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pois logo em que pode estar? Consiste em muito dinheiro, e consiste em o guardar, cada
pois logo em que pode estar? Consiste em muito dinheiro, e consiste em o guardar, cada
pois logo em que pode estar?
Consiste em muito dinheiro,
e consiste em o guardar,
cada um o guarde bem,
para ter que gastar mal.
(In: TUFANO, Douglas. Estudos de literatura brasileira. 4
ed. rev. e ampl. São Paulo: Moderna, 1988. p. 69.)
A partir do fragmento, assinale a alternativa correta em
relação ao Barroco.
a)
Essa estrofe pode ser considerada um exemplo da
poesia satírica de Gregório de Matos.
b)
Nesse trecho, o eu-lírico preocupa-se em moralizar as
ações da sociedade baiana.
c)
A visão de mundo barroca está posta nas hipérboles
que constroem o poema.
d)
A transitoriedade da vida, característica importante do
período, está presente no fragmento.
e)
No fragmento, o uso de uma linguagem rebuscada
expressa o conflito interior do eu-lírico.

QUINHENTISMO/BARROCO

  • 01 - (UDESC SC/2012) O movimento literário que retrata as

manifestações literárias produzidas no Brasil à época de seu descobrimento, e durante o século XVI, é conhecido como Quinhentismo ou Literatura de Informação. Analise as proposições em relação a este período.

  • I. A produção literária no Brasil, no século XVI, era restrita às literaturas de viagens e jesuíticas de caráter religioso. II. A obra literária jesuítica, relacionada às atividades catequéticas e pedagógicas, raramente assume um

III.

caráter apenas artístico. O nome mais destacado é o do padre José de Anchieta. O nome Quinhentismo está ligado a um referencial cronológico – as manifestações literárias no Brasil tiveram início em 1500, época da colonização portuguesa – e não a um referencial estético.

IV. As produções literárias neste período prendem-se à

literatura portuguesa, integrando o conjunto das chamadas literaturas de viagens ultramarinas, e aos valores da cultura greco-latina.

  • V. As produções literárias deste período constituem um painel da vida dos anos iniciais do Brasil colônia, retratando os primeiros contatos entre os europeus e a realidade da nova terra.

Assinale a alternativa correta.

  • 04 - (UESPI/2010) A literatura informativa, que esteve presente

nos primeiros tempos da colonização brasileira, pode ser definida como:

  • a) obras catequéticas dirigidas aos índios.

  • b) busca de emancipação da influência portuguesa.

  • c) descrição dos costumes dos povos da terra.

 
  • d) do

confirmação

paganismo

dos

primeiros

  • a) Somente as afirmativas I, IV e V são verdadeiras.

colonizadores.

  • b) Somente a afirmativa II e verdadeira.

  • c) Somente as afirmativas I, II, III e V são verdadeiras.

  • d) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras.

  • e) Todas as afirmativas são verdadeiras.

  • e) descrição do muito ouro e da muita prata existentes no Brasil.

    • 05 - (ESPM RJ/2012) Assinale o item que NÃO representa

característica do período literário chamado Barroco:

  • a) dilema do homem, atormentado pela ideia de pecado e pela busca da salvação da alma.

  • b) choque entre o antropocentrismo renascentista e o teocentrismo medieval.

  • c) exaltação dos estados da alma através de antíteses, paradoxos e interrogações.

  • d) jogos de ideias e sutilezas de raciocínio.

  • e) utilização enfática da mitologia greco-latina.

  • 02 - (FMJ SP/2012) Leia o trecho d’A Carta, de Pero Vaz de

Caminha.

E dali avistamos homens que andavam pela praia. ( ) ... Pardos, nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Traziam arcos nas mãos, e suas setas. Vinham todos rijamente em direção ao batel. E Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os depuseram.

Glossário batel: pequena embarcação depuseram: abaixaram (Adaptado)

O texto caracteriza-se como

  • a) um diário pessoal tratando da recepção hostil que os descobridores portugueses tiveram logo que aportaram na costa brasileira.

  • b) uma narrativa ficcional acerca da vinda da Família Real ao Brasil devido à ameaça de invasão do território português pelas tropas napoleônicas.

    • 06 - (UEM PR/2012) Sobre o “Sermão da Sexagésima” e seu

autor, o padre Antônio Vieira, assinale o que for correto.

  • 01. A produção sermonística de Vieira marca um dos

 

pontos mais altos não apenas da produção barroca brasileira, mas também da de Portugal, devido à posição particular do autor, que faz parte do cânone

literário dos dois países.

 
  • 02. O “Sermão da Sexagésima” tece reflexões a respeito

 
  • c) um documento histórico relatando o primeiro

contato

 

da própria estrutura dos sermões, apresentando uma

 

entre

os

colonizadores

portugueses

e

os

nativos

engenhosa metáfora do gênero como uma árvore para

brasileiros, posteriormente chamados de índios.

 

ilustrar sua organização. Contudo, não apresenta

 
  • d) uma sátira bem-humorada descrevendo os costumes dos portugueses recém-chegados ao Brasil e as

 

exórdio ou peroração, afastando-se, assim, da estrutura usual dos sermões do século XVII.

dificuldades de adaptação à nova terra.

 
  • 04. Do

ponto

de

vista

temático,

o

“Sermão

da

  • e) uma narrativa épica sobre o encontro da esquadra de Vasco da Gama com os habitantes nativos de Melinde, na costa oeste do Continente Africano.

 

Sexagésima” aponta para o fato de que determinados excessos formais e de enfeite de linguagem prejudicavam a transmissão das ideias propostas pelos

  • 03 - (UCS RS/2011) Leia o fragmento do poema de Gregório de

sermões. Contudo, a escola barroca cultivou tanto o uso rebuscado da linguagem quanto o jogo de ideias,

Matos.

de modo que podemos ver na crítica do “Sermão da Sexagésima” uma crítica aos próprios excessos do

 

( ) ...

 

barroco.

 

No Brasil a fidalguia

 

A

  • 08. natureza

crítica

de

sermões

como

o

“da

no bom sangue nunca está, nem no bom procedimento,

 

Sexagésima”, que pode ser notada em outros, tais como o “Sermão do bom ladrão”, foi uma constante na

pois logo em que pode estar? Consiste em muito dinheiro, e consiste em o guardar, cada

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c) Já o verme – este operário das ruínas – [ ... ] / Anda a
c) Já o verme – este operário das ruínas – [ ... ] / Anda a
c)
Já o verme – este operário das ruínas – [
...
]
/ Anda a
espreitar meus olhos para roê-los, / E há de deixar-me
apenas os cabelos, / Na frialdade inorgânica da terra!
(Augusto dos Anjos)
d)
Quero morrer! Este mundo / Com seu sarcasmo
profundo / Manchoume de lodo e fel! ( Fagundes
Varela)
e)
Infinitos espíritos dispersos [
...
destes versos / com a chama ideal de todos os
mistérios. (Cruz e Sousa)
]
fecundai o Mistério
Carregado de mim ando no mundo,
E o grande peso embarga-me as passadas,
Que como ando por vias desusadas,
Faço o peso crescer, e vou-me ao fundo.

obra e na vida de Vieira, o que o levou, inclusive, à

atuação como conselheiro real,

diplomata e

negociador. Essa postura ativa levou-o a ter problemas

com o tribunal do Santo Ofício.

 

16. Considerando-se o contexto da literatura barroca brasileira, os sermões de Vieira não constituíram exceção, de modo que a sermonística encontrou em autores como Gregório de Matos expressão destacada. Em função da forte influência religiosa e da repressão contrarreformista, a lírica praticamente inexistiu, não restando registros de poetas relevantes.

07 - (UFPR/2012) Considerando a poesia de Gregório de Matos e o momento literário em que sua obra se insere, avalie as seguintes afirmativas:

  • 1. Apresentando a luta do homem no embate entre a carne e o espírito, a terra e o céu, o presente e a eternidade, os poemas religiosos do autor correspondem à sensibilidade da época e encontram paralelo na obra de um seu contemporâneo, Padre Antônio Vieira.

  • 2. Os poemas erótico-irônicos são um exemplo da versatilidade do poeta, mas não são representativos da melhor poesia do autor, por não apresentarem a mesma sofisticação e riqueza de recursos poéticos que os poemas líricos ou religiosos apresentam.

  • 3. Como bom exemplo da poesia barroca, a poesia do autor incrementa e exagera alguns recursos poéticos, deixando sua linguagem mais rebuscada e enredada pelo uso de figuras de linguagem raras e de resultados tortuosos.

  • 4. A presença do elemento mulato nessa poesia resgata para a literatura uma dimensão social problemática da sociedade baiana da época: num país de escravos, o mestiço é um ser em conflito, vítima e algoz em uma sociedade violentamente desigual.

Assinale a alternativa correta.

 

a)

Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.

 

b)

Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.

c)

Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras.

d)

Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.

e)

Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras.

TEXTO: 1 - Comum à questão: 8

 
 

É a vaidade, Fábio, nesta vida, Rosa, que da manhã lisonjeada, Púrpuras mil, com ambição dourada, Airosa rompe, arrasta presumida.

 

Gregório de Matos

 

Observação:

 

1.

lisonjeada: envaidecida

 

2.

airosa: elegante

3.

presumida: convencida

 

08 - (MACK SP/2012) O tema da efemeridade da vida é um dos traços que caracterizam o estilo de época a que pertence Gregório de Matos. Recorrente não só no século XVII, mas de um modo geral em toda a história da literatura, esse tema está presente nos seguintes versos:

 

a)

Senhor Deus dos desgraçados! / Dizei-me vós, Senhor

 

Deus! / Se é loucura

...

se é verdade / Tanto horror

perante os céus

...

(Castro Alves)

 
 

b)

Sabeis, cristãos, por que não faz fruto a palavra de Deus? Por culpa dos pregadores. Sabeis, pregadores, por que não faz fruto a palavra de Deus? Por culpa nossa. (Pe. Antônio Vieira)

TEXTO: 2 - Comum à questão: 9

QUEIXA-SE O POETA EM QUE O MUNDO VAY ERRADO, E QUERENDO EMENDÂLO O TEM POR EMPREZA DIFFICULTOSA.

O remédio será seguir o imundo Caminho, onde dos mais vejo as pisadas, Que as bestas andam juntas mais ornadas, Do que anda só o engenho mais profundo.

