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Pastores de si mesmo

Posted: 14 Feb 2010 11:00 AM PST


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Por: Pr. André Santos

Infelizmente estamos mergulhados em uma crise de vocação ministerial sem fim. Ser pastor em uma sociedade como a
nossa, não é uma tarefa fácil, bem da verdade que se tornou uma árdua tarefa. A nossa geração precisa ter consciência
que os desafios que nos são propostos são particulares a nossa geração. Como disse o pastor Luiz Duarte: "Cada
geração é responsável pela sua geração".

Vivemos em dias desafiadores, dias de alta tecnologia, da velocidade de informações, da busca de soluções imediatas,
dias onde "nada" é absoluto, mas tudo tem sido levado ao crivo do relativismo. Uma das coisas mais difíceis que há em
nossos dias, é encontrar uma igreja autentica, sem o verniz da aparência por cima de um arcabouço cavo, oco. Os
pastores sentem-se sem ânimos, vencidos pela modernidade das igrejas tecnológicas, pastores que outrora eram
referencias para sua geração, são postos de canto em detrimento das inovações juvenis, alguns até irresponsáveis. Os
dias em que vivemos são reflexos do século XXI, um século permeado de desafios.

No meio desses desafios surgem outros, como por exemplo, o de continuar sendo pastor, em uma sociedade que não
tem como característica a busca pelo divino, em uma sociedade que é caracterizada pela busca da espiritualidade fora
de Deus. A banalização e secularização do sagrado fazem com que as pessoas não valorizem o ministério como algo que
acontece por vocação e sim por ambição. Ser pastor, não traz mais cunho de vocação, mas de uma oportunidade para
sucesso e fama no meio “gospel”.

A maior desilusão é quando encontramos pastores que abdicaram da verdadeira vocação para com o rebanho de Deus, e
passaram a apascentarem a si mesmos. Sim, pastores que fazem das igrejas extensão de si mesmos, onde o apascentar
o rebanho de Deus, tornou-se secundário. Isso não é novo, na verdade é uma problemática antiga que contribuiu para o
desmoronamento do sistema religioso de Israel, a voz de Deus pôde ser ouvida através do profeta Ezequiel no cativeiro
Babilônico que disse: “Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize-lhes: Assim diz o
SENHOR Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas?”
(Ez 34.2).

Nos tempos onde as crises alçavam altos picos, em um ambiente fértil que germinava nas pessoas a busca pelos seus
próprios interesses, o profeta denúncia esse mesmo sentimento no coração dos pastores que haviam abandonado o
rebanho e estavam apascentando a si mesmos.

Características dos pastores de si mesmos

O assunto não pode ser tratado de forma simplista, mesmo porque existem muitos pontos a serem considerados,
porém, quero destacar aqui pelo menos quatro características que identificam pastores que inclinam-se a apascentar-se
a si mesmos.

1. Se preocupam apenas com si mesmos. Existe uma linha muito tênue entre “cuida-te de ti mesmo” e apascentar a si
mesmo. Porque a necessidade do cuidado pessoal para a vida é obrigação do obreiro, existem várias exortações bíblicas
que nos apontam para esse cuidado, Paulo disse a Timóteo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina...” (I Tm 4.16),
porém, não podemos fazer uma coisa como desculpa para abandonar outra. Há pastores que se preocupam em
engodarem-se as custas do rebanho, sem critério algum, causando estragos sem precedentes. É um fato muito triste
ver como alguns rebanhos são subjugados e extorquidos, em lugares onde se mercadejam as bênçãos de Deus.

Ultimamente temos visto grandes exemplos através dos pastores midiáticos que tem explorado o rebanho de Cristo sem
o mínimo de misericórdia, alimentando seus egos e seus projetos “megalomaníacos”.

2. Abandonam o rebanho. Uma das coisas mais tristes que há é ver como os rebanhos estão abandonados, perdidos e
desorientados. Rebanhos sem pastores, rebanhos que são levados de um lado para o outro por ventos de doutrina,
buscando algo que possa saciar sua alma, pois os pastores estão demasiadamente ocupados e não podem atendê-los.
Jesus lamentou sobre a condição do rebanho de Israel que tinha uma religião bem resolvida e que gozava de certo
status junto ao império, quando disse: “Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e
exaustas como ovelhas que não têm pastor” (Mt 9.36).

