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DIREITOS HUMANOS

(Ademário Tavares)

Stephanny Priscilla P. B. de Almeida

CARUARU

2014

CONTROLE DE CONVENCIONALIDADE

Introdução

Muito já se está familiarizado com o instituto do Controle de Constitucionalidade, o qual tem vez mediante o controle da constitucionalidade das normas internas com base na conformidade com o texto Maior. Todavia, existe outro instituto que é capaz de operar efeitos análogos, quando se tratar de direitos humanos/fundamentais, a saber, o instituto do Controle de Convencionalidade, o qual tem vez se passa a analisar a pertinência de certa norma de direito interno, de determinado país, à luz dos pactos assinados e das obrigações assumidas. Com efeito, faz-se necessário fazer uma diferenciação entre os dois tipos de controle incidentes em questões atinentes aos Direitos Humanos/Fundamentais, bem como, qual a finalidade precípuo do Controle de Convencionalidade, objeto da presente análise.

1. Do Controle de Constitucionalidade

O controle de Constitucionalidade diz respeito, em linhas gerias, à proteção da Constituição. Surgirá a inconstitucionalidade de uma norma quando a mesma for contrária, quer material, quer formalmente, a alguma disposição da Lei Maior. Neste sentido, pois, tem-se como necessário à adequação da normas infraconstitucionais ao texto normativo Maior, tendo-se em vista o sentido jurídico-positivo de Hans Kelsen (MARTINS, 2013).

Ainda neste sentido, Pedro Lenza diz:

A idéia de controle, então, emanada da rigidez, pressupõe a existência de um escalonamento normativo, ocupando a Constituição o grau máximo na aludida relação hierárquica, caracterizando-se como norma de validade para os demais atos normativos do sistema (grifos do autor).

Observa-se, pois, que a Constituição, no que diz respeito ao controle de constitucionalidade, é medida de validade de normas “hierarquicamente” inferiores, se assim pudermos dizer.

A inconstitucionalidade, acerca da qual se falou, pode ser de dois tipos, como referenciado, alhures: (a) inconstitucionalidade material, a saber, aquela que atenta contra o conteúdo insculpido no texto da Lei Maior, e (b) inconstitucionalidade formal, a qual diz respeito à inconstitucionalidade da forma adequada na feitura de uma lei, um vício em sua formação que atenta diretamente contra estipulações constitucionais.

Como é cediço, a Constituição Federal de 1988 alberga em seu bojo muitos direitos reputados humanos e fundamentais, os quais gozam de elevado poder vinculante, em tese, o que ensejaria um controle conforme a Constituição na temática dos Direitos Humanos.

Todavia, apesar de alguns, ainda, apegados ao Direito clássico, verem como critério de validade, apenas, a conformidade da norma com a Constituição, tem-se debatido que outras análises poderiam ser operadas, tendo-se em vista questões de direito humanos e tratados e convenções internacionais.

Desta feita, o controle de constitucionalidade seria, somente, um primeiro e necessário passo, no tocante à tutela dos direitos humanos, devendo, assim, além da conformidade com a Constituição, observar-se a, igualmente, a conformidade das normas internas com os tratados internacionais do qual o país faça parte. À verificação da conformidade de leis internas com os tratados respeitantes a direitos humanos, eventualmente ratificados, dá-se o nome de Controle de Convencionalidade.

2. Do Controle de Convencionalidade

Como dito, a verificação da adequação de uma norma interna não deve ser vista, apenas, sobre o prisma da constitucionalidade da mesma, mas, sim, complementariamente, sob o prisma do Controle de Convencionalidade, que diz respeito à análise da conformidade de normas internas, de um país, às disposições constantes do tratado ou pacto subscrito pelo mesmo. Vejamos o que diz BIANCHINI e MAZZUOLI, neste sentido.

Além de compatíveis com a Constituição, as normas internas devem estar em conformidade com os tratados internacionais ratificados pelo governo e em vigor no país, condição a que se dá o nome de controle de convencionalidade.

O fato é que a questão dos direitos humanos vem se tornando, cada vez mais, uma incumbência compartilhada ou concorrente entre as jurisdições estatais e internacionais, segundo assevera Victor Bazán, professor titular de Direito Constitucional e de Direito Internacional Público da Faculdade de Direito e Ciências Sociais da Universidade Católica de Cuyo, San Juan, Argentina.

Ainda, segundo ele, é válido salientar que a finalidade da jurisdição internacional não presta-se à substituição das vias jurisdicionais internas, mas, sim, tão-somente, à complementaridade destas, bem como o fomento de sua maior eficácia. Dessa forma, os Estados constituiriam uma primeira via de tutela dos direitos humanos e, caso não se mostrasse capaz de resguardar o direito, entraria em cena os tribunais constituídos especificamente para tal fim, mediante acordo de vontades de nações (TREMPS apud BÁZAN, 2011).

Desta feita, temos como forma de fiscalização complementar o Controle de Convencionalidade, o qual busca albergar situações de incoerência entre os sistemas jurídicos internos, no que toca aos direitos humanos, com relação ao direito internacional.

Conclusão

O controle de constitucionalidade, sozinho, pode não bastar ou não ser suficientemente adequado para prestar a devida tutela da efetividade dos direitos humanos em dado Estado (país), carecendo, pois, se opere uma orientação internacional no sentido de realizar-se a adequação necessária à conformação da norma interna às diretivas estabelecidas em tratado internacional.

Referências

LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 13ª ed. rev. atual. e apli. São Paulo: Saraiva, 2009.

MARTINS, IVO. Disponível em: <http://www.advogador.com/2013/04/controle-de- constitucionalidade-resumo-para-concursos-publicos.html> . Acesso: 12/03/2014.

BIANCHINI, Alice. MAZZUOLI, Valério. Controle de convencionalidade da Lei Maria da Penha, 2011 . Disponível em: <http://lfg.jusbrasil.com.br/noticias/2597882/controle-de- convencionalidade-da-lei-maria-da-penha-alice-bianchini-e-valerio-mazzuoli> - Acesso:

09/03/2014.

BAZÁN, Víctor. O controle de convencionalidade e a necessidade de intensificar um adequado diálogo jurisprudencial. Direito Público. Porto Alegre, ano 8,n. 41, p. 218-235, set./out. 2011. Disponível em: < http://dspace.idp.edu.br:8080/xmlui/handle/123456789/1284>. Acesso: 12/03/2014.