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Aceitação da Totalidade da Vida

Permita que a vida se mova e leve você com ela.

Osho,
Na noite passada, Você discutiu a atitude da aceitação
total como o solo básico para todo o sadhana tântrico,
ou a prática espiritual. Se eu me lembro corretamente,
em um outro dia Você disse que a ciência do tantra
ensina a estar no meio, em tudo, ficando livre dos
extremos na vida. Em referência a isso, explique como a
pessoa pode chegar a entender a diferença entre
tolerância e repressão na sua vida sexual.

Aceitação da totalidade da vida significa o caminho do meio.


Se você nega, você se move para o extremo oposto. Negação
é extremo. Se você nega alguma coisa, você a nega por algo;
então, você se move para um extremo. Se a pessoa negar o
sexo, ela se moverá para o brahmacharya, celibato – para o
outro extremo. Se você negar o brahmacharya, você se
moverá para a tolerância – para o outro extremo. No momento
em que você nega, você aceitou o caminho extremo.

Aceitação da totalidade é estar automaticamente no meio.


Você não é nem a favor de uma coisa nem contra uma coisa.
Você não escolheu, você está apenas fluindo na correnteza.
Você não está se movendo em direção a uma meta – você não
faz nenhuma escolha, você está em uma entrega.

O tantra acredita em uma profunda entrega. Quando você


escolhe, seu ego entra. Quando você escolhe, sua vontade
entra. Quando você escolhe, você está se movendo contra o
universo todo – você tem sua própria escolha. Quando você
escolhe, você não está escolhendo o fluxo universal: você está
colocando-se à parte, isolado; você é como uma ilha. Você
está tentando ser você mesmo contra todo o fluxo da vida.

“Não-escolha” significa que não é você que tem de decidir para


onde a vida vai. Você permite que a vida se mova, que ela o
leve com ela; e você não tem nenhum objetivo fixo. Se você
tem um objetivo fixo, você está fadado a escolher. O objetivo
da vida é seu objetivo. Você não está se movendo contra a
vida; você não tem quaisquer idéias próprias contra a vida.
Você se solta, você se entrega para a própria força da vida. É
isso o que o tantra quer dizer por aceitação total.

E uma vez que você aceite a vida em sua totalidade, as coisas


começam a acontecer, porque essa aceitação total libera-o de
seu objetivo de ego. Sua meta de ego é o problema, por causa
dele, você cria problemas. Não há problemas na vida em si; a
existência é sem-problema. Você é o problema e é o criador do
problema e cria problemas a partir de tudo. Mesmo se você
encontrar Deus, você criará problemas a partir dele. Mesmo
que você chegue ao paraíso, você criará problemas a partir do
paraíso – porque você é a fonte original dos problemas. Você
não irá se entregar. Esse ego que não se entrega é a fonte de
todos os problemas.
O tantra diz que não é uma questão de alcançar alguma coisa,
não é uma questão de alcançar o brahmacharya. Se você
alcançar o brahmacharya contra o sexo, seu brahmacharya
permanecerá basicamente sexual. Dois extremos, apesar de
opostos, são partes de um todo – dois aspectos de uma
mesma coisa. Se você escolhe um, você escolheu o outro
também. O outro estará escondido agora, reprimido. O que
repressão significa? Escolher um extremo contra o outro, que
é uma parte básica dele.

Você escolhe o brahmacharya contra o sexo, mas o que é o


brahmacharya? É exatamente o reverso da energia sexual.
Você escolheu o brahmacharya, mas você também escolheu o
sexo com ele. Agora, o brahmacharya estará na superfície e
bem no fundo existirá o sexo. Você ficará perturbado, porque
sua escolha criará a perturbação. Você pode escolher somente
um pólo, mas o outro pólo o seguirá automaticamente. E você
é contra o outro pólo; assim, agora você ficará perturbado.

O tantra diz: não escolha; seja sem escolha. Uma vez que
você compreenda isso, a questão sobre o que é tolerância e o
que é repressão nunca surgirá. Então, não há nenhuma
repressão e não há nenhuma tolerância. A questão surge
somente porque você ainda está escolhendo. Há pessoas que
vêm a mim e dizem: “Nós aceitaremos a vida, mas se nós
aceitarmos a vida, quando o brahmacharya acontecerá?”. Elas
estão prontas para estarem na aceitação total, mas a
prontidão é falsa, apenas superficial. Bem no fundo, elas ainda
estão apegadas aos extremos.

