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Wayne Jacobsen

Deus me ama

Wayne Jacobsen Deus me ama

Para Sara, Em comemoração ao nosso 25º aniversário de casamento

Eu não poderia ter encontrado uma amiga melhor e uma parceira mais adorável com a qual compartilhar essa jornada. Seu exemplo de amor por mim em meio aos piores momentos me ensinou mais sobre o amor de Deus e a liberdade com que posso confiar Nele mais do que em qualquer outra pessoa no mundo.

INTRODUÇÃO, 9

SUMÁRIO

I O RELACIONAMENTO QUE DEUS SEMPRE QUIS TER COM VOCÊ, 13

1 Cristianismo em pétalas de margarida, 14

2 O que os discípulos de Jesus não sabiam, 22

3 A ameaça do inferno, 30

4 Um pai diferente de todos, 37

5 Bem-vindo ao lar, 46

II AQUILO QUE NÃO SE ALCANÇA COM O TEMOR, 55

6 A tirania da troca de favores, 56

7 O que devo dar a Deus?, 66

8 O rico e o mendigo, 75

9 O Deus que amamos temer, 83

10 A força mais poderosa do Universo, 90

III A PROVA INEGÁVEL, 99

11 Quem precisava do sacrifício?, 100

12 A ave e seus filhotes, 107

13 O que aconteceu realmente na cruz, 116

14 O antídoto ao pecado, 124

IV

UMA VIDA VIVIDA NO AMOR, 141

16 Tentando ganhar pontos com alguém que já não está contando, 142

17 Então o pecado não é importante para Deus?, 151

18 Uma vida toda aprendendo a confiar, 159

19 Assumidamente livre, 170

20 Exatamente do mesmo modo, 181

21 As orações a que Deus sempre responde, 190

22 Vivendo no amor, 197

AGRADECIMENTOS, 206

SOBRE O AUTOR, 207

INTRODUÇÃO

Tenho certeza que jamais publicarei um livro tão importante quanto este. Percebo que escrever sobre o amor de Deus pode parecer óbvio para muitos. “Vamos estudar coisas mais profundas”, dizem eles. Mas não há nada mais profundo do que isso. Ninguém vai negar que Deus é amor. Nós falamos do Seu amor em nossas músicas mais simples e usamos naturalmente a linguagem do amor ao nos referirmos a Deus. Mas, no sentido

prático, é incrível como poucos cristãos vivem cada dia como se

o Deus do Universo tivesse um grande afeto por eles. Por quê? Porque dois mil anos de tradição religiosa nos con- taminaram com a ideia equivocada de que o amor de Deus é algo que precisamos conquistar. Se fizermos o que O agrada, Ele

nos ama. Caso contrário, Ele se afasta. Abandonar essa ideia não

é fácil. Passar de uma ética religiosa baseada no comportamen-

to para uma relação com raízes mais profundas no amor de Deus não é uma transição simples. É a transição mais importante pela qual passei em minha jornada espiritual, uma transição que mudou minha vida, transformando-a em uma aventura essencial

e cheia de satisfação que continua a me transformar a cada dia.

Este livro descreve esse processo e espero que ele possa ajudar outras pessoas nessa transição. Há alguns anos, um grupo de idosos me pediu que ministrasse um curso de nove semanas na congregação local, enquanto espe- ravam pela chegada do novo pastor. Quando lhes perguntei o que desejavam ouvir, eles disseram que gostariam que eu falasse sobre o tema deste livro.

– Antes, deixe-me fazer uma pergunta – disse eu. – Quantas

coisas vocês acham que fazem só para não se sentirem culpados? Fiquei surpreso quando a maioria concordou que deveria ser por volta de 90% do que fazem!

– Bem – falei –, se vocês acreditarem no que vou dizer, é pro-

vável que 90% do que fazem deixará de ser feito. Algum proble- ma em relação a isso? As risadas cessaram. Eles pareciam perplexos com minha afir- mação, mas finalmente concordaram que não haveria problema. Admirei a coragem do grupo e aceitei dar o curso. Infelizmente, o resultado não foi o esperado. Enquanto eu falava, senti um certo mal-estar nos participantes, e logo depois do curso o novo pastor chegou, falando em culpa e no desempenho das obrigações religiosas. Fiquei triste ao perceber que a maior parte do grupo não compreendeu minha mensagem, embora algu- mas pessoas tenham sido profundamente transformadas. Acho impressionante que muitos não acreditem verdadeira- mente que o amor de Deus seja capaz, por si só, de mudar as pessoas. Ao contrário, há quem defenda que é necessária uma

