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2007

Histórias de Sucesso

Agronegócios

Aqüicultura e Pesca

2007 Histórias de Sucesso Agronegócios Aqüicultura e Pesca

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Gerente da Unidade de Atendimento Coletivo - Agronegócios e Territórios Específicos:

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Coordenadora Nacional do Projeto Casos de Sucesso: Renata Barbosa de Araújo Duarte

Coordenador Nacional da Carteira de Aqüicultura e Pesca: José Altamiro da Silva

Comitê Gestor do Projeto Casos de Sucesso: Fabrícia Carneiro Fernandes (AL), Marília da Silva Correia (AP), Marta Ubeda Miranda (PR), Renata Maurício Macedo Cabral (RJ), Rosana Carla de Figueiredo Lima (Nacional), Tharley de Barros Teixeira – Sebrae (MT)

Colaboradores – Sebrae Nacional: Beatriz Bello Rossetto, Francisco José da Nóbrega Cesarino, Geraldo Magela Souza, Lucy Vaz da Silva, Mariane dos Santos Santana, Murilo de Aquino Terra

Tutoria Nacional: Sandra Regina H. Mariano – D.Sc., Verônica Feder Mayer – D.Sc.

Diagramação: Adesign

Produção Editorial: Buscato Informação Corporativa

D812ao

Duarte, Renata Barbosa de Araújo. Histórias de sucesso : agronegócios : aqüicultura e pesca / coordenadora nacional do projeto Casos de Sucesso, Renata Barbosa de Araújo Duarte. – Brasília: Sebrae, 2007.

200 p. : il.

ISBN 978-85-7333-444-9

1. Empreendedorismo. 2. Cooperativismo e Associativismo. 3. Desenvolvimento agrícola. 4. Aqüicultura e Pesca. I. Título.

CDU 001.87:631

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OSTREICULTURA E ASSOCIATIVISMO MUDANDO OS RUMOS NO MANGUE DA PALATÉIA

ALAGOAS MUNICÍPIO: BARRA DE SÃO MIGUEL

O município da Barra de São Miguel, distante apenas 32 quilômetros da capital Maceió, tem localização privi-

legiada em relação ao mar e suas praias, de águas cristalinas e areias claras, encantam a todos. Os arrecifes suavizam as ondas dando a impressão de uma enorme piscina, que convida o visitante a um banho de mar em águas mornas. Apesar do grande potencial turístico, a Barra de São Miguel possuía em 2000 um dos mais baixos Índices de Desenvol- vimento Humano(IDH) 1 do Estado – 0,499, segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano. As atividades desenvolvidas pela maioria da população eram a catação e a extração de mariscos e a pesca artesanal predatória. Destaca-se neste cenário, a região da Palatéia, banhada pela Lagoa do Roteiro, que, em novembro de 2002, foi identificada pelo Fórum DLIS, do Programa de Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável 2 , como um lugar propício ao cultivo de moluscos no litoral alagoano. A comunidade do mangue da Palatéia era composta de um pouco mais de 60 famílias, que viviam em casas de taipa. A maioria dos moradores trabalhava no corte da cana-de-açúcar em

Agda Maria Bomfim de França Lins, assistente do Sebrae/AL, elaborou o estudo de ca- so sob a orientação da professora Lúcia Tone Ferreira Hidaka, da Universidade Fede- ral de Alagoas, integrando as atividades do Projeto Casos de Sucesso 2007, do Sebrae.

1 Índice de Desenvolvinento Humano (IDH): é um comparativo dos níveis de pobreza, alfa- betização, educação, esperança de vida, natalidade e outros fatores entre os diversos países do mundo. O índice vem sendo usado desde 1993 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

2 Programa DLIS: modelo de promoção de desenvolvimento de comunidades mais proativas em busca da sustentabilidade. Estas eram capacitadas a descobrir ou despertar vocações e poten- cialidades locais, aproveitando-se de suas vantagens competitivas.

