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DIREITO DO

ORDENAMENTO

DO

DIREITO D O ORDENAMENT O DO T E R R I T Ó R I O

TERRITÓRIO NAZIR MAMUDO

UEM – Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico Laboratório de Planeamento II

DIREITO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

Discente: Nazir Mamudo

Docentes: Arqtº João Tique e Arqtª Catarina Cruz Maputo, 20 de Outubro de 2013

Índice

I. Introdução

2

II. Objectivos

2

III. METODOLOGIA

2

IV. Abreviaturas

3

V. Terminologias gerais (conceitos relacionados com o tema)

4

1. POLÍTICA DO ORDENAMENTO TERRITORIAL

6

2. LEI DE ORDENAMENTO TERRITORIAL

9

3. REGULAMENTO DA LEI DO ORDENAMENTO TERRITORIAL

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4. Conclusão

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5. Referencias Bibliográficas

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DIREITO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

I.

Introdução

“O território é a base física do Estado, constituindo a realidade espacial sobre a qual se fixa

e se desenvolve a sociedade moçambicana e onde se realizam as suas potencialidades

intelectuais e materiais, deixando nela gravada a sua história.

A Constituição da República define que o território é uno, indivisível e inalienável e que se

organiza como o conjunto das Províncias, Distritos, Postos Administrativos e Localidades, Povoações e ainda as zonas urbanas, estruturadas em cidades e vilas.”

Este documento apresenta como resultado uma abordagem teórica sobre as normas jurídicas no âmbito do Ordenamento Territorial em Moçambique, no mesmo fez-se um resumo e análise dos seguintes documentos: POLÍTICA DO ORDENAMENTO TERRITORIAL, LEI DO ORDENAMENTO TERRITORIAL, e REGULAMENTO DA LEI DO ORDENAMENTO TERRITORIAL

II.

Geral

Objectivos

O trabalho tem como objectivo geral, dar a conhecer de um modo objectivo os aspectos

mais relevantes das normas jurídicas no âmbito do Ordenamento do Território, nomeadamente: a Política do Ordenamento Territorial, Lei do Ordenamento Territorial, e Regulamento da Lei do Ordenamento Territorial.

Especifico

Identificar os processos jurídicos dos instrumentos de gestão do território;

Mencionar os princípios básicos da LOT, para uma melhor compreensão do conteúdo da mesma;

Dar exemplos concretos de instrumentos de ordenamento territorial em Moçambique;

III.

METODOLOGIA

O trabalho é resultante das seguintes etapas:

Leitura e interpretação da POT, LOT e Regulamento da LOT;

Leitura de outos manuais, sendo qua alguns servem para perceber de onde provem a Ordenamento Territorial;

Procura e leitura de trabalhos feitos em anos anteriores, como base de referência;

Compilação da informação.

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DIREITO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

IV.

Abreviaturas

POT - Política do Ordenamento Territorial

LOT - Lei do Ordenamento Territorial

RLOT - Regulamento da Lei do Ordenamento Territorial

CRM – Constituição da República de Moçambique

CRPM Constituição da República Popular de Moçambique

LT – Lei de Terras

DUAT – Direito de Uso e Aproveitamento da Terra

PEDTPrograma Estratégico de Desenvolvimento Territorial

POT Plano de Ordenamento do Território

PPDT Planos Provinciais de Desenvolvimento Territorial

PDUT Plano Distrital de Uso da Terra

PEU Plano de Estrutura Urbana

PGU e PPU Plano Geral e Parcial de Urbanização

PP Plano de Pormenor

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DIREITO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

V. Terminologias gerais (conceitos relacionados com o tema)

Ordenamento territorial: conjunto de princípios, directivas e regras que visam garantir a organização do espaço nacional através de um processo dinâmico, contínuo, flexível e participativo na busca do equilíbrio entre o Homem, o meio físico e os recursos naturais, com vista à promoção do desenvolvimento sustentável.