Muitas pessoas literalmente abandonadas e aflitas. Muitas vezes, porque a ocupação que parece ser demasiada, nada
mais é do que necessidade de parecer importante. Eugene Peterson diz o seguinte:
“Que maneira melhor do que ser ocupado? As horas incríveis, os horários cheios, e as pesadas demandas no meu tempo
provam para mim mesmo – e para todos que observarem que sou importante”.2

O trabalho pastoral vai muito além dos cultos de domingos, as necessidades são alarmantes, urgentes e imediatas.

3. Usam o rebanho como meio para fins. O rebanho de Cristo é o fim em si mesmo, porque foi por pessoas de todas as
tribos, raças e nações que Jesus morreu na cruz e não por projetos que aparentemente viabilizam o alcance de “almas”.
Precisamos analisar com temor e tremor as palavras do apóstolo Pedro: “Assim como, no meio do povo, surgiram falsos
profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias
destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina
destruição [...]também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há
longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (II Pe 2.1,3). Infelizmente muitos pastores vêem o rebanho
como clientes e não como ovelhas, pessoas que buscam O Caminho, e simplesmente, dissimulam a verdade. Uma
ocasião um seminarista me perguntou qual era a diferença da administração de uma empresa para administração de
uma igreja, e eu respondi com poucas palavras: - “Administrar uma empresa é ver as pessoas como um meio para se
chegar a um fim, que é o lucro. E, administrar uma igreja é enxergar as pessoas como o fim em si mesmo”. Porque foi
por nós que Jesus morreu. Por isso, devemos usar todas estruturas envolvidas para que vidas sejam alcançadas e
trazidas aos pés do Bispo das nossas almas, Jesus.

4. Vivem do rebanho, mas não cuidam do rebanho. Muitos ainda esbarram em uma pergunta antiga: O pastor deve ser
remunerado? Acredito que a Bíblia tenha respostas claras para essa questão e reforçando a idéia que sim (I Co 9; II Tm
2.6,7). Mas o fato é que, se vivem assalariados pela obra, devem viver para a obra. E que obra é essa? Cuidar
verdadeiramente do rebanho. O Profeta Ezequiel novamente aparece no cenário com a exortação: “Comeis a gordura,
vestis-vos da lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas” ( Ez 34.3).

Infelizmente há pastores que evocam para si direitos especiais, mas que por outro lado não cumprem com o dever, o de
apascentar o rebanho de Deus.

Desenvolvendo a vocação com autenticidade

Em tempos assim, é difícil de se identificar qual o modelo de pastor a seguir. Falta-nos referenciais e exemplos a serem
seguidos. Pois, hoje, é preciso uma renovação de entendimento para que venhamos a sair da masmorra secularizada
em que está mergulhada a nossa geração. Como superar esse momento e reformular em algum nível, alguns modelos
pastorais existentes em nossos dias? Como pregando a outros, nós mesmos não venhamos ser reprovados no exercício
pastoral?

Em primeiro lugar, é necessário ter em mente que o rebanho é de Cristo. Há uma certa tendência dos pastores
sentirem-se donos dos rebanhos, e querer usufruir desse direito para fazer o que bem entender. O escritor Colin S.
Smith diz o seguinte:

“...O uso do nome de Deus por líderes espirituais com o intuito de confirmar as próprias idéias é pura exploração e
torna-se uma forma de chantagem espiritual. É uma ofensa contra Deus e um pecado que ele não considera
superficial” .

Essa é uma tendência que escamoteia o rebanho e leva apodera-se do mesmo. Porém, quando lembramos a nós
mesmos que o rebanho é de Cristo, a noção muda, o ministério e a vocação tomam outro significado. O apóstolo Pedro
diz: “pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer;
nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-
vos modelos do rebanho” (I Pe 5.2,3). O rebanho foi confiado pelo próprio Jesus Cristo, e jamais podemos querer
apropriar-nos dele. Cristo é o Bom pastor que dá a vida pelas suas ovelhas. Nós podemos construir a infra-estrutura,
mas as pessoas, continuam sendo do “...Bispo e Pastor das vossas almas” ( I Pe 2.25).

Em segundo lugar, é preciso desenvolver a chamada por vocação. Poucos pastores têm a certeza da vocação. Muitos
foram lançados na arena e deixados ao leu, sem estrutura ou convicção da própria chamada. Outros são abandonados à
própria sorte, tendo que lutar, muitas vezes sozinho com dificuldades existenciais esmagadoras. Infelizmente tem
crescido o número de pastores que cometem suicídio e que tem desistido de tudo, do chamado e até mesmo da vida. O
apóstolo Paulo sabia que para pregar o Evangelho de Cristo e pastorear o rebanho de Deus, tinha que ser vocacionado,
e por isso, afirmou dizendo: “Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a
minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus” (At 20.24).

