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DIREITO DIREITO PROCESSUAL PROCESSUAL PENAL PENAL TEORIA EXERCÍCIOS E EXERCÍCIOS – TJ-RJ

PROFESSOR: PROFESSOR PEDRO PEDRO IVO IVO

Futuros Aprovados,

AULA 04

Hoje começaremos nossa aula tratando sobre a jurisdição e competência. É um

tema importantíssimo, mas que muitas vezes é deixado de lado pelos

concursandos.

Estude com afinco este tema e tenha um importante diferencial para sua PROVA.

Bons estudos!

*************************************************************

EXERCÍCIOS

CCOOMMPPEETTËËNNCCIIAA

1. (FCC / Analista Judiciário - TRE-AP / 2011) Analise as seguintes

assertivas sobre a competência, de acordo com o Código de Processo

Penal:

I. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a

infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de

execução.

II. Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, será

competente o juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha

produzido ou devia produzir seu resultado.

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III. A competência será determinada pela continência quando a prova de uma

infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de

outra infração.

Está correto o que se afirma SOMENTE em

a) I e II.

b) I e III.

c) II e III.

d) I.

e) III.

GABARITO: A

COMENTÁRIOS: Dispõe o Código de Processo Penal sobre a competência:

Art. 69. Determinará a competência jurisdicional:

I - o lugar da infração:

II - o domicílio ou residência do réu;

III - a natureza da infração;

IV - a distribuição;

V - a conexão ou continência;

VI - a prevenção;

VII - a prerrogativa de função.

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Assim, podemos dizer que a competência pode ser analisada em razão do lugar

(ratione loci), da pessoa (ratione personae), da natureza da infração (ratione

materiae) e, nos casos em que a competência se estende por mais de uma

jurisdição, pela prevenção, prerrogativa de função, distribuição e conexão ou

continência.

Dada esta breve introdução, vamos analisar as assertivas:

Assertiva I Correta A assertiva reproduz o art. 70, do CPP:

Art. 70 - A competência será, de regra, determinada pelo lugar em

que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em

que for praticado o último ato de execução.

O foro do lugar, como bem nos diz Pimenta Bueno, é sem dúvida o foro mais

racional.

Se naquele local o Direito foi violado, ali deverá ocorrer a ação social

para punir o criminoso. O lugar da infração constitui a REGRA GERAL para a

determinação da competência conforme o CPP:

Art. 70. A competência será, de regra, determinada pelo

lugar em que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa,

pelo lugar em que for praticado o último ato de execução. (grifo

nosso)

CAIU EM PROVA! **** No processo penal, a competência será determinada, de regra, pelo lugar
CAIU EM PROVA!
**** No processo penal, a competência será determinada, de regra, pelo lugar da
infração.
GABARITO: CORRETA
**** Em regra, a competência é determinada pelo lugar em que se consumar a
infração; no caso de tentativa, pelo lugar onde foi praticado o primeiro ato de
execução.
GABARITO: ERRADA (último ato de execução)

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O artigo 70 do Código de Processo Penal adota claramente a chamada

Teoria do Resultado, segundo a qual o releva-se o lugar da produção do

resultado.

Em contrapartida, o Código Penal, ao definir o lugar do crime (art. 6°),

estabelece que "considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a

ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou

deveria produzir-se o resultado", consagrando, para o Direito Penal, a

Teoria da Ubiquidade.

Sobre o tema, manifesta-se Mirabete asseverando que "a superveniência

da Lei n° 7.209 de 11-7-84, que deu nova redação à Parte Geral do

Código Penal, não alterou a regra do artigo 70, caput, do CPP, já que o

artigo 6° daquele Estatuto refere-se ao lugar do crime para os efeitos de

direito penal e não como regra de competência”.

Assim, prevalece para a determinação da competência o lugar da

consumação do crime, onde, em consonância com o artigo 14, inciso I, do

próprio Código Penal, é possível reunir todos os elementos para a

definição do delito.

Nesse sentido, exemplificando, a Súmula 200 do STJ orienta que "o juízo

federal competente para processar e julgar acusado de crime de uso de

passaporte falso é o lugar onde o delito se consumou".

CAIU EM PROVA! ****Tratando-se de competência territorial pelo lugar da infração, em regra, o CPP
CAIU EM PROVA!
****Tratando-se de competência territorial pelo lugar da infração, em regra, o
CPP adotou a teoria da atividade.
GABARITO: ERRADA (Teoria do Resultado)
****Nos crimes qualificados pelo resultado, por força da teoria da atividade,
adotada pelo CPP, o foro competente é o do local da prática da ação,
independentemente do local em que se consumou o delito.
GABARITO: ERRADA (Teoria do Resultado)

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Assertiva II Correta A assertiva reproduz o parágrafo 2º, do art. 70, do

CPP:

2º - Quando o último ato de execução for praticado fora do

território nacional, será competente o juiz do lugar em que o crime,

embora parcialmente, tenha produzido ou devia produzir seu

resultado.

Assertiva II Incorreta Será caso de conexão instrumental ou probatória,

prevista no art. 76, III:

Art. 76 [

]

III - Quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas

circunstancias elementares influir na prova de outra infração.

2. (FCC / Analista - TRE-TO / 2011) Na hipótese de crime cuja execução

tenha sido iniciada no território nacional, mas a consumação tenha

ocorrido fora dele, a competência será determinada

a) pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de execução.

b) pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o primeiro ato de execução.

c) pela prevenção.

d) pela residência ou domicílio do réu.

e) pelo lugar onde ocorreu a consumação.

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GABARITO: A

COMENTÁRIOS: Define o CPP que se iniciada a execução no território nacional, e

a infração se consumar fora dele, a competência será determinada pelo lugar em

que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de execução.

Do exposto, podemos resumir:

o último ato de execução. Do exposto, podemos resumir: 1 – EXECUÇÃO iniciada no Brasil e

1 – EXECUÇÃO iniciada no Brasil e CONSUMAÇÃO fora do país A competência é determinada pelo local do ÚLTIMO ATO DE EXECUÇÃO NO BRASIL.

2 – ÚLTIMO ATO DE EXECUÇÃO praticado fora do território nacional

A competência é determinada pelo lugar em que o crime tenha produzido parcialmente ou devia produzir o resultado.

Regras especiais:

1 - Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais

jurisdições, ou quando incerta a jurisdição por ter sido a

infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais

jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.

Observe a notícia de jornal: Um homem foi morto e outro ficou

baleado numa emboscada no limite entre Garuva, em Santa Catarina,

e Paraná. A execução aconteceu na subida de uma serra, depois que

um carro, com duas pessoas, parou ao lado dos dois homens no

acostamento da rodovia BR-376, que liga os dois estados. Um dos

passageiros do carro disparou pelo menos quatro tiros.

Neste caso, se não for possível determinar corretamente a jurisdição

(infração consumada nas divisas), a competência será determinada

pela já vista prevenção.

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2 - Tratando-se de infração continuada ou permanente,

praticada em território de duas ou mais jurisdições, a

competência firmar-se-á pela prevenção.

DICIONÁRIO DO CONCURSEIRO INFRAÇÃO CONTINUADA QUANDO O AGENTE, MEDIANTE MAIS DE UMA AÇÃO OU OMISSÃO,
DICIONÁRIO DO CONCURSEIRO
INFRAÇÃO CONTINUADA QUANDO O AGENTE, MEDIANTE MAIS DE
UMA AÇÃO OU OMISSÃO, PRATICA DOIS OU MAIS CRIMES DA MESMA
ESPÉCIE E, PELAS CONDIÇÕES DE TEMPO, LUGAR, MANEIRA DE
EXECUÇÃO E OUTRAS SEMELHANTES, DEVEM OS SUBSEQÜENTES
SER CONSIDERADOS COMO CONTINUAÇÃO DO PRIMEIRO.
SERIA O EXEMPLO DE UM EMPREGADO DE UMA LOJA QUE TODO DIA
SUBTRAI R$50,00 DO CAIXA E NO 10º DIA É DESCOBERTO.
INFRAÇÃO PERMANENTE É O CRIME CUJO MOMENTO
CONSUMATIVO SE PROLONGA NO TEMPO. EXEMPLO: SEQUESTRO

Assim, se um sequestro tem início no RJ, depois o criminoso vai se

esconder em SP e finalmente é descoberto pela polícia em MG,

teremos o Juízo definido pela prevenção.

