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SEMINÁRIO DO GT DE SAÚDE INDÍGENA REGIÃO NORTE – AMAZÔNIA LEGAL I

S EMINÁRIO DO GT DE S AÚDE I NDÍGENA R EGIÃO N ORTE – A MAZÔNIA

Brasília-DF, junho de 2009

SEMINÁRIO DO GT DE SAÚDE INDÍGENA REGIÃO NORTE – AMAZÔNIA LEGAL I

1. Apresentação

O 2º Seminário do GT de Saúde Indígena realizado na Região Norte é a efetivação do

encaminhamento feito pelo GT, instituído pela Portaria nº 3034/GAB/MS e nomeado através da Portaria nº 3035/GAB/MS.

O GT em referência construiu, nas várias reuniões realizadas, um documento preliminar,

contendo 19 itens para ser apresentado nos seminários regionais e que envolve a autonomia dos DSEIs, integração dos sistemas de informação, criação da secretaria especial de saúde indígena, comissões intergestores, VigiSus, fortalecimento da participação e do controle social, atenção à saúde dos povos indígenas e saneamento ambiental.

O documento foi então apresentado no Seminário da Região Centro-Oeste e Norte –

Amazônia Legal I, e os representantes dos povos indígenas, trabalhadores de saúde e gestores presentes no evento tiveram condições de analisar, debater e dar sugestões.

Havendo, também, apresentação pela Consultoria contratada através do Projeto Vigisus II, que tratou da Atenção, Gestão, Financiamento, Organização, Monitoramento, Avaliação e Plano de Implementação dos Modelos.

Concluídas as apresentações, os participantes solicitaram esclarecimentos e dirimiram dúvidas. O Plenário foi dividido em dois grupos de discussão, um dos usuários indígenas e outro dos trabalhadores de saúde e gestores. Ambos debateram e sugeriram ações que entenderam necessárias para melhorar a saúde da população indígena. Na plenária final, apresentaram o resultado que se somará aos resultados dos demais seminários regionais.

Dia 24 de junho de 2009.

2. Abertura

Mesa de abertura - Antônio Alves de Souza - Coordenador do GT de Saúde Indígena e Secretário de Gestão Estratégica e Participativa/MS; Faustino Lins Barbosa - Diretor Executivo da Fundação Nacional de Saúde; Irânia Marques - Representante da Fundação Nacional do Índio - FUNAI; Wanderley Guenka - Diretor do DESAI/FUNASA; Valdenir França - Coordenador da Comissão Intersetorial de Saúde Indígena e representante do Conselho Nacional de Saúde/MS; Marcos Apurinã - Vice-coordenador das Organizações da Amazônia Brasileira - COIAB.

Nas falas da mesa foram abordados os seguintes aspectos:

Marcos Apurinã disse que: representa os povos indígenas nacional e internacionalmente; a luta dos indígenas vem ocorrendo há mais de 500 anos; reconhece avanços nas ações de serviços de saúde realizados pela FUNASA ao longo dos dez anos, mas não foram suficientes para garantir saúde com qualidade; a COIAB, há mais de 25 anos vem contribuindo na defesa dos interesses das populações indígenas; a máquina do Governo é burocrática e desrespeita a cultura indígena; as políticas indígenas não são implentadas de acordo com as necessidades, em razão da ideologia do branco; a saúde indígena não deveria ser terceirizada; a FUNASA não tem um debate para as políticas de saúde, e nem propostas de fortalecimento do controle social; o GT de Saúde Indígena deveria ser propositivo em apontar soluções para as necessidades da assistência à saúde dos povos indígenas; o Abril Indígena é um espaço onde os indígenas manifestam as suas reivindicações e dizem como devem ser formuladas e implementadas as políticas; a FUNASA não pode mais brincar de fazer saúde indígena; é preciso acabar com a política de jogar índios contra índios; a corrupção indígena, se existe, é proveniente da culpa dos brancos; os indígenas estão morrendo embora haja recursos para as ações e serviços de saúde; os seus parentes não estão divididos, querem a Secretaria Especial de Saúde Indígena, bem como a autonomia dos DESEIs; a autonomia dos DESEIs e criação da Secretaria são necessárias para dar sustentabilidade ao Subsistema e é importante saber onde e como vai funcionar; defende a participação das lideranças da COIAB no seminário de Belém; as críticas são construtivas e objetivam melhorar a qualidade do Subsistema, respeitando as diferenças, as culturas e as práticas das populações indígenas; se fosse

possível, gostaria que a FUNASA trocasse de lugar com os indígenas nas aldeias para sentir o quanto é cruel ficar sem assistência.

Valdenir França (Etnia Baré) registrou na sua fala que: a autonomia dos DESEIs e a criação da Secretaria Especial de Saúde Indígena foi aprovada no Seminário Nacional “Desafios da Saúde Indígena; Gestão e Controle Social”, realizado em Brasília nos dias 27 e 28 de novembro de 2008, assim como a realização de cinco seminários regionais, que estão sendo feitos em parceria com a FUNAI, FUNASA e Ministério da Saúde; estão sendo realizadas visitas às aldeias para conhecer in loco a realidade das populações indígenas; é preciso acabar com transportes de pacientes em motor rabeta e com combustível emprestado; há precarização no atendimento à saúde indígena; é necessário a construção de um processo democrático, envolvendo gestores, trabalhadores e indígenas; o foco do debate no Seminário deve ser autonomia dos DESEIs e a criação da Secretaria Especial; haverá um momento específico para os indígenas debaterem e encaminharem as suas propostas relacionadas aos problemas da Região Norte, como será a autonomia dos DESEIs e a criação da Secretaria.

Wanderley Guenka em seu pronunciamento destacou que: o SUS é o sistema de saúde mais avançado do mundo, e em seus 20 anos muito já realizou e grandes são os desafios

a serem superados; o Subsistema Indígena foi instituído sem autonomia dos Distritos

Sanitários Indígenas e sem a formulação e a implantação de uma política de recursos humanos; o Decreto 6.878 sobre autonomia dos DESEIs, publicado no DOU, em 19 de junho de 2009, não é suficiente para garantir saúde com qualidade para as populações

indígenas, é necessário sim a construção de um novo modelo de gestão que comtemple a política de recursos humanos, respeite a multietinicidade, e seja de responsabilidade de todos; as população indígenas e ribeirinhas são discriminalizadas e marginalizadas; não

é destruindo um sistema que se vai construir outro melhor; há terras indígenas maior que países, cuja acessibilidade e o distanciamento são fatores que impendem o desenvolvimento de ações e serviços de saúde que satisfaçam as necessidades das populações indígenas; as informações sobre recursos da FUNASA são colocadas à disposição do controle social; as denúncias, quando existirem, devem ser formalizadas para que possam ser devidamente apuradas; em 2007 foram investidos 27 milhões em equipamentos.

Irânia Marques ressaltou em sua fala que: a iniciativa do Governo para resolver os problemas de saúde indígena deve contar com o esforço de todos; a saúde indígena é também de responsabilidade da FUNAI; a construção e o fortalecimento do Subsistema Indígena representam grandes desafios que só serão superados se trabalhados em conjunto com os gestores/prestadores, trabalhadores e usuários indígenas; o Subsistema é uma luta especialmente dos indígenas na perspectiva de respeito a diversidade e especificidade de cada povo; os estados e municípios devem contribuir para uma assistência de qualidade aos povos indígenas; a autonomia dos DESEIs não pode ficar no papel; é necessário identificar quais os fatores que dificultam a gestão das ações da saúde indígena; a Amazônia é imensa assim como os desafios, que podem ser superados com a responsabilidade de todos e, principalmente, do comprometimento do governo Lula que defende políticas de inclusão.

Faustino Lins Barbosa ponderou que: os trabalhadores, consultores e gestores do Subsistema de Saúde Indígena têm uma participação qualificada nas ações que são desenvolvidas; as dificuldades existem, mas devem ser discutidas de forma transparente, vez que os recursos e orçamentos são finitos; a corrupção existe, porém deve ser combatida; as parcerias precisam ser melhoradas e as ações priorizadas; os modelos de gestão devem ser debatidos e construídos de maneira que atendam a realidade dos povos indígenas; a taxa de crescimento da população indígena ao contrário do que é dito está em processo de crescimento; a FUNASA tem empenhado em desenvolver um trabalho sério no sentido de resolver os problemas demandados pelos povos indígenas; não é mudando de lugar que a situação da saúde indígena vai melhorar e sim com o esforço conjunto de todas as áreas afins; as mudanças que estão sendo propostas devem ser bem pensadas para que não prejudiquem toda comunidade indígena; a construção do novo modelo de assistência tem que priorizar perfis adequados de recursos humanos, gestores responsáveis e competentes, assim como controle social fortalecido.

Antônio Alves de Souza na sua intervenção deixou claro que: a sua responsabilidade enquanto coordenador do GT de Saúde Indígena é muito grande, haja vista que deve contemplar um processo de construção coletiva, com voz e sentimento dos povos indígenas, além do conhecimento dessas populações; o Subsistema precisa refletir a necessidade dos povos indígenas configuradas na sua lógica de saúde, que deve ser com qualidade de vida; a autonomia dos DESEIs e a criação da Secretaria Especial de Saúde Indígena é uma ação de governo, garantida nas conquistas da Constituição Federal de

1988, na Lei Orgânica da Saúde (8.080 e 8.142), Lei Sérgio Arouca, que institui o Subsistema de Saúde Indígena (34 DESEIs); a autonomia dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas é um processo que precisa ser construído com responsabilidade; o controle social necessita ser efetivado e fortalecido nas suas representações; os CONDISIs é uma conquista de cidadania, assim como os conselhos de saúde; a garantia do sistema de saúde é complexa, e no caso da saúde indígena, muito mais, vez que envolve a questão da terra, do transporte, da alimentação, dentre outras questões; o governo precisa desenvolver ações intersetoriais e revisar para avançar, o que significa enfrentar os desafios; a decisão é de construir com os indígenas e não para os indígenas, aprendendo e incorporando suas logísticas a partir de cada realidade; reconhece as dificuldades, mas entende que devam ser envidados esforços para superá-la; as leis devem ser elaboradas para garantir a cidadania da população, principalmente, dos indígenas; é importante que o Ministério Público, Contraladoria Geral da União, Tribunal de Contas da União conheçam in loco a realidade do Vale do Javari, bem como outros comunidades indígenas que sofrem com a falta de assistência; a autonomia dos DESEIs foi instituída pelo Decreto 6.878 de 19 de junho de 2009, porém não é automática, deve ser garantida a sua plena capacidade operacional até 31 de dezembro de 2010; a autonomia representou um grande avanço e deve ser reconhecida como uma das maiores demandas da população indígena, que foi atendida pelo atual governo; haverá uma reunião do GT Saúde Indígena, antes do seminário de Belém, para discutir a proposta de Recursos Humanos (servidores atuais da FUNASA, cedidos e novos, educação permanente, especialização e política de incentivo) e a profissionalização da gestão (chefia de acordo com o cargo, orçamento condizente, parcerias para formulação de políticas complexas, atendimento de alta complexidade via Hospitais Universitários e Campus de Extensão, debate democrático do serviço civil obrigatório, especialmente nas áreas indígenas); garantia da gestão participativa e fortalecimento do controle social são fatores fundamentais para a construção de uma política pública de saúde diferenciada para as populações indígenas; nas iniciativas das ações de saúde voltadas às populações indígenas, deve haver respeito e valorização dos conhecimentos dos pajés.

3. Esclarecimentos sobre o processo de trabalho da Consultoria – Luciana Benevides (Consultoria do Projeto VigiSUS II) e Apresentação do resultado da consultoria contratada pelo Projeto VigiSUS II: Modelos de Atenção, Gestão, Financiamento, Organização, Monitoramento e Avaliação.

Hermézio Serrano Filho, que estava coordenando naquele momento os trabalhos, informou aos presentes como os trabalhos seriam realizados no Seminário. Citou que o tempo está um pouco curto, mas dentro do esperado. Parabenizou as declarações manifestadas pelos componentes da mesa de abertura, que foram muito feliz e esclarecedoras. Agradeceu a todos e também convocou seus Deuses para auxiliar nos trabalhos.

Luciana Benevides iniciou situando o Projeto VigiSUS II que deveria levar em consideração todos os aspectos de saúde indígena no seu resultado. Explicou que foram contratados consultores e técnicos, várias reuniões foram realizadas, com o desafio de encontrar o caminho para melhorar o atendimento. O trabalho resultante traz propostas, idéias para os melhores caminhos para os DSEIs, levando em consideração a autonomia, para melhor atender os indígenas. Informou que está sendo entregue um CD aos Chefes do DSEIs e Presidentes de CONDISI com as propostas. Convidou à mesa Dr. Armando Raggio e Dr. Marcos Pellegrini para apresentarem o resultado do trabalho e as propostas.

