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Superior Tribunal de Justiça

RECURSO ESPECIAL Nº 975.961 - RS (2007/0191467-9)

RELATOR

:

MINISTRO CASTRO MEIRA

RECORRENTE

:

TIM CELULAR S/A

ADVOGADO

:

LUIS RENATO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(S)

RECORRIDO

:

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

INTERES.

:

TELET S/A

ADVOGADO

:

SÉRGIO GILBERTO PORTO E OUTRO(S) EMENTA

RECURSO ESPECIAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. INSTALAÇÃO DE ESTAÇÃO RÁDIO-BASE – ERB. PRÉVIO ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL – EIA. MUDANÇA DE PEDIDO E DE CAUSA DE PEDIR INOCORRENTE. MOTIVAÇÃO CONSTITUCIONAL SOBRE O MÉRITO. NÃO CABIMENTO DO RECURSO ESPECIAL. ÔNUS DA PROVA.

de instalar as

estações ou qualquer equipamento a elas relativo sem apresentação de estudo de impacto ambiental, com especial ênfase para a influência na saúde humana, e sem o devido licenciamento ambiental"), em que se encontra inserido um pedido de fazer, qual seja, a efetiva apresentação do referido estudo de impacto ambiental, e reiterado na apelação,

1.

Formulado na inicial um pedido de não fazer ("absterem-se [
Formulado na inicial um pedido de não fazer ("absterem-se [

]

sob a mesma causa de pedir, a referida obrigação de fazer, fica afastada a violação dos artigos 264 e 293 do Código de Processo Civil.

2.

O reconhecimento da obrigatoriedade de apresentação do EIA foi baseado em

fundamento de natureza exclusivamente constitucional. Não há, pois, como dar

seguimento ao recurso especial nessa parte, cabendo salientar que o recurso extraordinário, próprio para a rediscussão do tema, foi admitido na origem.

3.

O autor da ACP não afirmou, em nenhum momento, haver dano ao meio

ambiente e à saúde. Apenas observou que "os empreendimentos podem emitir espectro eletromagnético, que pode ter influências nocivas no meio ambiente, causando prejuízo à vida e à saúde das populações vizinhas, alterando negativamente as condições da biota

circundante, fatores que demandam prévia mensuração a fim de subsidiar a avalialção do custo-benefício em termos ambientais" (e-STJ FL 15). Assim, não caberia ao autor comprovar o efetivo dano, mas às rés, na forma do art. 333, II, do Código de Processo Civil, diante das alegações que fizeram, demonstrar que a atividade, apesar do espectro eletromagnético, efetivamente não causam danos de qualquer natureza.

4. Recurso especial conhecido em parte e não provido.

ACÓRDÃO

Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, conhecer em parte do recurso e, nessa parte, negar-lhe provimento, nos termos do voto do Sr. Ministro-Relator. Os Srs. Ministros Herman Benjamin (Presidente), Mauro Campbell Marques e Eliana Calmon votaram com o Sr. Ministro Relator. Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro

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Humberto Martins.

Brasília, 11 de abril de 2013(Data do Julgamento).

Ministro Castro Meira Relator

de 2013(Data do Julgamento). Ministro Castro Meira Relator Documento: 1224298 - Inteiro Teor do Acórdão -

Superior Tribunal de Justiça

RECURSO ESPECIAL Nº 975.961 - RS (2007/0191467-9)

RELATOR

:

MINISTRO CASTRO MEIRA

RECORRENTE

:

TIM CELULAR S/A

ADVOGADO

:

LUIS RENATO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(S)

RECORRIDO

:

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

INTERES.

:

TELET S/A

ADVOGADO

:

SÉRGIO GILBERTO PORTO E OUTRO(S)

RELATÓRIO

O EXMO. SR. MINISTRO CASTRO MEIRA: O recurso especial foi interposto por Tim Celular S.A., com base na alínea "a" do permissivo constitucional, contra o acórdão de fls. 676-709, da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado:

– – –

APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. ESTAÇÃO DE RÁDIO-BASE. TELEFONIA CELULAR. CIDADE DE IRAÍ. APLICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA PRECAUÇÃO E DO DIREITO AO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. I – PRELIMINAR. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL.

Ação que objetiva a dois provimentos autônomos: de não-fazer (não instalação

de ERB sem prévio EIA e licenciamento) e de fazer (providenciar o EIA e o licenciamento ambiental). Primeiro pedido prejudicado diante da autorização judicial de instalação e operação das Estações de Rádio-Base sem que, no entanto, gere ausência de interesse recursal, pois se mantém o pedido de realização do Estudo de Impacto Ambiental.

Estudo apresentado pela TELET S/A firmado por bióloga que retrata apenas o

impacto da ERB em vista do paisagismo urbano. Ausência de estudo relativo a exposição prolongada ao espectro eletromagnético.