CAIU EM PROVA! Tratando-se de crime permanente ou continuado, praticado em território de duas ou
CAIU EM PROVA!
Tratando-se de crime permanente ou continuado, praticado
em território de duas ou mais jurisdições, a competência, no
processo penal, firmar-se-á pela prevenção.
GABARITO: CORRETA

Exemplo prático e interessante:

Finalizando esta questão, analise a situação:

Tício, morador do Rio de Janeiro, resolveu viajar para São Paulo a fim

de realizar compras na Rua 25 de março. Chegando ao local, emitiu

um cheque no valor de R$5.000,00 sabendo que não detinha

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suficiente provisão de fundos. Neste caso, o foro competente para o

julgamento do crime de estelionato será SP ou RJ? Observe o que nos

diz o STF:

SÚMULA 521 O foro competente para o processo e julgamento

dos crimes de estelionato, sob a modalidade da emissão dolosa de

cheque sem provisão de fundos, é o do local onde se deu a recusa do

pagamento pelo sacado. (No exemplo o RJ).

Isso ocorre porque é no lugar em que é negado o pagamento do

cheque (praça de origem) que irá se consumar o prejuízo da vítima,

ou seja, não importa onde ele depositou o cheque e sim de onde o

dinheiro deveria sair.

3. (FCC / Técnico Judiciário - TRT / 2011) Nos casos de ação penal

privada exclusiva, o querelante, conhecido o lugar da infração,

a) poderá preferir o foro de seu próprio domicílio.

b) poderá ajuizar a ação em qualquer foro.

c) poderá preferir o foro da sua própria residência.

d) só poderá ajuizar a ação no foro do lugar da infração.

e) poderá preferir o foro do domicílio ou residência do réu.

GABARITO: E

COMENTÁRIOS: Define o art. 73 do CPP que nos casos de exclusiva ação

privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da residência do réu,

ainda quando conhecido o lugar da infração. Vamos esmiuçar o tema:

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O CPP inicia o tratamento do assunto deixando bem claro o caráter subsidiário da definição de competência pelo domicílio ou residência do réu, observe:

Art. 72. Não

sendo

conhecido

o

lugar

da

infração,

a

competência regular-se-á pelo domicílio ou residência do réu. (grifo nosso).

CAIU EM PROVA! ****No processo penal, a competência será determinada, de regra, pelo lugar do
CAIU EM PROVA!
****No processo penal, a competência será determinada, de regra,
pelo lugar do domicílio do réu.
GABARITO: ERRADA

Entretanto, este caráter subsidiário é extremamente atenuado a partir da aplicação da regra prevista no art. 73 do CPP, item este IMPORTANTÍSSIMO PARA PROVA! Observe:

Art. 73. Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração. (grifo nosso).

É óbvio, mas interessante ressaltar, que a regra acima não será aplicada no caso de ação penal privada subsidiária da pública e, muito menos, nas públicas condicionadas ou incondicionadas.

CAIU EM PROVA! ****Pode o ofendido, em crime de ação penal privada, oferecer a queixa
CAIU EM PROVA!
****Pode o ofendido, em crime de ação penal privada, oferecer a
queixa no foro do domicílio ou residência do réu, ou no lugar da
infração, de acordo com a sua conveniência.
GABARITO: CORRETA

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4. (FCC / Advogado - NCD / 2011) A competência será determinada pela

continência quando

a) prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares

influir na prova de outra infração.

b) duas ou mais infrações houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar

as outras, ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer

delas.

c) duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração.

d) duas ou mais infrações houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias

pessoas, umas contra as outras.

e) duas ou mais infrações houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias

pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e

o lugar.

GABARITO: C

COMENTÁRIOS: Nesta questão, apresentarei primeiramente um breve

comentário das alternativas e, após, um esquema do tema.

Alternativa “A” Incorreta Trata-se de caso de CONEXÃO Instrumental ou

Probatória e não de continência.

Alternativa “B” Incorreta Trata-se de caso de CONEXÃO objetiva ou

material.

Alternativa “C” Correta Trata-se de caso de cumulação subjetiva, ou seja,

um ato criminoso com duas ou mais pessoas envolvidas.

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Alternativa “D” Incorreta Trata-se de caso de CONEXÃO intersubjetiva

por reciprocidade.

Alternativa “E” Incorreta Trata-se de caso de CONEXÃO intersubjetiva

por concurso de agentes.

POR SIMULTANEIDADE

intersubjetiva por concurso de agentes. POR SIMULTANEIDADE Agora, vamos esquematizar: INTERSUBJETIVA POR CONCURSO POR

Agora, vamos esquematizar:

de agentes. POR SIMULTANEIDADE Agora, vamos esquematizar: INTERSUBJETIVA POR CONCURSO POR RECIPROCIDADE CONEXÃO NEXO

INTERSUBJETIVA

POR CONCURSO

POR RECIPROCIDADE

CONEXÃO NEXO ENTRE DUAS OU MAIS INFRAÇÕES (PLURALIDADE DE CONDUTAS) CONTINÊNCIA O FATO É O
CONEXÃO
NEXO ENTRE
DUAS OU MAIS
INFRAÇÕES
(PLURALIDADE
DE CONDUTAS)
CONTINÊNCIA
O FATO É O
MESMO OU A
CONDUTA É
UMA SÓ

OBJETIVA

INSTRUMENTAL OU PROBATÓRIA

A CONDUTA É UMA SÓ OBJETIVA INSTRUMENTAL OU PROBATÓRIA DUAS OU MAIS PESSOAS + UMA INFRAÇÃO

DUAS OU MAIS PESSOAS + UMA INFRAÇÃO

CONCURSO FORMAL

DUAS OU MAIS PESSOAS + UMA INFRAÇÃO CONCURSO FORMAL EM RAZÃO DE ABERRATIO ICTUS ABERRATIO DELICTI

EM RAZÃO DE

ABERRATIO ICTUS

ABERRATIO DELICTI

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5. (Agente - SERES-PE / 2010) Assinale a alternativa INCORRETA.

a) Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo

domicílio ou residência do réu.

b) Na determinação da competência pela conexão ou continência, no concurso de

jurisdições de categorias diversas, predominará a de maior graduação.

c) Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de

duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á exclusivamente pela

natureza do crime.

d) Ao Supremo Tribunal Federal compete processar e julgar os seus próprios

ministros nos crimes comuns.

e) Havendo concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição

comum, prevalecerá a competência do tribunal do júri.

GABARITO: C

COMENTÁRIOS: A única alternativa incorreta é a "C", pois contraria o disposto

no art. 71 do CPP. Observe:

Art. 71. Tratando-se de infração continuada ou permanente,

praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência

firmar-se-á pela prevenção.

No que

memorização:

tange à alternativa “D”, cabe apresentar o seguinte quadro para

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Autoridade

Crime

Crime de responsabilidade

comum

Presidente da República

STF

Senado Federal

Vice-Presidente

STF

Senado Federal

Deputados Federais e

STF

Casa respectiva a que pertence

Senadores

Ministros do STF

STF

Senado Federal

Procurador Geral da República

STF

Senado Federal

Ministros de Estado e Comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica

STF

STF

Se conexo com o Presidente:

 

Senado Federal

Advogado-Geral da União

STF

Senado Federal

Ministros de Tribunais Superiores

STF

STF

(STJ, TSE, STM e TST)

Chefes de missão diplomática de caráter permanente

STF

STF

Embaixador brasileiro

STF

STF

Ministros do TCU

STF

STF

Membros de TRT, TRE, TCE, TCM e TRF’s

STJ

STJ

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Desembargadores Federais e Estaduais

STJ

STJ

Juízes Federais

TRF

TRF

6. (FCC / Advogado - METRO-SP / 2010) A respeito da competência,

considere:

I. Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo

domicílio ou residência da vítima.

