Sunteți pe pagina 1din 0
INTENSIVO I Disciplina: Direito Processual Civil Professor: Fredie Didier Data: 01.08.2012 MATERIAL DE APOIO –

INTENSIVO I Disciplina: Direito Processual Civil Professor: Fredie Didier Data: 01.08.2012

MATERIAL DE APOIO – MONITORIA

Índice

1. Anotações de aula

2. Jurisprudência selecionada.

2.1 Resolução nº 121, de 5 de outubro de 2010

2.2 REsp 1307407 / SC

3. Simulados

I. ANOTAÇÕES DE AULA

Data: 01.08.2012

TEMA DA AULA: Continuação a introdução do processo e princípio do processo

1.

O direito processual só pode ser compreendido se chegarmos a três vetores, e hoje estudaremos a relação entre o processo e o direito material. Em qualquer processo haverá no mínimo um problema a ser resolvido (discussão de uma situação jurídica) , não existe processo oco todo processo tem conteúdo, tem um problema a ser resolvido e esse problema é de direito material. O direito material é o direito que será utilizado para

a

solução do problema objeto de um processo. Todo processo tem um conteúdo que no

mínimo é um problema a ser resolvido. È preciso que o direito material e o processo andem juntos.

2.

Um processo tem que adaptar-se ao problema a ele vinculado. O conteúdo do processo

define como o processo será estruturado.

3.

O

tipo de problema que se discute no processo determinará a estrutura desse processo.

4.

Não existe assunto de direito processual civil que possa ser compreendido com a

ignorância do problema que se busca resolver com o processo. Coisa Julgada é a solução aquele problema que foi resolvido. Competência o seu estudo o juízo competente tem que saber qualquer o juízo competente. Não existe assunto de direito processual que ignore o direito material, eles se relacionam intimamente. A relação é de intimidade e mutualismo ou simbiose porque uma ajuda o outro. O processo serve para efetivar o direito material, e o direito material ele dar sentido ao processo. Um sem o outro seria pura forma. O processo controla o exercício de um poder.

5.

O

processo não é a salvação de tudo não se pode ignorar o direito material .

6.

Já ouve quem disse que a relação entre o direito material e o processo era uma relação CIRCULAR.

7.

Estrumentalidade do processo

Princípios constitucionais do processo civil.

1. Devido processo legal

constitucionais do processo civil. 1. Devido processo legal INTENSIVO I – Direito Processo Civil – Fredie

INTENSIVO I – Direito Processo Civil – Fredie Didier – 01.08.2012 Material de aula elaborado pela monitora Simone Brandão.

1.1 origem é um instituto medieval construído no século XI. Nasceu com propósito de controlar o exercício do poder pelo imperador/rei. O direito vincula até mesmo a mais alta autoridade, ele não pode praticar atos contrários ao direito.

O

texto devido processo legal só veio a aparecer juntas no século XIV.

O

devido processo legal desde sempre é uma cláusula geral que sempre foi a

sua aplicação variou ao longo da história, o que se entendia por devido processo no século XVI não era a mesma coisa que se entende hoje, varia de

acordo com a época. O enunciado é o mesmo a sua interpretação varia de acordo com o momento histórico.

O devido processo legal hoje é compreendido como direito fundamental

valendo princípio da proibição de retrocesso. A pauta de direito fundamentais não se pode retroagir tira-lo. Ao longo desde mil anos desta cláusula geral do devido processo legal muitas coisas foram se concretizando, se extraiu o contraditório o juiz natural, a

proibição de prova ilícita, a motivação das decisões a duração razoável do processo. Hoje essas garantias tem autonomias mas elas tem autonomia porque foram produto do devido processo legal. O devido processo legal produziu outros direitos fundamentais, da qual não se pode retroceder. A nossa certeza é que esse conteúdo não pode ser diminuído mais pode ser expandido.

O devido processo legal permanentemente ele produziu o que produziu e esta

apto a produzir outras garantias.

