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28/10/2012
28/10/2012
CAMPUS CATALÃO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL
CAMPUS CATALÃO
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

Estruturas de Aço

Tópico: Dimensionamento e Verificação de Barras Fletidas. Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade 1
Tópico:
Dimensionamento e Verificação de Barras Fletidas.
Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade
1
1 - Conceitos Gerais
1 - Conceitos Gerais

No projeto no Estado Limite Último – verifica-se o momento e o esforço cortante resistente. Também deve-se verificar o estado limite de utilização. A resistência da viga pode ser afetada pela flambagem local e pela flambagem lateral;

A flambagem local é a perda de estabilidade das chapas comprimidas componentes do perfil a qual reduz o momento fletor resistente da seção;

Na flambagem lateral a viga perde seu equilíbrio no plano principal de flexão (em geral
Na flambagem lateral a viga perde seu equilíbrio no plano principal de
flexão (em geral vertical) e passa a apresentar deslocamentos laterais e
rotações de torção;
Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade
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1 - Conceitos Gerais
1 - Conceitos Gerais

Para evitar a flambagem de uma viga I, cuja rigidez a torção é muito pequena, é preciso prover contenção lateral a viga.

A resistência ao esforço cortante de uma viga pode ser reduzida pela ocorrência de flambagem da chapa de alma sujeita às tensões cisalhantes.

Os tipos de seções transversais mais adequados para o trabalho à flexão são aqueles com maior inércia no plano da flexão, isto é, com áreas mais afastadas do eixo neutro.

3 Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade O ideal, portanto, é concentrar as áreas em
3
Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade
O ideal, portanto, é concentrar as áreas em duas chapas, uma superior e
uma inferior, ligando-as por uma chapa fina (perfil na forma I ideal,
devendo obedecer as limitações de flambagem).
1 - Conceitos Gerais Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade 4
1 - Conceitos Gerais
Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade
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Indicação dos perfis mais utilizados para vigas. Os perfis (a), (c) e (d) são laminados;
Indicação dos perfis mais utilizados para vigas. Os perfis (a), (c) e (d)
são laminados; Os perfis W, de abas com espessura constante (d) são
fabricados no Brasil com alturas até 610 mm. Os perfis (b), (e) e (f) são
seções de vigas formadas por associação de perfis laminados simples. O
perfil (g) é formado por chapas soldadas.
1 - Conceitos Gerais
Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade
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1 - Conceitos Gerais
1 - Conceitos Gerais

Para obras de grandes vãos, como pontes, usam-se vigas de alma cheia fabricadas em forma de I ou caixão. No final do século XIX e até a metade do século XX, as vigas fabricadas eram rebitadas, fazendo-se a ligação da alma com as mesas através de cantoneiras (figura a seguir). Com o desenvolvimento da solda, as vigas rebitadas tornaram-se antieconômicas.

As vigas fabricadas, soldadas e de grande dimensões possuem mesas formadas por chapas grossas, podendo ter largura variável. A alma é formada por uma chapa fina, em geral com enrijecedores, para evitar flambagem. Tanto a chapa das mesas quanto a da alma são emendadas, em oficina, com solda de entalhe, na posição do topo.

Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade 6
Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade
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2 - Enrijecedores de alma e abas podem aumentar a resistência da flambagem local em vigas
2 - Enrijecedores de alma e abas podem aumentar
a resistência da flambagem local em vigas fletidas
Viga de alma cheia rebitada, com enrijecedores intermediários
transversais e enrijecedores de apoio.
a) Enrijecedor longitudinal de abas; b) Corte
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2 - Enrijecedores de alma e abas podem aumentar a resistência da flambagem local em vigas
2 - Enrijecedores de alma e abas podem aumentar
a resistência da flambagem local em vigas fletidas
c) Seção Típica; d) e e) Enrijecedores de Alma; f) Enrijecedor de apoio
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2 - Enrijecedores de alma e abas podem aumentar a resistência da flambagem local em vigas
2 - Enrijecedores de alma e abas podem aumentar
a resistência da flambagem local em vigas fletidas
Viga de alma cheia soldada com enrijecedores intermediários
transversais e enrijecedor de apoio.
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2 - Enrijecedores de alma e abas podem aumentar a resistência da flambagem local em vigas
2 - Enrijecedores de alma e abas podem aumentar
a resistência da flambagem local em vigas fletidas
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Relação entre momento x curvatura da seção mais solicitada e diagramas de tensões normais (admite-se
Relação entre momento x curvatura da seção mais solicitada e diagramas
de tensões normais (admite-se que não ocorre flambagem local ou
flambagem lateral da viga):
3 - Comportamento das vigas biapoiadas com
cargas crescentes
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O comportamento de flexão é linear enquanto: momento de plastificação total M p plastificação Momento
O comportamento de flexão é linear enquanto:
momento de plastificação total M p
plastificação
Momento
M y e
início
de
de
4
-

Não há flambagem local ou flambagem lateral da viga;

A máxima tensão é menor do que a tensão de escoamento do aço, isto é,
A máxima tensão é menor do que a tensão de escoamento do aço, isto é,
enquanto:
M < f
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y
I
M
W
máx
máx
σ
12
=
=
y
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O momento M y de início de plastificação da seção, não representa a capacidade resistente
O momento M y de início de plastificação da seção, não representa a
capacidade resistente da viga, já que é possível continuar aumentando a
carga após atingi-lo.
momento de plastificação total M p
plastificação
Momento
M y e
início
4 -
de
de

Entretanto, a partir de M y o comportamento passa a ser não linear, pois as fibras mais internas da seção vão também plastificando-se progressivamente até ser atingidaaplastificação total da seção.

Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade 13
Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade
13
l ex O d d d o ã ã e é ga i í i i
l
ex
O
d
d
d
o
ã
ã
e
é
ga
i
í
i
i
i
i
equilíbrio da forças normais
a igualdade das resultantes de tração
impõe
de
momento de plastificação total M p
de
14
4 -
início
M y e
Momento
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plastificação
compressão (não há esforço normal aplicado).
Momento de início de plastificação e momento de plastificação total
de
de plastificação M y é o esforço resultante das tensões do diagrama. A equação de
up amente s m
tr ca suje ta
momento
o pura.
e seç
Vi
n c o
à fl
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O momento de início de plastificação M y , corresponde ao diagrama de tensões (c) onde
O momento de início de plastificação M y , corresponde ao diagrama de
tensões (c) onde a tensão máxima é a tensão de plastificação (escoamento).
momento de plastificação total M p
plastificação
Momento
M y e
início
4 -
de
de
2 0 ( ∫ h / 2 ∑ M y ) yσ y bdy f W
2
0
(
h / 2
∑ M
y
)
yσ y bdy f W
= 0
=
W =
I
M
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máx
y
y
=
Z = A y + A y t t c c y y = = 0
Z = A y + A y
t
t
c
c
y
y
=
= 0
= 2
M p
∑ M
yf dA f Z
O momento de plastificação (momento resistente) total M p , corresponde a
grandes rotações desenvolvidas na viga. Neste ponto a seção no meio do
vão transforma-se numa rótula plástica (d).
h
/ 2
de
de
4 -
início
M y e
Momento
plastificação
momento de plastificação total M p