II. Nos casos de exclusiva ação penal privada, o querelante só poderá ajuizar a

ação no foro do domicílio ou residência do réu.

III. Na competência por conexão ou continência, no concurso de jurisdições da

mesma categoria, preponderará a do lugar da infração à qual for cominada pena

mais grave.

Está correto o que consta SOMENTE em

a) I e II.

b) III.

c) I e III.

d) II e III.

e) I.

GABARITO: B

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COMENTÁRIOS: Analisando as assertivas:

Assertiva I Incorreta Contraria o art. 72 do CPP. Não sendo conhecido o

lugar da infração, a competência regular-se-á pelo domicílio ou residência DO

RÉU

Assertiva II Incorreta Contraria o art. 73 do CPP. Nos casos de exclusiva

ação penal privada, o querelante PODE PREFERIR O FORO DO DOMICÍLIO OU DE

RESIDÊNCIA DO RÉU, MESMO QUE CONHECIDO O LUGAR DA INFRAÇÃO.

Assertiva III Correta Está de acordo com o art. 78, II, “a”. Na competência

por conexão ou continência, no concurso de jurisdições da mesma categoria,

preponderará a do lugar da infração à qual for cominada pena mais grave.

7. (Delegado - PC-AP / 2010) Relativamente ao tema Jurisdição e

Competência, analise as afirmativas a seguir:

I. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a

infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de

execução. Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar

fora dele, a competência será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado,

no Brasil, o último ato de execução.

II. Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, será

competente o juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha

produzido ou devia produzir seu resultado.

III. Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando

incerta a jurisdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de

duas ou mais jurisdições, ou tratando-se de infração continuada ou permanente,

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praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á

pela prevenção.

Assinale:

a) se somente a afirmativa I estiver correta.

b) se somente a afirmativa II estiver correta.

c) se somente a afirmativa III estiver correta.

d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

GABARITO: E

COMENTÁRIOS: Analisando as assertivas:

Assertiva I Correta Reproduz o art. 70 e seus parágrafos:

Art. 70. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em

que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em

que for praticado o último ato de execução.

§ 1 o Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se

consumar fora dele, a competência será determinada pelo lugar em

que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de execução.

Assertiva II Correta Reproduz o parágrafo 2º do art. 70:

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§ 2 o Quando o último ato de execução for praticado fora do

território nacional, será competente o juiz do lugar em que o crime,

embora parcialmente, tenha produzido ou devia produzir seu

resultado.

Assertiva III Correta Reproduz o parágrafo 3º do art. 70:

§ 3 o Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais

jurisdições, ou quando incerta a jurisdição por ter sido a infração

consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, a

competência firmar-se-á pela prevenção.

8. (FCC / Analista Judiciário

determinação da competência por conexão ou continência, considere as

alternativas abaixo:

da

TRE-RS

/

2010)

A

respeito

-

I. No concurso de jurisdições da mesma categoria, prevalecerá a do lugar em que

houver ocorrido o maior número de infrações, se as respectivas penas forem de

igual gravidade.

II. No concurso de jurisdições da mesma categoria, preponderará a do lugar da

infração à qual for cominada a pena menos grave.

III. No concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá a comum.

IV. No concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior

graduação.

V. No concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição

comum, prevalecerá a competência deste último.

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Está correto o que consta SOMENTE em

a) I e IV.

b) I, II e V.

c) II, III e V.

d) III e IV.

e) IV e V.

GABARITO: A

COMENTÁRIOS: Analisando:

Assertiva I Correta Reproduz o art. 78, II, “b”.

Assertiva II Incorreta No concurso de jurisdições da mesma categoria

preponderará a do lugar da infração, à qual for cominada a pena mais grave (art.

78, II, “a”).

Assertiva III Incorreta No concurso entre a jurisdição comum e a especial,

prevalecerá esta. (art. 78, IV).

Assertiva IV Correta Reproduz o art. 78, III.

Assertiva V Incorreta No concurso entre a competência do júri e a de outro

órgão da jurisdição comum, prevalecerá a competência do júri. (art. 78, I).

Complementando:

A reunião dos processos poderá ocasionar uma prorrogação de competências em relação a um dos crimes.

“Mas, como assim, professor?”

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Vamos exemplificar: Imaginemos que um furto qualificado ocorreu em SP e a receptação foi consumada em MG. Aqui temos um exemplo de conexão, concorda?

Mas qual será o juízo competente, SP ou MG ? Exatamente para dirimir este tipo de dúvida dispõe da seguinte forma o CPP:

Art. 78. Na determinação da competência por conexão ou continência, serão observadas as seguintes regras:

I - no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum, prevalecerá a competência do júri;

Il - no concurso de jurisdições da mesma categoria:

a) preponderará a do lugar da infração, à qual for cominada a pena mais grave;

b)

prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o maior

número de infrações, se as respectivas penas forem de igual gravidade;

c) firmar-se-á a competência pela prevenção, nos outros casos;

III - no concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior graduação;

IV - no

prevalecerá esta.

concurso

entre

a

jurisdição comum

e

a

especial,

Podemos resumir da seguinte forma:

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TIME 01 TIME 02 VENCEDOR Competência do Júri X Jurisdição Comum JÚRI JURISDIÇÃO 01 X
TIME 01
TIME 02
VENCEDOR
Competência do
Júri
X
Jurisdição Comum
JÚRI
JURISDIÇÃO 01
X
JURISDIÇÃO 02
EMPATE
CRITÉRIOS DE
DESEMPATE:
MESMA CATEGORIA
1-Pena mais grave
2-Maior número de
infrações
3-Prevenção
JURISDIÇÃO–
SÉRIE A
X
JURISDIÇÃO–
SÉRIE B
JURISDIÇÃO – SÉRIE A
(MAIOR GRADUAÇÃO)
JURISDIÇÃO
X
JURISDIÇÃO
JURISDIÇÃO ESPECIAL
COMUM
ESPECIAL

OBSERVAÇÃO – SÚMULA 122 DO STJ

COMPETE À JUSTIÇA FEDERAL O PROCESSO E JULGAMENTO UNIFICADO DOS CRIMES CONEXOS DE COMPETÊNCIA FEDERAL E ESTADUAL, NÃO SE APLICANDO A REGRA DO ART. 78, II, "A", DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL.

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9. (FCC / Analista Judiciário - TRE-AM / 2010) Na hipótese de crime

cometido por duas ou mais pessoas, em concurso, a competência será

determinada pela

a) natureza da infração.

b) conexão.

c) distribuição.

d) continência.

e) prevenção.

GABARITO: D

COMENTÁRIOS: A questão exige do candidato o conhecimento do inciso I do

art. 77:

Art. 77. A competência será determinada pela continência quando:

I - duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração;

Vamos complementar o assunto:

O CPP traz em seu texto as seguintes hipóteses de continência:

Art. 77.

A

competência

será

determinada

pela

continência

quando:

I - duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração;

II - no caso de infração cometida nas condições previstas nos arts. 51, § 1 o , 53, segunda parte, e 54 do Código Penal.

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CAIU EM PROVA! ****A competência será determinada pela continência quando duas ou mais pessoas forem
CAIU EM PROVA!
****A competência será determinada pela continência quando
duas ou mais pessoas forem acusadas pelo mesmo crime.
GABARITO: CERTA

No primeiro caso trazido pelo CPP, temos um único crime (uma única

conduta) e várias pessoas sendo acusadas dele. Exemplo claro é o crime de rixa,

no qual ocorre uma briga entre três ou mais pessoas, em que é impossível

identificar a existência de grupos distintos. Trata-se de uma briga desordenada,

de todos contra todos.

Aqui, caro aluno, deve estar surgindo o questionamento: Mas professor, aqui não

é

o mesmo caso da conexão intersubjetiva por reciprocidade?