Não é fácil viver entre os insanos, Erra, quem presumir, que sabe tudo, Se o atalho não soube dos seus danos.

O prudente varão há-de ser mudo, Que é melhor neste mundo, mar de enganos, Ser louco cos demais que ser sisudo. (MATOS, Gregório de. Poesias selecionadas. 3. ed. São Paulo:

FTD, 1998. p.70.)

09 - (UEL PR/2012)

alternativa correta.

A partir da leitura do poema,

assinale a

  • a) De temática satírica, o soneto aborda o tema da insanidade, buscando criticar a sociedade da época que não sabia lidar com a loucura, o que antecipa um tema que será abordado pelos poetas românticos.

  • b) O eu-lírico expressa um sentimento de culpa diante da sua impossibilidade de compreender o mundo, o que está em total consonância com o veio religioso da obra de Gregório de Matos.

  • c) De inspiração filosófica, o poema trata dos desenganos

 

do eu-lírico frente a um mundo que não o entende e

que

o

torna

um

indivíduo

solitário,

muitas

vezes

obrigado a acompanhar a loucura “dos demais”.

 
  • d) A temática religiosa aparece neste poema por meio da referência a Jesus Cristo, dada já na primeira estrofe, em que a metáfora da via-crucis é apresentada pelo eu- lírico como retrato de seu próprio sofrimento.

  • e) De temática amorosa, o poema traz os lamentos do eu- lírico, que, incapaz de conquistar o amor da mulher amada, usa o poema como fuga da realidade, procurando na loucura, assim, uma redenção para a sua dor.

TEXTO: 3 - Comum à questão: 10

TEXTO 1

  • 1 A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, 2 bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixar de 3 encobrir suas vergonhas do que de mostrar a cara. Acerca disso são de grande inocência. 4 Ambos traziam o beiço de baixo furado e metido nele um osso verdadeiro, de

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c) Já o verme – este operário das ruínas – [ ... ] / Anda a
nota ao pé da página anterior, assinale a(s) 01. Ambos os textos buscam mostrar aspectos da
nota ao pé da página anterior, assinale a(s) 01. Ambos os textos buscam mostrar aspectos da
nota
ao
da
página anterior, assinale a(s)
01.
Ambos os textos buscam mostrar aspectos da
geografia, da arquitetura e da população local, em uma
linguagem essencialmente objetiva, com adjetivação
mínima.
02.
Tanto no texto 1 quanto no texto 2, a principal
intenção é informar os leitores quanto ao potencial
econômico do lugar descrito.
04.
Apesar da grande distância temporal e geográfica, há
pelo menos uma importante semelhança entre as
populações descritas nos textos 1 e 2, que é o forte
senso de vida em comunidade, representada na
habitação coletiva e na minga, respectivamente.
08.
No texto 1, os indígenas são retratados de forma
depreciativa, como seres destituídos do senso de
vergonha e incapazes de se engajar em atividades
econômicas que lhes permitiriam um padrão de vida
mais elevado, como a agricultura e a criação de
animais.
16.
Na fala de Efraim, transcrita ao final do texto 2, temos
uma prosopopeia: o mar, humanizado, é mostrado
como arrogante e prepotente.

comprimento de 5 uma mão travessa, e da grossura de um fuso de algodão, agudo na ponta como um furador.

  • 6 [ ] ...

  • 7 Foram-se lá todos; e andaram entre eles. E segundo depois diziam, foram bem uma 8 légua e meia a uma povoação, em que haveria nove ou dez casas, as quais diziam que eram 9 tão compridas, cada uma, como esta nau capitânia. E eram de madeira, e das ilhargas de 10 tábuas, e

cobertas de palha, de razoável altura; e todas de um só espaço, sem repartição 11 alguma, tinham de dentro muitos esteios; e de esteio a esteio uma rede atada com cabos em

  • 12 cada esteio, altas, em que dormiam. E de baixo, para se aquentarem, faziam seus fogos. E 13 tinha cada casa duas portas pequenas, uma numa extremidade, e outra na oposta. E diziam 14 que em cada casa se recolhiam trinta ou quarenta pessoas, e que assim os encontraram; e que 15 lhes deram de comer dos alimentos que tinham, a saber muito inhame, e outras sementes que 16 na terra dá, que eles comem.

17 [

]

18 Eles não lavram nem criam. Nem há aqui boi ou

... vaca, cabra, ovelha ou galinha, ou 19 qualquer outro animal que esteja acostumado ao viver do homem. E não comem

senão deste 20 inhame, de que aqui há muito, e dessas sementes e frutos que a terra e as árvores de si deitam.

21 [

]

22 Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata

... nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; 23 nem lha vimos.

10 - (UFSC/2012) Com base na leitura dos textos 1, 2 e

da

proposição(ões) CORRETA(S).

Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como os de 24 Entre-Douro-e-Minho, porque neste tempo d'agora assim os achávamos como os de lá. Águas 25 são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; 26 por causa das águas que tem! A CARTA de Pero Vaz de Caminha. Disponível em:

<http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ua0002

83.pdf.> Acesso em: 03 set. 2011.

TEXTO 2

  • 1 Nada mais bucólico que a cidadezinha de Chiloé. O

tempo

ali

parece

se

arrastar.

[

...

]

As

2 construções

não

ultrapassam três andares. São todas de madeira e ganharam uma suave pátina 3 produzida pelo tempo. Casas com sótãos, janelas com cortinas delicadas, jardineiras floridas,

  • 4 pequenos objetos de decoração e penachos de fumaça saindo pelas chaminés indicam um 5 interior aconchegante. Em toda parte, se sente o perfume da maresia trazida pelos ventos.

  • 6 Em Chiloé, os homens são do mar, rostos marcados pelo frio. Vestem-se com agasalhos 7 surrados e usam boinas bascas, típicas dos marinheiros espanhóis. [ ] ...

  • 8 A benevolência parece ser a marca registrada desses homens do mar. Nas comunidades 9 persiste um dos principais legados da cultura chilote: a minga, uma forma de

ARCADISMO

01 - (UCS RS/2012) O movimento árcade no Brasil procurou refletir as influências europeias aliadas aos interesses dos poetas pelas coisas da nossa terra. O mais popular poeta mineiro do período foi Tomás Antônio Gonzaga, que, em sua poesia lírica, Marília de Dirceu, tematiza os amores entre Dirceu e Marília.

Leia o fragmento de Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga.

Lira II

Na sua face mimosa, Marília, estão misturadas Purpúreas folhas de rosa, Brancas folhas de jasmim. Dos rubins mais preciosos Os seus beiços são formados; Os seus dentes delicados São pedaços de marfim.

(GONZAGA, T. A. Marília de Dirceu. s/l. Editora Tecnoprint. s/d. p.28.)

A partir do fragmento acima, assinale a alternativa correta em relação ao Arcadismo.

trabalho coletivo e 10 solidário. [ ] ... 11 Dia de minga é um dia especial. Participei de um deles, quando um grande número de 12 pessoas se reuniu e, com

 
  • a) Nessa Lira, o eu-lírico preocupa-se em buscar a razão de seus sentimentos amorosos.

parelhas de bois, arrastaram e mudaram de lugar nada menos que a 13 casa inteira de um morador. Falei dessa solidariedade

  • b) A descrição de Marília denota sensualidade e paixão, evidenciadas pelos adjetivos empregados.

com Efraim, velho pescador do vilarejo de 14 Queilén, no

  • c) O culto à natureza é uma característica que representa

momento em que ele pintava o barco do amigo doente. “O

 

o mundo pastoril dos poetas do século XVIII.

 

mar purifica a arrogância 15 e lava a prepotência”, ensinou

 
  • d) a

Nesse fragmento,

confusão

de

sentimentos

esse velho lobo do mar.

 

demonstra uma característica marcante do Arcadismo:

REALI, H.; REALI, S. Igrejas de Chiloé. Planeta, p. 72-77, set.

o bucolismo.

2007.

  • e) A fuga da realidade para uma vida campestre e harmoniosa é descrita por meio do uso de uma

Nota: O texto

1 contém trechos da carta,

datada

de

de

linguagem antitética.

maio de 1500, que Pero Vaz de Caminha escreveu ao rei D.

Manuel, relatando os primeiros contatos com a terra e os habitantes do que viria a ser o Brasil. O texto foi adaptado para a ortografia atual. O texto 2, extraído de uma reportagem de revista, trata de Chiloé, um arquipélago no sul do Chile.

02 - (PUCCamp SP/2012)

O prestígio do bucolismo em pleno

Iluminismo setecentista pode ser constatado, dentro da literatura

brasileira,

  • a) nos sermões de Antonio Vieira, sobretudo quando neles dá ênfase à exuberância da natureza tropical.

nota ao pé da página anterior, assinale a(s) 01. Ambos os textos buscam mostrar aspectos da

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& Cartas b) nos poemas de Gregório de Matos em que o poeta barroco enaltece os
& Cartas b) nos poemas de Gregório de Matos em que o poeta barroco enaltece os

&

Cartas

  • b) nos poemas de Gregório de Matos em que o poeta barroco enaltece os contornos de sua amada Bahia.

  • c) em sonetos de Cláudio Manuel da Costa, nos quais o

 

idealismo

da

paisagem

arcádica

é

tomado

como

poderoso parâmetro estético.

 
  • d) nos documentos de missionários e viajantes estrangeiros, que arrolavam, entusiasmados, a profusão de nossas riquezas naturais.

  • e) nas descrições dos nossos primeiros romances românticos, em que a beleza natural da terra traduz bem as exaltações do nacionalismo.

03 - (UFPA/2011) Leia este soneto de Manuel Maria Barbosa du Bocage.

Já se afastou de nós o Inverno agreste Envolto nos seus úmidos vapores; A fértil Primavera , a mãe das flores O prado ameno de boninas veste :

Varrendo os ares o sutil nordeste Os torna azuis : as aves de mil cores Adejam entre Zéfiros, e Amores, E torna o fresco Tejo a cor celeste ; Vem, ó Marília, vem lograr comigo Destes alegres campos a beleza, Destas copadas árvores o abrigo :

Deixa louvar da corte a vã grandeza:

Quanto me agrada mais estar contigo Notando as perfeições da Natureza!

Entre as afirmações abaixo, a única que NÃO contempla características quanto ao estilo e ao conteúdo do soneto transcrito, é:

  • a) Trata-se de um poema em que se manifestam as convenções do Arcadismo .

b)

O

texto

atende

às

normas

classicismo greco-latino.

estabelecidas

pelo

  • c) A contemplação da natureza remete para certa ênfase

 

erótica.

