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Gerência de Comércio, Serviços e Artesanato Diretrizes Gerais para Planejamento da Solução

PSA PROGRAMA SEBRAE DE ARTESANATO

Belo Horizonte Minas Gerais SEBRAE Minas 2007

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO

 

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2. OBJETIVOS

 

4

2.1. Objetivo Geral

 

4

2.2. Objetivos Específicos por área

 

4

3. COMPETÊNCIAS

 

5

4. PÚBLICO ALVO

 

11

5. METODOLOGIA

 

12

6. CONTÉUDO MÍNIMO

 

13

7. ESTRUTURA GERAL

 

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7.1.

Carga Horária Total

 

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8. RECURSOS INSTRUCIONAIS

 

23

9. RELATÓRIOS E DOCUMENTOS

 

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10. CRITÉRIOS DE CERTIFICAÇÃO

 

27

11. COMUNIDADES DE CONSULTORES

 

27

12. PERFIL DO CONSULTOR

 

34

13. AVALIAÇÃO DA SOLUÇÃO

 

37

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1.

INTRODUÇÃO

O SEBRAE-MG iniciou o trabalho com o segmento artesanal no ano de 1997, com a

missão de desenvolver o artesanato como atividade econômica sustentável, capaz de gerar renda e ocupação. A partir de então, o SEBRAE-MG buscou novas alternativas

de atuação, com o propósito de atender os artesãos do estado de Minas Gerais.

Apoiar o artesão na busca de sua profissionalização foi um dos pontos principais de atuação da instituição, considerando que capacitação, facilitaria o acesso a mercado. A partir de 2001, o SEBRAE-MG desenvolveu o Programa SEBRAE de Artesanato (PSA), com a finalidade de capacitar os artesãos nas áreas de design, gestão e comportamental. Para esta atuação, fez-se necessária a formação da equipe de consultores, conforme atuação, por meio do credenciamento de consultores da instituição. A capacitação tem a proposta de profissionalizar o artesão, visando o seu desenvolvimento como empreendedor, na melhoria dos processos de produção/produtos e nas relações humanas. Acredita-se que somente após uma profissionalização no segmento, o artesão esteja apto para os desafios do mercado, o qual exige persistência, dinamismo, preço, produtos bem acabado e originais, além de outras particularidades.

O Programa SEBRAE de Artesanato foi criado para oferecer soluções educacionais

aos artesãos que já possuem o domínio da técnica da matéria prima e o artesanato como principal fonte econômica, ou deseja que esta assim se torne, criando condições

para que melhorem suas práticas de atuação na atividade artesanal podendo posicionar-se de forma mais expressiva nesse mercado em expansão. De acordo com o MDIC - Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, o setor movimenta ao ano 28 bilhões de reais e 8,5 milhões de brasileiros vivem da atividade. Em Minas Gerais, estima-se que cerca de 500 mil pessoas estão envolvidas da produção à comercialização.

O Programa SEBRAE de Artesanato é composto por ações de diagnósticos prévios

nas áreas de Gestão e de Design e capacitação em três áreas temáticas:

Comportamental, Gestão e Design, no formato de instrutoria.

A proposta deste Programa é capacitar os artesãos para que busquem e ampliem

conhecimentos gerenciais, compreendam as relações interpessoais, a relação com o trabalho, com o ambiente que envolve a sua produção, o processo de desenvolvimento de produto artesanal; através da apropriação da identidade cultural da sua região, buscando assim elevar o seu grau de competitividade no mercado.

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Este documento de diretrizes gerais é uma referência para orientação do consultor no planejamento, elaboração do plano de trabalho e execução de processos de capacitação. Os resultados almejados estão calcados na sensibilidade, na habilidade, na técnica, na experiência e nos recursos instrucionais do consultor que deverá possuir o domínio e conhecimento de todo o processo de elaboração de um produto artesanal.

Ressalta-se ainda que o presente documento tem por objetivo apresentar diretrizes gerais a partir das quais o profissional contratado deverá ajustar as técnicas, estratégias, recursos e procedimentos às características e necessidades específicas do público-alvo a ser atendido.

2.

OBJETIVOS

2.1. Objetivo Geral:

Possibilitar ao artesão conhecimento sobre conteúdos de Gestão, Design e Comportamental visando o desenvolvimento da unidade produtiva, processos de produção dos produtos e das características empreendedoras, levando-o a perceber a sua atividade artesanal como negócio.

2.2. Objetivos Específicos por área

a) Área Design

Promover a revitalização dos produtos artesanais através da implantação da identidade cultural, da melhoria dos processos de produção, da qualidade e do design, dentro do contexto do desenvolvimento do artesanato para o reconhecimento dessa atividade econômica.

b) Área Gestão

Sensibilizar e preparar os participantes para realizar uma gestão eficaz de sua atividade artesanal, a partir do conhecimento dos processos de gestão empresarial, incluindo a administração financeira e suas relações com o ambiente do negócio.

c) Área Comportamental

Promover o desenvolvimento de pessoas e grupos envolvidos com a atividade artesanal e a sensibilização para novos padrões de interação humana.

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3.

COMPETÊNCIAS

No SEBRAE, competência é a faculdade de mobilizar conhecimentos, atitudes e habilidades/procedimentos levando em conta um desempenho satisfatório em diferentes situações de vida: pessoais, profissionais ou sociais.

Desenvolver competências envolve a mobilização de esquemas cognitivos, atitudinais e operacionais em um determinado contexto, razão pela qual depende da área, do tema e das circunstâncias, já que a situação pode exigir mais ênfase em uma dessas dimensões, embora todas devam ser contempladas.

Competências cognitivas

Desenvolvem a investigação e a organização do conhecimento, ou seja, aprender

a aprender e a pensar. Aqui o consultor usa estratégias de aprendizagem para incentivar o participante a interpretar a realidade: observar, comparar, argumentar, questionar, organizar, posicionar-se, resolver problemas e

estabelecer correlações, transformando-se em um cidadão empreendedor, crítico

e reflexivo.

Competências atitudinais

Estimulam o potencial individual. O desenvolvimento do participante se aplica às atividades que envolvem emoções, atitudes, crenças, fantasia, humor, arte e valores. O consultor deve aproveitar as dinâmicas de grupo para orientar os participantes quanto às formas para resolver conflitos, cultivar a harmonia; incentivar a imaginação, a criatividade, a capacidade de autoconhecimento e da autocrítica.

Competências operacionais

Visam a aplicação do conhecimento em uma prática refletida e consciente. Todos os conhecimentos adquiridos e construídos pelos participantes deverão ter sua aplicação demonstrada e comprovada. Este momento é de aplicação do conhecimento por meio de capacidades, habilidades e destrezas. O participante deve transpor o conhecimento para a vida, aplicando-o para seu autodesenvolvimento e evolução dos negócios.

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Para a solução do Programa SEBRAE de Artesanato, os participantes deverão desenvolver as seguintes competências gerais de natureza:

 

Compreender a vocação artesanal do município, seus limites e possibilidades;

Compreender os pontos fortes e fracos do artesanato local, a partir da análise do contexto da sua realidade e do seu entorno;

Cognitiva

Dimensionar as possibilidades do artesanato local enquanto atividade econômica integrada e economicamente sustentável;

 

Compreender os processos das relações humanas e seu desenvolvimento profissional.

 

Predispor-se a planejar e estabelecer metas para a organização e desenvolvimento do negócio artesanal.

