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Resumos de Direito Laboral

Questõ es para õ teste de Legislaça õ Labõral – Mestradõ de Gesta õ e Desenvõlvimentõ de RH

1. Distinga RJE Privado 1 d e RJE Público tomando como o seu ponto de partida os seus elementos.

Conceito de relação jurídica, formulado pela Escola Histórica, constitui um dos princípios fundamentais do sistema do direito. Em que consiste a relação jurídica? O conceito de relação jurídica pressupõe um conjunto de elementos cuja sistematização tradicional é a seguinte:

  • a) Sujeito

São as entidades suscetíveis de serem titulares de relações

jurídicas. São os titulares do Direito subjetivo e das posições passivas correspondentes.

Assim, podemos caracterizar os sujeitos (ativo/passivo) como pessoas que são suporte da relação. Consideramos então a entidade patronal e o trabalhador.

  • b) Objeto

Podemos defini-lo como tudo aquilo sobre que recaem os

poderes do titular de Direito. Define-se por objeto aquilo sobre que incide o

(s)

poder

(es)

correspondente ao direito subjetivo. No caso da entidade patronal a prestação do serviço e observância dos deveres. No caso do

empregado os direitos profissionais e sociais.

1 A subordinação jurídica era a característica que nunca poderia estar ausente na relação jurídica do emprego privado, no entanto, hoje em dia, a subordinação económica começa a ganhar estatuto. Entende-se por subordinação jurídica, as ordens da empregadora a que o trabalhador tem que obedecer. É uma característica da relação laboral. É um conceito de direito que se aplica a factos.

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  • c) Facto Jurídico É todo o acontecimento natural ou Acão humana que produz efeitos ou consequências jurídicas. Esse efeito poderá ser o de criar, modificar ou extinguir uma relação jurídica.

Ou

seja,

todo

o

evento

que

produz

efeitos

jurídicos.

Pode

ser

constitutivo/modificativo ou extintivo da relação jurídica.

  • d) Garantia

É a suscetibilidade de proteção coativa da posição do

sujeito ativo da relação jurídica.

Isto é, medidas preventivas e representativas, destinadas a assegurar o exercício dos direitos e cumprimento dos deveres (Ex: recurso a tribunal).

O Trabalhador que exerce funções públicas é aquele que tenha constituído uma relação de trabalho subordinado na Administração Pública uma relação jurídica de emprego público por nomeação, por comissão de serviço ou por contrato de trabalho em funções públicas. Os tribunais competentes para apreciar os litígios emergentes das relações de trabalho constituídas através de um contrato de trabalho em funções públicas são, não os tribunais de trabalho, mas os tribunais administrativos e fiscais. O contrato de trabalho em funções públicas está sempre sujeito à forma escrita (o que é uma decorrência do principio de legalidade e do imperativo de segurança jurídica) e, de acordo com o RCTFP, tem menções obrigatórias (dele devendo constar, designadamente, a modalidade do contrato, a atividade contratada, carreira, categoria e remuneração do trabalhador). A relação jurídica de emprego público (RJE Público) estabelece-se por tempo determinado para os exercícios de atividades temporárias e a tempo indeterminado para o exercício de atividades permanentes.

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Constitui-se por diversas modalidades, por nomeação, contrato de trabalho em funções públicas, ou comissão de serviço.

Os instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho podem ser negociais ou não negociais, consoante, respetivamente, as suas

normas sejam ou não fruto da concordância obtida no decurso da

negociação

de

um

acordo

coletivo

de

trabalho.

Os instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho negociais são:

O acordo coletivo de trabalho, o acordo de adesão e a decisão de

 

voluntária.

arbitragem Os não negociais são o regulamento

de extensão

e

a

decisão de

arbitragem necessária. Levando em conta os elementos:

(o contrato, a subordinação jurídica a renumeração, a categoria do trabalhador; o local estipulado para o trabalho; as garantias gerais dos trabalhadores bem como as especialmente definidas pela regulamentação coletiva aplicável.) O contrato de trabalho individual ou privado (RJE Privado) caracteriza-se pelo ajuste de vontades pelo qual uma pessoa física (empregado) se compromete a prestar pessoalmente serviços não eventuais, subordinados a outrem (empregador), mediante o recebimento de salário. Distingue-se do contrato de trabalho em funções públicas e do seu regime aplicável (RJE Publico), dada a natureza da sua relação jurídica obedecer a instrumentos de contratação e regulação distintos, sendo o privado regulado pelo CT e o Publico pelo RCTFP havendo contudo uma aproximação por parte do legislador no âmbito de administrar os dois procedimentos num regime de progressiva e maior equidade.