 
  • d) Paz e harmonia são elementos presentes no texto, em destaque.

  • e) A natureza aparece, no poema, como mediadora da relação amorosa.

TEXTO: 1 - Comum à questão: 4

Vila Rica

O ouro fulvo* do ocaso as velhas casas cobre; Sangram, em laivos* de ouro, as minas, que ambição Na torturada entranha abriu da terra nobre:

E cada cicatriz brilha como um brasão.

O ângelus plange ao longe em doloroso dobre, O último ouro de sol morre na cerração. E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre, O crepúsculo cai como uma extrema-unção.

Agora, para além do cerro, o céu parece Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu ... A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,

Como uma procissão espectral que se move ...

  • 04 - (FGV /2010) No penúltimo verso, há uma referência ao

pseudônimo árcade de um poeta ligado à cidade descrita no poema. Trata-se do autor da obra Marília de Dirceu, cujo nome é

  • a) Gonçalves Dias.

  • b) Silva Alvarenga.

  • c) Basílio da Gama.

  • d) Cláudio Manuel da Costa.

  • e) Tomás Antônio Gonzaga.

TEXTO: 2 - Comum à questão: 5

Lira 83

Que diversas que são, Marília, as horas, que passo na masmorra imunda e feia, dessas horas felizes, já passadas na tua pátria aldeia!

Então eu me ajuntava com Glauceste; e à sombra de alto cedro na campina eu versos te compunha, e ele os compunha à sua cara Eulina.

Cada qual o seu canto aos astros leva; de exceder um ao outro qualquer trata; o eco agora diz: Marília terna; e logo: Eulina ingrata.

Deixam os mesmos sátiros as grutas:

um para nós ligeiro move os passos, ouve-nos de mais perto, e faz a flauta cos pés em mil pedaços.

— Dirceu — clama um pastor — ah! bem merece da cândida Marília a formosura. E aonde — clama o outro — quer Eulina achar maior ventura?

Nenhum pastor cuidava do rebanho, enquanto em nós durava esta porfia; e ela, ó minha amada, só findava depois de acabar-se o dia.

À noite te escrevia na cabana os versos, que de tarde havia feito; mal tos dava e os lia, os guardavas no casto e branco peito.

Beijando os dedos dessa mão formosa, banhados com as lágrimas do gosto, jurava não cantar mais outras graças que as graças do teu rosto.

Ainda não quebrei o juramento; eu agora, Marília, não as canto; mas inda vale mais que os doces versos a voz do triste pranto.

(GONZAGA,

T.

A.

Marília

de

Dirceu

Chilenas. São Paulo: Ática, 1997. p. 126-127.)

  • 05 - (UEL PR/2010) Com base no poema de Tomás Antônio

Gonzaga, considere as afirmativas a seguir:

Dobra o sino

Soluça um verso de Dirceu

... Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.

...

I.

Na primeira estrofe do poema, o eu-lírico coloca lado a

Olavo Bilac

lado sua situação de prisioneiro político no presente da

*Glossário:

elaboração do poema e sua situação de estrangeiro no

“fulvo”: de cor alaranjada. “laivos”: marcas; manchas; desenhos estreitos e coloridos nas pedras; restos ou vestígios.

passado vivido em ambiente urbano. II. Na quinta estrofe do poema, há o registro da “porfia”, ou seja, da disputa obstinada efetivada por meio de palavras, de dois pastores: Dirceu (Tomás Antônio

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& Cartas b) nos poemas de Gregório de Matos em que o poeta barroco enaltece os
Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu e mais poesias. Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora, 1982.) a)
Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu e mais poesias. Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora, 1982.) a)
Antônio
Gonzaga.
Marília
de
Dirceu
e
mais poesias. Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora, 1982.)
a)
paisagem bucólica.
b)
pessimismo irônico.
c)
conflito dos elementos naturais.
d)
filosofia moral.
e)
desencanto com o amor.
a)
sente
total
desânimo
perante
a
existência
e
os
sentimentos.
b)
aceita com resignação a velhice e a morte amenizadas
pelo amor.

III.

Gonzaga) e Glauceste (Cláudio Manuel da Costa). Nas estrofes de números 7 e 8, depara-se o leitor com

IV.

ambiente distinto daquele compartilhado com Glauceste, pois agora o ambiente é fechado e restrito ao convívio com a mulher amada. Na última estrofe do poema, o eu-lírico afirma continuar cantando as graças de outros rostos, embora só consiga sentir o ambiente fétido e repugnante da prisão.

Assinale a alternativa correta.

  • a) Somente as afirmativas I e IV são corretas.

  • b) Somente as afirmativas II e III são corretas.

  • c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.

  • d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.

  • e) Somente as afirmativas I, II e IV são corretas.

TEXTO: 3 - Comum às questões: 6, 7

Considere o poema de Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810).

18 Não vês aquele velho respeitável, que à muleta encostado, apenas mal se move e mal se arrasta? Oh! quanto estrago não lhe fez o tempo, o tempo arrebatado, que o mesmo bronze gasta!

Enrugaram-se as faces e perderam seus olhos a viveza:

voltou-se o seu cabelo em branca neve; já lhe treme a cabeça, a mão, o queixo, nem tem uma beleza das belezas que teve.

Assim também serei, minha Marília, daqui a poucos anos, que o ímpio tempo para todos corre. Os dentes cairão e os meus cabelos. Ah! sentirei os danos, que evita só quem morre.

Mas sempre passarei uma velhice muito menos penosa. Não trarei a muleta carregada, descansarei o já vergado corpo na tua mão piedosa, na tua mão nevada.

As frias tardes, em que negra nuvem os chuveiros não lance, irei contigo ao prado florescente:

do tempo desumano a dura guerra. Contente morrerei, por ser Marília quem, sentida, chorando meus baços olhos cerra.

(Tomás

06 - (UNESP SP/2012) No conteúdo da quinta estrofe do poema encontramos uma das características mais marcantes do Arcadismo:

07 - (UNESP SP/2012) A leitura atenta deste poema do livro Marília de Dirceu revela que o eu lírico

  • c) está em crise existencial e não acredita na durabilidade do amor.

  • d) protesta ao Criador pela precariedade da existência humana.

  • e) não aceita de nenhum modo o envelhecimento e prefere morrer ainda jovem.

PARNASIANISMO

01 - (IBMEC/2012) Acho que nunca falei do meu amigo parnasiano. Era poeta e jovem, hoje é mais poeta do que jovem. Fazia umas brincadeiras com a linguagem dos poetas parnasianos, transplantando-a para banalidades de hoje. ( ) ... Não sei dizer quando esse amigo começou com a brincadeira. Talvez na faculdade de direito, e além do talvez não avanço. Uma noite, farreado, acabado e sem pouso, ele chegou a um daqueles hotéis de má fama que havia na Avenida Ipiranga, de escadaria longa, íngreme, estreita e desanimadora, e chamou lá de baixo:

— Estalajadeiro! Estalajadeiro! Era já o parnasiano divertindo-se dentro dele. Um homem surgiu lá em cima, com má vontade. E o poeta, já possuído pela molecagem parnasiana, exclamou, teatral:

— Bom estalajadeiro! Tendes um catre para o meu repouso? Recebeu de troco palavrões bocagianos.

(Ivan Angelo, Veja SP, 02/05/2012)

aqui me buscarás um sítio ameno,

Considere estas afirmações:

onde os membros descanse, e ao brando sol me aquente.

I.

O adjetivo “parnasiano”, atribuído ao amigo do

Apenas me sentar, então, movendo os olhos por aquela

II.

narrador do texto, se deve à utilização de palavras pomposas, rebuscadas. No último período, o termo “bocagianos” faz

vistosa parte, que ficar fronteira, apontando direi: — Ali falamos, ali, ó minha bela, te vi a vez primeira.

III.

referência aos versos satíricos de Manuel Du Bocage, o mais importante autor do Parnasianismo lusitano. Depreende-se, da leitura do texto, que os poetas parnasianos valorizavam o plano da expressão, em detrimento do plano do conteúdo.

Verterão os meus olhos duas fontes, nascidas de alegria;

Está correto o que se afirma em

farão teus olhos ternos outro tanto; então darei, Marília, frios beijos

  • a) I, apenas.

na mão formosa e pia,

  • b) I e II, apenas.

que me limpar o pranto.

  • c) II e III, apenas.

d) I e III, apenas.
d) I e III, apenas.

Assim irá, Marília, docemente meu corpo suportando

  • e) I, II e III.

Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu e mais poesias. Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora, 1982.) a)

234

Sangue rubro, que a cora e aformoseia ... E a estátua não falou, porque era estátua.
Sangue rubro, que a cora e aformoseia ... E a estátua não falou, porque era estátua.
Sangue rubro, que a cora e aformoseia ...
E a estátua não falou, porque era estátua.
Bem haja o verso, em cuja enorme escala
Falam todas as vozes do universo,
E ao qual também arte nenhuma iguala:
Quer mesquinho e sem cor, quer amplo e terso,
Em vão não é que eu digo ao verso: “Fala!”
E ele fala-me sempre, porque é verso.
(Júlio César da Silva. Arte de amar. São Paulo:
Companhia Editora Nacional, 1961.)
a)
Busca da objetividade, preocupação acentuada com o
apuro formal, com a rima, o ritmo, a escolha dos
vocábulos, a composição e a técnica do poema.
b)
Tendência para a humanização do sobrenatural, com a
oposição entre o homem voltado para Deus e o homem
voltado para a terra.
c)

Poesia caracterizada pelo escapismo, ou seja, pela fuga do mundo real para um mundo ideal caracterizado pelo sonho, pela solidão, pelas emoções pessoais.

d)

e)

Predomínio dos sentimentos sobre a razão, gosto pelas ruínas e pela atmosfera de mistério.

Poesia impregnada de religiosidade e que faz uso recorrente de sinestesias.

02

- (UESPI/2010) O Parnasianismo foi um movimento literário

que envolveu apenas a poesia e teve como característica principal:

 

a)

anseio da liberdade criativa.

 

b)

subjetividade.

 

c)

determinismo biológico.

 

d)

culto da forma, arte pela arte.

e)

sentimentalismo exagerado.