Moura Rommel MouraRommel

O CULTIVO DA OSTRA TRAZ MAIS QUALIDADE DE VIDA ÀS FAMÍLIAS DA PALATÉIA

OSTREICULTOR COLHENDO OSTRAS E BOAS OPORTUNIDADES

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usinas próximas, como pescadores ou catadores de mariscos, principalmente o sururu, a “unha de véio”, a lambreta e a ostra, retirada de forma predatória do mangue. A pesca era vendida em feiras livres nos municípios circunvizinhos, o que gerava para ca- da família uma renda média de apenas R$ 100,00 por mês. Porém, com a diminuição da quantidade e do tamanho desses moluscos, em dezembro de 2002, Manoel Cícero Ro- cha, morador antigo da Palatéia, viu no Projeto do Cultivo de Ostras do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Alagoas (Sebrae/AL) a oportunidade de um novo negócio, mais rentável, para aquela região. Então, em 2003, Cícero convenceu uns poucos amigos da comunidade a iniciar um novo negócio na Palatéia. A espe- rança de que as ostras cultivadas mudassem a condição de vida das famílias foi a mola propulsora. Viver na comunidade com cidadania e dignidade era desejo de todos. Quinze famílias da Palatéia deram início à produção de ostras, participando de diversas capacitações para o desenvol- vimento da nova atividade produtiva. O cultivo foi iniciado com ostras encontradas na região e sementes 3 vindas do Estado de Sergipe. No final de 2003, a primeira venda foi realizada e tudo parecia correr bem. Porém, em 2004, os ventos sopraram contra os produtores da Palatéia. Muitas ostras morreram, as vendas não evoluíram e o retorno financeiro não ocorreu como eles imaginaram. Todos ficaram desmotivados, exceto Cícero. Mas, o que fazer naquela situação? Como resgatar a moti- vação do grupo? Como retomar o espírito associativo? O que fazer para melhorar a produtividade? Aquele ano de 2004 parecia decisivo para a Palatéia.

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NA PALATÉIA PODIA-SE CRIAR OSTRA?

N o início de 2002, no município de Barra de São Miguel, entrou em atuação o Fórum de Desenvolvimento Local

Integrado e Sustentável (Fórum DLIS). As primeiras reuniões contavam com cerca de 50 pessoas, entre elas pescadores, marisqueiros, comerciantes e feirantes de várias comunidades da região. Os participantes apoiavam-se mutuamente, incen- tivando uns aos outros a identificarem as atividades econô- micas que poderiam ser desenvolvidas no município. Foi assim que identificaram a Palatéia como o lugar ideal para o desenvolvimento da ostreicultura – cultivo de ostras. Da marina da praia da Barra de São Miguel, contavam-se 30 minutos de barco, e lá estava um paraíso ecológico de mangue intacto e onde era fácil encontrar e colher mariscos dos mais saborosos. O lugar não tinha sido escolhido ao acaso, pois o próprio Instituto do Meio Ambiente (IMA) já havia feito vários testes comprovando a qualidade da água. Era nesse local paradisíaco que morava, havia aproxima- damente 25 anos, o pescador Manoel Cícero Rocha e sua família. Faziam parte de uma comunidade que se dedicava à atividade extrativa de mariscos desde tempos remotos. No final de 2002, Cícero recebeu na sua comunidade a visita de um oceanógrafo contratado pelo Sebrae/AL e de uma eco- nomista que trabalhava na Prefeitura da Barra de São Miguel. Após ser informado da proposta de parceria entre o Sebrae/ AL e a prefeitura para o desenvolvimento da produção orien- tada de ostras na Palatéia, Cícero entusiasmou-se com a possibilidade de participar de um projeto que poderia trazer melhorias para sua atividade. O oceanógrafo tinha com objetivo fazer um estudo da região para saber se o local serviria à criação de ostras nativas e ao desenvolvimento do projeto piloto do Sebrae/AL. Era o primeiro passo de um projeto que tinha como fio condutor a

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organização de grupos de produção, junto a pescadores e marisqueiros nos estuários de Alagoas, para implantação de módulos didáticos 4 de produção de ostras. “Neste estuário, esse local (a Palatéia), foi um dos escolhidos porque apresentava as condições ideais para o cultivo de ostra”, frisou o especialista. As ostras eram cultivadas em uma estrutura tipo mesa sus- pensa, apropriada para as condições ambientais da região – o braço da Lagoa do Roteiro, com uma profundidade de aproximadamente cinco metros. Dados técnicos evidenciavam o potencial produtivo da região. As características ambientais, de clima, água, diversi- ficação do estuário, mangue, e todo o regime hidrodinâmico, além de padrão de salinidade, produtividade primária, baixa existência de fontes poluentes, enfim, os bons parâmetros físicos, químicos e biológicos da Lagoa do Roteiro, asse- guravam esse potencial. Uma das potencialidades destacadas foi a ocorrência de ostras nativas e sua distribuição de forma abundante no ambiente. Para o especialista, quando se fala em desenvolvimento sustentável, deve-se ter quatro pilares: o ambiental, o econô- mico, o social e o cultural. Na maricultura em ambiente natural, que era o caso, tinham que compreender o ambiente ao longo do ciclo produtivo, por isso também se tornava necessário o monitoramento e muita informação empírica da comunidade, pois eles estavam diariamente no local e, se fosse possível captar as informações deles, o ganho técnico seria enorme. Iniciados os trabalhos de identificação das comunidades com características sócio-culturais e áreas potenciais, e contan- do com a orientação de Cícero, o projeto deu o primeiro passo. O intuito foi encontrar pessoas que pudessem vigiar e