Comunidade local: agrupamento de famílias ou indivíduos, vivendo numa circunscrição territorial de nível de localidade ou inferior, que visa a salvaguarda de interesses comuns através da protecção de áreas habitacionais, áreas agrícolas, sejam cultivadas ou em pousio, florestas, sítios de importância cultural, pastagens, fontes de água e áreas de expansão.

Desenvolvimento sustentável: desenvolvimento baseado numa gestão ambiental que

satisfaz as necessidades da geração presente sem comprometer o equilíbrio do ambiente e

a possibilidade das gerações futuras satisfazerem também as suas necessidades.

Instrumentos de ordenamento territorial: elaborações reguladoras e normativas do uso do espaço nacional, urbano ou rural, vinculativos para as entidades públicas e para os cidadãos, conforme o seu âmbito e operacionalizados segundo o sistema de gestão territorial.

Planeamento territorial: processo de elaboração dos planos que definem as formas espaciais da relação das pessoas com o seu meio físico e biológico, regulamentando os seus direitos e formas de uso e ocupação do espaço físico.

Plano de ordenamento territorial: documento estratégico, informativo e ou normativo, que tem como objectivo essencial a produção de espaços ou parcelas territoriais socialmente úteis, estabelecido com base nos princípios e nas directivas do ordenamento do território.

Sistema de gestão territorial: quadro geral do âmbito das intervenções no território, operacionalizado através dos instrumentos de ordenamento territorial, hierarquizado aos níveis nacional, provincial, distrital e autárquico.

Solo rural: parte do território nacional exterior aos perímetros dos municípios (cidades e vilas)

e das povoações, legalmente instituída.

Solo urbano: toda a área compreendida dentro do perímetro dos municípios, vilas e das povoações (sedes de postos administrativos e localidades), legalmente instituídas.

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DIREITO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

Direito do Ordenamento Territorial

O significado de direito pode se referir ao conjunto de normas jurídicas vigentes em um país.

Segundo a POT, LOT e RLOT, o ordenamento do território é a actividade que regula a relação entre as pessoas e o espaço e que gere a organização do meio físico e dos recursos das diferentes regiões do país, com vista ao seu aproveitamento harmonioso e sustentável, com o objectivo de criar um quadro jurídico-legal do ordenamento do território, em conformidade com os princípios, objectivos e direitos dos cidadãos consagrados na Constituição da República.

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DIREITO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

1. POLÍTICA DO ORDENAMENTO TERRITORIAL

Nº 18/2007 de 30 de Maio

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DIREITO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

A Política de Ordenamento do Território constitui um conjunto de instruções que permitem

ao Governo por meio de um processo de concertação, integração e participação, definir

os objectivos gerais a que devem obedecer os instrumentos de ordenamento territorial para

alcançar uma melhor distribuição das actividades humanas no território, a preservação das zonas de reservas naturais e de estatuto especial e, assim, assegurar a sustentabilidade do desenvolvimento humano e o cumprimento dos tratados e acordos internacionais, no âmbito territorial.

OBJECTIVO

O objectivo da Política de Ordenamento do Território é por um lado contribuir para uma

gestão sustentável dos recursos naturais e humanos do país, através da compatibilização das políticas sectoriais e da coordenação das acções de planeamento nas várias escalas geográficas, entre os diversos níveis da administração pública, para o melhoramento da qualidade de vida dos cidadãos, assegurando a sustentabilidade dos recursos naturais.

FACTORES DE ACTUAÇÃO

A.

Factores Positivos:

A

grande extensão territorial do país, a sua biodiversidade, a riqueza dos seus

recursos naturais em exploração e por explorar;

Um conjunto de infra-estruturas, equipamentos sociais e de serviços que constituem

a

base do desenvolvimento socioeconómico;

Um sistema legal de acesso à terra e aos recursos naturais que garante a todos os cidadãos, às comunidades locais, às empresas e ao Estado, a segurança do seu uso

e aproveitamento;

A existência de políticas sectoriais e legislação que são favoráveis à forma como o

correcto aproveitamento dos recursos naturais possa beneficiar directamente a população e contribuir para o progressivo desenvolvimento socioeconómico do

 

país;

A

descentralização e a desconcentração progressiva da administração pública

favorecendo a participação dos diferentes intervenientes nas actividades de ordenamento e planeamento territorial para gestão dos recursos naturais com base numa estrutura institucional coordenadora já existente.