O devido é um conjunto historio de garantias além de um principio que

permanece em vigor para impedir qualquer ato de tirania imaginável. Duração razoável do processo - um processo que demore muito não é um processo devido.

Processo eletrônico tem que ser devido para ser seguro.

RESUMO:

O DPL

1. Princípios/ Subprincípios

Expresso

Contraditório Duração razoável do processo Publicidade

Produz regras expressas Motivação Proibição de prova ilícita

2. Princípios Implícitos Boa-fé processual Efetividade Adequação Eficiência

O

dele a natureza do processo, implícito porque não decorre de texto expresso, implícito porque não decorre de uma interpretação constitucional.

Cada um desses princípios qualifica o devido processo legal porque cada um deles adjetiva o processo.

1.Processo eqüitativo/ processo justo/ Devido processo legal / FAIR

devido processo produziu outros princípio não expressos na CF, não tira

Obs:
Obs:

TRIAL/ DUE PROCESSO OF LAW 2. LAW neste caso não é lei é direito, não necessariamente a lei.

caso não é lei é direito, não necessariamente a lei. INTENSIVO I – Direito Processo Civil

INTENSIVO I – Direito Processo Civil – Fredie Didier – 01.08.2012 Material de aula elaborado pela monitora Simone Brandão.

Devido processo constitucional já que a constituição é a principal fonte normativa. Devido processo legal administrativo Devido processo legal legislativo

Processo privado ou seja também os processos privados devem obedecer o devido processo legal. Art 57 do CC A exclusão do associado só é admissível havendo justa causa, assim reconhecida em procedimento que assegure direito de defesa e de recurso, nos termos previstos no estatuto. Ao Condômino e sua exclusão deve ser dado o direito ao devido processo legal.

O STF admire o devido processo legal no âmbito privado.

Direitos fundamentais:

Nas relações do Estado X cidadão (dimensão vertical dos direitos fundamentais) Relação entre Cidadão X Cidadão ( produz eficácia horizontal)

1.2 Dimensões: O devido processo legal deve ser compreendido em duas dimensões. Dimensão formal e dimensão substancial Dimensão formal é chamada de devido processo legal procedimental é um conjunto de garantias processuais estudadas Devido processo legal ou material – Essa expressão foi construída nos Estados Unidos. Começaram a utilizar o devido processo com cláusula para proteger direitos fundamentais implícitos (Não previsto expressamente) instrumento retórico. No Brasil o devido processo - Existe uma doutrina Brasileira do devido

processo legal substancial que não nasceu aqui mais nós nos apropriamos de forma diferente da Americana.

O STF construiu a doutrina brasileira do devido processo legal substancial e o

STF construiu essa noção dizendo que a dimensão substancial do devido processo é a exigência de proporcionalidade e razoabilidade das decisões. O STF se valeu do devido processo como base na proporcionalidade e

razoabilidade são garantias da dimensão substancia do devido processo legal. Não precisamos do uso Americanos pois a nossa constituição diz que o rol dos direitos são exemplificativos. Proporcionalidade e razoabilidade nasceu na Alemanha sem previsão do devido processos legal pois eles não tem esse princípio.

O STF misturou as concepções Americanas e Alemã e deu origem a concepção

genuinamente brasileira.

1.3 Criticas a concepção Brasileira:

1.3.1 É uma teoria errada porque não compreendeu o que os americanos fizeram, ela não aplicou o devido processo na sua acepção originária. O STF errou na teoria. Ela acusa de errado um produto cultural. Deu a esse produto estrangeiro outro sentido. 1.3.2 É uma concepção inútil porque seria possível extraia a proporcionalidade e a razoabilidade de outras partes da CF. Da igualdade e do estado de direito. Os princípios não tem pretensão de exclusividade.

2.

Princípio do contraditório

Deve se examinado em duas dimensões

do contraditório Deve se examinado em duas dimensões INTENSIVO I – Direito Processo Civil – Fredie

INTENSIVO I – Direito Processo Civil – Fredie Didier – 01.08.2012 Material de aula elaborado pela monitora Simone Brandão.

