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MpMagEst Empresarial Marcelo Cometti Data: 07/05/2013 Aula 06

MpMagEst Empresarial Marcelo Cometti Data: 07/05/2013 Aula 06

RESUMO

SUMÁRIO

1. Falência Lei 11.101/05

1. FALÊNCIA LEI 11.101/05

É uma forma de execução concursal do empresário devedor que se encontre juridicamente insolvente.

1.1. Pressuposto subjetivo: o empresário e somente este pode ter sua falência decretada.

Empresário individual

Empresa individual de responsabilidade limitada

Sociedade empresária

Rol de empresários que não poderão falir (art. 2º) são os chamados empresários excluídos da falência:

“Art. 2º Esta Lei não se aplica a:

I empresa pública e sociedade de economia mista; II instituição financeira pública ou privada, cooperativa de

complementar,

crédito,

sociedade operadora de plano de assistência à saúde, sociedade

seguradora,

entidades

legalmente equiparadas às anteriores.

consórcio,

entidade

de

previdência

e

de

sociedade

capitalização

outras

Empresários absolutamente excluídos da falência: empresa pública e sociedade de economia mista. Na hipótese de se tornarem insolvente, caberá ao Estado honrar com suas obrigações.

Empresários relativamente excluídos da falência: são os casos do inciso II do artigo 2º da Lei de Falências ex.: instituições financeiras, plano de saúde, seguradoras, etc. Para estes há leis especiais para disciplina de execução concursal de seus bens. Por exemplo, verificada a insolvência de um determinado banco, a execução concursal observará o disposto na lei 6.024/74, que prevê a liquidação extrajudicial. Caberá ao Bacen nomear um liquidante que procederá a liquidação concursal daquele banco. Contudo, nas leis especiais é possível que haja hipóteses excepcionais que quando verificadas as sujeitam à falência. Na lei 6.024/74 estabelece como tais critérios:

(i)

Indícios de pratica de crime falimentar pelos administradores do banco.

(ii)

Insuficiência dos bens arrecadados para o pagamento de mais da metade dos credores quirografários.

1.2. Pressuposto objetivo: insolvência jurídica.

Para fins falimentares, a insolvência do empresário devedor é considerada jurídica na medida em que será presumida pela prática de certos comportamentos previstos no artigo 94 da lei de falências:

MpMasEst 2013 Anotador(a): Carlos Eduardo de Oliveira Rocha Complexo Educacional Damásio de Jesus

Art. 94. Será decretada a falência do devedor que: I – sem relevante razão de

Art. 94. Será decretada a falência do devedor que:

I sem relevante razão de direito, não paga, no vencimento,

obrigação líquida materializada em título ou títulos executivos protestados cuja soma ultrapasse o equivalente a 40 (quarenta) salários-mínimos na data do pedido de falência;

II executado por qualquer quantia líquida, não paga, não

deposita e não nomeia à penhora bens suficientes dentro do

prazo legal;

III pratica qualquer dos seguintes atos, exceto se fizer parte de

plano de recuperação judicial:

a) procede à liquidação precipitada de seus ativos ou lança mão

de meio ruinoso ou fraudulento para realizar pagamentos;

b) realiza ou, por atos inequívocos, tenta realizar, com o objetivo

de retardar pagamentos ou fraudar credores, negócio simulado ou

alienação de parte ou da totalidade de seu ativo a terceiro, credor ou não;

c) transfere estabelecimento a terceiro, credor ou não, sem o

consentimento de todos os credores e sem ficar com bens

suficientes para solver seu passivo;

d) simula a transferência de seu principal estabelecimento com o

objetivo de burlar a legislação ou a fiscalização ou para prejudicar

credor;

e) dá ou reforça garantia a credor por dívida contraída anteriormente sem ficar com bens livres e desembaraçados suficientes para saldar seu passivo; f) ausenta-se sem deixar representante habilitado e com recursos suficientes para pagar os credores, abandona estabelecimento ou tenta ocultar-se de seu domicílio, do local de sua sede ou de seu principal estabelecimento;

g) deixa de cumprir, no prazo estabelecido, obrigação assumida no

plano de recuperação judicial.

