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CURSO DE PEDAGOGIA

POLÍTICAS E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Prof.ª Elisabeth dos Santos Tavares

Semestre 1

E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA Prof.ª Elisabeth dos Santos Tavares Semestre 1 UNIVERSIDADE METROPOLITANA DE SANTOS

UNIVERSIDADE METROPOLITANA DE SANTOS

Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida por qualquer meio sem a prévia autorização desta instituição.

Universidade Metropolitana de Santos Campus II – UNIMES VIRTUAL Av. Conselheiro Nébias, 536 - Bairro Encruzilhada, Santos - São Paulo Tel: (13) 3228-3400 Fax: (13) 3228-3410 www.unimesvirtual.com.br

T229c

TAVARES, Elisabeth dos Santos Curso de Pedagogia: Política e Organização da Educação Básica (por) Prof.ª Elisabeth dos Santos. Semestre 1. Santos:

UNIMES VIRTUAL. UNIMES. 2006. 167p.

1. Pedagogia 2. Políticas Educacionais.

CDD 379

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UNIMES – Universidade Metropolitana de Santos - Campus I e III Rua da Constituição, 374 e Rua Conselheiro Saraiva, 31 Bairro Vila Nova, Santos - São Paulo - Tel.: (13) 3226-3400 E-mail: infounimes@unimes.br Site: www.unimes.br

Prof.ª Renata Garcia de Siqueira Viegas da Cruz

Reitora da UNIMES

Prof. Rubens Flávio de Siqueira Viegas Júnior Pró-Reitor Administrativo

Prof.ª Rosinha Garcia de Siqueira Viegas Pró-Reitora Comunitária

Prof.ª Vera Aparecida Taboada de Carvalho Raphaelli Pró-Reitora Acadêmica

Prof.ª Carmem Lúcia Taboada de Carvalho Secretária Geral

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EQUIPE UNIMES VIRTUAL Diretor Executivo Prof. Eduardo Lobo

Supervisão de Projetos Prof.ª Deborah Guimarães Prof.ª Doroti Macedo Prof.ª Maria Emilia Sardelich Prof. Sérgio Leite

Grupo de Apoio Pedagógico - GAP Prof.ª Elisabeth dos Santos Tavares - Supervisão Prof.ª Denise Mattos Marino Prof.ª Joice Firmino da Silva Prof.ª Márcia Cristina Ferrete Rodriguez Prof.ª Maria Luiza Miguel Prof. Maurício Nunes Lobo Prof.ª Neuza Maria de Souza Feitoza Prof.ª Rita de Cássia Morais de Oliveira Prof. Thiago Simão Gomes Angélica Ramacciotti Leandro César Martins Baron

Grupo de Tecnologia - GTEC Luiz Felipe Silva dos Reis - Supervisão André Luiz Velosco Martinho Carlos Eduardo Lopes Clécio Almeida Ribeiro

Grupo de Comunicação - GCOM Ana Beatriz Tostes Carolina Ferreira Flávio Celino Gabriele Pontes Joice Siqueira Leonardo Andrade Lílian Queirós Marcos Paulo da Silva Nildo Ferreira Ronaldo Andrade Stênio Elias Losada Tiago Macena William Souza

Grupo de Design Multimídia - GDM Alexandre Amparo Lopes da Silva - Supervisão Francisco de Borja Cruz - Supervisão Alexandre Luiz Salgado Prado Lucas Thadeu Rios de Oliveira Marcelo da Silva Franco

Secretaria e Apoio Administrativo Camila Souto Carolina Faulin de Souza Dalva Maria de Freitas Pereira Danúsia da Silva Souza Raphael Tavares Sílvia Becinere da Silva Paiva Solange Helena de Abreu Roque Viviane Ferreira

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AULA INAUGURAL Recepção aos alunos Olá! Bom trabalho para todos nós! A disciplina que iremos
AULA INAUGURAL
Recepção aos alunos
Olá!
Bom trabalho para todos nós!
A disciplina que iremos trabalhar, ao longo deste semestre, tem seus ob-
jetivos estabelecidos no Plano de Ensino, que está acessível a todos. Con-
siderando as características e peculiaridades de um curso a distância e da
disciplina, recomendamos que as orientações transmitidas sejam efetiva-
mente respeitadas para que tenhamos sucesso.
Assim, nossas aulas serão disponibilizadas juntamente com sumários, re-
senhas, exercícios, atividades. É importante que você permaneça sempre
conectado conosco, dedique-se e não perca o pique. A sua participação é
importante para nós.
Em caso de dúvidas, estaremos dando o suporte necessário.
Mais uma vez, bom trabalho para todos nós.
Um grande abraço, Prof.ª Elisabeth.
Este espaço é para você se colocar. Fale de você, de suas
atividades, suas expectativas, seus sonhos e seus projetos.
Partilhando nossos sonhos, estaremos efetivamente juntos!
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Índice

Índice Unidade I: Relação - Estado X Política X Planejamento X Legislação 11 Aula: 01 -

Unidade I: Relação - Estado X Política X Planejamento X Legislação

11

Aula: 01 - O Estado - Conceito e Tendências

12

Aula: 02 - O Estado e a Relação com as Políticas Sociais

15

Aula: 03 - Conceito e Tendências

17

Aula: 04 - Relação – Estado X Política X Planejamento

18

Aula: 05 - Fatores de Influência no Desenvolvimento das Políticas Sociais

20

Aula: 06 - Estado X Política X Planejamento X Legislação

22

Aula: 07 - O Ciclo de uma Política

24

Aula: 08 - Planejamento

26

Aula: 09 - A Política Educacional e a Escola

28

Aula: 10 - Descentralização de Políticas Públicas

30

Aula: 11 - O que é Projeto Político Pedagógico?

33

Resumo - Unidade I

35

Unidade II: As Políticas Sociais e de Descentralização na Educação no Brasil

39

Aula: 12 - Descentralização de Políticas Públicas e a Educação

40

Aula: 13 - Descentralização X Educação X Gestão

42

Aula: 14 - Descentralização X Educação X Gestão (cont.)

44

Aula: 15 - Descentralização X Educação X Gestão (cont.)

47

Aula: 16 - Descentralização X Educação X Gestão (cont.)

49

Aula: 17 - Descentralização X Educação X Gestão (cont.)

51

Aula: 18 - É uma Questão de Competência?

53

Resumo - Unidade II

55

Unidade III: Constituição Federal Relevância com a Temática Educação

59

Aula: 19 - Constituição da Republica Federativa do Brasil

60

Aula: 20 - Constituição da Republica Federativa do Brasil

65

Aula: 21 - Constituição da Republica Federativa do Brasil

69

Aula: 22 - Constituição da Republica Federativa do Brasil

74

Aula: 23 - Constituição da Republica Federativa do Brasil

78

Aula: 24 - Emenda Constitucional nº 53, de 9 de dezembro de 2006

81

Resumo - Unidade III

88

Unidade IV: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: o Texto e o Contexto

91

Aula: 25 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional

93

Aula: 26 - A Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional

94

Aula: 27 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Os Princípios

96

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Aula: 28 - LDB - da Organização da Educação Nacional: Dos Níveis e Modalidades de Educação e Ensino

99

Aula: 29 - LDB - Da Organização Básica Nacional

101

Aula: 30 - LDB - Da Organização Básica Nacional

102

Aula: 31 - LDB - Da Organização Básica Nacional – Sistemas de Ensino

103

Aula: 32 - LDB - Fins da Educação Infantil

105

Aula: 33 - O Ensino Fundamental de 9 anos

108

Aula: 34 - LDB - Objetivos do Ensino Médio

110

Aula: 35 - LDB - Educação Profissional

112

Aula: 36 - LDB - Organização da Educação Profissional

116

Aula: 37 - LDB - Dos Profissionais da Educação

117

Aula: 38 - LDB - Dos Recursos Financeiros

128

Aula: 39 - A Declaração de Salamanca – Sobre Princípios, Política e Prática em Educação Especial

130

Aula: 40 - A Declaração de Salamanca (cont.) - Estrutura de Ação em Educação Especial

134

Aula: 41 - A Declaração de Salamanca (cont.) - I. Novo pensar em Educação Especial

137

Aula: 42 - A Declaração de Salamanca (cont.) - II. Linhas de Ação Em Nível Nacional

140

Aula: 43 - A Declaração de Salamanca (cont.) - II. Linhas de Ação Em Nível Nacional

143

Aula: 44 - A Declaração de Salamanca (cont.) - II. Linhas de Ação Em Nível Nacional

147

Aula: 45 - A Declaração de Salamanca (cont.) - II. Linhas de Ação Em Nível Nacional

151

Aula: 46 - A Declaração de Salamanca (cont.) - III. Orientações para Ações em Níveis Regionais e Internacionais

157

Aula: 47 - Revisão

160

Aula: 48 - Revisão

162

Resumo - Unidade IV

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10 POLÍTICAS E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

POLÍTICAS E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

10 POLÍTICAS E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Unidade I Relação - Estado X Política X Planejamento X Legislação Objetivos Estabelecer uma reflexão

Unidade I

Relação - Estado X Política X Planejamento X Legislação

Relação - Estado X Política X Planejamento X Legislação Objetivos Estabelecer uma reflexão crítica na relação

ObjetivosRelação - Estado X Política X Planejamento X Legislação Estabelecer uma reflexão crítica na relação entre

Estabelecer uma reflexão crítica na relação entre Estado X Política X Planeja- mento X Legislação, iniciando-se pelo conceito de Estado.

mento X Legislação, iniciando-se pelo conceito de Estado. Plano de Estudo Esta unidade conta com as

Plano de Estudo

Esta unidade conta com as seguintes aulas:

Aula: 01 - O Estado – Conceito e Tendências Aula: 02 - O Estado e a Relação com as Políticas Sociais Aula: 03 - Conceito e Tendências Aula: 0 - Relação – Estado X Política X Planejamento Aula: 0 - Fatores de Influência no Desenvolvimento das Políticas Sociais Aula: 0 - Estado X Política X Planejamento X Legislação Aula: 0 - O Ciclo de Uma Política Aula: 0 - Planejamento Aula: 0 - A Política Educacional e a Escola Aula: 10 - Descentralização de Políticas Públicas Aula: 11 - O que é Projeto Político Pedagógico?

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POLÍTICAS E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA 11

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POLÍTICAS E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA 11

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Aula: 01

Temática: O Estado - Conceito e Tendências

 

Em nossa primeira aula, abordaremos a compreensão da concepção de Estado, pois o Estado está no centro do pla- nejamento e da execução das políticas sociais públicas, es- pecialmente as educacionais. Vamos buscar essa concepção!

e da execução das políticas sociais públicas, es- pecialmente as educacionais. Vamos buscar essa concepção!

A concepção de Estado apresenta uma grande concordân- cia entre cientistas quanto ao seu conceito. Conforme o Dicionário do Pensamento Social do Século XX, de Jorge Zahar Editor, uma definição incluiria três elementos.

o Dicionário do Pensamento Social do Século XX, de Jorge Zahar Editor, uma definição incluiria três

Um estado é um conjunto de instituições, definidas pelos próprios agentes do Estado;

1.

2.

Essas instituições encontram-se no centro de um território geografi-

camente limitado – a sociedade; 3. O Estado monopoliza a criação de regras dentro do seu território – é a criação de uma cultura política comum partilhada por todos os cidadãos.

Segundo o Dicionário de Política,

Estado contemporâneo envolve numerosos proble- mas, derivados principalmente da dificuldade de ana- lisar exaustivamente as múltiplas relações que se criaram entre Estado e o complexo social e de captar, depois, os seus efeitos sobre a racionalidade interna do sistema político. (BOBBIO et. al, 1999, p.101)

Vale ainda destacarmos outro conceito de Estado que se refere a um “povo social, política e juridicamente organizado, que dispondo de uma estrutura administrativa, de um governo próprio, tem soberania sobre determinado território”. (KOOGAN-HOUAISS, 1993, p. 341)

É possível considerar-se o Estado como o conjunto de instituições permanentes, órgãos: legislativo, forças armadas, tribunais e outras, que, localizadas em nossa sociedade, possibilitam a ação dos gover- nos, configurando-se assim o Estado e o desempenho de suas fun- ções.

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O mesmo se dá em relação às políticas sociais. Compreendidas como de

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POLÍTICAS E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

responsabilidade do Estado quanto à sua implementação e manutenção, referem-se a ações que devem determinar um padrão de proteção social, na redistribuição dos benefícios sociais, visando à diminuição das desi- gualdades estruturais produzidas pelo desenvolvimento social e econô- mico.

 

Geradas a partir de um processo de tomada de decisão que envolve não só os órgãos públicos, mas diferentes organismos e agentes da socieda- de relacionada à política implementada, não se constituem, portanto em políticas estatais, mas sim em políticas públicas. Têm suas raízes nos movimentos populares do século XIX, especialmente em razão dos con- flitos surgidos entre capital e trabalho, quando das primeiras revoluções industriais.

Temas como saúde, educação, habitação, previdência têm assumido a vanguarda na discussão das políticas sociais.

Intrínsecas relações estão estabelecidas entre Estado, políticas públicas

e

governos; logo visões diferentes de Estado, sociedade, políticas sociais

e

conseqüentemente políticas educacionais geram projetos diferentes de

intervenção, deixando-se, portanto, de lado o que possa parecer neutrali- dade. Há ainda a considerar o momento histórico e político em que ocor- rem essas relações.

