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XIII SIMPEP - Bauru, SP, Brasil, 6 a 8 de Novembro de 2006

Planejamento, orçamento e custos de obra: Sisplo x Ms-Project.

Adriana de Nazaré Moraes Mendes (UFPA) dritty@hotmail.com Jorge de Araújo Ichihara (UFPA) jorge.ichirara@ufpa.br Daniele Gioppo Betini (UFPA) danibetini@ufpa.br José Viana da Costa Junior (UFPA) jvc_jr@hotmail.com

Resumo: Uma das alternativas das empresas construtoras para a busca da eficiência é a adoção de inovações tecnológicas, sempre visando à racionalização no processo produtivo. Neste contexto este trabalho foi desenvolvido com o intuito de comparar um software regional Sisplo com o softaware internacional Ms_Project que ajudam na elaboração de orçamentos, no planejamento e no acompanhamento da execução de obras. Compara-se os software citados quanto às funções, custo e hardware requisitados, na elaboração do projeto de construção de um prédio em pavimento único com 358 m² de área construída destinado a instalação de um Fórum, localizado no nordeste do Pará. A duração da obra, nome do projeto e os encargos inerentes a obra são dados de entrada que alimentam os softaware. No decorrer do artigo será apresentado no ítem 1 a introdução, no ítem 2 o referencial teórico, no ítem 3 serão feitas considerações sobre os software e no ítem 4 serão realizadas as comparações dos mesmos. Conclui-se dizendo que devido ao alto custo das ferramentas que geram orçamento e planejamento de obra, a ferramenta sisplo aparece como uma solução vantajosa por obter resultados semelhantes, além de ser um produto de fácil acesso por ter sido desenvolvido na regiaõ norte e possuir um menor custo do que o software internacional Ms_Project. Palavras-chave: Planejamento, Orçamento, Custos, Sisplo e Ms_Project.

1. Introdução

O mercado da construção civil altamente competitivo exige que as empresas tenham controle dos seus métodos de planejar e executar, visando à redução das perdas e dos gastos. Para isso saber orçar e planejar é fundamental para tal eficiência. A necessidade de processar grandes quantidades de informações, que são conseqüência da incerteza que envolve o processo construtivo, é um problema comum encontrado nas empresas do setor de construção civil. A incerteza limita a habilidade de uma organização em planejar ou tomar decisões acerca de atividades futuras. Segundo Galbraith (1974) para lidar com este problema as empresas podem optar por duas soluções, quais sejam:

diminuir a necessidade de processar informações ou aumentar sua capacidade de processamento. O processo de planejamento da produção é extremamente importante para o desempenho do gerenciamento da construção, sendo considerado como função gerencial básica (LAUFER & TUCKER, 1987; SINK & TUTTLE, 1993). Antes de iniciar um projeto, precisa-se definir sua meta e depois determinar quais tarefas precisam completar para atingir essa meta. Depois de definirem as etapas e tarefas, resta somente definir a duração, as pessoas responsáveis por cada tarefa e por fim o custo de cada etapa. Existem diversas técnicas e ferramentas sofisticadas que podem ser aplicadas ao gerenciamento de programas. Para entendê-las, é necessário ter o conhecimento dos conceitos básicos de Projetos. Este artigo reúne alguns conceitos básicos que influenciam diretamente no gerenciamento de custos, planejamento e orçamento de uma obra. Faz-se necessário entender

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a cadeia produtiva na construção civil, sua complexidade e sua grande diversidade de agentes intervenientes. Será comparado um software regional, elaborado na região norte, mas especificadamente em Belém no Estado do Pará, o Sisplo, que é um software prático, de baixo custo e de simples operação, utilizado na elaboração de orçamento, planejamento e acompanhamento de obras com um software internacional Ms_Project.