Especificação, em razões de apelo, do laudo necessário à comprovação de

ausência de dano ao meio ambiente (laudo radiométrico) que não se traduz em modificação

do pedido, na medida em que há fundamentação exposta na exordial, relativamente aos danos potenciais que revela qual a espécie de estudo a ser realizado. Ademais, considerando que as recorridas exploram serviço de telefonia têm total conhecimento de qual o estudo que melhor reflete as possibilidades de danos advindos da exposição prolongada ao espectro magnético. MÉRITO.

– Dever imposto pela Constituição Federal – artigo 225 – ao Poder Público e à

própria coletividade de defender e preservar o meio ambiente para as presentes e futuras

gerações, sujeitando-se os infratores a sanções penais e administrativas, independentemente de reparação do dano ocasionado.

– Estudo de Impacto Ambiental com a devida publicização para a instalação de

obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação ambiental exigido com base no artigo 225, IV, da Constituição Federal e na aplicação dos princípios da

precaução e do direito ao desenvolvimento sustentável a fim de evitar-se o dano e não apenas repará-lo. Precedente da Câmara e do e. STJ.

– Ônus da empresa de comprovar que a atividade praticada não gera danos ao meio

ambiente.

– Dispensa do licenciamento ambiental que não afasta a necessidade de realização

do EIA, pois a licença concedida por um órgão (estadual) não dispensa a aquiescência de

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outros órgãos (federal e municipal). Ademais, o EIA não serve apenas para embasar a licença, mas para dar à sociedade conhecimento acerca da possível degradação do meio ambiente.

– Ausência de afronta aos princípios da isonomia e da impessoalidade, pois contra

a empresa VIVO foi instaurado inquérito Cível e exigido em Compromisso de Ajustamento,

a realização de Estudo de Impacto Ambiental, já realizado, com publicidade à sociedade através de audiência pública. REJEITARAM AS PRELIMINARES E DERAM PROVIMENTO À APELAÇÃO (e-STJ fls. 683-684).

O Tribunal de origem rejeitou os embargos de declaração opostos por Telet S.A. e pela ora recorrente (e-STJ fls. 758-762 e 763-772). Sustenta a recorrente violação dos artigos 264, parágrafo único, e 293 do Código de

dos artigos 264, parágrafo único, e 293 do Código de Processo Civil. Argumenta que "o pedido

Processo Civil. Argumenta que "o pedido formulado na inicial foi no expresso sentido de criar para

a

ora recorrente uma obrigação negativa, de não fazer a obra sem o prévio licenciamento. Note-se

que não cuidou o Ministério Público de fazer este pedido como postulação apenas de antecipação de tutela e com um sucessivo pedido pelo qual se obtivesse a obrigação de 'desfazer' em caso de negativa de liminar. Tampouco houve pedido condenatório de cumprimento de obrigação de fazer o estudo de impacto ambiental e obter-se o licenciamento. Não é não! O que o MP postulou foi que não se fizesse a obra, deixando ao nuto das demandadas que, se quisessem ficar livres da vedação, procedessem espontaneamente à elaboração do estudo e à obtenção do licenciamento" (e-STJ fl. 790). Diante disso, "como a liminar não foi confirmada no Tribunal de Justiça e como houve a edificação com o funcionamento da ERB já instalada e em pleno e normal atividade, o pedido – o único pedido formulado na inicial – perdeu o objeto. Consequentemente, faleceu o interesse de agir, na medida em que não se obterá um resultado útil para a demanda, como é cediço tanto pela interpretação do Código de Processo Civil quanto pelos pronunciamentos doutrinários e jurisprudenciais" (e-STJ fl. 790). Ressalta, ainda em relação aos mesmos dispositivos acima, que "a apelação, diante das circunstâncias fáticas, acabou por tentar modificar o pedido, o que foi acolhido pelo acórdão ora recorrido. O recurso – diferentemente da petição inicial – tenta obter decisão condenatória em obrigação de fazer (apresentar o estudo e o licenciamento), o que até então não havia sido postulado. Ora, o provimento demandado era no sentido de condenar em uma obrigação de não fazer: determinar que as requeridas NÃO instalassem Estações de Rádio-Base senão depois de apresentados o estudo e o licenciamento. As circunstâncias determinaram, porém, que a Estação já

estivesse construída quando do próprio transcorrer processual: morta estava a pretensão de impedir

a ativação da ERB senão depois do estudo e do licenciamento, e defunta, assim, a pretensão integral da ação (e-STJ fl. 791). Comparando a inicial com o recurso de apelação, conclui a recorrente que "o primeiro ponto do confronto que releva é o fato de não mais se postular em apelação qualquer provimento quanto ao licenciamento (admitindo-se assim, que o mesmo é despiciendo em face da legislação vigente). O segundo ponto dizia com a modificação, antes referida, do provimento judicial pretendido. O terceiro ponto que avulta é com a natureza do estudo de impacto ambiental que