2.1

Formal - o princípio do contraditório garante a participação no processo

é o direito de ser ouvido , garantia de participação do exercício jurisdicional.

Além do direito de participar existe outra dimensão que o direito de poder influenciar na decisão. Pode de influência

2.2 Substancial _ é o poder de influencia de interferir no julgamento com

argumentos, provas e alegações. O direito a prova é conteúdo o do contraditório. Conceito de Contraditório = É o direito de participar do processo com direito

de influencia. Liminar decisões sem ouvir a outra parte as liminares mitigam o contraditório. Mas elas não aniquila o contraditório, nestes casos ele é transferido para um momento posterior, pois essa decisão é provisória. A provisoriedade das decisões e se basearem em questões de urgência mitiga o contraditório mais não o elimina

2.3 Relação entre Contraditório e ampla defesa.

Princípio da ampla defesa – a ampla defesa é o aspectos substancial do contraditório. Decisões lastreadas em questões a respeito das quais não houve a oportunidade do debate, porque a questão foi trazida pelo juiz ex officio ( ele juiz ache sem ser provocado) O juiz pode de ofício reconhecer a inconstitucionalidade da lei/ a incompetência absoluta. Ele pode trazer a questão ex officio e decidir com base nela sem haver manifestação? Conhecer da questão ex officio não lhe permite decidir sem ouvir a outra parte. Se o juiz percebe a incompetência absoluta ele juiz tem que intimar as parte para se manifestar e finalmente ele decide. O debate serve para aprimorar.

3.0

Princípio da publicidade

3.1 Um processo para ser considerado devido tem que ser público

3.2Dimensão Interna é preciso que o processo seja público para os participantes dele. Ex: Prova secreta não se admite

A Publicidade para o público ela é também importante por ela permite o

exercício do controle para a sociedade. Publicidade e motivação andam justas.

A publicidade externa pode sofrer restrições. Processos que devem correr

em sigilo são aqueles em que há questão de intimidade e quando houve

interesse público que justifique. Espetacularização do julgamento.

4.0 Duração Razoável do processo Não existe um tempo razoável

Duração razoável é um conceito indeterminado e será preenchido concretamente caso a caso.

4.1 Circunstâncias que devem ser levadas em consideração para que se possa

avaliar a duração razoável do processo:

4.1.1

Complexidade de causa.

4.2.1

Estrutura do órgão jurisdicional

4.2.3

Comportamento das partes .

4.2.4

Comportamento do juiz

Se a demora causar prejuízo a responsabilidade do Estado pela demora na prestação jurisdicional. Art 198 do CPC Qualquer das partes ou o órgão do Ministério Público poderá representar ao presidente do Tribunal de Justiça contra o juiz

que excedeu os prazos previstos em lei. Distribuída a representação ao órgão competente, instaurar-se-á procedimento para apuração da responsabilidade. O relator,

procedimento para apuração da responsabilidade. O relator, INTENSIVO I – Direito Processo Civil – Fredie Didier

INTENSIVO I – Direito Processo Civil – Fredie Didier – 01.08.2012 Material de aula elaborado pela monitora Simone Brandão.

conforme as circunstâncias, poderá avocar os autos em que ocorreu excesso de prazo, designando outro juiz para decidir a causa.

5.0 Princípios implícitos

Não há texto expresso se utiliza do devido processo legal.

5.1 Princípio da efetividade – É um processo que realize os direitos. Falar da efetividade e falar dos direitos do credor. Moralidade cristã defende a clemência, misericórdia, compaixão etc. Penhora de parte de salário sem comprometer a dignidade do executado se protege os direitos do credor. Existe um direito fundamental ao direito da efetividade na explicito na Constituição.

