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OAB IX EXAME – 2º FASE Direito Processual Penal Geovane Moraes e Ana Cristina Mendonça

OAB IX EXAME 2º FASE Direito Processual Penal Geovane Moraes e Ana Cristina Mendonça

NOTAS SOBRE A COMPETÊNCIA NO PROCESSO PENAL

Mendonça NOTAS SOBRE A COMPETÊNCIA NO PROCESSO PENAL Art. 69 – determinará a competência jurisdicional. I

Art. 69 determinará a competência jurisdicional. I o lugar da infração.

II o domicilio do réu.

III a natureza da infração.

IV a distribuição.

V a conexão e a continência.

VI a prevenção.

VII a prerrogativa de função.

1.

COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL.

A

competência ratione materiae começa a ser analisada na própria Constituição Federal, mas ela não se esgota

A

na mesma, já que normas infraconstitucionais também delimitam competência material.

competência constitucionalmente delimitada acaba por classificar os órgãos do poder judiciário em Justiça

Militar, Justiça Eleitoral, Justiça Trabalhista, Justiça Federal e Justiça Estadual.

As Justiças Militar, Eleitoral e Trabalhista pertencem ao que chamamos Justiça Especial, enquanto as Justiças Federal e Estadual à Justiça Comum.

2.

DISTRIBUIÇÃO DA COMPETÊNCIA CONFORME AS REGRAS PROCESSUAIS PENAIS.

Verificamos que a competência no Processo Penal tem suas regras de determinação no art. 69, que dispõe:

Os incisos I a IV são os critérios fixadores da competência, enquanto os incisos V a VII definem os critérios modificadores da competência.

2.1 Competência pelo lugar da infração.

O

art. 70 do CPP diz que a competência pelo lugar da infração será determinada, em regra, pelo lugar onde o

crime produziu o seu resultado, e no caso de tentativa o lugar do último ato de execução. A competência pelo

lugar da infração a que se refere o art. 70 é aplicável aos crimes materiais.

No caso de crimes tentados não há maiores discussões, estabelecendo a lei como critério para definição da competência pelo lugar da infração aquele em que ocorreu o último ato de execução.

Problema surge nos crimes consumados, uma vez que o Código de Processo Penal define como regra o locus comissi delicti, ou seja, o local para processo e julgamento é o local da consumação do crime, o local onde o crime produziu seu resultado.

Entretanto, sabemos que existem crimes chamados plurilocais, aqueles em que o local da ação é distinto do local do resultado. Nestes casos, de acordo com o CPP, que não os diferenciou, o local para processo e julgamento seria o local onde se concretizou o resultado, muito embora as provas sejam melhor apuradas no local da ação ou omissão. Por tal motivo, doutrina e jurisprudência são divergentes.

apuradas no local da ação ou omissão. Por tal motivo, doutrina e jurisprudência são divergentes. www.cers.com.br

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Para alguns, o melhor local para processo e julgamento dos crimes plurilocais seria o lugar onde estão as provas, o que seria compatível com a teoria da atividade adotada pelo Direito Penal. No entanto, como o art. 70 do CPP dispõe de outro modo, deve-se utilizar, de acordo com este posicionamento, a teoria da ubiquidade (art. 6º. do CP), processando-se o agente no local da ação ou omissão, ou no local do resultado, o que seria definido pela prevenção.

Para outros, tal entendimento apresenta-se contrário à norma processual e, como competência é matéria processual, também no caso de crimes plurilocais deve-se aplicar a regra locus comissi delicti do art. 70 do CPP.

No caso de crimes à distância, os §§ 1º. e 2º. do art. 70 do CPP são expressos:

os §§ 1º. e 2º. do art. 70 do CPP são expressos: § 1o Se, iniciada

§ 1o Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora dele, a competência será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de execução.

§ 2o Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, será competente o juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha produzido ou devia produzir seu resultado.

No caso de crimes formais não houve disposição legal, o que se justifica pelo fato de que, nestes crimes, ação e resultado são imediatos, não havendo dificuldades na definição da competência.

Nos crimes permanentes e continuados, prevê o § 3º. do mesmo art. 70, que a competência será definida pela prevenção, o que se justifica pelo fato de que todos os locais seriam igualmente competentes. Exemplo típico é o da extorsão mediante sequestro, uma vez que a permanência ocorre enquanto a vítima estiver privada de sua liberdade, podendo ultrapassar os limites de uma única comarca. Neste caso, todos os locais por onde a vítima for privada de sua liberdade serão igualmente competentes. Devemos lembrar que o recebimento do eventual resgate é mero exaurimento e não consumação.

Também não houve por parte do CPP disposição acerca dos crimes habituais, porém não é difícil compreender que se aplica a estes casos a mesma ideia de prevenção.

Nos três casos (crimes permanentes, continuados e habituais), e ainda no local e território incerto, a prevenção atua como verdadeiro critério fixador, uma vez que auxilia na definição da competência pelo lugar da infração.

2.2.

Utiliza-se domicílio do réu quando não se conhece do lugar da infração. É critério subsidiário, ao contrário do que ocorre no Processo Civil.

Competência pelo domicílio do réu.

o podemos, entretanto, confundir lugar desconhecido com lugar incerto.

Local incerto ocorre quando a infração ocorreu no limite entre duas ou mais comarcas. Neste caso, o lugar é conhecido, no entanto, permanece a dúvida sobre quem seria competente, já que, em tese, o crime ocorreu no limite de todas aquelas jurisdições e todas elas poderiam, igualmente, processar o fato. Neste caso, a dúvida se resolve pela prevenção e não pelo domicílio do réu.