TEXTO: 1 - Comum às questões: 3, 4

Vila Rica

 
 

O ouro fulvo* do ocaso as velhas casas cobre; Sangram, em laivos* de ouro, as minas, que ambição Na torturada entranha abriu da terra nobre:

E cada cicatriz brilha como um brasão.

 

O ângelus plange ao longe em doloroso dobre, O último ouro de sol morre na cerração. E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre, O crepúsculo cai como uma extrema-unção.

Agora, para além do cerro, o céu parece Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu ... A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,

Como uma procissão espectral que se move ...

Dobra o sino

Soluça um verso de Dirceu

... Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.

...

Olavo Bilac

 

*Glossário:

“fulvo”: de cor alaranjada. “laivos”: marcas; manchas; desenhos estreitos e coloridos nas pedras; restos ou vestígios.

03

- (FGV /2010) Das características abaixo, todas presentes no

texto, a que ocorre mais raramente na poesia parnasiana é

 

a)

o rigor formal na estruturação dos versos.

b)

o emprego de forma fixa, por exemplo, o soneto.

c)

a sujeição às normas da língua culta.

d)

o gosto pela rima rica (rima entre palavras de classes gramaticais diferentes).

e)

a visão subjetiva da realidade, embora desprovida de

 

sentimentalismo.

 

04

- (FGV /2010) Tendo em vista as imagens usadas pelo poeta na

descrição de Vila Rica, pode-se afirmar corretamente que, nela, é

dominante a ideia de

 
 
a) decadência.
a)
decadência.

b)

opulência.

c)

indiferença.

d)

aversão.

e)

euforia.

TEXTO: 2 - Comum à questão: 5

Considere o poema do parnasiano brasileiro Júlio César da Silva

(1872-1936):

Arte suprema

Tal como Pigmalião, a minha ideia Visto na pedra: talho-a, domo-a, bato-a; E ante os meus olhos e a vaidade fátua Surge, formosa e nua, Galateia.

Mais um retoque, uns golpes

... Digo-lhe: “Fala!”, ao ver em cada veia

e remato-a;

05 - (UNESP SP/2010) O soneto Arte suprema apresenta as características comuns da poesia parnasiana. Assinale a alternativa em que as características descritas se referem ao parnasianismo.

TEXTO: 3 - Comum à questão: 6

Torce, aprimora, alteia 1 , lima A frase: e, enfim No verso de ouro engasta a rima, Como um rubim 2 .

Quero que a estrofe cristalina, Dobrada ao jeito Do ourives 3 , saia da oficina Sem um defeito

Vocabulário:

(Olavo Bilac)

1

alteia: torna mais alto, mais sublime

2

rubim: o mesmo que rubi, pedra preciosa de cor vermelha

3

ourives: que trabalha com ouro

06 - (ESPM RS/2012) No Parnasianismo, a atividade poética é comparada ao trabalho do ourives, porque, para o autor:

a)

b)

c)

a poesia é preciosa como um rubim.

na poesia não pode faltar a rima.

o poeta não se assemelha ao trabalhador artesanal.

d)

o poeta é como um lapidador.

e)

o poeta se identifica com a natureza.

REALISMO/NATURALISMO

01 - (FGV /2012) O próprio Machado de Assis reconhecia que sua obra literária possui duas fases distintas. Observando-se as características principais das obras que integram essas fases, verifica-se que, para a passagem de uma fase à outra, foi decisivo o fato de que o escritor tivesse

a)

b)

abandonado a leitura de obras estrangeiras, voltando- se para a realidade nacional.

rompido com a filiação católica de sua juventude.

c)

perdido a

ilusão de

que fosse

possível reformar

a

 

mentalidade das elites brasileiras.

 

d)

e)

aceito a influência do Positivismo de Augusto Comte e Benjamin Constant.

aderido ao movimento abolicionista e ao Partido

234

Sangue rubro, que a cora e aformoseia ... E a estátua não falou, porque era estátua.
a) quebra a linearidade da narrativa, apresentando digressões e comentários. b) marca seu olhar onipresente com
a) quebra a linearidade da narrativa, apresentando digressões e comentários. b) marca seu olhar onipresente com
a)
quebra a linearidade da narrativa, apresentando digressões e
comentários.
b)
marca seu olhar onipresente com forte subjetividade, não
dando espaço para dúvidas ou vacilações.
c)
utiliza o recurso da metalinguagem ao explorar as possíveis
ambiguidades da expressão “jogar no bicho”.
d)
recorre à ironia característica em Machado, brincando com a
ideia do descanso eterno que viria com a morte.
e)
reforça a proximidade com o leitor com expressões
como “Ides ver” e “vamos ao nosso caso”, recurso
frequente na obra de Machado.
(
)
(
)
(
)
(
)
(
)

(

)

A publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, assinala esta escola literária. Visão determinista e mecanicista do homem. Cientificismo – o homem é considerado como um caso a ser analisado cientificamente. Personagens dominados pelos instintos naturais e sexuais. Linguagem simples, natural, correta e clara. Linguagem com termos mais específicos, vocabulário mais voltado à medicina, psicologia, biologia.

Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.

  • a) 1 – 2 – 2 – 2 – 1 – 2

  • b) 1 – 1 – 2 – 1 – 1 – 2

  • c) 2 – 2 – 1 – 1 – 2 – 1

  • d) 1 – 2 – 1 – 2 – 1 – 1

  • e) 2 – 1 – 2 – 1 – 1 – 2

Republicano recém-fundado.

02 - (PUC SP/2012) Os dois capítulos iniciais do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, merecem considerações especiais, porque

  • a) aparecem apenas para homenagear o poeta que se envolve em incidente, com o narrador, durante a viagem de trem.

  • b) prestam-se para justificar o estranhamento do título e a

 

finalidade de elaboração da obra.

 
  • c) são desnecessários, visto que a simples leitura do livro é auto-explicativa.

  • d) não cumprem nenhuma função, pois não há relação entre eles e o resto da obra.

  • e) servem para justificar o comportamento anti-social, agressivo e ciumento do narrador.

03 - (UFRN/2012) A passagem transcrita abaixo faz parte do capítulo IX (“Transição”), de Memórias Póstumas de Brás Cubas:

E vejam agora com que destreza, com que arte faço eu a maior transição deste livro. Vejam: o meu delírio começou em presença de Virgília; Virgília foi meu grão pecado da juventude; não há juventude sem meninice; meninice supõe nascimento; e eis aqui como chegamos nós, sem esforço, ao dia 20 de outubro de 1805, em que nasci. Viram? Nenhuma juntura aparente, nada que divirta a atenção pausada do leitor: nada. (ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ática, 2000.)

Este fragmento ilustra bem o estilo narrativo da obra, que é marcada pela

  • a) liberdade técnica com que se encadeiam os eventos da

 

história.

 
  • b) rigidez da técnica narrativa, indispensável à Escola Realista.

  • c) à

fidelidade

ordem

cronológica

linear dos

 

acontecimentos.

 
  • d) negação da cientificidade narrativa típica da Escola Romântica.

04 - (PUC RS/2012) “Apesar desta explicação, houve uma semana em que a alegria de Camilo foi extraordinária. Ides ver. Que a posteridade me ouça. Camilo, pela primeira vez, jogou no bicho. Jogar no bicho não é um eufemismo como matar o bicho. O jogador escolhe um número, que convencionalmente representa um bicho, e se tal número acerta de ser o final da sorte grande, todos os que arriscaram nele os seus vinténs ganham, e todos os que fiaram dos outros perdem. Começou a vinténs e dizem que está em contos de réis; mas, vamos ao nosso caso. Pela primeira vez Camilo jogou no bicho, escolheu o macaco, e, entrando com cinco tostões, ganhou não sei quantas vezes mais. Achou nisto tal despropósito que não quis crer, mas afinal foi obrigado a crer, ver e receber o dinheiro. Naturalmente tornou ao macaco, duas, três, quatro vezes, mas o animal, meio-homem, falhou às esperanças do primeiro dia. Camilo recorreu a outros bichos, sem melhor fortuna, e o lucro inteiro tornou à gaveta do bicheiro. Entendeu que era melhor descansar algum tempo; mas não há descanso eterno, nem ainda o das sepulturas. Um dia lá vem a mão do arqueólogo a pesquisar os ossos e as idades. Camilo tinha fé. A fé abala as montanhas.”

Jogo do bicho, conto de Machado de Assis (fragmento).

Um dos grandes mestres do Realismo, Gustave Flaubert, afirmou que o escritor, em sua obra, deve ser como um Deus no universo: onipresente e invisível. Portanto, em tese, os narradores realistas deveriam apresentar suas histórias de forma neutra, sem interferências.

Sobre o narrador de Jogo do bicho, NÃO é correto afirmar que ele

05 - (UDESC SC/2012) Naturalismo está interligado ao Realismo. Ambos têm como objetivo a observação da realidade exterior, além de marcarem na literatura, praticamente, o mesmo período,

embora apresentem características peculiares. Analise as proposições e coloque (1) para os referenciais do Realismo e (2) para os do Naturalismo.

TEXTO: 1 - Comum à questão: 6

Hamlet observa a Horácio que há mais cousas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa

sexta-feira de Novembro de 1869, quando este ria dela, por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras. — Ria, ria. Os homens são assim; não acreditam em nada. Pois saiba que fui, e que ela adivinhou o motivo da consulta, antes mesmo que eu lhe dissesse o que era. Apenas começou a botar as cartas, disse-me: "A senhora gosta de "

uma pessoa

Confessei que sim, e então ela continuou a

... botar as cartas, combinou-as, e no fim declarou-me que eu tinha medo de que você me esquecesse, mas que não era

verdade ... A Cartomante (Machado de Assis)

06 - (UNIFOR CE/2012) Ainda sobre o conto Machadiano é correto afirmar que:

  • a) O fragmento de “Hamlet”, de Shakespeare, é uma paráfrase de “A cartomante”, de Machado de Assis.

  • b) A fala de Rita traz uma paródia da obra de William de Shakespeare.

  • c) A fala de Rita apresenta simultaneamente uma paráfrase e uma paródia da obra Shakespereana.

d)

A fala

de

Rita

é

uma

paráfrase do pensamento de

 

Shakespeare no fragmento de Hamlet.

 
  • e) O fragmento de “Hamlet”, de Shakespeare, é uma paródia de “A cartomante”, de Machado de Assis.