6.0

Princípio da eficiência
Princípio da
eficiência

O poder judiciário também compõe a administração pública. A função jurisdicional é um serviço público. A jurisdição é encarada como um serviço. O Juiz é o administrador da vara ele tem que administrar com eficiência. O Juiz tem que gerir o processo e o cartório com eficiência . Esse princípio vê o juiz como um administrador e tem que fazê-lo com eficiência, Criação do CNJ

2. JURISPRUDÊNCIA CORRELATA

2.1 Resolução nº 121, de 5 de outubro de 2010

Dispõe sobre a divulgação de dados processuais eletrônicos na rede mundial de computadores, expedição

de certidões judiciais e dá outras providências.

(Disponibilizada no DJ-e nº 187/2010, em 11/10/2010, pág. 4-6)

Download do documento original

RESOLUÇÃO Nº 121, DE 5 DE OUTUBRO DE 2010.

O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, no uso de suas atribuições conferidas pela

Constituição da República, especialmente o disposto no inciso I, §4º, art. 103-B

CONSIDERANDO que o Estado Democrático de Direito sob o qual é alicerçada a República Federativa do Brasil adotou o princípio da publicidade como garantia da prestação de contas da atividade jurisdicional;

CONSIDERANDO a necessidade de divulgação dos atos processuais a fim de conferir transparência e garantir o direito de acesso à informação, conforme dispõe o art. 5º, XXXIII e XXXIV, b da Constituição;

CONSIDERANDO que o art. 93, XI, da Constituição garante o exercício da publicidade restrita ou especial dos atos processuais, segundo a qual a divulgação pode e deve ser restringida sempre que a defesa da intimidade ou o interesse público o exigir;

CONSIDERANDO a exigência de tratamento uniforme da divulgação dos atos processuais judiciais no

âmbito de toda a magistratura nacional, de molde a viabilizar o exercício da transparência sem descurar

da preservação do direito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem das pessoas;

CONSIDERANDO as dificuldades enfrentadas pela justiça brasileira em razão da estigmatização das partes pela disponibilização na rede mundial de computadores de dados concernentes aos processos judiciais que figuraram como autoras ou rés em ações criminais, cíveis ou trabalhistas;

ou rés em ações criminais, cíveis ou trabalhistas; INTENSIVO I – Direito Processo Civil – Fredie

INTENSIVO I – Direito Processo Civil – Fredie Didier – 01.08.2012 Material de aula elaborado pela monitora Simone Brandão.

CONSIDERANDO a necessidade da definição de diretrizes para a consolidação de um padrão nacional de definição dos níveis de publicidade das informações judiciais, a fim de resguardar o exercício do devido processo legal, com todos os meios e instrumentos disponibilizados;

CONSIDERANDO que o art. 11, § 6º, da Lei 11.419/2006, estabelece que os documentos eletrônicos “somente estarão disponíveis para acesso por meio da rede externa para suas respectivas partes processuais e para o Ministério Público, respeitado o disposto em lei para as situações de sigilo e de segredo de justiça”;

CONSIDERANDO o que foi deliberado pelo Plenário do Conselho Nacional de Justiça na sua 114ª Sessão Ordinária, realizada em 5 de outubro de 2010, no julgamento do Ato nº 0001776-16.2010.2.00.0000.

RESOLVE:

Art. 1.º A consulta aos dados básicos dos processos judiciais será disponibilizada na rede mundial de computadores (internet), assegurado o direito de acesso a informações processuais a toda e qualquer pessoa, independentemente de prévio cadastramento ou de demonstração de interesse.

Parágrafo único. No caso de processo em sigilo ou segredo de justiça não se aplica o disposto neste artigo.

Art. 2.º Os dados básicos do processo de livre acesso são:

I – número, classe e assuntos do processo;

II – nome das partes e de seus advogados;

III – movimentação processual;

IV – inteiro teor das decisões, sentenças, votos e acórdãos.

Art. 3.º O advogado cadastrado e habilitado nos autos, as partes cadastradas e o membro do Ministério Público cadastrado terão acesso a todo o conteúdo do processo eletrônico.