§ 1º Credores podem reunir-se em litisconsórcio a fim de perfazer

o limite mínimo para o pedido de falência com base no inciso I do caput deste artigo.

§ 2º Ainda que líquidos, não legitimam o pedido de falência os

créditos que nela não se possam reclamar.

§ 3º Na hipótese do inciso I do caput deste artigo, o pedido de falência será instruído com os títulos executivos na forma do

parágrafo único do art. 9o desta Lei, acompanhados, em qualquer caso, dos respectivos instrumentos de protesto para fim falimentar nos termos da legislação específica.

§ 4º Na hipótese do inciso II do caput deste artigo, o pedido de

falência será instruído com certidão expedida pelo juízo em que se

processa a execução.

§ 5º Na hipótese do inciso III do caput deste artigo, o pedido de falência descreverá os fatos que a caracterizam, juntando-se as provas que houver e especificando-se as que serão produzidas.

(i) Impontualidade injustificada: o empresário devedor poderá falir quando não pagar no vencimento sem relevante razão de direito, obrigação liquida superior a 40 salários mínimos,

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representada em título executivo devidamente protestado (protesto específico para fins falimentares); (ii) Execução

representada em título executivo devidamente protestado (protesto específico para fins falimentares);

(ii)

Execução frustrada: o empresário devedor poderá ter sua falência decretada quando ao ser executado por qualquer quantia, não paga, não deposita, nem são nomeados bens à penhora no prazo legal.

(iii)

Atos de falência: ex.: abandono do estabelecimento empresarial, sem deixar no local representante habilitado; alienação irregular do estabelecimento empresarial; descumprimento do plano de recuperação judicial.

1.3. Processo falimentar:

1.3.1. Etapa pré-falimentar: se inicia com o pedido de falência, após o juiz determina a citação do devedor para que apresente sua contestação em 10 dias. Dentro desse prazo de 10 dias, o devedor também poderá realizar o depósito elisivo que impedirá a decretação da falência ou requerer a sua recuperação judicial. Não realizado o depósito, não requerido a recuperação, o juiz proferirá sentença declarado a falência.

1.3.2. Pedido de Falência:

a) Legitimidade ativa:

(i)

O próprio empresário deve requerer sua autofalência quando atravessar um momento de crise econômico financeira, não preencher os requisitos para sua recuperação judicial;

(ii)

Falência do espólio cônjuge sobrevivente, herdeiros ou inventariante do empresário devedor.

(iii)

Sócios quotistas ou acionistas da sociedade devedora

(iv)

Credores o MP pode requerer a falência do empresário com base no crédito

decorrente de ação civil pública Obs.: se o credor também é empresário, deverá comprovar a condição de regularidade na exploração de sua atividade empresarial (por meio de uma certidão expedida pela junta comercial, demonstrando que está devidamente registrado naquele órgão);

b) Legitimidade passiva: apenas quem pode falir é o empresário.

1.3.3. Juízo competente: nos termos do artigo 3º da lei 11.101/05, é competente para decretar a falência do devedor, o juízo do local de seu principal estabelecimento.

Art. 3º É competente para homologar o plano de recuperação extrajudicial, deferir a recuperação judicial ou decretar a falência o juízo do local do principal estabelecimento do devedor ou da filial de empresa que tenha sede fora do Brasil.”

É entendimento majoritário de nossa doutrina e jurisprudência, ser o principal estabelecimento o centro de tomada de decisões do empresário devedor e consequentemente, o local em que se encontrará a maior parte de seu ativo e de seus empregados, permitindo a liquidação da massa com economia de custos e encargos. Para Oscar Barreto Filho, o principal estabelecimento é aquele que melhor atenda os fins da falência, ou seja, onde melhor se proceda a liquidação do ativo e do passivo do devedor, com economia de custos e encargos.

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Obs.: ressalta-se que em se tratando de sociedade estrangeira autorizada a funcionar no Brasil, o

Obs.: ressalta-se que em se tratando de sociedade estrangeira autorizada a funcionar no Brasil, o juízo competente para decretação de sua falência será o do local de sua filial em território nacional, ainda que tal filial não seja o principal estabelecimento.

1.3.4. Citação e defesa:

O empresário ao ser citado (citação pessoal ou por edital) deverá no prazo de 10 dias,

apresentar sua contestação, podendo ainda, dentro do referido prazo, realizar depósito elisivo.