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acompanhar o processo de cultivo no que se referia à instalação das estruturas, captação de sementes no ambiente, passando pelas etapas de preparação da área para a criação e

engorda das ostras. Unir pessoas interessadas na produção era

o início do processo.

REALIDADE OU SONHO?

E m janeiro de 2003, foi realizada a primeira reunião com os moradores visando sensibilizar os envolvidos com o projeto. Curiosidade e esperança eram as palavras que expressavam os sentimentos dos participantes. Os moradores daquela comuni- dade ficaram curiosos em saber como se “plantavam” ostras. Como esse projeto funcionaria? De onde viriam essas ostras? Seriam aquelas encontradas no mangue? Porém, a seleção das pessoas tinha como critério o envol- vimento efetivo nas atividades. Aqueles que participassem assiduamente das reuniões e dos cursos oferecidos seriam bem-vindos; os demais, não participariam. Cícero convenceu os amigos mais chegados do mangue da Palatéia das vantagens da nova atividade. A esperança de que o cultivo de ostras pudesse melhorar a vida das suas

famílias e tirá-los do corte da cana foi o impulso inicial para

a adesão. A comunidade do mangue da Palatéia era carente de infra-estrutura capaz de garantir condições dignas de sobrevivência. Viviam em casas de taipa, bebiam água de cacimba, não possuíam banheiros e nenhum tipo de sanea- mento básico. Como não dispunham de escola para as crianças nem de energia elétrica, captavam a energia de um poste, cedido por uma fazenda próxima. Além disso, a comu- nidade estava localizada em um lugar de acesso precário, com estradas de barro pedregosas.

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Os moradores da Palatéia viviam da extração de recursos

naturais do manguezal quando não estavam ligados ao canavial. Como fazê-los dedicarem-se a outra atividade do dia para a noite? A algo que tinha como premissa básica a conservação do meio ambiente, principalmente dos recursos naturais?

A estratégia inicial foi acordar com o grupo mobilizado por

Cícero o compromisso de participação ativa numa série de

cursos que seriam ministrados pelo Sebrae/AL, para que eles se tornassem empresários produtores de ostras.

A baixa escolaridade do grupo era um fator que

inviabilizava as capacitações. Era necessário que os moradores tivessem um conhecimento mínimo de escrita e grafia. Então,

o Sebrae/AL firmou um convênio com o Serviço Nacional de

Aprendizagem Industrial (Senai), para realização do curso de alfabetização Pescando Letras, o que traria mais êxito às capa- citações previstas para a comunidade. A outra ação que se mostrou urgente foi a organização comunitária voltada à produção. O Sebrae/AL promoveu, então, em outubro de 2003, um curso sobre associativismo, por

meio do Programa de Redes Associativas. Os participantes receberam orientação sobre a legalização e estruturação de

uma associação, que possivelmente teria de ser constituída, bem como a formulação de estatuto e regras, de acordo com

o Código Civil.

A alternativa da construção de uma associação era premente

desde o início. A prática associativa já era percebida por quem os visitava, desde a forma pelas quais as pessoas eram recebi- das, até o modo de se posicionarem diante de alguma decisão que deveria ser tomada. Durante aquele ano, ocorreram outros cursos e orientações técnicas de forma a capacitar Cícero e os demais produtores para a colocação das primeiras mesas na água. Com a aquisição de 25 mil ostras de Sergipe pela prefeitura, foram viabilizados os primeiros módulos didáticos: 15 mil se-

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mentes de ostras para aperfeiçoamento das técnicas e melhor sustentabilidade e escoamento da produção; e mais 10 mil sementes à disposição dos ostreicultores para então ser implantado o segundo módulo didático.

O Sebrae/AL contratou um engenheiro de pesca da Univer-

sidade Rural de Pernambuco para ministrar um treinamento para a construção das mesas. Ele utilizou um método lúdico, ao

invés de utilizar apenas aula teórica, pois os participantes não estavam acostumados com tantas informações de uma vez só.