§ 1º. Os sistemas devem possibilitar que advogados, procuradores e membros do Ministério Público

cadastrados, mas não vinculados a processo previamente identificado, acessem automaticamente todos

os atos e documentos processuais armazenados em meio eletrônico, desde que demonstrado interesse,

para fins, apenas, de registro, salvo nos casos de processos em sigilo ou segredo de justiça.

§ 2º. Deverá haver mecanismo que registre cada acesso previsto no parágrafo anterior.

Art. 4.º As consultas públicas disponíveis na rede mundial de computadores devem permitir a localização

e identificação dos dados básicos de processo judicial segundo os seguintes critérios:

I – número atual ou anteriores, inclusive em outro juízo ou instâncias;

II – nomes das partes;

III – número de cadastro das partes no cadastro de contribuintes do Ministério da Fazenda;

IV – nomes dos advogados;

V – registro junto à Ordem dos Advogados do Brasil.

§ 1º. A consulta ficará restrita ao previsto no inciso I da cabeça deste artigo nas seguintes situações:

inciso I da cabeça deste artigo nas seguintes situações: INTENSIVO I – Direito Processo Civil –

INTENSIVO I – Direito Processo Civil – Fredie Didier – 01.08.2012 Material de aula elaborado pela monitora Simone Brandão.

– nos processos criminais, após o trânsito em julgado da decisão absolutória, da extinção da punibilidade ou do cumprimento da pena;

I

II – nos processos sujeitos à apreciação da Justiça do Trabalho.

§ 2º. Os nomes das vítimas não se incluem nos dados básicos dos processos criminais.

Art. 5.º A disponibilização de consultas às bases de decisões judiciais impedirá, quando possível, a busca pelo nome das partes.

Art. 6º. A certidão judicial se destina a identificar os termos circunstanciados, inquéritos ou processos em que a pessoa a respeito da qual é expedida figura no pólo passivo da relação processual originária.

Art. 7º. A certidão judicial deverá conter, em relação à pessoa a respeito da qual se certifica:

I

- nome completo;

II

– o número do cadastro de contribuinte no Ministério da Fazenda;

III

– se pessoa natural:

a)

nacionalidade;

b)

estado civil;

c)

números dos documentos de identidade e dos respectivos órgãos expedidores;

d)

filiação; e

d)

o endereço residencial ou domiciliar.

IV

– se pessoa jurídica ou assemelhada, endereço da sede; e

V

– a relação dos feitos distribuídos em tramitação contendo os números, suas classes e os juízos da

tramitação originária.

§ 1º. Não será incluído na relação de que trata o inciso V o processo em que houver gozo do benefício de

sursis (art. 163, § 2º da Lei no. 7.210, de 1984) ou quando a pena já tiver sido extinta ou cumprida, salvo para instruir processo pela prática de nova infração penal ou outros casos expressos em lei (art. 202, da Lei 7.210, de 1984).

§ 2º. A ausência de alguns dos dados não impedirá a expedição da certidão negativa se não houver dúvida quanto à identificação física da pessoa.

Art. 8º. A certidão judicial, cível ou criminal, será negativa quando não houver feito em tramitação contra

a pessoa a respeito da qual foi solicitada.

§1º. A certidão judicial criminal também será negativa:

I – quando nela constar a distribuição de termo circunstanciado, inquérito ou processo em tramitação e não houver sentença condenatória transitada em julgado.

II – em caso de gozo do benefício de sursis (art. 163, § 2º. da Lei no. 7.210, de 1984) ou a pena já tiver

sido extinta ou cumprida.

2º Também deverá ser expedida certidão negativa quando, estando suficientemente identificada a pessoa a respeito da qual se solicitou a certidão, houver registro de processo referente a

§

a certidão, houver registro de processo referente a § INTENSIVO I – Direito Processo Civil –

INTENSIVO I – Direito Processo Civil – Fredie Didier – 01.08.2012 Material de aula elaborado pela monitora Simone Brandão.

homônimo e a individualização dos processos não puder ser feita por carência de dados do Poder Judiciário, caso em que deverá constar essa observação.

