oral: Dr. Heitor Dias Barbosa).

Recurso Eleitoral nº 31715. Miradouro/290ª. Vieiras. Recorrentes: 1º) Waldinei Chicareli de Andrade, Prefeito reeleito; 2ª) Coligação O Sonho Se Realizou - Unimos Para Vencer. Recorridos: 1ª) Coligação O Sonho Se Realizou - Unimos Para Vencer; 2º) Waldinei Chicareli de Andrade, Prefeito reeleito. Assunto: Representação. Conduta vedada a agente público. Publicidade institucional em período vedado. Abuso de poder político e de autoridade. Promoção pessoal de autoridade ou servidor público. Ação julgada procedente. Condenação em multa. Relator: Juiz Alberto Diniz Júnior. Decisão: Adiado por despacho do Relator para 06.08.2013. (Inscreveu-se para sustentação oral: Dra. Edilene Lôbo).

Prestação de Contas nº 214174. Belo Horizonte. Interessado: Partido dos Trabalhadores - PT. Assunto: Prestação de contas de exercício financeiro – 2009. Relatora: Juíza Alice de Souza Birchal. Decisão: Julgaram as contas desaprovadas (rejeitadas) à unanimidade e determinaram a suspensão do repasse de quotas do fundo partidário por 6 meses, por maioria, com voto de desempate do Presidente (somente quanto à determinação da suspensão). (Inscreveu-se para sustentação oral: Dra. Edilene Lôbo).

Recurso Contra Expedição de Diploma nº 122. Três Corações/272ª. São Bento Abade. Recorrente: Janete Rezende Silva, candidata a Prefeito, não eleita. Recorridos: Reinaldo Vilela Paranaíba Filho, Prefeito reeleito e José Quintiliano dos Santos, eleito Vice-Prefeito. Assunto: Recurso contra expedição de diploma - abuso de poder político / autoridade - conduta vedada a agente público - pedido de cassação de diploma. Relator: Desembargador Wander Marotta. Decisão: Julgaram o pedido procedente em parte, à unanimidade, com execução diferida por maioria.

Recurso Eleitoral nº 7264. Carmo do Rio Claro/77ª. Agravantes: Nicolau Achcar Santos Júnior, candidato a Prefeito, 2º colocado e Clécio Azevedo Vilela, candidato a Vice-Prefeito, 2º colocado. Agravados: Ministério Público Eleitoral; Maria Aparecida Vilela, eleita Prefeita; Carlos Henrique Vilela, eleito Vereador; José Vicente de Melo Sobrinho, Assessor de imprensa do município; Agnaldo Francisco Honório, candidato a Vereador, não eleito; Claudinei de Oliveira, candidato a Vereador, não eleito; Luiz Floriano Avelino, eleito Vereador; Edson Luiz Prado Vilela, candidato a Vereador. não eleito; Juliano Alves da Silva, eleito Vereador; José Eugênio Nascimento, candidato a Vereador, não eleito; Joaquim Batista Esteves; Filipe Cardoso Carielo. Assunto: Agravo de Instrumento - representação - conduta vedada a agente público - publicidade institucional em período vedado - uso promocional de distribuição gratuita de bem - distribuição gratuita de bem, valor ou benefício pela administração pública - pedido de efeito suspensivo ativo - indeferimento de pedido de assistência. Relatora: Juíza Alice de Souza Birchal. Decisão: Deram provimento parcial ao recurso à unanimidade.

Recurso Eleitoral nº 58284. Paracatu/203ª. Recorrentes: Humberto Costa Rabelo, candidato a Prefeito não eleito e Maria das Graças Caetano Jales, candidata a Vice-Prefeito, não eleita. Recorrida: Coligação mudança pra valer. Assunto: Ação de Investigação Judicial Eleitoral - abuso de poder econômico - ação julgada procedente - cassação de registro de candidatura - declaração de inelegibilidade. Relatora: Juíza Alice de Souza Birchal. Decisão: Deram provimento ao recurso à unanimidade.

Recurso Eleitoral nº 58454. Paracatu/203ª. Recorrentes: 1ºs) Humberto Costa Rabelo, candidato a Prefeito e Maria das Graças Caetano Jales, candidata a Vice-Prefeito; 2º) Ministério Público Eleitoral. Recorridos: 1º) Ministério Público Eleitoral; 2ºs) Humberto Costa Rabelo; Maria das Graças Caetano Jales e Coligação Paracatu quer mais. Assunto: Ação de Investigação Judicial Eleitoral - abuso de poder econômico - captação ilícita de sufrágio - ação julgada parcialmente procedente - cassação de registro de candidatura - declaração de inelegibilidade. Relatora: Juíza Alice de Souza Birchal. Decisão: 1º recurso (Humberto Costa e Maria das Graças): Deram provimento à unanimidade. 2º recurso (Ministério Público): Negaram provimento ao recurso à unanimidade.

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Recurso Eleitoral nº 74814. Belo Horizonte/334ª. Recorrente: João Bosco Rodrigues. Recorrida: Justiça Eleitoral. Assunto: Prestação de contas de candidato - cargo Vereador - desaprovação / rejeição das contas. Relatora: Juíza Alice de Souza Birchal. Decisão: Deram provimento parcial ao recurso por maioria.

Recurso Eleitoral nº 122411. Virginópolis/283ª. São Geraldo da Piedade. Recorrente: Clodoaldo Silva de Oliveira. Recorrido: Ministério Público Eleitoral. Assunto: Prestação de contas de candidato - cargo Vereador - desaprovação / rejeição das contas. Relatora: Juíza Alice de Souza Birchal. Decisão: Negaram provimento ao recurso à unanimidade.

Recurso Eleitoral nº 69729. Novo Cruzeiro/196ª. Recorrente: Geraldo da Silva Casais. Recorrida: Justiça Eleitoral. Assunto: Prestação de contas de candidato - cargo Vereador - desaprovação / rejeição das contas. Relator: Juiz Virgílio de Almeida Barreto. Decisão: Deram provimento ao recurso por maioria.

Recurso Eleitoral nº 72520. São Gonçalo do Sapucaí/253ª. Recorrente: Gil Marcio de Souza. Recorrida: Justiça Eleitoral. Assunto: Prestação de contas de candidato - cargo Vereador - desaprovação / rejeição das contas. Relator: Juiz Virgílio de Almeida Barreto. Decisão: Negaram provimento ao recurso à unanimidade.

Recurso Eleitoral nº 83853. São Lourenço/259ª. Pouso Alto. Recorrente: Elias Vicente de Oliveira. Recorrida: Justiça Eleitoral. Assunto:

Prestação de contas de candidato - cargo Vereador - desaprovação / rejeição das contas. Relator: Juiz Virgílio de Almeida Barreto. Decisão:

Negaram provimento ao recurso à unanimidade.

Recurso Eleitoral nº 102616. Teófilo Otoni/269ª. Recorrente: Ministério Público Eleitoral. Recorrido: Alessandro Ferreira Amaral. Assunto:

Prestação de contas de candidato - cargo Vereador - aprovação das contas. Relator: Juiz Virgílio de Almeida Barreto. Decisão: Deram provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator à unanimidade.

Recurso Eleitoral nº 123038. Salinas/244ª. Fruta de Leite. Recorrente: Osvaldo da Silva. Recorrida: Justiça Eleitoral. Assunto: Prestação de contas de candidato - cargo Vereador - desaprovação / rejeição das contas. Relator: Juiz Virgílio de Almeida Barreto. Decisão: Negaram provimento ao recurso à unanimidade.

Recurso Eleitoral nº 147529. Virginópolis/283ª. Divinolândia de Minas. Recorrente: Alexandre de Sousa Perpétuo. Recorrido: Ministério Público Eleitoral. Assunto: Prestação de contas de candidato - cargo Vereador - desaprovação / rejeição das contas. Relator: Juiz Virgílio de Almeida Barreto. Decisão: Negaram provimento ao recurso à unanimidade.

Embargos de Declaração no Recurso Eleitoral nº 20924/1º. Montalvânia/342ª. Juvenília. Embargante: Osvaldo Gonçalves da Silva. Embargados: Coligação um novo tempo uma nova história; Marlon Dourado Lima. Assunto: Embargos de Declaração opostos ao v. Acórdão de 09.05.2013 que deu provimento ao recurso. Relator: Juiz Maurício Pinto Ferreira. Decisão: Rejeitaram os embargos à unanimidade. (Inscreveu-se para assistir ao julgamento: Dra. Ana Márcia dos Santos Mello).

Embargos de Declaração no Recurso Eleitoral nº 20924/2º. Montalvânia/342ª. Juvenília. Embargante: Expedito da Mota Pinheiro. Embargados:

Coligação um novo tempo uma nova história; Marlon Dourado Lima; Ministério Público Eleitoral. Assunto: Embargos de Declaração opostos ao v. Acórdão de 09.05.2013 que deu provimento aos recursos. Relator: Juiz Maurício Pinto Ferreira. Decisão: Rejeitaram os embargos à unanimidade.

Embargos de Declaração no Recurso Eleitoral nº 28593. Campos Altos/327ª. Embargantes: Cláudio Donizete Freire; Comitê financeiro municipal único; Partido Social Democrático. Embargada: Justiça Eleitoral. Assunto: Embargos de Declaração opostos ao v. Acórdão de 13.06.2013 que negou provimento ao recurso. Relatora: Juíza Alice de Souza Birchal. Decisão: Rejeitaram os embargos à unanimidade.

Embargos de Declaração no Recurso Eleitoral nº 48365. Visconde do Rio Branco/284ª. Guiricema. Embargantes: Coligação Guiricema no caminho certo; Antônio Vaz de Melo, Prefeito reeleito; João Batista de Oliveira, candidato a Vice-Prefeito eleito. Embargado: Adilson da Silva Ferraz, candidato a Vereador. Assunto: Embargos de Declaração opostos ao v. Acórdão de 13.06.2013 que rejeitou os embargos. Relatora:

Juíza Alice de Souza Birchal. Decisão: Rejeitaram os embargos. Absteve-se de votar o Juiz Virgílio de Almeida Barreto.

Embargos de Declaração no Recurso Eleitoral nº 62637. Ponte Nova/225ª. Barra Longa. Embargante: Fernando José Carneiro Magalhães. Embargados: Justiça Eleitoral; Coligação todos por Barra Longa; Democratas - DEM; Lúcio Flávio Xavier Carneiro. Assunto: Embargos de Declaração opostos ao v. Acórdão de 20.06.2013 que negou provimento ao recurso. Relatora: Juíza Alice de Souza Birchal. Decisão:

Rejeitaram os embargos à unanimidade. (Inscreveu-se para assistir ao julgamento: Dr. Mauro Bomfim).

Embargos de Declaração no Recurso Eleitoral nº 99466. Virginópolis/283ª. Gonzaga. Embargante: Geraldo Magela Costa de Sousa. Embargada: Justiça Eleitoral. Assunto: Embargos de Declaração opostos ao v. Acórdão de 13.06.2013 que negou provimento ao recurso. Relatora: Juíza Alice de Souza Birchal. Decisão: Rejeitaram os embargos à unanimidade.

Embargos de Declaração no Recurso Eleitoral nº 103203. Araxá. Embargante: Daniel Rosa. Embargada: Justiça Eleitoral. Assunto: Embargos de Declaração opostos ao v. Acórdão de 13.06.2013 que negou provimento ao recurso. Relatora: Juíza Alice de Souza Birchal. Decisão:

Rejeitaram os embargos à unanimidade.

Embargos de Declaração no Recurso Eleitoral nº 128109. Inhapim/128ª. Bugre. Embargante: Jordão Viana Teixeira. Embargada: Justiça Eleitoral. Assunto: Embargos de Declaração opostos ao v. Acórdão de 28.05.2013 que negou provimento ao recurso. Relatora: Juíza Alice de Souza Birchal. Decisão: Rejeitaram os embargos à unanimidade. (Inscreveu-se para assistir ao julgamento: Dr. José Sad Júnior).

Embargos de Declaração no Recurso Eleitoral nº 16879. Piumhi/220ª. Embargantes: Wilson Marega Craide, eleito Prefeito e José Cirineu Silva, eleito Vice-Prefeito. Embargado: Partido do Movimento Democrático Brasileiro - PMDB. Assunto: Embargos de Declaração opostos ao v. Acórdão de 25.06.2013 que deu provimento parcial ao recurso. Relator: Juiz Alberto Diniz Júnior. Decisão: Rejeitaram os embargos à unanimidade. (Inscreveu-se para assistir ao julgamento: Dr. José Sad Júnior).

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NADA MAIS HAVENDO QUE TRATAR, A PRESIDÊNCIA DEU POR ENCERRADA A SESSÃO, CONVOCANDO A PRÓXIMA

PARA O DIA

12 DE JULHO, ÀS DEZESSETE HORAS.

Oficiais: Bel. (a) Ângela Maria Dias Maria Lúcia Bellini dos Santos

CRI - SEÇÃO DE CONT. DE FEITOS E ATOS PROCESSUAIS

PUBLICAÇÃO DE DESPACHOS E DECISÕES

RECURSO ELEITORAL Nº 1216-38.2012.6.13.0314 UBERLÂNDIA-MG 314ª Zona Eleitoral (UBERLÂNDIA) Recorrente: MASTROIANO DE MENDONÇA ALVES ADVOGADO: RODRIGO RIBEIRO PEREIRA ADVOGADO: ARNALDO SILVA JÚNIOR ADVOGADA: JULIANA DEGANI PAES LEME ADVOGADO: RAFAEL TAVARES DA SILVA ADVOGADO: GEORDANO PARAGUASSU PEREIRA ADVOGADO: FLÁVIO ROBERTO SILVA ADVOGADO: GERALDO ALVES MUNDIM NETO ADVOGADA: MARIANA DE PAULA PEREIRA ADVOGADA: AMANDA MATTOS CARVALHO ALMEIDA ADVOGADO: RAPHAEL DAVID DUARTE MARIANO ADVOGADO: DANILO BURLE CARNEIRO DE ABREU Recorrido: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL Juiz Maurício Pinto Ferreira Protocolo: 661.528/2012 Vistos, etc. Mastroiano de Mendonça Alves, com fundamento no art. 276, I, a e b, do Código Eleitoral, apresenta recurso especial contra decisão deste

Tribunal que negou provimento ao apelo interposto da sentença que desaprovara sua prestação de contas de campanha referente ao pleito de

2012.

Sustenta o recorrente afronta aos arts. 23 e 41, II, da Resolução TSE nº 23.376/2011. Destaca que a decisão recorrida está fundada em dois pontos: (I) na doação de recursos estimáveis em dinheiro sem comprovação de que constituem produto ou serviço ou da atividade econômica do doador e (II) na ocorrência de despesa realizada após a data da eleição. Alega que juntou todos os termos de doação de serviços firmados com os doadores da campanha (folhas 137/152) com todas as informações necessárias, devidamente assinados e datados, dando total transparência à prestação de contas e cumprindo o disposto no art. 41, II, da Resolução TSE nº 23.376/2011, folha 239. Afirma que as doações efetuadas referem-se a serviços voluntários de cabo eleitoral, fato incontroverso nos autos e consignado no acórdão, que não considerou os termos de doação de serviços como prova para sanar as irregularidades.

Diz que dificilmente alguém exerce função de cabo eleitoral como seu serviço ou como sua atividade econômica.

Assevera que a norma emanada pelo TSE impõe obrigatoriedade de detalhamento além da exigência expressa na Lei das Eleições, pois o art.

23 da Res.-TSE nº 23.376/2011 restringe a doação a profissionais, eliminando a prestação de serviço voluntária do eleitor que apóia o

candidato de sua preferência. Aduz que os Tribunais Regionais Eleitorais de Goiás e Santa Catarina entendem que o referido artigo viola direitos e garantias individuais, porque as doações estimáveis em dinheiro sujeitam-se unicamente à limitação de valores imposta pela lei, folha 239. Transcreve trechos de julgados que entende serem similares ao presente caso, em cujas ementas encontra-se registrado o entendimento de que a legislação de regência autoriza o doador a entrega gratuita de qualquer espécie de bem ou serviço para a campanha eleitoral, sem qualquer restrição quanto à natureza do recurso estimável em dinheiro doado ao candidato ou partido político, folha 243. Aduz afronta ao art. 29 da Res.-TSE nº 23.376/2011, ao fundamento de que o documento fiscal formalizado em data posterior à eleição refere- se a obrigação contraída em data anterior ao esgotamento do prazo permitido. Destaca que apenas a formalização da nota fiscal foi posterior a 7.10.2012, quando do ato do pagamento da despesa. Alega que, além de as obrigações terem sido contraídas anteriormente à data das eleições, é de se observar que são valores ínfimos se comparados ao montante total movimentado - R$ 49.784,89, suscetível, portanto, à incidência do art. 49 da referida resolução. Assevera que, inexistindo qualquer potencialidade capaz de macular a prestação de contas ou gerar sua rejeição, cabível, no caso, a aprovação de sua documentação de campanha. Ressalta que não pretende o reexame de matéria fática, mas apenas o correto enquadramento jurídico, segundo os fins da norma eleitoral. Entende que, inexistindo quaisquer indicativos de má fé, dolo ou de arrecadação de recursos por fonte vedada ou de emprego de recursos não contabilizados por parte do candidato, e aplicando os princípios da insignificância e da proporcionalidade, não há qualquer ilicitude hábil a comprometer a regularidade da prestação de contas, folha 245. Aduz que precedentes do Tribunal Superior Eleitoral reforçam que meros erros formais irrelevantes e insignificantes na prestação de contas permitem que as contas sejam, ao mínimo, aprovadas com ressalvas. Por fim, afirma que o acórdão recorrido viola o art. 49 da Res.-TSE nº 23.376/2011 e os princípios da insignificância e da proporcionalidade, pois as contas não revelam qualquer abuso de poder econômico ou emprego de recursos não contabilizados por parte do candidato. Requer o conhecimento e o provimento do apelo. A peça recursal de folhas 231 a 248 foi protocolada dentro do prazo legal e está assinada por procurador habilitado, folha 194. Analisando-se os autos, verifica-se que o Tribunal, após exame das provas e por meio de decisão fundamentada, assentou que as falhas apontadas são graves o suficiente para comprometerem fatalmente a prestação de contas do candidato, folha 210. Extrai-se do acórdão, folhas 209 e 210:

Compulsando os autos, verifica-se a persistência de irregularidades na prestação de contas do candidato. Há doações de recursos estimáveis em dinheiro sem comprovação de que constituem produto do serviço ou da atividade econômica do doador, contrariando o disposto no parágrafo único, do art. 23, da Resolução nº 23.376/2012/TSE. ( )

Diário da Justiça Eletrônico - Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001 de 24.8.2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado no endereço eletrônico http://www.tre-mg.jus.br

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Em resposta às diligências, o candidato apenas apresentou Termos de Doação de Serviços, fls. 137/152, referentes às doações, cujos recibos

já haviam sido acostados às fls. 50/60 e 64/70 dos autos.