Além da hipótese de lugar desconhecido, o domicilio do réu é foro de eleição nos casos de ação penal privada, quando a vítima pode escolher entre o lugar da infração e o domicílio do réu.

Importante ressaltar, ainda, que o domicílio do réu também é utilizado nos casos de extraterritoritoriedade, conforme dispõe o art. 88 do CPP:

Art. 88. No processo por crimes praticados fora do território brasileiro, será competente o juízo da Capital do Estado onde houver por último residido o acusado. Se este nunca tiver residido no Brasil, será competente o juízo da Capital da República.

2.3. Competência pela natureza da infração.

será competente o juízo da Capital da República. 2.3. Competência pela natureza da infração. www.cers.com.br 2

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A competência pela natureza da infração encontra amparo no art. 74 do CPP. Contudo, referido artigo nos

remete à organização judiciária de cada Estado.

Art. 74 A competência pela natureza da infração será determinada pelas regras de organização judiciária de cada Estado, ressalvada a competência privativa do Tribunal do Júri.

Não há, portanto, uma regra específica para a distribuição das diversas espécies de crimes entre os órgãos jurisdicionais, salvo nas hipóteses dos crimes dolosos contra a vida, cuja competência está constitucionalmente garantida ao Tribunal do Júri, nas infrações de menor potencial ofensivo, em decorrência da Lei 9.099/95, e, hoje, nas infrações de violência doméstica e familiar contra a mulher (Lei 11.340/2006).

Assim, o § 1° do art. 74 do CPP dispõe sobre os crimes da competência
Assim, o § 1° do art. 74 do CPP dispõe sobre os crimes da competência do Tribunal do Júri: homicídio doloso,
infanticídio, aborto, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio. Não são da competência do Júri crimes como
homicídio culposo ou, ainda, aqueles cujo resultado morte seja preterdoloso (latrocínio, extorsão qualificada pelo
resultado morte, extorsão mediante sequestro seguida de morte, estupro seguido de morte, lesão corporal
seguida de morte, etc.)
Da mesma forma, o art. 74, § 2°, do CPP não pode ser confundido com o dispositivo específico para a
competência do Tribunal do Júri. A hipótese de júri está prevista no art. 74, § 3°, do CPP, visto que o crime doloso
contra vida tem um procedimento com duas fases. Ocorre que a primeira fase, ou juízo de admissibilidade, resulta
em uma decisão que determina o futuro do procedimento. Se o réu for pronunciado, será submetido à segunda
fase, na qual ocorrerá o julgamento pelo júri popular. Caso ocorra a desclassificação da infração para outra, não
afeta à competência do júri, o procedimento prosseguirá perante o juízo que seja competente e com o rito
processual cabível ao crime desclassificado.
O
§ 2° versa sobre a possibilidade de desclassificação de crimes outros, não dolosos contra a vida. A título de
exemplo, imagine que a organização judiciária de determinado Estado tenha atribuído que na comarca X, a 1ª. Vara
Criminal julgue crimes contra a administração pública, enquanto a 5ª. Vara teria competência para crimes
patrimoniais. Se uma denúncia for oferecida, naquela comarca, por um crime de peculato, será distribuída para a
1ª.
Vara Criminal. Durante o processo, no entanto, surgem provas de que a conduta praticada era, na verdade,
apropriação indébita, já que o bem do qual o réu se apropriara não pertencia à administração. Neste caso, com-
petente a 5ª. Vara Criminal, a quem deverá o juiz remeter os autos.
2.4.
Competência por distribuição.
Segundo o art. 75 do CPP, a precedência da distribuição fixará a competência quando, na mesma circunscrição
judiciária, houver mais de um juiz igualmente competente.
2.5.
Conexão.
A
conexão, prevista no art. 76 do CPP, ocorre nas hipóteses em que duas ou mais infrações são praticadas,
possuindo, entre elas, um mesmo nexo causal. Dependendo do nexo causal entre as infrações, três são as espécies
de conexão:
I. Subjetiva ou intersubjetiva, que se subdividem em:
a) por simultaneidade;

b) por concurso ou concursal;

c) por reciprocidade.

II. Objetiva ou material, lógica ou teleológica.

III. Processual, instrumental ou probatória.

No inciso I, o nexo causal se caracteriza através do vínculo entre as várias pessoas envolvidas, o motivo que as leva à prática dos crimes, isolada ou con juntamente.

Art. 76. A competência será determinada pela conexão:

prática dos crimes, isolada ou con juntamente. Art. 76. A competência será determinada pela conexão: www.cers.com.br

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I - se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas (conexão subjetiva por SIMULTANEIDADE), ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar, (conexão subjetiva CONCURSAL) ou por várias pessoas, umas contra as outras (conexão subjetiva por RECIPROCIDADE)

Já o inciso II apresenta vínculos objetivos entre as diversas infrações. Ocorre quando uma infração é praticada

para facilitar ou ocultar outra, ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação às demais. São exemplos de conexão objetiva ou material: um sequestro praticado para facilitar o crime de estupro; a ocultação de um cadáver decorrente da prática de um homicídio.