Art. 9º. O requerente de certidão negativa sobre a sua situação poderá, na hipótese do §1º inciso I, do artigo anterior, solicitar a inclusão do resumo da sentença absolutória ou que determinou o arquivamento.

Art. 10. A certidão requisitada mediante determinação judicial deverá informar todos os registros constantes em nome da pessoa.

Art. 11. A certidão judicial negativa será expedida eletronicamente por meio dos portais da rede mundial de computadores.

Art. 12. A certidão judicial positiva poderá ser expedida eletronicamente àqueles previamente cadastrados no sistema processual, contendo, se for o caso, o resumo da sentença criminal (Art. 2º. da Lei 11.971, de

2009).

Parágrafo único. A pessoa não cadastrada solicitará a expedição de certidão conforme regulamentado pelo tribunal respectivo.

Art. 13. Os órgãos jurisdicionais de que tratam os incisos I-A a VII do art. 92 da Constituição deverão observar os termos desta Resolução a partir de 180 (cento e oitenta) dias da data de sua publicação. Parágrafo único. A pessoa prejudicada pela disponibilização de informação na rede mundial de computadores em desconformidade com esta Resolução poderá solicitar a retificação ao órgão jurisdicional responsável.

Art. 14. Está Resolução entra em vigor a partir de sua publicação.

Ministro Cezar Peluso

2.2 REsp 1307407 / SC

Ementa :

PROCESSUAL CIVIL. AMPLIAÇÃO OBJETIVA DA DEMANDA. NECESSIDADE DE CONSENTIMENTO DO RÉU. IMPOSSIBILIDADE DE CONSENTIMENTO TÁCITO. DUE PROCESS OF LAW. OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. 1. Trata-se de recurso especial interposto por Roselaine Guilhardi Andolfato, com fundamento na alínea 'a' do permissivo constitucional, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, que negou provimento à apelação interposta pela recorrente, ao fundamento de que a modificação do pedido após a citação depende do consentimento expresso do acionado. A recorrente sustenta, em síntese, contrariedade ao disposto no artigo 264 do CPC, porquanto o referido dispositivo legal admitiria a possibilidade de consentimento tácito do demandado quando, após a citação, houver aditamento do pedido inicial. Aduz que, na espécie, não houve qualquer objeção expressa do Município quanto ao pedido formulado. 2. Tido por muitos como o único e verdadeiro princípio de Direito Processual contido na Constituição Federal de 1988 - art. 5º, LIV -, o princípio do due process of law abrange, como subprincípios ou corolários, a ampla defesa, contraditório, publicidade dos atos processuais, proibição da prova ilícita, entre outros. Como se vê, o devido processo legal é a garantia maior do cidadão em face do arbítrio, dando-se a ele o direito, antes de ser submetido à sanção estatal, de ser submetido a um processo judicial cercado de garantias e precauções. É incompatível, pois, a democracia com a inexistência de um processo judicial revestido de garantias individuais. Ademais desses princípios, para o caso, há que se observar, particularmente, o princípio dispositivo, que decorre da regra geral da disponibilidade do direito material. Assim, em razão do predomínio do interesse individual, tem de ser deixado ao indivíduo, consequentemente, a decisão se ele quer ou não efetivar seus direito perante o Poder Judiciário, e em que medida. Desdobramento do princípio dispositivo é à adstrição do magistrado às alegações das partes e a medida de sua atuação - decidir conforme o pleiteado no processo, isto é, o juiz deve julgar a causa com base nos fatos alegados e provados pelas partes, sendo-lhe vedado, portanto, a busca de fatos não alegados e cuja prova não tenha sido postulada pelas partes. Com efeito, o princípio dispositivo

postulada pelas partes. Com efeito, o princípio dispositivo INTENSIVO I – Direito Processo Civil – Fredie

INTENSIVO I – Direito Processo Civil – Fredie Didier – 01.08.2012 Material de aula elaborado pela monitora Simone Brandão.

está consubstanciado, inicialmente, pela necessidade de provocação da jurisdição (CPC, art. 2º) e pela limitação do juiz à chamada

litiscontestatio. Dessa forma, nos termos do art. 128, CPC, o juiz haverá de decidir a lide nos limites em que foi proposta.

