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A Segurança é a Maior Ilusão que Há.

Ser é viver em insegurança

OSHO, EU VIVO NO MUNDO DO CONDICIONAL - SERIA,


DEVERIA, PODERIA, GOSTARIA E SE SÃO OS MEUS
SONHOS OPERANDO, QUE APENAS A MINHA MENTE
ALCANÇA, USUALMENTE NO TEMPO PASSADO. PORQUE
EU SOU TÃO SEGURO NESTA ILUSÃO?

Bhagwati,

Uma pessoa pode estar segura só na ilusão, porque a


segurança é a maior ilusão que há. A vida é insegura, o amor
é inseguro. Ser é viver em insegurança. Ser é estar em
constante perigo. Só os mortos estão seguros por que não
podem morrer mais, nada pode acontecer a eles agora.

O mais vivo que você estiver, o mais inseguro você estará. Por
isto, muitas pessoas decidiram não viver, porque um tipo de
mortandade dá insegurança, proteção, armadura. Muitas
pessoas resolveram não olhar para a realidade, porque a
realidade É insegura. Eu não posso fazer nada, você não pode
fazer nada sobre ela -- é como é. A realidade é insegura;
ninguém nunca sabe o que vai acontecer no próximo
momento. Eu posso estar aqui, Eu posso não estar mais aqui;
você pode estar aqui, você pode não estar mais aqui. A
próxima respiração pode vir , ou pode não vir. A pessoa que
lhe ama pode simplesmente se esquecer de você amanhã. É
assim que a vida é.

Portanto, nós criamos ilusões para nos esconder atrás de


ilusões, de forma que nós não possamos ver a insegurança da
vida. O casamento é uma ilusão, o amor é uma realidade. O
amor é inseguro! Ninguém sabe se ele vai estar lá amanhã ou
não. É como uma brisa: quando ela vem, ela vem, quando ela
vai, ela vai. Você não pode manipulá-la, você não pode
controlá-la, você não pode predizê-la. Mas a mente é muito
medrosa: se amanhã sua mulher o deixar, o que você vai
fazer? Como você vai poder viver sem ela? Você se tornou tão
dependente dela, você não pode conceber você sem ela. Então
você faz alguns arranjos: fecha as portas, fecha as janelas,
tranca tudo, de forma que ela não escape. É isto que é o
casamento: fazer trancas legais de forma que você não escape
facilmente. Você pode ir à polícia, você pode ir à corte, você
pode forçar a mulher a voltar.

Mas quando você fecha todas as portas e todas as janelas, a


mulher não é mais a mesma que ela era quando ela estava
sob o céu, sob as estrelas; ela não é mais a mesma, o pássaro
em suas asas é um fenômeno totalmente diferente do pássaro
na gaiola. O pássaro na gaiola não é mais o mesmo pássaro,
porque ele não tem mais o mesmo céu, a mesma liberdade.
Ele está aprisionado, sua alma foi morta. Ele apenas parece
vivo – suas asas estão cortadas. Ele apenas parece que ele é,
agora ele só vai vegetar.
Sem liberdade não há vida. Mas uma coisa é boa na gaiola:
ela tem segurança. Agora o pássaro não precisa se preocupar
com comida; amanhã de manhã ele vai ser alimentado
novamente. Ele não precisa se preocupar com inimigos,
predadores; ninguém pode atacá-lo. O pássaro pode pensar
que ele não está engaiolado mas protegido. Ele pode pensar
que estas barras de ferronão são inimigas mas amigas; ele
pode começar a amá-las. Mesmo que se um dia você quiser
dar a ele a liberdade, ele pode não gostar da idéia, ele pode
resistir. Ele pode até se recusar a sair se você abrir a porta.
Ele dirá, ‘Eu não vou. Como eu posso deixar minha
segurança?’ Ele se esqueceu de toda a alegria da liberdade;
agora ele se lembra apenas do conforto e conveniência da
segurança.

O casamento é uma gaiola, o amor é o céu aberto. Nós


destruímos o amor e criamos a ilusão do casamento. Isto é
feio. Duas pessoas juntas por causa do amor é uma coisa, e
duas pessoas juntas por causa da lei é totalmente diferente.
Suas almas não estão mais juntas, apenas seus corpos estão
amarados juntos. Porque eles não podem fugir, porque fugir
parece que é custoso, materialmente um prejuízo – e os filhos
estão lá, e todos os confortos da vida familiar e a casa – eles
decidem permanecer escravos. Eles decidem NÃO viver, mas
apenas existir. E então, é claro, as pessoas tem muitos tipos
de ilusão do passado, do futuro.