2. Referencial Teórico

O Objetivo fundamental deste tópico é apresentar alguns dos principais conceitos que

influenciam no gerenciamento de custos, planejamento e orçamento de uma obra. Faz-se fundamental entender que a cadeia produtiva na Construção civil é de enorme complexidade e é formada por grande diversidade de agentes interveniente:

a) Os usuários, que variam de acordo com o poder aquisitivo, as regiões do país e a

especificidade da obra (habitações, escolas, hospitais, edifícios comerciais e de lazer, rodovias, etc.);

b) Os agentes responsáveis pelo planejamento do empreendimento, que podem ser agentes

financeiros e promotores, órgãos públicos, clientes privados e incorporadores, além dos órgãos legais e normativos envolvidos, dependendo do tipo de obra a ser construída;

c) Os agentes envolvidos na etapa de execução das obras: empresas construtoras, sub-

empreiteiros, profissionais autônomos, laboratórios, empresas gerenciadoras e órgãos públicos ou privados responsáveis pelo controle e fiscalização das obras.

Para que a execução de uma obra seja economicamente viável e ocorra sem falhas técnicas, devem ser evitadas improvisações no canteiro de obras. O porte e a complexidade das obras, a multiplicidade de soluções técnicas, assim como os limites de prazo e custo, tornam necessária a realização de um pré-planejamento.

A partir da análise dos trabalhos a serem realizados e das condições gerais definidas

para o empreendimento, podem ser tomadas medidas que otimizarão o processo executivo,

eliminando perdas consideradas evitáveis.

A seguir será .apresentado como um projeto pode ser definido.

2.1. Projeto

Um projeto pode ser definido como uma seqüência de atividades ou eventos com início e fim definidos dirigidos por pessoas que se destinam a alcançar um dado objetivo dentro deparâmetros de custo tempo, recursos e qualidade." Um projeto é, todavia, único. Mesmo que haja alguma similaridade com um empreendimento executado, há características específicas e diferenciadoras.

O sub-ítem a seguir falará sobre planejamento.

2.2. Planejamento

O planejamento prévio possibilita a disponibilização dos meios financeiros necessários, sejam estes próprios ou externos, no momento certo, o que conseqüentemente gerará custos menores. Essa importância está no fato dele servir como instrumento de gestão e controle da execução.

A função do planejamento é a de planejar os trabalhos da obra antes do seu início, de

tal forma que sejam escolhidos os métodos construtivos e os meios de produção mais

adequados e estes sejam coordenados entre si, considerando-se todo o quadro de

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condicionantes internos e externos à empresa. Com o objetivo de obter o maior rendimento possível com menor custo de execução. Em seguida será discutido sobre orçamento.

2.3. Orçamento

Orçamento é a previsão de receita e despesa de um individuo, de uma empresa, de um organismo. Assim, verifica-se que o orçamento deve ser um norteador das atividades das empresas. (LIBRELOTTO et al (1998) apud LOSSO (1995)). Os orçamentos poder ser classificados em dois tipos: orçamento empresarial e orçamento de produtos, conforme explicado abaixo. (LIBRELOTTO et al (1998) apud CABRAL (1988)). O orçamento empresarial engloba a empresa como um todo, devendo abordar questões relativas a vendas, produção e despesas de gestão em geral, durante um período determinado de tempo, normalmente um ano. (LIBRELOTTO (1998)). Segundo Limmer (1997) na orçamentação dos custos de um projeto deve-se obrigatoriamente, levar em consideração os custos nos quais incorrem a empresa que superintende ou executa os trabalhos de sua implementação, os quais chamamos custos empresariais. O orçamento de obras é composto pelas composições de preço unitário de cada serviço ou atividade, que por sua vez são compostos por seus insumos e seus respectivos consumos, ou seja, a composição de preço unitário nada mais é que a relação de matérias, mão-de-obra e equipamentos, segundo seu consumo, para a realização de uma unidade de um determinado serviço. Soares (1996) apud Losso define orçamento como a descrição pormenorizada dos materiais e das operações necessárias para realizar uma obra, com a estimativa de preços e, para ser elaborado, o orçamentista deve conhecer todos os detalhes possíveis que implicarão em custos durante a execução da obra Segundo Limmer (1997) o orçamento é parte integrante de um projeto, e sempre precede sua construção. O mesmo é composto por uma previsão dos custos de cada uma das atividades ou serviços que compõem o projeto, através da identificação e quantificação de cada um desses serviços, da definição do que será consumido e dos custos dos materiais utilizados, chegando assim a um preço unitário para cada unidade de serviço, e consequentemente ao custo total para a execução do projeto. O próximo sub-ítem faz-se referencia as custos.