B.

Factores Negativos:

A

pobreza, a escassez de capitais e a falta de conhecimentos técnicos e de

tecnologias apropriadas ao alcance da maioria das pessoas, o que limita uma utilização mais intensiva e sustentável da terra e dos recursos naturais;

A

pressão demográfica sobre a terra e sobre os recursos naturais que pode vir a

atingir dimensões alarmantes a médio e longo prazos;

O

desequilíbrio entre as condições de vida nas zonas rurais e nas zonas urbanas, que

se manifesta, sobretudo, no que diz respeito à distribuição das oportunidades de emprego formal e na distribuição das infra-estruturas físicas, administrativas, judiciais, culturais e sociais e, a nível político, pela diversidade de oportunidades, entre as comunidades urbanas e rurais, na escolha dos seus representantes políticos e administrativos.

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DIREITO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

A falta de um processo coerente e vinculativo de ordenamento do território e a falta dos instrumentos necessários à sua realização.

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

A Política de Ordenamento Territorial tem como princípios fundamentais os seguintes:

Da igualdade de direitos;

Da precaução;

Do reconhecimento da ordem existente;

Da participação;

Da concertação;

Da descentralização;

Do acesso à informação;

Do carácter vinculativo dos instrumentos de ordenamento territorial;

Da responsabilização;

Da continuidade das acções de planeamento.

ESTRATÉGIAS DE IMPLEMENTAÇÃO

De acordo com esta política, para a sua materialização é necessário desenvolver um conjunto de acções, sob a forma de programa, com a sua estratégia de implementação, devendo incluir:

Elaboração da Lei de Ordenamento do Território e da respectiva regulamentação;

Disseminação da legislação sobre o ordenamento do território;

Operacionalização do quadro institucional;

Capacitação das instituições públicas e das comunidades locais;

Definição das prioridades de intervenção e das zonas e áreas de intervenção

prioritária;

Programa de investimentos.

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DIREITO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

2. LEI DE ORDENAMENTO TERRITORIAL

Nº 19/2007 de 18 de Julho

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DIREITO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

PARTE I – Disposições e princípios gerais

1.1. A presente lei tem como objecto criar um quadro jurídico-legal do ordenamento do

território, em conformidade com os princípios, objectivos e direitos dos cidadãos consagrados na Constituição da República [(a), Artg: 2] e materializar a Política de Ordenamento Territorial, através dos instrumentos de ordenamento territorial. [(b), Artg: 2]

1.2. Aplica-se a todo o território nacional e regula as relações entre os diversos níveis da

Administração Pública, das relações desta com os demais sujeitos públicos e privados, representantes dos diferentes interesses económicos, sociais e culturais, incluindo as comunidades locais, para efeitos do ordenamento do território. [Artg: 3]

1.3. O processo de ordenamento do território obedece aos seguintes princípios: valorização

do espaço físico e sustentabilidade [(a), Artg: 4]; consciencialização dos cidadãos e participação pública [(b), Artg: 4]; igualdade no acesso à terra e aos recursos naturais, infra- estruturas, equipamentos sociais e serviços públicos por parte dos cidadãos [(c), Artg: 4]; precaução, com base no qual a elaboração, execução e alteração dos instrumentos de ordenamento territorial [(d), Artg: 4]; responsabilidade das entidades públicas ou privadas por qualquer intervenção sobre o território que possa ter causado danos ou afectado a qualidade do ambiente [(e), Artg: 4], segurança jurídica como garantia de que na elaboração, alteração e execução dos instrumentos de ordenamento e de gestão territorial sejam sempre respeitados os direitos fundamentais dos cidadãos e as relações jurídicas validamente constituídas [(f), Artg: 4] e por último a publicidade dos instrumentos de ordenamento territorial, através da sua publicação no Boletim da República. [(g), Artg: 4].