4. Apresentação do Dr. Armando Raggio

Subsistema de Saúde Indígena: Análise de Situação e Opções para o Futuro Modelo de Atenção
Subsistema de Saúde Indígena:
Análise de Situação e Opções para o Futuro
Modelo de Atenção
Reunião do GT
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04 de Dezembro de 2008
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Brasília-DF
Marco conceitual 1. A Vigilância da Saúde como modelo de atenção Orientação por problemas Identificar,
Marco conceitual
1. A Vigilância da Saúde como modelo de atenção
Orientação por problemas
Identificar, com auto referência, um problema, descrevê-lo, explicá-lo
e montar operações para enfrentá-lo, articulando conheceres e
fazeres num território determinado, especialmente na microárea, eis a
essência do enfoque por problemas (Mendes 1999, p173)
Marco conceitual 1. Vigilância da Saúde como modelo de atenção Territorialização [] território, é mais
Marco conceitual
1. Vigilância da Saúde como modelo de atenção
Territorialização
[] território, é mais que uma extensão geográfica, é o espaço onde vivem
grupos sociais, suas relações e condições de subsistência, de trabalho, de
renda, de habitação, de acesso à educação e o seu saber preexistente,
como parte do meio ambiente, possuidor de uma cultura, de concepções
sobre saúde e doença, de família, de sociedade, etc.
[] território como espaço de ação das práticas de vigilância da saúde
permite apreender a dinâmica das populações que nele habitam, as
condições de vida e as diferentes situações ambientais que as afetam
(MONKEN e BARCELLOS, 2007).
Marco conceitual A Vigilância da Saúde como modelo de atenção Modelo Sujeito Objeto Meios de
Marco conceitual
A Vigilância da Saúde como modelo de atenção
Modelo
Sujeito
Objeto
Meios de
Forma de organização
trabalho
Médico
Especialistas,
Doença,
Tecnologia
assistencia
paramédicos
doentes
médica
Rede de serviços de
saúde e hospital
l privatista
Sanitarista
Sanitaristas,
Modos de
transmissão,
fatores de risco
Tecnologia
auxiliares
sanitária
Campanhas, programas
especiais, sistema de
vig. epidemiológica e
sanitária
Vigilância
Equipe
de
Danos,
Tecnologias :
Políticas públicas
da saúde
saúde,
riscos,proble
comunicação
saudáveis, ações
população,
mas,
social,
intersetoriais,
necessidades
planejamento e
intervenções
e
programação
especificas (prevenção,
determinantes
local
dos modos de
vida e saúde
situacional,
médica e
sanitária
promoção,
recuperação),
operações sobre
problemas da
população e de grupos
populacionais
Fonte: Adaptado de PAIM, J, Modelos assistenciais e vigilância da saúde. Informe Epidemiológico SUS 1998.
Diretrizes e Estratégias I Adotar o modelo de vigilância da saúde como modelo de atenção
Diretrizes e Estratégias
I Adotar o modelo de vigilância da saúde como modelo de atenção à
saúde indígena
4. priorizar a formação de agentes indígenas de saúde considerando a
importância de seu papel de mediador entre as comunidades e demais
profissionais e o processo de formação como meio dos profissionais de
saúde aprofundarem seus conhecimentos sobre a cultura e a
organização social das comunidades;
5. efetivar a integração dos agentes indígenas de saúde às equipes;
6. garantir aos agentes indígenas de saúde os equipamentos e insumos
necessários para o desenvolvimento de suas atividades, bem como
acesso a meios de transporte e comunicação;
7. garantir a infra-estrutura adequada para o funcionamento dos
estabelecimentos de saúde em Terras Indígenas.
Diretrizes e Estratégias III Promover a adequação ética e cultural das práticas sanitárias e a
Diretrizes e Estratégias
III Promover a adequação ética e cultural das práticas sanitárias e a
articulação com as medicinas tradicionais indígenas, reconhecendo
seus especialistas como interlocutores legítimos
1. incluir a reflexão antropológica no conteúdo das capacitações de
profissionais de saúde;
2. inclusão efetiva de antropólogos como membros das equipes de
saúde, especialmente nas que atuam em comunidades com pouco
contato com a sociedade envolvente;
3. apoiar iniciativas comunitárias de fortalecimento da medicina
tradicional,
4. incorporar especialistas indígenas como instrutores no processo
de capacitação das equipes,
5. Apoiar a atuação de especialistas indígenas nos estabelecimentos
de saúde quando solicitados.
Marco conceitual 1.3 Educação permanente em saúde como ferramenta de qualificação da atenção A educação
Marco conceitual
1.3 Educação permanente em saúde como ferramenta de
qualificação da atenção
A educação permanente é uma oportunidade para produzir diálogo e
cooperação entre os profissionais, entre os serviços e entre gestão,
atenção, formação e controle social, para que as áreas se potencializem
e ampliem a capacidade do sistema para enfrentar e resolver problemas
com qualidade.
Como espaço coletivo a educação permanente em saúde deve privilegiar
a
comunidade e suas perspectivas sobre a saúde.
E
uma oportunidade de construir pactos para ampliar os compromissos
com o interesse público.
Diretrizes e Estratégias I Adotar o modelo de vigilância da saúde como modelo de atenção
Diretrizes e Estratégias
I Adotar o modelo de vigilância da saúde como modelo de atenção à
saúde indígena
1. considerar as aldeias/comunidades como território prioritário da atuação
das equipes de saúde;
2. envolver as comunidades na priorização de problemas de saúde,
construção da rede explicativa e proposição de ações;
3. considerar as relações das comunidades indígenas entre si e suas
relações com a sociedade envolvente para delimitação dos territórios
distritais e organização do fluxo de referência;
Diretrizes e Estratégias II Implementar a educação permanente como estratégia de qualificação dos serviços e
Diretrizes e Estratégias
II Implementar a educação permanente como estratégia de qualificação
dos serviços e adequação ética e cultural das práticas sanitárias
1. qualificar os gestores da saúde indígena para compreensão do
processo de educação permanente em saúde;
2. incluir temas relacionados à pedagogia e antropologia no processo de
capacitação de profissionais;
3. criar grupo de apoiadores/preceptores para atender as demandas por
capacitação a partir de discussões envolvendo usuários, profissionais
e gestores da saúde indígena;
4. estabelecer parcerias com instituições de ensino para criação de
cursos de educação à distância vinculados ao processo de trabalho
visando a especialização dos profissionais das equipes de saúde,
promovendo sua permanência.
Diretrizes e Estratégias IV Direcionar as ações de educação em saúde no sentido de promover
Diretrizes e Estratégias
IV Direcionar as ações de educação em saúde no sentido de promover o
envolvimento das pessoas nas decisões relacionadas à sua própria
saúde e naquelas relacionadas aos grupos sociais a que pertencem
1. promover reuniões periódicas com as comunidades visando fomentar
a reflexão sobre a realidade e as causas dos problemas enfrentados;
2. apoiar as comunidades na busca de parcerias para desenvolvimento
de projetos específicos que possam ter impacto sobre a melhoria das
condições de vida.
3. envolver lideranças, especialistas em medicina tradicional,
professores e outros agentes nas ações de educação em saúde
Diretrizes e Estratégias V Promover a utilização da metodologia epidemiológica para o monitoramento do quadro
Diretrizes e Estratégias
V Promover a utilização da metodologia epidemiológica para o
monitoramento do quadro sanitário da população indígena e subsídio
para orientação das ações
1. capacitar equipes para utilização da metodologia epidemiológica;
2. estabelecer rotinas de análise de dados nos distritos;
3. implantar e alimentar os sistemas nacionais de informação nos
distritos;
4. incluir a variável etnia nos sistemas de notificação de doenças e
agravos;
5. definir o fluxo de informações entre distritos, municípios e estados;
6. criar e implantar módulo de doenças de notificação compulsória no
SIASI.
Diretrizes e Estratégias VII Adotar o “ciclo da assistência farmacêutica” como modelo organizacional, conforme
Diretrizes e Estratégias
VII Adotar o “ciclo da assistência farmacêutica” como modelo
organizacional, conforme diretrizes da Política Nacional de
Medicamentos, da Política Nacional de Assistência Farmacêutica
1. realizar capacitação permanente dos profissionais de saúde para a
gestão da assistência farmacêutica e o uso racional de
medicamentos.
2. adotar relações de medicamentos essenciais, conforme critérios
epidemiológicos, técnicos e econômicos.
3. articular com todos os níveis de atenção à saúde visando garantir o
acesso aos medicamentos, especialmente no que se refere aos
programas de medicamentos estratégicos e excepcionais.
Subsistema de Saúde Indígena: Análise de Situação e Opções para o Futuro Apresentação das Diretrizes
Subsistema de Saúde Indígena:
Análise de Situação e Opções para o Futuro
Apresentação das Diretrizes Gerais e
Estratégias do Modelo de Organização
do Subsistema de Saúde Indígena
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24 e 25 de junho de 2009
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Objetivos Estrutura organizacional que permita reverter : Duplicação e a dispersão de autoridade → Concentrar
Objetivos
Estrutura organizacional que permita reverter :
Duplicação e a dispersão de autoridade →
Concentrar a autoridade e simplificar estrutura
Centralização e falta de autonomia → promover
capacidade de gestão e coordenação de pactos
Burocratização e fragilidades dos controles social
e por pares → fortalecer governança
Diretrizes e Estratégias VI Implantar os programas estratégicos segundo as prioridades estabelecidas segundo o perfil
Diretrizes e Estratégias
VI Implantar os programas estratégicos segundo as prioridades
estabelecidas segundo o perfil epidemiológico das regiões distritais
1. capacitar profissionais de saúde e disponibilizar materiais para
consulta;
2. garantir a disponibilidade de insumos, equipamentos e
retaguarda especializada;
3. garantir que as adaptações, quando julgadas necessárias, sejam
feitas com a participação de especialistas das áreas específicas;
4. realizar visitas periódicas às comunidades de acordo com
visando.
Subsistema de Saúde Indígena: Análise de Situação e Opções para o Futuro Apresentação das Diretrizes
Subsistema de Saúde Indígena:
Análise de Situação e Opções para o Futuro
Apresentação das Diretrizes Gerais e
Estratégias dos Modelos de
Gestão, Financiamento, Organização e
Monitoramento & Avaliação
do Subsistema de Saúde Indígena
Seminário Regional
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Análise da Situação: Problemas Duplicação de funções administrativas e de capacitação entre várias áreas do
Análise da Situação:
Problemas
Duplicação de funções administrativas e de capacitação
entre várias áreas do DESAI, das COREs e dos DSEIs
Centralização e pequena autonomia dos DSEI
Débil articulação entre os fluxos de recursos, de
planejamento e de avaliação
Multiplicidade de fluxos financeiros contribui para diluir as
linhas de autoridade
Falta de instrumentos para pactuar e monitorar parcerias
Excesso de controles administrativos e fragilidade dos
controles sociais e por pares
Simplificar a Estrutura Organizar a multiplicidade de fluxos financeiros e administrativos inter organizacionais
Simplificar a Estrutura
Organizar a multiplicidade de fluxos financeiros e
administrativos inter organizacionais
Relativizar a rígida separação entre atividades
técnicas e administrativas intra organizacionais
As estruturas do DESAI e dos DSEI passam a ser
mais flexíveis e horizontalizadas, contando com
equipes matriciais
A CORE deixa de atuar como nível intermediário
Concentrar a autoridade A estrutura deve ser tal que seja possível indicar o responsável por
Concentrar a autoridade
A estrutura deve ser tal que seja possível indicar
o responsável por um território
5 níveis territoriais dos quais 3 são níveis de
gestão: (1 e 2) Micro Áreas e Áreas; (3) Subdistrito; (4)
Distrito; (5) Autoridade Nacional
O responsável pelo território pactuará o conjunto
de serviços com a autoridade a quem responde e
com o controle social
O chefe do distrito passa a responder diretamente
ao responsável pela Autoridade Nacional
Possível revisão da conformação geográfica
Equipes Matriciais Autoridade nacional: diretoria e até 6 equipes matriciais com especialistas + suporte
Equipes Matriciais
Autoridade nacional: diretoria e até 6 equipes
matriciais com especialistas + suporte
administrativo (contratos, RH, licitações
nacionais); responsabilidade por grupos de DSEIs
Distritos: chefe do distrito, equipes de
profissionais responsáveis pelas operações
técnicas e administrativas, responsabilidade por
grupos de subdistrito
Subdistrito: chefe do pólo, chefe dos postos e
equipes de saúde
Casai
Micro área: AIS responsável
Ações – Curto Prazo Elaboração de cartografias; definição de territórios Organização de equipes matricias
Ações – Curto Prazo
Elaboração de cartografias; definição de
territórios
Organização de equipes matricias - autoridade
nacional e distritos
Treinamento de gestores em processos de
pactuação
Levantamento dos custos do controle social
Padronização de formulários – referência e contra
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE SUS Subsistema de Saúde Indígena SSI AUTONOMIA + RESPONSABILIDADE SANITÁRIA* Cultura
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE SUS
Subsistema de Saúde Indígena SSI
AUTONOMIA + RESPONSABILIDADE SANITÁRIA*
Cultura de desempenho
Agilidade na gestão financeira
Desenvolvimento da capacidade gestora
*Lei de Responsabilidade Sanitária em tramitação na Câmara Federal
Autonomia Ampliar a capacidade de gestão dos subdistritos e Casais Estudar alternativas que ampliem a
Autonomia
Ampliar a capacidade de gestão dos subdistritos e Casais
Estudar alternativas que ampliem a autonomia dos
subdistritos e Casais inclusive como executores de despesa
Estudar alternativas para formação de consórcios inter
distritais - compra de medicamentos e equipamentos e
gestão da referência e contra-referência
Fortalecimento das parcerias entre gestores federais,
estaduais, distritais e municipais e a interface com o SUS
Tornar os distritos mais robustos. Ampliar sua área de
abrangência?
Governança Fortalecer os conselhos local, dos subdistritos, distrital, CISI Conselhos e Fórum de presidentes como
Governança
Fortalecer os conselhos local, dos subdistritos, distrital,
CISI
Conselhos e Fórum de presidentes como mecanismos
de troca de experiências, pactuação, aferição da
satisfação e inovação
Câmara técnica junto à autoridade nacional para
revisão permanente das diretrizes do subsistema
Aproveitar o aperfeiçoamento das ferramentas de M&A,
para incentivar o controle por pares
Subsistema de Saúde Indígena: Análise de Situação e Opções para o Futuro Apresentação das Diretrizes
Subsistema de Saúde Indígena:
Análise de Situação e Opções para o Futuro
Apresentação das Diretrizes Gerais e
Estratégias do Modelo de Gestão
do Subsistema de Saúde Indígena
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SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE SUS Subsistema de Saúde Indígena SSI AUTORIDADE SANITÁRIA DISTRITAL Chefe de
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE SUS
Subsistema de Saúde Indígena SSI
AUTORIDADE SANITÁRIA DISTRITAL
Chefe de Distrito Sanitário Especial Indígena
habilitação profissional
vínculo de servidor público
experiência técnica administrativa e política
integridade reconhecida
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE SUS Subsistema de Saúde Indígena SSI Acordos de Gestão produção dos
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE SUS
Subsistema de Saúde Indígena SSI
Acordos de Gestão
produção dos serviços conforme o acordado
qualidade dos serviços no padrão acordado
recursos usados dentro dos valores totais orçados
diferentes atores colaboram para atenção integral
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE SUS Subsistema de Saúde Indígena SSI RECURSOS HUMANOS Quadro de servidores
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE SUS
Subsistema de Saúde Indígena SSI
RECURSOS HUMANOS
Quadro de servidores próprios
Desenvolvimento de RH + Incentivos
Educação Permanente em Saúde
Humanização da Atenção a Saúde
Subsistema de Saúde Indígena: Análise de Situação e Opções para o Futuro Apresentação das Diretrizes
Subsistema de Saúde Indígena:
Análise de Situação e Opções para o Futuro
Apresentação das Diretrizes Gerais e
Estratégias do Modelo de Financiamento
do Subsistema de Saúde Indígena
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MODELO DE FINANCIAMENTO Diagnóstico - Execução Orçamentária Execução orçamentária de 2003 a 2007: Aumento de
MODELO DE FINANCIAMENTO
Diagnóstico - Execução Orçamentária
Execução orçamentária de 2003 a 2007:
Aumento de 154% nos recursos para a
saúde indígena, ao passo que o
crescimento dos recursos do MS foi de
74%;
Desaceleração do crescimento.
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE SUS Subsistema de Saúde Indígena SSI Instâncias de Deliberação e Decisão
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE SUS
Subsistema de Saúde Indígena SSI
Instâncias de Deliberação e Decisão
Conselho Nacional de Saúde
Comissão Intersetorial de Saúde Indígena
Conselho Distrital de Saúde Indígena
Conselho Estadual e/ou Municipal de Saúde
Execução
Colegiado Nacional de Gestão da Saúde Indígena
Colegiado Distrital de Gestão da Saúde Indígena
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE SUS Subsistema de Saúde Indígena SSI PLANEJAMENTO, PACTUAÇÃO E AVALIAÇÃO Planos
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE SUS
Subsistema de Saúde Indígena SSI
PLANEJAMENTO, PACTUAÇÃO E AVALIAÇÃO
Planos Distritais de Saúde Indígena
(avaliação de gestão e de gerência)
Manual de Orientação Básica = MOB 2010
Pactuação e articulação do SSI ao SUS
( Comissões Intergestores e Colegiados Regionais do Pacto de Gestão)
MODELO DE FINANCIAMENTO Diagnóstico - Execução Orçamentária Orçamento liquidado em 2007: R$ 504 milhões.
MODELO DE FINANCIAMENTO
Diagnóstico - Execução Orçamentária
Orçamento liquidado em 2007:
R$ 504 milhões.
Recursos gastos localmente:
59% da Funasa e 41% da SAS/MS.
MODELO DE FINANCIAMENTO Diagnóstico - Execução Orçamentária Gasto per capita em 2007: R$ 987,10 Maior
MODELO DE FINANCIAMENTO
Diagnóstico - Execução Orçamentária
Gasto per capita em 2007: R$
987,10
Maior gasto: Goiás (R$ 2.310,00)
Menor gasto: RS (R$ 332,00)
Gasto público per capita com saúde
em 2006: R$ 450,00
MODELO DE FINANCIAMENTO Diagnóstico - Gargalos Duplicidade de fontes de recursos para a atenção básica
MODELO DE FINANCIAMENTO
Diagnóstico - Gargalos
Duplicidade de fontes de recursos para a
atenção básica à saúde indígena;
Fragmentação da alocação de recursos
entre executores;
Heterogeneidade nos critérios utilizados
para cálculo dos valores repassados;
Situações diferenciadas dos distritos
frente às realidades de saúde dos
sistemas estaduais e municipais.
MODELO DE FINANCIAMENTO Diagnóstico - Desafios Equilíbrio entre particularidades dos povos indígenas + diversidade
MODELO DE FINANCIAMENTO
Diagnóstico - Desafios
Equilíbrio entre particularidades dos povos
indígenas + diversidade regional
elaboração de desenho de mecanismos que
possa ser implementado para a alocação
da totalidade dos recursos.
> Multiplicidade de fontes e mecanismos
de repasse: simplificação do
financiamento, de forma a reger a
totalidade dos recursos.
MODELO DE FINANCIAMENTO Desenho Um desenho flexível, que comporte as particularidades dos povos indígenas;
MODELO DE FINANCIAMENTO
Desenho
Um desenho flexível, que comporte
as particularidades dos povos
indígenas;
Utilização de uma concepção
modular;
Incorporação de fatores incrementais
aos módulos de atendimento;
MODELO DE FINANCIAMENTO Pré-requisitos Passo 1: Centralização dos repasses no mesmo órgão. Passo 2:
MODELO DE FINANCIAMENTO
Pré-requisitos
Passo 1: Centralização dos repasses no
mesmo órgão.
Passo 2: Centralização dos recursos
recebidos na Autoridade Nacional e em 34
unidades gestoras.
Passo 3: Fortalecimento dos DSEI como
fundos financeiros ou orçamentários.
Passo 4: Contratação de procedimentos
de média e alta complexidade pelos DSEI
Passo 5: Pactuação dos investimentos.
MODELO DE FINANCIAMENTO Diagnóstico - Gargalos Desigualdades de acesso aos recursos disponíveis dentro de um
MODELO DE FINANCIAMENTO
Diagnóstico - Gargalos
Desigualdades de acesso aos recursos
disponíveis dentro de um mesmo Distrito
Sanitário Especial Indígena;
Pequena capacidade de gerenciamento
sobre os recursos repassados aos
hospitais na forma de extra-teto para
cuidado de pacientes indígenas;
Dissociação entre competência para
ordenar despesas (COREs) e a execução
de ações e serviços (DSEIs).
MODELO DE FINANCIAMENTO Desafios Gestão e financiamento associados ao desempenho. Prestação de contas de metas
MODELO DE FINANCIAMENTO
Desafios
Gestão e financiamento associados ao
desempenho.
Prestação de contas de metas e não
financeira.
Comando único não somente da gestão
como também sobre o financiamento
(ampla autonomia distrital).
MODELO DE FINANCIAMENTO Desenho Extinção dos diferentes mecanismos de repasses de recursos e substituição por
MODELO DE FINANCIAMENTO
Desenho
Extinção dos diferentes mecanismos
de repasses de recursos e
substituição por uma única fórmula;
Mecanismos de incentivos para
indução de avanços gerenciais;
Espaço para a mediação de conflitos,
em que a disputa pelos recursos seja
realizada com base em informações
técnicas.
MODELO DE FINANCIAMENTO Apresentação Fórmula: Despesas de custeio; Não segue a lógica de partilha de
MODELO DE FINANCIAMENTO
Apresentação
Fórmula:
Despesas de custeio;
Não segue a lógica de partilha de
recursos vinculada a Ações
Programáticas do Orçamento Geral da
União;
Fixação de parâmetros iniciais para o
repasse de recursos e a realização de
diversas rodadas de ajuste semestrais,
ao longo de um período de três anos.
MODELO DE FINANCIAMENTO Fórmula para Alocação Inicial de Recursos Rodadas de Ajuste: recursos não comprovados
MODELO DE FINANCIAMENTO
Fórmula para Alocação Inicial de
Recursos
Rodadas de Ajuste: recursos não
comprovados serão revertidos ao
Fundo de Ajuste, até o limite de 5%
do valor inicial destinado ao Distrito.
DSEIs que comprovarem despesas
superiores à sua dotação inicial
poderão receber, nos seis meses
seguintes, parte dos recursos do
Fundo de Ajuste.
MODELO DE FINANCIAMENTO Fórmula para Alocação Inicial de Recursos Fatores: F5 – Despesas de Gestão
MODELO DE FINANCIAMENTO