Elas querem o brahmacharya – o celibato. Elas não o


alcançaram através da luta contra o sexo; assim, quando elas
me ouvem, elas pensam: “Como nós não fomos capazes de
alcançá-lo através da luta, agora nós devemos alcançá-lo
através da aceitação.”. Mas a mente que quer alcançar, a
mente motivada, a mente ambiciosa está presente – e o
objetivo está presente, a escolha está presente.

Se você tem alguma coisa a alcançar, você não pode aceitar a


totalidade: a aceitação não é total. Então, você também está
tentando aceitar como uma técnica para alcançar alguma
coisa. Aceitação significa: agora você abandonou aquela
mente que conquista, aquela mente motivada que está sempre
atrás de alguma coisa, ansiando por alguma coisa – você a
deixa! Você permite a vida fluir livremente; assim como o
vento está fluindo por entre as árvores. Você permite que a
vida seja livre, mova-se livremente através de você; você não
oferece nenhuma resistência. Aonde quer que ela o leve, você
está pronto a ir. Você não tem nenhuma meta. Se você tiver
alguma meta, então você terá de resistir à vida, então, você
terá de lutar com ela.

Se uma árvore tem alguma meta, alguma inclinação, alguma


idéia, então, ela não pode permitir que o vento passe
livremente através dela. Se ela quiser ir para o sul, então, o
vento que a está forçando para o norte será o inimigo.
Se você tem alguma meta, você não pode aceitar a vida como
uma amiga. Sua meta cria o inimigo. Se você espera alguma
coisa da vida, você está impondo-se sobre a vida, você não
está permitindo que a vida aconteça a você. O tantra diz: as
coisas acontecem quando você não as espera, as coisas
acontecem quando você não as força, as coisas acontecem
quando você não está ansiando por elas.

Mas isso é uma conseqüência, não um resultado. E fique


claramente consciente da diferença entre ‘conseqüência’ e
‘resultado’. Um resultado é conscientemente desejado; uma
conseqüência é um subproduto. Por exemplo: se eu digo a
você que se você brincar, a felicidade será a conseqüência,
você vai tentar por um resultado. Você vai e brinca e você fica
esperando pelo resultado da felicidade. Mas eu lhe disse que
isso será a conseqüência, não o resultado.

A conseqüência significa que se você está realmente na


brincadeira, a felicidade acontecerá. Se você constantemente
pensa na felicidade, então, ela tem de ser um resultado; ela
nunca acontecerá. Um resultado vem de um esforço
consciente; uma conseqüência é apenas um subproduto. Se
você estiver brincando intensamente, você estará feliz. Mas a
própria expectativa, o anseio consciente pela felicidade, não
lhe permitirá brincar intensamente. A ânsia pelo resultado se
tornará uma barreira e, então, você não será feliz.

A felicidade não é um resultado, é uma conseqüência. Se eu


lhe digo que se você amar, você será feliz, a felicidade será
uma conseqüência, não um resultado. Se você pensa que,
porque você quer ser feliz, você deve amar, nada resultará
disso. A coisa toda será falsificada, porque a pessoa não pode
amar por algum resultado. O amor acontece! Não há
motivação por detrás dele.

Se há motivação, não é amor. Isso pode ser qualquer outra


coisa. Se eu estou motivado e penso que, porque desejo a
felicidade, vou amá-lo, esse amor será falso. E como o amor
será falso, a felicidade não resultará dele. Ela não virá; é
impossível. Mas se eu o amo sem qualquer motivação, a
felicidade segue como uma sombra.

O tantra diz: aceitação será seguida por transformação, mas


não faça da aceitação uma técnica para a transformação. Ela
não é. Não anseie por transformação – somente então a
transformação acontece. Se você a deseja, seu próprio desejo
é o obstáculo. Então, não há nenhuma questão sobre o que é
tolerância e o que é repressão.

Essa pergunta vem à mente apenas porque você não está


pronto para aceitar o todo. Aceite-o, deixe ser tolerância e
aceite. Se você aceitar, você será atirado para o meio. Ou
deixe ser repressão e aceite. Se houver aceitação, você será
atirado para o meio. Através da aceitação, você não pode
permanecer com o extremo. “Extremo” significa negação de
alguma coisa – aceitar alguma coisa e negar alguma coisa.
“Extremo” significa ser a favor de alguma coisa e contra
alguma coisa. No momento em que você aceita o que quer
que seja o caso, você será atirado para o meio, você não
permanecerá com o extremo.