Quando falamos em conexão objetiva, devemos estar atentos à eventual aplicação do princípio da consunção,
Quando falamos em conexão objetiva, devemos estar atentos à eventual aplicação do princípio da consunção,
já que existem situações nas quais ocorrem ante fato e pós fato impuníveis, hipóteses em que o crime é único e,
portanto, não há que se falar em fatos conexos.
Exemplos de conexão lógica ou teleológicas podem ser encontrados em uma ameaça a testemunhas,
resistência à prisão, hipóteses em que se procura garantir impunidade, bem como nos crimes de favorecimento,
em que se busca obter vantagem.
Dispõe o art. 76, inc. II, do CPP:
- se, no mesmo caso, houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras, ou para conseguir
impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas (OBJETIVA OU MATERIAL, LÓGICA OU TELEOLÓGICA).
II
o inc. III estabelece:
III
- quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de
outra infração (PROBATÓRIA, INSTRUMENTAL OU PROCESSUAL).
Melhor exemplo para a hipótese é o que envolve furto e receptação, onde a prova da receptação depende da
prova da origem ilícita da res.
2.6.
Continência.
A
continência, prevista no art. 77 do CPP, também é causa de modificação da competência. Ocorre quando
temos uma única infração (uma única ação ou uma única omissão) e esta produz vários resultados, ou ainda
quando foi praticada por várias pessoas e, em decorrência, vários serão acusados pela mesma infração.
São, portanto, hipóteses de continência:
1) Concurso de agentes:
Ocorre quando várias pessoas praticam a mesma infração. Estamos diante de um concurso de agentes. Pode
ser uma hipótese de coautoria ou uma hipótese de participação.
Como consequência da continência, haverá unidade de processo e julgamento, de forma a garantir economia
processual, evitando-se, anda, decisões conflitantes.
Ressalte-se, entretanto, que haverá separação obrigatória (na forma do art. 79, inc. II, do CPP) no caso de um
dos coautores ou partícipes ser menor de dezoito anos, caso em que o menor será encaminhado ao Juízo da
Infância e Juventude.

2) Concurso formal; aberratio ictus; aberratio criminis.

Ocorre continência quando temos pluralidade de resultados, como nos casos de concurso formal de crimes, nas hipóteses de aberratio ictus ou erro na execução, e aberratio criminis ou resultado diverso do pretendido. Essas hipóteses de continência estão previstas no art. 77, II, do CPP.

2.7. Prevenção.

pretendido. Essas hipóteses de continência estão previstas no art. 77, II, do CPP. 2.7. Prevenção. www.cers.com.br

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A prevenção atua como causa de modificação da competência nas hipóteses em que o juiz realiza ato jurisdicional em processo no qual não seria territorialmente competente. Trata-se de incompetência relativa que, como visto anteriormente, é prorrogável.

2.8. Prerrogativa de função.

A competência ratione personae pode ser analisada sob dois aspectos. No primeiro aspecto olhamos a figura

do magistrado e se ele pode exercer função jurisdicional naquele momento do processo. Vejamos o seguinte exemplo: O Ministro do STF tem competência para analisar casos praticamente de todas as matérias e detém competência territorial em todo território nacional, mas não poderia proferir decisões em processos em curso no primeiro grau de jurisdição. O limite para o exercício da função jurisdicional por parte daquele magistrado restringe-se aos processos de competência originária da Corte Suprema ou aos recursos de competência daquele

da Corte Suprema ou aos recursos de competência daquele órgão. Trata-se da competência funcional vertical. Mas

órgão. Trata-se da competência funcional vertical.

Mas precisamos analisar a competência funcional horizontalmente.

Comparando todos os réus criminais do país, verificamos que os mesmos se encontram em uma mesma situação dentro da relação jurídico-processual penal: são réus, polo passivo da relação jurídico processual penal.

No entanto, verificamos que determinados réus, em razão de relevante função exercida dentro das diversas esferas do poder estatal, possuem “força” hierárquica, certa influência, no exercício de cargos para os quais se exigiria uma conduta pautada pela moralidade, legalidade e idoneidade. Receberam os mesmos, para o exercício daquela função, um voto de confiança da sociedade, sendo certo que o último que se esperaria deles seria a prática de crimes, devendo ser julgados por órgãos do Poder Judiciário que, ao menos em tese, não sofreriam dos mesmos qualquer influência.

A

título de exemplo, um juiz não pode ser julgado por outro juiz, que se poderia considerar seu colega ou ter

sido de alguma forma influenciado por ele durante sua formação.

Um juiz, portanto, não pode ser julgado pelos seus pares, devendo ser julgado por quem exerce a função jurisdicional há mais tempo e que, na teoria, possua mais conhecimento da matéria, tenha mais experiência no exercício da função. Por isso, juízes de primeira instância são julgados pelo T ribunal que reformaria suas decisões. Referido Tribunal é isento para reformar sua decisão e, em consequência, deveria estar isento para julgá-lo pela suposta prática de um crime.

Da mesma forma, desembargadores não podem ser julgados pelos próprios desembargadores do Tribunal a que pertencem, devendo ser julgados pelo órgão que reformaria suas decisões, ou seja, o STJ, e assim por diante.

De maneira semelhante, se um prefeito comete um crime, a função por ele exercida se encontra, dentro do Poder Executivo, em um mesmo nível hierárquico daquela exercida pelos juízes no Poder Judiciário. Portanto, se um prefeito praticar um crime, o mesmo será julgado pelo Tribunal de Justiça, órgão que julgaria os juízes.