E

a resposta é NÂO, pois no caso da briga entre grupos rivais temos o delito de

lesão corporal ou até homicídio, que pode ser individualizado (dois ou mais delitos

sendo cometidos). Diferentemente, quando falamos da rixa não temos grupos

rivais e sim três ou mais indivíduos brigando, sem ser possível identificar grupos.

Neste caso, os brigões terão obrigatoriamente que estar em um mesmo processo

para ser caracterizada a RIXA. Há um só crime praticado, NECESSARIAMENTE

por três ou mais agentes (co-autores de um MESMO DELITO).

No segundo caso, o artigo 77 diz que a competência é determinada pela

continência "no caso de infração cometida nas condições previstas nos art. 51, §

1°, 53, segunda parte, e 54 do Código Penal".

A referência é feita a dispositivos originais do Código Penal, agora substituídos

pelos art. 70, 73 e 74 da nova Parte Geral. Podemos então dizer que o inciso II

do art. 77 garante a aplicação da continência aos seguintes casos:

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1 - AO CONCURSO FORMAL DE CRIMES EM QUE, COM UMA MESMA

CONDUTA, O AGENTE PRATICA DOIS OU MAIS CRIMES (ART. 70);

Exemplo: Um indivíduo dirigindo com um velocidade 50% acima da

permitida perde o controle do veículo e atropela 05 pessoas Uma

conduta gerando 05 homicídios culposos.

2 - AO ERRO NA EXECUÇÃO (ABERRATIO ICTUS) EM QUE, POR

ACIDENTE OU ERRO NO USO DOS MEIOS DE EXECUÇÃO, O AGENTE,

ALÉM DE ATINGIR A PESSOA QUE PRETENDIA OFENDER LESA

OUTRA (ART. 73, 2ª PARTE);

Exemplo: Tício dispara contra Mévio e, além dele, acerta Caio que passava

pelo local.

3- AO RESULTADO DIVERSO DO PRETENDIDO (ABERRATIO

CRIMINIS) EM QUE, FORA DA HIPÓTESE ANTERIOR, O AGENTE

ALÉM DO RESULTADO PRETENDIDO, CAUSA OUTRO (ART. 74, 2ª

PARTE).

Exemplo: Mévio joga uma pedra visando quebrar a janela de sua vizinha. A

janela quebra e a pedra acerta Tícia que passava naquele momento por ela.

10. (FCC / Analista Judiciário - TJ-AP / 2009) Considerando as regras

sobre a competência estabelecidas no Código de Processo Penal, é

correto afirmar que

a) nos crimes a distância, cuja execução foi iniciada no Brasil e o resultado

ocorreu em outro país, a competência será da Capital Federal Brasileira.

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b) se tratando de infração permanente, praticada em território de duas ou mais

jurisdições, a competência será do lugar no qual teve início a infração.

c) nos casos de tentativa, a competência será determinada pelo lugar em que foi

praticado o primeiro ato de execução.

d) nos casos de ação privada exclusiva, o querelante pode preferir o foro de

domicílio ou da residência do réu, mesmo que conhecido o lugar da infração.

e) não sendo conhecido o lugar da infração e tendo o réu apenas um domicílio, a

competência será determinada pela prevenção.

GABARITO: D

COMENTÁRIOS: Analisando:

Alternativa A Incorreta A competência será determinada pelo lugar em que

tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de execução (art. 70, parágrafo

primeiro do CPP).

Alternativa B Incorreta A competência será firmada pela prevenção (art. 71,

CPP).

Alternativa C Incorreta Na tentativa, a competência se dará pelo lugar em

que foi praticado o último ato de execução (art. 70, caput, segunda parte).

Alternativa D Correta Está em conformidade com o art. 73 do CPP.

Alternativa E Incorreta Não sendo conhecido o lugar da infração, a

competência regular-se-á pelo domicílio ou residência do réu (art. 72, caput,

CPP).

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pela

circunstância de duas ou mais pessoas serem acusadas pela mesma

11. (FCC

/

Defensor -

DPE-MA / 2009) A competência fixada

infração é determinada:

a) pela prevenção.

b) por conexão.

c) pela natureza da infração.

d) pela continência.

e) por distribuição.

GABARITO: D

COMENTÁRIOS: Nos termos do art. 77, a competência será determinada pela

continência quando duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração

(continência subjetiva).

12. (FCC / Defensor - DPE-MT

determinação e modificação da competência, é correto afirmar que

/

2009) A respeito dos critérios de

a) compete à Justiça Federal o processo e o julgamento unificado dos crimes

conexos de competência federal e estadual.

b) o querelante, nos casos de exclusiva ação penal, não poderá preferir o foro do

domicílio ou da residência do réu, quando conhecido o lugar da infração.

c) no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá a competência

da jurisdição comum.

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d) a competência será determinada pelo lugar em que ocorreu a consumação,

quando, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora

dele.

e) a competência será determinada pelo local em que tiver sido iniciada a

continuação quando se tratar de infração continuada praticada em território de

duas ou mais jurisdições.

GABARITO: A

COMENTÁRIOS: Analisando as alternativas:

Alternativa “A” Correta Reproduz a súmula 122 do STJ.

Alternativa “B” Incorreta De acordo com o art. 73, nos casos de exclusiva

ação privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da residência do

réu, ainda quando conhecido o lugar da infração.

Alternativa “C” Incorreta De acordo com o art. 78, na determinação da

competência por conexão ou continência, no concurso entre a jurisdição comum e

a especial, prevalecerá esta.

Alternativa “D” Incorreta De acordo com o art. 70, § 1º, se, iniciada a

execução no território nacional, a infração se consumar fora dele, a competência

será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato

de execução.

Alternativa “E” Incorreta De acordo com: Art. 71, tratando-se de infração

continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a

competência firmar-se-á pela prevenção.

13. (Técnico Judiciário / 2007) Competência é:

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a) sinônimo de jurisdição.

b) o poder de julgar um caso concreto, com a conseqüente solução do litígio.

c) a medida da extensão do poder de julgar.

d) todas as alternativas estão corretas.

e) Nenhuma alternativa está correta.

GABARITO: C

COMENTÁRIOS: Jurisdição é o poder de julgar um caso concreto, com a

conseqüente solução do litígio. Competência é a medida da extensão do poder de

julgar (da jurisdição). Vamos esmiuçar o tema:

Para iniciar este tópico é importante o conhecimento da origem etimológica da

palavra jurisdição que provém do latim júris (direito) e dictio (dizer), que significa

a função de dizer o direito.

Para Pedroso, Jurisdição "é o poder de proclamar e aplicar o Direito, estendendo

as normas, leis e princípios jurídicos cabíveis às hipóteses ocorrentes, dirimindo-

se os litígios e restabelecendo-se a harmonia social".

Manzini aduz que, "jurisdição é a função soberana, que tem por escopo

estabelecer, por provocação de quem tem o dever ou o interesse respectivo, se,

no caso concreto, é aplicável uma determinada norma jurídica: função garantida,

mediante a reserva do seu exercício, exclusivamente aos órgãos do Estado,

instituídos com as garantias da independência e da imparcialidade (juízes) e da

observância de determinadas formas (processo, coação indireta)".

EM RESUMO A jurisdição nada mais é do que o poder atribuído com

EXCLUSIVIDADE ao Judiciário de aplicar o Direito no caso concreto, através do

devido processo legal. Ao instituir a jurisdição, o Estado objetiva garantir aos

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indivíduos a correta aplicação do Direito através de quem tem a obrigação de

conhecê-lo.

A jurisdição possui diversas características e em cada livro você encontrará

algumas diferentes. O que esta divergência doutrinária importa para você?

ABSOLUTAMENTE NADA, pois o que é importante é o que as bancas de prova

exigem. Desta forma, seguem as características importantes para a sua PROVA:

SUBSTITUTIVIDADE A vontade das partes é substituída pela

vontade do órgão jurisdicional que declara o Direito ao caso

concreto.

Assim, por exemplo, se Tício inicia uma ação penal privada contra

Mévio pelo crime de injúria, solicitando ao Juiz a aplicação de pena

máxima, e Mévio nega o fato solicitando a total absolvição, o Juiz

não precisará optar por um dos pedidos, podendo aplicar uma pena

inferior à solicitada sem proclamar a absolvição.