0

M Z y t e y c são, respectivamente, as distâncias das áreas A t e
M Z
y t e y c são, respectivamente, as distâncias das áreas A t e A c (A t = A c ) até a
linha neutra plástica.
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Coeficient e de forma =
M y
W
16
=
p
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4 - Momento de início de plastificação M y e momento de plastificação total M p
4
-
Momento
de
início
de
plastificação
M y e
momento de plastificação total M p
Seção
Limite Elástico
Limite Último
σ e
σ e
C
C
-
2h
CG
6
h/4
h
z
T
2h
h/4
y
+
6
T
σ
σ
e
e
b
We = W
Me
Me
h
Me
Me
σ =
y
=
×
=
=
Me
e
3
2
I
bh
2
bh
W
=
σ e
e
W
Módulo Elástico de
Resistência à Flexão
12
6
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17
4
-
Momento
de
início
de
plastificação
M y e
momento de plastificação total M p
Para Comportamento Elastoplástico Perfeito:
2
h
σ bh
M
M
e
M
= ⎜ ⎛
σ
×
h ⎞ ⎟ ×
b
=
= σ W
σ =
=
e
σ e
e
e
pl
2
W
2
4
pl
Z
Coeficiente de Forma
Wpl = Z
2
bh
Módulo Plástico de
Resistência à Flexão
Wpl
6
4
=
=
= 1,50
2
W
bh
4
6
Wpl = 1,50 × W
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No dimensionamento das barras fletidas deve-se considerar ou verificar: 5 - Momento fletor resistente de cálculo
No dimensionamento das barras fletidas deve-se considerar ou verificar:
5 - Momento fletor resistente de cálculo (M RD )
  • a) FLT – flambagem lateral por torção (flambagem lateral): Perde a estabilidade no plano principal de flexão e passa a apresentar deslocamentos laterais de rotação por torção;

  • b) FLM – flambagem local da mesa comprimida;

  • c) FLA – flambagem local da alma;

  • d) Escoamento da mesa tracionada;

e) Deslocamentos máximos no elemento estrutural. 19 Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade FLM e
e) Deslocamentos máximos no elemento estrutural.
19
Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade
FLM e FLA correspondem à perda de estabilidade de chapas comprimidas
componentes da seção transversal;
6 – Resistência a flexão de vigas com contenção lateral contínua
6 – Resistência a flexão de vigas com contenção
lateral contínua

As vigas com contenção lateral connua não eso sujeitas a flambagem lateral.

A resistência a flexão destas vigas pode ser reduzida à flambagem local das peças comprimidas que compõe a seção transversal, conforme os critérios definidos na aula de peças comprimidas.

20 Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade
20
Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade
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7 – Classificação das seções transversais quanto a ocorrência de flambagem local
7 – Classificação das seções transversais quanto
a ocorrência de flambagem local

De acordo com a norma brasileira NBR 8800, as seções das vigas podem

ser dividas em três classes conforme a influência da flambagem local sobre

os respectivos momentos fletores resistentes (M RD )

Seção compacta:

- Aquela que atinge o momento de plastificação total da seção.

(rótula plástica); - Não ocorre a flambagem localizada de qualquer elemento comprimido da seção. Estruturas de
(rótula plástica);
- Não ocorre a flambagem localizada de qualquer elemento
comprimido da seção.
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M RD = M P ;
λ b ≤ λ P
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7 – Classificação das seções transversais quanto a ocorrência de flambagem local
7 – Classificação das seções transversais quanto
a ocorrência de flambagem local

Seção semi compacta:

  • - A

flambagem

local

plastificação parcial.

ocorre

após

a

seção

ter

desenvolvido

M RD > M Y ; λ P ≤ λ b ≤λ r

o esbe ta: M RD < M Y ; λ r ≤λ b ocorre antes da
o esbe ta:
M RD < M Y ; λ r ≤λ b
ocorre antes da seção
- A flambagem local
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plastificação.
atingir o
início de
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S
ã
l
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7 – Classificação das seções transversais quanto a ocorrência de flambagem local
7 – Classificação das seções transversais quanto
a ocorrência de flambagem local

Onde:

λ - índice de esbeltez ou parâmetro de esbeltez ;

λ p - valores limite da relação largura e espessura das chapas componentes

do perfil que formam a seção compacta;

Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade 23 λ b - valor da relação largura e
Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade
23
λ b - valor da relação largura e espessura das chapas componentes do perfil
λ r - valores limite da relação largura e espessura das chapas componentes
do perfil que formam a seção semi compacta;
que formam a seção transversal.
suas deformações. 24 Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade Comportamento de vigas com seções compacta,
suas deformações.
24
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Comportamento de vigas com seções compacta, semicompacta e esbelta
Curvas momento x rotação de vigas metálicas, com seções compacta,
influência da flambagem local sobre o momento resistente das vigas e sobre
semicompacta e esbelta, sujeitas a carregamento crescente, mostrando a
7 – Classificação das seções transversais quanto
a ocorrência de flambagem local
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7 – Classificação das seções transversais quanto a ocorrência de flambagem local Tab.1 - Limites λp
7 – Classificação das seções transversais quanto
a ocorrência de flambagem local
Tab.1 - Limites λp e λr para perfis I ou H, com um ou dois eixos de simetria, fletidos no plano da alma
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7 – Classificação das seções transversais quanto a ocorrência de flambagem local ou H com um
7 – Classificação das seções transversais quanto
a ocorrência de flambagem local
ou H com um ou dois eixos de simetria. (a) perfil laminado; (b) perfil soldado
Notações utilizadas para efeito de flambagem local sobre a resistência de vigas I
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8 – Momento resistente de cálculo (vigas com contenção lateral contínua)
8 – Momento resistente de cálculo (vigas com
contenção lateral contínua)

M Rd = M n /γ a1

M n – momento resistente nominal – determinado pelo limite de escoamento

do aço ou por flambagem

Seções compacta: M P = Zf y

Seções semicompacta: Interpolar linearmente entre M r e M Na situação limite para seção compacta: M
Seções semicompacta: Interpolar linearmente entre M r e M
Na situação limite para seção compacta: M n = M p e λ b = λ p
Na situação limite para seção semicompacta: M n = M r e λ b =λ r
Seções esbeltas: M cr = Wf cr
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(Eq. 6.7)
27
p
Onde: Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade 28 M r – momento início de plastificação
Onde:
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M r – momento início de plastificação
M p – Momento de plastificação total
M cr – Momento crítico de flambagem com
instabilidades FLT; FLM ou FLA.
Variação do momento resistente nominal de vigas I ou H, carregadas no plano da alma,
com efeito de flambagem local da mesa ou da alma.
8 – Momento resistente de cálculo (vigas com
contenção lateral contínua)
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8 – Momento resistente de cálculo (vigas com contenção lateral contínua)
8 – Momento resistente de cálculo (vigas com
contenção lateral contínua)

Flambagem local da mesa:

  • M r

= W f σ < W f

c

y

r

t

y

(

)

σ r – tensão residual de compressão nas mesas tomada igual a 0,3f y W c , W t – módulos elásticos da seção referidos às fibras mais comprimida e mais tracionada, respectivamente.

am agem oca W – menor módulo resistente elástico da seção. Estruturas de Aço – Prof.
am agem oca
W – menor módulo resistente elástico da seção.
Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade
= Wf
M r
a a ma:
Fl
29
l d
b
y
l
l
(Eq. 6.7) Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade Quando a determinação dos esforços solicitantes, deslocamentos,
(Eq. 6.7)
Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade
Quando a determinação dos esforços solicitantes, deslocamentos, flechas etc. é
feita com base no comportamento elástico, o momento resistente de projeto fica
Nas seções semicompactas, os momentos nominais podem ser interpolados
linearmente entre os valores limites M r e M p :
Limitação do Momento Resistente
W – menor módulo resistente elástico da seção.
30
8 – Momento resistente de cálculo (vigas com
contenção lateral contínua)
1,50 Wf
limitado a
M − M
λ λ
M <
M n
M
γ
p
λ
)
(
Rd
a 1
=
p
λ
p
p
b
y
r
r
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8 – Momento resistente de cálculo (vigas com contenção lateral contínua)
8 – Momento resistente de cálculo (vigas com
contenção lateral contínua)