dose constante e forte de temor e culpa para nos manter na linha. Concluo que quem acredita mais no dever, nas regras e na culpa não experimentou o poder do amor. Por toda parte, tenho observado que aqueles que descobrem a profundidade do amor de Deus e vivem de acordo com isso encontram uma paixão maior por Jesus, libertam-se do pecado e se interessam muito mais pelo mundo do que qualquer pessoa motivada apenas pelo dever religioso. Ao nos dar Seu Filho como presente, o Pai nos mostrou que não está em busca do trabalho de escravos fiéis. Ao contrário, Ele prefere a amizade íntima de Seus filhos e filhas. Deus sabe que o amor faz com que nos aprofundemos em Sua vida muito mais do que o dever temeroso jamais seria capaz. O amor nos

ensina melhor a verdade, nos liberta de nosso egoísmo e de nos- sos fracassos e nos torna produtivos no mundo. Desde que publiquei este livro nos Estados Unidos, há oito anos, centenas de pessoas me afirmaram que ele foi um instru- mento de Deus para transformar suas jornadas. Muitos leitores me disseram que escrevi sobre algo que eles já sabiam no íntimo, mas de que não tinham consciência. Outros acrescentaram que este livro redefiniu completamente a vida de Cristo para eles, e os lançou numa incrível experiência de amor e amizade. Espero que você também chegue ao final destas páginas con- vencido de que Deus o ama com um amor profundo e incondi- cional. Nada realiza mais o propósito divino do que quando esse amor o invade completamente, depois o transforma e o guia pelo resto da vida, como uma manifestação de Sua glória na Terra. Foi para isso que Ele criou você e espero que tenha sido por isso que este livro caiu em suas mãos.

– Wayne Jacobsen Agosto de 2007

PARTE I

O relacionamento que Deus sempre quis ter com você

Naquele dia compreenderão que estou em meu Pai, vocês em mim, e eu em vocês.

– JOÃO 14:20

1

Bem me quer, mal me quer; bem me quer, mal me quer

CRISTIANISMO EM PÉTALAS DE MARGARIDA

A menininha canta no quintal enquanto tira, uma a uma, as pé- talas de uma margarida e as deixa cair no chão. A última pétala arrancada vai lhe revelar tudo: se seu sentimento pela pessoa amada é ou não correspondido. Claro que as crianças não levam isso a sério, e se não obtêm a resposta que desejam, simplesmente pegam outra margarida e começam tudo de novo. À medida que crescem, elas percebem que as flores não foram criadas para fazer previsões românticas. Então por que deveriam associar os desejos de seus corações aos caprichos da sorte? Não há um porquê! Mas essa é uma lição muito mais fácil de aprender no amor do que na busca espiritual. Isso porque, depois de abandonar as brincadeiras com margaridas, muitos continuam a brincar com Deus. E aí já não são mais pétalas que arrancam. As pessoas interpretam as circunstâncias da vida tentando enten- der o que Deus sente a respeito delas.

Recebi um aumento. Bem me quer! Não consegui a promoção que queria e ainda perdi meu emprego. Mal me quer!

Alguma coisa na Bíblia me inspirou hoje. Bem me quer! Meu filho está seriamente doente. Mal me quer! Doei dinheiro para alguém em dificuldade. Bem me quer! Deixei que a raiva se apoderasse de mim. Mal me quer! Algo pelo que orei realmente aconteceu. Bem me quer! Menti para me livrar de um problema. Mal me quer! Um amigo me ligou inesperadamente para me dar apoio. Bem me quer! Meu carro precisa de uma reforma total. Mal me quer!

Uma corda bamba perigosa

Brinquei disso durante a maior parte da minha vida, tentando adivinhar, em cada situação, o que Deus sentia a meu respeito. Cresci aprendendo que Ele é um Deus de amor, e por muito tempo achei que era verdade. Nos bons momentos, é muito fácil acreditar nisso. Quando nossa família está bem de saúde e nossa relação é alegre, quando nosso ministério prospera e nossos rendimentos e oportunidades aumen- tam, quando temos tempo suficiente para conviver com os amigos e não passamos necessidade, quem duvidaria do amor de Deus? Mas essa certeza é corroída quando os períodos de felicidade são interrompidos por acontecimentos perturbadores.

Se um trauma de infância me persegue pela vida afora.