DEFINITIVIDADE

decisão

judicial torna-se imutável quando do encerramento do processo.

A

proclamada

pela

autoridade

Rege-se a Jurisdição pelos seguintes princípios:

PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL Consagrado pela CF/88, em

seu art. 5º, LIII, o princípio do Juiz natural estabelece que

ninguém será sentenciado senão pela autoridade competente,

representando a garantia de um órgão julgador técnico e isento,

com competência estabelecida na própria Constituição e nas leis de

organização judiciária de cada Estado.

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Juiz natural é, assim, aquele previamente conhecido, segundo

regras objetivas de competência estabelecidas anteriormente à

infração penal, investido de garantias que lhe assegurem absoluta

independência e imparcialidade.

PRINCÍPIO DA INVESTIDURA A jurisdição só pode ser

desempenhada por quem está investido no cargo de Juiz e no

exercício de suas funções. Regra geral, tal investidura ocorre

mediante concurso público.

Assim, se cair na sua prova a seguinte questão: “Segundo o

princípio da investidura, a jurisdição pode ser exercida por juiz

legalmente investido através de Concurso Público” você dirá que a

assertiva está

Pois encontramos exceção no

chamado QUINTO CONSTITUCIONAL previsto no art. 94 da

Constituição Federal nos seguintes termos:

INCORRETA!

Art. 94. Um quinto dos lugares dos Tribunais Regionais

Federais, dos Tribunais dos Estados, e do Distrito Federal e

Territórios será composto de membros, do Ministério

Público, com mais de dez anos de carreira, e de

advogados de notório saber jurídico e de reputação

ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade

profissional, indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de

representação das respectivas classes. (grifo nosso).

PRINCÍPIO DA INDECLINABILIDADE DA PRESTAÇÃO

JURISDICIONAL Nenhum Juiz pode retirar de si, “abrir mão”,

da função jurisdicional (normalmente o termo utilizado em prova

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para este princípio é “o Juiz não poderá subtrair-se da função

jurisdicional”) e nem a lei excluirá da apreciação do Judiciário lesão

ou ameaça ao direito (Art. 5º, XXXV da CF).

PRINCÍPIO DA INÉRCIA DE JURISDIÇÃO (NE PROCEDAT

JUDEX EX OFFICIO) O princípio da inércia de jurisdição

contém exatamente o mesmo conceito, ou seja, o órgão

jurisdicional depende da iniciativa das partes para poder dar início

à ação, não podendo proceder ex officio (diretamente, sem

manifestação das partes). Perceba que aqui só temos uma

mudança de denominação.

PRINCÍPIO DA INDELEGABILIDADE Decorrente do princípio

do Juiz Natural, traz a garantia de que nenhum Magistrado poderá

delegar a Jurisdição a outro órgão.

PRINCÍPIO DA IMPRORROGABILIDADE Salvo em casos

excepcionais que encontram previsão LEGAL, um Juiz não poderá

invadir a competência de outro.

PRINCÍPIO DA IRRECUSABILIDADE OU INEVITABILIDADE

Imaginemos uma audiência onde ficará definida a divisão de

bens de um casal por ocasião da separação judicial. Normalmente

o homem prefere um Juiz ou uma Juíza? E a mulher? Alguns

responderão tanto faz, mas, normalmente, até por questões

culturais, o homem prefere ser “julgado” por um Juiz e a mulher

por uma Juíza, neste supracitado caso. Exatamente para evitar

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escolhas de cunho pessoal, através do conceito deste princípio as

partes não podem recusar o Juiz, salvo em casos excepcionais.

PRINCÍPIO DA RELATIVIDADE OU DA CORRELAÇÃO A

sentença do Juiz deve corresponder ao pedido, guardando exata

relação com o pedido incorporado na denúncia ou queixa.

Podemos resumir o que vimos até agora da seguinte forma:

Podemos resumir o que vimos até agora da seguinte forma: SIGNIFICADO FUNÇÃO DE DIZER O DIREITO
Podemos resumir o que vimos até agora da seguinte forma: SIGNIFICADO FUNÇÃO DE DIZER O DIREITO

SIGNIFICADO

FUNÇÃO DE DIZER O DIREITO

1.JUIZ NATURAL

2.INVESTIDURA

3.INDECLINABILIDADE

4.INÉRCIA DE JURISDIÇÃO

5.INDELEGABILIDADE

6.IMPRORROGABILIDADE

7.IRRECUSABILIDADE

8.CORRELAÇAO

6.IMPRORROGABILIDADE 7.IRRECUSABILIDADE 8.CORRELAÇAO PRINCÍPIOS 1.SUBSTITUTIVIDADE 2.DEFINITIVIDADE

PRINCÍPIOS

1.SUBSTITUTIVIDADE

2.DEFINITIVIDADE

CARACTERÍSTICAS

Caro (a) aluno (a), até agora falamos da Jurisdição como o poder que detêm o

Judiciário de dizer o Direito no caso concreto.

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Todavia, podemos dizer que todo Juiz pode julgar todas as causas (penais,

eleitorais, civis, trabalhistas etc.)? Ou mesmo, podemos afirmar que um Juiz do

RJ poderá julgar qualquer crime ocorrido em qualquer lugar?

A resposta para as duas questões é NÃO, pois cada Magistrado possui uma

competência, ou seja, uma parcela da Jurisdição.

uma competência, ou seja, uma parcela da Jurisdição. Competência, na doutrina tradicional, é o critério que

Competência,

na

doutrina

tradicional,

é

o

critério

que

define

os

limites

jurisdicionais de cada órgão do Poder Judiciário.

Nas palavras de THEODORO JÚNIOR citando JOSÉ FREDERICO MARQUES, hoje

em dia não mais se confunde competência e jurisdição, pois aquela é "apenas a

medida de jurisdição, isto é, a determinação da esfera de atribuições dos órgãos

encarregados da função jurisdicional".

14. (FCC / Técnico Judiciário / 2007) São princípios relacionados à

jurisdição, EXCETO:

a) Princípio do juiz natural.

b) Princípio da delegabilidade da jurisdição.

c) Princípio da correlação.

d) Princípio da inércia.

e) N.R.A

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GABARITO: B

COMENTÁRIOS: Tema já abordado na questão anterior. Assim, nenhum juiz

pode delegar sua jurisdição a outro órgão, pois estaria, por via indireta, violando

a garantia do juiz natural (Princípio da indelegabilidade).

15. (FCC / MPE-SE / 2004) Assinale a alternativa INCORRETA. De acordo

com o Código de Processo Penal, a competência pode ser classificada em

razão:

a) da matéria.

b) razão do lugar.

c) da pessoa incriminada.

d) da pessoa que intenta a ação.

GABARITO: D

COMENTÁRIOS: De acordo com o CPP, art. 69, a competência pode ser

classificada: incisos I e II – pelo lugar da infração ou pelo domicílio do réu (ratio

loci), inciso III – pela natureza da infração (ratio materiae) e inciso VII – pela

prerrogativa de função (ratio personae).

16. (FCC / Analista Judiciário / 2006) Assinale a alternativa INCORRETA.

A competência em razão da matéria penal compreende a justiça comum e

a especial. A justiça especial compreende:

a) Justiça Federal.

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b) Justiça Eleitoral.

c) Justiça Militar.

d) Competência política do Senado Federal.

GABARITO: A

COMENTÁRIOS: A CF, art. 109, prevê a Justiça Federal como espécie de justiça

comum.

17. (FCC / Juiz Substituto / 2008) Concomitantemente, diversas pessoas

saquearam um estabelecimento comercial, sem se conhecerem umas às

outras. Trata-se de:

(A)

continência de ações, em razão do concurso de pessoas.

(B)

conexão intersubjetiva por reciprocidade.

(C)

conexão intersubjetiva por simultaneidade.

(D)

conexão objetiva.