Assim, não tendo o candidato feito prova de que as doações constituem produto do serviço ou da atividade econômica dos doadores, não restou sanada a falha em questão, restando como irregularidade. Há despesa realizada após a data da eleição, contrariando o disposto no art. 29, da Resolução nº 23.376/2012/TSE. ( ) Diante das falhas apontadas, nada foi feito para saná-las, tornando-as graves o suficiente para comprometerem fatalmente a prestação de contas do candidato. Dessa forma, não há que se falar em aplicação dos princípios da proporcionalidade e razoabilidade, uma vez que os atos praticados pelo candidato carregam consigo um potencial lesivo. As impropriedades constatadas na prestação de contas, ora analisada, superam os limites de tolerância definidos, não podendo ser consideradas como irrelevantes no conjunto da prestação de contas. Pelo exposto, tem-se que o Tribunal, à vista do conjunto probatório e aplicando a norma à espécie, assentou a impossibilidade de aprovação das contas de Mastroiano de Mendonça Alves. Em que pesem seus argumentos de que as doações efetuadas referem-se a serviços voluntários de cabo eleitoral, não se extrai da decisão recorrida informações quanto à natureza das prestações a que se referem os termos de doação apresentados. Também não há, nos embargos de folhas 222 a 225, declaração quanto a esse ponto. Assim, tem-se que, pela natureza extraordinária do apelo interposto, resta afastada a possibilidade de a instância superior, reexaminando a prova, proceder à substituição das premissas do acórdão impugnado. O quadro fático delineado na decisão consigna a persistência de falhas não sanadas que comprometem a regularidade da prestação. Portanto, não há elementos na peça recursal que permitam dar trânsito ao recurso especial, considerando o que dispõem as Súmulas nºs 279/STF e 7/STJ. Quanto ao apontado dissídio jurisprudencial, tem-se que o recorrente não realizou o necessário cotejo analítico das teses, de forma a demonstrar que o mesmo quadro fático obteve soluções jurídicas diversas. Como sabido, necessária a estreita similitude para se admitir o trânsito do apelo pela alegada divergência. NÃO ADMITO o recurso especial. P.I. Belo Horizonte, 16 de julho de 2013. Desembargador ANTÔNIO CARLOS CRUVINEL Presidente

RECURSO ELEITORAL Nº 601-59.2012.6.13.0181 ROMARIA-MG 181ª Zona Eleitoral (MONTE CARMELO) Recorrente: FERDINANDO RESENDE RATH, Prefeito, reeleito Recorrente: JEOVANE LEONARDO ALVES DA SILVA, candidato a Vice-Prefeito, eleito Recorrente: COLIGAÇÃO A FORÇA DO POVO DE NOVO ADVOGADO: DANIEL RICARDO DAVI SOUSA ADVOGADA: HAIALA ALBERTO OLIVEIRA ADVOGADO: OLÍVIO GIROTTO NETO ADVOGADO: GUSTAVO FREITAS MARCELINO ADVOGADA: ISIS LÍDIA DA CRUZ PEREIRA ADVOGADA: LAILA SOARES REIS ADVOGADA: DENISE CRISTINA COSTA ADVOGADA: JOÉLIA DA SILVA RIBEIRO ADVOGADA: IRIS CRISTINA FERNANDES VIEIRA ADVOGADA: DANIELA BERTULANE FRANCO ADVOGADA: ROBERTA CATARINA GIACOMO ADVOGADA: THANIA ALMEIDA DE MIRANDA Recorrido: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL Desembargador Wander Marotta Protocolo: 514.059/2012 Vistos, etc.

Trata-se de representação proposta pelo Ministério Público Eleitoral em face de Fernando Resende Rath, Jeovane Leonardo Alves da Silva e da Coligação A Força do Povo de Novo, por alegada prática da conduta vedada prevista no art. 73, VI, b, da Lei nº 9.504/97.

O Juiz da 181ª Zona Eleitoral julgou parcialmente procedente o pedido, condenando os representados à pena de multa, bem como cassou o

registro de candidatura dos dois primeiros e declarou Fernando Resende Rath inelegível por 8 anos. Este Tribunal, por meio dos acórdãos de folhas 264 a 278 e 299 a 303, proveu em parte o recurso apresentado, para afastar a cassação do registro das candidaturas e a declaração de inelegibilidade, mantendo apenas a multa imposta. Fernando Resende Rath e Jeovane Leonardo Alves da Silva apresentam o recurso especial de folhas 310 a 325, com fundamento nos arts. 121, § 4º, I e II, da Constituição Federal, 276, I, a e b, do Código Eleitoral e 35, a, do Regimento Interno do Tribunal Superior Eleitoral. Os recorrentes alegam que a decisão do Tribunal foi proferida de forma equivocada, arbitrária e conflitante com decisões proferidas por outros tribunais pátrios, em casos idênticos, folha 316. Afirmam que o Prefeito candidato à reeleição tomou todo o cuidado para que a legislação fosse respeitada, tendo editado Decreto Municipal que regulamentou as condutas vedadas aos agentes públicos no período eleitoral, expondo de forma pormenorizada o que considerado ilícito pelas normas, inclusive a publicidade institucional. Dizem que julgaram que toda a propaganda institucional e notícias haviam sido removidas do site. Aduzem que o prestador de serviço responsável pela manutenção da página não atinou para a persistência das 03 (três) únicas notícias do site ora combatidas (fls. 16/26), aduzindo que tais notícias não causariam problemas uma vez que não faziam referência a pessoa do prefeito que não tinha ciência que as mesmas ainda estavam no sítio da Prefeitura Municipal, folha 317. Sustentam que das provas contidas nos autos restou incontestável que o Prefeito não tinha conhecimento de que as referidas notícias ainda se encontravam na internet. Alegam que não se pode presumir o prévio conhecimento do primeiro recorrente, notadamente quando a prova dos autos evidencia o contrário. Asseveram que a jurisprudência é pacífica no sentido da impossibilidade de se aplicar qualquer sanção ao suposto beneficiário com fundamento em presunção.

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Salientam que as propagandas foram lançadas no site antes do período eleitoral, quando o primeiro recorrente sequer era candidato à reeleição, e tampouco foram realizadas quaisquer atualizações após o período vedado, o que afasta qualquer denotação de cunho eleitoreiro das matérias. Entendem que nenhuma das veiculações tinha o intuito de beneficiar os recorrentes e que as mesmas eram informativas e de nítido interesse público. Por fim, citam julgados dos Tribunais Regionais Eleitorais do Ceará e do Rio Grande do Norte em que se entendeu que é necessária a prova do prévio conhecimento ou autorização por parte dos beneficiários da propaganda para que haja condenação. Requerem o conhecimento e o provimento do apelo, para que seja integralmente decotada a multa imposta.

A peça recursal de folhas 310 a 325 foi protocolada no prazo legal e está assinada por procuradora habilitada, folhas 38 e 68.

Este Tribunal, após análise das provas, assentou que houve veiculação de publicidade institucional em período vedado e, atendendo às circunstâncias fáticas e aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade, decotou as sanções de cassação de registro e inelegibilidade em razão da pouca gravidade da conduta, mantendo somente a pena de multa imposta aos recorrentes. Também restou consignado que o Prefeito, como chefe do Poder Executivo, é o gestor público e responde pela inobservância das normas, em especial as afetas à Administração Pública e à legislação eleitoral. Transcrevo do voto condutor do acórdão, folhas 274 e 275:

) (

irrelevante. Tratando-se de gestor público, chefe do Poder Executivo, não há como se esquivar da observância das normas em geral, em

especial, daquelas afetas à Administração Pública e à legislação eleitoral.

A existência de comando legal direcionada aos agentes públicos é clara no sentido de vedar publicidade institucional, durante os três meses

que antecedem o pleito, ressalvadas as hipóteses que não alcançam o presente caso. Assim, é desnecessário aferir, in casu, se a veiculação da matéria teve ou não a participação direta do Chefe do Poder Executivo Municipal, ora primeiro recorrente.

Acrescentam que, tão logo intimados da existência da referida divulgação no site eletrônico da municipalidade, procederam à imediata retirada. Em que pese ter sido retirado o sítio eletrônico do ar, em 29/8/2012, o que se comprova por meio da certidão de fls. 107, exarada pelo Secretário da Prefeitura, enquanto persistiu a indigitada veiculação da matéria, restou caracterizada a conduta vedada, devendo seus beneficiários suportarem os efeitos dela decorrentes por responderem pela conduta, ainda que sob a modalidade culposa. Do acima exposto, vê-se que a decisão impugnada está em consonância com o que decidido pelo Tribunal Superior Eleitoral no julgamento do REspe nº 35.445/SP, rel. Min. Arnaldo Versiani, DJE de 21.9.2009, uma vez que, ocorrida a divulgação de publicidade institucional no período vedado, há ilícito capaz de fundamentar a condenação do responsável pela Administração Pública, chefe do Poder Executivo. Representação. Art. 73, VI, b, da Lei nº 9.504/97. Publicidade institucional.

1. Há julgados do Tribunal Superior Eleitoral no sentido de que - independentemente do momento em que a publicidade institucional foi

autorizada - se a veiculação se deu dentro dos três meses que antecedem a eleição, configura-se o ilícito previsto no art. 73, VI, b, da Lei nº

os recorrentes alegam desconhecimento da manutenção de 3 (três) publicidades institucionais no site da Prefeitura. O argumento é

 

9.504/97.

( )

4.

Ainda que tenha ocorrido uma ordem de não veiculação de publicidade institucional no período vedado, não se pode eximir os

representados da responsabilidade dessa infração, com base tão somente nesse ato, sob pena de burla e conseqüente ineficácia da vedação estabelecida na lei eleitoral.

5. A despeito da responsabilidade da conduta vedada, o § 8º do art. 73 da Lei das Eleições expressamente prevê a possibilidade de imposição

de multa aos partidos, coligações e candidatos que dela se beneficiarem.

Agravo regimental desprovido.

Assim, incide, na espécie, a Súmula nº 83/STJ, não havendo argumentos nas razões recursais que permitam dar trânsito ao apelo. NÃO ADMITO o recurso especial de folhas 310 a 325. P.I. Belo Horizonte, 16 de julho de 2013. Desembargador ANTÔNIO CARLOS CRUVINEL

Presidente

RECURSO ELEITORAL Nº 1038-70.2012.6.13.0094 IBIAÍ-MG 94ª Zona Eleitoral (CORAÇÃO DE JESUS) Recorrente: SANDRA MARIA DA FONSECA CARDOSO ADVOGADO: HERBERT ALCÂNTARA FERREIRA ADVOGADA: GRAZIELE DE FÁTIMA SILVA ADVOGADO: FELLIPE SOARES LEAL Recorrido: JUSTIÇA ELEITORAL Juíza Alice de Souza Birchal Protocolo: 680.637/2012 Vistos, etc.

Sandra Maria da Fonseca Cardoso interpõe recurso especial, com fundamento nos arts. 121, § 4º, da Constituição Federal e 276, I, a e b, do Código Eleitoral, contra decisão deste Tribunal que negou provimento ao recurso interposto da sentença que desaprovou sua prestação de contas de campanha referente ao pleito de 2012.

A recorrente sustenta que a decisão do TRE/MG em não examinar os documentos juntados com a peça recursal, sob a alegação de preclusão,

diverge da interpretação de alguns Tribunais Eleitorais, folha 321. Diz que a análise dos documentos juntados tornava-se primordial para o esclarecimento dos fatos. Destaca que outros Tribunais Regionais Eleitorais entendem que é possível a entrega de documentos novos junto ao recurso eleitoral, pois, tratando-se de prestação de contas, o que se busca é a verdade real e a proteção ao interesse público, folha 323. Afirma que não houve unanimidade quanto à ocorrência de preclusão, tendo em vista a manifestação do Juiz Maurício Pinto Ferreira, no sentido de que o procedimento de novo exame das contas é possível. Assevera que a documentação apresentada permite a identificação da origem e da destinação de todos os recursos utilizados na campanha eleitoral e afasta, por conseguinte, as irregularidades apontadas. Pugna pela aplicação dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade.

Requer o conhecimento e provimento do recurso.

A peça recursal de folhas 318 a 330 foi protocolada no prazo legal e está subscrita por profissional habilitado, folhas 87 e 277.

Como consta do acórdão impugnado, a Corte deixou de analisar os documentos apresentados pela recorrente, sob alegação de preclusão, uma vez que entendeu como já concedida a Sandra Maria da Fonseca Cardoso a oportunidade de se defender nos autos e não se tratar de documentos novos.

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Nesse ponto, a recorrente alega dissídio entre a decisão recorrida e o que julgado pelos Tribunais Regionais Eleitorais do Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará e Alagoas. Nos paradigmas citados, afirma-se a possibilidade de juntada e exame de documentos na fase recursal das prestações de contas. Assim, considerando os argumentos lançados na peça recursal e os pressupostos de cabimento do recurso especial, vê-se que estão presentes elementos que permitem dar trânsito ao apelo. Ante o exposto, ADMITO-O. Encaminhem-se os autos ao Tribunal Superior Eleitoral. P.I. Belo Horizonte, 16 de julho de 2013. Desembargador ANTÔNIO CARLOS CRUVINEL Presidente

RECURSO ELEITORAL Nº 298-92.2012.6.13.0327 CAMPOS ALTOS-MG 327ª Zona Eleitoral (CAMPOS ALTOS) Recorrente: CLÁUDIO DONIZETE FREIRE Recorrente: COMITÊ FINANCEIRO MUNICIPAL ÚNICO Recorrente: PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO - PSD ADVOGADO: HENRIQUE MATHEUS MARIANI SOSSAI ADVOGADO: ODILON PEREIRA DE SOUZA ADVOGADA: ADRIANNA BELLI PEREIRA DE SOUZA ADVOGADA: GABRIELA BERNARDES DE VASCONCELLOS LOPES ADVOGADO: RAPHAELA APARECIDA NERY ADVOGADO: GABRIEL EUSTÁQUIO MAIA DA SILVA Recorrido: JUSTIÇA ELEITORAL Juiz Maurício Soares Protocolo: 689.777/2012 Trata-se de agravo interposto por Cláudio Donizete Freire, Comitê Financeiro Municipal Único e Diretório Municipal do PSD de Campos Altos contra a decisão de folhas 368 a 373, que não admitiu recurso especial apresentado em face de julgamento deste Tribunal, consubstanciado nos acórdãos de folhas 299 a 309 e 329 a 335. Tendo em vista o que consignado pela Corte Superior no julgamento do PA 144683-DF, DJE de 18.5.2012, determino que se processe o agravo nos presentes autos, nos termos do disposto do art. 544 do Código de Processo Civil, com a alteração advinda da Lei nº 12.322/2010. Após, encaminhem-se os autos ao Tribunal Superior Eleitoral. Publique-se. Belo Horizonte,16 de julho de 2013. Desembargador ANTÔNIO CARLOS CRUVINEL Presidente

RECURSO ELEITORAL Nº 1133-56.2012.6.13.0044 GUARACIAMA-MG 44ª Zona Eleitoral (BOCAIÚVA) Recorrente: FRANCISCO ADEVALDO SOARES PRAES ADVOGADO: GENILDO CARDOSO DE MOURA ADVOGADO: VICENTE SOARES DUARTE Recorrido: JUSTIÇA ELEITORAL Juiz Alberto Diniz Júnior Protocolo: 691.106/2012 Trata-se de agravo interposto por Francisco Adevaldo Soares Praes contra a decisão de folhas 214 a 217, que não admitiu recurso especial apresentado em face de julgamento deste Tribunal, consubstanciado no acórdão de folhas 186 a 191. Tendo em vista o que consignado pela Corte Superior no julgamento do PA 144683-DF, DJE de 18.5.2012, determino que se processe o agravo nos presentes autos, nos termos do disposto do art. 544 do Código de Processo Civil, com a alteração advinda da Lei nº 12.322/2010, com posterior encaminhamento dos autos ao Tribunal Superior Eleitoral. Publique-se. Belo Horizonte,16 de julho de 2013. Desembargador ANTÔNIO CARLOS CRUVINEL Presidente

RECURSO ELEITORAL Nº 629-07.2012.6.13.0220 PIUMHI-MG 220ª Zona Eleitoral (PIUMHI) Recorrente: MÁRCIO SILVA TERRA ADVOGADO: EMERSON DE OLIVEIRA ADVOGADO: MAURO CARLOS DE SOUZA ADVOGADO: GIOVANNI JOSÉ PEREIRA ADVOGADA: VALÉRIA LEMOS FERREIRA SILVA ADVOGADO: Elizabete Batista de Bastos ADVOGADO: Mariana de Carvalho Pires Mansur ADVOGADO: Luana Dias Souza ADVOGADO: ALINE TEODORO ROCHA ADVOGADO: Yuri Antonov Aguiar de Novais ADVOGADO: José Edivar Rodrigues Filho Recorrido: JUSTIÇA ELEITORAL Juíza Alice de Souza Birchal Protocolo: 650.506/2012 Trata-se de agravo de instrumento por Márcio Silva Terra, com fundamento no art. 544 do Código de Processo Civil, com redação dada pela Lei nº 12.322/2010, contra a decisão de folhas 92 a 94, que não admitiu recurso especial apresentado em face de julgamento deste Tribunal, consubstanciado no acórdão de folhas 73 a 78.