Os pequenos módulos de cultivo e de manejo das ostras na-

tivas de mangue e do sururu foram instalados no segundo semestre de 2003. Essa ação beneficiou 15 famílias, selecionadas entre aquelas que participaram das capacitações técnicas e das ações de sensibilização e mobilização. Cícero fazia parte do grupo. Ele e seus amigos puderam vivenciar as ativi- dades de cultivo na água, saindo das salas de treinamento improvisadas (às sombras das mangueiras) para se orga- nizar em conjunto. No final de 2003, perceberam que as ostras nativas cultivadas haviam atingido um tamanho ideal para venda, e co-

meçaram a buscar alguns clientes como restaurantes e turistas nas praias. Esses compravam em pequenas quantidades, mas, ainda assim, os produtores já podiam ver os resultados do trabalho diário no cultivo.

A prefeitura continuava apoiando a iniciativa, doando

pedaços de madeira para a construção das mesas, tela para

sustentação das ostras e os demais instrumentos de trabalho (facas, principalmente).

O espírito de integração, planejamento e sensibilização e a

forma de participação das famílias envolvidas despertavam uns nos outros a compreensão da necessidade de planejamento do negócio, a curto, médio e longo prazo. Pensavam em aumen- tar recursos, diminuir desperdício e aumentar o lucro, além da

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percepção básica adquirida com questões que envolviam controle de custos e formação do preço de venda das ostras. No início de 2004, em paralelo às ações do cultivo, os

maricultores receberam uma capacitação de 16 horas sobre técnicas de cultivo. Tratava-se da turma piloto do curso Des- pertar Rural, desenvolvido pelo Sebrae/AL, sob a forma de um jogo de empresa, criado com a finalidade de simular situações do dia-a-dia de uma propriedade rural familiar. Durante a capacitação, os participantes se deparavam com situações de decisões de planejamento, plantio, manejo, colheita, compra, venda, pagamento de despesas, que davam a eles orientações de como se comportar diante de dilemas diários.

Os produtores também participavam de consultorias rápidas

para resolução de problemas pontuais relacionados ao cultivo e à aceitação do produto no mercado, garantindo assim pro- dutos de boa qualidade e com escala de produção. Porém, ainda no primeiro semestre de 2004, as sementes de ostras que foram adquiridas pela prefeitura, vindas do Estado de Sergipe, não se adaptaram tão bem quanto sementes nativas

do mangue captadas na Lagoa do Roteiro. Cícero e alguns produtores perceberam que as ostras de Sergipe, em um ano, atingiam apenas seis a sete centímetros, enquanto que, em menos de sete meses, as ostras nativas cultivas da Lagoa do Roteiro chegavam a sete ou oito centímetros Além disso, só restavam 6 mil ostras das 25 mil iniciais, porque as demais tinham morrido por não terem se adaptado

ao estuário. Muitos produtores começaram a não acreditar no desenvolvimento da atividade. Segundo eles, era mais fácil apanhar as ostras que eram encontradas livremente na lagoa do que cuidar de uma produção organizada, o que demandava dedicação, capacitação e técnica.

A descrença provocada pela demora na obtenção de

resultados e retorno financeiro pelo episódio da mortalidade das ostras de Sergipe fez com que os envolvidos no cultivo

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gradativamente fossem desistindo do projeto. Para eles, era frustrante o fato de terem dedicado tanto tempo àquela atividade e, ao final, só restarem 500 dúzias de ostras. As vendas também iam de mal a pior. Além disso, ainda no primeiro semestre de 2004, a Prefeitura da Barra de São Miguel parou de fornecer os

materiais para confecção das mesas e instrumentos, pois, com

a mudança do gestor municipal, o cultivo de ostras deixou de

ser prioridade nas ações da prefeitura. Isso desmotivou todos, que abandonaram a atividade. Do grupo inicial, restaram ape- nas Cícero e a família. Como resgatar a motivação dos produtores diante dessa situação? Que estratégia de convencimento poderia ser utili- zada junto aos produtores que se afastaram? Como retomar o espírito empreendedor e associativo de uma comunidade frustrada? O que fazer para melhorar a produtividade? Eram dúvidas que anunciavam um ano de 2004 bastante difícil.