Dentro desta mesma sistemática conseguimos distribuir a maioria dos cargos que possui prerrogativa de função fixada na Constituição Federal. Devemos, entretanto, tomar cuidado com eventuais exceções.

Observe, portanto, o gráfico abaixo:

STF

Membros dos Tribunais de Contas da União

Senadores

Deputados

Federais

Ministros dos Tribunais Superiores

Presidente da

República

Vice-Presidente

Ministros da

República

Ministros e

Comandantes das

Procurador-Geral

da República

Chefes de Missão Diplomática de caráter permanente

e Comandantes das Procurador-Geral da República Chefes de Missão Diplomática de caráter permanente www.cers.com.br 5

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Forças Armadas STJ Membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal Desembargadores
Forças Armadas
STJ
Membros dos
Tribunais de
Contas dos
Estados e do
Distrito Federal
Desembargadores dos Tribunais de
Justiça dos Estados e do Distrito
Federal
Governadores dos
Estados e do
Distrito Federal
Membros dos
Desembargadores dos Tribunais
Regionais Federais
Membros do
Ministério Público
da União que
oficiem perante
tribunais
Conselhos ou
Tribunais de
Desembargadores dos Tribunais
Regionais Eleitorais e do Trabalho
Contas dos
Municípios
TJ
TRF
Deputados
Estaduais **
Juízes Estaduais
e do Distrito
Juízes Federais
da área de sua
jurisdição
Membros do
Membros do
Ministério Público
Prefeitos *
Ministério Público
Estadual
Federal e
Territórios
Juízes da Justiça
Militar
da União
Juízes da Justiça
do Trabalho
Secretários de
Vereadores **
Estado**
Importante destacar que alguns cargos não foram lembrados pelo legislador constituinte.
Diante disso, Deputados Estaduais, Vereadores e Secretários de Estado têm sua prerrogativa
definida na Constituição Estadual **. A prerrogativa aí estabelecida, para ser considerada cons-
titucional, deve atender a dois critérios: simetria e não contrariedade. Ou seja, a função exercida
pelo ocupante do cargo deve ser semelhante a uma função desempenhada por cargo que
possua prerrogativa na Carta Magna.Por não atender a este critério, p. ex., a prerrogativa que
determinadas Constituições Estaduais estabeleceram para Delegados de Polícia foi considerada
inconstitucional pelo STF.
Já a não contrariedade significa dizer que o disposto na Constituição Estadual não pode
contrariar texto da Constituição Federal. Este critério foi consagrado pela Súmula 721 do STF,
que dispõe:

A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição Estadual.

Outro detalhe não menos importante diz respeito a um conflito entre a competência ratione personae atribuída aos prefeitos e a competência ratione materiae da Justiça Federal ou da Justiça Eleitoral. É certo que a prerrogativa dos Prefeitos está estabelecida para o Tribunal de Justiça do Estado em que exerce a função (no art. 29, X, da CRFB/88). Contudo, o Tribunal de Justiça é órgão da Justiça Comum Estadual, motivo pelo qual se o crime praticado pelo Prefeito for federal ou eleitoral, deverá o mesmo ser processado e julgado pelo TRF ou TRE, respectivamente. Neste sentido o teor da Súmula 208 do ST J:

Compete à Justiça Federal processar e julgar prefeito municipal por desvio de verba sujeita a prestação de

à Justiça Federal processar e julgar prefeito municipal por desvio de verba sujeita a prestação de

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contas perante órgão federal. Da mesma forma, a súmula 702 do STF: OAB IX EXAME

contas perante órgão federal.

Da mesma forma, a súmula 702 do STF:

OAB IX EXAME 2º FASE Direito Processual Penal Geovane Moraes e Ana Cristina Mendonça

A COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PARA JULGAR PREFEITOS RESTRINGE-SE AOS CRIMES DE

COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM ESTADUAL; NOS DEMAIS CASOS, A COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA CABERÁ AO RESPECTIVO TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU.

Raciocínio diferente aplica-se a Juízes Estaduais e membros do Ministério Público Estadual, que se mantém no Tribunal de Justiça mesmo em caso de crimes federais, somente dali saindo para a Justiça Eleitoral. Veja o que dispõe o art. 96, III, da CRFB/88:

Art. 96. Compete privativamente:

III. aos Tribunais de Justiça julgar os juízes estaduais e do Distrito Federal e Territórios,
III. aos Tribunais de Justiça julgar os juízes estaduais e do Distrito Federal e Territórios, bem como os
membros do Ministério Público, nos crimes comuns e de responsabilidade, ressalvada a competência da
Justiça Eleitoral.
ATENÇÃO! Importante lembrar que a prerrogativa somente se aplica à prática
de crimes, não se estendendo a atos de improbidade administrativa, e decorre exclusivamente
da função e não da pessoa, não sendo possível sua extensão após o final do exercício funcional.
Por tal motivo, a antiga súmula 394 do STF foi cancelada, bem como foram, em 2005, declarados
inconstitucionais os parágrafos do artigo 84 do CPP (ADIN 2797-2 e ADIN 2860-0).
Da mesma forma, dispõe a Súmula 451 do STF:
A
competência especial por prerrogativa de função não se estende ao crime cometido após a cessação
definitiva do exercício funcional.
Para finalizar, devemos lembrar que em face do disposto no art. 77, I, do CPP, quando várias
pessoas forem acusadas pela mesma infração e uma delas possui prerrogativa, esta exercerá
sobre as demais a vis attractiva, sendo todos processados e julgados, salvo raras exceções (vide
art. 80 do CPP), perante o órgão de instância superior. Este o teor da Súmula 704 do STF:
Não viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa e do devido processo legal a atração por continência
ou conexão do processo do corréu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados.
3. A COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL – EMENTAS DO STJ.
Crime contra a Caixa Econômica : JUSTIÇA FEDERAL
(HC 132135 – Relator Min. Jorge Mussi, T5 Quinta Turma, STJ, DJ 03/05/2011, DJe 17/05/2011)
HABEAS CORPUS. CONCUSSÃO. CRIME PRATICADO CONTRA SUPOSTOS AUTORES DE FURTO DE QUE FOI VÍTIMA A
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. ALEGADA INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. APONTADA AUSÊNCIA DE OFENSA
A BENS, SERVIÇOS OU INTERESSES DA UNIÃO, SUAS AUTARQUIAS OU EMPRESAS PÚBLICAS. CONEXÃO
PROBATÓRIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 122 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
FEDERAL. COAÇÃO ILEGAL NÃO DEMONSTRADA.
1.
Nos termos do inciso III do artigo 76 do Código de Processo Penal, a competência será determinada pela conexão
“quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de outra
infração”.
2. Na
hipótese
de
conexão
probatória
ou
instrumental
entre
delitos
estaduais
e
federais,
todos
devem
ser

processados e julgados perante a Justiça Federal, nos termos da Súmula 122 deste Sodalício.

3. Constatado que o paciente foi acusado de integrar quadrilha voltada à prática de fraudes via internet, cuja principal

vítima seria a Caixa Econômica Federal, sendo que, nos termos da denúncia, sua atuação se daria “à margem da ‘organização’, extorquindo os crackers e cartãozeiros para tomar-lhes o dinheiro obtido licitamente”, evidente a conexão probatória ou instrumental entre os delitos da competência estadual e federal.

5. Ainda que não houvesse conexão probatória entre o crime de concussão atribuído ao paciente e o furto

supostamente cometido pelos demais corréus contra a autarquia federal, a sua absolvição pelo delito de quadrilha não seria suficiente para se afastar a competência da Justiça Federal, diante do princípio da perpetuatio jurisdictionis, previsto no caput do artigo 81 do Código de Processo Penal. Precedentes.

da perpetuatio jurisdictionis, previsto no caput do artigo 81 do Código de Processo Penal. Precedentes. www.cers.com.br

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OAB IX EXAME – 2º FASE Direito Processual Penal Geovane Moraes e Ana Cristina Mendonça

OAB IX EXAME 2º FASE Direito Processual Penal Geovane Moraes e Ana Cristina Mendonça

PRISÃO PREVENTIVA. REVOGAÇÃO. INDEFERIMENTO. JUSTA CAUSA PARA A SEGREGAÇÃO CAUTELAR. ALEGADA AUSÊNCIA. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA. MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA. NOVOS FUNDAMENTOS. PERDA DO OBJETO. MANDAMUS JULGADO PREJUDICADO NESSE PONTO.

1. Tendo o remédio constitucional sido dirigido contra a decisão que indeferiu pedido de revogação de prisão

preventiva e, verificando-se a superveniente prolação de sentença condenatória, na qual a custódia foi mantida por

outros motivos, esvazia-se o objeto da impetração nesse ponto, uma vez que o encarceramento é agora decorrente de novo título judicial e tem novos fundamentos.

2. Ademais, não tendo os argumentos deste novo título embasador da prisão sido objeto de apreciação pela Corte

impetrada, torna-se impossível conhecer do writ, sob pena de indevida supressão de instância.

3. Writ julgado parcialmente prejudicado e, no restante, denegada a ordem.

Crime contra casa lotérica : JUSTIÇA ESTADUAL

a ordem. Crime contra casa lotérica : JUSTIÇA ESTADUAL PROCESSO PENAL. CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. ROUBO

PROCESSO PENAL. CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. ROUBO CONTRA CASA LOTÉRICA. PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO PERMISSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. AUSÊNCIA DE LESÃO A BENS, SERVIÇOS OU INTERESSE DA UNIÃO OU ENTIDADES FEDERAIS. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL PARA PROCESSAR E JULGAR A AÇÃO PENAL.1. O delito de roubo cometido contra casa lotérica, pessoa jurídica de direito privado permissionária de serviço público, atingido apenas o seu patrimônio, não tem o condão de atrair a competência da Justiça Federal para o processo e julgamento da respectiva ação penal, por não lesar bens, serviços ou interesse da União.2. Conflito conhecido para declarar a competência da Justiça Estadual

(40771 SP 2003/0204765-5, Relator: Ministro PAULO GALLOTTI, Data de Julgamento: 26/04/2005, S3 - TERCEIRA SEÇÃO, Data de Publicação: DJ 09.05.2005 p. 293)

Crime contra a loteria esportiva : JUSTIÇA FEDERAL

(CC

23/06/2004, Data Publicação 06/09/2004)

38647 SPConflito de Competência 2003/0041394-6, Relator: Min. Paulo Gallotti, OJ S3 Terceira Seção STJ, DJ

CONFLITO DE COMPETÊNCIA. INQUÉRITO POLICIAL. DIVULGAÇÃO DE LOTERIA NÃO AUTORIZADA NO BRASIL. DELITO PREVISTO NO ART. 17, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI Nº 5.250/67. SERVIÇO PÚBLICO DA UNIÃO EXECUTADO PELA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. ART. 109, INCISO IV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. PRESCRIÇÃO DA AÇÃO PENAL. CONFLITO PREJUDICADO.