Atitudinal

Desenvolver atitudes empreendedoras para o desenvolvimento da atividade artesanal;

 
 

Identificar os reflexos e impactos dos fatores apontados nos diagnósticos de gestão e design para possibilitar a sustentabilidade do setor artesanal;

Operacional

Empregar os conceitos e técnicas de administração da atividade artesanal empreendendo mudanças em seu negócio;

 

Atuar dentro dos princípios que regem uma relação empresarial.

Para cada uma das três áreas temáticas, espera-se que o participante desenvolva as seguintes competências específicas:

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Tema

Dimensão

Competências Específicas

   

Analisar os diferentes papéis existenciais;

Área Comportamental Módulo I: Desenvolvendo as Pessoas e o Grupo

Cognitiva

Compreender os aspectos das relações humanas enquanto indivíduo e a consciência grupal.

 
 

Buscar o autoconhecimento para compreender as relações estabelecidas nos diferentes papéis existenciais;

Atitudinal

Adotar atitudes que favoreçam o compartilhamento de idéias, experiências e conhecimento do trabalho em grupo.

 
 

Agir com firmeza e segurança nas relações que estabelece;

Operacional

Agir de forma coerente e com assertividade nas relações interpessoais.

   
   

Compreender as modalidades de comportamento e da comunicação interpessoal;

Cognitiva

Conhecer os processos da relação de cooperação.

Área Comportamental Módulo II: Processo de Mudança

 
 

Reconhecer a importância da adoção de uma prática mais assertiva nas relações que estabelece com as pessoas;

Predispor-se a interagir e contribuir com o processo de desenvolvimento grupal;

Atitudinal

 

Desenvolver atitudes que venham contribuir para o seu desenvolvimento no grupo.

 

Posicionar-se com clareza e assertividade;

Formular regras de convivências com o grupo procurando dirimir possíveis tensões emocionais.

Operacional

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Área Design Módulo I: Um Novo Olhar para o contexto do artesanato local

 

Conhecer os principais conceitos de artesão, de artesanato, de trabalho manual e design;

 

Identificar os elementos da memória cultural do município e região;

 

Conhecer as fontes disponíveis de recursos materiais, humanos e culturais para a elaboração de um Cardápio Cultural.

 
 

Perceber a importância de ampliar o olhar para os fazeres, práticas, costumes e cultura do município e região;

Interagir com a cultura local apreendendo elementos que possam compor o Cardápio Cultural;

Atitudinal

 

Reconhecer o potencial cultural disponível no município e região transpondo- o para o produto.

 

Operacional

Elaborar o Cardápio Cultural

 
   

Compreender os conceitos de design, da cadeia produtiva do artesanato e linha de produto;

Cognitiva

Selecionar os temas para aplicação nos produtos artesanais;

Dimensionar as etapas para a formação dos núcleos de produção e/ou processo de produção.

Área Design Módulo II: Identidade Cultural

 
 

Descobrir alternativas para aplicação de temas nos produtos artesanais;

Buscar soluções inovadoras a serem trabalhadas no núcleo de produção e/ou no processo de criação de produtos;

 

Atitudinal

Perceber um trabalho integrado e envolver-se com as etapas de formação dos núcleos de produção e/ou no processo de criação de produtos.

 
   

Articular os elementos elencados no Cardápio com a aplicação de temas nos produtos artesanais.

Operacional

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Conhecer as etapas do desenvolvimento de linhas e coleções de produtos artesanais.

Cognitiva

Área Design Módulo III: Design na Produção

   
 

Descobrir alternativas de criação de produtos para integrar a identidade cultural nas coleções.

Atitudinal

   
 

Aplicar as informações obtidas sobre linha e coleção na produção de novos produtos;

Operacional

Testar hipóteses recebidas nas oficinas de Design para melhorias no produto.

   
   

Conhecer as formas de ambientação de produtos em feiras e eventos;

Área Design Módulo IV: Aprimoramentos de Produtos e Plano de Ação

Dimensionar as possibilidades de seleção de produtos para participação em feiras e eventos;

Cognitiva

Formular hipóteses sobre possibilidades de divulgação e apresentação dos produtos;

 

Perceber a importância da divulgação e da apresentação para a comercialização dos produtos.

 

Predispor-se a buscar soluções para produtos;

divulgação

de seus

Atitudinal

Propor

soluções

adequadas

para

a

divulgação

dos

seus

 

produtos.

 

Preparar a divulgação e apresentação dos produtos na feira;

Produzir material gráfico (TAG, cartão de visita, folder, convites, banners, etc) para divulgação e apresentação dos

Operacional

 

dos produtos, embalagens e definição do lay out e do espaço da Mostra de Artesanato Local.

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Área Design Módulo V: Mostra de Artesanato Local

Cognitiva

Compreender as noções de design de ambiente;

Identificar os produtos para exposição à comunidade;

 

Dimensionar formas de apresentação dos produtos.

 

Adotar postura receptiva frente a percepção do público aos produtos;

 

Atitudinal

Adequar os produtos a partir da percepção da comunidade e mercado local;

 
 

Montar um espaço atrativo que possibilite a exposição e venda dos produtos à comunidade;

Operacional

   

Desenvolver estratégia para vender seus produtos.

   

Conhecer os processos que definem a administração do negócio artesanal, enquanto uma atividade empresarial;

Cognitiva

Conhecer as características empreendedoras;

Conhecer as ferramentas de gestão;

Área Gestão Módulo I: Administrando a Atividade Artesanal

 

Conhecer as áreas e funções administrativas.

 

Adotar postura empreendedora frente à atividade artesanal;

Perceber a importância da gestão da atividade artesanal como negócio;

 

Atitudinal

Tomar consciência das características e da necessidade da implementação dos conceitos de administração.

 
 

Aplicar os conceitos de gestão na sua atividade artesanal;

Coletar dados sobre produção, comercialização, recursos financeiros, custos e analisar as necessidades e possibilidades existentes para uma gestão eficaz do negócio;

Operacional

Aplicar os conhecimentos de gestão integrada.

 

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Conhecer sobre tipos de clientes e tipos de venda;

Conhecer sobre os processos de comercialização existentes;

Cognitiva

Conhecer os procedimentos específicos do processo legal de comercialização.

Área Gestão Módulo II: Comercialização

 
 

Buscar soluções inovadoras para abordar os vários tipos de clientes;

Buscar soluções inovadoras para realizar a comercialização dos seus produtos;

Atitudinal

 

Buscar novos sistemas de comercialização dos produtos artesanais.

 

Utilizar as ferramentas de controle de comercialização;

 

Explorar suas redes de relacionamentos e ampliá-las;

Operacional

Empregar um estilo próprio de comercialização;

 

Aplicar os conceitos de comercialização na atividade artesanal.

 

Módulo III: Núcleos de Produção

 

Conhecer sobre os processos de valorização dos produtos e comercialização;

Cognitiva

Estabelecer correlação entre a produção e o processo de precificação da produção;

 

Área Gestão:

Conhecer os elementos que envolvem a formação de preço e o impacto deste na comercialização dos produtos.

 

Tomar consciência da necessidade da formação de preço, assumindo e reconhecendo sua importância deste processo na comercialização dos produtos.

Atitudinal

 
   

Aplicar os conceitos de apuração de custo e formação de preço de venda para a comercialização dos produtos e viabilidade do negócio artesanal.