Fórmula para Alocação Inicial de
Recursos
Fatores:
F5 – Despesas de Gestão e de
Capacitação
F6 – Despesas Operacionais - acesso e de
comunicação
F7 – Despesas de contra-referência de
média e alta complexidade
F8 – Fator epidemiológico e sócio-cultural
MODELO DE FINANCIAMENTO Metas de Investimento Apresentação de Plano de Investimentos (PI) nas rodadas de
MODELO DE FINANCIAMENTO
Metas de Investimento
Apresentação de Plano de Investimentos (PI)
nas rodadas de ajuste:
justificativa do investimento;
impacto sobre a capacidade de prestação de
serviços;
expansão esperada do custeio;
redução nos gastos com logística.
Critérios de priorização:precariedade de infra-
estrutura; impactos sobre a ampliação e melhoria da
atenção à saúde; impactos sobre a redução de custos
da atenção à saúde.
MODELO DE FINANCIAMENTO Apropriação de Custos Comprovocação de gastos para comprovação de custos: aumento da
MODELO DE FINANCIAMENTO
Apropriação de Custos
Comprovocação de gastos para
comprovação de custos: aumento da
eficiência na utilização dos recursos.
Experiência piloto de Sistema para
Apropriação de Custos.
Capacitação dos DSEIs.
Implementação nos demais DSEIs.
MODELO DE FINANCIAMENTO Fórmula para Alocação Inicial de Recursos 8 Fatores: F1 - Equipe Básica
MODELO DE FINANCIAMENTO
Fórmula para Alocação Inicial de
Recursos
8 Fatores:
F1 - Equipe Básica de profissionais de
saúde definida de acordo com critérios
estabelecidos;
F2 - Equipe Complementar formada por
outros profissionais vinculados à
atenção e ao suporte
F3 – Encargos trabalhistas e
previdenciários
F4 – Despesas Correntes de Saúde -
materiais de consumo e insumos
MODELO DE FINANCIAMENTO Fórmula para Alocação Inicial de Recursos Fórmula de Alocação Inicial do Distrito
MODELO DE FINANCIAMENTO
Fórmula para Alocação Inicial de
Recursos
Fórmula de Alocação Inicial do Distrito
(FAID)
FAID = F1+ F2 + F3 + F4 + F5 +F6 + F7 + F8
Fundo Geral de Recursos da Saúde
Indígena (FGRSI)
Σ FAID dos 34 Distritos = 90% dos recursos
Despesas de transporte aéreo e necessidades
emergenciais = 10% dos recursos.
MODELO DE FINANCIAMENTO Metas de Financiamento Apresentação de Planos de Necessidades de Financiamento (PNF) nas
MODELO DE FINANCIAMENTO
Metas de Financiamento
Apresentação de Planos de
Necessidades de Financiamento (PNF)
nas rodadas de ajuste:
necessidades adicionais de recursos
correntes;
necessidades de recursos de capital.
Construção de Metas de Financiamento
por Distrito e sua consolidação em
Quadro de Metas de Financiamento da
Saúde Indígena.
MODELO DE FINANCIAMENTO Compras de serviços e formas de pagamento Compra centralizada ou descentralizada
MODELO DE FINANCIAMENTO
Compras de serviços e formas de
pagamento
Compra centralizada ou
descentralizada
Tendência à recentralização
Decisão:
Economias de escala+ reduções de
custos adm. + diminuição das
necessidades de pessoal › custos de
inadequações a necessidades e
demandas = centralização
Reclamação: morosidade no
suprimento de insumo.
MODELO DE FINANCIAMENTO Compras de serviços e formas de pagamento Compras centralizadas e distribuição
MODELO DE FINANCIAMENTO
Compras de serviços e formas de
pagamento
Compras centralizadas e distribuição
descentralizadas pode ser alternativa
para alguns insumos.
Capacitação e emponderamento de
DSEIs como gestores das compras.
Gestão da saúde indígena: DSEIs
Execução: direta, convênios, contratação
de func. públicos ou terceirizados.
MODELO DE FINANCIAMENTO Plano de Ação - curto prazo Eixo Metas Indicadores Ações Centralização dos
MODELO DE FINANCIAMENTO
Plano de Ação - curto prazo
Eixo
Metas
Indicadores
Ações
Centralização dos repasses em
ummesmo órgão
Viabilizar politicamente a
aglutinação de recursos
Nº de reuniões com atores-chave
Atividades de debate e
definiçãopolíticaanível
nacional/interisntitucional
(reuniões CONDISI, Conselhos
Distritais, Reuniões GT de
transição, FUNASA, MS e CNS).
Autonomia da gestão dos
recursos em 34 unidades
gestoras
Criação de
categorização/classificação de
DSEIs ecapacitação das áreas
de administração e orçamento
Classificação de DSEIs segundo
critérios epidemiológicos, de
gestão, de acesso e de infra-
estrutura.
Estudos paraestabelecer
metodologia; Coletade dados;
classificar DSEIs
Atividades de debate para
legitimar a categorização;
capacitação das áreas de
administração eorçamento).
Adoção da Fórmula
Preparação para adoção da
Fórmula
Montagem de estrutura central
dotada de capacidade de
avaliaçãoe capacitadaa
prestar assistênciaaos DSEIs
Debates acerca dos fatores da
fórmula;
Propostas de
detalhamento/revisão;
Coleta de informações acerca
dos fatores da Fórmula
Valores aseremrepassados por
DSEI
DSEIS capacitados
Estudos paraverificação
acerca da disponibilidade de
dados;
Coleta de informações e
alimentação de planilhas;
cálculo dos repasses por DSEIs.
apresentação e legitimação
dos valores.
MODELO DE FINANCIAMENTO Plano de Ação - curto prazo Eixo Metas Indicadores Ações Prestaçãode contas
MODELO DE FINANCIAMENTO
Plano de Ação - curto prazo
Eixo
Metas
Indicadores
Ações
Prestaçãode contas
Desenvolvimento de
metodologia para prestação
de contas nas Rodadas de
Ajuste
Relaçãodecritérios aceitos na
prestação de contas;
Definição de prioridades a serem
atendidas.
Critérios para acesso ao Fundo de
Ajuste.
Constituir equipepara elaborar
a
metodologia;
Estabelecer parâmetros para
guiar as rodadas;
Definir critérios deacessoao
Fundo
Capacitar equipes dos DSEIs
Fortalecimentodos DSEIs como
fundos financeiros e
orçamentários
Capacitação degestores
Distritais para assumir gestão
financeira
Nº decursos para capacitação
para ordenar despesas, realizar
licitações e contratos.
Incremento do nº e da
qualificação do quadro de
pessoal dosDSEIs
Realizar cursos para
capacitação degestores dos
DSEIs
Contratação defuncionários
para desempenhar funções
administrativas nos DSEIs.
Contratação deprocedimentos
Capacitar os DSEIS para assumir
o planejamentoe a
contratação deprocedimentos
demédiaealtacomplexidade.
Nº de gestores de DSEIs
capacitados para incluir a
contratação de procedimentos
nos Planos Distritais epara
negociar a inclusão nos Planos
Municipais e Estaduais junto às
CIBs;
realizar os cursos mencionados;
demédiaealtacomplexidade
pelos DSEIs
Estudos para identificar o nº de
procedimentos para 2010;
tornar possível e viável a
participação de chefes de
DSEIs nas CIBs
Avaliação e Monitoramento Monitoramento centrado na ferramenta SIASI Deficiências na infraestrutura informacional
Avaliação e Monitoramento
Monitoramento centrado na ferramenta
SIASI
Deficiências na infraestrutura
informacional nas pontas do Sistema
Grande demanda por qualificação dos
envolvidos no Sistema
Necessidade de apropriação das
informações do SIASI na rotina
institucional
MODELO DE FINANCIAMENTO Prestação de Contas Mudança da lógica de prestação de contas: do monitoramento
MODELO DE FINANCIAMENTO
Prestação de Contas
Mudança da lógica de prestação de
contas: do monitoramento por meio do
controle de gastos financeiros para a
avaliação de metas e resultados.
Vinculação entre cumprimento de metas e
transferência de recursos.
Etapas:
Controle de gastos nas rodadas de ajuste;
Criação de sistema de apropriação de custos;
Monitoramento de repasses baseado em
metas.
MODELO DE FINANCIAMENTO Plano de Ação - curto prazo Eixo Metas Indicadores Ações Implementação de
MODELO DE FINANCIAMENTO
Plano de Ação - curto prazo
Eixo
Metas
Indicadores
Ações
Implementação de Sistema
para Apropriação de Custos
Metodologia e escolha de
experiência-piloto
Nº devisitas inlocoemunidades
de saúde. Nomeação de DSEIs-
piloto;
Elaboração de metodologia para
apropriação de custos.
CriaçãodoSistemade
Apropriação de custos.
Escolha dos DSEIs integrantes do
piloto;
Estudo para elaborar
metodologia.
Compras de serviços e formas
de pagamento
Conhecimentodo
Coleta de dados acerca de
custo/benefício relacionado
preços de compra de insumos,
comasmodalidades de
compra
Planilhas de custos incorridos com
acompracentralizadavs
descentralizada de insumos,
incluindodistribuiçãoe
dispensação;
Relaçãodos benefícios decada
modalidade;
Cômputo de desperdícios de
insumos (prazo de validade
vencido, prescrição inadequada).
gastos de transporte e logística,
gastos de armazenamento;
coleta de informações acerca
debenefícios dacompra
central. vs descentralizada;
determinação das
modalidades de compra por
itemde despesa.
Pactuação de investimentos
Elaboraçãode metodologia,
de critérios e de instrumento
paraa pactuação de
investimentos
Modelo de Plano de Investimento
Constituir equipeparaelaborar
o
modelo);
Estudo para desenvolvimento
do
modelo).
Subsistema de Saúde Indígena: Análise de Situação e Opções para o Futuro Apresentação das Diretrizes
Subsistema de Saúde Indígena:
Análise de Situação e Opções para o Futuro
Apresentação das Diretrizes Gerais e
Estratégias de Monitoramento e Avaliação
de Política, Programas e Ações de Saúde
Indígena
Seminário Regional
|
24 e 25 de junho de 2009
|
Manaus - AM
Perfil demográfico Segundo dados de 2007, vivem no Brasil 488.441 mil índios (SIASI), distribuídos entre
Perfil demográfico
Segundo dados de 2007, vivem no Brasil 488.441 mil
índios (SIASI), distribuídos entre 225 povos
indígenas, que perfazem cerca de 0,25% da
população brasileira.
Os aglomerados populacionais que caracterizam
esses povos são comumente de pequeno porte, 28%
são constituídos por até 200 pessoas, 40% tem entre
200 e 1000 pessoas, e apenas 3 povos indígenas
apresentam mais de 20 mil pessoas.
Há estimativas de que existam entre 100 e 190 mil
índios vivendo fora das terras indígenas e 63
referências de grupos indígenas ainda não-
contatados.
A taxa de crescimento anual estimada é de 3,5% ao
ano. Este fenômeno demográfico tem sido definido
enquanto “recuperação demográfica”, ocorrendo
após um longo período de perdas populacionais.
Mortalidade proporcional Mortalidade proporcional por grupos de causa das populações indígena e total do Brasil
Mortalidade proporcional
Mortalidade proporcional por grupos de causa das populações indígena e total
do Brasil
CAUSAS
Indígena (2007)
Brasil (2005)
Doenças infecciosas e parasitárias
10.41
5,17
Neoplasias
11.22
16,34
Doenças do aparelho circulatório
9.93
31,46
Doenças do aparelho respiratório
8.96
10,79
Afecções originadas no período perinatal
8.48
3,30
Causas externas
23.30
14,14
Demais causas definidas
27.70
18,79
TOTAL
100,00 (N=1.863)
100,00 (N=902.372)
1. Somente foram considerados os óbitos com causas definidas; pressupõem‐se que os óbitos com
causa mal definida (capítulo XVIII da CID 10) estão distribuídos linearmente pelos demais grupos de
causas.
* Fontes: SIASI (2007) e DATASUS (2008)
Características Concentração de recursos em poucas instituições Baixos valores por projeto Boa dispersão
Características
Concentração de recursos em poucas
instituições
Baixos valores por projeto
Boa dispersão regional
Processo inicial de pordução de estudos
Baixa interação com a FUNASA
Principais características do monitoramento e da avaliação Monitoramento Avaliação Característica Processo
Principais características do
monitoramento e da avaliação
Monitoramento
Avaliação
Característica
Processo
Contínuo
Descontínuo
Foco
Implementação e produtos
Implementação e resultados
Fontes de
Procedimentos de
Estudos
informações
rotina/Ferramentas
eletrônicas
Produção de dados
Regular
Irregular
Aplicações
Rotina administrativa
- Aprendizado
-
Melhorias na
implementação
- Accountability
- Planejamento e alocação
de recursos
Indicadores
Estrutura, processo e
resultado
Os mesmos desde que haja
repetição na coleta dos
dados
Atuar de forma sinérgica, organizando iniciativas de M&A da FUNASA e demais órgãos Considerar metodologias,
Atuar de forma sinérgica,
organizando iniciativas de M&A
da FUNASA e demais órgãos
Considerar metodologias, ferramentas
tecnológicas, e políticas de fomento ao
estudo da saúde dos povos indígenas
Envolver os desenvolvedores das
experiências já consolidadas:Técnicos da
COMOA/Funasa, DECIT, DATASUS,
representantes dos DESEIs, agentes de
saúde, e lideranças indígenas
Considerar produção de dados de:
FUNAI, IBGE, INEP e MDS
Avaliação e Monitoramento De 2002 a 2007 foram aprovados 63 projetos de pesquisa na área
Avaliação e Monitoramento
De 2002 a 2007 foram aprovados 63
projetos de pesquisa na área da Saúde
dos Povos Indígenas, totalizando R$
3.528.229,14 investidos.
R$ 1.433.777,90 são recursos do DECIT.
R$ 2.094.451,29 são do CNPq, das FAPs e as
Secretarias de Saúde (PPSUS).
Implementar o sistema de M&A de saúde indígena Implementar o subsistema de monitoramento, para o
Implementar o sistema de M&A de saúde
indígena
Implementar o subsistema de
monitoramento, para o acompanhamento
contínuo, regular e sistemático dos
programas em relação a seus objetivos e
metas
Implementar o subsistema de avaliação,
visando compreender os resultados da
implementação dos programas de saúde
indígena.
Apoiar-se no sistema de M&A para o aperfeiçoamento da gestão da saúde indígena. Formulação estratégica
Apoiar-se no sistema de M&A
para o aperfeiçoamento da
gestão da saúde indígena.
Formulação estratégica
Aprimoramento do desenho
Transparência e controle social
Alocação de recursos
Prospecção de tecnologia para a gestão
Formação e capacitação
Garantir comunicação entre as bases de dados e sistemas informacionais de interesse do subsistema de
Garantir comunicação entre as
bases de dados e sistemas
informacionais de interesse do
subsistema de monitoramento
Variáveis ou rotinas fonéticas originais do SIASI
Indivíduo
Espaço
Atributos
Rotinas
Atributos e rotinas
Aldeia
Nome da pessoa
Aldeia
Etnia
Nome do pai
Pólo base
Nome da mãe
DSEI
Estrutura e fluxo do Sistema de M&A
Estrutura e fluxo do
Sistema de M&A
Definir rotinas para construção de indicadores de monitoramento Listar objetivos dos programas. Levantar junto aos
Definir rotinas para construção
de indicadores de
monitoramento
Listar objetivos dos programas.
Levantar junto aos atores relevantes
principais necessidades e problemas de
cada programa.
Definir os efeitos relevantes esperados.
Definir rotinas para debate dos resultados
e divulgação dos mesmos.
Vincular a variação nos indicadores
definidos a incentivos
Apoiar subsistema de avaliação em estudos realizados por instituições independentes Constituição de unidade de
Apoiar subsistema de avaliação
em estudos realizados por
instituições independentes
Constituição de unidade de avaliação
permanente.
Interagir com o DECIT na definição de
agenda de estudos de avaliação da saúde
indígena.
Realizar estudos próprios através de
contratação de intuições de pesquisa
acadêmica ou aplicada.
Desenvolver e implementar política de disseminação de resultados Utilizar várias mídias para disseminação dos
Desenvolver e implementar
política de disseminação de
resultados
Utilizar várias mídias para disseminação
dos resultados:
Revista técnica voltada aos achados das
avaliações
Newsletters voltados aos estudos descritivos
Relatório estatístico anual voltado à
apresentação das estatísticas oficiais da saúde
indígena
Boletins eletrônicos
Aumentar qualidade e usabilidade das ferramentas na construção do subsistema de monitoramento Conexão à Internet
Aumentar qualidade e
usabilidade das ferramentas na
construção do subsistema de
monitoramento
Conexão à Internet
Articular a capacitação em gestão de
políticas com a de A&M
O foco do sistema de M&A indígena deve
ser nos indicadores de políticas,
programas e ações de saúde indígena
Revisão do SIASI para que alcance os
requisitos tecnológicos já alcançados
pelos sistemas de informação em saúde já
consolidados
Lista básica para discussão: indicadores demográficos 1. Razão de Sexo 2. Taxa Bruta de Natalidade
Lista básica para discussão:
indicadores demográficos
1. Razão de Sexo
2. Taxa Bruta de Natalidade
3. Taxa Bruta de Mortalidade
4. Taxa de Mortalidade Infantil
5. Taxa de Mortalidade Neonatal
6. Taxa de Mortalidade Neonatal Precoce
7. Taxa de Mortalidade Neonatal Tardia
8. Taxa de Mortalidade Pós-Neonatal
Instituir política de formação e capacitação integrando saúde indígena e M&A Cursos: a distância,
Instituir política de formação e
capacitação integrando saúde
indígena e M&A
Cursos: a distância, presencial e pós-
graduação lato senso
Disseminar as melhores práticas de A&M
Produzir e distribuir material didático sobre
métodos de A&M
Desenvolver e implementar política de disseminação de resultados Produzir materiais (newsletters e seções do
Desenvolver e implementar
política de disseminação de
resultados
Produzir materiais (newsletters e seções
do boletim eletrônico) nas línguas dos
grupos étnicos mais numerosos
Aumentar o relacionamento com a
comunidade acadêmica
Subsistema de Saúde Indígena: Análise de Situação e Opções para o Futuro Diretrizes Gerais e
Subsistema de Saúde Indígena:
Análise de Situação e Opções para o Futuro
Diretrizes Gerais e Plano de Ação para a
Implementação dos Modelos de Atenção,
Gestão, Financiamento, Organização e
Monitoramento & Avaliação
do Subsistema de Saúde Indígena
Seminário Regional
|
24 e 25 de junho de 2009
|
Manaus - AM
Metas e Ações de Curto Prazo COMO preparar o terreno para a plena implementação dos
Metas e Ações de Curto Prazo
COMO preparar o terreno para a plena
implementação dos Modelos em 2011-2014?!
Viabilizar a Autonomia incorporando os DSEIs como
Unidades
de Despesa no OGU já para 2010
Fortalecer a capacidade dos DSEIs e da Organização
Responsável pela Saúde Indígena para implantação gradativa da
Autonomia e adoção dos Modelos
Definir os Planos Distritais para 2011-2014 a partir do novo
modelo de Atenção à Saúde
Identificar prioridades de investimento para serem incorporados
no PPA 2011-2014
Estratégia de comunicação: disseminação dos produtos, criação
de espaços de debate e fóruns de intercâmbio de experiências
Estratégia de articulação: definição de responsabilidades
institucionais, criação de Câmara Técnica da CIT, fortalecimento
da articulação intersetorial
Ações Prioritárias de Curto Prazo 2. Fortalecer a capacidade para a Gestão da Autonomia com
Ações Prioritárias de Curto
Prazo
2. Fortalecer a capacidade para a Gestão da
Autonomia com Responsabilidade Sanitária
Preparação de metodologias e materiais para
orientarem o fortalecimento da capacidade de Gestão
para Autonomia com Responsabilidade Sanitária, com a
elaboração do Perfil do Gestor Distrital como recurso
base para os processos seletivos e para a
implementação de cursos de formação a partir de 2010,
e a construção do marco regulatório da Autonomia com
manuais detalhando suas normas operacionais básicas
e estratégias de implementação com critérios para
progressão pelos níveis de autonomia.
Ações Prioritárias de Curto Prazo 4. Criar as bases técnicas para a incorporação da análise
Ações Prioritárias de Curto
Prazo
4. Criar as bases técnicas para a
incorporação da análise de custos
Desenvolvimento de metodologia para definição
dos custos envolvidos na operação do
subsistema e aplicação das etapas preliminares
dessa metodologia, para garantir a
racionalização da alocação orçamentária dentro
da lógica das “rodadas de ajuste” previstas para
a redefinição dos tetos distritais a partir de 2010.
Abordagem Geral do Plano de Implementação Orientar as propostas pela abordagem de aprendizado “learning
Abordagem Geral
do Plano de Implementação
Orientar as propostas pela abordagem de aprendizado
“learning approach”;
Propor uma Estratégia de Comunicação e Articulação
Identificar Condicionantes e Riscos importantes para a
implementação dos Modelos
Ações Prioritárias de Curto Prazo 1. Fortalecer a capacidade para implementar um novo Modelo de
Ações Prioritárias de Curto
Prazo
1. Fortalecer a capacidade para
implementar um novo Modelo de Atenção
Preparação de metodologias e materiais para a
implementação da Vigilância da Saúde como Modelo de
Atenção nos DSEIs e formação de uma massa crítica de
quadros técnicos e de gestão nos níveis distrital e nacional
capaz de multiplicar esta abordagem no conjunto dos
DSEIs a partir de 2010.
Ações Prioritárias de Curto Prazo 3. Mapear a capacidade instalada e as necessidades de investimento
Ações Prioritárias de Curto
Prazo
3. Mapear a capacidade instalada e as
necessidades de investimento
Identificação da capacidade instalada de
assistência à saúde dos territórios distritais e
municípios adstritos, para orientar a readequação
territorial, otimizar a integração com as redes
regionalizadas de referência do SUS e identificar
prioridades para futuros investimentos em
infraestrutura no âmbito do PPA 2011-2014 e de
um eventual Projeto VIGISUS III.
Estratégia de Articulação Definir a responsabilidade institucional pela gestão do Subsistema de Saúde Indígena em
Estratégia de Articulação
Definir a responsabilidade institucional pela gestão do
Subsistema de Saúde Indígena em nível nacional.
Viabilizar a apropriação dos Modelos pelos gestores do
SUS nas diferentes esferas, via CIT (introdução do Gestor
Nacional e possível criação de uma Câmara Técnica da CIT
sobre saúde indígena) e CIB (representação dos chefes de
DSEI), incorporando a integração com o SUS à lógica da
Autonomia.
Formalizar e intensificar a prática da articulação
intersetorial, visando a viabilização das estratégias ora
propostas e a melhoria dos indicadores dos determinantes
sociais da saúde indígena (saneamento, nutrição,
educação, participação social, demarcação e gestão
sustentável das terras e dos recursos naturais).
Estratégia de Comunicação Disponibilizar, via Internet, os relatórios das Oficinas Regionais e os textos finais
Estratégia de Comunicação
Disponibilizar, via Internet, os relatórios das Oficinas Regionais e os
textos finais dos Produtos da Consultoria assim que estes tenham
sido aprovados pela FUNASA e pelo Banco Mundial;
Preparar versões acessíveis do conteúdo essencial dos Modelos, que
possam servir de insumo para o debate em reuniões de Chefes de
Distrito, CONDISIs, Fórum de Presidentes, eventuais Oficinas
Regionais, etc.;
Criar uma página de Internet para registro e disseminação de
experiências bem-sucedidas já desenvolvidas nos DSEIs, a partir do
material recolhido durante as Oficinas Regionais, com recursos de
troca entre os DSEIs (espaço blog/envio de perguntas e respostas
com cadastro prévio);
Disponibilizar para os técnicos dos DSEIs, via página de internet
associada à página acima proposta, uma biblioteca básica de textos
chave da saúde indígena; e
Criar uma plataforma eletrônica que poderá servir para a realização
de “seminários virtuais” de apresentação e discussão dos Modelos,
como alternativa mais barata à repetição dos ciclos de Oficinas
Regionais.