Em tese, quem divulga loteria estrangeira em território nacional comete o crime previsto no artigo 17, parágrafo único, da Lei nº 5.250, de 1967.

2.

1.

Sendo a exploração de loterias serviço público federal executado pela Caixa Econômica Federal, na letra dos artigos

1º e 2º do Decreto-lei nº 204/67, é da competência da Justiça Federal, a teor do contido no artigo 109, inciso IV, da

Constituição Federal, processar e julgar o crime de divulgação de loteria não autorizada.

3.

anos após a data da publicação.

Nos termos do artigo 41 da Lei de Imprensa, a prescrição da ação penal dos crimes por ela definidos ocorre em dois

4. No caso, sendo a publicação que contém o anúncio de loteria estrangeira datada de dezembro de 2001, e inexistindo qualquer causa interruptiva, pois em trâmite ainda o inquérito policial, é de se declarar a extinção da punibilidade pela prescrição.

5.

Conflito de competência prejudicado.

Crime contra o SUS : JUSTIÇA FEDERAL

(CC

Terceira Seção, STJ, DJ: 14/03/2011, DJe: 01/04/2011)

95134 / MG , Conflito de Cometência 2008/0073183-9, Relator Min. Haroldo Rodrigues, Órgão Julgador: S3

CONFLITO DE COMPETÊNCIA. CRIME DE ESTELIONATO PRATICADO CONTRA O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL.

1. É competente a Justiça Federal para processar e julgar crime cometido em detrimento do Sistema Único de Saúde -

SUS, a teor do disposto no artigo 109, inciso IV, da Constituição Federal.

2. Conflito conhecido para declarar competente o Juízo Federal da 2ª Vara de Uberlândia/ MG, o suscitado.

Crime a bordo de aeronave e navio : JUSTIÇA FEDERAL

(HC 40913/SP, Relator: Min. Arnaldo Esteves Lima, Órgão Julgador: T5 Quinta Turma, DJ 19/05/2005, Data Publicação

DJ 15/08/2005.)

PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. COMPETÊNCIA JURISDICIONAL. CRIME DE ROUBO “QUALIFICADO” E

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OAB IX EXAME – 2º FASE Direito Processual Penal Geovane Moraes e Ana Cristina Mendonça

OAB IX EXAME 2º FASE Direito Processual Penal Geovane Moraes e Ana Cristina Mendonça

FORMAÇÃO DE QUADRILHA. CRIME PRATICADO A BORDO DE AERONAVE. ART. 109, IX, DA CF. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. ORDEM DENEGADA.

1. “Aos juízes federais compete processar e julgar os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressalvada a competência da Justiça Militar” (art. 109, IX, da CF).

2. O fato de encontrar-se a aeronave em terra não afeta a circunstância de a prática criminosa ter-se verificado no seu

interior.

3. É indiferente a qualidade das pessoas lesadas, constituindo razão suficiente e autônoma para a fixação da competência federal, a implementação da hipótese prevista no inciso IX, do art. 109, do Texto Maior.

4. Ordem denegada.

Crime contra direitos indígenas : JUSTIÇA FEDERAL (HC 77280/RS – Habeas Corpus 2007/0035078-4, Relator: Min:
Crime contra direitos indígenas : JUSTIÇA FEDERAL
(HC 77280/RS – Habeas Corpus 2007/0035078-4, Relator: Min: Arnaldo Esteves Lima, Órgão Julgador: T5 – Quinta
Turma STJ, DJ: 11/12/2008, DJe 09/03/2009)
PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA INDÍGENA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL.
INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 140/STJ. PRISÃO PREVENTIVA. MODUS OPERANDI. REITERAÇÃO CRIMINOSA.
SEGREGAÇÃO CAUTELAR JUSTIFICADA NA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. ART. 312 DO CPP.
FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PRECEDENTES DO STJ. ORDEM DENEGADA.
1.
Nos termos do art. 109, XI, da Constituição Federal, a competência para processar e julgar a “disputa sobre direitos
indígenas” é da Justiça Federal.
2.
A referida competência não se deve restringir às hipóteses de “disputa de terras”. Incide, também, aos direitos
previstos no art. 231 da Constituição Federal, uma vez que os delitos praticados assumiram proporções de
transindividualidade, atingindo diretamente a organização social da comunidade indígena Reserva do Guarita/RS, bem
como os seus costumes e cultura. Inaplicabilidade do verbete sumular 140/STJ.
3.
A prisão preventiva é medida excepcional e deve ser decretada apenas quando devidamente amparada em fatos
concretos que demonstrem a presença dos requisitos legais, em observância ao princípio constitucional da presunção
de inocência, sob pena de antecipar reprimenda a ser cumprida no caso de eventual condenação.
4.
Estando o decreto preventivo satisfatoriamente justificado, em razão do modus operandi e da reiterada prática
delituosa dos pacientes, resta evidente a necessidade de proteção da ordem pública, a teor do disposto no art. 312 do
CPP. Precedentes do STJ.
5.
Eventuais condições pessoais favoráveis não garantem o direito subjetivo à revogação da custódia cautelar quando
a prisão preventiva é decretada com observância do disposto no art. 312 do CPP.
6.
Ordem denegada.
Crime praticado por índio ou contra índio : JUSTIÇA ESTADUAL
(CC
43328/ MS, Relator: Min. OG Fernandes, Órgão Julgador: S3 Ternceira Seção, STJ, DJ: 08/10/2008, DJe 21/10/2008)
CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. PENAL. CRIME PRATICADO POR ÍNDIO. AUSÊNCIA DE DISPUTA SOBRE
DIREITOS INDÍGENAS. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL.
1.
Em se tratando de conduta sem conotação especial, inapta a revelar o interesse da coletividade indígena, não se
vislumbra ofensa a interesse da União, pelo que aplicável na espécie o Enunciado Sumular 140 desta Corte que dispõe,
verbis: “Compete a Justiça Comum Estadual processar e Julgar Crime em que o indígena figure como autor ou vítima.”
2.
Conflito conhecido para determinar a competência do suscitado, Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal de Dourados -
MS.

