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P2 Sexta-feira 11 Novembro 2011 P2@publico.pt

Matthew Barney “As minhas esculturas são narrativas” Pág. 12 O livro que leva os retornados
Matthew Barney “As minhas esculturas são narrativas” Pág. 12
Matthew Barney
“As minhas esculturas
são narrativas”
Pág. 12

O livro que leva os retornados de regresso a casa Pág. 4/8

ALFREDO CUNHA/ARQUIVO
ALFREDO CUNHA/ARQUIVO

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P2 Sexta-feira 11 Novembro 2011

2 • P2 • Sexta-feira 11 Novembro 2011 11.11.11 Genealogia Corporizando uma das variantes iconográficas mais

11.11.11

Genealogia

Corporizando uma das variantes iconográficas mais significativas da arte barroca portuguesa, a Árvore de Jessé representa a

genealogia da Virgem – e, por extensão, de Cristo – desde o pai do rei David. Em Beja, o tema aparece vinculado a um ciclo de símbolos marianos na Capela de Nossa Senhora do Rosário da Igreja matriz de Santa Maria da Feira, cuja confraria encomendou

a sua feitura, em 1676, ao

entalhador lisboeta Manuel João da Fonseca. O tronco central evolui a fio-de-prumo e as figuras dos reis-patriarcas de Israel, graves mas amáveis, dispõem-se hierarquicamente em três níveis de ramos, definindo um conjunto de assinalável solenidade a que a luz vinda do óculo traseiro, à maneira

a que a luz vinda do óculo traseiro, à maneira italiana, imprime um tom festivo. Tudo

italiana,

imprime um

tom festivo. Tudo isto corporiza

a realidade da Encarnação,

tornando palpável, aos olhos dos fiéis, a célebre profecia de Isaías (11,1): “Brotará um rebento do tronco de Jessé e uma flor nascerá das suas raízes.” Nascido em Belém, Jessé descendeu de Booz e Rute, pertenceu à tribo

de Judá e teve oito filhos, o mais jovem dos quais foi David, futuro rei de Israel. Esta paternidade contribuiu para o imortalizar

e esteve na origem de uma

portentosa fortuna iconográfica. José António Falcão

Árvore de Jessé Igreja de Santa Maria da Feira (Beja), da autoria de Manuel João da Fonseca, c. 1676 Madeira policromada, dourada © Departamento do Património da Diocese de Beja

No passado 11 de Novembro de 2004

Agonia e morte do palestiniano Yasser Arafat

Yasser Arafat, 75 anos, morreu em Paris a 11 de Novembro de 2004, após uma longa agonia

física e política. Foi sepultado como herói nacional em Ramallah (na foto). Desejaria ser enterrado em Jerusalém, junto da Mesquita de Al- Aqsa, mas os israelitas não

o autorizaram. Fundador da

Fatah e líder da Organização de Libertação da Palestina desde 1969, foi o criador do nacionalismo palestiniano. O seu destino pessoal identifica- se com a emergência e as contradições do movimento nacional. No fim dos anos 1980, está isolado e num impasse. Renasce com os Acordos de Oslo, de 1993, regressando triunfalmente a Gaza em 1994. Partilha o Nobel da Paz com Yitzhak Rabin e Shimon Peres. Eleito presidente da Autoridade Palestiniana em 1996, instala-se na Cisjordânia reinando sobre um proto-Estado sem soberania, com um território fragmentado,

dependente da ajuda internacional, sem margem de

manobra entre os seus radicais

e os imperativos de segurança

de Israel. A segunda Intifada, lançada no Outono de 2000, desencadeia um confronto que não pode ganhar. O Governo de Ariel Sharon destrói as suas infra-estruturas e acaba

confinado, como um prisioneiro, na Mukata de Ramallah. Era um homem acabado, acusado

de autoritarismo, corrupção

e impotência. Mas o seu

papel histórico sobrevive à tragédia do chefe carismático. Não se pode falar em causa palestiniana sem evocar Arafat.

Blogues em papel

Declarações de Otelo Saraiva de Carvalho instigam a novo golpe militar

Nova golpada

http://pauparatodaaobra.blogs.sapo.pt

Não é piada dos Parodiantes, onde Otelo Saraiva de Carvalho era

ultimamente intérprete radiofónico.

O “cérebro” do 25A já está a lançar

um novo golpe de Estado. Quem

o ouvir até pode concluir que 800

fardados mandam o Passos Coelho e

Paulo Portas para Caxias

O irresponsável

http://itsprstupid.blogspot.com

) (

muito grato aos “capitães de Abril” pela acção militar que levou ao 25

de Abril, chutando uma ditadura de mais de 40 anos. Mas não estou grato, ao mesmo Otelo, por ter sido

o mentor do terrorismo em Portugal

com as FP25, uma página também

Que fique bem claro que estou

negra da nossa história. Devemos respeitar os militares, que devem

estar nos quartéis. Mas Portugal é uma democracia, onde nenhuma liberdade é cerceada e todos têm

o direito de se manifestar. Otelo

mencionar um cenário destes é a prova da sua irresponsabilidade.

Acima da lei

http://forteapache.blogs.sapo.pt

Depois de incitar publicamente,

através dos meios de comunicação social, as Forças Armadas a desencadear um golpe de Estado,

o que segundo o artigo 326º nº1 do

Código Penal é considerado crime, até quando veremos Otelo Saraiva de Carvalho impune? Mais uma vez, estará ele acima da lei?!

País da asneira

http://reuniaogeral.wordpress.com

Otelo Saraiva de Carvalho, calado,

é um poeta. Se não dissesse,

por vezes, barbaridades, a sua

imagem na História de Portugal

seria muito mais limpinha. (

nem sei como é que não foi Otelo a coordenar os golpes de Estado no Egipto e na Líbia.

) Até

Afinal quem manda?

http://senatus.blogs.sapo.pt

Depois de Manuela Ferreira Leite ter apregoado que “quem manda é quem paga”, agora é Otelo Saraiva de Carvalho que vem com uma espécie de “quem manda é quem tem armas”

Donos da história

http://atentainquietude.blogspot.com

O autocentrismo de Otelo

não o deixa perceber que, apesar de todas as dificuldades que atravessamos, algumas muito graves e a atingir muita gente, o país de 1973 é, sem sombra de

(

)

dúvida, um país pior que o de 2011.

) (

me aquela história do megalómano

Este tipo de discursos lembra-

que tinha como sonho último ser Deus, para poder ser o único

a afirmar “até amanhã, se eu

quiser”. Aliás, Otelo admite novo golpe militar em Portugal que até

seria “mais fácil” de realizar, claro,

ele sabe destas coisas. (

)

Quem te avisa

http://clubedospensadores.blogspot.

com

Estes sinais quanto a mim e

estas afirmações são preocupantes, primeiro porque têm legitimidade

e devem ser tidas em conta, são

feitas por quem no fundo nos deu a democracia e a liberdade democrática; segundo, porque têm armas, sendo o último bastião

em caso de problemas graves. Por fim, os cidadãos estão muito descontentes e já não sabem o que fazer, o compromisso de o 25

de Abril criar condições sociais, económicas e culturais está a

desmoronar-se. (

“Quem te avisa teu amigo é”

deveria ser tido em conta.

) (

)

O provérbio

P2 Sexta-feira 11 Novembro 2011 • 3

JAMAL ARURI/AFP

Um sentido desabafo

11 Novembro 2011 • 3 JAMAL ARURI/AFP Um sentido desabafo Memória fotográfica Luís Francisco a Já

Memória fotográfica

3 JAMAL ARURI/AFP Um sentido desabafo Memória fotográfica Luís Francisco a Já contei esta história nas
3 JAMAL ARURI/AFP Um sentido desabafo Memória fotográfica Luís Francisco a Já contei esta história nas

Luís Francisco

a Já contei esta história nas páginas

do PÚBLICO, mas foi há muitos anos

e acho que ela merece o encore.

Ainda por cima, é sempre uma bela metáfora de como até a mais embaraçosa das situações carrega consigo o potencial para uma saída airosa. É a história de um homem

que falhou naquilo em que nenhum homem quer falhar. E fê-lo à vista de toda a gente. Num espectáculo de sexo ao vivo. O velhinho Pérola Negra, no Porto,

já era vetusto, quando o visitei, nos

idos da década de 80 do século passado. Os menos avisados sobre

a vivência, digamos assim, do local, depressa ficavam elucidados ao darem de caras com um enorme ecrã de vídeo onde passavam filmes pornográficos. O primeiro impacto podia, por isso, ser chocante,

convenhamos. Naquela noite, a assistência estava animada. Talvez fosse sempre assim, talvez o cenário habitual fosse mesmo este: só homens, alguns organizados em grupos ruidosos. Toda a gente a funcionar

a álcool. O programa anunciava três

espectáculos de sexo ao vivo e o segundo estava prestes a começar. As luzes enfraqueceram e uma música indescritível começou a fazer- se ouvir, pontuando as intervenções de um narrador que, em castelhano, relatava uma história qualquer de contrabando e da fronteira e da acção bárbara das autoridades. Um homem e duas mulheres entram em cena. “Outra vez a mesma merda?”, vociferou um, lá do fundo.

A crise de argumentistas não é de

hoje e, portanto, ao que parece, os três espectáculos nocturnos eram repetições do mesmo enredo. E com os mesmos actores. Pormenor dramático este, o da sobrecarga de trabalho. Não tardou muito a perceber-se que o sádico guarda fronteiriço estava com algumas dificuldades em castigar as duas camponesas. Elas, coitadas, bem faziam o seu papel, mantendo-

se muito quietas à espera da violação,

mas ele é que não conseguia

estas coisas não escolhem hora nem

dia e quem nunca falhou que atire a primeira pedra E, claro, de uma das mesas de javardos veio logo uma saraivada. “O que é isto?!”, indignava-se um. “O gajo não vai lá!”, constatava outro. “Sai daí, ó palhaço, deixem-me ir a mim, se querem ver!”, oferecia-se um terceiro. Num instante, toda a sala

ressoava de insultos e piadas cruéis.

O actor parou o que estava a (tentar)

fazer. Levantou-se. E, num gesto que só a coragem ou o mais profundo desespero poderiam justificar,

interpelou a turba. Olhos nos olhos. Começou por ordenar: “Parem

música!” E, depois, já com a sala em silêncio, desabafou, abriu o coração. “Vocês sabem lá o que é ”

esta vida

a

bom,

Apupos, risotas, bocas

foleiras. “Um gajo aqui em cima todas

as noites, três vezes por noite

Mais insultos, gargalhadas alarves. Mas, em fundo, há um silêncio que se instala. “Sempre com as mesmas gajas!” E aí o povão cedeu.

O

argumento definitivo convencera

o

tribunal. A culpa, claro, era delas,

corridas a impropérios para os

bastidores, enquanto os carrascos

se transformavam em parceiros de

infortúnio. Quando saí, o desventurado performer estava sentado numa das

mesas, palmadas nas costas, toalha

à volta da cintura, cerveja na mão.

Sempre com as mesmas gajas! Não há

homem que aguente.

Jornalista

No futuro

Transístores

de algodão

Cientistas italianos desenvolveram um transístor de algodão, abrindo o caminho ao fabrico de tecidos com micro- electrónica integrada macios e confortáveis. Annalisa Bonfiglio, da Universidade de Cagliari, e colegas, explica a New Scientist, conseguiram tornar fibras de algodão suficientemente condutoras de electricidade

com um revestimento à base de nanopartículas de ouro e de um polímero

com um revestimento à base de nanopartículas de ouro e de um polímero

condutor. Os novos transístores não são tão rápidos como os habituais, mas têm o look-and- feel do algodão e “podem ser ligados a outros componentes de algodão com um simples nó”, lê-se no semanário britânico. Os resultados foram publicados na revista Organic Electronics. Ana Gerschenfeld

Cartoon

na revista Organic Electronics . Ana Gerschenfeld Cartoon Autor MOSHIK Jornal Maariv , Israel Frases de

Autor

MOSHIK

Jornal

Maariv,

Israel

Frases

de ontem

“A crise, ao contrário do que se diz, não traz oportunidades. Ou melhor, se as traz para uns, é porque as tira a outros.” Manuel Maria Carrilho Diário de Notícias

“Os povos, tarde ou cedo, quando oprimidos, revoltam-se e acontece que frequentemente fazem milagres.” Mário Soares, Visão

“Portugal não pode ser

encarado como um doente crónico e terminal.” Rui Pereira Correio da Manhã

“O país hoje precisa de um MP liderado por

alguém que acredite ser possível combater a criminalidade económica e financeira.”