O apóstolo Pedro parou de hesitar em seguir a Jesus e entender qual era sua vocação, não apenas depois do
Pentecostes, mas depois que Jesus mirou os seus olhos, e lhe pediu a maior prova de amor que ele poderia demonstrar
que era: “apascentando o seu rebanho” (Jo 21.15-17). Um chamado à vocação.

A vocação para o ministério não envolve fracasso profissional em dimensões seculares, projeção publica através do
ministério e do rebanho. Não! Mas sim, uma vida de entrega a Jesus, tendo plena convicção que o seu chamado não foi
dado pelos homens e sim pelo próprio Jesus, que deu uns também para pastores “...tendo em vista o aperfeiçoamento
dos santos” (Ef 4.12). Tenha consciência que os profetas, apóstolos, bispos, presbíteros e pastores que a Bíblia Sagrada
menciona, superaram os mais diversos obstáculos, porque eles sabiam em quem estavam crendo. Para eles, viver era
atender a vocação que Deus os confiou, de maneira que de alguns deles, o escritor aos Hebreus confirma: “homens dos
quais o mundo não era digno...” (Hb 11.38).

Em terceiro lugar, deve considerar que um dia será chamado à prestação de contas. Nenhum pastor pode ignorar essa
verdade, seremos chamados à prestação de contas do rebanho que nos foi confiado. O escritor aos Hebreus diz:
“Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar
contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros”. (Hb 13.17). Já vi
muitos pastores fazendo menção desse versículo apenas para exigir submissão e obediência, porém, esquecendo-se
que, não passa desapercebido o texto que diz: “...como quem deve prestar contas...”. Essa é uma responsabilidade
unânime no ministério pastoral, e que deve ser encarada com zelo e com amor. Foi com essa consciência que o apóstolo
Paulo afirmou para os Tessalonicenses que tinha agido como uma mãe e como um pai com a igreja (I Ts 2.7,11).

Por último, é preciso dessecularizar o ministério pastoral. Todos nós sabemos que o ministério pastoral é um oficio
espiritual, mas nesse mundo secularizado de hoje, onde muitas pessoas não conseguem enxergar além de uma visão
materialista e ultrajante em todas as dimensões, precisamos lembrar que o mesmo Jesus que nos chamou para
apascentar, nos chamou para o fazer por uma dádiva espiritual e não secularizada. Todos os instrumentos que
utilizamos para o progresso do Evangelho são de grande importância, mas nada pode substituir a cruz de Cristo, de
onde vem toda fonte de amor, dedicação sacrificial, entrega e devoção à chamada para apascentar. Precisamos de
pastores que realmente conheçam o coração de Deus, como diz a Bíblia Sagrada: “Dar-vos-ei pastores segundo o meu
coração, que vos apascentem com conhecimento e com inteligência” (Jr 3.15).

Pastores estereotipados de "executivos" e de “super ungidos” são desnecessários para o rebanho. Um pastor precisa ser
gente como seu rebanho, no mesmo arquétipo do próprio Cristo, vivendo como nós, passando a ser um de nós, sem
negar a sua essência humana. Já ouvi de pastores que não se misturam com seus rebanhos para não parecer um deles.
Isso é um fracasso no ministério pastoral, porque nenhuma liderança que é imposta por ostentação, por falsa impressão
será valorizada. Podem até lhe aplaudir, mas no fundo saberão, que não passa de elucubrações humanas.

Que a chamada pastoral seja mais valorizada e que possamos nos aventurar em caminhar nos dedicando à fundo na
chamada e na vocação que o Senhor nos tem confiado, atendendo a vocação de apascentar o rebanho de Deus e
alcançando respeito diante dos homens como afirmou o apóstolo Paulo: “Assim, pois, importa que os homens nos
considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus” (I Co 4.1).

Paz seja convosco!

1. PETERSON, Eugene. O Pastor Contemplativo. Editora Textus, p. 28.


2. SMITH, Colin S. As maiores lutas da sua vida. Editora Vida, p. 45.

pastorandresantos.blogspot.com
www.andressantos.com

Via: [ Ultimato ]
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A diversidade em Deus
Posted: 14 Feb 2010 07:00 AM PST
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Por Ricardo Mamedes

Em outras oportunidades neste mesmo blog já escrevi a respeito da minha mudança de posicionamento teológico com relação às doutrinas
da graça, especialmente no que se refere à eleição e predestinação.