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O contrato de trabalho em funções públicas e do seu regime aplicável (RJE Publico) é o um ato bilateral celebrado entre uma entidade empregadora pública, com ou sem personalidade jurídica (um órgão ou serviço da administração direta ou indireta do Estado), agindo em nome e em representação do Estado, e um particular, nos termos do qual se constitui uma relação de trabalho subordinado de natureza administrativa atendendo aos instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho que podem ser negociais ou não negociais, consoante, respetivamente, as suas normas sejam ou não fruto da concordância obtida no decurso da negociação de um acordo coletivo.

Os instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho negociais são:

O acordo coletivo de trabalho, o acordo de adesão e a decisão de

arbitragem

voluntária.

Os não negociais são o regulamento de extensão e a decisão de

arbitragem

necessária.

Numa observação simplesmente empírica pode-se então concluir que a relação jurídica de emprego público diverge da relação jurídica de emprego privado na sua forma elementar e constitutiva obedecendo a um processo regulamentar que elege mecanismos orgânicos distintos do sector privado, elencando o decurso da contratação no ato administrativo e na projeção de procedimentos concursais comuns, contrato de trabalho em funções públicas, e “consequentes” ou “decorrentes”, nomeações ou comissões de serviço.

Daí os litígios emergentes das relações de trabalho constituídas através de um contrato de trabalho em funções públicas aquilatam os seus litígios, não os tribunais de trabalho, mas nos tribunais administrativos e fiscais ao contrário da regra aplicada á RJE Privado.

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Desta

forma, refere-se que tanto

num caso como

contrato de trabalho é, sobretudo configurado como um

5 noutro, o negócio
5
noutro, o
negócio

jurídico bilateral em que existe um acordo de vontades vinculativo onde se encontram previstas e donde emana a configuração das prestações dos contraentes prestação de atividade e pagamento da respetiva

retribuição.

Os principais aspetos distintivos dos dois regimes são, em primeiro lugar, o Estatuto jurídico, pois em todos a nomeação é regulada pelo direito público (administrativo) e o contrato pelo direito privado (lei geral do trabalho).

RJE Pública

 

RJE Privada

   

Sujeito

 

Trabalhador/Estado

 

Trabalhador/Empresa

 

Objeto

 

Prestar atividade

 

Prestar atividade

 
 

Facto jurídico

 

Contrato de trabalho em Funções

 

Contrato de trabalho ao abrigo do

Contrato de trabalho ao abrigo do
 

públicas (nomeação/contrato)

CT

(

Princípio

Princípio
Princípio

da

liberdade

contratual

contratual

/

princípio

princípio

da

contratual / princípio da
           

autonomia contratual

autonomia contratual

)

Garantia

 

Tribunal Administrativo

 

Tribunal do Trabalho

 
Comentado [LF1]: As partes podem escolher os contratos que querem celebrar Comentado [LF2]: Podem escolher como
Comentado [LF1]: As partes podem escolher os contratos
que querem celebrar
Comentado [LF2]: Podem escolher como clausulas ou
conteúdos que quiserem desses contratos, não há limite a
não ser que seja contrário à lei e aos bons costumes.

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  • 2. Na RJE Público caracterize as linhas mestras daquilo que se pretende que seja uma reforma do estado.

Genericamente as reformas têm incidido nos seguintes vetores:

abertura do emprego público aos contratos individuais de trabalho (mas sempre regulados por contratação coletiva), descentralização, aumento da autonomia dos organismos públicos (total ou parcial em função da especificidade de cada organismo), adoção de modelos de gestão por objetivos e de avaliação de desempenho, flexibilização dos processos de progressão e mobilidade, introdução de critérios de desempenho nos

sistemas

remuneratórios.

Tendo em vista segundo o legislador: “Melhorar o serviço do Estado aos cidadãos e reduzir a fatura que os cidadãos pagam por esse Estado

numa perspetiva de modernização e racionalização dos organismos púbicos e maximização das potencialidades geradas pelos seus ativos.