TEXTO: 2 - Comum à questão: 7

Ah, se já perdemos a noção da hora Se juntos já jogamos tudo fora Me conta agora como hei de partir

234

a) quebra a linearidade da narrativa, apresentando digressões e comentários. b) marca seu olhar onipresente com
Ah, se ao te conhecer Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios Rompi com o mundo, queimei
Ah, se ao te conhecer Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios Rompi com o mundo, queimei

Ah, se ao te conhecer

Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios

Rompi com o mundo, queimei meus navios

Me diz pra onde é que ainda posso ir

Se nós nas travessuras das noites eternas

Já confundimos tanto as nossas pernas

Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão

Se na bagunça do teu coração

Meu sangue errou de veia e se perdeu [

...

]

BUARQUE, Chico; JOBIM, Tom. Eu te amo. In: Vida. São Paulo:

Universal Music, 1980, 1DISCO.

07 - (UNIFOR CE/2012) Observamos em Machado de Assis a

crítica à hipocrisia da moral burguesa,

daí

a

análise

das

motivações que impulsionam os personagens, o olhar detido sobre

as classes médias urbanas e a observação dos mecanismos de

ascensão social. Desta forma, NÃO faz parte do estilo

machadiano:

  • a) A Conversa com o leitor

  • b) O ceticismo e o niilismo

  • c) A amargura e a ironia na observação do ser humano

  • d) O sentimentalismo romântico

Essas e outras profecias iam ocorrendo aos parentes e

amigos da casa.

Lá vão

...

Aqui pega a alma escura de Martinha. Lá vão

quarenta e três anos — ou quarenta e cinco, segundo a tia;

Martinha, porém, afirma que são quarenta e três. Adotemos

este número. Para ti, moça de vinte anos, a diferença é

nada; mas deixa-te ir aos quarenta, nas mesmas

circunstâncias que ela, e verás se não te cerceias uns dois

anos. E depois nada obsta que marches um pouco para trás.

Quarenta e três, quarenta e dois, fazem tão pouca

diferença ...

Naturalmente a leitora espera que o marido de Martinha

apareça, depois de ter lido os jornais ou enxugado do

banho. Mas é que não há marido, nem nada. Martinha é

solteira, e daí vem a alma escura desta bela manhã clara e

fresca, posterior à noite de bodas.

Só, tão só, provavelmente só até a morte; e Martinha

morrerá tarde, porque é robusta como um trabalhador e sã

como um pero. Não teve mais que a tia velha. Pai e mãe

morreram, e cedo.

A culpa dessa solidão a quem pertence? Ao destino ou a

ela? Martinha crê, às vezes, que ao destino; às vezes,

acusa-se a si própria. Nós podemos descobrir a verdade,

indo com ela abrir a gaveta, a caixa, e na caixa a bolsa de

veludo verde e velha, em que estão guardadas todas as suas

  • e) A digressão na narrativa

TEXTO: 3 - Comum à questão: 8

Considere o texto apresentado abaixo.

(

...

)

não havia família de dinheiro, enriquecida pela

setentrional borracha ou pela charqueada do sul, que não

reputasse um compromisso de honra com a posteridade

doméstica mandar dentre seus jovens um, dois, três

representantes abeberar-se à fonte espiritual do Ateneu.

lembranças amorosas. Agora que assistira ao casamento da

outra, teve ideia de inventariar o passado. Contudo

hesitou:

– Não, para que ver isto? É pior: deixemos recordações

aborrecidas. (www.dominiopublico.gov.br. Adaptado.)

  • 09 - (UNIFESP SP/2012) Na construção da narrativa, o narrador

apresenta uma realidade não idealizada, o que é comum à estética

literária realista. Isso se configura no texto com

(Raul Pompéia. O Ateneu. Apud DACANAL, José Hildebrando. a) a expectativa de Martinha que, ainda velha,
(Raul Pompéia. O Ateneu. Apud DACANAL, José Hildebrando.
a)
a expectativa de Martinha que, ainda velha, nutria
Romances brasileiros I. Alegre: Novo Século, 2000. p.
esperanças de poder casar-se e ser feliz com seu
158)
marido.
b)
a busca que Martinha faz de suas lembranças
08 - (PUCCamp SP/2012)
amorosas, guardadas na gaveta, na caixa, na bolsa
Sugere-se, nesse trecho, que o colégio Ateneu
verde e velha.
a)
servia diligentemente à comunidade local e cultivava
c)
a quebra da expectativa da leitora, que esperaria na
nos alunos valores de alta espiritualidade.
sequência do conto um companheiro para Martinha.
b)
era bastante prestigiado e correspondia aos planos que
d)
a investigação de tempos passados, que Martinha
uma elite econômica traçava para seus filhos.
pensa fazer para abandonar a tristeza em que vive.
c)
tinha fama de disciplinador, e a ele recorriam as
e)
as profecias dos parentes e amigos da família que
famílias abastadas para que se punisse a rebeldia dos
traçaram um mundo de encantos para Martinha.
jovens.
d)
primava pela firme orientação religiosa, razão pela
ROMANTISMO
qual pais modestos se sacrificavam para a ele enviar os
filhos.
01 - (IBMEC/2012)
e)
adotava uma revolucionária pedagogia moderna,
Vagabundo
afastando- se dos princípios de uma educação mais
tradicional.
Eu durmo e vivo ao sol como um cigano,
Fumando meu cigarro vaporoso;
TEXTO: 4 - Comum à questão: 9
Nas noites de verão namoro estrelas;
Sou pobre, sou mendigo e sou ditoso!
Flor Anônima
Ando roto, sem bolsos nem dinheiro;
Manhã clara. A alma de Martinha é que acordou escura.
Mas tenho na viola uma riqueza:
Tinha ido na véspera a um casamento; e, ao tornar para
Canto à lua de noite serenatas,
casa, com a tia que mora com ela, não podia encobrir a
E quem vive de amor não tem pobrezas.
tristeza que lhe dera a alegria dos outros e particularmente
dos noivos.
(
)
(Álvares de Azevedo)
Martinha ia nos seus
...
Nascera há muitos anos. Toda a
gente que estava em casa, quando ela nasceu, anunciou que
A visão de mundo expressa pelo eu lírico nos versos de
seria a felicidade da família. O pai não cabia em si de
Álvares de Azevedo revela o(a)
contente.
– Há de ser linda!
a)
desequilíbrio do poeta adolescente e indeciso, que não
– Há de ser boa!
é capaz de amar uma mulher nem a si próprio.
– Há de ser condessa!
b)
valorização da vida boêmia que proporciona um outro
– Há de ser rainha!
tipo felicidade, desvinculada de valores materiais.
234
00. No Brasil, o Romantismo desenvolveu-se após a Independência. Na Europa, com o ressuscitar do passado,
00. No Brasil, o Romantismo desenvolveu-se após a Independência. Na Europa, com o ressuscitar do passado,
00.
No Brasil, o Romantismo desenvolveu-se após a
Independência. Na Europa, com o ressuscitar do
passado, o nativismo explorou figuras e cenas
medievais; em nosso país, com o indianismo
romanceando as origens nacionais, o mundo indígena
foi enfocado com heróis baseados em personagens e
ações reais.
01.
José de Alencar, na prosa, criou uma galeria de heróis
indígenas que se submetiam voluntariamente ao
colonizador. Por exemplo, em O Guarani, Peri é
escravo de Ceci e converte-se ao cristianismo, sendo
batizado. Em Iracema, a personagem título se submete
ao branco Martim, entrega que implica sacrifício e
abandono de sua tribo de origem.
02.
Em Ubirajara, narrativa que enfoca uma fase anterior
à colonização, Alencar despertou para a falsidade da
idílica submissão dos colonizados aos colonizadores,
escrevendo: “Foi depois da colonização que os
portugueses, assaltando os índios como a feras e
caçandoos a dente de cão, ensinaram-lhe a traição que
eles não conheciam”.
03.
Gonçalves Dias, que representa o Indianismo na
poesia, já nos Primeiros Cantos, tem a consciência do
destino atroz que aguardava os tupis com a conquista
portuguesa. Na fala do xamã, as predições são
assustadoras: “Manitós já fugiram da Taba/ ó
desgraça! ó ruína! ó Tupã!”
04.
Gonçalves Dias lamentou a sorte do Novo Mundo,
com sua gente vencida e suas terras profanadas. Além
do mais, o escritor maranhense, diferentemente de
Alencar, dá voz ao nativo: “Chame-lhe progresso,
quem do extermínio secular se ufana/ Eu, modesto
cantor do povo extinto, /Chorarei os vastíssimos
sepulcros”.
  • c) postura acrítica que o poeta tem diante da realidade, seja em relação ao amor, seja em relação à vida social.

  • d) lamento do poeta que leva a vida peregrina e pobre, sem bens materiais e nenhuma forma de felicidade.

  • e) constatação de que a música é o único expediente capaz de levá-lo à obtenção de recursos materiais.

02 - (UFG GO/2012) Manuel Antônio de Almeida situa os

acontecimentos narrados em Memórias de um sargento de milícias

nas primeiras décadas do século XIX, período em que a sede da

monarquia portuguesa se fixou no Brasil. Escrito à moda de uma

crônica de costumes, esse romance

  • a) reproduz, em quadros descritivos da sociedade carioca, o contexto histórico de seu tempo narrativo, comparando os aspectos negativos do reinado de D. João VI aos do Brasil de D. Pedro II.

  • b) recria, por meio da crítica às instituições jurídicas e

 

religiosas e da caricatura de seus tipos sociais mais

expressivos, o contexto sócio-histórico vigente no Rio

de Janeiro do início do século XIX.

 
  • c) representa, na crítica à situação das personagens negras, o problema da escravidão no Brasil de D. João VI, defendida por setores dominantes da economia colonial e combatida pelos aliados ingleses.

  • d) explicita, no modo como se refere à cultura do povo cigano, o problema da miscigenação resultante do processo de imigração iniciado no século XIX, com a transferência da corte portuguesa para o Brasil.

  • e) retrata, em imagens da corte joanina, aspectos culturais do Brasil colonial, opondo suas descrições literárias à história visual da vida privada no Brasil apresentada nas gravuras de Debret.

03 - (UFG GO/2012) Leia o trecho apresentado a seguir.