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passou a ter uma especificação jamais discutida no curso da demanda, a saber, o caráter de um 'laudo radiométrico específico, em especial'" ( (e-STJ fl. 791). Alega contrariedade aos artigos 10 da Lei nº 6.938/1981, 6º, § 2º, da Lei de Introdução ao Código Civil e 1º da Lei nº 8.919/1994. Invoca a recorrente, nessa parte, "direito adquirido [ ] em construir e instalar suas Estações de Rádio-Base sem qualquer estudo e sem qualquer licenciamento ambiental que lhe sejam anteriores (e-STJ fl. 793). A respeito dos dispositivos referidos, apresenta as seguintes razões e conclusões:

Desses dispositivos e de toda a universalidade de regras de direito administrativo, algumas conclusões podem ser deduzidas. A leitura conjunta indica que às operadoras de telefonia celular já assiste um direito subjetivo à instalação de Estações de Rádio-Base,

] [ ] [
] [
] [

conferido por lei federal (nº 8.919/94, art. 1º), e que demonstra, portanto, que quaisquer requisitos que se imponham à afixação das estruturas não podem dizer com sua própria natureza (id est se as ERB's geram ou não danos ao meio ambiente).

As definições de licença, alíás, demonstram bem que não se pode questionar o exercício de um serviço concedido abstrata e anteriormente por uma esfera de Poder competente. No máximo, potencializá-lo [

Por essas razões – conforme se viu acima –, o acórdão que impôs fosse efetuado um estudo de impacto ambiental pela ora peticionária não está fixando mero requisito acessório à instalação da antena, mas questionando o próprio direito subjetivo (previsto na

Lei nº 8.919/94) de assim fazê-lo. E se isso não é o bastante, está em agressão a um direito adquirido, na media que a previsão abstrata justificou a instalação que já foi processada pela ora peticionária. Malferido também está o artigo 6º § 2º da Lei de Introdução ao Código Civil, que – como visto – impõe a inalterabilidade de direitos adquiridos pelos sujeitos quando à época cumpridos os requisitos que a lei impunha. Afora essas questões de maior abstração, sequer pode ser inferida a existência de uma obrigação legal de proceder-se ao estudo de impacto ambiental e ao seu consequente licenciamento conforme normas de direito ambiental. A contradição aqui reside em que as regras federais invocadas noutros momentos deste processo não prevêem a obrigação imposta pelo acórdão. Cumpre que se veja, tal qual se sustentou desde a contestação, que a norma na qual se estribou a inicial, foi reiterada na apelação e por fim acatada pelo acórdão, é o inciso IV do § 1º do artigo 225 da Constituição Federal, que reza:

] [

Na esteira, a Lei Federal nº 6.938/81, em seu artigo 10, determina a necessidade de prévio licenciamento ambiental pelo órgão integrante do sistema nacional de meio ambiente. Segundo a Resolução nº 237 de 19 de dezembro de 1997, dita competência foi atribuída ao órgãos estaduais integrantes do sistema. É o artigo 5º da citada resolução que afirma:

"Compete ao órgão ambiental estadual ou do Distrito Federal o licenciamento dos empreendimentos e atividades: I – localizados ou desenvolvidos em mais de um Município ou em unidades de conservação de domínio estadual ou do Distrito Federal". No caso do Estado do Rio Grande do Sul, a FEPAM é o órgão competente. Nestes termos, a FEPAM, sempre dentro do que dispõe a citada resolução nº 237/1997, por meio do Conselho Estadual de Meio Ambiente, editou a resolução nº 004/20000, na qual estabeleceu regras para a habilitação de Municípios para realizarem o licenciamento ambiental. Uma consulta à página da FEPAM na internet mostra que o Município de Iraí não se encontra entre os habilitados. Este quadro outorga competências exclusivamente à FEPAM, considerando-se o disposto no artigo 7º da citada Resolução nº 237, segundo o qual "Os empreendimentos e atividades serão licenciados em um único nível de competência, conforme estabelecido nos

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artigos anteriores".

] [ Diligenciando o procedimento junto à FEPAM, a ora recorrente recebeu a resposta de que a obra de execução de estação de rádio base estava isenta de Licenciamento Ambiental Estadual, conforme demonstra o documento anexado com a contestação. Vê-se, portanto, que a obrigação de abstenção pretendida pelo Ministério Público partiu do pressuposto equivocado de que seria necessário o estudo de impacto ambiental como ato prévio do licenciamento, quando inexiste tal obrigação.