Ainda que possamos correr riscos ao definir o Estado e suas funções de modo tão sintético, o que nos interessa neste momento é fazer uma reflexão que nos possibilite compreender o porquê desse Estado, no Brasil, estar se apre- sentando como gerador de um “déficit” de cidadania do nível em que nos encontramos, o porquê da erosão dos parcos direitos sociais, o porquê da educação tão sucateada.

Ensaiando algumas respostas: É sob as transformações do cenário mundial que se abre o espaço para um novo estágio de globalização do capitalismo e, conseqüentemente, a expansão do mercado mundial, propiciando um novo regime de acumulação.

A

consolidação das políticas neoliberais tem como marco o Consenso de Wa-

shington (1989), cujas orientações passaram a nortear as políticas do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial na concessão dos empréstimos aos países necessitados de recursos, políticas essas que têm nos ajustes

estruturais, entre outras questões, a redefinição do papel do Estado.

No Brasil, o ajuste estrutural tem se definido como um conjunto de progra- mas e políticas orientadas e introduzidas por essas e outras organizações financeiras.

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Vale uma reflexão: Como você per- cebe a reforma do Estado no Brasil? Os serviços

Vale uma reflexão:

Como você per- cebe a reforma do Estado no Brasil?

Os serviços so- ciais estão sendo ampliados?

Como se deram as privatizações?

No que nos auxi- liaram as privatiza- ções efetuadas?

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O que tem se apresentado como “reforma” do Estado, através da política econômica “ainda” em curso e dos programas de ajuste estrutural que se seguem, tem se referido a uma redução unilateral da intervenção estatal nos setores de produção e também dos serviços sociais. O problema bá-

sico da sociedade brasileira, as desigualdades estruturais e a exclusão social econômica e política dos segmentos pobres da população, não tem sido amenizado com as reformas realizadas e em curso.

O texto aponta que há uma orientação internacional, por meio da política econômica “ainda” em curso e dos programas de ajuste estrutural que seguem, para a re- forma do Estado. Afirma-se que essa reforma tem se referido a uma redução unilateral da intervenção estatal nos setores de produção e também dos serviços sociais.

estatal nos setores de produção e também dos serviços sociais. POLÍTICAS E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

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Aula: 02 Temática: O Estado e a Relação com as Políticas Sociais Na aula anterior,
Aula: 02
Temática: O Estado e a Relação com as Políticas
Sociais
Na aula anterior, vimos que o que se tem apresentado como
“reforma” do Estado, por meio da política econômica em
curso, tem se referido a uma redução unilateral da interven-
ção estatal nos setores de produção e serviços sociais.
Sabemos que o problema básico da sociedade brasileira – as desigualda-
des estruturais e a exclusão social econômica e política dos segmentos
pobres da população – não tem sido amenizado com as reformas realiza-
das e em curso.
As desigualdades sociais e econômicas estruturais têm prolongado de-
pendências que oferecem possibilidades de manipulação e abuso de po-
der por parte das elites dominantes e que representam, para os pobres,
impossibilidade de acesso aos serviços públicos, na satisfação de suas
necessidades.
É a crise do Estado-nação. O Estado, entendido como a
organização política que, a partir de um determinado mo-
mento histórico, conquista, afirma e mantém a soberania
sobre um determinado território, aí exercendo, entre outras, as funções de
regulação, coerção e controle social, tem essas funções mutáveis e com
configurações específicas ao funcionamento, expansão e consolidação do
sistema econômico capitalista.
Com relação à nação, definida apenas como o conjunto de cidadãos do
Estado no início da democratização do próprio Estado, sofreu uma lenta
evolução antes de coincidir com o seu significado mais atual, quando a
“nação” ou o “povo” passaram a ser concebidos por meio de critérios
históricos e étnicos.
No entanto, em geral, os Estados-nação têm desempenhado um papel
bastante ambíguo. Enquanto externamente têm sido os propagadores da
diversidade cultural, da autenticidade da cultura nacional, internamente
têm produzido a homogeneização e a uniformidade, esmagando a rica va-
riedade de culturas locais existentes no território nacional, por meio do
poder da polícia, do direito, do sistema educacional ou dos meios de co-
municação social, e a maior parte das vezes por todos eles em conjunto.
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1
 

Nesta “crise ideológica construída”, os Estados nacionais não são afeta- dos igualmente e nem todos cumprem os mesmos papéis no processo da economia globalizada. Enquanto uns podem se beneficiar, outros não; porém, são cada vez mais distantes as possibilidades da resistência à globalização econômica, política e cultural quando se pensa neste mesmo Estado como principal ou único mobilizador nacional de ações que se con- traponham a esta economia.

Nesse contexto, os desafios que se impõem às políticas sociais são complexos. Os desafios nos remetem para a necessidade de se inscreverem na agenda política os processos e as conseqüências da reconfiguração e ressignificação das cidadanias, se considerarmos as manifestações presentes, cada vez mais heterogêneas e plurais de identidades, em sociedades e re- giões multiculturais.

presentes, cada vez mais heterogêneas e plurais de identidades, em sociedades e re- giões multiculturais.
Seria interessante formarmos um glossário para a nossa disciplina e isto é muito fácil.

Seria interessante formarmos um glossário para a nossa disciplina e isto é muito fácil.

O

que é um glossário? Está definido como “vocabulário ou livro em que

se explicam palavras de significação obscura” ou “dicionário de termos técnicos, científicos, poéticos” pelo Novo Dicionário da Língua Portugue- sa, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. No nosso caso, talvez o sig-

nificado mais adequado seja um pequeno dicionário de termos técnicos e científicos. Vamos começar? Não se acanhe, faça seu glossário em uma pasta no computador ou no final do seu caderno. Vamos a um exemplo:

Heterogêneas = de outro gênero, de diferente natureza (Novo Dicionário da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira).

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importante citarmos a fonte, para que, em caso de dúvida, possa- mos consultar também.

É

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Aula: 03

 

Temática: Conceito e Tendências

Nas aulas anteriores, trabalhamos dois temas que se apre- sentam cotidianamente na nossa vida e

Nas aulas anteriores, trabalhamos dois temas que se apre- sentam cotidianamente na nossa vida e que, muitas vezes, não nos damos conta.

 

1 - O ESTADO – CONCEITO E TENDÊNCIAS.

2 - O ESTADO E A RELAÇÃO COM AS POLÍTICAS SOCIAIS.

Para a aula de hoje, sua colaboração será muito bem recebida.

Você deverá selecionar de um jornal ou revista (utilize a In- ternet) uma notícia ou

Você deverá selecionar de um jornal ou revista (utilize a In- ternet) uma notícia ou reportagem que demonstre o que já estudamos.

Essa notícia ou reportagem será socializada entre todos nós. Você já ima- ginou quantas notícias teremos?

A notícia poderá ser nacional ou internacional.

É a fantástica conexão on-line.

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Aula: 0

Temática: Relação – Estado X Política X Planejamento

 
  Já estamos compreendendo um pouco mais as relações entre o Estado e as políticas sociais.

Já estamos compreendendo um pouco mais as relações entre o Estado e as políticas sociais. Vamos continuar?

As ações de governo podem ser entendidas como formas de intervenção do Estado; logo pressupõem que, ao pensarmos nessas ações, podemos afirmar que elas fazem parte de um grande planejamento. Esse planeja- mento não pode ser considerado como qualquer planejamento, mas como um planejamento coerente com o projeto político representativo desse governo.

Isto nos permite compreender uma relação nem sempre clara para a maio- ria dos educadores. Uma relação que evidencia a influência da opção polí- tica dos governos sobre o planejamento e, conseqüentemente, sobre suas ações.

É interessante lembramos que um governo representa as forças hegemô- nicas de uma dada sociedade, num dado momento histórico, e que essas forças têm, ainda que não evidente, um projeto político a concretizar.

Pensando em educação, podemos afirmar que as ações que vivenciamos na escola estão influenciadas por essa política e esse planejamento. Assim,

 

o planejamento educacional constitui uma forma de intervenção do Estado em educação, que se relacio- na, de diferentes maneiras, historicamente condicio- nadas, com outras formas de intervenção do Estado em educação (legislação e educação pública) visan- do à implantação de uma determinada política edu- cacional do Estado, estabelecida com a finalidade de levar o sistema educacional a cumprir as ações que lhe são atribuídas enquanto instrumento desse mes- mo Estado. (Horta, 1991, p.195)

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É importante destacarmos que o Estado tem no seu interior dife- rentes forças representativas da sociedade civil (sociedade polí- tica), o que nos faz também compreender que no seu interior se trave um jogo político. Vale ressaltar que a sociedade civil (fora do Estado) tem formas de atuação que podem representar forças dependendo de articulação. Embora tenhamos afirmado que as ações de governo podem ser enten- didas como formas de intervenção do Estado e que elas fazem parte de

que as ações de governo podem ser enten - didas como formas de intervenção do Estado

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POLÍTICAS E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

um grande planejamento coerente com o projeto político representativo desse governo, nem sempre o que
um grande planejamento coerente com o projeto político representativo
desse governo, nem sempre o que se propaga é o que está sendo efetiva-
mente concretizado, ou seja, nem sempre as intenções formais expressas
nos planos de governo são coerentes com a sua forma de atuar e com os
princípios e meios firmados nos discursos oficiais.
Distintos fatores podem influenciar o desenvolvimento das políticas so-
ciais. Esses fatores diversos merecem uma análise até mesmo para esta-
belecermos uma relação com a realidade que se vive no Brasil.
Assim, como outras políticas sociais, a educação é in-
fluenciada pela opção política de um governo e a exe-
cução de seu planejamento é decorrente dessa política.
Como processo, no seu desenvolvimento pode se travar um jogo polí-
tico entre forças representativas da sociedade e ainda poderá sofrer
influência de fatores que a façam se distanciar de seus princípios e
meios propostos e propagados.
Referência
Bibliográfica
HORTA, José Silvé-
rio Bahia. Planeja-
mento educacio-
nal. In: MENDES,
Durmeval (coord.)
Filosofia da educa-
ção no Brasil. Rio
de Janeiro :Civili-
zação Brasileira,
1991.
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Aula: 0

Temática: Fatores de Influência no Desenvolvimento das Políticas Sociais

 
  Como vimos na aula anterior, fatores distintos têm influen - ciado o desenvolvimento das políticas

Como vimos na aula anterior, fatores distintos têm influen- ciado o desenvolvimento das políticas sociais. Podemos, segundo (ARRETCHE 2001), assim enumerá-los:

o distanciamento dos programas em relação a seus objetivos

iniciais, em decorrência, geralmente, de distorções na sua imple-

mentação pela forma como os benefícios são apropriados pela po- pulação;

• a baixa cobertura dos programas;

• a escassez e/ou má utilização de seus recursos financeiros;

• a má qualidade dos serviços prestados;

• o grau de privatização dos programas e;

• a implementação de modo que privilegie interesses de grupos

privados em detrimento do grupo supostamente beneficiário da

política.

Ainda, segundo a autora, outros fatores também influenciam no desenvol- vimento das políticas sociais, dentre eles:

a subordinação dos programas à política econômica e a outros

objetivos externos como rentabilidade e lucro;

a baixa participação dos beneficiários, reais ou potenciais, nas

diferentes fases dos programas, aí incluída a inexistência de ca- nais institucionais pelos quais a população possa se expressar, en-

caminhar sugestões e demandas ou influir no processo de decisão ou implementação;

a centralização, tanto na formulação, implementação e na or-

ganização administrativa ou em outros aspectos relacionados ao programa, quanto ao processo político com repercussões diretas sobre estes e;

o uso político e/ou clientelista dos programas, para fins eleito- rais e/ou de apoio político.

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A autora considera ainda que a falta de integração entre as agências ins- titucionais na implementação dos programas, fator que diz respeito espe- cificamente ao funcionamento dos programas sociais, aparece com alta incidência nos estudos realizados sobre avaliação de políticas públicas sociais no Brasil.

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Uma reflexão a respeito da influência dos fatores, aci- ma expostos, sobre as políticas sociais
Uma reflexão a respeito da influência dos fatores, aci-
ma expostos, sobre as políticas sociais talvez permita a
identificação de problemas vividos na nossa sociedade
e, bem próximo, na nossa cidade. Faça a sua reflexão! E, se possível,
socialize estas informações. É um exercício de cidadania.
Lembrete:
Vamos
continuar
alimentando nosso
glossário!
Quais são as novas
palavras
que
va-
mos acrescentar?
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Aula: 0

Temática: Estado X Política X Planejamento X Legislação

 

Vimos, nas aulas anteriores, como podemos conceituar o Estado e a relação que se estabelece entre esse Estado, a Política e o Planejamento. Vimos também como fatores distintos podem influenciar o desenvolvimento das políticas sociais. Va- mos avançar mais, vamos identificar que além dessas relações outra se estabelece, esta com a legislação.

Va - mos avançar mais, vamos identificar que além dessas relações outra se estabelece, esta com

Como isso acontece? Vamos recordar que no Brasil, temos três poderes constituídos: o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário. Cada um desses poderes tem competências e atribuições específicas que se integram visando à garantia da nossa democracia e dos direitos de todos os cidadãos, conforme previsto na Constituição Federal, nas Consti- tuições Estaduais e nas Leis Orgânicas dos municípios.