João Palma, i

“A investigação criminal

em Portugal é, muitas vezes, politizada.” Noronha do Nascimento Diário Económico

“A justiça tem de se fazer em todos os processos e sobretudo naqueles com gente com a barriga cheia de dinheiro dos contribuintes.” Rui Rangel Correio da Manhã

Escrito na pedra

”A recordação da felicidade já não é felicidade; A recordação da dor ainda é dor.” Lord Byron (1788–1824), poeta inglês

da felicidade já não é felicidade; A recordação da dor ainda é dor.” Lord Byron (1788–1824),

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Os retornados

4 • P2 • Sexta-feira 11 Novembro 2011 Os retornados

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Sexta-feira 11 Novembro 2011 • 5

Há um novo livro que os faz falar

ALFREDO CUNHA/ARQUIVO

5 Há um novo livro que os faz falar ALFREDO CUNHA/ARQUIVO O Retorno , de Dulce

O Retorno, de Dulce Maria Cardoso,

podia ser sobre eles. Como a autora,

e as personagens do livro, vieram

de Angola na ponte aérea de 1975

ou pouco depois. Trinta e seis anos após a independência, que hoje se comemora, ler este livro foi, para alguns, um esforço, para outros, um alívio. José Nunes e Dina Silva, Ilda Mendes, Maria Adelina Amorim, Francisco e Maria Luísa Nóbrega têm vivências diferentes, mas sentimentos comuns. Como Rui, Lurdes, Glória e Mário e as outras personagens que povoam o quarto romance de Dulce Maria Cardoso, sabem o que é largar tudo, deixar

a vida em suspenso. E, para eles,

sublinham, não foi um retorno, nem sequer um regresso Por Ana Dias Cordeiro (texto) e Enric Vives-Rubio (fotografia actual)

Para trás deixaram “as ruas para passear”

Quando o navio deixou o porto do Lobito, em direcção a Luanda, Dina

Silva soube que nunca mais voltaria

à terra que a tinha visto nascer. “A

dor era muito grande”, diz desse dia 30 de Outubro de 1975. Preferia pensar assim, fechar esse capítulo, pensar noutro. A mais triste sensação foi olhar uma última vez

a bela Baía do Lobito e a Restinga,

onde vivera muitos anos com os pais, a irmã e o irmão. Na véspera da partida, o marido, José Nunes, tinha conseguido, entre milhares de pedidos, um lugar na última viagem do navio Niassa do Lobito para Luanda, antes do fim da ponte aérea, que terminava na data da independência: 11 de Novembro. Traziam duas malas e dois saquitos de plástico, preparados à pressa. Para trás ficavam a mobília da casa alugada e “as ruas para passear”. Por esses dias, em Angola, José Nunes sentira pela primeira vez que “estava a mais”. A pressão para se juntar a um dos movimentos

em guerra tornara-se perigosa. Era frequentemente intimidado. E não queria ser parte de nenhum conflito. Tinha cumprido o serviço militar pela tropa portuguesa na guerra colonial, sempre longe dos combates

e sem pensar muito bem sobre o

seu significado. O mais importante

para ele, nos tempos de juventude, eram os passeios e as caçadas no mato onde crescera, com os seis irmãos, na povoação de Sachitembo, próxima do posto administrativo do

Sambo, a sul de Nova Lisboa (hoje cidade do Huambo) na província do Huambo. Como no Alentejo do pai, matavam o porco, faziam enchidos

e queijo de Serpa. O pai, de Serpa,

tinha ido para Angola com seis anos.

A mãe, de Vila Nova de Gaia, chegou

também em criança.

A palavra retorno” não tem, por

isso, qualquer sentido para ele. “Não

retornei a coisa nenhuma. Eu sabia que um dia viria conhecer a terra dos meus pais.” Não pensava que seria nestas circunstâncias. Desde esse dia, Dina fala muito pouco de Angola. Mas ler o livro agora fê-la recordar formas de falar, expressões que deixou de usar,

c

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coisas sentidas à chegada a Portugal, como se reconhecesse, nos outros, os seus próprios sentimentos. “Quando se chega a Portugal, chora-se ao terceiro dia”, como acontece à família no livro, nota. Além da dor da despedida do Lobito, o que mais custou a Dina foi a sensação de ser diferente e de não a verem como ela é, de sentir

o rótulo de “retornada” colado a

todos os que voltavam, acusados de “colonialistas, exploradores e de terem andado a matar pretos”. Tinha 23 anos. Com o marido, José, tinha o futuro pela frente em Angola. A festa do casamento, em Julho, tinha sido interrompida pelo tiroteio. E a casa era numa de duas torres, no centro do Lobito, onde também viviam generais e militares da UNITA. Da varanda, assistiram várias vezes a trocas de tiros. Dias antes, um desses militares tinha vindo pedir cigarros, como habitualmente fazia e, mais uma vez, garantira que o movimento de Jonas Savimbi tinha tudo controlado, que os brancos estariam em segurança. A família de Dina já tinha partido para Portugal. Ela e José queriam ficar. Mas, um dia, da varanda viram uma família de um desses generais da UNITA correr para um carro, com sacos e malas, e fugir. Não

tinham notícias dos confrontos, mas este seria um sinal de que a guerra com armas pesadas estava perto. O MPLA já estava na Catumbela, a 20 quilómetros do Lobito. Só mais tarde souberam que o irmão de Dina, de 14 anos, e um amigo tinham sido raptados, levados num carro e que lhes tinha sido dada uma arma. Quando pararam num posto da UNITA, o irmão de Dina foi reconhecido por um dos militares como o “filho do Rodrigues”, que colhia simpatias. Os rapazes foram então libertados. O perigo era afinal maior do que José e Dina pensavam. Depois da saída de Luanda, numa noite de um “calor doido”, o choque para José Nunes foi grande,

à chegada a Portugal. Nunca tinha

sentido uma manhã tão escura e fria. Custou-lhe isso, como mais tarde lhe custou a dificuldade em arranjar emprego. Bateu a muitas portas de empresas com o irmão. Numa delas, chegaram a preencher um impresso.

E marcou-o para sempre a reacção

do funcionário, quando leu o que tinham escrito e de onde vinham.

Mudou de atitude e comentou sem disfarçar: “Olha mais dois… Retornados era o que ele queria

dizer.” O irmão de José Nunes nunca se adaptou e foi para o Brasil. Muitos houve como ele. Dina não pensa se pertence

a Portugal. “Se pensasse, seria difícil. Iria mesmo achar que não pertenço.” O pai contava que, sempre que podia, no Lobito, ia tocar os navios que vinham da sua terra. E a mãe queria voltar para Portugal. Quando vinha a Portugal de férias com a mãe e o pai, funcionário da Companhia dos Caminhos de Ferro de Benguela, chocava-a ver as pessoas de classes desfavorecidas serem menos bem tratadas, da mesma maneira que em Angola

a revoltava, desde criança, as

injustiças contra os negros. Num hospital de Benguela, onde as pessoas estavam separadas por raça, um funcionário disse que iria atender primeiro umas senhoras negras e quase perdeu o emprego por isso. Dina lembra-se, no mesmo hospital, dos contínuos que levavam pacotinhos de açúcar para

José Nunes e Dina Silva partiram na última viagem do Niassa. Memórias do casamento no
José Nunes e Dina Silva partiram na última viagem do Niassa. Memórias do casamento no álbum da família
do Niassa. Memórias do casamento no álbum da família comer. E que, mesmo assim, uma responsável

comer. E que, mesmo assim, uma responsável do serviço defendia que os seus salários não deviam ser aumentados, porque do que recebiam ainda sobrava dinheiro para comprarem pão e marmelada para o lanche dos filhos na escola. “Era revoltante”, diz. “Havia a

absoluta necessidade de um 25 de Abril. Alguma coisa que alterasse o que estava a acontecer em Portugal e nas colónias.” Mas algo que permitisse ter concretizado os seus sonhos em Angola. “Durante muitos anos, tive a sensação de ter uma mala atrás

muitos anos, tive a sensação de ter uma mala atrás A pessoa sente-se desencaixada. Meti tudo

A pessoa sente-se

desencaixada. Meti

tudo numa gaveta

[com as recordações de lá] e fechei-a. Dina Silva
[com as recordações
de lá] e fechei-a.
Dina Silva

da porta para ir para outro lado. A pessoa sente-se desencaixada. Meti tudo numa gaveta [com as recordações de lá] e fechei-a.” E isso facilitou-lhe a vida. “De outra maneira, teria dificuldade em me integrar. Teria de me ir embora daqui.”

Deixar a casa e, sem saber, não voltar mais

A vida nunca voltou a ser o que era

para Francisco Nóbrega – desde que em 1977 chegou a Portugal. Tinha 43 anos e vinha de Windhoek, na Namíbia, onde se instalou quando saiu do Sul de Angola, já depois de ter deixado Luanda, à pressa, em

nais de 1974. No meio do azar, teve sorte. Não foi levado, como Mário,

o pai de Rui – do livro O Retorno de

Dulce Maria Cardoso – com uma arma apontada à cabeça por homens armados que batiam à porta, faziam perguntas e pediam cigarros, quando a guerra estoirou entre os três movimentos de libertação de Angola – MPLA, UNITA, FNLA –

depois do 25 de Abril em Portugal. Comoveu-se com o sofrimento da família do livro, já em Lisboa,

à espera do pai. Uma espera que

Rui, o narrador, não sabe se é em vão. E que ao mesmo tempo o transforma: “Depois de tudo o que nos aconteceu, não devíamos ter medo de nada.” É Rui que o diz. Mas podia ser Francisco Nóbrega. Em O Retorno, temia-se o próprio silêncio do bairro, nesses últimos dias, quando os vizinhos tinham

deixado as suas casas e a família de Rui se preparava para partir.

A violência podia sempre entrar

pelo portão, surgir ao fundo da

rua. Como naquele dia em frente ao prédio onde antes Francisco Nóbrega vivia com Maria Luísa

e

os

três filhos, Jaime, António

e

Ângelo: uma mulher branca

trancada num carro sozinha com um grupo de homens à sua volta, de punhos fechados e gestos violentos. Francisco Nóbrega aproximou-se, disse-lhes para se afastarem. O carro arrancou. Esse episódio era mais um sinal de

que a vida não estava para ser vivida ali. Os filhos já estavam com a avó em Sá da Bandeira (hoje Lubango), desde que tinham começado os tiroteios em Luanda e se ouviam “histórias terríveis”. Saiu com a mulher para sul, a caminho do Lubango, província da Huíla, de noite, e percorreu de carro mais de mil quilómetros sem parar, com armas de caça onde costumava estar o painel de lado e um revólver .22 junto ao assento. Entre as

“histórias terríveis” que ouvira, havia relatos de assaltos e violações nas estradas. Francisco Nóbrega nunca foi raptado. Mas podia ter sido. Já no Lubango, no dia em que soube que andavam à sua procura, deixou Angola. Não esperou mais.

A sorte foi não estar na casa que

tinha deixado em Luanda, quando lhe bateram à porta. Nem na fazenda da família, onde crescera, em Sá da Bandeira, quando lá foram perguntar por ele. “Eram uns tipos negros de farda verde.” Nunca soube o que queriam dele. Talvez o procurassem por ter estado inscrito na UNITA. Os movimentos envolvidos na luta pelo poder procuravam recrutar homens para esta nova guerra. Francisco Nóbrega deixara a UNITA desde que ouvira o líder do movimento, Jonas Savimbi, num comício, dizer uma coisa em umbundu e outra, exactamente o contrário, em português. Nunca sentiu medo, insiste, desde o que vira acontecer em 1961, quando começou a luta de libertação em Angola. “Perdi o medo no meio do terrorismo.” Nessa

Francisco Nóbrega e Maria Luísa saíram em 1977 em nome dos filhos Uma vida de

Francisco Nóbrega e Maria Luísa saíram em 1977

em nome dos filhos

Uma vida de sonho? Era, mas a maior parte das pessoas não era rica, vivia
Uma vida de sonho? Era, mas a maior parte das pessoas não era rica, vivia

Uma vida de sonho?

Era, mas a maior parte

das pessoas não era rica,

vivia do dinheiro dos

empregos que tinha.

Francisco Nóbrega

Francisco Nóbrega

altura estava no Uíge, Norte de Angola, onde vivia a família de Luísa

país administrado pela África do Sul, até à independência, em 1988.

e

onde a UPA (antiga FNLA) atacava

Mas de lá a família acabou por sair em 1977, cansada de guerras e para impedir o filho mais velho, então com 18 anos, de ser recrutado para o conflito que opunha o movimento nacionalista pela independência ao Governo sul- africano do apartheid. Luísa passou a viagem a chorar. O marido chorou “por dentro”. “É esta

civis indefesos, brancos e também negros que trabalhavam nas plantações de café. “Era diabólico. Se eu tivesse medo, tinha saído nessa altura.” Aquela era a sua terra – onde nascera, depois de aí também

terem nascido os pais e os avós. Fala umbundu. E nunca se questionou:

é

angolano. Nunca foi outra coisa.

mania que um homem não chora”,

E

a ideia de pertencer a Portugal

diz, agora, 36 anos depois, com a expressão turva, sentado no seu cadeirão do apartamento onde vive

não existe. É uma sensação que não conhece, “completamente ausente”.