Apresentação do Dr. Armando Raggio, com intervenção do Dr. Marcos Pellegrini iniciou apresentando o que se entende por modelo de atenção à saúde indígena, sobre o profissional, formas de atendimento, equipamento, falou também das relações humanas em si. Apresentou os modelo de atenção da Vigilância da Saúde, onde a população e as equipes da saúde são o foco, não se leva em conta apenas à tecnologia médica, mas também a comunicação, o planejamento, em conjunto com a população atendida. Em relação aos povos indígenas, a principal tecnologia pra tratar da questão intercultural, é a comunicação, é ouvir a população indígena, levar em consideração seus costumes, seus saberes. A organização dos DSEIs devem levar em consideração os territórios onde as populações estão situadas, não apenas levando em consideração a forma burocrática de organização territorial. A educação permanente deve ser a principal ferramenta de trabalho. Estratégias - a ação prioritária deve ser executada nas aldeias, priorizar a formação do agente indígena de saúde, garantir os equipamentos e insumos, incluindo comunicação, que garantirá interação com a equipe multidisciplinar, melhorando o atendimento. Os DSEIs deveriam ter a formação dos agentes como prioritária, mas a maioria deles não conseguiu avançar nessa formação.Inclusão da pedagogia e antropologia na formação dos profissionais de saúde. O problema dos programas de prevenção na maioria das vezes são os insumos. Material colhido no Javari, por exemplo, sendo examinado em Manaus, ou até mesmo fora. Assistência farmacêutica não é só comprar e enviar remédio, não se trata apenas de abastecimento, o ciclo completo deve ser levado em consideração, necessidade, pessoal, entre outros. Lembrou que já passou por diversos ciclos de saúde, que às vezes se repetem, pediu inclusive desculpa aos indígenas por isso. Apresentou a equipe responsável pelo trabalho, IDS, Saúde sem Limites, CEBRAP, que participaram de uma licitação e foram contratados para realizar esse trabalho de consultoria de análise e propositura. A contribuição da equipe é de lembrar que o SUS tem a obrigação legal de desenvolver a vigilância em saúde. Não é

apenas com a sociedade indígena que se cometem falhas, que os não indígenas também sofrem de influências dos colonizadores. Citou que não é que o hospital não seja necessário, mas que na maioria das vezes quando tudo corre bem, como num parto, por exemplo, é ótimo, mas quando a mãe está em risco na verdade ninguém quer atender. O trabalho apresentado por ele foi realizado pela Dra. Vera, que possui grande experiência no assunto. Uma vez que não estão sendo apresentadas novidades, o resultado do trabalho é uma fotografia, e qual o valor da consultoria? O importante é que é no olhar de terceiros, nem dos usuários nem prestadores, mas um olhar de quem está de fora, com propostas, sem a preocupação de encontrarem culpados. O controle social é fraco, quanto mais distante a população a ser atendida, mas difícil será ela de ser ouvida. Não é necessário ter uma caixinha para cada atividade, mas pessoas que se comuniquem nas suas especialidades e responsabilidades.A proposta não é que os chefes não respondam por seus atos, mas que o façam ouvindo mais os demais atores e estando diretamente ligados as autoridades nacionais. Não se está propondo que alterações sejam feitas sem que os usuários sejam ouvidos. Propõe criação de um Consórcio Inter-Distrital, para atendimento em conjunto das necessidades em comum. Sugeriu que quando for visitar uma área deverá ser levada uma equipe multidisciplinar para suporte. Os conhecimentos e práticas antigas não devem ser rejeitadas, mas reaproveitadas dentro da nova forma de atendimento. Controle social não custa absurdamente caro, mas só pode se viabilizar após recurso disponível, então se faz necessário o levantamento e garantia dos recursos. O melhor atendimento de saúde indígena para pelo melhor atendimento no SUS. Se o indígena não está bem atendido, pior o ribeirinho. O chefe do atendimento é responsável não só pelo atendimento, mas pela população a ser atendida. Desenvolvimento da Capacidade Gestora. Gestão se aprende executando gestão, mas deve-se considerar a capacidade de gestão de cada um, ajudando aqueles que não tem condição de gerir pela autoridade nacional. Lembrou da necessidade do reforço dos Conselhos no Subsistema. Como acontece na Comissão Intergestora Tripartite, onde se pactua as ações do subsistema, uma vez que os órgãos são autônomos entre si. O Bom seria que todas as práticas de gestão fossem práticas de consenso, evitaria conflitos, existe cumplicidade nas decisões. É impossível trocar de uma hora pra outra todos os profissionais que trabalham no atendimento, mas aos poucos se pode iniciar, garantindo a permanência dos profissionais, menor rotatividade, que haja formação, capacitação permanente, humanização do atendimento. O Plano Atual na teoria é muito bom, mas variou muito conforme o gestor da vez, talvez pela irregularidade dos recursos. Precisa da avaliação não só política dos atos. Proposta de Criação do Manual de Orientação Básica, como no

tempo de descentralização do SUS, as normas operacionais. Casos não previstos seriam avaliados e decididos no colegiado. Gestão e financiamento dissociado - cortar o recurso prejudica o usuário, não se pode deixar de garantir o básico. Os recursos seriam maiores à medida que as metas fossem sendo atendidas. Citou o defeito do SUS como um todo, o recurso é liberado e o usuário às vezes não é atendido, a forma de atendimento deveria ser a liberação direcionada, alocada ao usuário. Em algumas vezes o recurso é gasto corretamente, mas não se alcança o objetivo, em algumas vezes se alcança o objetivo, mas não que gasta conforme o proposto. O cálculo e controle de custos é difícil de ser executado, mas é muito necessário. Dados mostram que a mortalidade indígena é muito maior por fatores parasitários e ligados ao período pré-natal do que na população não indígena. O governo brasileiro tem obrigação estudar e avaliar melhor o atendimento a saúde indígena. Os trabalhos da manhã foram encerrados.

5. Apresentação do Plano de Implementação dos Modelos

PlanoPlano dede AAççãoão para a Implementação dos Modelos de Atenção, Gestão, Financiamento, Organização e
PlanoPlano dede AAççãoão
para a Implementação dos Modelos de
Atenção, Gestão, Financiamento, Organização
e Monitoramento & Avaliação do Subsistema de
Saúde Indígena
Seminário do GT de Saúde Indígena | 24 e 25 de junho de 2009 | Manaus/AM
Fundação
Ministério
Nacional
da Saúde
de Saúde
Metas e Ações de Curto Prazo COMOCOMO prepararpreparar oo terrenoterreno parapara aa plenaplena
Metas e Ações de Curto Prazo
COMOCOMO prepararpreparar oo terrenoterreno parapara aa plenaplena implementaimplementaççãoão
dosdos ModelosModelos emem 20112011--2014?!2014?!
Viabilizar a Autonomia incorporando os DSEIs como
Unidades de Despesa no OGU já para 2010.
Fortalecer a capacidade dos DSEIs e da organização
responsável pela Saúde Indígena para implantação
gradativa da Autonomia e adoção dos Modelos.
Definir os Planos Distritais para 2011-2014 a partir do
novo modelo de Atenção à Saúde.
Abordagem Geral do Plano de Implementação Orientar as propostas pela abordagem de aprendizado “learning
Abordagem Geral
do Plano de Implementação
Orientar as propostas pela abordagem de
aprendizado “learning approach”;
Propor uma Estratégia de Comunicação e
Articulação
Identificar Condicionantes e Riscos importantes
para a implementação dos Modelos
Metas e Ações de Curto Prazo COMOCOMO prepararpreparar oo terrenoterreno parapara aa plenaplena
Metas e Ações de Curto Prazo
COMOCOMO prepararpreparar oo terrenoterreno parapara aa plenaplena implementaimplementaççãoão
dosdos ModelosModelos emem 20112011--2014?!2014?!
Identificar prioridades de investimento para serem
incorporados no PPA 2011-2014.
Estratégia de comunicação: disseminação dos
produtos, criação de espaços de debate e fóruns de
intercâmbio de experiências.
Estratégia de articulação: definição de
responsabilidades institucionais, criação de Câmara
Técnica da CIT, fortalecimento da articulação
intersetorial.
Ações Prioritárias de Curto Prazo 1. Fortalecer a capacidade para implementar um novo Modelo de
Ações Prioritárias de Curto Prazo
1. Fortalecer a capacidade para
implementar um novo Modelo de Atenção
Preparação de metodologias e materiais para a
implementação da Vigilância da Saúde como Modelo de
Atenção nos DSEIs e formação de uma massa crítica de
quadros técnicos e de gestão nos níveis distrital e nacional
capaz de multiplicar esta abordagem no conjunto dos
DSEIs a partir de 2010.
Ações Prioritárias de Curto Prazo 3. Mapear a capacidade instalada e as necessidades de investimento
Ações Prioritárias de Curto Prazo
3. Mapear a capacidade instalada e as
necessidades de investimento
Identificação da capacidade instalada de
assistência à saúde dos territórios distritais e
municípios adstritos, para orientar a readequação
territorial, otimizar a integração com as redes
regionalizadas de referência do SUS e identificar
prioridades para futuros investimentos em
infraestrutura no âmbito do PPA 2011-2014 e de
um eventual Projeto VIGISUS III.
Estratégia de Articulação Definir a responsabilidade institucional pela gestão do Subsistema de Saúde Indígena em
Estratégia de Articulação
Definir a responsabilidade institucional pela gestão do
Subsistema de Saúde Indígena em nível nacional.
Viabilizar a apropriação dos Modelos pelos gestores do
SUS nas diferentes esferas, via CIT (introdução do Gestor
Nacional e possível criação de uma Câmara Técnica da CIT
sobre saúde indígena) e CIB (representação dos chefes de
DSEI), incorporando a integração com o SUS à lógica da
Autonomia.
Formalizar e intensificar a prática da articulação
intersetorial, visando a viabilização das estratégias ora
propostas e a melhoria dos indicadores dos determinantes
sociais da saúde indígena (saneamento, nutrição,
educação, participação social, demarcação e gestão
sustentável das terras e dos recursos naturais).