Bhagawati, você não está sozinho nisto; todo ser humano está
no mesmo barco. Porque nós não podemos viver no
presente...

É perigoso viver no presente porque viver no presente significa


ser autêntico. Nós vivemos no passado, nós vivemos no
futuro. Passado e futuro são muito fáceis, confortáveis, sem
perigo. Você pode manipular o seu passado, você pode
controlá-lo. Você pode comandar o seu passado, seu passado
é muito obediente. Ele é não-existencial, ele existe apenas na
sua memória; você pode arrumá-lo sempre.

E na memória também você escolhe. Primeiro você escolhe


enquanto você está experienciando alguma coisa; mil e uma
coisas estão acontecendo todos os dias, mas você escolhe
apenas algumas, cientistas dizem que apenas dois por cento.
Noventa e oito por cento não são escolhidas, apenas dois por
cento. Tudo que faz você se sentir bem, ampliadores do ego,
gratificantes ao ego, você escolhe. Tudo que parece
sofrimento, dor, todas as feridas você não escolhe.

Sua memória é uma primeira escolha, e então enquanto você


vai se lembrando, suas experiências estão crescendo,e suas
experiências vão ser refletidas em suas memórias. Você vai
dando a elas novas cores, você vai pintando elas de novo e de
novo, tantos casacos que no momento que você escrever sua
autobiografia... e as pessoas escrevem autobiografias só
quando elas sabem que estão mortas. Quando elas sabem que
agora nada mais vai acontecer, então elas escrevem
autobiografias.
Quando uma pessoa está viva, como ela pode escrever sua
autobiografia? Quando ele pensa que tudo está terminado: “Eu
vivi, o ponto final chegou; agora não há nada mais para
acontecer” então ele escreve. Agora ele olha para trás, pinta
todas as memórias como ele quer que elas sejam. Todas as
autobiografias são ficção.

Minha sugestão para os bibliotecários é: todas as


autobiografias deveriam ser contadas e catalogadas como
ficção. Elas são ficção e nada mais. Você realça coisas que
você gostaria e inconsciente você adiciona muitas coisas que
nunca aconteceram. E eu não estou dizendo que você está
enganando sabidamente, não; você pode acreditar. Apenas
comece a contar uma mentira e depois de dez anos você vai
ter uma suspeição se aquilo é uma mentira ou uma verdade.

Um jornalista morreu; ele bateu nas portas do céu. São Pedro


abriu a porta e disse, “Desculpa, você é um jornalista?” --
porque é muito difícil não reconhecer um jornalista: ele se
parece com um no seu rosto, nos seus olhos.

E o homem disse, “Sim, mas como você reconhece isto?”

Ele disse, “É muito difícil não reconhecer um jornalista. Mas


desculpa, nós não temos mais nenhum lugar para jornalistas
no céu, a cota está completa. Nós só temos uma dúzia de
jornalistas; mesmo estes são inúteis porque nada acontece no
céu, nada de valor que pudesse ser reportado, nenhuma
notícia.

Você sabe a definição de notícia que George Bernard Shaw


deu? “Quando um homem morde um cachorro é notícia, não
quando um cachorro morde um homem”. Isto não é notícia,
isto não é nada!

“No céu não há notícias; nenhum jornal é publicado. Mesmo


estes doze jornalistas são inúteis, então pra que nós
precisamos de você? Vá pro inferno! – e lá há notícias e
notícias e notícias. Nada mais acontece lá, tudo é notícia. E lá
tem muitos jornais, e a circulação deles é grande. Você vai
para lá e terá um bom emprego”.

Mas o jornalista disse, “Não, eu não posso ir. Você não pode
dar um jeito? Se você me der vinte e quatro horas eu posso
convencer algum outro jornalista a ir pro inferno e no seu
lugar você me deixa ficar”.

Pedro disse, “Está bom – vinte e quatro horas estão


concedidas. Você entra.”