 

A

memória é difusa para as datas

em Massamá. Os olhos brilham, mas uma ou duas vezes apenas em duas horas:

quando fala das caçadas e das pescarias. “Uma vida de sonho? Era, mas a maior parte das pessoas não era rica, vivia do dinheiro dos empregos que tinha.” Maria Luísa era funcionária do Banco Borges & Irmão. Francisco tinha uma empresa

ou outras pequenas coisas. São as grandes que falam. Como isto: o vazio que nunca deixou de sentir desde que abandonou a sua casa no Bairro do Prenda, em Luanda. Ficou amputado de algo, depois de ter conhecido a plenitude. Fechou a porta de casa, com tudo lá dentro,

como se fosse ali ao virar da esquina

e

voltasse já.

de cartografia com trabalhos em

O

destino foi afinal Windhoek,

todos os cantos de Angola. Perdeu tudo. Recomeçou do zero.

Namíbia, então Sudoeste africano,

P2 Sexta-feira 11 Novembro 2011 • 7

O choque na aldeia e a ida para o hotel

Ilda Mendes nasceu em Angola. De

pai branco e mãe mestiça. Nasceu perto de Nova Lisboa, hoje cidade do Huambo. Cresceu com espaço

e liberdade. Com a família, faziam piqueniques que demoravam dias.

Levavam tachos, panelas, cafeteiras, faziam campismo, caçavam para comer. Na cidade, para onde foi quando se casou, iam ao cinema, aos bailes, aos cafés. Nunca pensou muito nisso: era angolana. Hoje, a viver em Portugal desde que regressou na ponte aérea de 1975, quando tinha 31 anos, sente que é também um pouco portuguesa. “Já me sinto pertencer

a isto”, diz numa entrevista em que prefere não ser fotografada. “Mas ficou aquela nostalgia.” Do cheiro da terra, da fruta do mato

– os loengos, as lombulas –, do

esparregado de folha de mandioca

– a suanga – ou feito com folha de

abóbora – o lombim. Dos tons do pôr do sol. Às vezes, basta uma música, o som da chuva, “o próprio cair da chuva, se for forte”, para voltar àquele tempo. Sente saudade dos fins de tarde em que as pessoas se juntavam nas varandas ou na rua a conversar. Custou-lhe a barreira que encontrou entre as pessoas em Portugal. “Mesmo nos prédios cada um vive para si.” Quando chegou e foi recebida pela família do marido numa aldeia do Alto Douro, sentiu um choque. “O ambiente era triste, as pessoas muito fechadas, reparavam em tudo, nas roupas que vestíamos, no que fazíamos.” Pegou na trouxa e nos dois filhos

pequenos e veio para Lisboa, directa ao Instituto de Apoio aos Retornados Nacionais (IARN). Conseguiu um quarto no sétimo andar do mesmo hotel onde estavam os pais, o Praiamar em Carcavelos, onde ficou até ser colocada como professora numa escola primária. Nunca tinha estado num hotel assim. Teve sorte. “Tínhamos um tecto, camas para descansar, água quente

e alimentação.” Na sala de convívio,

partilhavam-se vivências. “Os de Malanje. Os de Serpa Pinto, os de Sá da Bandeira… Cada um contava as suas histórias.” Viviam no hotel como numa bolha protectora. Fora dela, tanto podiam cruzar-se com “pessoas extraordinárias”, diz, como com pessoas que os culpavam de tudo. Uma das coisas que mais a magoaram foi “o desprezo” e por vezes “a agressividade” com que foram tratados. Para a filha de sete anos foi difícil na escola sentar-se numa fila, só de filhos de retornados, separada do resto da sala. Para Ilda Mendes, o mais doloroso foi a tristeza dos pais. “Viveram o resto da vida com a nostalgia de não terem outra vez uma casa deles.” A mãe levantava-se e deitava- se a chorar. Tinha umas saudades infinitas da terra dela. Nunca se adaptou. Lá, tinha uma vida livre na fazenda do Cambuio, que agora é um aquartelamento militar. O pai sentia uma grande nostalgia. Tinha ido para Angola num navio cargueiro com 18 anos. Tinha 49 anos de Angola quando regressou. Passaram dias e dias a encaixotar tudo com tabuinhas, como a família de Rui, no livro de Dulce Maria Cardoso. “O fogão, a geleira, as loiças. Para quê?” Despacharam para

Ciclo Documente-se! MANIPULE! 11-29 NOV 2011 Fundação de Serralves 11-29 NOV Projecto-instalação GUSTAVO COSTA
Ciclo Documente-se!
MANIPULE!
11-29 NOV 2011
Fundação de Serralves
11-29 NOV
Projecto-instalação
GUSTAVO COSTA
E MIGUEL CLARA VASCONCELOS
Foyer do Auditório, 10h00-19h00
PROJECTO EM PERMANÊNCIA
11 NOV
Teatro
MALA VOADORA & THIRD ANGEL
Auditório, 22h00
12-13 NOV
Instalação
CHRISTOPH KORN
Sala Multiusos, 10h00-19h00
Inauguração: 11 NOV, 21h00
12 NOV
Conferência
JORGE RIBALTA
Comentadora: Lígia Ferro
Biblioteca, 18h30
Entrada gratuita
13 NOV
Música/Cinema
DAWN OF MIDI & PRASHANT BHARGAVA
Auditório, 22h00
Estreia Mundial
14 NOV
Cinema
YORGOS LANTHIMOS
Auditório, 22h00
Em exclusivo até
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“Improvisações/Colaborações”
Fundação de Serralves / Rua D. João de Castro, 210 - Porto / www.facebook.com/fundacaoserralves / Informações: 808 200 543
André Guedes; Modification d’un état, 2010; Tijolo produzido industrialmente c.1880 no Noroeste de Inglaterra e desfeito mecânicamente em 2009 por uma empresa situada na mesma região, especializada no restauro de edifícios; pá de aço. Cortesia do artista e da Galerie Crèvecoeur

o Lobito, mas nada chegou.

O pai, que produzia leite e vendia

para o Huambo, ia sendo morto, quando encontrou um militar da UNITA na estrada da Granja, naquela

cidade. Fez o “V” da vitória, mas enganou-se. Esse era o sinal do MPLA.

O

FNLA o polegar. Os militares puxaram da metralhadora, mas ele conseguiu fugir a tempo.

O que mais custou a Ilda Mendes,

da UNITA era o indicador e o da

quando a violência dos combates

impôs a vinda para Portugal de toda

a família, foi a despedida das pessoas das povoações à volta. “Todos nos conheciam”, conta. “Eu pensava que voltava, mas ao mesmo tempo pressenti que ia ser difícil.” Veio com o marido, os dois filhos, os pais, os irmãos e sobrinhos. Foram chegando. Setembro de 1975. Chegaram à Portela de manhã ao amanhecer. “Foi aquele impacto. Tudo era diferente. O próprio amanhecer era diferente.”

E milhares de pessoas à espera.

À espera de sítio para ficar, de um

transporte, de entregar papéis para um emprego, de um familiar, de alguém que desse um sentido ao que lhes estava a acontecer. A espera era como uma defesa, antes de enfrentarem o desconhecido. Agora, sentiu alívio ao ler O Retorno. Pensou nas coisas de outra forma. Acompanhar a história de Rui, da mãe, da irmã, e do pai ausente, deu-lhe talvez um espaço que precisava para aceitar as coisas. “Eu era pela independência de Angola. Mas uma independência para todos – negros, brancos, mestiços – e sem guerra.” Ilda Mendes já era então professora da primária. Lembra-se dos ódios que também havia contra os brancos, dos perigos, dos dias em “que choviam balas”. E de coisas terríveis que

aconteciam a pessoas próximas, como a um amigo, que um dia saiu em viagem de trabalho. Os seus pertences chegaram. Ele nunca mais apareceu.

A certeza de uma Angola independente

Os passeios ao aeroporto de Luanda eram um programa de família como outro qualquer. Como o pai de Rui, no livro O Retorno, o pai de Maria

Adelina Amorim levava os filhos ao 4 de Fevereiro. Do terraço, viam os aviões a aterrar e a descolar. “Era um aeroporto lindíssimo, com jardins à volta, e todo aberto”, conta Adelina. Naquele tempo, “não era preciso muito para se ser feliz”. Lembra-se da primeira vez que apareceu o Jumbo e o foram ver. Ou da visita que o Concorde fez a Luanda. Como em O Retorno, havia ainda as idas ao café-esplanada Restinga, ao Baleizão, onde comiam gelados, ao Restaurante Vilela, e aos cinemas Avis – hoje Karl Marx

– e Miramar lá no alto da cidade.

“Lembro-me de estar frente ao ecrã

e ao mesmo tempo ver os navios a

entrar na Baía de Luanda.” Um dia, toda a família se meteu no carro, como centenas de outras famílias, com destino ao aeroporto. Mas desta vez levavam malas – uma por pessoa. E, nesse dia, ao volante estava o senhor que lhes comprara

o carro. Ao fim de várias tentativas,

conseguiram um voo para Lisboa. Adelina, então com 17 anos, lembra-se de a família ser deixada

ali com as malas e de ver afastar-se

o carro do pai que nunca mais seria

deles. Mais tarde, pensou na “dor que

que nunca mais seria deles. Mais tarde, pensou na “dor que Adelina Amorim recorda os passeios

Adelina Amorim recorda os passeios de infãncia até ao aeroporto de Luanda. De lá que partiu com a família

ao aeroporto de Luanda. De lá que partiu com a família deve ter sido para os

deve ter sido para os pais viverem aquilo”. Nesse mês de Setembro de 1975,

já não podiam sair da casa onde

moravam no Bairro de São Paulo e,

de dentro, nem podiam ligar as luzes para não serem vistos. O bairro, que

antes era como “uma casa grande” onde toda a gente vivia do convívio

e da partilha, transformara-se num

campo de batalha. Não longe do seu quintal estavam

instaladas, desde os últimos meses de 1974, as sedes de cada um dos

desde os últimos meses de 1974, as sedes de cada um dos Fomos ensinados a reconhecer

Fomos ensinados a

reconhecer os sinais

da portugalidade

em Angola. Mas ao

mesmo tempo sempre

soubemos que Angola se

tornaria independente.

Maria Adelina Amorim

que Angola se tornaria independente. Maria Adelina Amorim movimentos em guerra – MPLA, UNITA, FNLA e

movimentos em guerra – MPLA, UNITA, FNLA e Revolta Activa (uma dissidência do MPLA).

O conflito armado começara por tomar conta dos musseques. Eram violentos e ouviam-se de longe. Mas na cidade, desde muito cedo, viam-se camionetas de caixa aberta percorrer as ruas com cadáveres a caminho da

morgue. Das províncias chegavam pessoas, aos milhares, fugidas da guerra. Eram acolhidas em escolas e liceus, onde as aulas estavam interrompidas. As lojas fecharam. A

vida parou e piorou até os primeiros meses de 1975. Os Acordos de Alvor, de Janeiro, não foram cumpridos pelos movimentos e generalizou-se a ideia de que o almirante Rosa Coutinho, que governava Angola (na qualidade de presidente da Junta Governativa de Angola) em substituição do último governador, general Silvério Marques, estava a favorecer o MPLA. No dia 9 de Julho, a guerra entrou pelas ruas da cidade. A data coincidiu com o início do último ataque lançado pelo MPLA aos outros movimentos. Os combates intensificaram-se a partir daí. Nessa altura, já milhares de famílias, vindas de todo o país, se concentravam à espera de um avião que as levaria de Luanda: junto ao aeroporto, nos espaços de escolas ou de quartéis. No seu liceu, Maria Adelina cuidava dos refugiados. Era activista do movimento estudantil, de uma associação que mais tarde se colou ao MPLA. Não queria deixar Angola. O plano, não concretizado, era acompanhar os pais a Lisboa, mas regressar ainda a tempo de comemorar em Luanda a independência, dia 11 de Novembro. Nesse Setembro, os vizinhos e amigos de Maria Adelina Amorim foram saindo. Era o momento,

como o descrito no livro, em que as memórias começam a construir-se ainda antes da partida . “Nos últimos dias, o Rui e a família já olham para as coisas de maneira diferente, já estão a despedir-se dos objectos. O processo de construção da memória ainda se faz em Luanda”, nota Maria Adelina sobre o livro. No seu caso, também. Este é também o momento em que os brancos se sentem cada vez mais indefesos. Pela lei, não podiam ter armas nem para se defender. E a tropa portuguesa não estava ali para proteger as comunidades brancas. Um ano antes, nos musseques, os pequenos comerciantes brancos tinham sido alvo dos primeiros assaltos e, nalguns casos, de ataques. Em Junho de 1974, um taxista branco fora linchado depois de atropelar um jovem negro num musseque. Este tipo de incidentes, por vezes, motivava vinganças. E havia o receio de que se podiam generalizar.

O que de mais marcante Maria

Adelina Amorim guarda na memória não é essa clivagem entre populações, mas a violência entre os movimentos angolanos e a fuga aos combates das pessoas “com todas as suas mágoas e dor”. Sobretudo os mais velhos. Para ela e os dois irmãos, era diferente. E mesmo a ida para o Hotel do Monte Estoril e depois para o Altis em Lisboa, quando chegaram na ponte aérea com os pais, era uma

alegria. Faziam, como no livro, a “festa das pessoas tristes”. “Nós éramos a geração do futuro.