1.4. A lei do ordenamento do território tem como objectivo assegurar a organização do

espaço nacional e a utilização sustentável dos seus recursos naturais, observando as condições legais, administrativas, culturais e materiais favoráveis ao desenvolvimento social

e económico do país, à promoção da qualidade de vida das pessoas, à protecção e

conservação do meio ambiente. [Nº 1, Artg: 5]

1.5. O dever de ordenar o território cabe ao Estado e às Autarquias Locais promover,

orientar, coordenar e monitorar de forma articulada. [Nº 1, Artg: 6]

1.6. Os níveis de intervenção são os seguintes: nacional; provincial; distrital e autárquico. [Nº

1, Artg: 8]

1.6.1. Ao nível nacional definem-se as regras gerais da estratégia do ordenamento do

território, as normas e as directrizes para as acções de ordenamento provincial, distrital e autárquico e compatibilizam-se as políticas sectoriais de desenvolvimento do território. [Nº 1, Artg: 9]

1.6.2. Ao nível provincial definem-se as estratégias de ordenamento do território da

província, integrando-as com as estratégias nacionais de desenvolvimento económico e social e estabelecem-se as directrizes para o ordenamento distrital e autárquico. [Nº 2, Artg:

9]

1.6.3.

Ao nível distrital elaboram-se os planos de ordenamento do território da área do

distrito e os projectos para a sua implementação, reflectindo as necessidades e aspirações das comunidades locais, integrando-os com as políticas nacionais e de acordo com as directrizes de âmbito nacional e provincial. [Nº 3, Artg: 9]

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DIREITO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

1.6.4.Ao níveis autárquico estabelecem-se os programas, planos, projectos de desenvolvimento e o regime de uso do solo urbano de acordo com as leis vigentes. [Nº 4, Artg: 9]

1.7. Os instrumentos de ordenamento territorial são constituídos ao:

1.7.1. Nível nacional por:

1.7.1.1. Plano Nacional de Desenvolvimento Territorial - define e estabelece as prioridades

das intervenções à escala nacional. [Nº 2,linha a, Artg: 10]

1.7.1.2. Planos Especiais de Ordenamento do Território - estabelecem as condições de uso

de zonas com continuidade espacial, ecológica ou económica de âmbito interprovincial e os parâmetros. [Nº 2,linha b, Artg: 10]

1.7.2. Nível provincial por:

1.7.2.1. Planos Provinciais de Desenvolvimento Territorial, de âmbito provincial e

interprovincial - estabelecem a estrutura de organização espacial do território de uma ou

mais províncias e definem as orientações, medidas e as acções necessárias ao desenvolvimento territorial. [Nº 3, Artg: 10]

1.7.3. Nível distrital por:

1.7.3.1. Planos Distritais de Uso da Terra, de âmbito distrital e interdistrital - estabelecem a

estrutura da organização espacial do território de um ou mais distritos. [Nº 4, Artg: 10]

1.7.4. Nível autárquico por:

1.7.4.1. Planos de Estrutura Urbana – estabelecem a organização espacial da totalidade do

território do município ou povoação, os parâmetros e as normas para a sua utilização,

tendo em conta a ocupação actual. [Nº 5, linha a, Artg: 10]

1.7.4.2. Os Planos Gerais e Parciais de Urbanização – estabelecem a estrutura e qualificam o

solo urbano, tendo em consideração o equilíbrio entre os diversos usos e funções urbanas.

[Nº 5, linha b, Artg: 10)

1.7.4.3. Os Planos de Pormenor – definem com pormenor a tipologia de ocupação de

qualquer área específica do centro urbano. [Nº 5, linha c, Artg: 10]

1.7.4.Caracter geral por:

1.7.4.1. Qualificação dos Solos - instrumento informativo e indicativo da utilização

preferencial dos terrenos em função da sua aptidão natural. [Nº 6, linha a, Artg: 10]

1.7.4.2. Classificação dos Solos - instrumento que determina o regime político administrativo

de cada parcela do território em duas categorias fundamentais, a de solo urbano e a de

solo rural. [Nº 6, linha b, Artg: 10]