Influência dos Furos na Resistência da São

Na determinação das propriedades geométricas de vigas laminadas ou soldadas,

com ou sem reforço de mesa, podem ser desprezados furos para parafusos de

montagem em qualquer das mesas, desde que a resistência à ruptura da área líquida

da mesa tracionada seja maior que a resistência ao escoamento de seção bruta da

mesa:

Y Onde A fn e A fg são, respectivamente, as áreas líquida e bruta da mesa
Y
Onde A fn e A fg são, respectivamente, as áreas líquida e bruta da mesa tracionada.
Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade
para f
para f
(Eq. 6.9)
= 1,10
≤ 0,8
> 0,8
= 1,0
f A
f
f
f A ≥ Y
31
Y
fn
fg
y
y
y
u
u
t
t
u
t
8 – Momento resistente de cálculo (vigas com contenção lateral contínua)
8 – Momento resistente de cálculo (vigas com
contenção lateral contínua)

Influência dos Furos na Resistência da Seção

Se não for atendida a da Eq. (6.9), o momento resistente da viga fica limitado

pela ruptura à tração na área líquida da mesa tracionada

γ W t – é módulo resistente elástico da seção no lado tracionado. Estruturas de Aço
γ
W t – é módulo resistente elástico da seção no lado tracionado.
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fg
A
M Rd
1 f A
W
t
fn
a1
u
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9 – Momento nominal de cálculo de vigas I com mesa esbelta
9 – Momento nominal de cálculo de vigas I com
mesa esbelta

Nas vigas I contidas lateralmente com alma atendendo ao limite para seção

semicompacta, porém com mesas esbeltas, o momento resistente pode ser

calculado com a tensão resistente na mesa reduzida pelo valor Q s de

flambagem local elástica de placas não-enrijecidas. Tem-se então:

i 33 fi d f b 2 s l λ s y (Eq. 6.10a) = Q
i
33
fi
d
f
b
2
s
l
λ
s
y
(Eq. 6.10a)
= Q f W
M n
c
s
f
P
e per
d
Com
λ =
b
b
2
ara mesas
t
Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade
am na os, tem-se:
0,69 E
Q =
f
y
λ rigidez a rotação da mesa. A alma age como apoio da placa da mesa do
λ
rigidez a rotação da mesa. A
alma age como apoio da placa
da mesa do perfil.
M =
n
M =
n
W
c
W
c
0,69 E
– Momento nominal de cálculo de vigas I com
mesa esbelta
b
2
0,90 k
c
λ
b
2
k
c
Perfis Laminados
0
0
e
34
t
influência da esbeltez da alma na
Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade
Com
4
h
=
Perfis Soldados
O coeficiente k c considera a
(Eq. 6.10c)
(Eq. 6.10b)
0,35 ≤
≤ 0,763
9
De acordo com a NBR 8800, utiliza-se para:
k c
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9 – Momento nominal de cálculo de vigas I com mesa esbelta tensões normais de compressão
9 – Momento nominal de cálculo de vigas I com
mesa esbelta
tensões normais de compressão da mesa (σ bc ) não são uniformemente distribuídas
(variam entre um valor máximo sobre a alma e um valor mínimo na borda).
Flambagem local da mesa comprimida em vigas I fletidas no plano da alma. As
Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade
35
⎛ h ⎞ t 0 0 ⎟ ⎟ ⎜ ⎜ h 0 t 0 ) ≅
⎛ h ⎞
t
0
0
h
0
t
0
)
< ⎜
t
0
0
0, 42 E
f
y
0, 48
r
y
y
y
máx
máx
σ
36
Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade
E
E
> 5,7
=
f
f f +
Nas vigas I com alma esbelta, onde:
Onde σ r é a tensão residual toma igual a 0,3f y .
(
10 – Momento nominal de cálculo de viga I com
alma esbelta
h
0
t
0
⎛ h ⎞
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10 – Momento nominal de cálculo de viga I com alma esbelta
10 – Momento nominal de cálculo de viga I com
alma esbelta