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Tendo em vista o que consignado pela Corte Superior no julgamento do PA 144683-DF, DJE de 18.5.2012, determino que se processe o agravo nos presentes autos, nos termos do disposto do art. 544 do Código de Processo Civil, com a alteração advinda da Lei nº 12.322/2010. Encaminhem-se os autos ao Tribunal Superior Eleitoral. Publique-se. Belo Horizonte,16 de julho de 2013. Desembargador ANTÔNIO CARLOS CRUVINEL Presidente

RECURSO CONTRA EXPEDIÇÃO DE DIPLOMA Nº 3-32.2013.6.13.0000 NOVO CRUZEIRO-MG 196ª Zona Eleitoral (NOVO CRUZEIRO) Recorrente: HÉRCULES ANTÔNIO BARRACK BISPO, 1º suplente ao cargo de Vereador ADVOGADO: ANDRÉ LUIZ PERUHYPE MAGALHÃES ADVOGADO: CARLOS EDUARDO PERUHYPE MAGALHÃES ADVOGADO: MARCO ANTÔNIO DELMONDES KUMAIRA ADVOGADO: GLAUBER FERRAZ TEIXEIRA ADVOGADO: LUIZ DE SOUZA GOMES ADVOGADO: THIAGO BARBOSA NEUMANN ADVOGADO: FRANCISCO RAUL ALVES SANTOS ADVOGADO: IGOR LIMA COUY Recorrido: VALDEI BATISTA DE FREITAS, eleito Vereador ADVOGADO: MAURO JORGE DE PAULA BOMFIM ADVOGADA: ANA ANGÉLICA OTTONI ADVOGADO: JOÃO FRANCISCO DA SILVA ADVOGADO: RODRIGO SILVA MORAIS Juiz Maurício Soares Protocolo: 816.187/2012 Trata-se de agravo interposto por Valdei Batista de Freitas contra a decisão de folhas 139 e 140, que não admitiu recurso especial apresentado em face de julgamento deste Tribunal, consubstanciado nos acórdãos de folhas 72 a 85 e 112 a 116. Tendo em vista o que consignado pela Corte Superior no julgamento do PA 144683-DF, DJE de 18.5.2012, determino que se processe o agravo nos presentes autos, nos termos do disposto do art. 544 do Código de Processo Civil, com a alteração advinda da Lei nº 12.322/2010. Intime-se o agravado para, querendo, apresentar contrarrazões no prazo legal. Após, encaminhem-se os autos ao Tribunal Superior Eleitoral. Publique-se. Belo Horizonte,16 de julho de 2013. Desembargador ANTÔNIO CARLOS CRUVINEL Presidente

RECURSO ELEITORAL Nº 1227-83.2012.6.13.0244 NOVORIZONTE-MG 244ª Zona Eleitoral (SALINAS) Recorrente: ARLEY COSTA MENDES ADVOGADO: PAULO REIS DE OLIVEIRA ADVOGADO: MARCELO LOIOLA RUAS ADVOGADO: EDILBERTO CASTRO ARAÚJO Recorrido: JUSTIÇA ELEITORAL Juiz Maurício Pinto Ferreira Protocolo: 683.815/2012 Trata-se de agravo de instrumento interposto por Arley Costa Mendes, com fundamento no art. 279 do Código Eleitoral, contra a decisão de folhas 351 a 354, que não admitiu recurso especial apresentado em face de julgamento deste Tribunal, consubstanciado no acórdão de folhas 319 a 323. Tendo em vista o que consignado pela Corte Superior no julgamento do PA 144683-DF, DJE de 18.5.2012, determino que se processe o agravo nos presentes autos, nos termos do disposto do art. 544 do Código de Processo Civil, com a alteração advinda da Lei nº 12.322/2010. Encaminhem-se os autos ao Tribunal Superior Eleitoral. Publique-se. Belo Horizonte,16 de julho de 2013. Desembargador ANTÔNIO CARLOS CRUVINEL Presidente

RECURSO ELEITORAL Nº 410-11.2012.6.13.0085 CONGONHAS-MG 85ª Zona Eleitoral (CONGONHAS) Recorrente: DELCIO GERALDO DA MATA ADVOGADO: SÉRGIO LUIS MOURÃO ADVOGADO: LUIZ FERNANDO CATIZANE SOARES ADVOGADA: KARINA KRISTIAN DE AZEVEDO ADVOGADO: MARIS TELA SEABRA DA MATA Recorrido: JUSTIÇA ELEITORAL Juiz Maurício Soares Protocolo: 625.247/2012 Trata-se de agravo interposto por Delcio Geraldo da Mata contra a decisão de folhas 185 a 187, que não admitiu recurso especial apresentado em face de julgamento deste Tribunal, consubstanciado nos acórdãos de folhas 153 a 156 e 168 a 172. Tendo em vista o que consignado pela Corte Superior no julgamento do PA 144683-DF, DJE de 18.5.2012, determino que se processe o agravo nos presentes autos, nos termos do disposto do art. 544 do Código de Processo Civil, com a alteração advinda da Lei nº 12.322/2010, com posterior encaminhamento dos autos ao Tribunal Superior Eleitoral. Publique-se. Belo Horizonte, 16 de julho de 2013.

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Desembargador ANTÔNIO CARLOS CRUVINEL

Presidente

RECURSO ELEITORAL Nº 683-26.2012.6.13.0267 SOBRÁLIA-MG 267ª Zona Eleitoral (TARUMIRIM) Recorrente: RODRIGO DO CARMO DAMASCENA ADVOGADO: MATEUS OLIVEIRA DAMASCENA ADVOGADO: ALEXANDRE MALVAR ADVOGADO: MAURO JORGE DE PAULA BOMFIM Recorrido: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL Desembargador Paulo Cézar Dias Protocolo: 685.161/2012 Vistos, etc. Rodrigo do Carmo Damascena, com fundamento no art. 105, III, a e c, da Constituição Federal, apresenta recurso especial contra decisão deste Tribunal que negou provimento ao apelo interposto da sentença que desaprovou sua prestação de contas de campanha referente ao pleito de 2012. Sustenta, preliminarmente, nulidade do aresto impugnado por violação ao art. 275 do Código Eleitoral, sob alegação de que os embargos declaratórios não aclararam os pontos controversos questionados. Cita julgados do Superior Tribunal de Justiça que declararam a nulidade de acórdãos que não responderam a embargos declaratórios, fazendo retornar os autos aos tribunais de origem.

No mérito, alega que indícios de arrecadação de recursos sem a emissão de recibos eleitorais não são suficientes para a rejeição das contas

do candidato.

Acrescenta que o vício tem de ser aberrante para a reprovação das contas, o que não é o caso em tela, folha 179. Afima que o acórdão recorrido deve ser reformado para aprovar, com ressalvas, as suas contas, tendo em vista violação aos arts. 30, II, e § 2º da Lei nº 9.504/97, bem como ao art. 38 da Resolução TSE nº 23.217/2010, uma vez que houve a prática de EXCESSO DE RIGORISMO FORMAL, folha 182. Assevera que insignificante defeito formal que não compromete a essência da arrecadação e da prestação de contas não deve reclamar da parte do Poder Judiciário que houve descumprimento da lei, posto conspirar contra o princípio da efetividade aplicável ao processo, folha 182. Aduz que os temas estão devidamente prequestionados.

Requer o conhecimento e provimento do apelo, acolhendo-se a preliminar de nulidade do acórdão para que outro seja proferido, e, no mérito, para reformar a decisão recorrida e aprovar as contas, ainda que com ressalvas.

A

peça recursal de folhas 172 a 186 foi protocolada dentro do prazo legal e está assinada por procurador habilitado, folha 127.

O

recorrente argúi, em sede de preliminar, nulidade do acórdão dos embargos de declaração por violação ao art. 275, I e II, do Código

Eleitoral. Da leitura das razões, verifica-se que a alegação do recorrente diz respeito a omissão sobre indícios de arrecadação de recursos sem emissão de recibos eleitorais que não seriam suficientes para a rejeição das contas do candidato.

Contudo, verifica-se que o Tribunal, por meio de decisão fundamentada, tratou detalhadamente da matéria. Extrai-se do acórdão, folhas 165 e

166:

O acórdão embargado apresentou devidamente os fundamentos pelos quais se mostrava inadequada a reforma da sentença a quo, deixando

claro que as incongruências e contradições constantes da prestação de contas de Rodrigo do Carmo Damascena não consistiam em meros erros formais ou materiais corrigidos, mas em alterações substanciais que colocavam em dúvida a própria confiabilidade e transparência das contas apresentadas à Justiça Eleitoral.

Dessa forma, assim como claramente exposto no acórdão, despojado de quaisquer omissões, contradições ou obscuridades, descabia falar

em aprovação com ressalvas, na forma prevista no art. 30, inciso II, c/c o § 2º da Lei nº 9.504/1997, sendo devida a desaprovação, nos termos

do art. 30, inciso III, assim como constou no dispositivo da sentença recorrida, à fl. 113.

A fim de que não haja dúvidas quanto às irregularidades que ensejaram a desaprovação da prestação de contas do candidato, matéria essa

submetida a este Tribunal por meio de recurso interposto pelo embargante e integralmente apreciada no acórdão ora embargado, transcrevo trechos do aresto, do qual figurei como Relator consignado:

(

)

O

DES. PAULO CÉZAR DIAS - Ouso divergir da eminente Relatora para negar provimento ao recurso, acompanhando, assim, o parecer da

douta Procuradoria Regional Eleitoral. Ao compulsar os autos, verifiquei a correção da sentença de fls. 112-114, que desaprovou as contas do candidato, pois as irregularidades que macularam a prestação de contas sob análise não se restringiram a um mero erro formal na apresentação de recibos eleitorais.

A verdade é que o candidato, ao apresentar a sua prestação de contas de fls. 5-26, declarou haver arrecado em sua campanha recursos no

montante total de R$4.290,00 (quatro mil duzentos e noventa reais), sendo a maior parte dessa quantia referente a recursos estimáveis em dinheiro. Declarou, ainda, que não havia utilizado os recibos eleitorais de numeração terminada em 9, 10, 15, 16, 17, 18, 19 e 20 (fl. 7). Entretanto, o órgão técnico de 1ª instância da Justiça Eleitoral identificou, às fls. 29-30, algumas incongruências nas informações prestadas, entre elas a incompatibilidade entre os recursos próprios estimáveis em dinheiro doados para a campanha - informados na prestação de contas - e os declarados no registro de candidatura -, a declaração de recebimento de recursos do Fundo Partidário sem que o partido do candidato houvesse recebido tais recursos por meio de repasse, além da declaração de doação de recursos de outros candidatos sem que tais candidatos houvessem declarado em suas respectivas prestações de contas tais doações.

Todavia, ao apresentar sua prestação de contas retificadora, o candidato não se restringiu a corrigir os equívocos apontados e a esclarecer as impropriedades, declarando, naquela nova oportunidade, haver movimentado em sua campanha o total de R$8.270,00 (oito mil duzentos e setenta reais) em recursos (fl. 48), passando a dizer ter utilizado, sim, os recibos eleitorais terminados em 9, 10, 15 e 20 (fl. 42), referentes a doações, assim identificadas:

) (

Ora, a meu ver restou clara a pouca confiabilidade das contas apresentadas, não se demonstrando a transparência exigida pela Justiça Eleitoral.

A entrega dos recibos eleitorais juntamente com a prestação de contas final, mesmo dos recibos não utilizados, tem como razão de ser

exatamente evitar que se maquie indevidamente a verdadeira arrecadação de recursos e realização de gastos efetuados nas campanhas eleitorais.

É por isso que tanto a Lei nº 9.5047/1997 quanto a Resolução nº 23.376/2012/TSE conferem tamanho rigor aos recibos eleitorais. Da

resolução extraio os seguintes dispositivos:

) (

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Assim, muito embora não se possa presumir a má-fé, verdade é que o candidato, além de não apresentar os recibos eleitorais mencionados na prestação de contas final, também não declarou os respectivos recursos e gastos mencionados, estando correta a decisão recorrida. (fls. 146- 149, d.a.)

O recurso especial foi interposto com base no art. 105, III, a e c, da Constituição Federal. Contudo, da leitura das razões recursais, extrai-se

que o recorrente não apresentou argumentos que autorizem o trânsito do especial por alegada violação à lei ou divergência jurisprudencial, limitando-se apenas a reiterar que insignificante defeito formal não compromete a essência da arrecadação e da prestação de contas.

Ante o exposto, considerando não preenchidos os requisitos exigidos pela norma de regência, NÃO ADMITO o recurso. P.I. Belo Horizonte, 16 de julho de 2013. Desembargador ANTÔNIO CARLOS CRUVINEL

Presidente

RECURSO ELEITORAL Nº 1238-86.2012.6.13.0091 CONTAGEM-MG 91ª Zona Eleitoral (CONTAGEM) Recorrente: JERSON BRAGA MAIA, eleito Vereador ADVOGADA: LUCIANA DINIZ NEPOMUCENO ADVOGADA: RENATA OLIVEIRA FAJARDO REIS ADVOGADA: CHRISTIANE DE OLIVEIRA SILVEIRA FERREIRA ADVOGADA: ISABELLE MARIA GOMES FAGUNDES ADVOGADO: FELIPE ROSSI RODRIGUES DA COSTA ADVOGADA: LAYSA QUEIROZ SANTOS Recorrido: ROBERT COSTA MIRANDA, candidato a Vereador, não eleito ADVOGADO: ANDRÉ LUIZ DA SILVA ADVOGADO: MAURO JORGE DE PAULA BOMFIM Juiz Maurício Pinto Ferreira Protocolo: 772.914/2012 Vistos, etc. Em exame, recurso especial manifestado por Robert Costa Miranda contra decisão deste Tribunal, consubstanciada nos acórdãos de folhas 246 a 257 e 270 a 273, por meio dos quais foi dado provimento ao apelo interposto em face de sentença que, julgando procedente representação fundada no art. 41-A da Lei nº 9.504/97 ajuizada pelo ora recorrente contra Jerson Braga Maia - candidato eleito ao cargo de Vereador à Câmara Municipal de Contagem no pleito de 2012 - cominou ao recorrido as penas de cassação do respectivo diploma e multa no valor de R$1.000,00 Ufirs. Ao julgado deste Tribunal, proferido à unanimidade de votos, lavrou-se a seguinte ementa, folha 246:

Recurso Eleitoral. Ação de Investigação Judicial Eleitoral. Abuso de poder econômico. Captação ilícita de sufrágio. Ação julgada procedente. Diploma cassado. Aplicação de multa. Agravo retido. Indeferimento de contradita

O apontamento da existência de indícios de interesse da testemunha na vitória dos adversários políticos do Recorrente, não enfrenta a

consciência judicante de que desmotivado o impedimento ou a suspeição dela.

Negado provimento.

Mérito.

As provas coligidas não mostraram a necessária suficiência para comprovação da suposta captação ilícita de sufrágio atribuída ao Recorrente.

A pretendida compra de votos não se revelou clara diante das provas que foram produzidas.

Recurso a que se dá provimento, reformando a sentença recorrida e suprimindo todas as sanções aplicadas ao Recorrente.