No dia em que um colega de escola morreu de câncer no cére- bro, mesmo depois de termos orado muito pela cura dele.

Quando não fui escolhido para um estágio na faculdade por- que alguém mentiu a meu respeito.

Na noite em que minha casa foi assaltada.

Quando me queimei gravemente num acidente doméstico.

Na morte do meu sogro e do meu irmão, apesar de, durante a doença, eles terem pedido constantemente a Deus que fossem curados.

Quando colegas da minha igreja mentiram para mim e espa- lharam histórias falsas para conseguir o apoio dos outros.

Quando passei dificuldades financeiras.

Quando vi minha querida esposa entristecida por circunstân- cias que não pude fazer com que Deus alterasse, por mais que tivesse tentado.

Quando as portas para oportunidades que pareciam prestes a se abrir se fecharam repentinamente.

Nesses momentos eu me perguntava o que Deus realmente sentia por mim. Não podia entender como um Deus que me amava permitia que tais coisas acontecessem, nem por que Ele não resolvia meus problemas imediatamente, para que eu ou as pessoas queridas não tivéssemos de passar por tanto sofrimento. Mal me quer! Pelo menos era isso que eu pensava naqueles dias. Minha decepção com Deus podia facilmente tomar dois rumos. Sofrendo, frustrado, sentindo-me perseguido, eu insulta- va Deus como o Jó do Velho Testamento, acusando-O de ser injusto ou de não me amar. Em momentos de maior honestidade, porém, eu pensava nas falhas que poderiam ter afastado Deus de

mim e me comprometia a me esforçar mais para viver de uma forma que achava digna do amor de Deus. Passei 34 anos da minha vida andando sobre essa perigosa corda bamba. Mesmo quando não havia nenhuma crise me ameaçando, eu estava sempre com medo do próximo problema que Deus poderia jogar sobre mim se eu não me mantivesse ao Seu lado. De certo modo, eu havia me transformado no filho apa- vorado de um pai violento, sem jamais saber ao certo com que Deus me depararia a qualquer momento – o Deus que me acolhe- ria em seus braços, sorrindo, ou o Deus severo que me rejeitaria ou me castigaria por motivos que eu jamais poderia compreender. Somente nos últimos 12 anos é que descobri que meu modo de perceber o amor de Deus era tão falho quanto arrancar as pétalas de uma margarida. Desde então, nunca mais fui o mesmo.

A prova convincente

E

você?

se sentiu jogado de um lado para outro pelas circunstâncias,

na maior parte do tempo inseguro quanto ao que o Criador do Universo sente em relação a você? É bem possível que jamais tenha entendido quanto Deus o ama. Num grupo de estudo bíblico, conheci uma mulher de 40 anos, muito atuante na congregação, que admitiu para nosso pequeno grupo que jamais teve certeza de que Deus a amava. Ela parecia querer me falar mais sobre isso, mas acabou pedindo apenas que eu orasse por ela. Enquanto eu orava, pedindo a Deus que mostrasse quanto a amava, uma imagem me veio à mente. Vi Jesus caminhando por um campo, de mãos dadas com uma menininha de uns 5 anos. De algum modo, eu sabia que a menininha era aquela mulher.

Contei a ela que tinha pedido que Jesus a ajudasse a encontrar a pureza de espírito que permitiria que ela passeasse pelo campo na companhia Dele. Quando terminei a oração, vi seus olhos cheios de lágrimas.

– Você disse “campo”? – perguntou.

Achei estranho que ela tivesse prestado atenção naquela palavra. A mulher imediatamente começou a chorar. Quando recupe- rou a fala, disse:

– Fiquei com medo de lhe contar. Quando eu tinha 5 anos,

fui molestada num campo por um menino mais velho. Sempre que penso em Deus, lembro daquele terrível acontecimento e me pergunto a razão. Se Ele me amava tanto, por que não impe- diu que aquilo acontecesse? Ela não está sozinha. Muitos carregam cicatrizes e decepções que parecem ser uma prova convincente de que o Deus do amor não existe, ou, se existe, mantém uma distância segura das pes- soas e as abandona à mercê da violência dos outros. Não tenho uma resposta generalizada para experiências como essa. Disse à mulher que era claro que Deus queria que ela sou- besse que Ele estivera lá ao lado dela e que, embora não tivesse agido do único modo compreensível para ela como um ato de amor, Deus a amava mesmo assim e queria caminhar com ela por aquele campo sujo para livrá-la do trauma. Deus queria dar àquela mulher uma dose de alegria diante do evento mais terrível de sua vida e anular o trauma que havia des- truído sua capacidade de confiar no primeiro passo do caminho rumo à graça. Sei que isso pode soar banal diante de um sofri- mento imensurável, mas, para aquela mulher, foi o início de um processo. Oito meses depois, recebi um entusiasmado e-mail, em letras garrafais: “Consegui!” Isso significa que ela entendeu por que o menino a molestou? Claro que não. Nada poderia explicar aquilo. Mas significa que

o amor de Deus é grande o bastante para libertá-la daquele ter-

rível acontecimento. Minha esperança é que essas palavras esti- mulem você a dar início ao mesmo processo.

