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Gennaro Chierchia Semanrica Traduedo Luis Arthur Pagani Ligia Negri Rodolfo Hari Revisdo técnica Rodolfo Hari eduel Serie Gaguiies Users diversos usos do pronome é freqiientemente chamado de ambigii- dade semantica. Nos prdximos capitulos, veremos ‘melhor como se pode desambigitizar a estrutura de sentencas como (26) ou (28) de modo a explicar as diferentes interpretagdes que recebem. Por enquanto, interessa-nos notar que um proceso de desambigiiizacao parece ser lum passo necessirio para chegar a determinar a lgica do portugués. E preciso distinguir a ambigitidade de dois outros fendmenos: um deles é o que acabamos de chamar de indicialidade; 0 outro é a vagueza. A indicialidade, como ji vimos, é uma propriedade de ex presses cuja interpretacdo requer que identifiquemios certos elementos do contexto de uso: eu pode se referir a muitos individuos diferentes, mas nem por isso é ambiguo ou vago. O significado de eu sempre perfeitamente determinado: tratase do falante. O mesmo vale para expresses como aqui. A interpretacio de aqui geralmente depende de um ato por meio do qual o falante indica um lugar proximo a si. Eu © aqui nio sio expressGes vagas, sim indiciais. A vagueza concerne, a0 contririo, a expresses que denotam classes ou quantidades defini- das apenas de maneira aproximada. Tomese como exemplo 0 adjeti- vo alto, Que altura alguma coisa precisa ter para ser alta? Nao se pode responder a essa pergunta de uma vez por todas. Uma casa com 20 andares seria geralmente considerada alta, uma casa térrea certamente nao & Um homem adulto com 1,30m nao € alto. Uma crianga de 5 ants com a mesma altura seria, ao contrario, preocupantemente alta. Um adjetivo como amarelo parece mais determinado do que alto. Mas também nio deixa de ser vago: ¢ dificil decidir quando uma coisa passa de amarelo a laranja, em que ponto do espectro das cores deixa de ser amarela. ‘A vagueza € muito util do ponto de vista comunicativo. Ela permite que nos expressemos de maneira econdmica ¢, paradoxal- mente, exata, sem precisar decidir muitas coisas que seriam dificeis de decidir. Podemos dizer, por exemplo, que uma coisa é amarela e nos entendermos reciprocamente sem precisar definir explicitamente os pontos do espectro que marcam os limites em cujo interior as coisas Sraistes so amarelas. Basta chegar a um acordo sobre os casos claros. Em geral, a situagio de uso toma evidente que critérios estamos adotando para resolver a vagueza de um conceito. E nos casos em que isso néo acontece, resta a0 interlocutor a possibilidade de levantar dividas sobre aquilo que estamos dizendo. Eis um exemplo de como isso tipicamente acontece: (30) A: Hugo é alt. B: Como alto? Ele nio tem nem 1,65m, ‘Az Mas eu estava pensando alto para um joquei. Nesse didlogo, é provével que A tenha dito uma coisa verdadeira: entre os jOqueis, alguém com 1,65m de altura tende a ser considerado alto. Quase todas as palavras das linguas naturais tém uma certa ‘margem de vagueza, mesmo aquelas que, numa primeira aproxima- io, no pareceriam ser vagas. Tome uma palavra como mesa. Ima- gine uma mesa tipica, com quatro pernas. Agora imagine a diminuigio gradual de suas dimensdes. Em um certo ponto, dependendo do modo como € feita essa diminuigéo de dimensdes, vooé nio teré mais uma mesa, mas talvez um criado-mudo ou um banquinho. Em que ponto esse processo uma mesa deixa de ser mesa? & dificil dizer. Ainda que existam muitos casos de objetos que sio claramente mesas ¢ de objetos que claramente nio 0 sio, hé uma zona cinzenta entre as mesas ¢ as noomesas. Existem alguns objetos que nao saberiamos se sio mesas ou nfo, Portanto a vagueza é um fenémeno gradual. Algumas expres- ses (como alto, por exemplo) so mais vagas do que outras (como por exemplo bébado).” ERAN EASE RACAL Re ASE HST Discuta se ¢ de que modo as seguintes sentengas sio ambiguas * Sem jogos de palavas entre bébadboe alto, (N. do T) 66