Assim, esqueça qualquer entendimento intelectual do que é


repressão e do que é tolerância. Isso é tolice e não o levará a
lugar nenhum. Apenas aceite, onde quer que você esteja. Se
você está na tolerância, aceite-a. Por que ficar com medo
dela?

Mas há um problema. Se você está na tolerância, você pode


permanecer na tolerância somente se você está
simultaneamente tentando transcendê-la. Isso dá uma boa
sensação para o ego: você pode se sentir bem e, então, você
pode adiar. Você sabe que isso não será para sempre. Você
sente: “Hoje eu sou tolerante, mas amanhã eu estarei, além
disso”. O amanhã o ajuda a ser tolerante hoje. Você sabe que
“Hoje eu estou bebendo álcool e fumando, mas isso não será
por toda a minha vida. Eu sei que isso é ruim e amanhã eu
deixarei disso.”.

Essa esperança pelo amanhã o ajuda a ser tolerante hoje, e


isso é um bom truque. Aqueles que querem ser tolerantes
devem ter grandes ideais. Esses ideais lhes dão oportunidade.
Então você não precisa se sentir muito culpado com o que
você está fazendo, porque, no futuro, tudo estará bem –
aquilo é apenas momentâneo. Isso é um truque da mente.
Assim, aqueles que são tolerantes, sempre falam em não-
tolerância. Aqueles que são tolerantes vão a mestres que são
contra isso. E pode-se ver uma profunda relação...

Se você está atrás de riqueza, do dinheiro, do poder, você


sempre venerará alguém que é contra a riqueza – o asceta.
Aquele que renunciou será seu ideal. Uma sociedade rica pode
venerar e respeitar somente aquele que renunciou à riqueza.
Olhe em volta e você verá. Se você é indulgente no sexo, você
deve respeitar alguém que foi além dele, que se tornou um
brahmacharia. Você irá venerá-lo. Ele é o ideal; ele é seu
futuro. Você está pensando que algum dia você será como
esse homem. Você o venera.

E se um dia chega a você um rumor de que aquele homem


está sendo tolerante no sexo, o respeito se vai, porque você
não pode respeitar a si mesmo. Você tem tanta
autocondenação com relação ao que quer que você seja, que
se você descobre que seu mestre é como você, o respeito se
vai. Ele deve ser exatamente o oposto. Então, ele lhe dá
esperança. Então, ele pode guiá-lo para o extremo oposto.
Então, você pode segui-lo.

Assim, há sempre um relacionamento muito profundo entre os


seguidores e o mestre. Você sempre os verá em pólos
opostos: o seguidor estará exatamente no pólo oposto e ele
somente é um seguidor por causa disso. Se você é obcecado
por comida, então, você pode respeitar somente uma pessoa
que faz longos jejuns. Ele é “o milagre”. Você espera algum dia
alcançar a mesma coisa. Ele é o seu futuro. Você pode venerá-
lo e respeitá-lo. Ele é a imagem, mas essa imagem ajuda-o a
ser o que quer que você seja; ela não irá mudá-lo. O próprio
esforço para mudar, a própria idéia de mudar, é o obstáculo.
Este é o insight do tantra.

O tantra diz: o que quer que você seja, aceite-o. Não crie
quaisquer ideais. Eles são sonhos – e falsos. Aceite o que quer
que seja. Não o chame de bom ou mau, não tente justificá-lo
ou racionalizá-lo. Viva no momento e veja que “este é o caso”.
Permaneça com o fato e aceite-o. É difícil – muito difícil e
árduo. Por que é tão difícil? Porque, então, o ego é
despedaçado. Então, você sabe que você é um animal sexual.
Então, o elevado ideal de brahmacharya não pode ajudar seu
ego de forma alguma. Então, você sabe que é “noventa e nove
por centro um animal...” e esse um por cento eu deixo para
você, somente para não chocá-lo ainda mais.

Com os ideais de Mahavira, Buda, Krishna, Cristo, você sente


que é noventa e nove por cento divino e somente um por
cento está faltando. Assim, mais cedo ou mais tarde, pela
graça de Deus, você o alcançará. Você se sente feliz como
você é. Isso não ajudará. Não ajudará de forma alguma. Pode
ajudar somente a adiar o problema real, a crise real e, a
menos que você encare essa crise, você nunca será
transformado. A pessoa tem de passar por ela; a pessoa tem
de sofrê-la. Mas somente a realidade da vida o conduz para a
verdade. Ficções não ajudarão.