Não nego que outrora - há não tanto tempo - essa questão causava-me um certo desconforto, não porque trouxesse comigo ideias
substanciais para refutar o calvinismo, mas exatamente pelo contrário: eu nada sabia a respeito dessa teologia, a não ser aquela ideia
preconcebida de que os tais pregavam um Deus tirano que faz das suas criaturas robôs.

E talvez por já ter trilhado esse mesmo caminho consiga compreender e relevar tantos arminianos que assim pensam e se colocam em toda
e qualquer discussão com calvinistas. Eu diria que sou tolerante. Vou além, acho que é necessário ser tolerante, uma vez que não
travamos uma guerra entre facções rivais. Somos irmãos - arminianos e calvinistas - e não ouso imaginar a possibilidade de dizer que nós,
calvinistas, tenhamos a exclusividade da salvação. Não temos!

Ora, como poderíamos estabelecer um pensamento tão arrogante a ponto de determinar salvos e réprobos em razão do seu pensamento
teológico, baseado-nos em conjecturas, quando somente o Eterno e Insondável fará essa separação através de critérios que somente a Ele
pertencem? Quem somos nós para palmilhar tais caminhos? Quem nos revelou o mistério?

Graças ao Deus Triúno, que aprouve revelar-me a verdade sobre a predestinação, eleição, soberania e responsabilidade humana, creio hoje
em um Deus que governa, sustenta e mantém toda a criação, determinando todas as ações humanas. Fui resgatado de uma mentalidade
humanista , cujo Deus "complementa" as ações das suas criaturas. Porém, para chegar até aqui percorri um longo caminho de "inércia",
praticando crenças que hoje reputo errôneas como a capacidade de escolher ter fé.

Sei, por literal disposição bíblica que tanto graça como fé me foram "presenteadas" gratuitamente pelo Maravilhoso Deus da minha
salvação (Efésios 2:8-9), que escolheu a mim antes que eu O escolhesse (João 15:16). Mérito não tenho qualquer, uma vez que, se assim
fosse, a graça já não seria graça, parafraseando o apóstolo Paulo (Romanos 11:6).

Creio que Deus, na sua Soberania e Poder escolhe e elege os Seus em Jesus Cristo. A verdade se me revelou assim. De posse desta
revelação estou autorizado a rejeitar os meus irmãos arminianos que pensam diferente? Tenho que me recolher hermeticamente em um
casulo de "pureza" evitando misturar-me a eles, sob a assertiva radical e fundamentalista de que são heréticos? A minha resposta é não!
Embora não coadunando com tais princípios, ainda que considere esse pensamento um desvio, destaco que é apenas um "erro de
percurso". Tal erro, a meu ver, não é suficiente para afastar alguém da salvação , pois fosse assim (...) "a salvação , se é pela graça, já não
é por obras, do contrário a graça já não seria graça "(sic).

Assim como eu obtive a revelação a respeito das doutrinas que hoje não somente cultivo como defendo, espero que tantos outros, assim
como eu, a obtenham, chegando à mesma verdade.

Pois bem, como posso ser preconceituoso com os meus irmãos partindo do princípio que eu mesmo demorei tanto tempo para aqui
chegar? Como posso cultivar essa visão exclusivista, se participo de uma igreja cujos irmãos são na sua esmagadora maioria arminianos?
Penso que a graça de Deus será dadivosamente distribuída entre todos, ainda que pensem que "estão indo por escolha própria".

Um exemplo bem claro sobre isso é o que eu tenho vivido na minha própria casa. A minha esposa é uma crente fiel, cristã fervorosa, crê na
soberania de Deus, na graça, mas faz confusão a respeito dessas doutrinas , especialmente quando reflete sobre determinismo e
responsabilidade humana. Ela simplesmente não consegue conceber um "Deus tirano" autor do mal e do pecado, ao mesmo tempo em que
o quer soberano.

Ontem mesmo, quando citei para a minha esposa Ezequiel 14:9-10, fui prontamente acusado de "procurar cabelos em ovos" , segundo a
literalidade das suas palavras (rsrs). Diz o texto bíblico:
"Se o profeta for enganado e falar alguma coisa, fui eu, o SENHOR, que enganei esse profeta; estenderei a mão
contra ele e o eliminarei do meio do meu povo de Israel. Ambos levarão sobre si a sua iniquidade; a iniquidade
daquele que consulta será como a do profeta".