] Assim, vê-se que andara bem a sentença ao não acolher a suposta existência de obrigação legal tanto do estudo de impacto ambiental quanto do licenciamento ambiental. E andou deveras mal o acórdão, agredindo a Lei Federal nº 6.938/81 (art. 10), quando determinou fosse realizado o estudo de impacto ambiental independentemente de não exigir-se licenciamento in concreto . Fala-se isso por dois singulares motivos: em primeiro lugar, porque é todo falaciosos o argumento da independência de licença e estudo, já que o regramento de direito administrativo e ambiental, bem como a praxe brasileira demonstram que um estudo da estirpe só é realizado quando para anteceder e justificar a exaração de uma licença; e em segundo lugar, porque afigura-se como inútil e imprestável a redação de um estudo de impacto ambiental, seja porque não dará reforço a qualquer atitude posterior do administrador municipal ou estadual, seja porque o fato de haver um direito subjetivo de instalação de ERB's é suficiente para que reste demonstrado não ser esta uma atividade que gera potenciais ou ativos danos à saúde das pessoas (e-STJ fls. 794-801).

[

ativos danos à saúde das pessoas (e-STJ fls. 794-801). [ Por último, diz ter havido afronta

Por último, diz ter havido afronta ao art. 333, inciso I, do Código de Processo Civil, salientando que "o fato constitutivo do direito do autor, aquilo que supostamente ensejaria a impendência de ter-se um obrigatório estudo de impacto ambiental, é a existência potencial de danos e isso, por sua natureza, tem de ser comprovado pelo Ministério Público" (e-STJ fl. 802), o que não teria ocorrido. Ao contrário, o Tribunal de origem entendeu ser ônus da empresa "comprovar que a atividade praticada não gera danos ao meio ambiente" (e-STJ fl. 802). Acrescenta que "determinar a alguém que produza prova negativa, que comprove um "não-ser", é o mesmo que imputar-lhe a priori a falência na demanda" (e-STJ 803). O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul apresentou contrarrazões (e-STJ fls. 849-859) e o recurso especial, juntamente com o extraordinário, foi admitido na origem (e-STJ fls. 861-865). Opina a Dra. Maria Caetana Cintra Santos, ilustrada Subprocuradora-Geral da República, pelo não conhecimento do recurso especial, por ausência de prequestionamento e por ser possível o exame de matéria constitucional (art. 225 da Constituição Federal) (e-STJ fls. 883-889). É o relatório.

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RECURSO ESPECIAL Nº 975.961 - RS (2007/0191467-9)

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RECURSO ESPECIAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. INSTALAÇÃO DE

ESTAÇÃO RÁDIO-BASE – ERB. PRÉVIO ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL – EIA. MUDANÇA DE PEDIDO E DE CAUSA DE PEDIR INOCORRENTE. MOTIVAÇÃO CONSTITUCIONAL SOBRE O MÉRITO. NÃO CABIMENTO DO RECURSO ESPECIAL. ÔNUS DA PROVA.

de instalar as

estações ou qualquer equipamento a elas relativo sem apresentação de estudo de impacto

1. Formulado na inicial um pedido de não fazer ("absterem-se [

]

Recurso especial conhecido em parte e não provido.
Recurso especial conhecido em parte e não provido.

ambiental, com especial ênfase para a influência na saúde humana, e sem o devido licenciamento ambiental"), em que se encontra inserido um pedido de fazer, qual seja, a efetiva apresentação do referido estudo de impacto ambiental, e reiterado na apelação, sob a mesma causa de pedir, a referida obrigação de fazer, fica afastada a violação dos artigos 264 e 293 do Código de Processo Civil.

2.

O reconhecimento da obrigatoriedade de apresentação do EIA foi baseado em

fundamento de natureza exclusivamente constitucional. Não há, pois, como dar seguimento ao recurso especial nessa parte, cabendo salientar que o recurso

extraordinário, próprio para a rediscussão do tema, foi admitido na origem.

3.

O autor da ACP não afirmou, em nenhum momento, haver dano ao meio

ambiente e à saúde. Apenas observou que "os empreendimentos podem emitir espectro eletromagnético, que pode ter influências nocivas no meio ambiente, causando prejuízo à vida e à saúde das populações vizinhas, alterando negativamente as condições da biota circundante, fatores que demandam prévia mensuração a fim de subsidiar a avalialção do

custo-benefício em termos ambientais" (e-STJ FL 15). Assim, não caberia ao autor comprovar o efetivo dano, mas às rés, na forma do art. 333, II, do Código de Processo

Civil, diante das alegações que fizeram, demonstrar que a atividade, apesar do espectro eletromagnético, efetivamente não causam danos de qualquer natureza.

4.