Assim, permaneça com o fato. O que quer que você seja –


animal, ou seja, o que for... – está bem. O sexo existe, a raiva
existe, a avareza existe: tudo bem, então, existe. É isto aí,
este é o caso. O universo acontece para você dessa maneira;
você encontrou a si mesmo já dessa maneira. Isso é como a
vida o fez; é como a vida o está impulsionando, conduzindo-o
para algum lugar.

Relaxe e permita que a vida o conduza. Qual é a dificuldade


em relaxar? A dificuldade é que se você relaxa, você não pode
manter o ego. O ego pode ser mantido somente na
resistência. Quando você diz “não”, o ego é fortalecido.
Quando você diz “sim”, o ego simplesmente desaparece.

É por isso que é tão difícil dizer “sim” para alguma coisa.
Mesmo em coisas comuns é difícil dizer “sim”. Nós queremos
dizer “não”. O ego, o “eu”, se sente bem somente quando está
lutando. Se você está lutando com outra pessoa, é bom, o ego
se sente bem. Se você está lutando consigo mesmo, o ego se
sente ainda melhor, porque lutar com alguém cria mais
problemas à sua volta. Quando você está lutando consigo
mesmo, não há nenhum problema à sua volta. Quando você
estiver lutando contra alguém, a sociedade criará problemas
para você. Quando você está lutando consigo mesmo, toda a
sociedade irá venerá-lo. É bom, porque você não está
prejudicando ninguém.

E na verdade, se você é alguém que está prejudicando a si


mesmo, se não lhe for permitido prejudicar a si mesmo, você
prejudicará os outros. Do contrário, para onde essa energia irá
se mover? Assim, a sociedade sempre está feliz com esses
idiotas que estão prejudicando a si mesmos. A sociedade se
sente bem, porque a violência deles é direcionada para trás,
eles não farão nada prejudicial.

Eis por que nós os chamamos de sadhus – os bons. Eles são


bons porque podem prejudicar muito – eles já estão fazendo
isso, mas estão fazendo a si mesmos. Eles são suicidas. Um
matador, um assassino pode se tornar suicida se ele se voltar
contra si mesmo; assim, a sociedade se sente bem, sem a
carga de um assassino se ele se tornar suicida. A sociedade
respeita, aprecia-o. Mas a pessoa permanece a mesma – ela
permanece violenta. Agora, ele é violento consigo mesmo, ou
permanece ambicioso, mas ele fala da não-ambição.

Mas veja! Tente compreender a fala da não-ambição. A base


sempre é a ambição. Eles dizem que se você não for
ambicioso, somente então você alcançará o paraíso. E o que
há para ser recebido no paraíso? Tudo aquilo de que a ambição
gostaria.

Assim, seja não-ambicioso para alcançar o paraíso. Se você


não é um celibatário, você não irá para o céu. E o que você
conquistará no céu? Tudo o que você condena aqui na terra.
Então, belas mulheres estarão à disposição e não haverá
nenhuma comparação – porque qualquer uma que seja bela
na terra se tornará feia. Isso é o que os shastras, as
escrituras, dizem. E as mulheres que estão no céu nunca ficam
velhas, elas permanecem fixadas na idade de dezesseis anos.
Assim, seja celibatário aqui, de forma que você possa ser
tolerante lá.

Mas que tipo de lógica é essa? A motivação permanece a


mesma. A motivação permanece exatamente a mesma,
somente os objetos mudam, a seqüência de tempo muda.
Você está adiando seus desejos para o futuro. Isso é uma
barganha.

O tantra diz: tente entender todo esse funcionamento da


mente e, então, é bom não lutar, então, é bom fluir como você
é e aceitar. Nós estamos com medo, porque se nós
aceitarmos, então como iremos mudar? O tantra diz: aceitação
é transcendência. Você tentou lutar e você não mudou. Olhe
para toda a sua vida, analisa-a e se você for honesto, você
descobrirá que não mudou um simples naco, nem um
centímetro. Mova-se de volta para a sua infância. Analise toda
a sua vida e não importa o que você possa estar falando e
pensando, a vida atual verdadeira permaneceu a mesma. E
você esteve lutando continuamente. Nada acontece a partir
daí.

Assim, agora tente o tantra. O tantra diz: não lute; ninguém


nunca mudou com luta. Aceite! Então, não há nenhuma
questão sobre o que é tolerância e o que é repressão, e o que
é brahmacharya, e o que é isso e aquilo. O que quer que seja,
aceite-o e flua com isso. Você dissolve a resistência do ego,
você relaxa na existência e vai aonde quer que isso o conduza.
Se o destino da existência é você ser um animal, então, diz o
tantra, seja um animal.