Crime contra empresa brasileira de Correio não franqueada : JUSTIÇA FEDERAL

(CC 112424, Relator: Min. Gilson Dipp, S3, Terceira Seção STJ, DJ, 09/11/2011, DJe 17/11/2011)

Crime praticado contra carteiro da Empresa Brasileira de Correio e Telégrafos : JUSTIÇA FEDERAL

(CC 114196, Relator: Min. Jorge Mussi, S3 Terceira Seção STJ, DJ 27/04/2011, DJe 06/05/2011)

CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. ROUBO. SUJEITO PASSIVO. CARTEIRO DA EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS. PROCESSO E JULGAMENTO. JUSTIÇA FEDERAL.

1. O crime de roubo praticado contra carteiro da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, no exercício de suas

funções, atrai, de acordo com o art. 109, IV, da Constituição da República, a competência da Justiça Federal para o

processo e julgamento da ação penal.

da República, a competência da Justiça Federal para o processo e julgamento da ação penal. www.cers.com.br

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2. Conflito conhecido para declarar a competência da Justiça Federal, o suscitante, anulando-se os atos praticados na

Justiça Estadual.

Crime contra agência franqueada de Correio : JUSTIÇA ESTADUAL

(CC 46791, Relator: Min. Gilson Dipp, S3 Terceira Seção, DJ 24/11/2004, Data publicação: DJ 06/12/2004)

CONFLITO DE COMPETÊNCIA. ROUBOS COMETIDOS, INCLUSIVE, CONTRA AGÊNCIA FRANQUEADA DA EBCT. INEXISTÊNCIA DE PREJUÍZO À EBCT. PREVISÃO EM CLÁUSULA CONTRATUAL. INEXISTÊNCIA DE CONEXÃO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL.

I. Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento de possível roubo de bens de agência franqueada da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, tendo em vista que, nos termos do respectivo contrato de franquia, a franqueada responsabiliza-se por eventuais perdas, danos, roubos, furtos ou destruição de bens cedidos pela franqueadora, não se configurando, portanto, real prejuízo à Empresa Pública.

II.

Não evidenciado o cometimento de crime contra os bens da EBCT, não há que se falar em conexão de crimes de

natureza presumidamente estrangeira da droga apreendida não basta à configuração da
natureza
presumidamente
estrangeira
da
droga
apreendida
não
basta
à
configuração
da

competência da Justiça Federal e da Justiça Estadual, a justificar o deslocamento da competência para a Justiça

Federal.

III.

Conflito conhecido para declarar competente o Juízo de Direito da 4ª Vara Criminal de Maceió/AL, o Suscitan te.

Crime lavagem de dinheiro : CRIME PRECEDENTE

(STJ - CC 96678 / MG Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura - Terceira Seção J. 11/02/2009 - DJe 20/02/2009)

PROCESSO PENAL. CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. TRÁFICO DE DROGAS. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. RECEPTAÇÃO. LAVAGEM DE CAPITAIS. DELITO ANTECEDENTE. COMPETÊNCIA ESTADUAL. IDÊNTICA COMPETÊNCIA PARA O BRANQUEAMENTO. 1. A competência para a apreciação das infrações penais de lavagem de capitais somente será da Justiça Federal quando praticadas contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira, ou em detrimento de bens, serviços ou interesses da União, ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas; ou quando o crime antecedente for de competência da Justiça Federal. In casu, não se apura afetação de qualquer interesse da União e o crime antecedente - tráfico de drogas - no caso é da competência estadual. 2. Conflito conhecido para julgar competente o JUÍZO DE DIREITO DA 2ª VARA DE INHAPIM - MG, o suscitado.

Crime de tráfico de drogas interestadual : JUSTIÇA ESTADUAL

(CC

CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. AUSÊNCIA DE ELEMENTOS PROBATÓRIOS APTOS A INDICAR A INTERNACIONALIDADE DO DELITO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM ESTADUAL.

116156, Min. Laurita Vaz, S3 Terceira Seção STJ, DJ, 26/10/2011, DJe 11/11/2011)

A origem estrangeira da droga é apenas uma probabilidade, não sendo possível comprovar a transnacionalidade do delito de modo a atrair a competência da Justiça Federal.

2.

(HC

HABEAS CORPUS. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. TRANSNACIONALIDADE NÃO DEMONSTRADA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL.

1.

Não há provas nos autos de que os entorpecentes tenham sido trazidos do exterior, muito embora haja fortes

1.

Conflito conhecido para declarar a competência do Juízo de Direito da 3.ª Vara Criminal de Marília/SP.