3. E é a partir da concepção dos referidos princípios e do disposto nos artigos 128 e 264 do Código de

Processo Civil que a presente demanda deve ser analisada, na medida em que, se ao magistrado é vedado conceder mais, menos ou além do que foi efetivamente pedido, esse deve ser certo e, sempre, submetido ao contraditório, oportunizando, ao réu, contraditar, com todas as suas armas, o que fora deduzido em juízo. Aliás, é o que se consagra no princípio da cooperação, que "orienta o magistrado a tomar uma decisão de agente-colaborador do processo, de participante ativo do contraditório e não mais de mero fiscal de regras" (Fredie Didier Jr. em Curso de Direito Processual Civil). É afirmação corrente e quase dogmática que no processo civil, em seu rito ordinário, que feita a citação é defeso ao autor modificar o pedido ou a causa de pedir, sem o consentimento do réu, mantendo-se as mesmas partes, salvo as substituições permitidas por lei. No Processo Civil, pois,

há mecanismos aptos a estabilizar a demanda, que privilegiam a segurança jurídica e o encadeamento lógico-sistemático dos atos processuais. Um desses mecanismos é o previsto no art . 264, caput, do CPC, que veda ao autor modificar o pedido ou a causa de pedir, sem o consentimento do réu, após a citação. Pode-se dizer, portanto, que se trata de efeito processual da citação, cuja regra consagra o chamado princípio da estabilização da demanda e tem como finalidade impedir que o demandado seja surpreendido, comprometendo, severamente, o pleno exercício do direito de defesa e do contraditório.

4. O artigo 321 do Código de Processo Civil indica, ainda que em parte, a solução da questão. O referido

dispositivo legal preceitua que "ainda que ocorra revelia, o autor não poderá alterar o pedido, ou a causa de pedir, nem demandar declaração incidente, salvo promovendo nova citação do réu, a quem será assegurado o direito de responder no prazo de 15 (quinze) dias" (grifou-se). Pois bem, a ratio contida no artigo 321 do Código de Processo Civil não deixa dúvidas de que a ampliação objetiva da demanda nada mais é do que a inserção de uma nova demanda na demanda outrora proposta. Tanto assim que, havendo qualquer alteração no pedido, causa de pedir oudemanda de declaração incidente, nova citação há de ser promovida, sob pena de ser tida por inexistente a ação, quanto ao réu não citado.

5. Assim, promovida a nova citação, competirá ao demandado manifestar-se acerca do novo pedido

formulado pelo autor. Todavia - e aqui introduz-se questão mais relevante para o deslinde da controvérsia

- em não havendo manifestação da parte, impõe-se, exclusivamente quanto à nova demanda (caso o réu tenha contestado a demanda inicial), o reconhecimento da revelia, com todos os seus efeitos, quais sejam, a) presunção de veracidade dos fatos afirmados pelo demandante; b) prosseguimento do processo

sem intimação do réu-revel; c) preclusão em desfavor do réu do poder de alegar matérias de defesa; d) possibilidade de julgamento antecipado da lide, acaso se produza o efeito substancial da revelia (artigo 330 do Código de Processo Civil). Tendo em vista que a lei determina a citação para os casos de ampliação objetiva da demanda, em havendo tão-somente a intimação, o consentimento quanto ao novo pedido somente poderá atingir seu objetivo - com o vigor o princípio da instrumentalidade das formas - caso esse consentimento se dê de forma expressa, como decorrência lógica da análise sistêmica das normas do direito processual civil. Ora, se a lei prevê determinada forma para a realização de um ato, sem a cominação de nulidade, o juiz considerará válido o ato se, realizado de outro modo, lhe alcançar a finalidade - art. 244, CPC.