Quando as mesas atenderem os limites da Tab.1 para seção compacta, o

momento resistente de projeto pode ser calculado como M n /γ a1 , sendo M n o

menor entre os valores obtidos pelas expressões:

⎞ ⎟ k – coeficiente de redução da resistência decorrente da flambagem da alma sob tensões
k – coeficiente de redução da resistência decorrente da flambagem da alma sob tensões normais de
flexão.
geométrico da seção e a face interna da
mesa comprimida.
a
r
1200
+
300
a
r
y
(Eq. 6.11b)
= W kf
M n
c
y
(Eq. 6.11a)
= W f
M n
t
k
c
y
0
37
t
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E
= 1 −
mesa comprimida (menor ou igual a 10)
h
a r – a razão entre as áreas da alma e da
h c – o dobro da distância entre o centro
5,7
f
(a) Esquema da viga, com o momento solicitante M; (b) Seção transversal mostrando a alma após
(a) Esquema da viga, com o momento solicitante M; (b) Seção transversal mostrando a alma após a
flambagem; (c) Diagramas de tensões elásticas antes e depois da flambagem, mostrando a
transferência de tensões da alma para a mesa comprimida.
10 – Momento nominal de cálculo de viga I com
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Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade
A flambagem da alma transfere tensões para a mesa comprimida,
reduzindo o momento resistente.
alma esbelta
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28/10/2012
alma e mesa esbelta 11 – Momento nominal de cálculo de viga I com
alma e mesa esbelta
11 – Momento nominal de cálculo de viga I com

Nas seções com alma e mesa esbeltas, o momento resistente é calculado

com fórmulas que consideram interação das flambagens locais das duas

chapas. As fórmulas para dimensionamento pode encontradas no Anexo H

da norma NBR 8800.

Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade 39
Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade
39
12 – Resistência a flexão de vigas sem contenção 40 Estruturas de Aço – Prof. Wellington
12 – Resistência a flexão de vigas sem contenção
40
Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade
O fenômeno da flambagem
partir da flambagem por flexão
lateral pode ser entendido a
lateral contínua
de uma viga coluna.
Fig. 6.12
28/10/2012
28/10/2012
12 – Resistência a flexão de vigas sem contenção lateral contínua
12 – Resistência a flexão de vigas sem contenção
lateral contínua

Na viga anterior, a seção composta da mesa superior e de um pequeno trecho da

alma funciona com uma coluna de pontos de apoio lateral, podendo flambar em

torno do eixo y.

Como a mesa tracionada é estabilizada pelas tensões de tração, ela dificulta o

deslocamento lateral (u) da mesa comprimida, de modo que a fenômeno se processa

com torção (Ø) da viga.

Estruturas de Aço – Prof. Wellington Andrade 41 deforma deixando de ser plana). longitudinais, causando o
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deforma deixando de ser plana).
longitudinais, causando o empenamento (uma seção originalmente plana se
Sob efeito de torção as seções sofrem rotações acompanhadas de deformações
lateral contínua 12 – Resistência a flexão de vigas sem contenção
lateral contínua
12 – Resistência a flexão de vigas sem contenção

o de grande importância as disposições construtivas de contenção lateral, nas

quais existem dois tipos bem definidos:

b) a) pilares por meio de conectores (b); nesse caso, tem-se contenção lateral constitui o comprimento
b)
a)
pilares por meio de conectores (b); nesse caso, tem-se contenção lateral
constitui o comprimento de flambagem lateral l b da viga. As vigas e treliças de
Embebimento da mesa comprimida em laje de concreto (a) ou ligação mesa-
treliças de contraventamento etc., com rigidez suficiente; nesse caso, a
elementos do contraventamento; a distância entre os pontos de contato
contenção lateral atua nos pontos de contato da mesa comprimida com os
contraventamento ((c) e (d)) precisam estar devidamente ancoradas.
Apoio laterais discretos ((c), (d) e (e)) formados por quadros transversais,
contínua.
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12 – Resistência a flexão de vigas sem contenção lateral contínua Estruturas de Aço – Prof.
12 – Resistência a flexão de vigas sem contenção
lateral contínua
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lateral contínua 12 – Resistência a flexão de vigas sem contenção
lateral contínua
12 – Resistência a flexão de vigas sem contenção

