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A Ética de Espinosa

Parte 2 - Concepção espinosana de vida e os afetos

Uma das principais características dos modernos, na ótica dos pós-modernos, é uma
pretensão a querer explicar tudo. Nas definições que Espinosa propõe, podemos ver um
viés de presunção da verdade, em qualquer tempo e em qualquer lugar. Neste sentido,
Espinosa é um autor moderno por excelência.

Mas, no racionalismo espinosano, não temos a conformação de que a razão é


soberana, e que ela é o fundamento da moral, ou seja, a definidora da vida boa. Muito pelo
contrário. Espinosa é um autor que consagra aos afetos enorme importância.

Considera os afetos a verdadeira explicação de todo o tipo de existência, inclusive a


pensante. Nessa perspectiva, não se pode saber o que se pensa sem conhecer o que se
sente.

Esta perspectiva é o chamado paralelismo, que quer dizer justamente que na filosofia
de espinosa não há soberania da alma em relação ao corpo. Os afetos explicam o
pensamento na mesma medida em que o pensamento é indicativo das sensações corporais.

Espinosa diria: Não posso propor uma reflexão ética se não considerar de forma
destacada os afetos do corpo, porque se a ética é a reflexão sobre a vida, é evidente que não
posso refletir sobre a vida higienizando-a dos afetos do corpo. Não posso supor que a
produção da razão ignore a existência dos afetos.

É por isso que a parte 3 da Ética é consagrada aos afetos.

Mas, em que consistem estes afetos?

Os afetos são interpretações do corpo aos efeitos que o mundo produz sobre ele.

Para entender isto de forma mais clara, é preciso que o leitor perceba o que Espinosa
entende pela vida, pela existência.

Para ele, a vida é uma sucessão de encontros com o mundo. A palavra encontro é
fundamental para Espinosa, pois ele não concebe nenhuma reflexão sobre a vida sem ser

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constituída fundamentalmente pelo encontro com o mundo. A idéia é de que o mundo não
sai de nossa frente, de que a vida é no mundo, constituída de encontros com este.

Mas nem nós nem o mundo somos apresentados um ao outro como totalidade.
Somos parte e encontramos outras partes do mundo. A vida de cada um de nós é a relação
ininterrupta da parte que somos com outros corpos, também parte do todo, que espinosa
chamará de mundo.

Assim, a análise da vida em Espinosa não é a análise de um corpo jogado no mundo,


mas sim a análise das relações dos corpos no mundo.

Na próxima parte de nossa série continuaremos a análise dos afetos em Espinosa.

Não perca.

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