Operacional

   

4. PÚBLICO ALVO:

O público-alvo do Programa SEBRAE de Artesanato é o artesão que possui o domínio da técnica de utilização da matéria prima, que tem o artesanato como sua principal atividade econômica, ou deseja que esta se torne uma fonte de renda e que, busca a profissionalização no artesanato para conhecer/aprender conteúdos nas áreas COMPORTAMENTAL, DESIGN e/ou GESTÃO, o que poderá facilitar o desenvolvimento de seu negócio artesanal.

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O grupo deverá ser constituído por no mínimo 18 (dezoito) e no máximo 35 (trinta e

cinco) pessoas, que poderá estar formalizado, ou não, em Associação, Cooperativa,

ONG e também MPEs.

5.

METODOLOGIA

A solução do Programa SEBRAE de Artesanato foi concebida no formato de

metodologia aberta. Trata-se de metodologia flexível, caracterizada pela fixação de diretrizes gerais a partir das quais o consultor tem autonomia para adequar técnicas, estratégias e procedimentos às características e especificidades do público com o qual irá trabalhar. O profissional responsável pela execução de soluções que empregam esta metodologia precisa possuir experiência junto a grupos de artesãos, agregando experiência na condução da ação.

O Programa foi organizado em ações de Diagnóstico, sendo um de Design e outro de

Gestão e em 10 (dez) módulos, no formato de instrutoria, distribuídos em 03 (três) áreas temáticas, COMPORTAMENTAL, GESTÃO e DESIGN. Sugere-se que os encontros sejam desenvolvidos com metodologia participativa, buscando manter o nível de atenção e motivação dos participantes. Para isso, podem ser intercaladas técnicas como exposições dialogadas, análise de casos, análise e reflexão sobre os produtos, vivências, exibição de vídeos, exposições interativas, preenchimento de planilhas gerenciais, reflexão sobre as oportunidades de desenvolvimento do setor no município/região, (re) aproveitamento de matérias primas disponíveis na região, melhoria da técnica do ofício, (re) avaliação dos processos de produção e sobre os aspectos culturais existentes, análise e reflexão das características do comportamento empreendedor.

Para a aplicação da metodologia é necessária a realização prévia dos Diagnósticos de Gestão e Design realizados pelos consultores de Gestão e de Design credenciados no Programa SEBRAE de Artesanato com o objetivo de fundamentar e definir ações posteriores na aplicação do Programa.

Neste programa haverá um Manual do Participante somente para a área temática de Gestão que será disponibilizado aos artesãos para a consulta de conteúdos relativos ao curso, fazendo parte do material didático a ser enviado para a sala de aula. O educador poderá, ou não, utilizá-lo em sala de aula, dependendo das estratégias educacionais escolhidas e do seu plano de curso.

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6.

CONTÉUDO MÍNIMO

A) ÁREA: COMPORTAMENTAL

Módulo I: Desenvolvendo as Pessoas e o Grupo

Papéis Existenciais: Pessoal, Profissional, Social, Familiar e Comunitário

Conceito e reflexão sobre o Profissional Artesão

Identidade Pessoal

Plano Pessoal de Desenvolvimento: Estratégia de Vida

Propósitos de Vida Pessoais

Conceitos: Auto Avaliação Grupal, Trabalho em Equipe, Consciência Grupal e Feedback.

Módulo II: Processo de Mudança

Unidade Grupal: Forças, Elementos, Dificuldades e Contribuições;

Integrantes Grupais: Dificuldades e Contribuições;

Comunicação: Barreiras, Impacto Negativo e a Boa Comunicação

Comunicação Interpessoal: Modalidades de Comportamento

Processo Decisório: mudanças

B) ÁREA: GESTÃO

Módulo I: Administração da Atividade Artesanal

Conceitos de habilidade técnica, humana e conceitual;

Gestão empreendedora e características empreendedoras;

Administração financeira (custos fixos e variáveis, ponto de equilíbrio, depreciação, pró-labore, custo da mão-de-obra);

Administração profissional e ambiente empresarial;

Áreas e funções administrativas;

Marketing (produto, preço, promoção, ponto de venda, pesquisa, pessoas).

Módulo II: Comercialização

Tipos de clientes (varejo e atacado);

Tipos de venda (venda direta e venda indireta);

Formas de vendas (feiras, loja da cooperativa, representantes, sites, contatos com clientes);

Negociação (formas de pagamento);

Legislação (nota fiscal, alvará, contador).

Embalagem e deslocamento de produtos;

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Participação em feiras de artesanato (postura, produção, material promocional, cadastro de clientes, cartões, levantamento de despesas com compra de espaço, hospedagem, alimentação e transporte de mercadoria);

Avaliação Pós-feira (levantamento de resultados, acertos com os participantes do grupo, resultado final);

Módulo III: Núcleo de Produção

Formação de preço de venda.

C) ÁREA: DESIGN

Módulo I: Um Novo Olhar para o contexto do artesanato local

Conceitos de design;

Resgate cultural;

Cardápio da memória cultural do município/região.

Módulo II: Identidade Cultural

Conceitos de design;

Conceitos de matéria-prima, técnica, produtos;

Conceitos de linhas de produto, coleção, tipologia, definição do público potencial;

Conceitos de composição, expressão, equilíbrio, tamanho, forma, cores

Aplicação de temas aos produtos artesanais;

Planejamento e formação dos núcleos de produção.

Módulo III: Design na Produção

Criação de novos produtos com aplicabilidade de temas e identidade cultural;

Desenvolvimento de linhas e coleções de produtos artesanais;

Conceitos de embalagem e selo de origem (TAG) e suas características como valor agregado ao produto artesanal

Módulo IV: Aprimoramento de Produtos e Plano de Ação

Conhecer ações e planejamentos necessários para a participação em feiras;

Acompanhamento da produção de embalagem e selo de origem (TAG)

Plano de ação de divulgação para apresentação dos produtos;

Divulgação da apresentação dos produtos;

Noções de Design de Ambientes.

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Módulo V: Mostra de Artesanato Local

Trabalho com as embalagens e selos de origem (TAG);

Exposição e vendas dos produtos à comunidade;

Noções de ambientação de espaço (design de ambientes)

Observação: os tópicos elencados constituem o conteúdo mínimo a ser levantando nos MÓDULOS, sendo facultado

Observação: os tópicos elencados constituem o conteúdo mínimo a ser levantando nos MÓDULOS, sendo facultado ao consultor incorporar outros aspectos, caso os julgue relevantes em função de sua experiência de mercado. O profissional contratado tem liberdade na construção e na abordagem dos conteúdos, cabendo a ele adequar as técnicas e recursos selecionados ao perfil

e necessidades específicos do público a ser atendido

.

7. ESTRUTURA GERAL

1ª Etapa Palestra de Sensibilização

Caso haja necessidade, sugere-se 02 horas de sensibilização para a apresentação da metodologia a ser realizada no município junto aos grupos de artesãos. Esta sensibilização é realizada por meio de palestra, denominada Palestra de Sensibilização. A mesma poderá ser proferida pelo técnico responsável ou pelo gestor de projetos da região. A Palestra apresentará os objetivos, as etapas, a forma de condução, carga horária e formato do Programa SEBRAE de Artesanato.

Poderão ser utilizados os seguintes recursos instrucionais para a sensibilização do público alvo;

Vídeo institucional;

Depoimentos de participantes;

Slides

A mobilização para a sensibilização é feita pelo SEBRAE-MG ou em parceria com as entidades representativas da região.

2ª Etapa Aplicação dos Diagnósticos: Gestão e Design

Para a aplicação da capacitação no Programa SEBRAE de Artesanato é necessária a realização previa dos diagnósticos de Gestão e Design.