VOTO

O EXMO. SR. MINISTRO CASTRO MEIRA (Relator): Para melhor compreensão da controvérsia, faço um breve resumo dos principais fatos da causa. O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, em 19.4.2004, ajuizou ação civil pública contra a Tim Celular S.A., ora recorrente, e contra Telet S.A., assim postulando:

2 – A CONCESSÃO de LIMINAR inaudita altera parte a fim de sustar a

instalação das estações ou de qualquer equipamento a elas relativo até que se apresente o estudo de impacto ambiental, e se obtenha, e comprove, efetivo licenciamento ambiental, sob pena de multa diária de R$ 5000,00 em caso de descumprimento.

3 – O julgamento final de procedência a fim de CONDENAR as rés a

absterem-se (obrigação de não fazer) de instalar as estações ou qualquer equipamento a elas

relativo sem apresentação de estudo de impacto ambiental, com especial ênfase para a influência na saúde humana, e sem o devido licenciamento ambiental, sob pena de fixação

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de multa diária de R$ 5000,00 (cinco mil reais) em caso de descumprimento do comando sentencial, incidente sem necessidade de qualquer interpelação (e-STJ fl. 20).

A liminar foi deferida em primeiro grau em 28.4.2004, determinando-se às demandadas

que se abstivessem "DE INSTALAR AS ESTAÇÕES DE TELEFONIA MÓVEL, até que seja apresentado prévio ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL" (e-STJ fls. 65-69). Entretanto, em

12.7.2004, a medida urgente foi reconsiderada pelo Juiz de Direito diante da liminar concedida nos autos do Agravo de Instrumento nº 70009246620, interposto pela TIM Celular S.A., viabilizando a instalação da Estação de Rádio-Base – ERB (e-STJ fls. 337-338). Processado o feito, a ação foi julgada improcedente, porquanto, segundo o Juízo de Direito, inexistiria "lei municipal estabelecendo a exigência de estudo de impacto ambiental e licença ambiental e, na esfera estadual, a FEPAM declarou estar isenta de licenciamento ambiental estadual a instalação de estações de rádio-base no Estado" (e-STJ fl. 524). O Ministério Público estadual apelou (e-STJ fls. 527-538), e a TIM Celular S.A. apresentou contrarrazões alegando, também, que, "como a liminar não foi confirmada no Tribunal de Justiça e como houve a edificação com o funcionamento da ERB já instalada e em pleno e normal atividade, o pedido, o único pedido formulado na inicial perdeu o objeto e, consequentemente, falece o interesse de agir, na medida em que não se obterá um resultado útil para a demanda" (e-STJ fl. 615).

um resultado útil para a demanda" (e-STJ fl. 615). O Tribunal de origem, no acórdão recorrido,

O

Tribunal de origem, no acórdão recorrido, rejeitou as preliminares e, no mérito, deu

provimento "ao apelo para condenar as empresas TIM e TELET S/A à realização de Estudo de Impacto Ambiental – laudo radiométrico – no prazo de noventa dias, dando publicidade ao mesmo através de audiência pública, a ser realizada no Município de Irai" (e-STJ fl. 708 – grifo meu).

Encerrado esse breve relato, passo a examinar o recurso especial.

I. Ofensa aos arts. 264 e 293 do CPC

A

primeira

alegação

centra-se

na

suposta

ausência

de

interesse

recursal

e

a

contrariedade aos artigos 264 e 293 do Código de Processo Civil, com o seguinte teor:

Art. 264. Feita a citação, é defeso ao autor modificar o pedido ou a causa de pedir, sem o consentimento do réu, mantendo-se as mesmas partes, salvo as substituições permitidas por lei. Parágrafo único. A alteração do pedido ou da causa de pedir em nenhuma hipótese será permitida após o saneamento do processo.

Art.

293.

Os

pedidos

são

interpretados

entretanto, no principal os juros legais.

restritivamente,

compreendendo-se,

Efetivamente, não se verifica a alteração do pedido ou da causa de pedir no caso em

debate.

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Conforme se extrai da petição inicial, a ação foi ajuizada diante da pretensão das rés TIM Celular S.A. e da Telet S.A., empresas de telefonia, de instalar Estações Rádio-Base – ERBs, com construção de antenas na cidade de Iraí/RS. A exordial invocou normas da Constituição Federal (artigo 225), da Constituição Estadual (artigos 250 e 251) e da Lei 6.938/1981 (artigos 3º e 14), ressaltando o seguinte:

No caso em testilha, os empreendimentos podem emitir espectro eletromagnético, que pode ter influências nocivas no meio ambiente, causando prejuízo à vida e à saúde das populações vizinhas e alterando negativamente as condições de biota circundante, fatores que demanda prévia mensuração a fim de subsidiar a avaliação do custo-benefício em termos ambientais. A questão da extensão e das consequências que os espectro eletromagnético causa ainda está em discussão nos meios científicos. [ ] Assim sendo, cumpre obstar a instalação dos empreendimentos antes de apresentados o competente estudo de impacto ambiental e licenciamento ambiental, incidindo o 84 do CDC, aplicável a todas as ações civis públicas (e-STJ fls. 15-16).

a todas as ações civis públicas (e-STJ fls. 15-16). ] de instalar as estações ou qualquer

]

de instalar as

estações ou qualquer equipamento a elas relativo sem apresentação de estudo de impacto ambiental, com especial ênfase para a influência na saúde humana, e sem o devido licenciamento ambiental"), no qual se encontra inserido um pedido de fazer, uma obrigação de fazer, qual seja a efetiva apresentação do referido estudo de impacto ambiental. Essa separação é possível, porque viável também é desmembrar os requerimentos formulados. Assim, o fato de a instalação já haver-se concretizado ao longo do processo diante do insucesso da liminar não afasta a obrigação da empresa requerente satisfazer todas as exigências legais ou constitucionais. Veja-se, a título de reforço, que a presente ação poderia ter sido proposta até mesmo depois de concluída a instalação da Estação Rádio-Base-ERB, e com o propósito único de exigir da empresa de telefonia a apresentação do Estudo de Impacto Ambiental-EIA. Entender de forma contrária implicaria reconhecer que todas as obras ou atividades ilegais e danosas ao meio ambiente, depois de iniciadas ou concluídas, passariam a ser legais e dispensariam regularização diante de simples fato consumado. Isso não é verdade e não encontra amparo em nosso Direito. A própria Administração, verificando que os posteriores estudos de impacto ambiental demonstram graves danos ao meio ambiente e à saúde humana, poderá tomar decisões no sentido de revogar os alvarás e licenças. A eventual inércia do Poder Executivo, por outro lado, não afasta a possibilidade de o Ministério Público ou de entidades ambientais competentes buscarem as providências cabíveis junto ao Poder Judiciário. Concluindo, a pretensão deduzida na inicial postula, sem dúvida alguma, duas obrigações, distintas e desmembráveis, de não fazer (não instalar) e de fazer (apresentar o EIA). Prejudicada aquela, esta permanece, podendo daí haver desdobramentos administrativos ou judiciais.

Diante dessa orientação, não se pode acolher a tese de que o autor, na sua apelação, modificou o pedido ou a causa de pedir deduzidos na inicial. Veja-se que o apelo reiterou a simples

Ao final, o autor formulou um pedido de não fazer ("absterem-se [

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possibilidade da dano, como suficiente para se exigir o estudo de impacto ambiental exatamente para confirmar, ou não, qualquer prejuízo, nestes termos:

Em momento algum nesta demanda se esteve buscando ressarcimento por dano ambiental e não se buscou comprovar que ele existe. Que a radiação eletromagnética altera o ambiente circundante isso é notório. Que essas alterações podem ser nocivas, isto também é fato incontestável, tanto que há

regramento para a operação da aparelhagem correlata, regramento este, aliás, que surgiu exatamente pela constatação de que a exposição ao espectro, quer pela intensidade do campo, que pelo longo período, ou por ambos conjugados pode trazer malefícios.

E a própria decisão reconhece que a causa de pedir lastreia-se em danos potenciais,

que demandaria estudo prévio de impacto ambiental e licenciamento. Mas afirma a decisão que o "estudo de impacto ambiental" apresentado demonstra que não existem danos e que o empreendimento está de acordo com as normas de segurança. Aqui há dois equívocos. Ora, o citado "estudo" jamais poderia afirmar que não há dano. Isso porque inexiste até o momento, em parte alguma, estudo conclusivo acerca

o

A
A

dos efeitos da exposição prolongada ao espectro eletromagnético. Por outras palavras, não se pode afirmar que existe, ou que inexiste efeito negativo.

normatização existente materializada em Resolução do CONAMA (de nº 303),

por outro lado, e que toma em linha de conta um modelo europeu, está baseada exclusivamente nos efeitos térmicos gerados, sem haver qualquer estudo no que tange aos demais efeitos que podem ser gerados. Mas qual a importância desta constatação? é Fundamentação. Veja-se que a radioatividade, que não deve ser confundida com a radiação

eletromagnética, a qual (esta última) é que está em voga, também tem efeitos térmicos, tanto que os reatores nucleares funcionam a base do calor gerado por ela. A radioatividade é incontestavelmente apta a gerar malefícios que não decorrem de seu efeito térmico. A exposição, mesmo que curta, a radioatividade pode conduzir à morte em alguns dias, e é tão perigosa que a aparelhagem de raios-X, por exemplo, demandam uma grande proteção. Esses efeitos, capazes de geral, a longo prazo, câncer, não decorrem do efeito térmico da radioatividade. Quem garante, então, que o espectro eletromagnético não gere outros efeitos, a longo prazo, além dos térmicos, únicos utilizados como base para o estudo que fundamenta

a norma invocada como permissiva ao empreendimento? Na dúvida, vige o princípio da precaução , mormente quando uma das ERB está localizada ao lado da APAE de Iraí (e-STJ fls. 531-533).