A geração deles acabava ali. Tinham

feito toda a sua vida em Angola. Deve ter sido muito doloroso para essas pessoas ficarem sem o seu espaço, a sua casa, os vizinhos, os amigos, perderem tudo e virem para um país que não era de retorno e completamente diferente.” De semelhante apenas aquelas coisas que eram marcas da identidade do império português, como a língua portuguesa ou a religião católica. Mas, quando chegavam a Portugal, notava-se a sua maneira de falar

alto e as cores vivas que vestiam. “Fomos ensinados a entender Angola como parte do império português e a reconhecer os sinais da portugalidade em Angola. Mas ao mesmo tempo sempre soubemos que Angola se tornaria independente.”

O pai adorava Angola, sentia

que era a sua terra. Tinha ido, nos

anos 50, por escolha e não por necessidade, talvez por sentir que “Portugal era pequeno de mais para ele”. Criou várias empresas, de camionagem, construção civil.

E, quando partiu – ao contrário

de querer deitar fogo à casa para que não fosse ocupada, como muitas pessoas diziam que fariam –, estacionou os camiões e os carros

das empresas frente à casa e pôs os documentos dentro de cada um deles

e a chave na ignição.

A mãe, que se juntou ao pai em

Luanda, nunca foi tão feliz como o marido e os filhos em Angola. Maria Adelina lembra-se de a ver chorar quando o pai, em 1973, ganhou a lotaria e reinvestiu todo o dinheiro em Angola. Ela queria pegar nas coisas e vir-se embora. Eles já tinham visto 1961 – e a violência dos ataques no início da luta armada. “A minha mãe ficou com essa marca toda a vida. E, desde cedo, teve a percepção de que isto ia acontecer.”

armada. “A minha mãe ficou com essa marca toda a vida. E, desde cedo, teve a

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P2 Sexta-feira 11 Novembro 2011

10 • P2 • Sexta-feira 11 Novembro 2011 “Sou essencialmente Matthew Barney encontrou no Lisbon &
10 • P2 • Sexta-feira 11 Novembro 2011 “Sou essencialmente Matthew Barney encontrou no Lisbon &

“Sou essencialmente

Matthew Barney encontrou no Lisbon & Estoril Film Festival uma plateia jovem e ansiosa por per juntos três filmes, iniciaram uma conversa que tocou em alguns dos aspectos mais importantes d escultura, a arquitectura e o filme, permanece inclassificável e contraditório. Por José Marmeleira

a Será porventura pouco surpreendente a inclusão de Matthew Barney (1967, São Francisco) no programa do Lisbon & Estoril Film Festival. Faz filmes, apoiados num storytelling desconcertante, pleno de referências não apenas artísticas, mas também cinematográficas (do cinema de horror ao musical) e, para o bem e para mal, esse tem sido o seu cartão-de-visita, a face mais “pública” ou imediata do seu trabalho. E, já agora, não é despiciendo lembrar a colaboração com Björk (estão casados desde 2002), pois veio despertar a curiosidade de outros públicos. Tudo isto pode explicar a juventude e a aparente diversidade da audiência que na passada quarta- feira esteve perto de encher a masterclass do artista americano no Centro de Congressos do Estoril.

Não que o fascínio da sua obra se fique pela superficialidade das imagens, grotescas e fantásticas, de faunos e dançarinas. Em The

Creemaster Cycle (1994-2002) e Drawing Restraint (iniciado em 1987), as séries que o notabilizaram, somos ao mesmo tempo desafiados

a interpretar o que vemos e a

impedir a reificação do olhar. Os símbolos e sentidos produzem- se numa temporalidade lenta

e silenciosa. Há como que um

hermetismo visceral. E a facilidade com que manipula e evoca

universos tão distintos, como

a cultura popular americana, a

religião e a mitologia, a ficção de

horror, para discutir o acto de fazer escultura, a criação de objectos

e a relação entre o corpo e o

espaço arquitectónico, permitem

o epíteto de “caso singular da arte

contemporânea”.

Um caso singular, mas longe de qualquer consenso, diga-se. A espectacularidade, o maneirismo,

o potpourri de referências visuais

continuam a impacientar e a arrefecer o ânimo de muitos comissários, directores de museus

e críticos. E a opinião de que a obra

de Matthew Barney não é mais do que recauchutagem estridente de algumas ideias do minimalismo, da performance e do cinema

experimental vai-se escutando em surdina.

Narrativas e performance

No Centro de Congresso do Estoril, a masterclass do artista americano foi mais uma apresentação de trabalhos, com

direito a perguntas, do que uma verdadeira masterclass. A primeira

consistiu na projecção de três filmes. Em Drawing Restraint 17

(2010) explora a relação entre o corpo e o espaço, numa meditação

sobre o esforço físico, o processo

da arte e arquitectura. Num split screen vemos duas narrativas.

A viagem de uma rapariga e a

instalação de uma escultura num

museu por um artista (o próprio Barney) e um grupo de assistentes. Até que, nos últimos instantes,

o ecrã transforma-se num só e o

enredo é-nos revelado: a rapariga (interpretada por uma alpinista profissional) chega ao museu e sobe por uma enorme parede, apoiando os pés e as mãos nas pegas que alguém aí instalou. Antes de cair – uma das pregas cede ao seu peso – e desaparecer no interior da escultura. Blood of Two (2009), o segundo filme, não lida com a arquitectura, enquanto lugar hostil ou indiferente ao corpo humano, mas com a produção

de objectos e os rituais que estão associados à sua fruição. Realizado em colaboração com Elizabet Peyton, na ilha grega de Hydra, começa como se se tratasse de

um filme documentário, para se transformar na narrativa de uma performance: mergulhadores retiram do fundo do mar uma vitrina que é transportada

numa procissão informal até um matadouro. Aqui é aberta e

o seu interior – um conjunto de

desenhos – é revelado às objectivas fotográficas da multidão. Na sala, ouviram-se risadas. Finalmente, KHU (Prologue) cruza

o drama policial com a mitologia

egípcia, tendo como pano de fundo as paisagens desoladas e industriais de Detroit. Segundo

tomo da série da Ancient Evenings, iniciada pelo artista em 2009

e inspirada na obra homónima

P2 Sexta-feira 11 Novembro 2011 • 11

FOTOGRAFIAS CHRISTOPHER FELVER/CORBIS

Novembro 2011 • 11 FOTOGRAFIAS CHRISTOPHER FELVER/CORBIS um escultor” guntas, respostas e revelações. E, depois

um escultor”

guntas, respostas e revelações. E, depois de verem a obra deste artista americano que, entre a narrativa e a

de Norman Mailer, assinala o predomínio da performance sobre

story board, revelando fotografias e desenhos.

olhos, que não desejam agradar- lhes. São importantes para as minhas narrativas.” A matéria e a transformação: “Sempre gostei de

filme, ou seja, é a segunda que

o

estrutura toda a série: os filmes, tal como a produção e apresentação

Um equilíbrio difícil

O

momento mais interessante chegou

trabalhar com materiais viscosos, plásticos. Não estou interessado

das esculturas, acontecem posteriormente. De Creemaster recupera alguns motivos e temas: a

com as perguntas da audiência e

às

quais o artista foi respondendo,

em criar formas rígidas, mas que se transformam ao longo do tempo.” A

ladeado por Paulo Branco. Sobre

violência, a ideia de metamorfose,

a

influência do cinema: “Sempre

relação com os objectos: “A relação do espectador com os objectos é para mim muito importante e creio que

religião e a mitologia, a tecnologia dos automóveis. E de novo os limites físicos do corpo (Houdini é uma personagem citada). Concluída a projecção e iluminada a sala, já Matthew Barney descia, quase anónimo, as escadas do auditório a caminho do palco. Montou uma pequena mesa, ligou

a

gostei de filmes de terror, onde o espaço, os edifícios, os sítios onde

as

pessoas estão ou habitam têm um

actualmente vai rareando na arte. Continuo a cultivar essa experiência,

papel importante na acção. Como

o

barco de Tubarão ou a cabana de

de ver e andar à volta de um objecto raro que alguém criou.” Nesse momento, um espectador confrontou

Evil Dead.” A escultura: “Sou um

escultor, um produtor de objectos.

É

isso que faço essencialmente, mas

o artista com a contradição presente na necessidade de fazer filmes e narrativas. Após um curto silêncio, Matthew Barney replicou: “Os meus objectos são autónomos em relação

vejo as minhas esculturas como

o

portátil e um pequeno candeeiro,

esculturas narrativas. Não consigo

e

disse ao que vinha: mostrar o

fazer uma escultura como a do

processo de trabalho de Ancient Evenings. Num ritmo pausado, voz tímida, com algumas leituras pelo meio, descreveu e comentou o

Richard Serra, que se referencia a

si

mesma.” A arquitectura: “Gosto

às narrativas, mas existem em função delas. A minha obra existe nesse equilíbrio difícil.”

de edifícios que parecem distantes das pessoas, que não as olham nos

obra existe nesse equilíbrio difícil.” de edifícios que parecem distantes das pessoas, que não as olham
obra existe nesse equilíbrio difícil.” de edifícios que parecem distantes das pessoas, que não as olham
obra existe nesse equilíbrio difícil.” de edifícios que parecem distantes das pessoas, que não as olham

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P2 Sexta-feira 11 Novembro 2011

O João não consegue aprender. O que fazer?

Miúdos distraídos ou com dificuldades de aprendizagem? Há respostas para os dois. Para casa e na sala de aula. A criança que não aprende é o tema para um debate no Porto amanhã

que não aprende é o tema para um debate no Porto amanhã Andrea Cunha Freitas a
que não aprende é o tema para um debate no Porto amanhã Andrea Cunha Freitas a

Andrea Cunha Freitas

a O João distrai-se com uma mosca quando devíamos estar concentrados num jogo. Ou então,

de repente, prefere imaginar que

o lápis em cima da mesa é um

carrinho de corridas. A brincadeira pode parar com um simples som de alguma coisa a cair ao chão. É um desafio manter a concentração e prender a atenção deste miúdo. Às vezes dura escassos minutos. Pode ser apenas um puto irrequieto e distraído mas, para o especialista Renato Paiva, estes são “sinais de alerta” para eventuais dificuldades de aprendizagem e que podem surgir antes do mais óbvio: os maus resultados escolares. A criança que não aprende é o

título do congresso que se realiza amanhã no centro de congressos da Exponor, no Porto. O encontro é aberto a todos os interessados, pais incluídos. Nas mesas de discussão estão previstos alguns gatilhos para a conversa – “Motivação e atenção: estratégias para casa e para a sala de aula”; “Ler alto, uente, expressivo e escrever sem erros, eles conseguem mas eu não!”; “Dificuldades de aprendizagem ou de ensinagem?”

e ”Dificuldades de Aprendizagem?

Tu consegues fazer, eis como…”

– mas o mais importante será o

debate informal. “Contamos que os

participantes coloquem questões

e partilhem as suas experiências.

Quer sejam professores e falem das salas de aula, quer sejam pais

e falem de casa. Essa partilha de conhecimento será o mais

importante”, anuncia Renato Paiva,

o organizador da sessão em nome

da Clínica da Educação, que dirige em Lisboa. O professor do ensino

básico que já há vários anos se dedica exclusivamente à área das dificuldades de aprendizagem irá falar sobre algumas práticas de sucesso.

Todos diferentes

Exemplos? Calma. Antes disso, vamos assinalar um ou dois princípios fundamentais: todas as crianças são diferentes e as estratégias (em casa ou na escola) não têm um efeito imediato.

É preciso paciência. E há

crianças distraídas que não têm problemas de aprendizagem. São, simplesmente, distraídas. Por outro lado, Renato Paiva deixa o aviso: “Quando surgem os sinais de alerta é conveniente procurar ajuda especializada para que se faça um diagnóstico. Pode não

ser nada mas, se for alguma coisa, terá melhores resultados quanto mais precoce for o diagnóstico e a intervenção”. Dito isto, voltemos ao João e a algumas dicas de Renato Paiva.

O João tem dificuldade em fazer

contas, sobretudo quando envolve dinheiro com os trocos? Compre-

se um monopólio e chame-se toda

a família para o jogo. O João tem

dificuldades na leitura? Descubra-se

um jogo de computador que tenha instruções para ler. Tem pouca

concentração? Experimentem-se jogos de cartas, xadrez ou a batalha naval. E, na sala de aula, o João

mantém este comportamento. Então é melhor que esteja sentado

nos lugares da frente, por exemplo.

E, quem sabe, a professora possa combinar um “sinal secreto” com ele para lhe chamar a atenção sem

o expor publicamente.

Também em casa podemos tentar captar a sua atenção sem

P2 Sexta-feira 11 Novembro 2011 • 13

NUNO FERREIRA SANTOS

Sexta-feira 11 Novembro 2011 • 13 NUNO FERREIRA SANTOS o repreender. “A permanente repreensão é prejudicial

o repreender. “A permanente

repreensão é prejudicial e raramente resulta.” Em vez de dizer, “João concentra-te, estás sempre distraído”, diga antes, “João, vá lá, agora é a tua vez”.

Se for caso disso, tente antecipar

o momento em que o João vai

querer fazer outra coisa e faça

uma pequena pausa na sua actividade para depois a retomar.