A

Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de ou-

tubro de 1988, em seu preâmbulo, declara que os nossos representantes, os deputados federais e os senadores eleitos, em Assembléia Nacional Constituinte, portanto uma assembléia específica para a elaboração da constituição, reuniram-se para,

instituir um Estado Democrático, destinado a assegu- rar o exercício dos direitos sociais e individuais, a li- berdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimen- to, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconcei- tos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna, internacional, com a solução pacífica das controvérsias.

O preâmbulo e o texto da nossa constituição refletem claramente o con- texto histórico que se vivia à época, quase de euforia pelo término da dita- dura e pelo retorno do regime democrático. Portanto, há uma relação entre legislação e o contexto histórico, contexto este que envolve a política e também o planejamento como vimos anteriormente.

A

legislação apresenta um sentido prospectivo, representa um projeto que

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se deseja. Contudo, nem sempre ela garante a mudança pretendida. No Brasil, há uma tendência em se atribuir um valor extremado à legislação.

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POLÍTICAS E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Por outro lado, não podemos deixar de analisar uma outra questão que en- volve a
Por outro lado, não podemos deixar de analisar uma outra questão que en-
volve a legislação. Se já compreendemos que ela reflete um dado momen-
to histórico, ela poderá servir para regulamentar uma determinada política
e servir a determinadas forças.
No caso da Educação Brasileira, podemos afirmar que a le-
gislação educacional tem refletido uma concepção de refor-
ma do Estado, por meio da redefinição das responsabilida-
des das instâncias governamentais, seja ela federal, estadual ou municipal,
sob o discurso oficial da descentralização administrativa e financeira.
Embora tenhamos traçado relações que permeiam o
Estado, a Política, o Planejamento e a Legislação, po-
demos afirmar que esta não é uma regra que não per-
mita exceções. Dependendo das circunstâncias da realidade e dos
diferentes momentos históricos, essa relação pode-se se dar não na
ordem que estabelecemos mas, diferentemente, as interfaces que se
estabelecem apontam a necessidade da ocorrência de um movimento
dialético.
Não há neutralidade quando tratamos de educação. Educação é sem-
pre um ato político, como afirmou Paulo Freire.
Reflexão:
Diante das ques-
tões aqui apresen-
tadas, como me
posiciono?
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Aula: 0

Temática: O Ciclo de uma Política

 

Já sabemos que uma política é o que se pretende realizar por meio das ações governamentais. Diferentes momentos estão contidos em uma política ou nas políticas. São o que vamos denominar estágios, etapas, fase ou ciclos e que pressupõem al- gumas questões.

ou nas políticas. São o que vamos denominar estágios, etapas, fase ou ciclos e que pressupõem

Os estágios:

• Organização da agenda

• Formulação

• Implementação

• Avaliação

• Término

Na organização da agenda, questões se tornam parte da agenda pública, as quais são consideradas pela agência administrativa e pelo corpo legis- lativo.

Na formulação, o problema ou problemas são discutidos e definidos, e uma decisão é tomada, decisão essa que passa a agregar apoios ou opo- sições e uma abordagem é adotada para solucioná-los.

Na implementação da política, são criados programas, aspectos da políti- ca são modificados para dar atendimento às necessidades, aos recursos necessários e às exigências almejadas pelos implementadores. Há uma transferência da decisão tomada e da ação para a agência administrativa responsável pela implementação.

As ações desenvolvidas pela agência administrativa são avaliadas e o im- pacto da política e os processos pelos quais ela está sendo implementada são considerados na avaliação.

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Vários são os fatores que levam à descontinuidade de uma política, ou seja, a seu término. Podemos considerar como fatores determinantes a perda do apoio político, a ausência de resultados alcançados, o descumprimento de metas, o custo considerado alto, a falta de recursos e outros.

2

POLÍTICAS E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Esta elaboração dos estágios de uma política, no entanto, não ocorre de modo linear como pode parecer à primeira leitura. No concreto, em situação real, eles se mesclam e até se sobrepõem e podem ocorrer em seqüência diversa da aqui apre- sentada, o que quer dizer que o processo é dinâmico, incorpora atores, contextos, realidades e ainda pode, por interesse dos formuladores ser reformulado em razão de conflitos e tensões que desencadeia.

e ainda pode, por interesse dos formuladores ser reformulado em razão de conflitos e tensões que
 

No entanto, o conhecimento destes estágios intrínsecos à política permi- te-nos uma visão de todo o processo, distinguindo como a política vem sendo “feita” e não apenas como uma determinação.

Se já sabemos que uma política é o que se pretende re- alizar, por meio das ações governamentais, a análise de políticas, desde que registrada cientificamente, aponta para a oportunidade do aprimoramento dessa mesma política por meio de tomada de decisões, influenciando assim a “política no futuro”. Há uma outra questão, a do envolvimento dos cidadãos na política, da participação na política que permeia a complexidade do assunto.

a do envolvimento dos cidadãos na política, da participação na política que permeia a complexidade do

Na tentativa de ampliarmos nossa compreensão em relação à políti- ca, seus estágios e seu aprimoramento, propomos uma reflexão.

Cada um de nós, pensando em Educação, pode identi- ficar a política que vem sendo proposta para a nossa cidade? Em caso afirmativo, qual é ela? Ela vem sendo implementada? Vem alcançando resultados positivos? Quais? O que você entende que deveria estar proposto na sua cidade?

implementada? Vem alcançando resultados positivos? Quais? O que você entende que deveria estar proposto na sua

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2

 

Aula: 0

Temática: Planejamento

 

Compreendendo as relações que se estabelecem entre o Estado, a Política, a Legislação e o Planejamento, podemos afirmar que a idéia de Planejamento é muito próxima do nosso cotidiano. Logo percebemos que planejar é uma atividade humana, prescinde de pessoa humana ou pessoas humanas.

do nosso cotidiano. Logo percebemos que planejar é uma atividade humana, prescinde de pessoa humana ou

E o que mais envolve a ação de planejar?

Envolve um agir racional, uma organização das ações que pretendemos executar com vistas a alcançar determinado fim, a preparação de um con- junto de decisões que orientam o nosso agir.

Vimos, em aulas anteriores, que o Planejamento é um procedimento por meio do qual se assegura coerência dos processos decisórios em relação às ações desenvolvidas para se alcançar o sucesso de um projeto político.

Assim, podemos afirmar que, como a política, o planeja - mento apresenta, de forma explícita

Assim, podemos afirmar que, como a política, o planeja- mento apresenta, de forma explícita ou não, um caráter ide- ológico. Como uma atividade própria de governo, indissoci-

ável da política, é fruto de uma complexa relação que se estabelece entre

sociedade civil e a sociedade política. Essa não neutralidade destaca a superação do entendimento de que o Planejamento possa ser um instru- mento burocrático, ainda que muitos assim o entendam.

a

Logo, se apresentado com um caráter ideológico, vamos entender que há perspectivas diversas do Planejamento, ou seja, ele pode possibilitar trans- formações sociais ou a conservação, conforme as forças que o conduzem.

Se realizarmos uma retrospectiva histórica, talvez possamos considerar que

a

atividade de planejar seja tão antiga quanto a existência do homem.

Conforme Vasconcelos (1999), é no “mundo da produção”, com o fenômeno

da Revolução Industrial e com o surgimento da Administração no fim do sécu-

lo

XIX, que a sistematização do planejamento ganhou força, passando, poste-

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riormente, a fazer parte da organização de outras áreas como a educacional. Em Taylor (1856-1915), vamos deparar com a preconização da necessi- dade da separação entre o planejar e o executar, numa distinta e radical visão entre a concepção e a realização, o que muito influenciou o enca-

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Referência Bibliográfica VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Planejamento: Projeto de ensi- no-aprendizagem e projeto

Referência

Bibliográfica

VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Planejamento:

Projeto de ensi- no-aprendizagem e projeto políti- co pedagógico – elementos me- todológicos para elaboração e rea- lização. São Paulo:

Libertad, 1999.

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minhamento do planejamento como uma atividade tecnocrática, em que o poder de decisão e controle se concentra nos técnicos ou políticos ou ainda nos especialistas e não nos agentes que o executam. Essa influên- cia permaneceu por muito tempo e impregnou não só as políticas sócias como também a educação.

Diferentes linhas de planejamento foram se estabelecendo com a evolução do processo histórico. Na atualidade, espe- cialmente no campo da educação, podemos destacar o Pla- nejamento Participativo como uma tendência e expressão da resistência de educadores que se colocaram resistentes à separação anteriormente exposta.não só as políticas sócias como também a educação. No Planejamento Participativo, estão valorizadas “a

No Planejamento Participativo, estão valorizadas “a construção, a partici- pação, o diálogo, o poder coletivo local, a formação da consciência crítica a partir da reflexão sobre a prática de mudança”. (Vasconcellos, 1999, p.)

Há um rompimento com outras formas de planejar, e o planejamento se torna um instrumento da possibilidade da interferência na realidade, para transformá-la.

A ênfase no Planejamento Participativo revela um re- significar de uma prática ainda presente na educação. Remete-nos a acreditar na possibilidade de mudança significar de uma prática ainda presente na educação. Remete-nos a acreditar na possibilidade de mudança da realidade, querer mudar algo, vislumbrarmos a possibilidade da reali- zação de uma determinada ação que dá sentido ao nosso fazer.

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Aula: 0

Temática: A Política Educacional e a Escola

 

É na década de 1990 que as políticas educacionais passa- ram a colocar a escola como um dos focos de seus objeti- vos. O debate sobre a escola emerge considerando sob a reflexão de dois fatores: que função social tem a escola? E a importância do projeto político pedagógico da escola.

de dois fatores: que função social tem a escola ? E a importância do projeto político

FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA

A preocupação com a questão do “ensinar” na escola já vem de algum tempo. No entanto, nas duas décadas passadas, especialmente, foram incorporados novos referenciais a esses estudos inicias e outros fatores passaram a ser considerados como determinantes para o sucesso da es- cola.

Especialmente a partir da democratização do acesso, ou seja, quando a massa da população passa a freqüentar a escola, essa escola se depara com crianças de diferentes classes sociais, raça e gênero que até então não se encontravam dentro dela.

É a partir daí que, considerando os resultados do trabalho da escola, as reflexões se ampliam e passamos a nos pre- ocupar com a exclusão de crianças pela escola, que função tem o currículo - conservadora ou emancipadora, como a organização, a cultura e a gestão da escola podem promover também a inclusão ou ex- clusão das crianças. Assim, entendemos que, na realidade, a escola não tem uma única função social, mas diversas funções sociais e das mais complexas.

que, na realidade, a escola não tem uma única função social, mas diversas funções sociais e

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Ainda podemos afirmar que o conjunto de profissionais que integram a escola têm suas próprias culturas, seus valores e que, por não poderem se dividir em partes, como pessoas, carregam para o interior da escola os seus valores. Enquanto mediadores do processo educacional, agentes, atores têm suas práticas impregnadas dessa pessoa humana que são. Daí a importância e a relevância do projeto político pedagógico da escola.

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PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO Esse projeto político pedagógico, construído em bases sólidas, vai expres- sar os
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
Esse projeto político pedagógico, construído em bases sólidas, vai expres-
sar os fundamentos éticos e políticos do nosso fazer, ou seja, que homem
queremos formar e para que sociedade. O que pensamos não é tão sim-
ples como pode parecer, considerando o conjunto de todos os atores pre-
sentes na escola. Irá além, deve contemplar com clareza a nossa opção
epistemológica, como entendemos o processo do ensinar e o processo
do aprender, como consideramos o professor e o aluno nesse processo, o
que é o conhecimento e como se constrói.
Estes dois novos focos presentes hoje na discussão so-
bre a escola – sua função social e a importância do seu
projeto político pedagógico – não esgotam nossa refle-
xão. Há uma relação direta entre a escola e os sistemas educacionais
a que se vinculam, não há espaço para a concretização efetiva deste
processo, se os sistemas não se democratizarem. Há uma relação de
dupla mão, sistema de ensino e escola ou vice-versa. Os sistemas
de ensino expressam o projeto político das forças hegemônicas da
sociedade, que expressa o projeto político de um dado governo.
Mais uma vez cabe a afirmação: não há espaço para a neutralidade.
E após chegarmos
a estas bases, te-
mos de ir adiante
nos fundamen-
tando didática e
pedagogicamente
para o desenvolvi-
mento desse pro-
cesso, decidindo
o que, para que,
para quem, por
que e como vamos
trabalhar para al-
cançarmos, com
sucesso, nosso
grande projeto:
É PRECISO QUE O
VERBO SE FAÇA
CARNE
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Aula: 10

Temática: Descentralização de Políticas Públicas

 

Nas aulas anteriores, procuramos partir do macro (Estado) até chegarmos no micro (escola) estabelecendo conceitos e relações que nos possibilitem compreender as questões do cotidiano que vivenciamos na nossa vida individual, como cidadãos e na nossa vida profissional, na escola. Da mesma forma, vamos iniciar a nossa discussão sobre a descentralização das políticas sociais, especial- mente da educação.

forma, vamos iniciar a nossa discussão sobre a descentralização das políticas sociais, especial- mente da educação.