As vigas longas atingem o estado limite de flambagem lateral em regime

elástico, com o M cr

As vigas intermediárias apresentam ruptura por flambagem lateral

inelástica, a qual é muito influenciada por imperfeições geométricas da peça

e pelas tensões residuais embutidas durante o processo de fabricação da

viga. As formulações rigorosas de flambagem lateral são apresentadas em Timoshenko e Gere (Theory of Elastic
viga.
As formulações rigorosas de flambagem lateral são apresentadas em
Timoshenko e Gere (Theory of Elastic Stability)
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28/10/2012
momento fletor constante 13 – Flambagem lateral de viga biapoiada com
momento fletor constante
13 – Flambagem lateral de viga biapoiada com

O caso fundamental de flambagem lateral elástica encontra-se ilustrado na Fig.

6.12.

Trata-se de uma viga I duplamente simétrica, bi-apoiada com contenção lateral e

torcional nos dois extremos (u= Ø=0) e sujeita a um momento fletor constante no

plano da alma (em torno do eixo x).

Nos apoios a viga não tem restrição a empenamento da seção transversal Neste caso, a
Nos apoios a viga não tem restrição a empenamento da seção transversal
Neste caso, a solução exata (Timoshenko e Gere, 1961) da equação diferencial de
equilíbrio na posição deformada fornece o valor do momento fletor crítico:
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,
.
momento fletor constante 2 y w l – comprimento da viga I y – momento de
momento fletor constante
2
y
w
l – comprimento da viga
I y – momento de inércia da seção em torno do eixo y
J – constante de torção pura (Saint-Venant)
C w – constante de empenamento
G – módulo de deformação transversal ou módulo de cisalhamento
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Para perfil I ou H duplamente simétrico, as constantes J e C w são expressas por
( 2
0
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2 EI EC
1 b t
3 f f
l y
= h − t
EI GJ
M =
π
3 +
C w
) 2
I y
h t
(
J
4
π
3 )
+
f
l
cr
=
0
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13 – Flambagem lateral de viga biapoiada com momento fletor constante
13 – Flambagem lateral de viga biapoiada com
momento fletor constante

Identifica-se na equação anterior (M cr ) as rigidezes a flexão lateral (EI y )

e a torção (GJ e EC w ) da viga compondo a resistência à flambagem lateral.

Por isso, a flambagem lateral não é, em geral, determinante no

dimensionamento de vigas de seção tubular e viga de seção I fletidas em

torno do eixo de menor inércia, as quais apresentam grande rigidez à torção

e à flexão lateral, respectivamente.

fletor não-uniforme análise, e o momento crítico é maior do que se a viga estivesse sujeita
fletor não-uniforme
análise, e o momento crítico é maior do que se a viga estivesse sujeita a um
compressão no flange não é mais constante, como no caso fundamental de
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momento uniforme.
2 EI EC
um momento
l y
EI GJ
Para
sujeitas
M
for
de
C
47
vi
π
π
+
as
g
l
ç
cr
=
a
a
a
b
2
y
w
,
14 – Instalação das vigas metálicas da Ponte Joel Silveira
14 – Instalação das vigas metálicas da Ponte Joel
Silveira

Localizada entre os povoados Mosqueiro em Aracaju e Caueira

(Sergipe);

Comprimento = 1.080 metros

Largura = 14,2 metros

Vão = 77 m

Quantidade de Vigas Metálicas = 56

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