2.4. Custos

Há algum tempo orçar obra era atividade que envolvia, obrigatoriamente: cotações de preços junto aos fornecedores, levantamento minucioso do projeto, composições de preços unitários com índices próprios, e levantados em obras, definição de métodos construtivos, leitura atenta da documentação da obra, levantamento das despesas internas da empresa que compusessem os encargos sociais e o Benefícios (ou Bonificação) e Despesas Indiretas –BDI. Neste ambiente os chutes e arredondamentos eram proibidos. Abria-se exceção quando não se dispusesse de projetos: o orçamentista (a máquina de orçar obras) fazia, então, às vezes do Projetista. A experiência em obras e em planejamento, eram valores que somavam àquele respeitável (apesar de muito envolvido na corrupção política) Departamento de Orçamentos das Construtoras, afinal, o seu departamento técnico. Se muito trabalhosos, a qualidade destes orçamentos, era inquestionável!

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Com o surgimento do computador, de poderosos softwares de orçamento, com o advento da Internet, a informação a um clique do mouse, com tudo para ser melhorado, descomplicado, agilizado e menos oneroso, o orçamento de obras acabou entrando, e está cada vez mais se aproximando do fundo do poço. Acabou se resumindo nas seguintes atividades, e com as técnicas que tentaremos descrever:

a) As cotações de Preços: Os preços dos insumos passaram a ser colhidos mecanicamente em

revistas, em jornais e na própria Internet. As negociações, a parceria (palavra tão em moda hoje) que se estabelecia via telefone, talvez por economia, foram abolidas. Os descontos, as melhores condições para a aquisição, as informações que dispunham o fornecedor sobre seus produtos, estão perdendo lugar para o comodismo.

b) O levantamento dos Quantitativos do Projeto: Em nome da agilidade estão cada vez mais

fora de moda os levantamentos ou analise de projetos. Estão sendo lançados índices, os mesmos que antes serviam para conferir a coerência dos levantamentos, a torto e a direito nas

planilhas orçamentárias.

c) As Composições de Preços: Também se mecanizaram. Seus índices, antes apropriados em

obras, estão sendo maquinados em laboratórios e utilizados indistintamente para qualquer região, tipo de obra, quantidade dos serviços, faça chuva ou sol. Coincidindo o título da composição disponível com o do serviço que se quer orçar, tudo estará resolvido. Adaptam-se índices para orçar obras. A quantidade de composições disponíveis passou a ser mandatária.

d) Os Métodos Construtivos e a Leitura da Documentação: Sem a experiência de obras não há

metodologia ou estudo razoável. E a pressa acaba dispensando a leitura das especificações e demais documentos técnicos, imprescindíveis a uma orçamentação decente.

Orçar obra não é mais uma atividade trabalhosa e cara. Embora patente à necessidade

do computador esteja se desvinculando da técnica e ruma a uma cada vez maior imprecisão.

O ambiente corporativo internacional passou por mudanças e tornou-se,

consideravelmente, mais competitivo e exigente. Na antiga economia o preço do produto final era resultante da soma dos custos de produção da empresa e do lucro previamente arbitrado. Na nova economia o lucro é resultante do diferencial entre o preço praticado pelo mercado e os custos da empresa. Assim, a administração dos custos diretos e indiretos torna-se fundamental, pois é dela que depende o lucro, conforme a expressão a seguir.

PREÇO = CUSTOS + LUCRO

PREÇO = CUSTOS + LUCRO PREÇO DE MERCADO – CUSTOS = LUCRO

PREÇO DE MERCADO – CUSTOS = LUCRO

FIGURA 01 - Formulação do preço em economia competitiva

Fonte: SOUZA et al., 1995.