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O diagnóstico de Design possui carga horária de 24 (vinte e quatro) horas, assim

distribuída: 06 (seis) horas de trabalho com o grupo; 14 (quatorze) horas de visita de

reconhecimento da cidade e visita aos núcleos de produção e 04 (quatro) horas de conclusão e relatório final.

O diagnóstico de Gestão possui carga horária de 16 (dezesseis) horas, assim distribuída: 06 (seis) horas de trabalho com o grupo; 06 (seis) horas de visita ao município para identificação da vocação econômica e cultural da região e 04 (quatro) horas de conclusão e relatório final.

O diagnóstico de GESTÃO conterá informações sobre a identificação da vocação

econômica e cultural da região e o diagnóstico de DESIGN conterá informações sobre o

cenário macro e micro da comunidade/região onde estão inseridos o artesão e o produto, identificação de matérias primas locais, acompanhado do levantamento de oportunidades de ações a serem trabalhadas. Portanto, os diagnósticos abrangerão informações sobre o ambiente e mercado / artesão / grupo / produtos / processos de produção / domínio de técnica/ produto e marketing / oportunidades.

Os diagnósticos irão fundamentar e definir as ações posteriores a serem realizadas, bem como indicar, ou não, a capacitação no Programa SEBRAE de Artesanato. Essa ferramenta encontra-se disponível na comunidade virtual dos consultores do curso, para consulta e a mesma é essencial para que o profissional tenha conhecimento sobre o grupo, bem como suas potencialidades e necessidades reais. É importante saber quais capacitações técnicas o grupo já participou e o motivo da demanda, com o objetivo de melhor identificar as oportunidades de trabalho a serem aplicadas.

Sugere-se que os consultores de Gestão e Design trabalhem em conjunto, o primeiro dia do diagnóstico.

Feitos os diagnósticos, os artesãos serão capacitados, presencialmente, em todas as áreas temáticas: COMPORTAMENTAL, GESTÃO e DESIGN do Programa SEBRAE de Artesanato, ou somente em algumas delas, conforme as áreas que forem apontadas nos diagnósticos.

3ª Etapa - Programa de Instrutoria

O treinamento proposto tem carga horária de 224 horas, distribuídas em

módulos. Caso seja indicada pelos diagnósticos, toda a capacitação do Programa SEBRAE de Artesanato, os módulos terão maior efetividade, se aplicados conforme

orientação abaixo.

10 (dez)

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Palestra de Sensibilização
Palestra de Sensibilização
Palestra de Sensibilização Diagnóstico de Design Diagnóstico de Gestão COMPORTAMENTAL – 24 HORAS Desenvolvendo as
Palestra de Sensibilização Diagnóstico de Design Diagnóstico de Gestão COMPORTAMENTAL – 24 HORAS Desenvolvendo as
Diagnóstico de Design
Diagnóstico de Design
Diagnóstico de Gestão
Diagnóstico de Gestão
COMPORTAMENTAL – 24 HORAS Desenvolvendo as Pessoas e o Grupo
COMPORTAMENTAL – 24 HORAS Desenvolvendo as Pessoas e o Grupo
COMPORTAMENTAL – 24 HORAS Desenvolvendo as Pessoas e o Grupo
COMPORTAMENTAL – 24 HORAS Desenvolvendo as Pessoas e o Grupo

COMPORTAMENTAL 24 HORAS Desenvolvendo as Pessoas e o Grupo

– 24 HORAS Desenvolvendo as Pessoas e o Grupo DESIGN – 16 HORAS Um Novo Olhar

DESIGN 16 HORAS Um Novo Olhar para o contexto do artesanato local

16 HORAS Um Novo Olhar para o contexto do artesanato local DESIGN – 16 HORAS Identidade

DESIGN 16 HORAS Identidade Cultural

artesanato local DESIGN – 16 HORAS Identidade Cultural GESTÃO – 20 HORAS Administração da Atividade

GESTÃO 20 HORAS Administração da Atividade Artesanal

– 20 HORAS Administração da Atividade Artesanal DESIGN – 32 HORAS Design na Produção COMPORTAMENTAL

DESIGN32 HORAS Design na Produção

Artesanal DESIGN – 32 HORAS Design na Produção COMPORTAMENTAL – 16 HORAS Processo de Mudança GESTÃO

COMPORTAMENTAL 16 HORAS Processo de Mudança

COMPORTAMENTAL – 16 HORAS Processo de Mudança GESTÃO – 12 HORAS Comercialização DESIGN – 16

GESTÃO 12 HORAS Comercialização

de Mudança GESTÃO – 12 HORAS Comercialização DESIGN – 16 HORAS Aprimoramento de Produtos e Plano

DESIGN 16 HORAS Aprimoramento de Produtos e Plano de Ação

– 16 HORAS Aprimoramento de Produtos e Plano de Ação GESTÃO – 16 HORAS Núcleos de

GESTÃO 16 HORAS Núcleos de Produção

e Plano de Ação GESTÃO – 16 HORAS Núcleos de Produção DESIGN – 16 HORAS Mostra

DESIGN 16 HORAS Mostra de Artesanato Local

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No primeiro encontro de cada módulo/área, os consultores farão a pré agenda dos períodos em que os artesãos contarão com a sua participação nas capacitações. Esta pré agenda é repassada para o gestor local que deverá confirmar as datas e fazer a solicitação de serviços (OS). Sugere-se o intervalo de, no mínimo 15 (quinze) dias e no máximo de 30 (trinta) dias, entre um encontro e outro, à exceção do módulo “Um Novo Olhar Para o Contexto do Artesanato Local” para o módulo “Identidade Cultural” que deverá ter o intervalo de, no mínimo 10 (dez) dias e no máximo 15 (quinze) dias para o encontro.

Sugere-se que as ações sejam desenvolvidas da seguinte forma:

1. COMPORTAMENTAL Desenvolvendo as Pessoas e o Grupo (24 horas). É o primeiro encontro presencial realizado com o grupo, após o diagnóstico de Design e de Gestão. A linha geral desta capacitação baseia-se em aplicação de vivências, reflexões sobre as relações e consciência grupal. Encontram-se disponíveis na Comunidade Virtual atividades e exercícios que podem auxiliar nessas reflexões quanto à processo de comunicação, às atitudes, à cooperação entre as pessoas, à ética, ao comprometimento, ao feedback e à visão de futuro. A proposta deste módulo é trabalhar o auto e hetero conhecimento, a estrutura das relações, os papéis existenciais, propósito de vida, o plano de desenvolvimento pessoal e consciência grupal. Espera-se com este módulo que, os artesãos fortaleçam sua auto estima e ampliem a percepção sobre a importância do trabalho em grupo e que, o grupo esteja motivado e mais preparado para receber a capacitação nos módulos de Design e Gestão. É importante o consultor analisar os comportamentos apresentados e suas implicações, buscar alternativas de melhorias nas relações de forma participativa e registrá-las no RG 277 Relatório de Instrutoria para Programa de Metodologia Aberta.

