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Superior Tribunal de Justiça

AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 95.311 - MT

(2011/0291679-6)

RELATOR

: MINISTRO HERMAN BENJAMIN

AGRAVANTE

: PARANATINGA ENERGIA S/A

ADVOGADO

: LUIZ ANTONIO BETTIOL E OUTRO(S)

AGRAVADO

: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL EMENTA

PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. CAUTELAR DE

ATENTADO. VALOR DA CAUSA. ESTIMATIVA. IMPUGNAÇÃO. SÚMULA 7/STJ. VIOLAÇÃO DO ART. 258 DO CPC NÃO CONFIGURADA.

1. Xingu feita nestes termos: "( ) 2. 3. 4.
1.
Xingu feita nestes termos: "(
)
2.
3.
4.

Trata-se originariamente de Ação Civil Pública que visa à declaração de

nulidade de licenciamento ambiental para a construção de PCH, à paralisação

do empreendimento e à indenização do meio ambiente lesado conforme

definido em perícia. Há menção de impacto sobre o principal rio formador do

amplos e intensos impactos ambientais sobre a

fauna, flora, bens minerais, jazidas arqueológicas, além de repercutir

negativamente sobre os povos do Parque Indígena do Xingu e da Reserva Parabubure".

A sentença de procedência referida nos autos não foi acostada e a iliquidez

do pedido não permite aferir o benefício econômico, entretanto os

fundamentos repelem a presunção de modicidade de possível condenação.

Foi então proposta Demanda Cautelar de Atentado na origem na qual se

comunica o descumprimento da decisão e a continuidade das obras. Foi dado à causa o valor de R$ 100 milhões, o que ensejou impugnação à valoração da causa.

O valor da causa deve, a princípio, corresponder ao benefício econômico

pretendido. Embora não haja necessária correspondência entre o valor da causa na Demanda Cautelar e na Ação Civil Pública, os elementos dos autos

também não permitem a) identificar com objetividade o benefício decorrente da providência acautelatória almejada; nem mesmo b) reputar como exorbitante a estimativa feita na petição inicial. Refutar tais considerações com base em outros elementos demanda revaloração da prova, que, se não inútil, é vedada pela Súmula 7/STJ.

5. A "exorbitância" do valor da causa a partir do cotejo de estimativas não

representa divergência de interpretação sobre o conteúdo do art. 258 do CPC.

6. Agravo Regimental não provido.

ACÓRDÃO

Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça:

"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro-Relator, sem destaque e em bloco." Os Srs. Ministros Mauro

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Campbell Marques, Castro Meira e Humberto Martins votaram com o Sr. Ministro Relator.

Não participou, justificadamente, do julgamento o Sr. Ministro Cesar

Asfor Rocha.

Brasília, 06 de setembro de 2012(data do julgamento).

MINISTRO HERMAN BENJAMIN Relator

2012(data do julgamento). MINISTRO HERMAN BENJAMIN Relator Documento: 1175823 - Inteiro Teor do Acórdão - Site

Superior Tribunal de Justiça

AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 95.311 - MT

(2011/0291679-6)

RELATOR

: MINISTRO HERMAN BENJAMIN

AGRAVANTE

: PARANATINGA ENERGIA S/A

ADVOGADO

: LUIZ ANTONIO BETTIOL E OUTRO(S)

AGRAVADO

: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

RELATÓRIO

O EXMO. SR. MINISTRO HERMAN BENJAMIN (Relator):

A 1.
A
1.

Trata-se, na origem, de Impugnação ao Valor da Causa fixado pelo Ministério Público

em Medida Cautelar de Atentado em R$ 100.000,00. A IVC é incidente relacionado

com Ação Civil Pública destinada a suspender a construção e processo de

licenciamento de Pequena Central Hidrelétrica (PCH).

decisão que rejeitou a impugnação foi mantida pelo Tribunal de

origem nos termos de acórdão assim ementado:

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPUGNAÇÃO AO VALOR DA CAUSA. AÇÃO CAUTELAR DE

ATENTADO. ÔNUS DA PROVA DO IMPUGNANTE. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA. MANUTENÇÃO DO VALOR ATRIBUÍDO À CAUSA.

Não há como se atribuir expressão econômica ao dano

ambiental, seja pela imponderabilidade do valor do meio ambiente em si

mesmo, seja porque os efeitos de um impacto ambiental se protraem no tempo.

2. É ônus do impugnante a apresentação de elementos concretos

suficientes à fixação do conteúdo econômico da demanda e sua inobservância implica a manutenção do valor atribuído à causa pelo autor. Precedentes.

3. Apesar de bastante elevado o valor atribuído na petição

inicial (R$ 100.000.000,00), inexistem elementos que permitam fixá-lo em

outro montante, devendo prevalecer o valor estimado pela parte autora.

4. Agravo regimental/interno não provido (fls. 130-134/STJ).

Os Embargos de Declaração foram desacolhidos (fls. 148-151/STJ).