Os custos podem ser classificados de acordo com o grau de média (custo total ou unitário), variabilidade (variável, fixo ou semi-variável), facilidade de atribuição (direto ou indireto) e momento de cálculo (histórico ou predeterminado).

As empresas de construção civil atuam em dois sistemas administrativos, a

administração central, onde os custos são chamados de empresariais e os sistemas de produção onde são chamados de produtivos. Os custos administrativos são constituídos pelas despesas administrativas, comerciais e financeiras enquanto que os custos de produção são formados por materiais, mão-de-obra, equipamentos, custos gerais diretos da obra e custos indiretos de produção. Serão demonstrados a seguir os cálculos das bonificações, despesas e encargos

inerentes a obra.

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2.5. Cálculo do Beneficio ou Bonificação e Despesas Indiretas - BDI e Encargos Sociais

Por se tratarem de parcelas importantes na determinação do preço final de uma obra, foi estudado e será mostrado o resultado do BDI e dos encargos sociais neste tópico. Na expectativa de encontrar valores orçamentais que mais se aproximassem da realidade, e após análise de diversas composições de encargos sociais e BDI apresentadas por empresas participantes de licitações públicas, deparou-se com vários problemas, desde os

itens componentes até as fórmulas de cálculo utilizadas, causando sérias distorções no cálculo de ambas.

A principal causa dessas distorções foi à falta de uniformidade no cálculo dessas taxas,

pois não havia uma metodologia única, que fosse utilizada igualmente por todos os licitantes, gerando uma grande dispersão de resultados.

inciso II do § 2 o do Art. 7 da Lei 8.666/93 estabelece que as obras e os serviços só

podem ser licitados quando existir orçamento detalhado em planilhas que expressem a composição de todos os seus custos unitários. Também o inciso II do § 2 o do Art. 40 da mesma Lei, obriga os editais de licitação de obras ou serviços a possuir dentre seus anexos e dele fazendo parte integrante, um “orçamento estimado em planilhas de quantitativos e preços unitários” (Redação dada pela Lei n o 8.883, de 8.6.94). Nesses preços unitários devem estar inclusas as taxas de Encargos Sociais e BDI. No entanto, observou-se que falta conhecimento de engenharia de custos por grande parte daqueles que elaboram essas composições. Na prática, a maioria dos orçamentistas adota de maneira empírica, essas taxas a partir de publicações, ou porque viu ou soube de

alguém que usa valores, sem fazer uma análise criteriosa das características de cada obra. As Parcelas componentes do BDI são: Despesas Indiretas, Administração Central, Impostos e Contribuições e Benefício (Bonificação).

O

TABELA 1 Itens que compõem o BDI

ITENS QUE COMPÕEM O BDI

%

Administração Central

5,91

ISS (5% x 50%)

2,50

COFINS

3,00

PIS

0,65

CPMF

0,38

Imposto de renda (15% x 8%)

1,20

Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (9% x 12%)

1,08

Seguro Obrigatório / Riscos e Eventuais

1,00

Despesas Financeiras

2,42

Bonificação da empresa (Lucro)

8,00

Fonte: Sisplo - Memória de Cálculo do BDI e Encargos Sociais

X = (5,91 + 1,00) = 6,91%

Y = 2,42%

Z = 8,00%

I = (2,50 + 3,00 + 0,65 + 0,38 + 1,20 + 1,08) = 8,81%

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Aplicando os percentuais acima na fórmula, obtém-se a seguinte taxa:

BDI =

(

1

+

0,0691

)(

1

+

0,0242

)(

1

+

0,08

)

(

1

0,0881

)

BDI = 0,2968

BDI = 29,68%

1

Os encargos sociais podem ser classificados em trabalhistas, previdenciários e sociais, ou de acordo com a forma de fixação de suas alíquotas.