Com os emigrados de Portugal veio também para o Brasil a

praga dos ciganos. Gente ociosa e de poucos escrúpulos,

ganharam eles aqui reputação bem merecida dos mais

refinados velhacos: ninguém que tivesse juízo se metia com

eles em negócios, porque tinha certeza de levar carolo*. A

poesia de seus costumes e de suas crenças, de que muito se

fala, deixaram-na da outra banda do oceano; para cá só

trouxeram maus hábitos, esperteza e velhacaria, e se não, o

nosso Leonardo pode dizer alguma coisa a respeito. Viviam

em quase completa ociosidade; não tinham noite sem festa.

produção literária brasileira que prosperou na primeira metade do

século XIX.

TEXTO: 1 - Comum à questão: 5

Meu desejo

Meu desejo? era ser a luva branca

Que essa tua gentil mãozinha aperta:

A camélia que murcha no teu seio,

O anjo que por te ver do céu deserta ....

*Levar carolo: ser enganado; ser passado para trás.

ALMEIDA, Manuel Antônio de. Memórias de um

sargento de milícias. São Paulo: Martin Claret, 1999. p. 35.

Quanto ao posicionamento do narrador, esse trecho constitui

uma exceção no contexto do romance. O que lhe confere

esse caráter de exceção é o fato de o narrador

  • a) declarar-se contrariamente à vinda dos ciganos para o Brasil, pois, no geral, ele se mostra favorável à aculturação promovida pelos “emigrados de Portugal”.

  • b) ressentir-se da falta de poesia dos costumes e das crenças ciganas, pois essa poesia já inspirara anteriormente a obra de escritores do Romantismo.

  • c) queixar-se dos “maus hábitos, esperteza e velhacaria” das gentes ciganas, aos quais atribui as más inclinações do protagonista Leonardo.

  • d) responsabilizar a falta de escrúpulos dos ciganos pela decadência moral da sociedade fluminense, na qual aponta a reprodução dessa conduta inescrupulosa.

  • e) emitir um juízo crítico severo e depreciativo sobre o

 

povo cigano, já que a imparcialidade constitui a regra

de seu ponto de vista.

 

04 - (UFPE/2012) Considere as afirmações abaixo a respeito da

Meu desejo? era ser o sapatinho

Que teu mimoso pé no baile encerra ....

A esperança que sonhas no futuro,

As saudades que tens aqui na terra ....

Meu desejo? era ser o cortinado

Que não conta os mistérios do teu leito;

Era de teu colar de negra seda

Ser a cruz com que dormes sobre o peito.

Meu desejo? era ser o teu espelho

Que mais bela te vê quando deslaças

Do baile as roupas de escomilha e flores

E mira-te amoroso as nuas graças!

Meu desejo? era ser desse teu leito

De cambraia o lençol, o travesseiro

Com que velas o seio, onde repousas,

Solto o cabelo, o rosto feiticeiro ....

Meu desejo? era ser a voz da terra

Que da estrela do céu ouvisse amor!

Ser o amante que sonhas, que desejas

Nas cismas encantadas de languor!

00. No Brasil, o Romantismo desenvolveu-se após a Independência. Na Europa, com o ressuscitar do passado,

234

Vocabulário: Langor – languidez, moleza, prostração. (BUENO, A. (Org.). Obra Completa de Álvares de Azevedo .
Vocabulário: Langor – languidez, moleza, prostração. (BUENO, A. (Org.). Obra Completa de Álvares de Azevedo .

Vocabulário: Langor – languidez, moleza, prostração. (BUENO, A. (Org.). Obra Completa de Álvares de Azevedo. Nova Aguilar, 2000.)

05 - (FEPECS DF/2012) A forte recorrência do uso da 1ª pessoa

do singular combinada ao aspecto fantasioso ao tratar do assunto

desejo nos leva a concluir que trata-se de um texto do:

 

a)

Romantismo da 1ª geração, cujo predomínio temático

 

é a questão do nacionalismo;

 

b)

Romantismo da 3ª geração, cujo predomínio temático

 

é a questão da abolição da escravatura;

 
 

c)

Parnasianismo, cujo predomínio temático é a questão

 

do belo na Arte;

 

d)

Romantismo da 2ª geração, cujo predomínio temático

 

é a questão do egocentrismo;

 
 

e)

Simbolismo, cujo predomínio temático é a questão do

 

niilismo.

TEXTO: 2 - Comum à questão: 6

 

Leia o seguinte texto sobre a ópera O Guarani, de Carlos Gomes:

 

Desde a chegada à Europa, Carlos Gomes idealizava o

 

projeto de uma obra de maior vulto 1 , que precisaria ser

enviada ao Brasil como contrapartida pela bolsa recebida do

governo. A essa altura, seus biógrafos relatam 2 que, com

saudades do Brasil, Gomes passeava sozinho pela Piazza del

Duomo, quando ouviu o anúncio de um vendedor

ambulante: “Il Guarany, Storia del Selvaggi del Brasile”.

Tomado de susto pela coincidência, conta-se que comprou

ali mesmo a tradução do livro de Alencar, certo de que

aquele era um sinal: sua nova obra deveria se voltar às

origens. A narrativa serve bem à construção dos mitos em

torno do compositor, mas o fato é que não há registro oficial

algum 3 do episódio, pelo contrário: cartas e documentos

mostram que, ao partir para a Itália, Carlos Gomes já

pensava em “O Guarani” como tema para uma nova obra. Se

ele comprou uma versão italiana do romance foi apenas para

facilitar o trabalho do libretista Antonio Scalvini.

 
 

O romance de José de Alencar tinha todos os ingredientes

 

de um bom libreto: o triângulo amoroso, a luta entre o bem e

o mal e cenas dramáticas e visualmente fortes.

 
 

No dia 2 de dezembro de 1870, o escritor José de Alencar

 

caminhou pelas ruas do Rio de Janeiro até o Teatro Lírico a

fim de acompanhar a estreia brasileira da ópera baseada em

seu romance mais famoso, publicado em 1857. Ao fim do

espetáculo, a intensa ovação não foi suficiente para fazer o

escritor esquecer algumas restrições com relação à

adaptação. Anos depois, em suas memórias, ele se

resignaria: “Desculpo-lhe, porém, por tudo, porque daqui a

tempos 4 , talvez por causa das suas espontâneas e inspiradas

melodias, não poucos hão de ler esse livro 5 , senão relê-lo – e

maior favor não pode merecer um autor”. Alencar não estava

errado. A ópera não apenas ajudou a manter viva a fama do

romance como se tornou símbolo máximo da obra de seu

 

compositor.

Coleção Folha Grandes Óperas. São Paulo: Moderna, 2011.

 

Adaptado.

 

06 - (FGV /2012) Um aspecto marcadamente ideológico do

Indianismo Romântico brasileiro consistiu em

 
 

a)

reforçar o estereótipo do índio como selvagem canibal.

b)

elidir a participação do negro na formação do Brasil.

 

c)

incentivar o antilusitanismo, tal como fez Alencar em

 

O Guarani.

 

d)

representar preferencialmente a colonização como um

 

processo cruento de genocídio.

 

e)

obliterar a contribuição europeia para a criação da

literatura brasileira.

TEXTO: 3 - Comum à questão: 7

Considere os trechos que ilustram as figuras abaixo.

Vocabulário: Langor – languidez, moleza, prostração. (BUENO, A. (Org.). Obra Completa de Álvares de Azevedo .

ROUSSEAU X

HOBBES

Vocabulário: Langor – languidez, moleza, prostração. (BUENO, A. (Org.). Obra Completa de Álvares de Azevedo .
Vocabulário: Langor – languidez, moleza, prostração. (BUENO, A. (Org.). Obra Completa de Álvares de Azevedo .

O homem nasce bom, e a sociedade o estraga? Ou a espécie

humana não tem jeito?

—Na floresta, o homem era bom e vivia da natureza, sem

guerras. Até que alguém criou a propriedade privada e a

sociedade. Daí para a frente ficamos competitivos e

egoístas. Pelo menos é o que dizia Jean-Jacques Rousseau.

—Thomas Hobbes acaba de vez com a luta: para ele, a

competição e a noção de que o mais forte vence são

inerentes à natureza humana. Desse modo, não poderíamos

ter criado um mundo sem brigas.

(Superinteresssante, julho de 2011. Adaptado)

07 - (FAMECA SP/2012) O pensamento de Rousseau exerceu

forte influência no ideário romântico, em especial,

  • a) na descrição das personagens em harmonia com o

 

espaço, como se observa em: “ Um dia, ao pino

do sol,

Iracema repousava em um claro da floresta. Banhava

lhe o corpo a sombra da oiticica, mais fresca do que o

orvalho da noite.”

 
  • b) na evasão na morte como solução radical, como em: “Eu deixo a vida como deixa o tédio/Do deserto, o poento caminheiro.”

  • c) na exaltação do nacionalismo, como exemplificam os versos: “ Em cismar, sozinho à noite,/ Mais prazer encontro eu lá;/ Minha terra tem palmeiras,/ Onde canta o sabiá.”

  • d) na supervalorização do amor, como a coisa mais importante da vida, como se percebe em: “ Amava Simão uma vizinha, menina de quinze anos, rica herdeira, regularmente bonita e bem-nascida. Da janela do seu quarto é que ele a vira a primeira vez para amá- la sempre.”

  • e) na religiosidade manifestada pelo poeta, tal como em: “Amo-te, oh cruz, no vértice firmada/ De esplêndidas igrejas;/ Amo-te quando à noite, sobre a campa,/ Junto de ciprestes alvejas;”

234

TEXTO: 4 - Comum à questão: 8

Vocabulário: Langor – languidez, moleza, prostração. (BUENO, A. (Org.). Obra Completa de Álvares de Azevedo .
(PMDB-MG) pode 14 provocar uma mudança nessa percepção. 15 O texto ainda precisa ser apreciado pela
(PMDB-MG) pode 14 provocar uma mudança nessa percepção. 15 O texto ainda precisa ser apreciado pela
(PMDB-MG) pode 14 provocar uma mudança nessa
percepção.
15
O texto ainda precisa ser apreciado pela presidente 16
Dilma Rousseff, que pode vetá-lo na íntegra 17 ou
parcialmente. Neste caso, a proposta volta para 18 o
Congresso, que pode fazer alterações ou derrubar 19 o veto.
20
Entre os pontos mais polêmicos do parecer de 21 Piau está
a questão da anistia
produtores 22 que desmataram
florestas nas proximidades de 23 rios. O texto afeta os
proprietários de terra que 24 desmataram os 30 metros das
Áreas de Preservação 25 Permanente (
).
Eles ficam
liberados da obrigação 26 de recuperar totalmente a área
degradada. 27 De acordo com o texto aprovado, (
),
os
proprietários 28 que infringiram tais regras terão de replantar
29
apenas 15 metros.
30
É um choque estarem alterando o Código Florestal 31 que
protege
_____
floresta amazônica. Com 32 a proximidade da
Rio+20, isso bota muita pressão 33 sobre a presidente Dilma
Rousseff. Será muito difícil 34 para ela se apresentar como
defensora do 35 ambiente, disse
BBC Brasil Sarah
Shoraka, 36 ativista especialista em florestas do Greenpeace.
37
Para a diretora de Florestas da WWF no Reino 38 Unido,
Sandra Charity, a comunidade internacional 39 está 'perplexa'
com a votação no Congresso 40 brasileiro.
41
O Brasil tem uma trajetória de país moderno, 42 que

sempre esteve na liderança dos compromissos 43 ambientais,

tendo em vista a sua posição na 44 Conferência de Mudanças

Climáticas de Copenhague 45 [2009]. O país sempre esteve

na frente e 46 puxando os outros países. A aprovação desse

texto 47 é um retrocesso, disse ela.