  • 3. Caracterizar o trabalho objeto de contrato de trabalho na RJE Privada bem como debruçar-se especificamente sobre a subordinação jurídica contrapondo-a à autonomia do contrato de prestação de serviços.

Antes de mais acho pertinente diferenciar contrato de trabalho de contrato de prestação de serviços. O contrato de trabalho é aquele pelo qual uma pessoa se obriga, mediante a retribuição, a prestar a sua atividade a outra, no âmbito da sua organização e sob a sua autoridade (sob ordens, diretivas e instruções); Quando falamos num contrato de prestação de serviços o prestador obriga-se à realização de um serviço (obtenção de um determinado resultado), que efetuará por si, com autonomia, isto é, sem

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subordinação à direção de outra parte. Apesar de, no plano teórico haver uma diferença clara entre os dois tipos de contrato, na prática a distinção nem sempre é fácil de estabelecer. Deste modo, a distinção entre contrato de trabalho e contrato de prestação de serviços assenta em dois elementos essenciais: o objeto do contrato (prestação de atividade ou obtenção de um resultado); e o relacionamento entre as partes (subordinação ou autonomia). Por fim, contrato de trabalho tem como objeto a prestação de uma atividade e, como elemento típico e distintivo, a subordinação jurídica do trabalhador, traduzida no poder do empregador conformar através de ordens, diretivas e instruções, a prestação a que o trabalhador se obrigou. Diversamente, no contrato de prestação de serviços, o prestador obriga-se à obtenção de um resultado, que efetiva por si, com autonomia, sem subordinação à direção da outra parte. O contrato de trabalho individual ou privado (RJE Privado) caracteriza-se pelo ajuste de vontades pelo qual uma pessoa física(empregado) se compromete a prestar pessoalmente serviços não eventuais, subordinados a outrem (empregador), mediante o recebimento de salário. Objeto do contrato: a atividade do trabalhador

O primeiro elemento a salientar consiste na natureza da prestação a que se obriga o trabalhador. Trata-se de uma prestação de atividade, que se concretiza, pois, em fazer algo que é justamente a aplicação ou exteriorização da força de trabalho tornada disponível, para a outra parte, por este negócio. A noção legal do contrato individual de trabalho o Direito do Trabalho tem o seu campo de atuação delimitado pela situação de trabalho subordinado. E esta delimitação é feita em termos práticos pela conformação de um certo tipo de contrato que é aquele em que se funda a prestação de tal modalidade de trabalho: trata-se do contrato individual de trabalho ou, mais correntemente, contrato de trabalho. Os tipos contratuais: contrato de trabalho e contrato de prestação de serviço

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A destrinça fundamental entre o trabalho subordinado e o trabalho autónomo, situada no plano dos conceitos operatórios, reflete-a a lei na conformação de correspondentes tipos de contratos por ela definidos em termos que já supõem um critério (o legal) de demarcação dos dois campos e, portanto, de delimitação do âmbito do Direito do Trabalho. O tipo de contrato especificamente destinado a cobrir o trabalho subordinado é o contrato de trabalho: contrato de trabalho é aquele pelo qual uma pessoa se obriga, mediante retribuição, a prestar a sua atividade a outra/s pessoa/s, sob a autoridade e direção desta. Depois deste, introduz-se com efeito a noção do “contrato de prestação de serviços”, nestes termos: “aquele em que uma das partes

se obriga a proporcionar à outra certo resultado do seu trabalho intelectual ou manual, com ou sem retribuição”. Avulta, neste enunciado, a contraposição fundamental do resultado do trabalho à atividade, em si mesma, que caracteriza o contrato de trabalho. A exterioridade dos meios utilizados, relativamente à vinculação do prestador de serviço, pode não ser absoluta e daí que, mais uma vez, o critério fundado na distinção entre obrigações de resultado se revista de notória relatividade na distinção entre contrato de trabalho e contrato

de prestação de serviço. Pode dar-se o caso de o trabalhador autónomo se encontrar contratualmente obrigado a utilizar certos materiais, ou a seguir um dado modelo ou figurino, ou até a realizar pessoalmente a atividade necessária à consecução do resultado. Mas tratar-se-á então de condições contratualmente estabelecidas, fundadas no consenso das partes e não na autoridade diretiva (supraordenação) de uma perante a outra. Dentro dos limites traçados pelas estipulações contratuais, a escolha dos meios e processos a utilizar, bem como a sua organização no tempo e no espaço, cabe ao prestador de serviço. O mandato, o depósito e a empreitada, regulados nos capítulos da lei, são modalidades do contrato de prestação de serviço), são modalidades do contrato de prestação de serviço o mandato, o