É uma espécie de treino para a

concentração.

Muita paciência

Há casos como o de João que se resolvem a médio prazo com estratégias simples e muita paciência. Mas também há casos mais complicados assentes em perturbações neurológicas e que exigem uma intervenção clínica e, em última análise, medicação. Uma medicação que, nos casos de défice

de atenção, nunca valerá por si só, alerta Renato Paiva, sublinhando

o efeito “cinderela” destes psico-

estimulantes que, passado um determinado período de tempo, perdem efeito e a fazem regressar

a “abóbora”. O debate no Porto

vai abordar também alguns destes problemas mais complexos, como

o défice de atenção ou a dislexia. O especialista coloca ainda uma

boa parte da responsabilidade

de resposta às situações graves

e ligeiras de dificuldades de

aprendizagem nas mãos dos professores. “Não está tudo nas mãos deles, mas está muita coisa”, defende. É bom, exemplifica, que se evitem os monólogos do “senhor professor” sobre a matéria, que se promovam trabalhos de grupo, que se coloquem os alunos a participar activamente deixando- os a explicar algumas questões aos

seus colegas, que se usem objectos nas sala de aula – um cubo mágico para ensinar Matemática, modelos tridimensionais para ensinar Biologia ou folhas e frutos para mostrar a natureza – com menos recurso às imagens paradas. E se,

apesar de todas as estratégias,

a criança ainda apresente maus

ou médios resultados escolares a Matemática, Português e outras

coisas que tal, Renato Paiva nota que não há razão para os pais carem assustados. “Hoje há muita pressão nos miúdos por causa dos bons resultados. Um aluno que tenha resultados médios nas disciplinas da escola pode ser excepcional nas artes, no desporto ou na música. É preciso ensinar isso aos pais.” Renato Paiva lembra ainda que

a motivação dos mais pequenos vai diminuindo à medida que se avança no percurso escolar. “Seja porque perdem o encanto

pela escola ou porque encontram dificuldades (que podem ser externa) que os deixam menos

motivados”. E recorre a uma

citação – “Todas as crianças gostam de escola, não gostam muito é das aulas”.

A sessão A criança que não aprende prevê uma partilha de experiências em diversos campos

à volta deste tema. O actual

ministro da Educação e da Ciência, Nuno Crato, estava no programa com uma intervenção intitulada “Contas, contas e mais contas, já sabem que não me dou bem com contas!” mas acabou por cancelar

a sua presença por motivos de

agenda. No seu lugar estará Susana Cheis a falar sobre “Estratégias múltiplas para inteligências múltiplas”.

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Carlos Seixas Duas sonatas

G. Frescobaldi Cento Partite sopra Passacagli;

Capriccio primo sopra ut, re, mi, fa, sol, la

B.

Pasquini Partite diverse sopra Allemanda

L.

Couperin Prelude – Chaconne – Tombeau de

Mr de Blanchrocher J.J. Froberger Toccata Seconda; Fantasia prima

sopra ut, re, mi, fa, sol, la; Tombeau sur la mort de Monsieur de Blancheroche

A. Scarlatti Toccata per cembalo

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P2 Sexta-feira 11 Novembro 2011

14 • P2 • Sexta-feira 11 Novembro 2011 Ficar O Amante é Sempre o Último a

Ficar

14 • P2 • Sexta-feira 11 Novembro 2011 Ficar O Amante é Sempre o Último a

O Amante é Sempre o Último a Saber

Três anos depois de O Destino Turístico, Rui Zink (Lisboa, 1961) regressa aos romances com O Amante é Sempre o Último a Saber. Passado entre Portugal e o Japão, conta a história de Teresa, uma poderosa senadora da vida política portuguesa que vai a Tóquio tentar encontrar o filho perdido. Tano, o professor de artes marciais do jovem e seu mentor, é forçado a acompanhá- la, regressando a contragosto ao seu país, que há muito não visita. Sobre a obra escreve o autor: “Este livro conta o mesmo de sempre desde o Hotel Lusitano de há 25 anos: o desencontro que, tarde mas é melhor que nada, talvez consiga ser encontro. É também a primeira vez que faço um romance de amor. Calha bem, com o país tão encalhado, nada como a história de um amor feliz como esta.”

Autor Rui Zink Editor Planeta 16,90 euros

agenda@publico.pt

Burlesque
Burlesque

Cinema

Séries Sherlock Palcos AXN, 21h30 O AXN volta a transmitir a série britânica Sherlock (agora
Séries
Sherlock
Palcos
AXN, 21h30
O AXN volta a transmitir a
série britânica Sherlock (agora
num formato de seis episódios
de uma hora cada) inspirada
na personagem de Sherlock
Holmes, detective criado por
Conan Doyle. Aqui, Sherlock
(Benedict Cumberbatch)
aparece numa versão moderna,
actualizada. A seu lado terá o
fiel companheiro John Watson
(Martin Freeman), um médico
A
e soldado recém-chegado do
Afeganistão, que por uma
casualidade se cruza com o
mundo de Sherlock Holmes.
Neste primeiro episódio,
a
a
uma mulher vestida de cor-
de-rosa aparece morta numa
casa abandonada. É a quinta
vítima de um assassino que
aparentemente não tem um
motivo lógico para estas mortes.
O Inspector Lestrade é o melhor
e
agente da Scotland Yard, mas
ele sabe que não há ninguém
melhor do que o jovem Sherlock
Holmes para resolver o caso. Às
sextas-feiras, às 21h30.
e
2012
Sherlock

RTP2, 01h27

Música

Rock Symphonies, do violinista David Garrett, que inclui peças

eruditas e temas rock, é aqui interpretado com virtuosismo.

Desporto

Futebol: Bósnia – Portugal RTP1, 18h53

fase de apuramento não correu

da melhor maneira a Portugal:

apesar de uma boa série de vitórias,

selecção terminou essa fase como

começou, desastradamente. Assim, os portugueses vêem-se

obrigados a viajar até Zenica, para defrontar a selecção da Bósnia em jogo da 1.ª mão do play-off de apuramento para o Euro 2012. Os portugueses terão pela frente uma selecção experiente e que inclui alguns jogadores de boa qualidade,

também um ambiente escaldante

um relvado em péssimo estado no Estádio Bilino Polje.

Futebol: Qualificação para o Euro

SportTV2, 19h05

SportTV4, 19h15

Transmissão, em directo, dos jogos da 1.ª mão do play-off Turquia – Croácia, na SportTV2, e República Checa – Montenegro, na SportTV4.

Futebol: Apuramento para o Mundial 2014 SportTV1, 20h00/00h00 SportTV4, 22h00/00h00

Transmissão dos jogos Argentina – Bolívia (SportTV1, 20h00), Paraguai – Equador (SportTV1, 00h00), Uruguai – Chile (SportTV4, 22h00) e Colômbia – Venezuela (SportTV4, 00h00).

Ténis: Torneio de Paris SportTV2, 13h00 SportTV3, 18h30

Transmissão, em directo, dos jogos dos quartos-de- final da prova do ATP World Tour 1000.

Burlesque Título original: Burlesque De: Steven Antin Com: Cher, Christina Aguilera, Eric Dane, Cam Gigandet EUA, 2010, 115 min. TVC1HD, 21h00

Dona de uma extraordinária voz, a jovem Ali (Christina Aguilera) vive

numa pequena cidade do Iowa, mas sonha com os palcos da grande cidade. Mas, depois de deixar a sua vida para trás e partir para Los Angeles, depressa percebe que as oportunidades de mostrar o seu talento são raras. Até que descobre

o Burlesque, um cabaré em

decadência gerido por Tess (Cher),

para quem o espectáculo é a sua vida. Decidida a fazer parte de

tudo aquilo, fica a trabalhar como empregada de mesa, conquistando

a

simpatia de Jack (Cam Gigandet),

o

alegre empregado do bar, e de

Sean (Stanley Tucci), o talentoso director de cena e confidente de Tess. E não demorará muito até que Ali tenha a oportunidade da sua vida, ao demonstrar que, para além dos seus dotes físicos como dançarina, a sua voz singular é capaz de arrebatar o público e, com isso, resgatar o Burlesque da falência. De Steven Antin.

Pesadelo em Elm Street [A Nightmare on Elm Street] TVC2HD, 21h30

Filme de culto realizado com

a mestria de Wes Craven, que

marcou o cinema de terror na década de 80 ao introduzir um mundo irreal, onde nenhuma lógica parece funcionar: o mundo dos sonhos. O inconfundível e macabro Freddy Krueger (Robert Englund) atormenta o sono de um grupo de adolescentes — Nancy (Heather Langenkamp), Tina (Amanda Wyss), Rod ( Jsu Garcia) e Glen ( Johnny Depp, na sua estreia no grande ecrã). Mas quando acordam o pesadelo não acaba

O Predador [Predator] FOX Filmes, 22h00

Uma equipa de comandos é contratada pela CIA para resgatar

elementos da guerrilha na selva

da América Central. A missão corre como o planeado, mas no regresso o grupo depara-se com um predador. Um assassino,

praticamente invisível, que começa

matar, um por um, cada elemento do grupo, expondo depois o seu troféu ao longo da selva.

O

Schwarzenegger) inicia então a caça ao fantasma assassino. De John MacTiernam.

a

líder dos comandos (Arnold

Revelação [Disclosure]

TVC3, 22h00

O assédio sexual no local

de trabalho, com os papéis tradicionais a inverterem-se.

Michael Douglas é Tom Sanders

e Demi Moore é Meredith

Johnson, uma colega e ex-amante

que acabou de ser promovida.

Quando Meredith o chama ao seu

escritório para relembrar velhos tempos, Sanders vê-se associado

a

um processo de assédio sexual,

correndo o risco de ver tanto a sua

vida como a carreira destruídas. Barry Levinson realiza.

O Orfanato [El Orfanato] Mov, 22h30

Um thriller espanhol, de Juan Antonio Bayona, com Geraldine Chaplin. Laura

regressa com o marido Carlos

e o filho Simón ao orfanato

onde cresceu. Quer torná-lo um lar para deficientes. Quando

Simón começa a mostrar-se perturbado e a contar histórias fantásticas e misteriosas, Carlos acha que é apenas uma tentativa de chamar a atenção. Mas Laura começa

a convencer-se

de que há algo escondido naquela casa, algo que pode destruir a sua família. Distinguido em vários certames, incluindo no Fantasporto 2008 onde recebeu os prémios de melhores actriz e realizador.

P2 Sexta-feira 11 Novembro 2011 • 15

Infantil

Toy Story – Os Rivais Disney Cinemagic, 21h00

Woody, um cowboy dos antigos, é o boneco favorito de Andy, até este ser presenteado com Buzz Lightyear, um herói espacial dotado com

modernos acessórios tecnológicos. Woody passa então para segundo plano e o que começa por ser uma rivalidade entre o cowboy e Buzz, acaba por se transformar numa grande amizade quando os dois se perdem na cidade sem saber

como voltar a casa. Toy Story foi

a a primeira longa-metragem de animação por computador.

Magazine

Sociedade Civil - Novas formas de poupar energia RTP2, 14h00

A factura dos portugueses em

matéria de energia vai aumentar mais 4% já a partir de Janeiro. Nem só as famílias vão ter de

poupar, mas também as escolas

e as empresas. Este Sociedade

Civil dá dicas e soluções sobre formas eficientes de usar a energia recentemente postas em prática.

Um dos melhores métodos para aprender a poupar é por comparação. Custa mais aquecer

a casa com aquecedores eléctricos

ou com lareira? As lâmpadas de LED são mais económicas que as de halogéneo? Esclarecimentos e troca de ideias, com moderação de Fernanda Freitas.

Os mais vistos da TV Quarta-feira, 09

Percentagem

Programa

Canal

Aud. Share

Remédio Santo

TVI

12,5

35,6

Secret Story 2

TVI

12,2

30,2

Telejornal

RTP1

12,1

30,2

Linha da frente

RTP1

11,8

29,1

Direito de antena

RTP1

10,2

27,1

Jornal da noite

SIC

9,9

24,8

Jornal das 8

TVI

9,7

24,2

O Preço certo

RTP1

9,5

28,1

Peso pesado - diário

SIC

9,5

23,6

Anjo Meu

TVI

8,9

38,8

Share diário por canais

RTP1

2:

SIC

TVI

Cabo/Video

24,0

3,9

22,0

24,1

26,1

FONTE: MARKTEST

Entretenimento

Nico à Noite

RTP1, 23h00

Breyner recebe o empresário Joe Berardo e a designer Nini Andrade da Silva. Dá-me um Abraço é o tema com que Miguel Gameiro irá

fechar mais um programa de sexta

à noite.

Rádios

Língua de Todos

RDP África, 13h15

A

extinção do Instituto Camões

e

a sua fusão com o IPAD

(Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento) é o tema do programa.