E o contexto apenas reforça o fato de que Deus responsabiliza o homem, ainda quando é Ele próprio a colocar a operação do erro em seu
coração; mesmo quando for Ele a enganar o profeta. E então muitos haverão de perguntar: que Deus é esse, é um Deus injusto (Rm 9:14-
16)? Não serei eu a responder, mas a própria Palavra do Deus vivo: "... de modo nenhum! Pois Ele diz a Moisés: Terei misericórdia de
quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer
ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia."

Deus tem critérios perfeitos; Ele é justíssimo. Eu não sei como o Excelso compatibiliza essas coisas, não sei qual é a Sua lógica, porém, não
cabe a mim discutir com Ele. Entretanto, há algo que estou plenamente convencido e disso não há quem me demova: Deus é Absoluto, não
responde a quaisquer parâmetros, é "O Altíssimo" e não há justiça que conhecemos que possa ser comparada à dEle. Portanto, aos seus
filhos cabe obediência à Palavra, ainda que muito do que há nela seja incompreensível à nossa limitada mente.

Continuarei crendo nesse Deus plena e completamente soberano; que se revela a alguns de uma forma e a outros de forma diversa; nesse
Deus que elege e salva em meio à diversidade. Crerei no Deus que determina as ações de todas as suas criaturas, até mesmo das
inanimadas. Cultuarei Jaweh em toda a sua Eterna Glória: esse Deus maravilhoso e ao mesmo tempo terrível.

Glória ao Seu Nome pela Eternidade!

Fonte: [ A verdade liberta, o erro condena ]


Via: [ Ministério Batista Beréia ]
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A invasão dos métodos humanos na igreja para conquistar os jovens!


Posted: 14 Feb 2010 01:10 AM PST
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por Marcos Sampaio

Há uma forte tendência hoje de se utilizar do marketing, métodos, estratégias e artifícios pragmáticos para manter a
congregação jovem nos templos como também para sensibilizar e atrair a juventude incrédula para igreja.

Como já afirmei em outra oportunidade, no artigo Igrejas com Vergonha do Evangelho, não sou retrógado, não dado à
mudança e ao novo, entretanto, o ponto aqui é em relação às metodologias meramente humanas que muitos pastores
têm abraçado como se fosse a maneira de fato, em um mundo pós-moderno, para conquistar os jovens perdidos e
fortalecer a fé dos santos em Cristo Jesus. Congregações que, em nome do crescimento e aceitação, tem apresentado
em suas reuniões um culto-show atraente e artístico; pastores que tem fracassado em não cuidar do rebanho de Deus
com a sã doutrina e, uma pregação que mais parece terapia secular do que qualquer outra coisa.

No entanto, creio que os nossos métodos de ministério só serão revolucionados se estivermos dispostos a examiná-Ios à
luz das Escrituras. O pastor e escritor J. I. Packer discute estas questões com profunda sabedoria em seu excelente
livro, Evangelização e Soberania de Deus [1]. Em Packer, por exemplo, percebemos quais meios se deve praticar o
evangelismo e o crescimento de igreja:

“Existe apenas um método de evangelismo, a saber, a explicação fiel e a aplicação da mensagem do evangelho. Disto
concluímos e este é o princípio-chave que estamos buscando - que o teste para qualquer estratégia, técnica ou estilo de
ação evangelística proposta deve ser o seguinte: Será isto em tudo fiel à Palavra? Foi idealizado tendo em vista ser um
meio de explicação fiel e completa do evangelho e de aplicação profunda e exata do mesmo? À medida em que for assim
planejado, é legítimo e correto; mas à medida em que tender a encobrir e obscurecer as realidades da mensagem e a
neutralizar a sua aplicação é perversa e errada”.

Packer tem razão. Creio profundamente que não podemos deixar de creditar o crescimento numérico e espiritual de
nossa congregação à vontade de nosso Deus soberano. Precisamos estar dispostos a não dependermos de recursos e
técnicas modernas, fórmulas, programas e artifícios humanos para fabricar crescimento de igreja e manter os jovens
nela. O que nos alegra é estarmos concentrados em um ousado ministério bíblico, deixando que o próprio Deus
acrescente pessoas à Sua igreja [Atos 2:47]. Nisso creio!

Portanto, o que nos cabe é sermos fiéis naquilo que o Senhor determinou em Sua poderosa Palavra; pois, a salvação, o
crescimento e a perseverança dos jovens santos é obra do próprio Deus!

NOTA:
[1] Leitura recomendada - J. I. Packer, “Evangelização e Soberania de Deus”, Edições Vida Nova.

Autor: Marcos Sampaio


Fonte: [ Fé Reformada ]