1.7.4.3. Cadastro Nacional de Terras - instrumento vinculativo e indicativo dos titulares dos

direitos de uso e aproveitamento da terra, a localização geográfica, a forma, as regras e os

prazos para a sua utilização. [Nº 6, linha c, Artg: 10]

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DIREITO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

1.7.4.4. Inventários Ambientais, Sociais e Económicos - instrumentos informativos a elaborar pelos vários órgãos sectoriais, através da recolha e tratamento de dados ambientais, sociais e económicos; [Nº 6, linha d, Artg: 10]

1.7.5.5. Zoneamento - instrumento informativo e indicativo, elaborado com base na qualificação dos solos, existência de recursos naturais e na ocupação humana. [Nº 6, linha e, Artg: 10]

1.7.6. Os instrumentos de ordenamento territorial, vinculam todas as entidades públicas,

bem como os cidadãos, as comunidades locais e as pessoas colectivas de direito privado. [Artg: 10]

PARTE II – Regime dos instrumentos de ordenamento territorial

2.1. Cabe ao Conselho de Ministros aprovar o regulamento do regime jurídico dos

instrumentos de ordenamento territorial. [Artg: 12]

2.2. Para elaboração e aprovação dos instrumentos de ordenamento territorial cabe aos

seguintes órgãos:

2.2.1. Ao nível nacional - elaborados por iniciativa do Conselho de Ministros; [Nº 1, linha a,

Artg: 13]

2.2.2. Ao nível provincial - elaborados por iniciativa do Governo Provincial; [Nº 1, linha b,

Artg: 13]

2.2.3. Ao nível distrital - elaborados por iniciativa do Governo Distrital; [Nº 1, linha c, Artg: 13]

2.2.4. Ao nível autárquico - elaborados e aprovados pelos órgãos competentes para o

efeito de planeamento do território ao nível autárquico. [Nº 1, linha d, Artg: 13]

2.3. A elaboração dos instrumentos de ordenamento territorial é obrigatório para os níveis

distrital e autárquico. [Nº 2, Artg: 13]

2.4. É procedida a identificação da área para efeitos de expropriação por interesse,

necessidade ou utilidade pública, quando prevejam a implantação de projectos ou de empreendimentos públicos em terrenos urbanos ou rurais, que sejam objecto de concessão de uso e aproveitamento de privados ou de uso tradicional por comunidades locais, delimitadas ou não. [Nº 1, Artg: 20]

2.4.1. A expropriação por interesse, necessidade ou utilidade pública dá lugar ao

pagamento de uma justa indemnização, a ser calculada de modo a compensar, entre outras, a perda de bens de produção, a ruptura da coesão social e a perda de bens tangíveis e intangíveis. [Nº 3, Artg: 20]

PARTE III – Direitos, deveres e garantias dos cidadãos

3.1. Todos os cidadãos, comunidades locais e pessoas colectivas, públicas e privadas, têm

direito à informação completa dos conteúdos bem como das alterações aos instrumentos de ordenamento territorial. [Nº 1, Artg: 21]

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DIREITO DO ORDENA MENTO DO

ERRITÓRIO

3.1.1. O direito à in formação

obter c ópias e cer tidões de p eças docu mentais, no instrum entos. [Nº 3 , Artg: 21]

consiste no direito de

consultar o respectivo processo e de todo ou e m parte, do os referidos

3.2. Os cidadãos,

direito

revisão dos instrum entos

comunidad es locais e pessoas co lectivas, pú blicas e pri vadas, têm o

de colabor ar nas acçõ es, particip ando na e laboração, execução , alteração e

de o rdenament o territorial.