Documentários

ao Desenvolvimento) é o tema do programa. Documentários Especial Semana do Egipto Discovery Civilization, 20h12

Especial Semana do Egipto Discovery Civilization, 20h12

apesar de contrariar a lógica, a

atmosfera do Sol é mais quente do

O

Discovery Civilization realiza

que a sua superfície? Por que razão

uma visita ao Egipto e à sua história milenar durante o especial desta semana, começando com o documentário KV63: Descoberta no Vale dos Reis. Neste especial, descobre-se o legado duradouro dos faraós em Civilizações Perdidas (amanhã) e exploram-se alguns

o seu campo magnético se reverte

a cada 11 anos? E por que param

as milhares de erupções violentas na sua superfície repentinamente

a

cada 70 anos? E ainda: o que

acontecerá à Terra daqui a cinco mil milhões de anos, quando o Sol consumir todo o seu combustível

segredos escondidos do país em O Egipto na História (dia 13). Durante

e

se esgotar? Esta e outras

questões são abordadas neste

a

(dia 14), revelam-se artefactos religiosos importantes e descubrom- se ainda as raízes do Cristianismo em Discovery Atlas: Egipto (dia 15). Todos os documentários são transmitidos às 20h12.

estreia de Olly Steeds Investiga

documentário.

O Interior da Terra Discovery, 22h15

Os humanos já exploraram a Lua, que fica a mais de 400 milhões de quilómetros, mas mais de 99% da Terra continua por explorar. Por baixo das florestas tropicais e das montanhas, existem milhares

O Sol

Discovery, 21h15

O

Sol continua a ser um mistério,

de quilómetros de elementos inacessíveis como rochas e metais, calor escaldante e uma pressão

apesar de toda a vida na Terra depender directamente dele. Mas

é

um mistério que tem conduzido

opressiva. Mas e se se pudesse abrir

e

continua a conduzir o estudo e o

uma brecha até ao centro da Terra?

engenho científicos. Por que razão,

O

que aconteceria?

RTP1 RTP2 SIC TVI 06.05 Nós 06.30 Bom Dia 06.00 Sociedade Civil 07.00 Zig Zag
RTP1
RTP2
SIC
TVI
06.05 Nós 06.30 Bom Dia
06.00 Sociedade Civil 07.00
Zig Zag 09.54 Euronews
06.00
Jornal de Síntese
06.30
Diário da Manhã 10.12
Portugal 10.00 Praça da
07.00
Edição da Manhã
Você na TV! 13.00 Jornal da
Alegria 13.00 Jornal da Tarde
10.00
Assembleia da
08.30
LOL@SIC 09.20 Cartas
Uma 14.20 Ilha dos Amores
14.15
Ribeirão do Tempo
República: Debate do
da Maya - O Dilema 10.30
Querida Júlia 13.00 Primeiro
15.15
A Tarde é Sua 17.31 Dá
14.45
O Direito de Nascer
Orçamento de Estado 13.00
Cá Mais 5 18.35 Casa dos
15.41
1
Portugal Portugal
Zig Zig Zag Zag 14.00 14.00 So Sociedade
Jornal 14.25 Perfeito Coração
Segredos 2 - Diário da Tarde
no Coração oração
Civil Civil 15.00 15.00 Asse Assembleia
15.30 Boa Tarde 18.35 Morde
18.40 Morangos com Açúcar
18.00
0 Portugal
Portugal
da da República: República: De Debate do
e Assopra
IX - Persegue o Teu Sonho
em Directo Directo
Orçamento Orçamento de de Es Estado 17.01
19.13 Morangos com Açúcar
18.53
3
Futebol Futebol
Zig Zig Zag Zag 18.00 18.00 A A Fé dos
IX - Persegue o Teu Sonho
AA: Bósnia Bósnia x x
Homens Homens 18.34 18.34 N No Meio do
Portugal tugal
Nada Nada 18.57 18.57 Café Café Central
19.05 19.05 Consigo Consigo 19.33
Thalassa: Thalassa: Mé México, Os
Miraculado Miraculados do Pacífico
20.00 20.00
Zig Zag
Zig Zag
20.00 Jornal da Noite
20.00 Jornal das 8
20.59 20.59
National Nation
Geographic: Geographic: A A Grande
Inundação Inundação da da Austrália
Documentário Documentário
00.37 00.37
Dexter
Dexter
21.00
Telejornal
21.52
Café Central
21.30
Peso Pesado 2 -
21.20 Euromilhões
21.58
O Elo Mais Fraco
Diário
21.33
21.33 Casa dos S
Casa dos Segredos
2 2 - - Diário Diário
22.00
Hoje
22.30
Rosa
22.30 22.30 Remé Remédio Santo
22.37
Diário Câmara
Fogo
Clara
22.47
Clínica Privada
23.00
Nico à Noite
23.33
Apocalipse, A
23.30
Insensato
23.30
Segunda Guerra Mundial
Documentário
Coração
Anjo A Meu
22.30 Remédio Santo
00.25
Filme: Nove Vidas
00.20 Casa dos Segredos
00.37 Dexter 01.27 Palcos:
00.00 Araguaia 01.00
02.05
Infiltrados 02.50 Poder
2 - Extra 02.00 Pocketstars
Paralelo (2 episódios) 04.21
David Garrett - Rock
Symphonies 02.44 Consigo
Investigação Criminal Los
Angeles 01.55 C.S.I. Las Vegas
02.54 Uma Família Muito
Televendas
Moderna 03.20 Karen Scisco
03.11 Euronews 05.41 Diário
02.50
Investigação Criminal
04.05
Batanetes 04.45 Tv
da Câmara Clara 05.50
Sociedade Civil
03.35
Televendas
Shop
Disney TV Ci TV Cine 1 História Odisseia 16.27 Miúda Atómica ica 12.50 Cães e
Disney
TV Ci
TV Cine 1
História
Odisseia
16.27
Miúda Atómica
ica
12.50 Cães e Gatos: A
12.50 Cães
15.00
Assim Se Fez A Terra:
15.00
Nascimento de Uma
16.45
Miúda Atómica
ica
Vingan Vingança de Kitty
Havai 16.00 Segredos
16.57
Miúda Atómica
ica
Galo Galore 14.10 Nada
Desclassificados: O
Ong 15.45 Polinésia, Um
Outro Olhar: O Pacífico
17.15
Friends For
A Declarar
A
Sequestrador D. B. Cooper
Desconhecido 16.00 O
Change Games 17.30
.30
1
15.55 A Minha
17.00
1918, Um Novo Começo
Homem Aranha 17.00
A Nova Escola do
Imperador 18.00
Geração:
18.00
Mundos Secretos: Os
Bichos, Duelo Selvagem:
Shake It Up 18.30
Quem São Os
Who? 18.00
O Meu Amigo
Duelo na Selva 18.00 Uma
Viagem Pela Cristiandade:
Shake It Up 19.00
Templários 19.00 Desafio
Abaixo de Zero: Avarias e
Peças Defeituosas 20.00
O
Catolicismo 19.00
Shake It Up
I Imaginário
Grand Paris 21.00 Arranha-
Decálogo Para Emagrecer
19.30
A Minha
1
19.30 Ainda
Céus: Torre Beetham,
20.00
Bandos Criminosos
Babysitter É
V
Virgem? 21.00
Manchester 21.30 Arranha-
do Mundo: Bulgária 21.00
Um Vampiro
B
Burlesque 23.00
Céus: Taipei 101, Taiwan
Privando Com: Vacas 22.00
20.00
Boa Sorte,
Miss Detective
M
22.00
Vaqueiros e Foragidos:
Iraque A Descoberto: Revolta
Charlie! 20.30
Aquamarine - A
0.5 0.55 Nada a
O Autêntico Wyatt Earp
23.00 Problemas No Paraíso
De Declarar
23.00 Assim Se Fez a Terra:
Amish 0.00 A Abóbada da
Sereia Apaixonada
a
Havai Selva
14.10 Nada A Declarar
AXN
Hollywood
FOX Life
FOX
12.04
Anjos da Guarda
8.10
Um Perigo de Mulher
13.07
Raising Hope 13.30
12.40
Smallville 13.24
12.54
C.S.I. Nova Iorque
9.45
40 Dias e 40 Noites
13.42 Alerta Cobra 14.30
11.20
Tramados 12.40 Jogos
Castle 15.20 C.S.I. Miami
de Poder 14.20 Campo de
Anatomia de Grey 14.15
Clínica Privada 15.00 Donas
de Casa Desesperadas 15.45
Cleveland 13.50 American
Dad 14.13 American Dad
14.36
Os Simpson 14.58 Os
16.10
À Vista Desarmada
Sonhos 16.05 O Pacificador
17.05
Perseguição 18.00
18.05
Uma Noite Com o
Alerta Cobra 18.50 Os
Presidente 20.00 Beethoven
Em Contacto 16.30 Foi Assim
Que Aconteceu 16.54 No Meio
do Nada 17.17 Raising Hope
Simpson 15.20 Apanha-Me Se
Puderes 16.06 House 16.52
Hawai: Força Especial 17.38
Incríveis Powell 19.44 Castle
21.30
Inveja 23.15 Others, The
17.40
90210 18.25 Irmãos
Ossos 18.22 House 19.08
20.36
C.S.I. Miami
- Os Outros 1.05 Constantine
&
Irmãs 19.10 Anatomia de
Family Guy 19.31 Family Guy
21.30
Sherlock Especial
3.05
O Plano 5.05 Campo de
19.56
Cleveland 20.20 Os
22.26
Castle 23.20 C.S.I.
Sonhos
Grey 19.55 Donas de Casa
Desesperadas 20.40 Clínica
Simpson 20.43 Os Simpson
Nova Iorque 0.15 Sherlock
Especial 1.10 Castle 2.02
Anjos da Guarda
Privada 21.25 American Idol
21.06
Os Simpson 21.30
22.46 American Idol 23.31 Foi
Ossos 22.20 Agente Dupla
Assim Que Aconteceu 23.54
Raising Hope
23.10
Hawai: Força Especial
0.00
Ossos 0.46 House

16

P2 Sexta-feira 11 Novembro 2011

16 • P2 • Sexta-feira 11 Novembro 2011 Sair Dança no Maria Matos Sobe ao palco

Sair

Dança no Maria Matos

Sobe ao palco da Sala Principal do Maria Matos Teatro Municipal, em Lisboa, o espectáculo de dança O Desejo Ignorante, com criação e interpretação de Márcia Lança (Beja, 1982) e Aniol Busquets (Barcelona, 1979). Um espectáculo que apresenta os bailarinos “a cru”, numa espécie de dança documentário. E que recorre ao vídeo (assinatura de Tiago Hespanha) à maneira dos grandes ballets russos e das óperas renascentistas, onde os cenários pintados imitavam a realidade trazendo paisagens majestosas para cena. Hoje e amanhã às 21h30. Bilhetes a 6 e 12 euros. Maiores de 3. Informações e reservas: 218438801.

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Cinema

Lisboa

Castello Lopes - Londres Av. Roma, 7A. T. 707220220 Meia-Noite Em Paris M12. Sala 2 - 14h15, 16h45; As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. Sala 2 - 19h15 (V.Orig.), 21h45 (V.Francesa), 00h15 CinemaCity Campo Pequeno Praça de Touros Centro de Lazer do Campo Pequeno.

T. 217981420

As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. Sala 1 - 15h35, 17h55 (V.Port./3D), 21h35, 23h55 (V.Orig./3D); Nos

Idos de Março M12. Sala 2 - 13h30, 15h30, 17h30, 19h30, 21h30, 23h30; Sem Tempo M12. Sala 3 - 13h45, 15h55, 18h40, 21h35, 23h50; As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. Sala 4 - 13h50, 16h10 (V.Port.), 18h50 (V.Francesa), 21h55, 00h15 (V.Orig.); 50/50 M12. Sala 5 - 13h45, 15h45, 17h45, 19h45, 21h45, 23h45; Os Smurfs M6. Sala 6 - 15h40; Meia-Noite Em Paris M12. Sala 6 - 19h50; O Regresso de Johnny English M6. Sala 6 - 13h35, 17h50, 24h; Contágio M12. Sala 6 - 21h50; Puro Aço M12. Sala 7 - 13h40, 16h20, 19h, 21h40, 00h20; Actividade Paranormal 3 M16. Sala 8 - 24h; Não Sei Como Ela Consegue M12. Sala 8 - 13h55, 15h50, 17h40, 19h35, 21h50

CinemaCity Classic Alvalade Av. de Roma, nº 100 . T. 218413045 As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. Sala 1 - 13h35, 15h55 (V.Port.), 18h40 (V.Francesa), 21h30, 23h40 (V.Orig.); Fora-de-Jogo M12. Sala 2 - 16h05, 17h50, 19h35, 21h40, 23h50; Incendies - A Mulher que Canta M16. Sala 2 - 13h30; Histórias de Shanghai - Quem Me Dera Saber M12. Sala 3 - 13h50, 16h10, 18h50, 21h35, 23h45; Meia-Noite Em Paris M12. Sala 4 - 13h45, 19h10; Sangue do Meu Sangue M16. Sala 4 - 15h35, 21h20 Cinemateca Portuguesa

R. Barata Salgueiro, 39 . T. 213596200

Os Clowns Sala Félix Ribeiro - 15h30;

La Pyramide Humaine + Les Veuves de Quinze Ans Sala Félix Ribeiro

- 19h; Adeus, Até Amanhã Sala

Félix Ribeiro - 21h30; La Chasse au Lion à L’Arc Sala Luís de Pina

- 22h; Stockhausen’’s Originale:

Doubletakes + Homage to Jean Tinguely’’s + Pat’’s Birthday + Fist Fight Sala Luís de Pina - 19h30 Medeia Fonte Nova Est. Benfica, 503. T. 217145088 Nos Idos de Março M12. Sala 1 - 14h30,

17h, 19h30, 22h; As Aventuras de Tintin:

O Segredo do Licorne M6. Sala 3 - 14h10,

16h30 (V.Port.), 19h, 21h30

Medeia King

Av. Frei Miguel Contreiras, 52A.