UM HOMEM QUE FEZ A DIFERENÇA

F icaram somente as ostras que foram abandonadas e a persistência de Cícero Rocha e sua a família. Sozinhos deci-

diram continuar a cuidar das suas ostras e das que foram dei- xadas para trás pelos outros produtores. “Era a primeira vez que acontecia esse tipo de atividade com orientação. Estava sendo ótimo o acompanhamento dos técnicos. Ia ser difícil, mas tínhamos cinco mesas minhas e não mais que dez travesseiros

de ostras de outros colegas que desistiram”, argumentou Cícero, que continuava acreditando no cultivo de ostras. Ele conhecia as pessoas, a região, o mangue e a lagoa como a palma da sua mão. Mergulhou de cabeça neste projeto de vida e, juntamente com a mulher e os filhos, fazia

a manutenção das mesas de ostras que estavam na lagoa,

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limpando-as e as vendendo em pequena escala. O trabalho era grande, horas e horas de dedicação à atividade, e o ano de 2004 passou lentamente. A produção do cultivo era de 5 mil dúzias de ostras. Apesar de ser gradativa, com um ciclo de seis a oito meses, o trabalho era árduo e Cícero não conseguia atingir o resultado almejado:

sobreviver de uma atividade economicamente viável na Palatéia. Cultivar ostras requeria trabalho coletivo, associativo, que precisava de cooperação na distribuição das tarefas e na vigia do cultivo. Era difícil para Cícero se dividir em tantas funções ao mesmo tempo. Ele buscava convencer os demais moradores da comunidade de que esta atividade tinha uma boa perspectiva e renderia bons frutos e sustento para suas famílias. Bastaria perseverança para superar as primeiras pedras no caminho. Juntar forças e unir esforços eram necessários. O ano de 2005 prometia melhoras. Em maio, uma organização não governamental (ONG) chamada Oceanus solicitou a parceria do Sebrae/AL para a implantação de pro- jetos pilotos de cultivo de ostra e de algas marinhas no litoral do Estado. Por que não unir esforços e ampliar possibilidades? Já haviam sido sensibilizados e formados grupos de produtores nos municípios de Coruripe, Barra de Camaragibe e Barra de São Miguel. Assim, foi assinado em 11 de março de 2005 um protocolo de intenções entre o Sebrae/AL e a ONG Oceanus que tinha como objetivo apoiar o desenvolvimento da aqüicultura sus- tentável em Alagoas, contribuindo para a sustentabilidade das comunidades de pescadores artesanais. O projeto envolvia cerca de 60 famílias nos três municípios que vinham sendo capacitados para o cultivo de ostras. A metodologia do projeto desenvolvido pelo Sebrae/AL encantou a ONG, assim como as instituições que pretendiam trabalhar com os produtores de ostras da Palatéia, pois atuava em questões ligadas à cidadania, cultura do associativismo e

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gestão, além da parte técnica de cultivo e manejo da atividade. Havia um risco real de as comunidades abandonarem as ativi- dade durante o manejo. Cícero e família, que ainda permaneciam sozinhos, viram que, sem a união com mais pessoas e o apoio de diversas insti- tuições, a produção não teria crescimento satisfatório. As vendas aconteciam, mas não da forma imaginada. A Oceanus, por meio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) 5 , conseguiu recursos para compra de dois barcos, telas e materiais para instalação e substituição das mesas antigas, além de auxiliar em ações que pudessem escoar a produção e desenvolver a maricultura sustentável no Estado de Alagoas. Cícero, então, começou a participar de reuniões nas quais relatava o desenvolvimento da atividade na comunidade da Palatéia. Em maio de 2005, recebeu um certificado da Secretaria Municipal de Turismo e Meio Ambiente da Barra de São Miguel, parabenizando-o pelos serviços prestados em defesa do meio ambiente. Nesta mesma época, com o dinheiro que economizou da venda das ostras, conseguiu comprar seu primeiro carro, um Fusca ano 1979, batizado com Herbert. Chegando a sua comunidade com o modesto automóvel, todos ficaram muito felizes e os moradores que haviam abandonado o cultivo começam a perceber que agora as coisas estavam melhorando. Ao mesmo tempo em que o projeto de maricultura era implementado, algumas ações de inclusão econômica e social eram realizadas, como a instalação de serviços de telefonia e acesso à energia elétrica. Por meio da Secretaria Municipal de Ação Social da Barra de São Miguel, os mora- dores puderam obter documentos básicos, que a maioria

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ainda não possuía, como Registro Geral (RG) e Cadastro de Pessoa Física (CPF). Houve a necessidade de melhoria de estruturas físicas, facilitando a presença dos agentes de saúde, visitantes e possíveis agentes de mudança. Esta melhoria só foi possível com o apoio da prefeitura. Como a Palatéia está localizada em um terreno da Marinha, foi necessário o contato com o Serviço de Patrimônio da União (SPU) e a manutenção da estrada de acesso. Outras pessoas também contribuíram com o desenvolvimento da comunidade, muitas delas anônimas, com a criação de uma escola, de uma creche e de uma biblioteca para estímular a leitura entre as 120 crianças da comunidade.