TABELA 2 - Resumo geral dos encargos sociais

ENCARGOS SOCIAIS BÁSICOS

37,30%

ENCARGOS SOCIAIS S/CONTRA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO

39,47%

ENCARGOS SOCIAIS INDENIZATÓRIOS

28,21%

TAXAS DAS REINCIDÊNCIAS

15,42%

ENCARGOS SOCIAIS COMPLEMENTARES

30,79%

DIAS DE CHUVA E OUTRAS DIFICULDADES

2,61%

TAXA DE ENCARGOS SOCIAIS TOTAL

152,80%

Fonte: Sisplo - Memória de Cálculo do BDI e Encargos Sociais

3. Considerações sobre as ferramentas

Duas ferramentas que ajudam na elaboração de orçamentos, no planejamento e no acompanhamento da execução de obras serão apresentadas, quanto às funções, custo e hardware requisitados.

3.1. Ferramenta Computacional Regional: Sisplo

O Sisplo é um programa prático e de simples operação, que se propõe a servir de instrumento para Engenheiros, Arquitetos e Técnicos, na elaboração de orçamentos, no planejamento e no acompanhamento da execução de obras, este software foi elaborado pela Empresa Terceira Onda Serviços Ltda, que situa-se na cidade de Belém no Estado do Pará. A idéia desenvolvida foi de que a partir de um levantamento de serviços e quantidades, o usuário do Sisplo possa elaborar um orçamento, produzindo um preço unitário e um preço total para cada serviço, produzindo cronograma macro de execução e disponibilizando essas informações em relatórios. Depois de efetuado o orçamento, o usuário do Sisplo pode planejar a execução da obra e acompanhar a sua execução através da aplicação dos diversos suprimentos, segundo o cronograma de execução, e através da medição dos serviços executados. Com o Sisplo pode-se orçar obras civis, obras de instalações, obras de arte e obras rodoviárias. Em todos os casos, pode-se utilizar composição de preços e/ou suprimentos independentes e/ou verbas. Em orçamentos em que há obras de edificação e serviços de instalação, pode haver necessidade de, em alguns serviços utilizar-se composição de preços e em outros, utilizar-se suprimentos independentes (fios, cabos, tomadas, conectores, eletricistas, cabistas) e em alguns casos ainda, pode ser necessário utilizar verbas. Todos esses recursos pode-se utilizar-se em um mesmo orçamento. O software Sisplo contem um banco de dados com cerca de 4.000 suprimentos e de 1.200 composições de preços que servirão de base para a elaboração de orçamentos e atividades de planejamento de obras, utilizando coeficientes de produtividade compatíveis com os utilizados na maioria das obras públicas do Estado do Pará. O banco de dados é

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dinâmico e pode ser enriquecido com a criação de novas composições e/ou ajustes em composições existentes. Como conseqüência, os relatórios gerados pelo sistema são voltados para as necessidades do dia-a-dia da produção, onde as informações do orçamento e do planejamento são manipuladas e emitidas no nível de detalhe compatível com as decisões tomadas nesta hierarquia da produção.

Consegue-se através do sistema gerar informações sobre custos, prazos e recursos utilizados na obra, para os diferentes serviços executados em cada pavimento da edificação ou trecho na sua região de periferia.

A atividade de planejar obras no Sisplo comporta em criar as etapas ou fases do

projeto, distribuir as atividades no tempo, dentro de um cronograma cujo início e fim sejam conhecidos, lançar os serviços e suas respectivas quantidades a serem executadas em cada etapa e calcular o planejamento, em conformidade com a capacidade de execução da empresa e em respeito aos preceitos técnicos, com vistas a executar o projeto, e identificar o total de suprimentos e o desembolso necessário para a execução do projeto. Desse cálculo resulta um banco de suprimentos com as quantidades que necessitarão ser aplicadas em cada etapa ou fase do projeto. Após lançada a quantidade planejada, o Sisplo solicita que sejam informados os dias, dentro da etapa, em que o serviço será executado. Com base na quantidade informada e nos dias em que o serviço será executado, o Sisplo produz vários relatórios, dentre os quais merecem destaque:

- Histograma (de materiais, de categorias de mão de obra e de equipamentos), onde são evidenciadas as etapas, os suprimentos e a quantidade a ser empregada. Esse relatório também é conhecido como mapa de compras. - O Plano de atividade e formação de equipe, relatório que considera a jornada de trabalho, a perda de horas trabalhadas por dia, o consumo de horas na execução de cada serviço, a quantidade de dias em que o serviço será realizado, baseado em que, calcula a quantidade de operários necessária para cumprir a tarefa no prazo. Através do módulo de medição, foi possível lançar as informações de medição das diversas obras em andamento e poder acompanhar os seus avanços físicos e financeiros, saldos a executar e a faturar, bem como analisar a aplicação de recursos. Para o bom funcionamento, já que esta ferramenta não funciona sozinha, requer como software Windows 95/98, podendo ser utilizado no Windows XP, na parte de hardware, no mínimo um Pentium 233 Mhz, com 32 Mb de memória RAM e CD-ROM disponível. Preço estimado do software é de R$ 1.200,00 (junho 2006).

3.2. Ferramenta Computacional Internacional: Ms-Project

O Ms_Project é um software da Microsoft, desenvolvido para gerenciamento de

projetos. Sua primeira versão foi lançada em 1985. Desde então, além de contar com interface gráfica e amigável, vem sofrendo melhorias e dispondo de novos e poderosos recursos, através dele você poderá visualizar seu projeto centrado em diversos interesses: centrado em tempos, custos e recursos. Poderá ainda comparar o planejamento inicial com o efetivo andamento do projeto.

O Ms_Project vem com 26 modos predefinidos, Antes de colocar todas as

informações no Project, é necessário definir todas tarefas e etapas de seu projeto, o mesmo possibilita a inclusão de informações como: quem está gerenciando o projeto, a empresa, e outras informações adicionais que podem ser utilizadas conforme necessidade.

O modo de apresentação original do Ms_Project é o diagrama de gantt, ele é

composto por uma tabela e um diagrama de barras horizontais que representam a duração das

tarefas do seu projeto.

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A criação de uma estrutura de tópicos hierárquica organiza as tarefas do projeto em

grupos. Cada grupo de tarefas é precedido por uma tarefa de resumo, que descreve as tarefas dentro do grupo; cada nível dentro da estrutura de tópicos fornece mais detalhes da tarefa.

Uma estrutura de tópicos pode ser criada para tornar mais fácil a leitura de listas de tarefas longas para dividir um projeto em fases distintas ou para criar uma visualização de alto nível do projeto para fins de administração. Pode-se definir etapas para o projeto, cada etapa pode conter uma série de tarefas, pode-se estabelecer vínculos de dependência entre as tarefas, de modo que uma só comece ao terminar outra, ou que venham a terminar simultaneamente e assim por diante. Uma tarefa pode ter relação de dependência com várias outras. Quando uma tarefa é introduzida inicialmente no Ms_Project, ela é programada para começar na data de início do projeto. Vinculando as tarefas, você estabelece uma dependência que determina a seqüência de tarefas. Por seguinte, o Ms_Project agenda as tarefas definindo as datas de início e de término de cada tarefa. As barras de Gantt no modo gráfico de gantt são então movidas para as data apropriada na escala de tempo, e linhas de vínculo são desenhadas para mostrar a dependência. Existem quatro tipos de dependências de tarefas: término-a-início, término - a - término, início-a-início e início-a-término. A dependência término-a-início é a mais comum, enquanto a dependência início-a-término é a menos comum.

O MS_Project oferece-lhe modelos de relatórios voltados a diferentes interesses que

podem incidir sobre o mesmo projeto. Para o bom funcionamento, o software Windows 95/98, requer na parte de hardware, no mínimo um Pentium 233 Mhz, com 32 Mb de memória RAM e CD-ROM disponível.

Preço estimado do software é de U$ 900 (julho 2006).

internacional, o

Ms_project.

Foi elaborado um projeto arquitetônico, com planta baixa, elevações, cortes, que possibilitaram fazer o levantamento dos quantitativos dos serviços integrantes do presente orçamento.

Os projetos complementares como: Projeto estrutural, elétrico, hidro-sanitário, telefônico e de rede lógica serão tercerizados, porém para efeito de elaboração dos mesmos tomamos como base as especificações técnicas básicas de um fórum padrão.