O que acontecerá a partir daí e como acontece? O tantra diz: a


total transformação acontece – porque, uma vez que você
aceite, a divisão interna se dissolve, você se torna um. Então,
não há dois em você – o santo e o animal, o santo reprimindo
o animal e o animal afastando o santo a todo o momento.
Então, não há dois em você, você se torna um.

E essa unidade dá energia. Toda a sua energia é gasta em luta


e conflitos internos. Essa aceitação torna-o um. Agora, não há
nenhum animal para ser condenado e nenhum santo para ser
apreciado. Você é o que quer que você seja. Você aceitou isso,
você relaxou com isso; assim, sua energia se torna una.
Então, você é um todo e não dividido contra si mesmo.

Essa unidade é uma transformação alquímica. Com essa


totalidade, você tem energia. Agora você não está
desperdiçando sua vida. Não há conflito interno; você está à
vontade internamente. Essa energia que você ganha através
do não-conflito se torna sua consciência.

A energia pode se mover em duas direções. Se ela se move na


luta, você a está desperdiçando todo dia. Se ela acumula e
não há luta, chega um momento, exatamente como quando
você continua esquentando a água até uns cem graus: então,
a água se torna outra coisa, ela se evapora. Então, ela não é
mais líquida, ela se torna um gás. Ela não se transformou aos
noventa e nove graus. Ela se transformou somente aos cem
graus.

A mesma coisa acontece internamente. Você está


desperdiçando a sua energia todo dia e o ponto de evaporação
nunca chega. Ele não pode chegar, porque a energia não é de
forma alguma acumulada. Uma vez que a luta interna não
exista, a energia continua se acumulando e você se sente cada
vez mais e mais forte.

Mas não o ego, o ego se sente forte somente quando está


lutando. Quando não há luta, o ego se torna impotente. Você
se sente forte, e esse “você” é uma coisa totalmente diferente.
Você não pode saber disso a menos que você seja total. O ego
existe com fragmentos, divisões. Esse “você” – o si mesmo, ou
o que nós chamamos de atma – existe somente quando não
há divisão, quando não há luta interna. ‘Atma’ significa o todo;
‘si mesmo’ significa a energia não-dividida.

Uma vez que essa energia não seja dividida, ela vai-se
acumulando. Você a está produzindo todo dia, a energia da
vida é produzida em você, mas você a está desperdiçando na
luta. Essa mesma energia chega a um ponto onde se torna
consciência – isso é automático, o tantra diz que isso é
automático. Uma vez que você saiba como ser total, você se
tornará cada vez mais e mais consciente e chegará o dia em
que toda a sua energia será transformada em consciência.

Quando a energia é transformada em consciência, muitas


coisas acontecem, porque então a energia não pode se mover
para o sexo. Quando ela puder se mover para uma dimensão
superior, ela não se moverá para uma dimensão inferior. Sua
energia continua se movendo para a dimensão inferior, porque
não há nada superior para você. Você não tem o nível de
energia onde ela possa se tornar mais elevada; assim, ela se
move para o sexo. Ela se move para o sexo e você tem medo
dela; assim, você cria o ideal de brahmacharya e você se torna
dividido. Então, você se torna cada vez menos e menos
energético. Você está desperdiçando energia.

Essa é uma experiência muito poderosa – que quando você


está fraco, você se sente mais sexual. Isso parece totalmente
absurdo em termos biológicos, porque a biologia dirá que
quando você é mais potente, você se sentirá mais sexual. Mas
esse não é o caso. Quando você estiver fraco, doente, você se
sentirá mais sexual. Quando você estiver saudável e um sutil
bem-estar estiver presente, você não se sentirá tão sexual.

E a qualidade do sexo também será diferente. Quando você


estiver fraco, a sexualidade será um tipo de doença e um
círculo vicioso será criado. Através do sexo, você se tornará
mais fraco, e quanto mais fraco você se tornar, mais sexual
você se sentirá. E o sexo se tornará cerebral, ele se moverá
para a sua cabeça.

Quando você está saudável, quando um bem-estar está


presente, quando você se sente bem-aventurado, relaxado,
você não é tão sexual. Então, mesmo que o sexo aconteça, ele
não é uma doença. Ao contrário, ele é um transbordamento.
Uma qualidade totalmente diferente está presente. Quando o
sexo é um transbordamento, ele é apenas amor expressando-
se através de bioenergia. Ele está criando um profundo
compartilhar, um profundo contato através da bioenergia. Ele
é uma parte do amor.