Nas razões recursais oferecidas, afirma-se, preliminarmente, que o acórdão desta Casa enseja violação aos arts. 275, I e II, do Código Eleitoral

e 2º, do Código Processual Civil, ao entendimento de que o eg. Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais não laborou com o costumeiro

acerto, uma vez que, ao contrário do que afirmado no acórdão recorrido, a prática ilícita levada a efeito pelo recorrido restou devidamente demonstrado, não havendo qualquer dúvida a respeito, haja vista que tudo se provou, folha 280. Sustenta-se que a oposição dos embargos declaratórios objetivou obter pronunciamento da Corte acerca da apreciação das provas que foram apresentadas, e quanto à aplicação das normas que disciplinam a matéria em questão, folha 281, ocorrendo, contudo, que, a par de persistir com as apontadas omissões, o acórdão recorrido desconsiderou por completo as bem lançadas conclusões do MM. Juiz de primeiro grau, folha 286. Procede-se à reprodução de trecho de dita decisão, aduzindo-se que aquele que teve contato direto com a produção das provas foi muito seguro em confirmar a ocorrência do ilícito cometido, folha 281. Quanto ao mérito, aponta-se existência de ofensa ao art. 41-A da Lei das Eleições, sob a assertiva de estar satisfatoriamente demonstrado nos autos a conduta ilícita do Vereador Jerson Braga Maia, caracterizada pelo oferecimento, em 7.10.2012, da quantia de R$50,00 (cinquenta reais) a determinada eleitora em troca do voto.

Quanto ao ponto, anota-se que os depoimentos constantes dos autos, colhidos tanto na fase pericial ou quando prestados perante o Juízo

Eleitoral constituem documentação segura do cometimento da ilicitude tipificada no dispositivo legal em tela e que, diversamente do que

)

consignado pela decisão recorrida, não paira qualquer sombra de dúvidas sobre o ocorrido, (

questões periféricas que não distorcem o centro da questão, folha 282. Citam-se ementas de julgados da Corte Superior relativos a julgamentos de representação por captação ilegal de votos, nas quais se têm registrado: a força probante da prova testemunhal na apuração da prática; a desnecessidade de que venha influir o resultado do pleito e a indispensabilidade de existência de prova robusta das condutas tipificadas na norma, expondo-se o entendimento de que o caso em exame amolda-se às hipóteses descritas.

Pede-se a admissão, processamento e remessa do recurso à apreciação do Tribunal Superior Eleitoral, da qual se aguarda o respectivo provimento.

A certidão de folha 275 atesta a publicação do acórdão relativo aos embargos declaratórios no DJE-MG de 2.7.2013; é, portanto, tempestiva a

manifestação recursal de folhas 279 a 287, apresentada no dia 5 subsequente por procurador regularmente constituído, folhas 8 e 241.

Cumpre registrar, de início, que a leitura atenta dos acórdãos que constituem a decisão recorrida não reflete a atribuída violação ao art. 275, I e

II, do Código Eleitoral e, menos ainda, à disposição contida no art. 2º do CPC, tratando-se, quanto a este, de alegação inoportunamente trazida

a exame por via das razões do presente recurso especial, o que faz incidir ao caso o enunciado das Súmulas nos 211/STJ e 356/STF. Infere-se do julgamento a ocorrência de criterioso exame de toda a documentação probatória trazida aos autos, disso resultando decisão proferida consoante a legislação aplicável e com expressa demonstração das razões que conduziram à conclusão atingida. Colhe-se dos autos, folhas 255 a 257:

( )

)

sendo as apontadas divergências, (

Diário da Justiça Eletrônico - Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001 de 24.8.2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado no endereço eletrônico http://www.tre-mg.jus.br

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Frisa-se, assim, que a autoridade policial em voga concluiu pela inexistência de prova do fato em análise, em razão das contradições nos depoimentos colhidos, bem como de não terem encontrado qualquer quantia em dinheiro com o recorrente ou em seu veículo. ( )

Ademais, as declarações das duas testemunhas, seja em Juízo, seja perante a autoridade policial, quanto aos fatos que se seguiram à suposta proposta de compra de votos, estão repletas de contradições e incoerências: uma declara ter ficado praticamente o tempo todo na companhia da outra, se afastando por no máximo cinco minutos, enquanto a outra afirma que a Sra. Roberta teria se ausentado por uma hora; uma fala que a Polícia teria sido acionada imediatamente, enquanto a outra diz que foi votar enquanto a Sra. Roberta teria ido procurar a Polícia, que não teria sido encontrada prontamente; e outros desacordos. Infere-se, portanto, que não existe sustentáculo seguro para dar acolhimento à pretensão do recorrido, uma vez que não restou clara a configuração do ilícito em questão, não havendo comprovação inequívoca do fato vergastado. Em face de tais fundamentos, ressai, como dito, que os Julgadores deste Tribunal, diante da documentação constante dos autos e conforme seu convencimento, assentaram a inexistência de demonstração cabal da tipicidade da conduta do recorrido, nos termos do art. 41-A da Lei nº

9.504/97.

o fundamento do acórdão passa pela não demonstração da captação ilícita de

Por outro lado, se, como afirmado pelo próprio recorrente, (

sufrágio, trata-se de conclusão atingida mediante análise que, como demonstra o registro taquigráfico do julgamento, não se furtou ao pronunciamento sobre o que contêm os autos. A nosso juízo, a argumentação recursal declinada demonstra a insatisfação do recorrente com decisão que lhe foi desfavorável mas que, isenta dos vícios que lhe são atribuídos, não é passível de reexame pela Superior Instância, sob pena de incorrer-se em revolvimento do acervo probatório, obstado por reiterado pronunciamento jurisprudencial - Súmulas nos 7/STJ e 279/STF.

Isto posto, ausentes quaisquer dos requisitos autorizadores da submissão do presente recurso especial à Corte Superior - art. 276, I, a e b, CE

-, NÃO O ADMITO.

P. I. Belo Horizonte, 16 de julho de 2013. Desembargador ANTÔNIO CARLOS CRUVINEL Presidente

)

RECURSO ELEITORAL Nº 1204-40.2012.6.13.0244 NOVORIZONTE-MG 244ª Zona Eleitoral (SALINAS) Recorrente: ELOIDES OLIVEIRA FERREIRA ADVOGADO: PAULO REIS DE OLIVEIRA ADVOGADO: MARCELO LOIOLA RUAS ADVOGADO: EDILBERTO CASTRO ARAÚJO ADVOGADA: CYNTHIA AMARO MAMEDE MADUREIRA ADVOGADA: ADRIANA DE FÁTIMA GOMES PINTO Recorrido: JUSTIÇA ELEITORAL Juíza Alice de Souza Birchal Protocolo: 644.642/2012 Trata-se de agravo de instrumento interposto por Eloídes Oliveira Ferreira contra a decisão de folhas 137 a 138, que não admitiu recurso especial apresentado em face de julgamento deste Tribunal, consubstanciado no acórdão de folhas 113 a 116. Tendo em vista o que consignado pela Corte Superior no julgamento do PA nº 144683-DF, DJE de 18.5.2012, determino que se processe o agravo nos presentes autos, nos termos do disposto no art. 544 do Código de Processo Civil, com a alteração advinda da Lei nº 12.322/2010, com posterior encaminhamento ao Tribunal Superior Eleitoral. Publique-se. Belo Horizonte, 16 de julho de 2013. Desembargador ANTÔNIO CARLOS CRUVINEL Presidente

RECURSO ELEITORAL Nº 344-23.2012.6.13.0217 PORTO FIRME-MG 217ª Zona Eleitoral (PIRANGA) Recorrente: COLIGAÇÃO TODOS UNIDOS PARA UM FUTURO MELHOR ADVOGADA: CRISTINA MOREIRA CAMPOS ADVOGADO: BERNARDO CESÁRIO E MOTTA CORTEZ ADVOGADO: LEONARDO PINTO ADVOGADO: RENAN IGNACHITI CACILHAS Recorrido: JOSÉ GODOY GONÇALVES MAIA, eleito Prefeito ADVOGADO: TARSO DUARTE DE TASSIS Recorrido: REGINALDO BARBOSA GONÇALVES, eleito Vice-Prefeito Recorrido: RENATO SANTANA SARAIVA, atual Prefeito ADVOGADO: RANDOLPHO MARTINO JÚNIOR ADVOGADO: ROGÉRIO MENDES GOMES ADVOGADO: RODRIGO VIANA SARAIVA Juíza Alice de Souza Birchal Protocolo: 438.878/2012 Trata-se de agravo de instrumento interposto pela Coligação "Todos Unidos Para um Futuro Melhor" contra a decisão de folhas 252 a 255,

que não admitiu recurso especial apresentado em face de julgamento deste Tribunal, consubstanciado nos acórdãos de folhas 169 a 182 e 202

a 208.

Tendo em vista o que consignado pela Corte Superior no julgamento do PA nº 144683-DF, DJE de 18.5.2012, determino que se processe o agravo nos presentes autos, nos termos do disposto no art. 544 do Código de Processo Civil, com a alteração advinda da Lei nº 12.322/2010.

Intimem-se os agravados para, querendo, apresentarem contrarrazões no prazo legal. Após, encaminhem-se os autos ao Tribunal Superior Eleitoral. Publique-se. Belo Horizonte, 16 de julho de 2013. Desembargador ANTÔNIO CARLOS CRUVINEL Presidente

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Belo Horizonte, quinta-feira, 18 de julho de 2013

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PRESTAÇÃO DE CONTAS Nº 138-15.2011.6.13.0000 BELO HORIZONTE-MG Interessado: PARTIDO TRABALHISTA DO BRASIL - PT DO B ADVOGADA: CAMILA SOARES DE OLIVEIRA Desembargador Wander Marotta Protocolo: 88.616/2011 Vistos, etc. Tendo em vista o parecer conclusivo de fls. 531-537, pela aprovação com ressalvas das contas apresentadas pelo PT do B, intime-se o partido para que se manifeste no prazo de 72 horas, nos termos do art. 24, § 1º, da Resolução nº 21.841/2004/TSE. Após, volvam-me os autos novamente conclusos. Publique-se. Intime-se. Belo Horizonte, 17 de julho de 2013. DESEMBARGADOR WANDER MAROTTA Relator

RECURSO CRIMINAL Nº 47-71.2011.6.13.0016 ARAGUARI-MG 16ª Zona Eleitoral (ARAGUARI) Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL, 1º e 5 º recorrente Recorrente: LUCIANO ROSA ALVES, 2º recorrente ADVOGADA: RÚBIA CALIL ROSA LEMOS ARAÚJO Recorrente: LIMÍRIO MARTINS PARREIRA, 3º recorrente ADVOGADA: RÚBIA CALIL ROSA LEMOS ARAÚJO Recorrente: VALDEIR MOTA DE SOUSA, 4º recorrente ADVOGADO: RAFAEL EUSTÁQUIO BRASILEIRO ADVOGADO: BRUNO MENDES FERREIRA DE FREITAS Recorrido: LUCIANO ROSA ALVES, 1º recorrido Recorrido: LIMÍRIO MARTINS PARREIRA, 1º recorrido Recorrido: STENER MONTES MACHADO, 1º recorrido DATIVO: DANILO CARDOSO LAUTON ADVOGADO: DEFENSOR DATIVO Recorrido: ANTÔNIO FILHO DE OLIVEIRA, 1º recorrido DATIVO: DANILO CARDOSO LAUTON ADVOGADO: DEFENSOR DATIVO Recorrido: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL, 2º, 3º e 4º recorrido Recorrido: VALDEIR MOTA DE SOUSA, 5º recorrido Juiz Carlos Alberto Simões de Tomaz Protocolo: 79.908/2011 Recurso Eleitoral n. 47-71.2011.6.13.0016 Relator: Juiz Carlos Alberto Simões de Tomaz DESPACHO

Expeça-se carta de ordem para que o MM. Juiz Eleitoral proceda à intimação pessoal de Valdeir Mota de Souza para apresentar contrarrazões, conforme requerido pelo Procurador Regional Eleitoral.

P. I.

Belo Horizonte, 17 de julho de 2013.

Juiz Carlos Alberto Simões de Tomaz Relator

AÇÃO PENAL Nº 1264-66.2012.6.13.0000 BELO HORIZONTE-MG Denunciante: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL Denunciado: DURVAL ÂNGELO ANDRADE ADVOGADO: REINALDO XIMENES CARNEIRO ADVOGADA: CLÁUDIA PERIARD PRESSATO CARNEIRO ADVOGADO: ALOYSIO FERNANDES XIMENES CARNEIRO ADVOGADA: EDILENE LÔBO Juiz Carlos Alberto Simões de Tomaz Protocolo: 604.408/2012

DESPACHO Expeça-se carta de ordem ao juízo eleitoral de Mutum para que comprove se houve intimação dos advogados do denunciado, quando da oitiva da testemunha, Tarcízio Pedro Carlos (fls. 667). Caso negativo, solicite-se ao Juiz Eleitoral que proceda novamente à oitiva da referida testemunha, intimando-se os advogados do denunciado para, se quiserem, se fazerem presentes na audiência. Após, aguardem-se os autos em Secretaria até sejam ouvidas as testemunhas restantes do Ministério Público Eleitoral.

P. I.

Belo Horizonte, 17 de julho de 2013. Juiz Carlos Alberto Simões de Tomaz

Relator

Protocolo: 202.484/2013 FORMIGA-MG VEREADOR ARNALDO GONTIJO Protocolo n. 202.484/2013 Relator: Juiz Carlos Alberto Simões de Tomaz DESPACHO

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Trata-se de notícias de denúncias com o Prefeito Municipal de Formiga enviadas a este Relator por Arnaldo G. de Freitas. Encaminhem-se a petição e documentos ao ilustre Procurador Regional Eleitoral para tomar as providências que e se julgar necessárias. P. I. Belo Horizonte, 17 de julho de 2013. Juiz Carlos Alberto Simões de Tomaz

Relator

RECURSO ELEITORAL Nº 917-57.2012.6.13.0283 GONZAGA-MG 283ª Zona Eleitoral (VIRGINÓPOLIS) Recorrente: JÚLIO MARIA DE SOUSA, candidato a Prefeito, eleito Recorrente: VANDER DOS SANTOS PINTO, candidato a Vice-Prefeito, eleito ADVOGADO: DIOGO DE SOUZA CARVALHO ADVOGADO: JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FILHO ADVOGADO: JOSÉ SAD JÚNIOR ADVOGADO: RODRIGO ROCHA DA SILVA ADVOGADO: THIAGO NAVES ADVOGADO: IGOR BRUNO SILVA DE OLIVEIRA ADVOGADO: BRUNO DE MENDONÇA PEREIRA CUNHA Recorrente: EFIGÊNIA MARIA MAGALHÃES, ex-Prefeita ADVOGADO: FABIANO BATISTA CORRÊA Recorrido: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL Assistente Recorrido: COLIGAÇÃO GONZAGA DE TODOS NÓS ADVOGADO: BRUNO TOMAZ MADEIRA ADVOGADO: WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA ADVOGADO: MATEUS DE MOURA LIMA GOMES ADVOGADA: ANA CAROLINA DINIZ DE MATOS ADVOGADA: ISABELLE MARIA GOMES FAGUNDES DE SÁ ADVOGADO: MATHEUS SILVA CAMPOS FERREIRA ADVOGADA: LAYSA QUEIROZ SANTOS ADVOGADO: ANDRÉ LUIZ MARTINS LEITE ADVOGADO: DIOGO ALBERNAZ DIAS VIEIRA ADVOGADO: PEDRO HENRIQUE ROCHA SILVA FIALHO Juiz Alberto Diniz Júnior Protocolo: 531.148/2012

I

Vistos etc.

O Ministério Público Eleitoral, inconformado com o acórdão de fls. 608/630, deste Tribunal, interpõe recurso especial para o c. Tribunal

Superior Eleitoral, com fundamento nos arts. 121, § 4º, I, da Constituição Federal e 276, I, a, do Código Eleitoral.

Cuidam os autos de ação de investigação judicial eleitoral proposta pelo ora recorrente em face de Júlio Maria de Sousa e Vander dos Santos Pinto, então candidatos aos cargos de Prefeito e Vice-Prefeito, bem como de Efigênia Maria Magalhães, alcaide, à época, do Município de Gonzaga, nos termos dos arts. 22 da Lei Complementar nº 64/90 e 73 da Lei nº 9.504/97, imputando-lhes a prática de ato de abuso de poder político e conduta vedada a agente público.

O MM. Juiz Eleitoral de 1º grau julgou parcialmente procedentes os pedidos para cassar os diplomas de Júlio Maria de Sousa e Vander dos

Santos Pinto, declarando todos os investigados inelegíveis pelo prazo de 8 (oito) anos. O Tribunal rejeitou preliminares, afastou a decadência e, no mérito, deu provimento aos recursos interpostos contra o r. decisum, por meio de acórdão assim ementado:

¿Recursos eleitorais. Ação de investigação judicial eleitoral - AIJE. Abuso de poder político/autoridade. Conduta vedada a agente público. Procedência parcial. Cassação de diploma. Declaração de inelegibilidade. Eleições 2012. Prefeito e Vice-prefeito eleitos. PRELIMINAR. Ausência de pressuposto de constituição e desenvolvimento válido da relação processual. Argumento de que está ausente no pólo passivo agentes públicos responsáveis pela prática irregular. Improcedência do argumento. Citação válida de todos os sujeitos processuais a quem foram atribuídas práticas ilícitas na petição inicial. Rejeitada. PRELIMINAR. Ofensa ao princípio à ampla defesa. Argumento de que houve `atropelamento do rito processual¿ quanto à admissão de assistente e de que houve surpresa em audiência de instrução e julgamento. Improcedência do argumento. Sequer as partes manifestaram seu inconformismo com a decisão proferida pelo Juízo Eleitoral ou alegaram as questões processuais, quais sejam, de que houve a preclusão para apresentação de testemunhas pelas partes e que não foi seguido o rito previsto para o incidente processual da assistência. Ocorreu preclusão também para aqueles que recorrem, pois apenas consignou-se, em ata, que não tinham conhecimento da decisão da assistência, mas, naquele momento, não apresentaram pedido de reforma da decisão interlocutória anteriormente proferida pelo magistrado. Inexistência também de prejuízo para a parte que formulou perguntas às testemunhas arroladas pelo assistente. Rejeitada. PREJUDICIAL DE MÉRITO. Decadência. Argumento de que houve ausência de presidente de órgão do poder legislativo no pólo passivo da

demanda. O argumento não procede, pois não há que se falar em litisconsórcio necessário. Inexistência de atribuição de prática ilícita por parte

do presidente de órgão do poder legislativo.