É sob as transformações do cenário mundial que se abre o espaço para um novo estágio de globalização do capitalismo e, conseqüentemente, a ex- pansão do mercado mundial, propiciando um novo regime de acumulação. A consolidação das políticas neoliberais tem como marco o Consenso de Washington, cujas orientações passaram a nortear as políticas do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial na concessão dos emprésti- mos aos países necessitados de recursos, conforme vimos anteriormente. No Brasil, o ajuste estrutural tem se definido como um conjunto de progra- mas e políticas orientadas e introduzidas por essas e outras organizações financeiras. Segundo Silva (2001, p. 13-14)

 

[

]

o que estamos presenciando é um processo am-

plo de redefinição global das esferas social, política e pessoal, no qual complexos e eficazes mecanismos de significação e representação são utilizados para criar e recriar um clima favorável à visão social e po- lítica liberal. O que está em jogo não é apenas uma reestruturação neoliberal das esferas econômica, social e política, mas uma reelaboração e redefinição das próprias formas de representação e significação social. O projeto neoconservador e neoliberal envol- ve, centralmente, a criação de um espaço em que se torne possível pensar o econômico, o político e o social fora das categorias que justificam o arranjo social capitalista. Nesse espaço hegemônico, visões alternativas e contrapostas à liberal/capitalista são reprimidas a ponto de desaparecerem da imaginação e do pensamento até mesmo daqueles grupos mais

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vitimizados pelo presente sistema [ ]

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Neste cenário, as políticas públicas de descentralização emergem como estratégias de consenso. Mas, embora tais
Neste cenário, as políticas públicas de descentralização
emergem como estratégias de consenso. Mas, embora
tais políticas no discurso oficial sejam apresentadas como um progra-
ma de solução de problemas, indicando as vias de ação e os recursos
disponíveis, as políticas de descentralização têm revelado também
os confrontos e as contradições culturais que se traduzem a partir
da própria concepção de descentralização, no desenvolvimento e no
acompanhamento das ações deflagradas.
O Brasil, segundo Arretche (2000), no início dos anos de 10, viveu
um conjunto de reformas político-institucionais, como a retomada
das eleições diretas, a descentralização fiscal e a definição dos mu-
nicípios como federativos autônomos. Num Estado Federativo, mar-
cado por desigualdades regionais e fracas capacidades econômicas e
administrativas de governos locais, o processo de reforma do Estado
tornou-se bastante complexo.
Glossário
Consenso de Washington: Expressão que designa um conjunto de me-
didas em favor da economia de mercado com o intuito de “recuperar”
economicamente a América Latina. Denominada de neoliberais, essas
medidas pregam a redução da participação do Estado na economia com a
privatização de empresas públicas, ainda a flexibilização das leis trabalhis-
tas, redução da carga fiscal e abertura comercial. Ao contrário do que se
pregavam os seus elaboradores, os países que adotaram inocentemente
o receitário do Congresso tiveram aumento do desemprego, redução dos
salários dos trabalhadores e, conseqüentemente, perda crescente de po-
der aquisitivo, com o agravamento da concentração de renda deixando
uma enorme distância entre ricos e pobres, diminuição do investimento
do poder público na área social diante da “necessidade” do controle fiscal
visando ao pagamento de sua dívida pública. O baixo crescimento econô-
mico dos países que adotaram o modelo do Consenso de Washington não
justifica o alto nível de sacrifício imposto às populações desses países.
Banco Mundial: Instituição Internacional de financiamento do desenvolvi-
mento social e econômico. Criado em 1944, com o objetivo de recuperar os
países destruídos após a II Guerra Mundial, conta hoje com 183 países-mem-
bros, inclusive o Brasil, tendo como principal função o recolhimento de recur-
sos junto a mercados financeiros internacionais para financiar os países em
desenvolvimento, visando combater a pobreza mundial.
Quantas reflexões
são possíveis a
partir da leitura dos
nossos textos?
Não perca tempo,
escreva o que você
está pensando.
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FMI: Criado em 1945 objetiva a estabilidade do sistema monetário inter- nacional através do equilíbrio na balança de pagamentos e nos sistemas cambiais dos 181 países membros, como também, a expansão do comér- cio e no negócio de capitais, chegando a promover empréstimos aos seus membros.

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Aula: 11

 

Temática: O que é Projeto Político Pedagógico?

Nas aulas anteriores, vimos que a escola tornou-se um dos focos mais importantes da política educacional. Nesse sen- tido, a função social da escola e o seu projeto político peda- gógico são dois fatores que merecem destaque.

sen- tido, a função social da escola e o seu projeto político peda- gógico são dois
 
Vamos refletir sobre o Projeto Político Pedagógico:

Vamos refletir sobre o Projeto Político Pedagógico:

1. O QUE É O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO?

 

2. ONDE ESTÁ SITUADO O PPP?

Podemos afirmar que o Projeto Político Pedagógico é o grande projeto de uma escola. Pode ser entendido como a sistematização, nunca definitiva, de um processo de planejamento participativo, que se aperfeiçoa e se objetiva na caminhada, que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar, a partir de um posicionamento quanto à sua intencio- nalidade e de uma leitura da realidade.

É um caminho para a construção da identidade da escola. É um instru- mento para a transformação da realidade.

Como processo, implica a expressão das opções da escola, de concep- ções acerca do conhecimento e o julgamento da realidade, bem como das propostas de ação para concretizar o que se propõe.

Vai além, supõe a colocação em prática daquilo que foi projetado, sempre acompanhado da análise dos resultados alcançados.

A DINÂMICA DA CONSTRUÇÃO DO PPP

 

Necessidades 

Necessidades  
 
Diagnóstico

Diagnóstico

Proposta de

Diagnóstico Proposta de Ação

Ação

Ação

Transformadora

PossibilidadesUNIMES VIRTUAL

Possibilidades UNIMES VIRTUAL

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COMPETÊNCIAS EXIGIDAS PARA A CONSTRUÇÃO DO PPP São várias as competências exigidas na construção do
COMPETÊNCIAS EXIGIDAS PARA A CONSTRUÇÃO DO PPP
São várias as competências exigidas na construção do PPP:
Conceitual - saber exatamente o que é o PPP
Atitudinal - o desejo e a decisão de fazer o PPP (sensibilização, sem quei-
mar etapas)
Procedimental - criatividade para alcançar a participação de todos: indi-
vidual e em grupos
Para tanto se exige amadurecimento democrático.
O planejamento, como tarefa natural ao ser humano,
é o processo de divisar o futuro e agir no presente
para construí-lo. Assim, planejar é organizar um con-
junto de idéias que representem esse futuro deseja-
do e transformar a realidade para que esse conjunto
nela se realize no todo ou em parte. (GANDIN; GAN-
DIN, 1999, p.37)
Como podemos perceber, embora a descrição deste mo-
delo apresente etapas distintas, essa distinção se faz
apenas para organizar pedagogicamente as idéias do
todo, ou seja, apenas para mostrar a seqüência em que elas devem
ser apresentadas, pois é evidente que, para o seu SUCESSO, nenhuma
etapa poderá ser desconsiderada em virtude da interdependência que
há entre elas.
AO TÉRMINO DA UNIDADE, PENSE EM ALGUMAS QUESTÕES:
1. Que homem e sociedade queremos ajudar a construir?
2. O que compreendemos como valores? Quais são os nossos valores?
Referência
3. Quais são os valores dos nossos alunos?
Bibliográfica
4. O que representa o amor na nossa vida? Nós amamos? De que maneira?
Podemos melhorar nosso amor?
GANDIN, Danilo e
GANDIN, Luís Ar-
mando. Temas para
um projeto político
pedagógico. Pe-
5.
Que relações mantemos com nossos alunos? E eles conosco? Estamos
felizes? Podemos melhorar? Como?
6.
Considerando a realidade e as nossas condições de vida e os aspectos
trópolis, RJ: Vozes,
da vida contemporânea, o que nos dá prazer? E o que nos causa inquieta-
ção? Por quê? O que podemos fazer para contribuir?
1999.
7.
Como viver nossas utopias na nossa escola?
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Resumo - Unidade I Nesta unidade entendemos a concepção de Estado, defi- nindo seu papel
Resumo - Unidade I
Nesta unidade entendemos a concepção de Estado, defi-
nindo seu papel na execução das políticas sociais públicas
entendendo por quais razões o estado implantou “reformas”,
afastando-se de programas econômicos e, voltando-se a questões sociais
e quais foram os fatores relevantes nesta tomada de decisão.
Recordamos que o Brasil possui três poderes constituídos, o Executivo,
Legislativo e Judiciário. Eles possuem atribuições específicas que se inte-
gram, garantindo assim a democracia e direito de todos, conforme previs-
to na Constituição Federal, Constituições Estaduais e Leis Orgânicas dos
Municípios.
Ao relacionar política e educação, podemos afirmar que “Educação é sem-
pre um ato político” (PAULO FREIRE), uma vez que está vinculada a legis-
lações e em diferentes momentos históricos.
Política é o que se pretende realizar por meio de ações governamentais.
Estas ações passam por diferentes estágios. São eles: organização de
agenda, formulação, implementação, avaliação e término.
Assim como as relações e ações que se estabelecem no Estado deman-
dam de Planejamento, podemos dizer que planejar está próximo ao nosso
cotidiano.
Entendemos o que envolve a ação de planejar que está presente na Educa-
ção com ênfase no Planejamento Participativo.
Chegamos no capítulo Política Educacional da Escola que se define pelo
Projeto Político Pedagógico que acaba por estar vinculado a forças hege-
mônicas da sociedade, que expressa o projeto político de um governo.
Analisamos a descentralização de políticas públicas e sob qual discurso
ela foi implantada e define o que é o Projeto Político Pedagógico, qual o
caminho de sua construção para transformação da realidade.
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UNIMES VIRTUAL 3 Referências Bibliográficas ARRETCHE, Marta. Estado Federativo e Políticas Sociais: Determinantes

Referências Bibliográficas

ARRETCHE, Marta. Estado Federativo e Políticas Sociais: Determinantes da Descentralização. Rio de Janeiro: Revan; são Paulo: FAPESP, 2000.

HORTA, José Silvério Bahia. Planejamento educacional. In: MENDES, Durmeval (coord.) Filosofia da Educação no Brasil. Rio de Janeiro. Civiliza- ção Brasileira, 1991.

SILVA, Tomaz Tadeu da. A “nova” direita e as transformações na peda- gogia, In: GENTILI, Pablo A. A.; Silva, Tomaz Tadeu da (org) [e outras] Ne- oliberalismo, qualidade total e educação: visões críticas. 9° ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.

VASCONCELLOS, Celso dos santos. Planejamento: Projeto de ensino- aprendizagem e projeto político pedagógico – elementos metodológi- cos para elaboração e realização. São Paulo. Libertad, 1999.

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Exercício de auto-avaliação I O objetivo deste exercício é você se auto-avaliar e perceber o

Exercício de auto-avaliação I

Exercício de auto-avaliação I O objetivo deste exercício é você se auto-avaliar e perceber o quanto

O objetivo deste exercício é você se auto-avaliar e perceber o quanto está aprendendo. Tente responder às questões sem consultar suas aulas e apontamentos e veja seu de- sempenho.

1 – O Estado, como instituição, está passando por uma intensa “reforma”. São prerrogativas dessa reforma:

a) A ampliação dos gastos públicos, principalmente na área social.

b) Maior intervenção na produção e no mercado.

c) A centralização na realização de políticas como forma de resolver os problemas de falta

de qualidade nos serviços públicos.

d) Aumento do controle fiscal; descentralização das políticas públicas, especialmente as

sociais; e ausência de intervenções no setor da produção.

2) Um governo, à frente do Estado, elabora um projeto a ser realizado através de políticas em várias áreas, como: Educação, Saúde, Transporte, etc. Cada política tem um ciclo ou estágio que devem ser seguidos. A discussão e definição dos problemas e a decisão de uma abordagem para solucioná-los fazem parte de que momento do ciclo de uma política?

a) Organização da agenda

b) Formulação

c) Implementação

d) Término

3) Segundo Vasconcellos “a construção, o diálogo, o poder coletivo local, a formação da consciência crítica a partir da reflexão sobre a prática de mudança”, fazem parte de que tipo de planejamento:

a)

Planejamento Positivo

b)

Planejamento Isolacionista

c)

Planejamento Participativo

d)

Planejamento Afirmativo

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) O Projeto Político Pedagógico está no centro do debate da escola atualmente. As suas atribuições são:

a) Expressar os fundamentos éticos e políticos do fazer educacional, centrando-se na for-

mação do indivíduo para vida.

b) Executar medidas administrativas para os problemas da escola.

c) Realizar atividades que envolvam apenas os professores com a escola.

d) Desenvolver uma política que alcance somente alunos que estejam ingressando na escola.