AO NOVO, NOVA VIDA

A persistência de Cícero e a parceria institucional do Sebrae/AL com a Oceanus fizeram o fluxo das coisas mudarem, e aos poucos as famílias que haviam abandonado suas mesas, observando os incentivos econômicos dos parceiros envolvidos, retornaram à atividade. A associação reviveu e 32 famílias retomaram a atividade da ostreicultura na Palatéia. Cícero não estava mais sozinho, mas continuava a servir como exemplo. Em setembro de 2005, Cícero, como líder dos mari- cultores, representou o grupo na 1ª Conferência Municipal de Saúde do Trabalhador da Barra de São Miguel, fato que se repetiu em vários eventos relacionados à saúde, meio ambiente e cultivo de ostras nativas. Ele ficou conhecido no meio acadêmico por meio de trabalhos de conclusão de curso e dissertações de mestrado que foram desenvolvidos e que analisavam aspectos relacionados à comunidade da Palatéia e ao cultivo de ostras. “100% dela pode ser utilizado. Nosso objetivo é explorar tudo o que o animal pode trazer de benefícios”, dizia Cícero.

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As ações programadas com a ONG Oceanus eram realizadas de acordo com as previsões, como o 1º Seminário Alagoano de Maricultura, realizado também em setembro de 2005, na sede do Sebrae/AL em Maceió. O evento trouxe para Alagoas a experiência de produtores de ostras do Estado de Santa Catarina, tido até então como o maior estado cultivador de ostras do Brasil. Cícero esteve lá representando

os demais maricultores. O sucesso do evento foi tanto que ele sugeriu, juntamente com outros representantes, a realização de outros seminários regionais para troca de experiências. Em novembro de 2005, os produtores estavam novamente reunidos no município de Coru- ripe (AL) para participarem do 2º Seminário Alagoano de Maricultura. Em dezembro de 2005, foi realizada a 3ª edição do evento, em São Miguel dos Milagres (AL). Maricultores e criadores de ostras estavam disseminados no território alagoano. Cícero se tornou um multiplicador da experiência vivida

na maricultura. Diversos municípios de Alagoas tinham pro- dutores de ostras que receberiam sementes do cultivo da Palatéia, conhecidas no Estado pelo excelente padrão de qualidade genética. Diante do aumento da produção foi necessário construir uma marca para o cultivo da Palatéia. Para isso, em 2006, fo- ram realizadas, na comunidade, oficinas para construção da identidade visual da associação de maricultores, ainda infor- mal. Os consultores de design estudaram e se espelharam em exemplos de marcas de produtos marinhos conhecidas na- cionalmente para desenvolver o trabalho na Palatéia. Duran-

te as oficinas, explicaram aos maricultores que a marca seria

a identidade da associação, uma espécie de selo de

procedência que serviria para identificar o cultivo junto aos

consumidores. Após discussões e opiniões das mais diversas, a marca finalmente ficou pronta: o mangue da Palatéia tinha uma cara, desenvolvida e validada por todos os presentes.

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Gradativamente a participação em festivais de gastrono- mia regionais, em oficinas de cozinha, feiras, exposições e em mostras de produtos de agronegócios começou a fazer parte da nova rotina dos produtores de ostras do mangue da Palatéia. As pessoas tinham interesse em conhecer e degustar as ostras cultivadas com qualidade pela Associação do Mangue da Palatéia. Diante de uma organização mais estruturada, do aumento das vendas e da identidade criada, Cícero e os demais pro- dutores foram à luta para juntar os documentos necessários à legalização da associação. Mais de seis meses haviam se passado, de muitas idas e vindas no fusquinha Herbert. Ele não resistiu a tanto trabalho, mas a legalização finalmente saiu. Em 23 de agosto de 2006, a Associação dos Maricultores da Barra de São Mi- guel obteve o número junto ao Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), com nome fantasia Paraíso das Ostras.

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E O FUTURO, O QUE NOS RESERVA?