T.

Inquietos M12. Sala 1 - 13h45, 15h45, 17h45, 19h45, 22h, 00h30; Terça, Depois

do Natal M16. Sala 2 - 13h30, 15h30, 17h30, 19h30, 21h30, 24h; Pater M12. Sala

3 - 00h15; Crazy Horse M16. Sala 3 - 14h, 16h35, 19h10, 21h45 Medeia Monumental Av. Praia da Vitória, 72 - Edifício Monumental. T. 213142223 Lisbon & Estoril Film Festival Sala 4 -

Cine Teatro - Vários horários; Nos Idos de Março M12. Sala 1 - 14h, 16h30, 19h, 21h30, 24h; As Serviçais M12. Sala 2 - 00h20; Nos Idos de Março M12. Sala 2 - 13h40, 15h45, 17h50, 19h55, 22h; As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. Sala

3 - 00h10 (V.Orig.); Alta Golpada M12. Sala

3 - 13h15, 15h30, 17h35, 19h40, 21h45 Nimas Av. 5 Outubro, 42B. T. 213574362 Lisbon & Estoril Film Festival Sala 1 - Vários horários UCI Cinemas - El Corte Inglés Av. Ant. Aug. Aguiar, 31. T. 707232221

A Coisa Sala 1 - 22h, 00h25; A Lista

dos Ex M16. Sala 1 - 14h15, 16h55, 19h20; 50/50 M12. Sala 2 - 14h15, 16h35,

19h, 21h35, 23h55; Não Sei Como Ela Consegue M12. Sala 3 - 14h20, 16h35, 19h, 21h45, 23h55; Puro Aço M12. Sala 4 - 14h, 16h35, 19h10, 21h50, 00h30; As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. Sala 5 - 14h15, 19h05 (V.Port./3D), 16h40, 21h50, 00h25 (V.Orig./2D) ; As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. Sala 6 - 14h05, 19h05 (2D), 16h30, 21h40, 00h10 (3D); Pequenas Mentiras Entre Amigos M12. Sala 7 - 18h15, 21h15, 00h15;

O Regresso de Johnny English M6.

Sala 7 - 14h, 16h05; Contágio M12. Sala

8 - 14h10, 16h35, 21h35, 00h10; Isto Não é

218480808

Um Filme M12. Sala 8 - 19h05; Nos Idos de Março M12. Sala 9 - 14h05, 16h30, 19h, 21h30, 24h; Sangue do Meu Sangue M16.

Sala 10 - 16h15, 19h, 21h45, 00h30; Isto Não

é Um Filme M12. Sala 10 - 14h15; Meia-

Noite Em Paris M12. Sala 11 - 14h15, 16h50, 19h10, 21h30; Isto Não é Um Filme M12. Sala 11 - 00h05; Alta Golpada M12. Sala 12 - 14h20, 16h30, 19h15, 22h, 00h30; Sem Tempo M12. Sala 13 - 14h20, 16h40, 19h25, 21h50, 00h20; As Serviçais M12. Sala 14 -

15h15, 18h15, 21h25, 00h15 ZON Lusomundo Alvaláxia

Estádio José Alvalade, Campo Grande.

T. 707 CINEMA

A Coisa 13h25, 15h50, 18h20, 21h40,

00h05; A Coisa 13h35, 16h10, 18h40, 21h10, 23h40; Alta Golpada M12. 13h30, 16h, 18h30, 21h20, 23h50; As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. 13h50, 16h30, 19h (V.Port/3D), 21h30, 00h10; O

Bom Coração M12. 13h55, 16h50, 19h10, 22h, 00h20; Os Três Mosqueteiros M12. 13h45, 16h20, 18h55, 21h45, 00h15; Puro

Aço M12. 13h40, 16h50, 21h, 23h55; Meia- Noite Em Paris M12. 13h20, 15h40, 18h, 21h25, 23h45; Sem Tempo M12. 13h20, 16h15, 18h45, 21h50, 00h25;

A Lista dos Ex M16. 13h40, 16h15, 18h45,

21h40, 00h10; O Regresso de Johnny English M6. 14h10, 16h40, 19h, 21h35, 00h05; 50/50 M12. 14h, 16h20, 18h50, 21h15,

23h35

ZON Lusomundo Amoreiras Av. Eng. Duarte Pacheco. T. 707 CINEMA As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. 13h30, 16h, 18h30 (V.Port./3D), 21h, 23h30 (V.Francesa); Nos Idos de Março M12. 13h, 15h30, 18h10, 21h20, 24h; Sem Tempo M12. 13h50, 16h30, 19h, 21h40, 00h20; Meia-Noite Em Paris M12. 13h10, 15h40, 18h, 21h10, 23h20; O Regresso de Johnny English M6. 13h40, 16h20, 21h50, 00h10; Românticos Anónimos M12. 12h50, 15h10, 17h20, 19h30, 21h30, 23h40; O Barão M12. 19h10; Puro Aço M12. 14h, 17h, 20h50, 24h ZON Lusomundo Colombo Av. Lusíada. T. 707 CINEMA Actividade Paranormal 3 M16. 13h20, 16h05, 18h10, 21h45, 23h55; O Regresso

de Johnny English M6. 13h, 15h25, 18h,

21h15, 23h45; 50/50 M12. 12h50, 15h20,

17h50, 21h05, 23h35; A Lista dos Ex M16. 12h45, 15h50, 18h35, 21h25, 00h05; Alta

Golpada M12. 13h05, 15h40, 18h25, 21h35, 00h10; Nos Idos de Março M12. 13h10, 15h55, 18h20, 21h20, 24h; Sem Tempo M12.

12h55, 15h30, 18h05, 21h10, 23h50;

A Coisa 13h30, 16h, 18h40, 21h40,

00h15; As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. 13h15, 15h45, 18h15 (V.Port./3D), 21h, 23h40; Puro Aço M12. 12h40, 15h35, 18h30, 21h30, 00h20

ZON Lusomundo Vasco da Gama Parque das Nações. T. 707 CINEMA

As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. 13h30, 16h, 18h40 (V.Port./3D); O Regresso de Johnny English M6. 15h50, 21h; A Coisa 21h20,

23h50; A Lista dos Ex M16. 13h20, 18h30, 23h40; Nos Idos de Março M12. 13h, 15h45, 18h50, 21h50, 00h20; Puro Aço M12. 12h40, 15h30, 18h20, 21h10, 24h; Alta Golpada M12. 13h10, 15h40, 18h10, 21h40,

00h10; Sem Tempo M12. 12h50, 15h20, 18h, 21h30, 00h25

Alcochete

Zon Lusomundo Freeport

Freeport Outlet de Alcochete.

T. 707 CINEMA

Alta Golpada M12. 16h10, 18h20, 21h40, 24h; O Regresso de Johnny English M6. 16h, 18h10, 21h30, 23h45; A Coisa 16h20,

18h40, 21h50, 00h10; As Aventuras de

Tintin: O Segredo do Licorne M6. 15h40,

18h, 21h20, 23h40; Puro Aço M12. 15h50, 18h30, 21h10, 23h50; Contágio M12. 15h, 17h40, 23h10; Actividade Paranormal 3 M16. 21h, 23h

Almada

ZON Lusomundo Almada Fórum Estr. Caminho Municipal, 1011 - Vale de Mourelos. T. 707 CINEMA As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. 13h30, 16h10, 18h50 (V.Port./3D), 21h35, 00h10 (2D); Contágio M12. 12h45, 15h20, 18h45, 21h20, 24h; A Lista dos Ex M16. 13h, 15h35, 18h10, 20h55, 23h30; Puro Aço M12. 12h30, 15h25, 18h30, 21h25, 00h20; Alta Golpada M12. 13h10, 15h45, 18h20, 21h05, 23h40; Nos Idos de Março M12. 12h40,

15h20, 18h, 21h45, 00h25; Sem Tempo M12. 13h, 15h35, 18h10, 21h15, 23h50; Meia-

Noite Em Paris M12. 13h40, 16h05, 18h35,

As estrelas do Público

 
 

Jorge

Luís M.

Vasco

Mourinha

Oliveira

Câmara

As Aventuras de Tintin

mmmnn

mnnnn

nnnnn

Contágio

mmmnn

mmnnn

mnnnn

Crazy Horse

mmmnn

mmmmn

mmmnn

Fora-de-Jogo

mmmnn

mmmmn

mmmnn

Histórias de Shanghai

nnnnn

mmmmn

mmmnn

Isto Não é um Filme

mmmnn

nnnnn

mmmmn

Inquietos

nnnnn

mmmmn

mmmmn

Nos Idos de Março

mmmnn

mmnnn

mnnnn

Sangue do Meu Sangue

mmmmm

mmmmn

mmmmm

Sem Tempo

mmmnn

nnnnn

nnnnn

a Mau mnnnn Medíocre mmnnn Razoável mmmnn Bom mmmmn Muito Bom mmmmm Excelente

 

21h10, 23h30; O Regresso de Johnny

English M6. 13h30, 16h, 18h30, 21h, 23h35; O Bom Coração M12. 13h05, 15h55, 18h25, 21h05, 23h45; 50/50 M12. 12h45, 15h10, 17h40, 20h50, 23h25; A Coisa 13h10, 15h50, 18h40, 21h20, 00h05; Actividade Paranormal 3 M16. 12h55, 15h10, 17h20, 19h30, 21h55, 00h05; Não Sei Como Ela Consegue M12. 13h25, 16h, 18h20, 21h30,

23h50

Amadora

CinemaCity Alegro Alfragide C.C. Alegro Alfragide. T. 214221030 Nos Idos de Março M12. Cinemax - 13h30, 15h30, 17h30, 19h30, 21h30, 23h35; Sem Tempo M12. Sala 2 - 13h50, 16h, 18h40, 21h35, 24h; O Regresso de Johnny English M6. Sala 3 - 13h40, 15h40, 17h40, 19h40, 21h40, 23h40; Capuchinho Vermelho: A Nova Aventura M6. Sala 4

- 13h55 (V.Port.); Identidade Secreta M12.

Sala 4 - 19h50; Contágio M12. Sala 4 - 21h55; Os Três Mosqueteiros M12. Sala

4 - 17h30; Actividade Paranormal 3 M16.

Sala 4 - 15h45, 00h05; Meia-Noite Em Paris M12. Sala 5 - 19h35; 50/50 M12. Sala

5 - 13h35, 15h35, 17h35, 21h45, 23h45; As

Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. Sala 6 - 13h50, 16h10 (V.Port.),

18h45, 21h45, 00h05 (V.Orig.); Alta

Golpada M12. Sala 7 - 13h30, 15h35, 17h40, 19h45, 21h50, 23h55; As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. Sala

8 - 15h30, 17h50 (V.Port./3D), 21h30, 23h50

(V.Orig./3D); Puro Aço M12. Sala 9 - 13h40, 16h20, 19h, 21h40, 00h20; Animais Unidos M6. Sala 10 - 16h (V.Port.); Os Smurfs M6. Sala 10 - 13h45 (V.Port.); As Serviçais M12. Sala 10 - 18h30; A Lista dos

Ex M16. Sala 10 - 21h55, 00h10 UCI Dolce Vita Tejo

C.C. da Amadora, Estrada Nacional 249/1, Venteira. T. 707232221 Não Tenhas Medo do Escuro M16. Sala

1 - 18h55, 00h15; A Lista dos Ex M16. Sala

1 - 14h05, 16h25, 21h25; As Aventuras de

Tintin: O Segredo do Licorne M6. Sala

2 - 13h50, 19h, 23h55 (V.Port./3D), 16h10, 21h25 (V.Port./2D), 23h55; As Aventuras

de Tintin: O Segredo do Licorne M6. Sala

3 - 14h05, 19h10, 00h10 (2D), 16h30, 21h35

(3D); O Regresso de Johnny English M6. Sala 4 - 14h, 16h30, 19h, 21h20, 00h10; A

Coisa Sala 5 - 14h05, 16h20, 18h45, 21h20, 23h55; Os Smurfs M6. Sala 6 - 13h50, 16h10 (V.Port.); Actividade Paranormal 3 M16. Sala 6 - 19h20, 21h55, 24h; Identidade Secreta M12. Sala 7 - 19h10; Contágio M12. Sala 7 - 14h15, 16h35, 21h30, 00h10; Sem Tempo M12. Sala 8 - 14h15, 16h35, 19h05, 21h45, 00h25; Puro Aço M12. Sala 9 - 13h50, 16h30, 19h10, 21h50, 00h30; Alta Golpada M12. Sala 10 - 14h, 16h25, 18h50, 21h25, 24h; Os Três Mosqueteiros M12. Sala 11 - 14h10, 16h45, 21h30; Não Sei Como Ela Consegue M12. Sala 11 - 19h10, 00h25