) Para a realização do Projeto Político Pedagógico são exigidas competências para sua construção. “O desejo e a decisão de fazer o Projeto Político Pedagógico”, fazem parte da competência:

a) Conceitual

b) Atitudinal

c) Procedimental

d) Formal

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Unidade IIAs Políticas Sociais e de Descentralização na Educação no Brasil Objetivos Analisar criticamente as políticas

As Políticas Sociais e de Descentralização na Educação no Brasil

Sociais e de Descentralização na Educação no Brasil Objetivos Analisar criticamente as políticas sociais e

ObjetivosSociais e de Descentralização na Educação no Brasil Analisar criticamente as políticas sociais e educacionais

Analisar criticamente as políticas sociais e educacionais que se traduziram em planos e projetos governamentais, especialmente na década de 1990.

e projetos governamentais, especialmente na década de 1990. Plano de Estudo Esta unidade conta com as

Plano de Estudo

Esta unidade conta com as seguintes aulas:

Aula: 12 - Descentralização de Políticas Públicas e a Educação Aula: 13 - Descentralização X Educação X Gestão Aula: 1 - Descentralização X Educação X Gestão (cont.) Aula: 1 - Descentralização X Educação X Gestão (cont.) Aula: 1 - Descentralização X Educação X Gestão (cont.) Aula: 1 - Descentralização X Educação X Gestão (cont.) Aula: 1 - É uma questão de competência?

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Aula: 12

Temática: Descentralização de Políticas Públicas e a Educação

 
Vamos entender esse processo de descentralização nas políticas públicas, especialmente na educação!

Vamos entender esse processo de descentralização nas políticas públicas, especialmente na educação!

O

processo de descentralização das políticas sociais inicia-se, efetivamen-

te, nos anos de 1990, com a transferência da função de gestão do governo federal para Estados e municípios. “Descentralização aqui significa a insti- tucionalização no plano local de condições técnicas para a implementação de tarefas de gestão de políticas sociais”. (ARRETCHE, 2000, p.16)

Conforme afirma a autora, o processo de reforma do Estado está condicio- nado à natureza das relações entre Estado e sociedade e entre os vários

níveis de governo. Os resultados alcançados são variáveis, de acordo com

a

política e os locais onde estão sendo implementados.

Em um processo de transferência de atribuições, a riqueza econômica, a capacidade fiscal e administrativa dos governos locais exercem um fator diferenciador. Para a implementação da descentralização, é decisiva a es- tratégia governamental de incentivo para que os governos locais queiram assumir tais atribuições.

A

adesão dos governos locais à transferência de atribuições depende di-

retamente de um cálculo no qual são considerados, de um lado, os cus- tos e benefícios derivados da decisão de assumir a gestão de uma dada política e, de outro, os próprios recursos fiscais e administrativos com

os quais cada administração conta para desempenhar tal tarefa. (ARRE- TCHE, 2000, p.48)

A

transferência de atribuições, no Brasil, tem se realizado com base em

uma barganha federativa; quando um nível de governo considera os cus- tos políticos, financeiros e administrativos de uma gestão, muito eleva- dos, procura transferi-los para outras administrações.

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Na Educação, os princípios de descentralização, gestão democrática e autonomia escolar passam a estar presentes nos debates e nas reflexões que buscam soluções para a situação em que se encontra a educação bra- sileira. Virou quase lugar comum sua defesa, mas na revelação do discur- so comum, práticas com objetivos bem diferenciados têm emergido.

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Vale ressaltar ainda que essa descentralização da educação, apresenta- da como uma tendência moderna dos sistemas educativos, pouco tem a ver com as questões educativas propriamente ditas, conforme Krawczyk (2002), mas muito mais com a busca de uma governabilidade da educa- ção pública.

A Reforma Educativa foi concebida no marco de um novo ordenamento das relações de poder internacionais e da re- configuração do modelo de Estado provedor e regulador, para o modelo de Estado forte e configuração do modelo de Estado provedor e regulador, para o modelo de Estado forte e minimalista, (minimalista em todos os investimentos sociais e nas intervenções econômicas, mas forte na sua capacidade de romper com o modelo estabelecido, sob a lógica dos binô- mios globalização/comunitarismo e centralismo/localismo descentraliza- ção). (KRAWCZYK, 2002, p.60)

De fato, o que se apresenta é uma globalização contemporânea que supõe uma nova ordem econômica, que invalida a necessidade de uma base ter- ritorial e de estratégias nacionais ante as regras dos mercados internacio- nais no âmbito da produção e que apresenta, ao mesmo tempo, a gestão local como a forma mais adequada para vincular os custos e vantagens dos serviços públicos e privados. Nessa perspectiva, a gestão educacional proposta apresenta a coexistên- cia de espaços de decisão e ação descentralizados e privados juntamente com outros espaços altamente centralizados e intervencionistas, substi- tuindo-se então o Estado social pelo Estado controlador, avaliador.

Fica claro que a reforma do Estado em andamento rede- fine as responsabilidades do próprio Estado, do merca - do e da sociedade e o fine as responsabilidades do próprio Estado, do merca- do e da sociedade e o modelo de organização e gestão da educação que instaura a Reforma Educacional no Brasil, conforme afirma Krawczyk (2002), está definido pela descentralização em três dimensões que se complementam, gerando uma nova lógica de go- vernabilidade da educação pública: descentralização entre diferentes instâncias de governo – municipalização; descentralização para a es- cola – autonomia escolar; e descentralização para o mercado – res- ponsabilidade social.

POLÍTICAS E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

 

Aula: 13

Temática: Descentralização X Educação X Gestão

 
  O processo de descentralização trouxe transformações na área administrativa, onde surgiu a gestão como um

O processo de descentralização trouxe transformações na área administrativa, onde surgiu a gestão como um importante com- ponente organizacional de instituições públicas e privadas.

Sob o ponto de vista da gestão educacional, Casassus (1997) analisa a transformação institucional dos sistemas educativos na América Latina, levando em conta dois aspectos:

• O primeiro está relacionado com a própria teoria, que nos per- mite, segundo o autor, gerar marcos interpretativos que ampliam nossa capacidade de entender o que observamos, o que está acon- tecendo. • O segundo, que se refere à gestão, à ideologia da gestão, ou seja, o conjunto de conceitos que dominam o pensamento atual.

Conforme Casassus (1997), até 25 anos atrás não se falava em gestão. Em primeiro lugar, afirma que esta se achava separada em duas atividades conceitualmente distintas: a de planejamento e a de administração, apre- sentando assim uma distinção entre aqueles responsáveis pela elaboração dos planos, daqueles que fixavam objetivos, determinavam as ações a serem executadas e os que estavam encarregados de executar as ações predeterminadas. O modelo assim desenhado apresentava uma separação clara entre a ação de planejar da ação de executar. Esta separação deixou de ter validade conceitual como teoria da ação subjacente à qual se inte- gram os dois processos, ou seja, o de pensar e o de executar, presentes na noção de gestão.

A segunda questão destacada pelo autor refere-se à definição mesmo de gestão. Afirma que, numa visão clássica, a gestão implica:

 

[

]

uma capacidade de gerar uma relação adequada

entre a estrutura, a estratégia, os sistemas, o estilo, as capacidades, as pessoas e os objetivos superiores

da organização considerada [

]a

capacidade de arti-

cular os recursos de que se dispõe de maneira a al- cançar o que se deseja. Numa visão que evoca o tema da identidade em uma organização, a gestão implica a geração e a manutenção de recursos e processos em uma organização para que ocorra aquilo que se tenha

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decidido que ocorra [

]

(CASASSUS, 1997, p.4)

2

 

POLÍTICAS E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

 

O que se coloca em destaque é que a gestão tem a ver com os compo- nentes de uma organização como arranjos institucionais, a articulação de recursos, os objetivos e, sobretudo, as inter-relações entre as pessoas na ação. Por esta razão, Casassus (1997) reitera que implícita ou explicita- mente os modelos de gestão se fundamentam em alguma teoria da ação humana dentro das organizações e que é necessário esta compreensão para se entender adequadamente os processos de gestão. Nesta pers- pectiva, a ação em uma organização é uma ação deliberada e toda ação deliberada tem uma base cognitiva, reflete normas, estratégias e supõe o modelo do mundo no qual se dá.

 
Por fim, em sua terceira questão, Casassus (1997, p.5) trata da vinculação do tema da

Por fim, em sua terceira questão, Casassus (1997, p.5) trata da vinculação do tema da gestão ao da aprendizagem, no

qual se concebe “[

]

a ação da gestão como um processo

de aprendizagem da adequada relação entre estrutura, estratégia, siste-

mas, estilo, capacidades, pessoas e objetivos superiores, tanto no interior

da organização quanto ao entorno [

].”

O que não pode significar uma

elaboração pessoal, mas sim o que se constitui e se verifica na ação, num

processo de aprendizagem contínuo.

 

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POLÍTICAS E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

3

 

Aula: 1

Temática: Descentralização X Educação X Gestão (cont.)

 

Com os indicativos apresentados por Casassus, conforme a aula anterior, o autor identifica os modelos de gestão que denomina marcos conceituais, que se apresentaram nos últimos 25 anos apontando suas principais características e ressaltando que, embora se apresentem em um dado momento histórico, podem ou não se apresentar na sua forma pura, assim como podem ou não se mesclar.

em um dado momento histórico, podem ou não se apresentar na sua forma pura, assim como

São identificados os modelos:

• normativo,

• prospectivo,

• estratégico,

• estratégico-situacional,

• qualidade total,

• reengenharia e comunicacional.

Utilizado na década de 1950, o modelo normativo, construído a partir de técnicas de projeção de tendências em médio prazo e sua conseqüente programação, constitui-se num esforço maior da introdução da raciona- lidade no exercício do governo em suas intenções de alcançar o futuro pelas ações do presente.

É

importante destacar aqui a visão linear de futuro, tido como único e cer-

to em que a sociedade estava ausente, não se considerando as pessoas e suas interações. Foi o período no qual se iniciaram os planos nacionais de

desenvolvimento, que tinham como conseqüência a elaboração dos pla-

nos nacionais de educação, um modelo de um alto nível de generalização

e

abstração.

Com a constatação de que o futuro realizado não coincidia com o futu- ro previsto, conforme a visão normativa, estabelece-se nos anos 1960

1970, com a crise do petróleo, o modelo prospectivo no qual o futuro é previsível por meio da construção de cenários. O enfoque é o mesmo do modelo normativo, só que aplicado considerando-se diferentes cenários de futuro.

a

Já na década de 1980, estabelece-se uma tendência que vincula planeja- mento e gestão a considerações econômicas. O modelo que se estabelece

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é

de que são necessárias normas, táticas, estratégias para se chegar ao

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futuro desejado, normas que permitam relacionar a organização com o entorno. A gestão estratégica consiste então na capacidade de arti- cular os recursos que possui uma organização, sejam eles humanos, técnicos, materiais, financeiros.

 

Segundo Casassus (1997), a crise do petróleo repercutiu tardiamente na América Latina. A crise se transformou, no início dos anos de 1980, em uma crise estrutural, gerando uma situação social instável e sendo o tema da governabilidade introduzido por meio de uma visão situacional, sobre a viabilidade das políticas.

Reconhecendo-se o antagonismo dos interesses dos atores da sociedade e do tema da viabilidade política, juntam-se os temas da viabilidade técnica, econô- mica, organizativa e institucional, e a gestão se apresenta como o processo de resolução dos problemas. A realidade adquire o caráter da situação em relação ao ator e à sua ação deste e há uma preocupação de análise e abordagem dos problemas, no caminho a percorrer até o futuro desejado.

Com o início dos anos de 1990, uma nova situação se dese- nha, orientando-se o modelo para a melhoria da qualidade do processo, de acordo com as necessidades dos usuários dos sistemas educativos, ganhando relevância a melhoria do produto me- diante ações direcionadas a diminuir a burocracia, diminuir custos, maior flexibilidade administrativa e operacional, aprendizagem contínua, aumen- to da produtividade, criatividade nos processos. Busca-se diminuir os des- perdícios e melhorar os processos existentes numa visão do conjunto da organização. Casassus (1997) afirma que entre as práticas de gestão dos sistemas educacionais, na segunda metade dos anos de 1990, prevalece principalmente a perspectiva estratégica clássica combinada com a pers- pectiva da Qualidade Total.

de 1990, prevalece principalmente a perspectiva estratégica clássica combinada com a pers- pectiva da Qualidade Total.

Já o modelo de reengenharia, segundo o autor, situa-se no reconheci- mento de contextos de mudanças dentro de um marco de competência global. Nesta perspectiva, Casassus (1997) distingue três aspectos de mudança:

o primeiro prevê que as melhorias não bastam, exige-se uma mudan- ça qualitativa;

o segundo reconhece que os usuários têm, por meio da descentra-

lização, a abertura do sistema e maior poder e maior exigência pela qualidade da educação que desejam;

o terceiro aspecto se refere às mudanças.