[Nº 2, Artg

22]

3.2.1. O direito de participaçã o compre ende o ped ido de esc areciment o, a formula ção de sugestõ es e a inter venção pú blica. [Nº 4 , Artg: 22]

3.3. São

por prá ticas costu meiras, que possam se r lesados p or instrume ntos de ord enamento

territori al, as garan tias gerais

respect iva impugn ação nos t ermos regu lamentares , o direito d a acção p opular, o d ireito

de apr esentação de queixa Proved or de Justiç a. [Artg: 23 ]

reconhec idos a todo s os titulare s de direito s e interesse s, inclusive os estabel ecidos

dos adminis trados e, d esignadam ente: o dire ito de pro mover a

ao Ministéri o Público e o direito d

apresenta ção de qu eixa ao

3.4. A m aterializaç ão das acç ões de des envolvime nto territoria l tem de se r realizada de

forma r esponsável em termos ambientai s, independ entement investim ento. [Artg : 24]

da origem

financeira do

EXEMP LO DE ALG UNS INSTR UMENTOS DE ORDEN AMENTO T

RRITORIA L DE MAPU TO

INSTR UMENTOS DE ORDEN AMENTO T RRITORIA L DE MAPU TO 1 PLANO D E ARAÚJO

1 PLANO D E ARAÚJO ( 1887 - 1897)

 

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Docen tes: Catarina

DIREITO DO ORDENA MENTO DO

ERRITÓRIO

DIREITO DO ORDENA MENTO DO ERRITÓRIO 2 PLANO GE RAL DE UR BANIZAÇÃO (1952) - Red

2 PLANO GE RAL DE UR BANIZAÇÃO (1952) - Red

de Estradas s

PLANO GE RAL DE UR BANIZAÇÃO (1952) - Red de Estradas s 3 PL A NO

3 PL ANO DIRECT OR DE URB ANIZAÇÃO D A CIDADE (1 969) - Uso do o Solo

 

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Docen tes: Catarina

DIREITO DO ORDENA MENTO DO

ERRITÓRIO

DIREITO DO ORDENA MENTO DO ERRITÓRIO 4 PLANO DE E STRUTURA DA CIDADE (1985) - Acç

4 PLANO DE

ESTRUTURA DA CIDADE (1985) - Acç

es Prioritári as

DE E STRUTURA DA CIDADE (1985) - Acç es Prioritári as 5 PLA NO DE EST

5 PLA NO DE ESTR UTURA DA

ÁREA METR OPOLITANA DE MAPUTO (1999)

 

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Docen tes: Catarina

DIREITO DO ORDENA MENTO DO

ERRITÓRIO

DIREITO DO ORDENA MENTO DO ERRITÓRIO 6 PLA NO DE ESTR UTURA URB ANA, PEUMM (2008)

6 PLA NO DE ESTR UTURA URB ANA, PEUMM

(2008) - Pla nta de Orden amento

 

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DIREITO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

3. REGULAMENTO DA LEI DO ORDENAMENTO TERRITORIAL

Decreto nº 23/2008 de 1 de Julho

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DIREITO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

PARTE I – Disposições Gerais

1.1. O regulamento tem como objecto estabelecer o regime jurídico dos instrumentos de

ordenamento territorial, [ Artg: 2] aplicandose a todo o território nacional e, para efeitos do

ordenamento do território, regula as relações entre os diversos níveis da Administração Pública, e desta com os demais sujeitos públicos e privados, representantes dos diferentes interesses económicos, sociais e culturais, incluindo as comunidades locais. [Artg: 3]

PARTE II – Processos de Elaboração dos Instrumentos de Ordenamento Territorial

2.1. O processo de elaboração de um instrumento de ordenamento territorial deverá

obedecer, no mínimo, às seguintes fases:

Formulação de objectivos gerais e específicos;

Inventário da situação existente no âmbito geográfico do território onde é aplicável o referido instrumento;

Análise e diagnóstico dos dados recolhidos na fase do inventário;

Elaboração e avaliação de alternativas;

Decisão sobre quais as alternativas aplicáveis;

Monitorização da implementação das disposições constantes no instrumento de ordenamento territorial;

Revisão sistemática das disposições do instrumento de ordenamento territorial. [Nº 1, Artg: 6]

2.2. Na elaboração dos instrumentos de ordenamento territorial devem colaborar todas as

instituições responsáveis por intervenções no âmbito do território a ordenar. [Nº 2, Artg: 6]