Rejeitada. MÉRITO. Abuso de poder político não caracterizado em razão de vinculação de evento político a evento de campanha eleitoral apto a causar desequilíbrio nas eleições, tendo como beneficiários candidatos a Prefeito e o Vice-prefeito. Prova inconsistente. Recursos providos." Os embargos de declaração opostos pela Coligação "Gonzaga de Todos Nós" foram rejeitados. Sustenta o recorrente que o órgão julgador, ao deixar de aplicar aos investigados as respectivas sanções pela prática de abuso de poder político, devidamente comprovada nos autos, negou vigência ao art. 22 da Lei Complementar nº 64/90. Afirma que o Tribunal ¿afasta a caracterização do abuso de poder político através da análise da presença de potencialidade lesiva, o que foi expressamente extirpado do texto legal" . (fls. 773)

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Alega que após as alterações havidas na Lei das Inelegibilidades, pela Lei Complementar nº 135/2010, o critério da potencialidade lesiva cedeu espaço à análise da gravidade da conduta, conforme se depreende do art. 22, inciso XVI, da LC nº 64/90. Assevera que a simples leitura da decisão recorrida demonstra a ocorrência dos fatos narrados na exordial. Diz que a organização do evento ¿pela então prefeita Efigênia em homenagem ao Deputado Diniz Pinheiro, realizada em virtude do auxílio prestado para a consecução de verba para construção de escola pública, imediatamente após a realização de ato de campanha dos candidatos Julio e Wander que contou com a participação do Deputado é o que, de fato, caracteriza o abuso de poder político" . (fls. 776) Salienta que a conduta imputada aos investigados reveste-se de gravidade suficiente para justificar a aplicação das sanções previstas no art. 22, XIV, da LC nº 64/90 e acrescenta que a ampla margem de votos obtidos reforça o entendimento de que os então candidatos, Júlio e Wander, foram beneficiados pelo abuso de poder político. Por essas razões requer o processamento do recurso especial e o encaminhamento dos autos à Superior Instância.

O d. Procurador Regional Eleitoral foi intimado do acórdão proferido no julgamento dos embargos em 1º.07.2013 (fls. 764 v.). É tempestivo o

recurso especial interposto em 2.07.2013 (fls. 766). Não merece prosperar a alegação de negativa de vigência ao art. 22 da Lei Complementar nº 64/90.

Ao afastar o abuso de poder, o órgão julgador não se baseou unicamente na ausência de potencialidade lesiva da conduta para influir no resultado do pleito, tendo considerado também as demais peculiaridades do caso concreto, extraídas do conjunto probatório. Das razões de decidir constantes do acórdão embargado extrai-se que a conduta imputada aos investigados não se revestiu de gravidade suficiente para afetar a legitimidade do pleito, não se configurando, in casu, o abuso de poder político.

A propósito, transcrevo os seguintes excertos da decisão embargada:

¿Assim sendo, não ficou configurado abuso de poder político, diante de fato corriqueiro em eleições municipais, mormente em municípios interioranos, onde a visita de autoridades, nessas ocasiões de sufrágio eleitoral, se faz presente. ( ) Enfim, a visita do Presidente da Assembléia não é um ato vedado, o número de votos obtido pelo candidato impressiona pela maioria que obteve e o evento não teve essa importância do ponto de vista de abuso de poder, do que seria abuso de poder político ou econômico para influenciar no pleito." (fls. 628/629 e 630)

Logo, o entendimento do Tribunal não desbordou do disposto no inciso XVI do art. 22, da Lei Complementar nº 64/90, acrescido pela Lei Complementar nº 135/2010, segundo o qual para a configuração do ato abusivo deverá ser considerada a gravidade das circunstâncias que o caracterizam. Cumpre salientar que o Tribunal, após criterioso exame do conjunto probatório, composto de depoimentos testemunhais, documentos e mídia de fls. 28, entendeu não demonstrada a prática de abuso de poder político. Para alcançar conclusão diversa seria necessário o revolvimento de fatos e provas da causa, o que não se admite em sede de recurso especial, nos termos das Súmulas nos 7/STJ e 279/STF. Não se trata aqui de violação a regra ou princípio no campo probatório. Ante o exposto, NÃO ADMITO o recurso especial. P.I. Em 16 de julho de 2013. Desembargador ANTÔNIO CARLOS CRUVINEL

Presidente

II

Vistos etc. Coligação "Gonzaga de Todos Nós" , inconformada com os acórdãos de

fls. 608/630 e 647/652, deste Tribunal, interpõe recurso especial

para o c. Tribunal Superior Eleitoral, com fundamento nos arts. 121, § 4º, I e II, da Constituição Federal e 276, I, a e b, do Código Eleitoral.

Cuidam os autos de ação de investigação judicial eleitoral proposta pelo Ministério Público Eleitoral em face de Júlio Maria de Sousa e Vander dos Santos Pinto, então candidatos aos cargos de Prefeito e Vice-Prefeito, bem como de Efigênia Maria Magalhães, alcaide, à época, do Município de Gonzaga, nos termos dos arts. 22 da Lei Complementar nº 64/90 e 73 da Lei nº 9.504/97, imputando-lhes a prática de ato de abuso de poder político e conduta vedada a agente público.

O MM. Juiz Eleitoral de 1º grau julgou parcialmente procedentes os pedidos para cassar os diplomas de Júlio Maria de Sousa e Vander dos

Santos Pinto, declarando todos os investigados inelegíveis pelo prazo de 8 (oito) anos. O Tribunal rejeitou preliminares, afastou a decadência e, no mérito, deu provimento aos recursos interpostos contra o r. decisum, por meio de acórdão assim ementado:

¿Recursos eleitorais. Ação de investigação judicial eleitoral - AIJE. Abuso de poder político/autoridade. Conduta vedada a agente público. Procedência parcial. Cassação de diploma. Declaração de inelegibilidade. Eleições 2012. Prefeito e Vice-prefeito eleitos. PRELIMINAR. Ausência de pressuposto de constituição e desenvolvimento válido da relação processual. Argumento de que está ausente no pólo passivo agentes públicos responsáveis pela prática irregular. Improcedência do argumento. Citação válida de todos os sujeitos processuais a quem foram atribuídas práticas ilícitas na petição inicial. Rejeitada. PRELIMINAR. Ofensa ao princípio à ampla defesa. Argumento de que houve `atropelamento do rito processual¿ quanto à admissão de assistente e de que houve surpresa em audiência de instrução e julgamento. Improcedência do argumento. Sequer as partes manifestaram seu inconformismo com a decisão proferida pelo Juízo Eleitoral ou alegaram as questões processuais, quais sejam, de que houve a preclusão para apresentação de testemunhas pelas partes e que não foi seguido o rito previsto para o incidente processual da assistência. Ocorreu preclusão também para aqueles que recorrem, pois apenas consignou-se, em ata, que não tinham conhecimento da decisão da assistência, mas, naquele momento, não apresentaram pedido de reforma da decisão interlocutória anteriormente proferida pelo magistrado. Inexistência também de prejuízo para a parte que formulou perguntas às testemunhas arroladas pelo assistente. Rejeitada. PREJUDICIAL DE MÉRITO. Decadência. Argumento de que houve ausência de presidente de órgão do poder legislativo no pólo passivo da demanda. O argumento não procede, pois não há que se falar em litisconsórcio necessário. Inexistência de atribuição de prática ilícita por parte do presidente de órgão do poder legislativo. Rejeitada. MÉRITO. Abuso de poder político não caracterizado em razão de vinculação de evento político a evento de campanha eleitoral apto a causar desequilíbrio nas eleições, tendo como beneficiários candidatos a Prefeito e o Vice-prefeito. Prova inconsistente. Recursos providos." Os embargos de declaração opostos pela Coligação "Gonzaga de Todos Nós" foram rejeitados. Sustenta a recorrente que o órgão julgador, ao afastar o abuso de poder imputado aos investigados, ao argumento de que a conduta ilícita não teve potencialidade para influir no resultado do pleito, violou disposição contida no art. 22, caput, e inciso XVI, da Lei Complementar nº 64/90.

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Salienta que a Lei Complementar nº 135/2010 acrescentou o inciso XVI ao art. 22 da LC nº 64/90, segundo o qual ¿para a configuração do ato abusivo, não será considerada a potencialidade de o fato alterar o resultado da eleição, mas apenas a gravidade das circunstâncias que o caracterizam" . Invoca a ocorrência de dissídio com julgado do c. Tribunal Superior Eleitoral sobre a matéria. Alega que a prática de abuso de poder político está plenamente demonstrada pelas provas coligidas nos autos e acrescenta que o apelo ora interposto tem por objetivo ¿a correta aplicação das disposições da LC 64/90 aos fatos e provas delineadas no v. acórdão" , sendo indispensável no caso vertente que se proceda à revaloração dos elementos probatórios" . (fls. 670) Aponta contrariedade aos princípios da impessoalidade, legalidade, moralidade, publicidade e eficiência, insculpidos nos arts. 5º e 37 da Constituição da República. Afirma que a homenagem prestada ao Deputado Diniz Pinheiro no Município de Gonzaga teve por objetivo promover a candidatura de Júlio Maria de Sousa e Vander dos Santos Pinto aos cargos de Prefeito e Vice-Prefeito. Assinala que a presença do Deputado naquele Município conferiu "maior visibilidade" à carreata de campanha eleitoral dos dois primeiros investigados e acrescenta que naquela data servidores públicos se ausentaram do local de trabalho, alunos de escolas públicas foram dispensados de assistir às aulas, tendo os respectivos pais sido convidados a participar do evento. Defende, pois, que houve o aproveitamento de evento institucional em prol das candidaturas dos representados. Diz que a conduta ilícita imputada aos investigados acarretou quebra de isonomia, pois a Coligação ora recorrente, derrotada nas urnas no pleito de 2012, ¿não tinha em suas mãos o poder de se utilizar dos recursos da prefeitura para promover sua candidatura" . (fls. 677) Assinala que os atos não foram praticados levando-se em consideração o interesse publico, sendo flagrante o desvio de finalidade. Por essas razões requer o processamento do recurso especial e o encaminhamento dos autos à Superior Instância.

O acórdão proferido no julgamento dos embargos foi publicado em 21.06.2013 (6ª feira). É tempestivo o recurso especial interposto em

27.06.2013 (5ª feira), considerando que não houve expediente na Secretaria deste Tribunal no dia 26.06.2013, em razão de feriado.

A coligação foi admitida como assistente no feito (fls. 354/356), sendo que a parte assistida também recorreu da decisão. A peça recursal foi

subscrita por procuradores regularmente constituídos (fls. 352 e 607). Não merece prosperar a alegação de ofensa ao art. 22, caput, e inciso XVI, da Lei Complementar nº 64/90. Ao afastar o abuso de poder, o órgão julgador não se baseou unicamente na ausência de potencialidade lesiva da conduta para influir no resultado do pleito, tendo considerado também as demais peculiaridades do caso concreto, extraídas do conjunto probatório. Das razões de decidir constantes do acórdão embargado extrai-se que a conduta imputada aos investigados não se revestiu de gravidade suficiente para afetar a legitimidade do pleito, não se configurando, in casu, o abuso de poder político. A propósito, transcrevo os seguintes excertos da decisão embargada:

¿Assim sendo, não ficou configurado abuso de poder político, diante de fato corriqueiro em eleições municipais, mormente em municípios interioranos, onde a visita de autoridades, nessas ocasiões de sufrágio eleitoral, se faz presente. ( ) Enfim, a visita do Presidente da Assembléia não é um ato vedado, o número de votos obtido pelo candidato impressiona pela maioria que obteve e o evento não teve essa importância do ponto de vista de abuso de poder, do que seria abuso de poder político ou econômico para influenciar no pleito." (fls. 628/629 e 630) Logo, o entendimento do Tribunal não desbordou do disposto no art. 22, XVI, da Lei Complementar nº 64/90, com redação dada pela Lei Complementar nº 135/2010, segundo o qual para a configuração do ato abusivo deverá ser considerada a gravidade das circunstâncias que o caracterizam. Da mesma forma, não ficou demonstrada a ocorrência de dissídio com julgado do c. Tribunal Superior Eleitoral sobre a matéria.

A decisão recorrida não divergiu do entendimento adotado no acórdão paradigma, segundo o qual ¿o reconhecimento da potencialidade em

cada caso concreto implica o exame da gravidade da conduta ilícita, bem como a verificação do comprometimento da normalidade e da legitimidade do pleito, não se vinculando necessariamente apenas à diferença numérica entre os votos ou a efetiva mudança do resultado das urnas, embora essa avaliação possa merecer criterioso exame em cada situação concreta" .

É de se registrar que o c. Tribunal Superior Eleitoral apenas admite a revaloração das provas, na instância especial, em casos excepcionais,

quando há contrariedade a uma regra jurídica no campo probatório, o que não se constata no caso em apreço.

Nesse sentido, trago à colação julgado da c. Corte Superior, que dentre mais traz ementado:

"( )

3. O erro na valoração das provas pressupõe a contrariedade a um princípio ou a uma regra jurídica no campo probatório. Na espécie, o

agravante reclama, na verdade, o mero reexame do conjunto fático-probatório dos autos, atraindo, assim, o óbice da Súmula 7/STJ.

4. Agravo regimental não provido."

(TSE - Agravo Regimental no Recurso Especial nº 5568-14.2010, Relatora Ministra Nancy Andrighi, sessão de 26.6.2012) Verifica-se, pois, que o Tribunal considerou não demonstrado o abuso de poder político, sendo que o acolhimento das razões recursais demandaria o reexame de fatos e provas da causa, o que é vedado em sede de recurso especial.

No que pertine à alegação de ofensa aos princípios da impessoalidade, legalidade, moralidade, publicidade e eficiência, insculpidos nos arts.

5º e 37 da Constituição da República, cumpre ressaltar que sua aplicação ao caso concreto não foi objeto de análise pelo órgão julgador, não

podendo a matéria ser apreciada nesta esfera recursal por ausência de prequestionamento (Súmula no 282 do STF).

Ante o exposto, NÃO ADMITO o recurso especial. P.I. Em 16 de julho de 2013. Desembargador ANTÔNIO CARLOS CRUVINEL

Presidente

RECURSO CONTRA EXPEDIÇÃO DE DIPLOMA Nº 51-88.2013.6.13.0000 FERROS-MG 113ª Zona Eleitoral (FERROS) Recorrente: COLIGAÇÃO UNIÃO E ÉTICA POR FERROS COM A FORÇA DO POVO Recorrente: PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA - PSDB Recorrente: HÉLCIO DE OLIVEIRA QUINTÃO, candidato a Prefeito, não eleito ADVOGADA: LUCIANA DINIZ NEPOMUCENO ADVOGADA: RENATA OLIVEIRA FAJARDO REIS ADVOGADA: CHRISTIANE DE OLIVEIRA SILVEIRA FERREIRA ADVOGADA: LAYSA QUEIROZ SANTOS Recorrido: CARLOS CASTILHO LAGE, candidato a Prefeito eleito Recorrido: WANDERLEY VIEIRA ALVES, candidato a Vice-prefeito eleito ADVOGADO: MAURO MÁRCIO DE ALVARENGA

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ADVOGADO: FABIANO PENIDO DE ALVARENGA ADVOGADO: VENCESLAU DA CONCEIÇÃO VIEIRA E SILVA ADVOGADO: VIRGÍNIA CLEISTON MAGALHÃES MENEZES CRUZ ADVOGADO: MÁRCIO CRISTINO DE ANDRADE ADVOGADO: JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FILHO ADVOGADO: JOSÉ SAD JÚNIOR ADVOGADO: RODRIGO ROCHA DA SILVA ADVOGADO: IGOR BRUNO SILVA DE OLIVEIRA ADVOGADO: BRUNO DE MENDONÇA PEREIRA CUNHA Juiz Maurício Pinto Ferreira Protocolo: 823.704/2012 Vistos etc.

Coligação União e Ética Por Ferros Com a Força do Povo e o Partido da Social Democracia Brasileira - PSDB, inconformados com os acórdãos de fls. 349/362 e 384/387, deste Tribunal, interpõem recurso especial para o c. Tribunal Superior Eleitoral, com fundamento no art. 121, § 4º, da Constituição Federal c/c art. 276, I, do Código Eleitoral. Cuidam os autos de recurso contra expedição de diploma interposto pelos ora recorrentes em face de Carlos Castilho Lage e Wanderlei Vieira Alves, Prefeito e Vice-Prefeito eleitos no Município de Ferros no pleito de 2012, imputando-lhes a prática de captação ilícita de sufrágio consistente na promessa de emprego e construção de um muro a eleitores em troca de voto.