GABARITO: C

COMENTÁRIOS: A conexão Intersubjetiva por simultaneidade encontra-se

definida no Art. 76, I (primeira parte) do CPP e ocorre quando duas ou mais

infrações são praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas, sem

vínculo subjetivo.

Vamos aproveitar esta questão para tratar um pouco sobre a competência pela

conexão.

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Existem determinadas situações em que em um delito temos fatos que guardam

relação entre si. Para estes casos deve-se, preferencialmente, unir os processos a

fim de primar pela celeridade processual e evitar decisões diferentes para o

mesmo caso.

Assim, imagine que em um jogo de futebol dez torcedores cometeram atos de

vandalismo quebrando parte do estádio. É interessante que todos sejam julgados

no mesmo processo pelas razões acima apresentadas.

Sobre o tema, FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO assinala, com precisão e

segurança, que Conexão é sinônimo de relação, coerência, nexo. Logo, pode-se

dizer que a conexão de que trata o Código de Processo Penal é o nexo, a relação

recíproca que os fatos guardam entre si e, em face do vínculo existente entre

eles, devem ser apreciados num só processo, possibilitando um só quadro

probatório e, ao mesmo tempo, evitando decisões díspares ou conflitantes.

Podemos classificar a conexão em:

a) CONEXÃO INTERSUBJETIVA, que se subdivide em:

Intersubjetiva por simultaneidade Definida no Art. 76, I

(primeira parte) do CPP:

Art. 76. A competência será determinada pela conexão:

I - se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido

praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas

[ ]

Exemplo: Imaginemos uma final de campeonato brasileiro,

Corinthians e Avaí no Pacaembu e o empate favorecendo o time

da casa.

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Aos 48 minutos do segundo tempo, o árbitro apita um pênalti

para o Avaí, que converte a cobrança.

A torcida do Corinthians, revoltada, impulsivamente e sem

ajuste prévio, começa a destruir o estádio.

Neste caso, é interessante que todos os infratores sejam

julgados

no

mesmo

processo,

intersubjetiva por simultaneidade.

configurando

a

conexão

Intersubjetiva por concurso Definida no Art. 76, I

(segunda parte) do CPP:

I - se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido

praticadas, [

diverso o tempo e o lugar [ ]

por várias pessoas em concurso, embora

]

Exemplo: Pensemos em uma quadrilha que efetua um

seqüestro. Um indivíduo é responsável pelo planejamento,

outro pela execução, um terceiro fica só vigiando o local no

momento do delito, outro fica responsável pela negociação do

resgate e assim por diante.

Nesta situação, todos deverão compor o mesmo processo penal,

configurando conexão intersubjetiva por concurso.

Intersubjetiva por reciprocidade Definida no Art. 76, I

(parte final) do CPP:

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I - se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido

praticadas, [

]

por várias pessoas, umas contra as outras;

Exemplo: Briga entre dois grupos rivais, ocasionando lesões

corporais recíprocas.

b) CONEXÃO OBJETIVA Prevista no Art. 76, II do CPP nos seguintes

termos:

Art. 76. A competência será determinada pela conexão:

[

]

II - se, no mesmo caso, houverem sido umas praticadas para

facilitar ou ocultar as outras, ou para conseguir impunidade ou

vantagem em relação a qualquer delas;

Exemplo 01: Tício mata Mévia, sua esposa. No momento em que

estava retirando o corpo da casa, aparece a melhor amiga de Mévia e

Tício a mata visando garantir sua impunidade.

Exemplo 02: Caio, vendedor de livros e DVDs piratas, mata um

policial a fim de garantir a venda dos produtos aos clientes. Tal delito

foi cometido visando facilitar a execução de outro, caracterizando a

conexão objetiva.

c) CONEXÃO INSTRUMENTAL OU PROBATÓRIA Prevista no Art.

76, III do CPP:

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III - quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas

circunstâncias elementares influir na prova de outra infração.

Exemplo: Tício furtou o relógio de Caio. Mévio comprou o relógio

tendo conhecimento de que era roubado (delito de receptação). Neste

caso, podemos falar em conexão probatória, pois a prova do furto

influi na prova da receptação.

CAIU EM PROVA!
CAIU EM PROVA!

****Ocorre a conexão intersubjetiva concursal quando duas ou mais infrações tiverem sido praticadas ao mesmo tempo e por várias pessoas reunidas, ainda que sem liame subjetivo entre as condutas.

GABARITO: INCORRETA

****Ocorre a conexão probatória quando a infração é praticada para facilitar ou ocultar outra, ou ainda para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer uma delas.

GABARITO: INCORRETA

****A competência é determinada pela conexão material ou lógica quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias influir na prova de outra.

GABARITO: INCORRETA

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18. (FCC / TRE-SE / 2007 - Adaptada) Quando desconhecido o lugar onde

ocorreu a infração, e o réu tiver mais de uma residência, a competência,

entre os juízes das respectivas jurisdições, se estabelecerá:

a) pela prevenção.

b) pela continência.

c) pela conexão.

d) pela distribuição.

e) N.R.A

GABARITO: A

COMENTÁRIOS: Art. 72, § 1º, CPP - Quando desconhecido o lugar onde ocorreu

a infração, e o réu tiver mais de uma residência, a competência, entre os juízes

das respectivas jurisdições, se estabelecerá pela prevenção.

19. (TJ-SP / 2003) Ao Senado Federal, exercendo atividade jurisdicional,

compete processar e julgar:

a) o Presidente da República pelos crimes comum e de responsabilidade.

b) os Ministros do STF pelos crimes de responsabilidade.

c) os Ministros de Estado pelos crimes de responsabilidade, desde que não sejam

conexos aos crimes do Presidente da República.

d) o Procurador Geral da República pelos crimes comuns.

GABARITO: B

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COMENTÁRIOS: Art. 52, I e II, CF - Ao Senado Federal, exercendo atividade

jurisdicional, compete processar e julgar: o Presidente da República, o vice, o

Procurador Geral da República, os Ministros do STF e o Advogado-Geral da União

pelos crimes de responsabilidade e os Ministros de Estado pelos crimes de

responsabilidade, desde que conexos aos crimes do Presidente da República.

20. (FCC / Juiz substituto / 2007) O deputado estadual que cometer

crime doloso contra a vida será julgado:

a) pelo STJ.

b) pelo Tribunal de Justiça de seu Estado.

c) pela Assembléia Legislativa de seu Estado.

d) pelo tribunal do Júri.

e) pelo STF.

GABARITO: D.

COMENTÁRIOS: Tendo em vista que a CF não previu competência especial para

os deputados estaduais, caso estes pratiquem crime doloso contra a vida, aplica-

se a Súmula 721, do STF, que dispõe: "a competência constitucional do Tribunal

do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido

exclusivamente pela Constituição estadual".

21. (FCC / Analista Judiciário / 2007) Na hipótese de o crime ser

praticado por dois ou mais agentes em concurso, em que um deles tiver

foro privilegiado:

a) os processos devem ser separados, devendo o agente que tem prerrogativa

responder no juízo especial e o que não tem, responder no juízo comum.

DIREITO DIREITO PROCESSUAL PROCESSUAL PENAL PENAL TEORIA EXERCÍCIOS E EXERCÍCIOS – TJ-RJ

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b) os processos devem ser reunidos por conexão e julgados pelo juízo comum.

c) os processos devem ser reunidos por conexão ou continência e julgados pelo

juízo especial.

d) os processos nunca poderão ser reunidos, em abono à garantia do juiz natural.

e) N.R.A

GABARITO: C

COMENTÁRIOS: Na hipótese do crime ser praticado por dois ou mais agentes

em concurso, em que um deles tiver foro privilegiado, os processos devem ser

reunidos por conexão ou continência e julgados pelo juízo especial, aplicando-se a

Súmula 704, STF, que dispõe: "não viola as garantias do juiz natural, da ampla

defesa e do devido processo legal a atração por continência ou conexão do

processo do co-réu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados".