] causa apta a

eximir as rés de estudo de impacto ambiental e de licenciamento" (e-STJ fl. 533), "a eventual isenção estadual de licenciamento para Estações Rádio-Base não torna prescindível o estudo de impacto ambiental, prévio e publicizado " (e-STJ fl. 533). Sem dúvida, as razões recursais coincidem com o pedido e a causa de pedir contidos na petição inicial, constando da apelação algumas outras explicações pelo fato de estar atacando os fundamentos de uma sentença de improcedência. Ao final, requereu o apelante o provimento do recurso para "determinar a realização de estudo de impacto ambiental (laudo radiométrico específico, em especial), ao qual deverá ser conferida publicidade mediante audiência pública" (e-STJ fl. 538). Ora, o fato de não requerer, expressamente, que o EIA preceda o licenciamento municipal, em nada prejudica o pedido principal

Ressaltou o autor na sua apelação, ainda, que "a falta de lei local não é [

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de apresentação do referido estudo, o qual, como já foi dito acima, constitui uma obrigação de fazer e independe de já estar funcionando, ou não, o empreendimento telefônico. Assim, não está caracterizada a violação dos artigos 264 e 293 do Código de Processo Civil ou a falta de interesse por perda de objeto, devidamente rechaçada no próprio acórdão da apelação (cf. e-STJ fls. 691-693).

II. Vulneração dos arts. 10 da lei nº 6.938/81, 6º, §2º da LICC e 1º da lei 8.919/94

No tocante à afronta aos artigos 10 da Lei nº 6.938/1981, 6º, § 2º, da Lei de Introdução ao Código Civil e 1º da Lei nº 8.919/1994, estão vinculados ao tema do direito adquirido, frente à legislação infraconstitucional em vigor, à instalação da ERB sem a apresentação de estudo de impacto ambiental. Nesse ponto, o recurso especial não pode ser reconhecido, tendo em vista que o Tribunal de origem deixou claro que a motivação adotada para obrigar a realização do estudo possui natureza exclusivamente constitucional. Trago, a propósito, os seguintes tópicos do acórdão da apelação:

A
A

Constituição Federal em seu artigo 225 impôs tanto ao Poder Público quanto à

própria coletividade o dever de defender e preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações, estabelecendo, ainda, normas obrigatórias de atuação da Administração Pública e dos particulares, uma vez que as condutas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores – sejam eles pessoas físicas ou jurídicas – às sanções penas e administrativas, independentemente de reparação do dano ocasionado. Cumpre registrar que apesar de o artigo 23 da Carta Magna estabelecer competência comum entre a União, Estados-membros, Distrito Federal e dos Municípios para a proteção do meio ambiente e combate à poluição em quaisquer de suas formas (inciso VI), tal competência não é para legislar, mas para atuar na proteção do meio ambiente. A competência para legislar sobre a matéria em questão é concorrente como expressamente estabelece a Constituição Federal em seu artigo 24, inciso VI, verbis :

"Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:

( ) VI – florestas, caças, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição;" [grifei]

[ ] Assim, tratando-se de competência concorrente, "as diversas entidades federadas podem dela usar, mas nos conflitos permanece a da União sobre as dos Estados, Distrito Federal e Municípios e as dos Estados sobre as dos Municípios" (Nelson Nery Costa e Geraldo Magela Alves, in Constituição Federal Anotada e Explicada, Editora Forense, 2002, p. 95).

A competência do Município para legislar sobre meio ambiente, apesar de não

haver referência expressa, decorre do disposto no artigo 30, inciso I, da Constituição Federal

(legislar sobre assuntos de interesse local). Todavia, a legislação municipal não poderá ser contrária, derrogar ou retirar a eficácia de direito federal ou estadual.