  • 48 A representante da WWF ressalvou que o texto

49

foi

aprovado no Congresso, e não pela Presidência, 50 mas que

mesmo assim a medida tende a respingar 51 na imagem do

governo e do país como um

52

todo.

Leia o trecho de Sonhos d’Ouro, escrito por José de Alencar em

1872.

A literatura nacional, que outra cousa é senão a alma da

pátria, que transmigrou para este solo virgem com uma raça

ilustre, aqui impregnou-se da seiva americana desta terra que

lhe serviu de regaço; e cada dia se enriquece ao contato de

outros povos e ao influxo da civilização.

O período orgânico desta literatura conta já três fases.

A primitiva, que se pode chamar aborígene, são as lendas e

mitos da terra selvagem e conquistada. O segundo período é

histórico: representa o consórcio do povo invasor com a

terra americana. A terceira fase, a infância de nossa

literatura, começada com a independência política, ainda não

acabou. (Adaptado)

  • 08 - (FMJ SP/2012) O trecho revela uma preocupação marcante

na obra de José de Alencar, vinculada ao Romantismo brasileiro,

que é

  • a) a supervalorização das formas literárias herdadas dos

 

europeus.

  • b) busca de

a

uma

identidade brasileira por meio da

 

literatura.

 
  • c) a defesa de um idioma nacional, composto unicamente

 

de traços indígenas.

 
  • d) a rejeição da influência portuguesa nas produções

 

literárias brasileiras.

 
  • e) o resgate da cultura greco-latina, modelo para se construir uma civilização avançada.

TEXTO: 5 - Comum à questão: 9

Muitos guerreiros de sua raça acompanharam o chefe

branco, para fundar com ele a mairi dos cristãos. Veio

também um sacerdote de sua religião, de negras vestes,

para plantar a cruz na terra selvagem.

Poti foi o primeiro que ajoelhou aos pés do sagrado

(http://verde.br.msn.com, Por BBC, BBC Brasil,

Atualizado: 26/4/2012)

10 - (UNIFRA RS/2012) Assinale a alternativa incorreta, em

relação ao Romantismo brasileiro.

lenho; não sofria ele que nada mais o separasse de seu

irmão branco. Deviam ter ambos um só deus, como tinham

a)

Gonçalves Dias é o autor de Primeiros Cantos, cujo

um só coração.

poema de abertura é Canção do Exílio.

 

Ele recebeu com o batismo o nome do santo, cujo era o

b)

Álvares de Azevedo, o mais representativo dos poetas

dia; e o do rei, a quem ia servir, e sobre os dois o seu, na

ultra-românticos brasileiros, é o autor de Lira dos

língua dos novos irmãos.

vinte anos.

 

(José de Alencar. Iracema. São Paulo: Moderna, 1993. p. 83)

c)

Casimiro de Abreu tem sua obra poética reunida num

 

único volume, intitulado As Primaveras.

 
  • 09 - (PUCCamp SP/2012) No último parágrafo do texto, Alencar

d)

Castro Alves pode ser chamado de “o poeta dos

dá como possível uma harmonização entre

escravos”. Seu poema mais conhecido é O Navio

Negreiro.

 
  • a) a violência da colonização, a bravura dos indígenas e a

e)

Olavo

Bilac,

o Príncipe dos Poetas,

é

o

autor de

disputa política.

Canção do Exílio

.

  • b) o amor natural, a fé católica e os rituais indígenas.

  • c) a sujeição do “bom selvagem”, a compaixão dos

SIMBOLISMO

 

missionários e a crueldade do colonizador.

  • d) o poder

o poder religioso,

político

e

a

sujeição do

01 - (IFGO/2012) Leia o seguinte poema de Cruz e Sousa.

 

“bom selvagem”.

 
  • e) a altivez dos indígenas, a sabedoria política e a

Vida obscura

 

interferência da igreja.

 

TEXTO: 6 - Comum à questão: 10

01 Organizações ambientalistas internacionais afirmam 02 que o

Ninguém sentiu o teu espasmo obscuro,

Ó ser humilde entre os humildes seres.

Embriagado, tonto dos prazeres,

O mundo para ti foi negro e duro.

Brasil pode estar perdendo a liderança 03 no movimento ecológico

global, depois que 04 a Câmara dos Deputados aprovou, na quarta

feira, 05 um novo texto que altera o Código Florestal Brasileiro.

07 Em entrevista

_____

BBC Brasil, representantes 08 da

WWF e do Greenpeace em Londres disseram 09 que o Brasil

sempre foi visto como um dos países 10 mais ativos na

promoção de ideias ambientais 11 em fóruns internacionais,

como as reuniões sobre 12 mudanças climáticas da ONU.

Mas, a aprovação 13 do texto do deputado Paulo Piau

Atravessaste num silêncio escuro

A vida presa a trágicos deveres

E chegaste ao saber de altos saberes

Tornando-te mais simples e mais puro.

Ninguém Te viu o sentimento inquieto,

Magoado, oculto e aterrador, secreto,

Que o coração te apunhalou no mundo.

(PMDB-MG) pode 14 provocar uma mudança nessa percepção. 15 O texto ainda precisa ser apreciado pela

234

Mas eu que sempre te segui os passos Assinale a alternativa CORRETA: Sei que cruz infernal
Mas eu que sempre te segui os passos
Assinale a alternativa CORRETA:
Sei que cruz infernal prendeu-te os braços
E o teu suspiro como foi profundo!
a)
apenas I está correta.
SOUSA, João da Cruz e. Vida obscura. In: MOISÉS, Massaud.
b)
apenas II está correta.
A literatura brasileira através dos textos. 21 ed. São
c)
apenas I e II estão corretas.
Paulo: Cultrix, 2000. p. 314.
d)
apenas I e III estão corretas.
No final do século XIX, a arte simbolista surgiu, como uma
04 - (UNIRG TO/2012) Leia o poema “Triste regresso” de
proposta voltada para a hegemonia do sujeito e contrária à
Augusto dos Anjos.
supremacia do materialismo. Sabendo disso, assinale a
alternativa que apresenta elementos simbolistas presentes no
Triste regresso
texto.
a)
Linguagem precisa / descrição objetiva / utilização de
assonâncias e aliterações.
Uma vez um poeta, um tresloucado,
Apaixonou-se d’uma virgem bela;
Vivia alegre o vate apaixonado,
Louco vivia, enamorado dela.
b)
Cruzamento de sensações (sinestesia) / conflito entre
matéria e espírito / racionalismo.
Mas a Pátria chamou-o. Era soldado,
c)
Subjetivismo / emprego de iniciais maiúsculas para
atribuir um valor absoluto a determinados termos /
E tinha que deixar pra sempre aquela
Meiga visão, olímpica e singela?!
materialismo.
E partiu, coração amargurado.
d)
Angústia / linguagem figurada (“silêncio escuro”;
“cruz”) / integração cósmica: tema da redenção pelo
Dos canhões ao ribombo, e das metralhas,
Altivo lutador, venceu batalhas,
sofrimento.
Juncou-lhe a fronte aurifulgente estrela.
e)
Transcendência espiritual / Linguagem vaga, que

busca sugerir em vez de nomear / impessoalidade.

  • 02 - (UDESC SC/2012) No Brasil, a segunda metade do século

XIX foi assinalada por uma confluência de vários estilos de época,

em alguns momentos até conflitantes entre si. Assim têm-se, por

exemplo, manifestações do:

  • a) Romantismo e Arcadismo.

  • b) Parnasianismo e Barroco.

  • c) Naturalismo e Modernismo.

  • d) Romantismo e Barroco.

  • e) Realismo e Simbolismo.

  • 03 - (UNIRG TO/2012) Leia o soneto “O lázaro da pátria” de

Augusto dos Anjos.

O lázaro da pátria

E voltou, mas a fronte aureolada, Ao chegar, pendeu triste e desmaiada,

No sepulcro da loura virgem bela.

Anjos, Augusto dos. Eu e outras poesias.

Considerando a leitura do soneto é CORRETO afirmar que:

  • a) o eu - lírico expressa sentimentos de dor e de angústia

 

causados pela separação física e pela morte.

 
  • b) aborda um tema nacionalista em que eu - lírico luta pela pátria e por seus ideais, típico do período romântico.

  • c) expressa um tom de saudade, em que o eu - lírico descreve com ironia e humor os valores cívicos.

  • d) apresenta grandes inovações formais e preocupação com o social, descrevendo de forma realista o poeta soldado.

Filho podre de antigos Goitacases, Em qualquer parte onde a cabeça ponha, Deixa circunferências de peçonha,

Marcas oriundas de úlceras e antrazes.

Todos os cinocéfalos vorazes Cheiram seu corpo. Á noite, quando sonha, Sente no tórax a pressão medonha

Do bruto embate férreo das tenazes.

05 - (UEM PR/2012) Leia o poema “Supremo Desejo”, de Cruz e

Sousa, e assinale o que for correto.

Eternas, imortais origens vivas

Da Luz, do Aroma, segredantes vozes

Do mar e luares de contemplativas,

Vagas visões volúpicas, velozes ...

Mostra aos montes e aos rígidos rochedos A hedionda elefantíase dos dedos ...

Há um cansaço no Cosmos

....

Anoitece.