6. Dúvidas e esclarecimentos

Ações Prioritárias de Curto Prazo 2. Fortalecer a capacidade para a Gestão da Autonomia com
Ações Prioritárias de Curto Prazo
2. Fortalecer a capacidade para a Gestão da
Autonomia com Responsabilidade Sanitária
Preparação de metodologias e materiais para
orientarem o fortalecimento da capacidade de Gestão
para Autonomia com Responsabilidade Sanitária, com a
elaboração do Perfil do Gestor Distrital como recurso
base para os processos seletivos e para a
implementação de cursos de formação a partir de 2010,
e a construção do marco regulatório da Autonomia com
manuais detalhando suas normas operacionais básicas
e estratégias de implementação com critérios para
progressão pelos níveis de autonomia.
Ações Prioritárias de Curto Prazo 4. Criar as bases técnicas para a incorporação da análise
Ações Prioritárias de Curto Prazo
4. Criar as bases técnicas para a
incorporação da análise de custos
Desenvolvimento de metodologia para definição
dos custos envolvidos na operação do
subsistema e aplicação das etapas preliminares
dessa metodologia, para garantir a
racionalização da alocação orçamentária dentro
da lógica das “rodadas de ajuste” previstas para
a redefinição dos tetos distritais a partir de 2010.
Estratégia de Comunicação Disponibilizar, via Internet, os relatórios das Oficinas Regionais e os textos finais
Estratégia de Comunicação
Disponibilizar, via Internet, os relatórios das Oficinas Regionais e os
textos finais dos Produtos da Consultoria assim que estes tenham
sido aprovados pela FUNASA e pelo Banco Mundial;
Preparar versões acessíveis do conteúdo essencial dos Modelos, que
possam servir de insumo para o debate em reuniões de Chefes de
Distrito, CONDISIs, Fórum de Presidentes, eventuais Oficinas
Regionais, etc.;
Criar uma página de Internet para registro e disseminação de
experiências bem-sucedidas já desenvolvidas nos DSEIs, a partir do
material recolhido durante as Oficinas Regionais, com recursos de
troca entre os DSEIs (espaço blog/envio de perguntas e respostas
com cadastro prévio);
Disponibilizar para os técnicos dos DSEIs, via página de internet
associada à página acima proposta, uma biblioteca básica de textos
chave da saúde indígena; e
Criar uma plataforma eletrônica que poderá servir para a realização
de “seminários virtuais” de apresentação e discussão dos Modelos,
como alternativa mais barata à repetição dos ciclos de Oficinas
Regionais.

Carlos – os princípios estão claros, então se pergunta o que estamos aguardando pra iniciar a implantação? Por que não se inicia em algum DSEI? Se define que será o responsável, o gestor? Por que a FUNASA BSB continua a agir como se os DSEIs não existissem?

Dr Armando Raggio respondeu que, quem não conhece o plano de implementação só pode se fazer este tipo de pergunta mesmo. Que será discutido o plano de implementação, que um dos primeiros pontos em comum é a necessidade do Plano de

Gestão.Algumas medidas não podem ser tomadas de imediato, depende de regulamentação, seria por meio de Portaria? De Decreto? Ainda não está definido. Garante que a sua resposta, não contempla todas as suas perguntas.

Enfatizou que a consultoria não define se será criada uma Secretaria de Saúde Indígena, menciona que é consultor, e cita o Órgão Gestor a garantia da criação dos Distritos. Essa definição seria uma decisão de governo.

A proposta do Comitê Gestor Nacional seria formado pelos Chefes de Distrito e o Chefe

Nacional

Irmã Ercília: perguntou sobre a autonomia das CASAIs? Como seria?

Dr. Armando Raggio respondeu que a autonomia não se trata de trabalho desassociados, não seria descolar a CASAI do DSEI, mas sim melhorar o gerenciamento da CASAI; melhor qualificar os que hoje estão respondendo pela CASAI. Não se trata de transformar a CASAI em Unidade Gestora, mas com autonomia administrativa.

Erivelto Apurinã – Cacique da Comunidade Castanheira do Médio Rio Purus: mencionou

a reflexão do trabalho da consultoria, na sua teoria. Acredita que as ações de saúde em

área, executadas pela FUNASA, são eficazes, mas se tornam vulneráveis, pois os indígenas estão muito próximos dos ribeirinhos, e esses não sendo tratados de forma adequadas, são causadores no transporte de doenças aos indígenas com muita facilidade. Acha importante que o SUS também seja fortalecido, para que os ribeirinhos tenham o mesmo tratamento, não levando doenças para os indígenas que residem próximo. Perguntou qual seria o papel da Secretaria de Saúde Indígena?

Dr Armando Raggio: Acredita que nas Secretarias de Saúde tem status de nível nacional, os DSEIs devem atuar com autonomia, alem desses Distritos podem ser criados uma comissão onde devem discutir as ações de como devem agir. Ajudando em conflitos políticos de estados e municípios. Onde deve ser representado pela comissão paritária. Por causa do conjunto da saúde indígena exige essa forma. Nas internações hospitalares, propõe que seja rede de hospital-escola e onde não estiver hospital publico que são assistidos pelo SUS; é necessário de uma ouvidoria onde deve unir a comunicação entre

os distritos, socialmente o atendimento de saúde aos indígenas e ribeirinhos não podem ser diferenciado nem desrespeitados.

Antonio Apurinã = Perguntou aos “parentes” o que muda com a criação da Secretaria? Muda apenas o nome ou muda para uma Secretaria com condições de atender realmente os povos indígenas? Com status de Ministério? Com conhecimentos, recursos humanos, hospitais humanizados para atender os povos indígenas? O indígena afirma que os indígenas querem uma Secretaria com corpo técnico suficiente para atender a saúde indígena, ligada diretamente à Presidência da República.

Dr Armando Raggio respondeu que como consultor não tem autoridade política para responder a essa pergunta. E ainda como consultor sugeriu que essa questão seja encaminhada para os agentes de governo presentes, como Dr. Antônio Alves de Souza.

José Evilásio dos Santos fez considerações sobre o DSEI Alto Rio Solimões, que atende sete povos diferentes, em seis municípios. Enfatizou que é muito difícil o trabalho dos conselheiros devido a grandes distancias e dificuldade logística. Perguntou se teria como se criar um novo Pólo ou dividir o DSEI para melhor atendimento?

Dr Armando Raggio respondeu que teria como analisar a divisão do distrito ou criação de um novo Pólo Base num pequeno espaço de tempo ou a longo prazo, podendo demorar até três anos, dependendo dos recursos.

Marcos Freitas Sá, Presidente do Sindicato de Trabalhadores em áreas Indígenas de Roraima, Perguntou se na autonomia dos DSEIs e na criação da nova secretaria estão levando em consideração o tempo de serviço dos trabalhadores de saúde indígenas? Em detrimento àqueles que nunca trabalharam em área? Que sejam reconhecidos aqueles que passam 30 e até 60 dias em área, longe de suas famílias. Como seria essa contratação? Concurso? CLT?

Dr ArmandoRaggio, a proposta é de não romper contratos, não prejudicar os atuais trabalhadores, não romper de imediato com as atuais parcerias, em algumas áreas continuará sendo difícil conseguir pessoal através de concursos. Sugeriu que os concursos levem em consideração o tempo de serviço, perfil. Que toda contratação seja obedecido os marcos legais da legislação vigente. Com um diferencial que os concursos

não sejam realizados da forma convencional. Vai sugerir ao grupo de trabalho essa recomendação. “quem tem poder para melhor definir as regras seria o doutor Antonio Alves de Souza”.

Jorge Marúbo, frisou a preocupação para implementar as ações de saúde no novo modelo. Sabe que a criação da Secretaria foi atendimento da reivindicação dos povos indígenas. Como seria na ponta? Cada DSEI seria Unidade Gestora? Quem vai assumir de verdade mesmo? Pois qualquer problema, quem vai assumir? Houve conversa sobre o DSEI Javari, que vai passar a ser Administrado pelo DSEI Alto Rio Solimões. Que não vai dar certo, pois os problemas são muitos diferentes.

Dr Armando Raggio, respondeu que o contratador direto ou indireto de pessoas é o Governo Federal, seguindo regras do Governo Federal. Sobre a questão do Javari, trata- se de questão política e não pode ser respondida pela Consultoria. Sobre a união do Javari com o Alto Solimões informou que isso nunca foi escrito nem proposto pela consultoria, pois seria retrocesso, a proposta seria o contrário, em alguns casos, ampliar.

Antonio Pereira de Oliveira, responsável pela logística com DSEI Yanomami, questionou sobre o controle de endemias no novo projeto de gestão. Que esse controle foi passado para o Município ou para o Estado. Existe proposta para o controle ser inserido no novo modelo?

Dr. Marcos Pellegrini, propõe que deveria ser analisado de DSEI por DSEI, com informações vetoriais de acordo com a realidade local.

Dr Armando Raggio fez uma abordagem geral do Plano de Implementação, que como todo modelo servirá como norteador, estando num processo de construção. Que a saúde no Brasil ainda é colonial, entende-se saúde por hospital, mas saúde na verdade não é isso, saúde é prevenção.

Sabá Manchineri enfatizou que a responsabilidade da saúde também é dos indígenas. Os Distritos não devem discutir só autonomia. Com a implantação da autonomia, como fica a participação indígena? Pois não está muito clara, a saúde deve ter um caminho diferente, não ser partidarizada (partido A, B, C e D). “Vamos garantir a participação melhor dos indígenas”. Como se deve ser feito isso? Disse que “Os indígenas participam

de todas as reuniões mas é preciso garantir que o que é falado por eles seja registrado e levado em consideração”.

Dr Armando Raggio reafirmou que não responderia perguntas de ordem política, por ser consultor. Afirmou que não adiantava dar autonomia ao DSEI, sem que houvesse a Secretaria Nacional, atuando com o acompanhamento efetivo dos Conselhos Locais, caso contrário não haveria diferença da nova proposta para o atual modelo. De imediato há necessidade imediata de capacitação dos Agentes de Saúde Indígena e a regularização das contratações dos mesmos. Lembrou que os Gestores devem ser reconhecidos pelos Conselhos, não podem ser indicados de qualquer forma, que devem ser profissionais qualificados, com anuência dos CONDISI.

Adriana, Secretária de Saúde do Município de Borba/AM mencionou sentir falta da presença dos gestores municipais nesses eventos. Lembrou a importância da participação dos Chefes dos DSEIs no CISI (Comissão Intersetorial de Saúde Indígena) e nas Comissões Bipartites e Tripartites, que quase não existe. Pediu maior participação dos Secretários Municipais de Saúde nos CONDISI e dos indígenas nos Conselhos Municipais de Saúde, falando na lógica do Pacto pela Saúde e Gestão.

Dr Armando Raggio concordou que é realmente muito importante a lembrança da participação dos municípios nestas reuniões, informou que ainda não se está atuando na nova gestão, estão apenas indicando sugestões que são melhores para a nova gestão.

7. Apresentação sobre Saneamento Básico – DENSP/Funasa

MINISTÉRIO DA SAÚDE FUNDAÇÃO NACIONAL DA SAÚDE

SEMINÁRIO DO GRUPO INDIGENA

Pedro Antonio Gvozdanovic Villar Coordenador Geral de Engenharia Sanitária

Villar Coordenador Geral de Engenharia Sanitária Manaus, 24 de junho de 2009 APRESENTAÇÃO Missão da

Manaus, 24 de junho de 2009

Geral de Engenharia Sanitária Manaus, 24 de junho de 2009 APRESENTAÇÃO Missão da FUNASA: “ Realizar

APRESENTAÇÃO

Missão da FUNASA:

“ Realizar ações de saneamento ambiental em todos os municípios brasileiros e de atenção integral à saúde indígena, promovendo a saúde pública e a inclusão social, com excelência de gestão, em consonância com o SUS e com as metas de desenvolvimento do milênio.”

com o SUS e com as metas de desenvolvimento do milênio.” Direito à Aldeia e Políticas
com o SUS e com as metas de desenvolvimento do milênio.” Direito à Aldeia e Políticas

Direito à Aldeia e Políticas de saneamento ambiental

O que é possível fazer?
O que é
possível
fazer?
de saneamento ambiental O que é possível fazer? GT - SANEAMENTO INDÍGENA Diagnóstico da Situação do
de saneamento ambiental O que é possível fazer? GT - SANEAMENTO INDÍGENA Diagnóstico da Situação do

GT - SANEAMENTO INDÍGENA

Diagnóstico da Situação do Saneamento em Áreas Indígenas no Brasil – Histórico da Atuação da FUNASA e Perspectivas

APRESENTAÇÃO

Como assegurar saneamento para todos em sua Aldeia?

APRESENTAÇÃO

Qual é o tamanho do nosso desafio?

SANEAMENTOSANEAMENTO EMEM ÁÁREASREAS INDINDÍÍGENASGENAS

METAS:METAS: PERPERÍÍODOODO 20072007--20102010

• Elevar a cobertura com abastecimento de água de 3434 %% para aldeias;

• Elevar a cobertura com abastecimento de água da população atual residente em aldeias de 6262 %% para 9090 %;%

das 7070 %%

• Elevar a cobertura com solução adequada de dejetos de 3030 %% para 5050 %% das aldeias.