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POLÍTICAS E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Com isso, o autor supõe que haja maior mudança, mas que a natureza do processo
Com isso, o autor supõe que haja maior mudança, mas que a natureza do
processo de mudança também seja transformado.
Enquanto o modelo de Qualidade Total implica melhorar o que há hoje,
buscando diminuir desperdícios e melhorar os processos existentes,
numa visão do conjunto da organização, a diferença que se estabelece
com esse modelo, é que a reengenharia se define como uma recon-
ceitualização funcional e redesenho radical dos processos. Nesta pers-
pectiva, o modelo de reengenharia visa a uma mudança radical, não se
tratando de melhorar o que existe, mas de reconsiderar radicalmente
como está concebido o processo.
Numa visão posterior, já na segunda metade da década
de 10, a tendência de se olhar a organização sob o
ponto de vista das redes de comunicação, faz com que
o processo de comunicação ganhe relevância quanto à facilitação
ou ao impedimento na concretização das ações planejadas. A gestão
aparece como desenvolvimento de compromissos de ação obtidos
por meio de comunicações para a ação; nesta perspectiva, a gestão é
a capacidade de formular petições e obter promessas.
Referência
Bibliográfica:
CASASSUS, Juan.
Marcos conceptu-
ales para el anali-
se de los câmbios
em la gestion de
los sistemas edu-
cativos [presen-
tado no seminário
Internacionale de
Referencia de la
Gestión de los Sis-
temas Educativos
em lá década de
los noventa, San-
tiago, Chile, 13,14
de noviembro de
1997].
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Aula: 1 Temática: Descentralização X Educação X Gestão (cont.) Da análise detalhada que realiza, conforme
Aula: 1
Temática: Descentralização X Educação X Gestão
(cont.)
Da análise detalhada que realiza, conforme nossas aulas
anteriores, Casassus, o autor, elabora três conclusões:
a primeira é que na evolução dos modelos evidencia-se um pro-
cesso que caminha do quantitativo para o qualitativo, no qual o
gestor se transforma de analista para coordenador de ações;
a segunda é que as diferentes práticas e processos sucedem-se
incorporando uns aos outros, ou seja, em alguma medida os novos
contêm os anteriores e;
a terceira é a de que, neste processo de concretização, passa-se
de uma perspectiva sistêmica abstrata para uma engenharia so-
cial, reconhecendo-se a existência da sociedade com seus atores
sociais em tensão, ou seja, reconhece-se a existência da organi-
zação, a importância dos processos e, finalmente, a emergência
da pessoa humana como o elemento chave que torna possível o
funcionamento das organizações.
No marco da importância das reformas educativas, a gestão do sistema e
da escola vem se apresentando ao lado do processo de desenvolvimento
da modernização do Estado. Aparece como redesenho e introdução de
maior racionalidade na gestão e, em particular, nos processos de descen-
tralização e desconcentração.
A redefinição das responsabilidades e atribuições dos dife-
rentes órgãos do sistema educativo consideram a escola
como lugar estratégico na produção de uma maior eficiên-
cia em sua gestão, maior qualidade e efetividade em seu trabalho.
Enquanto na década de 1980 a preocupação se deu pela construção de
relações sociais democráticas no interior da escola, pelo direito de par-
ticipação dos diferentes sujeitos, na reforma há uma inversão, porque,
conforme observa Krawczyk (2002, p.65):
Deixa de ser expressão da demanda da comunida-
de educativa por maior autonomia escolar em busca
da democratização das relações institucionais, para
passar a ser resultado da preocupação dos órgãos
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centrais por redefinir quem deve assumir a responsa- bilidade da educação pública: tanto pela definição
centrais por redefinir quem deve assumir a responsa-
bilidade da educação pública: tanto pela definição de
seu conteúdo, como pelo seu financiamento e pelos
resultados.
Essa discussão, uma das mais relevantes da política
educacional nos anos de 10 e hoje muito presente,
deve-se, na realidade, à redefinição do Estado de Bem-
Estar, em conseqüência da política neoliberal predominante.
Referência
Bibliográfica
KRAWCZYK, Nora
Rut. Em busca
de uma nova go-
vernabilbidade
na educação. In:
OLIVEIRA, Dalila
Andrade e Maria
de Fátima Felix
Rosar (orgs.). Po-
lítica e gestão da
educação. Belo
Horizonte : Autên-
tica, 2002.
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Aula: 1 Temática: Descentralização X Educação X Gestão (cont.) Nós encerramos a aula passada afirmando
Aula: 1
Temática: Descentralização X Educação X Gestão
(cont.)
Nós encerramos a aula passada afirmando que a discus-
são sobre a redefinição das responsabilidades e atribuições
dos diferentes órgãos do sistema educativo, que definem a
escola como lugar estratégico na produção de uma maior eficiência em
sua gestão, maior qualidade e efetividade em seu trabalho, é uma das
mais relevantes da política educacional nos anos de 1990 e hoje muito
presente. Deve-se, na realidade, à redefinição do Estado de Bem-Estar,
em conseqüência da política neoliberal predominante.
Outro aspecto relevante deve ser destacado. Munín (1998) nos revela que
essas propostas surgem como uma nova forma para “melhorar a escola”
por meio da maior “liberdade” para seus atores. Destaca que essa pos-
se de maior liberdade é uma liberdade negativa, no sentido de que ela
surge ao eliminar-se um dever por parte do Estado, tratando-se então da
utilização dos recursos dos próprios atores, na ausência dos tradicionais
recursos normativos e materiais do Estado.
Segundo a autora, essa autonomia da escola, a descentralização dos sis-
temas educacionais, a privatização de escolas públicas, a livre escolha
das escolas por parte da clientela correspondem na realidade às reformas
do Estado Regulador para formas societárias, privadas de coordenação,
como demonstram as reformas educacionais em andamento em diversos
países, especialmente na América Latina.
Da forma como têm sido apresentados, os discursos oficiais têm encontra-
do uma forte carga positiva por parte de diferentes setores da sociedade,
quando trata da questão da autonomia, entendida como forma de expres-
são de êxito dos desejos de liberdade dos indivíduos perante o Estado.
Porém, o que significa esta liberdade? A autonomia
da escola merece ser analisada fora da contradição
proposta pelo discurso neoliberal/conservador entre
o “controle do Estado” e a “liberdade” dos atores da
escola. Porque, em que pese ser um tema que pa-
rece tão pedagógico, tal como do domínio cotidiano
das escolas e dos professores, trata-se de um tema
político. (MUNÍN, 1998, p.11)
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O Estado não deixa de exercer seu controle, nem sua re- gulação; segue sendo a
O Estado não deixa de exercer seu controle, nem sua re-
gulação; segue sendo a expressão das relações sociais as-
simétricas de dominação capitalista, exercendo o controle
sobre o indivíduo segundo a concepção liberal, mas também como con-
cretização das relações sociais historicamente determinadas. O Estado
mínimo não significa necessariamente um Estado mais débil, mas, sim,
reforça a idéia de liberdade para o indivíduo escolher e responsabilizar-se
pelas suas escolhas.
Desta forma, o Estado mínimo provoca relações de maior assimetria numa
sociedade com fortes desigualdades sociais como a nossa. Assim, novas
formas de controle implicam maior liberdade imposta para os indivíduos.
Isto se observa pelas mudanças nas políticas públicas, na legislação e na
própria dinâmica de poder que se estabelece. Evidencia-se o rebaixamen-
to de investimentos em políticas sociais das quais fazem uso as camadas
menos favorecidas da população e privilegia-se, por meio de regulamenta-
ções, os setores mais altos.
Referências
Bibliográficas
MUNÍN, Helena
(comp.). La auto-
nomía de la es-
cuela: ¿libertad
y equidad?: un
recorrido por la
discusión alema-
na de los años
noventa. Buenos
Merece análise ainda a idéia de liberdade proposta pelo discurso oficial
ante o controle do Estado. Munín (1998) argúi em que sentido se pode
produzir maior liberdade na ausência de uma distribuição compensatória
estatal. A ausência do controle do Estado potencializa a dependência dos
recursos próprios dos atores sociais e sua diferente taxação em negocia-
ções assimétricas; torna então a liberdade conveniente para os setores
que detêm maiores recursos.
Aires, Argentina:
Editora
Aique,
Neste sentido, nas escolas autônomas, os atores sociais
ficam “livres” do Estado e “aceitantes” e dependentes
de seus próprios recursos, o que provoca desigualdade
entre as escolas e legitimação da desigualdade.
1998.
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Aula: 1 Temática: Descentralização X Educação X Gestão (cont.) Ao final da aula passada discutimos
Aula: 1
Temática: Descentralização X Educação X Gestão
(cont.)
Ao final da aula passada discutimos a idéia crescente da
liberdade individual frente ao controle do Estado. A diminui-
ção da participação estatal aumenta a responsabilidade dos
demais atores sociais pelos possíveis fracassos das ações empreendidas.
Surgem então, nesta perspectiva, duas questões centrais na construção
da autonomia da escola:
• a primeira, a de que o Estado, ao conceder maior liberdade à es-
cola, obriga seus participantes a uma maior atuação nas decisões
pedagógicas, organizacionais e financeiras;
• a segunda, a de que potencializa a liberdade desses atores, ao
aumento da qualidade e de outros efeitos positivos na escola, res-
ponsabilizando-os, portanto, pelos resultados.
Assim, os efeitos da medida política de se introduzir liberdade no sistema
educativo por meio da autonomia da escola têm revelado que o afasta-
mento estatal não garante a autonomia. Pelo contrário, a autonomia fica
condicionada ao maior ou menor poder de recursos dos atores das pró-
prias escolas.
Desta forma, a desigualdade do rendimento dos alunos e as desigualdades
entre as escolas representam uma redistribuição regressiva do serviço
educativo público. A legitimação da distribuição regressiva da educação,
a aceitação da passagem da responsabilidade do Estado para os atores
das escolas, traz a conseqüente responsabilização desses atores com re-
lação aos resultados alcançados.
Portanto, os atores da escola que, aparentemente, têm
maior liberdade do Estado, estão cada vez mais dependen-
tes de seus recursos num contexto cada vez mais comple-
xo. O que provoca um consenso entre a opinião pública com relação à
autonomia da escola é a satisfação de se verem livres da interferência do
Estado, o que, segundo Munín (1998), os impede de imputar ao Estado os
resultados alcançados.
Nesse sentido, nas democracias liberais, em que se insere
a área educacional, a autonomia da escola vem represen-
tando uma pressão: a aprovação do afastamento do Estado
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ante os direitos individuais (referentes à raça, gênero, sexualidade para anuir aos direitos da “maioria
ante os direitos individuais (referentes à raça, gênero, sexualidade para
anuir aos direitos da “maioria normal”) e a sustentação de um neoliberalis-
mo globalizado produtor de maiores desigualdades econômicas e sociais
com cada vez menor compensação do Estado. Uma armadilha da própria
política neoliberal.
Você identifica, na
nossa realidade,
algo semelhante ao
exposto no texto?
Comente sobre o
assunto.
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Aula: 1 Temática: É uma questão de competência? O que estamos propondo nesta aula é
Aula: 1
Temática: É uma questão de competência?
O que estamos propondo nesta aula é mais uma reflexão
sobre as condições políticas, sociais, econômicas, culturais
e educacionais em que vivemos na atualidade.
Já sabemos que a consolidação das políticas em andamento não só no
Brasil, mas mundialmente, tem como marco o Consenso de Washington
(1989), cujas orientações passaram a nortear as políticas do Fundo Mo-
netário Internacional e do Banco Mundial na concessão dos empréstimos
aos países necessitados de recursos, políticas essas que têm nos ajustes
estruturais, entre outras questões, a redefinição do papel do Estado e
que esta redefinição tem se referido a uma redução unilateral da inter-
venção estatal nos setores de produção e também dos serviços sociais.
Problemas básicos da sociedade, especialmente as mais pobres como a
brasileira - as desigualdades estruturais e a exclusão social econômica
e política dos segmentos pobres da população não têm sido amenizadas
com as reformas realizadas e em curso.
Esta transformação internacional e a evolução rápida das tecnologias, os
novos conceitos e “modelos” de organização estão provocando o desapa-
recimento de profissões, e novas profissões estão surgindo.
Para enfrentarmos este desafio, podemos afirmar que precisamos de muita
competência. E, não é por acaso que tanto se fala em competência. Alguns
estudiosos do assunto tratam a questão da competência numa relação
íntima com a questão do mercado de trabalho. Consideramos que também
esta questão deve estar pautada nas nossas reflexões, mas não só elas.
Na realidade, precisamos ser competentes para sobrevivermos nas con-
dições já relatadas e precisamos compreender que o estabelecimento de
competências é parte daquele projeto político de que tanto falamos.
Mas, afinal, o que é competência?
Ainda que concordemos com a maioria dos conceitos que já estão postos,
atrevemo-nos a dizer que competente é alguém que sabe, sabe fazer, co-
nhece suas próprias crenças e valores de mundo, define o que é realmente
importante e coloca tudo isto em movimento partindo para a ação.
Precisamos, como professores, cada vez mais, da competência do conhe-
cimento. As informações e os saberes podem ser desenvolvidos com lei-
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3
 

turas e os meios de socialização são fantásticos hoje e precisamos deles para trabalhar com nossos alunos, além de uma outra competência que é técnica, que é adquirida quanto mais acumularmos experiências e co- nhecimento. O potencial intelectual reúne diferentes tipos de inteligência. Entre eles, as capacidades de compreensão, de extrapolação, de discerni- mento, de concentração, de dedução, de lógica, de criação.

No nosso caso específico de professor, é necessário o raciocínio ver- bal, a boa memória, a capacidade de avaliação e discernimento, a capacidade de síntese. Quanto mais combinamos ou associamos estas aptidões, mais aumentamos o nosso potencial de competência.Quando falamos das grandes mudanças e da velocidade com que elas ocorrem, falamos de como enfrentá-las, ou seja, sabemos que o enfrentamento pressupõe tensão e, por essa razão, podemos afirmar que nossas inte- ligências afetam nossas emoções e nossas emoções afetam as nossas inteligências.