O Projeto utilizado na aplicação das ferramentas, refere-se à construção de um prédio

em pavimento único com 358 m² de área construída, destinado a instalação de um Fórum de Comarca de 1º Entrância, localizado na região nordeste do Estado do Pará, com sistema de comunicação via telefone, correio, televisão, rádio, com acesso por via rodoviária, com pavimentação asfaltica em bom estado de conservação, linhas de ônibus estadual, consequentemente favorecendo o transporte de materiais, o deslocamento da fiscalização e da mão-de-obra terceirizada. O apoio logístico é limitado. Com todos os quantitativos de serviço levantados, partiu-se para a execução do orçamento do projeto utilizando as duas ferramenta em estudo. Com a ferramenta Sisplo, iniciou-se o orçamento do projeto, informando-se a duração da obra, nome do projeto, nome do sub-projeto, e todos os encargos inerentes a obra, como:

4.

Comparação do Software regional Sisplo e com um software

Leis Sociais, BDI. Estes encargos incidem diretamente na composição de preço de serviços, conseqüentemente no valor total da obra. Na digitação da planilha de orçamento do projeto levou-se os seguintes itens em consideração: despesas iniciais, despesas gerais, serviços iniciais, movimentação de terra, fundações, estrutura, alvenaria, cobertura, instalações: elétrica, telefônica, lógica, hidráulica,

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sanitária e combate a incêndio, revestimento, esquadrias, janelas/balancim, grades de ferro, vidros, pavimentação, aparelhos/louças e acessórios, forro, pintura, soleira/peitoris e rodapé, diversos e por fim limpeza. Com a digitação da planilha de orçamento finalizada gerou-se o preço total da construção do Fórum (obra em questão) através da planilha de serviços e preços, geramos o cronograma físico financeiro, relatórios de insumos e mão-de-obra utilizados na obra. Os serviços medidos são lançados no banco de dados do Sisplo, onde são acumulados com vistas a identificar as defasagens entre o que foi previsto e o que foi realizado. Esses são analisados e suscitam decisões administrativas com objetivo de tomar decisões que posam contribuir para a execução da obra dentro do prazo, dos custos previstos e com o padrão de qualidade esperado pelo contratante. Visualizou-se o planejamento e o acompanhamento das etapas por meio de relatórios, ráficos, e dessa forma, facilitando a fiscalização pelo contratante com geração de boletins de medição, parciais e totais da obra, tudo conforme o que foi programado e orçado na ferramenta Sisplo. Com a ferramenta Ms_Project definiu-se todas tarefas e etapas de seu projeto, onde definiu-se no campo apropriado ("Start Date" ou "Finish Date") qual a data que orientará todo o projeto. Foram iseridas as tarefas, utilizou-se o modo gráfico de gantt, definiu-se as etapas e as tarefas, estabeleceu-se as relações de dependência entre as tarefas Identificou-se o caminho crítico, as tarefas que são cruciais para a duração do projeto.Um caminho crítico não pode ter a duração ampliada nem sua data de início retardada sem causar impacto na data final do projeto. As tarefas críticas formam um caminho crítico ao longo do projeto. Foram geradas as planilhas de acompanhamento da obra Com todos os dados inseridos corretamente foi calculado o custo da obra. Fazendo a comparação dos software quando à função, concluiu-se que ambos são utilizado para orçar, planejar e fazer o acomapanhamento da obra de modo que cada um tem a sua particularidade na inserção de dados e caminhos distintos para chegar na elaboração do orcaçamento e planejamento. Quanto aos hardware e software requisitados para utilização das ferramentas, ambos, requerem, no mínimo, Pentium 233 Mhz, com 32 Mb de memória RAM, CD-ROM e Windows 95/98, podendo ser utilizado no Windows XP, sucessivamente. O preço estimado do software regional Sisplo é de R$ 1.200,00 e do Ms_Project é de U$ 900. Verificou-se que a utilização da ferramenta Sisplo foi satisfatória, no que diz respeito a interface simples, de fácil entendimento e interação com o software Excel, atendendo aos requitos de um programa de gerenciamento e planejemento de obra, com a elaboração de relatório simples e precisos para os diversos setores da construção civil e é de baixo custo. Já o Ms_Project é uma ferramenta de altíssima precisão e variados recursos, dentre os diversos recursos disponíveis, destacou-se que baseia-se no modelo de diagrama de rede (ou diagrama de precedências): as tarefas do projeto são criadas na forma de blocos interligados, formando uma rede. Portanto, ele não trabalha com o diagrama de setas, muito popular em programas da década de 60, mas totalmente superados, utiliza tabelas no processo de entrada de dados. Existe um conjunto padrão de tabelas e o usuário pode criar suas próprias tabelas. Em muitas situações, um gráfico de gantt é gerado automaticamente, auxiliando o processo de entrada de dados, aceita relações de precedências entre tarefas tipo fim-início, início-início, fim-fim, e início-fim, permite tarefas recorrentes (ocorrem de forma repetitiva), permite estabelecer níveis hierárquicos através de “tarefas de resumo”. Este aspecto é muito útil na criação da estrutura de decomposição do trabalho, permite uso de subprojetos, possui recursos para agrupar, filtrar e classificar tarefas, possui um conjunto padrão de relatórios e o usuário pode criar seus próprios relatórios, permite a inclusão de “campos do usuário”, que aceitam diversos tipos de operação, tempo (datas e folgas), o cálculo da rede é feito automaticamente