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depósito e a empreitada. E estes tipos contratuais aparecem definidos e regulados nas disposições legais. O contrato de mandato, é aquele pelo qual uma das partes se obriga a praticar um ou mais atos jurídicos por conta da outra e presume- se gratuito salvo se os atos a praticar forem próprios da profissão do mandatário. Avulta aqui a natureza do serviço a prestar: trata-se de atos jurídicos ou seja, atos produtivos de efeitos jurídicos, efeitos esses que interessam ao mandante, e que, havendo prévia atribuição de poderes de representação ao mandatário, se vão imediatamente produzir na esfera jurídica do mesmo mandante, como se fosse ele a praticar. O contrato de depósito, é aquele pelo qual “uma das partes entrega à outra uma coisa, móvel ou imóvel, para que a guarde, e a restitua quando for exigida, presumindo-se gratuito, isto é, sem remuneração do depositário, exceto se este fizer disso profissão O contrato de empreitada, porventura até a mais importante, quer pela sua frequência real, quer pela proximidade que, nalgumas das suas formas concretas, ele mostra relativamente ao contrato de trabalho. A lei define-o do seguinte modo): “empreitada é o contrato pelo qual uma das partes se obriga em relação à outra a realizar certa obra, mediante um preço”. Afirma-se aqui, em termos mais concretos, a ideia de obra,

isto é, de “produto” em que se incorpora o trabalho e a retribuição, agora

já como elemento característico do contrato.

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4. O que se entende por privatização da relação jurídica de emprego pública.

A doutrina é consensual, todos concordam que existe um fenómeno denominado por privatização do emprego público, com origem nos finais do século XX, consequente da falência do Estado Providência Há ainda quem defenda que a privatização da função pública

e consequentemente “privatização” do emprego público tem a sua

origem na Constituição da República. Em seguida destacarei alguns excertos que corroboram esta pequena introdução. ”Palma Ramalho,

refere que “o fenómeno da privatização do emprego público tem um fundamento direto na Constituição de 1976 e, designadamente, na consagração dos direitos fundamentais em termos gerais ou seja, sem distinguir entre a sua inserção no sector privado ou no sector

público” Logo entende-se que a “ privatização da relação jurídica de emprego pública” (para uns fundada numa premissa constitucional)

tende a flexibilizar a organização laboral e a estrutura orgânica do aparelho administrativo perfilhando introdução de técnicas e modelos privados para alcançar a eficiência da atuação administrativa, incluso, decorre um processo de confluência, no sentido de se obter um só regime jurídico “ou seja, sem distinguir entre a sua inserção no sector privado ou no sector público “o que a nosso entender virá a longo prazo a expirar com a figura de funcionário e/ou função publica ou conformar a mesma com um modelo de gestão privada/privatizada. Existem defensores, que também esta, é mais uma medida que tende em deter o deficit público gerado por uma pesada máquina administrativa e também deste modo caucionar a consagração dos direitos fundamentais em termos gerais, na razão que decorre da interpretação do conceito de equidade constitucional traduzida na lei.

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No fundo esta,” privatização da relação jurídica de emprego pública” tem vindo a ser aplicada paulatina e progressivamente de forma geral e abstrata sob orientação ideológica do legislador/governo patentes por exemplo em medidas legislativas como reforma do estado). Mais que uma confluência conjetural e focalizada na privatização do regime jurídico de emprego público existe uma tendência natural e efetiva para a privatização dos serviços e organismos públicos, bem como para a privatização dos vínculos laborais a estes adstritos. Contudo parte da doutrina alerta para os perigos desta

perfilhação “ privatização da relação jurídica de emprego pública”,

pois consideram que a introdução de técnicas e modelos privados

não são condição necessária para alcançar a eficiência da atuação administrativa.