RECURSOSRECURSOS NECESSNECESSÁÁRIOSRIOS

• Investimentos

R$R$ 200.000.000,00200.000.000,00

% das aldeias. RECURSOS RECURSOS NECESS NECESS Á Á RIOS RIOS • Investimentos R$ R$ 200.000.000,00
SANEAMENTO EM ÁREAS INDÍGENAS ALDEIASALDEIAS BENEFICIADASBENEFICIADAS –– 20072007 aa 20102010 REGIÃO NORTE
SANEAMENTO EM ÁREAS INDÍGENAS
ALDEIASALDEIAS BENEFICIADASBENEFICIADAS –– 20072007 aa 20102010
REGIÃO NORTE
Implantação de Sist. Abast. de Água – 756
aldeias
Melhorias e Ampliações – 307 aldeias
Destinação adequada de dejetos – 407 aldeias
REGIÃO NORDESTE
Implantação de Sist. Abast. de Água – 377
aldeias
Melhorias e Ampliações – 172 aldeias
Destinação adequada de dejetos – 247 aldeias
Resíduos Sólidos – 07 aldeias
REGIÃO CENTRO OESTE
Implantação de Sist. Abast. de Água – 177
aldeias
Melhorias e Ampliações – 174 aldeias
Destinação adequada de dejetos – 227 aldeias
Resíduos Sólidos – 06 aldeias
REGIÃO SUDESTE
Implantação de Sist. Abast. de Água – 15
aldeias
Melhorias e Ampliações – 46 aldeias
Destinação adequada de dejetos – 75 aldeias
Resíduos Sólidos – 8 aldeias
REGIÃO SUL
Implantação de Sist. Abast. de Água – 52
aldeias
Melhorias e Ampliações – 61 aldeias
Destinação adequada de dejetos – 90 aldeias
Resíduos Sólidos – 07 aldeias
NACIONAL
Implantação de Sist Abast. de Água – 1.377 aldeias
Melhorias e Ampliações – 760 aldeias
Destinação adequada de dejetos – 1.045 aldeias
Resíduos Sólidos – 28 aldeias

APRESENTAÇÃO

Programa de Cooperação Técnica em Saneamento Ambiental da FUNASA:

“Objetivo de propiciar aos estados, municípios e Distrito Federal, um conjunto de processos, ações, atividades e procedimentos para melhorar a gestão dos serviços de saneamento, buscando a sustentabilidade dos serviços e a promoção da saúde humana.”

dos serviços e a promoção da saúde humana.” APRESENTAÇÃO Competências da COSAN: Coordenar, acompanhar

APRESENTAÇÃO

Competências da COSAN:

Coordenar, acompanhar e avaliar, em articulação com o DESAI, as ações de saneamento e edificações em áreas indígenas, bem como a sua manutenção e operação;

Prover informações sobre as ações;

Fomentar e prestar apoio técnico na estruturação, planejamento e execução das ações;

Identificar soluções alternativas adequadas àrealidade indígena local;

alternativas adequadas àrealidade indígena local; ESTRUTURA E AÇÕES DE GESTÃO DA COSAN APRESENTAÇÃO
ESTRUTURA E AÇÕES DE GESTÃO DA COSAN
ESTRUTURA E AÇÕES DE GESTÃO DA
COSAN

APRESENTAÇÃO

Serviços de Saneamento em Áreas Indígenas:

Têm caráter básico nas atividades sanitárias e na melhoria da qualidade de vida das comunidades;

Direcionados por critérios epidemiológicos, sanitários, ambientais e

sócio-

culturais;

Prevenção de doenças por meio de serviços de saneamento e incorporação de hábitos de higiene.

de saneamento e incorporação de hábitos de higiene. ESTRUTURAÇÃO E AÇÕES DE GESTÃO
ESTRUTURAÇÃO E AÇÕES DE GESTÃO DENSP/CGESA/Coordenação de Saneamento e Edificações em Áreas Indígenas –
ESTRUTURAÇÃO E AÇÕES DE GESTÃO
DENSP/CGESA/Coordenação de Saneamento
e Edificações em Áreas Indígenas – COSAN
GERÊNCIA NACIONAL
GERÊNCIA NACIONAL
•Coordena e articula com o DESAI a Política Nacional
de Saneamento em áreas indígenas;
N
N
•Viabiliza a execução das ações de saneamento.
Responsável pelo saneamento na
Coordenação Regional
Instrutor/Supervisor
GERÊNCIA REGIONAL
GERÊNCIA REGIONAL
DSEI/DIESP/SENSP
DSEI/DIESP/SENSP
•Articula e coordena a política com os DSEI;
Programa e executa as ações de saneamento
nas aldeias.
•Participa da capacitação e acompanhamento
das atividades do AISAN.
Supervisor de Saneamento
•Participa da
capacitação
e
PÓLO‐BASE
PÓLO‐BASE
PÓLO‐BASE
PÓLO‐BASE
Agente Indígena de
Saneamento – AISAN
supervisão do AISAN; Realiza o
monitoramento da qualidade da
água de consumo humano das
aldeias; Alimenta o sistema de
informação de sua competência.
•Realiza a operação e a
manutenção dos sistemas de
saneamento na aldeia.
ALDEI
ALDEI
ALDEI
ALDEI
A ALDEI
ALDEI
A
A ALDEIA
ALDEIA
•Desenvolve atividades de
A
A
ALDEIAS ALDEIAS
ALDEIAS ALDEIAS
A
educação em saúde e
ambiental.

APRESENTAÇÃO

Competências da COSAN:

Analisar tecnicamente a execução dos projetos de engenharia;

Coordenar e supervisionar a execução de projetos, manutenção e operação dos sistemas implantados;

Coordenar e acompanhar a execução de projetos;

Executar outras atividades determinadas pelo Diretor do Departamento de Engenharia de Saúde Pública.

Diretor do Departamento de Engenharia de Saúde Pública. RECURSOS HUMANOS PARA EXECUÇÃO DAS AÇÕES:

RECURSOS HUMANOS PARA EXECUÇÃO DAS AÇÕES:

DENSP/CGESA/COSAN – PRESIDÊNCIA

1 técnico de Nível Superior na Coordenação;

8 técnicos de Nível Superior: Engenheiros, Geógrafo, Técnicos de Assuntos Educacionais;

1 Auxiliar de Saneamento;

1 Agente de Saúde Pública;

2 Apoio administrativo.

Técnicos de Assuntos Educacionais; 1 Auxiliar de Saneamento; 1 Agente de Saúde Pública; 2 Apoio administrativo.

RECURSOS HUMANOS PARA EXECUÇÃO DAS AÇÕES:

DIVISÃO DE ENGENHARIA DE SERVIÇOS PÚBLICOS – COREs

1 responsável pelo saneamento em áreas indígenas;

Equipe formada por Auxiliares e Inspetores de Saneamento, Artífices, Agentes de Saúde Pública, Guarda de Endemias, Cartógrafos, Agentes Administrativos, Laboratoristas, Motoristas com média de 8 servidores por CORE;

Agente Indígena de Saneamento.

AÇÕES DE GESTÃO

Atividades Desenvolvidas – Presidência e COREs:

Programação e controle de orçamento de investimentos e custeios;

Realização de capacitações para técnicos e os próprios indígenas(Aisans);

Participação em reuniões e grupos técnicos;

Coleta e sistematização de informações / dados;

Contato com lideranças indígenas;

Realização de visitas técnicas.

AÇÕES DE GESTÃO

Mecanismos de Controle e Monitoramento:

Plano anual de operação, manutenção e monitoramento dos empreendimentos implantados e em implantação;

Sistemas de informação atualizados.

Infra-Estrutura nas Coordenações Regionais:

As equipes de saneamento em áreas indígenas da DIESP, atendendo também outras demandas oriundas das ações e atividades de saneamento de responsabilidade da FUNASA.

e atividades de saneamento de responsabilidade da FUNASA. INVESTIMENTOS REALIZADOS Atuação das COREs em parceria com

INVESTIMENTOS REALIZADOS

Atuação das COREs em parceria com outros órgãos e instituições.

Participação

de

governamentais.

diferentes

atores

institucionais,

Composição orçamentária não era feita de forma pactuada.

Grande conquista: criação e implantação dos Conselhos Locais e Distritaisde Saúde Indígena.

dos Conselhos Locais e Distritaisde Saúde Indígena. AÇÕES DE GESTÃO Atividades Desenvolvidas – Presidência

AÇÕES DE GESTÃO

Atividades Desenvolvidas – Presidência e COREs:

Participação na construção dos Planos Distritais de Saúde dos Distritos Sanitários e planejamento das ações;

Elaboração e acompanhamento dos processos administrativos para efetivação das ações;

Elaboração implantação de estratégias para operação e manutenção dos investimentos implantados nas aldeias;

Elaboração e acompanhamento do processo de Licenciamento Ambiental junto ao IBAMA;

do processo de Licenciamento Ambiental junto ao IBAMA; AÇÕES DE GESTÃO Interação entre a Equipe Técnica:
AÇÕES DE GESTÃO
AÇÕES DE GESTÃO

Interação entre a Equipe Técnica:

INVESTIMENTOS REALIZADOS

Início do financiamento e da execução das ações desde a publicação do Decreto nº 23, de 1991, complementado pelo Decreto nº 1.141, de 19 de maio de 1994.

Responsáveis pelas Ações na época:

Departamento de Saneamento – DESAN;

Coordenação de Saúde do Índio – COSAI, ligada ao Departamento de Operações – DEOPE.

– COSAI, ligada ao Departamento de Operações – DEOPE. INVESTIMENTOS REALIZADOS Recursos Aplicados entre 1995 a

INVESTIMENTOS REALIZADOS

Recursos Aplicados entre 1995 a 1998:

Valor dos Investimentos: R$ 14.633.538,61;

Contemplou aldeias indígenas localizadas em 143 municípios com obras de abastecimento de água, melhorias sanitárias e edificações;

Observa-

se um crescimento geométrico na aplicação dos recursos.

de água, melhorias sanitárias e edificações; Observa- s e um crescimento geométrico na aplicação dos recursos.
INVESTIMENTOS REALIZADOS Recursos Aplicados entre 1995 a 1998: Gráfico 01 - Recursos de Saneamento e
INVESTIMENTOS REALIZADOS
Recursos Aplicados entre 1995 a 1998:
Gráfico 01 - Recursos de Saneamento e Edificações de Saúde Pública aplicados em Áreas Indígena
- FUNASA Brasil 1995 a 1998 -
5.455,90
TOTAL R$: 14,6 Milhões
5.500,00
Abastecimento de Água
5.000,00
Melhorias Sanitárias
4.500,00
Edificações
R$ 7.998,00
54%
4.000,00
3.383,20
3.500,00
R$ 4.220,60
3.000,00
29%
2.500,00
R$ 1.666,60
1.618,10
2.000,00
11%
R$ 848,20
1.500,00
1.058,40
6%
824,00
738,10
514,60
1.000,00
245,70
282,50
325,70
87,90
99,30
500,00
-
1995
1996
1997
1998
ANO
Recurso Aplicado (R$ 1.000,00)

INVESTIMENTOS REALIZADOS

 

Recursos de Investimentos – 1999 a 2008:

 
 

Total de R$: 176.415.980,55 investidos em equipamentos, obras e serviços.

       

Investimentos nas Ações de Saneamenrto em Áreas Indígenas de 1999 à 2008

             

Descrição / Ano

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

Total

R$

6.967.066,87

9.152.224,74

26.328.243,88

29.589.754,02

12.435.810,42

19.380.503,93

19.308.862,96

23.722.595,43

35.385.803,35

47.952.621,53

182.270.865,60

Aldeias

166

347

652

711

350

379

296

355

466

407

Observação

População

44.514

48.011

110.850

120.085

62.981

80.976

59.862

63.580

72.367

85.502

 

Observação.:

A mesma aldeia ou população pode ser atendida com 1 ou mais ações em dois ou mais anos.

 
 
 
INVESTIMENTOS REALIZADOS Gráfico 5 - Aldeias beneficiadas com sistemas de saneamento - FUNASA Brasil 1999
INVESTIMENTOS REALIZADOS
Gráfico 5 - Aldeias beneficiadas com sistemas de saneamento
- FUNASA Brasil 1999 a 2008 -
800
711
652
700
600
466
500
379
350
355
347
407
296
400
300
166
200
100
0
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
ANO
NÚMERO DE ALDEIAS
INVESTIMENTOS REALIZADOS Recursos de investimentos empenhado em Saneamento em área indígena por ação - FUNASA
INVESTIMENTOS REALIZADOS
Recursos de investimentos empenhado em Saneamento em área indígena por ação
- FUNASA Brasil 1999 a 2008 -
Abastecimento de Água
Melhorias Sanitárias
Esgoto
39.000,00
36.000,00
33.000,00
30.000,00
27.000,00
24.000,00
21.000,00
18.000,00
15.000,00
12.000,00
9.000,00
6.000,00
3.000,00
0,00
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
ANO
Recurso Aplicado (R$ 1.000,00)

INVESTIMENTOS REALIZADOS

Recursos Aplicados entre 1995 a 1998:

Gráfico 03 - Percentual de Recursos aplicados em Saneamento em Área Indígena - FUNASA Brasil
Gráfico 03 - Percentual de Recursos aplicados em Saneamento em Área Indígena
- FUNASA Brasil 1995 a 1998 -
21%
79%
Abastecimento de Água
Melhorias Sanitárias
INVESTIMENTOS REALIZADOS
Recursos de investimentos empenhado de Saneamento em Área Indígena
- FUNASA Brasil 1999 a 2008 -
TOTAL: R$ 230,22 MILHÕES
50,00
47,95
45,00
35,39
40,00
1999
29,59
2000
35,00
26,33
2001
23,72
30,00
2002
19,31
19,38
2003
25,00
2004
12,44
2005
20,00
2006
9,15
15,00
2007
6,97
2008
10,00
5,00
0,00
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
ANO
RECURSOS APLICADOS (R$ 1.000.000,00)
2006 2007 2008 ANO RECURSOS APLICADOS (R$ 1.000.000,00) INVESTIMENTOS REALIZADOS População beneficiada com

INVESTIMENTOS REALIZADOS

População beneficiada com sistemas de saneamento - FUNASA Brasil 1999 a 2008 - 120.085 140.000
População beneficiada com sistemas de saneamento
- FUNASA Brasil 1999 a 2008 -
120.085
140.000
110.850
120.000
80.976
100.000
85.502
62.981
63.580
59.862
80.000
72.367
48.011
44.514
60.000
40.000
20.000
0
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
ANO
POPULAÇÃO

INVESTIMENTOS REALIZADOS

Obras programadas com ações de saneamento x Obras concluídas - Administração Indireta 1999 a 2008
Obras programadas com ações de saneamento x Obras concluídas - Administração
Indireta 1999 a 2008 - Funasa Brasil -
573
548
600
456
467
500
413
373
347
357
347
377
357 342
316
400
321
316
304 284
300
160 160
200
72
100
0
Obras Contratadas
Obras concluídas
QUANTIDADE DE OBRAS
INVESTIMENTOS REALIZADOS TOTAIS DE OBRAS CONTRATADAS E CONCLUÍDAS ‐ 1999 A 2008 4000 3827 3800
INVESTIMENTOS REALIZADOS
TOTAIS DE OBRAS CONTRATADAS E CONCLUÍDAS ‐ 1999 A 2008
4000
3827
3800
3600
3400
3200
3063
3000
2800
2600
2400
2200
2000
CONTRATADA
CONCLUÍDA
CONTRATADA
CONCLUÍDA

SITUAÇÃO ATUAL DO SANEAMENTO NAS ALDEIAS INDÍGENAS

Total de população com Abastecimento de Água - 2009

140.000 120.000 100.000 80.000 60.000 40.000 20.000 - 0 - 50 51 - 100 101
140.000
120.000
100.000
80.000
60.000
40.000
20.000
-
0 - 50
51 - 100
101 -
201 -
501 -
1001 -
2001 -
Acima
200
500
1000
2000
5000
5000
POP
46.747
69.178
93.236
122.983
72.847
31.224
25.491
17.593
POP COM ÁGUA
13.116
22.285
45.363
92.602
63.869
27.829
25.491
17.593
22.285 45.363 92.602 63.869 27.829 25.491 17.593 ANTES DO PAC DEPOIS DO PAC QUALIDADE DA ÁGUA
ANTES DO PAC
ANTES DO PAC

DEPOIS DO PAC

63.869 27.829 25.491 17.593 ANTES DO PAC DEPOIS DO PAC QUALIDADE DA ÁGUA - TRATAMENTO DA

QUALIDADE DA ÁGUA - TRATAMENTO DA ÁGUA OFERTADA E MONITORAMENTO DO CONTROLE

Qualidade da água em áreas indígenas - 2006/2007

800 700 700 Programado 700 Implantado 600 551 486 500 400 300 200 100 0
800
700
700
Programado
700
Implantado
600
551
486
500
400
300
200
100
0

Desinfecção

Ação

Monitoramento

400 300 200 100 0 Desinfecção Ação Monitoramento SITUAÇÃO ATUAL DO SANEAMENTO NAS ALDEIAS INDÍGENAS
SITUAÇÃO ATUAL DO SANEAMENTO NAS ALDEIAS INDÍGENAS Total de Aldeias com Abastecimento de Água -
SITUAÇÃO ATUAL DO SANEAMENTO NAS
ALDEIAS INDÍGENAS
Total de Aldeias com Abastecimento de Água - 2009
2.500
2.000
1.500
1.000
500
-
0 - 50
51 - 100
101 - 200
201 - 500
501 - 1000
1001 - 2000
2001 - 5000
Acima 5000
ALDEIA
ALDEIAS COM ÁGUA
1.970
1.006
696
430
108
37
14
3
420
330
315
307
95
31
12
3
ANTES DO PAC DEPOIS DO PAC
ANTES DO PAC
DEPOIS DO PAC

QUALIDADE DA ÁGUA - TRATAMENTO DA ÁGUA OFERTADA E MONITORAMENTO DO CONTROLE

Visa promover e garantir o fornecimento de água potável para os povos indígenas, incluindo:

implantação das etapas de tratamento;

proteção de fontes e mananciais; monitoramento do controle da qualidade da água para consumo humano.

De acordo com as realidades de cada estado, as COREs possuem autonomia para definição da opção mais adequada para implementação e operacionalização das ações de controle da qualidade da água.

das ações de controle da qualidade da água. QUALIDADE DA ÁGUA - TRATAMENTO DA ÁGUA OFERTADA

QUALIDADE DA ÁGUA - TRATAMENTO DA ÁGUA OFERTADA E MONITORAMENTO DO CONTROLE

Sistematização dos Trabalhos

Divisões e Serviços de Engenharia de Saúde Pública (DIESP/SENSP):

responsáveis pelo gerenciamento do controle da qualidade da água, programação orçamentária, elaboração de planos de amostragem, administração dos recursos disponibilizados, elaboração

dos Pedidos de Bens e Serviços (PBS) para os processos de aquisição dos equipamentos e

insumos, elaboração de projeto básico e PBS quando for utilizada a terceirização dos serviços. Além destas atribuições por meio da análise do monitoramento das ações de controle da qualidade da água para tomada de decisão.