2. DESIGN Um Novo Olhar Para o Contexto do Artesanato Local (16 horas). Este módulo irá reforçar os objetivos e etapas do Programa SEBRAE de Artesanato. A linha geral desta capacitação baseia-se em aplicação de vivências, exposição interativa de textos, reflexão sobre os conceitos estudados e a sua aplicabilidade na peça artesanal. A proposta é oportunizar aos artesãos o conhecimento e a percepção do seu entorno, realizar registros históricos e culturais do município/região, através de visita técnica ao município, despertando-os para um novo olhar e propondo-os a quebra de paradigmas e criação de produtos com identidade local. Neste módulo, o consultor deverá estimular o grupo a conhecer os registros

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culturais mais representativos da história local e de cada integrante do grupo, geradores da identidade do município/região. A aplicação prática desta etapa é feita por meio do planejamento e construção de um Cardápio Cultural que deverá conter informações importantes para futuras pesquisas e escolhas de temas que serão trabalhados em suas linhas de produto e coleções. Sugere-se um trabalho realizado de forma participativa, considerando todas as observações e comentários propostos, aguçando e estimulando a atividade para que todos possam contribuir na construção do Cardápio, que não é estático. O mesmo poderá ser alterado em qualquer época, com a inserção ou a retirada de algum item, se assim

o grupo desejar. Esta ferramenta encontra-se disponível na Comunidade

Virtual dos consultores do Programa, para consulta. Como enriquecimento deste trabalho, os participantes poderão ser convidados a apresentarem as fotos, peças e elementos trazidos de casa que sejam registros da história, hábitos e costumes pessoais. É necessário que a palavra CARDÁPIO e os conceitos de DESIGN estejam bem claros para os participantes. O grupo de artesãos deverá entender que a importância do Cardápio não está apenas no fato de ser um instrumento de orientação na seleção de temas, mas que o mesmo aguça o seu olhar, contextualiza sua produção e caracteriza o seu trabalho como inerente à sua história e a do seu povo.

3. DESIGN - Identidade Cultural (16 horas). Este módulo tem a proposta de auxiliar o artesão na consolidação dos conceitos como TEMA e sua APLICAÇÃO e trabalhar com a análise do Cardápio e a sua importância para a identidade local e cultural do município/região. A linha geral desta capacitação baseia-se em aplicação de vivências, exposição interativa de textos, exercícios com práticas de desenho, reflexão e experimentação

prática de conceitos estudados. A proposta é oportunizar aos artesãos o conhecimento e a percepção sobre o processo de criação de produtos. A aplicação prática desta etapa é a realização de oficinas para construção de produtos/coleções temáticas. Sugere-se uma capacitação participativa, levando os artesãos a perceberem a importância de um trabalho integrado

e associado, seja por meio da formação de núcleos de produção, ou não,

através da tomada de decisão e as possibilidades apresentadas na escolha de produtos de coleções temáticas, além de levar os mesmos a avaliarem as características do mercado consumidor e o seu potencial.

4. GESTÃO Administração da Atividade Artesanal (20 horas). Este módulo tem a proposta de levar o artesão a conhecer o ambiente empresarial, as características empreendedoras, as funções e os processos administrativos. A linha geral dessa capacitação baseia-se em

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aplicação de vivências, exposição interativa, exercícios e trabalhos individuais e em grupo, de forma participativa. O consultor deve possibilitar o participante a refletir sobre sua realidade e as possibilidades existentes nas atividades artesanais, bem como apresentar as ferramentas de gestão, do controle e acompanhamento da produção, da comercialização, da gestão dos recursos humanos e da gestão dos recursos financeiros. Durante a execução deste módulo, é de extrema importância a aplicação do Diagnóstico de Produção Artesanal, junto ao grupo. Este diagnóstico deverá ser aplicado no primeiro dia do encontro, cuja finalidade é colher informações gerenciais e estruturais dos artesãos que servirão de material para Avaliação de Impacto desta solução educacional. Esta ferramenta encontra-se disponível no Banco de Recursos da Comunidade Virtual dos Consultores, para consulta e o mesmo fará parte do check-list que será enviado como material didático para a capacitação aos artesãos. Os formulários do Diagnóstico de Produção Artesanal preenchidos deverão ser enviados posteriormente para o gestor do projeto.

5. DESIGN Design na Produção (32 horas). Poderá ocorrer nesta fase, a divisão de grupos por núcleos de produção. O consultor deverá estimular a aplicabilidade de temas levantados no Cardápio, na elaboração dos novos produtos/coleções e/ou apenas agregar valor aos produtos existentes. A linha geral desta capacitação baseia-se em reflexões com o grupo sobre o processo de criação de novos produtos/coleções e a importância do uso de embalagens e selos de origem (TAG) na comercialização. Pode ocorrer que, neste momento, não surja a concretização de novos produtos/agregação de valor, pois cada artesão/grupo possui peculiaridades específicas e tempo de amadurecimento diferentes. No entanto, no decorrer dos módulos de Design do Programa SEBRAE de Artesanato esta competência deverá acontecer. A aplicação prática desta etapa é feita por meio de uma assessoria aos núcleos de produção e/ou acompanhamento individual. A assessoria tem como objetivo apoiar os artesãos na produção das coleções com acompanhamento e interconexão dos núcleos de produção, identificar aspectos que possam colaborar na solução das dificuldades apresentadas. O facilitador deverá deixar claro que este apoio é um acompanhamento da produção e é respeitada a criatividade, inovação e potencialidade de cada artesão. Dependendo do processo produtivo, tipos e tamanho das peças produzidas, os núcleos de produção poderão vir até o local onde estarão sendo realizadas as assessorias. Há a possibilidade deste módulo ser dividido em 02 (dois)

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encontros de 16 (dezesseis) horas, com um intervalo mínimo de 15 (quinze) e no máximo 30 (trinta) dias.

6. Comportamental II Processo de Mudança (16 horas). A linha geral desta capacitação baseia-se em aplicação de vivências, textos sobre comunicação interpessoal ou algum outro tema que porventura os artesãos estejam precisando dentro do próprio processo, e reflexões com grupo sobre as experiências vivenciadas até o momento, de forma que o consultor possa trabalhar as dificuldades apresentadas e reforçar a continuidade dos módulos seguintes do Programa SEBRAE de Artesanato. É importante que o consultor trabalhe com o objetivo de traduzir a inter-relação de variáveis internas e externas que têm influenciado a dinâmica destes grupos e trabalhar as situações conflitivas que vêm comprometendo o avanço dos trabalhos e os resultados pretendidos. É também proposta deste módulo refletir sobre o estado de acomodação e os seus reflexos no cotidiano de cada um, refletir sobre o processo decisório, sensibilizando para a necessidade de mudança e possibilitar a troca afetiva entre os participantes, a expressão dos vínculos de convivência, de forma a fortalecer o vínculo grupal. Este momento com o grupo é vital para reforçar o comprometimento com a continuidade do Programa.

7. Gestão Comercialização (12 horas). Este módulo tem a proposta de preparar o artesão para implementar e utilizar a comercialização como ferramenta para alavancar a sua atividade artesanal. A linha geral desta capacitação baseia-se em exposição interativa, vivências e exercícios sobre os conceitos estudados. Esta etapa irá preparar os artesãos para a realização da Mostra do Artesanato Local e para realizar a comercialização dos seus produtos direta ou indiretamente.

8. Design IV Aprimoramento de Produtos e Plano de Ação (16 horas). Este módulo é preparatório para o módulo seguinte que é a Mostra de Artesanato Local. A linha geral desta capacitação baseia-se em aplicação de vivências, exercícios, atividades externas, exposição interativa onde os artesãos serão estimulados a apresentarem os trabalhos executados, compartilharem idéias para o acabamento final das peças. O consultor deverá identificar a evolução dos trabalhos do grupo, a avaliação do local onde será realizada a Mostra de Artesanato, a aplicabilidade dos temas e da identidade cultural nos produtos/coleções e apresentar noções sobre a produção de embalagens e acompanhamento da produção de TAG

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(Design Gráfico) e noções sobre exposição de produtos em vitrines (Design de Ambientes). É importante ressaltar que a qualidade do produto é um aspecto trabalhado ao longo de todas as etapas do módulo de Design.