O Tribunal julgou improcedente o pedido por meio de acórdão assim ementado:

¿Recurso Contra Expedição de Diploma. Representação. Captação ilícita de sufrágio. Preliminar de litispendência.

A litispendência pressupõe, dentre outros requisitos, a identidade de partes. Se a AIJE foi proposta pela Promotoria Eleitoral e o RCED por

Partido Político e Coligação, não há litispendência. Preliminar rejeitada. Mérito. Prova testemunhal orientada. Conversa conduzida. Indução de propostas e promessas. Imprestável, como meio probatório, o vídeo acostado aos autos. Ausência de prova da finalidade de obter votos ou qualquer promessa de abstenção, não se conformando nenhuma afronta à Lei nº 9.504/97. Mera tentativa de contratação de eleitoras para a promoção de propaganda eleitoral. Improcedência do pedido." Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Sustentam os recorrentes que a decisão impugnada violou o disposto no art. 41-A da Lei nº 9.504/97. Dizem que o Tribunal não procedeu à devida valoração do acervo probatório constante dos autos, sendo que as provas documentais, bem como os depoimentos prestados em juízo pelas testemunhas, sob o crivo do contraditório, demonstram de forma inequívoca a prática da captação ilícita de sufrágio.

Afirmam que as eleitoras Cíntia da Silva Pereira e Junia Maísa Araújo Brito foram abordadas pelo segundo recorrido, em 25.9.2012, para lhes oferecer benesses em troca de votos, conforme se extrai da prova testemunhal produzida. Asseveram que os fatos narrados amoldam-se perfeitamente ao ilícito do art. 41-A. Salientam que conforme entendimento do c. Tribunal Superior Eleitoral para a configuração da captação ilícita de sufrágio são necessários três elementos, estando todos eles presentes no caos dos autos, quais sejam: a prática do ato pelo candidato ou com a anuência dele, a existência de pessoa física (o eleitor) e o escopo de obter o voto. Alegam que não pretendem revolver a moldura fática dos autos, buscando tão-somente a correta aplicação das disposições legais aos fatos delineados pelo acórdão. Dizem que a revaloração jurídica dos fatos, a partir das premissas constantes do acórdão, é permitida na instância especial. Assinalam que a matéria encontra-se devidamente prequestionada. Acrescentam que a captação ilícita de sufrágio prescinde do pedido expresso de votos, bastando, para que fique caracterizada, a evidência do especial fim de agir. Por essas razões requerem o processamento do recurso especial e o encaminhamento dos autos à Superior Instância.

O acórdão proferido no julgamento dos embargos foi publicado em 02.07.2013. É tempestivo o recurso especial protocolado em 05.07.2013. A

peça recursal foi subscrita por procuradora regularmente constituída (fls. 34/35). Ao julgar o presente feito, o Tribunal, analisando as provas produzidas e de acordo com o princípio do livre convencimento motivado, afastou a prática de captação ilícita de sufrágio pelos candidatos. A propósito destaco os seguintes trechos do acórdão recorrido:

¿Ao assistir ao vídeo produzido (fl. 302), afasto a ilegalidade da referida prova por ausência de autorização prévia, judicial e dos envolvidos, para dizer dele que seu conteúdo foi obtido de forma ilícita ( )

) (

Vê-se que as testemunhas foram orientadas e que houve má-fé das interlocutoras que, a todo momento, dirigiam a conversa no sentido de que

o recorrido fosse induzido a fazer propostas e promessas (

Diante do vídeo não se verifica a proposta de troca de votos por empregos, uma vez que tudo se relaciona ao plano de governo e na forma de companheirismo do 23, não se confirmando que haveria mesmo emprego para as locutoras nem sequer se conformando promessa de emprego pela troca de votos.

(

)

)

) (

Assim, considerando ilícito como meio probatório o vídeo acostado aos autos, ausente qualquer prova da finalidade de obter votos ou qualquer promessa de abstenção, não se conformando afronta à Lei nº 9.504/97, porquanto a mera tentativa de contratação de eleitoras para a promoção de propaganda eleitoral não configura ilícito eleitoral, não há como autorizar o recurso no caso sub examine." Verifica-se que os recorrentes não lograram êxito em demonstrar a ocorrência de ofensa à norma, pretendendo comprovar a ocorrência de fatos que o Tribunal considerou não configurados. Logo, o acolhimento das razões recursais, ao contrário do sustentado na peça recursal, demandaria o reexame do conjunto probatório dos autos, o que é vedado em sede de recurso especial, nos termos das Súmulas nºs 279/STF e 07/STJ. Igualmente não ficou evidenciada a existência de dissídio jurisprudencial sobre a questão. Ante o exposto, NÃO ADMITO o recurso especial. P.I. Em 16 de julho de 2013. Desembargador ANTÔNIO CARLOS CRUVINEL

Presidente

Ano 2013, Número 129

Belo Horizonte, quinta-feira, 18 de julho de 2013

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RECURSO ELEITORAL Nº 1162-74.2012.6.13.0184 MONTES CLAROS-MG 184ª Zona Eleitoral (MONTES CLAROS) Recorrente: ALFREDO RAMOS NETO, Vereador reeleito ADVOGADA: EDILENE LÔBO Recorrente: OSANAN GONÇALVES DOS SANTOS ADVOGADA: ANA CAROLINA LEO ADVOGADA: SABRINA DURÃES VELOSO NETO ADVOGADA: EDILENE LÔBO Recorrido: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL Juiz Carlos Alberto Simões de Tomaz Protocolo: 489.347/2012

I

Vistos etc. Osanan Gonçalves dos Santos, inconformado com o acórdão de fls. 553/564, deste Tribunal, interpõe recurso especial para o c. Tribunal Superior Eleitoral, com fundamento no art. 276, I, a e b, do Código Eleitoral.

Cuidam os autos de ação de investigação judicial eleitoral proposta pelo Ministério Público Eleitoral em face de Alfredo Ramos Neto, candidato

a Vereador eleito no pleito de 2012, e do ora recorrente, Presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Montes Claros, em virtude de suposto uso indevido de meio de comunicação social e abuso do poder econômico decorrente da publicação de periódico contendo referências positivas ao primeiro representado.

O MM. Juiz Eleitoral de 1º grau julgou procedente o pedido para cassar o registro de candidatura de Alfredo Ramos Neto, declarando a

inelegibilidade de ambos os representados por oito anos.

O Tribunal negou provimento aos recursos interpostos contra essa decisão por meio de acórdão assim ementado:

"Recurso Eleitoral. Ação de Investigação Judicial Eleitoral. Abuso de poder econômico. Uso indevido de meio de comunicação social.

) (

Mérito. Publicação de ampla matéria jornalística (tiragem expressiva - 6.000 cópias, edição 50, março 2012 e 5.000 cópias da edição 52, julho/agosto 2012), com potencial de influir nos resultados das eleições sobre o recorrente Alfredo Ramos Neto, candidato a vereador, em periódico do Sindicato dos Empregados no Comércio de Montes Claros e Região, distribuído durante o período eleitoral. Enaltecimento, em diversas matérias que permeiam suas páginas, do nome do recorrente Alfredo Ramos, com direito a editorial de autoria de Osanan Gonçalves dos Santos, presidente do sindicato e 2º recorrente. Caracterização abuso de poder econômico e doação indireta na forma de publicidade. Art. 22 da LC n. 64/90 e art. 24, VI, da Lei 9.504/1997. RECURSOS A QUE SE NEGA PROVIMENTO." Sustenta o recorrente que a decisão impugnada negou vigência ao art. 5º, IV, da Constituição Federal, que assegura a liberdade de imprensa e

a livre manifestação do pensamento.

Alega que o editorial questionado foi produzido ainda no primeiro semestre de 2012 e divulgado quando completada a periodicidade trimestral

do jornal.

Afirma que o acórdão divergiu do entendimento adotado por outros Tribunais quanto à interpretação do art. 24 da Lei nº 9.504/97, notadamente

o Tribunal Regional Eleitoral do Acre.

Aduz que, segundo o entendimento jurisprudencial invocado, para a comprovação do ilícito é necessária a demonstração do dolo e da vinculação do jornal com o agente beneficiado. Diz que para a configuração do abuso de poder econômico impõe-se a demonstração da intenção do agente em beneficiar a si próprio ou a outrem com o fim de angariar votos. Assinala que o edital publicado não é de sua autoria e sim de jornalista independente contratado para elaborar matérias de interesse da classe sindicalizada. Salienta que o aludido periódico noticiou inúmeras ações do sindicato em favor da categoria, não se tratando apenas de informações referentes ao Vereador Alfredo Ramos Neto. Acrescenta que não há nos autos qualquer indício da atuação do recorrente no sentido de direcionar as matérias que seriam veiculadas no jornal. Por essas razões requer o processamento do recurso especial e o encaminhamento dos autos à superior instância.

O acórdão recorrido foi publicado em 28.05.2013 (3ª feira). Considerando que não houve expediente na Secretaria do Tribunal nos dias 30 e

31.05, é tempestivo o recurso especial protocolado em 03.06.2013 (2ª feira). A peça recursal foi subscrita por procuradora regularmente constituída (fls. 241). Ao analisar a questão versada nos presentes autos concluiu o Tribunal que ficou demonstrada a prática de uso indevido de meio de comunicação social e abuso do poder econômico por parte dos representados. A propósito destaco o seguinte trecho do acórdão:

¿Nas cópias do periódico, às fls. 14/17, e original, às fls. 18/19, verifica-se o enaltecimento, em diversas matérias que permeiam suas páginas, do nome do recorrente Alfredo Ramos, com direito a editorial de autoria de Osanan Gonçalves dos Santos, presidente do sindicato e 2º recorrente, à fl. 18,v.

) (

Constata-se, assim, que, ao contrário das alegações apresentadas pelos recorrentes, a publicação ocorreu durante o período eleitoral, com uma tiragem com potencial de alcançar uma quantidade considerável de eleitores e, com isso, afetar os resultados da eleição.

) (

A questão que se coloca em Juízo, e é aí que recai toda a controvérsia, é a ampla divulgação dada pelo periódico em favor do candidato ao

cargo a Vereador, durante o período eleitoral, o que caracteriza propaganda elaborada pelo sindicato em favor daquele. E é essa conduta que

é vedada pela norma do art. 24, VI, da Lei 9.504/1997.

Deve-se ressaltar que a doação não precisa ser direta, mediante destinação financeira para a campanha eleitoral. Se o candidato é beneficiado por publicação de matéria divulgando a sua atuação parlamentar em periódico pago pelo sindicato durante o período eleitoral, caracterizada está a doação de forma indireta.

) (

Assim, ficou caracterizada a doação indireta na forma de publicidade, violação prevista no art. 24, VI, da lei 9.504/1997 e o abuso de poder econômico - art. 22 da LC n. 64/90-, uma vez que o recorrente Alfredo Ramos Neto foi beneficiado pela divulgação de sua atuação como parlamentar em favor da categoria dos comerciários, em periódico com tiragem total de 11.000 exemplares, publicado e distribuído durante o período eleitoral pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Montes Claros e Região, sob a presidência de Osanan Gonçalves dos Santos, que redigiu o editorial exaltando os atributos do vereador, é que deve ser mantida a sentença."

Com efeito, entendeu o Tribunal não se tratar de mera divulgação de matéria jornalística, inserida no âmbito da liberdade de expressão, e sim

de veiculação de publicação de cunho eleitoreiro, com o objetivo de enaltecer o candidato a Vereador, configurando abuso e doação indireta de

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Belo Horizonte, quinta-feira, 18 de julho de 2013

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recursos para campanha eleitoral. Foram apenados o candidato a Vereador e o ora recorrente, na condição de Presidente do sindicato responsável pelo jornal, não pode se eximir .

As alegações do recorrente de que não houve exaltação do candidato, tratando-se de simples matéria jornalística, bem como de que não foi o

responsável pela publicação, demandam o reexame de fatos e provas da causa, o que é vedado em sede de recurso especial, nos termos das Súmulas nºs 279/STF e 07/STJ. Logo, o recorrente não demonstrou a ocorrência de ofensa à norma, buscando uma nova análise dos fatos da causa, o que não é possível no âmbito do recurso especial.

Igualmente não logrou êxito o recorrente em comprovar o dissídio jurisprudencial sobre a matéria, pois se limita a citar ementa de decisão do TRE/AC, não demonstrando que foi conferido tratamento jurídico distinto a fatos idênticos. A propósito destaco julgado do c. Tribunal Superior Eleitoral que assim decidiu:

¿Eleição 2010. Registro de candidatura. Agravo Regimental em Recurso Especial. Fundamentação deficiente. Incidência. Enunciado 284 do STF. Reexame de provas. Inviabilidade. Divergência jurisprudencial. Não demonstrada. Desprovimento.

) (

3. A configuração do dissídio jurisprudencial requer o cotejo analítico, demonstrando, com clareza suficiente, as circunstâncias fáticas e

jurídicas que identificam ou assemelham os casos em confronto e a divergência de teses.

) (

5. Agravo regimental a que se nega provimento."

Carvalhido, publicado em sessão de 11.11.2010.)

Ante o exposto, NÃO ADMITO o recurso. P.I. Em 16 de julho de 2013. Desembargador ANTÔNIO CARLOS CRUVINEL Presidente

(Agravo Regimental no Recurso Especial Eleitoral nº 311721, Relator Ministro Hamilton

II

Vistos etc. Alfredo Ramos Neto, inconformado com os acórdãos de fls. 553/564 e 622/629, deste Tribunal, interpõe recurso especial para o c. Tribunal Superior Eleitoral, com fundamento no art. 121, § 4º, I e II, da Constituição Federal e art. 276, I, a e b, do Código Eleitoral.

Cuidam os autos de ação de investigação judicial eleitoral proposta pelo Ministério Público Eleitoral em face do ora recorrente, candidato a Vereador eleito no pleito de 2012, e de Osanan Gonçalves dos Santos, Presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Montes Claros, em virtude de suposto uso indevido de meio de comunicação social e abuso do poder econômico decorrente da publicação de periódico contendo referências positivas ao primeiro representado.

O MM. Juiz Eleitoral de 1º grau julgou procedente o pedido para cassar o registro de candidatura do ora recorrente, declarando a

inelegibilidade de ambos os representados por oito anos. O Tribunal negou provimento aos recursos interpostos contra essa decisão por meio de acórdão assim ementado:

"Recurso Eleitoral. Ação de Investigação Judicial Eleitoral. Abuso de poder econômico. Uso indevido de meio de comunicação social.

) (

Mérito. Publicação de ampla matéria jornalística (tiragem expressiva - 6.000 cópias, edição 50, março 2012 e 5.000 cópias da edição 52, julho/agosto 2012), com potencial de influir nos resultados das eleições sobre o recorrente Alfredo Ramos Neto, candidato a vereador, em periódico do Sindicato dos Empregados no Comércio de Montes Claros e Região, distribuído durante o período eleitoral. Enaltecimento, em diversas matérias que permeiam suas páginas, do nome do recorrente Alfredo Ramos, com direito a editorial de autoria de Osanan Gonçalves dos Santos, presidente do sindicato e 2º recorrente. Caracterização abuso de poder econômico e doação indireta na forma de publicidade. Art. 22 da LC n. 64/90 e art. 24, VI, da Lei 9.504/1997. RECURSOS A QUE SE NEGA PROVIMENTO." Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Sustenta o recorrente que a decisão impugnada negou vigência ao art. 275, I e II, do Código Eleitoral. Alega que mesmo provocado por meio de embargos de declaração o Tribunal não sanou as omissões existentes no acórdão, deixando de se manifestar sobre a aplicação do princípio do non reformatio in pejus, bem como incidência dos arts. 128, 460, 512, 515 do Código de Processo Civil e 36-A da Lei nº 9.504/97. Além disso não teria apreciado os argumentos de que a divulgação do informativo não pode ser considerada propaganda eleitoral e não configura doação vedada (art. 24, VI, da Lei nº 9.504/97), tampouco abuso de poder econômico, ignorando os princípios da proporcionalidade e razoabilidade. Diz que o Tribunal reiterou a decisão embargada sem enfrentar devidamente as questões suscitadas, deixando de entregar a prestação jurisdicional de forma adequada. Afirma que a não apreciação do pedido versado nos embargos de declaração viola o acesso ao judiciário e impede o exercício da ampla

defesa, do contraditório e do devido processo legal, contrariando o disposto no art. art. 5º, XXXV, da Constituição Federal c/c art. 1º do Código

de Processo Civil, bem como o dever de fundamentação das decisões (arts. 93, IX, da Carta Magna e 458, II, do Código de Processo Civil).

Aduz que o princípio do non reformatio in pejus restou violado, porquanto o órgão julgador inseriu causa de pedir remota não deduzida na

inicial, uma vez que o objeto da lide foi tão somente o periódico de nº 52, tendo o acórdão imposto condenação fundada também no periódico

de nº 50, em inobservância aos arts. 128, 460, 512 e 515 do CPC.

Alega que a entrevista concedida pelo Vereador candidato à reeleição ao periódico configura difusão de ato parlamentar, sem menção ao pleito, pedido de votos, referência à disputa eleitoral ou outro ato que caracterize promoção pessoal, estando albergada pelo art. 36-A da Lei nº

9.504/97.

