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Condomínio de habitações populares em Curitiba tem frames de madeira como estrutura e painéis de OSB (oriented strand board) nos fechamentos. Obra desmistifica uso de materiais industrializados como “coisa de rico”

Empreendimento:

UShome – condomínio Porto Primavera Início:

outubro de 2001 (primeiro módulo) e dezembro de 2001 (segundo) Término:

dezembro de 2001 (primeiro módulo) e janeiro de 2002 (segundo) Custo total:

120 mil reais (oito casas)

Área construída:

440 m²

Localização:

Bairro Vila Hauer, em Curitiba-PR Número de apartamentos: oito Descrição:

dois módulos de dois pavimentos Forma de comercialização:

locação

de dois pavimentos Forma de comercialização: locação O conceito, a tecnologia e até o projeto vieram

O conceito, a tecnologia e até o projeto vieram dos Estados Unidos. Mesmo assim, o light wood

frame chega ao Brasil como uma alternativa em sistemas construtivos industrializados, sobretudo para habitação de interesse social. O método foi empregado nas obras do Porto Primavera, em Curitiba, e a ligação com os Estados Unidos é tão grande que a construtora Malacon se refere ao empreendimento e ao sistema como UShome, em vez de chamá-lo pelo nome do condomínio.

Se a tecnologia veio da América do Norte, os materiais são predominantemente nacionais. Na

realidade, apenas o OSB (chapas de fibras orientadas, em inglês) não foi produzido no Brasil. Como

a produção do composto resistente a cupins não havia começado na época em que se iniciou as

obras do segundo módulo, a construtora Malacon foi obrigada a usar o material importado da Alemanha. O OSB anticupim só passou a ser produzido no Brasil no início deste ano. Com insumos made in Brazil, o custo relativo do sistema cai e se torna mais competitivo em comparação à construção de alvenaria. “Estimo que tenha saído 20% mais barato do que em alvenaria”, afirma

Maurício Trindade Malafaia, diretor da Malacon. “Na verdade, só se construíssemos um edifício igual de alvenaria teríamos condições de saber.” De acordo com a construtora, a obra custou cerca de

250 reais o m².

O perfil do empreendimento buscou potencializar esse efeito. Divididos em dois módulos, os oito

apartamentos possuem 50 m² distribuídos em dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. O bairro de Vila Hauer, a 8 km do centro de Curitiba, tem um padrão econômico de classe média.

O modelo de comercialização do empreendimento já procura se adequar ao público com renda mais

baixa. Por isso, as unidades não serão vendidas inicialmente. “Ainda há uma certa resistência no Brasil a casas de madeira e, se eu tentasse vender, poucos comprariam e eu teria de baixar muito o preço”, afirma Malafaia. Por isso, a construtora preferiu alugar as unidades. Como forma de controlar o desempenho da edificação, o contrato de aluguel prevê a vistoria periódica por parte da empresa.

De acordo com o material de divulgação, o conceito básico do light wood frame existe há cerca de

150 anos nos Estados Unidos. De lá para cá, as mudanças limitaram-se a pequenos

aperfeiçoamentos e modernização de alguns materiais. O principal motivo da longevidade do sistema seria a solidez das edificações, levando-se em conta que as condições ambientais – como variações de temperatura, ventos e terremotos – são mais agressivas nos Estados Unidos do que no Brasil. Além disso, a flexibilidade do projeto daria uma certa polivalência ao método construtivo, que poderia ser empregado em edificações de diversos formatos e estilos. “O projeto é simples de encomendar, há programas de computador ou sites da internet que fazem isso rapidamente”, comenta Malafaia “O im ortante na verdade é executar certo ”

encomendar, há programas de computador ou sites da internet que fazem isso rapidamente”, comenta Malafaia. “O importante, na verdade, é executar certo.”

Execução Como em boa parte das casas industrializadas, o único elemento moldado in loco é o radier da fundação. No caso da UShome, a peça possui 10 cm de espessura com concreto de 18 MPa e baldrames com 30 cm de largura, 15 cm de altura e armados com vergalhões de 20 mm na parte inferior. Sob o radier foi utilizada lona vinílica, como barreira de umidade e uma camada de pedra britada.

De resto, praticamente toda a estrutura e os fechamentos são constituídos por madeira. A estrutura

é composta por frames de araucária e os fechamentos externos são chapas de compensado de pinus no módulo 1, e OSB (chapa de fibras orientadas) no módulo 2. Todas as peças de madeira foram tratadas em autoclave com preservativo CCA (arseniato de cobre cromatado) para torná-las resistentes a cupins e umidade.

A estrutura de cada sobrado foi erguida em quatro dias, seguindo os procedimentos mostrados no

passo a passo das páginas anteriores. O contraventamento é realizado por chapas de OSB pregadas na parte externa dos montantes e por fitas de aço galvanizado constituindo tirantes em forma de “x”. O fechamento externo é de chapas de compensado ou OSB pregadas à estrutura e revestidas com siding de madeira nas fachadas frontal e posterior. Nas laterais, externamente ao frame, adotou-se alvenaria aparente de tijolos apenas para efeito estético. A impermeabilização das paredes externas é constituída por papelão alcatroado, grampeado sobre a chapa de OSB antes do revestimento final.

Como em boa parte dos sistemas de construção norte-americanos, o fechamento interno conta com gesso acartonado. As instalações elétricas e hidráulicas são introduzidas nos vãos internos aos montantes.