Unidade Regional de Controle da Qualidade da Água (URCQA):

estão distribuídas nas Coordenações Regionais dos Estados do Amazonas, Bahia, Goiás, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco e Rio de Janeiro. São responsáveis pela realização das análises dos ensaios analíticos dos parâmetros físico-químico, hidrobiológico e microbiológico preconizadas na Portaria MS 518/04; definição junto ao DIESP/SENSP da forma de proteção de fontes e mananciais, do tipo de tratamento mais adequado para os sistemas de abastecimento de água, além da aquisição dos equipamentos e insumos necessários para as análises de controle da qualidade da água.

além da aquisição dos equipamentos e insumos necessários para as análises de controle da qualidade da

QUALIDADE DA ÁGUA - PRINCIPAIS AVANÇOS

Ampliação da aquisição de Unidades Móveis para o Controle da Qualidade da Água para os Estados PR, ES, GO, MA, MG, MT, BA, PR, PE e RJ. Estas Unidades Móveis reforçam a atuação da FUNASA no monitoramento da qualidade da água, pois possibilita a realização das análises da QA in loco.

Capacitação de 140 supervisores até o ano de 2006, para acompanhar e se necessário realizar análises de rotina da qualidade da água, tais como cloro residual, cor, pH, turbidez e bacteriológico.

Estruturação dos laboratórios de qualidade da água Pólos-base, e

baixa complexidade nos

Estruturação de laboratórios de alta complexidade por meio de convênios com consórcios públicos.

por meio de convênios com consórcios públicos. DIFICULDADES NA EXECUÇÃO DAS AÇÕES DE SANEAMENTO

DIFICULDADES NA EXECUÇÃO DAS AÇÕES DE SANEAMENTO

Podem-se enumerar como

dificuldades o arranjo e logísticas

das

Coordenações Regionais no que se refere a:

- meios de locomoção

principalmente para manutenção;

para o saneamento em áreas indígenas,

- recursos humanos- principalmente engenheiros, bioquímicos e geólogos em número suficiente para a demanda de implantação e manutenção;

Dificuldades por parte de algumas Administrações Regionais das Cores na execução das ações tais como: elaboração de projeto, execução de obras e aquisições de serviços.

de projeto, execução de obras e aquisições de serviços. PERSPECTIVAS Os principais determinantes da Taxa de

PERSPECTIVAS

Os principais determinantes da Taxa de Mortalidade Infantil no Brasil incluem: atenção básica (PSF), disponibilidade de leitos hospitalares, água encanada, renda, analfabetismo feminino e fecundidade.

Para cada 10% de aumento na cobertura de sistema de abastecimento de água há redução de 2,7% na Mortalidade Infantil.

Fonte: Macinko, Guanais e Souza, 2005

Infantil. Fonte: Macinko, Guanais e Souza, 2005 PERSPECTIVAS PERSPECTIVA DE COBERTURA ATÉ 2010 – METAS DO

PERSPECTIVAS

PERSPECTIVA DE COBERTURA ATÉ 2010 – METAS DO PAC – CONTINUIDADE DAS AÇÕES

Para elaboração da proposta do Plano de Aceleração do Crescimento, partiu-se da situação de cobertura das aldeias com abastecimento de água em março de 2007. Desta forma, em 2010 a situação prevista seria de atender 71 % das aldeias e 88% da população, conforme metas do PAC.

Contudo, para execução dessas ações é necessária a estruturação do setor saneamento em áreas indígenas na Funasa, o que envolve:

 

Reorientação do serviço de saneamento em áreas indígenas com a transformação das “Ações de Saneamento em Áreas Indígenas” em um Programa Estratégico, possibilitando a criação da Política de Saneamento em Áreas Indígenas;

Reforço do quadro de recursos humanos, compreendendo composição das equipes técnicas das sedes das Coordenações Regionais (exceto Rio Grande do Norte e Piauí) com pelo menos 2 engenheiros, 1 geólogo (quando necessário) e 10 técnicos de saneamento, em média, com capacitação contínua para atuar em terras indígenas.

Recursos de custeios específicos no Orçamento Geral da União para operação e manutenção dos sistemas implantados e elaboração de estudos e projetos de novos, considerando que as obras implantadas requerem manutenção ininterrupta. Este orçamento deve ser específico, como em anos anteriores.

Realizar parcerias inter setoriais para reforçar a capacidade operativa de implantação e gestão das ações.

Realizar parcerias inter setoriais para reforçar a capacidade operativa de implantação e gestão das ações.

QUALIDADE DA ÁGUA - PRINCIPAIS DESAFIOS PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA DE APOIO E CONTROLE DA ÁGUA

Agilizar os processos licitatórios de equipamentos e insumos nas Coordenações Regionais;

Incrementar os recursos humanos face a demanda crescente da ação;

Melhorar a infra estrutura e logística para o desenvolvimento das atividades tais como aquisição e manutenção de carros, barcos e motocicletas, para realização das coletas e transporte das amostras;

Conclusão dos laboratórios de qualidade da água de média complexidade nos Pólos-base para a realização das análises de ph, cor, bacteriológico das aldeias de abrangência do Pólo.

Atualização do Sistema de Informação da Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano em conjunto com a Coordenação Geral de Vigilância Ambiental em Saúde (CGVAM/SVS) para atendimento da área indígena. Este sistema fornecerá informações que permitem a avaliação da quantidade e qualidade da água essencial para reduzir riscos que sua ausência ou fornecimento inadequado podem acarretar á saúde da população indígena.

podem acarretar á saúde da população indígena. DESAFIOS PARA MELHORIAS DAS AÇÕES DE SANEAMENTO EM ÁREAS

DESAFIOS PARA MELHORIAS DAS AÇÕES DE SANEAMENTO EM ÁREAS INDÍGENAS

Ampliar parcerias com outras instituições tais como: Ministério das Minas Energias, Ministério das Cidades, Funai, Ministério da Educação, Empresas de Saneamento, Universidades.

Ampliar o nível de participação das populações indígenas na gestão dos serviços de saneamento.

Desenvolver modelos de gestão dos sistemas de saneamento em terras indígenas.

Ampliar cobertura das ações, buscando estratégias para agilização dos processos dentro da Instituição.

com

Aperfeiçoar

os

sistemas

de

Gestão

Sanitária

e

informação

georreferenciamento.

Aperfeiçoar indicadores para o gerenciamento dos sistemas de abastecimento de água, tais como indicadores de operação dos sistemas e de eficiência do sistema.

de operação dos sistemas e de eficiência do sistema. PERSPECTIVAS INVESTIMENTOS PROGRAMADOS E A EXECUTAR DE

PERSPECTIVAS

INVESTIMENTOS PROGRAMADOS E A EXECUTAR DE 2009

Para 2009, atualmente, há disponibilidade orçamentária de R$ 42,6 milhões no OGU para investimentos nas áreas indígenas, podendo chegar a R$ 60 milhões.

nas áreas indígenas, podendo chegar a R$ 60 milhões. OBRIGADO OBRIGADO 61 61 - - 3314

OBRIGADOOBRIGADO

6161-- 33143314-- 65866586

OBRIGADO OBRIGADO 61 61 - - 3314 3314 - - 6586 6586 Departamento Departamento de de

DepartamentoDepartamento dede EngenhariaEngenharia dede SaSaúúdede PPúúblicablica CoordenaCoordenaççãoão--GeralGeral dede EngenhariaEngenharia SanitSanitááriaria CoordenaCoordenaççãoão dede AssistênciaAssistência TTéécnicacnica aa GestãoGestão emem SaneamentoSaneamento www.funasa.gov.brwww.funasa.gov.br

T T é é cnica cnica a a Gestão Gestão em em Saneamento Saneamento www.funasa.gov.br www.funasa.gov.br

Pedro Villar informou que no Grupo de Trabalho inicial não estavam inseridas as Ações de Saneamento, mas identificou-se a necessidade em incluir. Esclareceu que os investimentos realizados são de acordo com os Planos Distritais. Citou a importância do Agente Indígena de Saneamento nas aldeias, que deveria ser melhor discutido com os próprios indígenas. Enfatizou que é necessário garantir o funcionamento das obras realizadas. Não adiantaria pensar em obras e ações que não tenham continuidade, utilidade. Informou que a questão de melhorias sanitárias foram muito questionadas na implantação de fossas secas, sanitários, mas a idéia foi de apresentar melhorias para a população, que deve ela mesma decidir se deseja usar, mas que tenha a opção da escolha. Apresentou o dado que aponta que 10% de aumento no sistema de saneamento representa 2,7% de queda nas taxas de mortalidade infantil e esse número é bastante alto para que se considere saneamento como desassociado da saúde.

8. Apresentação dos Resultados do Grupo de Trabalho de Saúde Indígena (Portarias 3034 e 3035/GAB/MS) - Antônio Alves de Souza - Coordenador do GT e Secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde.

I SEMINÁRIO DO GT - SAÚDE INDÍGENA REGIÃO DA AMAZÔNIA LEGAL
I SEMINÁRIO DO GT - SAÚDE INDÍGENA
REGIÃO DA AMAZÔNIA LEGAL
Premissas • 1. A decisão política da transferência da área de saúde indígena da FUNASA
Premissas
• 1. A decisão política da transferência da área
de saúde indígena da FUNASA para o
Ministério da Saúde está tomada pelo governo;
• 2. As ações e os serviços de saúde para o
atendimento das populações indígenas, em
todo o território nacional, coletiva e
individualmente, obedecerão ao disposto na Lei
9.836, de 23 de setembro de 1999, que criou
o
Subsistema de Atenção à Saúde Indígena
como parte integrante do Sistema Único de
Saúde – SUS, com o qual funcionará em
perfeita harmonia;
GT SAÚDE INDÍGENA • O Grupo de Trabalho foi instituído pela Portaria 3034/GAB/MS e nomeado
GT SAÚDE INDÍGENA
O
Grupo
de
Trabalho foi instituído pela
Portaria 3034/GAB/MS e nomeado pela
Portaria 3035/GAB/MS, ambas de 17 de
dezembro de 2008.
• Objetivo do GT: discutir e apresentar
propostas de ações e medidas a serem
implementadas, no âmbito do Ministério da
Saúde, no que se refere à atenção à saúde
dos povos indígenas, visando à incorporação
de competências e atribuições procedentes
da FUNASA nessa área.
• 3. Caberá à União, com seus recursos próprios, financiar o Subsistema instituído pela Lei
• 3. Caberá à União, com seus recursos
próprios, financiar o Subsistema instituído pela
Lei 9.836/99 em parceria com os órgãos
responsáveis pela Política Indigenista do País;
4.
O
SUS
promoverá
a
articulação do
Subsistema instituído pela Lei 9.836/99 com
os órgãos responsáveis pela Política
Indigenista do País;
• 5. Os estados, municípios e outras instituições
governamentais e não governamentais
poderão atuar, complementarmente, no
custeio e na execução das ações;
• 6. Dever-se-á, obrigatoriamente, levar em consideração a realidade local e as especificidades da cultura
• 6. Dever-se-á, obrigatoriamente, levar em
consideração a realidade local e as
especificidades da cultura dos povos indígenas
para o modelo a ser adotado para a atenção à
saúde indígena, que se deve pautar por uma
abordagem diferenciada e global,
contemplando os aspectos de assistência à
saúde, saneamento básico, nutrição, habitação,
meio ambiente, demarcação de terras,
educação sanitária e integração institucional;
• 7. O Subsistema de Atenção à Saúde Indígena
deverá ser, como o SUS, descentralizado,
hierarquizado e regionalizado;
• 10. As populações indígenas devem ter acesso garantido ao SUS, em âmbito local, regional
• 10. As populações indígenas devem ter acesso
garantido ao SUS, em âmbito local, regional e
de centros especializados, de acordo com suas
necessidades, compreendendo a atenção
primária, secundária e terciária à saúde;
• 11. As populações indígenas têm o direito de
participar dos organismos colegiados de
formulação, acompanhamento e avaliação das
políticas de saúde, tais como os Conselhos
Distritais de Saúde Indígena (CONDISI),
Conselho Nacional de Saúde e Conselhos
Estaduais e Municipais de Saúde, quando for o
caso;
• 12. Caberá ao Ministério da Saúde viabilizar a
autonomia dos DSEI (Decreto 6.878/2009).
• 8. O Subsistema de Atenção à Saúde Indígena tem como base os Distritos Sanitários
• 8. O Subsistema de Atenção à Saúde Indígena
tem como base os Distritos Sanitários
Especiais Indígenas – DSEI;
• 9. O SUS serve de retaguarda e referência ao
Subsistema de Atenção à Saúde Indígena,
devendo, para isso, ocorrer adaptações na
estrutura e organização do SUS nas regiões
onde residem as populações indígenas, para
propiciar essa integração e o atendimento
necessários em todos os níveis, sem
discriminações;
Organização do GT: criação de 7 subgrupos de trabalho • 1. Subgrupo para elaborar proposta
Organização do GT: criação de 7
subgrupos de trabalho
• 1. Subgrupo para elaborar proposta de
transferência das ações do DESAI para o
MS – infra-estrutura (espaço físico,
mobiliário, vigilância, limpeza, coperagem,
telefonia/internet, transporte, informática) –,
redistribuição de recursos humanos,
elaboração de exposição de motivos e
minuta de dispositivo legal, orçamento,
convênios e contratos.
• 2. Subgrupo para elaborar proposta de organização da Secretaria Especial de Saúde Indígena (elaboração
• 2. Subgrupo para elaborar proposta de organização
da Secretaria Especial de Saúde Indígena
(elaboração de Exposição de Motivos, bem como
elaboração de Projeto de Lei ou de Medida
Provisória).
• 3. Subgrupo para elaborar proposta de estratégia de
integração do Sistema de Informação e
Monitoramento em Saúde Indígena (SIASI) aos
demais sistemas de informação do SUS (DATASUS,
SVS, FUNASA, SAS).
• 4. Subgrupo para elaborar proposta de organização,
no âmbito da Comissão Intergestores Tripartite – CIT
e CIB, de Câmara Técnica de Saúde Indígena.
Síntese do trabalho construído • I – AUTONOMIA DOS DSEI: A transferência das ações de
Síntese do trabalho construído
• I – AUTONOMIA DOS DSEI:
A transferência das ações de saúde indígena,
da Funasa para o Ministério da Saúde, deve
ocorrer somente quando se assegurar a
autonomia dos DSEI, que poderá ser iniciada
de imediato, antes mesmo da criação da
Secretaria Especial de Saúde Indígena ;
• 5. Subgrupo para elaborar proposta de viabilização da autonomia dos DSEI. • 6. Subgrupo
5.
Subgrupo
para
elaborar
proposta
de
viabilização da autonomia dos DSEI.
6.
Subgrupo
para
elaborar
proposta
de
Seminários Regionais.
7.
Subgrupo
para fazer diagnóstico da
situação atual do saneamento básico nos
DSEI.
• Encaminhar a autonomia dos DSEI ainda vinculados à FUNASA, enquanto tramita o Projeto de
• Encaminhar a autonomia dos DSEI ainda
vinculados à FUNASA, enquanto tramita o
Projeto de Lei (ou MP) no Congresso
Nacional, assegurando a criação de
unidade gestora com conta especial para
recebimento de recursos financeiros para
ações de saúde indígena.
• Assegurar a autonomia dos DSEI vinculados diretamente à Secretaria Especial de Saúde Indígena quando
• Assegurar a autonomia dos DSEI
vinculados diretamente à Secretaria
Especial de Saúde Indígena quando a
Secretaria for criada;
• II – INTEGRAÇÃO DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO: • Iniciar, de imediato, a integração do
• II – INTEGRAÇÃO DOS SISTEMAS DE
INFORMAÇÃO:
• Iniciar, de imediato, a integração do atual
sistema de informação de saúde indígena
da FUNASA com os sistemas de
informação administrados pelo DATASUS;
• Implementar, de imediato, a Portaria MS/GM nº 1235/2008, que cria GT para definir o
• Implementar, de imediato, a Portaria
MS/GM nº 1235/2008, que cria GT para
definir o quadro de pessoal necessário
para executar as ações de saúde indígena
para cumprir o Termo de Conciliação
Judicial.
• Negociar com o Ministério do Planejamento a criação de cargos específicos para a saúde
• Negociar com o Ministério do
Planejamento a criação de cargos
específicos para a saúde indígena, com
tabela de remuneração diferenciada para
os novos servidores, bem como a criação
de tabela correspondente para os atuais
servidores da Funasa que continuarem
trabalhando na área de saúde indígena.
• Encaminhar, imediatamente, a realização de concurso público para contratação de 802 servidores temporários,
• Encaminhar, imediatamente, a realização de
concurso público para contratação de 802
servidores temporários, já devidamente
negociado e autorizado pelo Ministério do
Planejamento, com previsão orçamentária
assegurada no orçamento da Funasa para
2009 ;
• III – CRIAÇÃO DA SECRETARIA ESPECIAL DE SAÚDE INDÍGENA – SESAI: Encaminhar Projeto ao
III
CRIAÇÃO DA SECRETARIA
ESPECIAL
DE
SAÚDE INDÍGENA –
SESAI:
Encaminhar Projeto ao Congresso
Nacional (PL ou Medida Provisória)
criando a Secretaria Especial da Saúde
Indígena no âmbito do Ministério da
Saúde com a responsabilidade de
coordenar o Subsistema de Saúde
Indígena criado pela Lei nº 9.836/99 .
• Iniciar negociações com o Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão para a realização de
• Iniciar negociações com o Ministério do
Planejamento Orçamento e Gestão para a
realização de concurso público visando
cumprir o Termo de Conciliação Judicial
firmado entre o Ministério da Saúde,
Ministério do Planejamento e o Ministério
Público do Trabalho para por fim à
terceirização na FUNASA, até 2012 .
• Negociar com as Comissões Intergestores Bipartites (CIB) das UF dos municípios que possuem comunidades
• Negociar com as Comissões Intergestores
Bipartites (CIB) das UF dos municípios
que possuem comunidades indígenas na
sua jurisdição a criação de Grupos
Técnicos específicos e permanentes de
Saúde Indígena, à semelhança do GT da
CIT, com a participação de representantes
dos DSEIs.
• V - VIGISUS: • Utilizar o trabalho final da Consultoria contratada pela FUNASA por
• V - VIGISUS:
• Utilizar o trabalho final da Consultoria
contratada pela FUNASA por meio do
VIGISUS II para subsidiar a
implementação do Subsistema de Saúde
Indígena/realização dos seminários
regionais.
• VI - FORTALECIMENTO DA PARTICIPAÇÃO E DO CONTROLE SOCIAL: • Fortalecer os Conselhos Distritais
• VI - FORTALECIMENTO DA PARTICIPAÇÃO
E DO CONTROLE SOCIAL:
• Fortalecer os Conselhos Distritais de Saúde
Indígena (CONDISI) incluindo-os no
Programa de Inclusão Digital – PID do
CNS/SGEP/MS
• Implementar a Portaria nº 645/GM que institui o Certificado Hospital Amigo do Índio.
• Implementar a Portaria nº 645/GM
que institui o Certificado Hospital
Amigo do Índio.
• Elaborar o VIGISUS III para dar continuidade à implementação do Subsistema de Saúde Indígena.
• Elaborar
o
VIGISUS
III
para
dar
continuidade à implementação do
Subsistema de Saúde Indígena.
• Realizar Seminários Regionais para submeter aos povos indígenas os resultados do trabalho do GT
• Realizar Seminários Regionais para
submeter aos povos indígenas os
resultados do trabalho do GT e colher
sugestões para a implementação do
Subsistema de Saúde Indígena.
• Iniciar, de imediato, uma negociação com os prefeitos dos 452 municípios que possuem comunidades
• Iniciar, de imediato, uma negociação com
os prefeitos dos 452 municípios que
possuem comunidades indígenas nas
suas jurisdições objetivando estabelecer
uma pactuação para assegurar a
implementação da complementariedade
do SUS ao Subsistema de Saúde
Indígena.
• VII – ATENÇÃO À SAÚDE DOS POVOS INDÍGENAS: • Assegurar, por parte da FUNASA,
• VII – ATENÇÃO À SAÚDE DOS POVOS
INDÍGENAS:
• Assegurar,
por
parte
da
FUNASA, a
continuidade das ações de saúde
indígena, sem prejuízo aos povos
indígenas enquanto permanecer como
sua a responsabilidade por essas ações;