9. Gestão Núcleos de Produção (16 horas). Este módulo tem a proposta

de fundamentar os conceitos de gestão e comercialização, proporcionando

a sustentabilidade econômica do negócio artesanal. Nesta etapa é

realizado o acompanhamento coletivo junto aos núcleos de produção e/ou acompanhamento individual, caso não tenha surgido nenhum núcleo. A linha geral desta capacitação baseia-se em uma oficina coletiva aos núcleos de produção e/ou artesão individual nos eixos de gestão/ comercialização e precificação de produção, com o apoio diretivo ao grupo nas dificuldades apresentadas, com foco em formação de preço de venda.

10.Design V - Mostra de Artesanato Local (16 horas). Este módulo tem o objetivo de permitir aos artesãos a experimentação do mercado local, divulgando e comercializando os novos produtos desenvolvidos. O consultor irá apoiar o grupo na estruturação da apresentação dos produtos para a comunidade, orientando a organização do layout para melhor apresentação dos produtos e colaborando com ações em caso de necessidades emergentes. Neste momento, o consultor poderá repassar para o grupo de artesãos algumas noções sobre a aplicabilidade dos conceitos de Design de Ambientes. O local para realização da mostra é de responsabilidade dos artesãos/parceiros locais, cabendo aos próprios artesãos esta negociação. A linha geral da capacitação baseia-se em atividade externa e avaliação compartilhada.

Recomendações Gerais e Observações:

Procure ser pontual e estar no local onde será realizada a capacitação antes do horário combinado para organização da sala e do material do curso;

Prepare-se, relendo as competências, o conteúdo do módulo e suas observações;

Peça aos participantes para comparecerem à capacitação levando para a sala de aula os seus produtos;

Em todas as etapas da capacitação é importante que o artesão se sinta acolhido e estimulado ao processo de aprendizagem.

A capacitação normalmente ocorre em instalações de parceiros.

22

7.1.

Carga Horária Total

Módulo

Horas

Diagnóstico de Gestão

16

Diagnóstico de Design

24

Comportamental - Desenvolvendo as Pessoas e o Grupo

24

Design Um novo olhar para o contexto do artesanato local

16

Design Identidade Cultural

16

Gestão Administração da Atividade Artesanal

20

Design Design na Produção

32

Comportamental Processo de Mudança

16

Gestão Comercialização

12

Design Aprimoramento de Produtos e Plano de Ação

16

Gestão Núcleos de Produção

16

Design Mostra de Artesanato Local

16

Total

224

8. RECURSOS INSTRUCIONAIS

RECURSOS INSTRUCIONAIS E MATERIAIS DIDÁTICOS BÁSICOS

Abaixo segue a infra-estrutura mínima e os materiais didáticos e de expediente a serem fornecidos pelo SEBRAE Minas para a realização da capacitação.

Sala ventilada e iluminada com capacidade para até 35 (trinta e cinco) pessoas e que permita o manuseio e exposição de vários produtos artesanais;

Mesas e cadeiras móveis;

Cavalete de Flip chart 1 ou 2;

Folhas de flip chart em branco e canetas apropriadas

Quadro branco ou quadro negro;

Retroprojetor ou computador com projetor multimídia;

Mesa de apoio para o instrutor;

Aparelho de TV e Vídeo;

Som com CD player.

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Material Didático

Quantidade

Caneta

35

unidades

Apontador

04

unidades

Lápis

35

unidades

Borracha

35

unidades

Cópia do RG 069 - Questionário de Avaliação de Capacitação Externa

35

unidades

Cópia do RG 087 Lista de Presença de Capacitação Externa

01

unidade

Folhas de papel A4 em branco

100

folhas

Crachá

35

unidades

Folha de flip chart

100

folhas

Pincel Atômico Azul

04

unidades

Pincel Atômico Preto

12

unidades

Pincel Atômico Vermelho

03

unidades

Pincel Atômico Verde

03

unidades

Pincel Quadro Branco - Azul

03

unidades

Pincel Quadro Branco Preto

04

unidades

Pincel Quadro Branco - Verde

02

unidades

Pincel Quadro Branco - Vermelho

02

unidades

Certificado de conclusão

35

unidades

Bloco de rascunho

35

unidades

Manual do Participante - Gestão

35

unidades

Anexos do Manual do Participante

35

unidades

Diagnóstico de Produção Artesanal

35

unidades

Fita Crepe

02

unidades

Tarjetas em 04 cores diferentes 20 de cada cor

80

unidades

Tesoura

05

unidades

Régua

05

unidades

Giz de cera

04

caixas

Corretivo

01

unidade

Material de responsabilidade do consultor

É de responsabilidade dos consultores a aquisição de material específico para utilização em dinâmicas que deseja aplicar;

Para as ações de capacitação do Programa SEBRAE de Artesanato é imprescindível que o profissional credenciado no módulo de Design tenha kit básico composto por:

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máquina fotográfica, material para montagem de estúdio (tecido para realização das fotos dos produtos.

9. RELATÓRIOS E DOCUMENTOS

Antes e após a realização dos trabalhos, o consultor deve preparar os documentos relativos ao planejamento e à execução da ação. Na seção modelos e relatórios da comunidade virtual Programa SEBRAE de Artesanato (www.sebraeminas.com.br/comunidades) são disponibilizados os formulários descritos a seguir.

RG.091 Plano metodológico

Apresenta a proposta metodológica do consultor para sua intervenção em campo na solução. Relata os conteúdos que serão trabalhados na solução, seus objetivos, as estratégias e os recursos utilizados. A elaboração desse documento é de responsabilidade do consultor credenciado e deve ser enviado por e-mail para sabrina.campos@sebraemg.com.br em até 10 (dez) dias após a assinatura do contrato de credenciamento.

Para a elaboração do plano metodológico, o consultor deve verificar as especificações inseridas no documento de Diretrizes Gerais para Planejamento da Solução, adequando as ações às necessidades e ao perfil do público a ser atendido. Além disso, é recomendável considerar alguns princípios essenciais que envolvem as estratégias de aprendizagem por competências:

 

Foco na capacitação do artesão, considerando suas características, necessidades, ambiente sociocultural, motivação e competências já desenvolvidas.

Direcionalidade

 

Aplicabilidade

Ser aplicável ao dia-a-dia da gestão dos pequenos negócios.

 

Utilizar temas que sejam referências para consulta permanente do artesão

Essencialidade

 
 

Confluir a visão de futuro desejada pelo artesão com a visão sistêmica de mercado (ambiente interno e externo).

Coerência

 
 

Considerar as condições culturais locais, o modo de vida, práticas e saberes construídos na dinâmica social.

Regionalidade

 
 

Representar para o artesão, uma fonte de pesquisa e aprendizado, um guia prático ou manual de orientação.

Praticidade

 
 

Promover resultados qualitativos e quantitativos que gerem benefícios concretos para o empreendimento e aspirações do empreendedor.