Salienta que a aludida entrevista é matéria jornalística, própria do regular exercício da liberdade de manifestação do pensamento protegida pelo art. 5º, IV, da Constituição Federal. Insiste na tese de que divulgação de ato parlamentar não se confunde com propaganda eleitoral, sustentando que o acórdão divergiu, nesse ponto, do entendimento do c. Tribunal Superior Eleitoral no julgamento dos REspes. nºs 18.358/RN, 19.752/MG e 5325-81/PB.

Ressalta que o aresto contrariou entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso consubstanciado no acórdão nº 20576, o qual entendeu não configurada propaganda eleitoral em entrevista concedida por pré-candidato. Argumenta que foram malferidos os arts. 24, VI, e 25 da Lei nº 9.504/97, pois ¿jamais se pode admitir que entrevista reconhecidamente sem conteúdo propagandístico, completamente atípica, possa configurar ato vedado previsto no art. 24, VI, da Lei nº 9.504/97." Defende a ocorrência de dissídio com os julgados do TSE no RO 780 e REspe. nº 28.581. Acrescenta que ¿o aresto deixa de fundamentar o declarado abuso de poder econômico, não analisando a `gravidade¿ exigida pelo inciso XVI,

do art. 22, da LC 64/90."

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Destaca que a matéria foi divulgada em mídia fria, de baixo impacto, não havendo utilização de recursos de modo desmedido, tratando-se de conduta incapaz de configurar abuso de poder econômico, na esteira do entendimento do c. Tribunal Superior Eleitoral no julgamento do AI nº

4529/SP.

Reclama contrariedade à parte final do art. 22 da LC 64/90, ao argumento de que a adoção de posição política por veículo de comunicação social não configura ilícito, apontando divergência com o julgado do TSE nos ROs 2.346-SC e 759/DF. Finalmente assevera que a cumulação das penas de cassação de registro e inelegibilidade é inadmissível, por ausência de gravidade/potencialidade para justificá-las, visto se tratar de um único informativo divulgado uma só vez nos três meses que antecederam o pleito. Por essas razões requer o processamento do recurso especial e o encaminhamento dos autos à Superior Instância.

O acórdão recorrido foi publicado em 24.06.2013. É tempestivo o recurso especial interposto em 27.06.2013. A peça recursal foi subscrita por

procuradora regularmente constituída (fls. 60). Extrai-se que o Tribunal, mediante analise pormenorizada dos autos, concluiu que ficou configurada a prática de ato de abuso de poder econômico e uso indevido de meio de comunicação social em virtude da divulgação de matérias favoráveis ao Vereador candidato à reeleição em informativo de responsabilidade do sindicato. Consignou o Tribunal que a conduta teve potencial de influir no resultado das eleições, salientando que a veiculação caracterizou ainda doação indireta do sindicato em favor do candidato. Verifica-se que a pretexto de argüir omissões no acórdão, o recorrente pretendeu na verdade, em sede de embargos de declaração, argüir questões novas, como por exemplo a suposta incidência do art. 36-A da Lei nº 9.504/97, que somente foi ventilada quando da oposição dos embargos.

É certo que os embargos prestam-se a sanar omissões/contradições no acórdão, não sendo meio hábil à discussão de matéria nova.

Demais disso, cabe ao julgador decidir a lide de acordo com as questões pertinentes ao caso concreto, não sendo obrigado a se manifestar sobre todos os pontos alegados pelas partes. Logo, tem-se que o Tribunal analisou a questão de maneira suficiente, expondo os fundamentos do seu convencimento, não havendo que se falar em omissão da decisão, ausência de fundamentação e conseqüente ofensa à norma nesse ponto.

Quanto à assertiva de que houve reformatio in pejus, foi devidamente afastada pelo Tribunal, pois como acentuado pelo i. Relator, ¿a edição nº 52 do periódico do sindicato é elemento de prova mais do que suficiente para demonstrar a prática do ilícito eleitoral pelo embargante." Além disso foi mantida a condenação imposta na sentença, não tendo sido ela majorada. Observo ainda que o Tribunal levou em consideração todo o teor do periódico veiculado, repleto de exaltações ao candidato, não restringindo a sua análise apenas à entrevista divulgada. Entendeu que o conteúdo do informativo teve o condão de enaltecer o candidato a Vereador, demonstrando ser ele apto ao exercício da Vereança, não se tratando de simples matéria jornalística ou exercício da liberdade de expressão. Ficou assentado ainda no acórdão que ocorreu doação de fonte vedada decorrente da utilização de periódico do sindicato para beneficiar o candidato. Registrou-se, por fim, que a conduta revestiu-se de gravidade suficiente a ensejar a imposição das sanções de cassação de registro

e inelegibilidade. A propósito destaco os seguintes trechos do acórdão:

¿Nas cópias do periódico, às fls. 14/17, e original, às fls. 18/19, verifica-se o enaltecimento, em diversas matérias que permeiam suas páginas, do nome do recorrente Alfredo Ramos, com direito a editorial de autoria de Osanan Gonçalves dos Santos, presidente do sindicato e 2º recorrente, fl. 18,v. Deve-se ressaltar que a página 3 do jornal `O Comerciário¿ foi totalmente dedicada a uma entrevista ao Vereador, candidato à reeleição, dando destaque à aprovação de lei municipal de sua autoria `para gerar mais empregos¿.

E ainda, segundo consta no cabeçalho da primeira página do periódico, o jornal circulou no período julho/agosto de 2012, com uma tiragem de 5.000 cópias. Constata-se, assim, que, ao contrário das alegações apresentadas pelos recorrentes, a publicação ocorreu durante o período eleitoral, com uma tiragem com potencial de alcançar uma quantidade considerável de eleitores e, com isso, afetar os resultados da eleição.

) (

A questão que se coloca em Juízo, e é aí que recai toda a controvérsia, é a ampla divulgação dada pelo periódico em favor do candidato ao

cargo a Vereador, durante o período eleitoral, o que caracteriza propaganda elaborada pelo sindicato em favor daquele. E é essa conduta que

é vedada pela norma do art. 24, VI, da Lei 9.504/1997.

) ( Deve-se ressaltar que a doação não precisa ser direta, mediante destinação financeira para a campanha eleitoral. Se o candidato é beneficiado por publicação de matéria divulgando a sua atuação parlamentar em periódico pago pelo sindicato durante o período eleitoral, caracterizada está a doação de forma indireta.

) ( De tudo o que se pode extrair dos depoimentos das testemunhas e do material probatório acostado aos autos, convenço-me que a sentença

deverá ser mantida, uma vez que, com a ênfase dada à atuação do recorrente no exercício da vereança municipal em jornal informativo do Sindicato dos Comerciários em período eleitoral, configurou-se a prática de ato vedado previsto no art. 24, caput e inciso VI, da Lei 9.504/1997

e ainda abuso de poder econômico, previsto no art. 22 da Lei Complementar nº 64/90." (acórdão principal, fls. 561/563)

¿No tocante a alegação de desproporcionalidade na aplicação da pena, sob o argumento de inadequada dosimetria em razão da cumulação da cassação de mandato somada à declaração de inelegibilidade, a prática do ilícito eleitoral guarda gravidade suficiente a justificar o resultado da sentença, uma vez que colocou em risco o equilíbrio do processo eleitoral em favor do embargante, o que fere o princípio democrático e o da isonomia, que são basilares ao ordenamento jurídico pátrio." (acórdão dos embargos, fls. 625) Tem-se, pois, que o Tribunal, após criteriosa análise da prova produzida, considerou comprovados os ilícitos imputados aos representados, sendo que a argumentação do recorrente de que houve apenas a divulgação de matéria jornalística inserida no âmbito da liberdade de expressão, bem como que os atos não se revestem de gravidade de modo a ensejar a procedência do pedido, não tendo ficado evidenciada a doação de fonte vedada, demandam o reexame de fatos e provas da causa, o que é vedado em sede de recurso especial, nos termos das Súmulas nºs 279/STF e 07/STJ.

O recorrente não demonstrou a ocorrência de ofensa à norma, buscando alterar a conclusão do Tribunal, o que não se mostra possível sem a

modificação das premissas fáticas do acórdão, o que é incabível no recurso especial. Quanto ao dissídio jurisprudencial invocado, vários dos acórdãos apontados como paradigma, alguns deles fundados no art. 36-A da Lei nº 9.504/97, dizem respeito à discussão relativa à propaganda eleitoral antecipada (AC. 20576-MT, REspe. 18.358-RN, REspe 19.752-MG, 5325- 81). Tal matéria, à toda evidência, não guarda similitude com o caso dos autos em que se discute a ocorrência de abuso de poder econômico/uso indevido dos meios de comunicação social em virtude da utilização de informativo do sindicato, durante o período eleitoral, para beneficiar o candidato. Nos demais julgados trazidos como paradigma, entenderam os Tribunais, diante das peculiaridades de cada caso concreto, considerados o conteúdo da matéria veiculada, o período, a área de abrangência, dentre outras circunstâncias, que não ficou comprovada a prática de ilícito (abuso de poder/uso indevido de meio de comunicação/doação de fonte vedada). Não foi demonstrado que houve tratamento jurídico distinto a fatos semelhantes. Ante o exposto, NÃO ADMITO o recurso especial.

Ano 2013, Número 129

Belo Horizonte, quinta-feira, 18 de julho de 2013

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P.I. Em 16 de julho de 2013. Desembargador ANTÔNIO CARLOS CRUVINEL

Presidente

RECURSO ELEITORAL Nº 770-12.2012.6.13.0160 LAVRAS-MG 160ª Zona Eleitoral (LAVRAS) Recorrente: COLIGAÇÃO UNIDOS POR LAVRAS, 1º recorrente ADVOGADO: FABRÍCIO SOUZA DUARTE ADVOGADO: TIAGO FONSECA DA SILVA ADVOGADO: JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FILHO ADVOGADO: JOSÉ SAD JÚNIOR ADVOGADO: RODRIGO ROCHA DA SILVA ADVOGADO: IGOR BRUNO SILVA DE OLIVEIRA ADVOGADO: BRUNO DE MENDONÇA PEREIRA CUNHA ADVOGADA: MARILDA DE PAULA SILVEIRA ADVOGADO: FLÁVIO HENRIQUE UNES PEREIRA ADVOGADO: MICHEL SALIBA OLIVEIRA Recorrente: LUIZ FÁBIO CHEREM, Deputado Estadual Recorrente: MARCOS CHEREM, candidato a Prefeito Recorrente: ARISTIDES SILVA FILHO, candidato a Vice-Prefeito, 2ºs recorrentes ADVOGADO: SANDRO DE SOUSA RABELLO ADVOGADO: GERALDO CUNHA NETO ADVOGADO: WEDERSON ADVÍNCULA SIQUEIRA ADVOGADO: MATEUS DE MOURA LIMA GOMES ADVOGADO: RAMON DINIZ TOCAFUNDO ADVOGADA: ANA CAROLINA DINIZ DE MATOS Recorrido: LUIZ FÁBIO CHEREM, 1ºs recorridos Recorrido: MARCOS CHEREM Recorrido: ARISTIDES SILVA FILHO Recorrido: COLIGAÇÃO UNIDOS POR LAVRAS, 2º recorrido Juíza Alice de Souza Birchal Protocolo: 327.452/2012 Vistos, etc. Trata-se de ação de investigação judicial eleitoral proposta pela Coligação Unidos Por Lavras em face de Luiz Fábio Cherem, Deputado

Estadual, Marcos Cherem e Aristides Silva Filho, candidatos a Prefeito e Vice-Prefeito no Município de Lavras no pleito de 2012, com fundamento no art. 22 da Lei Complementar nº 64/90 e art. 73, IV, da Lei nº 9.504/97, por suposta prática de abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação social e conduta vedada a agente público, em razão da veiculação, pelo primeiro representado, de campanha publicitária, com instalação de outdoors e anúncios na imprensa escrita, objetivando o favorecimento das candidaturas do segundo

e

terceiro representados.

O

Juiz da 160ª Zona Eleitoral julgou improcedente o pedido com relação a Luiz Fábio Cherem e parcialmente procedente em face de Marcos

Cherem e Aristides Silva Filho, tão somente para condená-los solidariamente ao pagamento de multa no valor de R$ 130.410,00 (cento e trinta mil, quatrocentos e dez reais), por terem se beneficiado de propaganda eleitoral irregular, com fundamento nos arts. 39, § 8º, e 43 da Lei nº

9.504/97.

O Tribunal, por meio do acórdão de folhas 580 a 608, deu parcial provimento aos recursos interpostos pela Coligação Unidos Por Lavras e

pelos representados para julgar parcialmente procedentes os pedidos iniciais e condenar os representados ao pagamento de multa no valor de R$ 2.000,00 para cada um, por propaganda eleitoral irregular na imprensa escrita. Entendeu o Tribunal que não ficou demonstrada a prática de abuso de poder econômico, conduta vedada a agente público e propaganda irregular por meio de outdoors. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados, folhas 617 a 622.

A Coligação Unidos Por Lavras manifesta, então, recurso especial com fundamento nos arts. 121, § 4º, I, da Constituição Federal, e 276, I, do

Código Eleitoral. Sustenta a recorrente que conforme se extrai da base fática do acórdão recorrido, a ação de investigação judicial eleitoral buscou ver "reconhecido o abuso de poder econômico e o uso indevido dos meios de comunicação" e a "conduta vedada" , que teriam ocorrido na "veiculação de outdoor e em anúncios na imprensa escrita de atos administrativos e ações de governo que teriam sido trazidos ao município pela atuação de Deputado Estadual, visando beneficiar candidaturas municipais com destaque do nome familiar do candidato a prefeito, irmão do Deputado" , folha 637. Alega que as questões necessárias à apuração do abuso não foram objeto de análise pelo acórdão regional, sendo que o órgão julgador deveria ter se manifestado sobre o período de veiculação da publicidade, o seu conteúdo e a identidade visual da publicidade com a propaganda eleitoral do candidato Marcos Cherem. Aponta violação aos arts. 535 do Código de Processo Civil e 275 do Código Eleitoral. Diz que o acórdão dos embargos contém contradição interna: reconhece os requisitos fáticos para identificação do abuso, mas afasta sua configuração por equiparar-lhe à prática de propaganda extemporânea. Aponta violação ao art. 36-A da Lei nº 9.504/97 e aos arts. 27, § 1º e 53 da Constituição Federal. Afirma que a interpretação do citado arts. 36-A não pode passar por uma ampla e total liberdade de divulgação dos feitos parlamentares para beneficiar a si ou a terceiros ao longo das campanhas eleitorais, ainda que isso ocorra no exterior das Casas Legislativas e por meios de que são, inclusive, vedados quando utilizados como propaganda eleitoral, como é o caso do outdoor, folhas 640 e 641. Entende que o direito do Deputado de dar publicidade aos seus feitos não afasta seu conteúdo abusivo em ano eleitoral, devendo ser exigido do candidato, de seus familiares e cabos eleitorais o cuidado de conter práticas que levem ao abuso e à quebra de isonomia.

Acrescenta que a isenção conferida ao Deputado Estadual no caso concreto, fundada na interpretação da inviolabilidade, fere as normas constitucionais citadas, além de gerar conduta capaz de beneficiar a terceiros, desequilibrando o pleito. Acrescenta que a decisão recorrida violou o art. 22, caput e XVI, da Lei Complementar nº 64/90, pela promoção do nome CHEREM em outdoors e imprensa escrita com a "prestação de contas" do irmão Deputado Estadual, folha 641. Diz que o cenário global que se extrai do conjunto probatório narrado no acórdão não é tão simplificado e que os requisitos exigidos pelo Tribunal para configuração do abuso contrariam a lei e a jurisprudência.

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Quanto aos outdoors, entende que a intenção era divulgar que o irmão do candidato, Deputado Luiz Fábio Cherem, facilitava o acesso do município aos recursos do Estado para a saúde, educação, assistência social e esporte. Destaca que os fatos narrados devem ser analisados em conjunto e que toda a propaganda veiculada não pode ser retirada do contexto da campanha do irmão do Deputado Cherem, como se coubesse avaliar apenas uma propaganda institucional. Aduz que o candidato mudou sua logomarca para se adaptar a do irmão Deputado Estadual; o irmão, em espetacular coincidência, decide fazer publicidade em formado de `prestação de contas¿ exatamente quando iniciado o período eleitoral (em julho); espalhar 16 outdoors na cidade com a mesma marca e nome do candidato (CHEREM); divulgar publicação impressa com essa mesma mensagem em diversos veículos de comunicação, folha 643.