Poucos sistemas especificados nos projetos norte-americanos sofreram alterações por causa da cultura brasileira. Um dos casos de mudança foi nas instalações, com PVC em vez de polietileno reticulado. O material foi escolhido porque não haverá tubulação de água quente, já que as casas contarão com chuveiro elétrico. A mudança no tipo de calha foi motivada por questão estética. “O produto com desenho típico das casas norte-americanas é de alumínio, não de PVC”, diz Maurício Malafaia. Outro componente alterado foi a cobertura, originalmente de shingles que elevariam o preço da obra.

No entanto, certos “luxos” foram assumidos, como as esquadrias de PVC, pouco comuns em empreendimentos de baixo e médio padrão. As janelas de PVC são fixadas com conectores metálicos aparafusados nos montantes do frame, e as portas, já com as guarnições, são preliminarmente grampeadas à parede e depois travadas com espuma expansiva.

Por contar com madeira na estrutura e nos fechamentos, o cuidado com a proteção ao fogo deve ser redobrado no projeto. O OSB só pode entrar em combustão depois de exposto a chamas entre uma hora e uma hora e meia, de acordo com as normas norte-americanas. Além disso, um artifício simples freia o desenvolvimento do fogo num eventual incêndio: a colocação de barreiras de fogo entre os montantes. “A idéia dos norte-americanos não é deixar a casa intacta, mas permitir que os moradores saiam ilesos e o corpo de bombeiros tenha tempo de chegar e apagar o incêndio”, afirma Ilídio Jorge Matos, que trabalhou na montagem desse tipo de casas nos Estados Unidos e presta consultoria no Brasil. “Não adiantaria a casa ter materiais resistentes a várias horas de incêndio se o sistema favorecesse a rápida propagação do fogo”, completa.

Fôrmas de concreto Grupo irá monitorar desempenho do OSB para ser utilizado como fôrma

Além das aplicações em fechamentos e vigas secundárias, o OSB também está em testes para ser utilizado como fôrma para concreto. O estudo é resultado de uma parceria entre a Masisa, a Soma e

o

CTE (Centro de Tecnologia de Edificações).

O

projeto começou em janeiro e, de acordo com a estimativa inicial, será concluído em seis meses.

Nesse tempo, o material será testado em cinco obras em São Paulo e os resultados serão aproveitados na elaboração de um manual de uso do OSB em fôrmas. “O principal objetivo é estudar in loco o desempenho das chapas e poder especificar as variações mais adequadas para o

acabamento”, afirma a consultora do CTE, Eliana Taniguti.

Para adequar o estudo à realidade construtiva brasileira, as obras escolhidas possuem características diferentes. “Pretendemos pegar tanto obras racionalizadas como outras mais tradicionais”, explica Taniguti.

Madeira de cara nova

Material composto de fibras de madeira faz os fechamentos e tem até função estrutural na UShome

Apesar de só ser utilizado em um dos módulos da UShome, o OSB ganha destaque por ser pouco empregado na construção civil. O interesse da chilena Masisa, principal fornecedor do produto no Brasil, em difundir o material é tão grande que a empresa doou as chapas e vigas utilizadas na UShome.

Apesar da aparência lembrar chapas de aglomerado, a resistência do OSB permite o uso até em elementos estruturais. Em lajes, as chapas de 18 mm com espaçamento entre vigas de 40 cm têm capacidade de suportar 950 kg/m². Em paredes e revestimento de telhados, usando-se o material com 12 mm de espessura e espaçamento entre suportes de 61 cm, a capacidade de suporte atinge 90 kg/m².

O processo de produção é o principal responsável por essas características. Depois de descascadas, as toras são alinhadas e seguem para a viruteira, que formará as tiras. Estas tiras vão para o umedecedor, que homogeneiza a quantidade de água em cada uma, já que cada tora tem um índice diferente. As tiras, secas com umidade entre 3 e 5%, seguem para o misturador, onde são envolvidas por resinas sintéticas, parafina e cupinicida. O formador de camadas coloca a primeira e a quarta camadas no sentido longitudinal e a segunda e a terceira no sentido transversal. A peça é transportada para a prensa contínua de 44 m, onde é prensada a quente (temperatura de 190oC) em espessuras que podem variar de 6 a 40 mm. O resultado é um material compacto que, segundo o fabricante, praticamente não possui vazios internos.

Durabilidade No caso do emprego na construção civil, os maiores cuidados relativos ao OSB devem aparecer na fase de execução. O maior risco é de o material não estar completamente isolado da umidade, o que poderia provocar a proliferação de fungos. “Deve-se ‘envelopar’ a casa, ou seja, instalar papelão alcatroado em todas as paredes externas”, recomenda André Morais, supervisor técnico de produto da Masisa. Segundo ele, um cuidado no uso é não lavar pisos desprotegidos, como em salas e quartos, com água.

Em relação a cupins, o risco já é bem menor. A Masisa informa que testes realizados na América do Norte, na Europa e no IPT indicaram mortandade de 100% dos cupins. “Utilizaremos as dosagens verificadas na preparação das placas que se prestaram a esses ensaios para uma produção inicial, até o momento em que as empresas chegarem às suas próprias dosagens de veneno”, explica Morais. Os cupinicidas são adicionados à resina de colagem. Como o OSB não possui camadas de cola como o compensado, pois a substância é misturada e prensada com as tiras, os insetos xilófagos ficam mais expostos ao veneno. U.L.

pois a substância é misturada e prensada com as tiras, os insetos xilófagos ficam mais expostos