 
  Uma das soluções é a manutenção do nosso entusiasmo, da nossa esperança, contudo, sem euforia.

Uma das soluções é a manutenção do nosso entusiasmo, da nossa esperança, contudo, sem euforia. A reflexão e conscientização que estamos sempre fazendo a respeito dos valores da vida e do potencial humano é parte do equilíbrio entre as questões materiais e os valores espirituais. Os professores e a escola assim desenhados conquistam com seus alunos o direito de usufruir os prazeres físicos, emocionais, intelectuais e espirituais.

De certa maneira estamos falando de competência de vida, o que repre- senta um conjunto de competências.

Associe esta nos- sa reflexão às suas aulas de ou- tras disciplinas. Você, com certe- za, terá muito que discutir sobre a competência do professor e sua sobrevivência neste ciberespa- ço.

Antigos paradigmas de trabalho e ensino:

 

Novos paradigmas de trabalho e ensino

 

• Medo

• Confiança

• Para cada vencedor há vários vencidos

• A união transforma todos em vencedores

• Domínio masculino

• Equilíbrio masc./fem.

• Controle

• Novas atitudes

• Manipulação

• Comunicação aberta

• Dar ordens

• Trabalho de equipe Integração

• Alienação

• Segredo

• Abertura responsável

• Conformidade

• Criatividade

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Resumo da Unidade II

 
De que forma a descentralização das políticas públicas es- tão relacionadas com a educação?

De que forma a descentralização das políticas públicas es- tão relacionadas com a educação?

 

A

reforma educacional no Brasil, iniciado nos anos de 1990 está funda-

mentada em três dimensões: municipalização, autonomia escolar e res-

ponsabilidade social.

A

descentralização educacional trouxe um novo foco na área, a Gestão,

que reflete capacidades de relacionamentos, articulação, elaboração, or- ganização, dentre outras capacidades e, principalmente as inter-relações, entre as pessoas da ação.

Conhecemos diferentes modelos de gestão e como eles se constroem, levando a entender a realidade atual, que se defini como Estado de Bem- Estar, em conseqüência da política neo-liberal predominante.

A

descentralização leva a duas questões centrais na construção da auto-

nomia da escola, uma que o Estado concede maior liberdade aos atores e outra, que esta liberdade pressupõe maior responsabilidade nos resulta- dos.

Refletimos sobre as condições políticas, sociais, econômicas, culturais e educacionais nos dias de hoje. São inúmeras as transformações que por muitas vezes geram condições de desigualdade social. Precisamos ser competentes para sobreviver a estas condições. E que é competência? Entendemos o que é competência e conhecemos um conjunto delas que fazem parte do novo paradigma de trabalho e estudo.

Referências Bibliográficas

Referências Bibliográficas

ARRETCHE, Marta. Estado Federativo e Políticas Sociais: Determinantes da Descentralização. Rio de Janeiro: Revan; São Paulo: FAPESP, 2000.

CASASSUS, Juan. Marcos conceptuales para el analise de los câm- bios em la gestion de los sitemas educativos [presentado no seminário

Internacionale de Referencia de la Gestión de los Sistemas Educativos em

década de los noventa, Santiago, Chile, 13, 14 de noviembro de 1997].

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KRAWCZYK, Nora Rut. Em busca de uma nova governabilidade na edu- cação. In: Dalila Andrade e Maria de Fátima Felix Roscar (orgs). Política e gestão da educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.

MUNÍN, Helena (comp.). La autonomia de la escuela: ?liberdad y equi- dad?: um recorrido por la discusión alemana de los años noventa. Bue- nos Aires, Argentina: Editora Aique, 1998.

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Exercício de auto-avaliação II 1) De acordo com Casassus “[ estrutura, a estratégia, os sistemas,

Exercício de auto-avaliação II

Exercício de auto-avaliação II 1) De acordo com Casassus “[ estrutura, a estratégia, os sistemas, o

1) De acordo com Casassus “[

estrutura, a estratégia, os sistemas, o estilo, as capacidades, as pessoas e os objetivos

superiores da organização [

uma capacidade de gerar uma relação adequada a

]

]”, refere-se a(o):

a) Planejamento

b) Administração

c) Gestão

d) Organização

2) A gestão apresenta alguns modelos identificados por Casassus como “marcos con- ceituais”. O modelo que ganhou contorno no início dos anos de 10 e que preza pela diminuição da burocracia e melhoria no produto final, redução dos custos, aprendizagem contínua, aumento da produtividade, criatividade nos processos, é:

a) normativo

b) qualidade total

c) estratégico

d) reengenharia

3) A gestão em Educação absorve em grande medida os modelos já empregados no mercado. Segundo Casassus, as tendências dos modelos permitem três conclusões, são elas:

a) o processo caminha do quantitativo para o qualitativo; que as práticas e processos su-

cedem-se incorporando uns aos outros; e passa-se de uma perspectiva sistêmica abstrata para uma engenharia social.

b) o processo caminha do qualitativo para o quantitativo; que as novas práticas e proces-

sos sucedem os anteriores; e que prevalece a perspectiva sistêmica sobre a engenharia

social.

c) o processo caminha do quantitativo para o qualitativo; que novas práticas e processos

suprimem as anteriores; e que se passe da perspectiva sistêmica abstrata para uma enge- nharia social.

d) o processo caminha do quantitativo para o qualitativo; que as práticas e processo su-

cedem-se uns aos outros; e que prevalece a perspectiva sistêmica sobre a engenharia social.

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4) Quando Munin afirma que: “a autonomia da escola merece ser analisada fora da con- tradição proposta pelo discurso neoliberal/conservador entre o “controle do Estado” e a “liberdade” dos atores da escola. Porque, em que pese ser um tema que parece tão pedagógico, tal como do domínio cotidiano da escola e dos professores, trata-se de um tema político”, isto que dizer que:

a) Há uma falsa impressão de ausência do controle do Estado que continua centralizando

decisões, mas transmite responsabilidades aos atores da escola.

b) A liberdade dos atores da escola permite um melhor desempenho das atividades, e con-

seqüentemente, de resultados.

c) A contradição entre o controle do Estado e a liberdade dos atores da escola não permite

avanços no desenvolvimento da escola.

d) nenhuma das anteriores.

) As políticas educacionais, baseadas na política neoliberal, concebem a autonomia da escola como forma de melhorar o desempenho da escola. Contudo, a responsabilidade pelos erros e acertos vem passando para:

a)

os professores

b)

a direção

c)

o Estado

c)

os diversos atores da escola

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Unidade III Constituição Federal – Relevância com a Temática Educação Objetivos Conhecer a realidade social,

Unidade III

Constituição Federal – Relevância com a Temática Educação

Federal – Relevância com a Temática Educação Objetivos Conhecer a realidade social, econômica e

ObjetivosFederal – Relevância com a Temática Educação Conhecer a realidade social, econômica e política em que

Conhecer a realidade social, econômica e política em que está inserido o proces- so educacional no Brasil a partir dos aspectos sociais, políticos e culturais que a configuram. Estabelecer uma interlocução da realidade social, da educação hoje e os referenciais teóricos da sociologia e das políticas educacionais.

teóricos da sociologia e das políticas educacionais. Plano de Estudo Esta unidade conta com as seguintes

Plano de Estudo

Esta unidade conta com as seguintes aulas:

Aula: 1 - Constituição da Republica Federativa do Brasil Aula: 20 - Constituição da Republica Federativa do Brasil Aula: 21 - Constituição da Republica Federativa do Brasil Aula: 22 - Constituição da Republica Federativa do Brasil Aula: 23 - Constituição da Republica Federativa do Brasil Aula: 2 - Emenda Constitucional nº 53, de 9 de dezembro de 2006

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Aula: 1 Temática: Constituição da República Federativa do Brasil TÍTULO II DOS DIREITOS E GARANTIAS
Aula: 1
Temática: Constituição da República Federativa do Brasil
TÍTULO II DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO II
DOS DIREITOS SOCIAIS
A partir dessa aula
iniciamos a apre-
sentação de partes
da CONSTITUI-
ÇÃO DA REPÚBLI-
CA FEDERATIVA
DO BRASIL, pro-
mulgada em 5 de
outubro de 1988,
que tem relevância
com a educação.
Para esta nossa
aula previmos tra-
balhar com os ar-
tigos do 6º a 11. É
importante conhe-
cermos!
Artigo º - São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia,
o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à
infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.
Artigo º - São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros
que visem à melhoria de sua condição social:
I - relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa
causa, nos termos de lei complementar, que preverá indenização compen-
satória, dentre outros direitos;
II - seguro - desemprego, em caso de desemprego involuntário;
III - fundo de garantia do tempo de serviço;
IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de aten-
der a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia,
alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e pre-
vidência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aqui-
sitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;
V - piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho;
VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo
coletivo;
VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem
remuneração variável;
VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no
valor da aposentadoria;
IX
- remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;
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0
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X - proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa;

 

XI - participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme defi- nido em lei;

XII - salário família para os seus dependentes;

XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e qua-

renta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redu- ção da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho;

XIV

- jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterrup-

tos de revezamento, salvo negociação coletiva;

XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;

XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cin-

qüenta por cento à do normal;

XVII

- gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a

mais do que o salário normal;

XVIII

- licença a gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a

duração de cento e vinte dias;

XIX

- licença paternidade, nos termos fixados em lei;

XX

- proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos es-

pecíficos, nos termos da lei;

XXI

- aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de

trinta dias, nos termos da lei;

XXII

- redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de

saúde, higiene e segurança;

XXIII

- adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres

ou perigosas, na forma da lei;

XXIV - aposentadoria;

XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento

até seis anos de idade em creches e pré escolas;

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1

 

XXVI - reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho;

XXVII - proteção em face da automação, na forma da lei;

XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem

excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;

XXIX

- ação, quanto a créditos resultantes das relações de trabalho, com

prazo prescricional de:

a)

cinco anos para o trabalhador urbano, até o limite de dois anos após a

extinção do contrato;

b)

até dois anos após a extinção do contrato, para o trabalhador rural;

XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de cri- tério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;

XXXI

- proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios

de admissão do trabalhador portador de deficiência;

XXXII

- proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual

ou entre os profissionais respectivos;

XXXIII

- proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre aos menores

de dezoito e de qualquer trabalho a menores de quatorze anos, salvo na condição de aprendiz;

XXXIV

- igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatí-

cio permanente e o trabalhador avulso.

Parágrafo único - São assegurados à categoria dos trabalhadores domés- ticos os direitos previstos nos incisos IV, VI, VIII, XV, XVII, XVIII, XIX, XXI e XXIV, bem como a sua integração à previdência social.

Artigo

º - É livre a associação profissional ou sindical, observado o se-

guinte:

I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindica- to, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical;

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II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores

2

 

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interessados, não podendo ser inferior à área de um Município.

 

III

- ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou indi-

viduais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas;

IV

- a assembléia geral fixará a contribuição que, em se tratando de ca-

tegoria profissional, será descontada em folha, para custeio do sistema

confederativo da representação sindical respectiva, independentemente da contribuição prevista em lei;

V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato;

VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas

de trabalho;

VIl - o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais;

VIII

- é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro

da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se eleito,

ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei.

Parágrafo único - As disposições deste artigo aplicam se à organização de sindicatos rurais e de colônias de pescadores, atendidas as condições que a lei estabelecer.

Artigo º - É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.

§1º

- A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o

atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.

§

2º - Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei.

Artigo 10 - É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação.

Artigo 11 - Nas empresas de mais de duzentos empregados, é assegurada a eleição de um representante destes com a finalidade exclusiva de pro- mover-lhes o entendimento direto com os empregadores.