Saneamento

por essas ações; S a n e a m e n t o DESAFIOS PARA MELHORIA
DESAFIOS PARA MELHORIA DAS AÇÕES DE SANEAMENTO • Ampliar parcerias com outras instituições; • Atuação
DESAFIOS PARA MELHORIA DAS AÇÕES
DE SANEAMENTO
• Ampliar parcerias com outras instituições;
• Atuação
participativa
dos
AISANs
e
comunidades;
• Desenvolver modelos de gestão;
• Estratégias para agilização dos processos;
• Aperfeiçoar
os
Sistemas
de
Gestão
Sanitária;
• Aperfeiçoar
os
indicadores
de
monitoramento.
• VIII – SANEAMENTO AMBIENTAL: • 19- Assegurar o desenvolvimento das ações de saneamento ambiental
• VIII – SANEAMENTO AMBIENTAL:
• 19- Assegurar o desenvolvimento das
ações de saneamento ambiental pelos
DSEIs, nas respectivas áreas de
jurisdição dos Distritos Sanitários
Especiais Indígenas.
Saneamento em Áreas Indígenas – Tem caráter básico nas atividades sanitárias e na melhoria da
Saneamento em Áreas Indígenas
– Tem caráter básico nas atividades sanitárias e
na melhoria da qualidade de vida das
comunidades;
– Direcionado
por
critérios
epidemiológicos,
sanitários, ambientais e sócio-culturais;
– Prevenção de doenças por meio de serviços
de saneamento e incorporação de hábitos de
higiene.
"A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado
"A mudança é a lei da vida. E aqueles que
apenas olham para o passado ou para o
presente irão, com certeza, perder o
futuro." [ John F. Kennedy ]

Em continuidade Dr. Antônio Alves, apresentou o Decreto nº 6878, de 18 de junho de 2009, que altera e acresce artigo ao Anexo I do decreto nº 4727, de 09 de junho de 2003, que aprova o Estatuto e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções Gratificadas da Fundação Nacional de Saúde – FUNASA.

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

DECRETO Nº 6.878, DE 18 DE JUNHO DE 2009.

Altera e acresce artigo ao Anexo I do Decreto n o 4.727, de 9 de junho de 2003, que aprova o Estatuto e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções Gratificadas da Fundação Nacional de Saúde - FUNASA, e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, alínea “a”, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 50 da Lei n o 10.683, de 28 de maio de 2003,

DECRETA:

Art. 1 o O inciso IV do art 5 o do Anexo I ao Decreto n o 4.727, de 9 de junho de 2003, passa a vigorar com a seguinte redação:

“IV - unidades descentralizadas:

a) Coordenações Regionais; e

b) Distritos Sanitários Especiais Indígenas.” (NR)

Art. 2 o O Anexo I ao Decreto n o 4.727, de 2003, passa a vigorar acrescido do seguinte artigo:

“Art. 13-A. Aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas compete coordenar, supervisionar e executar as atividades do Subsistema de Saúde Indígena do SUS criado pela Lei n o 9.836, de 23 de setembro de 1999, nas suas respectivas áreas de atuação.” (NR)

Art. 3 o O Ministério da Saúde, juntamente com a Fundação Nacional de Saúde, deverá adotar providências no sentido de que as funções das unidades gestoras encontrem-se em plena capacidade operacional até 31 de dezembro de 2010.

Parágrafo único. As

Coordenações

Regionais

darão

suporte

administrativo

aos

Indígenas até que estes tenham unidades próprias instaladas.

Art. 4 o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 18 de junho de 2009; 188 o da Independência e 121 o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Distritos

Sanitários

Especiais

José Gomes Temporão

Paulo Bernardo Silva

9. Apresentação da Proposta de Estrutura Organizacional mínima para os DSEIs autônomos

Marly Terrell, representando a Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, é membro do GT Saúde Indígena, e membro do subgrupo 2, criado para elaborar proposta de estrutura para criação da Secretaria Especial Indígena. Esclareceu que o trabalho a ser apresentado é fruto da junção dos trabalhos dos subgrupos 2 e 5 (que tem como objetivo a elaboração de proposta de viabilização da autonomia dos DSEIs), encomendada pelo GT Saúde Indígena e elaborada por um grupo de técnicos. Em seguida, apresentou a seguinte exibição:

Proposta de Estrutura para o DSEI Autônomo

exibição: Proposta de Estrutura para o DSEI Autônomo Marly Cunha Terrell Secretaria Executiva / Ministério da

Marly Cunha Terrell

Secretaria Executiva / Ministério da Saúde

Cunha Terrell Secretaria Executiva / Ministério da Saúde DISTRITOS SANITÁRIOS ESPECIAIS INDÍGENAS AUTÔNOMOS • A

DISTRITOS SANITÁRIOS ESPECIAIS INDÍGENAS AUTÔNOMOS

A autonomia dos DSEI’s configura a concretização de mudanças essenciais à política de saúde indígena no Brasil e demandará a definição de estratégias que visem o pleno exercício das funções de gestão na Organização Responsável pela Saúde Indígena.

FUNASA MS Suporte Técnico Apoio Município Técnico CORE Sede Sede do DSEI do DSEI
FUNASA
MS
Suporte
Técnico
Apoio
Município
Técnico
CORE
Sede
Sede
do DSEI
do DSEI

DISTRITOS SANITÁRIOS ESPECIAIS INDÍGENAS AUTÔNOMOS

Isso implica aperfeiçoar a organização do Subsistema de Saúde Indígena, visto que cada um dos DSEI’s deve ser o responsável imediato pelo atendimento das necessidades e demandas de saúde da população indígena e das exigências de intervenções saneadoras em seu território.

DISTRITOS SANITÁRIOS ESPECIAIS INDÍGENAS AUTÔNOMOS

É importante observar que a realidade objetiva é muito diversificada, caracterizando diferentes formas de organização, de disponibilidade de recursos e de capacitação gerencial, o que levará necessariamente à adoção de uma estratégia de implantação gradual da autonomia dos DSEI’s.

DISTRITOS SANITÁRIOS ESPECIAIS INDÍGENAS AUTÔNOMOS

A Organização Responsável pela Saúde Indígena deverá coordenar o conjunto dos DSEI’s com autonomia relativa, garantindo suporte técnico e assessoria a todos, devendo assumir pelo tempo necessário algumas atividades para as quais nem todos estarão imediatamente habilitados.

PROPOSTA DE ESTRUTURA ORGANIZACIONAL MÍNIMA DISTRITOS SANITÁRIOS ESPECIAIS INDÍGENAS AUTÔNOMOS

O

quantitativo de Cargos e Funções

gratificadas atualmente existentes na Estrutura do DESAI e dos 34 DSEI’s não é suficiente para o funcionamento dos Distritos com autonomia.

O número de Cargos necessários para compor

a estrutura mínima foi estabelecido a partir da

descrição das competências previstas para o Distrito autônomo diretamente subordinados à Autoridade Federal.

Proposta de Organograma para o Distrito Sanitário Especial Indígena - DSEI

DISTRITO SANITÁRIO ESPECIAL ÍNDIGENA DSEI DAS 101.4 (34) ÓRGÃO COLEGIADO Conselho Distrital de Saúde Indígena
DISTRITO SANITÁRIO
ESPECIAL ÍNDIGENA
DSEI
DAS 101.4 (34)
ÓRGÃO COLEGIADO
Conselho Distrital de
Saúde Indígena
Assessor Técnico
DAS 102.3 (34)
Comissão de
Licitação
DIVISÃO DE
APOIO À GESTÃO
DAS 101.2 (34)
DIVISÃO DE
ATENÇÃO À SAÚDE
DAS-101.2 (34)
Assistente Técnico
DAS 102.1 (34)
Assistente Técnico
DAS 102.1 (34)
SERVIÇO DE RECURSOS
LOGÍSTICOS
DAS-101.1 (34)
FG-1 (34)
ESCRITÓRIO LOCAL (5)
DAS-101.1 (5)
FG-1 (20)
POLO-BASE
DAS-101.1 (85)
FG-1 (337)
SERVIÇO DE
ORÇAMENTO
E FINANÇAS
DAS-101.1 (34)
CASA DE SAÚDE DO
ÍNDIO – CASAI
DAS-101.1 (61)
FG-1 (122)
FG-1 (34)
SERVIÇO DE RECURSOS
HUMANOS E APOIO
ADMINISTRATIVO
DAS-101.1 (34)
FG-1 (34)
SERVIÇO DE
SANEAMENTO
DAS-101.1 (34)
FG-1 (34)

DISTRITOS SANITÁRIOS ESPECIAIS INDÍGENAS AUTÔNOMOS

O processo de implantação da proposta de autonomia distrital no âmbito do novo modelo de gestão deverá considerar e valorizar os estágios de desenvolvimento alcançados até agora, tendo em vista ampliar a capacidade gestora de cada Distrito até a sua plena operacionalização.

PROPOSTA DE ESTRUTURA ORGANIZACIONAL MÍNIMA DISTRITOS SANITÁRIOS ESPECIAIS INDÍGENAS AUTÔNOMOS

Um Mini GT composto por representantes da CGMDI/MS, DESAI/Funasa, Projeto VigiSUS/Funasa, Funai, DAB/SAS/MS e SE/MS elaborou esta proposta de estrutura mínima que permita o funcionamento autônomo dos DSEI’s e submeteu ao GT-Saúde Indígena que propôs alguns ajustes.

PROPOSTA DE ESTRUTURA ORGANIZACIONAL MÍNIMA DISTRITOS SANITÁRIOS ESPECIAIS INDÍGENAS AUTÔNOMOS

Chefe do Distrito - Coordenador-Geral DAS 101.4;

Assessor Técnico - DAS 102.3 - que será responsável pelas ações de Planejamento no DSEI, atuando em interlocução com as Unidades do DSEI;

Duas Divisões com Chefes DAS 101.2

Apoio à Gestão;

Atenção à Saúde.

PROPOSTA DE ESTRUTURA ORGANIZACIONAL MÍNIMA DISTRITOS SANITÁRIOS ESPECIAIS INDÍGENAS AUTÔNOMOS

Polos-base:

• A cada um dos 337 Polos-base corresponderá uma Função Gratificada (FG-1).

• devido à complexidade das ações desenvolvidas, alguns Polos também contarão com cargos de Chefe de Serviço (DAS 101.1), a serem destinados a pessoas que, além das atividades de gerência local, também atuam como suporte para outros polos de uma determinada região.

PROPOSTA DE ESTRUTURA ORGANIZACIONAL MÍNIMA DISTRITOS SANITÁRIOS ESPECIAIS INDÍGENAS AUTÔNOMOS

Polos-base:

• Esta estratégia possibilitará a vinculação das equipes aos Polo-base, além de melhorar a agilidade da gestão das ações de saúde nos DSEIs.

• Propõe-se o agrupamento dos Polos-base com a atribuição de um DAS 101.1 à unidade mais complexa sem prejuízo da FG-1 correspondente.

PROPOSTA DE ESTRUTURA ORGANIZACIONAL MÍNIMA DISTRITOS SANITÁRIOS ESPECIAIS INDÍGENAS AUTÔNOMOS

• Considerando a diversidade de Polos-Base existentes (população entre 55 e 18.665 pessoas / quantidade de pólos por DSEI: 1 a 35), indica-se a população total do Distrito como critério para a definição do número de DAS 101.1 para Polos- base:

até 5.000 pessoas = 1 DAS 101-1;

5.001 a 10.000 pessoas = 2 DAS 101-1;

10.001 a 30.000 pessoas = 3 DAS 101-1;

mais de 30.001 = 4 DAS 101-1.

PROPOSTA DE ESTRUTURA ORGANIZACIONAL MÍNIMA DISTRITOS SANITÁRIOS ESPECIAIS INDÍGENAS AUTÔNOMOS

CASAI (61):

– Chefe (DAS 101.1)

– 2 Funções Gratificadas (FG-1), para suporte.

Serviço de Saneamento (34):

– Chefe de serviço (DAS 101.1)

– 1 Função Gratificada (FG-1).

PROPOSTA DE ESTRUTURA ORGANIZACIONAL MÍNIMA DISTRITOS SANITÁRIOS ESPECIAIS INDÍGENAS AUTÔNOMOS

Escritório Local:

Inicialmente foi identificada a necessidade de criação de 5 Escritórios Locais:

– Três deles (3) em substituição às assessorias de Saúde Indígena do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Rio Grande do Sul; duas novas, uma no DSEI Yanomami (AM), e uma no Estado do Espírito Santo.

– Esses Escritórios atuarão no apoio para armazenamento e distribuição de insumos, mediante autorização do Chefe do DSEI, e no acompanhamento técnico das ações desenvolvidas nos Polos-Base.

– Cargos:

• 1 DAS 101.1 (para os Chefes)

• 4 Funções Gratificadas - FG-1 (3 para funções administrativas e uma para ações de saúde)

DISTRITOS SANITÁRIOS ESPECIAIS INDÍGENAS AUTÔNOMOS

MEMÓRIA DE CÁLCULO DE PREVISÃO DE CARGOS PARA OS DSEI’s

CARGO

DENOMINAÇÃO

 

MEMÓRIA DE CÁLCULO

Nº

DAS 101.4

Coordenador Geral

1 por DSEI

34

DAS 102.3

Assessor Técnico

1 por DSEI - para funções de Planejamento

34

DAS 101.2

Chefe (Divisão)

por DSEI Divisão de Apoio à Gestão e de Atenção à Saúde

2

68

   

3

p/ Divisão de Apoio à Gestão (102) + 5 p/

 

DAS 101.1

Chefe (serviço)

Escritórios Locais + 85 p/ Polo-base + 61 p/ CASAI + 34 p/ Serviço de Saneamento

287

DAS 102.1

Assistente Técnico

34 p/ Divisão de Atenção à Saúde + 34 p/ Divisão de Apoio à Gestão

68

   

Sub-total

491

   

1

para cada Serviço da Divisão de Apoio à

 

FG-1

Função Gratificada

Gestão do DSEI (3x34=102) + 4 por Escritório Local (4x5=20) + 2 por CASAI (2x61=122) + 1 por Polo-Base (337) + 1 por Serviço de Saneamento (34)

615

   

TOTAL

1106