O jornalista entrou com todo o seu aparato jornalístico, suas


habilidades. Ele iniciou um rumor; a todo mundo que ele
cruzava ele dizia, “Você ouviu? Um grande jornal vai ser
fundado no inferno e todos os cargos estão vagos – editor
chefe e o assistente do editor chefe e outros assistentes,” e
isto e aquilo, todo mundo que ele encontrava ele dizia isto.
Depois de vinte e quatro horas, quando ele voltou. São Pedro
não abriu a porta. Ele disse: “Você não pode sair, você deve
ficar aqui”.

Ele disse, “Mas porque?”


São Pedro disse, “ Todos os doze se foram. Agora pelo menos
para cobrir o setor nós temos que ter um jornalista, você deve
ficar”.

O jornalista disse, “Eu não posso ficar mais, agora. Deixe-me


ir” Deve haver algo nas notícias que espalhei. Como que doze
pessoas acreditaram se não há nada nelas? Não pode ser só
um rumor! Deve ter alguma verdade nisto – talvez um
fragmento, mas deve ter alguma verdade nisto. Eu não posso
permanecer aqui mais. Abra a porta, deixe-me ir!”

Você começa com uma mentira, mais cedo ou mais tarde você
vai acreditar nela. De fato antes que outros acreditem nela
você vai acreditar nela e depois de dez anos é muito difícil
dizer se aquilo é uma mentira ou é uma verdade. Depois de
dez anos é muito difícil dizer se você sonhou ou se você
realmente viveu a coisa. Seus sonhos e suas realidades de
vida vão se tornar misturados uns com os outros.

É muito difícil escrever uma autobiografia. Não foi ainda feito e


eu não penso que possa ser feito algum dia. Aqueles que
podem escrever, eles não escrevem. Um Buda pode escrever,
mas ele diz que ele não tem nenhuma autobiografia para
escrever. Ele diz, “Eu nunca nasci”. Ele diz , “Eu nunca
expressei nenhuma palavra” Ele diz, “Eu nunca me tornei
iluminado porque I nunca fui não iluminado.” Ele diz, “Eu
nunca morri porque nada morre nunca. Portanto, que
autobiografia? Não há um ser próprio, porque uma
AUTObiografia? Não há um ego, não há um centro, e então o
que dizer da circunferência? Nenhuma circunferência é
possível.”

Um Buda pode escrever, mas ele não escreverá, e outros que


escrevem se limitarão a escrever ficções.

Você vai vivendo no passado, isto é muito confortável. Você é


o mestre – sobre o seu passado você é o mestre; você pode
fazer tudo que você queira com o passado. E sobre o futuro
também você é o mestre: você pode se tornar o Presidente da
América, da Índia – no futuro. Você pode fazer qualquer coisa
que você queira e todo mundo faz alguma coisa.

Apenas sentando silenciosamente, você começa a imaginar


passando pelo canto da estrada você achou uma bolsa cheia
de dinheiro. E não apenas isto, você começa a planejar como
usar este dinheiro, você começa a comprar coisas. Você é o
mestre.

O passado e o futuro dão a você a idéia que você é um rei. O


presente tira todas as ilusões, o presente simplesmente revela
a sua verdade nua. E o presente revela a insegurança que a
vida é, porque a vida implica na morte. E E tudo que é
implicado nisto é que não pode ser para sempre, tudo que é
será não existencial mais cedo ou mais tarde. A flor que se
abriu pela manhã é bela; à tarde ela terá ido, as pétalas cairão
e amanhã você não encontrará nenhum traço dela. É isso que
é a vida real: mudando, se movendo, dinâmica, não estática,
não permanente, sempre em um fluxo.

Bhagwati, é por isto que não só você mas todo mundo começa
a viver no passado e no futuro: para evitar o presente e isto é
perigoso.

Friedrich Nietzsche está certo: ele diz, “Viva perigosamente.


“De fato não há outra forma de se viver; a gente só pode viver
perigosamente. A outra forma é evitar a vida, não vivendo.

E é isto que o sannyas é. É aceitar a insegurança da vida, é


aceitar a morte, é aceitar que tudo pode desaparecer a cada
momento. O Seu amor, a sua amizade, você, tudo é apenas
por um momento. No próximo momento as pétalas irão cair,
tudo desaparecerá.