6. Dessarte, para casos assim é obrigatória a realização da citação.

Em não havendo a citação, mas simples intimação do Município, a regra contida no artigo 264 do CPC, segunda parte, teria sido observada apenas e tão-somente se a municipalidade tivesse declarado expressa concordância quanto à ampliação da lide. Entendimento contrário implicaria aceitar que à parte ré recairia o ônus decorrente de seu silêncio, mesmo não havendo cumprimento de determinação legal expressa, qual seja, citação válida, o que, à toda evidência, não se coaduna com o ordenamento jurídico pátrio. Assim, não há como entender no sentido de que o consentimento exigido pelo artigo 264 do Código de Processo Civil pode se dar tacitamente, na medida em que, caso citado, o silêncio do réu deve ser punido com a revelia. Por sua vez, em sendo apenas intimado, caso haja comparecimento espontâneo, o consentimento deve ser expresso. Na espécie, não houve citação, mas apenas intimação do Município

para que se manifestasse sobre o pedido formulado pelo particular acerca da condenação das parcelas pretéritas em uma única sentada, desde o ilegal cessamento do adicional inicialmente pleiteado

o ilegal cessamento do adicional inicialmente pleiteado INTENSIVO I – Direito Processo Civil – Fredie Didier

INTENSIVO I – Direito Processo Civil – Fredie Didier – 01.08.2012 Material de aula elaborado pela monitora Simone Brandão.

(fls. 76/79). Pelas razões acima expostas, é vedado interpretar o silêncio do Município de Xaxim como aceitação tácita acerca do pedido trazido aos autos em momento posterior à contestação, já que se presume o prejuízo causado pela ausência de citação. 8.Recurso especial não provido.

3. SIMULADOS

3.1 CESPE - 2011 - AL-ES - Procurador - conhecimentos específicos

Acerca dos princípios do processo civil na doutrina e na jurisprudência do STF e do STJ, assinale a opção correta.

a) A dispensa de publicação prévia de pauta de julgamento viola o devido processo legal.

b) O desentranhamento da petição de contestação, em caso de decretação da revelia, ofende o princípio

da ampla defesa.

c) Os prazos diferenciados para a fazenda pública, para o MP e para a defensoria pública ofendem o

princípio da igualdade processual.

d) A concessão de medidas liminares sem a oitiva da parte contrária (inaudita altera pars) ofende o princípio do contraditório e da ampla defesa.

e) Se, na fundamentação da sentença, o juiz adotar como razão de decidir apenas o parecer do membro

do MP como fiscal da lei, então essa conduta ofenderá o princípio da motivação das decisões judiciais.

3.2 FCC - 2011 - TCE-SP - Procurador

O princípio geral do processo que atribui às partes toda a iniciativa, seja na instauração do processo, seja

no seu impulso, é o princípio

a) do devido processo legal.

b) inquisitivo.

c) dispositivo.

d) da eventualidade.

e) da verdade real.

3.3 TRT 23R (MT) - 2011 - TRT - 23ª REGIÃO (MT) - Juiz

Segundo o art. 5° , inciso XXXV, da Constituição Federal, a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. Esta regra consagra o princípio:

a) da indelegabilidade da jurisdição;

b) da inafastabilidade da jurisdição;

c) do juiz natural;

d) da inevitabilidade da jurisdição;

e) da indeclinabilidade.

Resp.

3.1 B

3.2 C

3.3 B

e) da indeclinabilidade. Resp. 3.1 B 3.2 C 3.3 B INTENSIVO I – Direito Processo Civil

INTENSIVO I – Direito Processo Civil – Fredie Didier – 01.08.2012 Material de aula elaborado pela monitora Simone Brandão.