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Você sabia que, como cidadãos, temos todos esses direitos? Faça uma pesquisa em jornais e revistas ou na net sobre como está o cumprimento dos direitos socias atualmente, como direito ao trabalho, à saúde, à educação, etc?UNIMES VIRTUAL  Abaixo apresentamos o site do Senado Federal com a Constituição Federal até a

como direito ao trabalho, à saúde, à educação, etc? Abaixo apresentamos o site do Senado Federal

Abaixo apresentamos o site do Senado Federal com a Constituição Federal até a Emenda Constitucional n°42 de

31/12/2003:

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Aula: 20 Temática: Constituição da República Federativa do Brasil O pleno direito à cidadania passa
Aula: 20
Temática: Constituição da República Federativa do Brasil
O pleno direito à cidadania passa necessariamente pela na-
cionalidade como forma de garantir que o conjunto de indi-
víduos pertencentes a uma determinada sociedade possua
os mesmos direitos. Contudo, as regras que determinam a nacionalidade
e, conseqüentemente, a cidadania variam de um país para outro. Na Anti-
güidade já era assim, a Grécia, por exemplo, dividida em cidades-Estado
possuía cada qual normas de “nacionalidade” que se diferenciavam desde
o nascimento numa dada localidade à filiação de pais já cidadãos. Hoje em
dia não é diferente, na Suíça para se tornar cidadão suíço ou helvético não
basta “ser filho da terra”, nascendo em seu solo, é necessário ser filho de
pais suíços, passando a cidadania de uma geração para outra, sem inter-
rupções, ou seja, neto de cidadãos suíços não se torna cidadão se seus
pais não sejam suíços.
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO III
DA NACIONALIDADE
Artigo 12 - São brasileiros:
Vamos dar conti-
nuidade à leitura
da CONSTITUIÇÃO
DA REPÚBLICA
FEDERATIVA DO
BRASIL, promul-
gada em 5 de ou-
tubro de 1988, dos
aspectos que tem
relevância com a
educação. Para
esta nossa aula,
previmos trabalhar
com os artigos do
12 a 16. É impor-
tante conhecer-
mos!
I - natos:
a)
os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estran-
geiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país;
b)- os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde
que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil;
c)
os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde
que sejam registrados em repartição brasileira competente, ou venham a
residir na República Federativa do Brasil antes da maioridade e, alcançada
esta, opte em qualquer tempo pela nacionalidade brasileira;
II - naturalizados:
a)
os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas
aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um
ano ininterrupto e idoneidade moral;
b)
os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Fe-
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derativa do Brasil há mais de trinta anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que
derativa do Brasil há mais de trinta anos ininterruptos e sem condenação
penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira.
§
1º - Aos portugueses com residência permanente no País, se houver re-
ciprocidade em favor dos brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes
ao brasileiro nato, salvo os casos previstos nesta Constituição.
2º - A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e na-
turalizados, salvo nos casos previstos nesta Constituição.
§
§ 3º - São privativos de brasileiro nato os cargos:
A nacionalidade
reconhecida é
fundamental para
manutenção dos
direitos políticos,
como o direito de
elegermos nossos
representantes
políticos que, em
tese, são respon-
sáveis por levar
nossos interesses
a instâncias supe-
riores de decisão.
I - de Presidente e Vice Presidente da República;
II - de Presidente da Câmara dos Deputados;
III - de Presidente do Senado Federal;
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
V - da carreira diplomática;
VI - de oficial das Forças Armadas.
§ º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que:
- tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de
atividade nociva ao interesse nacional;
I
II
- adquirir outra nacionalidade por naturalização voluntária.
Artigo 13 - A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa
do Brasil.
1º - São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira, o hino,
as armas e o selo nacionais.
§
2º - Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos
próprios.
§
CAPÍTULO IV
DOS DIREITOS POLÍTICOS
Artigo 1 - A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e
pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da
lei, mediante:
I - plebiscito;
II - referendo;
III - iniciativa popular.
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§ 1º - O alistamento eleitoral e o voto são:

 

I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;

II - facultativos para:

a) os analfabetos;

b) maiores de setenta anos;

c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.

2º - Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos.

§

§ 3º - São condições de elegibilidade, na forma da lei:

I - a nacionalidade brasileira;

II - o pleno exercício dos direitos políticos;

III - o alistamento eleitoral;

IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;

V - a filiação partidária;

VI - a idade mínima de:

a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice Presidente da República e

Senador;

b)

trinta anos para Governador e Vice Governador de Estado e do Distrito

Federal;

c)

vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital,

Prefeito, Vice Prefeito e juiz de paz;

d) dezoito anos para Vereador.

§ º - São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.

§ º - 0 Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito

Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos, poderão ser reeleitos para um único período subseqüente.

§

º - Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Go- vernadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.

º - São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição.

§

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§

º - 0 militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições:

- se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da ativida- de;

I

II

- se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autorida-

de superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.

§

º - Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os

prazos de sua cessação, a fim de proteger a normalidade e legitimidade das eleições e contra a influência do poder econômico ou o abuso do exer- cício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta.

§

10 - O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no

prazo de quinze dias contados da diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude.

§

11 - A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça,

respondendo o autor, na forma da lei, se temerária ou de manifesta má fé. Artigo 15 E vedada à cassação de direitos políticos, cuja perda ou sus- pensão só se dará nos casos de:

I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado;

II - incapacidade civil absoluta;

III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos;

IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa,

nos termos do artigo 5º, VIII;

V

- improbidade administrativa, nos termos do artigo 37, § 4º.

Artigo 1 - A lei que alterar o processo eleitoral só entrará em vigor um ano após sua promulgação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência.

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Você sabia que na Grécia Antiga a democracia, que em grego significa demos = povo e cracia = governo, então governo do povo, possuía uma forma de escolher os seus representantes bem diferente de hoje em dia, pois fugindo do modelo aris- tocrático onde se indicavam “os melhores”, a democracia grega sorteava os representantes entre os membros da sociedade, buscando garantir a igualdade de participação de todos.

grega sorteava os representantes entre os membros da sociedade, buscando garantir a igualdade de participação de

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Aula: 21 Temática: Constituição da República Federativa do Brasil Saber sobre a competência dos Poderes
Aula: 21
Temática: Constituição da República Federativa do Brasil
Saber sobre a competência dos Poderes da República é fun-
damental para que como cidadãos possamos “cobrar” dos
nossos representantes, o que compete a cada um deles.
A Constituição define a “Organização dos Poderes”. Vejamos nesta aula
sobre o Poder Legislativo, sua incumbência na elaboração das Emendas à
Constituição e a quem cabe a iniciativa das Leis:
TÍTULO IV – DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES
CAPÍTULO I
DO
PODER LEGISLATIVO
SEÇÃO VIII - DO PROCESSO LEGISLATIVO
SUBSEÇÃO I - POSIÇÃO GERAL
Artigo – 0 processo legislativo compreende a elaboração de:
Vamos dar conti-
nuidade à leitura
da CONSTITUIÇÃO
DA REPÚBLICA
FEDERATIVA DO
BRASIL, promul-
gada em 5 de ou-
tubro de 1998, dos
aspectos que têm
relevância com a
educação. Para
esta nossa aula
previmos trabalhar
com os artigos do
59 a 69. É impor-
tante conhecer-
mos!
I – emendas à Constituição;
II – leis complementares;
III – leis ordinárias;
IV – leis delegadas;
V – medidas provisórias;
VI – decretos legislativos;
VII – resoluções.
Parágrafo único – Lei complementar disporá sobre a elaboração, reda-
ção, alteração e consolidação das leis.
SUBSEÇÃO II
DA EMENDA À CONSTITUIÇÃO
Artigo 0 – A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:
– de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou
do Senado Federal;
I
II – do Presidente da República;
III – de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da
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Federação, manifestando se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

1º - A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio.

§

§

2º - A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Na-

cional, em dois turnos, considerando se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros.

§

3º - A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara

dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem.

º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:

§

I – a forma federativa de Estado;

II – o voto direto, secreto, universal e periódico;

III – a separação dos Poderes;

IV – os direitos e garantias individuais.

§

º - A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legis- lativa.

SUBSEÇÃO III

DAS LEIS

Artigo 1 – A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qual- quer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição.

§ 1º - São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que:

I – fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas;

II – disponham sobre:

a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta

e autárquica ou aumento de sua remuneração;

b)

organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária,

serviços público e pessoal da administração dos Territórios;

c)

servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento

de cargos, estabilidade e aposentadoria;

d)

organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União, bem

como normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defenso- ria Pública dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios;

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e)

criação, estruturação e atribuições dos Ministérios e órgãos da adminis-

0

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tração pública; f) militares das Forças Armadas, seu regime jurídico, provimento de car- gos, estabilidade e aposentadoria.

 

§

2º - A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara

dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.

Artigo 2 – Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê las de imediato ao Congresso Nacional, que, estando em recesso, será convo- cado extraordinariamente para se reunir no prazo de cinco dias. Parágrafo único – As medidas provisórias perderão eficácia, desde a edição, se não forem convertidas em lei no prazo de trinta dias, a partir de sua publicação, devendo o Congresso Nacional disciplinar às relações jurídicas delas decorrentes. Artigo 3 – Não será admitido aumento da despesa prevista:

I – nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da República, ressal- vado o disposto no artigo 166, 3º e 4º; II – nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câma- ra dos Deputados, do Senado Federal, dos Tribunais Federais e do Minis- tério Público.

Artigo – A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do

Presidente da República, do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Su- periores terão início na Câmara dos Deputados.

1º - 0 Presidente da República poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa.

§

§

2º - Se, no caso do parágrafo anterior, a Câmara dos Deputados e o

Senado Federal não se manifestarem, cada qual, sucessivamente, em até quarenta e cinco dias, sobre a proposição, será esta incluída na ordem do

dia, sobrestando se a deliberação quanto aos demais assuntos, para que se ultime a votação.

§

3º - A apreciação das emendas do Senado Federal pela Câmara dos

Deputados far se á no prazo de dez dias, observado quanto ao mais o dis-

posto no parágrafo anterior.

º - Os prazos do § 2º não correm nos períodos de recesso do Congresso Nacional, nem se aplicam aos projetos de código.

§

Artigo – 0 projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela outra, em um só turno de discussão e votação, e enviado à sanção ou promulga- ção, se a Casa revisora o aprovar, ou arquivado, se o rejeitar.

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1

 

Parágrafo único – Sendo o projeto emendado voltará à Casa iniciadora.

Artigo – A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o proje- to de lei ao Presidente da República, que, aquiescendo, o sancionará.

§

1º - Se o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou em

parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público, veta-lo-á total ou

parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados da data do recebi- mento, e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto.

2º - 0 veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de pará- grafo, de inciso ou de alínea.

§

3º - Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Presidente da Repú- blica importará sanção.

§

§

º - O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro de trinta dias a contar de seu recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores, em escrutínio secreto.

º - Se o veto não for mantido, será o projeto enviado, para promulgação, ao Presidente da República.

§

§

º - Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º, o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua votação final, ressalvadas as matérias de que trata o artigo 62, parágrafo único.

§

º - Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Pre- sidente da República, nos casos dos §§ 3º e 5º, o Presidente do Senado a promulgará, e, se este não o fizer em igual prazo, caberá ao Vice Presidente do Senado fazê lo.

Artigo – A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente pode- rá constituir objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, median- te proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional.

Artigo – As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da Repú- blica, que deverá solicitar a delegação ao Congresso Nacional.

§

1º - Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva do

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Congresso Nacional, os de competência privativa da Câmara dos Deputa- dos ou do Senado Federal, a matéria reservada à lei complementar, nem a

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POLÍTICAS E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

legislação sobre: I – organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e
legislação sobre:
I – organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a
garantia de seus membros;
– nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos e eleitorais;
III – planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos.
II
§
2º - A delegação ao Presidente da República terá a forma de resolução
do Congresso Nacional, que especificará seu conteúdo e os termos de seu
exercício.
§
3º - Se a resolução determinar a apreciação do projeto pelo Congresso
Nacional, este a fará em votação única, vedada qualquer emenda.
Artigo – As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta.
Você acompanha
as decisões reali-
zadas no congres-
so federal? E na
sua cidade, você
sabe o que está na
pauta das reuniões
da câmara munici-
pal?
Procure se infor-
mar, pois a maioria
dessas decisões
tem influência dire-
ta sobre as nossas
vidas.
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Aula: 22 Temática: Constituição da República Federativa do Brasil TÍTULO VIII – DA ORDEM SOCIAL
Aula: 22
Temática: Constituição da República Federativa do Brasil
TÍTULO VIII – DA ORDEM SOCIAL
CAPÍTULO III - DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DO DESPORTO
Vamos dar conti-
nuidade à leitura
da CONSTITUIÇÃO
DA REPÚBLICA
FEDERATIVA DO
BRASIL, promul-
gada em 5 de ou-
tubro de 1988, dos
aspectos que têm
relevância com a
educação. Para
esta nossa aula,
previmos trabalhar
com os artigos do
205 a 214.
É importante co-
nhecermos espe-
cialmente este
capítulo que trata
da educação.
SEÇÃO I - DA EDUCAÇÃO
Artigo 20 - A educação, direito de todos e dever do Estado e da família,
será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao
pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidada-
nia e sua qualificação para o trabalho.
Artigo 20 - 0 ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I
- igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
- liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a
arte e o saber;
II
III
- pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de
instituições públicas e privadas de ensino;
IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
V - valorização dos profissionais de ensino, garantidos, na forma da lei,
planos de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional
e
ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos;
VI
- gestão democrática do ensino público, na forma da lei;
VII - garantia de padrão de qualidade.
Artigo 20 - As universidades gozam de autonomia didático científica, ad-
ministrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio
de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
1º - É facultado às universidades admitir professores, técnicos e cientis-
tas estrangeiros, na forma da lei.
§
2º - O disposto neste artigo aplica se às instituições de pesquisa cientí-
fica e tecnológica.
§
Artigo 20 - 0 dever do Estado com a educação será efetivado mediante
a garantia de:
I - ensino fundamental obrigatório e gratuito, assegurada, inclusive, sua ofer-
UNIMES VIRTUAL
POLÍTICAS E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

ta gratuita para todos os que a ele não tiverem acesso na idade própria;

 

II - progressiva universalização do ensino médio gratuito;

III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência,

preferencialmente na rede regular de ensino;

IV

- atendimento em creche e pré escola às crianças de zero a seis anos

de idade;

V

- acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação

artística, segundo a capacidade de cada um;

VI

-