O Recurso Especial foi interposto com fundamento no art. 105, III, "a" e

"c", da Constituição da República. A ora agravante alega, além de divergência

jurisprudencial, violação do art. 258 do CPC. Afirma que o acórdão manteve o valor

proposto na ausência de outro critério que quantifique a pretensão. Aduz que seria

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mais adequado que se estabelecesse um montante "de referência" (R$ 1.000,00) "decorrente da multiplicação da multa arbitrada na ação civil pública em caso de descumprimento (R$10.000,00) pelo número de dias entre a publicação da sentença e a suspensão dos seus efeitos pelo Tribunal revisor (25 dias)". O Recurso foi inadmitido em razão da falta de prequestionamento. Ao respectivo Agravo neguei provimento sob a fundamentação de que não foi comprovado o dissídio, bem como a revisão do tema esbarra na Súmula 7/STJ. Sobreveio Agravo Regimental no qual se alega que o benefício econômico é mensurável com base na valoração das provas dos autos. Aponta que a estimativa realizada foi aleatória e em montante estratosférico. É o relatório.

aleatória e em montante estratosférico. É o relatório . Documento: 1175823 - Inteiro Teor do Acórdão

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AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 95.311 - MT

(2011/0291679-6)

VOTO

O EXMO. SR. MINISTRO HERMAN BENJAMIN (Relator): Os

autos foram recebidos neste Gabinete em 6.3.2012.

Superada a controvérsia sobre a admissibilidade pela alínea "c" do

permissivo constitucional, passo ao exame dos fundamentos do Agravo Regimental.

A )
A
)

Ação Civil Pública que deu origem à controvérsia visa a declarar a

nulidade de licenciamento ambiental para a construção de PCH, à paralização do

empreendimento e à indenização do meio ambiente lesado conforme definido em

perícia.

Há menção de impacto sobre o principal rio formador do Xingu feita

nestes termos: "(

amplos e intensos impactos ambientais sobre a fauna, flora, bens

minerais, jazidas arqueológicas, além de repercutir negativamente sobre os povos do

Parque Indígena do Xingu e da Reserva Parabubure" (fl. 66/STJ). A sentença de

procedência referida nos autos não foi acostada e a iliquidez do pedido não permite

aferir o benefício econômico; entretanto, os fundamentos repelem a presunção de

modicidade de possível condenação.

A Cautelar de Atentado proposta na origem comunica o descumprimento

da decisão e a continuidade das obras (fls. 63-69/STJ).

A premissa é de que o valor da causa deve corresponder ao benefício

econômico pretendido. Embora não haja necessária correspondência entre o valor da

causa na Demanda Cautelar e na Ação Civil Pública, os elementos dos autos também

não permitem a) identificar com objetividade o benefício decorrente da providência

acautelatória almejada; nem mesmo b) reputar como exorbitante a estimativa feita na

petição inicial (R$ 100 milhões).

Por isso que refutar tais considerações com base em outros elementos

demandaria revaloração da prova, que, se não inútil, é vedada pela Súmula 7/STJ.

E, mais uma vez, debater "exorbitância" do valor da causa (com respaldo

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no cotejo de estimativas) não representa propriamente uma divergência de interpretação sobre o conteúdo do art. 258 do CPC. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Regimental. É como voto.

nego provimento ao Agravo Regimental. É como voto. Documento: 1175823 - Inteiro Teor do Acórdão -

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CERTIDÃO DE JULGAMENTO SEGUNDA TURMA

Número Registro: 2011/0291679-6

AgRg no AREsp 95.311 / MT

Números Origem: 184594120074010000 200636000084108 200636000084180 200701000177793

PAUTA: 06/09/2012

JULGADO: 06/09/2012

Relator Exmo. Sr. Ministro HERMAN BENJAMIN

AUTUAÇÃO : : : PARANATINGA ENERGIA S/A LUIZ ANTONIO BETTIOL E OUTRO(S) MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
AUTUAÇÃO
:
:
:
PARANATINGA ENERGIA S/A
LUIZ ANTONIO BETTIOL E OUTRO(S)
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
AGRAVO REGIMENTAL
:
:
:
PARANATINGA ENERGIA S/A
LUIZ ANTONIO BETTIOL E OUTRO(S)
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

Presidente da Sessão Exmo. Sr. Ministro HERMAN BENJAMIN

Subprocuradora-Geral da República Exma. Sra. Dra. MARIA SÍLVIA DE MEIRA LUEDEMANN

Secretária Bela. VALÉRIA ALVIM DUSI

AGRAVANTE

ADVOGADO

AGRAVADO

ASSUNTO: DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO - Meio Ambiente - Revogação/Concessão de Licença Ambiental

AGRAVANTE

ADVOGADO

AGRAVADO

CERTIDÃO

Certifico que a egrégia SEGUNDA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão:

"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro-Relator, sem destaque e em bloco." Os Srs. Ministros Mauro Campbell Marques, Castro Meira e Humberto Martins votaram com o Sr. Ministro Relator. Não participou, justificadamente, do julgamento o Sr. Ministro Cesar Asfor Rocha.