Aladas alegrias sugestivas

De asa radiante e branca de albornozes,

Tribos gloriosas, fúlgidas, altivas,

De condores e de águias e albatrozes ...

Riem as meretrizes no Casino, E o Lázaro caminha em seu destino

Para um fim que ele mesmo desconhece!

Anjos, Augusto dos. Eu e outras poesias.

Leia as assertivas abaixo e responda.

Espiritualizai nos Astros louros,

Do sol entre os clarões imorredouros

Toda esta dor que na minh’alma clama ...

Quero vê-la subir, ficar cantando

Na chama das Estrelas, dardejando

Nas luminosas sensações da chama.

  • I. o soneto infere pessimismo diante da vida, uma das características da poética de Augusto dos Anjos.

II. os termos e as expressões empregadas no soneto

justificam a alcunha de Augusto dos Anjos de poeta da

(CRUZ e SOUSA, J. Poesias completas. Rio de Janeiro:

Ediouro; São Paulo: Publifolha, 1997, p. 59)

Glossário: Albornoz: manto ou casaco com capuz

matéria.

III. o vocabulário do soneto contém palavras estranhas ao

período realista, incorporando termos científicos e

métrica parnasiana.

01.

O apreço pelo vago e pelo impreciso, exemplificado

 

no verso “Aladas alegrias sugestivas”, comprova a

busca, por parte dos poetas simbolistas, de uma arte

que não expusesse diretamente a ideia, mas que a

234

Mas eu que sempre te segui os passos Assinale a alternativa CORRETA: Sei que cruz infernal
Mas eu que sempre te segui os passos Assinale a alternativa CORRETA: Sei que cruz infernal
sugerisse. 02. A busca de uma representação fluida, capaz de ilustrar o abstrato, é traduzida no
sugerisse.
sugerisse.
  • 02. A busca de uma representação fluida, capaz de ilustrar o abstrato, é traduzida no poema pela flexibilidade formal no tocante à métrica utilizada, que oscila de nove a doze sílabas poéticas nos catorze versos do soneto.

  • 04. O primeiro terceto do poema ilustra uma das

características marcantes do simbolismo, a saber: a

concepção mística do mundo, com tendências

esotéricas, em contraposição à base cientificista de

escolas literárias como o Naturalismo.

 
  • 08. O uso acentuado de aliterações no verso “Vagas visões volúpicas, velozes

...

é

uma

exceção na produção

poética de Cruz e Sousa, uma vez que torna artificial o

caráter melódico da linguagem, afastando se das

propostas do Simbolismo.

  • 16. A utilização de sinestesias, conduta recorrente na escola simbolista, é ilustrada no poema “Supremo Desejo” por meio de expressões como “Astros louros” e “clarões imorredouros”, em consonância com o significado de “sinestesia”: representações sugestivas do espectro luminoso.

  • 06 - (UFPR/2012) A duzentos anos de distância, embora ainda

velados muitos pormenores desse fantástico enredo, sente-se a

imprescindibilidade daqueles encontros, de raças e homens; do

nascimento do ouro; da grandeza e decadência das Minas; desses

gráficos tão bem traçados de ambição que cresce e da humanidade

que declina; a imprescindibilidade das lágrimas e exílios, da

humilhação do abandono amargo, da morte afrontosa – a

imprescindibilidade das vítimas, para a definitiva execração dos

tiranos.” (Cecília Meireles, Romanceiro da Inconfidência)

O fragmento transcrito faz parte da conferência “Como escrevi o

Romanceiro da Inconfidência”, proferida por Cecília Meireles em

1955. Com base na leitura do Romanceiro e nos conhecimentos

sobre a literatura do período, assinale a alternativa correta.

  • a) O Romanceiro da Inconfidência exemplifica a principal tendência da literatura produzida em meados do século XX no Brasil: longos poemas épicos inspirados na História do país.

  • b) Para apresentar a variedade humana envolvida nos

 

episódios, o poema aproveita elementos do gênero

dramático, de que são exemplo as falas de personagens

espalhadas ao longo do texto.

 
  • c) O engajamento político explicitado no texto da conferência é constante na obra de Cecília Meireles, pois para ela a poesia lírica deveria ser instrumento para mudanças sociais.

  • d) Não se pode considerar o Romanceiro um poema narrativo, pois, ao contrário do que acontece no trecho da conferência, o poema embaralha a ordem de apresentação dos acontecimentos históricos.

  • e) Enquanto a conferência propõe que os tiranos sejam execrados, o Romanceiro da Inconfidência, por ser um texto lírico, revela sentimentos sem julgar ou estabelecer responsabilidades.

  • 07 - (EsPCEX/2011)

Literatura Brasileira.

Assinale a alternativa correta, quanto à

  • a) No final do séc. XIX e início do séc. XX, três tendências literárias caminhavam paralelas: o Romantismo, o Simbolismo e o Pré-Modernismo.

  • b) Em Os Lusíadas, o herói Bartolomeu Dias canta as glórias daqueles que conquistaram as Índias e edificaram o Império Português no Oriente.

  • c) No romance naturalista, o narrador não interfere na ação nem faz um julgamento das personagens: ele se limita a uma descrição objetiva da realidade.

  • d) O Simbolismo, por ser um movimento antilógico e

 

antirracional, valoriza os aspectos interiores e pouco

sugerisse. 02. A busca de uma representação fluida, capaz de ilustrar o abstrato, é traduzida no

conhecidos da alma e da mente humana

.

Os escritores brasileiros do Arcadismo se rebelaram

contra as rígidas normas da tradição clássica e

apresentaram em suas obras aspectos totalmente

diferentes daqueles preconizados pelas academias

e)

 

literárias.

( ) ...

p.89)

(

)

(

)

(

)

a)

F, V, V, F.

b) V, F, V, F.
b)
V, F, V, F.

c)

F, F, F, V.

d)

V, F, F, V.

e)

V, V, V, F.

Simbolismo.

TEXTO: 1 - Comum à questão: 8

Leia o poema a seguir.

LITANIA DOS POBRES

Os miseráveis, os rotos

são as flores dos esgotos.

São espectros implacáveis

os rotos, os miseráveis.

São prantos negros de furnas

caladas, mudas, soturnas.

São os grandes visionários

dos abismos tumultuários.

As sombras das sombras mortas,

cegos, a tatear nas portas.

Procurando o céu, aflitos

e varando o céu de gritos.

Faróis à noite apagados

por ventos desesperados.

Inúteis, cansados braços

pedindo amor aos Espaços.

Mãos inquietas, estendidas

ao vão deserto das vidas.

Figuras que o Santo Ofício

condena a feroz suplício.

Arcas soltas ao nevoento

dilúvio do Esquecimento.

Perdidas na correnteza

das culpas da Natureza.

(CRUZ E SOUSA, Os melhores poemas de Cruz e Sousa,

08 - (UFCG PB/2010) Analise as afirmações sobre o poema

“Litania dos pobres”, de Cruz e Sousa e, em seguida, assinale as

verdadeiras (V) e as falsas (F).

O poema é composto por dísticos rimados que lhe

conferem musicalidade – característica comum do

A temática central gira em torno da denúncia social,

muito comum entre os simbolistas que se preocupavam

demasiadamente com as questões sociais.

Ele possui alto poder sugestivo, trazendo, através de

adjetivos, qualificadores para definir os miseráveis.

( ) Apresenta várias características típicas do Simbolismo

como a subjetividade, o universalismo e a racionalidade.

A sequência correta é:

sugerisse. 02. A busca de uma representação fluida, capaz de ilustrar o abstrato, é traduzida no

234

TEXTO: 2 - Comum à questão: 9 Considere o soneto Acrobata da dor , do poeta

TEXTO: 2 - Comum à questão: 9

Considere o soneto Acrobata da dor, do poeta simbolista

brasileiro Cruz e Sousa (1861-1898):

Acrobata da Dor

Gargalha, ri, num riso de tormenta,

como um palhaço, que desengonçado,

nervoso, ri, num riso absurdo, inflado

de uma ironia e de uma dor violenta.

Da gargalhada atroz, sanguinolenta,

agita os guizos, e convulsionado

Salta, gavroche, salta clown, varado

pelo estertor dessa agonia lenta ...

Pedem-te bis e um bis não se despreza!

Vamos! retesa os músculos, retesa,

nessas macabras piruetas d’aço ...

E embora caias sobre o chão, fremente,

afogado em teu sangue estuoso e quente,

ri! Coração, tristíssimo palhaço.

(João da Cruz e Sousa. Obra completa. Rio de Janeiro:

Editora Aguilar, 1961.)

TEXTO: 2 - Comum à questão: 9 Considere o soneto Acrobata da dor , do poeta

09 - (UNESP SP/2010) O Simbolismo se caracterizou, entre

outros aspectos, pela exploração dos sons da língua para

estabelecer nos poemas uma musicalidade característica, por meio

de diferentes processos de repetição de sons ao longo dos versos e

em estrofes inteiras. Na primeira estrofe do soneto de Cruz e

Sousa nota-se esse procedimento de repetição, especialmente no

I.

primeiro verso.

II.

segundo verso.

III.

terceiro verso.

IV.

quarto verso.

  • a) I e II.

b) I e III.
b)
I e III.
  • c) I e IV.

  • d) I, II e IV.

  • e) II, III e IV.

TEXTO: 3 - Comum à questão: 10

Leia o poema de Augusto dos Anjos.

Psicologia de um Vencido

Eu, filho do carbono e do amoníaco,

Monstro de escuridão e rutilância,

Sofro, desde a epigênesis da infância,

A influência má dos signos do zodíaco.

Profundissimamente hipocondríaco,

Este ambiente me causa repugnância ...

Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia

Que se escapa da boca de um cardíaco.

Já o verme – este operário das ruínas –

Que o sangue podre das carnificinas

Come, e à vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para roê-los,

E há-de deixar-me apenas os cabelos,

Na frialdade inorgânica da terra!

10 - (UNCISAL/2010) A linguagem do poema caracteriza-se

  • a) pelo didatismo e pela objetividade da expressão.

  • b) pelo preciosismo da linguagem de inspiração parnasiana.

  • c) pela utilização intensa da antítese e do paradoxo.

  • d) pelo uso de termos do vocabulário científico.

  • e) pela retomada do rebuscamento barroco.

TEXTO: 2 - Comum à questão: 9 Considere o soneto Acrobata da dor , do poeta

234