Confluência, no sentido de se obter um só regime jurídico “ou

seja, sem distinguir entre a sua inserção no sector privado ou no sector

público”

  • 5. Caracterize o direito do trabalho como ramo do direito (direito híbrido público e privado). O Direito do Trabalho pode ser definido como “o conjunto de princípios, normas e instituições aplicáveis à relação de trabalho e situações equiparáveis, tendo em vista a melhoria da condição social do trabalhador, através de medidas protetoras e da modificação das estruturas sociais”. A tradicional dicotomia do direito em direito público e direito privado remonta aos antigos romanos, com base na distinção entre os interesses da esfera particular, entre duas ou mais pessoas, e os interesses públicos, que são relativos ao Estado e à sociedade e que merecem ter posição privilegiada. Trata-se de distinção que perdura

12 entre os
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entre os

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até hoje, por vezes nebulosa, em especial na zona limítrofe

dois grupos. Há diversos critérios para diferenciar regras de direito público e de direito privado. Os três mais difundidos são:

1) Critério do interesse: predominância do interesse público ou do interesse privado; 2) Critério da qualidade dos sujeitos: intervenção do Estado ou de outros entes públicos na relação jurídica; 3) Critério da posição dos sujeitos: se o Estado age como ente soberano, com ius imperii, ou se age de igual para igual com os demais sujeitos da relação jurídica. Como regra geral, entendem-se como pertencentes ao direito público as normas que regulam as relações em que o Estado exerce a soberania, imperium, em que o indivíduo é um súbdito. Por outro lado, quando o Estado age de igual para igual com o indivíduo (por exemplo, no caso de empresas estatais), a matéria poderá ser da alçada do direito privado. Pertencem ao direito público ramos como o direito constitucional, o direito administrativo, o direito penal e o direito processual. Já o direito privado não cuida apenas dos interesses individuais mas inclui também a proteção de valores caros à sociedade e de interesse coletivo, como a família. Pertencem ao direito privado ramos como o direito civil e o direito comercial. O direito privado baseia-se no princípio da autonomia da vontade, isto é, as pessoas gozam da faculdade de estabelecer entre si as normas que desejarem. Já o direito público segue princípio diverso, o da legalidade estrita, pelo qual o Estado somente pode fazer o que é previsto em lei. A autonomia da vontade também está sujeita ao princípio da legalidade, mas em menor grau - em direito privado, tudo que não é proibido é permitido. Alguns ramos do direito são considerados mistos, por ali coincidirem interesses públicos e privados, como o direito do

trabalho.

13 Resumos de Direito Laboral Duração e Organização do Tempo de Trabalho
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Resumos de Direito Laboral
Duração e Organização do Tempo de Trabalho

Face à inexistência, no Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas, aprovado pela Lei n.º 59/2008, de 11 de setembro, de qualquer norma que consagre a possibilidade de os trabalhadores contratados ao abrigo deste regime beneficiarem de jornada contínua, só poderão dela usufruir os que estiverem abrangidos por acordos coletivos de trabalho (v.g. o Acordo Coletivo de Trabalho n.º 1/2009, publicado na II Série do Diário da República de 28 de setembro), por regulamentos de extensão (v.g. o Regulamento de Extensão n.º 1-A/2010, publicado na II Série do Diário da República, de 2 de março), bem como por acordos de pessoa coletiva pública que a prevejam.

Sim, o facto de os diplomas em causa serem atualmente aplicáveis apenas aos trabalhadores nomeados não impede que os contratados que já viessem usufruindo dos regimes de trabalho a tempo parcial aí consagrados possam continuar a deles beneficiar, atento o disposto na primeira parte do n.º 1 do artigo 12.º do Código Civil, preceito segundo o qual a lei só dispõe para o futuro.

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no

Não. A distinção legal, para efeitos remuneratórios, entre a primeira hora de trabalho extraordinário e as horas ou frações subsequentes reporta-se ao dia normal de trabalho, sendo irrelevante para o caso que a jornada de trabalho diária esteja ou não dividida em dois períodos (cf. artigo 136.º e alíneas a) e b) do n.º do artigo 212.º do RCTFP).