Sabendo disto e ainda assim se rejubilando, sabendo disto e


ainda assim dançando, sabendo disto e ainda assim tendo uma
canção nos seus lábios, sabendo disto e ainda assim tendo
alegria nos seus olhos – é isto que o sannyas é. De fato esta
insegurança é bela. Esta insegurança tem uma benção nela,
porque se tudo fosse seguro não haveria vida de jeito
nenhum. Se tudo fosse seguro não haveria pedras e rochas –
flores, pássaros, pessoas. Se tudo fosse seguro talvez pudesse
haver notas, matemática, ciência, mas não poesia, não
música, não dança. O mundo seria morto, falso, plástico.

O mundo real tem que estar em constante perigo. O perigo


acrescenta a ele beleza, este perigo dá a ele profundidade,
este perigo é desafiante.

Bhagwati, saia de sua segurança e de suas ilusões.

Você diz, “EU VIVO NO MUNDO DO CONDICIONAL”

O mundo do condicional é o mundo da mente. O verdadeiro


mundo é incondicional. Você não pode impor nenhuma
condição sobre a verdade e a verdade nunca impõe nenhuma
condição a você. Nem você pode impor condições a Deus, nem
Deus impõe condições a você. Tudo é dado
incondicionalmente.

Você diz, “EU VIVO NO MUNDO DO CONDICIONAL”

Isto quer dizer que você não vive, você só pretende.

Você diz, “EU VIVO NO MUNDO DO SERIA, DEVERIA,


PODERIA, GOSTARIA E SE”

Estas são palavras que pertencem ao mundo morto, não ao


mundo da vida. A vida simplesmente é, ela não conhece os
deveriam, os poderiam, os seriam. A vida simplesmente é ela
não sabe nada dos gostaria, queria. A vida é simplesmente,
ela não sabe nada dos ses e dos mas.

Viva aquilo que é e QUALQUER COISA que é. Sim, algumas


vezes machuca, e machuca muito mesmo. Algumas vezes trz
grandes agonias, mas estas agonias são o caminho das pedras
para os êxtases e estes machucados não são nada mais do
que as suas dores do parto. Você tem que aceitar o dia e a
noite, nascimento e morte, verão e inverno. Você deve aceitar
tudo que a vida é. Você não pode rejeitar nada, você não pode
impor condições nela. Suas condições não farão nenhuma
diferença, elas apenas o afundarão em suas próprias ilusões.

Viva no é! A palavra “iria” é uma construção mental, evite-a.

Você diz, “PORQUE EU SOU TÃO SEGURO NESTA ILUSÃO?”

As pessoas só podem estar seguras em ilusões; não há


nenhum porque. Se você encontrar alguém que é seguro, você
pode estar certo que ele está vivendo em ilusões.

Mas a segurança tem tremenda beleza, você não a provou


ainda. Você se acostumou demais com a piscina de água suja,
estagnada, fedorenta. Você se esqueceu da beleza do rio,
constantemente fluindo do conhecido ao desconhecido, do
limitado ao ilimitado. Eu tenho que reviver a sua memória
disto. É uma relembrança porque um dia você soube disto.

Quando a criança nasce ela não sabe nada sobre segurança,


ela não sabe nada do passado, nada do futuro. Ela
simplesmente vive no é. É isto que chamamos do processo de
civilizar a criança, é isto que chamamos de educação: tirá-la
do é, tirá-la da vida natural e transformá-la em arbitrária e
artificial. Na idade de três ou quatro anos uma criança se torna
parte da sociedade, ela perde todo o contato com Deus e a
realidade.

Então você soube uma vez o que significa estar na


insegurança. Tudo que eu preciso fazer é lembrar a você, é
provocar esta lembrança em você. E no momento que você
puder provar isto de novo você irá abandonar todas as suas
ilusões e você irá começar a se mover em direção ao
desconhecido com todas as suas inseguranças.

E você não ficará com medo, não se sentirá ameaçado – você


ficará eletrizado, excitado! Você sentirá que a insegurança não
é algo errado mas é a raiz de toda aventura. A insegurança
não é algo contra você mas é a verdadeira possibilidade de
sua existência. Ela afia a sua inteligência, ela o mantém vivo
com vivacidade, alerta. Ela mantém você sempre mistificado,
ela o mantém em estado de constante surpresa.

A insegurança é bela. E o dia que você souber que a


insegurança é bela, você vai conhecer a sabedoria da
insegurança, e você terá entendido o coração verdadeiro do
sannyas.
Osho, Osho, The Guest
Osho, O Convidado
Chapter:Live in the is!
Capítulo: Viva no é!

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