2.3. Os instrumentos de ordenamento do território obedecem a uma hierarquia vertical:

nacional – provincial – distrital – autárquico. [Nº 1, Artg: 7]

2.4. A sua elaboração não depende do instrumento hierarquicamente superior, contudo é

obrigatória a elaboração dos instrumentos de ordenamento territorial de nível distrital e autárquico, e o respeito pelos outros planos de nível superior caso existam. [Nº 2, Artg: 7]

PARTE III – Processos Jurídics dos Instrumento de Ordenamento Territorial

3.1. A Nível Nacional

3.1.1. São definidas as regras gerais da estratégia do ordenamento territorial, as normas e as

directrizes para as acções de ordenamento provincial, distrital e autárquico, e compatibilizam-se as políticas sectoriais de desenvolvimento do território. [Artg: 13]

3.1.2. Constituem instrumentos de ordenamento territorial a nível nacional os seguintes:

a) Plano Nacional de Desenvolvimento Territorial (PNDT);

b) Planos Especiais de Ordenamento do Território (PEOT). [Artg: 15]

3.2. A Nível Provincial

3.2.1. A nível provincial, são definidas as estratégias de ordenamento territorial da província,

integrando-as com as estratégias nacionais de desenvolvimento económico e social, e estabelecem-se as directrizes para o ordenamento distrital e autárquico. [Artg: 23]

3.2.2. Constitui instrumento de ordenamento territorial a nível provincial o Plano Provincial de

Desenvolvimento Territorial. [Artg: 24]

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DIREITO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

3.3. A Nível Distrital

3.3.1. A nível distrital, são elaborados os planos de ordenamento territorial da área do distrito

e os projectos para a sua implementação, reflectindo as necessidades e aspirações das

comunidades locais, integrando-os com as políticas nacionais e de acordo com as directrizes de âmbito nacional e provincial. [Artg: 29]

3.3.2. Constitui instrumento de ordenamento territorial a nível distrital o Plano Distrital de Uso

da Terra. [Artg: 30]

3.4. A Nível Autárquico

3.4.1. A nível autárquico, são estabelecidos programas, planos e projectos de

desenvolvimento e o regime de uso do solo urbano de acordo com as leis vigentes. [Artg:

36]

3.4.2.

Constituem instrumentos de ordenamento territorial a nível autárquico os seguintes:

a)

Planos de Estrutura Urbana;

b)

Planos Gerais de Urbanização;

c)

Planos Parciais de Urbanização;

d)

Planos de Pormenor. [Artg: 37]

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DIREITO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

4. Conclusão

Moçambique tem uma superfície de cerca de 800.000 Km2, ou 80.000.000 de hectares e tem uma população total de aproximadamente 21 milhões de habitantes

Assim sendo, o ordenamento territorial é importante pois:

Contribui para o pleno aproveitamento do país e dos recursos naturais.

Gere conflitos de terra;

Coloca infra-estruturas e equipamentos sociais;

Gere o conflito homem/animal;

Gestão de calamidades naturais;

Compatibiliza as políticas sectoriais, das negociações entre vários interesses sobre o

território;

Coordena as acções de planeamento entre os diversos agentes no território e a

administração pública.

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DIREITO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

5. Referencias Bibliográficas

Livros SERRA, Carlos Manuel. Colectânea de Legislação sobre Construção. Maputo. Ministério da Justiça-Centro de Formação Jurídica e Judiciária. Colecção: Colectâneas de

Legislação.2010

Págs:360-367-Capitulo X: Ordenamento do Território

Constituição da República de Moçambique.Maputo.Escolar Editora, Editores e Livreiros, Lda. Q6 de Novembro de 2004. Págs:3, 4,29.

Boletim Da República República de Moçambique; Política do Ordenamento do Território; 2007 República de Moçambique; Regulamento da Lei do Ordenamento do Território; 2008

Trabalhos Felizardo Ruben Chirindza, Direito de ordenamento do território, Laboratório de Planeamento II/2011 Elias Simbine, LOT e Regulamento da LOT, Laboratório de Planeamento II/2012

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