22. (FCC / Analista - TRE-CE / 2012) Mário comete um crime de

homicídio a bordo de um navio brasileiro de grande porte em alto mar,

que faz o trajeto direto entre Santos (São Paulo/Brasil) e Cape Town

(África do Sul) e será processado e julgado pela justiça

a) da comarca de São Paulo, Capital do Estado de São Paulo, de onde o navio

partiu.

b) da Capital Federal do Brasil (Brasília), pois o crime ocorreu em alto mar.

c) da África do Sul, em Cape Town, primeiro porto que tocará a embarcação após

o crime, pois este foi cometido em alto mar, em águas internacionais.

d) da comarca de Santos, último porto que tocou.

e) da África do Sul, na cidade de Bloemfontein, capital judiciária do país.

DIREITO DIREITO PROCESSUAL PROCESSUAL PENAL PENAL TEORIA EXERCÍCIOS E EXERCÍCIOS – TJ-RJ

PROFESSOR: PROFESSOR PEDRO PEDRO IVO IVO

GABARITO: D

COMENTÁRIOS: Define o art. 89, do Código de Processo Penal, que os crimes

cometidos em qualquer embarcação nas águas territoriais da República, ou nos

rios e lagos fronteiriços, bem como a bordo de embarcações nacionais, em alto-

mar, serão processados e julgados pela justiça do primeiro porto brasileiro em

que tocar a embarcação, após o crime, ou, quando se afastar do País, pela do

último em que houver tocado.

23. (FCC / Defensor - DPE-RS / 2011) Considere a hipótese do

cometimento de diversos crimes, todos conexos, mediante concurso de

agentes, entre os dias 10 e 11 de novembro de 2010. Primeiramente, na

Comarca de Guaíba, foram cometidos dois roubos qualificados contra

pedestres e uma tentativa de homicídio contra Policial Militar. Em

seguida, foi cometido um roubo qualificado na comarca de Cachoeirinha,

onde os acusados foram presos em flagrante, tendo um deles sido vítima

de tentativa de homicídio por parte de Policial Militar em serviço.

Homologado o referido flagrante, foi também decretada prisão

preventiva dos acusados do roubo pelo Juiz da 1a Vara Criminal de

Cachoeirinha, mas, por força da vis attractiva do Tribunal do Júri, todos

os delitos antes referidos acabaram distribuídos e processados na 1a

Vara Criminal da Comarca de Guaíba, onde o juiz, ao final da instrução,

entendeu por desclassificar as tentativas de homicídio, quanto aos civis,

para o crime de resistência e, quanto ao Policial Militar, para lesão

corporal dolosa. Segundo as regras de jurisdição e competência, onde

deverão ser julgados os fatos antes mencionados?

DIREITO DIREITO PROCESSUAL PROCESSUAL PENAL PENAL TEORIA EXERCÍCIOS E EXERCÍCIOS – TJ-RJ

PROFESSOR: PROFESSOR PEDRO PEDRO IVO IVO

a) Todos os crimes deverão ser julgados na 1a Vara Criminal da Comarca de

Guaíba.

b) Todos os delitos deverão ser julgados na 1a Vara Criminal de Cachoeirinha.

c) O delito de lesão corporal deverá ser julgado pela Justiça Militar e os demais na

1a Vara Criminal da Comarca de Guaíba.

d) O delito de lesão corporal deverá ser julgado pela Justiça Militar e os demais

na 1a Vara Criminal da Comarca de Cachoeirinha.

e) Todos deverão ser julgados pela Justiça Militar.

GABARITO: C

COMENTÁRIOS: Questão complexa que exige um conhecimento global do tema.

Primeiramente, a competência restou firmada pela vis atrativa do tribunal do júri,

que prepondera (art. 78, I, CPP). Tanto os delitos cometidos pelos civis (03

roubos qualificados + 01 tentativa de homicídio contra PM), como o delito

praticado pelo PM (tentativa de homicídio contra um dos acusados), eram de

competência do Júri. Frise-se que, sendo crime cometido pelo militar doloso

contra a vida de civil, a competência seria do júri e não da Justiça Militar.

No entanto, o juiz de Guaíba, na fase de admissibilidade, acabou por

desclassificar as tentativas de homicídio (ou seja, a praticada por um dos

acusados civis e aquela perpetrada pelo policial militar). Com isso, a separação

dos processos se impôs: o delito de lesão corporal dolosa cometido pelo militar,

não mais doloso contra a vida, passou a ser de competência da Justiça Militar,

aplicando-se o art. 79, I, do CPP.

Com relação aos demais delitos que permaneceram na Justiça Comum, a fixação

da competência se deu da seguinte forma: Com a desclassificação pelo juiz

singular da vara do tribunal do júri, passou a ser aplicável o art. 81, parágrafo

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único, que prevê uma exceção à regra da perpetuação da jurisdição, sendo

possível a remessa dos processos ao juízo competente.

Ocorre que, nesse caso, a competência permaneceu sendo do juiz de Guaíba,

pela preponderância do local em que foi praticado o maior número de infrações

(art. 78, II, CPP). Ora, em Guaíba foram praticados 02 roubos qualificados e mais

o crime de resistência, enquanto que em Cachoeirinha apenas foi cometido um

roubo qualificado.

Desse modo, a competência, na justiça comum, se manteve em Guaíba não pela

perpetuação da jurisdição, mas sim pelo critério aplicável nessa hipótese de

concurso de jurisdições da mesma categoria.

24. (FCC / Analista Judiciário - TRE-TO / 2011) Na hipótese de crime cuja

execução tenha sido iniciada no território nacional, mas a consumação

tenha ocorrido fora dele, a competência será determinada

a) pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de execução.

b) pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o primeiro ato de execução.

c) pela prevenção.

d) pela residência ou domicílio do réu.

e) pelo lugar onde ocorreu a consumação.

GABARITO: A

COMENTÁRIOS: Segundo o art. 70, § 1º, do CPP, se, iniciada a execução no

território nacional, a infração se consumar fora dele, a competência será

determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de

execução.

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25. (FCC / Advogado - METRO-SP / 2008) João reside em São Paulo e

viajou até Ubatuba, onde furtou objetos do apartamento de veraneio de

Paulo, residente em Campinas. Em seguida, vendeu alguns objetos

furtados numa feira em Santos e o restante num bar no Guarujá. O foro

competente para processar e julgar João pelo delito de furto cometido é

o da Comarca de

a) Campinas.

b) Santos.

c) São Paulo.

d) Ubatuba.

e) Guarujá.

GABARITO: D

COMENTÁRIOS: Define o art. 70 do Código de Processo Penal que a

competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a

infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que foi praticado o último ato de

execução.

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LISTA DOS EXERCÍCIOS APRESENTADOS

1. (FCC / Analista Judiciário - TRE-AP / 2011) Analise as seguintes

assertivas sobre a competência, de acordo com o Código de Processo

Penal:

I. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a

infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de

execução.

II. Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, será

competente o juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha

produzido ou devia produzir seu resultado.

III. A competência será determinada pela continência quando a prova de uma

infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de

outra infração.

Está correto o que se afirma SOMENTE em

a) I e II.

b) I e III.

c) II e III.

d) I.

e) III.

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2. (FCC / Analista - TRE-TO / 2011) Na hipótese de crime cuja execução

tenha sido iniciada no território nacional, mas a consumação tenha

ocorrido fora dele, a competência será determinada

a) pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de execução.

b) pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o primeiro ato de execução.

c) pela prevenção.

d) pela residência ou domicílio do réu.

e) pelo lugar onde ocorreu a consumação.

3. (FCC / Técnico Judiciário - TRT / 2011) Nos casos de ação penal

privada exclusiva, o querelante, conhecido o lugar da infração,

a) poderá preferir o foro de seu próprio domicílio.

b) poderá ajuizar a ação em qualquer foro.

c) poderá preferir o foro da sua própria residência.

d) só poderá ajuizar a ação no foro do lugar da infração.

e) poderá preferir o foro do domicílio ou residência do réu.

4. (FCC / Advogado - NCD / 2011) A competência será determinada pela

continência quando

a) prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares

influir na prova de outra infração.