199190/AC, Relator: Min. Jorge Mussi, T5 Quinta Turma, STJ, DJ 16/06/2011, DJe 29/06/2011)

suspeitas de que eram provenientes do Peru e da Bolívia, países tidos por tradicionais “produtores” de tais substâncias; tampouco vislumbra-se qualquer elemento apto a confirmar a eventual transnacionalidade da

“A

mera

organização criminosa.

2

transnacionalidade”

3. Não havendo qualquer elemento caracterizador da ocorrência de tráfico de drogas transnacional, fica afastada a

aplicação do artigo 70 da Lei nº 11.343/2006, razão pela qual o feito deve tramitar perante a Justiça Estadual.

DENÚNCIA. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E LAVAGEM DE BENS E VALORES. AUSÊNCIA DE INDIVIDUALIZAÇÃO DAS CONDUTAS DO ACUSADO. REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP PREENCHIDOS. ESTABELECIMENTO DE LIAME ENTRE A ATUAÇÃO DO PACIENTE E OS CRIMES EM TESE COMETIDOS. POSSIBILIDADE DO EXERCÍCIO DA AMPLA DEFESA.

CONSTRANGIMENTO NÃO EVIDENCIADO. INÉPCIA NÃO EVIDENCIADA.

1. Não pode ser acoimada de inepta a denúncia formulada em obediência aos requisitos traçados no art. 41 do Código de Processo Penal, descrevendo perfeitamente os fatos típicos imputados, crimes em tese, com todas as suas

Penal, descrevendo perfeitamente os fatos típicos imputados, crimes em tese, com todas as suas www.cers.com.br 10

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OAB IX EXAME – 2º FASE Direito Processual Penal Geovane Moraes e Ana Cristina Mendonça

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circunstâncias, atribuindo-os ao paciente, terminando por classificá-los, ao indicar os ilícitos supostamente infringidos.

2. Se a vestibular acusatória narra em que consistiu a ação criminosa do réu nos delitos em que lhe incursionou,

permitindo o exercício da ampla defesa, é inviável acolher-se a pretensão de invalidade da peça vestibular.

3. A denúncia, nos crimes de autoria coletiva, embora não possa ser de todo genérica, é válida quando, apesar de não

descrever, minuciosamente, as atuações individuais dos acusados, demonstra um liame entre o agir do paciente e a suposta prática delituosa, estabelecendo a plausibilidade da imputação e possibilitando o exercício da ampla defesa, caso em que se entende preenchidos os requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal (Precedentes).

TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA. MÍNIMO RESPALDO INDICIÁRIO E PROBATÓRIO. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. VIA INADEQUADA. INEXISTÊNCIA DE COAÇÃO ILEGAL A SER SANADA NA OPORTUNIDADE.

1. O exame da alegada ausência de fundamentos mínimos para a deflagração da ação penal
1.
O exame da alegada ausência de fundamentos mínimos para a deflagração da ação penal demanda aprofundada
discussão probatória, enquanto que para o trancamento da ação penal é necessário que exsurja, à primeira vista, sem
exigência de dilação do contexto de provas, a ausência de justa causa para a sua deflagração e/ou continuidade.
2.
Em sede de habeas corpus, somente deve ser obstado o feito se restar demonstrada, de forma indubitável, a
ocorrência de circunstância extintiva da punibilidade, a ausência de indícios de autoria ou de prova da materialidade
do delito, e ainda, a atipicidade da conduta, o que não se configura na hipótese.
3. Ordem denegada.
Crime contra o INSS : JUSTIÇA FEDERAL
(CC
32676/RJ, Relator: Min. Vicente Leal, S3 – Terceira Seção STJ, DJ 09/10/2002, Data Publicação: 28/10/2002)
CONSTITUCIONAL. PENAL. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. CRIME DE ESTELIONATO. LESÃO A AUTARQUIA FEDERAL.
-
Compete à Justiça Federal processar e julgar infrações penais susceptíveis de causar lesão direta a bens, serviços ou
interesses da União, suas entidades autárquicas e empresas públicas, ex vi, do que dispõe o art. 109, IV da Constituição
Federal.
-
Conflito conhecido. Competência do Juízo Federal da 1ª Vara de Niterói - SJ/RJ, o suscitado.
(CC
55225/SP, Relator: Min. Hamilton Carvalhido, S3 – Terceira Seção, STJ, DJ 28/06/2006, Data Publicação 21/08/2006)
CONFLITO DE COMPETÊNCIA. ESTELIONATO. PREJUÍZO A AUTARQUIA FEDERAL (INSS). COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
COMUM FEDERAL.
1.
É de se afirmar a competência da Justiça Comum Federal para o processo e julgamento de crime de estelionato, em
se evidenciando dos autos a existência de prejuízo suportado pela autarquia previdenciária, uma vez pago benefício
previdenciário indevidamente.
2.
Conflito conhecido para declarar competente o Juízo Federal da 8ª Vara Criminal da Seção Judiciária do Estado de
São Paulo, suscitado.
COMPETÊNCIA EM HABEAS CORPUS
STJ
STJ
TSE
STF
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TJ
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STJ
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OAB IX EXAME – 2º FASE Direito Processual Penal Geovane Moraes e Ana Cristina Mendonça

OAB IX EXAME 2º FASE Direito Processual Penal Geovane Moraes e Ana Cristina Mendonça

STJ STJ TJ ou TRF TJ roc roc rese rese TURMA RECURSA TJ ou TRF
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