Eficácia

 

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RG.277 Relatório de Instrutoria para Programas de Metodologia Aberta

O relatório de instrutoria deve ser elaborado após a conclusão da carga horária de cada

encontro. Seu preenchimento detalhado e correto é indispensável para avaliação e acompanhamento dos resultados da solução. No relatório devem ser descritos os seguintes pontos:

Características e expectativas do grupo;

Objetivos e competências que foram desenvolvidas:

Metodologia efetivamente aplicada em função das especificidades e necessidades do público contemplando: conteúdos trabalhados, objetivos propostos, estratégias e recursos utilizados;

Percepções do consultor sobre o grupo como: nível de participação, envolvimento, afetividade, nível dos debates, interesse, dificuldades, facilidades, etc.;

Sugestões para o SEBRAE-MG e para outros consultores que venham a atuar com esse grupo.

O

relatório impresso e assinado, juntamente com a lista de presença, os questionários

de avaliação e a nota fiscal de prestação de serviços devem ser encaminhados ao responsável pela contratação para pagamento (gestor de projeto). O arquivo eletrônico do relatório de instrutoria deve ser enviado por e-mail para Ivana.aguiar@sebraemg.com.br; sabrina.campos@sebraemg.com.br;

simone.aparecida@sebraemg.com.br, logo após seu preenchimento. RG.022 Lista de verificação de materiais complementares Metodologia Aberta

A lista de verificação de materiais complementares deve ser preenchida pelo consultor

quando for necessária a utilização de outros materiais ou recursos que não os indicados nesse documento.

Solicita-se aos consultores que só façam pedidos de materiais disponíveis no almoxarifado SEBRAE, cuja lista encontra-se disponibilizada na Comunidade Virtual. Devido ao tempo demandado nos processos internos de compras, sugere-se que não sejam requisitados vídeos instrucionais (a menos que estes façam parte do acervo pessoal do consultor ou da biblioteca de negócios do SEBRAE-MG) ou mesmo materiais de uso complexo e valor elevado (jogos empresariais, textos com grande número de páginas, etc.).

O consultor deve verificar também se o material que deseja já não está inserido no RG

Check list de materiais básicos específicos do produto que irá atuar, que é

providenciado pela Expedição e enviado ao local de destino

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A lista de verificação de materiais complementares deve ser enviada por e-mail para

simone.aparecida@sebraemg.com.br realização da ação.

à

com

15

(quinze)

dias

de

antecedência

10. CRITÉRIOS DE CERTIFICAÇÃO

A emissão do certificado de participação está vinculada à presença mínima equivalente

a 75% da carga horária total da solução.

11. COMUNIDADES DE CONSULTORES

A Comunidade é um espaço virtual de convivência que tem por objetivo o intercâmbio

de conhecimento, aprendizado e interação. Ela é a extensão da sala de aula, portanto,

todos os membros devem se sentir a vontade para contribuir com textos, atividades, dinâmicas, dúvidas, críticas ou sugestões.

1º passo Acessando a comunidade

Orientação para quem já possui cadastro no site do SEBRAE Minas

Para ter acesso à Comunidade você deve clicar no link ou acessar diretamente a comunidade pelo site www.sebraemg.com.br/comunidades e localizar a comunidade Estratégias Empresariais.

Para acessar os documentos e informações contidas na Comunidade você deve clicar em “Entrar”. O site irá direcioná-lo ao Cadastro de Clientes onde você deverá informar seu CPF e senha.

Caso você não se lembre da senha clique em “Esqueceu sua senha? Para recuperá-la “clique aqui” E siga as orientações.

Sua nova senha será encaminhada automaticamente para o e-mail informado no cadastro.

Após este procedimento reinicie os passos 1 e 2, entre na comunidade do curso e faça o seu pedido de adesão que será autorizado pelo Gestor do Produto. Logo em seguida você receberá um comunicado via e-mail, confirmando a sua adesão e a partir deste momento, você poderá acessar todas as informações contidas neste ambiente virtual.

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Orientação para quem não possui cadastro no site do SEBRAE Minas

Para ter acesso à Comunidade você deve clicar no link ou acessar diretamente a comunidade pelo site www.sebraemg.com.br/comunidades e localize e clique na comunidade Estratégias Empresariais.

e localize e clique na comunidade Estratégias Empresariais.  Clique no item “Entrar” na tela que

Clique no item “Entrar” na tela que traz informações iniciais sobre a comunidade virtual e depois responda a pergunta : “Deseja fazer parte dessa Comunidade ?

iniciais sobre a comuni dade virtual e depois responda a pergunta : “Deseja fazer parte dessa

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Na próxima tela - Cadastro de Clientes acesse o item “Não sou cadastrado”. E depois preencha o formulário com as informações solicitadas. Escolha a opção Pessoa Física.

solicitadas. Escolha a opção Pessoa Física . Obs: A senha que você terá acesso na Comunidade

Obs: A senha que você terá acesso na Comunidade Virtual é a mesma que você preencheu no Formulário de Cadastro.

Após este procedimento reinicie os passos 1.1. e 1.2., entre na comunidade do curso e faça o seu pedido de adesão que será autorizado pelo Gestor do Produto. Logo em seguida você receberá um comunicado via e-mail, confirmando a sua adesão e a partir deste momento você poderá acessar todas as informações contidas neste ambiente virtual.

2º passo Navegação na Comunidade

A navegação é feita através dos menus horizontal e vertical.

No menu horizontal estão as informações e ferramentas comuns a todas as comunidades, como o Correio Eletrônico - onde é possível enviar e-mail apenas às pessoas cadastradas na Comunidade; Perfil - espaço onde o usuário deverá cadastrar suas informações pessoais; Convidar ferramenta que possibilita ao usuário enviar convites a outras pessoas para participar da Comunidade; Membros onde um membro visualiza os demais participantes da comunidades; Biblioteca Arquivos espaço onde estão publicados vários arquivos referentes ao programa; Fórum espaço para interação entre os membros; Boas Práticas espaço onde o

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usuário poderá publicar ações de sucesso que sirvam de exemplos para demais membros da Comunidade.

No Menu lateral estão concentradas as informações específicas da Comunidade.

O Programa espaço onde poderá se ter uma visão geral do Programa, seus objetivos, público-alvo, conteúdo programático, etc.

seus objetivos, público-alvo, conteúdo programático, etc. Manual do Participante : Manual com os principais conceitos

Manual do Participante: Manual com os principais conceitos e ferramentas para aplicação na atividade artesanal. É utilizado para consulta posterior do artesão dos conteúdos trabalhados em sala de aula.

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Banco de Recursos – espaço importante da comunidade onde estão publicados vários arquivos com sugestões

Banco de Recursos espaço importante da comunidade onde estão publicados vários arquivos com sugestões para serem trabalhadas em sala de aula estudos de caso, atividades, dinâmicas, vídeos e demais recursos para complementar e enriquecer o material do Consultor.

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Modelos e Relatórios – neste espaço são encontrados o Plano Metodológico, a Lista de Verificação

Modelos e Relatórios neste espaço são encontrados o Plano Metodológico, a Lista de Verificação de Material Complementar, o Relatório de Instrutoria, Relatório de Consultoria Especializada; Lista de presença e demais documentos referentes ao programa.

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Sites Interessantes 33

Sites Interessantes

Sites Interessantes 33

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Bibliografia sugerida

Bibliografia sugerida 12. PERFIL DO CONSULTOR Para o desenvolvimento do Programa SEBRAE de Artesanato é necessário

12. PERFIL DO CONSULTOR

Para o desenvolvimento do Programa SEBRAE de Artesanato é necessário que o consultor contratado detenha conhecimento sobre o setor de artesanato, conhecimento sobre o grupo e sua peculiaridade, linguagem e metodologia conforme as necessidades do público. É necessário que o profissional possua experiências diversificadas, a fim de enriquecer a aplicação dos conteúdos, e ainda a sensibilidade de conhecer as particularidades do setor, bem como sua integração à área de mercado, uma vez que esta capacitação encerra-se com uma Mostra, onde os participantes têm a oportunidade de divulgar e comercializar os novos produtos.