A comunidade da Palatéia, em 2006, possuía uma das maiores produções de ostras de Alagoas, e possivelmente

do Nordeste, segundo estudos do Dr. Graco Aurélio Câmara de Melo Viana, professor do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

 

QUADRO 1: EVOLUÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DOS PRODUTORES DE OSTRAS DO MANGUE DA PALATÉIA

Dados

2004

2005

 

2006

1.

Evolução no volume

     

de ostras produzido (mês)

580 dúzias

1.170 dúzias

3

mil dúzias

2. Evolução total do volume (ano)

7 mil dúzias

14 mil dúzias

35

mil dúzias

3. Média da renda dos produtores

R$ 150,00/ mês

R$ 250,00/ mês

R$ 410,00/ mês

4. Número de unidades

05 mesas e 20 travesseiros

100 mesas

300 mesas

produtivas (mesas)

5.

Número de associados

14

14

 

32

Fonte: Sebrae/AL, 2006.

Em 2006, a cultura de consumo de ostras aumentou e a atividade destacou-se na economia estadual e foi inserida no censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Por ser presidente da associação sou meio suspeito para falar, mas os fatos dos últimos anos concordam: as mudanças aqui foram muitas, se percebe nos olhos e no com- portamento dos moradores daqui do mangue da Palatéia. Não tem como explicar. Nós, muitas vezes, não tínhamos o que comer. Ainda precisamos de muitas coisas, mas não podemos reclamar”, frisou Cícero. De fato, as turbulências e os degraus galgados geraram cren- ça, fé e esperança de uma vida melhor. Os produtores entende- ram que para se alcançar o sucesso era necessário perseverar e

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aproveitar as possibilidades. O mais difícil eles adquiriram: a mudança da mentalidade extrativista para a de cultivo organizado e cooperativista. Mas os problemas não terminaram naquele ano. No início de 2007, após um diagnóstico ambiental, os problemas quanto à geração de resíduos na produção de ostras bateram à porta da Palatéia. Além disso, ainda era preciso aperfeiçoar os fluxos de produção; manter a saúde dos produtores, considerando a falta de saneamento básico; encontrar uma forma mais eficiente para escoar a produção, investindo na manutenção das instala- ções e dos equipamentos; treinar a mão-de-obra para melhorar a qualidade do produto final melhorando sua imagem para comercialização e manter o nível de cooperação entre os associados e os parceiros. Novos desafios eram constantes, isso eles tinham apren- dido. Outras conquistas teriam de ser alcançadas, talvez mais difíceis do que as vivenciadas, mas a prática da persistência e da superação lhes ensinou o caminho. Bem, esses eram os capítulos seguintes de uma história de altos e baixos, mas, de finais felizes. O futuro das ostras era promissor.

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QUESTÕES PARA DISCUSSÃO

• Quais são as características empreendedoras identificadas em Cícero?

• Quais as estratégias utilizadas que contribuíram para o desenvolvimento e para a mudança de vida da comunidade do mangue da Palatéia?

• Quais as ações de marketing que poderiam ser implantadas para aumentar mais a demanda do consumo de ostras em Alagoas?

AGRADECIMENTOS

Conselho Deliberativo do Sebrae/AL: Wilton Malta de Almeida, presidente, e conselheiros.

Diretoria Executiva do Sebrae/AL: José Roberval Cabral da Silva Gomes, Marcos Antônio da Rocha Vieira e Renata Fonseca de Gomes Pereira.

Colaboração: Fabrícia Carneiro, coordenadora estadual do Projeto Casos de Sucesso; Lúcia Tone Ferreira Hidaka, da Tutoria Estadual; Manoel Cícero Rocha, da Asso- ciação dos Maricultores da Barra de São Miguel; Angerson Casado, Fábio Neves Colin, Fátima Santos, Luciano Pinheiro e Isabel Barcellos, colaboradores e consul- tores do Sebrae/AL.

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REFERÊNCIAS

COLIN, F. N.; Acioli, K. E. B. Evolução sócio-ambiental da comunidade do mangue da Palatéia, Município de Barra de São Miguel - AL, como resultado da implantação da ostreicultura. I Simpósio da Pesca do Caranguejo Uca. Parnaíba (PI), 2004.

FRANCO, Augusto de. Além da renda: a pobreza brasileira como insuficiência de desenvolvimento. Distrito Federal:

Instituto de Política, 2000.