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com a entrada de dados, o cálculo da rede pode ser feito “do início para o fim” ou “do fim para o início”, permite o uso de “datas programadas” para as tarefas, permite o uso do modelo probabilístico. Portanto, o Ms_Project é uma ferramenta poderosa, com vários recursos, e nele obtem-se muitos benefícios e crescimento para a pessoa que está planejando a obra e utomaticamente para a empresa que está se beneficiando o software.

5. Conclusões

Este trabalho foi de grande importância para desenvolver o planejamento e orçamento de uma obra, comparando duas ferramentas para orçar e planejar. Devido à exigência e a competitividade do mercado da construção civil, as empresas procuram ferramentas que possibilitem o maior controle dos métodos de planejamento e orçamento, visando à redução das perdas e dos gastos. Valores orçamentais foram calculados, aproximando, ao máximo, da realidade, evitando sérias distorções no cálculo dos encargos sociais e BDI, pois estas parcelas influenciam diretamente no preço final da obra. Gerentes de projetos, diretores, investidores, etc. estão normalmente envolvidos em inúmeros projetos e precisam de relatórios sintéticos que mostrem o andamento dos projetos e facilitem a percepção de pontos críticos que requerem providências. Ferramentas como o Ms_ Project são excelentes para viabilizar controle detalhado de projetos mas são complexas demais para uso na captura de informações e não criam os relatórios sintéticos que os dirigentes requerem. Isso não reduz o valor de ferramentas como o Ms_Project mas mostra que ferramentas complementares são também necessárias. O Sisplo é um programa prático e de simples operação, que serve de instrumentos para engenheiro, arquitetos e técnicos, na elaboração de orçamentos, planejamento e no acompanhamento da execução da obra. Constatou-se a facilidade e agilidade na elaboração do orçamento, devido o seu banco de dados possuir cerca de 4.000 suprimentos e de 1.200 composições de preços que servem de base para o planejamento das atividades referentes ao projeto, o qual aproxima o planejado do executado, devido seus relatórios e planilhas de cálculos de encargos sociais. Devido ao alto custo das ferramentas que geram orçamento, planejamento e custos de obra, a ferramenta Sisplo aparece como uma solução vantajosa por obter resultados semelhantes, além de ser um produto de fácil acesso por ter sido desenvolvido na regiaõ norte e possuir um menor custo do que o software internacional Ms_Project, porém é uma ferramenta poderosa, com vários recursos, e nele obtem-se muitos benefícios e crescimento para a empresa.

6. Referências Bibliográficas

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Avaliação de Custos Unitários e Preparo de Orçamentos de Construção para Corporação de Edifícios em Condomínios: NBR 12.721 – NB 140/65. Rio de Janeiro, 1965.

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