Impressão versus realidade

O amor com que o Deus Verdadeiro sempre age sobre nós é tão profundo que desafia a compreensão humana. Sei que às vezes pode não parecer. Quando temos a impressão de que Deus

ignora nossas orações mais fervorosas, a confiança pode se des- fazer facilmente e nos levar a perguntar se Ele realmente se importa conosco. Nesses momentos, muitas vezes procuramos nossos defeitos e faltas, imaginando que são eles que podem jus- tificar o que consideramos indiferença de Deus. Quando estamos brincando de bem me quer, mal me quer com o amor de Deus, as provas contra Ele parecem definitivas. Por motivos que veremos ao longo destas páginas, Deus não costuma fazer as coisas que achamos que Seu amor O levaria

a fazer por nós. Ele geralmente parece impassível e indiferente enquanto sofremos. Pense um pouco: quantas vezes você sentiu que Deus frustrou suas maiores expectativas? Mas é uma impressão que não corresponde à realidade. Se tentarmos saber quem é Deus baseando-nos apenas na interpre-

tação limitada de nossa condição humana, jamais descobriremos quem Ele realmente é. Deus nos proporcionou um meio muito melhor de conhecê-lo.

A maior prova de Seu amor por nós está na cruz do Calvário.

Trata-se de um aspecto da cruz que foi completamente ignorado nas últimas décadas. Não temos consciência do que realmente se passou lá, entre o Pai e o Filho. Mas esse acontecimento abriu

as portas para o amor de Deus, um amor tão vasto e seguro que não pode ser desafiado nem em nossos dias mais tristes.

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Através dessas portas é que podemos realmente conhecer Deus e estabelecer com Ele a relação que nossos corações anseiam vivenciar profundamente. Deus nos ama mais do que

podemos imaginar, e nos ama no decorrer de toda a nossa vida. Se você aceitar essa verdade, seus problemas nunca o farão duvidar do amor de Deus, nem você se perguntará se tem feito

o bastante para merecê-lo. Em vez de temer que Deus tenha lhe

virado as costas, você será capaz de confiar no Seu amor nos

momentos em que mais precisar. E até mesmo descobrirá como

esse amor pode fluir de você das maneiras mais inesperadas, a fim de tocar um mundo faminto desse amor. Aprender a confiar Nele não acontece de uma hora para outra. É um aprendizado que leva toda a vida. Deus sabe como

é difícil aceitar o Seu amor e nos ensina com mais paciência do

que percebemos. Em cada situação e das formas mais surpre- endentes, Deus mostra Seu amor por nós. Basta estar atento. Então talvez seja o momento de descobrir que não é o medo de perder o amor de Deus que manterá você no caminho Dele, mas a simples alegria de viver nesse caminho todos os dias. No dia em que descobrir isso, você começará a viver de verdade!

Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu:

sermos chamados filhos de Deus, o que de fato somos!

– 1 JOÃO 3:1

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Para sua jornada pessoal

Com que frequência você se descobre duvidando do amor de Deus por você? Em que momentos você mais questiona esse amor? Você tem certeza de que Deus o ama com a mesma intensidade com que ama as outras pessoas? Quando surgem dificuldades, você duvida do amor de Deus e tenta ser mais virtuoso para agradá-Lo? Nos próximos dias, peça a Deus que lhe mostre a força do amor Dele por você.

Para discussão em grupo

1. Relate uma situação pela qual passou e durante a qual realmente duvidou que Deus se importasse com você.

2. Como você vê isso agora? Se ainda estiver inseguro, peça a Deus que mude sua percepção sobre esse acontecimento.

3. Se você refletir sobre o que aconteceu, sabendo agora que Deus o ama sempre, o que essa experiência lhe ensina?

4. Como podemos nos ajudar para ter certeza, e não duvidar, do amor de Deus?

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