Assevera que restou assentado no voto vencido, na sentença e nos embargos que os irmãos deram grande e predominante destaque ao nome comum da família Cherem, ficando os respectivos prenomes em plano diminuto. Aponta que esse é o fundamento básico do desvio de finalidade: uma atividade que, fundamentada em direito pressuposto, busca atingir finalidade ilícita com aparência de legalidade, folha 644. Afirma que o abuso de poder está na influência que se exerce na vontade do voto popular e no tratamento isonômico entre os candidatos e não em pedido direto de votos ou na referência aberta à campanha eleitoral. Quanto aos argumentos de que não teria havido "conluio entre as partes" e "má-fé de Luiz Fábio" , alega que é na base fática do acórdão que se relata que os recorridos tinham a mais absoluta e plena consciência do que estavam fazendo. Sustenta que o conteúdo da decisão recorrida é suficiente para revelar a gravidade ou potencialidade dos atos abusivos praticados pelos recorridos. Entende que houve violação ao art. 73, IV, da Lei das Eleições. Alega que a Corte Regional confunde-se e acaba mesclando os requisitos do inciso IV com a conduta vedada especificamente prevista para a propaganda institucional - inciso VI, b, mas que não é esse o ilícito que se apura no caso. Afirma que o que se apura é se os recorridos beneficiaram-se da divulgação de atividades que se inserem na esfera pública, financiadas com recursos públicos, com conotação de propaganda eleitoral e de forma abusiva, folha 648. Aponta divergência jurisprudencial com julgado do Tribunal Superior Eleitoral proferido no REspe. nº 12.394/RS. Requer o encaminhamento dos autos ao c. Tribunal Superior Eleitoral.

A peça recursal de folhas 631 a 651 foi peticionada eletronicamente, tendo sido subscrita por profissionais habilitados, folhas 21, 573 e 627, e

protocolada no prazo legal.

A recorrente alega que o Tribunal não analisou as questões necessárias à apuração do abuso e que o acórdão dos embargos reconhece os

requisitos fáticos para identificação do abuso, mas afasta a configuração do mesmo, apresentando contradição. Contudo, assim se manifestou

a Corte, folhas 620 a 622:

Quanto à suposta contradição na fundamentação em relação ao inciso XVI do art. 22 da LC nº 64/90, não procede o argumento da

embargante. Com efeito, extrai-se expressamente do próprio dispositivo citado que, para a configuração do ato abusivo, não será considerada

a potencialidade de o fato alterar o resultado da eleição, mas apenas a gravidade das circunstâncias que o caracterizam. Desnecessária qualquer declaração nesse sentido.

Ademais, conforme citado pela embargante, no voto prevalecente ficou consignada a conclusão de que, na espécie, não houve gravidade das circunstâncias da publicidade considerada ilícita, qual seja a propaganda eleitoral irregular. Ao asseverar que "não verifico gravidade suficiente das circunstâncias do fato investigado para comprometer a normalidade e a legitimidade das eleições" , o voto realça a não violação do bem jurídico protegido pelas ações de investigação judicial eleitoral por abuso de poder. Fica evidente que a fundamentação não está contraditória com o dispositivo em comento, porque não se exigiu potencialidade lesiva para alterar o resultado do pleito, como pretende o enfoque dado pela embargante. ( ) No que tange às supostas omissões apontadas, do mesmo modo, não tem razão a embargante. Os dois pontos que ela pretende ver integrados ao acórdão embargado - número de outdoors instalados no município e período em que a publicidade fora veiculada - referem-se a dados objetivos, acessórios e facilmente aferíveis nos autos, que foram destacados no voto vencido proferido pelo Juiz Carlos Alberto Simões de Thomaz. Ora, o voto que prevaleceu no julgamento não considerou ilícita a publicidade veiculada mediante outdoor. Portanto, não há que falar em omissão passível de ser sanada por embargos de declaração. Extrai-se do acórdão impugnado que o Colegiado analisou o recurso considerando o conjunto probatório como um todo, assentando, por meio de decisão fundamentada, a existência de suporte fático para dar-lhe parcial provimento, uma vez que as provas se mostraram insuficientes para a configuração das condutas descritas nos arts. 73, IV, da Lei nº 9.504/97 e 22, XVI, da LC nº 64/90. Não merece prosperar a alegação de ofensa ao art. 36-A da Lei nº 9.504/97. Consoante registrado pelo Tribunal, ¿se a legislação permite ao parlamentar a divulgação de seus atos quando se aproxima eleições em que próprio é pré-candidato, com muito mais razão torna inviável a configuração de propaganda eleitoral para terceiros, desde que não se faça menção a candidatura e a pedido de votos ou de apoio."

A assertiva de que o entendimento do aresto hostilizado, ao permitir a divulgação de atos de parlamentar nas proximidades do período eleitoral

com o objetivo de beneficiar candidato, não se compatibiliza com o sistema constitucional brasileiro não foi submetida ao exame do Tribunal, não podendo ser discutida em sede de recurso especial, por ausência de prequestionamento (Súmulas nºs 282 e 356, do STF). Por outro lado, tem-se que o Tribunal decidiu a questão nos exatos termos do art. 73, IV, da Lei nº 9.504/97, pois, ao contrário do sustentado na peça recursal, a conduta narrada nos autos não se amolda ao ilícito ali descrito pois não se cuida aqui de uso promocional da distribuição de bens.

Relativamente ao suposto abuso de poder econômico, foi devidamente afastado pelo órgão julgador. Cumpre observar nesse particular que embora o Tribunal tenha assentado que as candidaturas de Marcos Cherem e Aristides Silva Filho foram beneficiadas pela divulgação de publicidade dos atos de Luiz Fábio Cherem, os atos não tiveram gravidade suficiente para ensejar o reconhecimento do abuso, porquanto a aludida publicidade foi suspensa liminarmente no início de julho/12, não sendo apta a ensejar a cassação dos registros/diplomas e a declaração de inelegibilidade. Nesse sentido destaco os seguintes trechos do acórdão:

¿Pelas provas encartadas aos autos, fica comprovado que houve benefício às candidaturas a Prefeito e a Vice-Prefeito, de Marcos Cherem e

José Aristides, pela ostensiva propaganda ou divulgação de atos parlamentares do Deputado Luiz Fábio Cherem, em especial pela identidade gráfica do termo `Cherem¿. Contudo, não verifico gravidade suficiente das circunstâncias do fato investigado para comprometer a normalidade

e a legitimidade das eleições.

Nesse ponto, vale transcrever a manifestação do Procurador Regional Eleitoral substituto, ao concluir que (fl. 565):

`Deste modo, as propagandas que caracterizariam o abuso permaneceram apenas por uma semana, no início de julho de 2012. Desta forma, apesar de caracterizado o abuso de poder político, não resta caracterizada a gravidade, eis que as irregularidades foram de plano afastadas ante a decisão liminar proferida."

O acolhimento dos argumentos expostos no recurso no sentido de que efetivamente ficou configurada a prática de conduta vedada a agente

público e abuso do poder econômico, demandaria o reexame de fatos e provas da causa, o que é vedado em sede de recurso especial, nos

termos das Súmulas nºs 279/STF e 07/STJ.

A recorrente aponta, ainda, dissídio jurisprudencial, todavia não logrou êxito em demonstrar a sua ocorrência.

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O acórdão apontado como paradigma diz respeito à hipótese de divulgação, pelo próprio candidato, de livro de sua autoria, por meio de

outdoors. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, diante das peculiaridades do caso concreto, teve como caracterizado o abuso do poder econômico e uso indevido de meio de comunicação social, tendo a Corte Superior, em sede de recurso ordinário, confirmado a condenação. Não se demonstrou, portanto, que fatos semelhantes tiveram tratamento jurídico distinto.

Ante o exposto, NÃO ADMITO o recurso especial. P.I. Em 16 de julho de 2013. Desembargador ANTÔNIO CARLOS CRUVINEL

Presidente

Rogério de Faria Corrêa, Seção de Controle de Feitos e Atos Processuais.

CRI - SEÇÃO DE AUTUAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO PROCESSOS

Ata de distribuição de 16/07/2013

Ata de Distribuição Ordinária, realizada em 16 de julho de 2013, presidida pelo Exmo. Sr. Desembargador Antônio Carlos Cruvinel, Presidente. Foram distribuídos pelo Sistema de Acompanhamento de Documentos e Processos - SADP, os seguintes feitos:

Recurso Eleitoral nº 571-91.2012.6.13.028, 8. IBIRITÉ-MG (288ª ZONA ELEITORAL - IBIRITÉ). Recorrente(S): ANTÔNIO PINHEIRO NETO, candidato a Prefeito eleito, COLIGAÇÃO JUVENTUDE, TRABALHO E HONESTIDADE. ADVOGADO(S): JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FILHO, RODRIGO ROCHA DA SILVA. Recorrido(S): COLIGAÇÃO IBIRITÉ PERTENCE AO POVO. ADVOGADO(S): ANA PAULA ROCHA TEIXEIRA, VÂNIA LOPES LISA, ANDRÉ WEISS TELLES. RESUMO: REPRESENTAÇÃO - PROPAGANDA ELEITORAL IRREGULAR - BEM PARTICULAR DE USO COMUM - BANNER / CARTAZ / FAIXA - AÇÃO JULGADA PROCEDENTE - CONDENAÇÃO EM MULTA. Relator: Juiz Alberto Diniz Júnior. Distribuição automática. Protocolo: 444.455/2012.

Recurso Eleitoral nº 1122-49.2012.6.13.0069. FARIA LEMOS-MG (69ª ZONA ELEITORAL - CARANGOLA). Recorrente(S): COLIGAÇÃO UNIDOS POR FARIA LEMOS, ARMANDO DELÁCIO JÚNIOR, candidato a Prefeito, não eleito, GETÚLIO GOMES DE BARROS, candidato a Vice-Prefeito, não eleito, PARTIDO TRABALHISTA BRASILEIRO - PTB. ADVOGADO(S): EDUARDO REIS KIEFER, CHRISTOVAM ROCHA KIEFER. Recorrido(S): HÉLIO ANTÔNIO DE AZEVEDO, candidato a Prefeito, eleito, GILBERTO DAMAS DE SOUZA, candidato a Vice Prefeito, eleito, COLIGAÇÃO A UNIÃO FAZ UMA NOVA FARIA LEMOS. ADVOGADO(S): WALKER DONÁDIA ZANUTI, JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FILHO, JOSÉ SAD JÚNIOR, RODRIGO ROCHA DA SILVA, THIAGO LOPES LIMA NAVES, IGOR BRUNO SILVA DE OLIVEIRA, BRUNO DE MENDONÇA PEREIRA CUNHA. RESUMO: REPRESENTAÇÃO - CAPTAÇÃO ILÍCITA DE SUFRÁGIO - AÇÃO JULGADA IMPROCEDENTE. Relator: Juiz Alberto Diniz Júnior. Redistribuição ao Substituto. Protocolo: 795.957/2012.

Recurso Eleitoral nº 1127-71.2012.6.13.0069. FARIA LEMOS-MG (69ª ZONA ELEITORAL - CARANGOLA). Recorrente(S): COLIGAÇÃO UNIDOS POR FARIA LEMOS, ARMANDO DELÁCIO JÚNIOR, candidato a Prefeito, não eleito, GETÚLIO GOMES DE BARROS, candidato a Vice-Prefeito, não eleito, PARTIDO TRABALHISTA BRASILEIRO - PTB. ADVOGADO(S): EDUARDO REIS KIEFER, CHRISTOVAM ROCHA KIEFER. Recorrido(S): HÉLIO ANTÔNIO DE AZEVEDO, candidato a Prefeito, eleito, GILBERTO DAMAS DE SOUZA, candidato a Vice- Prefeito, eleito, COLIGAÇÃO A UNIÃO FAZ UMA NOVA FARIA LEMOS. ADVOGADO(S): JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FILHO, JOSÉ SAD JÚNIOR, RODRIGO ROCHA DA SILVA, THIAGO LOPES LIMA NAVES, IGOR BRUNO SILVA DE OLIVEIRA, BRUNO DE MENDONÇA PEREIRA CUNHA. RESUMO: AÇÃO DE IMPUGNAÇÃO DE MANDATO ELETIVO - ABUSO - DE PODER ECONÔMICO - AÇÃO JULGADA IMPROCEDENTE. Relator: Juiz Alberto Diniz Júnior. Redistribuição ao Substituto. Protocolo: 824.312/2012.

Recurso Eleitoral nº 1746-41.2012.6.13.0282. VIÇOSA-MG (282ª ZONA ELEITORAL - VIÇOSA). Recorrente(S): PARTIDO DEMOCRÁTICO TRABALHISTA - PDT. ADVOGADO(S): VALÉRIA AROEIRA BRAGA DUARTE FERREIRA, MARCOS AZEVEDO MAGALHÃES, MARCELO RODRIGUES MAROTA, CARLOS VITOR SABIONI TAVARES, PIERRE RIOS SABBACH FILHO, ELAINE MANCILHA SANTOS. Recorrido(S):

JUSTIÇA ELEITORAL. RESUMO: PRESTAÇÃO DE CONTAS - DE PARTIDO POLÍTICO - DESAPROVAÇÃO / REJEIÇÃO DAS CONTAS. Relator: Juíza Alice de Souza Birchal. Distribuição automática. Protocolo: 718.430/2012.

Sara Mansur Martinello, Seção de Autuação e Distribuição de Processos.

Cobrança de autos

Intimamos o Dr. Júlio Firmino da Rocha Filho, inscrito na OAB/MG sob o nº 96648, para devolver a esta Seção, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, sob pena de busca e apreensão, os autos do Recurso Eleitoral nº 994-52.2012.6.13.0320, retirados mediante carga em 15/07/2013.

Sara Mansur Martinello, Serviço de Atendimento Externo

CRP - SEÇÃO DE GERENCIAMENTO DE DADOS PARTIDÁRIOS

Editais e Avisos

A Secretaria do e. Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais torna pública a obrigatoriedade do encaminhamento de novo recibo do SGIPEX

pelo partido político a seguir relacionado, a fim de sanar irregularidade apresentada em requerimento de anotação de órgão partidário

municipal:

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Partido Ecológico Nacional - PEN Município: Uberaba Protocolo nº 202.420, de 16/07/2013

O partido deverá gerar e encaminhar novo recibo de anotação do SGIPEX corrigindo os mandatos coincidentes dos vice-presidentes e dos

tesoureiros, bem como a ordenação dos cargos.

Publica-se o presente para ciência dos interessados. Belo Horizonte, 18 de julho de 2013 Paulo Rogério Moura Drummond – Chefe da Seção de Gerenciamento de Dados Partidários/ Annelise Barbosa Duarte – Coordenadora de Registros Eleitorais e Partidários/ Barbara Maria Marotta- Secretária Judiciária

CRP - SEÇÃO DE CONTROLE E REGISTROS ELEITORAIS

Edital de indicação JE Eleição Suplementar 1º.9.13

Secretaria Judiciária Coordenadoria de Registros Eleitorais e Partidários - CRP Seção de Controle e Registros Eleitorais - SECRE De ordem do Exmo. Sr. Desembargador-Presidente do e. Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, a Secretaria Judiciária faz saber aos interessados que, nos termos do art. 15 da Resolução 920/2013/TRE, foram indicados para compor a Junta Eleitoral do município abaixo relacionado, na Eleição Suplementar de 1º de setembro de 2013, os seguintes cidadãos:

79ª ZE - CATAGUASES (Município de Santana de Cataguases)

 

M

E M B R O S

Titulo

Nome

Cargo

052191940205

MARIA CAROLINE PEREIRA

 

OFICIALA DO MINISTÉRIO PÚBLICO / MG

080299380256

ADRIANA SILVA DE ANDRADE BIANCHI

ECONOMIÁRIA

S

U P L E N T E S

Titulo

Nome

Cargo

115582510272

SIMONE

REGINA

DIAS

DE

TELEFONISTA

SOUZA BORGES

 

097003530213

GIULIANE CARVALHO NUNES VIEIRA

SECRETÁRIA EXECUTIVA DA OAB / CATAGUASES

Belo Horizonte, 17 de julho de 2013. Simone A. N. Botelho - Chefe da Seção de Controle e Registros Eleitorais, em substituição/Annelise Barbosa Duarte - Coordenadora de Registros Eleitorais e Partidários /Bárbara Maria Marotta - Secretária Judiciária

SECRETARIA DE ORÇAMENTO E FINANÇAS

ATOS DA SECRETARIA

Concessão de diárias

O Presidente e a Diretora-Geral do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, no uso de suas atribuições e de acordo com a Resolução nº

23.323/10, do c. Tribunal Superior Eleitoral e Resolução TRE-MG nº 738/09, concederam diárias e autorizaram o respectivo pagamento, conforme abaixo:

Concessão de diárias nº 282/2013 FAVORECIDO: Glaysson Gomes Rocha CARGO/FUNÇÃO: CJ-02 NÚMERO DE DIÁRIAS : 1,50 VALOR UNITÁRIO: R$ 316,00 DEDUÇÃO AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO: R$ 64,54 DEDUÇÃO AUXÍLIO TRANSPORTE:

DEDUÇÃO INSS:

ADICIONAL (IS): R$ 105,60 VALOR TOTAL: R$ 515,06 VIAGEM A : SP - Bauru DIA(S) DE ESTADA: 15/07/2013 a 16/07/2013 NATUREZA DO SERVIÇO: Visita de Vistoria do Posto de Atendimento Itinerante - 15/07/2013 07:00 a 15/07/2013 19:00 - Visita de vistoria do Posto de Atendimento Itinerante.

Ano 2013, Número 129

Belo Horizonte, quinta-feira, 18 de julho de 2013

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PT: (59444 - Julgamento de Causas e Gestão Administrativa na Justiça Eleitoral - AOSA DIARIA ) DATA AUTORIZAÇÃO DESPESA: 16/07/2013

Belo Horizonte, 16/07/2013 ADRIANO DENARDI JÚNIOR Diretor(a)-Geral