É importante que o consultor perceba a relevância do artesanato no estado, como atividade geradora de negócios para o município e portadora de valores culturais capazes de realçar riquezas locais, propiciando uma diversidade de produtos e tendências para o desenvolvimento cultural.

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O profissional de Design precisa desenvolver o conteúdo de forma diferenciada, pois o

artesão é o autor do processo criativo e produtivo. Esta observação é pertinente e

implica em postura ética, uma vez, que o artesão nos remete à história, arte e identidade própria de seu povo e do lugar.

Os profissionais que atuarão junto a esse público exercem o papel de educador nos

encontros presenciais em sala de aula, atuando como facilitador, promovendo reflexões

e questionamentos que possibilitam o processo de aprendizagem, clarificando

processos e informações e instrumentalizando os participantes com ferramentas

estratégicas.

a)

Perfil do consultor por área:

O

Programa SEBRAE de Artesanato exige consultores com domínio aprofundado dos

conhecimentos pertinentes a diagnóstico e inventários de traços culturais e históricos

que podem ser expressos na forma de artesanato, elaboração de planejamento estratégico de grupos, formalização de grupos, criação, revitalização, produção e comercialização de produtos artesanais. Neste caso, são requeridos:

Formação do Comportamental:

Nível superior com especialização em Recursos Humanos ou áreas afins.

Experiência:

Como instrutor, professor ou consultor;

Na condução de grupos;

Aplicação de metodologias relacionadas ao desenvolvimento de pessoas e grupos; Conhecimento:

Dos conteúdos da sub-área;

Comportamento empreendedor

Na aplicação de técnicas vivenciais;

Da realidade das micro e pequenas empresas; Habilidades:

Capacidade de comunicação; Capacidade de negociação; Capacidade de promover ambientes cooperativos; Habilidade nos relacionamentos interpessoais; Capacidade de traduzir conceitos técnicos para o dia-a-dia dos clientes; Visão sistêmica dos processos de aprendizagem; Capacidade de estimular o pensamento divergente e inovador;

Capacidade de organizar e sistematizar informações e dados; Para atuar, em grupos com diversidades culturais, sociais e econômicas.

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Formação Design:

Nível Superior em design de produtos, design gráfico, Artes plásticas, Belas Artes, Design em Ambientes, Arquitetura com especialização em design e áreas afins.

Experiência:

Como instrutor, professor ou consultor; Em atuação com grupos de produção artesanal; Na aplicação de metodologia de processo criativo, produtivo/revitalização e qualificação de produtos artesanais, nos diversos tipos de matérias-primas, respeitando o artesão enquanto autor do processo criativo e produtivo; Em desenvolvimento de embalagens; Em desenvolvimento de projeto de identidade visual marca Conhecimento:

Dos conteúdos da sub-área; Da realidade do mercado artesanal; Na aplicação de técnicas vivenciais; Da realidade das micro e pequenas empresas; Habilidade:

Capacidade de comunicação; Capacidade de negociação; Capacidade de promover ambientes cooperativos; Habilidade nos relacionamentos interpessoais; Capacidade de traduzir conceitos técnicos para o dia-a-dia dos clientes; Visão sistêmica dos processos de aprendizagem; Capacidade de estimular o pensamento divergente e inovador; Capacidade de organizar e sistematizar informações e dados; Para atuar, em grupos com diversidades culturais, sociais e econômicas.

Formação Gestão:

Nível superior em administração de empresas, ciências econômicas, ciências contábeis com especialização em Gestão Financeira e áreas afins.

Experiência:

Como instrutor, professor ou consultor; De sistemas de informações financeiras e contábeis; Em finanças e mercado (negócios, parcerias, pontos de venda); Empreendedorismo, incluindo características comportamentais; Administração de vendas; Formação do preço de venda.

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Conhecimento:

Dos conteúdos da sub-área; Da realidade do setor de artesanato; Na aplicação de técnicas vivenciais; Da realidade das micro e pequenas empresas. Habilidade:

Capacidade de comunicação; Capacidade de negociação; Capacidade de promover ambientes cooperativos; Habilidade nos relacionamentos interpessoais; Capacidade de traduzir conceitos técnicos para o dia-a-dia dos clientes; Visão sistêmica dos processos de aprendizagem; Capacidade de estimular o pensamento divergente e inovador; Capacidade de organizar e sistematizar informações e dados; Para atuar, em grupos com diversidades culturais, sociais e econômicas.

13. AVALIAÇÃO DA SOLUÇÃO

O processo de avaliação consiste em investigar a qualidade da solução, de modo a aprimorá-lo e promover o melhor aprendizado dos participantes. O modelo pensado para a avaliação das soluções educacionais para o setor de artesanato apresenta quatro níveis:

Avaliação de aprendizagem;

Avaliação de reação;

Avaliação do processo;

Avaliação de impacto na implantação de estratégias.

A avaliação de aprendizagem é realizada ao final de cada módulo para verificar o

desenvolvimento das competências e o que é necessário ser enfatizado ou ajustado, empregando outros recursos ou atividades, para que os participantes tenham condições

de desenvolvê-las.

Para efetuar a avaliação de aprendizagem deve-se apresentar aos participantes no final de cada módulo as competências específicas previstas. Em seguida, leia cada uma delas e peça que respondam se consideram que as desenvolveram.

A avaliação da reação (RG 069) pretende aferir o nível de satisfação do artesão com a

solução por meio de instrumento próprio em relação:

Ao conteúdo da solução;

À metodologia adotada;

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Aos materiais utilizados e distribuídos;

Conhecimento, postura e didática do consultor.

A avaliação do processo procura-se obter informações pontuais da execução da

solução e de sua operacionalização, incluindo o formato da solução, o desempenho dos

consultores e de sua interação com os participantes

Foram estabelecidos os seguintes indicadores para a avaliação do processo:

A adequabilidade da solução educacional às necessidades do público-alvo.

Os materiais e os recursos utilizados.

As etapas de operacionalização, sua integração e efetividade.

A factibilidade da metodologia e das várias estratégias utilizadas;

Os procedimentos, as técnicas e os instrumentos utilizados pela coordenação.

A avaliação do processo é medida por meio de informações coletadas durante a

capacitação em forma de conversa com os participantes sobre o que é preciso ser feito para aperfeiçoar o processo e o ambiente. As percepções do consultor devem ser enviadas ao responsável técnico. As avaliações de reação e de impacto também fornecem dados para esses indicadores e pode-se estabelecer a correlação entre elas.

A avaliação de impacto tem por finalidade verificar os efeitos do Programa SEBRAE

de Artesanato para o artesão. Como resultado da capacitação espera-se que o artesão,

esteja motivado a continuar na atividade artesanal e esteja habilitado a criar novos itens de produtos portadores de significados e que sejam identificados com o lugar de

origem. Que incorpore valores do repertório cultural da região, potencializando o crescimento individual e melhoria da qualidade de vida. Alguns indicadores são acompanhados pelo SEBRAE-MG para avaliação dos resultados obtidos. Os principais são: ampliação do repertório de produtos, ampliação do número de artesãos capacitados e ampliação de renda, levantados por meio de aplicação de Pesquisas e do Relatório de Diagnóstico de Produção Artesanal.

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