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b) duas ou mais infrações houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar

as outras, ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer

delas.

c) duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração.

d) duas ou mais infrações houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias

pessoas, umas contra as outras.

e) duas ou mais infrações houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias

pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e

o lugar.

5. (Agente - SERES-PE / 2010) Assinale a alternativa INCORRETA.

a) Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo

domicílio ou residência do réu.

b) Na determinação da competência pela conexão ou continência, no concurso de

jurisdições de categorias diversas, predominará a de maior graduação.

c) Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de

duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á exclusivamente pela

natureza do crime.

d) Ao Supremo Tribunal Federal compete processar e julgar os seus próprios

ministros nos crimes comuns.

e) Havendo concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição

comum, prevalecerá a competência do tribunal do júri.

6. (FCC / Advogado - METRO-SP / 2010) A respeito da competência,

considere:

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I. Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo

domicílio ou residência da vítima.

II. Nos casos de exclusiva ação penal privada, o querelante só poderá ajuizar a

ação no foro do domicílio ou residência do réu.

III. Na competência por conexão ou continência, no concurso de jurisdições da

mesma categoria, preponderará a do lugar da infração à qual for cominada pena

mais grave.

Está correto o que consta SOMENTE em

a) I e II.

b) III.

c) I e III.

d) II e III.

e) I.

7. (Delegado - PC-AP / 2010) Relativamente ao tema Jurisdição e

Competência, analise as afirmativas a seguir:

I. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a

infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de

execução. Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar

fora dele, a competência será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado,

no Brasil, o último ato de execução.

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II. Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, será

competente o juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha

produzido ou devia produzir seu resultado.

III. Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando

incerta a jurisdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de

duas ou mais jurisdições, ou tratando-se de infração continuada ou permanente,

praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á

pela prevenção.

Assinale:

a) se somente a afirmativa I estiver correta.

b) se somente a afirmativa II estiver correta.

c) se somente a afirmativa III estiver correta.

d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

da

determinação da competência por conexão ou continência, considere as

alternativas abaixo:

8. (FCC / Analista Judiciário

TRE-RS

/

2010)

A

respeito

-

I. No concurso de jurisdições da mesma categoria, prevalecerá a do lugar em que

houver ocorrido o maior número de infrações, se as respectivas penas forem de

igual gravidade.

II. No concurso de jurisdições da mesma categoria, preponderará a do lugar da

infração à qual for cominada a pena menos grave.

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III. No concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá a comum.

IV. No concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior

graduação.

V. No concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição

comum, prevalecerá a competência deste último.

Está correto o que consta SOMENTE em

a) I e IV.

b) I, II e V.

c) II, III e V.

d) III e IV.

e) IV e V.

9. (FCC / Analista Judiciário - TRE-AM / 2010) Na hipótese de crime

cometido por duas ou mais pessoas, em concurso, a competência será

determinada pela

a) natureza da infração.

b) conexão.

c) distribuição.

d) continência.

e) prevenção.

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10. (FCC / Analista Judiciário - TJ-AP / 2009) Considerando as regras

sobre a competência estabelecidas no Código de Processo Penal, é

correto afirmar que

a) nos crimes a distância, cuja execução foi iniciada no Brasil e o resultado

ocorreu em outro país, a competência será da Capital Federal Brasileira.

b) se tratando de infração permanente, praticada em território de duas ou mais

jurisdições, a competência será do lugar no qual teve início a infração.

c) nos casos de tentativa, a competência será determinada pelo lugar em que foi

praticado o primeiro ato de execução.

d) nos casos de ação privada exclusiva, o querelante pode preferir o foro de

domicílio ou da residência do réu, mesmo que conhecido o lugar da infração.

e) não sendo conhecido o lugar da infração e tendo o réu apenas um domicílio, a

competência será determinada pela prevenção.

11. (FCC / Defensor - DPE-MA / 2009) A competência fixada pela

circunstância de duas ou mais pessoas serem acusadas pela mesma

infração é determinada:

a) pela prevenção.

b) por conexão.

c) pela natureza da infração.

d) pela continência.

e) por distribuição.

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12. (FCC / Defensor - DPE-MT

determinação e modificação da competência, é correto afirmar que

/

2009) A respeito dos critérios de

a) compete à Justiça Federal o processo e o julgamento unificado dos crimes

conexos de competência federal e estadual.

b) o querelante, nos casos de exclusiva ação penal, não poderá preferir o foro do

domicílio ou da residência do réu, quando conhecido o lugar da infração.

c) no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá a competência

da jurisdição comum.

d) a competência será determinada pelo lugar em que ocorreu a consumação,

quando, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora

dele.

e) a competência será determinada pelo local em que tiver sido iniciada a

continuação quando se tratar de infração continuada praticada em território de

duas ou mais jurisdições.

13. (VUNESP / Técnico Judiciário / 2007) Competência é:

a) sinônimo de jurisdição.

b) o poder de julgar um caso concreto, com a conseqüente solução do litígio.

c) a medida da extensão do poder de julgar.

d) todas as alternativas estão corretas.

e) Nenhuma alternativa está correta.

14. (FCC / Técnico Judiciário / 2007) São princípios relacionados à

jurisdição, EXCETO:

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a) Princípio do juiz natural.

b) Princípio da delegabilidade da jurisdição.

c) Princípio da correlação.

d) Princípio da inércia.

e) N.R.A

15. (FCC / MPE-SE / 2004) Assinale a alternativa INCORRETA. De acordo

com o Código de Processo Penal, a competência pode ser classificada em

razão:

a) da matéria.

b) razão do lugar.

c) da pessoa incriminada.

d) da pessoa que intenta a ação.

16. (FCC / Analista Judiciário / 2006) Assinale a alternativa INCORRETA.

A competência em razão da matéria penal compreende a justiça comum e

a especial. A justiça especial compreende:

a) Justiça Federal.

b) Justiça Eleitoral.

c) Justiça Militar.

d) Competência política do Senado Federal.

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17. (FCC / Juiz Substituto / 2008) Concomitantemente, diversas pessoas

saquearam um estabelecimento comercial, sem se conhecerem umas às

outras. Trata-se de:

(A)

continência de ações, em razão do concurso de pessoas.

(B)

conexão intersubjetiva por reciprocidade.

(C)

conexão intersubjetiva por simultaneidade.

(D)

conexão objetiva.

(E)

N.R.A

18.

(FCC / TRE-SE / 2007 - Adaptada) Quando desconhecido o lugar onde

ocorreu a infração, e o réu tiver mais de uma residência, a competência,

entre os juízes das respectivas jurisdições, se estabelecerá:

a) pela prevenção.

b) pela continência.

c) pela conexão.

d) pela distribuição.

e) N.R.A

19. (TJ-SP / 2003) Ao Senado Federal, exercendo atividade jurisdicional,

compete processar e julgar:

a) o Presidente da República pelos crimes comum e de responsabilidade.

b) os Ministros do STF pelos crimes de responsabilidade.

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c) os Ministros de Estado pelos crimes de responsabilidade, desde que não sejam

conexos aos crimes do Presidente da República.

d) o Procurador Geral da República pelos crimes comuns.

20. (FCC / Juiz substituto / 2007) O deputado estadual que cometer

crime doloso contra a vida será julgado:

a) pelo STJ.

b) pelo Tribunal de Justiça de seu Estado.

c) pela Assembéia Legislativa de seu Estado.

d) pelo tribunal do Júri.

e) pelo STF.

21. (FCC / Analista Judiciário / 2007) Na hipótese de o crime ser

praticado por dois ou mais agentes em concurso, em que um deles tiver

foro privilegiado:

a) os processos devem ser separados, devendo o agente que tem prerrogativa

responder no juízo especial e o que não tem, responder no juízo comum.

b) os processos devem ser reunidos por conexão e julgados pelo juízo comum.

c) os processos devem ser reunidos por conexão ou continência e julgados pelo

juízo especial.

d) os processos nunca poderão ser reunidos, em abono à garantia do juiz natural.

e) N.R.A

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