FRANCO, Augusto de. Capital Social: leituras de Tocqueville, Jacobs, Putnam, Fukuyanma, Maturana, Castells e Levy. Distrito Federal: Instituto de Política, 2001.

FONTES, Ana Cecília Rezende. Um olhar para o futuro: o caso da comunidade do mangue da Palatéia no Município da Barra de São Miguel em Alagoas. Monografia de conclusão do Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro de Estudos Superiores de Maceió, 2005.

http://www.sbrt.ibict.br, Serviço Brasileiro de Respostas técnicas, acessado em 19/05/2007.

http://www.mda.gov.br/, acessado em 19/05/2007.

http://www.pnud.org.br/home, acessado em 19/05/2007.

Sebrae-AL. Programa de Desenvolvimento das Regiões Estuarinas do Estado de Alagoas, 2001.

Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República (SEAP/PR). Programa nacional de desenvolvimento da maricultura em águas da União. 2004. Brasília: 38 pp.

AGRONEGÓCIOS — AQÜICULTURA E PESCA

PROJETO CASOS DE SUCESSO

OBJETIVO

O projeto foi concebido em 2002 a partir das prioridades

estratégicas do Sistema Sebrae com a finalidade de descrever e disseminar as melhores práticas empreendedoras individuais

e coletivas, contribuindo para a obtenção de resultados e fortalecendo a gestão do conhecimento do Sebrae.

METODOLOGIA DESENVOLVENDO CASOS DE SUCESSO

A metodologia adotada pelo projeto é uma adaptação dos

consagrados métodos de estudos de caso aplicados pelo Babson College e pela Harvard Business School. A meto- dologia tem o objetivo de garantir a qualidade do conteúdo e nivelar a formação didática dos escritores e de seus orienta- dores acadêmicos. Baseia-se na história real de um prota- gonista que, em um dado contexto, encontra-se diante de um problema ou dilema que precisa ser solucionado. Esse método estimula o empreendedor ou o aluno a vivenciar uma situação real, convidando-o a assumir a perspectiva do protagonista na tomada de decisão.

COLEÇÃO HISTÓRIAS DE SUCESSO 2007

Este trabalho é resultado de uma das ações do Projeto Casos de Sucesso, construído por colaboradores do Sistema Sebrae, com o apoio de parceiros, consultores e professores de instituições de ensino superior. Esta coleção é composta por 15 volumes, que descrevem 52 estudos de casos, dividi- dos por setor da economia e área temática:

– Agronegócios: Agricultura Orgânica, Aqüicultura e Pesca, Derivados da Cana-de-Açúcar, Floricultura, Fruticultura, Leite e Derivados, Mandiocultura, Ovinocaprinocultura.

HISTÓRIAS DE SUCESSO 2007

AGRONEGÓCIOS — AQÜICULTURA E PESCA

– Comércio e Serviços: Artesanato, Cultura e Entretenimento, Serviços.

– Indústria: Alimentos, Couro e Calçados, Madeira e Móveis, Tecnologia da Informação.

DISSEMINAÇÃO DOS CASOS DE SUCESSO SEBRAE

Internet:

O portal Casos de Sucesso do Sebrae (www.casosdesuces- so.sebrae.com.br) visa divulgar o conhecimento por meio de estudos de casos, ampliando o acesso aos interessados. Além desses estudos, o portal apresenta casos das edições 2003, 2004, 2005 e 2006, organizados por área de conhecimento,

região, município, palavra-chave e contém, ainda, vídeos, fotos

e artigos de jornal que ajudam a compreender o cenário em que

os casos se desenvolvem. O portal disponibiliza também o Guia

Passo a Passo para descrição de casos de sucesso, de acordo com

a Metodologia Desenvolvendo Casos e Práticas de Sucesso, do

Sebrae, e o manual de orientações para instrutores, professores e

alunos sobre como utilizar um estudo de caso para fins didáticos. As experiências relatadas apresentam iniciativas criativas e empreendedoras no enfrentamento de problemas tipicamente brasileiros, podendo inspirar a disseminação e a aplicação dessas soluções em contextos similares. Esses estudos estão em sintonia com a crescente importância que os pequenos negócios vêm adquirindo como promotores do desenvolvimento e da geração de emprego e renda no Brasil.

Boa leitura e aprendizado!

Pio Cortizo Vidal Filho

Gerente da Unidade de Gestão Estratégica

Renata Barbosa de Araújo Duarte

Coordenadora Nacional do Projeto Casos de Sucesso

HISTÓRIAS DE SUCESSO 2007