Em regra, não. A coexistência de dois tipos de limites um temporal fixado na alínea a) do n.º 1 do artigo 161.º do RCTFP e outro remuneratório previsto no n.º 2 do mesmo artigo (60% da remuneração base) aliada ao facto de apenas relativamente ao limite temporal se prever a possibilidade de o mesmo ser ultrapassado, implica que a prestação de um número de horas superior ao legalmente estabelecido só será possível desde que por tal prestação não seja devido montante que exceda 60% da remuneração base do trabalhador e que se trate de trabalhadores que se encontrem em qualquer das situações previstas na alínea a) do n.º 2 do citado artigo.

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V - Estatuto de Trabalhador Estudante

1.

O

de

ser

aos

Considera-se trabalhador-estudante o trabalhador que frequenta:

  • a) Qualquer nível de educação escolar (ensino básico,

secundário e superior);

  • b) Cursos de pós-graduação, mestrado ou doutoramento

em instituições de ensino;

  • c) Cursos de formação profissional ou programa de

ocupação temporária de jovens com duração = ou> 6 meses.

Respondendo á questão acima indicada, não, dado que a concessão daquele estatuto tem inequivocamente por objetivo viabilizar a compatibilização entre a atividade profissional e as obrigações escolares, questão que, nestes casos, não se coloca, atenta a situação de inatividade inerente ao SME (cfr. Regime do trabalhador-estudante, artigos 89.º a 96.º do Código do Trabalho, aprovado em anexo à Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, alterado pela Lei n.º 23/2012, de 25 de junho, e regulamentado pela Lei n.º 105/2009, de 4 de setembro).

2.

os

das

ao

do

de

O Código do Trabalho não prevê quais os efeitos das faltas para prestação de provas de avaliação, limitando-se a estabelecer que as faltas em causa, quando determinadas pela necessidade de deslocação para os estabelecimentos de ensino com vista à prestação de tais provas, embora justificadas, não são retribuídas para além de 10 (cfr. n.º 6 do artigo 91.º do Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º

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7/2009, de 12 de fevereiro, alterado pela Lei n.º 23/2012, de 25 de junho, aplicável aos trabalhadores nomeados por força do artigo 8.º-A da Lei n.º 59/2008, de 11 de setembro, aditado pelo artigo 5.º da Lei n.º 66/2012, de 31 de dezembro). Daí ter que se inferir que as faltas para prestação de provas de avaliação conferem ao trabalhador-estudante o direito à perceção da remuneração, até aquele limite. Há que atentar, porém, que o subsídio de refeição, constituindo um benefício social, não integra o conceito de remuneração (cf. artigos 66.º e seguintes da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro), destinando-se a comparticipar nas despesas resultantes da necessidade do trabalhador tomar uma refeição fora da sua residência habitual, conforme refere o preâmbulo do Decreto-Lei n.º 57-B/84, de 20 de fevereiro, diploma aplicável em matéria de subsídio de refeição. Deste modo, apenas haverá lugar àquele abono nos dias em que o trabalhador-estudante falte para prestação das aludidas provas depois de ter cumprido, pelo menos, três horas e meia de trabalho, conforme se extrai da redação conferida pela alínea b) do n.º 1 do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 57-B/84 e pelo n.º 4 do artigo 42.º do Decreto-Lei n.º 70- A/2000, de 5 de maio, em articulação com o n.º 1 do artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 259/98, de 18 de agosto.

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VI - Contratos Trabalho Termo Resolutivo Certo. Execução Projetos Investigação Desenvolvimento

Sim. De acordo com

o artigo

4.º

da

Lei

59/2008, de 11 de

setembro, os contratos a termo certo para execução de projetos de investigação e desenvolvimento a que se refere o artigo 122.º da Lei n.º 62/2007, de 10 de setembro (Regime jurídico das instituições de ensino superior), quando tenham duração superior a 3 anos, estão sujeitos a autorização dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da Administração Pública e da tutela:

a) No momento da celebração do contrato, quando o período inicialmente contratado seja superior a 3 anos; ou, b) No momento da renovação do contrato, quando a duração do mesmo, incluindo a renovação, seja superior a 3 anos. Estas normas só se aplicam a factos novos (celebrações e renovações ocorridas a partir de 1 de janeiro de 2009) uma vez que o artigo 12.º do Código Civil determina que a lei só dispõe para o futuro.