Barreiro

Castello Lopes - Fórum Barreiro Fórum Barreiro, Campo das Cordoarias. T. 707220220 As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. Sala 1 - 15h20, 18h30

(V.Port./3D), 21h40, 00h10; Puro Aço M12. Sala 2 - 15h40, 18h40, 21h20, 00h05; O Regresso de Johnny English M6. Sala

3 - 21h10, 23h40; As Aventuras de Tintin:

O Segredo do Licorne M6. Sala 3 - 15h10, 18h20; Alta Golpada M12. Sala 4 - 15h30, 18h10, 21h30, 21h50

Cascais

Castello Lopes - Cascais Villa Avenida Marginal. T. 707220220 Nos Idos de Março M12. Sala 1 - 15h20, 18h20, 21h30, 24h; Meia-Noite Em Paris M12. Sala 2 - 15h10, 18h10, 21h, 23h50; Sangue do Meu Sangue M16. Sala 3 - 18h40; As Aventuras de Tintin:

O Segredo do Licorne M6. Sala 3 - 15h50, 18h30, 21h10, 23h40 ZON Lusomundo CascaiShopping EN 9, Alcabideche. T. 707 CINEMA As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. 13h25, 16h (V.Port./3D), 18h30, 21h05, 23h40 (2D); Puro Aço M12. 12h35, 15h20, 18h10, 21h, 23h55; Nos Idos de Março M12. 12h40, 15h30, 18h20, 21h15, 24h; Sem Tempo M12. 12h55, 15h25, 18h, 21h20, 00h05; O Regresso de Johnny English M6. 12h50, 15h10, 17h50, 21h10, 23h30; A Lista dos Ex M16. 13h, 15h40, 18h15; Alta Golpada M12. 13h05, 15h50, 18h35, 21h30, 00h15; A Coisa 21h, 23h25

Caldas da Rainha

Vivacine - Caldas da Rainha C.C. Vivaci. T. 262840197 Alta Golpada M12. Sala 1 - 13h20, 16h, 18h25, 21h25, 23h55; O Regresso de

Johnny English M6. Sala 2 - 13h40, 16h15, 18h35, 21h30, 23h45; As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. Sala

3 - 13h25, 16h, 18h30 (V.Port./3D), 21h10,

23h40 (2D); Sem Tempo M12. Sala 4 - 13h10,

15h40, 18h10, 21h20, 23h50; Puro Aço M12. Sala 5 - 12h50, 15h35, 18h20, 21h15, 24h

Carcavelos

Atlântida-Cine

R. Dr. Manuel Arriaga, Centro Comercial

Carcavelos. T. 214565653

Nos Idos de Março M12. Sala 1 - 15h30,

21h30; Um Dia M12. Sala 2 - 15h45, 21h45

Sintra

CinemaCity Beloura Shopping

Est. Nac. nº 9 - Quinta da Beloura.

T.

Alta Golpada M12. Cinemax - 15h35, 17h40, 19h45, 21h50, 23h55; Sem Tempo M12. Sala 1 - 15h55, 18h40, 21h30, 23h40; As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. Sala 2 - 11h35, 15h30, 17h50 (V.Port./3D), 21h35, 23h55 (V.Orig./3D); As Aventuras de Tintin:

O Segredo do Licorne M6. Sala 3 - 16h10 (V.Port.), 18h45 (V.Francesa), 21h45, 00h05 (V.Orig.); Capuchinho Vermelho: A Nova Aventura M6. Sala

4 - 14h, 18h20 (V.Port.); Killer Elite - O

Confronto M12. Sala 4 - 23h45; Não Sei Como Ela Consegue M12. Sala

4 - 21h55; As Aventuras de Tintin: O

Segredo do Licorne M6. Sala 4 - 16h (V.Orig./3D); Animais Unidos M6. Sala

5 - 16h30 (V.Port.); O Regresso de Johnny

English M6. Sala 5 - 15h40, 17h40, 18h30; Identidade Secreta M12. Sala 5 - 19h40, 21h45; Actividade Paranormal

3 M16. Sala 5 - 23h50; Contágio M12. Sala

6 - 21h55, 24h; Os Três Mosqueteiros M12.

Sala 6 - 16h05, 18h50; Puro Aço M12. Sala

7 - 16h20, 19h, 21h40, 00h20

Castello Lopes - Fórum Sintra Loja 2.21 - Alto do Forte. T. 707220220 Puro Aço M12. Sala 1 - 15h30, 18h10, 21h20, 23h50; As Aventuras de Tintin: O

219247643

P2 Sexta-feira 11 Novembro 2011 • 17

Segredo do Licorne M6. Sala 2 - 15h20, 18h (V.Port./3D), 21h20, 23h40; O Regresso de Johnny English M6. Sala 3 - 15h40, 18h40, 21h15, 00h20; Alta Golpada M12. Sala 4 - 15h50, 18h30, 21h30, 23h55; As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. Sala

5 - 16h, 18h20, 21h; A Coisa Sala 6 - 18h20, 21h50, 00h10; A Lista dos Ex M16. Sala 6 - 16h; Sem Tempo M12. Sala 7 - 16h10, 18h50, 21h40, 00h05

Loures

Castello Lopes - Loures Shopping Quinta do Infantado, Loja A003 - Centro Comercial Loures Shopping. T. 707220220 Nos Idos de Março M12. Sala 1 - 13h40, 16h30, 18h50, 21h45, 00h15; O Regresso de Johnny English M6. Sala 2 - 13h35, 16h20, 21h10, 23h30; As Aventuras de

Tintin: O Segredo do Licorne M6. Sala 2 - 18h40; Puro Aço M12. Sala 3 - 13h25, 16h10, 18h45, 21h25, 00h05; Sem Tempo M12. Sala

4 - 13h10, 15h40, 18h10, 21h20, 23h40; A

Coisa Sala 5 - 21h50, 00h10; As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. Sala 5 - 3h, 15h30, 18h (V.Port./3D); Alta Golpada M12. Sala 6 - 13h20, 15h50, 18h20, 21h30, 24h; As Aventuras de Tintin: O

Segredo do Licorne M6. Sala 7 - 13h30, 16h, 18h30, 21h15, 23h50

Montijo

ZON Lusomundo Fórum Montijo

C.

C. Fórum Montijo. T. 707 CINEMA

O

Regresso de Johnny English M6. 13h,

15h30, 18h, 21h05, 23h40; As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. 13h20, 15h50, 18h20 (V.Port./3D), 21h10, 23h45; Alta Golpada M12. 13h15, 16h, 18h35, 21h15, 23h50; Sem Tempo M12. 13h25, 16h10, 18h40, 21h30, 00h05; A Coisa 13h20, 15h45, 18h10, 21h35, 24h; Puro Aço M12. 12h50, 15h40, 18h30, 21h20, 00h10

Oeiras

ZON Lusomundo Oeiras Parque

C. C. Oeirashopping. T. 707 CINEMA

A Lista dos Ex M16. 13h15, 16h, 18h40;

A Coisa 21h50, 00h25; O Regresso

de Johnny English M6. 13h10, 15h50, 18h25, 21h40, 00h10; Alta Golpada M12. 12h50, 15h25, 18h, 21h10, 23h50; Nos Idos de Março M12. 13h, 15h45, 18h30, 21h30, 00h15; As Aventuras de Tintin:

O Segredo do Licorne M6. 13h, 15h30,

18h10 (V.Port./3D), 21h25, 00h05 (V.Orig./3D); Puro Aço M12. 12h35, 15h20, 18h20, 21h20, 00h20; Sem Tempo M12. 13h05, 15h40, 18h15, 21h15, 23h55

Miraflores

ZON Lusomundo Dolce Vita Miraflores

C.

C. Dolce Vita - Av. das Túlipas.

T.

707 CINEMA

Alta Golpada M12. 15h30, 18h30, 21h30, 00h30; Puro Aço M12. 15h20, 18h20, 21h20, 00h20; Meia-Noite Em Paris M12. 15h, 18h, 21h, 24h; As Aventuras de Tintin:

O Segredo do Licorne M6. 15h10, 18h10

(V.Port./3D), 21h10, 00h10

Pombal

Pombalcine

Pombal Shopping, R. Santa Luzia.

T. 236218801

As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. Sala 1 - 16h, 21h30

Torres Vedras

ZON Lusomundo Torres Vedras C.C. Arena Shopping. T. 707 CINEMA As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. 13h45, 16h20, 18h55 (V.Port./3D), 21h35, 00h15; Sem Tempo M12. 13h15, 15h50, 18h20, 21h10, 23h40; O Regresso de Johnny English M6. 13h, 15h30, 18h, 21h45, 00h20; Puro Aço M12. 14h, 17h45, 21h, 23h50; Alta Golpada M12. 13h30, 16h05, 18h35, 21h25, 00h05

Torre da Marinha

Castello Lopes - Rio Sul Shopping

Quinta Nova do Rio Judeu, Loja A1.027.

T. 707220220

As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne M6. Sala 1 - 15h30, 18h (V.Port./3D), 21h20, 23h50; Alta Golpada M12. Sala

Em estreia Inquietos Alta Golpada De Brett Ratner. Com Eddie Murphy, Ben Stiller, Casey Affleck,
Em estreia
Inquietos
Alta Golpada
De Brett Ratner. Com Eddie
Murphy, Ben Stiller, Casey
Affleck, Matthew Broderick.
EUA. 2011. m. M12.
Josh Kovacs gere um dos mais
sumptuosos edifícios de Nova
Iorque. Ele e a sua equipa fazem
de tudo para satisfazer todos
os caprichos dos residentes do
prédio. Quando Arthur Shaw, o
magnata que habita a penthouse,
Inquietos
De Gus Van Sant. Com Mia
Wasikowska, Henry Hopper,
Ryo Kase. EUA. 2011. 91m.
Drama. M12.
Desde a morte dos pais que
Enoch passou a conversar com o
fantasma de Hiroshi, um kamikaze
japonês falecido na II Guerra, e
a ir a funerais de desconhecidos.
Numa dessas cerimónias, conhece
Annabel, uma rapariga alegre que
é mantido em prisão domiciliária
acusado de roubar mais de dois
milhões de dólares, Josh e todos os
empregados do prédio entram em
pânico. É que Arthur convencera-os
sofre de um tumor no cérebro.
Contra todas as expectativas, os
dois apaixonam-se. E enquanto ela
está determinada a viver aqueles
últimos meses em plena felicidade,
a entregarem-lhe a gestão das suas
reformas que, neste momento, se
transformaram em zero. Decidido a
ele vive a angústia constante de
perder quem ama uma vez mais.
Medeia King
O Bom Coração
De Dagur Kari. Com Paul Dano,
Brian Cox, Bill Buell. DIN/EUA/
FRA. 2009. 99m. Drama. M12.
Lucas é um jovem sem-
abrigo a viver um momento
particularmente difícil. Deprimido
com a vida que leva, decide
abandonar tudo e suicidar-se.
Porém, até isso não passa de uma
tentativa frustrada e acaba num
hospital, a dividir quarto com
Jacques, uma personagem pouco
amistosa. Mas, de uma maneira
peculiar e cheia de contrariedades,
nasce entre os dois uma relação
especial que lhes ensinará o valor
da amizade e da solidariedade.
ZON Lusomundo Almada Fórum,
ZON Lusomundo Alvaláxia
fazer justiça pela sua própria conta,
o grupo contrata os serviços de
Slide, um bandido profissional.
Histórias de Shanghai -
Quem Me Dera Saber
De Jia Zhang Ke. China. 2010.
125m. Documentário. M12.
Shanghai é uma enorme e
superpovoada cidade, cheia
Sem Tempo
De Andrew Niccol. Com Amanda
Seyfried, Justin Timberlake,
Cillian Murphy, Vincent
de histórias para contar. Neste
documentário, 18 pessoas
evocam memórias das suas vidas
Nos Idos de Março
De George Clooney. Com Ryan
Gosling, George Clooney,
Philip Seymour Hoffman, Paul
Giamatti, Evan Rachel Wood.
EUA. 2011. 99m. Drama. M12.
Stephen Meyers é o consultor
de campanha do governador
Mike Morris, que se prepara
para a corrida às presidenciais
dos EUA. Decidido em fazer
vencer quem ele acredita
e reflectem sobre o seu passado
Kartheiser. EUA. 2011. 109m.
Thriller. M12.
Num futuro próximo, a genética
revoluciona a vida humana ao
conseguir manipular o gene do
envelhecimento. Assim, após
os 25 anos ninguém envelhece.
Mas, para evitar problemas de
sobrepopulação, a morte passa
difícil, depois da vitória comunista
de 1949 e das enormes dificuldades
ser o melhor representante
do seu país, Meyers está
totalmente comprometido
naquela campanha. Porém,
dada a manipulação e artifícios