Quando você está fraco e o sexo não está transbordando,


trata-se de uma violência contra você mesmo e, quando ele é
uma violência contra você mesmo, ele nunca é amor. Uma
pessoa fraca pode fazer sexo, mas seu sexo nunca é amor. Ele
é mais ou menos um estupro e estupro para ambas as partes;
para a própria pessoa ele também é um estupro. Mas, então,
um círculo vicioso é criado: quanto mais fraca ela se sente,
mais sexual ela se sente.

Mas por que isso acontece? A biologia não tem nenhuma


explicação para isso, mas o tantra tem uma explicação. O
tantra diz que o sexo é um antídoto contra a morte. O sexo
significa vida para a sociedade. Você pode morrer, mas a vida
continuará. Assim, sempre que você se sentir fraco, sentindo
que a morte está próxima, então, o sexo se tornará muito
importante, porque você pode morrer a qualquer momento.
Seu nível de energia abaixou. Você pode morrer a qualquer
momento; assim, seja tolerante no sexo de forma que alguém
possa viver. A vida deve continuar.

Para o tantra, o velho é mais sexual do que o jovem. E isso é


um insight muito profundo. Os jovens são mais sexualmente
potentes, mas não tão sexuais; os velhos são menos
sexualmente potentes, mas mais sexuais. Assim, se nós
pudermos entrar na mente de um homem velho, então, nós
poderemos saber o que está acontecendo.

No que concerne à energia sexual, ela é menor no velho, e


maior no jovem. Mas no que concerne à sexualidade –
sexualidade significa pensar em sexo –, ela é maior no velho
do que no jovem. A morte está chegando perto e o sexo é o
antídoto para a morte; assim agora, a energia enfraquecida
gostaria de produzir alguém. A vida deve continuar. A vida não
está interessada em você, a vida está interessada em si
mesma. Isso é um círculo vicioso.

E o mesmo acontece na ordem inversa também. Se você está


transbordando de energia, o sexo se torna cada vez menos e
menos importante e o amor se torna cada vez mais e mais
importante. E, então, o sexo pode acontecer simplesmente
como uma parte do amor, como um profundo compartilhar. O
mais profundo compartilhar pode ser o da bioenergia, porque
ela é a força da vida. Para quem quer que você ame, você
quer dar alguma coisa. Dar faz parte do amor, no amor você
dá coisas. O maior presente pode ser o da sua energia de
vida. No amor, o sexo se torna um profundo presente de
bioenergia, de vida. Você está dando uma parte de si mesmo.

Realmente, em todo ato sexual, você está se dando


totalmente. Então, um círculo diferente é criado; quanto mais
você sente amor, mais você se torna forte. Quanto mais você
sente amor, mais você compartilha amor; então, mais forte
você se torna, porque no amor, o ego se dissolve. No amor
você tem de fluir com a vida.

Você não precisa fluir com a vida na política. Ao contrário,


você será um tolo se fluir com a vida na política, porque lá
você tem que se impor contra a vida; somente então, você
pode subir na política. Se você estiver fazendo negócios, você
será um tolo se fluir com a vida. Você não irá a lugar nenhum,
porque você tem de lutar, tem de competir, tem de ser
violento. Quanto mais violento e louco, mais você terá
sucesso. Trata-se de uma luta.

Somente no amor não há nenhuma competição, nenhuma


luta, nenhuma violência. Você tem sucesso no amor somente
quando você se entrega. Assim, o amor é a única coisa
antimundana do mundo, a única coisa não-mundana no
mundo. E se você estiver amando, você se tornará mais um
todo, não-dividido; mais energia será acumulada. Quanto
maior a energia, menor será a sexualidade. E chega um
momento em que a energia atinge um ponto onde a
transformação acontece e a energia se torna consciência. O
sexo desaparece e somente uma bondade amorosa, uma
compaixão, permanece.
Buda tem uma luminosidade de compaixão amorosa; isso é
energia sexual transformada. Mas você não pode alcançá-la
através da luta, porque a luta cria divisão e a divisão torna-o
mais sexual. Esse é o insight do tantra – absolutamente
diferente de tudo o que você possa ter estado pensando sobre
sexo e brahmacharya. Somente através do tantra um
brahmacharya real, uma pureza e inocência reais acontecem.
Mas, então, isso não é um resultado, é uma conseqüência.
Isso se segue à aceitação total.

Osho,
Vigyan Bhairav Tantra, # 30

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