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Feitas tais ponderações, verifica-se que no inciso IV do parágrafo primeiro do artigo 225 da Carta Magna, é exigido estudo prévio de impacto ambiental, com a competente publicidade:

"Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. § 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:

( ) IV – exigir, na forma da lei, para a instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental , a que se dará publicidade." [grifei]

ambiental , a que se dará publicidade." [grifei] Assim, na hipótese sub judice , tratando-se de

Assim, na hipótese sub judice , tratando-se de instalação de atividade potencialmente causadora de degradação do meio ambiente, segundo a Constituição Federal é obrigatória a realização de estudo prévio de impacto ambiental com a devida publicidade a fim de que a coletividade tenha conhecimento e possa manifestar-se a respeito. Tenho que a expressão na forma da lei inserta no inciso IV do artigo 225 da CF, para a exigência de prévio estudo de impacto ambiental para atividades potencialmente poluidoras do meio ambiente está relacionada à forma como será exigido o EIA. Mas, tal exigência, de qualquer forma, é obrigatória, na medida em que a lei municipal não poderá dispensar estudo técnico constitucionalmente previsto. [ ] Tenho que apesar de ausente legislação do Município de Iraí acerca de estudo de impacto ambiental, necessária a realização deste para que sejam verificados os possíveis danos ao meio ambiente decorrentes da emissão de espectro eletromagnético pelas Estações Rádio-Base que as demandadas implantaram naquela municipalidade, pois, conforme já referido, há comando fundamental e não convite ou faculdade, para a preservação do meio ambiente, decorrente de norma constitucional, imposto a qualquer pessoa física ou jurídica que se utilize de atividade potencialmente poluidora (e-STJ fl. 694-698).

Como se pode constatar, essa fundamentação somente pode ser revista pela via do recurso extraordinário – já interposto pelo ora recorrente e admitido –, não sustentando o presente recurso especial a alegação de contrariedade a dispositivos de leis ordinárias.

III. Vulneração do art. 333, I, do CPC

Por último, afirma a recorrente negativa de vigência ao art. 333, inciso I, do Código de Processo Civil na parte do acórdão no qual ficou decidido assim:

Ademais alegando as demandadas que a atividade por elas exercidas não trazem qualquer dano à sociedade, cabe-lhes o ônus de comprovar tal afirmação que se dará com o próprio estudo de impacto ambiental.

Induvidosamente, de tudo o que foi dito e relatado, conclui-se que o autor não afirmou, em nenhum momento, categoricamente haver dano ao meio ambiente e à saúde. Apenas reiterou o

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que sustentara na inicial, quanto à potencialidade lesiva das ERBs: "os empreendimentos podem emitir espectro eletromagnético, que pode ter influências nocivas no meio ambiente, causando prejuízo à vida e à saúde das populações vizinhas, alterando negativamente as condições da biota circundante, fatores que demandam prévia mensuração a fim de subsidiar a avalialção do custo-benefício em termos ambientais" (e-STJ FL 15). Para tanto, considerou necessária a realização de estudos de impacto ambiental (EIA) para saber, efetivamente, se a instalação da ERB, em decorrência da flagrante emissão de espectro eletromagnético, seria prejudicial à vida e à saúde das pessoas e em que amplitude. Por isso mesmo, não lhe caberia comprovar o efetivo dano, mas às rés, na forma do art. 333, inciso II, do Código de Processo Civil, demonstrar que a atividade, apesar do espectro eletromagnético, não poderiam ocasionar danos de qualquer natureza. Ante o exposto, conheço em parte do recurso especial e nego-lhe provimento. É como voto.

do recurso especial e nego-lhe provimento. É como voto. Documento: 1224298 - Inteiro Teor do Acórdão

Superior Tribunal de Justiça

CERTIDÃO DE JULGAMENTO SEGUNDA TURMA

Número Registro: 2007/0191467-9

PROCESSO ELETRÔNICO

REsp 975.961 / RS

Números Origem: 10400002680

700009246620

7000246620

70009401431

70012795845

70016613531

70016631772

70018340067

70019795004

PAUTA: 11/04/2013

AUTUAÇÃO : : : : :
AUTUAÇÃO
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JULGADO: 11/04/2013

Relator Exmo. Sr. Ministro CASTRO MEIRA

Presidente da Sessão Exmo. Sr. Ministro HERMAN BENJAMIN

Subprocurador-Geral da República Exmo. Sr. Dr. JOSÉ CARLOS PIMENTA

Secretária Bela. VALÉRIA ALVIM DUSI

RECORRENTE

TIM CELULAR S/A LUIS RENATO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(S) MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL TELET S/A SÉRGIO GILBERTO PORTO E OUTRO(S)

ADVOGADO

RECORRIDO

INTERES.

ADVOGADO

ASSUNTO: DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO - Meio Ambiente

CERTIDÃO

Certifico que a egrégia SEGUNDA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão:

"A Turma, por unanimidade, conheceu em parte do recurso e, nessa parte, negou-lhe provimento, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a), sem destaque e em bloco." Os Srs. Ministros Herman Benjamin (Presidente), Mauro Campbell Marques e Eliana Calmon votaram com o Sr. Ministro Relator. Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Humberto Martins.