O depósito elisivo, deverá corresponder ao valor integral da dívida acrescido de juros,

correção monetária, e honorários advocatícios, tendo o poder de impedir a decretação da

falência do devedor quando realizado. Ressalta-se que, o depósito elisivo só será admitido nas hipóteses de impontualidade injustificada e execução frustrada, razão pela qual, não se admite depósito elisivo nas hipóteses do artigo 94, III (atos de falência). Ressalta-se, por fim, que dentro do prazo da contestação, poderá o devedor apresentar pedido de recuperação judicial.

1.3.5. Sentença da falência:

Gera efeitos em relação ao devedor, seus atos e aos contratos.

A sentença da falência submeterá o devedor a um novo regime jurídico de direitos e

obrigações. Deste modo, com a decretação da falência, o devedor ficará inabilitado para o exercício de qualquer atividade empresarial. Até sua reabilitação. Ademais, perde o direito de administrar os seus bens e sobre eles dispor, razão pela qual todo e qualquer ato por ele praticado neste sentido, será considerado nulo. Ressalta-se, ainda que a falência é causa de dissolução da sociedade empresária.

Os atos praticados pelo devedor antes de sua quebra são submetidos ao regime da ineficácia objetiva ou ineficácia subjetiva. Atos ineficazes em sentido estrito são atos que padecem de ineficácia objetiva, quando se fala em atos revogáveis, são atos que padecem de ineficácia subjetiva. Atos de ineficácia objetiva: são atos ineficazes, tenha tido ou não o devedor a intenção de fraudar seus credores. Esses atos decorrem de um rol taxativo do art. 129 (poderão ser declarado de ofício pelo juiz:

Art. 129. São ineficazes em relação à massa falida, tenha ou não o contratante conhecimento do estado de crise econômico- financeira do devedor, seja ou não intenção deste fraudar credores:

I o pagamento de dívidas não vencidas realizado pelo devedor dentro do termo legal, por qualquer meio extintivo do direito de crédito, ainda que pelo desconto do próprio título; II o pagamento de dívidas vencidas e exigíveis realizado dentro do termo legal, por qualquer forma que não seja a prevista pelo contrato;

a

III

retenção, dentro do termo legal, tratando-se de dívida contraída anteriormente; se os bens dados em hipoteca forem objeto de

a

constituição

de direito

real

de

garantia,

inclusive

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outras posteriores, a massa falida receberá a parte que devia caber ao credor da hipoteca

outras posteriores, a massa falida receberá a parte que devia caber ao credor da hipoteca revogada;

IV a prática de atos a título gratuito, desde 2 (dois) anos antes

da decretação da falência;

V a renúncia à herança ou a legado, até 2 (dois) anos antes da decretação da falência;

VI a venda ou transferência de estabelecimento feita sem o

consentimento expresso ou o pagamento de todos os credores, a esse tempo existentes, não tendo restado ao devedor bens suficientes para solver o seu passivo, salvo se, no prazo de 30 (trinta) dias, não houver oposição dos credores, após serem devidamente notificados, judicialmente ou pelo oficial do registro

de títulos e documentos;

VII os registros de direitos reais e de transferência de propriedade entre vivos, por título oneroso ou gratuito, ou a averbação relativa a imóveis realizados após a decretação da falência, salvo se tiver havido prenotação anterior. Parágrafo único. A ineficácia poderá ser declarada de ofício pelo juiz, alegada em defesa ou pleiteada mediante ação própria ou incidentalmente no curso do processo.”

Termo legal da falência: é um lapso temporal fixado pelo juiz na sentença da falência, que poderá retroagir em até 90 dias do pedido de falência, do pedido de recuperação convolado em falência, ou do primeiro protesto por falta de pagamento não cancelado (art. 129, I, I e III).

Atos revogáveis: quando restar comprovado o conluio fraudulento entre o devedor falido e terceiro. A prova do conluio fraudulento é por intermédio do ajuizamento da ação revocatória ineficácia subjetiva. Os credores tem legitimidade ativa, assim como o MP, dentro do prazo de 03 anos da sentença que houver decretada a falência.

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